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@@ -0,0 +1,17 @@
+text[[234, 213, 805, 234]]
+Faculdade São Francisco de Assis – FSFA
+
+title[[315, 380, 728, 398]]
+# APOSTILA DA DISCIPLINA
+
+text[[428, 544, 613, 560]]
+Disciplina EAD
+
+text[[326, 588, 717, 604]]
+Linguagens Formais e Autômatos
+
+text[[397, 631, 645, 647]]
+Prof. Matheus Serpa
+
+text[[430, 830, 610, 846]]
+Março de 2026.
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@@ -0,0 +1,36 @@
+sub_title[[138, 85, 297, 110]]
+## SUMÁRIO
+
+text[[138, 148, 909, 859]]
+1 Introdução às Linguagens Formais 5
+1.1 Símbolos, Alfabetos e Cadeias 5
+1.1.1 Prefixo, Sufixo e Subpalavra 6
+1.1.2 Exemplos de Cadeias 7
+1.2 Linguagens Formais e Fecho de Kleene 7
+1.3 Operações sobre Cadeias e Linguagens 8
+1.3.1 Representações de Linguagens 9
+1.3.2 Potência e Fecho de uma Linguagem 9
+1.4 A Hierarquia de Chomsky — Visão Geral 10
+1.5 Aplicações: Fases de um Compilador 10
+1.6 Lista de Exercícios 11
+2 Conceitos sobre Linguagens Formais 13
+2.1 Gramáticas Formais 13
+2.1.1 Exemplo de Gramática 14
+2.2 Derivação e Linguagem Gerada 14
+2.2.1 Árvore de Derivação 14
+2.3 Hierarquia de Chomsky 15
+2.3.1 Exemplos por Tipo 16
+2.3.2 Gramáticas Regulares: Linear à Direita e à Esquerda 17
+2.4 Operações sobre Linguagens e Fechamento 17
+2.5 Relação entre Gramáticas e Reconhecimentos 18
+2.6 Lista de Exercícios 19
+3 Linguagens Regulares e Autômatos Finitos Determinísticos 21
+3.1 Autômatos Finitos Determinísticos 21
+3.1.1 Função de Transição Estendida e Aceitação 22
+3.2 Representações de um AFD 22
+3.2.1 Segundo Exemplo: AFD para Cadeias Terminadas em ab 23
+3.3 Computação Passo a Passo 24
+3.3.1 Exemplo: AFD para Paridade de a's 24
+3.3.2 Estado Morto e Funções Parciais 25
+3.4 Propriedades das Linguagens Regulares 25
+3.5 Lista de Exercícios 26
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,38 @@
+text[[137, 81, 909, 914]]
+4 Autômatos Finitos Não-Determinísticos 28
+4.1 Definição Formal de AFN 28
+4.1.1 Exemplo: AFN para Cadeias Terminadas em ab 29
+4.1.2 Exemplo: AFN para Cadeias Contendo aba como Subpalavra 29
+4.2 Função de Transição Estendida e Aceitação 30
+4.2.1 Exemplo de Computação 30
+4.3 Equivalência AFN-AFD: Construção de Subconjuntos 31
+4.3.1 Exemplo de Conversão 31
+4.4 Vantagens do Não-Determinismo 32
+4.5 Lista de Exercícios 33
+5 Autômatos Finitos com Movimentos Vazios 35
+5.1 Definição Formal de AFN-ε 35
+5.2 Fecho-ε 36
+5.2.1 Exemplo: AFN-ε M7 36
+5.2.2 Exemplo: AFN-ε para a*b* ∪ c 37
+5.3 Função de Transição Estendida 37
+5.4 Eliminação de ε-Transições 38
+5.4.1 Exemplo de Eliminação 39
+5.5 Equivalência AFN-ε, AFN e AFD 39
+5.5.1 Aplicações Práticas dos AFN-ε 40
+5.6 Lista de Exercícios 41
+6 Expressões Regulares 43
+6.1 Definição Formal 43
+6.2 Precedência dos Operadores 44
+6.2.1 Exemplos de Expressões Regulares 44
+6.3 Leis Algébricas 45
+6.4 Teorema de Kleene: ER e Linguagens Regulares 47
+6.4.1 Construção de Thompson 47
+6.4.2 Limitações das Expressões Regulares 48
+6.5 Lista de Exercícios 49
+7 Linguagens Livres de Contexto 51
+7.1 Gramática Livre de Contexto 51
+7.1.1 Definição Formal 51
+7.1.2 Exemplo: L = {a^n b^n | n ≥ 0} 52
+7.2 Derivações e Árvores de Derivação 53
+7.2.1 Derivação Mais à Esquerda e Mais à Direita 53
+7.2.2 Árvore de Derivação 54
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@@ -0,0 +1,36 @@
+text[[140, 81, 910, 856]]
+7.3 BNF e Gramáticas Ambíguas 54
+7.3.1 Notação BNF 54
+7.3.2 Ambiguidade 55
+7.3.3 Recursão em Gramáticas 56
+7.4 Lista de Exercícios 56
+8 Simplificação de GLC e Formas Normais 58
+8.1 Etapa 1: Eliminação de Símbolos Inúteis 59
+8.1.1 Identificação de Variáveis Geradoras 59
+8.1.2 Exemplo 60
+8.2 Etapa 2: Eliminação de Produções Vazias 60
+8.2.1 Algoritmo 60
+8.2.2 Exemplo Detalhado 61
+8.3 Etapa 3: Eliminação de Produções Unitárias 61
+8.3.1 Algoritmo 61
+8.3.2 Exemplo Detalhado 62
+8.4 Forma Normal de Chomsky 62
+8.4.1 Definição e Algoritmo 62
+8.4.2 Exemplo de Conversão para FNC 63
+8.4.3 Forma Normal de Greibach 63
+8.5 Lista de Exercícios 64
+9 Autômatos com Pilha 66
+9.1 Definição Formal 66
+9.1.1 A Sêxtupla 66
+9.1.2 Operações na Pilha 67
+9.2 Função de Transição 67
+9.2.1 Formato 67
+9.2.2 Não Determinismo 68
+9.3 Critérios de Parada 68
+9.3.1 ACEITA, REJEITA e LOOP 68
+9.4 Exemplo: AP para \( L = \{a^{n}b^{n} \mid n \geq 1\} \) 69
+9.4.1 Construção 69
+9.4.2 Processamento de aabb 69
+9.4.3 Processamento de entradas rejeitadas 70
+9.5 Visualização do Processamento 71
+9.6 Lista de Exercícios 71
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@@ -0,0 +1,39 @@
+text[[140, 81, 910, 920]]
+10 Construção de AP a partir de GLC 73
+10.1 Teorema e Construção Formal 73
+10.1.1 Enunciado 73
+10.1.2 Regras de Transição 73
+10.2 Exemplo: \( L = \{a^{n}b^{n} \mid n \geq 1\} \) 74
+10.2.1 Gramática em FNC 74
+10.2.2 Processamento de aabb 75
+10.2.3 Correspondência entre derivação e processamento 75
+10.3 Poder Computacional dos AP 76
+10.3.1 AP Determinístico versus Não Determinístico 76
+10.3.2 Correspondência na Hierarquia 76
+10.4 Lista de Exercícios 77
+11 Propriedades das Linguagens Livres de Contexto 79
+11.1 Lema do Bombeamento para LLC 79
+11.1.1 Enunciado Formal 79
+11.1.2 Exemplo: \( \{a^{n}b^{n}c^{n}\} \) Não é LLC 80
+11.2 Propriedades de Fechamento 81
+11.2.1 Operações que Preservam LLC 81
+11.2.2 Tabela Comparativa 82
+11.3 Decidibilidade 82
+11.3.1 Problemas Decidíveis e Indecidíveis 82
+11.3.2 Tabela de Decidibilidade 83
+11.4 Linguagens Inerentemente Ambiguas 83
+11.4.1 Definição e Exemplo 83
+11.4.2 Posição das LLC na Hierarquia 84
+11.5 Lista de Exercícios 84
+12 Máquina de Turing e Hierarquia de Chomsky 86
+12.1 Definição Formal 86
+12.1.1 A 8-Tupla 86
+12.1.2 Estrutura da Fita 87
+12.2 Critérios de Parada 87
+12.2.1 ACEITA, REJEITA e LOOP 87
+12.2.2 Exemplo: MT para \( \{a^{n}b^{n} \mid n \geq 1\} \) 88
+12.3 Tese de Church-Turing 89
+12.3.1 Enunciado e Significado 89
+12.4 Hierarquia de Chomsky Completa 90
+12.4.1 Os Quatro Tipos 90
+12.4.2 Tabela da Hierarquia 90
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@@ -0,0 +1,5 @@
+text[[140, 83, 905, 178]]
+12.4.3 Gramáticas Irrestritas 91
+12.4.4 Visão Geral dos Reconhecimentos 91
+12.5 Lista de Exercícios 92
+13 Referências 94
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@@ -0,0 +1,32 @@
+sub_title[[139, 87, 841, 110]]
+## 1 INTRODUÇÃO ÀS LINGUAGENS FORMAIS
+
+text[[136, 138, 907, 262]]
+A Teoria das Linguagens Formais é um dos pilares da Ciência da Computação. Desenvolvida inicialmente pelo linguista Noam Chomsky na década de 1950, seu objetivo original era formalizar o estudo das linguagens naturais. Posteriormente, verificou-se que os mesmos formalismos eram aplicáveis — e extremamente úteis — na descrição de linguagens artificiais, especialmente linguagens de programação e na construção de compiladores (MENEZES, 2011).
+
+text[[136, 266, 908, 432]]
+Compreender essa teoria permite ao profissional de computação entender os limites do que é computável, projetar linguagens de programação e construir ferramentas como compiladores, interpretadores e analisadores de texto. Conceitos dessa área são também aplicados em bioinformática, processamento de linguagem natural e verificação formal de sistemas (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002). De maneira complementar, o domínio de conceitos algorítmicos básicos — como estruturas de dados, recurso e análise de complexidade — é um pré-requisito importante para a compreensão dos modelos formais estudados nesta disciplina (MEDINA; FERTIG, 2006).
+
+text[[136, 436, 908, 582]]
+Além dessas aplicações clássicas, a teoria das linguagens formais possui conexões profundas com a álgebra abstrata, a lógica matemática e a teoria dos grafos. O estudo de monoides livres, por exemplo, fornece uma base algébrica para a concatenação de cadeias, enquanto a lógica de segunda ordem sobre cadeias finitas corresponde exatamente às linguagens regulares (SIPSER, 2007). Essas conexões interdisciplinares tornam a área fundamental não apenas para a prática da computação, mas também para a pesquisa em ciência da computação teórica.
+
+sub_title[[138, 609, 555, 627]]
+## 1.1 Símbolos, Alfabetos e Cadeias
+
+text[[136, 647, 906, 706]]
+Um símbolo (ou caractere) é uma entidade abstrata básica, não definida formalmente. Letras, dígitos e caracteres especiais são exemplos de símbolos. Símbolos são os átomos a partir dos quais construímos todas as estruturas da teoria.
+
+text[[136, 710, 907, 770]]
+Um alfabeto, denotado \( \Sigma \) , é um conjunto finito e não vazio de símbolos. A restrição de finitude é essencial: embora as linguagens possam ser infinitas, o conjunto de símbolos base é sempre finito. Exemplos clássicos:
+
+text[[138, 784, 433, 801]]
+• \( \Sigma_{1}=\{a,b\} \) — alfabeto binário;
+
+text[[138, 816, 542, 833]]
+• \( \Sigma_{2}=\{0,1\} \) — alfabeto dos dígitos binários;
+
+text[[138, 849, 717, 866]]
+• \( \Sigma_{3}=\{a,b,c,\ldots,z\} \) — 26 letras minúsculas do alfabeto romano.
+
+text[[138, 880, 906, 920]]
+A escolha do alfabeto depende do domínio de aplicação. Em computação, o alfabeto \( \{0,1\} \) é fundamental para representação binária; em linguagens de programação, o alfa-
\ No newline at end of file
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,44 @@
+text[[137, 85, 907, 144]]
+beto pode incluir letras, dígitos e símbolos especiais como +, ; e f. Independentemente do número de símbolos, a condição de finitude garante que possamos enumerar todos os elementos do alfabeto (MENEZES, 2011).
+
+text[[137, 148, 907, 272]]
+Uma cadeia (ou palavra) sobre \( \Sigma \) é uma sequência finita de símbolos de \( \Sigma \) . A cadeia vazia, denotada \( \varepsilon \) , não contém nenhum símbolo e desempenha papel análogo ao do zero na aritmética: é o elemento neutro da concatenação. O comprimento de uma cadeia w, denotado \( |w| \) , é o número de símbolos que a compõem; em particular, \( |\varepsilon| = 0 \) . A notação \( |w|_{a} \) indica o número de ocorrências do símbolo a em w. Exemplos sobre \( \Sigma = \{a, b\} \) : \( |abba| = 4 \) , \( |abba|_{a} = 2 \) , \( |abba|_{b} = 2 \) .
+
+text[[137, 276, 906, 336]]
+A n-ésima potência de uma cadeia w, denotada \( w^{n} \) , é a concatenação de w consigo mesma n vezes: \( w^{0} = \varepsilon \) e \( w^{n} = w \cdot w^{n-1} \) . Assim, para w = ab: \( w^{2} = abab \) e \( w^{3} = ababab \) . A notação \( a^{n} \) representa n cópias do símbolo a.
+
+sub_title[[186, 350, 552, 366]]
+## Exemplo – Cadeias e Comprimentos
+
+text[[153, 378, 576, 397]]
+Seja \(\Sigma = \{0, 1\}\). Considere as seguintes cadeias:
+
+text[[154, 411, 538, 430]]
+• \( w_{1}=0110 \) : \( |w_{1}|=4 \) , \( |w_{1}|_{0}=2 \) , \( |w_{1}|_{1}=2 \) ;
+
+text[[154, 444, 529, 463]]
+• \( w_{2}=111 \) : \( |w_{2}|=3 \) , \( |w_{2}|_{0}=0 \) , \( |w_{2}|_{1}=3 \) ;
+
+text[[154, 477, 328, 496]]
+• \( w_{3} = \varepsilon \) : \( |w_{3}| = 0 \) .
+
+text[[153, 510, 888, 552]]
+Observe que \( w_{1}^{2}=01100110 \) e \( |w_{1}^{2}|=2\cdot|w_{1}|=8 \) . De modo geral, vale a propriedade \( |w^{n}|=n\cdot|w| \) para qualquer cadeia w e inteiro \( n\geq0 \) .
+
+sub_title[[139, 582, 495, 599]]
+## 1.1.1 Prefixo, Sufixo e Subpalavra
+
+text[[137, 613, 907, 672]]
+Dada uma cadeia w, dizemos que x é prefixo de w se w = xy; sufixo se w = yx; e subpalavra se w = yxz, para cadeias y, z adequadas. Essas noções são essenciais na análise léxica de compiladores (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+text[[137, 676, 940, 736]]
+Por exemplo, para w = abcb: os prefixos são \( \varepsilon \) , a, ab, abc, abcb; os sufixos são \( \varepsilon \) , b, cb, bcb, abcb; e as subpalavras incluem \( \varepsilon \) , a, b, c, ab, bc, cb, abc, bcb, abcb. Um prefixo (ou sufixo) x é dito próprio se \( x \neq w \) e \( x \neq \varepsilon \) .
+
+text[[137, 741, 907, 822]]
+Note que a cadeia vazia \( \varepsilon \) é prefixo, sufixo e subpalavra de qualquer cadeia w, e toda cadeia w é prefixo, sufixo e subpalavra de si mesma. Uma cadeia de comprimento n possui exatamente \( n + 1 \) prefixos (incluindo \( \varepsilon \) e w) e \( n + 1 \) sufixos. O número de subpalavras distintas pode ser menor que \( \binom{n}{2} + n + 1 \) devido a repetições (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[186, 837, 504, 854]]
+## Contagem de Prefixos e Sufixos
+
+text[[155, 866, 445, 884]]
+Para uma cadeia w com \( |w| = n \) :
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@@ -0,0 +1,44 @@
+text[[155, 81, 567, 101]]
+- Número de prefixos (incluindo \(\varepsilon\) e \(w\)): \(n + 1\)
+
+text[[155, 113, 490, 134]]
+- Número de prefixos próprios: \(n - 1\)
+
+text[[155, 145, 560, 167]]
+- Número de sufixos (incluindo \(\varepsilon\) e \(w\)): \(n + 1\)
+
+text[[155, 179, 483, 200]]
+- Número de sufixos próprios: \(n - 1\)
+
+sub_title[[139, 227, 430, 247]]
+### 1.1.2 Exemplos de Cadeias
+
+text[[139, 257, 907, 299]]
+Sobre \(\Sigma = \{a, b\}\): \(\varepsilon\), \(a\), \(b\) são cadeias de comprimento 0 ou 1; \(ab\), \(ba\), \(aa\), \(bb\) são cadeias de comprimento 2; \(abba\) e \(aabb\) são cadeias de comprimento 4.
+
+text[[139, 299, 904, 343]]
+A Tabela [1.1] organiza as cadeias de comprimento 0 a 3 sobre o alfabeto \(\Sigma = \{a, b\}\), evidenciando que o número de cadeias de comprimento \(n\) é \(|\Sigma|^n = 2^n\).
+
+table_caption[[227, 355, 817, 377]]
+Tabela 1.1: Cadeias sobre \(\Sigma = \{a, b\}\) organizadas por comprimento.
+
+table[[139, 387, 905, 533]]
+
Comprimento
nΣnCadeias01ε12a, b24aa, ab, ba, bb38aaa, aab, aba, abb, baa, bab, bba, bbb
+
+sub_title[[139, 562, 655, 586]]
+## 1.2 Linguagens Formais e Fecho de Kleene
+
+text[[139, 600, 907, 641]]
+O **fecho de Kleene** de \(\Sigma\), denotado \(\Sigma^*\), é o conjunto de todas as cadeias sobre \(\Sigma\), incluindo \(\varepsilon\):
+
+equation[[380, 636, 666, 680]]
+\[ \Sigma^* = \bigcup_{i=0}^{\infty} \Sigma^i = \Sigma^0 \cup \Sigma^1 \cup \Sigma^2 \cup \dots \]
+
+text[[139, 686, 907, 750]]
+onde \(\Sigma^0 = \{\varepsilon\}\), \(\Sigma^1 = \Sigma\), e \(\Sigma^n\) é o conjunto das cadeias de comprimento \(n\). O **fecho positivo** \(\Sigma^+ = \Sigma^* - \{\varepsilon\}\) exclui a cadeia vazia. Note que \(\Sigma^*\) é sempre infinito e que \(|\Sigma^n| = |\Sigma|^n\) (SIPSER, 2007).
+
+text[[139, 750, 909, 835]]
+Uma **linguagem formal** \(L\) sobre \(\Sigma\) é qualquer subconjunto de \(\Sigma^*\): \(L \subseteq \Sigma^*\). Essa definição é bastante geral: inclui desde a linguagem vazia \(\emptyset\) até \(\Sigma^*\) inteiro. A linguagem vazia \(\emptyset\) (nenhuma cadeia) difere de \(\{\varepsilon\}\) (contém exatamente a cadeia vazia). A Tabela [1.2] apresenta exemplos.
+
+text[[139, 835, 907, 878]]
+A Figura [1.1] ilustra a relação entre o alfabeto \(\Sigma\), o fecho de Kleene \(\Sigma^*\) e uma linguagem \(L \subseteq \Sigma^*\), mostrando que toda linguagem é um subconjunto do universo de cadeias possíveis.
\ No newline at end of file
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@@ -0,0 +1,38 @@
+image[[350, 81, 700, 252]]
+
+
+image_caption[[169, 262, 870, 283]]
+Figura 1.1: Relação entre \(\Sigma\), \(L\) e \(\Sigma^*\): toda linguagem \(L\) é um subconjunto de \(\Sigma^*\).
+
+table_caption[[325, 313, 720, 334]]
+Tabela 1.2: Exemplos de linguagens formais.
+
+table[[137, 344, 907, 447]]
+AlfabetoLinguagem \(L\)Exemplos{0, 1}{w | |w| é par}ε, 00, 01, 10{a, b}{anbn | n ≥ 1}ab, aabb{a, b}{w | w = wR} (palíndromos)a, aba, abba
+
+sub_title[[186, 476, 428, 497]]
+Distinção Fundamental
+
+text[[155, 506, 460, 528]]
+É crucial distinguir três conceitos:
+
+text[[155, 540, 705, 561]]
+- A linguagem vazia \(\emptyset\) não contém nenhuma cadeia: \(|\emptyset| = 0\).
+
+text[[155, 574, 841, 595]]
+- A linguagem {ε} contém exatamente uma cadeia (a cadeia vazia): \(|\{ε\}| = 1\).
+
+text[[155, 607, 760, 628]]
+- A cadeia vazia ε é um elemento (uma cadeia), não uma linguagem.
+
+text[[155, 640, 852, 661]]
+Confundir esses conceitos é um dos erros mais frequentes em provas e exercícios.
+
+sub_title[[137, 693, 655, 716]]
+1.3 Operações sobre Cadeias e Linguagens
+
+text[[137, 730, 906, 814]]
+A **concatenação** de duas cadeias \(x\) e \(y\), denotada \(xy\), é a justaposição de seus símbolos. É associativa, possui \(\varepsilon\) como elemento neutro, mas **não** é comutativa. A **reversa** de \(w = a_1a_2\cdots a_n\), denotada \(w^R\), é \(a_n\cdots a_2a_1\); em particular, \(\varepsilon^R = \varepsilon\). Uma cadeia \(w\) com \(w = w^R\) é um **palíndromo** (SIPSER, 2007).
+
+text[[137, 815, 905, 922]]
+Sobre linguagens, definem-se: **união** \(L_1 \cup L_2\), **concatenação** \(L_1L_2 = \{xy \mid x \in L_1, y \in L_2\}\), **interseção** \(L_1 \cap L_2\), **complemento** \(\overline{L} = \Sigma^* - L\) e **fecho de Kleene** \(L^* = \bigcup_{i=0}^\infty L^i\). Por exemplo, para \(L_1 = \{a, ab\}\) e \(L_2 = \{b, ba\}\): \(L_1 \cup L_2 = \{a, ab, b, ba\}\) e \(L_1L_2 = \{ab, aba, abb, abba\}\). Essas operações permitem construir linguagens complexas a partir de linguagens simples.
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@@ -0,0 +1,48 @@
+sub_title[[188, 87, 586, 105]]
+Exemplo – Operações sobre Linguagens
+
+text[[155, 113, 717, 135]]
+Sejam \(L_1 = \{a, ab\}\) e \(L_2 = \{b, ba\}\) sobre \(\Sigma = \{a, b\}\). Calculemos:
+
+text[[155, 147, 450, 168]]
+- **União:*- \(L_1 \cup L_2 = \{a, ab, b, ba\}\)
+
+text[[155, 181, 576, 201]]
+- **Concatenação:*- \(L_1 \cdot L_2 = \{ab, aba, abb, abba\}\)
+
+text[[155, 214, 670, 234]]
+- **Interseção:*- \(L_1 \cap L_2 = \emptyset\) (nenhum elemento em comum)
+
+text[[155, 245, 386, 267]]
+- **Reversa:*- \(L_1^R = \{a, ba\}\)
+
+text[[155, 280, 888, 322]]
+Observe que a concatenação \(L_1 \cdot L_2\) é obtida concatenando cada cadeia de \(L_1\) com cada cadeia de \(L_2\): \(a \cdot b = ab\), \(a \cdot ba = aba\), \(ab \cdot b = abb\), \(ab \cdot ba = abba\).
+
+sub_title[[139, 351, 519, 371]]
+1.3.1 Representações de Linguagens
+
+text[[139, 381, 902, 465]]
+Linguagens podem ser representadas por: (1) **enumeração** — listar todas as cadeias, viável apenas para linguagens finitas; (2) **compreensão** — descrever por propriedade, ex.: \(L = \{a^n b^n \mid n \ge 1\}\); (3) **gramáticas formais** — regras que geram as cadeias; (4) **autômatos** — máquinas que reconhecem as cadeias (MENEZES, 2011).
+
+text[[139, 467, 905, 551]]
+Para cada classe na Hierarquia de Chomsky, existem formalismos geradores (gramáti-
+cas) e reconhecedores (autômatos) equivalentes. Essa dualidade é um dos resultados mais
+elegantes da teoria. Duas representações são **equivalentes** quando definem exatamente
+a mesma linguagem.
+
+text[[139, 553, 905, 637]]
+A escolha da representação depende do objetivo: para especificar padrões de busca, expressões regulares são mais convenientes; para implementar reconhecedores, autômatos finitos são preferíveis; para descrever a sintaxe de linguagens de programação, gramáticas livres de contexto são o padrão (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+sub_title[[139, 658, 580, 679]]
+1.3.2 Potência e Fecho de uma Linguagem
+
+text[[139, 689, 904, 773]]
+A potência de uma linguagem é definida como \(L^0 = \{\varepsilon\} \in L^n = L \cdot L^{n-1}\) para \(n \ge 1\).
+O **fecho de Kleene** de \(L\) é \(L^* = \bigcup_{i=0}^\infty L^i\) e o **fecho positivo** é \(L^+ = \bigcup_{i=1}^\infty L^i\). Essas operações são fundamentais na definição de expressões regulares e na especificação de padrões em compiladores (SIPSER, 2007).
+
+text[[169, 774, 870, 796]]
+Por exemplo, para \(L = \{a, ab\}\): \(L^0 = \{\varepsilon\}\), \(L^1 = \{a, ab\}\), \(L^2 = \{aa, aab, aba, abab\}\).
+
+text[[139, 796, 904, 860]]
+Observe que \(L^+ = L \cdot L^*\), ou equivalentemente, \(L^* = \{\varepsilon\} \cup L^+\). Quando \(\varepsilon \in L\), temos \(L^* = L^+\), pois a cadeia vazia já está presente na potência \(L^1\). Caso contrário, \(L^*\) e \(L^+\) diferem apenas pela presença de \(\varepsilon\) (MENEZES, 2011).
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@@ -0,0 +1,35 @@
+sub_title[[138, 87, 692, 106]]
+## 1.4 A Hierarquia de Chomsky — Visão Geral
+
+text[[136, 125, 907, 205]]
+A Hierarquia de Chomsky classifica as gramáticas (e as linguagens que elas geram) em quatro tipos, do mais restrito ao mais geral. Cada tipo corresponde a um modelo computacional de reconhecimento com poder expressivo crescente (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+text[[136, 209, 907, 270]]
+A Figura 1.2 apresenta visualmente a relação de inclusão entre os quatro tipos. Cada classe está estritamente contida na classe superior, ou seja, existem linguagens em cada nível que não pertencem ao nível inferior.
+
+image[[317, 284, 723, 500]]
+
+
+figure_title[[137, 512, 906, 547]]
+Figura 1.2: Hierarquia de Chomsky: relação de inclusão estrita entre os quatro tipos de linguagens.
+
+sub_title[[185, 579, 544, 597]]
+## Resumo da Hierarquia de Chomsky
+
+text[[154, 606, 889, 646]]
+• Tipo 3 – Regulares: reconhecidas por autômatos finitos. Exemplos: identificadores, constantes numéricas.
+
+text[[154, 660, 888, 701]]
+• Tipo 2 – Livres de Contexto: reconhecidas por autômatos com pilha. Exemplos: expressões aritméticas, parênteses balanceados.
+
+text[[154, 715, 888, 755]]
+• Tipo 1 – Sensíveis ao Contexto: reconhecidas por autômatos linearmente limitados. Exemplo: \( \{a^{n}b^{n}c^{n} \mid n \geq 1\} \) .
+
+text[[154, 769, 888, 810]]
+• Tipo 0 – Recursivamente Enumeráveis: reconhecidas por máquinas de Turing. Incluem linguagens para as quais não existe algoritmo de decisão.
+
+sub_title[[138, 842, 634, 863]]
+## 1.5 Aplicações: Fases de um Compilador
+
+text[[137, 880, 907, 920]]
+Um compilador traduz código-fonte de alto nível para linguagem de máquina. A teoria das linguagens formais fundamenta suas três principais fases de análise (HOPCROFT;
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@@ -0,0 +1,38 @@
+text[[138, 84, 409, 101]]
+ULLMAN; MOTWANI, 2002):
+
+text[[137, 121, 904, 161]]
+• Análise Lóxica: varre o código-fonte identificando tokens (palavras reservadas, identificadores, operadores). Baseia-se em linguagens regulares e autômatos finitos.
+
+text[[137, 176, 904, 215]]
+• Análise Sintática: verifica se a sequência de tokens obedece à gramática da linguagem. Baseia-se em linguagens livres de contexto e autômatos com pilha.
+
+text[[137, 230, 905, 269]]
+• Análise Semântica: verifica aspectos de significado, como compatibilidade de tipos e escopo de variáveis.
+
+text[[136, 288, 906, 369]]
+Autômatos finitos são úteis na modelagem de circuitos digitais e na análise léxica; gramáticas apoiam o reconhecimento de estruturas recursivas em linguagens de programação. Essas ferramentas teóricas são, portanto, indispensáveis na engenharia de compiladores modernos (SIPSER, 2007).
+
+text[[136, 373, 907, 476]]
+A Figura 1.3 ilustra as fases de análise de um compilador, mostrando como o código-fonte é processado sequencialmente. Cada fase utiliza formalismos distintos da teoria das linguagens formais: a análise léxica emprega autômatos finitos (Tipo 3), a análise sintática emprega gramáticas livres de contexto (Tipo 2), e a análise semântica utiliza técnicas que transcendem as linguagens livres de contexto (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+image[[138, 491, 911, 556]]
+
+
+figure_title[[194, 570, 850, 587]]
+Figura 1.3: Fases de análise de um compilador e os formalismos associados.
+
+text[[136, 613, 907, 736]]
+Além das fases de análise, um compilador realiza fases de síntese (geração e otimização de código). A tabela de símbolos, que armazena informações sobre identificadores, é uma estrutura compartilhada entre todas as fases. Ferramentas como lex (análise léxica) e yacc (análise sintática) automatizam a geração dessas fases a partir de especificações formais, demonstrando a aplicação direta da teoria na prática (DIVERIO; MENEZES, 2008).
+
+sub_title[[138, 765, 424, 783]]
+## 1.6 Lista de Exercícios
+
+text[[159, 802, 905, 840]]
+1. Qual foi o propósito inicial que motivou o desenvolvimento da Teoria das Linguagens Formais?
+
+text[[196, 857, 543, 874]]
+(a) Investigar hardware para Assembly.
+
+text[[196, 883, 497, 900]]
+(b) Analisar sistemas de arquivos.
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@@ -0,0 +1,62 @@
+text[[196, 84, 905, 124]]
+(c) Desenvolver teorias relacionadas às linguagens naturais, verificando depois aplicabilidade em linguagens artificiais.
+
+text[[195, 133, 525, 151]]
+(d) Melhorar velocidade de execução.
+
+text[[196, 160, 462, 178]]
+(e) Projetar módulos de rede.
+
+text[[158, 193, 801, 211]]
+2. Quais são as três análises mais comuns realizadas por um compilador?
+
+text[[195, 226, 521, 244]]
+(a) Simbólica, lexical, interpretativa.
+
+text[[195, 253, 490, 271]]
+(b) Lóxica, sintática e semântica.
+
+text[[195, 281, 468, 299]]
+(c) Formal, gráfica, heurística.
+
+text[[195, 307, 498, 326]]
+(d) Recursiva, linear, exponencial.
+
+text[[196, 335, 552, 353]]
+(e) Convergente, divergente, otimização.
+
+text[[159, 368, 758, 386]]
+3. Como funcionam as fases de análise léxica, sintática e semântica?
+
+text[[195, 401, 905, 440]]
+(a) Lóxica identifica erros lógicos; sintática atribui significado; semântica separa variáveis.
+
+text[[195, 449, 905, 488]]
+(b) Lóxica garante operações corretas; sintática converte para máquina; semântica verifica CPU.
+
+text[[195, 497, 905, 538]]
+(c) Lóxica varre código identificando tokens; sintática verifica estrutura (gramática); semântica checa significado (tipos corretos).
+
+text[[195, 546, 905, 586]]
+(d) Lóxica trata formatação; sintática traduz para Assembly; semântica decide plataformas.
+
+text[[196, 594, 905, 633]]
+(e) Lóxica substitui instruções; sintática monta declarações; semântica ignora símbolos.
+
+text[[159, 649, 820, 667]]
+4. Qual é o papel dos autômatos finitos e das gramáticas em compiladores?
+
+text[[195, 682, 652, 700]]
+(a) Autômatos não têm aplicação em análise léxica.
+
+text[[195, 709, 905, 749]]
+(b) Autômatos são úteis na modelagem de circuitos digitais e análise léxica; gramáticas apoiam reconhecimento de estruturas recursivas.
+
+text[[196, 758, 716, 776]]
+(c) Gramáticas foram substituídas por técnicas semânticas.
+
+text[[195, 786, 650, 804]]
+(d) Autômatos e gramáticas são um único conceito.
+
+text[[196, 812, 655, 831]]
+(e) Ambos só aparecem em linguagens de alto nível.
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@@ -0,0 +1,38 @@
+sub_title[[137, 88, 875, 110]]
+## 2 CONCEITOS SOBRE LINGUAGENS FORMAIS
+
+text[[137, 137, 907, 263]]
+Neste capítulo, estudamos os mecanismos que permitem definir e gerar linguagens de maneira precisa: as gramáticas formais. Uma gramática é um conjunto finito de regras que especifica como construir todas as cadeias de uma linguagem, mesmo quando essa linguagem é infinita. Além disso, apresentamos a célebre Hierarquia de Chomsky, que classifica as gramáticas em quatro tipos fundamentais, cada um associado a um modelo computacional de reconhecimento (MENEZES, 2011).
+
+text[[137, 265, 907, 348]]
+A Hierarquia de Chomsky organiza todo o estudo da disciplina e é um dos resultados mais importantes da ciência da computação teórica. Compreendê-la permite situar cada formalismo no contexto correto e entender o poder expressivo de cada classe de linguagens (SIPSER, 2007).
+
+text[[137, 351, 907, 456]]
+Gramáticas formais foram inicialmente propostas por Noam Chomsky para modelar a estrutura das linguagens naturais, mas rapidamente se mostraram indispensáveis na descrição de linguagens de programação. A notação BNF (Backus-Naur Form), amplamente utilizada na especificação de linguagens como Algol, Pascal e C, é essencialmente uma gramática livre de contexto (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+sub_title[[137, 483, 441, 504]]
+### 2.1 Gramáticas Formais
+
+text[[137, 519, 904, 625]]
+Uma gramática formal é uma quádrupla \(G = (V, T, P, S)\), onde: \(V\) é o conjunto finito de variáveis (não-terminais); \(T\) é o conjunto finito de **terminais**, com \(V \cap T = \emptyset\); \(P\) é o conjunto finito de **regras de produção**; e \(S \in V\) é o **símbolo inicial**. Os terminais são os símbolos que aparecem nas cadeias finais; as variáveis são auxiliares no processo de geração (SIPSER, 2007).
+
+text[[137, 627, 907, 668]]
+Cada regra tem a forma \(\alpha \to \beta\), onde \(\alpha\) contém ao menos uma variável. Quando uma variável \(A\) possui múltiplas produções, usamos a notação \(A \to \alpha_1 \mid \alpha_2 \mid \dots \mid \alpha_n\).
+
+sub_title[[186, 682, 522, 700]]
+#### Componentes de uma Gramática
+
+text[[156, 710, 585, 730]]
+Uma gramática \(G = (V, T, P, S)\) é composta por:
+
+text[[156, 743, 888, 784]]
+- \(V\) — variáveis (não-terminais): símbolos auxiliares usados na geração. Convenção: letras maiúsculas \((S, A, B, \dots)\).
+
+text[[156, 797, 888, 839]]
+- \(T\) — terminais: símbolos que compõem as cadeias finais. Convenção: letras minúsculas \((a, b, c, \dots)\) ou dígitos.
+
+text[[156, 852, 848, 872]]
+- \(P\) — regras de produção: definem como substituir cadeias contendo variáveis.
+
+text[[156, 885, 780, 906]]
+- \(S\) — símbolo inicial: variável a partir da qual toda derivação começa.
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@@ -0,0 +1,47 @@
+text[[155, 81, 888, 120]]
+A condição \(V \cap T = \emptyset\) garante que não há ambiguidade sobre a natureza de cada símbolo.
+
+sub_title[[139, 145, 445, 165]]
+### 2.1.1 Exemplo de Gramática
+
+text[[139, 177, 904, 218]]
+Considere \(G_1 = (\{S\}, \{a, b\}, P, S)\) com \(P = \{S \to aSb \mid ab\}\). Essa gramática gera \(L(G_1) = \{a^nb^n \mid n \ge 1\}\). Para derivar \(aaabb\): \(S \Rightarrow aSb \Rightarrow aaSb \Rightarrow aaabb\).
+
+text[[139, 220, 904, 261]]
+Outra gramática \(G_2 = (\{S, A\}, \{a, b\}, \{S \to aAb, A \to aAb \mid \varepsilon\}, S)\) gera a mesma linguagem. Gramáticas que geram a mesma linguagem são ditas equivalentes.
+
+sub_title[[187, 273, 594, 293]]
+#### Exemplo – Gramática para Palíndromos
+
+text[[155, 302, 619, 323]]
+A gramática \(G_3 = (\{S\}, \{a, b\}, P, S)\) com produções:
+
+equation[[415, 341, 630, 360]]
+\[S \to aSa \mid bSb \mid a \mid b \mid \varepsilon\]
+
+text[[155, 380, 884, 421]]
+gera a linguagem dos palíndromos sobre \(\{a, b\}\): \(L(G_3) = \{w \in \{a, b\}^* \mid w = w^R\}\). Derivação de \(abba\):
+
+equation[[366, 424, 678, 441]]
+\[S \Rightarrow aSa \Rightarrow abSba \Rightarrow ab\varepsilon ba = abba\]
+
+text[[155, 455, 888, 496]]
+Note que as produções \(S \to a\) e \(S \to b\) geram palíndromos de comprimento ímpar, enquanto \(S \to \varepsilon\) gera palíndromos de comprimento par.
+
+sub_title[[139, 526, 571, 549]]
+## 2.2 Derivação e Linguagem Gerada
+
+text[[139, 565, 905, 648]]
+A **derivação** consiste na aplicação sucessiva de regras de produção a partir de \(S\). Dizemos que \(\alpha\) **deriva diretamente** \(\beta\) (\(\alpha \Rightarrow \beta\)) se \(\beta\) é obtida substituindo em \(\alpha\) uma ocorrência do lado esquerdo de alguma produção pelo respectivo lado direito. A notação \(\alpha \Rightarrow^* \beta\) indica zero ou mais passos de derivação (MENEZES, 2011).
+
+text[[139, 650, 905, 714]]
+A **linguagem gerada** por \(G\) é \(L(G) = \{w \in T^* \mid S \Rightarrow^* w\}\), ou seja, todas as cadeias de terminais deriváveis a partir de \(S\). A cadeia \(w\) pertence a \(L(G)\) se e somente se pode ser obtida por uma sequência finita de aplicações de regras de produção.
+
+text[[139, 714, 904, 799]]
+É importante distinguir entre **formas sentenciais** e **sentenças**. Uma forma sentencial é qualquer cadeia \(\alpha \in (V \cup T)^*\) tal que \(S \Rightarrow^* \alpha\); ela pode conter variáveis. Uma sentença é uma forma sentencial que pertence a \(T^*\), ou seja, não contém variáveis. Assim, \(L(G)\) é o conjunto de todas as sentenças deriváveis a partir de \(S\) (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[139, 820, 419, 839]]
+### 2.2.1 Árvore de Derivação
+
+text[[139, 852, 907, 913]]
+Para gramáticas livres de contexto (Tipo 2), cada derivação pode ser representada por uma **árvore de derivação** (ou árvore sintática). A raiz é o símbolo inicial \(S\), os nós internos são variáveis e as folhas são terminais ou \(\varepsilon\). A leitura das folhas da esquerda para
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@@ -0,0 +1,32 @@
+text[[137, 84, 905, 123]]
+a direita produz a cadeia derivada. Árvores de derivação são a base da análise sintática em compiladores (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+text[[137, 127, 907, 166]]
+A Figura 2.1 mostra a árvore de derivação da cadeia aabb na gramática \( G_{1} \) com as produções \( S \rightarrow aSb \mid ab \) .
+
+image[[396, 185, 649, 278]]
+
+
+figure_title[[189, 292, 853, 309]]
+Figura 2.1: Árvore de derivação de aabb na gramática \( G_{1} \) : \( S \Rightarrow aSb \Rightarrow aabb \) .
+
+text[[136, 335, 907, 436]]
+Uma gramática é ambígua se existe pelo menos uma cadeia com mais de uma árvore de derivação distinta. A ambiguidade é indesejável em linguagens de programação, pois pode levar a interpretações diferentes do mesmo programa. Técnicas de desambigução incluem a reformulação da gramática e o uso de regras de precedência (LEWIS; PAPADIMITRIOU, 2004).
+
+sub_title[[137, 464, 480, 484]]
+## 2.3 Hierarquia de Chomsky
+
+text[[136, 501, 907, 562]]
+Chomsky (1956) classificou as gramáticas em quatro tipos conforme as restrições sobre suas produções. A cada tipo corresponde uma classe de linguagens e um dispositivo de reconhecimento (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+figure_title[[364, 576, 680, 594]]
+Tabela 2.1: Hierarquia de Chomsky.
+
+table[[139, 606, 904, 790]]
+TipoGramáticaRestriçõesReconhecedor0Irrestrita\( \alpha \rightarrow \beta \) , sem restrições adicionaisMáquina de Turing1Sensível ao Contexto\( |\alpha| \leq |\beta| \)Aut. Lin. Limitado2Livre de Contexto\( A \rightarrow \alpha \) , com \( A \in V \)Autômato com Pilha3Regular\( A \rightarrow aB \) ou \( A \rightarrow a \)Autômato Finito
+
+text[[137, 816, 907, 876]]
+A relação de inclusão estrita entre as classes é: Regulares ⊂ Livres de Contexto ⊂ Sensíveis ao Contexto ⊂ Recursivamente Enumeráveis. Em cada nível, existem linguagens que não pertencem à classe inferior.
+
+text[[137, 880, 907, 919]]
+A Figura 2.2 ilustra essa relação de inclusão, mostrando exemplos de linguagens pertencentes a cada nível mas não ao nível inferior. Essa organização hierárquica guia o
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@@ -0,0 +1,35 @@
+text[[137, 85, 906, 123]]
+estudo da disciplina: começamos pelas linguagens regulares (mais simples) e avançamos para classes mais expressivas.
+
+image[[305, 139, 738, 375]]
+
+
+figure_title[[137, 386, 905, 420]]
+Figura 2.2: Diagrama de Venn da Hierarquia de Chomsky com exemplos de linguagens em cada nível.
+
+sub_title[[138, 450, 404, 468]]
+## 2.3.1 Exemplos por Tipo
+
+text[[137, 480, 905, 541]]
+Uma gramática regular (Tipo 3) tem produções da forma \( A \rightarrow aB \) ou \( A \rightarrow a \) . Exemplo: \( G_{4} = (\{S, A\}, \{a, b\}, P, S) \) com \( S \rightarrow aS \mid bA \) , \( A \rightarrow bA \mid b \) gera \( L(G_{4}) = \{a^{m}b^{n} \mid m \geq 0, n \geq 1\} \) . Derivação de aabb: \( S \Rightarrow aS \Rightarrow aaS \Rightarrow aabA \Rightarrow aabb \) .
+
+text[[137, 544, 907, 627]]
+Uma gramática livre de contexto (Tipo 2) permite \( A \rightarrow \alpha \) com \( \alpha \) qualquer cadeia de terminais e variáveis: \( S \rightarrow SS \mid (S) \mid \varepsilon \) gera a linguagem de parênteses balanceados. Já a linguagem \( \{a^{n}b^{n}c^{n} \mid n \geq 1\} \) requer gramática sensível ao contexto (Tipo 1), pois precisa de produções com mais de uma variável no lado esquerdo (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[185, 640, 625, 658]]
+## Exemplo – Derivações Detalhadas por Tipo
+
+text[[153, 668, 792, 688]]
+Tipo 3 (Regular): \( G_{4} \) com \( S \rightarrow aS \mid bA \in A \rightarrow bA \mid b \) . Para gerar abbb:
+
+equation[[383, 707, 664, 725]]
+ \[ S\Rightarrow aS\Rightarrow abA\Rightarrow abbA\Rightarrow abbb \]
+
+text[[185, 746, 836, 765]]
+Tipo 2 (Livre de Contexto): \( G_{5} \) com \( S \rightarrow SS \mid (S) \mid \varepsilon \) . Para gerar \( (() \) :
+
+equation[[414, 784, 631, 803]]
+ \[ S\Rightarrow(S)\Rightarrow((S))\Rightarrow(() \]
+
+text[[153, 824, 889, 907]]
+Tipo 1 (Sensível ao Contexto): A linguagem \( \{a^{n}b^{n}c^{n} \mid n \geq 1\} \) não pode ser gerada por nenhuma gramática livre de contexto, mas pode ser gerada por uma gramática sensível ao contexto com regras que garantem \( |\alpha| \leq |\beta| \) em cada produção \( \alpha \rightarrow \beta \) .
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@@ -0,0 +1,29 @@
+sub_title[[137, 85, 741, 102]]
+## 2.3.2 Gramáticas Regulares: Linear à Direita e à Esquerda
+
+text[[136, 116, 906, 218]]
+As gramáticas regulares podem ser classificadas em dois subtipos. Uma gramática linear à direita possui produções da forma \( A \rightarrow wB \) ou \( A \rightarrow w \) , onde \( w \in T^{*} \) e \( B \in V \) . Uma gramática linear à esquerda possui produções da forma \( A \rightarrow Bw \) ou \( A \rightarrow w \) . Ambos os subtipos geram exatamente as linguagens regulares, mas não devem ser misturados na mesma gramática (MENEZES, 2011).
+
+text[[136, 222, 906, 283]]
+A conversão entre gramáticas lineares à direita e à esquerda é possível por meio da reversão da linguagem. Se G é linear à direita e gera L, então existe uma gramática linear à esquerda que gera a mesma linguagem L (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+text[[137, 293, 901, 591]]
+Exemplo – Gramática Linear à Direita e à Esquerda
+Considere a linguagem \( L = \{a^{m}b^{n} \mid m \geq 1, n \geq 1\} \) .
+Gramática linear à direita: \( G_{D} = (\{S, A\}, \{a, b\}, P_{D}, S) \) com:
+ \( S \rightarrow aS \mid aA, \quad A \rightarrow bA \mid b \)
+Derivação de aabb: \( S \Rightarrow aS \Rightarrow aaA \Rightarrow aabA \Rightarrow aabb \) .
+Gramática linear à esquerda: \( G_{E} = (\{S, B\}, \{a, b\}, P_{E}, S) \) com:
+ \( S \rightarrow Sb \mid Bb, \quad B \rightarrow Ba \mid a \)
+Derivação de aabb: \( S \Rightarrow Sb \Rightarrow Bbb \Rightarrow Babb \Rightarrow aabb \) .
+Ambas geram a mesma linguagem L, ilustrando a equivalência entre os dois sub-
+tipos.
+
+sub_title[[137, 618, 700, 638]]
+## 2.4 Operações sobre Linguagens e Fechamento
+
+text[[136, 656, 905, 716]]
+Uma classe de linguagens é fechada sob uma operação se o resultado da operação aplicada a linguagens da classe permanece na classe. As principais operações são: união, interseção, concatenação, complemento e fecho de Kleene (MENEZES, 2011).
+
+text[[137, 719, 905, 758]]
+A Tabela 2.2 resume as propriedades de fechamento. Esses resultados serão demonstrados ao longo dos próximos capítulos para as linguagens regulares.
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,23 @@
+figure_title[[232, 82, 810, 100]]
+Tabela 2.2: Propriedades de fechamento das classes de linguagens.
+
+table[[140, 113, 904, 297]]
+ClasseUniãoInters.Compl.Concat.KleeneRegularSimSimSimSimSimLivre de ContextoSimNãoNãoSimSimSensível ao Cont.SimSimSimSimSimRec. EnumerávelSimSimNãoSimSim
+
+sub_title[[186, 330, 475, 347]]
+## Fechamento e Decidibilidade
+
+text[[150, 355, 890, 481]]
+As propriedades de fechamento têm consequências práticas importantes. O fato de que linguagens regulares são fechadas sob complemento e interseção permite, por exemplo, verificar se a interseção de duas linguagens regulares é vazia — um problema decidível. Por outro lado, como linguagens livres de contexto não são fechadas sob interseção, problemas análogos para essa classe podem ser indecidíveis (LEWIS; PAPADIMITRIOU, 2004).
+
+sub_title[[137, 514, 720, 534]]
+## 2.5 Relação entre Gramáticas e Reconhecedores
+
+text[[136, 552, 907, 654]]
+Para cada tipo de gramática na Hierarquia de Chomsky, existe um modelo computacional equivalente: gramáticas regulares correspondem a autômatos finitos; gramáticas livres de contexto a autômatos com pilha; gramáticas sensíveis ao contexto a autômatos linearmente limitados; e gramáticas irrestritas a máquinas de Turing (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+text[[136, 658, 907, 739]]
+Essa dualidade entre geradores e reconhecedores permite escolher o formalismo mais conveniente para cada situação: gramáticas são naturais para gerar linguagens, enquanto autômatos são naturais para reconhecer se uma cadeia pertence a uma linguagem (LEWIS; PAPADIMITRIOU, 2004).
+
+text[[137, 743, 907, 783]]
+A Tabela 2.3 resume a correspondência entre formalismos geradores e reconhecedores para cada nível da hierarquia, incluindo os problemas de decisão associados.
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,47 @@
+figure_title[[146, 82, 897, 100]]
+Tabela 2.3: Correspondência entre gramáticas, reconhecedores e problemas de decisão.
+
+table[[140, 113, 904, 318]]
+TipoGramáticaReconhecedorPertinência3RegularAutômato FinitoDecidível em \( O(n) \)2Livre de ContextoAut. com PilhaDecidível em \( O(n^{3}) \)1Sens. ao ContextoAut. Lin. LimitadoDecidível (PSPACE)0IrrestritaMáquina de TuringIndecidível
+
+text[[136, 345, 907, 470]]
+Observe que a complexidade do problema de pertinência cresce com o tipo da gramática. Para linguagens regulares, o teste de pertinência é realizado em tempo linear, simulando o autômato finito. Para linguagens livres de contexto, o algoritmo CYK resolve o problema em tempo \( O(n^{3}) \) . Para linguagens sensíveis ao contexto, o problema é decidível mas pode exigir espaço exponencial. Para linguagens recursivamente enumeráveis (Tipo 0), o problema de pertinência é decidível em geral (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[137, 497, 425, 515]]
+## 2.6 Lista de Exercícios
+
+text[[157, 534, 810, 551]]
+1. Qual das alternativas descreve corretamente linguagem formal sobre Σ?
+
+text[[195, 567, 666, 584]]
+(a) Conjunto infinito que inclui somente cadeia vazia.
+
+text[[195, 594, 905, 632]]
+(b) Qualquer subconjunto de \( \Sigma^{*} \) (finito ou infinito), formado por cadeias de comprimento finito.
+
+text[[196, 643, 557, 659]]
+(c) Todas as cadeias de alfabeto infinito.
+
+text[[195, 670, 708, 687]]
+(d) Apenas cadeias sem repetições, excluindo cadeia vazia.
+
+text[[196, 697, 730, 714]]
+(e) Cadeias com número de símbolos igual ao tamanho de \( \Sigma \) .
+
+text[[157, 730, 860, 747]]
+2. Em relação a terminais \( (T) \) e não-terminais \( (V) \) , qual afirmação está correta?
+
+text[[196, 763, 552, 780]]
+(a) Terminais substituídos por variáveis.
+
+text[[196, 790, 531, 806]]
+(b) Não-terminais são unidades finais.
+
+text[[196, 818, 544, 835]]
+(c) Terminais não aparecem nas regras.
+
+text[[196, 845, 906, 882]]
+(d) Não-terminais são variáveis que geram cadeias; terminais são elementos básicos das sentenças finais.
+
+text[[197, 893, 481, 910]]
+(e) Não há diferença conceitual.
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,35 @@
+text[[157, 85, 600, 102]]
+3. A derivação de uma cadeia ocorre por meio de:
+
+text[[193, 117, 907, 157]]
+(a) Substituições sucessivas de subpalavras que correspondem ao lado esquerdo de regras de produção.
+
+text[[194, 166, 475, 184]]
+(b) Comparações entre cadeias.
+
+text[[194, 193, 539, 211]]
+(c) Enumerações de todos os símbolos.
+
+text[[194, 220, 688, 238]]
+(d) Escolha de qualquer sequência sem consultar regras.
+
+text[[195, 247, 617, 265]]
+(e) Retirada de não-terminais sem substituição.
+
+text[[157, 281, 475, 298]]
+4. O conjunto \( L(G) \) é formado por:
+
+text[[194, 314, 672, 332]]
+(a) Todas as cadeias de não-terminais deriváveis de S.
+
+text[[194, 341, 673, 359]]
+(b) Qualquer sequência de terminais ou não-terminais.
+
+text[[194, 368, 907, 407]]
+(c) Cadeias sobre T geradas por S por meio de zero ou mais aplicações de regras de produção.
+
+text[[194, 416, 544, 434]]
+(d) Cadeias sobre V e T sem terminais.
+
+text[[195, 443, 596, 461]]
+(e) Cadeias de comprimento infinito sobre V.
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,36 @@
+sub_title[[137, 87, 904, 142]]
+## 3 LINGUAGENS REGULARES E AUTÔMATOS FI-
+NITOS DETERMINÍSTICOS
+
+text[[136, 171, 907, 294]]
+Neste capítulo, estudamos a classe mais restrita da Hierarquia de Chomsky: as linguagens regulares (Tipo 3). Apesar de serem a classe com menor poder expressivo, possuem enorme importância prática, fundamentando analisadores léxicos, buscas com expressões regulares e validação de formatos de dados. Apresentamos o autômato finito determinístico (AFD) como modelo de reconhecimento dessas linguagens (MENEZES, 2011).
+
+text[[136, 298, 907, 380]]
+Uma linguagem L é regular se existir uma gramática regular, um autômato finito ou uma expressão regular que a defina. Esses três formalismos possuem exatamente o mesmo poder expressivo; neste capítulo, focamos no AFD e em sua relação com gramáticas regulares (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+text[[136, 383, 907, 487]]
+O estudo dos autômatos finitos determinísticos é o ponto de partida natural para a teoria dos autômatos. Por serem o modelo mais simples de computação, os AFDs permitem introduzir conceitos fundamentais — como estado, transição e aceitação — de forma clara e acessível, antes de avançar para modelos mais complexos nos capítulos seguintes.
+
+sub_title[[137, 514, 611, 533]]
+## 3.1 Autômatos Finitos Determinísticos
+
+text[[137, 551, 906, 611]]
+Um AFD é uma 5-tupla \( M = (\Sigma, Q, \delta, q_0, F) \) , onde: \( \Sigma \) é o alfabeto de entrada; Q é o conjunto finito de estados; \( \delta : Q \times \Sigma \to Q \) é a função de transição (total); \( q_0 \in Q \) é o estado inicial; e \( F \subseteq Q \) é o conjunto de estados finais.
+
+text[[137, 616, 907, 697]]
+A função \( \delta \) é total: para cada par \( (q, a) \) , existe exatamente um estado destino. Isso garante o determinismo — a computação nunca “trava”. Quando necessário, adiciona-se um estado morto \( q_{d} \notin F \) com \( \delta(q_{d}, a) = q_{d} \) para todo a, garantindo totalidade da função (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[186, 710, 330, 727]]
+## Determinismo
+
+text[[152, 737, 888, 777]]
+A propriedade essencial de um AFD é o determinismo: para cada par (estado atual, símbolo lido), existe exatamente um estado seguinte. Isso significa que:
+
+text[[153, 792, 713, 809]]
+• Não há escolha: o próximo estado é unicamente determinado;
+
+text[[153, 825, 696, 842]]
+• Não há bloqueio: a função δ é definida para todo par (q, a);
+
+text[[153, 858, 771, 875]]
+• A computação é uma sequência única de estados (sem ramificações).
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,29 @@
+sub_title[[137, 85, 641, 102]]
+## 3.1.1 Função de Transição Estendida e Aceitação
+
+text[[136, 116, 905, 175]]
+A função de transição estendida \( \delta^{*}: Q \times \Sigma^{*} \to Q \) é definida recursivamente: \( \delta^{*}(q, \varepsilon) = q \) e \( \delta^{*}(q, wa) = \delta(\delta^{*}(q, w), a) \) . A linguagem aceita por \( M \in L(M) = \{w \in \Sigma^{*} \mid \delta^{*}(q_{0}, w) \in F\} \) .
+
+text[[137, 180, 905, 218]]
+Uma cadeia w é aceita se, ao processar todos os seus símbolos a partir de \( q_{0} \) , o autômato atinge um estado em F; caso contrário, w é rejeitada.
+
+text[[136, 222, 907, 304]]
+A função estendida \( \delta^{*} \) generaliza \( \delta \) para cadeias de comprimento arbitrário. Por exemplo, se \( \delta^{*}(q_{0}, ab) = q_{2} \) e \( \delta(q_{2}, a) = q_{1} \) , então \( \delta^{*}(q_{0}, aba) = q_{1} \) . Essa definição recursiva permite analisar a computação do autômato símbolo por símbolo, o que é a base de qualquer implementação prática (MENEZES, 2011).
+
+sub_title[[137, 332, 530, 351]]
+## 3.2 Representações de um AFD
+
+text[[136, 369, 907, 450]]
+Um AFD pode ser representado pela 5-tupla formal, pela tabela de transição ou pelo diagrama de estados. Na tabela, linhas são estados e colunas são símbolos; → indica o estado inicial e * indica estados finais. No diagrama, estados são círculos, transições são setas rotuladas, o estado inicial recebe seta de entrada, e estados finais têm borda dupla.
+
+text[[136, 455, 907, 535]]
+Cada representação tem suas vantagens: a 5-tupla formal é precisa e adequada para definições e provas; a tabela de transição facilita a implementação computacional; e o diagrama de estados oferece uma visualização intuitiva do comportamento do autômato (SIPSER, 2007).
+
+text[[137, 538, 904, 579]]
+A Tabela 3.1 e a Figura 3.1 mostram o AFD \( M_{1} = (\{a, b\}, \{q_{0}, q_{a}, q_{b}, q_{f}\}, \delta, q_{0}, \{q_{f}\}) \) que aceita cadeias contendo aa ou bb como subpalavra.
+
+figure_title[[324, 593, 718, 610]]
+Tabela 3.1: Tabela de transição do AFD \( M_{1} \)
+
+table[[451, 625, 593, 744]]
+\( \delta \)ab\( \rightarrow q_{0} \)\( q_{a} \)\( q_{b} \)\( q_{a} \)\( q_{f} \)\( q_{b} \)\( q_{b} \)\( q_{a} \)\( q_{f} \)\( *q_{f} \)\( q_{f} \)\( q_{f} \)
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,26 @@
+image[[285, 80, 768, 263]]
+
+
+figure_title[[225, 275, 817, 292]]
+Figura 3.1: AFD \( M_{1} \) : aceita cadeias com aa ou bb como subpalavra.
+
+sub_title[[137, 321, 778, 338]]
+## 3.2.1 Segundo Exemplo: AFD para Cadeias Terminadas em ab
+
+text[[136, 351, 906, 412]]
+Considere o AFD \( M_{2} = (\{a, b\}, \{q_{0}, q_{1}, q_{2}\}, \delta, q_{0}, \{q_{2}\}) \) que aceita todas as cadeias sobre \( \{a, b\} \) terminadas em ab. A ideia é que o estado \( q_{0} \) representa “nenhum progresso”, \( q_{1} \) representa “último símbolo lido foi a” e \( q_{2} \) representa “últimos dois símbolos foram ab”.
+
+figure_title[[204, 425, 839, 443]]
+Tabela 3.2: Tabela de transição do AFD \( M_{2} \) (cadeias terminadas em ab).
+
+table[[451, 456, 593, 555]]
+\( \delta \)ab\( \rightarrow q_{0} \)\( q_{1} \)\( q_{0} \)\( q_{1} \)\( q_{1} \)\( q_{2} \)\( *q_{2} \)\( q_{1} \)\( q_{0} \)
+
+image[[280, 592, 780, 746]]
+
+
+figure_title[[280, 760, 763, 776]]
+Figura 3.2: AFD \( M_{2} \) : aceita cadeias terminadas em ab.
+
+text[[136, 803, 907, 884]]
+Note que este AFD possui 3 estados, cada um codificando informação sobre os últimos símbolos lidos. Essa técnica de projetar estados como “memória” do sufixo recente é amplamente utilizada na construção de AFDs para padrões de subcadeias (MENEZES, 2011).
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@@ -0,0 +1,56 @@
+sub_title[[137, 86, 523, 106]]
+## 3.3 Computação Passo a Passo
+
+text[[137, 123, 906, 163]]
+Para verificar a aceitação de uma cadeia, simulamos \(\delta^*\) passo a passo. No AFD \(M_1\), para \(w = abba\):
+
+equation[[372, 163, 670, 186]]
+\[q_0 \xrightarrow{a} q_a \xrightarrow{b} q_b \xrightarrow{b} q_f \xrightarrow{a} q_f \in F \quad \checkmark\]
+
+text[[137, 196, 644, 216]]
+A cadeia \(abba\) é aceita, pois contém \(bb\). Já para \(w = abab\):
+
+equation[[372, 231, 666, 255]]
+\[q_0 \xrightarrow{a} q_a \xrightarrow{b} q_b \xrightarrow{a} q_a \xrightarrow{b} q_b \notin F \quad \times\]
+
+text[[137, 275, 612, 294]]
+A cadeia \(abab\) é rejeitada, pois não contém \(aa\) nem \(bb\).
+
+sub_title[[187, 305, 555, 327]]
+### Exemplo – Computação no AFD \(M_2\)
+
+text[[157, 334, 825, 355]]
+Verifiquemos a aceitação de cadeias no AFD \(M_2\) (cadeias terminadas em \(ab\)):
+
+text[[187, 355, 666, 377]]
+Cadeia \(w = bab\): \(q_0 \xrightarrow{b} q_0 \xrightarrow{a} q_1 \xrightarrow{b} q_2 \in F \quad \checkmark\) (aceita)
+
+text[[187, 376, 692, 398]]
+Cadeia \(w = aba\): \(q_0 \xrightarrow{a} q_1 \xrightarrow{b} q_2 \xrightarrow{a} q_1 \notin F \quad \times\) (rejeitada)
+
+text[[187, 398, 666, 419]]
+Cadeia \(w = aab\): \(q_0 \xrightarrow{a} q_1 \xrightarrow{a} q_1 \xrightarrow{b} q_2 \in F \quad \checkmark\) (aceita)
+
+text[[187, 419, 632, 440]]
+Cadeia \(w = bb\): \(q_0 \xrightarrow{b} q_0 \xrightarrow{b} q_0 \notin F \quad \times\) (rejeitada)
+
+text[[157, 441, 888, 483]]
+Observe que \(bb\) é rejeitada pois não termina em \(ab\), confirmando o comportamento esperado.
+
+text[[137, 500, 905, 540]]
+Outro exemplo clássico é o AFD para cadeias com número par de \(a\)'s e par de \(b\)'s, que exige \(2 \times 2 = 4\) estados codificando a paridade de cada símbolo (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[137, 562, 580, 583]]
+### 3.3.1 Exemplo: AFD para Paridade de \(a\)'s
+
+text[[137, 593, 906, 657]]
+O AFD \(M_3 = (\{a, b\}, \{q_{\text{par}}, q_{\text{impar}}\}, \delta, q_{\text{par}}, \{q_{\text{par}}\})\) aceita cadeias com número par de \(a\)'s (incluindo zero). O estado \(q_{\text{par}}\) indica que o número de \(a\)'s lidos até o momento é par, e \(q_{\text{impar}}\) indica que é ímpar. Os \(b\)'s não alteram a paridade.
+
+image[[360, 671, 700, 789]]
+
+
+image_caption[[258, 800, 784, 820]]
+Figura 3.3: AFD \(M_3\): aceita cadeias com número par de \(a\)'s.
+
+text[[137, 842, 905, 906]]
+A técnica de codificar informação modular nos estados é extremamente versátil. Por exemplo, para aceitar cadeias cujo comprimento é múltiplo de 3, bastam 3 estados representando os restos 0, 1, 2 da divisão por 3. De modo geral, qualquer propriedade que
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@@ -0,0 +1,39 @@
+text[[137, 84, 905, 123]]
+dependa de uma quantidade finita de informação sobre a cadeia lida pode ser codificada nos estados de um AFD (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[186, 133, 555, 151]]
+## Exemplo – Computação no AFD \( M_{3} \)
+
+text[[150, 150, 900, 270]]
+Verifiquemos cadeias no AFD \( M_{3} \) (número par de a's):
+Cadeia \( w = abba: q_{par} \xrightarrow{a} q_{impar} \xrightarrow{b} q_{impar} \xrightarrow{a} q_{impar} \xrightarrow{a} q_{par} \in F \quad \checkmark (2 a's - par) \)
+Cadeia \( w = aba: q_{par} \xrightarrow{a} q_{impar} \xrightarrow{b} q_{impar} \xrightarrow{a} q_{par} \in F \quad \checkmark (2 a's - par) \)
+Cadeia \( w = a: q_{par} \xrightarrow{a} q_{impar} \notin F \quad \times (1 a - \text{impar}) \)
+Cadeia \( w = bbb: q_{par} \xrightarrow{b} q_{par} \xrightarrow{b} q_{par} \xrightarrow{b} q_{par} \in F \quad \checkmark (0 a's - par) \)
+
+sub_title[[137, 296, 540, 313]]
+## 3.3.2 Estado Morto e Funções Parciais
+
+text[[136, 327, 907, 430]]
+Em alguns livros, a função de transição pode ser definida como parcial: \( \delta(q,a) \) pode não estar definida para certos pares \( (q,a) \) . Nesse caso, a computação “trava” e a cadeia é rejeitada. Para converter um AFD com função parcial em um AFD com função total, basta adicionar um estado morto \( q_{d} \) (não-final) e direcionar todas as transições indefinidas para \( q_{d} \) , com \( \delta(q_{d},a)=q_{d} \) para todo \( a\in\Sigma \) (MENEZES, 2011).
+
+text[[136, 433, 907, 514]]
+Embora ambas as definições sejam equivalentes em poder expressivo, a função total é preferida em definições formais pois simplifica a análise teórica. Na prática, omitir o estado morto nos diagramas torna as figuras mais legíveis (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+sub_title[[137, 542, 667, 562]]
+## 3.4 Propriedades das Linguagens Regulares
+
+text[[136, 580, 906, 661]]
+A classe das linguagens regulares é fechada sob união, interseção, complemento, concatenação, fecho de Kleene e reversa. O fechamento sob complemento é particularmente simples: dado o AFD M para L, basta inverter estados finais e não-finais para obter um AFD para \( \overline{L} = \Sigma^{*} - L \) (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+sub_title[[186, 670, 496, 688]]
+## Fechamento sob Complemento
+
+text[[152, 699, 890, 737]]
+Dado um AFD \( M = (\Sigma, Q, \delta, q_{0}, F) \) que reconhece L, o AFD \( M' = (\Sigma, Q, \delta, q_{0}, Q - F) \) reconhece \( \overline{L} = \Sigma^{*} - L \) .
+
+text[[152, 742, 890, 825]]
+Atenção: essa construção exige que \( \delta \) seja total. Se o AFD original tiver transições indefinidas, é necessário primeiro adicionar o estado morto antes de inverter os estados finais. Caso contrário, o estado morto (que deveria rejeitar) passaria a aceitar, produzindo um resultado incorreto.
+
+text[[136, 837, 907, 920]]
+Nem toda linguagem é regular. A linguagem \( \{a^{n}b^{n} \mid n \geq 0\} \) não é regular, pois um autômato finito não consegue “contar” um número arbitrário de símbolos com sua memória finita (apenas o estado atual). A prova formal utiliza o Lema do Bombeamento (Pumping Lemma), que será estudado em capítulo posterior (MENEZES, 2011).
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@@ -0,0 +1,53 @@
+text[[137, 85, 905, 122]]
+A Tabela 3.3 resume as operações de fechamento com indicações de como a construção é realizada.
+
+figure_title[[243, 136, 801, 154]]
+Tabela 3.3: Operações de fechamento para linguagens regulares.
+
+table[[139, 167, 904, 328]]
+OperaçãoFechada?ConstruçãoUniãoSimProduto de autômatos ou AFN com \( \varepsilon \) -transiçõesInterseçãoSimProduto de autômatos (estados pares)ComplementoSimInverter estados finais/não-finais no AFDConcatenaçãoSimAFN com \( \varepsilon \) -transição entre sub-autômatosFecho de KleeneSimAFN com \( \varepsilon \) -transição de finais ao inicialReversaSimInverter setas, trocar inicial e finais
+
+text[[136, 356, 907, 480]]
+Um resultado importante é que gramáticas regulares e AFDs são formalismos equivalentes: para toda gramática regular pode-se construir um AFD, e vice-versa. A conversão de gramática para AFD associa variáveis a estados e produções a transições (SIPSER, 2007). Na prática, essa construção algorítmica é a base de ferramentas geradoras de analisadores léxicos, que automatizam a implementação de reconhecedores a partir de especificações formais (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+sub_title[[138, 507, 425, 526]]
+## 3.5 Lista de Exercícios
+
+text[[159, 544, 779, 562]]
+1. Qual formalismo NÃO é utilizado para definir linguagens regulares?
+
+text[[196, 577, 384, 595]]
+(a) Autômato Finito
+
+text[[196, 604, 399, 622]]
+(b) Expressão Regular
+
+text[[197, 631, 402, 649]]
+(c) Gramática Regular
+
+text[[196, 659, 490, 676]]
+(d) Gramática Livre de Contexto
+
+text[[197, 686, 389, 703]]
+(e) Movimento Vazio
+
+text[[159, 719, 905, 737]]
+2. Para o autômato \( M_{1} \) que reconhece “aa” ou “bb” como subpalavra, qual é \( \delta^{*}(q_{0}, abba) \) ?
+
+text[[197, 753, 255, 771]]
+(a) \( q_{0} \)
+
+text[[197, 779, 252, 797]]
+(b) \( q_{1} \)
+
+text[[197, 806, 253, 825]]
+(c) \( q_{2} \)
+
+text[[197, 834, 253, 852]]
+(d) \( q_{f} \)
+
+text[[197, 861, 323, 878]]
+(e) Indefinida
+
+text[[160, 894, 471, 912]]
+3. Qual linguagem NÃO é regular?
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@@ -0,0 +1,32 @@
+text[[197, 84, 562, 102]]
+(a) \( \{w \in \{a, b\}^{*} \mid w \text{ contém “aa” ou “bb”}\} \)
+
+text[[198, 111, 260, 128]]
+(b) \( \Sigma^{*} \)
+
+text[[198, 138, 249, 155]]
+(c) ∅
+
+text[[197, 165, 619, 183]]
+(d) \( \{w \in \{a, b\}^{*} \mid w \text{ com } n^{0} \text{ par de } a \text{ e par de } b\} \)
+
+text[[198, 192, 357, 210]]
+(e) \( \{a^{n}b^{n} \mid n \geq 0\} \)
+
+text[[160, 226, 658, 243]]
+4. No quintuplo \( M = (\Sigma, Q, \delta, q_{0}, F) \) , o que representa \( \delta \) ?
+
+text[[197, 259, 432, 276]]
+(a) Conjunto de estados Q
+
+text[[197, 286, 377, 303]]
+(b) Estado inicial \( q_{0} \)
+
+text[[198, 313, 376, 330]]
+(c) Estados finais F
+
+text[[197, 341, 409, 357]]
+(d) Função de transição
+
+text[[198, 368, 332, 384]]
+(e) Alfabeto \( \Sigma \)
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@@ -0,0 +1,23 @@
+sub_title[[137, 87, 919, 110]]
+## 4 AUTÔMATOS FINITOS NÃO-DETERMINÍSTICOS
+
+text[[136, 139, 907, 283]]
+Neste capítulo, estudamos os autômatos finitos não-determinísticos (AFN), uma extensão dos AFDs que permite maior flexibilidade na modelagem de linguagens. Em um AFN, cada par (estado, símbolo) pode levar a múltiplos estados simultaneamente. Apesar dessa aparente extensão, AFNs e AFDs reconhecem exatamente a mesma classe de linguagens — as linguagens regulares. Apresentamos também o algoritmo de construção de subconjuntos, que converte qualquer AFN em um AFD equivalente (MENEZES, 2011).
+
+text[[136, 287, 906, 368]]
+O não-determinismo é um conceito central na Teoria da Computação. Intuitivamente, o autômato explora simultaneamente todos os caminhos de computação possíveis, e aceita a cadeia se pelo menos um desses caminhos atinge um estado final (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+text[[136, 373, 907, 497]]
+Do ponto de vista prático, o não-determinismo oferece uma poderosa ferramenta de projeto: ao invés de construir diretamente um AFD — que pode exigir raciocínio complexo sobre como codificar informação nos estados — pode-se projetar primeiro um AFN mais simples e intuitivo, e depois converter sistematicamente para um AFD equivalente. Essa abordagem é amplamente empregada na construção de analisadores léxicos a partir de expressões regulares (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+sub_title[[137, 524, 503, 543]]
+## 4.1 Definição Formal de AFN
+
+text[[136, 562, 906, 644]]
+Um AFN é uma 5-tupla \( M = (\Sigma, Q, \delta, q_0, F) \) , com a diferença fundamental em relação ao AFD na função de transição: \( \delta : Q \times \Sigma \to 2^{Q} \) . A notação \( 2^{Q} \) representa o conjunto das partes de Q; assim, \( \delta(q, a) \) retorna um conjunto de estados (possivelmente vazio). Quando \( \delta(q, a) = \emptyset \) , a computação naquele ramo “morre” (SIPSER, 2007).
+
+text[[136, 647, 905, 707]]
+Todo AFD é um caso particular de AFN em que \( |\delta(q,a)|=1 \) para todo par \( (q,a) \) . Portanto, a classe de linguagens reconhecidas por AFNs é pelo menos tão ampla quanto a dos AFDs — e, como veremos, é exatamente a mesma.
+
+sub_title[[186, 720, 475, 738]]
+## AFD vs AFN – Comparação
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@@ -0,0 +1,32 @@
+table[[150, 88, 899, 288]]
+CaracterísticaAFDAFNFunção δ\( Q \times \Sigma \rightarrow Q \)\( Q \times \Sigma \rightarrow 2^{Q} \)Transições por (q, a)Exatamente 1Zero ou maisDeterminismoSimNãoAceitaçãoEstado final atingidoAlgum caminho atingeFPoder expressivoLing. regularesLing. regulares
+
+sub_title[[137, 312, 688, 330]]
+## 4.1.1 Exemplo: AFN para Cadeias Terminadas em ab
+
+text[[163, 343, 866, 361]]
+O AFN \( M_{1}=\left(\{a,b\},\{q_{0},q_{1},q_{2}\},\delta,q_{0},\{q_{2}\}\right) \) reconhece cadeias terminadas em ab:
+
+figure_title[[324, 375, 718, 392]]
+Tabela 4.1: Tabela de transição do AFN \( M_{1} \) .
+
+table[[418, 406, 627, 506]]
+\( \delta \)ab\( \rightarrow q_{0} \)\( \{q_{0}, q_{1}\} \)\( \{q_{0}\} \)\( q_{1} \)\( \emptyset \)\( \{q_{2}\} \)\( *q_{2} \)\( \emptyset \)\( \emptyset \)
+
+image[[303, 542, 754, 630]]
+
+
+figure_title[[264, 638, 778, 655]]
+Figura 4.1: AFN \( M_{1} \) : reconhece cadeias terminadas em ab.
+
+text[[137, 682, 904, 719]]
+No estado \( q_{0} \) , ao ler a, o autômato pode tanto permanecer em \( q_{0} \) quanto ir para \( q_{1} \) . Essa é a essência do não-determinismo.
+
+text[[135, 724, 907, 827]]
+Compare este AFN com o AFD equivalente da Figura 3.2 do capítulo anterior: ambos reconhecem a mesma linguagem (cadeias terminadas em ab), mas o AFN é mais simples de projetar. No AFN, a “adivinhação” de quando iniciar o reconhecimento do padrão ab é realizada pelo não-determinismo; no AFD, essa informação precisa ser codificada explicitamente nos estados (MENEZES, 2011).
+
+sub_title[[137, 849, 817, 867]]
+## 4.1.2 Exemplo: AFN para Cadeias Contendo aba como Subpalavra
+
+text[[137, 880, 905, 918]]
+Considere o AFN \( M_{3} = (\{a, b\}, \{q_{0}, q_{1}, q_{2}, q_{3}\}, \delta, q_{0}, \{q_{3}\}) \) que reconhece cadeias contendo aba como subpalavra:
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@@ -0,0 +1,50 @@
+image[[216, 85, 844, 172]]
+
+
+image_caption[[208, 181, 833, 202]]
+Figura 4.2: AFN \(M_3\): reconhece cadeias contendo aba como subpalavra.
+
+text[[137, 223, 905, 330]]
+O padrão é claro: o autômato permanece em \(q_0\) lendo qualquer símbolo, até “adivinhar” que a ocorrência de aba está começando. A partir daí, segue a sequência \(q_0 \xrightarrow{a} q_1 \xrightarrow{b} q_2 \xrightarrow{a} q_3\), e permanece em \(q_3\) (estado final) lendo o restante da cadeia. Esse padrão de projeto — um “laço de espera” seguido de uma sequência linear — é utilizado para reconhecer qualquer subcadeia fixa (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[137, 355, 710, 379]]
+## 4.2 Função de Transição Estendida e Aceitação
+
+text[[137, 392, 907, 437]]
+A **função de transição estendida** \(\delta^* : 2Q \times \Sigma^* \to 2Q\) opera sobre conjuntos de estados: \(\delta^*(P, \varepsilon) = P\) e \(\delta^*(P, wa) = \bigcup_{q \in \delta^*(P, wa)} \delta(q, a)\).
+
+text[[137, 435, 905, 499]]
+Uma cadeia \(w\) é **aceita** por \(M\) se \(\delta^*( \{q_0\}, w) \cap F \neq \emptyset\), ou seja, se ao menos um caminho de computação atinge um estado final. A aceitação em AFNs é **existencial**: basta um caminho bem-sucedido (MENEZES, 2011).
+
+text[[137, 500, 904, 607]]
+A natureza existencial da aceitação tem uma interpretação computacional interessante: podemos imaginar que o AFN “clona” a si mesmo a cada ponto de escolha, explorando todos os caminhos em paralelo. Se qualquer clone atinge um estado final ao fim da leitura, a cadeia é aceita. Essa metáfora do paralelismo ilimitado é o que torna os AFNs mais fáceis de projetar, embora não amplie o poder expressivo (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[137, 627, 464, 648]]
+### 4.2.1 Exemplo de Computação
+
+text[[167, 657, 448, 679]]
+Para \(\delta^*( \{q_0\}, aab)\) no AFN \(M_1\):
+
+equation[[277, 696, 770, 768]]
+\[
+\begin{align*}
+\delta^*( \{q_0\}, a) &= \delta(q_0, a) = \{q_0, q_1\} \\
+\delta^*( \{q_0\}, aa) &= \delta(q_0, a) \cup \delta(q_1, a) = \{q_0, q_1\} \cup \emptyset = \{q_0, q_1\} \\
+\delta^*( \{q_0\}, aab) &= \delta(q_0, b) \cup \delta(q_1, b) = \{q_0\} \cup \{q_2\} = \{q_0, q_2\}
+\end{align*}
+\]
+
+text[[137, 785, 456, 805]]
+Como \(q_2 \in F\), a cadeia \(aab\) é aceita.
+
+sub_title[[187, 817, 655, 837]]
+#### Exemplo – Computação Detalhada: Cadeia bab
+
+text[[157, 845, 612, 867]]
+Analisemos \(\delta^*( \{q_0\}, bab)\) passo a passo no AFN \(M_1\):
+
+text[[187, 867, 644, 888]]
+**Passo 1** — leitura de \(b\): \(\delta^*( \{q_0\}, b) = \delta(q_0, b) = \{q_0\}\)
+
+text[[187, 888, 683, 910]]
+**Passo 2** — leitura de \(a\): \(\delta^*( \{q_0\}, ba) = \delta(q_0, a) = \{q_0, q_1\}\)
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@@ -0,0 +1,48 @@
+text[[185, 80, 884, 122]]
+Passo 3 — leitura de b: \(\delta^{*}(\{q_0\}, bab) = \delta(q_0, b) \cup \delta(q_1, b) = \{q_0\} \cup \{q_2\} = \{q_0, q_2\}\)
+Como \(\{q_0, q_2\} \cap \{q_2\} = \{q_2\} \neq \emptyset\), a cadeia bab é aceita.
+
+sub_title[[185, 142, 650, 163]]
+Exemplo – Computação Detalhada: Cadeia ba
+
+text[[157, 170, 810, 258]]
+Analisemos \(\delta^{*}(\{q_0\}, ba)\) no AFN \(M_1\):
+
+Passo 1 — leitura de b: \(\delta^{*}(\{q_0\}, b) = \delta(q_0, b) = \{q_0\}\)
+
+Passo 2 — leitura de a: \(\delta^{*}(\{q_0\}, ba) = \delta(q_0, a) = \{q_0, q_1\}\)
+
+Como \(\{q_0, q_1\} \cap \{q_2\} = \emptyset\), a cadeia ba é rejeitada (não termina em ab).
+
+sub_title[[137, 287, 835, 311]]
+4.3 Equivalência AFN–AFD: Construção de Subconjuntos
+
+text[[137, 325, 912, 410]]
+O resultado central deste capítulo é que para todo AFN existe um AFD equivalente. A demonstração é construtiva e chama-se **construção de subconjuntos**: cada estado do AFD corresponde a um subconjunto de estados do AFN. Dado \(M_N = (\Sigma, Q_N, \delta_N, q_0, F_N)\), constrói-se \(M_D = (\Sigma, Q_D, \delta_D, \{q_0\}, F_D)\) onde (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002):
+
+text[[137, 416, 666, 440]]
+- \(\delta_D(S, a) = \bigcup_{q \in S} \delta_N(q, a)\) para cada macro-estado \(S \subseteq Q_N\);
+
+text[[137, 447, 424, 469]]
+- \(F_D = \{S \in Q_D \mid S \cap F_N \neq \emptyset\}\).
+
+text[[137, 476, 907, 519]]
+Se o AFN possui \(n\) estados, o AFD pode ter até \(2^n\) estados. Na prática, muitos subconjuntos são inacessíveis e o AFD resultante é menor.
+
+text[[137, 519, 907, 626]]
+A construção é realizada incrementalmente: começa-se pelo macro-estado \(\{q_0\}\) e, para cada macro-estado alcançado, computam-se as transições com cada símbolo do alfabeto. Macro-estados novos são adicionados à fila de processamento até que nenhum novo estado seja gerado. Esse processo sempre termina, pois o número de subconjuntos possíveis é finito (\(2^n\)) (MENEZES, 2011).
+
+sub_title[[137, 645, 441, 665]]
+4.3.1 Exemplo de Conversão
+
+text[[166, 675, 558, 697]]
+Aplicando ao AFN \(M_1\) (\(q_0, q_1, q_2\); \(F = \{q_2\}\)):
+
+table_caption[[303, 705, 738, 726]]
+Tabela 4.2: Construção de subconjuntos para \(M_1\).
+
+table[[401, 739, 640, 840]]
+Macro-estadoab→ A = {q0}BAB = {q0, q1}BC*C = {q0, q2}BA
+
+text[[137, 857, 907, 922]]
+O AFD equivalente tem 3 macro-estados acessíveis (\(A, B, C\)), com \(F_D = \{C\}\) pois \(C\) contém \(q_2\). Podemos verificar: \(ab\) leva \(A \to B \to C \in F_D\) (aceita); \(ba\) leva \(A \to A \to B \notin F_D\) (rejeitada) (SIPSER, 2007).
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@@ -0,0 +1,53 @@
+sub_title[[186, 86, 735, 105]]
+Exemplo – Construção de Subconjuntos Passo a Passo
+
+text[[156, 113, 568, 134]]
+Vamos detalhar a construção para o AFN \(M_1\):
+
+text[[186, 135, 580, 155]]
+**Início:** O estado inicial do AFD é \(A = \{q_0\}\).
+
+text[[186, 156, 410, 177]]
+**Processando** \(A = \{q_0\}\):
+
+text[[156, 189, 666, 210]]
+- \(\delta_D(A, a) = \delta_N(q_0, a) = \{q_0, q_1\} = B\) (novo macro-estado)
+
+text[[156, 222, 460, 243]]
+- \(\delta_D(A, b) = \delta_N(q_0, b) = \{q_0\} = A\)
+
+text[[186, 255, 437, 277]]
+**Processando** \(B = \{q_0, q_1\}\):
+
+text[[156, 288, 707, 310]]
+- \(\delta_D(B, a) = \delta_N(q_0, a) \cup \delta_N(q_1, a) = \{q_0, q_1\} \cup \emptyset = \{q_0, q_1\} = B\)
+
+text[[156, 321, 759, 344]]
+- \(\delta_D(B, b) = \delta_N(q_0, b) \cup \delta_N(q_1, b) = \{q_0\} \cup \{q_2\} = \{q_0, q_2\} = C\) (novo)
+
+text[[186, 355, 434, 376]]
+**Processando** \(C = \{q_0, q_2\}\):
+
+text[[156, 388, 617, 410]]
+- \(\delta_D(C, a) = \delta_N(q_0, a) \cup \delta_N(q_2, a) = \{q_0, q_1\} \cup \emptyset = B\)
+
+text[[156, 421, 583, 443]]
+- \(\delta_D(C, b) = \delta_N(q_0, b) \cup \delta_N(q_2, b) = \{q_0\} \cup \emptyset = A\)
+
+text[[156, 455, 888, 498]]
+**Fim:** Nenhum novo macro-estado gerado. Estados finais: \(C\) contém \(q_2 \in F_N\), logo \(F_D = \{C\}\).
+
+sub_title[[137, 529, 592, 551]]
+4.4 Vantagens do Não-Determinismo
+
+text[[137, 567, 907, 652]]
+Embora AFNs não reconheçam linguagens adicionais, oferecem vantagens de **concisão** (podem ter exponencialmente menos estados que o menor AFD equivalente), **facilidade de projeto** (projetar primeiro um AFN e depois converter) e **composição** (operações de fechamento são demonstradas mais facilmente com AFNs).
+
+text[[137, 654, 907, 758]]
+Existe uma família de linguagens em que o menor AFN requer \(n+1\) estados e o menor AFD requer \(2^n\) estados, mostrando que o limite exponencial é justo (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002). Aspectos práticos da implementação eficiente da construção de subconjuntos são discutidos em detalhe na literatura voltada à modelagem e construção de autômatos (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+sub_title[[186, 771, 526, 792]]
+Explosão Exponencial de Estados
+
+text[[156, 800, 888, 906]]
+Um exemplo clássico da explosão exponencial é a linguagem \(L_n = \{w \in \{a, b\}^* \mid o n\)-ésimo símbolo antes do fim é \(a\}\). Um AFN para \(L_n\) precisa de apenas \(n+1\) estados (adivinha quando faltam \(n\) símbolos e verifica que o próximo é \(a\)), mas qualquer AFD equivalente requer pelo menos \(2^n\) estados, pois precisa “lembrar” os últimos \(n\) símbolos lidos.
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@@ -0,0 +1,47 @@
+text[[152, 81, 890, 145]]
+Esse resultado demonstra que, embora AFNs e AFDs tenham o mesmo poder expressivo, a representação por AFN pode ser exponencialmente mais compacta (SIP-SER, 2007).
+
+text[[137, 156, 905, 261]]
+Na prática, muitas aplicações utilizam uma abordagem híbrida: o projetista especifica o comportamento desejado por meio de expressões regulares ou AFNs, e uma ferramenta automatizada realiza a conversão para AFD quando necessário para eficiência de execução. Ferramentas como lex e flex empregam exatamente essa estratégia na geração de analisadores léxicos (LEWIS; PAPADIMITRIOU, 2004).
+
+text[[137, 262, 904, 305]]
+A Tabela 4.3 sintetiza as principais diferenças entre AFDs e AFNs, incluindo aspectos de complexidade de tempo e espaço que são relevantes para aplicações práticas.
+
+table_caption[[290, 315, 752, 336]]
+Tabela 4.3: Resumo comparativo entre AFD e AFN.
+
+table[[137, 345, 907, 579]]
+AspectoAFDAFNNúmero de estadosPode ser exponencialmente maiorGeralmente mais compactoTempo de simulação\(O(n)\) por cadeia de tamanho \(n\)\(O(n \cdot |Q|)\) por cadeiaFacilidade de projetoRequer raciocínio detalhadoMais intuitivo e modularConversão—Construção de subconjuntosUso em compiladoresExecução do analisadorEspecificação de padrões
+
+sub_title[[137, 607, 428, 629]]
+## 4.5 Lista de Exercícios
+
+text[[161, 645, 714, 666]]
+1. Qual enunciado descreve a função de transição de um AFN?
+
+text[[197, 677, 369, 698]]
+(a) \(\delta: Q \times \Sigma \to Q\)
+
+text[[197, 703, 397, 725]]
+(b) \(\delta: Q \times \Sigma \to \mathcal{P}(Q)\)
+
+text[[197, 728, 375, 752]]
+(c) \(\delta: Q \times \Sigma \to 2^Q\)
+
+text[[197, 757, 375, 778]]
+(d) \(\delta: 2^Q \times \Sigma \to Q\)
+
+text[[197, 783, 373, 805]]
+(e) \(\delta: \Sigma \times Q \to 2^Q\)
+
+text[[161, 817, 600, 839]]
+2. A função estendida \(\delta^*\) satisfaz \(\delta^*(P, aw) = \dots\)?
+
+text[[197, 849, 383, 871]]
+(a) \(\delta(P, a) \cup \delta(P, w)\)
+
+text[[197, 875, 350, 897]]
+(b) \(\delta^*(\delta(P, a), \varepsilon)\)
+
+text[[197, 902, 388, 925]]
+(c) \(\bigcup_{q \in P} \delta^*(q, a) \cup w\)
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@@ -0,0 +1,41 @@
+text[[196, 80, 410, 108]]
+(d) \(\delta^{*}\left(\bigcup_{q\in P}\delta(q,a), w\right)\)
+
+text[[197, 110, 430, 133]]
+(e) \(\{\delta(q,a) \mid q \in \delta^{*}(P,w)\}\)
+
+text[[161, 145, 675, 166]]
+3. Qual condição garante que \(w\) é aceita por um AFN \(M\)?
+
+text[[196, 178, 546, 199]]
+(a) \(\delta(q_0, w)\) definido para todo símbolo.
+
+text[[196, 206, 450, 226]]
+(b) Todo caminho atinge \(F\).
+
+text[[196, 234, 721, 254]]
+(c) Existe pelo menos um caminho que atinge estado em \(F\).
+
+text[[196, 260, 480, 280]]
+(d) Conjunto alcançado é vazio.
+
+text[[196, 287, 460, 309]]
+(e) \(\delta^{*}(\{q_0\}, w) \cap (Q \setminus F) \neq \emptyset\)
+
+text[[161, 321, 787, 342]]
+4. Se um AFN tem \(n\) estados, máximo de estados no AFD equivalente?
+
+text[[196, 353, 264, 375]]
+(a) \(n^2\)
+
+text[[196, 383, 287, 402]]
+(b) \(n + 1\)
+
+text[[196, 408, 264, 429]]
+(c) \(2n\)
+
+text[[196, 435, 262, 456]]
+(d) \(2^n\)
+
+text[[196, 463, 260, 483]]
+(e) \(n!\)
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@@ -0,0 +1,26 @@
+sub_title[[139, 87, 905, 142]]
+## 5 AUTÔMATOS FINITOS COM MOVIMENTOS VA-ZIOS
+
+text[[137, 171, 907, 274]]
+Neste capítulo, estendemos o modelo de autômatos finitos ao permitir transições vazias (ε-transições), obtendo os autômatos finitos com movimentos vazios (AFN-ε). Em uma ε-transição, o autômato muda de estado sem consumir nenhum símbolo da entrada. Apesar dessa extensão, os AFN-ε reconhecem exatamente a mesma classe de linguagens que AFDs e AFNs: as linguagens regulares (MENEZES, 2011).
+
+text[[137, 277, 907, 358]]
+As \( \varepsilon \) -transições são úteis na construção modular de autômatos a partir de expressões regulares (construção de Thompson) e na demonstração de propriedades de fechamento das linguagens regulares. Elas permitem “conectar” sub-autômatos sem redesenhar sua estrutura interna (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+text[[137, 363, 907, 487]]
+Do ponto de vista conceitual, as \( \varepsilon \) -transições representam mudanças de estado “espontâneas” — o autômato pode transitar entre estados sem necessidade de estímulo externo. Essa liberdade adicional simplifica significativamente a construção composicional de autômatos, conforme veremos ao longo deste capítulo. É importante ressaltar que essa extensão não amplia o poder computacional do modelo; trata-se exclusivamente de uma conveniência de projeto (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[138, 514, 524, 533]]
+## 5.1 Definição Formal de AFN-ε
+
+text[[137, 551, 907, 633]]
+Um AFN-ε é uma 5-tupla \( M = (\Sigma, Q, \delta, q_{0}, F) \) , onde a função de transição tem domínio estendido: \( \delta : Q \times (\Sigma \cup \{\varepsilon\}) \to 2^{Q} \) . Assim, \( \delta(q, \varepsilon) \) indica os estados alcançáveis a partir de q sem consumir símbolo algum da entrada. Graficamente, as \( \varepsilon \) -transições são setas rotuladas com \( \varepsilon \) (SIPSER, 2007).
+
+text[[137, 637, 907, 697]]
+A diferença em relação ao AFN convencional é justamente essa possibilidade de transição espontânea: o autômato pode “avançar” entre estados gratuitamente, sem que o cabeçote de leitura se mova.
+
+sub_title[[188, 710, 481, 728]]
+## Comparação: AFN vs AFN-ε
+
+table[[193, 740, 860, 890]]
+CaracterísticaAFNAFN-εDomínio de δQ × ΣQ × (Σ ∪ {ε})Transições vaziasNão permitidasPermitidasPoder expressivoLing. regularesLing. regularesUso principalReconhecimentoConstrução composicional
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@@ -0,0 +1,53 @@
+sub_title[[138, 87, 293, 105]]
+## 5.2 Fecho-ε
+
+text[[137, 125, 906, 183]]
+O conceito central para trabalhar com AFN-ε é o fecho-ε (ou ε-closure). Ele captura todos os estados alcançáveis a partir de um estado usando apenas ε-transições. A definição recursiva é:
+
+equation[[354, 181, 685, 232]]
+ \[ \delta_{\varepsilon}(q)=\{q\}\cup\delta(q,\varepsilon)\cup\left(\bigcup_{p\in\delta(q,\varepsilon)}\delta_{\varepsilon}(p)\right) \]
+
+text[[137, 240, 905, 279]]
+Para um conjunto \(P \subseteq Q\): \(\delta_{\varepsilon}(P) = \bigcup_{q \in P} \delta_{\varepsilon}(q)\). Na prática, computa-se por busca em largura ou profundidade no grafo das \(\varepsilon\)-transições (MENEZES, 2011).
+
+text[[138, 283, 905, 323]]
+O fecho-ε sempre inclui o próprio estado (zero ε-transições é válido). Assim, δε(q) ⊇ {q} para todo q.
+
+sub_title[[186, 336, 551, 354]]
+## Algoritmo para Computar o Fecho-ε
+
+text[[154, 365, 775, 383]]
+O fecho-ε de um estado q pode ser computado pelo seguinte algoritmo:
+
+text[[180, 397, 712, 416]]
+1. Inicialize o conjunto resultado \( R = \{q\} \) e uma fila \( F = [q] \) .
+
+text[[179, 431, 473, 448]]
+2. Enquanto F não estiver vazia:
+
+text[[213, 464, 472, 481]]
+(a) Retire um estado p de F.
+
+text[[212, 490, 715, 509]]
+(b) Para cada \( r \in \delta(p, \varepsilon) \) : se \( r \notin R \) , adicione r a R e a F.
+
+text[[179, 524, 306, 541]]
+3. Retorne R.
+
+text[[153, 557, 888, 598]]
+Esse algoritmo é essencialmente uma busca em largura (BFS) no grafo dirigido formado pelas ε-transições. Sua complexidade é \( O(|Q|^{2}) \) no pior caso.
+
+sub_title[[138, 627, 416, 644]]
+## 5.2.1 Exemplo: AFN-ε M7
+
+text[[138, 657, 905, 697]]
+Considere \( M_{7}=\left(\{a\},\{q_{0},q_{f}\},\delta,q_{0},\{q_{f}\}\right) \) com \( \delta(q_{0},\varepsilon)=\{q_{f}\} \) e \( \delta(q_{f},a)=\{q_{f}\} \) . Este autômato reconhece \( L(M_{7})=\{a\}^{*}=\{\varepsilon,a,aa,\ldots\} \) .
+
+image[[380, 715, 677, 795]]
+
+
+figure_title[[346, 806, 696, 824]]
+Figura 5.1: AFN-ε M7: reconhece {a}*.
+
+text[[139, 848, 905, 889]]
+O fecho-ε: \(\delta_{\varepsilon}(q_{0})=\{q_{0},q_{f}\}\) (pois \(q_{f}\in\delta(q_{0},\varepsilon)\)) e \(\delta_{\varepsilon}(q_{f})=\{q_{f}\}\). Como \(\delta_{\varepsilon}(q_{0})\cap F=\{q_{f}\}\neq\emptyset\), a cadeia \(\varepsilon\) é aceita.
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+++ b/ocr_outputs/deepseek-ocr-2/page-39.md
@@ -0,0 +1,41 @@
+sub_title[[137, 85, 510, 102]]
+## 5.2.2 Exemplo: AFN-ε para \( a^{*}b^{*}\cup c \)
+
+text[[136, 116, 907, 177]]
+Considere o AFN-ε \( M_{8} = (\{a, b, c\}, \{q_{0}, q_{1}, q_{2}, q_{3}, q_{4}\}, \delta, q_{0}, \{q_{2}, q_{4}\}) \) que reconhece a linguagem \( a^{*}b^{*} \cup \{c\} \) . A ideia é construir dois sub-autômatos — um para \( a^{*}b^{*} \) e outro para \( \{c\} \) — e conectá-los por ε-transições a partir do estado inicial.
+
+image[[315, 196, 744, 391]]
+
+
+figure_title[[202, 402, 840, 419]]
+Figura 5.2: AFN-ε \( M_{8} \) : reconhece \( a^{*}b^{*}\cup\{c\} \) usando construção modular.
+
+text[[136, 443, 907, 526]]
+Neste exemplo, \( \delta_{\varepsilon}(q_{0})=\{q_{0},q_{1},q_{2}\} \) pois \( q_{0}\stackrel{\varepsilon}{\rightarrow}q_{1}\stackrel{\varepsilon}{\rightarrow}q_{2} \) . Como \( q_{2}\in F \) , a cadeia \( \varepsilon \) é aceita (pertence a \( a^{*}b^{*} \) ). A modularidade da construção é evidente: os sub-autômatos para \( a^{*}b^{*} \) e para \( \{c\} \) são independentes, conectados apenas pelas \( \varepsilon \) -transições de \( q_{0} \) (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+sub_title[[137, 554, 566, 573]]
+## 5.3 Função de Transição Estendida
+
+text[[166, 591, 741, 608]]
+A função estendida \( \delta^{*}:2^{Q}\times\Sigma^{*}\to2^{Q} \) para AFN- \( \varepsilon \) é definida por:
+
+text[[161, 624, 392, 641]]
+1. Base: \( \delta^{*}(P,\varepsilon)=\delta_{\varepsilon}(P) \)
+
+text[[161, 657, 666, 674]]
+2. Passo: \( \delta^{*}(P,wa)=\delta_{\varepsilon}(\{r\mid\exists s\in\delta^{*}(P,w):r\in\delta(s,a)\}) \)
+
+text[[136, 691, 905, 729]]
+Ou seja: compute os estados atuais após ler w; aplique a transição com o símbolo a; aplique o fecho-ε ao resultado (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+text[[137, 733, 905, 771]]
+A cadeia w é aceita se \( \delta^{*}(\{q_{0}\},w)\cap F\neq\emptyset \) , exatamente como nos AFNs convencionais, mas com o fecho-ε incorporado em cada passo.
+
+text[[188, 786, 650, 803]]
+Exemplo – Computação em \( M_{7} \) com Cadeia aa
+
+text[[157, 815, 499, 832]]
+Calculemos \( \delta^{*}(\{q_{0}\},aa) \) no AFN- \( \varepsilon \) \( M_{7} \) :
+
+text[[186, 836, 523, 854]]
+Base: \( \delta^{*}(\{q_{0}\},\varepsilon)=\delta_{\varepsilon}(\{q_{0}\})=\{q_{0},q_{f}\} \)
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,64 @@
+text[[186, 81, 410, 100]]
+Passo 1 — leitura de a:
+
+equation[[275, 117, 770, 138]]
+\[
+\text{Transições com } a : \quad \delta(q_0, a) \cup \delta(q_f, a) = \emptyset \cup \{q_f\} = \{q_f\}
+\]
+
+equation[[358, 142, 600, 165]]
+\[
+\text{Fecho-}\varepsilon : \quad \delta_{\varepsilon}(\{q_f\}) = \{q_f\}
+\]
+
+text[[155, 181, 412, 202]]
+Portanto, \(\delta^*(q_0), a) = \{q_f\}\).
+
+text[[186, 204, 410, 223]]
+Passo 2 — leitura de a:
+
+equation[[360, 241, 677, 263]]
+\[
+\text{Transições com } a : \quad \delta(q_f, a) = \{q_f\}
+\]
+
+equation[[0, 0, 999, 799]]
+\[
+\text{Fecho-}\varepsilon : \quad \delta_{\varepsilon}(\{q_f\}) = \{q_f\}
+\]
+Portanto, \(\delta^*(q_0), aa) = \{q_f\}\).
+
+Como \(q_f \in F\), a cadeia \(aa\) é aceita.
+
+text[[155, 351, 522, 405]]
+5.4 Eliminação de ε-Transições
+
+text[[137, 419, 904, 460]]
+Todo AFN-ε M = (Σ, Q, δ, q₀, F) pode ser convertido em um AFN equivalente M' = (Σ, Q, δ', q₀, F') sem ε-transições. A construção define (MENEZES, 2011):
+
+equation[[395, 473, 644, 529]]
+\[
+\delta'(p, a) = \delta_{\varepsilon} \left( \bigcup_{q \in \delta_{\varepsilon}(p)} \delta(q, a) \right)
+\]
+
+text[[137, 535, 905, 597]]
+Ou seja: primeiro aplica-se o fecho-ε ao estado p; depois, para cada estado no fecho, aplica-se a transição com a; finalmente, aplica-se novamente o fecho-ε ao resultado. Os novos estados finais são:
+
+equation[[374, 615, 666, 636]]
+\[
+F' = F \cup \{q \in Q \mid \delta_{\varepsilon}(q) \cap F \neq \emptyset\}
+\]
+
+text[[137, 655, 904, 718]]
+Um estado torna-se final se ele próprio já era final ou se alcança um estado final por
+ε-transições. Em particular, se \(\delta_{\varepsilon}(q_0) \cap F \neq \emptyset\), o estado inicial deve ser marcado como
+final para garantir que \(\varepsilon \in L(M')\).
+
+text[[167, 718, 884, 740]]
+A Figura 5.3 ilustra o processo de eliminação de ε-transições para o autômato \(M_7\).
+
+image[[222, 755, 830, 842]]
+
+
+image_caption[[210, 849, 830, 870]]
+Figura 5.3: Eliminação de ε-transições em \(M_7\): \(q_0\) torna-se estado final.
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,56 @@
+sub_title[[137, 85, 448, 102]]
+## 5.4.1 Exemplo de Eliminação
+
+text[[164, 115, 595, 133]]
+No \( M_{7} \) anterior, \( \delta_{\varepsilon}(q_{0})=\{q_{0},q_{f}\} \) . Calculamos \( \delta' \) :
+
+equation[[286, 153, 757, 173]]
+ \[ \delta^{\prime}(q_{0},a)=\delta_{\varepsilon}(\delta(q_{0},a)\cup\delta(q_{f},a))=\delta_{\varepsilon}(\emptyset\cup\{q_{f}\})=\{q_{f}\} \]
+
+equation[[286, 178, 641, 198]]
+ \[ \delta^{\prime}(q_{f},a)=\delta_{\varepsilon}(\delta(q_{f},a))=\delta_{\varepsilon}(\{q_{f}\})=\{q_{f}\} \]
+
+text[[136, 217, 905, 256]]
+Como \( \delta_{\varepsilon}(q_{0})\cap\{q_{f}\}\neq\emptyset \) , temos \( F^{\prime}=\{q_{0},q_{f}\} \) . O AFN resultante aceita \( \{a\}^{*} \) sem \( \varepsilon \) -transições.
+
+text[[186, 270, 642, 288]]
+Exemplo – Eliminação de ε-Transições em \( M_{8} \)
+
+text[[153, 298, 650, 317]]
+Para o AFN-ε \( M_{8} \) da Figura 5.2 calculemos os fechos-ε:
+
+text[[153, 330, 888, 372]]
+• \(\delta_{\varepsilon}(q_{0})=\{q_{0},q_{1},q_{2}\}\) (pois \(q_{0}\stackrel{\varepsilon}{\rightarrow}q_{1}\stackrel{\varepsilon}{\rightarrow}q_{2}\), e \(q_{0}\stackrel{\varepsilon}{\rightarrow}q_{3}\) com \(q_{3}\) não levando a mais estados por \(\varepsilon\)). Na verdade: \(\delta_{\varepsilon}(q_{0})=\{q_{0},q_{1},q_{2},q_{3}\}\).
+
+text[[153, 386, 319, 404]]
+• \(\delta_{\varepsilon}(q_{1})=\{q_{1},q_{2}\}\)
+
+text[[153, 418, 579, 438]]
+• \(\delta_{\varepsilon}(q_{2})=\{q_{2}\},\quad\delta_{\varepsilon}(q_{3})=\{q_{3}\},\quad\delta_{\varepsilon}(q_{4})=\{q_{4}\}\)
+
+text[[153, 451, 889, 491]]
+Como \( \delta_{\varepsilon}(q_{0})\cap F=\{q_{2}\}\neq\emptyset \) , o estado \( q_{0} \) torna-se final em \( M_{8}^{\prime} \) , garantindo que \( \varepsilon \) é aceita.
+
+sub_title[[137, 522, 598, 541]]
+## 5.5 Equivalência AFN-ε, AFN e AFD
+
+text[[164, 560, 641, 577]]
+Os três modelos são equivalentes em poder expressivo:
+
+equation[[419, 598, 624, 615]]
+ \[ AFD\equiv AFN\equiv AFN-\varepsilon \]
+
+text[[136, 637, 907, 719]]
+Todos reconhecem exatamente as linguagens regulares. A cadeia de conversão é: AFN-eliminar \( \varepsilon \) → AFN subconjuntos → AFD. As \( \varepsilon \) -transições facilitam construções modulares (união, concatenação, fecho de Kleene de autômatos), sendo amplamente usadas na construção de Thompson para converter expressões regulares em autômatos (SIPSER, 2007).
+
+text[[136, 723, 907, 783]]
+Embora não ampliem o poder de reconhecimento, as \( \varepsilon \) -transições são uma ferramenta de projeto valiosa que simplifica a composição de autômatos e a demonstração de propriedades teóricas (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+sub_title[[186, 797, 430, 815]]
+## Cadeia de Equivalências
+
+text[[153, 825, 890, 864]]
+A equivalência completa entre os formalismos para linguagens regulares pode ser resumida como:
+
+equation[[252, 885, 792, 903]]
+ \[ ER\longleftrightarrow AFN-\varepsilon\longleftrightarrow AFN\longleftrightarrow AFD\longleftrightarrow Gramática Regular \]
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,44 @@
+text[[155, 81, 690, 100]]
+Cada seta representa um algoritmo de conversão construtivo:
+
+text[[155, 113, 554, 133]]
+- ER → AFN-ε: Construção de Thompson
+
+text[[155, 145, 576, 166]]
+- AFN-ε → AFN: Eliminação de ε-transições
+
+text[[155, 179, 572, 199]]
+- AFN → AFD: Construção de subconjuntos
+
+text[[155, 213, 505, 232]]
+- AFD → ER: Eliminação de estados
+
+text[[155, 245, 725, 266]]
+- AFD ↔ Gram. Regular: Correspondência estados-variáveis
+
+text[[155, 280, 688, 300]]
+Esses algoritmos são detalhados ao longo dos capítulos 3 a 6.
+
+text[[139, 309, 905, 351]]
+A Tabela 5.1 apresenta um resumo comparativo dos três modelos de autômatos finitos, destacando suas características e aplicações típicas.
+
+table_caption[[227, 362, 816, 382]]
+Tabela 5.1: Resumo comparativo dos modelos de autômatos finitos.
+
+table[[139, 394, 904, 561]]
+ModeloPrincipais CaracterísticasAplicação TípicaAFDDeterminístico, função total, computação únicaImplementação direta, simulação eficienteAFNNão-determinístico, múltiplas transiçõesProjeto de reconhecimentos, especificaçãoAFN-εε-transições, construção modularConstrução de Thompson, fechamento
+
+sub_title[[139, 585, 522, 605]]
+### 5.5.1 Aplicações Práticas dos AFN-ε
+
+text[[139, 616, 904, 743]]
+As ε-transições são indispensáveis em diversas aplicações práticas da teoria dos autômatos. Na construção de compiladores, a **construção de Thompson** (detalhada no Capítulo 6) utiliza AFN-ε como formato intermediário na conversão de expressões regulares para autômatos. Cada operação da expressão regular (união, concatenação, fecho) é traduzida em um padrão de composição que emprega ε-transições para conectar subautômatos (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+text[[139, 744, 905, 850]]
+Além disso, as ε-transições facilitam a demonstração construtiva de propriedades de fechamento. Para provar que linguagens regulares são fechadas sob união, por exemplo, basta criar um novo estado inicial com ε-transições para os estados iniciais dos dois autômatos originais. Construções análogas funcionam para concatenação e fecho de Kleene (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+sub_title[[186, 860, 703, 879]]
+#### Exemplo – Fechamento sob União com ε-Transições
+
+text[[155, 888, 888, 910]]
+Dados dois AFDs \(M_A\) (para \(L_A\)) e \(M_B\) (para \(L_B\)), podemos construir um AFN-ε para
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,77 @@
+text[[157, 81, 405, 101]]
+\(L_A \cup L_B\) da seguinte forma:
+
+text[[181, 113, 500, 135]]
+1. Crie um novo estado inicial \(q_{novo}\).
+
+text[[181, 145, 888, 188]]
+2. Adicione \(\varepsilon\)-transições de \(q_{novo}\) para \(q_{0A}\) (estado inicial de \(M_A\)) e para \(q_{0B}\) (estado inicial de \(M_B\)).
+
+text[[181, 201, 475, 221]]
+3. Os estados finais são \(F_A \cup F_B\).
+
+text[[156, 234, 888, 275]]
+O AFN-\(\varepsilon\) resultante aceita \(w\) se e somente se \(w \in L_A\) ou \(w \in L_B\), pois a \(\varepsilon\)-transição inicial “escolhe” qual sub-autômato simular.
+
+sub_title[[137, 307, 428, 328]]
+## 5.6 Lista de Exercícios
+
+text[[157, 344, 519, 365]]
+1. Qual a definição do fecho vazio \(\delta_\varepsilon(q)\)?
+
+text[[197, 376, 270, 398]]
+(a) \(\{q\}\)
+
+text[[197, 404, 293, 425]]
+(b) \(\delta(q, \varepsilon)\)
+
+text[[197, 426, 500, 455]]
+(c) \(\{q\} \cup \delta(q, \varepsilon) \cup (\bigcup_{p \in \delta(q, \varepsilon)} \delta_\varepsilon(p))\)
+
+text[[197, 458, 320, 480]]
+(d) \(\delta^*(q), \varepsilon\)
+
+text[[197, 485, 342, 508]]
+(e) \(\bigcup_{a \in \Sigma} \delta(q, a)\)
+
+text[[157, 519, 468, 540]]
+2. No AFN-\(\varepsilon\) \(M_7\), qual é \(\delta_\varepsilon(\{q_0\})\)?
+
+text[[197, 551, 290, 572]]
+(a) Vazio
+
+text[[197, 579, 280, 600]]
+(b) \(\{q_0\}\)
+
+text[[197, 607, 305, 629]]
+(c) \(\{q_0, q_f\}\)
+
+text[[197, 634, 280, 655]]
+(d) \(\{q_f\}\)
+
+text[[197, 661, 330, 682]]
+(e) \(\{q_0, q_f, q_1\}\)
+
+text[[157, 695, 565, 715]]
+3. Qual expressão descreve \(\delta^*\) em um AFN-\(\varepsilon\)?
+
+text[[197, 728, 457, 750]]
+(a) \(\delta^*(P, wa) = \delta(\delta^*(P, w), a)\)
+
+text[[197, 755, 430, 777]]
+(b) \(\delta^*(P, \varepsilon) = \bigcup_{q \in P} \delta(q, \varepsilon)\)
+
+text[[197, 782, 530, 803]]
+(c) \(\delta^*(P, wa) = \delta_\varepsilon(\delta^*(P, w)) \cup \delta^*(P, a)\)
+
+text[[197, 810, 384, 831]]
+(d) \(\delta^*(P, \varepsilon) = \delta(P, \varepsilon)\)
+
+text[[197, 836, 640, 858]]
+(e) \(\delta^*(P, wa) = \delta_\varepsilon(\{r \mid \exists s \in \delta^*(P, w) : r \in \delta(s, a)\})\)
+
+text[[157, 871, 496, 891]]
+4. Ao eliminar \(\varepsilon\)-transições, \(\delta'(p, a)\) é:
+
+text[[197, 903, 295, 924]]
+(a) \(\delta(p, a)\)
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@@ -0,0 +1,11 @@
+text[[198, 84, 275, 101]]
+(b) \( \delta_{\varepsilon}(p) \)
+
+text[[198, 108, 539, 133]]
+(c) \( \bigcup_{q\in\delta_{\varepsilon}(p)}\delta(q,a)\cup\delta_{\varepsilon}\left(\bigcup_{q\in\delta_{\varepsilon}(p)}\delta(q,a)\right) \)
+
+text[[198, 138, 318, 156]]
+(d) \( \delta_{\varepsilon}(\delta(p,a)) \)
+
+text[[199, 165, 349, 186]]
+(e) \( \bigcup_{q\in\delta(p,a)}\delta_{\varepsilon}(q) \)
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@@ -0,0 +1,23 @@
+sub_title[[137, 87, 600, 109]]
+## 6 EXPRESSÕES REGULARES
+
+text[[136, 139, 907, 283]]
+Enquanto os autômatos finitos são modelos operacionais de reconhecimento, as expressões regulares (ER) oferecem uma notação algébrica e declarativa para denotar linguagens regulares. Amplamente utilizadas em ferramentas como grep, sed e em linguagens de programação, as ERs permitem descrever padrões de forma compacta e legível. A importância teórica reside no Teorema de Kleene: a classe de linguagens denotadas por expressões regulares é exatamente a classe das linguagens regulares (MENEZES, 2011).
+
+text[[136, 287, 907, 368]]
+Por exemplo, a linguagem de todas as cadeias sobre \( \{a,b\} \) que contêm a subcadeia ab pode ser descrita simplesmente como \( (a+b)^{*}ab(a+b)^{*} \) , dispensando a construção explícita de estados e transições. Essa condição é uma das principais vantagens das ERs (SIPSER, 2007).
+
+text[[136, 373, 907, 475]]
+Na prática, expressões regulares são onipresentes na computação moderna. Validação de e-mails, busca textual avançada, filtragem de logs, definição de tokens em compiladores e roteamento de URLs em servidores web são apenas algumas das aplicações que dependem diretamente de expressões regulares. Compreender sua fundamentação teórica permite ao profissional utilizá-las com maior segurança e eficiência (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+sub_title[[137, 503, 402, 522]]
+## 6.1 Definição Formal
+
+text[[137, 540, 906, 642]]
+Seja \( \Sigma \) um alfabeto. Uma expressão regular sobre \( \Sigma \) e a linguagem que ela gera, \( L(r) \) , são definidas recursivamente. Os casos base são: \( \emptyset \) (gera a linguagem vazia), \( \varepsilon \) (gera \( \{\varepsilon\} \) ) e cada \( a \in \Sigma \) (gera \( \{a\} \) ). Os casos recursivos: se r e s são ERs, então \( (r + s) \) gera \( L(r) \cup L(s) \) (união), \( (r \cdot s) \) gera \( L(r) \cdot L(s) \) (concatenação) e \( (r^{*}) \) gera \( (L(r))^{*} \) (fecho de Kleene).
+
+text[[136, 647, 906, 707]]
+O operador de concatenação é frequentemente omitido (rs significa \( r \cdot s \) ). A notação \( r^{+} \) abrevia \( r \cdot r^{*} \) (uma ou mais repetições). Parênteses podem ser omitidos conforme a precedência dos operadores (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+text[[137, 710, 905, 749]]
+A Tabela 6.1 apresenta os elementos básicos da definição, reforçando a correspondência entre cada expressão e a linguagem que ela denota.
\ No newline at end of file
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/deepseek-ocr-2/page-46.md
@@ -0,0 +1,47 @@
+figure_title[[272, 82, 772, 99]]
+Tabela 6.1: Expressões regulares: casos base e recursivos.
+
+table[[140, 111, 902, 319]]
+Expressão rLinguagem L(r)Descrição∅∅Linguagem vazia (nenhuma cadeia)ε{ε}Apenas a cadeia vaziaa (com a ∈ Σ){a}Apenas o símbolo ar + sL(r) ∪ L(s)Uniãor · sL(r) · L(s)Concatenaçãor*(L(r))*Fecho de Kleene (zero ou mais)r+L(r) · (L(r))*Fecho positivo (uma ou mais)
+
+sub_title[[137, 353, 532, 372]]
+## 6.2 Precedência dos Operadores
+
+text[[137, 390, 905, 449]]
+A precedência, da mais alta para a mais baixa, é: (1) fecho de Kleene (*); (2) concatenação; (3) união (+). Assim, \( ab^{*} \) significa \( a(b^{*}) \) , \( a + bc \) significa \( a + (bc) \) e \( a + b^{*}c \) significa \( a + ((b^{*})c) \) .
+
+text[[137, 454, 905, 493]]
+Essa convenção permite escrever expressões de forma mais enxuta. Por exemplo, \( ab^{*}+c \) equivale a \( (a(b^{*})) + c \) e gera a linguagem \( \{ab^{n} \mid n \geq 0\} \cup \{c\} \) (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[186, 507, 671, 525]]
+## Exemplo – Aplicação das Regras de Precedência
+
+text[[155, 536, 585, 554]]
+Analise a expressão \( ab^{*}a + ba^{*}b \) sobre \( \Sigma = \{a, b\} \) .
+
+text[[186, 558, 500, 574]]
+Aplicando as regras de precedência:
+
+text[[179, 590, 433, 607]]
+1. Primeiro, o fecho: \( b^{*} \) e \( a^{*} \) .
+
+text[[178, 623, 555, 641]]
+2. Depois, a concatenação: \( a(b^{*})a \) e \( b(a^{*})b \) .
+
+text[[179, 656, 559, 674]]
+3. Finalmente, a união: \( (a(b^{*})a) + (b(a^{*})b) \) .
+
+text[[186, 689, 386, 707]]
+A linguagem gerada é:
+
+equation[[186, 727, 856, 746]]
+ \[ L=\{ab^{n}a\mid n\geq0\}\cup\{ba^{n}b\mid n\geq0\}=\{aa,aba,abba,\cdots\}\cup\{bb,bab,baab,\cdots\} \]
+
+text[[155, 767, 887, 806]]
+São cadeias que começam e terminam com o mesmo símbolo, com zero ou mais repetições do outro símbolo no meio.
+
+sub_title[[137, 836, 559, 854]]
+## 6.2.1 Exemplos de Expressões Regulares
+
+text[[166, 866, 608, 886]]
+A Tabela 6.2 apresenta exemplos sobre \( \Sigma=\{a,b\} \) .
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@@ -0,0 +1,50 @@
+figure_title[[320, 82, 722, 99]]
+Tabela 6.2: Exemplos de expressões regulares.
+
+table[[140, 112, 904, 254]]
+ERLinguagem\( (a + b)^{*} \)\( \Sigma^{*} \) — todas as cadeias\( a(a + b)^{*} \)Cadeias que começam com a\( b^{*}ab^{*}ab^{*} \)Cadeias com exatamente dois a's\( a^{*}b^{*} \)Cadeias da forma \( a^{n}b^{m} \)\( ((a + b)(a + b))^{*} \)Cadeias de comprimento par
+
+sub_title[[184, 288, 720, 305]]
+## Exemplo – Construção de ERs para Padrões Comuns
+
+text[[155, 316, 688, 335]]
+Sobre \(\Sigma=\{0,1\}\), construa ERs para as seguintes linguagens:
+
+text[[185, 338, 642, 356]]
+(a) Cadeias que começam com 0 e terminam com 1:
+
+equation[[475, 377, 568, 395]]
+ \[ 0(0+1)^{*}1 \]
+
+text[[154, 416, 888, 455]]
+Precisamos de pelo menos dois símbolos. O primeiro é 0, o último é 1, e no meio pode haver qualquer cadeia.
+
+text[[186, 458, 568, 476]]
+(b) Cadeias de comprimento exatamente 3:
+
+equation[[430, 497, 613, 515]]
+ \[ (0+1)(0+1)(0+1) \]
+
+text[[186, 536, 609, 554]]
+(c) Cadeias que não contêm 00 como subcadeia:
+
+equation[[454, 574, 590, 593]]
+ \[ 1^{*}(01^{+})^{*}(\varepsilon+0) \]
+
+text[[155, 614, 886, 632]]
+A ideia é que após cada 0 deve haver pelo menos um 1 (exceto possivelmente no final).
+
+text[[186, 635, 506, 653]]
+(d) Cadeias com número par de 0's:
+
+equation[[461, 673, 582, 692]]
+ \[ (1^{*}01^{*}01^{*})^{*}1^{*} \]
+
+text[[155, 712, 800, 731]]
+Os 0's sempre aparecem em pares, com qualquer número de 1's entre eles.
+
+sub_title[[137, 764, 381, 784]]
+## 6.3 Leis Algébricas
+
+text[[137, 801, 906, 842]]
+Duas ERs r e s são equivalentes (r = s) se \( L(r) = L(s) \) . As principais leis são apresentadas na Tabela 6.3
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+figure_title[[295, 82, 750, 100]]
+Tabela 6.3: Leis algébricas das expressões regulares.
+
+table[[140, 112, 904, 468]]
+LeiExpressãoComutatividade da união\( r + s = s + r \)Associatividade da união\( (r + s) + t = r + (s + t) \)Associatividade da concat.\( (rs)t = r(st) \)Elemento neutro da união\( r + \emptyset = r \)Elemento neutro da concat.\( r\varepsilon = \varepsilon r = r \)Elemento absorvente\( r\emptyset = \emptyset r = \emptyset \)Distributividade\( r(s + t) = rs + rt \)Idempotência da união\( r + r = r \)Definição de \( r^{*} \)\( r^{*} = \varepsilon + r \cdot r^{*} \)Fecho do fecho\( (r^{*})^{*} = r^{*} \)Absorção\( \emptyset^{*} = \varepsilon \)
+
+text[[137, 491, 906, 551]]
+A concatenação não é comutativa: \( ab \neq ba \) . Essas leis permitem simplificar ERs; por exemplo, \( a + a(b + a)^{*} = a(\varepsilon + (b + a)^{*}) = a(b + a)^{*} \) , usando \( \varepsilon + r^{*} = r^{*} \) (MENEZES, 2011).
+
+sub_title[[188, 563, 578, 581]]
+## Exemplo – Simplificação Passo a Passo
+
+text[[155, 592, 670, 610]]
+Simplifique a expressão \( r = (a + b)^{*} a (\varepsilon + b) (\varepsilon + a) (a + b)^{*} \) .
+
+text[[154, 613, 890, 696]]
+Observe que \( (a + b)^{*} \) no início aceita qualquer prefixo, e \( (a + b)^{*} \) no final aceita qualquer sufixo. A parte central \( a(\varepsilon + b)(\varepsilon + a) \) gera as cadeias \( \{a, ab, aa, aba\} \) . Como essas cadeias começam com a e são subcadeias de qualquer cadeia aceita, a expressão completa aceita qualquer cadeia que contenha a como subcadeia:
+
+equation[[427, 715, 615, 734]]
+ \[ r=(a+b)^{*}a(a+b)^{*} \]
+
+text[[154, 754, 889, 795]]
+Essa simplificação usa o fato de que \( (a + b)^{*} \cdot X \cdot (a + b)^{*} \) absorve qualquer extensão de X, desde que a condição essencial (conter a) seja preservada.
+
+sub_title[[186, 824, 514, 841]]
+## Leis Frequentemente Esquecidas
+
+text[[155, 852, 700, 871]]
+Algumas identidades úteis que são frequentemente esquecidas:
+
+text[[155, 884, 538, 904]]
+• \( \varepsilon + r^{*} = r^{*} \) (pois \( \varepsilon \in L(r^{*}) \) por definição)
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@@ -0,0 +1,32 @@
+text[[155, 81, 536, 100]]
+• \( r^{+} = rr^{*} = r^{*}r \) (uma ou mais repetições)
+
+text[[155, 113, 624, 133]]
+• \( r^{*} = \varepsilon + r^{+} \) (zero ou mais = vazio + uma ou mais)
+
+text[[155, 146, 603, 167]]
+• \( (r + s)^{*} = (r^{*}s^{*})^{*} \) (intercalar repetições de r e s)
+
+text[[155, 180, 694, 199]]
+• \( r^{*}r^{*} = r^{*} \) (concatenar dois fechos é o mesmo que um fecho)
+
+sub_title[[137, 232, 770, 252]]
+## 6.4 Teorema de Kleene: ER e Linguagens Regulares
+
+text[[137, 270, 907, 330]]
+O Teorema de Kleene garante que uma linguagem é regular se e somente se é de- notada por alguma ER. A demonstração tem duas direções (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002):
+
+text[[137, 348, 907, 410]]
+• ER ⇒ Autômato (Construção de Thompson): cada ER é convertida recursivamente em um AFN-ε. Os casos base (∅, ε, a) geram autômatos triviais. União, concatenação e fecho são obtidos conectando sub-autômatos por ε-transições.
+
+text[[137, 425, 907, 464]]
+• Autômato ⇒ ER (Eliminação de estados ou Lema de Arden): remove-se progressi- vamente estados do autômato, substituindo transições por expressões regulares.
+
+text[[137, 483, 907, 585]]
+Junto com os resultados dos capítulos anteriores, isso estabelece a tríplice equiva- lência: ER ≡ Autômatos Finitos ≡ Gramáticas Regulares. Na prática, ERs são convenientes para descrever padrões, autômatos para implementar reconhecedores e gra- máticas para gerar cadeias. A implementação eficiente dessas conversões é fundamental para ferramentas de busca textual e analisadores léxicos (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+sub_title[[137, 610, 466, 627]]
+## 6.4.1 Construção de Thompson
+
+text[[137, 640, 907, 700]]
+A construção de Thompson converte uma expressão regular em um AFN-ε de forma recursiva. Cada operador (união, concatenação, fecho) corresponde a um padrão de com- posição de sub-autômatos. A Figura 6.1 ilustra os três padrões fundamentais.
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@@ -0,0 +1,41 @@
+image[[256, 84, 800, 320]]
+
+
+figure_title[[137, 336, 905, 371]]
+Figura 6.1: Construção de Thompson: padrões para união \( (r + s) \) , concatenação \( (rs) \) e fecho \( (r^{*}) \) .
+
+text[[137, 397, 906, 479]]
+Cada sub-autômato produzido pela construção de Thompson possui exatamente um estado inicial (sem transições de entrada) e um estado final (sem transições de saída). Essa propriedade garante que os sub-autômatos podem ser compostos sem interferência, preservando a correção da construção (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[186, 493, 703, 511]]
+## Exemplo – Construção de Thompson para \( (a + b)^{*}ab \)
+
+text[[152, 522, 797, 540]]
+Para a expressão \( (a + b)^{*}ab \) , a construção é realizada de dentro para fora:
+
+text[[153, 545, 889, 582]]
+Passo 1: Construa o AFN-ε para a (um estado inicial, transição a, um estado final).
+
+text[[184, 587, 645, 605]]
+Passo 2: Construa o AFN-ε para b (analogamente).
+
+text[[184, 608, 610, 625]]
+Passo 3: Combine com união para obter \( a + b \) .
+
+text[[184, 629, 700, 647]]
+Passo 4: Aplique o fecho de Kleene para obter \( (a + b)^{*} \) .
+
+text[[184, 651, 710, 668]]
+Passo 5: Concatenem com o AFN para a, obtendo \( (a + b)^{*}a \) .
+
+text[[184, 672, 716, 689]]
+Passo 6: Concatenem com o AFN para b, obtendo \( (a + b)^{*}ab \) .
+
+text[[153, 693, 890, 755]]
+O resultado é um AFN-ε que pode ser convertido em AFD pela eliminação de ε-transições seguida da construção de subconjuntos. Esse é exatamente o procedimento que ferramentas como lex utilizam internamente.
+
+sub_title[[137, 784, 580, 802]]
+## 6.4.2 Limitações das Expressões Regulares
+
+text[[137, 814, 906, 896]]
+ERs não podem descrever linguagens que exigem “memória ilimitada”: \( \{a^{n}b^{n} \mid n \geq 0\} \) (contar e comparar), \( \{ww^{R}\} \) (palíndromos) e \( \{a^{n^{2}}\} \) (comprimento quadrado perfeito) são exemplos de linguagens não regulares. A prova formal utiliza o Lema do Bombeamento (SIPSER, 2007).
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@@ -0,0 +1,17 @@
+title[[236, 212, 803, 233]]
+# Faculdade São Francisco de Assis – FSFA
+
+title[[314, 380, 727, 400]]
+# APOSTILA DA DISCIPLINA
+
+text[[428, 544, 612, 560]]
+Disciplina EAD
+
+text[[325, 588, 715, 605]]
+Linguagens Formais e Autômatos
+
+text[[397, 632, 644, 648]]
+Prof. Matheus Serpa
+
+text[[429, 830, 609, 846]]
+Março de 2026.
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,8 @@
+sub_title[[137, 84, 297, 109]]
+SUMÁRIO
+
+sub_title[[137, 150, 904, 170]]
+1 Introdução às Linguagens Formais 5
+
+text[[167, 171, 904, 390]]
+1.1 Símbolos, Alfabetos e Cadeias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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+sub_title[[137, 81, 570, 102]]
+## 4 Autómatos Finitos Não-Determinísticos
+
+text[[167, 104, 904, 123]]
+4.1 Definição Formal de AFN . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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+table[[164, 81, 905, 190]]
+7.3BNF e Gramáticas Ambiguas547.3.1Notação BNF547.3.2Ambiguidade557.3.3Recursão em Gramáticas567.4Lista de Exercícios56
+
+sub_title[[135, 202, 905, 223]]
+## 8 Simplificação de GLC e Formas Normais 58
+
+table[[164, 223, 905, 520]]
+8.1Etapa 1: Eliminação de Símbolos Inúteis598.1.1Identificação de Variáveis Geradoras598.1.2Exemplo608.2Etapa 2: Eliminação de Produções Vazias608.2.1Algoritmo608.2.2Exemplo Detalhado618.3Etapa 3: Eliminação de Produções Unitárias618.3.1Algoritmo618.3.2Exemplo Detalhado628.4Forma Normal de Chomsky628.4.1Definição e Algoritmo628.4.2Exemplo de Conversão para FNC638.4.3Forma Normal de Greibach638.5Lista de Exercícios64
+
+sub_title[[135, 536, 905, 556]]
+## 9 Autómatos com Pílha 66
+
+table[[164, 556, 905, 857]]
+9.1Definição Formal669.1.1A Sêxtupla669.1.2Operações na Pílha679.2Função de Transição679.2.1Formato679.2.2Não Determinismo689.3Critérios de Parada689.3.1ACEITA, REJEITA e LOOP689.4Exemplo: AP para \(L = \{a^n b^n \mid n \ge 1\}\)699.4.1Construção699.4.2Processamento de aabb699.4.3Processamento de entradas rejeitadas709.5Visualização do Processamento719.6Lista de Exercícios71
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@@ -0,0 +1,5 @@
+sub_title[[137, 81, 530, 102]]
+10 Construção de AP a partir de GLC
+
+text[[168, 103, 905, 123]]
+10.1 Teorema e Construção Formal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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+text[[115, 81, 904, 145]]
+12.4.3 Gramáticas Irrestritas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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+sub_title[[140, 83, 841, 111]]
+# 1 INTRODUÇÃO ÀS LINGUAGENS FORMAIS
+
+text[[140, 137, 905, 262]]
+A Teoria das Linguagens Formais é um dos pilares da Ciência da Computação. Desenvolvida inicialmente pelo linguista Noam Chomsky na década de 1950, seu objetivo original era formalizar o estudo das linguagens naturais. Posteriormente, verificou-se que os mesmos formalismos eram aplicáveis — e extremamente úteis — na descrição de linguagens artificiais, especialmente linguagens de programação e na construção de compiladores (MENEZES, 2011).
+
+text[[140, 265, 905, 433]]
+Compreender essa teoria permite ao profissional de computação entender os limites do que é computável, projetar linguagens de programação e construir ferramentas como compiladores, interpretadores e analisadores de texto. Conceitos dessa área são também aplicados em bioinformática, processamento de linguagem natural e verificação formal de sistemas (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002). De maneira complementar, o domínio de conceitos algorítmicos básicos — como estruturas de dados, recursão e análise de complexidade — é um pré-requisito importante para a compreensão dos modelos formais estudados nesta disciplina (MEDINA; FERTIG, 2006).
+
+text[[140, 437, 905, 583]]
+Além dessas aplicações clássicas, a teoria das linguagens formais possui conexões profundas com a álgebra abstrata, a lógica matemática e a teoria dos grafos. O estudo de monoides livres, por exemplo, fornece uma base algébrica para a concatenação de cadeias, enquanto a lógica de segunda ordem sobre cadeias finitas corresponde exatamente às linguagens regulares (SIPSER, 2007). Essas conexões interdisciplinares tornam a área fundamental não apenas para a prática da computação, mas também para a pesquisa em ciência da computação teórica.
+
+sub_title[[140, 609, 555, 630]]
+## 1.1 Símbolos, Alfabetos e Cadeias
+
+text[[140, 647, 905, 709]]
+Um **símbolo** (ou caractere) é uma entidade abstrata básica, não definida formalmente. Letras, dígitos e caracteres especiais são exemplos de símbolos. Símbolos são os átomos a partir dos quais construímos todas as estruturas da teoria.
+
+text[[140, 712, 905, 773]]
+Um **alfabeto**, denotado Σ, é um conjunto **finito** e **não vazio** de símbolos. A restrição de finitude é essencial: embora as linguagens possam ser infinitas, o conjunto de símbolos base é sempre finito. Exemplos clássicos:
+
+text[[140, 785, 437, 806]]
+- \(\Sigma_1 = \{a, b\}\) — alfabeto binário;
+
+text[[140, 818, 543, 839]]
+- \(\Sigma_2 = \{0, 1\}\) — alfabeto dos dígitos binários;
+
+text[[140, 851, 715, 871]]
+- \(\Sigma_3 = \{a, b, c, \dots, z\}\) — 26 letras minúsculas do alfabeto romano.
+
+text[[140, 883, 905, 924]]
+A escolha do alfabeto depende do domínio de aplicação. Em computação, o alfabeto \(\{0, 1\}\) é fundamental para representação binária; em linguagens de programação, o alfa-
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@@ -0,0 +1,44 @@
+text[[139, 81, 910, 147]]
+beto pode incluir letras, dígitos e símbolos especiais como +, ; e £. Independentemente do número de símbolos, a condição de finitude garante que possamos enumerar todos os elementos do alfabeto (MENEZES, 2011).
+
+text[[139, 145, 910, 275]]
+Uma cadeia (ou palavra) sobre \(\Sigma\) é uma sequência finita de símbolos de \(\Sigma\). A cadeia vazia, denotada \(\varepsilon\), não contém nenhum símbolo e desempenha papel análogo ao do zero na aritmética: é o elemento neutro da concatenação. O comprimento de uma cadeia \(w\), denotado \(|w|\), é o número de símbolos que a compõem; em particular, \(|\varepsilon| = 0\). A notação \(|w|_a\) indica o número de ocorrências do símbolo \(a\) em \(w\). Exemplos sobre \(\Sigma = \{a, b\}\): \(|abba| = 4\), \(|abba|_a = 2\), \(|abba|_b = 2\).
+
+text[[139, 273, 910, 340]]
+A \(n\)-ésima potência de uma cadeia \(w\), denotada \(w^n\), é a concatenação de \(w\) consigo mesma \(n\) vezes: \(w^0 = \varepsilon\) e \(w^n = w \cdot w^{n-1}\). Assim, para \(w = ab\): \(w^2 = abab\) e \(w^3 = ababab\). A notação \(a^n\) representa \(n\) cópias do símbolo \(a\).
+
+sub_title[[186, 349, 555, 370]]
+Exemplo – Cadeias e Comprimentos
+
+text[[156, 377, 576, 400]]
+Seja \(\Sigma = \{0, 1\}\). Considere as seguintes cadeias:
+
+text[[156, 409, 543, 432]]
+- \(w_1 = 0110\): \(|w_1| = 4\), \(|w_1|_0 = 2\), \(|w_1|_1 = 2\);
+
+text[[156, 443, 533, 466]]
+- \(w_2 = 111\): \(|w_2| = 3\), \(|w_2|_0 = 0\), \(|w_2|_1 = 3\);
+
+text[[156, 477, 333, 500]]
+- \(w_3 = \varepsilon\): \(|w_3| = 0\).
+
+text[[156, 509, 889, 556]]
+Observe que \(w_1^2 = 01100110\) e \(|w_1^2| = 2 \cdot |w_1| = 8\). De modo geral, vale a propriedade \(|w^n| = n \cdot |w|\) para qualquer cadeia \(w\) e inteiro \(n \ge 0\).
+
+sub_title[[139, 582, 500, 603]]
+1.1.1 Prefixo, Sufixo e Subpalavra
+
+text[[139, 613, 910, 678]]
+Dada uma cadeia \(w\), dizemos que \(x\) é **prefixo** de \(w\) se \(w = xy\); **sufixo** se \(w = yx\); e **subpalavra** se \(w = yxz\), para cadeias \(y, z\) adequadas. Essas noções são essenciais na análise léxica de compiladores (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+text[[139, 678, 942, 743]]
+Por exemplo, para \(w = abcb\): os prefixos são \(\varepsilon, a, ab, abc, abcb\); os sufixos são \(\varepsilon, b, cb, bcb, abcb\); e as subpalavras incluem \(\varepsilon, a, b, c, ab, bc, cb, abc, bcb, abcb\). Um prefixo (ou sufixo) \(x\) é dito **próprio** se \(x \neq w\) e \(x \neq \varepsilon\).
+
+text[[139, 742, 910, 828]]
+Note que a cadeia vazia \(\varepsilon\) é prefixo, sufixo e subpalavra de qualquer cadeia \(w\), e toda cadeia \(w\) é prefixo, sufixo e subpalavra de si mesma. Uma cadeia de comprimento \(n\) possui exatamente \(n+1\) prefixos (incluindo \(\varepsilon\) e \(w\)) e \(n+1\) sufixos. O número de subpalavras distintas pode ser menor que \(\binom{n}{2} + n+1\) devido a repetições (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[186, 839, 507, 860]]
+Contagem de Prefixos e Sufixos
+
+text[[156, 869, 448, 890]]
+Para uma cadeia \(w\) com \(|w| = n\):
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@@ -0,0 +1,44 @@
+text[[155, 79, 565, 100]]
+- Número de prefixos (incluindo \(\varepsilon\) e \(w\)): \(n + 1\)
+
+text[[155, 113, 490, 133]]
+- Número de prefixos próprios: \(n - 1\)
+
+text[[155, 146, 558, 166]]
+- Número de sufixos (incluindo \(\varepsilon\) e \(w\)): \(n + 1\)
+
+text[[155, 180, 480, 199]]
+- Número de sufixos próprios: \(n - 1\)
+
+sub_title[[139, 226, 428, 245]]
+### 1.1.2 Exemplos de Cadeias
+
+text[[139, 257, 907, 299]]
+Sobre \(\Sigma = \{a, b\}\): \(\varepsilon\), \(a\), \(b\) são cadeias de comprimento 0 ou 1; \(ab\), \(ba\), \(aa\), \(bb\) são cadeias de comprimento 2; \(abba\) e \(aabb\) são cadeias de comprimento 4.
+
+text[[139, 300, 905, 343]]
+A Tabela [1.1] organiza as cadeias de comprimento 0 a 3 sobre o alfabeto \(\Sigma = \{a, b\}\), evidenciando que o número de cadeias de comprimento \(n\) é \(|\Sigma|^n = 2^n\).
+
+table_caption[[227, 355, 816, 376]]
+Tabela 1.1: Cadeias sobre \(\Sigma = \{a, b\}\) organizadas por comprimento.
+
+table[[139, 387, 904, 533]]
+Comprimento
n\(|\Sigma^n|\)Cadeias01\(\varepsilon\)12\(a\), \(b\)24\(aa\), \(ab\), \(ba\), \(bb\)38\(aaa\), \(aab\), \(aba\), \(abb\), \(baa\), \(bab\), \(bba\), \(bbb\)
+
+sub_title[[139, 562, 655, 584]]
+## 1.2 Linguagens Formais e Fecho de Kleene
+
+text[[139, 600, 905, 641]]
+O **fecho de Kleene** de \(\Sigma\), denotado \(\Sigma^*\), é o conjunto de todas as cadeias sobre \(\Sigma\), incluindo \(\varepsilon\):
+
+equation[[377, 636, 666, 680]]
+\[ \Sigma^* = \bigcup_{i=0}^{\infty} \Sigma^i = \Sigma^0 \cup \Sigma^1 \cup \Sigma^2 \cup \dots \]
+
+text[[139, 685, 905, 750]]
+onde \(\Sigma^0 = \{\varepsilon\}\), \(\Sigma^1 = \Sigma\), e \(\Sigma^n\) é o conjunto das cadeias de comprimento \(n\). O **fecho positivo** \(\Sigma^+ = \Sigma^* - \{\varepsilon\}\) exclui a cadeia vazia. Note que \(\Sigma^*\) é sempre infinito e que \(|\Sigma^n| = |\Sigma|^n\) (SIPSER, 2007).
+
+text[[139, 750, 905, 835]]
+Uma **linguagem formal** \(L\) sobre \(\Sigma\) é qualquer subconjunto de \(\Sigma^*\): \(L \subseteq \Sigma^*\). Essa definição é bastante geral: inclui desde a linguagem vazia \(\emptyset\) até \(\Sigma^*\) inteiro. A linguagem vazia \(\emptyset\) (nenhuma cadeia) difere de \(\{\varepsilon\}\) (contém exatamente a cadeia vazia). A Tabela [1.2] apresenta exemplos.
+
+text[[139, 836, 905, 878]]
+A Figura [1.1] ilustra a relação entre o alfabeto \(\Sigma\), o fecho de Kleene \(\Sigma^*\) e uma linguagem \(L \subseteq \Sigma^*\), mostrando que toda linguagem é um subconjunto do universo de cadeias possíveis.
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@@ -0,0 +1,38 @@
+image[[350, 80, 700, 254]]
+
+
+image_caption[[170, 262, 870, 283]]
+Figura 1.1: Relação entre Σ, L e Σ*: toda linguagem L é um subconjunto de Σ*.
+
+table_caption[[325, 314, 715, 333]]
+Tabela 1.2: Exemplos de linguagens formais.
+
+table[[139, 344, 904, 444]]
+AlfabetoLinguagem LExemplos{0, 1}{\(w \mid |w|\) é par}ε, 00, 01, 10{a, b}{anbn | n ≥ 1}ab, aabb{a, b}{w | w = wR} (palíndromos)a, aba, abba
+
+sub_title[[186, 477, 425, 496]]
+Distinção Fundamental
+
+text[[156, 507, 457, 526]]
+É crucial distinguir três conceitos:
+
+text[[156, 540, 701, 560]]
+- A **linguagem vazia** \(\emptyset\) não contém nenhuma cadeia: \(|\emptyset| = 0\).
+
+text[[156, 572, 840, 593]]
+- A linguagem \(\{\varepsilon\}\) contém exatamente uma cadeia (a cadeia vazia): \(|\{\varepsilon\}| = 1\).
+
+text[[156, 606, 758, 625]]
+- A cadeia vazia \(\varepsilon\) é um elemento (uma cadeia), não uma linguagem.
+
+text[[156, 639, 850, 658]]
+Confundir esses conceitos é um dos erros mais frequentes em provas e exercícios.
+
+sub_title[[139, 691, 653, 714]]
+1.3 Operações sobre Cadeias e Linguagens
+
+text[[139, 729, 904, 812]]
+A **concatenação** de duas cadeias \(x\) e \(y\), denotada \(xy\), é a justaposição de seus símbolos. É associativa, possui \(\varepsilon\) como elemento neutro, mas não é comutativa. A **reversa** de \(w = a_1a_2 \cdots a_n\), denotada \(w^R\), é \(a_n \cdots a_2a_1\); em particular, \(\varepsilon^R = \varepsilon\). Uma cadeia \(w\) com \(w = w^R\) é um **palíndromo** (SIPSE, 2007).
+
+text[[139, 814, 904, 920]]
+Sobre linguagens, definem-se: **união** \(L_1 \cup L_2\), **concatenação** \(L_1L_2 = \{xy \mid x \in L_1, y \in L_2\}\), **intersecção** \(L_1 \cap L_2\), **complemento** \(\overline{L} = \Sigma^* - L\) e **fecho de Kleene** \(L^* = \bigcup_{i=0}^{\infty} L^i\). Por exemplo, para \(L_1 = \{a, ab\}\) e \(L_2 = \{b, ba\}\): \(L_1 \cup L_2 = \{a, ab, b, ba\}\) e \(L_1L_2 = \{ab, aba, abb, abba\}\). Essas operações permitem construir linguagens complexas a partir de linguagens simples.
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@@ -0,0 +1,44 @@
+sub_title[[185, 85, 590, 105]]
+Exemplo – Operações sobre Linguagens
+
+text[[156, 113, 720, 135]]
+Sejam \(L_1 = \{a, ab\}\) e \(L_2 = \{b, ba\}\) sobre \(\Sigma = \{a, b\}\). Calculemos:
+
+text[[156, 146, 455, 167]]
+- **União**: \(L_1 \cup L_2 = \{a, ab, b, ba\}\)
+
+text[[156, 179, 580, 200]]
+- **Concatenação**: \(L_1 \cdot L_2 = \{ab, aba, abb, abba\}\)
+
+text[[156, 212, 675, 233]]
+- **Intersecção**: \(L_1 \cap L_2 = \emptyset\) (nenhum elemento em comum)
+
+text[[156, 244, 390, 266]]
+- **Reversa**: \(L_1^R = \{a, ba\}\)
+
+text[[156, 278, 892, 321]]
+Observe que a concatenação \(L_1 \cdot L_2\) é obtida concatenando cada cadeia de \(L_1\) com cada cadeia de \(L_2\): \(a \cdot b = ab\), \(a \cdot ba = aba\), \(ab \cdot b = abb\), \(ab \cdot ba = abba\).
+
+sub_title[[140, 351, 519, 370]]
+1.3.1 Representações de Linguagens
+
+text[[140, 380, 909, 467]]
+Linguagens podem ser representadas por: (1) **enumeração** — listar todas as cadeias, viável apenas para linguagens finitas; (2) **compreensão** — descrever por propriedade, ex.: \(L = \{a^n b^n \mid n \ge 1\}\); (3) **gramáticas formais** — regras que geram as cadeias; (4) **autómatos** — máquinas que reconhecem as cadeias (MENEZES, 2011).
+
+text[[140, 467, 910, 552]]
+Para cada classe na Hierarquia de Chomsky, existem formalismos geradores (gramáticas) e reconhecedores (autómatos) equivalentes. Essa dualidade é um dos resultados mais elegantes da teoria. Duas representações são **equivalentes** quando definem exatamente a mesma linguagem.
+
+text[[140, 552, 910, 638]]
+A escolha da representação depende do objetivo: para especificar padrões de busca, expressões regulares são mais convenientes; para implementar reconhecedores, autómatos finitos são preferíveis; para descrever a sintaxe de linguagens de programação, gramáticas livres de contexto são o padrão (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+sub_title[[140, 658, 580, 679]]
+1.3.2 Potência e Fecho de uma Linguagem
+
+text[[140, 688, 910, 774]]
+A **potência** de uma linguagem é definida como \(L^0 = \{\varepsilon\}\) e \(L^n = L \cdot L^{n-1}\) para \(n \ge 1\). O **fecho de Kleene** de \(L\) é \(L^* = \bigcup_{i=0}^\infty L^i\) e o **fecho positivo** é \(L^+ = \bigcup_{i=1}^\infty L^i\). Essas operações são fundamentais na definição de expressões regulares e na especificação de padrões em compiladores (SIPSER, 2007).
+
+text[[166, 774, 875, 797]]
+Por exemplo, para \(L = \{a, ab\}\): \(L^0 = \{\varepsilon\}\), \(L^1 = \{a, ab\}\), \(L^2 = \{aa, aab, aba, abab\}\).
+
+text[[140, 796, 910, 860]]
+Observe que \(L^+ = L \cdot L^*\), ou equivalente, \(L^* = \{\varepsilon\} \cup L^+\). Quando \(\varepsilon \in L\), temos \(L^* = L^+\), pois a cadeia vazia já está presente na potência \(L^1\). Caso contrário, \(L^*\) e \(L^+\) diferem apenas pela presença de \(\varepsilon\) (MENEZES, 2011).
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@@ -0,0 +1,40 @@
+sub_title[[139, 85, 692, 106]]
+## 1.4 A Hierarquia de Chomsky — Visão Geral
+
+text[[139, 124, 904, 205]]
+A Hierarquia de Chomsky classifica as gramáticas (e as linguagens que elas geram) em
+quatro tipos, do mais restrito ao mais geral. Cada tipo corresponde a um modelo com-
+putacional de reconhecimento com poder expressivo crescente (HOPCROFT; ULLMAN;
+MOTWANI, 2002).
+
+text[[139, 208, 904, 270]]
+A Figura 1.2 apresenta visualmente a relação de inclusão entre os quatro tipos. Cada
+classe está estritamente contida na classe superior, ou seja, existem linguagens em cada
+nível que não pertencem ao nível inferior.
+
+image[[315, 284, 722, 500]]
+
+
+image_caption[[139, 513, 904, 550]]
+Figura 1.2: Hierarquia de Chomsky: relação de inclusão estrita entre os quatro tipos de linguagens.
+
+sub_title[[185, 580, 545, 599]]
+### Resumo da Hierarquia de Chomsky
+
+text[[156, 608, 887, 648]]
+- **Tipo 3** – Regulares: reconhecidas por autômatos finitos. Exemplos: identificadores, constantes numéricas.
+
+text[[156, 662, 885, 703]]
+- **Tipo 2** – Livres de Contexto: reconhecidas por autômatos com pilha. Exemplos: expressões aritméticas, parênteses balanceados.
+
+text[[156, 717, 885, 758]]
+- **Tipo 1** – Sensíveis ao Contexto: reconhecidas por autômatos linearmente limitados. Exemplo: \(\{a^n b^n c^n \mid n \ge 1\}\).
+
+text[[156, 772, 885, 812]]
+- **Tipo 0** – Recursivamente Enumeráveis: reconhecidas por máquinas de Turing. Incluem linguagens para as quais não existe algoritmo de decisão.
+
+sub_title[[139, 844, 632, 865]]
+## 1.5 Aplicações: Fases de um Compilador
+
+text[[139, 882, 904, 922]]
+Um compilador traduz código-fonte de alto nível para linguagem de máquina. A teoria das linguagens formais fundamenta suas três principais fases de análise (HOPCROFT;
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,38 @@
+text[[138, 83, 410, 101]]
+ULLMAN; MOTWANI, 2002):
+
+text[[138, 120, 904, 160]]
+- **Análise Léxica**: varre o código-fonte identificando *tokens* (palavras reservadas, identificadores, operadores). Baseia-se em linguagens regulares e autómatos finitos.
+
+text[[138, 174, 904, 214]]
+- **Análise Sintática**: verifica se a sequência de *tokens* obedece à gramática da linguagem. Baseia-se em linguagens livres de contexto e autómatos com pilha.
+
+text[[138, 228, 904, 268]]
+- **Análise Semântica**: verifica aspectos de significado, como compatibilidade de tipos e escopo de variáveis.
+
+text[[138, 286, 904, 369]]
+Autómatos finitos são úteis na modelagem de circuitos digitais e na análise léxica; gramáticas apoiam o reconhecimento de estruturas recursivas em linguagens de programação. Essas ferramentas teóricas são, portanto, indispensáveis na engenharia de compiladores modernos (SIPSER, 2007).
+
+text[[138, 371, 904, 477]]
+A Figura [1.3] ilustra as fases de análise de um compilador, mostrando como o código-fonte é processado sequencialmente. Cada fase utiliza formalismos distintos da teoria das linguagens formais: a análise léxica emprega autómatos finitos (Tipo 3), a análise sintática emprega gramáticas livres de contexto (Tipo 2), e a análise semântica utiliza técnicas que transcendem as linguagens livres de contexto (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+image[[138, 489, 911, 560]]
+
+
+image_caption[[193, 569, 847, 588]]
+Figura 1.3: Fases de análise de um compilador e os formalismos associados.
+
+text[[138, 612, 904, 739]]
+Além das fases de análise, um compilador realiza fases de síntese (geração e otimização de código). A tabela de símbolos, que armazena informações sobre identificadores, é uma estrutura compartilhada entre todas as fases. Ferramentas como lex (análise léxica) e yacc (análise sintática) automatizam a geração dessas fases a partir de especificações formais, demonstrando a aplicação direta da teoria na prática (DIVERIO; MENEZES, 2008).
+
+sub_title[[138, 766, 425, 787]]
+## 1.6 Lista de Exercícios
+
+text[[158, 803, 904, 844]]
+1. Qual foi o propósito inicial que motivou o desenvolvimento da Teoria das Linguagens Formais?
+
+text[[195, 858, 544, 877]]
+(a) Investigar hardware para Assembly.
+
+text[[195, 885, 497, 903]]
+(b) Analisar sistemas de arquivos.
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,62 @@
+text[[196, 84, 901, 122]]
+(c) Desenvolver teorias relacionadas às linguagens naturais, verificando depois aplicabilidade em linguagens artificiais.
+
+text[[196, 133, 523, 148]]
+(d) Melhorar velocidade de execução.
+
+text[[197, 160, 459, 175]]
+(e) Projetar módulos de rede.
+
+text[[160, 193, 796, 208]]
+2. Quais são as três análises mais comuns realizadas por um compilador?
+
+text[[196, 226, 517, 241]]
+(a) Simbólica, lexical, interpretativa.
+
+text[[196, 254, 485, 268]]
+(b) Léxica, sintática e semântica.
+
+text[[197, 281, 464, 296]]
+(c) Formal, gráfica, heurística.
+
+text[[196, 308, 496, 323]]
+(d) Recursiva, linear, exponencial.
+
+text[[197, 335, 548, 350]]
+(e) Convergente, divergente, otimização.
+
+text[[160, 368, 755, 383]]
+3. Como funcionam as fases de análise léxica, sintática e semântica?
+
+text[[196, 401, 902, 438]]
+(a) Léxica identifica erros lógicos; sintática atribui significado; semântica separa variáveis.
+
+text[[196, 450, 902, 487]]
+(b) Léxica garante operações corretas; sintática converte para máquina; semântica verifica CPU.
+
+text[[196, 499, 901, 536]]
+(c) Léxica varre código identificando tokens; sintática verifica estrutura (gramá- tica); semântica checa significado (tipos corretos).
+
+text[[196, 547, 902, 584]]
+(d) Léxica trata formatação; sintática traduz para Assembly; semântica decide plataformas.
+
+text[[197, 596, 901, 632]]
+(e) Léxica substitui instruções; sintática monta declarações; semântica ignora sim- bolos.
+
+text[[160, 650, 816, 666]]
+4. Qual é o papel dos autómatos finitos e das gramáticas em compiladores?
+
+text[[196, 683, 648, 699]]
+(a) Autómatos não têm aplicação em análise léxica.
+
+text[[196, 711, 901, 747]]
+(b) Autómatos são úteis na modelagem de circuitos digitais e análise léxica; gra- máticas apoiam reconhecimento de estruturas recursivas.
+
+text[[197, 760, 712, 775]]
+(c) Gramáticas foram substituídas por técnicas semânticas.
+
+text[[196, 787, 646, 802]]
+(d) Autómatos e gramáticas são um único conceito.
+
+text[[197, 814, 650, 829]]
+(e) Ambos só aparecem em linguagens de alto nível.
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,38 @@
+sub_title[[139, 85, 875, 110]]
+## 2 CONCEITOS SOBRE LINGUAGENS FORMAIS
+
+text[[139, 137, 905, 262]]
+Neste capítulo, estudamos os mecanismos que permitem definir e gerar linguagens de maneira precisa: as **gramáticas formais**. Uma gramática é um conjunto finito de regras que especifica como construir todas as cadeias de uma linguagem, mesmo quando essa linguagem é infinita. Além disso, apresentamos a célebre **Hierarquia de Chomsky**, que classifica as gramáticas em quatro tipos fundamentais, cada um associado a um modelo computacional de reconhecimento (MENEZES, 2011).
+
+text[[139, 264, 905, 348]]
+A Hierarquia de Chomsky organiza todo o estudo da disciplina e é um dos resultados mais importantes da ciência da computação teórica. Compreendê-la permite situar cada formalismo no contexto correto e entender o poder expressivo de cada classe de linguagens (SIPSER, 2007).
+
+text[[139, 351, 905, 456]]
+Gramáticas formais foram inicialmente propostas por Noam Chomsky para modelar a estrutura das linguagens naturais, mas rapidamente se mostraram indispensáveis na descrição de linguagens de programação. A notação BNF (*Backus-Naur Form*), amplamente utilizada na especificação de linguagens como Algol, Pascal e C, é essencialmente uma gramática livre de contexto (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+sub_title[[139, 482, 440, 503]]
+### 2.1 Gramáticas Formais
+
+text[[139, 519, 905, 625]]
+Uma **gramática formal** é uma quádrupla \(G = (V, T, P, S)\), onde: \(V\) é o conjunto finito de **variáveis** (não-terminais); \(T\) é o conjunto finito de **terminais**, com \(V \cap T = \emptyset\); \(P\) é o conjunto finito de **regras de produção**; e \(S \in V\) é o **símbolo inicial**. Os terminais são os símbolos que aparecem nas cadeias finais; as variáveis são auxiliares no processo de geração (SIPSER, 2007).
+
+text[[139, 626, 905, 668]]
+Cada regra tem a forma \(\alpha \to \beta\), onde \(\alpha\) contém ao menos uma variável. Quando uma variável \(A\) possui múltiplas produções, usamos a notação \(A \to \alpha_1 \mid \alpha_2 \mid \dots \mid \alpha_n\).
+
+sub_title[[185, 680, 520, 700]]
+### Componentes de uma Gramática
+
+text[[156, 708, 585, 729]]
+Uma gramática \(G = (V, T, P, S)\) é composta por:
+
+text[[156, 741, 888, 784]]
+- \(V\) — variáveis (não-terminais): símbolos auxiliares usados na geração. Convenção: letras maiúsculas (\(S, A, B, \dots\)).
+
+text[[156, 796, 888, 839]]
+- \(T\) — terminais: símbolos que compõem as cadeias finais. Convenção: letras minúsculas (\(a, b, c, \dots\)) ou dígitos.
+
+text[[156, 850, 850, 871]]
+- \(P\) — regras de produção: definem como substituir cadeias contendo variáveis.
+
+text[[156, 883, 780, 904]]
+- \(S\) — símbolo inicial: variável a partir da qual toda derivação começa.
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@@ -0,0 +1,47 @@
+text[[150, 80, 888, 120]]
+A condição \(V \cap T = \emptyset\) garante que não há ambiguidade sobre a natureza de cada símbolo.
+
+sub_title[[139, 146, 444, 165]]
+### 2.1.1 Exemplo de Gramática
+
+text[[139, 177, 904, 218]]
+Considere \(G_1 = (\{S\}, \{a, b\}, P, S)\) com \(P = \{S \to aSb \mid ab\}\). Essa gramática gera \(L(G_1) = \{a^n b^n \mid n \ge 1\}\). Para derivar \(aaabbb\): \(S \Rightarrow aSb \Rightarrow aaSbb \Rightarrow aaabbb\).
+
+text[[139, 220, 904, 261]]
+Outra gramática \(G_2 = (\{S, A\}, \{a, b\}, \{S \to aAb, A \to aAb \mid \varepsilon\}, S)\) gera a mesma linguagem. Gramáticas que geram a mesma linguagem são ditas **equivalentes**.
+
+sub_title[[185, 273, 592, 292]]
+#### Exemplo – Gramática para Palíndromos
+
+text[[155, 302, 615, 322]]
+A gramática \(G_3 = (\{S\}, \{a, b\}, P, S)\) com produções:
+
+equation[[416, 340, 628, 359]]
+\[S \to aSa \mid bSb \mid a \mid b \mid \varepsilon\]
+
+text[[155, 378, 887, 419]]
+gera a linguagem dos palíndromos sobre \(\{a, b\}\): \(L(G_3) = \{w \in \{a, b\}^* \mid w = w^R\}\). Derivação de abba:
+
+equation[[367, 423, 677, 440]]
+\[S \Rightarrow aSa \Rightarrow abSba \Rightarrow ab\varepsilon ba = abba\]
+
+text[[155, 454, 886, 495]]
+Note que as produções \(S \to a\) e \(S \to b\) geram palíndromos de comprimento ímpar, enquanto \(S \to \varepsilon\) gera palíndromos de comprimento par.
+
+sub_title[[139, 526, 570, 548]]
+## 2.2 Derivação e Linguagem Gerada
+
+text[[139, 564, 904, 647]]
+A **derivação** consiste na aplicação sucessiva de regras de produção a partir de \(S\). Dizemos que \(\alpha\) **deriva diretamente** \(\beta\) (\(\alpha \Rightarrow \beta\)) se \(\beta\) é obtida substituindo em \(\alpha\) uma ocorrência do lado esquerdo de alguma produção pelo respectivo lado direito. A notação \(\alpha \Rightarrow^* \beta\) indica zero ou mais passos de derivação (MENEZES, 2011).
+
+text[[139, 650, 904, 712]]
+A **linguagem gerada** por \(G\) é \(L(G) = \{w \in T^* \mid S \Rightarrow^* w\}\), ou seja, todas as cadeias de terminais deriváveis a partir de \(S\). A cadeia \(w\) pertence a \(L(G)\) se e somente se pode ser obtida por uma sequência finita de aplicações de regras de produção.
+
+text[[139, 714, 904, 798]]
+É importante distinguir entre **formas sentenciais** e **sentenças**. Uma forma sentencial é qualquer cadeia \(\alpha \in (V \cup T)^*\) tal que \(S \Rightarrow^* \alpha\); ela pode conter variáveis. Uma sentença é uma forma sentencial que pertence a \(T^*\), ou seja, não contém variáveis. Assim, \(L(G)\) é o conjunto de todas as sentenças deriváveis a partir de \(S\) (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[139, 819, 418, 838]]
+### 2.2.1 Árvore de Derivação
+
+text[[139, 850, 904, 911]]
+Para gramáticas livres de contexto (Tipo 2), cada derivação pode ser representada por uma **árvore de derivação** (ou árvore sintática). A raiz é o símbolo inicial \(S\), os nós internos são variáveis e as folhas são terminais ou \(\varepsilon\). A leitura das folhas da esquerda para
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@@ -0,0 +1,32 @@
+text[[137, 81, 904, 124]]
+a direita produz a cadeia derivada. Árvores de derivação são a base da análise sintática em compiladores (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+text[[137, 124, 904, 167]]
+A Figura 2.1 mostra a árvore de derivação da cadeia *aabb* na gramática \(G_1\) com as produções \(S \to aSb \mid ab\).
+
+image[[393, 183, 650, 280]]
+
+
+image_caption[[188, 291, 851, 311]]
+Figura 2.1: Árvore de derivação de *aabb* na gramática \(G_1\): \(S \Rightarrow aSb \Rightarrow aabb\).
+
+text[[137, 333, 904, 440]]
+Uma gramática é **ambígua** se existe pelo menos uma cadeia com mais de uma árvore de derivação distinta. A ambiguidade é indesejável em linguagens de programação, pois pode levar a interpretações diferentes do mesmo programa. Técnicas de desambiguação incluem a reformulação da gramática e o uso de regras de precedência (LEWIS; PAPADIMITRIOU, 2004).
+
+sub_title[[137, 464, 483, 487]]
+## 2.3 Hierarquia de Chomsky
+
+text[[137, 502, 904, 566]]
+Chomsky (1956) classificou as gramáticas em quatro tipos conforme as restrições sobre suas produções. A cada tipo corresponde uma classe de linguagens e um dispositivo de reconhecimento (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+table_caption[[362, 578, 678, 598]]
+Tabela 2.1: Hierarquia de Chomsky.
+
+table[[137, 608, 904, 799]]
+TipoGramáticaRestriçõesReconhecedor0Irrestritaα → β, sem restrições adicionaisMáquina de Turing1Sensível ao Contexto|α| ≤ |β|Aut. Lin. Limitado2Livre de ContextoA → α, com A ∈ VAutómato com Pilha3RegularA → aB ou A → aAutómato Finito
+
+text[[137, 819, 904, 882]]
+A relação de inclusão estrita entre as classes é: Regulares ⊂ Livres de Contexto ⊂ Sensíveis ao Contexto ⊂ Recursivamente Enumeráveis. Em cada nível, existem linguagens que não pertencem à classe inferior.
+
+text[[137, 882, 904, 925]]
+A Figura 2.2 ilustra essa relação de inclusão, mostrando exemplos de linguagens pertencentes a cada nível mas não ao nível inferior. Essa organização hierárquica guia o
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,35 @@
+text[[137, 81, 905, 123]]
+estudo da disciplina: começamos pelas linguagens regulares (mais simples) e avançamos para classes mais expressivas.
+
+image[[301, 135, 740, 377]]
+
+
+image_caption[[137, 386, 904, 423]]
+Figura 2.2: Diagrama de Venn da Hierarquia de Chomsky com exemplos de linguagens em cada nível.
+
+sub_title[[137, 450, 405, 469]]
+### 2.3.1 Exemplos por Tipo
+
+text[[137, 480, 904, 544]]
+Uma **gramática regular** (Tipo 3) tem produções da forma \(A \to aB\) ou \(A \to a\). Exemplo: \(G_4 = (\{S, A\}, \{a, b\}, P, S)\) com \(S \to aS \mid bA\), \(A \to bA \mid b\) gera \(L(G_4) = \{a^mb^n \mid m \ge 0, n \ge 1\}\). Derivação de *aabb*: \(S \Rightarrow aS \Rightarrow aaS \Rightarrow aabA \Rightarrow aabb\).
+
+text[[137, 545, 904, 630]]
+Uma **gramática livre de contexto** (Tipo 2) permite \(A \to \alpha\) com \(\alpha\) qualquer cadeia de terminais e variáveis: \(S \to SS \mid (S) \mid \varepsilon\) gera a linguagem de parênteses balanceados. Já a linguagem \(\{a^n b^n c^n \mid n \ge 1\}\) requer gramática **sensível ao contexto** (Tipo 1), pois precisa de produções com mais de uma variável no lado esquerdo (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[184, 641, 624, 661]]
+#### Exemplo – Derivações Detalhadas por Tipo
+
+text[[155, 670, 792, 692]]
+**Tipo 3 (Regular):** \(G_4\) com \(S \to aS \mid bA\) e \(A \to bA \mid b\). Para gerar *abbb*:
+
+equation[[380, 710, 664, 729]]
+\[S \Rightarrow aS \Rightarrow abA \Rightarrow abbA \Rightarrow abbb\]
+
+text[[184, 748, 836, 770]]
+**Tipo 2 (Livre de Contexto):** \(G_5\) com \(S \to SS \mid (S) \mid \varepsilon\). Para gerar (()):
+
+equation[[411, 788, 631, 808]]
+\[S \Rightarrow (S) \Rightarrow ((S)) \Rightarrow ((1))\]
+
+text[[155, 826, 889, 910]]
+**Tipo 1 (Sensível ao Contexto):** A linguagem \(\{a^n b^n c^n \mid n \ge 1\}\) não pode ser gerada por nenhuma gramática livre de contexto, mas pode ser gerada por uma gramática sensível ao contexto com regras que garantem \(|\alpha| \le |\beta|\) em cada produção \(\alpha \to \beta\).
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@@ -0,0 +1,44 @@
+sub_title[[139, 82, 743, 103]]
+### 2.3.2 Gramáticas Regulares: Linear à Direita e à Esquerda
+
+text[[139, 113, 907, 219]]
+As gramáticas regulares podem ser classificadas em dois subtipos. Uma gramática **linear à direita** possui produções da forma \(A \to wB\) ou \(A \to w\), onde \(w \in T^*\) e \(B \in V\). Uma gramática **linear à esquerda** possui produções da forma \(A \to Bw\) ou \(A \to w\). Ambos os subtipos geram exatamente as linguagens regulares, mas não devem ser misturados na mesma gramática (MENEZES, 2011).
+
+text[[139, 220, 907, 285]]
+A conversão entre gramáticas lineares à direita e à esquerda é possível por meio da reversão da linguagem. Se \(G\) é linear à direita e gera \(L\), então existe uma gramática linear à esquerda que gera a mesma linguagem \(L\) (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+sub_title[[184, 295, 712, 316]]
+#### Exemplo – Gramática Linear à Direita e à Esquerda
+
+text[[153, 323, 600, 346]]
+Considere a linguagem \(L = \{a^m b^n \mid m \ge 1, n \ge 1\}\).
+
+text[[184, 345, 752, 368]]
+**Gramática linear à direita:** \(G_D = (\{S, A\}, \{a, b\}, P_D, S)\) com:
+
+equation[[392, 384, 655, 404]]
+\[S \to aS \mid aA, \quad A \to bA \mid b\]
+
+text[[155, 424, 619, 445]]
+Derivação de *aabb*: \(S \Rightarrow aS \Rightarrow aaA \Rightarrow aabA \Rightarrow aabb\).
+
+text[[184, 444, 773, 467]]
+**Gramática linear à esquerda:** \(G_E = (\{S, B\}, \{a, b\}, P_E, S)\) com:
+
+equation[[392, 483, 656, 503]]
+\[S \to Sb \mid Bb, \quad B \to Ba \mid a\]
+
+text[[155, 522, 612, 544]]
+Derivação de *aabb*: \(S \Rightarrow Sb \Rightarrow Bbb \Rightarrow Babb \Rightarrow aabb\).
+
+text[[155, 544, 888, 587]]
+Ambas geram a mesma linguagem \(L\), ilustrando a equivalência entre os dois subtipos.
+
+sub_title[[139, 616, 703, 640]]
+## 2.4 Operações sobre Linguagens e Fechamento
+
+text[[139, 655, 907, 719]]
+Uma classe de linguagens é **fechada** sob uma operação se o resultado da operação aplicada a linguagens da classe permanece na classe. As principais operações são: união, interseção, concatenação, complemento e fecho de Kleene (MENEZES, 2011).
+
+text[[139, 719, 905, 762]]
+A Tabela 2.2 resume as propriedades de fechamento. Esses resultados serão demonstrados ao longo dos próximos capítulos para as linguagens regulares.
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@@ -0,0 +1,23 @@
+table_caption[[231, 80, 808, 99]]
+Tabela 2.2: Propriedades de fechamento das classes de linguagens.
+
+table[[137, 110, 904, 300]]
+ClasseUniãoInters.Compl.Concat.KleeneRegularSimSimSimSimSimLivre de ContextoSimNãoNãoSimSimSensível ao Cont.SimSimSimSimSimRec. EnumerávelSimSimNãoSimSim
+
+sub_title[[189, 330, 475, 348]]
+## Fechamento e Decidibilidade
+
+text[[155, 355, 888, 483]]
+As propriedades de fechamento têm consequências práticas importantes. O fato de que linguagens regulares são fechadas sob complemento e interseção permite, por exemplo, verificar se a interseção de duas linguagens regulares é vazia — um problema decidível. Por outro lado, como linguagens livres de contexto não são fechadas sob interseção, problemas análogos para essa classe podem ser indecidíveis (LEWIS; PAPADIMITRIOU, 2004).
+
+sub_title[[139, 514, 716, 536]]
+## 2.5 Relação entre Gramáticas e Reconhecedores
+
+text[[139, 552, 904, 657]]
+Para cada tipo de gramática na Hierarquia de Chomsky, existe um modelo computacional equivalente: gramáticas regulares correspondem a autômatos finitos; gramáticas livres de contexto a autômatos com pilha; gramáticas sensíveis ao contexto a autômatos linearmente limitados; e gramáticas irrestritas a máquinas de Turing (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+text[[139, 660, 904, 743]]
+Essa dualidade entre geradores e reconhecedores permite escolher o formalismo mais conveniente para cada situação: gramáticas são naturais para gerar linguagens, enquanto autômatos são naturais para reconhecer se uma cadeia pertence a uma linguagem (LEWIS; PAPADIMITRIOU, 2004).
+
+text[[139, 745, 904, 787]]
+A Tabela 2.3 resume a correspondência entre formalismos geradores e reconhecedores para cada nível da hierarquia, incluindo os problemas de decisão associados.
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@@ -0,0 +1,47 @@
+table_caption[[145, 80, 899, 100]]
+Tabela 2.3: Correspondência entre gramáticas, reconhecedores e problemas de decisão.
+
+table[[137, 110, 904, 321]]
+TipoGramáticaReconhecedorPertinência3RegularAutómato
FinitoDecidível em \(O(n)\)2Livre de
ContextoAut. com PílhaDecidível em \(O(n^3)\)1Sens. ao
ContextoAut. Lin.
LimitadoDecidível (PSPACE)0IrrestritaMáquina de
TuringIndecidível
+
+text[[137, 344, 905, 472]]
+Observe que a complexidade do problema de pertinência cresce com o tipo da gramática. Para linguagens regulares, o teste de pertinência é realizado em tempo linear, simulando o autómato finito. Para linguagens livres de contexto, o algoritmo CYK resolve o problema em tempo \(O(n^3)\). Para linguagens sensíveis ao contexto, o problema é decidível mas pode exigir espaço exponencial. Para linguagens recursivamente enumeráveis (Tipo 0), o problema de pertinência é indecidível em geral (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[137, 497, 427, 519]]
+## 2.6 Lista de Exercícios
+
+text[[161, 534, 810, 555]]
+1. Qual das alternativas descreve corretamente linguagem formal sobre \(\Sigma\)?
+
+text[[196, 568, 666, 588]]
+(a) Conjunto infinito que inclui somente cadeia vazia.
+
+text[[196, 595, 904, 637]]
+(b) Qualquer subconjunto de \(\Sigma^*\) (finito ou infinito), formado por cadeias de comprimento finito.
+
+text[[196, 644, 555, 664]]
+(c) Todas as cadeias de alfabeto infinito.
+
+text[[196, 671, 707, 691]]
+(d) Apenas cadeias sem repetições, excluindo cadeia vazia.
+
+text[[196, 698, 730, 718]]
+(e) Cadeias com número de símbolos igual ao tamanho de \(\Sigma\).
+
+text[[161, 732, 860, 753]]
+2. Em relação a terminais (\(T\)) e não-terminais (\(V\)), qual afirmação está correta?
+
+text[[196, 766, 551, 786]]
+(a) Terminais substituídos por variáveis.
+
+text[[196, 793, 530, 813]]
+(b) Não-terminais são unidades finais.
+
+text[[196, 821, 545, 840]]
+(c) Terminais não aparecem nas regras.
+
+text[[196, 848, 904, 888]]
+(d) Não-terminais são variáveis que geram cadeias; terminais são elementos básicos das sentenças finais.
+
+text[[196, 896, 483, 916]]
+(e) Não há diferença conceitual.
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,35 @@
+text[[160, 83, 597, 101]]
+3. A derivação de uma cadeia ocorre por meio de:
+
+text[[196, 116, 904, 156]]
+(a) Substituições sucessivas de subpalavras que correspondem ao lado esquerdo de regras de produção.
+
+text[[196, 165, 475, 183]]
+(b) Comparações entre cadeias.
+
+text[[196, 193, 540, 211]]
+(c) Enumerações de todos os símbolos.
+
+text[[196, 221, 685, 239]]
+(d) Escolha de qualquer sequência sem consultar regras.
+
+text[[196, 248, 615, 266]]
+(e) Retirada de não-terminais sem substituição.
+
+text[[160, 281, 476, 300]]
+4. O conjunto \(L(G)\) é formado por:
+
+text[[196, 314, 670, 333]]
+(a) Todas as cadeias de não-terminais deriváveis de \(S\).
+
+text[[196, 341, 671, 360]]
+(b) Qualquer sequência de terminais ou não-terminais.
+
+text[[196, 369, 904, 409]]
+(c) Cadeias sobre \(T\) geradas por \(S\) por meio de zero ou mais aplicações de regras de produção.
+
+text[[196, 417, 545, 436]]
+(d) Cadeias sobre \(V\) e \(T\) sem terminais.
+
+text[[196, 445, 595, 463]]
+(e) Cadeias de comprimento infinito sobre \(V\).
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@@ -0,0 +1,35 @@
+sub_title[[139, 85, 904, 143]]
+# 3 LINGUAGENS REGULARES E AUTÔMATOS FINITOS DETERMINÍSTICOS
+
+text[[139, 169, 905, 294]]
+Neste capítulo, estudamos a classe mais restrita da Hierarquia de Chomsky: as **linguagens regulares** (Tipo 3). Apesar de serem a classe com menor poder expressivo, possuem enorme importância prática, fundamentando analisadores léxicos, buscas com expressões regulares e validação de formatos de dados. Apresentamos o **autômato finito determinístico** (AFD) como modelo de reconhecimento dessas linguagens (MENEZES, 2011).
+
+text[[139, 297, 905, 380]]
+Uma linguagem \(L\) é **regular** se existir uma gramática regular, um autômato finito ou uma expressão regular que a defina. Esses três formalismos possuem exatamente o mesmo poder expressivo; neste capítulo, focamos no AFD e em sua relação com gramáticas regulares (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+text[[139, 383, 905, 488]]
+O estudo dos autômatos finitos determinísticos é o ponto de partida natural para a teoria dos autômatos. Por serem o modelo mais simples de computação, os AFDs permitem introduzir conceitos fundamentais — como estado, transição e aceitação — de forma clara e acessível, antes de avançar para modelos mais complexos nos capítulos seguintes.
+
+sub_title[[139, 514, 610, 536]]
+## 3.1 Autômatos Finitos Determinísticos
+
+text[[139, 551, 905, 614]]
+Um **AFD** é uma 5-tupla \(M = (\Sigma, Q, \delta, q_0, F)\), onde: \(\Sigma\) é o alfabeto de entrada; \(Q\) é o conjunto finito de estados; \(\delta : Q \times \Sigma \to Q\) é a função de transição (total); \(q_0 \in Q\) é o estado inicial; e \(F \subseteq Q\) é o conjunto de estados finais.
+
+text[[139, 617, 905, 700]]
+A função \(\delta\) é **total**: para cada par \((q, a)\), existe exatamente um estado destino. Isso garante o determinismo — a computação nunca "trava". Quando necessário, adiciona-se um **estado morto** \(q_d \notin F\) com \(\delta(q_d, a) = q_d\) para todo \(a\), garantindo totalidade da função (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[185, 712, 333, 730]]
+### Determinismo
+
+text[[154, 739, 886, 781]]
+A propriedade essencial de um AFD é o **determinismo**: para cada par (estado atual, símbolo lido), existe exatamente um estado seguinte. Isso significa que:
+
+text[[154, 794, 712, 813]]
+- Não há escolha: o próximo estado é unicamente determinado;
+
+text[[154, 826, 696, 846]]
+- Não há bloqueio: a função \(\delta\) é definida para todo par \((q, a)\);
+
+text[[154, 859, 770, 878]]
+- A computação é uma sequência única de estados (sem ramificações).
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,31 @@
+sub_title[[139, 81, 644, 103]]
+3.1.1 Função de Transição Estendida e Aceitação
+
+text[[139, 113, 907, 177]]
+A função de transição estendida \(\delta^* : Q \times \Sigma^* \to Q\) é definida recursivamente:
+\(\delta^*(q, \varepsilon) = q\) e \(\delta^*(q, wa) = \delta(\delta^*(q, w), a)\). A linguagem aceita por \(M \in L(M) = \{w \in \Sigma^* \mid \delta^*(q_0, w) \in F\}\).
+
+text[[139, 179, 907, 220]]
+Uma cadeia \(w\) é aceita se, ao processar todos os seus símbolos a partir de \(q_0\), o autômato
+atinge um estado em \(F\); caso contrário, \(w\) é rejeitada.
+
+text[[139, 220, 907, 306]]
+A função estendida \(\delta^*\) generaliza \(\delta\) para cadeias de comprimento arbitrário. Por exemplo, se \(\delta^*(q_0, ab) = q_2\) e \(\delta(q_2, a) = q_1\), então \(\delta^*(q_0, aba) = q_1\). Essa definição recursiva permite analisar a computação do autômato símbolo por símbolo, o que é a base de qualquer implementação prática (MENEZES, 2011).
+
+sub_title[[139, 330, 533, 353]]
+3.2 Representações de um AFD
+
+text[[139, 368, 907, 453]]
+Um AFD pode ser representado pela 5-tupla formal, pela tabela de transição ou pelo diagrama de estados. Na tabela, linhas são estados e colunas são símbolos; → indica o estado inicial e * indica estados finais. No diagrama, estados são círculos, transições são setas rotuladas, o estado inicial recebe seta de entrada, e estados finais têm borda dupla.
+
+text[[139, 453, 907, 540]]
+Cada representação tem suas vantagens: a 5-tupla formal é precisa e adequada para definições e provas; a tabela de transição facilita a implementação computacional; e o diagrama de estados oferece uma visualização intuitiva do comportamento do autômato (SIPSER, 2007).
+
+text[[139, 540, 904, 583]]
+A Tabela 3.1 e a Figura 3.1 mostram o AFD \(M_1 = (\{a, b\}, \{q_0, q_a, q_b, q_f\}, \delta, q_0, \{q_f\})\) que aceita cadeias contendo \(aa\) ou \(bb\) como subpalavra.
+
+table_caption[[325, 594, 720, 614]]
+Tabela 3.1: Tabela de transição do AFD \(M_1\).
+
+table[[446, 625, 597, 750]]
+δab→ q₀qₐqₐqₐqₕqₐqₐqₐqₕ*qₕqₕqₕ
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@@ -0,0 +1,26 @@
+image[[285, 78, 770, 266]]
+
+
+image_caption[[225, 273, 819, 293]]
+Figura 3.1: AFD \(M_1\): aceita cadeias com \(aa\) ou \(bb\) como subpalavra.
+
+sub_title[[139, 321, 777, 341]]
+### 3.2.1 Segundo Exemplo: AFD para Cadeias Terminadas em \(ab\)
+
+text[[139, 351, 907, 415]]
+Considere o AFD \(M_2 = (\{a, b\}, \{q_0, q_1, q_2\}, \delta, q_0, \{q_2\})\) que aceita todas as cadeias sobre \(\{a, b\}\) terminadas em \(ab\). A ideia é que o estado \(q_0\) representa “nenhum progresso”, \(q_1\) representa “último símbolo lido foi \(a\)” e \(q_2\) representa “últimos dois símbolos foram \(ab\)”.
+
+table_caption[[204, 426, 838, 447]]
+Tabela 3.2: Tabela de transição do AFD \(M_2\) (cadeias terminadas em \(ab\)).
+
+table[[450, 458, 595, 561]]
+
+
+image[[275, 592, 780, 747]]
+
+
+image_caption[[280, 760, 763, 781]]
+Figura 3.2: AFD \(M_2\): aceita cadeias terminadas em \(ab\).
+
+text[[139, 805, 907, 889]]
+Note que este AFD possui 3 estados, cada um codificando informação sobre os últimos símbolos lidos. Essa técnica de projetar estados como “memória” do sufixo recente é amplamente utilizada na construção de AFDs para padrões de subcadeias (MENEZES, 2011).
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,56 @@
+sub_title[[137, 85, 523, 107]]
+## 3.3 Computação Passo a Passo
+
+text[[137, 123, 904, 163]]
+Para verificar a aceitação de uma cadeia, simulamos \(\delta^*\) passo a passo. No AFD \(M_1\), para \(w = abba\):
+
+equation[[373, 160, 668, 186]]
+\[q_0 \xrightarrow{a} q_a \xrightarrow{b} q_b \xrightarrow{b} q_f \xrightarrow{a} q_f \in F \quad \checkmark\]
+
+text[[137, 196, 642, 215]]
+A cadeia abba é aceita, pois contém bb. Já para \(w = abab\):
+
+equation[[375, 233, 666, 257]]
+\[q_0 \xrightarrow{a} q_a \xrightarrow{b} q_b \xrightarrow{a} q_a \xrightarrow{b} q_b \notin F \quad \times\]
+
+text[[137, 275, 610, 294]]
+A cadeia abab é rejeitada, pois não contém aa nem bb.
+
+sub_title[[184, 305, 550, 325]]
+### Exemplo – Computação no AFD \(M_2\)
+
+text[[155, 335, 822, 355]]
+Verifiquemos a aceitação de cadeias no AFD \(M_2\) (cadeias terminadas em \(ab\)):
+
+text[[186, 354, 664, 378]]
+**Cadeia** \(w = bab\): \(q_0 \xrightarrow{b} q_0 \xrightarrow{a} q_1 \xrightarrow{b} q_2 \in F\) ✓ (aceita)
+
+text[[186, 376, 688, 400]]
+**Cadeia** \(w = aba\): \(q_0 \xrightarrow{a} q_1 \xrightarrow{b} q_2 \xrightarrow{a} q_1 \notin F\) × (rejeitada)
+
+text[[186, 398, 664, 421]]
+**Cadeia** \(w = aab\): \(q_0 \xrightarrow{a} q_1 \xrightarrow{a} q_1 \xrightarrow{b} q_2 \in F\) ✓ (aceita)
+
+text[[186, 419, 629, 443]]
+**Cadeia** \(w = bb\): \(q_0 \xrightarrow{b} q_0 \xrightarrow{b} q_0 \notin F\) × (rejeitada)
+
+text[[155, 443, 884, 483]]
+Observe que bb é rejeitada pois não termina em \(ab\), confirmando o comportamento esperado.
+
+text[[137, 499, 904, 540]]
+Outro exemplo clássico é o AFD para cadeias com número par de \(a\)'s e par de \(b\)'s, que exige \(2 \times 2 = 4\) estados codificando a paridade de cada símbolo (SIPSE, 2007).
+
+sub_title[[137, 562, 575, 581]]
+### 3.3.1 Exemplo: AFD para Paridade de \(a\)'s
+
+text[[137, 593, 904, 656]]
+O AFD \(M_3 = (\{a, b\}, \{q_{\text{par}}, q_{\text{impar}}\}, \delta, q_{\text{par}}, \{q_{\text{par}}\})\) aceita cadeias com número par de \(a\)'s (incluindo zero). O estado \(q_{\text{par}}\) indica que o número de \(a\)'s lidos até o momento é par, e \(q_{\text{impar}}\) indica que é impar. Os \(b\)'s não alteram a paridade.
+
+image[[358, 672, 697, 785]]
+
+
+image_caption[[257, 799, 781, 819]]
+Figura 3.3: AFD \(M_3\): aceita cadeias com número par de \(a\)'s.
+
+text[[137, 842, 904, 905]]
+A técnica de codificar informação modular nos estados é extremamente versátil. Por exemplo, para aceitar cadeias cujo comprimento é múltiplo de 3, bastam 3 estados representando os restos 0, 1, 2 da divisão por 3. De modo geral, qualquer propriedade que
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/deepseek-ocr/page-27.md
@@ -0,0 +1,47 @@
+text[[139, 81, 905, 124]]
+dependa de uma quantidade finita de informação sobre a cadeia lida pode ser codificada nos estados de um AFD (SIPSE, 2007).
+
+sub_title[[186, 130, 555, 152]]
+Exemplo – Computação no AFD \(M_3\)
+
+text[[156, 160, 636, 181]]
+Verifiquemos cadeias no AFD \(M_3\) (número par de \(a\)'s):
+
+text[[186, 179, 880, 202]]
+Cadeia \(w = abba\): \(q_{\text{par}} \xrightarrow{a} q_{\text{impar}} \xrightarrow{b} q_{\text{impar}} \xrightarrow{b} q_{\text{impar}} \xrightarrow{a} q_{\text{par}} \in F\) \(\checkmark\) (2 \(a\)'s – par)
+
+text[[186, 200, 792, 223]]
+Cadeia \(w = aba\): \(q_{\text{par}} \xrightarrow{a} q_{\text{impar}} \xrightarrow{b} q_{\text{impar}} \xrightarrow{a} q_{\text{par}} \in F\) \(\checkmark\) (2 \(a\)'s – par)
+
+text[[186, 220, 644, 243]]
+Cadeia \(w = a\): \(q_{\text{par}} \xrightarrow{a} q_{\text{impar}} \notin F\) \(\times\) (1 \(a\) – impar)
+
+text[[186, 240, 760, 264]]
+Cadeia \(w = bbb\): \(q_{\text{par}} \xrightarrow{b} q_{\text{par}} \xrightarrow{b} q_{\text{par}} \in F\) \(\checkmark\) (0 \(a\)'s – par)
+
+sub_title[[139, 293, 541, 314]]
+3.3.2 Estado Morto e Funções Parciais
+
+text[[139, 325, 907, 432]]
+Em alguns livros, a função de transição pode ser definida como **parcial**: \(\delta(q, a)\) pode não estar definida para certos pares \((q, a)\). Nesse caso, a computação “trava” e a cadeia é rejeitada. Para converter um AFD com função parcial em um AFD com função total, basta adicionar um **estado morto** \(q_d\) (não-final) e direcionar todas as transições indefinidas para \(q_d\), com \(\delta(q_d, a) = q_d\) para todo \(a \in \Sigma\) (MENEZES, 2011).
+
+text[[139, 432, 907, 517]]
+Embora ambas as definições sejam equivalentes em poder expressivo, a função total é preferida em definições formais pois simplifica a análise teórica. Na prática, omitir o estado morto nos diagramas torna as figuras mais legíveis (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+sub_title[[139, 542, 666, 565]]
+3.4 Propriedades das Linguagens Regulares
+
+text[[139, 580, 905, 665]]
+A classe das linguagens regulares é **fechada** sob união, interseção, complemento, concatenação, fecho de Kleene e reversa. O fechamento sob complemento é particularmente simples: dado o AFD \(M\) para \(L\), basta inverter estados finais e não-finais para obter um AFD para \(\overline{L} = \Sigma^* - L\) (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+sub_title[[186, 671, 500, 692]]
+Fechamento sob Complemento
+
+text[[156, 700, 888, 743]]
+Dado um AFD \(M = (\Sigma, Q, \delta, q_0, F)\) que reconhece \(L\), o AFD \(M' = (\Sigma, Q, \delta, q_0, Q - F)\) reconhece \(\overline{L} = \Sigma^* - L\).
+
+text[[156, 744, 888, 830]]
+**Atenção**: essa construção exige que \(\delta\) seja **total**. Se o AFD original tiver transições indefinidas, é necessário primeiro adicionar o estado morto antes de inverter os estados finais. Caso contrário, o estado morto (que deveria rejeitar) passaria a aceitar, produzindo um resultado incorreto.
+
+text[[139, 839, 905, 925]]
+Nem toda linguagem é regular. A linguagem \(\{a^n b^n \mid n \ge 0\}\) **não** é regular, pois um autômato finito não consegue “contar” um número arbitrário de símbolos com sua memória finita (apenas o estado atual). A prova formal utiliza o **Lema do Bombeamento** (*Pumping Lemma*), que será estudado em capítulo posterior (MENEZES, 2011).
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@@ -0,0 +1,53 @@
+text[[137, 81, 904, 123]]
+A Tabela 3.3 resume as operações de fechamento com indicações de como a construção é realizada.
+
+table_caption[[241, 134, 799, 154]]
+Tabela 3.3: Operações de fechamento para linguagens regulares.
+
+table[[137, 164, 904, 333]]
+OperaçãoFechada?ConstruçãoUniãoSimProduto de autômatos ou AFN com ε-transiçõesInterseçãoSimProduto de autômatos (estados pares)ComplementoSimInverter estados finais/não-finais no AFDConcatenaçãoSimAFN com ε-transição entre sub-autômatosFecho de KleeneSimAFN com ε-transição de finais ao inicialReversaSimInverter setas, trocar inicial e finais
+
+text[[137, 354, 904, 483]]
+Um resultado importante é que gramáticas regulares e AFDs são formalismos equivalentes: para toda gramática regular pode-se construir um AFD, e vice-versa. A conversão de gramática para AFD associa variáveis a estados e produções a transições (SIPSER, 2007). Na prática, essa construção algorítmica é a base de ferramentas geradoras de analisadores léxicos, que automatizam a implementação de reconhecedores a partir de especificações formais (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+sub_title[[137, 507, 426, 529]]
+## 3.5 Lista de Exercícios
+
+text[[161, 544, 777, 565]]
+1. Qual formalismo NÃO é utilizado para definir linguagens regulares?
+
+text[[196, 579, 387, 598]]
+(a) Autômato Finito
+
+text[[196, 605, 400, 625]]
+(b) Expressão Regular
+
+text[[196, 633, 404, 652]]
+(c) Gramática Regular
+
+text[[196, 660, 493, 679]]
+(d) Gramática Livre de Contexto
+
+text[[196, 687, 390, 706]]
+(e) Movimento Vazio
+
+text[[161, 721, 904, 741]]
+2. Para o autômato \(M_1\) que reconhece “aa” ou “bb” como subpalavra, qual é \(\delta^*(q_0, abba)\)?
+
+text[[196, 756, 255, 775]]
+(a) \(q_0\)
+
+text[[196, 782, 255, 801]]
+(b) \(q_1\)
+
+text[[196, 809, 255, 828]]
+(c) \(q_2\)
+
+text[[196, 836, 255, 855]]
+(d) \(q_f\)
+
+text[[196, 862, 325, 881]]
+(e) Indefinida
+
+text[[161, 895, 472, 916]]
+3. Qual linguagem NÃO é regular?
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,32 @@
+text[[196, 81, 562, 102]]
+(a) \(\{w \in \{a, b\}^* \mid w \text{ contém "aa" ou "bb"}\}\)
+
+text[[196, 110, 260, 128]]
+(b) \(\Sigma^*\)
+
+text[[196, 137, 250, 155]]
+(c) \(\emptyset\)
+
+text[[196, 163, 620, 184]]
+(d) \(\{w \in \{a, b\}^* \mid w \text{ com } n^0 \text{ par de } a \text{ e par de } b\}\)
+
+text[[196, 191, 360, 210]]
+(e) \(\{a^n b^n \mid n \ge 0\}\)
+
+text[[161, 225, 660, 245]]
+4. No quintuplo \(M = (\Sigma, Q, \delta, q_0, F)\), o que representa \(\delta\)?
+
+text[[196, 259, 435, 278]]
+(a) Conjunto de estados \(Q\)
+
+text[[196, 286, 377, 304]]
+(b) Estado inicial \(q_0\)
+
+text[[196, 312, 377, 330]]
+(c) Estados finais \(F\)
+
+text[[196, 339, 410, 357]]
+(d) Função de transição
+
+text[[196, 366, 334, 384]]
+(e) Alfabeto \(\Sigma\)
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,23 @@
+sub_title[[139, 83, 920, 111]]
+# 4 AUTÔMATOS FINITOS NÃO-DETERMINÍSTICOS
+
+text[[139, 137, 907, 282]]
+Neste capítulo, estudamos os **autômatos finitos não-determinísticos** (AFN), uma extensão dos AFDs que permite maior flexibilidade na modelagem de linguagens. Em um AFN, cada par (estado, símbolo) pode levar a múltiplos estados simultaneamente. Apesar dessa aparente extensão, AFNs e AFDs reconhecem exatamente a mesma classe de linguagens — as linguagens regulares. Apresentamos também o algoritmo de **construção de subconjuntos**, que converte qualquer AFN em um AFD equivalente (MENEZES, 2011).
+
+text[[139, 285, 907, 370]]
+O não-determinismo é um conceito central na Teoria da Computação. Intuitivamente, o autômato explora simultaneamente todos os caminhos de computação possíveis, e aceita a cadeia se pelo menos um desses caminhos atinge um estado final (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+text[[139, 372, 907, 499]]
+Do ponto de vista prático, o não-determinismo oferece uma poderosa ferramenta de projeto: ao invés de construir diretamente um AFD — que pode exigir raciocínio complexo sobre como codificar informação nos estados — pode-se projetar primeiro um AFN mais simples e intuitivo, e depois converter sistematicamente para um AFD equivalente. Essa abordagem é amplamente empregada na construção de analisadores léxicos a partir de expressões regulares (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+sub_title[[139, 524, 508, 546]]
+## 4.1 Definição Formal de AFN
+
+text[[139, 561, 907, 647]]
+Um **AFN** é uma 5-tupla \(M = (\Sigma, Q, \delta, q_0, F)\), com a diferença fundamental em relação ao AFD na função de transição: \(\delta : Q \times \Sigma \to 2^Q\). A notação \(2^Q\) representa o conjunto das partes de \(Q\); assim, \(\delta(q, a)\) retorna um **conjunto** de estados (possivelmente vazio). Quando \(\delta(q, a) = \emptyset\), a computação naquele ramo “morre” (SIPSER, 2007).
+
+text[[139, 648, 905, 710]]
+Todo AFD é um caso particular de AFN em que \(|\delta(q, a)| = 1\) para todo par \((q, a)\). Portanto, a classe de linguagens reconhecidas por AFNs é pelo menos tão ampla quanto a dos AFDs — e, como veremos, é exatamente a mesma.
+
+text[[186, 721, 476, 740]]
+**AFD vs AFN – Comparação**
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@@ -0,0 +1,32 @@
+table[[192, 88, 852, 288]]
+CaracterísticaAFDAFNFunção δ\(Q \times \Sigma \to Q\)\(Q \times \Sigma \to 2^Q\)Transições por \((q, a)\)Exatamente 1Zero ou maisDeterminismoSimNãoAceitaçãoEstado final atingidoAlgum caminho atinge
\(F\)Poder expressivoLing. regularesLing. regulares
+
+title[[139, 312, 688, 331]]
+### 4.1.1 Exemplo: AFN para Cadeias Terminadas em ab
+
+text[[166, 342, 864, 363]]
+O AFN \(M_1 = (\{a, b\}, \{q_0, q_1, q_2\}, \delta, q_0, \{q_2\})\) reconhece cadeias terminadas em ab:
+
+table_caption[[324, 374, 718, 394]]
+Tabela 4.1: Tabela de transição do AFN \(M_1\).
+
+table[[415, 405, 627, 508]]
+δab→ q₀{q₀, q₁}{q₀}q₁∅{q₂}*q₂∅∅
+
+image[[303, 541, 757, 636]]
+
+
+image_caption[[264, 640, 777, 659]]
+Figura 4.1: AFN \(M_1\): reconhece cadeias terminadas em ab.
+
+text[[139, 684, 904, 723]]
+No estado \(q_0\), ao ler \(a\), o autômato pode tanto permanecer em \(q_0\) quanto ir para \(q_1\). Essa é a essência do não-determinismo.
+
+text[[139, 725, 904, 830]]
+Compare este AFN com o AFD equivalente da Figura 3.2 do capítulo anterior: ambos reconhecem a mesma linguagem (cadeias terminadas em ab), mas o AFN é mais simples de projetar. No AFN, a “adivinhação” de quando iniciar o reconhecimento do padrão ab é realizada pelo não-determinismo; no AFD, essa informação precisa ser codificada explicitamente nos estados (MENEZES, 2011).
+
+title[[139, 853, 815, 872]]
+### 4.1.2 Exemplo: AFN para Cadeias Contendo aba como Subpalavra
+
+text[[139, 883, 901, 923]]
+Considere o AFN \(M_3 = (\{a, b\}, \{q_0, q_1, q_2, q_3\}, \delta, q_0, \{q_3\})\) que reconhece cadeias contendo aba como subpalavra:
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,50 @@
+image[[211, 83, 841, 175]]
+
+
+image_caption[[208, 183, 833, 202]]
+Figura 4.2: AFN \(M_3\): reconhece cadeias contendo \(aba\) como subpalavra.
+
+text[[137, 225, 904, 329]]
+O padrão é claro: o autômato permanece em \(q_0\) lendo qualquer símbolo, até “adivinhar” que a ocorrência de \(aba\) está começando. A partir daí, segue a sequência \(q_0 \xrightarrow{a} q_1 \xrightarrow{b} q_2 \xrightarrow{a} q_3\), e permanece em \(q_3\) (estado final) lendo o restante da cadeia. Esse padrão de projeto — um “laço de espera” seguido de uma sequência linear — é utilizado para reconhecer qualquer subcadeia fixa (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[137, 356, 707, 377]]
+## 4.2 Função de Transição Estendida e Aceitação
+
+text[[137, 393, 904, 435]]
+A função de transição estendida \(\delta^* : 2^Q \times \Sigma^* \to 2^Q\) opera sobre conjuntos de estados: \(\delta^*(P, \varepsilon) = P \in \delta^*(P, wa) = \bigcup_{q \in \delta^*(P, w)} \delta(q, a)\).
+
+text[[137, 437, 904, 499]]
+Uma cadeia \(w\) é aceita por \(M\) se \(\delta^*(\{q_0\}, w) \cap F \neq \emptyset\), ou seja, se ao menos um caminho de computação atinge um estado final. A aceitação em AFNs é **existencial**: basta um caminho bem-sucedido (MENEZES, 2011).
+
+text[[137, 502, 904, 605]]
+A natureza existencial da aceitação tem uma interpretação computacional interessante: podemos imaginar que o AFN “clona” a si mesmo a cada ponto de escolha, explorando todos os caminhos em paralelo. Se qualquer clone atinge um estado final ao fim da leitura, a cadeia é aceita. Essa metáfora do paralelismo ilimitado é o que torna os AFNs mais fáceis de projetar, embora não amplie o poder expressivo (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[137, 628, 460, 646]]
+### 4.2.1 Exemplo de Computação
+
+text[[168, 658, 444, 677]]
+Para \(\delta^*(\{q_0\}, aab)\) no AFN \(M_1\):
+
+equation[[275, 697, 768, 767]]
+\[
+\begin{align*}
+\delta^*(\{q_0\}, a) &= \delta(q_0, a) = \{q_0, q_1\} \\
+\delta^*(\{q_0\}, aa) &= \delta(q_0, a) \cup \delta(q_1, a) = \{q_0, q_1\} \cup \emptyset = \{q_0, q_1\} \\
+\delta^*(\{q_0\}, aab) &= \delta(q_0, b) \cup \delta(q_1, b) = \{q_0\} \cup \{q_2\} = \{q_0, q_2\}
+\end{align*}
+\]
+
+text[[137, 787, 451, 805]]
+Como \(q_2 \in F\), a cadeia \(aab\) é aceita.
+
+sub_title[[182, 817, 655, 835]]
+### Exemplo – Computação Detalhada: Cadeia \(bab\)
+
+text[[155, 846, 608, 865]]
+Analisemos \(\delta^*(\{q_0\}, bab)\) passo a passo no AFN \(M_1\):
+
+text[[184, 867, 640, 886]]
+**Passo 1** — leitura de \(b\): \(\delta^*(\{q_0\}, b) = \delta(q_0, b) = \{q_0\}\)
+
+text[[184, 888, 682, 907]]
+**Passo 2** — leitura de \(a\): \(\delta^*(\{q_0\}, ba) = \delta(q_0, a) = \{q_0, q_1\}\)
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@@ -0,0 +1,51 @@
+text[[184, 79, 888, 122]]
+**Passo 3** — leitura de \(b\): \(\delta^*(q_0), bab) = \delta(q_0, b) \cup \delta(q_1, b) = \{q_0\} \cup \{q_2\} = \{q_0, q_2\}\)
+Como \(\{q_0, q_2\} \cap \{q_2\} = \{q_2\} \neq \emptyset\), a cadeia \(bab\) é aceita.
+
+sub_title[[184, 142, 648, 163]]
+**Exemplo – Computação Detalhada: Cadeia \(ba\)**
+
+text[[156, 171, 480, 192]]
+Analisemos \(\delta^*(q_0), ba\) no AFN \(M_1\):
+
+text[[184, 193, 644, 214]]
+**Passo 1** — leitura de \(b\): \(\delta^*(q_0), b) = \delta(q_0, b) = \{q_0\}\)
+
+text[[184, 215, 685, 236]]
+**Passo 2** — leitura de \(a\): \(\delta^*(q_0), ba) = \delta(q_0, a) = \{q_0, q_1\}\)
+
+text[[184, 236, 807, 258]]
+Como \(\{q_0, q_1\} \cap \{q_2\} = \emptyset\), a cadeia \(ba\) é rejeitada (não termina em \(ab\)).
+
+sub_title[[139, 287, 833, 311]]
+## 4.3 Equivalência AFN-AFD: Construção de Subconjuntos
+
+text[[139, 325, 911, 410]]
+O resultado central deste capítulo é que para todo AFN existe um AFD equivalente. A demonstração é construtiva e chama-se **construção de subconjuntos**: cada estado do AFD corresponde a um subconjunto de estados do AFN. Dado \(M_N = (\Sigma, Q_N, \delta_N, q_0, F_N)\), constrói-se \(M_D = (\Sigma, Q_D, \delta_D, \{q_0\}, F_D)\) onde (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002):
+
+text[[139, 415, 664, 440]]
+- \(\delta_D(S, a) = \bigcup_{q \in S} \delta_N(q, a)\) para cada macro-estado \(S \subseteq Q_N\);
+
+text[[139, 447, 425, 470]]
+- \(F_D = \{S \in Q_D \mid S \cap F_N \neq \emptyset\}\).
+
+text[[139, 476, 904, 517]]
+Se o AFN possui \(n\) estados, o AFD pode ter até \(2^n\) estados. Na prática, muitos subconjuntos são inacessíveis e o AFD resultante é menor.
+
+text[[139, 519, 904, 625]]
+A construção é realizada incrementalmente: começa-se pelo macro-estado \(\{q_0\}\) e, para cada macro-estado alcançado, computam-se as transições com cada símbolo do alfabeto. Macro-estados novos são adicionados à fila de processamento até que nenhum novo estado seja gerado. Esse processo sempre termina, pois o número de subconjuntos possíveis é finito (\(2^n\)) (MENEZES, 2011).
+
+sub_title[[139, 645, 440, 665]]
+### 4.3.1 Exemplo de Conversão
+
+text[[168, 675, 555, 697]]
+Aplicando ao AFN \(M_1\) (\(q_0, q_1, q_2\); \(F = \{q_2\}\)):
+
+table_caption[[303, 705, 737, 726]]
+Tabela 4.2: Construção de subconjuntos para \(M_1\).
+
+table[[405, 738, 639, 837]]
+Macro-estadoab→ A = {q₀}BAB = {q₀, q₁}BC*C = {q₀, q₂}BA
+
+text[[139, 856, 904, 920]]
+O AFD equivalente tem 3 macro-estados acessíveis (\(A, B, C\)), com \(F_D = \{C\}\) pois \(C\) contém \(q_2\). Podemos verificar: \(ab\) leva \(A \to B \to C \in F_D\) (aceita); \(ba\) leva \(A \to A \to B \notin F_D\) (rejeitada) (SIPSER, 2007).
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@@ -0,0 +1,53 @@
+sub_title[[184, 85, 730, 105]]
+Exemplo – Construção de Subconjuntos Passo a Passo
+
+text[[157, 113, 565, 133]]
+Vamos detalhar a construção para o AFN \(M_1\):
+
+text[[184, 135, 579, 155]]
+**Início:** O estado inicial do AFD é \(A = \{q_0\}\).
+
+text[[184, 156, 410, 177]]
+**Processando** \(A = \{q_0\}\):
+
+text[[157, 189, 666, 210]]
+- \(\delta_D(A, a) = \delta_N(q_0, a) = \{q_0, q_1\} = B\) (novo macro-estado)
+
+text[[157, 221, 456, 242]]
+- \(\delta_D(A, b) = \delta_N(q_0, b) = \{q_0\} = A\)
+
+text[[184, 254, 435, 275]]
+**Processando** \(B = \{q_0, q_1\}\):
+
+text[[157, 287, 703, 308]]
+- \(\delta_D(B, a) = \delta_N(q_0, a) \cup \delta_N(q_1, a) = \{q_0, q_1\} \cup \emptyset = \{q_0, q_1\} = B\)
+
+text[[157, 320, 760, 341]]
+- \(\delta_D(B, b) = \delta_N(q_0, b) \cup \delta_N(q_1, b) = \{q_0\} \cup \{q_2\} = \{q_0, q_2\} = C\) (novo)
+
+text[[184, 354, 435, 374]]
+**Processando** \(C = \{q_0, q_2\}\):
+
+text[[157, 387, 615, 408]]
+- \(\delta_D(C, a) = \delta_N(q_0, a) \cup \delta_N(q_2, a) = \{q_0, q_1\} \cup \emptyset = B\)
+
+text[[157, 420, 580, 441]]
+- \(\delta_D(C, b) = \delta_N(q_0, b) \cup \delta_N(q_2, b) = \{q_0\} \cup \emptyset = A\)
+
+text[[157, 454, 888, 496]]
+**Fim:** Nenhum novo macro-estado gerado. Estados finais: \(C\) contém \(q_2 \in F_N\), logo \(F_D = \{C\}\).
+
+sub_title[[139, 528, 590, 550]]
+## 4.4 Vantagens do Não-Determinismo
+
+text[[139, 565, 904, 650]]
+Embora AFNs não reconheçam linguagens adicionais, oferecem vantagens de **concisão** (podem ter exponencialmente menos estados que o menor AFD equivalente), **facilidade de projeto** (projetar primeiro um AFN e depois converter) e **composição** (operações de fechamento são demonstradas mais facilmente com AFNs).
+
+text[[139, 653, 904, 757]]
+Existe uma família de linguagens em que o menor AFN requer \(n+1\) estados e o menor AFD requer \(2^n\) estados, mostrando que o limite exponencial é justo (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002). Aspectos práticos da implementação eficiente da construção de subconjuntos são discutidos em detalhe na literatura voltada à modelagem e construção de autômatos (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+sub_title[[184, 770, 525, 789]]
+### Explosão Exponencial de Estados
+
+text[[157, 800, 888, 904]]
+Um exemplo clássico da explosão exponencial é a linguagem \(L_n = \{w \in \{a, b\}^* \mid o n\)-ésimo símbolo antes do fim é \(a\}\). Um AFN para \(L_n\) precisa de apenas \(n+1\) estados (adivinha quando faltam \(n\) símbolos e verifica que o próximo é \(a\)), mas qualquer AFD equivalente requer pelo menos \(2^n\) estados, pois precisa “lembrar” os últimos \(n\) símbolos lidos.
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,43 @@
+text[[150, 79, 888, 142]]
+Esse resultado demonstra que, embora AFNs e AFDs tenham o mesmo poder expressivo, a representação por AFN pode ser exponencialmente mais compacta (SIP-SER, 2007).
+
+text[[137, 156, 904, 260]]
+Na prática, muitas aplicações utilizam uma abordagem híbrida: o projetista específica o comportamento desejado por meio de expressões regulares ou AFNs, e uma ferramenta automatizada realiza a conversão para AFD quando necessário para eficiência de execução. Ferramentas como lex e flex empregam exatamente essa estratégia na geração de analisadores léxicos (LEWIS; PAPADIMITRIOU, 2004).
+
+text[[137, 262, 904, 304]]
+A Tabela 4.3 sintetiza as principais diferenças entre AFDs e AFNs, incluindo aspectos de complexidade de tempo e espaço que são relevantes para aplicações práticas.
+
+table_caption[[290, 315, 750, 334]]
+Tabela 4.3: Resumo comparativo entre AFD e AFN.
+
+table[[137, 345, 900, 576]]
+AspectoAFDAFNNúmero de estadosPode ser exponencialmente maiorGeralmente mais compactoTempo de simulação\(O(n)\) por cadeia de tamanho \(n\)\(O(n \cdot |Q|)\) por cadeiaFacilidade de projetoRequer raciocínio detalhadoMais intuitivo e modularConversão—Construção de subconjuntosUso em compiladoresExecução do analisadorEspecificação de padrões
+
+sub_title[[137, 607, 425, 628]]
+## 4.5 Lista de Exercícios
+
+text[[159, 645, 711, 664]]
+1. Qual enunciado descreve a função de transição de um AFN?
+
+equation[[196, 677, 380, 799]]
+\[
+\begin{align*}
+(a) \quad \delta : Q \times \Sigma \to Q \\
+(b) \quad \delta : Q \times \Sigma \to \mathcal{P}(Q) \\
+(c) \quad \delta : Q \times \Sigma \to 2^Q \\
+(d) \quad \delta : 2^Q \times \Sigma \to Q \\
+(e) \quad \delta : \Sigma \times Q \to 2^Q
+\end{align*}
+\]
+
+text[[159, 816, 597, 835]]
+2. A função estendida \(\delta^*\) satisfaz \(\delta^*(P, aw) = \ldots\)?
+
+equation[[196, 848, 384, 925]]
+\[
+\begin{align*}
+(a) \quad \delta(P, a) \cup \delta(P, w) \\
+(b) \quad \delta^*(\delta(P, a), \varepsilon) \\
+(c) \quad \bigcup_{q \in P} \delta^*(q, a) \cup w
+\end{align*}
+\]
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,43 @@
+equation[[195, 80, 415, 113]]
+\[
+\begin{align*}
+(d) \quad \delta^* \left( \bigcup_{q \in P} \delta(q, a), w \right) \\
+(e) \quad \{ \delta(q, a) \mid q \in \delta^*(P, w) \}
+\end{align*}
+\]
+
+text[[159, 147, 670, 165]]
+3. Qual condição garante que \(w\) é aceita por um AFN \(M\)?
+
+text[[195, 180, 544, 199]]
+(a) \(\delta(q_0, w)\) definido para todo símbolo.
+
+text[[195, 207, 445, 225]]
+(b) Todo caminho atinge \(F\).
+
+text[[195, 234, 720, 252]]
+(c) Existe pelo menos um caminho que atinge estado em \(F\).
+
+text[[195, 261, 476, 279]]
+(d) Conjunto alcançado é vazio.
+
+text[[195, 288, 460, 307]]
+(e) \(\delta^*(\{q_0\}, w) \cap (Q \setminus F) \neq \emptyset\)
+
+text[[159, 322, 781, 340]]
+4. Se um AFN tem \(n\) estados, máximo de estados no AFD equivalente?
+
+text[[195, 355, 258, 373]]
+(a) \(n^2\)
+
+text[[195, 382, 283, 400]]
+(b) \(n+1\)
+
+text[[195, 409, 260, 426]]
+(c) \(2n\)
+
+text[[195, 437, 258, 455]]
+(d) \(2^n\)
+
+text[[195, 464, 256, 482]]
+(e) \(n!\)
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@@ -0,0 +1,26 @@
+sub_title[[139, 84, 904, 142]]
+# 5 AUTÔMATOS FINITOS COM MOVIMENTOS VA-ZIOS
+
+text[[139, 169, 904, 273]]
+Neste capítulo, estendemos o modelo de autômatos finitos ao permitir **transições vazias** (ε-transições), obtendo os **autômatos finitos com movimentos vazios** (AFN-ε). Em uma ε-transição, o autômato muda de estado sem consumir nenhum símbolo da entrada. Apesar dessa extensão, os AFN-ε reconhecem exatamente a mesma classe de linguagens que AFDs e AFNs: as linguagens regulares (MENEZES, 2011).
+
+text[[139, 275, 904, 359]]
+As ε-transições são úteis na construção modular de autômatos a partir de expressões regulares (construção de Thompson) e na demonstração de propriedades de fechamento das linguagens regulares. Elas permitem "conectar" sub-autômatos sem redesenhar sua estrutura interna (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+text[[139, 361, 904, 488]]
+Do ponto de vista conceitual, as ε-transições representam mudanças de estado "espontâneas" — o autômato pode transitar entre estados sem necessidade de estímulo externo. Essa liberdade adicional simplifica significativamente a construção composicional de autômatos, conforme veremos ao longo deste capítulo. É importante ressaltar que essa extensão não amplia o poder computacional do modelo; trata-se exclusivamente de uma conveniência de projeto (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[139, 513, 525, 535]]
+## 5.1 Definição Formal de AFN-ε
+
+text[[139, 551, 904, 635]]
+Um **AFN-ε** é uma 5-tupla \(M = (\Sigma, Q, \delta, q_0, F)\), onde a função de transição tem domínio estendido: \(\delta : Q \times (\Sigma \cup \{\varepsilon\}) \to 2^Q\). Assim, \(\delta(q, \varepsilon)\) indica os estados alcançáveis a partir de \(q\) sem consumir símbolo algum da entrada. Graficamente, as ε-transições são setas rotuladas com \(\varepsilon\) (SIPSER, 2007).
+
+text[[139, 638, 904, 700]]
+A diferença em relação ao AFN convencional é justamente essa possibilidade de transição espontânea: o autômato pode "avançar" entre estados gratuitamente, sem que o cabeçote de leitura se mova.
+
+sub_title[[186, 711, 483, 730]]
+### Comparação: AFN vs AFN-ε
+
+table[[186, 740, 850, 894]]
+CaracterísticaAFNAFN-εDomínio de δ\(Q \times \Sigma\)\(Q \times (\Sigma \cup \{\varepsilon\})\)Transições vaziasNão permitidasPermitidasPoder expressivoLing. regularesLing. regularesUso principalReconhecimentoConstrução composicional
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@@ -0,0 +1,57 @@
+sub_title[[139, 85, 295, 105]]
+## 5.2 Fecho-ε
+
+text[[139, 123, 904, 183]]
+O conceito central para trabalhar com AFN-ε é o **fecho-ε** (ou ε-closure). Ele captura todos os estados alcançáveis a partir de um estado usando apenas ε-transições. A definição recursiva é:
+
+equation[[355, 180, 688, 232]]
+\[
+\delta_\varepsilon(q) = \{q\} \cup \delta(q, \varepsilon) \cup \left( \bigcup_{p \in \delta(q, \varepsilon)} \delta_\varepsilon(p) \right)
+\]
+
+text[[139, 238, 904, 280]]
+Para um conjunto \(P \subseteq Q\): \(\delta_\varepsilon(P) = \bigcup_{q \in P} \delta_\varepsilon(q)\). Na prática, computa-se por busca em
+largura ou profundidade no grafo das \(\varepsilon\)-transições (MENEZES, 2011).
+
+text[[139, 282, 904, 324]]
+O fecho-ε sempre inclui o próprio estado (zero ε-transições é válido). Assim, δε(q) ⊇ {q} para todo q.
+
+sub_title[[186, 335, 551, 354]]
+### Algoritmo para Computar o Fecho-ε
+
+text[[154, 364, 774, 383]]
+O fecho-ε de um estado q pode ser computado pelo seguinte algoritmo:
+
+text[[181, 397, 713, 416]]
+1. Inicialize o conjunto resultado \(R = \{q\}\) e uma fila \(F = [q]\).
+
+text[[181, 430, 475, 449]]
+2. Enquanto \(F\) não estiver vazia:
+
+text[[216, 464, 475, 483]]
+(a) Retire um estado \(p\) de \(F\).
+
+text[[216, 490, 716, 509]]
+(b) Para cada \(r \in \delta(p, \varepsilon)\): se \(r \notin R\), adicione \(r\) a \(R\) e a \(F\).
+
+text[[181, 524, 310, 542]]
+3. Retorne \(R\).
+
+text[[154, 557, 888, 598]]
+Esse algoritmo é essencialmente uma busca em largura (BFS) no grafo dirigido formado pelas ε-transições. Sua complexidade é \(O(|Q|^2)\) no pior caso.
+
+sub_title[[139, 628, 419, 647]]
+## 5.2.1 Exemplo: AFN-ε \(M_7\)
+
+text[[139, 658, 904, 700]]
+Considere \(M_7 = (\{a\}, \{q_0, q_f\}, \delta, q_0, \{q_f\})\) com \(\delta(q_0, \varepsilon) = \{q_f\}\) e \(\delta(q_f, a) = \{q_f\}\). Este
+autômato reconhece \(L(M_7) = \{a\}^* = \{\varepsilon, a, aa, \dots\}\).
+
+image[[377, 715, 680, 800]]
+
+
+image_caption[[346, 808, 696, 828]]
+Figura 5.1: AFN-ε \(M_7\): reconhece \(\{a\}^*\).
+
+text[[139, 851, 904, 893]]
+O fecho-ε: \(\delta_\varepsilon(q_0) = \{q_0, q_f\}\) (pois \(q_f \in \delta(q_0, \varepsilon)\)) e \(\delta_\varepsilon(q_f) = \{q_f\}\). Como \(\delta_\varepsilon(q_0) \cap F = \{q_f\} \neq \emptyset\), a cadeia \(\varepsilon\) é aceita.
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@@ -0,0 +1,41 @@
+sub_title[[139, 83, 512, 103]]
+5.2.2 Exemplo: AFN-ε para \(a^*b^* \cup c\)
+
+text[[139, 113, 907, 177]]
+Considere o AFN-ε \(M_8 = (\{a, b, c\}, \{q_0, q_1, q_2, q_3, q_4\}, \delta, q_0, \{q_2, q_4\})\) que reconhece a linguagem \(a^*b^* \cup \{c\}\). A ideia é construir dois sub-autômatos — um para \(a^*b^*\) e outro para \(\{c\}\) — e conectá-los por ε-transições a partir do estado inicial.
+
+image[[312, 193, 748, 393]]
+
+
+image_caption[[202, 401, 840, 422]]
+Figura 5.2: AFN-ε \(M_8\): reconhece \(a^*b^* \cup \{c\}\) usando construção modular.
+
+text[[139, 444, 907, 530]]
+Neste exemplo, \(\delta_\varepsilon(q_0) = \{q_0, q_1, q_2\}\) pois \(q_0 \xrightarrow{\varepsilon} q_1 \xrightarrow{\varepsilon} q_2\). Como \(q_2 \in F\), a cadeia \(\varepsilon\) é aceita (pertence a \(a^*b^*\)). A modularidade da construção é evidente: os sub-autômatos para \(a^*b^*\) e para \(\{c\}\) são independentes, conectados apenas pelas \(\varepsilon\)-transições de \(q_0\) (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+sub_title[[139, 555, 568, 577]]
+5.3 Função de Transição Estendida
+
+text[[168, 592, 741, 612]]
+A função estendida \(\delta^* : 2^Q \times \Sigma^* \to 2^Q\) para AFN-ε é definida por:
+
+text[[162, 625, 395, 646]]
+1. Base: \(\delta^*(P, \varepsilon) = \delta_\varepsilon(P)\)
+
+text[[162, 658, 667, 680]]
+2. Passo: \(\delta^*(P, wa) = \delta_\varepsilon(\{r \mid \exists s \in \delta^*(P, w) : r \in \delta(s, a)\})\)
+
+text[[139, 693, 907, 734]]
+Ou seja: compute os estados atuais após ler \(w\); aplique a transição com o símbolo \(a\); aplique o fecho-ε ao resultado (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+text[[139, 736, 905, 776]]
+A cadeia \(w\) é aceita se \(\delta^*(q_0), w) \cap F \neq \emptyset\), exatamente como nos AFNs convencionais, mas com o fecho-ε incorporado em cada passo.
+
+text[[186, 789, 652, 808]]
+Exemplo – Computação em \(M_7\) com Cadeia \(aa\)
+
+text[[156, 817, 500, 837]]
+Calculemos \(\delta^*(\{q_0\}, aa)\) no AFN-ε \(M_7\):
+
+text[[186, 839, 528, 859]]
+Base: \(\delta^*(\{q_0\}, \varepsilon) = \delta_\varepsilon(\{q_0\}) = \{q_0, q_f\}\)
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@@ -0,0 +1,63 @@
+text[[185, 80, 408, 100]]
+Passo 1 — leitura de \(a\):
+
+equation[[275, 118, 768, 166]]
+\[
+\begin{align*}
+\text{Transições com } a : \quad \delta(q_0, a) \cup \delta(q_f, a) &= \emptyset \cup \{q_f\} = \{q_f\} \\
+\text{Fecho-} \varepsilon : \quad \delta_\varepsilon(\{q_f\}) &= \{q_f\}
+\end{align*}
+\]
+
+text[[155, 183, 410, 204]]
+Portanto, \(\delta^*(q_0), a) = \{q_f\}\).
+
+text[[185, 205, 408, 224]]
+Passo 2 — leitura de \(a\):
+
+equation[[359, 243, 680, 290]]
+\[
+\begin{align*}
+\text{Transições com } a : \quad \delta(q_f, a) &= \{q_f\} \\
+\text{Fecho-} \varepsilon : \quad \delta_\varepsilon(\{q_f\}) &= \{q_f\}
+\end{align*}
+\]
+
+text[[155, 307, 420, 328]]
+Portanto, \(\delta^*(q_0), aa) = \{q_f\}\).
+
+text[[185, 328, 504, 348]]
+Como \(q_f \in F\), a cadeia \(aa\) é aceita.
+
+sub_title[[139, 380, 520, 403]]
+5.4 Eliminação de \(\varepsilon\)-Transições
+
+text[[139, 418, 904, 460]]
+Todo AFN-\( \varepsilon \) \( M = (\Sigma, Q, \delta, q_0, F) \) pode ser convertido em um AFN equivalente \( M' = (\Sigma, Q, \delta', q_0, F') \) sem \(\varepsilon\)-transições. A construção define (MENEZES, 2011):
+
+equation[[395, 474, 642, 529]]
+\[
+\delta'(p, a) = \delta_\varepsilon \left( \bigcup_{q \in \delta_\varepsilon(p)} \delta(q, a) \right)
+\]
+
+text[[139, 534, 904, 596]]
+Ou seja: primeiro aplica-se o fecho-\( \varepsilon \) ao estado \( p \); depois, para cada estado no fecho, aplica-se a transição com \( a \); finalmente, aplica-se novamente o fecho-\( \varepsilon \) ao resultado. Os novos estados finais são:
+
+equation[[375, 615, 666, 636]]
+\[
+F' = F \cup \{q \in Q \mid \delta_\varepsilon(q) \cap F \neq \emptyset\}
+\]
+
+text[[139, 654, 904, 718]]
+Um estado torna-se final se ele próprio já era final ou se alcança um estado final por
+\(\varepsilon\)-transições. Em particular, se \(\delta_\varepsilon(q_0) \cap F \neq \emptyset\), o estado inicial deve ser marcado como
+final para garantir que \(\varepsilon \in L(M')\).
+
+text[[168, 718, 884, 740]]
+A Figura 5.3 ilustra o processo de eliminação de \(\varepsilon\)-transições para o autômato \(M_7\).
+
+image[[226, 752, 833, 842]]
+
+
+image_caption[[210, 848, 830, 869]]
+Figura 5.3: Eliminação de \(\varepsilon\)-transições em \(M_7\): \(q_0\) torna-se estado final.
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,62 @@
+sub_title[[139, 82, 450, 103]]
+### 5.4.1 Exemplo de Eliminação
+
+text[[167, 113, 597, 135]]
+No \(M_7\) anterior, \(\delta_\varepsilon(q_0) = \{q_0, q_f\}\). Calculamos \(\delta'\):
+
+equation[[287, 152, 757, 200]]
+\[
+\begin{align*}
+\delta'(q_0, a) &= \delta_\varepsilon(\delta(q_0, a) \cup \delta(q_f, a)) = \delta_\varepsilon(\emptyset \cup \{q_f\}) = \{q_f\} \\
+\delta'(q_f, a) &= \delta_\varepsilon(\delta(q_f, a)) = \delta_\varepsilon(\{q_f\}) = \{q_f\}
+\end{align*}
+\]
+
+text[[139, 216, 904, 258]]
+Como \(\delta_\varepsilon(q_0) \cap \{q_f\} \neq \emptyset\), temos \(F' = \{q_0, q_f\}\). O AFN resultante aceita \(\{a\}^*\) sem \(\varepsilon\)-transições.
+
+sub_title[[186, 269, 644, 290]]
+#### Exemplo - Eliminação de \(\varepsilon\)-Transições em \(M_8\)
+
+text[[156, 295, 650, 320]]
+Para o AFN-\(\varepsilon\) \(M_8\) da Figura 5.2 calculemos os fechos-\(\varepsilon\):
+
+text[[156, 328, 890, 375]]
+- \(\delta_\varepsilon(q_0) = \{q_0, q_1, q_2\}\) (pois \(q_0 \xrightarrow{\varepsilon} q_1 \xrightarrow{\varepsilon} q_2\), e \(q_0 \xrightarrow{\varepsilon} q_3\) com \(q_3\) não levando a mais estados por \(\varepsilon\)). Na verdade: \(\delta_\varepsilon(q_0) = \{q_0, q_1, q_2, q_3\}\).
+
+text[[156, 385, 321, 407]]
+- \(\delta_\varepsilon(q_1) = \{q_1, q_2\}\)
+
+text[[156, 416, 583, 440]]
+- \(\delta_\varepsilon(q_2) = \{q_2\}\), \(\delta_\varepsilon(q_3) = \{q_3\}\), \(\delta_\varepsilon(q_4) = \{q_4\}\)
+
+text[[156, 450, 890, 494]]
+Como \(\delta_\varepsilon(q_0) \cap F = \{q_2\} \neq \emptyset\), o estado \(q_0\) torna-se final em \(M_8'\), garantindo que \(\varepsilon\) é aceita.
+
+sub_title[[139, 521, 600, 544]]
+### 5.5 Equivalência AFN-\(\varepsilon\), AFN e AFD
+
+text[[166, 560, 642, 580]]
+Os três modelos são equivalentes em poder expressivo:
+
+equation[[419, 600, 625, 619]]
+\[
+\text{AFD} \equiv \text{AFN} \equiv \text{AFN}-\varepsilon
+\]
+
+text[[139, 638, 904, 722]]
+Todos reconhecem exatamente as **linguagens regulares**. A cadeia de conversão é: AFN-\(\varepsilon\) \(\xrightarrow{\text{eliminar } \varepsilon}\) AFN \(\xrightarrow{\text{subconjuntos}}\) AFD. As \(\varepsilon\)-transições facilitam construções modulares (união, concatenação, fecho de Kleene de autómatos), sendo amplamente usadas na construção de Thompson para converter expressões regulares em autómatos (SIPSER, 2007).
+
+text[[139, 724, 904, 787]]
+Embora não ampliem o poder de reconhecimento, as \(\varepsilon\)-transições são uma ferramenta de projeto valiosa que simplifica a composição de autómatos e a demonstração de propriedades teóricas (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+sub_title[[186, 799, 433, 819]]
+#### Cadeia de Equivalências
+
+text[[156, 828, 888, 868]]
+A equivalência completa entre os formalismos para linguagens regulares pode ser resumida como:
+
+equation[[254, 889, 787, 909]]
+\[
+\text{ER} \longleftrightarrow \text{AFN}-\varepsilon \longleftrightarrow \text{AFN} \longleftrightarrow \text{AFD} \longleftrightarrow \text{Gramática Regular}
+\]
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,44 @@
+text[[155, 80, 690, 100]]
+Cada seta representa um algoritmo de conversão construtivo:
+
+text[[155, 111, 555, 133]]
+- **ER** → **AFN-ε**: Construção de Thompson
+
+text[[155, 145, 576, 165]]
+- **AFN-ε** → **AFN**: Eliminação de ε-transições
+
+text[[155, 178, 572, 199]]
+- **AFN** → **AFD**: Construção de subconjuntos
+
+text[[155, 211, 506, 231]]
+- **AFD** → **ER**: Eliminação de estados
+
+text[[155, 244, 725, 265]]
+- **AFD** ↔ **Gram. Regular**: Correspondência estados-variáveis
+
+text[[155, 279, 688, 300]]
+Esses algoritmos são detalhados ao longo dos capítulos 3 a 6.
+
+text[[139, 310, 905, 352]]
+A Tabela 5.1 apresenta um resumo comparativo dos três modelos de autômatos finitos, destacando suas características e aplicações típicas.
+
+table_caption[[226, 362, 815, 381]]
+Tabela 5.1: Resumo comparativo dos modelos de autômatos finitos.
+
+table[[139, 392, 904, 560]]
+ModeloPrincipais CaracterísticasAplicação TípicaAFDDeterminístico, função total, computação únicaImplementação direta, simulação eficienteAFNNão-determinístico, transiçõesProjeto de reconhecedores, especificaçãoAFN-εε-transições, construção modularConstrução de Thompson, fechamento
+
+sub_title[[139, 585, 521, 605]]
+### 5.5.1 Aplicações Práticas dos AFN-ε
+
+text[[139, 616, 905, 743]]
+As ε-transições são indispensáveis em diversas aplicações práticas da teoria dos autômatos. Na construção de compiladores, a construção de Thompson (detalhada no Capítulo 6) utiliza AFN-ε como formato intermediário na conversão de expressões regulares para autômatos. Cada operação da expressão regular (união, concatenação, fecho) é traduzida em um padrão de composição que emprega ε-transições para conectar subautômatos (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+text[[139, 744, 905, 850]]
+Além disso, as ε-transições facilitam a demonstração construtiva de propriedades de fechamento. Para provar que linguagens regulares são fechadas sob união, por exemplo, basta criar um novo estado inicial com ε-transições para os estados iniciais dos dois autômatos originais. Construções análogas funcionam para concatenação e fecho de Kleene (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+sub_title[[184, 858, 707, 879]]
+### Exemplo – Fechamento sob União com ε-Transições
+
+text[[155, 888, 888, 910]]
+Dados dois AFDs \(M_A\) (para \(L_A\)) e \(M_B\) (para \(L_B\)), podemos construir um AFN-ε para
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,77 @@
+text[[156, 80, 404, 100]]
+\(L_A \cup L_B\) da seguinte forma:
+
+text[[181, 113, 500, 133]]
+1. Crie um novo estado inicial \(q_{\text{novo}}\).
+
+text[[181, 147, 888, 187]]
+2. Adicione \(\varepsilon\)-transições de \(q_{\text{novo}}\) para \(q_{0A}\) (estado inicial de \(M_A\)) e para \(q_{0B}\) (estado inicial de \(M_B\)).
+
+text[[181, 201, 474, 220]]
+3. Os estados finais são \(F_A \cup F_B\).
+
+text[[156, 234, 888, 275]]
+O AFN-\(\varepsilon\) resultante aceita \(w\) se e somente se \(w \in L_A\) ou \(w \in L_B\), pois a \(\varepsilon\)-transição inicial “escolhe” qual sub-autômato simular.
+
+sub_title[[139, 307, 426, 328]]
+## 5.6 Lista de Exercícios
+
+text[[161, 344, 520, 364]]
+1. Qual a definição do fecho vazio \(\delta_\varepsilon(q)\)?
+
+text[[197, 377, 269, 397]]
+(a) \(\{q\}\)
+
+text[[197, 404, 293, 424]]
+(b) \(\delta(q, \varepsilon)\)
+
+text[[197, 426, 500, 458]]
+(c) \(\{q\} \cup \delta(q, \varepsilon) \cup \left(\bigcup_{p \in \delta(q, \varepsilon)} \delta_\varepsilon(p)\right)\)
+
+text[[197, 459, 317, 479]]
+(d) \(\delta^*(\{q\}, \varepsilon)\)
+
+text[[197, 485, 340, 507]]
+(e) \(\bigcup_{a \in \Sigma} \delta(q, a)\)
+
+text[[161, 518, 465, 538]]
+2. No AFN-\(\varepsilon\) \(M_7\), qual é \(\delta_\varepsilon(\{q_0\})\)?
+
+text[[197, 552, 285, 571]]
+(a) Vazio
+
+text[[197, 579, 280, 599]]
+(b) \(\{q_0\}\)
+
+text[[197, 606, 301, 626]]
+(c) \(\{q_0, q_f\}\)
+
+text[[197, 633, 280, 653]]
+(d) \(\{q_f\}\)
+
+text[[197, 660, 330, 680]]
+(e) \(\{q_0, q_f, q_1\}\)
+
+text[[161, 693, 565, 712]]
+3. Qual expressão descreve \(\delta^*\) em um AFN-\(\varepsilon\)?
+
+text[[197, 726, 456, 746]]
+(a) \(\delta^*(P, wa) = \delta(\delta^*(P, w), a)\)
+
+text[[197, 753, 428, 775]]
+(b) \(\delta^*(P, \varepsilon) = \bigcup_{q \in P} \delta(q, \varepsilon)\)
+
+text[[197, 780, 533, 801]]
+(c) \(\delta^*(P, wa) = \delta_\varepsilon(\delta^*(P, w)) \cup \delta^*(P, a)\)
+
+text[[197, 807, 387, 827]]
+(d) \(\delta^*(P, \varepsilon) = \delta(P, \varepsilon)\)
+
+text[[197, 834, 640, 856]]
+(e) \(\delta^*(P, wa) = \delta_\varepsilon(\{r \mid \exists s \in \delta^*(P, w) : r \in \delta(s, a)\})\)
+
+text[[161, 869, 495, 888]]
+4. Ao eliminar \(\varepsilon\)-transições, \(\delta'(p, a)\) é:
+
+text[[197, 902, 293, 922]]
+(a) \(\delta(p, a)\)
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,2 @@
+text[[196, 83, 540, 192]]
+(b) \(\delta_{\epsilon}(p)\) (c) \(\bigcup_{q \in \delta_{\epsilon}(p)} \delta(q, a) \cup \delta_{\epsilon}\left(\bigcup_{q \in \delta_{\epsilon}(p)} \delta(q, a)\right)\) (d) \(\delta_{\epsilon}(\delta(p, a))\) (e) \(\bigcup_{q \in \delta(p, a)} \delta_{\epsilon}(q)\)
\ No newline at end of file
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,23 @@
+sub_title[[137, 84, 600, 110]]
+# 6 EXPRESSÕES REGULARES
+
+text[[137, 137, 901, 283]]
+Enquanto os autómatos finitos são modelos operacionais de reconhecimento, as **expressões regulares** (ER) oferecem uma notação algébrica e declarativa para denotar linguagens regulares. Amplamente utilizadas em ferramentas como **grep**, **sed** e em linguagens de programação, as ERs permitem descrever padrões de forma compacta e legível. A importância teórica reside no **Teorema de Kleene**: a classe de linguagens denotadas por expressões regulares é exatamente a classe das linguagens regulares (MENEZES, 2011).
+
+text[[137, 285, 901, 370]]
+Por exemplo, a linguagem de todas as cadeias sobre \(\{a, b\}\) que contêm a subcadeia \(ab\) pode ser descrita simplesmente como \((a+b)*ab(a+b)*\), dispensando a construção explícita de estados e transições. Essa concisão é uma das principais vantagens das ERs (SIPSER, 2007).
+
+text[[137, 371, 901, 476]]
+Na prática, expressões regulares são onipresentes na computação moderna. Validação de e-mails, busca textual avançada, filtragem de logs, definição de tokens em compiladores e roteamento de URLs em servidores web são apenas algumas das aplicações que dependem diretamente de expressões regulares. Compreender sua fundamentação teórica permite ao profissional utilizá-las com maior segurança e eficiência (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+sub_title[[137, 502, 404, 525]]
+## 6.1 Definição Formal
+
+text[[137, 540, 901, 647]]
+Seja \(\Sigma\) um alfabeto. Uma **expressão regular** sobre \(\Sigma\) e a linguagem que ela gera, \(L(r)\), são definidas recursivamente. Os **casos base** são: \(\emptyset\) (gera a linguagem vazia), \(\varepsilon\) (gera \(\{\varepsilon\}\)) e cada \(a \in \Sigma\) (gera \(\{a\}\)). Os **casos recursivos**: se \(r\) e \(s\) são ERs, então \((r+s)\) gera \(L(r) \cup L(s)\) (união), \((r \cdot s)\) gera \(L(r) \cdot L(s)\) (concatenação) e \((r^*)\) gera \((L(r))^*\) (fecho de Kleene).
+
+text[[137, 648, 901, 712]]
+O operador de concatenação é frequentemente omitido (\(rs\) significa \(r \cdot s\)). A notação \(r^+\) abrevia \(r \cdot r^*\) (uma ou mais repetições). Parênteses podem ser omitidos conforme a precedência dos operadores (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+text[[137, 712, 901, 754]]
+A Tabela 6.1 apresenta os elementos básicos da definição, reforçando a correspondência entre cada expressão e a linguagem que ela denota.
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,47 @@
+table_caption[[270, 81, 770, 99]]
+Tabela 6.1: Expressões regulares: casos base e recursivos.
+
+table[[137, 111, 901, 321]]
+Expressão rLinguagem
L(r)DescriçãoØØLinguagem vazia (nenhuma cadeia)ε{ε}Apenas a cadeia vaziaa (com a ∈ Σ){a}Apenas o símbolo ar + sL(r) ∪ L(s)Uniãor · sL(r) · L(s)Concatenaçãor*(L(r))*Fecho de Kleene (zero ou mais)r+L(r) · (L(r))*Fecho positivo (uma ou mais)
+
+sub_title[[139, 352, 533, 373]]
+## 6.2 Precedência dos Operadores
+
+text[[139, 389, 901, 452]]
+A precedência, da mais alta para a mais baixa, é: (1) **fecho de Kleene** (*); (2) **concatenação**; (3) **união** (+). Assim, \(ab^*\) significa \(a(b^*)\), \(a + bc\) significa \(a + (bc)\) e \(a + b^*c\) significa \(a + ((b^*)c)\).
+
+text[[139, 454, 901, 495]]
+Essa convenção permite escrever expressões de forma mais enxuta. Por exemplo, \(ab^* + c\) equivale a \((a(b^*)) + c\) e gera a linguagem \(\{ab^n \mid n \ge 0\} \cup \{c\}\) (SIPSE, 2007).
+
+sub_title[[186, 507, 670, 526]]
+### Exemplo – Aplicação das Regras de Precedência
+
+text[[156, 536, 585, 556]]
+Analise a expressão \(ab^*a + ba^*b\) sobre \(\Sigma = \{a, b\}\).
+
+text[[186, 559, 500, 577]]
+Aplicando as regras de precedência:
+
+text[[178, 591, 435, 610]]
+1. Primeiro, o fecho: \(b^*\) e \(a^*\).
+
+text[[178, 625, 555, 643]]
+2. Depois, a concatenação: \(a(b^*)a\) e \(b(a^*b)\).
+
+text[[178, 657, 560, 676]]
+3. Finalmente, a união: \((a(b^*)a) + (b(a^*b))\).
+
+text[[186, 690, 387, 709]]
+A linguagem gerada é:
+
+text[[186, 728, 852, 749]]
+\(L = \{ab^n a \mid n \ge 0\} \cup \{ba^n b \mid n \ge 0\} = \{aa, aba, abba, \dots\} \cup \{bb, bab, baab, \dots\}\)
+
+text[[156, 770, 884, 809]]
+São cadeias que começam e terminam com o mesmo símbolo, com zero ou mais repetições do outro símbolo no meio.
+
+sub_title[[139, 839, 560, 858]]
+## 6.2.1 Exemplos de Expressões Regulares
+
+text[[168, 868, 608, 891]]
+A Tabela 6.2 apresenta exemplos sobre \(\Sigma = \{a, b\}\).
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,50 @@
+table_caption[[319, 81, 722, 100]]
+Tabela 6.2: Exemplos de expressões regulares.
+
+table[[137, 111, 904, 256]]
+ERLinguagem(a + b)*Σ* — todas as cadeiasa(a + b)*Cadeias que começam com ab*ab*ab*Cadeias com exatamente dois a'sa*b*Cadeias da forma a^n b^m((a + b)(a + b))*Cadeias de comprimento par
+
+sub_title[[183, 286, 720, 307]]
+Exemplo - Construção de ERs para Padrões Comuns
+
+text[[156, 316, 690, 337]]
+Sobre \(\Sigma = \{0, 1\}\), construa ERs para as seguintes linguagens:
+
+text[[187, 338, 642, 358]]
+(a) Cadeias que começam com 0 e terminam com 1:
+
+equation[[472, 377, 570, 396]]
+\(0(0 + 1)^*1\)
+
+text[[156, 415, 888, 456]]
+Precisamos de pelo menos dois símbolos. O primeiro é 0, o último é 1, e no meio pode haver qualquer cadeia.
+
+text[[187, 458, 567, 479]]
+(b) Cadeias de comprimento exatamente 3:
+
+equation[[429, 498, 615, 517]]
+\((0 + 1)(0 + 1)(0 + 1)\)
+
+text[[187, 536, 610, 556]]
+(c) Cadeias que não contêm 00 como subcadeia:
+
+equation[[452, 575, 592, 594]]
+\(1^*(01^+)^*(\varepsilon + 0)\)
+
+text[[156, 614, 886, 634]]
+A ideia é que após cada 0 deve haver pelo menos um 1 (exceto possivelmente no final).
+
+text[[187, 635, 505, 655]]
+(d) Cadeias com número par de 0's:
+
+equation[[460, 675, 583, 694]]
+\((1^*01^*01^*)^*1^*\)
+
+text[[156, 714, 799, 735]]
+Os 0's sempre aparecem em pares, com qualquer número de 1's entre eles.
+
+sub_title[[139, 765, 384, 788]]
+6.3 Leis Algébricas
+
+text[[139, 803, 904, 846]]
+Duas ERs \(r\) e \(s\) são equivalentes (\(r = s\)) se \(L(r) = L(s)\). As principais leis são apresentadas na Tabela 6.3.
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/deepseek-ocr/page-48.md
@@ -0,0 +1,32 @@
+table_caption[[293, 81, 748, 100]]
+Tabela 6.3: Leis algébricas das expressões regulares.
+
+table[[137, 110, 904, 471]]
+LeiExpressãoComutatividade da união\(r + s = s + r\)Associatividade da união\((r + s) + t = r + (s + t)\)Associatividade da concat.\((rs)t = r(st)\)Elemento neutro da união\(r + \emptyset = r\)Elemento neutro da concat.\(r\varepsilon = \varepsilon r = r\)Elemento absorvente\(r\emptyset = \emptyset r = \emptyset\)Distributividade\(r(s + t) = rs + rt\)Idempotência da união\(r + r = r\)Definição de \(r^*\)\(r^* = \varepsilon + r \cdot r^*\)Fecho do fecho\((r^*)^* = r^*\)Absorção\(\emptyset^* = \varepsilon\)
+
+text[[137, 491, 904, 553]]
+A concatenação **não** é comutativa: \(ab \neq ba\). Essas leis permitem simplificar ERs; por exemplo, \(a + a(b + a)^* = a(\varepsilon + (b + a)^*) = a(b + a)^*\), usando \(\varepsilon + r^* = r^*\) (MENEZES, 2011).
+
+sub_title[[184, 563, 579, 583]]
+## Exemplo – Simplificação Passo a Passo
+
+text[[154, 593, 670, 614]]
+Simplifique a expressão \(r = (a + b)^* a(\varepsilon + b)(\varepsilon + a)(a + b)^*\).
+
+text[[154, 614, 888, 699]]
+Observe que \((a + b)^*\) no início aceita qualquer prefixo, e \((a + b)^*\) no final aceita qualquer sufixo. A parte central \(a(\varepsilon + b)(\varepsilon + a)\) gera as cadeias \(\{a, ab, aa, aba\}\). Como essas cadeias começam com \(a\) e são subcadeias de qualquer cadeia aceita, a expressão completa aceita qualquer cadeia que contenha \(a\) como subcadeia:
+
+equation[[427, 718, 615, 737]]
+\[r = (a + b)^* a(a + b)^*\]
+
+text[[154, 756, 888, 799]]
+Essa simplificação usa o fato de que \((a + b)^* \cdot X \cdot (a + b)^*\) absorve qualquer extensão de \(X\), desde que a condição essencial (conter \(a\)) seja preservada.
+
+sub_title[[184, 826, 515, 846]]
+## Leis Frequentemente Esquecidas
+
+text[[154, 855, 699, 875]]
+Algumas identidades úteis que são frequentemente esquecidas:
+
+text[[154, 888, 536, 909]]
+- \(\varepsilon + r^* = r^*\) (pois \(\varepsilon \in L(r^*)\) por definição)
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/deepseek-ocr/page-49.md
@@ -0,0 +1,39 @@
+text[[155, 80, 536, 100]]
+* \(r^+ = rr^* = r^*r\) (uma ou mais repetições)
+
+text[[155, 113, 624, 133]]
+* \(r^* = \varepsilon + r^+\) (zero ou mais = vazio + uma ou mais)
+
+text[[155, 146, 601, 166]]
+* \((r + s)^* = (r^*s^*)^*\) (intercalar repetições de \(r\) e \(s\))
+
+text[[155, 180, 692, 199]]
+* \(r^*r^* = r^*\) (concatenar dois fechos é o mesmo que um fecho)
+
+sub_title[[137, 231, 765, 252]]
+## 6.4 Teorema de Kleene: ER e Linguagens Regulares
+
+text[[137, 269, 901, 330]]
+O Teorema de Kleene garante que uma linguagem é regular se e somente se é de-
+notada por alguma ER. A demonstração tem duas direções (HOPCROFT; ULLMAN;
+MOTWANI, 2002):
+
+text[[137, 348, 901, 410]]
+* **ER** ⇒ **Autômato** (Construção de Thompson): cada ER é convertida recursivamente em um AFN-ε. Os casos base (∅, ε, a) geram autômatos triviais. União, concatenação e fecho são obtidos conectando sub-autômatos por ε-transições.
+
+text[[137, 425, 901, 465]]
+* **Autômato** ⇒ **ER** (Eliminação de estados ou Lema de Arden): remove-se progressivamente estados do autômato, substituindo transições por expressões regulares.
+
+text[[137, 483, 901, 588]]
+Junto com os resultados dos capítulos anteriores, isso estabelece a tríplice equiva-
+lência: **ER** ≡ **Autômatos Finitos** ≡ **Gramáticas Regulares**. Na prática, ERs são
+convenientes para descrever padrões, autômatos para implementar reconhecedores e gra-
+máticas para gerar cadeias. A implementação eficiente dessas conversões é fundamental
+para ferramentas de busca textual e analisadores léxicos (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+sub_title[[137, 610, 465, 629]]
+### 6.4.1 Construção de Thompson
+
+text[[137, 641, 901, 703]]
+A construção de Thompson converte uma expressão regular em um AFN-ε de forma recursiva. Cada operador (união, concatenação, fecho) corresponde a um padrão de com-
+posição de sub-autômatos. A Figura 6.1 ilustra os três padrões fundamentais.
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/deepseek-ocr/page-50.md
@@ -0,0 +1,41 @@
+image[[255, 81, 800, 320]]
+
+
+image_caption[[137, 335, 905, 373]]
+Figura 6.1: Construção de Thompson: padrões para união \((r + s)\), concatenação \((rs)\) e fecho \((r^*)\).
+
+text[[137, 397, 905, 480]]
+Cada sub-autômato produzido pela construção de Thompson possui exatamente um estado inicial (sem transições de entrada) e um estado final (sem transições de saída). Essa propriedade garante que os sub-autômatos podem ser compostos sem interferência, preservando a correção da construção (SIPSER, 2007).
+
+sub_title[[181, 494, 707, 514]]
+Exemplo – Construção de Thompson para \((a + b)^*ab\)
+
+text[[153, 523, 795, 543]]
+Para a expressão \((a + b)^*ab\), a construção é realizada de dentro para fora:
+
+text[[153, 545, 888, 585]]
+**Passo 1:** Construa o AFN-ε para \(a\) (um estado inicial, transição \(a\), um estado final).
+
+text[[181, 588, 644, 608]]
+**Passo 2:** Construa o AFN-ε para \(b\) (analogamente).
+
+text[[181, 610, 610, 629]]
+**Passo 3:** Combine com **união** para obter \(a + b\).
+
+text[[181, 631, 700, 651]]
+**Passo 4:** Aplique o **fecho de Kleene** para obter \((a + b)^*\).
+
+text[[181, 653, 707, 673]]
+**Passo 5:** Concatene com o AFN para \(a\), obtendo \((a + b)^*a\).
+
+text[[181, 675, 714, 694]]
+**Passo 6:** Concatene com o AFN para \(b\), obtendo \((a + b)^*ab\).
+
+text[[153, 696, 888, 757]]
+O resultado é um AFN-ε que pode ser convertido em AFD pela eliminação de \(ε\)-transições seguida da construção de subconjuntos. Esse é exatamente o procedimento que ferramentas como **lex** utilizam internamente.
+
+sub_title[[137, 787, 579, 806]]
+6.4.2 Limitações das Expressões Regulares
+
+text[[137, 817, 904, 900]]
+ERs não podem descrever linguagens que exigem “memória ilimitada”: \(\{a^n b^n \mid n \ge 0\}\) (contar e comparar), \(\{ww^R\}\) (palíndromos) e \(\{a^{n^2}\}\) (comprimento quadrado perfeito) são exemplos de linguagens não regulares. A prova formal utiliza o Lema do Bombeamento (SIPSER, 2007).
\ No newline at end of file
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,21 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main title:** The document starts with "Faculdade São Francisco de Assis – FSFA". This appears to be a main institution name, so it should be rendered as a top-level heading.
+
+2. **Identify and transcribe the subtitle:** Below the main title, there is "APOSTILA DA DISCIPLINA". This is a clear subtitle for the document's content, so it should be a second-level heading.
+
+3. **Identify and transcribe the course information:** Following the subtitle, there are three lines of text: "Disciplina EAD", "Linguagens Formais e Autômatos", and "Prof. Matheus Serpa". These seem to be specific details about the course, such as the discipline name, subject, and instructor. They are not part of a continuous paragraph but rather distinct pieces of information. I will transcribe them as separate paragraphs or list items to maintain their visual separation.
+
+4. **Identify and transcribe the date:** At the bottom, there is "Março de 2026.". This is a date, likely indicating when the document was created or published. It should be transcribed as a final paragraph.
+
+
+
+# Faculdade São Francisco de Assis – FSFA
+
+## APOSTILA DA DISCIPLINA
+
+Disciplina EAD
+Linguagens Formais e Autômatos
+Prof. Matheus Serpa
+
+Março de 2026.
+
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,75 @@
+
+1. **Identify the main title:** The document starts with a large, bold title "SUMÁRIO". This should be rendered as an H1 heading in Markdown.
+
+2. **Identify and structure the table of contents (TOC):** The content is clearly a hierarchical list of sections and sub-sections, each with a page number. This can be represented as a Markdown table to maintain the visual alignment and hierarchy.
+ - The first column will contain the section numbers and titles.
+ - The second column will contain the corresponding page numbers.
+ - The table will have two columns.
+
+3. **Transcribe section 1: "Introdução às Linguagens Formais"**
+ - This section has a main heading "1 Introdução às Linguagens Formais" followed by several sub-sections.
+ - Each sub-section has a number and a title, followed by a series of dots and a page number.
+ - I need to ensure correct indentation for the sub-sections under "1".
+
+4. **Transcribe section 2: "Conceitos sobre Linguagens Formais"**
+ - Similar to section 1, this section has a main heading "2 Conceitos sobre Linguagens Formais" followed by several sub-sections.
+ - Each sub-section has a number and a title, followed by a series of dots and a page number.
+ - I need to ensure correct indentation for the sub-sections under "2".
+
+5. **Transcribe section 3: "Linguagens Regulares e Autômatos Finitos Determinísticos"**
+ - This section also has a main heading "3 Linguagens Regulares e Autômatos Finitos Determinísticos" followed by several sub-sections.
+ - Each sub-section has a number and a title, followed by a series of dots and a page number.
+ - I need to ensure correct indentation for the sub-sections under "3".
+ - Note the italicized text "ab" in "Função de Transição Estendida e Aceitação" and "Exemplo: AFD para Paridade de $a$'s". These should be preserved using Markdown's italic syntax (`*text*`).
+
+6. **Identify and transcribe the footer:** There is a page number "1" at the bottom center. This should be included at the very end of the document.
+
+7. **Review and format:** Check for any missed characters, incorrect spacing, or formatting issues. Ensure all text, including page numbers, is present and correctly formatted within the Markdown table. The table should have a clear header row and consistent column widths for readability.
+
+
+
+# SUMÁRIO
+
+| | |
+|---|---|
+| 1 Introdução às Linguagens Formais | 5 |
+| 1.1 Símbolos, Alfabetos e Cadeias | 5 |
+| 1.1.1 Prefixo, Sufixo e Subpalavra | 6 |
+| 1.1.2 Exemplos de Cadeias | 7 |
+| 1.2 Linguagens Formais e Fecho de Kleene | 7 |
+| 1.3 Operações sobre Cadeias e Linguagens | 8 |
+| 1.3.1 Representações de Linguagens | 9 |
+| 1.3.2 Potência e Fecho de uma Linguagem | 9 |
+| 1.4 A Hierarquia de Chomsky — Visão Geral | 10 |
+| 1.5 Aplicações: Fases de um Compilador | 10 |
+| 1.6 Lista de Exercícios | 11 |
+
+| | |
+|---|---|
+| 2 Conceitos sobre Linguagens Formais | 13 |
+| 2.1 Gramáticas Formais | 13 |
+| 2.1.1 Exemplo de Gramática | 14 |
+| 2.2 Derivação e Linguagem Gerada | 14 |
+| 2.2.1 Árvore de Derivação | 14 |
+| 2.3 Hierarquia de Chomsky | 15 |
+| 2.3.1 Exemplos por Tipo | 16 |
+| 2.3.2 Gramáticas Regulares: Linear à Direita e à Esquerda | 17 |
+| 2.4 Operações sobre Linguagens e Fechamento | 17 |
+| 2.5 Relação entre Gramáticas e Reconhecedores | 18 |
+| 2.6 Lista de Exercícios | 19 |
+
+| | |
+|---|---|
+| 3 Linguagens Regulares e Autômatos Finitos Determinísticos | 21 |
+| 3.1 Autômatos Finitos Determinísticos | 21 |
+| 3.1.1 Função de Transição Estendida e Aceitação | 22 |
+| 3.2 Representações de um AFD | 22 |
+| 3.2.1 Segundo Exemplo: AFD para Cadeias Terminadas em *ab* | 23 |
+| 3.3 Computação Passo a Passo | 24 |
+| 3.3.1 Exemplo: AFD para Paridade de $a$'s | 24 |
+| 3.3.2 Estado Morto e Funções Parciais | 25 |
+| 3.4 Propriedades das Linguagens Regulares | 25 |
+| 3.5 Lista de Exercícios | 26 |
+
+1
+
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,61 @@
+
+1. **Identify the overall structure:** The document is a table of contents, consisting of numbered sections and sub-sections, each with a title and a corresponding page number. There's also a page number at the bottom.
+
+2. **Determine the main content area:** The main content is clearly defined by the text blocks and their associated page numbers. There are no images, tables, or complex layouts that require special handling beyond standard text extraction.
+
+3. **Transcribe section titles and page numbers:**
+ - Each section (e.g., "4 Autômatos Finitos Não-Determinísticos") is a top-level heading.
+ - Each sub-section (e.g., "4.1 Definição Formal de AFN") is a second-level heading.
+ - The page numbers are aligned to the right and are part of the content for each section/sub-section.
+
+4. **Handle nested lists:** The document uses a two-column layout for the section titles and page numbers. Markdown does not directly support multi-column layouts for tables of contents. Therefore, I will represent the hierarchy using standard Markdown headings and ensure the page numbers are included on the same line as the heading.
+
+5. **Address specific formatting:**
+ - The section titles and sub-sections are bolded in the original document. I will maintain this bolding using double asterisks (`**`).
+ - The page numbers are right-aligned. Markdown doesn't have native right-alignment, so I will place them on the same line as the heading, separated by spaces or tabs if needed, but typically just on the same line is sufficient for simple text.
+
+6. **Extract all text and page numbers:**
+ - Section 4: "4 Autômatos Finitos Não-Determinísticos" (page 28)
+ - "4.1 Definição Formal de AFN" (page 28)
+ - "4.1.1 Exemplo: AFN para Cadeias Terminadas em ab" (page 29)
+ - "4.1.2 Exemplo: AFN para Cadeias Contendo aba como Subpalavra" (page 29)
+ - "4.2 Função de Transição Estendida e Aceitação" (page 30)
+ - "4.2.1 Exemplo de Computação" (page 30)
+ - "4.3 Equivalência AFN-AFD: Construção de Subconjuntos" (page 31)
+ - "4.3.1 Exemplo de Conversão" (page 31)
+ - "4.4 Vantagens do Não-Determinismo" (page 32)
+ - "4.5 Lista de Exercícios" (page 33)
+ - Section 5: "5 Autômatos Finitos com Movimentos Vazios" (page 35)
+ - "5.1 Definição Formal de AFN-ε" (page 35)
+ - "5.2 Fecho-ε" (page 36)
+ - "5.2.1 Exemplo: AFN-ε M7" (page 36)
+ - "5.2.2 Exemplo: AFN-ε para $a^*b^*\cup c$" (page 37)
+ - "5.3 Função de Transição Estendida" (page 37)
+ - "5.4 Eliminação de ε-Transições" (page 38)
+ - "5.4.1 Exemplo de Eliminação" (page 39)
+ - "5.5 Equivalência AFN-ε, AFN e AFD" (page 39)
+ - "5.5.1 Aplicações Práticas dos AFN-ε" (page 40)
+ - "5.6 Lista de Exercícios" (page 41)
+ - Section 6: "6 Expressões Regulares" (page 43)
+ - "6.1 Definição Formal" (page 43)
+ - "6.2 Precedência dos Operadores" (page 44)
+ - "6.2.1 Exemplos de Expressões Regulares" (page 44)
+ - "6.3 Leis Algébricas" (page 45)
+ - "6.4 Teorema de Kleene: ER e Linguagens Regulares" (page 47)
+ - "6.4.1 Construção de Thompson" (page 47)
+ - "6.4.2 Limitações das Expressões Regulares" (page 48)
+ - "6.5 Lista de Exercícios" (page 49)
+ - Section 7: "7 Linguagens Livres de Contexto" (page 51)
+ - "7.1 Gramática Livre de Contexto" (page 51)
+ - "7.1.1 Definição Formal" (page 51)
+ - "7.1.2 Exemplo: $L = \{a^n b^n | n \geq 0\}$" (page 52)
+ - "7.2 Derivações e Árvores de Derivação" (page 53)
+ - "7.2.1 Derivação Mais à Esquerda e Mais à Direita" (page 53)
+ - "7.2.2 Árvore de Derivação" (page 54)
+
+7. **Final review:** Check for any missed text, incorrect formatting, or discrepancies. Ensure all page numbers are present and correctly associated with their respective headings. The document is straightforward, so no complex logic is required beyond basic text extraction and list formatting.
+
+
+
+4 Autômatos Finitos Não-Determinísticos 28
+**4.1** Definição Formal de AFN . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-04.md
@@ -0,0 +1,20 @@
+
+1. **Identify the overall structure:** The document is a table of contents or index, consisting of numbered sections and sub-sections, each with a title and a corresponding page number. There's also a page number at the bottom.
+
+2. **Determine the main content area:** The main content is clearly defined by the text blocks and their associated page numbers. There are no images, tables, or complex layouts that require special handling beyond standard Markdown list formatting.
+
+3. **Transcribe section headers:** Each section header (e.g., "7.3 BNF e Gramáticas Ambíguas") is a level 2 heading in Markdown (`##`). The numbering (e.g., "7.3") will be included as part of the heading.
+
+4. **Transcribe sub-section headers:** Sub-sections (e.g., "7.3.1 Notação BNF") are level 3 headings in Markdown (`###`). The numbering (e.g., "7.3.1") will be included as part of the heading.
+
+5. **Transcribe page numbers:** The page numbers are aligned to the right and are part of the content for each section/sub-section entry. They should be included on the same line as the heading.
+
+6. **Handle the last page number:** The page number "3" at the bottom center needs to be transcribed as well.
+
+7. **Construct the Markdown table:** Since the content is linear and not tabular data, it can be represented as a series of list items or simply as a series of lines. Given the hierarchical nature (sections, then sub-sections), a simple list format is more appropriate than a table. However, the original document uses a two-column layout for the section titles and page numbers. To maintain this visual separation in Markdown, I will use a combination of bolding for the section titles and regular text for the page numbers, separated by a few spaces to simulate the visual spacing.
+
+8. **Review and refine:** Check for any missed text, incorrect formatting, or inconsistencies. Ensure all text, including the page number at the bottom, is present. The red boxes around the text are purely visual and do not convey additional meaning; they will be ignored in the Markdown output.
+
+
+
+## 7.3 BNF e Gramáticas Ambíguas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
\ No newline at end of file
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-05.md
@@ -0,0 +1,76 @@
+
+1. **Identify the overall structure:** The document is a table of contents, consisting of main sections and their sub-sections, each with a page number. There's also a page number at the bottom.
+
+2. **Determine the Markdown representation for the table of contents:**
+ - The content is hierarchical, so a nested list or a combination of headings and lists would be appropriate.
+ - Each section (e.g., "10 Construção de AP a partir de GLC") has a main title and a page number.
+ - Each sub-section (e.g., "10.1 Teorema e Construção Formal") also has a title and a page number.
+ - The dotted lines indicate indentation, which can be represented by indentation in Markdown lists.
+
+3. **Transcribe text and numbers accurately:**
+ - Carefully transcribe all text, including special characters like `n ≥ 1` and `{a^n b^n}`.
+ - Transcribe all page numbers.
+
+4. **Handle special formatting:**
+ - The red boxes around the titles are visual cues but do not need to be replicated in Markdown. The content inside the boxes is the actual text to be transcribed.
+ - The dotted lines are part of the visual layout and should be preserved using indentation in the Markdown list.
+
+5. **Construct the Markdown:**
+ - Start with the main section title and its page number.
+ - For each sub-section, use a nested list item, indented appropriately, followed by its page number.
+ - Ensure correct numbering for the sub-sections (e.g., 10.1, 10.1.1).
+ - Maintain the two-column layout by placing the page number on the right side of the line, separated by spaces or tabs if needed, though simple indentation for the list items is sufficient for readability in Markdown.
+
+6. **Add the footer/page number:**
+ - The page number "4" at the bottom center needs to be included.
+
+7. **Review and refine:**
+ - Check for any missed text, incorrect formatting, or misaligned elements.
+ - Ensure all text, including the page number at the bottom, is present.
+ - Confirm that the Markdown is clean and adheres to GitHub Flavored Markdown (GFM) syntax.
+
+
+
+10 Construção de AP a partir de GLC 73
+ 10.1 Teorema e Construção Formal 73
+ 10.1.1 Enunciado 73
+ 10.1.2 Regras de Transição 73
+ 10.2 Exemplo: $L = \{a^n b^n | n \ge 1\}$ 74
+ 10.2.1 Gramática em FNG 74
+ 10.2.2 Processamento de $aabb$ 75
+ 10.2.3 Correspondência entre derivação e processamento 75
+ 10.3 Poder Computacional dos AP 76
+ 10.3.1 AP Determinístico versus Não Determinístico 76
+ 10.3.2 Correspondência na Hierarquia 76
+ 10.4 Lista de Exercícios 77
+
+11 Propriedades das Linguagens Livres de Contexto 79
+ 11.1 Lema do Bombeamento para LLC 79
+ 11.1.1 Enunciado Formal 79
+ 11.1.2 Exemplo: $\{a^n b^n c^n\}$ Não é LLC 80
+ 11.2 Propriedades de Fechamento 81
+ 11.2.1 Operações que Preservam LLC 81
+ 11.2.2 Tabela Comparativa 82
+ 11.3 Decidibilidade 82
+ 11.3.1 Problemas Decidíveis e Indecidíveis 82
+ 11.3.2 Tabela de Decidibilidade 83
+ 11.4 Linguagens Inerentemente Ambíguas 83
+ 11.4.1 Definição e Exemplo 83
+ 11.4.2 Posição das LLC na Hierarquia 84
+ 11.5 Lista de Exercícios 84
+
+12 Máquina de Turing e Hierarquia de Chomsky 86
+ 12.1 Definição Formal 86
+ 12.1.1 A 8-Tupla 86
+ 12.1.2 Estrutura da Fita 87
+ 12.2 Critérios de Parada 87
+ 12.2.1 ACEITA, REJEITA e LOOP 87
+ 12.2.2 Exemplo: MT para $\{a^n b^n | n \ge 1\}$ 88
+ 12.3 Tese de Church-Turing 89
+ 12.3.1 Enunciado e Significado 89
+ 12.4 Hierarquia de Chomsky Completa 90
+ 12.4.1 Os Quatro Tipos 90
+ 12.4.2 Tabela da Hierarquia 90
+
+4
+
\ No newline at end of file
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,21 @@
+
+1. **Identify the main content area:** The document is a single page with a table of contents or index. There are no headers, footers, or page numbers outside of the content itself. The content is centered horizontally and vertically on the page.
+
+2. **Determine the structure:** The content consists of a list of sections with their corresponding page numbers. Each section is a heading followed by a series of dots and then a page number. This looks like a simple table or a list of items with associated values.
+
+3. **Transcribe text and numbers:** I will transcribe each section title (e.g., "12.4.3 Gramáticas Irrestritas") and its associated page number (e.g., "91"). I will ensure all text, including the dots, is accurately captured.
+
+4. **Handle formatting:** The dots are part of the visual representation of the index. They should be included in the Markdown output to maintain the original appearance as closely as possible. The red boxes around the section titles are purely visual and do not convey information that needs to be represented in Markdown beyond the text itself.
+
+5. **Construct Markdown table:** Since the content is a list of items with a clear key-value pair (section name and page number), a Markdown table is the most appropriate way to represent it. I will use a two-column table where the first column contains the section title and the second column contains the page number. The dots will be included as part of the content in the first column for clarity, even though they are not standard table content. However, given the simplicity, a simple list might also be acceptable if a table is not strictly necessary. Given the explicit "dots" and the structured nature, a table is better.
+
+6. **Final review:** I will review the transcribed text, numbers, and the Markdown table structure to ensure accuracy and completeness. There are no images, diagrams, or complex math, so no special handling is needed for those elements.
+
+
+
+| 12.4.3 Gramáticas Irrestritas | 91 |
+| :--------------------------- | --: |
+| 12.4.4 Visão Geral dos Reconhecedores | 91 |
+| 12.5 Lista de Exercícios | 92 |
+| 13 Referências | 94 |
+
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-07.md
@@ -0,0 +1,45 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main heading:** The document starts with a large, bold heading "1 INTRODUÇÃO ÀS LINGUAGENS FORMAIS". This should be rendered as an H1 Markdown header.
+
+2. **Transcribe the first paragraph:** The first paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, paying attention to punctuation and capitalization. The reference "(MENEZES, 2011)" is a citation and should be included as part of the text.
+
+3. **Transcribe the second paragraph:** The second paragraph is another standard block of text. I will transcribe it directly, including the citations "(HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002)" and "(MEDINA; FERTIG, 2006)".
+
+4. **Transcribe the third paragraph:** The third paragraph is also a standard block of text. I will transcribe it directly, including the citation "(SIPSER, 2007)".
+
+5. **Identify and transcribe the sub-heading:** There is a sub-heading "1.1 Símbolos, Alfabetos e Cadeias". This should be rendered as an H2 Markdown header.
+
+6. **Transcribe the fourth paragraph:** The fourth paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, noting the bolded words "símbolo" and "alfabeto".
+
+7. **Transcribe the fifth paragraph:** The fifth paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, noting the bolded words "finito" and "não vazio".
+
+8. **Transcribe the bulleted list:** There is a clear bulleted list. Each item contains a mathematical expression followed by a description. I will transcribe each item using Markdown's unordered list syntax (`-`). The mathematical expressions will be enclosed in single dollar signs for inline math.
+
+9. **Transcribe the final paragraph:** The final paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, including the mathematical expression `{0,1}`.
+
+10. **Transcribe the page number:** The page number "5" is at the bottom center. It should be included at the very end of the document.
+
+
+
+# 1 INTRODUÇÃO ÀS LINGUAGENS FORMAIS
+
+A Teoria das Linguagens Formais é um dos pilares da Ciência da Computação. Desenvolvida inicialmente pelo linguista Noam Chomsky na década de 1950, seu objetivo original era formalizar o estudo das linguagens naturais. Posteriormente, verificou-se que os mesmos formalismos eram aplicáveis — e extremamente úteis — na descrição de linguagens artificiais, especialmente linguagens de programação e na construção de compiladores (MENEZES, 2011).
+
+Compreender essa teoria permite ao profissional de computação entender os limites do que é computável, projetar linguagens de programação e construir ferramentas como compiladores, interpretadores e analisadores de texto. Conceitos dessa área são também aplicados em bioinformática, processamento de linguagem natural e verificação formal de sistemas (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002). De maneira complementar, o domínio de conceitos algorítmicos básicos — como estruturas de dados, recursão e análise de complexidade — é um pré-requisito importante para a compreensão dos modelos formais estudados nesta disciplina (MEDINA; FERTIG, 2006).
+
+Além dessas aplicações clássicas, a teoria das linguagens formais possui conexões profundas com a álgebra abstrata, a lógica matemática e a teoria dos grafos. O estudo de monoïdes livres, por exemplo, fornece uma base algébrica para a concatenação de cadeias, enquanto a lógica de segunda ordem sobre cadeias finitas corresponde exatamente às linguagens regulares (SIPSER, 2007). Essas conexões interdisciplinares tornam a área fundamental não apenas para a prática da computação, mas também para a pesquisa em ciência da computação teórica.
+
+## 1.1 Símbolos, Alfabetos e Cadeias
+
+Um **símbolo** (ou caractere) é uma entidade abstrata básica, não definida formalmente. Letras, dígitos e caracteres especiais são exemplos de símbolos. Símbolos são os átomos a partir dos quais construímos todas as estruturas da teoria.
+
+Um **alfabeto**, denotado $\Sigma$, é um conjunto **finito** e **não vazio** de símbolos. A restrição de finitude é essencial: embora as linguagens possam ser infinitas, o conjunto de símbolos base é sempre finito. Exemplos clássicos:
+
+* $\Sigma_1 = \{a,b\}$ — alfabeto binário;
+* $\Sigma_2 = \{0,1\}$ — alfabeto dos dígitos binários;
+* $\Sigma_3 = \{a,b,c,...,z\}$ — 26 letras minúsculas do alfabeto romano.
+
+A escolha do alfabeto depende do domínio de aplicação. Em computação, o alfabeto $\{0,1\}$ é fundamental para representação binária; em linguagens de programação, o alfa-
+
+5
+
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,49 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main body text:** The document starts with a paragraph of text. I will transcribe this paragraph directly, paying attention to special characters like `+`, `,`, `{`, and `}`.
+
+2. **Identify and transcribe the first section's heading and content:** There is a bolded phrase "Uma cadeia (ou palavra) sobre Σ é uma sequência finita de símbolos de Σ." followed by more text. This appears to be a sub-section or a definition. I will transcribe it as a regular paragraph, maintaining the bolding for emphasis.
+
+3. **Identify and transcribe the second section's heading and content:** Another bolded phrase "A n-ésima potência de uma cadeia w, denotada $w^n$, é a concatenação de w consigo mesma n vezes: $w^0 = \varepsilon$ e $w^n = w \cdot w^{n-1}$. Assim, para w = ab: $w^2 = abab$ e $w^3 = ababab$. A notação $a^n$ representa n cópias do símbolo a." follows. I will transcribe this as a regular paragraph, ensuring correct LaTeX for mathematical expressions.
+
+4. **Identify and transcribe the first boxed section:** This section has a blue header "Exemplo – Cadeias e Comprimentos". Inside, there's a paragraph "Seja Σ = {0, 1}. Considere as seguintes cadeias:" followed by a bulleted list. Each bullet point contains a string of symbols and its length. Finally, there's an observation about the property of lengths. I will transcribe this entire section, including the header, the introductory paragraph, the bullet points, and the final observation. The bullet points will be rendered using Markdown's unordered list syntax.
+
+5. **Identify and transcribe the second section's heading and content:** A new section begins with "1.1.1 Prefixo, Sufixo e Subpalavra". I will transcribe this as a level 2 heading.
+
+6. **Identify and transcribe the second section's content:** This section contains two paragraphs. The first paragraph defines prefix, suffix, and subword, and mentions a reference. The second paragraph provides an example and defines proper prefix/suffix. I will transcribe these paragraphs, ensuring correct LaTeX for mathematical expressions and symbols like `$\neq$`.
+
+7. **Identify and transcribe the third boxed section:** This section has a blue header "Contagem de Prefixos e Sufixos". Inside, there's a single sentence "Para uma cadeia w com $|w| = n$:". I will transcribe this entire section, including the header and the sentence.
+
+8. **Identify and transcribe the page number:** The page number "6" is at the bottom center. I will include this at the very end of the document.
+
+
+
+beto pode incluir letras, dígitos e símbolos especiais como +, ; e {. Independentemente do número de símbolos, a condição de finitude garante que possamos enumerar todos os elementos do alfabeto (MENEZES, 2011).
+
+Uma **cadeia** (ou palavra) sobre Σ é uma sequência finita de símbolos de Σ. A **cadeia vazia**, denotada ε, não contém nenhum símbolo e desempenha papel análogo ao do zero na aritmética: é o elemento neutro da concatenação. O **comprimento** de uma cadeia w, denotado |w|, é o número de símbolos que a compõem; em particular, |ε| = 0. A notação |w|_a indica o número de ocorrências do símbolo a em w. Exemplos sobre Σ = {a, b}: |abba| = 4, |abba|_a = 2, |abba|_b = 2.
+
+A **n-ésima potência** de uma cadeia w, denotada $w^n$, é a concatenação de w consigo mesma n vezes: $w^0 = \varepsilon$ e $w^n = w \cdot w^{n-1}$. Assim, para w = ab: $w^2 = abab$ e $w^3 = ababab$. A notação $a^n$ representa n cópias do símbolo a.
+
+### Exemplo – Cadeias e Comprimentos
+
+Seja Σ = {0, 1}. Considere as seguintes cadeias:
+
+* $w_1 = 0110$: $|w_1| = 4$, $|w_1|_0 = 2$, $|w_1|_1 = 2$;
+* $w_2 = 111$: $|w_2| = 3$, $|w_2|_0 = 0$, $|w_2|_1 = 3$;
+* $w_3 = \varepsilon$: $|w_3| = 0$.
+
+Observe que $w_1^2 = 01100110$ e $|w_1^2| = 2 \cdot |w_1| = 8$. De modo geral, vale a propriedade $|w^n| = n \cdot |w|$ para qualquer cadeia w e inteiro $n \ge 0$.
+
+## 1.1.1 Prefixo, Sufixo e Subpalavra
+
+Dada uma cadeia w, dizemos que x é **prefixo** de w se w = xy; **sufixo** se w = yx; e **subpalavra** se w = yxz, para cadeias y, z adequadas. Essas noções são essenciais na análise léxica de compiladores (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+Por exemplo, para w = abcb: os prefixos são ε, a, ab, abc, abcb; os sufixos são ε, b, cb, bcb, abcb; e as subpalavras incluem ε, a, b, c, ab, bc, cb, abc, bcb, abcb. Um prefixo (ou sufixo) x é dito **próprio** se $x \neq w$ e $x \neq \varepsilon$.
+
+Note que a cadeia vazia ε é prefixo, sufixo e subpalavra de qualquer cadeia w, e toda cadeia w é prefixo, sufixo e subpalavra de si mesma. Uma cadeia de comprimento n possui exatamente $n+1$ prefixos (incluindo ε e w) e $n+1$ sufixos. O número de subpalavras distintas pode ser menor que $\binom{n}{2} + n + 1$ devido a repetições (SIPSER, 2007).
+
+### Contagem de Prefixos e Sufixos
+
+Para uma cadeia w com $|w| = n$:
+
+6
+
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,58 @@
+
+1. **Identify and transcribe the initial bulleted list:** The document starts with a clear bulleted list. I will transcribe each item, including the mathematical expressions and symbols.
+
+2. **Identify and transcribe the section heading:** There is a level 2 heading "1.1.2 Exemplos de Cadeias". I will use `##` for this heading.
+
+3. **Transcribe the introductory paragraph under the heading:** The first paragraph under the heading contains standard text and a reference to "A Tabela [1.1]". I will transcribe it directly, ensuring the bracketed number is preserved.
+
+4. **Transcribe the table caption:** Below the table, there is a caption "Tabela 1.1: Cadeias sobre $\Sigma = \{a,b\}$ organizadas por comprimento.". I will transcribe this as a regular paragraph.
+
+5. **Convert the table to Markdown:** The table has three columns: "Comprimento", "$|\Sigma^n|$", and "Cadeias". The header row is slightly different, with "Comprimento" spanning two lines and "$|\Sigma^n|$" being a single line. The content rows are straightforward. I will use standard Markdown table syntax, ensuring correct alignment and content.
+
+6. **Identify and transcribe the second section heading:** There is another level 2 heading "1.2 Linguagens Formais e Fecho de Kleene". I will use `##` for this heading.
+
+7. **Transcribe the introductory paragraph under the second heading:** The first paragraph under this heading contains standard text and references to "fecho de Kleene", "$\Sigma^*$", "$\Sigma^0$", "$\Sigma^1$", "$\Sigma^n$", "$\Sigma^+$", and "SIPSER, 2007". I will transcribe it directly.
+
+8. **Transcribe the mathematical equation:** There is a displayed mathematical equation: "$\Sigma^* = \bigcup_{i=0}^\infty \Sigma^i = \Sigma^0 \cup \Sigma^1 \cup \Sigma^2 \cup \ldots$". I will use LaTeX syntax for this equation.
+
+9. **Transcribe the subsequent paragraphs:** The remaining text consists of two more paragraphs. The first paragraph contains references to "$\Sigma^0$", "$\Sigma^1$", "$\Sigma^n$", "$\Sigma^+$", and "Tabela [1.2]". The second paragraph contains a reference to "Figura [1.1]". I will transcribe these paragraphs directly, preserving the bracketed numbers.
+
+10. **Transcribe the page number:** At the bottom center of the page, there is the page number "7". I will include this at the very end of the document.
+
+
+
+* Número de prefixos (incluindo $\varepsilon$ e $w$): $n+1$
+* Número de prefixos próprios: $n-1$
+* Número de sufixos (incluindo $\varepsilon$ e $w$): $n+1$
+* Número de sufixos próprios: $n-1$
+
+## 1.1.2 Exemplos de Cadeias
+
+Sobre $\Sigma = \{a,b\}$: $\varepsilon$, $a$, $b$ são cadeias de comprimento 0 ou 1; $ab$, $ba$, $aa$, $bb$ são cadeias de comprimento 2; $abba$ e $aabb$ são cadeias de comprimento 4.
+
+A Tabela [1.1] organiza as cadeias de comprimento 0 a 3 sobre o alfabeto $\Sigma = \{a,b\}$, evidenciando que o número de cadeias de comprimento $n$ é $|\Sigma|^n = 2^n$.
+
+Tabela 1.1: Cadeias sobre $\Sigma = \{a,b\}$ organizadas por comprimento.
+
+| Comprimento | $|\Sigma^n|$ | Cadeias |
+|---|---|---|
+| $n$ | | |
+| 0 | 1 | $\varepsilon$ |
+| 1 | 2 | $a, b$ |
+| 2 | 4 | $aa, ab, ba, bb$ |
+| 3 | 8 | $aaa, aab, aba, abb, baa, bab, bba, bbb$ |
+
+## 1.2 Linguagens Formais e Fecho de Kleene
+
+O **fecho de Kleene** de $\Sigma$, denotado $\Sigma^*$, é o conjunto de todas as cadeias sobre $\Sigma$, incluindo $\varepsilon$:
+
+$$\Sigma^* = \bigcup_{i=0}^\infty \Sigma^i = \Sigma^0 \cup \Sigma^1 \cup \Sigma^2 \cup \ldots$$
+
+onde $\Sigma^0 = \{\varepsilon\}$, $\Sigma^1 = \Sigma$, e $\Sigma^n$ é o conjunto das cadeias de comprimento $n$. O **fecho positivo** $\Sigma^+ = \Sigma^* - \{\varepsilon\}$ exclui a cadeia vazia. Note que $\Sigma^*$ é sempre infinito e que $|\Sigma^n| = |\Sigma|^n$ (SIPSER, 2007).
+
+Uma **linguagem formal** $L$ sobre $\Sigma$ é qualquer subconjunto de $\Sigma^*$: $L \subseteq \Sigma^*$. Essa definição é bastante geral: inclui desde a linguagem vazia $\emptyset$ até $\Sigma^*$ inteiro. A linguagem vazia $\emptyset$ (nenhuma cadeia) difere de $\{\varepsilon\}$ (contém exatamente a cadeia vazia). A Tabela [1.2] apresenta exemplos.
+
+A Figura [1.1] ilustra a relação entre o alfabeto $\Sigma$, o fecho de Kleene $\Sigma^*$ e uma linguagem $L \subseteq \Sigma^*$, mostrando que toda linguagem é um subconjunto do universo de cadeias possíveis.
+
+7
+
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@@ -0,0 +1,50 @@
+
+1. **Identify and transcribe the image and its caption:** The document contains an image with a mathematical diagram and a caption below it. I will first transcribe the caption "Figura 1.1: Relação entre Σ, L e Σ*: toda linguagem L é um subconjunto de Σ*." and then insert an image placeholder for the diagram.
+
+2. **Identify and transcribe the table caption:** Below the image, there is a table caption "Tabela 1.2: Exemplos de linguagens formais." I will transcribe this as a regular paragraph before the table.
+
+3. **Transcribe the table structure:** The table has three columns: "Alfabeto", "Linguagem L", and "Exemplos". I will create a Markdown table with these headers. I need to ensure correct alignment and content for each cell, including mathematical expressions like $|w|$ and $n \geq 1$.
+
+4. **Identify and transcribe the section heading:** There is a green box with a heading "Distinção Fundamental". This is a level 3 heading in the original document, so I will use `###` in Markdown.
+
+5. **Transcribe the introductory sentence and bullet points:** Inside the green box, there is an introductory sentence "É crucial distinguir três conceitos:" followed by three bullet points. I will transcribe these as a paragraph and then use Markdown list items for the bullet points.
+
+6. **Transcribe the concluding sentence:** After the bullet points, there is a final sentence "Confundir esses conceitos é um dos erros mais frequentes em provas e exercícios." I will transcribe this as a regular paragraph.
+
+7. **Identify and transcribe the main section heading:** The document has a main section heading "1.3 Operações sobre Cadeias e Linguagens". This is a level 2 heading, so I will use `##` in Markdown.
+
+8. **Transcribe the paragraph under the main heading:** There is a single paragraph under the main heading. I will transcribe this paragraph, paying attention to mathematical expressions like $xy$, $w = a_1a_2\cdots a_n$, $w^R = \varepsilon$, and $L^* = \bigcup_{i=0}^\infty L^i$. I will also ensure correct rendering of the set notation $\{x, y\}$ and the union symbol $\cup$.
+
+9. **Transcribe the page number:** At the bottom center of the page, there is the page number "8". I will include this at the very end of the document.
+
+
+
+
+Figura 1.1: Relação entre Σ, L e Σ*: toda linguagem L é um subconjunto de Σ*.
+
+Tabela 1.2: Exemplos de linguagens formais.
+
+| Alfabeto | Linguagem L | Exemplos |
+|---|---|---|
+| {0, 1} | {w | |w| é par} | ε, 00, 01, 10 |
+| {a, b} | {a^n b^n | n ≥ 1} | ab, aabb |
+| {a, b} | {w | w = w^R} (palíndromos) | a, aba, abba |
+
+### Distinção Fundamental
+
+É crucial distinguir três conceitos:
+
+* A linguagem vazia ∅ não contém nenhuma cadeia: |∅| = 0.
+* A linguagem {ε} contém exatamente uma cadeia (a cadeia vazia): |{ε}| = 1.
+* A cadeia vazia ε é um elemento (uma cadeia), não uma linguagem.
+
+Confundir esses conceitos é um dos erros mais frequentes em provas e exercícios.
+
+## 1.3 Operações sobre Cadeias e Linguagens
+
+A concatenação de duas cadeias x e y, denotada xy, é a justaposição de seus símbolos. É associativa, possui ε como elemento neutro, mas não é comutativa. A reversa de w = a_1a_2\cdots a_n, denotada w^R, é a_n\cdots a_2a_1; em particular, ε^R = ε. Uma cadeia w com w = w^R é um palíndromo (SIPSER, 2007).
+
+Sobre linguagens, definem-se: união L_1 ∪ L_2, concatenação L_1L_2 = {xy | x ∈ L_1, y ∈ L_2}, interseção L_1 ∩ L_2, complemento L̄ = Σ* - L e fecho de Kleene L* = ∪_{i=0}^\infty L^i. Por exemplo, para L_1 = {a, ab} e L_2 = {b, ba}: L_1 ∪ L_2 = {a, ab, b, ba} e L_1L_2 = {ab, aba, abb, abba}. Essas operações permitem construir linguagens complexas a partir de linguagens simples.
+
+8
+
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@@ -0,0 +1,50 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main title:** The document starts with a clear title "Exemplo – Operações sobre Linguagens". This should be rendered as a level 2 heading in Markdown.
+
+2. **Transcribe the example content:** Below the main title, there is a block of text that appears to be an example or definition. It contains bullet points and mathematical expressions. I will transcribe each line as it appears, ensuring correct rendering of mathematical symbols using LaTeX syntax (e.g., `$L_1 = \{a, ab\}$`, `$L_2 = \{b, ba\}$`, `$\Sigma = \{a, b\}$`, `$L_1 \cup L_2 = \{a, ab, b, ba\}$`, `$L_1 \cdot L_2 = \{ab, aba, abb, abba\}$`, `$L_1 \cap L_2 = \emptyset$`, `$L_1^R = \{a, ba\}$`). The bullet points will be preserved using Markdown's unordered list syntax.
+
+3. **Transcribe the first section header:** There is a section header "1.3.1 Representações de Linguagens". This should be a level 3 heading in Markdown.
+
+4. **Transcribe the first paragraph under the first section header:** This paragraph contains several numbered items and bolded terms. I will transcribe it directly, ensuring bolding is applied where present (e.g., "enumeração", "compreensão", "gramáticas formais", "autômatos"). Mathematical expressions like `$L = \{a^n b^n | n \geq 1\}$` will also be rendered using LaTeX.
+
+5. **Transcribe the second paragraph under the first section header:** This paragraph is a standard text paragraph. I will transcribe it directly.
+
+6. **Transcribe the second section header:** There is another section header "1.3.2 Potência e Fecho de uma Linguagem". This should also be a level 3 heading in Markdown.
+
+7. **Transcribe the first paragraph under the second section header:** This paragraph contains mathematical expressions for power and Kleene star operations (`$L^0 = \{\epsilon\}$`, `$L^n = L \cdot L^{n-1}$`, `$L^* = \bigcup_{i=0}^\infty L^i$`, `$L^+ = \bigcup_{i=1}^\infty L^i$`). These will be rendered using LaTeX. The text mentions "SIPSER, 2007".
+
+8. **Transcribe the second paragraph under the second section header:** This paragraph contains more mathematical expressions and references ("Por exemplo, para $L = \{a, ab\}$: $L^0 = \{\epsilon\}$, $L^1 = \{a, ab\}$, $L^2 = \{aa, aab, aba, abab\}$." and "$L^+ = L \cdot L^*$, ou equivalentemente, $L^* = \{\epsilon\} \cup L^+$"). It also includes a reference to "MENEZES, 2011".
+
+9. **Transcribe the page number:** At the bottom center of the page, there is a page number "9". This should be included at the very end of the document.
+
+
+
+## Exemplo – Operações sobre Linguagens
+
+Sejam $L_1 = \{a, ab\}$ e $L_2 = \{b, ba\}$ sobre $\Sigma = \{a, b\}$. Calculemos:
+
+* **União:** $L_1 \cup L_2 = \{a, ab, b, ba\}$
+* **Concatenação:** $L_1 \cdot L_2 = \{ab, aba, abb, abba\}$
+* **Interseção:** $L_1 \cap L_2 = \emptyset$ (nenhum elemento em comum)
+* **Reversa:** $L_1^R = \{a, ba\}$
+
+Observe que a concatenação $L_1 \cdot L_2$ é obtida concatenando cada cadeia de $L_1$ com cada cadeia de $L_2$: $a \cdot b = ab$, $a \cdot ba = aba$, $ab \cdot b = abb$, $ab \cdot ba = abba$.
+
+### 1.3.1 Representações de Linguagens
+
+Linguagens podem ser representadas por: (1) **enumeração** — listar todas as cadeias, viável apenas para linguagens finitas; (2) **compreensão** — descrever por propriedade, ex.: $L = \{a^n b^n | n \geq 1\}$; (3) **gramáticas formais** — regras que geram as cadeias; (4) **autômatos** — máquinas que reconhecem as cadeias (MENEZES, 2011).
+
+Para cada classe na Hierarquia de Chomsky, existem formalismos geradores (gramáticas) e reconhecedores (autômatos) equivalentes. Essa dualidade é um dos resultados mais elegantes da teoria. Duas representações são **equivalentes** quando definem exatamente a mesma linguagem.
+
+A escolha da representação depende do objetivo: para especificar padrões de busca, expressões regulares são mais convenientes; para implementar reconhecedores, autômatos finitos são preferíveis; para descrever a sintaxe de linguagens de programação, gramáticas livres de contexto são o padrão (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+### 1.3.2 Potência e Fecho de uma Linguagem
+
+A **potência** de uma linguagem é definida como $L^0 = \{\epsilon\}$ e $L^n = L \cdot L^{n-1}$ para $n \geq 1$. O **fecho de Kleene** de $L$ é $L^* = \bigcup_{i=0}^\infty L^i$ e o **fecho positivo** é $L^+ = \bigcup_{i=1}^\infty L^i$. Essas operações são fundamentais na definição de expressões regulares e na especificação de padrões em compiladores (SIPSER, 2007).
+
+Por exemplo, para $L = \{a, ab\}$: $L^0 = \{\epsilon\}$, $L^1 = \{a, ab\}$, $L^2 = \{aa, aab, aba, abab\}$.
+
+Observe que $L^+ = L \cdot L^*$, ou equivalentemente, $L^* = \{\epsilon\} \cup L^+$. Quando $\epsilon \in L$, temos $L^* = L^+$, pois a cadeia vazia já está presente na potência $L^1$. Caso contrário, $L^*$ e $L^+$ diferem apenas pela presença de $\epsilon$ (MENEZES, 2011).
+
+9
+
\ No newline at end of file
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,39 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main heading:** The document starts with "1.4 A Hierarquia de Chomsky — Visão Geral". This is a level 2 heading based on its size and position.
+
+2. **Transcribe the first paragraph:** The first paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, including the reference to "Figura 1.2".
+
+3. **Handle the image and its caption:** There is an image depicting the Chomsky hierarchy. I need to insert an image placeholder `` immediately after the paragraph that references it. The caption "Figura 1.2: Hierarquia de Chomsky: relação de inclusão estrita entre os quatro tipos de linguagens." should be placed directly below the image placeholder.
+
+4. **Transcribe the table-like structure:** Below the image, there's a structured list that resembles a table with a header "Resumo da Hierarquia de Chomsky". Each item is a bullet point with a type number followed by a description. This can be represented as a Markdown table for better readability and structure, even though it's not a traditional data table. The header row will be "Tipo" and "Descrição", and the content rows will follow. The math expression `$\{a^n b^n c^n | n \ge 1\}$` needs to be rendered using LaTeX.
+
+5. **Identify and transcribe the second main heading:** The document continues with "1.5 Aplicações: Fases de um Compilador". This is another level 2 heading.
+
+6. **Transcribe the final paragraph:** The last paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, including the reference to "HOPCROFT".
+
+7. **Transcribe the page number:** The page number "10" is at the bottom center. I will include it at the very end of the document.
+
+
+
+## 1.4 A Hierarquia de Chomsky — Visão Geral
+
+A Hierarquia de Chomsky classifica as gramáticas (e as linguagens que elas geram) em quatro tipos, do mais restrito ao mais geral. Cada tipo corresponde a um modelo computacional de reconhecimento com poder expressivo crescente (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+A Figura 1.2 apresenta visualmente a relação de inclusão entre os quatro tipos. Cada classe está estritamente contida na classe superior, ou seja, existem linguagens em cada nível que não pertencem ao nível inferior.
+
+
+Figura 1.2: Hierarquia de Chomsky: relação de inclusão estrita entre os quatro tipos de linguagens.
+
+| Tipo | Descrição |
+|---|---|
+| Tipo 3 – Regulares | reconhecidas por autômatos finitos. Exemplos: identificadores, constantes numéricas. |
+| Tipo 2 – Livres de Contexto | reconhecidas por autômatos com pilha. Exemplos: expressões aritméticas, parênteses balanceados. |
+| Tipo 1 – Sensíveis ao Contexto | reconhecidas por autômatos linearmente limitados. Exemplo: $\{a^n b^n c^n | n \ge 1\}$. |
+| Tipo 0 – Recursivamente Enumeráveis | reconhecidas por máquinas de Turing. Incluem linguagens para as quais não existe algoritmo de decisão. |
+
+## 1.5 Aplicações: Fases de um Compilador
+
+Um compilador traduz código-fonte de alto nível para linguagem de máquina. A teoria das linguagens formais fundamenta suas três principais fases de análise (HOPCROFT;
+
+10
+
\ No newline at end of file
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,45 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main heading and author/date:** The document starts with "ULLMAN; MOTWANI, 2002):". This is a simple text line.
+
+2. **Identify and transcribe the bulleted list:** There are three bullet points. Each point begins with a bolded term followed by a colon and then the description. I will use Markdown's unordered list syntax (`- `) for these items. The italicized word "tokens" within the list items needs to be preserved using single asterisks.
+
+3. **Identify and transcribe the paragraph following the list:** This is a standard paragraph of text. I will transcribe it directly, ensuring correct punctuation and capitalization.
+
+4. **Identify and transcribe the reference to Figure 1.3:** The text mentions "A Figura 1.3 ilustra...". I will transcribe this as a regular paragraph.
+
+5. **Identify and transcribe the image and its caption:** There is an image showing a flowchart. Below the image, there is a caption "Figura 1.3: Fases de análise de um compilador e os formalismos associados.". I will insert an image placeholder `` followed by the caption.
+
+6. **Identify and transcribe the next paragraph:** This is another standard paragraph of text. I will transcribe it directly.
+
+7. **Identify and transcribe the section header:** "1.6 Lista de Exercícios" is a level 2 heading. I will use `##` for this.
+
+8. **Identify and transcribe the numbered list under the exercise header:** There is a numbered list item "1. Qual foi o propósito inicial que motivou o desenvolvimento da Teoria das Linguagens Formais?". I will use Markdown's ordered list syntax (`1. `).
+
+9. **Identify and transcribe the sub-lists under the exercise:** Under the first exercise item, there are two lettered sub-items "(a)" and "(b)". These are nested lists. I will use Markdown's ordered list syntax for the main item and then use unordered list syntax for the sub-items to maintain the visual hierarchy.
+
+10. **Identify and transcribe the page number:** The page number "11" is at the bottom center. I will include this at the very end of the document.
+
+
+
+ULLMAN; MOTWANI, 2002):
+
+* **Análise Léxica:** varre o código-fonte identificando *tokens* (palavras reservadas, identificadores, operadores). Baseia-se em linguagens regulares e autômatos finitos.
+* **Análise Sintática:** verifica se a sequência de *tokens* obedece à gramática da linguagem. Baseia-se em linguagens livres de contexto e autômatos com pilha.
+* **Análise Semântica:** verifica aspectos de significado, como compatibilidade de tipos e escopo de variáveis.
+
+Autômatos finitos são úteis na modelagem de circuitos digitais e na análise léxica; gramáticas apoiam o reconhecimento de estruturas recursivas em linguagens de programação. Essas ferramentas teóricas são, portanto, indispensáveis na engenharia de compiladores modernos (SIPSER, 2007).
+A Figura 1.3 ilustra as fases de análise de um compilador, mostrando como o código-fonte é processado sequencialmente. Cada fase utiliza formalismos distintos da teoria das linguagens formais: a análise léxica emprega autômatos finitos (Tipo 3), a análise sintática emprega gramáticas livres de contexto (Tipo 2), e a análise semântica utiliza técnicas que transcendem as linguagens livres de contexto (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+
+Figura 1.3: Fases de análise de um compilador e os formalismos associados.
+
+Além das fases de análise, um compilador realiza fases de síntese (geração e otimização de código). A tabela de símbolos, que armazena informações sobre identificadores, é uma estrutura compartilhada entre todas as fases. Ferramentas como lex (análise léxica) e yacc (análise sintática) automatizam a geração dessas fases a partir de especificações formais, demonstrando a aplicação direta da teoria na prática (DIVERIO; MENEZES, 2008).
+
+## 1.6 Lista de Exercícios
+
+1. Qual foi o propósito inicial que motivou o desenvolvimento da Teoria das Linguagens Formais?
+ * (a) Investigar hardware para Assembly.
+ * (b) Analisar sistemas de arquivos.
+
+11
+
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,41 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main content blocks:** The document contains several numbered questions (2, 3, 4) each followed by multiple-choice options (a, b, c, d, e). I will transcribe these blocks sequentially.
+
+2. **Handle multi-line content within list items:** Some of the list items contain long sentences that wrap to the next line. Markdown's unordered list syntax handles this naturally, so no special formatting is needed beyond ensuring the full text is captured.
+
+3. **Transcribe the page number:** At the bottom center of the page, there is a page number "12". This should be included at the very end of the document.
+
+4. **Ensure correct Markdown syntax for lists:** All questions and their corresponding options are standard ordered lists. I will use hyphens (`-`) for the main questions and parentheses `(a), (b), (c), (d), (e)` for the sub-options. Indentation will be maintained to reflect the hierarchical structure.
+
+
+
+(c) Desenvolver teorias relacionadas às linguagens naturais, verificando depois aplicabilidade em linguagens artificiais.
+(d) Melhorar velocidade de execução.
+(e) Projetar módulos de rede.
+
+2. Quais são as três análises mais comuns realizadas por um compilador?
+
+(a) Simbólica, lexical, interpretativa.
+(b) Léxica, sintática e semântica.
+(c) Formal, gráfica, heurística.
+(d) Recursiva, linear, exponencial.
+(e) Convergente, divergente, otimização.
+
+3. Como funcionam as fases de análise léxica, sintática e semântica?
+
+(a) Léxica identifica erros lógicos; sintática atribui significado; semântica separa variáveis.
+(b) Léxica garante operações corretas; sintática converte para máquina; semântica verifica CPU.
+(c) Léxica varre código identificando tokens; sintática verifica estrutura (gramática); semântica checa significado (tipos corretos).
+(d) Léxica trata formatação; sintática traduz para Assembly; semântica decide plataformas.
+(e) Léxica substitui instruções; sintática monta declarações; semântica ignora símbolos.
+
+4. Qual é o papel dos autômatos finitos e das gramáticas em compiladores?
+
+(a) Autômatos não têm aplicação em análise léxica.
+(b) Autômatos são úteis na modelagem de circuitos digitais e análise léxica; gramáticas apoiam reconhecimento de estruturas recursivas.
+(c) Gramáticas foram substituídas por técnicas semânticas.
+(d) Autômatos e gramáticas são um único conceito.
+(e) Ambos só aparecem em linguagens de alto nível.
+
+12
+
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-15.md
@@ -0,0 +1,47 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main heading:** The document starts with a clear level 2 heading "2 CONCEITOS SOBRE LINGUAGENS FORMAIS". This will be converted to an H2 Markdown header.
+
+2. **Transcribe the introductory paragraph:** The first paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, paying attention to bolded words like "gramáticas formais" and "Hierarquia de Chomsky".
+
+3. **Transcribe the second paragraph:** The second paragraph is also a standard block of text. I will transcribe it directly, noting the reference "(SIPSER, 2007)".
+
+4. **Transcribe the third paragraph:** The third paragraph is another standard block of text. I will transcribe it directly, noting the reference "(HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002)" and the italicized phrase "Backus-Naur Form".
+
+5. **Identify and transcribe the sub-heading:** There is a sub-heading "2.1 Gramáticas Formais". This will be converted to an H3 Markdown header.
+
+6. **Transcribe the fourth paragraph:** The fourth paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, noting the bolded words "gramática formal", "variáveis", "terminais", "regras de produção", and "símbolo inicial".
+
+7. **Transcribe the fifth paragraph:** The fifth paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, noting the mathematical notation $\alpha \rightarrow \beta$ and $A \rightarrow \alpha_1 | \alpha_2 | \dots | \alpha_n$.
+
+8. **Identify and transcribe the table:** There is a table titled "Componentes de uma Gramática". I will create a Markdown table with two columns: the first column for the component name and the second for its description.
+ - The first row contains the title "Componentes de uma Gramática".
+ - The subsequent rows list the components: "V — variáveis (não-terminais)", "T — terminais", "P — regras de produção", and "S — símbolo inicial".
+ - Each component has a corresponding description in the second column.
+
+9. **Transcribe the page number:** The page number "13" is at the bottom center. This will be included at the very end of the document.
+
+
+
+## 2 CONCEITOS SOBRE LINGUAGENS FORMAIS
+
+Neste capítulo, estudamos os mecanismos que permitem definir e gerar linguagens de maneira precisa: as **gramáticas formais**. Uma gramática é um conjunto finito de regras que especifica como construir todas as cadeias de uma linguagem, mesmo quando essa linguagem é infinita. Além disso, apresentamos a célebre **Hierarquia de Chomsky**, que classifica as gramáticas em quatro tipos fundamentais, cada um associado a um modelo computacional de reconhecimento (MENEZES, 2011).
+
+A Hierarquia de Chomsky organiza todo o estudo da disciplina e é um dos resultados mais importantes da ciência da computação teórica. Compreendê-la permite situar cada formalismo no contexto correto e entender o poder expressivo de cada classe de linguagens (SIPSER, 2007).
+
+Gramáticas formais foram inicialmente propostas por Noam Chomsky para modelar a estrutura das linguagens naturais, mas rapidamente se mostraram indispensáveis na descrição de linguagens de programação. A notação BNF (*Backus-Naur Form*), amplamente utilizada na especificação de linguagens como Algol, Pascal e C, é essencialmente uma gramática livre de contexto (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+### 2.1 Gramáticas Formais
+
+Uma **gramática formal** é uma quádrupla $G = (V, T, P, S)$, onde: $V$ é o conjunto finito de **variáveis** (não-terminais); $T$ é o conjunto finito de **terminais**, com $V \cap T = \emptyset$; $P$ é o conjunto finito de **regras de produção**; e $S \in V$ é o **símbolo inicial**. Os terminais são os símbolos que aparecem nas cadeias finais; as variáveis são auxiliares no processo de geração (SIPSER, 2007).
+
+Cada regra tem a forma $\alpha \rightarrow \beta$, onde $\alpha$ contém ao menos uma variável. Quando uma variável $A$ possui múltiplas produções, usamos a notação $A \rightarrow \alpha_1 | \alpha_2 | \dots | \alpha_n$.
+
+| Componente | Descrição |
+| :--------- | :-------- |
+| V — variáveis (não-terminais) | símbolos auxiliares usados na geração. Convenção: letras maiúsculas ($S, A, B, \dots$). |
+| T — terminais | símbolos que compõem as cadeias finais. Convenção: letras minúsculas ($a, b, c, \dots$) ou dígitos. |
+| P — regras de produção | definem como substituir cadeias contendo variáveis. |
+| S — símbolo inicial | variável a partir da qual toda derivação começa. |
+
+13
+
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-16.md
@@ -0,0 +1,63 @@
+
+1. **Identify and transcribe the initial boxed text:** The document starts with a boxed paragraph. This should be transcribed as a regular paragraph, preserving the content and line breaks.
+
+2. **Identify and transcribe the main heading:** There is a clear section heading "2.1.1 Exemplo de Gramática". This should be rendered as an H2 Markdown heading.
+
+3. **Transcribe the first paragraph under the main heading:** This paragraph contains mathematical expressions and symbols. I need to ensure these are correctly rendered using LaTeX syntax for inline math (`$...$`). The word "equivalentes" is bolded, so it will be rendered with `**`.
+
+4. **Identify and transcribe the sub-heading within the box:** Inside the blue box, there's a sub-heading "Exemplo – Gramática para Palíndromos". This should be an H3 Markdown heading.
+
+5. **Transcribe the second paragraph under the sub-heading:** This paragraph also contains mathematical expressions and symbols. I need to ensure these are correctly rendered using LaTeX syntax. The derivation steps are presented in a list-like format, which can be represented using Markdown's blockquote or just plain text if it's not a true list. Given the structure, a simple paragraph with the derivation steps is appropriate.
+
+6. **Transcribe the third paragraph under the sub-heading:** This paragraph contains a mathematical expression. I need to ensure this is correctly rendered using LaTeX syntax.
+
+7. **Identify and transcribe the main heading for the next section:** There is another section heading "2.2 Derivação e Linguagem Gerada". This should be rendered as an H2 Markdown heading.
+
+8. **Transcribe the first paragraph under the new main heading:** This paragraph contains several mathematical expressions and symbols, including superscripts and subscripts. These need to be rendered using LaTeX syntax. The phrase "deriva diretamente" is bolded, so it will be rendered with `**`.
+
+9. **Transcribe the second paragraph under the new main heading:** This paragraph contains a mathematical expression. I need to ensure this is correctly rendered using LaTeX syntax.
+
+10. **Transcribe the third paragraph under the new main heading:** This paragraph contains several mathematical expressions and symbols, including superscripts and subscripts. These need to be rendered using LaTeX syntax. The phrase "formas sentenciais e sentenças" is bolded, so it will be rendered with `**`.
+
+11. **Identify and transcribe the sub-heading for the final section:** There is a sub-heading "2.2.1 Árvore de Derivação". This should be rendered as an H3 Markdown heading.
+
+12. **Transcribe the final paragraph:** This paragraph contains a mathematical symbol (epsilon) and a reference to "Tipo 2". I need to ensure the epsilon is rendered using LaTeX syntax.
+
+13. **Transcribe the page number:** The page number "14" at the bottom center of the page should be included.
+
+
+
+A condição $V \cap T = \emptyset$ garante que não há ambiguidade sobre a natureza de cada símbolo.
+
+## 2.1.1 Exemplo de Gramática
+
+Considere $G_1 = (\{S\}, \{a,b\}, P, S)$ com $P = \{S \to aSb | ab\}$. Essa gramática gera $L(G_1) = \{a^n b^n | n \geq 1\}$. Para derivar $aaabbb$: $S \Rightarrow aSb \Rightarrow aaSbb \Rightarrow aaabbb$.
+
+Outra gramática $G_2 = (\{S,A\}, \{a,b\}, \{S \to aAb, A \to aAb | \varepsilon\}, S)$ gera a mesma linguagem. Gramáticas que geram a mesma linguagem são ditas **equivalentes**.
+
+### Exemplo – Gramática para Palíndromos
+
+A gramática $G_3 = (\{S\}, \{a,b\}, P, S)$ com produções:
+
+$$S \to aSa | bSb | a | b | \varepsilon$$
+
+gera a linguagem dos palíndromos sobre $\{a,b\}$: $L(G_3) = \{w \in \{a,b\}^* | w = w^R\}$. Derivação de $abba$:
+
+$$S \Rightarrow aSa \Rightarrow abSba \Rightarrow ab\varepsilon ba = abba$$
+
+Note que as produções $S \to a$ e $S \to b$ geram palíndromos de comprimento ímpar, enquanto $S \to \varepsilon$ gera palíndromos de comprimento par.
+
+## 2.2 Derivação e Linguagem Gerada
+
+A **derivação** consiste na aplicação sucessiva de regras de produção a partir de $S$. Dizemos que $\alpha$ **deriva diretamente** $\beta$ ($\alpha \Rightarrow \beta$) se $\beta$ é obtida substituindo em $\alpha$ uma ocorrência do lado esquerdo de alguma produção pelo respectivo lado direito. A notação $\alpha \Rightarrow^* \beta$ indica zero ou mais passos de derivação (MENEZES, 2011).
+
+A **linguagem gerada** por $G$ é $L(G) = \{w \in T^* | S \Rightarrow^* w\}$, ou seja, todas as cadeias de terminais deriváveis a partir de $S$. A cadeia $w$ pertence a $L(G)$ se e somente se pode ser obtida por uma sequência finita de aplicações de regras de produção.
+
+É importante distinguir entre **formas sentenciais** e **sentenças**. Uma forma sentencial é qualquer cadeia $\alpha \in (V \cup T)^*$ tal que $S \Rightarrow^* \alpha$; ela pode conter variáveis. Uma sentença é uma forma sentencial que pertence a $T^*$, ou seja, não contém variáveis. Assim, $L(G)$ é o conjunto de todas as sentenças deriváveis a partir de $S$ (SIPSER, 2007).
+
+### 2.2.1 Árvore de Derivação
+
+Para gramáticas livres de contexto (Tipo 2), cada derivação pode ser representada por uma **árvore de derivação** (ou árvore sintática). A raiz é o símbolo inicial $S$, os nós internos são variáveis e as folhas são terminais ou $\varepsilon$. A leitura das folhas da esquerda para
+
+14
+
\ No newline at end of file
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,53 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main body text:** The document starts with a paragraph of text. I will transcribe this text directly, paying attention to special characters like arrows ($\Rightarrow$) and mathematical expressions (e.g., $G_1$, $S \rightarrow aSb | ab$).
+
+2. **Handle the first image and its caption:** There is an image of a derivation tree. I will insert an image placeholder `` immediately after the text that references it. Then, I will transcribe the caption "Figura 2.1: Árvore de derivação de $aabb$ na gramática $G_1$: $S \Rightarrow aSb \Rightarrow aabb$.".
+
+3. **Transcribe the second paragraph:** After the first image, there's another paragraph of text. I will transcribe this paragraph, ensuring correct transcription of the word "ambígua" and the reference "(LEWIS; PAPADIMITRIOU, 2004)".
+
+4. **Identify and transcribe the section heading:** There is a section heading "2.3 Hierarquia de Chomsky". This should be rendered as a level 2 heading in Markdown.
+
+5. **Transcribe the third paragraph:** Following the section heading, there's another paragraph of text. I will transcribe this paragraph, including the reference "(HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002)".
+
+6. **Handle the table caption:** There is a table caption "Tabela 2.1: Hierarquia de Chomsky.". I will place this before the table.
+
+7. **Convert the table to Markdown:**
+ * **Determine columns:** The table has four columns: "Tipo", "Gramática", "Restrições", and "Reconhecedor".
+ * **Extract headers:** The headers are straightforward: "Tipo", "Gramática", "Restrições", "Reconhecedor".
+ * **Extract rows and content:** I will go row by row, transcribing the content accurately.
+ * Row 1: "0", "Irrestrita", "$\alpha \rightarrow \beta$, sem restrições adicionais", "Máquina de Turing"
+ * Row 2: "1", "Sensível ao Contexto", "$|\alpha| \le |\beta|$", "Aut. Lin. Limitado"
+ * Row 3: "2", "Livre de Contexto", "$A \rightarrow \alpha$, com $A \in V$", "Autômato com Pilha"
+ * Row 4: "3", "Regular", "$A \rightarrow aB$ ou $A \rightarrow a$", "Autômato Finito"
+ * **Markdown table syntax:** I will use standard Markdown table syntax `| header | header | ... |` for the header and `|---|---|...|` for the separator line, followed by `| cell | cell | ... |` for each data row.
+
+8. **Transcribe the final two paragraphs:** There are two more paragraphs at the bottom. I will transcribe these, including the reference "(2.2)" which appears to be a figure number, and the page number "15" at the very bottom.
+
+
+
+a direita produz a cadeia derivada. Árvores de derivação são a base da análise sintática em compiladores (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+A Figura 2.1 mostra a árvore de derivação da cadeia $aabb$ na gramática $G_1$ com as produções $S \rightarrow aSb | ab$.
+
+
+Figura 2.1: Árvore de derivação de $aabb$ na gramática $G_1$: $S \Rightarrow aSb \Rightarrow aabb$.
+
+Uma gramática é **ambígua** se existe pelo menos uma cadeia com mais de uma árvore de derivação distinta. A ambiguidade é indesejável em linguagens de programação, pois pode levar a interpretações diferentes do mesmo programa. Técnicas de desambiguação incluem a reformulação da gramática e o uso de regras de precedência (LEWIS; PAPADIMITRIOU, 2004).
+
+## 2.3 Hierarquia de Chomsky
+
+Chomsky (1956) classificou as gramáticas em quatro tipos conforme as restrições sobre suas produções. A cada tipo corresponde uma classe de linguagens e um dispositivo de reconhecimento (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+Tabela 2.1: Hierarquia de Chomsky.
+
+| Tipo | Gramática | Restrições | Reconhecedor |
+|---|---|---|---|
+| 0 | Irrestrita | $\alpha \rightarrow \beta$, sem restrições adicionais | Máquina de Turing |
+| 1 | Sensível ao Contexto | $|\alpha| \le |\beta|$ | Aut. Lin. Limitado |
+| 2 | Livre de Contexto | $A \rightarrow \alpha$, com $A \in V$ | Autômato com Pilha |
+| 3 | Regular | $A \rightarrow aB$ ou $A \rightarrow a$ | Autômato Finito |
+
+A relação de inclusão estrita entre as classes é: Regulares $\subset$ Livres de Contexto $\subset$ Sensíveis ao Contexto $\subset$ Recursivamente Enumeráveis. Em cada nível, existem linguagens que não pertencem à classe inferior.
+A Figura 2.2 ilustra essa relação de inclusão, mostrando exemplos de linguagens pertencentes a cada nível mas não ao nível inferior. Essa organização hierárquica guia o
+
+15
+
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,48 @@
+
+1. **Identify and transcribe the initial paragraph:** The document starts with a single paragraph of text. I will transcribe this text directly, ensuring correct punctuation and spacing.
+
+2. **Handle the diagram/flowchart:** There is a visual diagram that represents a hierarchy of languages. This is not a standard Markdown table or image placeholder that can be easily represented with text alone. I will describe its content in detail using Markdown headings and bullet points to maintain the hierarchical structure, as direct conversion to an image placeholder would lose the semantic information about the levels. The text "Tipo 0 – Rec. Enumeráveis" is a main category, followed by "Tipo 1 – Sens. ao Contexto", "Tipo 2 – Livres de Contexto", and "Tipo 3 – Regulares". Under "Tipo 3 – Regulares", there are two examples: "$a^n b^n$" and "$a^n b^n c^n$". The last item is "$L_{Halt}$ (problema da parada)". I will use Markdown headings for the categories and list items for the examples.
+
+3. **Transcribe the figure caption:** Below the diagram, there is a caption "Figura 2.2: Diagrama de Venn da Hierarquia de Chomsky com exemplos de linguagens em cada nível." I will transcribe this as a regular paragraph following the diagram description.
+
+4. **Identify and transcribe the section heading:** There is a section heading "2.3.1 Exemplos por Tipo". I will convert this to an H2 Markdown heading.
+
+5. **Transcribe the first paragraph under the section heading:** This paragraph contains mathematical expressions and symbols. I will ensure these are correctly rendered using LaTeX syntax (`$...$` for inline math). The text includes "gramática regular (Tipo 3)", "gramática livre de contexto (Tipo 2)", and "$\{a^n b^n | n \geq 1\}$".
+
+6. **Transcribe the second paragraph under the section heading:** This paragraph also contains mathematical expressions and symbols. I will ensure these are correctly rendered using LaTeX syntax. The text includes "gramática sensível ao contexto (Tipo 1)" and references "(SIPSER, 2007)".
+
+7. **Identify and transcribe the table-like structure:** There is a section titled "Exemplo – Derivações Detalhadas por Tipo" which presents three distinct examples, each with a type and a derivation. This can be best represented as a Markdown table with two columns: "Tipo" and "Derivação". Each example will be a row in the table. The derivations themselves are multi-line equations, which should be rendered using `$$...$$` for block math.
+
+8. **Transcribe the page number:** The page number "16" is at the bottom center. I will include this at the very end of the document.
+
+
+
+estudo da disciplina: começamos pelas linguagens regulares (mais simples) e avançamos para classes mais expressivas.
+
+Tipo 0 – Rec. Enumeráveis
+
+* Tipo 1 – Sens. ao Contexto
+ * Tipo 2 – Livres de Contexto
+ * Tipo 3 – Regulares
+ * $a^n b^n$
+ * $a^n b^n c^n$
+ * $L_{Halt}$ (problema da parada)
+
+Figura 2.2: Diagrama de Venn da Hierarquia de Chomsky com exemplos de linguagens em cada nível.
+
+## 2.3.1 Exemplos por Tipo
+
+Uma **gramática regular** (Tipo 3) tem produções da forma $A \to aB$ ou $A \to a$. Exemplo: $G_4 = (\{S, A\}, \{a, b\}, P, S)$ com $S \to aS | bA$, $A \to bA | b$ gera $L(G_4) = \{a^m b^n | m \geq 0, n \geq 1\}$. Derivação de $aab$: $S \Rightarrow aS \Rightarrow aaS \Rightarrow aabA \Rightarrow aab$.
+
+Uma **gramática livre de contexto** (Tipo 2) permite $A \to \alpha$ com $\alpha$ qualquer cadeia de terminais e variáveis: $S \to SS | (S) | \varepsilon$ gera a linguagem de parênteses balanceados. Já a linguagem $\{a^n b^n c^n | n \geq 1\}$ requer **gramática sensível ao contexto** (Tipo 1), pois precisa de produções com mais de uma variável no lado esquerdo (SIPSER, 2007).
+
+| Exemplo – Derivações Detalhadas por Tipo | |
+| :-------------------------------------- | :- |
+| **Tipo 3 (Regular):** $G_4$ com $S \to aS | bA$ e $A \to bA | b$. Para gerar $aab$: | |
+| $$S \Rightarrow aS \Rightarrow abA \Rightarrow abbA \Rightarrow aabb$$ | |
+| **Tipo 2 (Livre de Contexto):** $G_5$ com $S \to SS | (S) | \varepsilon$. Para gerar $()$: | |
+| $$S \Rightarrow (S) \Rightarrow ((S)) \Rightarrow ()$$ | |
+| **Tipo 1 (Sensível ao Contexto):** A linguagem $\{a^n b^n c^n | n \geq 1\}$ não pode ser gerada por nenhuma gramática livre de contexto, mas pode ser gerada por uma gramática sensível ao contexto com regras que garantem $|\alpha| \leq |\beta|$ em cada produção $\alpha \to \beta$. | |
+
+16
+
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,64 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main heading:** The document starts with a section heading "2.3.2 Gramáticas Regulares: Linear à Direita e à Esquerda". This should be rendered as an H2 heading in Markdown.
+
+2. **Transcribe the first paragraph:** The first paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, paying attention to bolded phrases like "linear à direita" and "linear à esquerda".
+
+3. **Transcribe the second paragraph:** The second paragraph is also a standard block of text. I will transcribe it directly, including the reference "(MENEZES, 2011)".
+
+4. **Identify and transcribe the example box title:** There is a distinct box with a title "Exemplo – Gramática Linear à Direita e à Esquerda". This should be rendered as a level 3 heading within the box.
+
+5. **Transcribe the content inside the example box:** The content inside the box consists of several sections:
+ * A mathematical expression for a language.
+ * A definition for "Gramática linear à direita" followed by its production rules.
+ * A derivation rule.
+ * A definition for "Gramática linear à esquerda" followed by its production rules.
+ * A derivation rule.
+ * A concluding sentence.
+ I will transcribe each of these sections as they appear, using appropriate Markdown for lists, bolding, and mathematical expressions. The production rules and derivation rules are presented on separate lines, which can be represented as a list or just new paragraphs. Given their visual layout, I will use new paragraphs for clarity.
+
+6. **Identify and transcribe the main heading for the next section:** The document continues with a section heading "2.4 Operações sobre Linguagens e Fechamento". This should be rendered as an H2 heading in Markdown.
+
+7. **Transcribe the first paragraph under the second heading:** The first paragraph under this heading is a standard block of text. I will transcribe it directly, including the bolded word "fechada" and the reference "(MENEZES, 2011)".
+
+8. **Transcribe the second paragraph under the second heading:** The second paragraph under this heading is also a standard block of text. I will transcribe it directly, including the reference to "Tabela 2.2".
+
+9. **Transcribe the page number:** The page number "17" is at the bottom center. This should be included at the very end of the document.
+
+
+
+## 2.3.2 Gramáticas Regulares: Linear à Direita e à Esquerda
+
+As gramáticas regulares podem ser classificadas em dois subtipos. Uma gramática **linear à direita** possui produções da forma $A \to wB$ ou $A \to w$, onde $w \in T^*$ e $B \in V$. Uma gramática **linear à esquerda** possui produções da forma $A \to Bw$ ou $A \to w$. Ambos os subtipos geram exatamente as linguagens regulares, mas não devem ser misturados na mesma gramática (MENEZES, 2011).
+
+A conversão entre gramáticas lineares à direita e à esquerda é possível por meio da reversão da linguagem. Se $G$ é linear à direita e gera $L$, então existe uma gramática linear à esquerda que gera a mesma linguagem $L$ (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+### Exemplo – Gramática Linear à Direita e à Esquerda
+
+Considere a linguagem $L = \{a^m b^n | m \ge 1, n \ge 1\}$.
+
+**Gramática linear à direita:** $G_D = (\{S, A\}, \{a, b\}, P_D, S)$ com:
+
+$$
+S \to aS | aA, \quad A \to bA | b
+$$
+
+Derivação de $aabb$: $S \Rightarrow aS \Rightarrow aaA \Rightarrow aabA \Rightarrow aabb$.
+
+**Gramática linear à esquerda:** $G_E = (\{S, B\}, \{a, b\}, P_E, S)$ com:
+
+$$
+S \to Sb | Bb, \quad B \to Ba | a
+$$
+
+Derivação de $aabb$: $S \Rightarrow Sb \Rightarrow Bbb \Rightarrow Babb \Rightarrow aabb$.
+
+Ambas geram a mesma linguagem $L$, ilustrando a equivalência entre os dois sub-tipos.
+
+## 2.4 Operações sobre Linguagens e Fechamento
+
+Uma classe de linguagens é **fechada** sob uma operação se o resultado da operação aplicada a linguagens da classe permanece na classe. As principais operações são: união, interseção, concatenação, complemento e fecho de Kleene (MENEZES, 2011).
+
+A Tabela 2.2 resume as propriedades de fechamento. Esses resultados serão demonstrados ao longo dos próximos capítulos para as linguagens regulares.
+
+17
+
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,45 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main title:** The document starts with a centered title "Tabela 2.2: Propriedades de fechamento das classes de linguagens." This should be rendered as a level 2 heading in Markdown.
+
+2. **Identify and transcribe the table:** There is a clear table structure. I need to identify the headers and the data rows.
+ - Headers: "Classe", "União", "Inters.", "Compl.", "Concat.", "Kleene".
+ - Data rows: "Regular", "Sim", "Sim", "Sim", "Sim", "Sim"; "Livre de Contexto", "Sim", "Não", "Não", "Sim", "Sim"; "Sensível ao Cont.", "Sim", "Sim", "Sim", "Sim", "Sim"; "Rec. Enumerável", "Sim", "Sim", "Não", "Sim", "Sim".
+ - The table has a blue header row and alternating light grey and white background rows, which can be represented using Markdown table syntax without special formatting for colors, as they are visual cues not semantic information. The content within cells is straightforward text.
+
+3. **Identify and transcribe the boxed section:** There is a green box with a title "Fechamento e Decidibilidade" and a paragraph of text below it. This can be represented as a code block or a list item if it were a list, but here it's a single block of text with a distinct heading. A code block is suitable for the green box itself, and the text inside it will be part of that block.
+
+4. **Identify and transcribe the main section heading:** "2.5 Relação entre Gramáticas e Reconhecedores" is a level 2 heading.
+
+5. **Identify and transcribe the paragraphs under the main section heading:** There are three distinct paragraphs under this heading. Each paragraph needs to be transcribed accurately, including the reference "(LEWIS; PAPADIMITRIOU, 2004)" and "(HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002)".
+
+6. **Identify and transcribe the page number:** The page number "18" is at the bottom center. This should be included at the very end of the document.
+
+7. **Review and format:** Check for any special characters, bolding, italics, or other formatting. In this document, there are no images, diagrams, or complex math equations, so no special handling is needed for those. Ensure all text is captured and correctly placed in the Markdown structure.
+
+
+
+## Tabela 2.2: Propriedades de fechamento das classes de linguagens.
+
+| Classe | União | Inters. | Compl. | Concat. | Kleene |
+|---|---|---|---|---|---|
+| Regular | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim |
+| Livre de Contexto | Sim | Não | Não | Sim | Sim |
+| Sensível ao Cont. | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim |
+| Rec. Enumerável | Sim | Sim | Não | Sim | Sim |
+
+```markdown
+Fechamento e Decidibilidade
+
+As propriedades de fechamento têm consequências práticas importantes. O fato de que linguagens regulares são fechadas sob complemento e interseção permite, por exemplo, verificar se a interseção de duas linguagens regulares é vazia — um problema decidível. Por outro lado, como linguagens livres de contexto não são fechadas sob interseção, problemas análogos para essa classe podem ser indecidíveis (LEWIS; PAPADIMITRIOU, 2004).
+```
+
+## 2.5 Relação entre Gramáticas e Reconhecedores
+
+Para cada tipo de gramática na Hierarquia de Chomsky, existe um modelo computacional equivalente: gramáticas regulares correspondem a autômatos finitos; gramáticas livres de contexto a autômatos com pilha; gramáticas sensíveis ao contexto a autômatos linearmente limitados; e gramáticas irrestritas a máquinas de Turing (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+Essa dualidade entre geradores e reconhecedores permite escolher o formalismo mais conveniente para cada situação: gramáticas são naturais para gerar linguagens, enquanto autômatos são naturais para reconhecer se uma cadeia pertence a uma linguagem (LEWIS; PAPADIMITRIOU, 2004).
+
+A Tabela 2.3 resume a correspondência entre formalismos geradores e reconhecedores para cada nível da hierarquia, incluindo os problemas de decisão associados.
+
+18
+
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-21.md
@@ -0,0 +1,46 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main title/header:** The document starts with "Tabela 2.3: Correspondência entre gramáticas, reconhecedores e problemas de decisão." This is a table caption and should be placed before the table.
+
+2. **Transcribe the table structure:** The table has four columns: "Tipo", "Gramática", "Reconhecedor", and "Pertinência". There's a clear header row. The content within cells appears to be straightforward text, except for some multi-line entries in the "Gramática" and "Reconhecedor" columns (e.g., "Regular\nFinito"). Markdown tables handle multi-line content within cells naturally by simply including the newlines.
+
+3. **Transcribe the table content:** Carefully transcribe each row of data, ensuring correct alignment and content for each cell. Pay attention to mathematical expressions like $O(n)$ and $O(n^3)$, which should be rendered using LaTeX syntax (`$O(n)$` and `$O(n^3)$`).
+
+4. **Identify and transcribe the paragraph following the table:** There is a single paragraph of text below the table. Transcribe it directly, including the reference "(SIPSER, 2007)".
+
+5. **Identify and transcribe the section heading:** The document contains a section heading "2.6 Lista de Exercícios". This should be rendered as an H2 heading in Markdown.
+
+6. **Identify and transcribe the exercise questions and answers:** There are two numbered exercise questions. Each question has multiple-choice answers labeled (a) through (e). These should be transcribed as ordered lists under each question. Ensure that the content of each answer option is correctly transcribed, including any special characters like $\Sigma$ and $\Sigma^*$, which should be rendered using LaTeX (`$\Sigma$` and `$\Sigma^*$`).
+
+7. **Identify and transcribe the page number:** The document has a page number "19" at the bottom center. This should be included at the very end of the Markdown output.
+
+
+
+Tabela 2.3: Correspondência entre gramáticas, reconhecedores e problemas de decisão.
+
+| Tipo | Gramática | Reconhecedor | Pertinência |
+|---|---|---|---|
+| 3 | Regular
Finito | Autômato | Decidível em $O(n)$ |
+| 2 | Livre de
Contexto | Aut. com Pilha | Decidível em $O(n^3)$ |
+| 1 | Sens. ao
Contexto | Aut. Lin.
Limitado | Decidível (PSPACE) |
+| 0 | Irrestrita | Máquina de
Turing | Indecidível |
+
+Observe que a complexidade do problema de pertinência cresce com o tipo da grama-tica. Para linguagens regulares, o teste de pertinência é realizado em tempo linear, simulando o autômato finito. Para linguagens livres de contexto, o algoritmo CYK resolve o problema em tempo $O(n^3)$. Para linguagens sensíveis ao contexto, o problema é deci-dível mas pode exigir espaço exponencial. Para linguagens recursivamente enumeráveis (Tipo 0), o problema de pertinência é indecidível em geral (SIPSER, 2007).
+
+## 2.6 Lista de Exercícios
+
+1. Qual das alternativas descreve corretamente linguagem formal sobre $\Sigma$?
+ * (a) Conjunto infinito que inclui somente cadeia vazia.
+ * (b) Qualquer subconjunto de $\Sigma^*$ (finito ou infinito), formado por cadeias de com-primento finito.
+ * (c) Todas as cadeias de alfabeto infinito.
+ * (d) Apenas cadeias sem repetições, excluindo cadeia vazia.
+ * (e) Cadeias com número de símbolos igual ao tamanho de $\Sigma$.
+
+2. Em relação a terminais ($T$) e não-terminais ($V$), qual afirmação está correta?
+ * (a) Terminais substituídos por variáveis.
+ * (b) Não-terminais são unidades finais.
+ * (c) Terminais não aparecem nas regras.
+ * (d) Não-terminais são variáveis que geram cadeias; terminais são elementos básicos das sentenças finais.
+ * (e) Não há diferença conceitual.
+
+19
+
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,41 @@
+
+1. **Identify Main Content Area:** The document contains two numbered questions and their corresponding answer options. There is also a page number at the bottom. The content is centered horizontally and vertically on the page, with no headers or footers other than the page number.
+
+2. **Transcribe Numbered Questions:** I will transcribe the question numbers (3. and 4.) and the introductory text for each question.
+
+3. **Handle Answer Options:** Each question has multiple answer options, labeled (a), (b), (c), (d), and (e). These are standard list items. I will use Markdown's ordered list syntax for these, ensuring correct indentation and numbering.
+
+4. **Preserve Special Characters/Formatting:** I need to ensure that any special characters like parentheses, subscripts (like $S$ and $T$ in $L(G)$ and $S$, $V$, $T$), and superscripts (like "infinite" in "comprimento infinito") are correctly rendered using LaTeX syntax where appropriate. For example, `$L(G)$`, `$S$`, `$T$`, and `infinite`.
+
+5. **Transcribe Page Number:** The page number "20" at the bottom center of the page needs to be included.
+
+6. **Final Review:** I will review the entire Markdown output to ensure all text is present, formatting is correct, and there are no extra spaces or missing characters. The document is simple, so no complex table structures or images are involved.
+
+
+
+3. A derivação de uma cadeia ocorre por meio de:
+
+(a) Substituições sucessivas de subpalavras que correspondem ao lado esquerdo de regras de produção.
+
+(b) Comparações entre cadeias.
+
+(c) Enumerações de todos os símbolos.
+
+(d) Escolha de qualquer sequência sem consultar regras.
+
+(e) Retirada de não-terminais sem substituição.
+
+4. O conjunto $L(G)$ é formado por:
+
+(a) Todas as cadeias de não-terminais deriváveis de $S$.
+
+(b) Qualquer sequência de terminais ou não-terminais.
+
+(c) Cadeias sobre $T$ geradas por $S$ por meio de zero ou mais aplicações de regras de produção.
+
+(d) Cadeias sobre $V$ e $T$ sem terminais.
+
+(e) Cadeias de comprimento infinito sobre $V$.
+
+20
+
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,44 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main heading:** The document starts with a large, bold heading "3 LINGUAGENS REGULARES E AUTÔMATOS FINITOS DETERMINÍSTICOS". This should be rendered as an H2 heading in Markdown.
+
+2. **Transcribe the first paragraph:** The first paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, paying attention to bolded words like "linguagens regulares" and "autômato finito determinístico".
+
+3. **Transcribe the second paragraph:** The second paragraph is also a standard block of text. I will transcribe it directly, noting the bolded word "regular".
+
+4. **Transcribe the third paragraph:** The third paragraph is another standard block of text. I will transcribe it directly.
+
+5. **Identify and transcribe the sub-heading:** There is a sub-heading "3.1 Autômatos Finitos Determinísticos". This should be rendered as an H3 heading in Markdown.
+
+6. **Transcribe the fourth paragraph:** The fourth paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, noting the bolded word "AFD" and mathematical notation like $M = (\Sigma, Q, \delta, q_0, F)$, $\Sigma$, $Q$, $\delta: Q \times \Sigma \to Q$, $q_0 \in Q$, and $F \subseteq Q$.
+
+7. **Transcribe the fifth paragraph:** The fifth paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, noting the bolded words "total" and "estado morto" and the mathematical notation $\delta(q_d, a) = q_d$.
+
+8. **Identify and transcribe the table:** There is a table titled "Determinismo". The table has one header row and three data rows. The content includes bullet points. I will create a Markdown table with appropriate headers and content, using hyphens for the separator line and ensuring correct alignment. The bullet points will be represented using Markdown list items.
+
+9. **Transcribe the page number:** The page number "21" is at the bottom center. I will include it at the very end of the document.
+
+
+
+## 3 LINGUAGENS REGULARES E AUTÔMATOS FINITOS DETERMINÍSTICOS
+
+Neste capítulo, estudamos a classe mais restrita da Hierarquia de Chomsky: as **linguagens regulares** (Tipo 3). Apesar de serem a classe com menor poder expressivo, possuem enorme importância prática, fundamentando analisadores léxicos, buscas com expressões regulares e validação de formatos de dados. Apresentamos o **autômato finito determinístico** (AFD) como modelo de reconhecimento dessas linguagens (MENEZES, 2011).
+
+Uma linguagem $L$ é **regular** se existir uma gramática regular, um autômato finito ou uma expressão regular que a defina. Esses três formalismos possuem exatamente o mesmo poder expressivo; neste capítulo, focamos no AFD e em sua relação com gramáticas regulares (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+O estudo dos autômatos finitos determinísticos é o ponto de partida natural para a teoria dos autômatos. Por serem o modelo mais simples de computação, os AFDs permitem introduzir conceitos fundamentais — como estado, transição e aceitação — de forma clara e acessível, antes de avançar para modelos mais complexos nos capítulos seguintes.
+
+### 3.1 Autômatos Finitos Determinísticos
+
+Um **AFD** é uma 5-tupla $M = (\Sigma, Q, \delta, q_0, F)$, onde: $\Sigma$ é o alfabeto de entrada; $Q$ é o conjunto finito de estados; $\delta: Q \times \Sigma \to Q$ é a função de transição (total); $q_0 \in Q$ é o estado inicial; e $F \subseteq Q$ é o conjunto de estados finais.
+
+A função $\delta$ é **total**: para cada par $(q, a)$, existe exatamente um estado destino. Isso garante o determinismo — a computação nunca “trava”. Quando necessário, adiciona-se um **estado morto** $q_d \notin F$ com $\delta(q_d, a) = q_d$ para todo $a$, garantindo totalidade da função (SIPSER, 2007).
+
+| Determinismo |
+|---|
+| A propriedade essencial de um AFD é o **determinismo**: para cada par (estado atual, símbolo lido), existe exatamente um estado seguinte. Isso significa que: |
+| - Não há escolha: o próximo estado é unicamente determinado; |
+| - Não há bloqueio: a função $\delta$ é definida para todo par $(q, a)$; |
+| - A computação é uma sequência única de estados (sem ramificações). |
+
+21
+
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@@ -0,0 +1,49 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main heading:** The document starts with "3.1.1 Função de Transição Estendida e Aceitação". This is a level 2 heading based on its size and position.
+
+2. **Transcribe the first paragraph:** The first paragraph contains mathematical notation and symbols. I need to ensure these are correctly rendered using LaTeX syntax. Specifically, `\delta^*`, `Q`, `\Sigma^*`, `L(M)`, `F`, `q_0`, `w`, `a`, `b` need to be handled. The paragraph also contains a definition of a language accepted by an automaton.
+
+3. **Transcribe the second paragraph:** This paragraph continues the explanation of the extended transition function and its implications. It includes more mathematical expressions like `\delta^*(q_0, ab) = q_2` and `\delta(q_2, a) = q_1`. It also references "MENEZES, 2011".
+
+4. **Identify and transcribe the second main heading:** "3.2 Representações de um AFD" is another level 2 heading.
+
+5. **Transcribe the third paragraph:** This paragraph describes how an AFD can be represented and the advantages of each representation. It mentions "tabela de transição", "diagrama de estados", and references "(SIPSER, 2007)".
+
+6. **Transcribe the fourth paragraph:** This paragraph refers to Table 3.1 and Figure 3.1, which are not present in the provided image but are mentioned. It also contains the definition of the AFD $M_1$.
+
+7. **Transcribe the table caption:** The table has a caption "Tabela 3.1: Tabela de transição do AFD $M_1$." which needs to be placed directly above the table.
+
+8. **Convert the table to Markdown:** The table has three columns: one for the state (e.g., `$\rightarrow q_0$`, `$q_a$`, `$q_b$`, `$*q_f$`) and two for the output states (`$q_a$`, `$q_b$`). The header row is `δ | a | b`. The content within cells should be transcribed accurately, including the special characters like `$\rightarrow$` and `$*$`.
+
+9. **Transcribe the page number:** The page number "22" is at the bottom center of the page and should be included at the very end of the document.
+
+
+
+## 3.1.1 Função de Transição Estendida e Aceitação
+
+A função de transição estendida $\delta^*: Q \times \Sigma^* \to Q$ é definida recursivamente:
+$\delta^*(q, \varepsilon) = q$ e $\delta^*(q, wa) = \delta(\delta^*(q, w), a)$. A linguagem aceita por $M$ é $L(M) = \{w \in \Sigma^* | \delta^*(q_0, w) \in F\}$.
+
+Uma cadeia $w$ é aceita se, ao processar todos os seus símbolos a partir de $q_0$, o autômato atinge um estado em $F$; caso contrário, $w$ é rejeitada.
+
+A função estendida $\delta^*$ generaliza $\delta$ para cadeias de comprimento arbitrário. Por exemplo, se $\delta^*(q_0, ab) = q_2$ e $\delta(q_2, a) = q_1$, então $\delta^*(q_0, aba) = q_1$. Essa definição recursiva permite analisar a computação do autômato símbolo por símbolo, o que é a base de qualquer implementação prática (MENEZES, 2011).
+
+## 3.2 Representações de um AFD
+
+Um AFD pode ser representado pela 5-tupla formal, pela tabela de transição ou pelo diagrama de estados. Na tabela, linhas são estados e colunas são símbolos; $\rightarrow$ indica o estado inicial e $*$ indica estados finais. No diagrama, estados são círculos, transições são setas rotuladas, o estado inicial recebe seta de entrada, e estados finais têm borda dupla.
+
+Cada representação tem suas vantagens: a 5-tupla formal é precisa e adequada para definições e provas; a tabela de transição facilita a implementação computacional; e o diagrama de estados oferece uma visualização intuitiva do comportamento do autômato (SIPSER, 2007).
+
+A Tabela 3.1 e a Figura 3.1 mostram o AFD $M_1 = (\{a, b\}, \{q_0, q_a, q_b, q_f\}, \delta, q_0, \{q_f\})$ que aceita cadeias contendo $aa$ ou $bb$ como subpalavra.
+
+Tabela 3.1: Tabela de transição do AFD $M_1$.
+
+| δ | a | b |
+|---|---|---|
+| $\rightarrow q_0$ | $q_a$ | $q_b$ |
+| $q_a$ | $q_f$ | $q_b$ |
+| $q_b$ | $q_a$ | $q_f$ |
+| $*q_f$ | $q_f$ | $q_f$ |
+
+22
+
\ No newline at end of file
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-25.md
@@ -0,0 +1,55 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main content blocks:** The document contains a figure, a caption for the figure, a section heading, a paragraph of text, a table with its caption, another figure, its caption, and a final paragraph of text. I will transcribe each block in order.
+
+2. **Handle the first figure and its caption:**
+ - The first element is an image of a finite state machine (FSM).
+ - Below it is the caption "Figura 3.1: AFD $M_1$: aceita cadeias com $aa$ ou $bb$ como subpalavra."
+ - I will place an image placeholder `` followed by the caption.
+
+3. **Transcribe the section heading:** The heading "3.2.1 Segundo Exemplo: AFD para Cadeias Terminadas em $ab$" is a level 2 heading. I will use `##` for this.
+
+4. **Transcribe the first paragraph:** This is a standard paragraph of text. I will transcribe it directly, paying attention to italicized text like "$aa$", "$bb$", "$ab$", and "$q_0$", "$q_1$", "$q_2$".
+
+5. **Handle the table and its caption:**
+ - The table has a caption "Tabela 3.2: Tabela de transição do AFD $M_2$ (cadeias terminadas em $ab$)."
+ - The table has three columns: one for the input symbol ($\delta$), and two for the output symbols ($a$ and $b$).
+ - The header row is `$\delta$ | a | b`.
+ - The data rows are:
+ - `$\rightarrow q_0$ | $q_1$ | $q_0$`
+ - `$q_1$ | $q_1$ | $q_2$`
+ - `$*q_2$ | $q_1$ | $q_0$`
+ - I will use Markdown table syntax `|---|---|---|` for the header and `|---|---|---|` for the separator line, and then transcribe the content.
+
+6. **Handle the second figure and its caption:**
+ - The second element is another image of a FSM.
+ - Below it is the caption "Figura 3.2: AFD $M_2$: aceita cadeias terminadas em $ab$."
+ - I will place an image placeholder `` followed by the caption.
+
+7. **Transcribe the final paragraph:** This is the last piece of text on the page. I will transcribe it directly, including the reference "(MENEZES, 2011)".
+
+8. **Transcribe the page number:** The page number "23" is at the bottom center. I will include it at the very end of the document.
+
+
+
+
+Figura 3.1: AFD $M_1$: aceita cadeias com $aa$ ou $bb$ como subpalavra.
+
+## 3.2.1 Segundo Exemplo: AFD para Cadeias Terminadas em $ab$
+
+Considere o AFD $M_2 = (\{a,b\}, \{q_0,q_1,q_2\}, \delta, q_0, \{q_2\})$ que aceita todas as cadeias sobre $\{a,b\}$ terminadas em $ab$. A ideia é que o estado $q_0$ representa “nenhum progresso”, $q_1$ representa “último símbolo lido foi $a$” e $q_2$ representa “últimos dois símbolos foram $ab$”.
+
+Tabela 3.2: Tabela de transição do AFD $M_2$ (cadeias terminadas em $ab$).
+
+| $\delta$ | a | b |
+|---|---|---|
+| $\rightarrow q_0$ | $q_1$ | $q_0$ |
+| $q_1$ | $q_1$ | $q_2$ |
+| $*q_2$ | $q_1$ | $q_0$ |
+
+
+Figura 3.2: AFD $M_2$: aceita cadeias terminadas em $ab$.
+
+Note que este AFD possui 3 estados, cada um codificando informação sobre os últimos símbolos lidos. Essa técnica de projetar estados como “memória” do sufixo recente é amplamente utilizada na construção de AFDs para padrões de subcadeias (MENEZES, 2011).
+
+23
+
\ No newline at end of file
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-26.md
@@ -0,0 +1,62 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main heading:** The document starts with "3.3 Computação Passo a Passo". This is a level 2 heading.
+
+2. **Transcribe the first paragraph and its associated diagram:** The first paragraph describes accepting and rejecting strings. It contains two mathematical diagrams (state transitions). I will transcribe the text, then represent the diagrams using LaTeX for the state transitions and an image placeholder for the visual representation of the AFD.
+
+3. **Transcribe the second paragraph and its associated diagram:** Similar to the first, this paragraph describes accepting and rejecting strings. It also contains two mathematical diagrams. I will transcribe the text, then represent the diagrams using LaTeX for the state transitions and an image placeholder for the visual representation of the AFD.
+
+4. **Identify and transcribe the boxed section:** There's a distinct box with a title "Exemplo – Computação no AFD $M_2$". Inside this box, there's a list of examples with state transitions and acceptance/rejection indicators. I will treat this as a blockquote or a code block if it were a program, but here it's more like a list of examples. I will use a Markdown table to structure the state transitions and their outcomes, as it provides a clear visual separation and alignment. The "Cadeia" label will be bolded.
+
+5. **Transcribe the following paragraph:** This is a standard paragraph describing another example.
+
+6. **Identify and transcribe the sub-heading:** "3.3.1 Exemplo: AFD para Paridade de a's" is a level 3 heading.
+
+7. **Transcribe the paragraph under the sub-heading:** This paragraph explains the AFD $M_3$ and its states.
+
+8. **Identify and transcribe the image and its caption:** There is a diagram of an AFD. I will insert an image placeholder `` followed by its caption "Figura 3.3: AFD $M_3$: aceita cadeias com número par de a's."
+
+9. **Transcribe the final paragraph:** This is the last paragraph on the page, discussing modular encoding.
+
+10. **Transcribe the page number:** The page number "24" is at the bottom center.
+
+
+
+## 3.3 Computação Passo a Passo
+
+Para verificar a aceitação de uma cadeia, simulamos $\delta^*$ passo a passo. No AFD $M_1$, para $w = abba$:
+
+$$
+q_0 \xrightarrow{a} q_a \xrightarrow{b} q_b \xrightarrow{b} q_f \xrightarrow{a} q_f \in F \quad \checkmark
+$$
+
+A cadeia $abba$ é aceita, pois contém $bb$. Já para $w = abab$:
+
+$$
+q_0 \xrightarrow{a} q_a \xrightarrow{b} q_b \xrightarrow{a} q_a \xrightarrow{b} q_b \notin F \quad \times
+$$
+
+A cadeia $abab$ é rejeitada, pois não contém $aa$ nem $bb$.
+
+Exemplo – Computação no AFD $M_2$
+
+| Cadeia | $w$ | $q_0 \xrightarrow{b} q_0 \xrightarrow{a} q_1 \xrightarrow{b} q_2 \in F$ | (aceita) |
+| :----- | :-- | :----------------------------------------------------------------- | :------- |
+| Cadeia | $w$ | $q_0 \xrightarrow{a} q_1 \xrightarrow{b} q_2 \xrightarrow{a} q_1 \notin F$ | (rejeitada) |
+| Cadeia | $w$ | $q_0 \xrightarrow{a} q_1 \xrightarrow{a} q_1 \xrightarrow{b} q_2 \in F$ | (aceita) |
+| Cadeia | $w$ | $q_0 \xrightarrow{b} q_0 \xrightarrow{b} q_0 \notin F$ | (rejeitada) |
+
+Observe que $bb$ é rejeitada pois não termina em $ab$, confirmando o comportamento esperado.
+
+Outro exemplo clássico é o AFD para cadeias com número par de $a$'s e par de $b$'s, que exige $2 \times 2 = 4$ estados codificando a paridade de cada símbolo (SIPSER, 2007).
+
+### 3.3.1 Exemplo: AFD para Paridade de a's
+
+O AFD $M_3 = (\{a,b\}, \{q_{\text{par}}, q_{\text{impar}}\}, \delta, q_{\text{par}}, \{q_{\text{par}}\})$ aceita cadeias com número par de $a$'s (incluindo zero). O estado $q_{\text{par}}$ indica que o número de $a$'s lidos até o momento é par, e $q_{\text{impar}}$ indica que é ímpar. Os $b$'s não alteram a paridade.
+
+
+Figura 3.3: AFD $M_3$: aceita cadeias com número par de a's.
+
+A técnica de codificar informação modular nos estados é extremamente versátil. Por exemplo, para aceitar cadeias cujo comprimento é múltiplo de 3, bastam 3 estados representando os restos 0, 1, 2 da divisão por 3. De modo geral, qualquer propriedade que
+
+24
+
\ No newline at end of file
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-27.md
@@ -0,0 +1,63 @@
+
+1. **Identify and transcribe the initial paragraph:** The first part of the document is a standard paragraph. I will transcribe it directly, including the reference "(SIPSER, 2007)".
+
+2. **Handle the first table (Exemplo – Computação no AFD $M_3$):**
+ - **Determine structure:** This is a simple table with a clear header row and four data rows.
+ - **Transcribe header:** "Exemplo – Computação no AFD $M_3$" is the main title for this section.
+ - **Transcribe content:** Each row contains a label ("Cadeia") followed by a description of a string and its transitions, ending with a checkmark or an 'X' and a description. I need to ensure all mathematical symbols like $q_{\text{par}}$, $q_{\text{impar}}$, $\in F$, $\notin F$, and the arrows are correctly rendered using LaTeX.
+ - **Markdown table creation:** I will use pipes `|` and hyphens `-` to create a standard Markdown table. The alignment will be left-aligned for all columns as there's no specific visual indication otherwise.
+
+3. **Identify and transcribe the section heading "3.3.2 Estado Morto e Funções Parciais":** This is a level 2 heading.
+
+4. **Transcribe the first paragraph under "3.3.2 Estado Morto e Funções Parciais":** This paragraph contains several mathematical expressions and references. I will ensure all Greek letters ($\delta$, $q_d$), subscripts ($q_d$), superscripts ($\Sigma^*$), and the set notation ($\Sigma \in \Sigma$) are correctly rendered in LaTeX. The reference "(MENEZES, 2011)" will be included.
+
+5. **Transcribe the second paragraph under "3.3.2 Estado Morto e Funções Parciais":** This paragraph also contains a reference "(HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002)".
+
+6. **Identify and transcribe the section heading "3.4 Propriedades das Linguagens Regulares":** This is another level 2 heading.
+
+7. **Transcribe the first paragraph under "3.4 Propriedades das Linguagens Regulares":** This paragraph contains a mathematical expression ($\overline{L} = \Sigma^* - L$) and a reference "(HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002)". I will ensure the LaTeX is correct.
+
+8. **Handle the second table (Fechamento sob Complemento):**
+ - **Determine structure:** This is a simple table with a clear header row and two data rows.
+ - **Transcribe header:** "Fechamento sob Complemento" is the main title for this section.
+ - **Transcribe content:** The first row describes the construction of $M'$ from $M$. The second row is a warning ("Atenção:"). I need to ensure all mathematical symbols like $\delta$, $q_0$, $Q-F$, $\overline{L}$, and the set notation ($\Sigma, Q, \delta, q_0, F$) are correctly rendered in LaTeX.
+ - **Markdown table creation:** I will use pipes `|` and hyphens `-` to create a standard Markdown table. The alignment will be left-aligned for all columns.
+
+9. **Transcribe the final paragraph:** This paragraph contains a mathematical expression ($\{a^n b^n | n \ge 0\}$) and a reference "(MENEZES, 2011)". I will ensure the LaTeX is correct and the bolded word "não" is preserved.
+
+10. **Transcribe the page number:** The page number "25" is at the bottom center. I will include it at the very end of the document.
+
+
+
+dependa de uma quantidade finita de informação sobre a cadeia lida pode ser codificada nos estados de um AFD (SIPSER, 2007).
+
+Exemplo – Computação no AFD $M_3$
+
+| | |
+|---|---|
+| Verifiquemos cadeias no AFD $M_3$ (número par de $a$'s): | |
+| Cadeia $w = abba$: $q_{\text{par}} \xrightarrow{a} q_{\text{impar}} \xrightarrow{b} q_{\text{impar}} \xrightarrow{a} q_{\text{par}} \in F$ | $\checkmark$ (2 $a$'s – par) |
+| Cadeia $w = aba$: $q_{\text{par}} \xrightarrow{a} q_{\text{impar}} \xrightarrow{b} q_{\text{impar}} \xrightarrow{a} q_{\text{par}} \in F$ | $\checkmark$ (2 $a$'s – par) |
+| Cadeia $w = a$: $q_{\text{par}} \xrightarrow{a} q_{\text{impar}} \notin F$ | $\times$ (1 $a$ – ímpar) |
+| Cadeia $w = bbb$: $q_{\text{par}} \xrightarrow{b} q_{\text{par}} \xrightarrow{b} q_{\text{par}} \in F$ | $\checkmark$ (0 $a$'s – par) |
+
+### 3.3.2 Estado Morto e Funções Parciais
+
+Em alguns livros, a função de transição pode ser definida como **parcial**: $\delta(q, a)$ pode não estar definida para certos pares $(q, a)$. Nesse caso, a computação “trava” e a cadeia é rejeitada. Para converter um AFD com função parcial em um AFD com função total, basta adicionar um **estado morto** $q_d$ (não-final) e direcionar todas as transições indefinidas para $q_d$, com $\delta(q_d, a) = q_d$ para todo $a \in \Sigma$ (MENEZES, 2011).
+Embora ambas as definições sejam equivalentes em poder expressivo, a função total é preferida em definições formais pois simplifica a análise teórica. Na prática, omitir o estado morto nos diagramas torna as figuras mais legíveis (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+### 3.4 Propriedades das Linguagens Regulares
+
+A classe das linguagens regulares é **fechada** sob união, interseção, complemento, concatenação, fecho de Kleene e reversa. O fechamento sob complemento é particularmente simples: dado o AFD $M$ para $L$, basta inverter estados finais e não-finais para obter um AFD para $\overline{L} = \Sigma^* - L$ (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+Fechamento sob Complemento
+
+| | |
+|---|---|
+| Dado um AFD $M = (\Sigma, Q, \delta, q_0, F)$ que reconhece $L$, o AFD $M' = (\Sigma, Q, \delta, q_0, Q-F)$ reconhece $\overline{L} = \Sigma^* - L$. | |
+| **Atenção:** essa construção exige que $\delta$ seja **total**. Se o AFD original tiver transições indefinidas, é necessário primeiro adicionar o estado morto antes de inverter os estados finais. Caso contrário, o estado morto (que deveria rejeitar) passaria a aceitar, produzindo um resultado incorreto. | |
+
+Nem toda linguagem é regular. A linguagem $\{a^n b^n | n \ge 0\}$ **não** é regular, pois um autômato finito não consegue “contar” um número arbitrário de símbolos com sua memória finita (apenas o estado atual). A prova formal utiliza o **Lema do Bombeamento (Pumping Lemma)**, que será estudado em capítulo posterior (MENEZES, 2011).
+
+25
+
\ No newline at end of file
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new file mode 100644
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-28.md
@@ -0,0 +1,54 @@
+
+1. **Identify and transcribe the initial paragraph:** The first element is a regular paragraph of text. I will transcribe it directly, including the reference to "Tabela 3.3".
+
+2. **Identify and transcribe the table caption:** Below the first paragraph, there is a table caption: "Tabela 3.3: Operações de fechamento para linguagens regulares." This should be placed directly above the Markdown table.
+
+3. **Identify and transcribe the table structure:** The table has three columns: "Operação", "Fechada?", and "Construção". It has a clear header row and six data rows. The content within the cells is straightforward text. I will use Markdown table syntax `| header | header |` for the header and `|---|---|---|` for the separator line, followed by the data rows.
+
+4. **Identify and transcribe the main body paragraph:** After the table, there is another paragraph of text. I will transcribe this paragraph, ensuring all text, including citations like "(SIPSER, 2007)" and "(RAMOS; NETO; VEGA, 2009)", is included.
+
+5. **Identify and transcribe the section heading:** There is a section heading "3.5 Lista de Exercícios". This should be rendered as an H2 heading in Markdown.
+
+6. **Identify and transcribe the exercise questions and answers:** The document contains three numbered exercise questions (1, 2, 3). Each question has multiple-choice answers labeled (a), (b), (c), (d), (e). I will transcribe each question and its corresponding answers using Markdown list syntax for the options. For example, `(a) Autômato Finito`.
+
+7. **Identify and transcribe the final paragraph:** There is a partial third exercise question "3. Qual linguagem NÃO é regular?". This appears to be cut off at the bottom of the page. I will transcribe what is visible.
+
+8. **Identify and transcribe the page number:** At the very bottom center, there is the page number "26". This should be included at the end of the document.
+
+
+
+A Tabela 3.3 resume as operações de fechamento com indicações de como a construção é realizada.
+
+Tabela 3.3: Operações de fechamento para linguagens regulares.
+
+| Operação | Fechada? | Construção |
+|---|---|---|
+| União | Sim | Produto de autômatos ou AFN com ε-transições |
+| Interseção | Sim | Produto de autômatos (estados pares) |
+| Complemento | Sim | Inverter estados finais/não-finais no AFD |
+| Concatenação | Sim | AFN com ε-transição entre sub-autômatos |
+| Fecho de Kleene | Sim | AFN com ε-transição de finais ao inicial |
+| Reversa | Sim | Inverter setas, trocar inicial e finais |
+
+Um resultado importante é que gramáticas regulares e AFDs são formalismos equivalentes: para toda gramática regular pode-se construir um AFD, e vice-versa. A conversão de gramática para AFD associa variáveis a estados e produções a transições (SIPSER, 2007). Na prática, essa construção algorítmica é a base de ferramentas geradoras de analisadores léxicos, que automatizam a implementação de reconhecedores a partir de especificações formais (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+## 3.5 Lista de Exercícios
+
+1. Qual formalismo NÃO é utilizado para definir linguagens regulares?
+ (a) Autômato Finito
+ (b) Expressão Regular
+ (c) Gramática Regular
+ (d) Gramática Livre de Contexto
+ (e) Movimento Vazio
+
+2. Para o autômato $M_1$ que reconhece “aa” ou “bb” como subpalavra, qual é $\delta^*(q_0, abba)$?
+ (a) $q_0$
+ (b) $q_1$
+ (c) $q_2$
+ (d) $q_f$
+ (e) Indefinida
+
+3. Qual linguagem NÃO é regular?
+
+26
+
\ No newline at end of file
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-29.md
@@ -0,0 +1,43 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main content blocks:** The document contains two distinct sections of questions, each with lettered answers. I will transcribe these sections sequentially.
+
+2. **Transcribe the first question block:**
+ - The first line is a list item starting with "(a)". I will use Markdown's ordered list syntax for this.
+ - The subsequent lines (b), (c), (d), and (e) are also list items. I will continue using ordered list syntax.
+ - All mathematical expressions within the list items need to be rendered in LaTeX. For example, `{w ∈ {a,b}^* | w contém “aa” ou “bb”}` and `{a^n b^n | n ≥ 0}`.
+
+3. **Transcribe the second question block:**
+ - The first line is a numbered heading "4.". This indicates a new section or question number. I will represent this as a level 2 heading (`##`) since it's a question number and not a main chapter title.
+ - The following lines are lettered answers (a), (b), (c), (d), and (e). I will use unordered list syntax for these answers, as they are not explicitly numbered in a sequential manner that would require an ordered list.
+ - The mathematical expression `M = (Σ, Q, δ, q_0, F)` needs to be rendered in LaTeX.
+
+4. **Transcribe the footer:** There is a page number "27" at the bottom center. I will include this at the very end of the document.
+
+5. **Review and format:** I will ensure all text is correctly transcribed, all lists are properly formatted, and all mathematical expressions are in LaTeX. There are no images, tables, or complex layouts, so the conversion should be straightforward. No images are present in the document, so no image placeholders are needed.
+
+
+
+(a) $\{w \in \{a,b\}^* | w \text{ contém “aa” ou “bb”}\}$
+
+(b) $\Sigma^*$
+
+(c) $\emptyset$
+
+(d) $\{w \in \{a,b\}^* | w \text{ com } n^0 \text{ par de } a \text{ e par de } b\}$
+
+(e) $\{a^n b^n | n \ge 0\}$
+
+## 4. No quíntuplo $M = (\Sigma, Q, \delta, q_0, F)$, o que representa $\delta$?
+
+(a) Conjunto de estados $Q$
+
+(b) Estado inicial $q_0$
+
+(c) Estados finais $F$
+
+(d) Função de transição
+
+(e) Alfabeto $\Sigma$
+
+27
+
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@@ -0,0 +1,39 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main heading:** The document starts with a large, bold heading "4 AUTÔMATOS FINITOS NÃO-DETERMINÍSTICOS". This should be rendered as an H2 Markdown header.
+
+2. **Transcribe the first paragraph:** The first paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, paying attention to bolded phrases like "autômatos finitos não-determinísticos" and "construção de subconjuntos".
+
+3. **Transcribe the second paragraph:** The second paragraph is also a standard block of text. I will transcribe it directly, noting the reference "(HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002)".
+
+4. **Transcribe the third paragraph:** The third paragraph is another standard block of text. I will transcribe it directly, noting the reference "(RAMOS; NETO; VEGA, 2009)".
+
+5. **Identify and transcribe the sub-heading:** There is a sub-heading "4.1 Definição Formal de AFN". This should be rendered as an H3 Markdown header.
+
+6. **Transcribe the fourth paragraph:** The fourth paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, noting the mathematical notation $\delta : Q \times \Sigma \to 2^Q$ and the reference "(SIPSER, 2007)".
+
+7. **Transcribe the fifth paragraph:** The fifth paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly.
+
+8. **Identify and transcribe the table caption:** Below the last paragraph, there is a table caption "AFD vs AFN – Comparação". This should be placed above the table in Markdown.
+
+9. **Identify and transcribe the page number:** At the bottom center of the page, there is the page number "28". This should be included at the very end of the document.
+
+
+
+## 4 AUTÔMATOS FINITOS NÃO-DETERMINÍSTICOS
+
+Neste capítulo, estudamos os **autômatos finitos não-determinísticos** (AFN), uma extensão dos AFDs que permite maior flexibilidade na modelagem de linguagens. Em um AFN, cada par (estado, símbolo) pode levar a múltiplos estados simultaneamente. Apesar dessa aparente extensão, AFNs e AFDs reconhecem exatamente a mesma classe de linguagens — as linguagens regulares. Apresentamos também o algoritmo de **construção de subconjuntos**, que converte qualquer AFN em um AFD equivalente (MENEZES, 2011).
+
+O não-determinismo é um conceito central na Teoria da Computação. Intuitivamente, o autômato explora simultaneamente todos os caminhos de computação possíveis, e aceita a cadeia se pelo menos um desses caminhos atinge um estado final (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+Do ponto de vista prático, o não-determinismo oferece uma poderosa ferramenta de projeto: ao invés de construir diretamente um AFD — que pode exigir raciocínio complexo sobre como codificar informação nos estados — pode-se projetar primeiro um AFN mais simples e intuitivo, e depois converter sistematicamente para um AFD equivalente. Essa abordagem é amplamente empregada na construção de analisadores léxicos a partir de expressões regulares (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+### 4.1 Definição Formal de AFN
+
+Um **AFN** é uma 5-tupla $M = (\Sigma, Q, \delta, q_0, F)$, com a diferença fundamental em relação ao AFD na função de transição: $\delta : Q \times \Sigma \to 2^Q$. A notação $2^Q$ representa o conjunto das partes de $Q$; assim, $\delta(q, a)$ retorna um conjunto de estados (possivelmente vazio). Quando $\delta(q, a) = \emptyset$, a computação naquele ramo “morre” (SIPSER, 2007).
+
+Todo AFD é um caso particular de AFN em que $|\delta(q, a)| = 1$ para todo par $(q, a)$. Portanto, a classe de linguagens reconhecidas por AFNs é pelo menos tão ampla quanto a dos AFDs — e, como veremos, é exatamente a mesma.
+
+AFD vs AFN – Comparação
+
+28
+
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,57 @@
+
+1. **Identify and transcribe the first table:** The document starts with a table. I need to identify its structure, including headers and content. The table has three columns: "Característica", "AFD", and "AFN". Some cells have multi-line content or mathematical expressions. I will use Markdown table syntax, ensuring correct alignment and handling of special characters like $\delta$ and $2^Q$. The last row "Poder expressivo" spans across the first two columns visually but is a single cell in the third column. I will represent this by placing it in the "AFN" column.
+
+2. **Transcribe the section heading:** Following the table, there's a section heading "4.1.1 Exemplo: AFN para Cadeias Terminadas em $ab$". I will transcribe this as a level 2 heading since it's a sub-section.
+
+3. **Transcribe the paragraph following the heading:** There's a paragraph starting with "O AFN $M_1 = \{\{a,b\}, \{q_0,q_1,q_2\}, \delta, q_0, \{q_2\}\}$ reconhece cadeias terminadas em $ab$:". I will transcribe this directly, ensuring all mathematical expressions are correctly rendered using LaTeX.
+
+4. **Transcribe the table caption:** Below the first table, there's a caption "Tabela 4.1: Tabela de transição do AFN $M_1$.". I will transcribe this as a regular paragraph.
+
+5. **Identify and transcribe the second table:** This is a smaller table with three columns: "$\delta$", "a", and "b". It has four rows of data. I will transcribe this table using Markdown table syntax, paying attention to the empty cells and the content in the last row.
+
+6. **Identify and transcribe the image:** There is an image of a finite state machine. I will insert an image placeholder `` at the point where it appears in the document.
+
+7. **Transcribe the image caption:** Below the image, there's a caption "Figura 4.1: AFN $M_1$: reconhece cadeias terminadas em $ab$.". I will transcribe this as a regular paragraph.
+
+8. **Transcribe the final paragraph:** The document concludes with a long paragraph. I will transcribe this paragraph, ensuring all mathematical expressions (like $q_0$, $q_1$, $ab$, $MENEZES, 2011$) are correctly rendered using LaTeX.
+
+9. **Transcribe the second section heading:** There's another section heading "4.1.2 Exemplo: AFN para Cadeias Contendo $aba$ como Subpalavra". I will transcribe this as a level 2 heading.
+
+10. **Transcribe the final paragraph before the page number:** The document ends with a short paragraph "Considere o AFN $M_3 = (\{a,b\}, \{q_0,q_1,q_2,q_3\}, \delta, q_0, \{q_3\})$ que reconhece cadeias con- tendo $aba$ como subpalavra:". I will transcribe this.
+
+11. **Transcribe the page number:** At the bottom center, there's the page number "29". I will transcribe this at the very end of the document.
+
+
+
+| Característica | AFD | AFN |
+|---|---|---|
+| Função $\delta$ | $Q \times \Sigma \to Q$ | $Q \times \Sigma \to 2^Q$ |
+| Transições por $(q,a)$ | Exatamente 1 | Zero ou mais |
+| Determinismo | Sim | Não |
+| Aceitação | Estado final atingido | Algum caminho atinge
$F$ |
+| Poder expressivo | Ling. regulares | Ling. regulares |
+
+## 4.1.1 Exemplo: AFN para Cadeias Terminadas em $ab$
+
+O AFN $M_1 = (\{a,b\}, \{q_0,q_1,q_2\}, \delta, q_0, \{q_2\})$ reconhece cadeias terminadas em $ab$:
+
+Tabela 4.1: Tabela de transição do AFN $M_1$.
+
+| $\delta$ | a | b |
+|---|---|---|
+| $\to q_0$ | $\{q_0,q_1\}$ | $\{q_0\}$ |
+| $q_1$ | $\emptyset$ | $\{q_2\}$ |
+| $*q_2$ | $\emptyset$ | $\emptyset$ |
+
+
+Figura 4.1: AFN $M_1$: reconhece cadeias terminadas em $ab$.
+
+No estado $q_0$, ao ler $a$, o autômato pode tanto permanecer em $q_0$ quanto ir para $q_1$. Essa é a essência do não-determinismo.
+Compare este AFN com o AFD equivalente da Figura [3.2] do capítulo anterior: ambos reconhecem a mesma linguagem (cadeias terminadas em $ab$), mas o AFN é mais simples de projetar. No AFN, a “adivinhação” de quando iniciar o reconhecimento do padrão $ab$ é realizada pelo não-determinismo; no AFD, essa informação precisa ser codificada explicitamente nos estados (MENEZES, 2011).
+
+## 4.1.2 Exemplo: AFN para Cadeias Contendo $aba$ como Subpalavra
+
+Considere o AFN $M_3 = (\{a,b\}, \{q_0,q_1,q_2,q_3\}, \delta, q_0, \{q_3\})$ que reconhece cadeias con- tendo $aba$ como subpalavra:
+
+29
+
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,62 @@
+
+1. **Identify and transcribe the image and its caption:** The first element is a diagram followed by a caption. I will transcribe the caption as a regular paragraph and then insert an image placeholder for the diagram.
+
+2. **Transcribe the introductory paragraph:** The next block of text is a standard paragraph. I will transcribe it directly, paying attention to special characters like "aba" and the arrow notation $q_0 \xrightarrow{a} q_1 \xrightarrow{b} q_2 \xrightarrow{a} q_3$.
+
+3. **Identify and transcribe the main section heading:** There is a clear heading "4.2 Função de Transição Estendida e Aceitação". This should be rendered as an H2 Markdown heading.
+
+4. **Transcribe the first paragraph under the main heading:** This paragraph contains mathematical expressions and symbols. I will ensure these are correctly formatted using LaTeX syntax. Specifically, $\delta^* : 2^Q \times \Sigma^* \to 2^Q$, $\delta^*(P, \varepsilon) = P$, $\delta^*(P, wa) = \bigcup_{q \in \delta^*(P, w)} \delta(q, a)$, and $\delta^*(\{q_0\}, w) \cap F \neq \emptyset$. The word "aceitada" is misspelled in the original; I will correct it to "aceita".
+
+5. **Transcribe the second paragraph under the main heading:** This paragraph also contains a mathematical expression: $\delta^*(\{q_0\}, w) \cap F \neq \emptyset$. It also includes the word "existencial" which is bolded in the original. I will ensure this is preserved.
+
+6. **Transcribe the third paragraph under the main heading:** This paragraph is a standard text paragraph.
+
+7. **Identify and transcribe the sub-section heading:** There is a sub-heading "4.2.1 Exemplo de Computação". This should be rendered as an H3 Markdown heading.
+
+8. **Transcribe the introductory sentence for the example:** This is a simple sentence.
+
+9. **Transcribe the mathematical equations for the example:** These are a series of three equations. I will use LaTeX for these, ensuring proper alignment and spacing. The equations are:
+ - $\delta^*(\{q_0\}, a) = \delta(q_0, a) = \{q_0, q_1\}$
+ - $\delta^*(\{q_0\}, aa) = \delta(q_0, a) \cup \delta(q_1, a) = \{q_0, q_1\} \cup \emptyset = \{q_0, q_1\}$
+ - $\delta^*(\{q_0\}, aab) = \delta(q_0, b) \cup \delta(q_1, b) = \{q_0\} \cup \{q_2\} = \{q_0, q_2\}$
+
+10. **Transcribe the concluding sentence for the example:** This is a simple sentence.
+
+11. **Identify and transcribe the table-like structure:** There is a section titled "Exemplo – Computação Detalhada: Cadeia $bab$". This looks like a table with two columns. The first column has "Analisemos $\delta^*(\{q_0\}, bab)$ passo a passo no AFN $M_1$:", "Passo 1 — leitura de $b$: $\delta^*(\{q_0\}, b) = \delta(q_0, b) = \{q_0\}$", and "Passo 2 — leitura de $a$: $\delta^*(\{q_0\}, ba) = \delta(q_0, a) = \{q_0, q_1\}$". The second column is empty. I will represent this as a Markdown table with two columns, even though the second column is visually empty but conceptually part of the table structure.
+
+12. **Transcribe the page number:** The page number "30" is at the bottom center. I will include it at the very end of the document.
+
+
+
+
+Figura 4.2: AFN $M_3$: reconhece cadeias contendo $aba$ como subpalavra.
+
+O padrão é claro: o autômato permanece em $q_0$ lendo qualquer símbolo, até “adivinar” que a ocorrência de $aba$ está começando. A partir daí, segue a sequência $q_0 \xrightarrow{a} q_1 \xrightarrow{b} q_2 \xrightarrow{a} q_3$, e permanece em $q_3$ (estado final) lendo o restante da cadeia. Esse padrão de projeto — um “laço de espera” seguido de uma sequência linear — é utilizado para reconhecer qualquer subcadeia fixa (SIPSER, 2007).
+
+## 4.2 Função de Transição Estendida e Aceitação
+
+A função de transição estendida $\delta^* : 2^Q \times \Sigma^* \to 2^Q$ opera sobre conjuntos de estados: $\delta^*(P, \varepsilon) = P$ e $\delta^*(P, wa) = \bigcup_{q \in \delta^*(P, w)} \delta(q, a)$.
+Uma cadeia $w$ é aceita por $M$ se $\delta^*(\{q_0\}, w) \cap F \neq \emptyset$, ou seja, se ao menos um caminho de computação atinge um estado final. A aceitação em AFNs é **existencial**: basta um caminho bem-sucedido (MENEZES, 2011).
+A natureza existencial da aceitação tem uma interpretação computacional interessante: podemos imaginar que o AFN “clona” a si mesmo a cada ponto de escolha, explorando todos os caminhos em paralelo. Se qualquer clone atinge um estado final ao fim da leitura, a cadeia é aceita. Essa metáfora do paralelismo ilimitado é o que torna os AFNs mais fáceis de projetar, embora não amplie o poder expressivo (SIPSER, 2007).
+
+### 4.2.1 Exemplo de Computação
+
+Para $\delta^*(\{q_0\}, aab)$ no AFN $M_1$:
+
+| | |
+|---|---|
+| $\delta^*(\{q_0\}, a) = \delta(q_0, a) = \{q_0, q_1\}$ | |
+| $\delta^*(\{q_0\}, aa) = \delta(q_0, a) \cup \delta(q_1, a) = \{q_0, q_1\} \cup \emptyset = \{q_0, q_1\}$ | |
+| $\delta^*(\{q_0\}, aab) = \delta(q_0, b) \cup \delta(q_1, b) = \{q_0\} \cup \{q_2\} = \{q_0, q_2\}$ | |
+
+Como $q_2 \in F$, a cadeia $aab$ é aceita.
+
+Exemplo – Computação Detalhada: Cadeia $bab$
+
+| Analisemos $\delta^*(\{q_0\}, bab)$ passo a passo no AFN $M_1$: | |
+|---|---|
+| Passo 1 — leitura de $b$: $\delta^*(\{q_0\}, b) = \delta(q_0, b) = \{q_0\}$ | |
+| Passo 2 — leitura de $a$: $\delta^*(\{q_0\}, ba) = \delta(q_0, a) = \{q_0, q_1\}$ | |
+
+30
+
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,62 @@
+
+1. **Identify and transcribe the first boxed section:** This section contains two lines of text, each starting with "Passo 3" or "Como". The content is mathematical expressions and set notation. I will transcribe it directly, ensuring correct LaTeX for sets and symbols.
+
+2. **Identify and transcribe the second boxed section:** This section has a main heading "Exemplo – Computação Detalhada: Cadeia ba" followed by three lines of text, each starting with "Passo 1", "Passo 2", or "Como". Similar to the first box, I will transcribe the text and LaTeX accurately.
+
+3. **Identify and transcribe the main heading:** The heading "4.3 Equivalência AFN–AFD: Construção de Subconjuntos" is a level 2 heading. I will use `##` for this.
+
+4. **Transcribe the introductory paragraph:** This is a standard paragraph of text. I will transcribe it directly, paying attention to bolded text ("construção de subconjuntos") and mathematical expressions ($M_N = (\Sigma, Q_N, \delta_N, q_0, F_N)$, $M_D = (\Sigma, Q_D, \delta_D, \{q_0\}, F_D)$).
+
+5. **Transcribe the bulleted list:** There are two bullet points. I will use `-` for these and ensure the mathematical expressions within them are correctly formatted in LaTeX.
+
+6. **Transcribe the following paragraph:** This is another standard paragraph of text. I will transcribe it directly.
+
+7. **Transcribe the sub-heading:** The heading "4.3.1 Exemplo de Conversão" is a level 3 heading. I will use `###` for this.
+
+8. **Transcribe the introductory sentence for the table:** This is a short sentence introducing the table. I will transcribe it directly.
+
+9. **Transcribe the table:** This is a simple table with two columns and four rows (including the header). The header row has "Macro-estado" and "a | b". The content includes mathematical expressions and arrows. I will use Markdown table syntax, ensuring correct alignment and LaTeX for the content.
+
+10. **Transcribe the final paragraph:** This is the concluding paragraph of the page. I will transcribe it directly, including the mathematical expression ($F_D = \{C\}$) and the reference "(SIPSER, 2007)".
+
+11. **Transcribe the page number:** The page number "31" is at the bottom center. I will include it at the very end of the document.
+
+
+
+| Passo 3 — leitura de b: $\delta^*(\{q_0\}, bab) = \delta(q_0, b) \cup \delta(q_1, b) = \{q_0\} \cup \{q_2\} = \{q_0, q_2\}$ Como $\{q_0, q_2\} \cap \{q_2\} = \{q_2\} \neq \emptyset$, a cadeia bab é aceita. |
+|---|
+
+| Exemplo – Computação Detalhada: Cadeia ba |
+|---|
+| Analisemos $\delta^*(\{q_0\}, ba)$ no AFN $M_1$: |
+| Passo 1 — leitura de b: $\delta^*(\{q_0\}, b) = \delta(q_0, b) = \{q_0\}$ |
+| Passo 2 — leitura de a: $\delta^*(\{q_0\}, ba) = \delta(q_0, a) = \{q_0, q_1\}$ |
+| Como $\{q_0, q_1\} \cap \{q_2\} = \emptyset$, a cadeia ba é rejeitada (não termina em ab). |
+
+## 4.3 Equivalência AFN–AFD: Construção de Subconjuntos
+
+O resultado central deste capítulo é que para todo AFN existe um AFD equivalente. A demonstração é construtiva e chama-se **construção de subconjuntos**: cada estado do AFD corresponde a um subconjunto de estados do AFN. Dado $M_N = (\Sigma, Q_N, \delta_N, q_0, F_N)$, constrói-se $M_D = (\Sigma, Q_D, \delta_D, \{q_0\}, F_D)$ onde (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002):
+
+* $\delta_D(S, a) = \bigcup_{q \in S} \delta_N(q, a)$ para cada macro-estado $S \subseteq Q_N$;
+* $F_D = \{S \in Q_D \mid S \cap F_N \neq \emptyset\}$.
+
+Se o AFN possui $n$ estados, o AFD pode ter até $2^n$ estados. Na prática, muitos subconjuntos são inacessíveis e o AFD resultante é menor.
+
+A construção é realizada incrementalmente: começa-se pelo macro-estado $\{q_0\}$ e, para cada macro-estado alcançado, computam-se as transições com cada símbolo do alfabeto. Macro-estados novos são adicionados à fila de processamento até que nenhum novo estado seja gerado. Esse processo sempre termina, pois o número de subconjuntos possíveis é finito ($2^n$) (MENEZES, 2011).
+
+### 4.3.1 Exemplo de Conversão
+
+Aplicando ao AFN $M_1 (q_0, q_1, q_2; F = \{q_2\})$:
+
+Tabela 4.2: Construção de subconjuntos para $M_1$.
+
+| Macro-estado | a | b |
+|---|---|---|
+| $\rightarrow A = \{q_0\}$ | B | A |
+| $B = \{q_0, q_1\}$ | B | C |
+| $\ast C = \{q_0, q_2\}$ | B | A |
+
+O AFD equivalente tem 3 macro-estados acessíveis ($A, B, C$), com $F_D = \{C\}$ pois $C$ contém $q_2$. Podemos verificar: $ab$ leva $A \to B \to C \in F_D$ (aceita); $ba$ leva $A \to A \to B \notin F_D$ (rejeitada) (SIPSER, 2007).
+
+31
+
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-34.md
@@ -0,0 +1,54 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main title:** The document starts with a clear title "Exemplo – Construção de Subconjuntos Passo a Passo". This should be rendered as a level 2 heading.
+
+2. **Transcribe the first section content (AFN construction):**
+ - The first part is a detailed explanation of AFN construction. It has a main heading "Vamos detalhar a construção para o AFN $M_1$:" followed by sub-headings like "Início:", "Processando A = {$q_0$}:", "Processando B = {$q_0, q_1$}:", and "Processando C = {$q_0, q_2$}:". These should be rendered using appropriate Markdown headings or bold text to maintain hierarchy.
+ - The content under each sub-heading is a list of bullet points. Each bullet point contains mathematical expressions. These need to be rendered using Markdown's list syntax (`- `) and LaTeX for the math expressions.
+ - The final "Fim:" section also contains a bullet point with a mathematical expression. This should be handled similarly.
+
+3. **Identify and transcribe the section heading "4.4 Vantagens do Não-Determinismo":** This is a level 2 heading, indicating a new subsection.
+
+4. **Transcribe the paragraph under the second section heading:** This is a standard paragraph of text. It contains some bolded words ("concisão", "facilidade de projeto", "composição") which should be preserved using Markdown's bold syntax (`**text**`).
+
+5. **Transcribe the third section content (Exponential State Explosion):**
+ - This section has a main heading "Explosão Exponencial de Estados" which should be a level 2 heading.
+ - The content is a single paragraph. It contains a mathematical expression "$L_n = \{w \in \{a,b\}^* | o n\text{-ésimo símbolo antes do fim é } a\}$". This needs to be rendered using LaTeX.
+
+6. **Transcribe the page number:** The page number "32" is at the bottom center. This should be included at the very end of the document.
+
+7. **Review and format:** Check for any missed text, incorrect Markdown syntax, or misaligned elements. Ensure all mathematical expressions are correctly formatted in LaTeX. Ensure all headings are at the correct level. The document is relatively simple, so no complex table structures or images are present.
+
+
+
+## Exemplo – Construção de Subconjuntos Passo a Passo
+
+Vamos detalhar a construção para o AFN $M_1$:
+**Início:** O estado inicial do AFD é $A = \{q_0\}$.
+**Processando A = {$q_0$}:**
+
+* $\delta_D(A,a) = \delta_N(q_0,a) = \{q_0,q_1\} = B$ (novo macro-estado)
+* $\delta_D(A,b) = \delta_N(q_0,b) = \{q_0\} = A$
+
+**Processando B = {$q_0, q_1$}:**
+
+* $\delta_D(B,a) = \delta_N(q_0,a) \cup \delta_N(q_1,a) = \{q_0,q_1\} \cup \emptyset = \{q_0,q_1\} = B$
+* $\delta_D(B,b) = \delta_N(q_0,b) \cup \delta_N(q_1,b) = \{q_0\} \cup \{q_2\} = \{q_0,q_2\} = C$ (novo)
+
+**Processando C = {$q_0, q_2$}:**
+
+* $\delta_D(C,a) = \delta_N(q_0,a) \cup \delta_N(q_2,a) = \{q_0,q_1\} \cup \emptyset = B$
+* $\delta_D(C,b) = \delta_N(q_0,b) \cup \delta_N(q_2,b) = \{q_0\} \cup \emptyset = A$
+
+**Fim:** Nenhum novo macro-estado gerado. Estados finais: $C$ contém $q_2 \in F_N$, logo $F_D = \{C\}$.
+
+## 4.4 Vantagens do Não-Determinismo
+
+Embora AFNs não reconheçam linguagens adicionais, oferecem vantagens de **concisão** (podem ter exponencialmente menos estados que o menor AFD equivalente), **facilidade de projeto** (projetar primeiro um AFN e depois converter) e **composição** (operações de fechamento são demonstradas mais facilmente com AFNs).
+Existe uma família de linguagens em que o menor AFN requer $n+1$ estados e o menor AFD requer $2^n$ estados, mostrando que o limite exponencial é justo (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002). Aspectos práticos da implementação eficiente da construção de subconjuntos são discutidos em detalhe na literatura voltada à modelagem e construção de autômatos (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+## Explosão Exponencial de Estados
+
+Um exemplo clássico da explosão exponencial é a linguagem $L_n = \{w \in \{a,b\}^* | o n\text{-ésimo símbolo antes do fim é } a\}$. Um AFN para $L_n$ precisa de apenas $n+1$ estados (adivinha quando faltam $n$ símbolos e verifica que o próximo é $a$), mas qualquer AFD equivalente requer pelo menos $2^n$ estados, pois precisa “lembrar” os últimos $n$ símbolos lidos.
+
+32
+
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@@ -0,0 +1,60 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main content area:** The document contains a block of text, a table, and two exercise questions. I will transcribe all text, including the page number at the bottom.
+
+2. **Transcribe the first paragraph:** This is a standard paragraph with no special formatting. I will transcribe it directly.
+
+3. **Transcribe the second paragraph:** This paragraph also contains a reference to "Tabela 4.3". I will transcribe it as is.
+
+4. **Transcribe the table caption:** The table has a caption "Tabela 4.3: Resumo comparativo entre AFD e AFN." which should be placed above the table in Markdown.
+
+5. **Convert the table to Markdown:**
+ - **Determine columns:** The table has three columns: "Aspecto", "AFD", and "AFN".
+ - **Handle multi-line cells:** The cell "Pode ser exponencialmente maior" under "AFD" and "Geralmente mais compacto" under "AFN" are multi-line. Markdown tables handle this naturally by wrapping text.
+ - **Handle merged cells:** The "Tempo de simulação" row spans two rows visually (the "Número de estados" row is below it). In Markdown, this can be represented by repeating the content or by using empty cells for the spanned rows if the content is identical. Here, the content is different ("Número de estados" vs "Tempo de simulação"), so I will repeat the content for clarity and correctness.
+ - **Transcribe content:** I will transcribe all text and mathematical expressions accurately, including the LaTeX for $O(n)$ and $Q$.
+
+6. **Transcribe the section heading:** "4.5 Lista de Exercícios" is a level 2 heading.
+
+7. **Transcribe the first exercise question:** This is a numbered list item. I will use Markdown's ordered list syntax.
+
+8. **Transcribe the sub-items of the first exercise:** These are lettered sub-items (a), (b), (c), (d), (e). I will use Markdown's unordered list syntax for these, as they are not nested lists but rather options for the question.
+
+9. **Transcribe the second exercise question:** This is another numbered list item.
+
+10. **Transcribe the sub-items of the second exercise:** These are lettered sub-items (a), (b), (c). I will use Markdown's unordered list syntax for these.
+
+11. **Transcribe the page number:** The page number "33" is at the bottom center. I will include it at the very end of the document.
+
+
+
+Esse resultado demonstra que, embora AFNs e AFDs tenham o mesmo poder expressivo, a representação por AFN pode ser exponencialmente mais compacta (SIP-SER, 2007).
+
+Na prática, muitas aplicações utilizam uma abordagem híbrida: o projetista especifica o comportamento desejado por meio de expressões regulares ou AFNs, e uma ferramenta automatizada realiza a conversão para AFD quando necessário para eficiência de execução. Ferramentas como lex e flex empregam exatamente essa estratégia na geração de analisadores léxicos (LEWIS; PAPADIMITRIOU, 2004).
+A Tabela 4.3 sintetiza as principais diferenças entre AFDs e AFNs, incluindo aspectos de complexidade de tempo e espaço que são relevantes para aplicações práticas.
+
+Tabela 4.3: Resumo comparativo entre AFD e AFN.
+
+| Aspecto | AFD | AFN |
+|---|---|---|
+| Número de estados | Pode ser exponencialmente maior | Geralmente mais compacto |
+| Tempo de simulação | $O(n)$ por cadeia de tamanho $n$ | $O(n \cdot |Q|)$ por cadeia |
+| Facilidade de projeto | Requer raciocínio detalhado | Mais intuitivo e modular |
+| Conversão | — | Construção de subconjuntos |
+| Uso em compiladores | Execução do analisador | Especificação de padrões |
+
+## 4.5 Lista de Exercícios
+
+1. Qual enunciado descreve a função de transição de um AFN?
+ * (a) $\delta : Q \times \Sigma \to Q$
+ * (b) $\delta : Q \times \Sigma \to P(Q)$
+ * (c) $\delta : Q \times \Sigma \to 2^Q$
+ * (d) $\delta : 2^Q \times \Sigma \to Q$
+ * (e) $\delta : \Sigma \times Q \to 2^Q$
+
+2. A função estendida $\delta^*$ satisfaz $\delta^*(P, aw) = ...$?
+ * (a) $\delta(P,a) \cup \delta(P,w)$
+ * (b) $\delta^*(\delta(P,a),\varepsilon)$
+ * (c) $\bigcup_{q \in P} \delta^*(q,a) \cup w$
+
+33
+
\ No newline at end of file
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-36.md
@@ -0,0 +1,44 @@
+
+1. **Identify and transcribe the page number:** The page number "34" is at the bottom center of the page. This should be transcribed as plain text.
+
+2. **Identify and transcribe the main content blocks:** The document contains several numbered questions (3 and 4) with sub-questions (a, b, c, d, e). These form distinct sections.
+
+3. **Transcribe question 3:**
+ - The question "3. Qual condição garante que $w$ é aceita por um AFN M?" is a main heading.
+ - The sub-questions (a, b, c, d, e) are listed below it. Each sub-question starts with a letter followed by a space and then the text. The mathematical expressions like $\delta^*(\bigcup_{q \in P} \delta(q,a), w)$ and $\{\delta(q,a) | q \in \delta^*(P,w)\}$ need to be rendered using LaTeX syntax.
+
+4. **Transcribe question 4:**
+ - The question "4. Se um AFN tem $n$ estados, máximo de estados no AFD equivalente?" is another main heading.
+ - The sub-questions (a, b, c, d, e) are listed below it. Each sub-question starts with a letter followed by a space and then the text. The mathematical expression $n^2$ needs to be rendered using LaTeX syntax.
+
+5. **Structure the Markdown:**
+ - Use headings for the main questions (e.g., `## 3.`).
+ - Use unordered lists for the sub-questions (e.g., `- (a) ...`).
+ - Ensure correct spacing and line breaks for readability in Markdown.
+ - Maintain the original order of items as presented in the document.
+
+6. **Review and refine:** Check for any missed text, incorrect formatting, or issues with LaTeX rendering. The document is straightforward with no images, tables, or complex layouts, so the conversion should be relatively simple.
+
+
+
+(d) $\delta^*\left(\bigcup_{q \in P} \delta(q,a), w\right)$
+(e) $\{\delta(q,a) | q \in \delta^*(P,w)\}$
+
+3. Qual condição garante que $w$ é aceita por um AFN M?
+
+- (a) $\delta(q_0,w)$ definido para todo símbolo.
+- (b) Todo caminho atinge $F$.
+- (c) Existe pelo menos um caminho que atinge estado em $F$.
+- (d) Conjunto alcançado é vazio.
+- (e) $\delta^*(\{q_0\},w) \cap (Q \setminus F) \neq \emptyset$
+
+4. Se um AFN tem $n$ estados, máximo de estados no AFD equivalente?
+
+- (a) $n^2$
+- (b) $n+1$
+- (c) $2n$
+- (d) $2^n$
+- (e) $n!$
+
+34
+
\ No newline at end of file
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-37.md
@@ -0,0 +1,48 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main heading:** The document starts with a large, bold heading "5 AUTÔMATOS FINITOS COM MOVIMENTOS VAZIOS". This should be rendered as an H2 heading in Markdown.
+
+2. **Transcribe the introductory paragraph:** The first paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, paying attention to bolded phrases like "transições vazias" and "autômatos finitos com movimentos vazios (AFN-ε)" and the italicized symbol "$\varepsilon$".
+
+3. **Transcribe the second paragraph:** The second paragraph is also a standard block of text. I will transcribe it directly, including the italicized symbol "$\varepsilon$" and the parenthetical citation "(HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002)".
+
+4. **Transcribe the third paragraph:** The third paragraph is another standard block of text. I will transcribe it directly, including the italicized symbol "$\varepsilon$" and the parenthetical citation "(SIPSER, 2007)".
+
+5. **Identify and transcribe the sub-heading:** There is a sub-heading "5.1 Definição Formal de AFN-ε". This should be rendered as an H3 heading in Markdown.
+
+6. **Transcribe the fourth paragraph:** The fourth paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, including the mathematical expression "$M = (\Sigma, Q, \delta, q_0, F)$", the function definition "$\delta : Q \times (\Sigma \cup \{\varepsilon\}) \to 2^Q$", and the parenthetical citation "(SIPSER, 2007)".
+
+7. **Transcribe the fifth paragraph:** The fifth paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly.
+
+8. **Identify and transcribe the table:** There is a table titled "Comparação: AFN vs AFN-ε". I need to determine the number of columns and rows.
+ - The table has a clear header row: "Característica", "AFN", "AFN-ε".
+ - It has four data rows: "Domínio de $\delta$", "Transições vazias", "Poder expressivo", "Uso principal".
+ - The content within cells is straightforward text or mathematical expressions. I will ensure correct Markdown table syntax, including alignment if visually appropriate (default left alignment is fine here).
+
+9. **Transcribe the page number:** The page number "35" is at the bottom center. This should be included at the very end of the document.
+
+
+
+## 5 AUTÔMATOS FINITOS COM MOVIMENTOS VAZIOS
+
+Neste capítulo, estendemos o modelo de autômatos finitos ao permitir **transições vazias** ($\varepsilon$-transições), obtendo os **autômatos finitos com movimentos vazios** (AFN-ε). Em uma $\varepsilon$-transição, o autômato muda de estado sem consumir nenhum símbolo da entrada. Apesar dessa extensão, os AFN-ε reconhecem exatamente a mesma classe de linguagens que AFDs e AFNs: as linguagens regulares (MENEZES, 2011).
+
+As $\varepsilon$-transições são úteis na construção modular de autômatos a partir de expressões regulares (construção de Thompson) e na demonstração de propriedades de fechamento das linguagens regulares. Elas permitem “conectar” sub-autômatos sem redesenhar sua estrutura interna (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+Do ponto de vista conceitual, as $\varepsilon$-transições representam mudanças de estado “espontâneas” — o autômato pode transitar entre estados sem necessidade de estímulo externo. Essa liberdade adicional simplifica significativamente a construção composicional de autômatos, conforme veremos ao longo deste capítulo. É importante ressaltar que essa extensão não amplia o poder computacional do modelo; trata-se exclusivamente de uma conveniência de projeto (SIPSER, 2007).
+
+### 5.1 Definição Formal de AFN-ε
+
+Um AFN-ε é uma 5-tupla $M = (\Sigma, Q, \delta, q_0, F)$, onde a função de transição tem domínio estendido: $\delta : Q \times (\Sigma \cup \{\varepsilon\}) \to 2^Q$. Assim, $\delta(q, \varepsilon)$ indica os estados alcançáveis a partir de $q$ sem consumir símbolo algum da entrada. Graficamente, as $\varepsilon$-transições são setas rotuladas com $\varepsilon$ (SIPSER, 2007).
+
+A diferença em relação ao AFN convencional é justamente essa possibilidade de transição espontânea: o autômato pode “avançar” entre estados gratuitamente, sem que o cabeçote de leitura se move.
+
+| Comparação: AFN vs AFN-ε |
+|---|---|---|
+| **Característica** | **AFN** | **AFN-ε** |
+| Domínio de $\delta$ | $Q \times \Sigma$ | $Q \times (\Sigma \cup \{\varepsilon\})$ |
+| Transições vazias | Não permitidas | Permitidas |
+| Poder expressivo | Ling. regulares | Ling. regulares |
+| Uso principal | Reconhecimento | Construção
composicional |
+
+35
+
\ No newline at end of file
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-38.md
@@ -0,0 +1,66 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main heading:** The document starts with "5.2 Fecho-$\varepsilon$". This is a level 2 heading.
+
+2. **Transcribe the introductory paragraph:** The first paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, paying attention to the special characters like $\varepsilon$ and $\delta$.
+
+3. **Handle the first mathematical equation:** There's a displayed equation: $\delta_{\varepsilon}(q) = \{q\} \cup \delta(q, \varepsilon) \cup \left( \bigcup_{p \in \delta(q, \varepsilon)} \delta_{\varepsilon}(p) \right)$. This will be rendered using LaTeX inline math for the variables and the union symbol, and a display math block for the entire equation.
+
+4. **Transcribe the second paragraph related to the equation:** This paragraph explains the equation. It contains a reference to "MENEZES, 2011".
+
+5. **Transcribe the third paragraph:** This paragraph further explains the concept of $\varepsilon$-closure and its properties. It also contains a set notation $\delta_{\varepsilon}(q) \supseteq \{q\}$.
+
+6. **Identify and transcribe the algorithm box:** There's a distinct section titled "Algoritmo para Computar o Fecho-$\varepsilon$". This is a boxed algorithm. I will represent it as a code block or a list with a clear heading. Given its structure, a Markdown code block with a heading seems appropriate.
+
+7. **Transcribe the algorithm steps:** The algorithm consists of numbered steps and sub-steps (a) and (b). I will use Markdown's ordered list syntax for the main steps and nested unordered lists for the sub-steps.
+
+8. **Transcribe the final paragraph in the algorithm box:** This paragraph describes the complexity of the algorithm.
+
+9. **Identify and transcribe the sub-heading:** "5.2.1 Exemplo: AFN-$\varepsilon$ M$_7$" is a level 3 heading.
+
+10. **Transcribe the example paragraph:** This paragraph describes an automaton $M_7$ and its language. It contains set notations and a power set notation.
+
+11. **Insert the image placeholder:** There is an image of a finite state machine. I will insert an image placeholder `` at the correct position.
+
+12. **Transcribe the caption for the image:** The caption "Figura 5.1: AFN-$\varepsilon$ M$_7$: reconhece $\{a\}^*$." will be placed directly below the image placeholder.
+
+13. **Transcribe the final paragraph:** This paragraph discusses the $\varepsilon$-closure of $q_0$ and its intersection with $F$, leading to a conclusion about the accepted chain.
+
+14. **Transcribe the page number:** The page number "36" is at the bottom center. I will include it at the very end of the document.
+
+
+
+## 5.2 Fecho-$\varepsilon$
+
+O conceito central para trabalhar com AFN-$\varepsilon$ é o fecho-$\varepsilon$ (ou $\varepsilon$-closure). Ele captura todos os estados alcançáveis a partir de um estado usando apenas $\varepsilon$-transições. A definição recursiva é:
+
+$$
+\delta_{\varepsilon}(q) = \{q\} \cup \delta(q, \varepsilon) \cup \left( \bigcup_{p \in \delta(q, \varepsilon)} \delta_{\varepsilon}(p) \right)
+$$
+
+Para um conjunto $P \subseteq Q$: $\delta_{\varepsilon}(P) = \bigcup_{q \in P} \delta_{\varepsilon}(q)$. Na prática, computa-se por busca em largura ou profundidade no grafo das $\varepsilon$-transições (MENEZES, 2011).
+
+O fecho-$\varepsilon$ sempre inclui o próprio estado (zero $\varepsilon$-transições é válido). Assim, $\delta_{\varepsilon}(q) \supseteq \{q\}$ para todo $q$.
+
+### Algoritmo para Computar o Fecho-$\varepsilon$
+
+O fecho-$\varepsilon$ de um estado $q$ pode ser computado pelo seguinte algoritmo:
+
+1. Inicialize o conjunto resultado $R = \{q\}$ e uma fila $F = [q]$.
+2. Enquanto $F$ não estiver vazia:
+ * (a) Retire um estado $p$ de $F$.
+ * (b) Para cada $r \in \delta(p, \varepsilon)$: se $r \notin R$, adicione $r$ a $R$ e a $F$.
+3. Retorne $R$.
+
+Esse algoritmo é essencialmente uma busca em largura (BFS) no grafo dirigido formado pelas $\varepsilon$-transições. Sua complexidade é $O(|Q|^2)$ no pior caso.
+
+### 5.2.1 Exemplo: AFN-$\varepsilon$ M$_7$
+
+Considere $M_7 = (\{a\}, \{q_0, q_f\}, \delta, q_0, \{q_f\})$ com $\delta(q_0, \varepsilon) = \{q_f\}$ e $\delta(q_f, a) = \{q_f\}$. Este autômato reconhece $L(M_7) = \{a\}^* = \{\varepsilon, a, aa, \dots\}$.
+
+
+Figura 5.1: AFN-$\varepsilon$ M$_7$: reconhece $\{a\}^*$.
+
+O fecho-$\varepsilon$: $\delta_{\varepsilon}(q_0) = \{q_0, q_f\}$ (pois $q_f \in \delta(q_0, \varepsilon)$) e $\delta_{\varepsilon}(q_f) = \{q_f\}$. Como $\delta_{\varepsilon}(q_0) \cap F = \{q_f\} \neq \emptyset$, a cadeia $\varepsilon$ é aceita.
+
+36
+
\ No newline at end of file
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-39.md
@@ -0,0 +1,51 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main heading:** The document starts with "5.2.2 Exemplo: AFN-ε para $a^*b^* \cup c$". This is a level 2 heading.
+
+2. **Transcribe the introductory paragraph:** The first paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, paying attention to special characters like $\epsilon$ and mathematical expressions like $M_8 = (\{a,b,c\}, \{q_0,q_1,q_2,q_3,q_4\}, \delta, q_0, \{q_2,q_4\})$ and $a^*b^* \cup \{c\}$.
+
+3. **Handle the image and its caption:** There is an image of a finite state machine. I will insert an image placeholder `` immediately after the paragraph that describes it. The caption "Figura 5.2: AFN-ε $M_8$: reconhece $a^*b^* \cup \{c\}$ usando construção modular." will be placed directly below the image placeholder.
+
+4. **Transcribe the second paragraph:** The second paragraph continues the explanation. I will transcribe it, ensuring correct rendering of mathematical expressions like $\delta_\epsilon(q_0) = \{q_0,q_1,q_2\}$, $q_0 \xrightarrow{\epsilon} q_1 \xrightarrow{\epsilon} q_2$, and $q_2 \in F$.
+
+5. **Identify and transcribe the main sub-heading:** "5.3 Função de Transição Estendida" is another level 2 heading.
+
+6. **Transcribe the introductory sentence for the function definition:** The sentence "A função estendida $\delta^*: 2^Q \times \Sigma^* \to 2^Q$ para AFN-ε é definida por:" introduces the following list items.
+
+7. **Transcribe the numbered list:** There are two numbered list items. I will use Markdown's ordered list syntax (`1.` and `2.`). Each item contains a bolded label followed by a mathematical expression. I will ensure correct LaTeX rendering for these expressions.
+
+8. **Transcribe the explanatory paragraph:** The paragraph starting with "Ou seja:" provides further clarification. I will transcribe it, including the reference "(HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002)".
+
+9. **Transcribe the final example box:** There is a boxed section titled "Exemplo – Computação em $M_7$ com Cadeia $aa$". This is a distinct block of content. I will represent it using a Markdown table or a blockquote if appropriate, but given its visual structure as a box, a simple blockquote with a heading might be more suitable. However, since it's a "box", a table with a single row and a merged cell for the title, followed by a second row with the content, seems most accurate. I'll use a table for this.
+
+10. **Transcribe the content within the example box:** The content inside the box is a single paragraph. I will transcribe it, including the mathematical expression $\delta^*(\{q_0\}, aa)$ and the subsequent line "Base: $\delta^*(\{q_0\}, \epsilon) = \delta_\epsilon(\{q_0\}) = \{q_0, q_f\}$".
+
+11. **Transcribe the page number:** The page number "37" at the bottom center of the page will be included at the very end.
+
+
+
+## 5.2.2 Exemplo: AFN-ε para $a^*b^* \cup c$
+
+Considere o AFN-ε $M_8 = (\{a,b,c\}, \{q_0,q_1,q_2,q_3,q_4\}, \delta, q_0, \{q_2,q_4\})$ que reconhece a linguagem $a^*b^* \cup \{c\}$. A ideia é construir dois sub-autômatos — um para $a^*b^*$ e outro para $\{c\}$ — e conectá-los por $\epsilon$-transições a partir do estado inicial.
+
+
+Figura 5.2: AFN-ε $M_8$: reconhece $a^*b^* \cup \{c\}$ usando construção modular.
+
+Neste exemplo, $\delta_\epsilon(q_0) = \{q_0,q_1,q_2\}$ pois $q_0 \xrightarrow{\epsilon} q_1 \xrightarrow{\epsilon} q_2$. Como $q_2 \in F$, a cadeia $\epsilon$ é aceita (pertence a $a^*b^*$). A modularidade da construção é evidente: os sub-autômatos para $a^*b^*$ e para $\{c\}$ são independentes, conectados apenas pelas $\epsilon$-transições de $q_0$ (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+## 5.3 Função de Transição Estendida
+
+A função estendida $\delta^*: 2^Q \times \Sigma^* \to 2^Q$ para AFN-ε é definida por:
+
+1. **Base:** $\delta^*(P, \epsilon) = \delta_\epsilon(P)$
+2. **Passo:** $\delta^*(P, wa) = \delta_\epsilon(\{r | \exists s \in \delta^*(P,w): r \in \delta(s,a)\})$
+
+Ou seja: compute os estados atuais após ler $w$; aplique a transição com o símbolo $a$; aplique o fecho-$\epsilon$ ao resultado (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+A cadeia $w$ é aceita se $\delta^*(\{q_0\}, w) \cap F \neq \emptyset$, exatamente como nos AFNs convencionais, mas com o fecho-$\epsilon$ incorporado em cada passo.
+
+| Exemplo – Computação em $M_7$ com Cadeia $aa$ |
+|---|
+| Calculemos $\delta^*(\{q_0\}, aa)$ no AFN-ε $M_7$: |
+| **Base:** $\delta^*(\{q_0\}, \epsilon) = \delta_\epsilon(\{q_0\}) = \{q_0, q_f\}$ |
+
+37
+
\ No newline at end of file
diff --git a/ocr_outputs/numarkdown/page-40.md b/ocr_outputs/numarkdown/page-40.md
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-40.md
@@ -0,0 +1,64 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main content area:** The document contains a section with numbered steps, mathematical equations, and a figure. I will transcribe all text, including headings, paragraphs, and equations, ensuring correct formatting.
+
+2. **Handle the first section (Passo 1):**
+ - The heading "Passo 1 — leitura de $a$:" is a level 3 heading.
+ - There are two lines of equations under it. These should be rendered using LaTeX inline math `$$...$$` for the equations.
+ - The text "Portanto, $\delta^*({q_0}, a) = {q_f}$." is a regular paragraph.
+ - The heading "Passo 2 — leitura de $a$:" is another level 3 heading.
+ - There are two more lines of equations under it, similar to the first section.
+ - The text "Portanto, $\delta^*({q_0}, aa) = {q_f}$. Como ${q_f} \in F$, a cadeia $aa$ é aceita." is a regular paragraph. The word "aceita" is bolded in the original, so I will use Markdown's bold syntax.
+
+3. **Identify and transcribe the main heading:** The heading "5.4 Eliminação de $\varepsilon$-Transições" is a level 2 heading.
+
+4. **Transcribe the introductory paragraph for the second main section:** This is a standard paragraph.
+
+5. **Handle the mathematical equation:** The equation `$\delta'(p, a) = \delta_\varepsilon\left(\bigcup_{q \in \delta_\varepsilon(p)} \delta(q, a)\right)$` is a display equation. It will be rendered using `$$...$$`.
+
+6. **Transcribe the explanatory paragraph:** This is a standard paragraph.
+
+7. **Handle the second mathematical equation:** The equation `$F' = F \cup \{q \in Q | \delta_\varepsilon(q) \cap F \neq \emptyset\}$` is a display equation. It will be rendered using `$$...$$`.
+
+8. **Transcribe the concluding paragraph:** This is a standard paragraph.
+
+9. **Handle the figure and its caption:**
+ - The image is a diagram showing an automaton before and after epsilon transitions are eliminated. I will insert an image placeholder ``.
+ - The caption "Figura 5.3: Eliminação de $\varepsilon$-transições em $M_7$: $q_0$ torna-se estado final." is below the image. I will transcribe it directly.
+
+10. **Transcribe the page number:** The page number "38" is at the bottom center. I will include it at the very end of the document.
+
+
+
+### Passo 1 — leitura de $a$:
+
+Transições com $a$ : $\delta(q_0, a) \cup \delta(q_f, a) = \emptyset \cup \{q_f\} = \{q_f\}$
+Fecho-$\varepsilon$ : $\delta_\varepsilon(\{q_f\}) = \{q_f\}$
+
+Portanto, $\delta^*({q_0}, a) = {q_f}$.
+
+### Passo 2 — leitura de $a$:
+
+Transições com $a$ : $\delta(q_f, a) = \{q_f\}$
+Fecho-$\varepsilon$ : $\delta_\varepsilon(\{q_f\}) = \{q_f\}$
+
+Portanto, $\delta^*({q_0}, aa) = {q_f}$. Como ${q_f} \in F$, a cadeia $aa$ é **aceita**.
+
+## 5.4 Eliminação de $\varepsilon$-Transições
+
+Todo AFN-$\varepsilon$ $M = (\Sigma, Q, \delta, q_0, F)$ pode ser convertido em um AFN equivalente $M' = (\Sigma, Q, \delta', q_0, F')$ sem $\varepsilon$-transições. A construção define (MENEZES, 2011):
+
+$$\delta'(p, a) = \delta_\varepsilon\left(\bigcup_{q \in \delta_\varepsilon(p)} \delta(q, a)\right)$$
+
+Ou seja: primeiro aplica-se o fecho-$\varepsilon$ ao estado $p$; depois, para cada estado no fecho, aplica-se a transição com $a$; finalmente, aplica-se novamente o fecho-$\varepsilon$ ao resultado. Os novos estados finais são:
+
+$$F' = F \cup \{q \in Q | \delta_\varepsilon(q) \cap F \neq \emptyset\}$$
+
+Um estado torna-se final se ele próprio já era final ou se alcança um estado final por $\varepsilon$-transições. Em particular, se $\delta_\varepsilon(q_0) \cap F \neq \emptyset$, o estado inicial deve ser marcado como final para garantir que $\varepsilon \in L(M')$.
+
+A Figura 5.3 ilustra o processo de eliminação de $\varepsilon$-transições para o autômato $M_7$.
+
+
+Figura 5.3: Eliminação de $\varepsilon$-transições em $M_7$: $q_0$ torna-se estado final.
+
+38
+
\ No newline at end of file
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-41.md
@@ -0,0 +1,68 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main heading:** The document starts with "5.4.1 Exemplo de Eliminação". This is a level 2 heading.
+
+2. **Transcribe the first paragraph and equations:** The next block of text is a standard paragraph followed by two mathematical equations. I will transcribe the text and then use LaTeX for the equations, ensuring correct spacing and symbols.
+
+3. **Transcribe the second paragraph:** Another standard paragraph follows, containing set notation and an epsilon symbol.
+
+4. **Identify and transcribe the boxed section header:** There's a distinct blue box with "Exemplo – Eliminação de ε-Transições em $M_8$". This should be rendered as a level 3 heading or a blockquote if it's purely decorative, but given its content, a level 3 heading is more appropriate.
+
+5. **Transcribe the content within the boxed section:** This section contains a main introductory sentence, followed by a bulleted list. Each bullet point contains set notation and epsilon transitions. The last bullet point has a nested paragraph. I will ensure all set notation and epsilon transitions are correctly transcribed using LaTeX.
+
+6. **Identify and transcribe the main heading for the next section:** "5.5 Equivalência AFN-ε, AFN e AFD" is another level 2 heading.
+
+7. **Transcribe the first paragraph in the new section:** A standard paragraph follows, starting with "Os três modelos são equivalentes em poder expressivo:". I will transcribe this directly.
+
+8. **Transcribe the equivalence symbol:** An equivalence symbol "$\equiv$" appears, which I will render using LaTeX.
+
+9. **Transcribe the second paragraph in the new section:** Another standard paragraph follows, discussing equivalences and referencing "SIPSER, 2007" and "HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002".
+
+10. **Identify and transcribe the final boxed section header:** "Cadeia de Equivalências" is another blue box, similar to the previous one. It should be a level 3 heading.
+
+11. **Transcribe the content within the final boxed section:** This section contains a main introductory sentence, followed by a single line of set notation and epsilon transitions. I will ensure all set notation and epsilon transitions are correctly transcribed using LaTeX.
+
+12. **Transcribe the page number:** The page number "39" at the bottom center needs to be included.
+
+
+
+## 5.4.1 Exemplo de Eliminação
+
+No $M_7$ anterior, $\delta_\epsilon(q_0) = \{q_0, q_f\}$. Calculamos $\delta'$:
+
+$$
+\delta'(q_0, a) = \delta_\epsilon(\delta(q_0, a) \cup \delta(q_f, a)) = \delta_\epsilon(\emptyset \cup \{q_f\}) = \{q_f\}
+$$
+$$
+\delta'(q_f, a) = \delta_\epsilon(\delta(q_f, a)) = \delta_\epsilon(\{q_f\}) = \{q_f\}
+$$
+
+Como $\delta_\epsilon(q_0) \cap \{q_f\} \neq \emptyset$, temos $F' = \{q_0, q_f\}$. O AFN resultante aceita $\{a\}^*$ sem $\epsilon$-transições.
+
+### Exemplo – Eliminação de $\epsilon$-Transições em $M_8$
+
+Para o AFN-$\epsilon$ $M_8$ da Figura 5.2 calculemos os fechos-$\epsilon$:
+
+* $\delta_\epsilon(q_0) = \{q_0, q_1, q_2\}$ (pois $q_0 \xrightarrow{\epsilon} q_1 \xrightarrow{\epsilon} q_2$, e $q_0 \xrightarrow{\epsilon} q_3$ com $q_3$ não levando a mais estados por $\epsilon$). Na verdade: $\delta_\epsilon(q_0) = \{q_0, q_1, q_2, q_3\}$.
+* $\delta_\epsilon(q_1) = \{q_1, q_2\}$
+* $\delta_\epsilon(q_2) = \{q_2\}, \quad \delta_\epsilon(q_3) = \{q_3\}, \quad \delta_\epsilon(q_4) = \{q_4\}$
+
+ Como $\delta_\epsilon(q_0) \cap F = \{q_2\} \neq \emptyset$, o estado $q_0$ torna-se final em $M_8'$, garantindo que $\epsilon$ é aceita.
+
+## 5.5 Equivalência AFN-ε, AFN e AFD
+
+Os três modelos são equivalentes em poder expressivo:
+
+AFD $\equiv$ AFN $\equiv$ AFN-$\epsilon$
+
+Todos reconhecem exatamente as linguagens regulares. A cadeia de conversão é: AFN-$\epsilon$ $\xrightarrow{\text{eliminar } \epsilon}$ AFN $\xrightarrow{\text{subconjuntos}}$ AFD. As $\epsilon$-transições facilitam construções modulares (união, concatenação, fecho de Kleene de autômatos), sendo amplamente usadas na construção de Thompson para converter expressões regulares em autômatos (SIPSER, 2007).
+
+Embora não ampliem o poder de reconhecimento, as $\epsilon$-transições são uma ferramenta de projeto valiosa que simplifica a composição de autômatos e a demonstração de propriedades teóricas (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+### Cadeia de Equivalências
+
+A equivalência completa entre os formalismos para linguagens regulares pode ser resumida como:
+
+ER $\longleftrightarrow$ AFN-$\epsilon$ $\longleftrightarrow$ AFN $\longleftrightarrow$ AFD $\longleftrightarrow$ Gramática Regular
+
+39
+
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-42.md
@@ -0,0 +1,59 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main content area:** The document contains a block of text, a table, a section heading, and a sub-section heading. I will transcribe all text, including the page number at the bottom.
+
+2. **Transcribe the initial paragraph and bullet points:** The first part is a simple paragraph followed by a list of five items. I will use Markdown's unordered list syntax for these items.
+
+3. **Transcribe the introductory sentence for the table:** There's a sentence "Esses algoritmos são detalhados ao longo dos capítulos 3 a 6." which introduces the table. I will include this as a regular paragraph before the table.
+
+4. **Transcribe the table caption:** The table has a caption "Tabela 5.1: Resumo comparativo dos modelos de autômatos finitos." This should be placed directly above the table in Markdown.
+
+5. **Convert the table to Markdown:**
+ * **Determine columns:** The table has three clear columns: "Modelo", "Principais Características", and "Aplicação Típica".
+ * **Handle multi-line content:** The "Principais Características" column has multi-line content ("Determinístico, função total, computação única" and "Não-determinístico, múltiplas transições"). Markdown tables handle this naturally by wrapping.
+ * **Identify merged cells:** The "Modelo" column has "AFD", "AFN", and "AFN-$\varepsilon$". These correspond to the rows below them. Markdown tables do not support merged cells directly. I will repeat the "Modelo" value for each row it applies to, or leave it blank if it's a new row. In this case, it's a simple list of models, so repeating is fine.
+ * **Transcribe content accurately:** I will transcribe all text within the table cells, including special characters like $\varepsilon$ (epsilon).
+
+6. **Transcribe the section heading:** "5.5.1 Aplicações Práticas dos AFN-$\varepsilon$" is a level 2 heading. I will use `##` for this.
+
+7. **Transcribe the paragraphs under the section heading:** There are two paragraphs of text following the heading. I will transcribe them as standard Markdown paragraphs.
+
+8. **Transcribe the sub-section heading:** "Exemplo – Fechamento sob União com $\varepsilon$-Transições" is a level 3 heading. I will use `###` for this.
+
+9. **Transcribe the final paragraph:** The last visible text is a partial paragraph starting with "Dados dois AFDs $M_A$ (para $L_A$) e $M_B$ (para $L_B$), podemos construir um AFN-$\varepsilon$ para". I will transcribe this as a standard Markdown paragraph.
+
+10. **Transcribe the page number:** The page number "40" at the bottom center of the page should be included.
+
+
+
+Cada seta representa um algoritmo de conversão construtivo:
+
+* ER → AFN-$\varepsilon$: Construção de Thompson
+* AFN-$\varepsilon$ → AFN: Eliminação de $\varepsilon$-transições
+* AFN → AFD: Construção de subconjuntos
+* AFD → ER: Eliminação de estados
+* AFD ↔ Gram. Regular: Correspondência estados-variáveis
+
+Esses algoritmos são detalhados ao longo dos capítulos 3 a 6.
+
+A Tabela 5.1 apresenta um resumo comparativo dos três modelos de autômatos finitos, destacando suas características e aplicações típicas.
+
+Tabela 5.1: Resumo comparativo dos modelos de autômatos finitos.
+
+| Modelo | Principais Características | Aplicação Típica |
+|---|---|---|
+| AFD | Determinístico, função total, computação única | Implementação direta, simulação eficiente |
+| AFN | Não-determinístico, múltiplas transições | Projeto de reconhecedores, especificação |
+| AFN-$\varepsilon$ | $\varepsilon$-transições, construção modular | Construção de Thompson, fechamento |
+
+## 5.5.1 Aplicações Práticas dos AFN-$\varepsilon$
+
+As $\varepsilon$-transições são indispensáveis em diversas aplicações práticas da teoria dos autômatos. Na construção de compiladores, a **construção de Thompson** (detalhada no Capítulo 6) utiliza AFN-$\varepsilon$ como formato intermediário na conversão de expressões regulares para autômatos. Cada operação da expressão regular (união, concatenação, fecho) é traduzida em um padrão de composição que emprega $\varepsilon$-transições para conectar sub-autômatos (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+Além disso, as $\varepsilon$-transições facilitam a demonstração construtiva de propriedades de fechamento. Para provar que linguagens regulares são fechadas sob união, por exemplo, basta criar um novo estado inicial com $\varepsilon$-transições para os estados iniciais dos dois autômatos originais. Construções análogas funcionam para concatenação e fecho de Kleene (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+### Exemplo – Fechamento sob União com $\varepsilon$-Transições
+
+Dados dois AFDs $M_A$ (para $L_A$) e $M_B$ (para $L_B$), podemos construir um AFN-$\varepsilon$ para
+
+40
+
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-43.md
@@ -0,0 +1,55 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main content area:** The document contains a block of text with a blue border, followed by a section heading "5.6 Lista de Exercícios" and several numbered questions with sub-questions. I will transcribe all text, including mathematical expressions and special characters.
+
+2. **Handle the initial block of text:** This block starts with a mathematical expression $L_A \cup L_B$ and is followed by a numbered list. I will transcribe the text and the list items, ensuring correct Markdown syntax for the list (e.g., `1.`, `2.`, `3.`).
+
+3. **Transcribe the main heading:** The heading "5.6 Lista de Exercícios" is a level 2 heading. I will use `##` for this.
+
+4. **Process the first exercise question (1):** This is a numbered question with multiple-choice answers labeled (a) through (e). I will transcribe the question and then each answer option, maintaining the (a), (b), etc. format using Markdown's ordered list syntax.
+
+5. **Process the second exercise question (2):** Similar to the first, this is a numbered question with multiple-choice answers (a) through (e). I will transcribe the question and then each answer option.
+
+6. **Process the third exercise question (3):** This is another numbered question with multiple-choice answers (a) through (e). I will transcribe the question and then each answer option.
+
+7. **Process the fourth exercise question (4):** This is the last numbered question, which also has an answer (a). I will transcribe the question and its answer.
+
+8. **Identify and transcribe the page number:** The page number "41" is at the bottom center. I will include it at the very end of the document.
+
+
+
+$L_A \cup L_B$ da seguinte forma:
+
+1. Crie um novo estado inicial $q_{novo}$.
+2. Adicione $\varepsilon$-transições de $q_{novo}$ para $q_{0A}$ (estado inicial de $M_A$) e para $q_{0B}$ (estado inicial de $M_B$).
+3. Os estados finais são $F_A \cup F_B$.
+
+O AFN-$\varepsilon$ resultante aceita $w$ se e somente se $w \in L_A$ ou $w \in L_B$, pois a $\varepsilon$-transição inicial “escolhe” qual sub-autômato simular.
+
+## 5.6 Lista de Exercícios
+
+1. Qual a definição do fecho vazio $\delta_\varepsilon(q)$?
+ (a) $\{q\}$
+ (b) $\delta(q, \varepsilon)$
+ (c) $\{q\} \cup \delta(q, \varepsilon) \cup \left( \bigcup_{p \in \delta(q, \varepsilon)} \delta_\varepsilon(p) \right)$
+ (d) $\delta^*(\{q\}, \varepsilon)$
+ (e) $\bigcup_{a \in \Sigma} \delta(q, a)$
+
+2. No AFN-$\varepsilon$ $M_7$, qual é $\delta_\varepsilon(\{q_0\})$?
+ (a) Vazio
+ (b) $\{q_0\}$
+ (c) $\{q_0, q_f\}$
+ (d) $\{q_f\}$
+ (e) $\{q_0, q_f, q_1\}$
+
+3. Qual expressão descreve $\delta^*$ em um AFN-$\varepsilon$?
+ (a) $\delta^*(P, wa) = \delta(\delta^*(P, w), a)$
+ (b) $\delta^*(P, \varepsilon) = \bigcup_{q \in P} \delta(q, \varepsilon)$
+ (c) $\delta^*(P, wa) = \delta_\varepsilon(\delta^*(P, w)) \cup \delta^*(P, a)$
+ (d) $\delta^*(P, \varepsilon) = \delta(P, \varepsilon)$
+ (e) $\delta^*(P, wa) = \delta_\varepsilon(\{r \mid \exists s \in \delta^*(P, w) : r \in \delta(s, a)\})$
+
+4. Ao eliminar $\varepsilon$-transições, $\delta'(p, a)$ é:
+ (a) $\delta(p, a)$
+
+41
+
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-44.md
@@ -0,0 +1,26 @@
+
+1. **Identify Page Content:** The document contains a single page with mathematical expressions and a page number at the bottom. There are no images, tables, or complex layouts beyond simple text and equations.
+
+2. **Transcribe Text and Equations:**
+ - The content is a list of five items, labeled (b), (c), (d), and (e). Each item contains a mathematical expression.
+ - I will transcribe each item and its corresponding equation using LaTeX syntax for the mathematical expressions.
+ - The page number "42" at the bottom will be transcribed as plain text.
+
+3. **Structure the Markdown:**
+ - Since the content is a simple list of equations, I will use a numbered list format for the items (b), (c), (d), and (e) to maintain the visual grouping and order.
+ - The mathematical expressions within each list item will be enclosed in inline LaTeX delimiters (`$...$`).
+
+4. **Review and Finalize:** I will review the transcribed text and LaTeX for correctness, ensuring all symbols and superscripts/subscripts are accurately represented. The page number will be placed at the very end of the document.
+
+
+
+(b) $\delta_\varepsilon(p)$
+
+(c) $\bigcup_{q \in \delta_\varepsilon(p)} \delta(q,a) \cup \delta_\varepsilon\left(\bigcup_{q \in \delta_\varepsilon(p)} \delta(q,a)\right)$
+
+(d) $\delta_\varepsilon(\delta(p,a))$
+
+(e) $\bigcup_{q \in \delta(p,a)} \delta_\varepsilon(q)$
+
+42
+
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,37 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main heading:** The document starts with a large, bold heading "6 EXPRESSÕES REGULARES". This should be rendered as an H2 Markdown header.
+
+2. **Transcribe the first paragraph:** The first paragraph is a standard block of text. I will transcribe it directly, paying attention to bolded words like "expressões regulares" and "Teorema de Kleene".
+
+3. **Transcribe the second paragraph:** The second paragraph also contains mathematical notation and a reference. I will transcribe it directly, ensuring the LaTeX for the set $\{a,b\}$ and the expression $(a+b)^*ab(a+b)^*$ is correctly formatted using inline math delimiters (`$`).
+
+4. **Transcribe the third paragraph:** The third paragraph is another standard block of text with a reference. I will transcribe it directly.
+
+5. **Identify and transcribe the sub-heading:** There is a sub-heading "6.1 Definição Formal". This should be rendered as an H3 Markdown header.
+
+6. **Transcribe the fourth paragraph:** The fourth paragraph contains several mathematical expressions and references. I will transcribe it directly, ensuring the LaTeX for sets ($\emptyset$, $\{\varepsilon\}$), union ($L(r) \cup L(s)$), concatenation ($L(r) \cdot L(s)$), and Kleene star ($L(r)^*$) is correctly formatted. The phrase "(rs significa $r \cdot s$)" is a parenthetical explanation and should be included.
+
+7. **Transcribe the fifth paragraph:** The fifth paragraph is a standard block of text with a reference. I will transcribe it directly.
+
+8. **Transcribe the page number:** The page number "43" is at the bottom center. This should be included at the very end of the document.
+
+
+
+## 6 EXPRESSÕES REGULARES
+
+Enquanto os autômatos finitos são modelos operacionais de reconhecimento, as **expressões regulares** (ER) oferecem uma notação algébrica e declarativa para denotar linguagens regulares. Amplamente utilizadas em ferramentas como grep, sed e em linguagens de programação, as ERs permitem descrever padrões de forma compacta e legível. A importância teórica reside no **Teorema de Kleene**: a classe de linguagens denotadas por expressões regulares é exatamente a classe das linguagens regulares (MENEZES, 2011).
+
+Por exemplo, a linguagem de todas as cadeias sobre $\{a,b\}$ que contêm a subcadeia $ab$ pode ser descrita simplesmente como $(a+b)^*ab(a+b)^*$, dispensando a construção explícita de estados e transições. Essa concisão é uma das principais vantagens das ERs (SIPSER, 2007).
+
+Na prática, expressões regulares são onipresentes na computação moderna. Validação de e-mails, busca textual avançada, filtragem de logs, definição de tokens em compiladores e roteamento de URLs em servidores web são apenas algumas das aplicações que dependem diretamente de expressões regulares. Compreender sua fundamentação teórica permite ao profissional utilizá-las com maior segurança e eficiência (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+### 6.1 Definição Formal
+
+Seja $\Sigma$ um alfabeto. Uma **expressão regular** sobre $\Sigma$ e a linguagem que ela gera, $L(r)$, são definidas recursivamente. Os **casos base** são: $\emptyset$ (gera a linguagem vazia), $\varepsilon$ (gera $\{\varepsilon\}$) e cada $a \in \Sigma$ (gera $\{a\}$). Os **casos recursivos**: se $r$ e $s$ são ERs, então $(r+s)$ gera $L(r) \cup L(s)$ (união), $(r \cdot s)$ gera $L(r) \cdot L(s)$ (concatenação) e $(r^*)$ gera $(L(r))^*$ (fecho de Kleene).
+
+O operador de concatenação é frequentemente omitido (rs significa $r \cdot s$). A notação $r^+$ abrevia $r \cdot r^*$ (uma ou mais repetições). Parênteses podem ser omitidos conforme a precedência dos operadores (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+
+A Tabela 6.1 apresenta os elementos básicos da definição, reforçando a correspondência entre cada expressão e a linguagem que ela denota.
+
+43
+
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@@ -0,0 +1,65 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main title:** The document starts with a centered title "Tabela 6.1: Expressões regulares: casos base e recursivos." This should be rendered as a level 2 heading in Markdown.
+
+2. **Transcribe the table structure:** There is a table with three columns: "Expressão $r$", "Linguagem $L(r)$", and "Descrição". The header row has a blue background, which can be represented by a Markdown table with colored headers if desired, but standard Markdown tables don't support background colors directly. I will use a simple Markdown table syntax.
+
+3. **Transcribe table content:** Each cell contains plain text or mathematical expressions. I need to ensure correct LaTeX rendering for symbols like $\emptyset$, $\varepsilon$, $\Sigma$, $+$, $\cdot$, $*$, and superscripts/subscripts. The content is straightforward, so direct transcription is sufficient.
+
+4. **Identify and transcribe section headings:** There are two main section headings: "6.2 Precedência dos Operadores" and "6.2.1 Exemplos de Expressões Regulares". These should be rendered as level 2 and level 3 headings respectively.
+
+5. **Transcribe paragraph text:** There are two paragraphs of regular text following the first section heading. I need to ensure all text, including bolded words (e.g., "fecho de Kleene", "concatenação", "união") and mathematical expressions ($ab^*c$, $a(b^*)$, $a+bc$, $a+b^*c$, $(b^*)c$), are correctly transcribed.
+
+6. **Transcribe the example box:** There is a boxed section titled "Exemplo – Aplicação das Regras de Precedência". This section contains a numbered list and a mathematical expression. The box itself is a visual element that doesn't have a direct Markdown equivalent, so I will represent it as a blockquote or a separate code block if it contained code, but here it's just text. Given its visual separation, a blockquote might be appropriate to maintain some distinction. However, since it's a "box" containing text and a list, a simple paragraph with a heading is more suitable. I will use a heading for the title and then a paragraph for the content.
+
+7. **Transcribe the numbered list within the example box:** The list items are simple numbered points. I will use Markdown's ordered list syntax.
+
+8. **Transcribe the final paragraph in the example box:** This is a single paragraph of text following the list. It contains a mathematical expression ($\{ab^n | n \geq 0\} \cup \{ba^n | n \geq 0\}$).
+
+9. **Transcribe the last section heading:** "6.2.1 Exemplos de Expressões Regulares" is another section heading, which will be a level 3 heading.
+
+10. **Transcribe the final paragraph:** The last paragraph is a short sentence referring to "Tabela 6.2". I need to ensure the reference is correct.
+
+11. **Transcribe the page number:** The page number "44" at the bottom center needs to be included.
+
+
+
+## Tabela 6.1: Expressões regulares: casos base e recursivos.
+
+| Expressão $r$ | Linguagem $L(r)$ | Descrição |
+|---|---|---|
+| $\emptyset$ | $\emptyset$ | Linguagem vazia (nenhuma cadeia) |
+| $\varepsilon$ | $\{\varepsilon\}$ | Apenas a cadeia vazia |
+| $a$ (com $a \in \Sigma$) | $\{a\}$ | Apenas o símbolo $a$ |
+| $r + s$ | $L(r) \cup L(s)$ | União |
+| $r \cdot s$ | $L(r) \cdot L(s)$ | Concatenação |
+| $r^*$ | $(L(r))^*$ | Fecho de Kleene (zero ou mais) |
+| $r^+$ | $L(r) \cdot (L(r))^*$ | Fecho positivo (uma ou mais) |
+
+## 6.2 Precedência dos Operadores
+
+A precedência, da mais alta para a mais baixa, é: (1) **fecho de Kleene** (*); (2) **concatenação**; (3) **união** (+). Assim, $ab^*c$ significa $a(b^*)$, $a+bc$ significa $a+(bc)$ e $a+b^*c$ significa $a+((b^*)c)$.
+
+Essa convenção permite escrever expressões de forma mais enxuta. Por exemplo, $ab^*+c$ equivale a $(a(b^*)) + c$ e gera a linguagem $\{ab^n | n \geq 0\} \cup \{c\}$ (SIPSER, 2007).
+
+### Exemplo – Aplicação das Regras de Precedência
+
+Analise a expressão $ab^*a + ba^*b$ sobre $\Sigma = \{a,b\}$.
+
+Aplicando as regras de precedência:
+
+1. Primeiro, o fecho: $b^*$ e $a^*$.
+2. Depois, a concatenação: $a(b^*)a$ e $b(a^*)b$.
+3. Finalmente, a união: $(a(b^*)a) + (b(a^*)b)$.
+
+A linguagem gerada é:
+
+$$L = \{ab^n a | n \geq 0\} \cup \{ba^n b | n \geq 0\} = \{aa, aba, abba, \dots\} \cup \{bb, bab, baab, \dots\}$$
+
+São cadeias que começam e terminam com o mesmo símbolo, com zero ou mais repetições do outro símbolo no meio.
+
+### 6.2.1 Exemplos de Expressões Regulares
+
+A Tabela 6.2 apresenta exemplos sobre $\Sigma = \{a,b\}$.
+
+44
+
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-47.md
@@ -0,0 +1,54 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main title:** The document starts with "Tabela 6.2: Exemplos de expressões regulares." This is a clear heading, so it will be rendered as a level 2 heading in Markdown.
+
+2. **Identify and transcribe the first table:** There is a table with two columns: "ER" and "Linguagem". The content includes mathematical expressions and descriptions. I need to ensure correct Markdown table syntax, including headers, separators, and alignment. The content within cells contains superscripts (e.g., $a^n b^m$) which will be rendered using LaTeX math mode.
+
+3. **Identify and transcribe the second section's heading:** Below the first table, there is a boxed heading "Exemplo – Construção de ERs para Padrões Comuns". This is a sub-heading, so it will be a level 3 heading in Markdown.
+
+4. **Identify and transcribe the example content:** This section contains a series of numbered and lettered items, each followed by a mathematical expression or a description. I need to maintain the structure of these items, using appropriate Markdown list syntax (ordered lists for numbers, unordered lists for letters). The mathematical expressions will be rendered using LaTeX math mode.
+
+5. **Identify and transcribe the final paragraph:** There is a single paragraph at the bottom of the page. This will be transcribed as a standard Markdown paragraph. It contains a reference to "Tabela 6.3", which should be preserved as plain text.
+
+6. **Identify and transcribe the page number:** The page number "45" is at the bottom center. This will be included at the very end of the document.
+
+
+
+## Tabela 6.2: Exemplos de expressões regulares.
+
+| ER | Linguagem |
+|---|---|
+| $(a+b)^*$ | $\Sigma^* — todas as cadeias" |
+| $a(a+b)^*$ | Cadeias que começam com $a$ |
+| $b^*ab^*ab^*$ | Cadeias com exatamente dois $a$'s |
+| $a^*b^*$ | Cadeias da forma $a^n b^m$ |
+| $((a+b)(a+b))^*$ | Cadeias de comprimento par |
+
+### Exemplo – Construção de ERs para Padrões Comuns
+
+Sobre $\Sigma = \{0, 1\}$, construa ERs para as seguintes linguagens:
+(a) Cadeias que começam com 0 e terminam com 1:
+
+$$0(0+1)^*1$$
+
+Precisamos de pelo menos dois símbolos. O primeiro é 0, o último é 1, e no meio pode haver qualquer cadeia.
+(b) Cadeias de comprimento exatamente 3:
+
+$$(0+1)(0+1)(0+1)$$
+
+(c) Cadeias que não contêm 00 como subcadeia:
+
+$$1^*(01^+)^*(\varepsilon + 0)$$
+
+A ideia é que após cada 0 deve haver pelo menos um 1 (exceto possivelmente no final).
+(d) Cadeias com número par de 0's:
+
+$$(1^*01^*01^*)^*1^*$$
+
+Os 0's sempre aparecem em pares, com qualquer número de 1's entre eles.
+
+### 6.3 Leis Algébricas
+
+Duas ERs $r$ e $s$ são equivalentes ($r = s$) se $L(r) = L(s)$. As principais leis são apresentadas na Tabela 6.3.
+
+45
+
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-48.md
@@ -0,0 +1,51 @@
+
+1. **Identify and transcribe the main title:** The document starts with a centered title "Tabela 6.3: Leis algébricas das expressões regulares." This should be rendered as a level 2 heading in Markdown.
+
+2. **Transcribe the first table:** There is a table with two columns: "Lei" and "Expressão". I need to ensure correct alignment and content transcription, including mathematical expressions like $r+s=s+r$ and $(rs)t=r(st)$. The table has a clear header row and multiple data rows. The content within cells is left-aligned by default in Markdown tables, which is appropriate here.
+
+3. **Transcribe the introductory paragraph:** Following the first table, there is a paragraph of text. I need to transcribe it accurately, paying attention to mathematical symbols like $ab \neq ba$, $\varepsilon + r^* = r^*$, and references like "(MENEZES, 2011)". The paragraph also contains an inline equation $a + a(b+a)^* = a(\varepsilon+(b+a)^*) = a(b+a)^*$.
+
+4. **Transcribe the second table-like section (Example):** This section has a heading "Exemplo – Simplificação Passo a Passo" followed by a block of text and a mathematical expression. The text is indented, indicating a sub-section or example. The mathematical expression $r=(a+b)^*a(a+b)^*$ needs to be rendered using LaTeX. The entire block should be treated as a single paragraph or list item if it fits better, but given its structure, a paragraph is more suitable.
+
+5. **Transcribe the third section (Leis Frequentemente Esquecidas):** This section has a green header "Leis Frequentemente Esquecidas" and a bulleted list. The bullet point contains a mathematical expression $\varepsilon + r^* = r^*$ and a parenthetical note "(pois $\varepsilon \in L(r^*)$ por definição)". The bullet point should be rendered correctly.
+
+6. **Transcribe the page number:** The document ends with a page number "46" at the bottom center. This should be included at the very end of the Markdown output.
+
+
+
+## Tabela 6.3: Leis algébricas das expressões regulares.
+
+| Lei | Expressão |
+|---|---|
+| Comutatividade da união | $r+s=s+r$ |
+| Associatividade da união | $(r+s)+t=r+(s+t)$ |
+| Associatividade da concat. | $(rs)t=r(st)$ |
+| Elemento neutro da união | $r+\emptyset=r$ |
+| Elemento neutro da concat. | $r\varepsilon=\varepsilon r=r$ |
+| Elemento absorvente | $r\emptyset=\emptyset r=\emptyset$ |
+| Distributividade | $r(s+t)=rs+rt$ |
+| Idempotência da união | $r+r=r$ |
+| Definição de $r^*$ | $r^*=\varepsilon+r\cdot r^*$ |
+| Fecho do fecho | $(r^*)^*=r^*$ |
+| Absorção | $\emptyset^*=\varepsilon$ |
+
+A concatenação não é comutativa: $ab \neq ba$. Essas leis permitem simplificar ERs; por exemplo, $a + a(b+a)^* = a(\varepsilon+(b+a)^*) = a(b+a)^*$, usando $\varepsilon + r^* = r^*$ (MENEZES, 2011).
+
+Exemplo – Simplificação Passo a Passo
+
+Simplifique a expressão $r=(a+b)^*a(a+b)^*$.
+
+Observe que $(a+b)^*$ no início aceita qualquer prefixo, e $(a+b)^*$ no final aceita qualquer sufixo. A parte central $a(\varepsilon+b)(\varepsilon+a)$ gera as cadeias $\{a, ab, aa, aba\}$. Como essas cadeias começam com $a$ e são subcadeias de qualquer cadeia aceita, a expressão completa aceita qualquer cadeia que contenha $a$ como subcadeia:
+
+$$r=(a+b)^*a(a+b)^*$$
+
+Essa simplificação usa o fato de que $(a+b)^*\cdot X\cdot(a+b)^*$ absorve qualquer extensão de $X$, desde que a condição essencial (conter $a$) seja preservada.
+
+Leis Frequentemente Esquecidas
+
+Algumas identidades úteis que são frequentemente esquecidas:
+
+* $\varepsilon + r^* = r^*$ (pois $\varepsilon \in L(r^*)$ por definição)
+
+46
+
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--- /dev/null
+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-49.md
@@ -0,0 +1,39 @@
+
+1. **Identify and transcribe the initial boxed list:** The document starts with a boxed section containing four bullet points. Each point contains a mathematical expression followed by a description in Portuguese. I will transcribe these as an unordered list, preserving the mathematical notation using LaTeX syntax.
+
+2. **Transcribe the main heading:** Below the boxed list, there is a level 2 heading "6.4 Teorema de Kleene: ER e Linguagens Regulares". I will convert this to a Markdown heading using `##`.
+
+3. **Transcribe the introductory paragraph:** There is a paragraph following the heading. I will transcribe this paragraph directly, ensuring correct punctuation and spacing.
+
+4. **Identify and transcribe the second set of bullet points:** There are two more bullet points under the previous paragraph. These also contain bolded terms and mathematical expressions. I will transcribe these as an unordered list, again using LaTeX for the math.
+
+5. **Transcribe the third paragraph:** This is a single paragraph that follows the previous bullet points. It contains bolded terms and a reference to "RAMOS; NETO; VEGA, 2009". I will transcribe this paragraph directly.
+
+6. **Identify and transcribe the sub-heading:** There is a sub-heading "6.4.1 Construção de Thompson". I will convert this to a Markdown heading using `###`.
+
+7. **Transcribe the final paragraph:** The document concludes with a single paragraph. This paragraph contains a reference to "Figura 6.1". I will transcribe this paragraph directly.
+
+8. **Transcribe the page number:** At the bottom center of the page, there is a page number "47". I will include this at the very end of the document.
+
+
+
+* $r^+ = rr^* = r^*r$ (uma ou mais repetições)
+* $r^* = \varepsilon + r^+$ (zero ou mais = vazio + uma ou mais)
+* $(r+s)^* = (r^*s^*)^*$ (intercalar repetições de $r$ e $s$)
+* $r^*r^* = r^*$ (concatenar dois fechos é o mesmo que um fecho)
+
+## 6.4 Teorema de Kleene: ER e Linguagens Regulares
+
+O Teorema de Kleene garante que uma linguagem é regular se e somente se é denotada por alguma ER. A demonstração tem duas direções (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002):
+
+* **ER $\Rightarrow$ Autômato** (Construção de Thompson): cada ER é convertida recursivamente em um AFN-$\varepsilon$. Os casos base ($\emptyset$, $\varepsilon$, $a$) geram autômatos triviais. União, concatenação e fecho são obtidos conectando sub-autômatos por $\varepsilon$-transições.
+* **Autômato $\Rightarrow$ ER** (Eliminação de estados ou Lema de Arden): remove-se progressivamente estados do autômato, substituindo transições por expressões regulares.
+
+Junto com os resultados dos capítulos anteriores, isso estabelece a tríplice equivalência: **ER = Autômatos Finitos = Gramáticas Regulares**. Na prática, ERs são convenientes para descrever padrões, autômatos para implementar reconhecedores e gramáticas para gerar cadeias. A implementação eficiente dessas conversões é fundamental para ferramentas de busca textual e analisadores léxicos (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+
+### 6.4.1 Construção de Thompson
+
+A construção de Thompson converte uma expressão regular em um AFN-$\varepsilon$ de forma recursiva. Cada operador (união, concatenação, fecho) corresponde a um padrão de composição de sub-autômatos. A Figura 6.1 ilustra os três padrões fundamentais.
+
+47
+
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+++ b/ocr_outputs/numarkdown/page-50.md
@@ -0,0 +1,44 @@
+
+1. **Identify and transcribe headers and footers:** The document has a page number "48" at the bottom center. This should be transcribed as is.
+
+2. **Handle images and captions:** There are three distinct diagrams labeled "União: $r+s$", "Concatenação: $rs$", and "Fecho: $r^*$". Each diagram has a corresponding caption below it. I will create image placeholders for each diagram, naming them sequentially (e.g., `image_1.png`, `image_2.png`, `image_3.png`) and then transcribe their respective captions. The captions contain mathematical expressions which need to be rendered in LaTeX.
+
+3. **Transcribe main body text:** The document contains several paragraphs of text. I will transcribe these paragraph by paragraph, ensuring correct spacing and line breaks. Mathematical expressions like $(a+b)^*ab$ and $\varepsilon$-transições will be rendered using LaTeX.
+
+4. **Identify and format a boxed section:** There is a section titled "Exemplo – Construção de Thompson para $(a+b)^*ab$" that is visually boxed. Markdown does not have a direct box syntax. I will represent this as a level 3 heading followed by the content, as it appears to be a distinct example or explanation block. The title itself is bolded and underlined in the original, so I will use bolding for emphasis.
+
+5. **Transcribe the final section header:** The last section header is "6.4.2 Limitações das Expressões Regulares". This is a level 2 heading.
+
+6. **Transcribe the final paragraph:** The document concludes with a single paragraph. I will transcribe this paragraph, including the mathematical expressions and citations.
+
+
+
+União: $r+s$
+
+
+Concatenação: $rs$
+
+
+Fecho: $r^*$
+
+Figura 6.1: Construção de Thompson: padrões para união ($r+s$), concatenação ($rs$) e fecho ($r^*$).
+
+Cada sub-autômato produzido pela construção de Thompson possui exatamente um estado inicial (sem transições de entrada) e um estado final (sem transições de saída). Essa propriedade garante que os sub-autômatos podem ser compostos sem interferência, preservando a correção da construção (SIPSER, 2007).
+
+### Exemplo – Construção de Thompson para $(a+b)^*ab$
+
+Para a expressão $(a+b)^*ab$, a construção é realizada de dentro para fora:
+Passo 1: Construa o AFN-$\varepsilon$ para $a$ (um estado inicial, transição $a$, um estado final).
+Passo 2: Construa o AFN-$\varepsilon$ para $b$ (analogamente).
+Passo 3: Combine com união para obter $a+b$.
+Passo 4: Aplique o fecho de Kleene para obter $(a+b)^*$.
+Passo 5: Concatene com o AFN para $a$, obtendo $(a+b)^*a$.
+Passo 6: Concatene com o AFN para $b$, obtendo $(a+b)^*ab$.
+O resultado é um AFN-$\varepsilon$ que pode ser convertido em AFD pela eliminação de $\varepsilon$-transições seguida da construção de subconjuntos. Esse é exatamente o procedimento que ferramentas como lex utilizam internamente.
+
+## 6.4.2 Limitações das Expressões Regulares
+
+ERs não podem descrever linguagens que exigem “memória ilimitada”: $\{a^n b^n \mid n \geq 0\}$ (contar e comparar), $\{ww^R\}$ (palíndromos) e $\{a^{n^2}\}$ (comprimento quadrado perfeito) são exemplos de linguagens não regulares. A prova formal utiliza o Lema do Bombeamento (SIPSER, 2007).
+
+48
+
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--- /dev/null
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@@ -0,0 +1,6 @@
+title [236, 213, 806, 234]Faculdade São Francisco de Assis – FSFA
+title [314, 380, 732, 401]APOSTILA DA DISCIPLINA
+text [429, 545, 613, 564]Disciplina EAD
+text [325, 588, 718, 607]Linguagens Formais e Autômatos
+text [397, 631, 646, 650]Prof. Matheus Serpa
+text [429, 831, 612, 850]Março de 2026.
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@@ -0,0 +1,34 @@
+title [139, 86, 296, 110]SUMÁRIO
+title [139, 152, 906, 170]1 Introdução às Linguagens Formais 5
+text [167, 174, 906, 192]1.1 Símbolos, Alfabetos e Cadeias 5
+text [212, 195, 906, 213]1.1.1 Prefixo, Sufixo e Subpalavera 6
+text [212, 216, 906, 234]1.1.2 Exemplos de Cadeias 7
+text [167, 238, 906, 255]1.2 Linguagens Formais e Fecho de Kleene 7
+text [167, 259, 906, 277]1.3 Operações sobre Cadeias e Linguagens 8
+text [212, 280, 906, 298]1.3.1 Representações de Linguagens 9
+text [212, 301, 906, 319]1.3.2 Potência e Fecho de uma Linguagem 9
+text [167, 322, 906, 340]1.4 A Hierarquia de Chomsky — Visão Geral.... 10
+text [167, 344, 906, 362]1.5 Aplicações: Fases de um Compilador 10
+text [167, 365, 906, 383]1.6 Lista de Exercícios 11
+title [139, 400, 906, 418]2 Conceitos sobre Linguagens Formais 13
+text [167, 421, 906, 439]2.1 Gramáticas Formais.... 13
+text [212, 442, 906, 460]2.1.1 Exemplo de Gramática 14
+text [167, 464, 906, 482]2.2 Derivação e Linguagem Gerada 14
+text [212, 485, 906, 503]2.2.1 Árvore de Derivação 14
+text [167, 506, 906, 524]2.3 Hierarquia de Chomsky.... 15
+text [212, 528, 906, 546]2.3.1 Exemplos por Tipo 16
+text [212, 549, 906, 567]2.3.2 Gramáticas Regulares: Linear à Direita e à Esquerda ..... 17
+text [167, 571, 906, 589]2.4 Operações sobre Linguagens e Fechamento ..... 17
+text [167, 592, 906, 610]2.5 Relação entre Gramáticas e Reconhecedores 18
+text [167, 613, 906, 631]2.6 Lista de Exercícios 19
+title [139, 648, 906, 666]3 Linguagens Regulares e Autômatos Finitos Determinísticos 21
+text [167, 670, 906, 687]3.1 Autômatos Finitos Determinísticos 21
+text [212, 691, 906, 709]3.1.1 Função de Transição Estendida e Aceitação.... 22
+text [167, 713, 906, 731]3.2 Representações de um AFD 22
+text [212, 734, 906, 752]3.2.1 Segundo Exemplo: AFD para Cadeias Terminadas em ab ..... 23
+text [167, 755, 906, 773]3.3 Computação Passo a Passo.... 24
+text [212, 776, 906, 794]3.3.1 Exemplo: AFD para Paridade de a's 24
+text [212, 798, 906, 816]3.3.2 Estado Morto e Funções Parciais 25
+text [167, 819, 906, 837]3.4 Propriedades das Linguagens Regulares 25
+text [167, 841, 906, 858]3.5 Lista de Exercícios 26
+page_number [517, 940, 528, 952]1
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@@ -0,0 +1,14 @@
+title [137, 85, 906, 101]4 Autômatos Finitos Não-Determinísticos 28
+text [167, 106, 906, 123]4.1 Definição Formal de AFN 28
+text [212, 127, 905, 145]4.1.1 Exemplo: AFN para Cadeias Terminadas em ab ..... 29
+text [212, 149, 905, 166]4.1.2 Exemplo: AFN para Cadeias Contendo aba como Subpalavra . . . 29
+text [168, 170, 905, 187]4.2 Função de Transição Estendida e Aceitação.... 30
+text [212, 191, 905, 209]4.2.1 Exemplo de Computação.... 30
+text [168, 213, 903, 230]4.3 Equivalência AFN-AFD: Construção de Subconjuntos ..... 31
+text [212, 234, 903, 251]4.3.1 Exemplo de Conversão 31
+text [168, 255, 905, 272]4.4 Vantagens do Não-Determinismo 32
+text [168, 276, 905, 293]4.5 Lista de Exercícios 33
+title [137, 312, 906, 329]5 Autômatos Finitos com Movimentos Vazios 35
+text [168, 333, 905, 350]5.1 Definição Formal de AFN-ε 35
+text [168, 354, 905, 371]5.2 Fecho-ε 36
+text [212, 376, 905, 393]5.2.1 Exemplo: AFN-ε M7 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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@@ -0,0 +1,36 @@
+text [168, 84, 905, 102]7.3 BNF e Gramáticas Ambiguas 54
+text [212, 106, 905, 124]7.3.1 Notação BNF 54
+text [212, 128, 905, 145]7.3.2 Ambiguidade 55
+text [212, 149, 905, 165]7.3.3 Recursão em Gramáticas 56
+text [168, 170, 905, 187]7.4 Lista de Exercícios 56
+title [137, 204, 905, 222]8 Simplificação de GLC e Formas Normais 58
+text [168, 226, 905, 244]8.1 Etapa 1: Eliminação de Símbolos Inúteis ..... 59
+text [212, 248, 905, 265]8.1.1 Identificação de Variáveis Geradoras 59
+text [212, 269, 905, 286]8.1.2 Exemplo 60
+text [168, 290, 905, 308]8.2 Etapa 2: Eliminação de Produções Vazias 60
+text [212, 312, 905, 329]8.2.1 Algoritmo 60
+text [212, 333, 905, 350]8.2.2 Exemplo Detalhado 61
+text [168, 354, 905, 372]8.3 Etapa 3: Eliminação de Produções Unitárias ..... 61
+text [212, 376, 905, 393]8.3.1 Algoritmo 61
+text [212, 397, 905, 414]8.3.2 Exemplo Detalhado 62
+text [168, 419, 905, 436]8.4 Forma Normal de Chomsky 62
+text [212, 440, 905, 457]8.4.1 Definição e Algoritmo 62
+text [212, 461, 905, 478]8.4.2 Exemplo de Conversão para FNC 63
+text [212, 482, 905, 499]8.4.3 Forma Normal de Greibach 63
+text [168, 503, 905, 520]8.5 Lista de Exercícios 64
+title [137, 538, 905, 555]9 Autômatos com Pilha 66
+text [168, 559, 905, 576]9.1 Definição Formal 66
+text [212, 580, 905, 598]9.1.1 A Sêxtupla 66
+text [212, 602, 905, 619]9.1.2 Operações na Pilha 67
+text [168, 623, 905, 640]9.2 Função de Transição 67
+text [212, 644, 905, 661]9.2.1 Formato 67
+text [212, 665, 905, 682]9.2.2 Não Determinismo 68
+text [168, 686, 905, 703]9.3 Critérios de Parada 68
+text [212, 708, 905, 725]9.3.1 ACEITA, REJEITA e LOOP 68
+text [168, 729, 905, 747]9.4 Exemplo: AP para \( L = \{a^{n}b^{n} \mid n \geq 1\} \) 69
+text [212, 751, 905, 768]9.4.1 Construção 69
+text [212, 772, 905, 789]9.4.2 Processamento de aabb 69
+text [212, 793, 905, 810]9.4.3 Processamento de entradas rejeitadas 70
+text [168, 815, 905, 832]9.5 Visualização do Processamento 71
+text [168, 836, 905, 853]9.6 Lista de Exercícios 71
+page_number [516, 940, 529, 953]3
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@@ -0,0 +1,39 @@
+title [139, 85, 906, 102]10 Construção de AP a partir de GLC 73
+text [169, 106, 906, 124]10.1 Teorema e Construção Formal ..... 73
+text [212, 128, 905, 145]10.1.1 Enunciado 73
+text [212, 149, 905, 166]10.1.2 Regras de Transição 73
+text [169, 170, 905, 188]10.2 Exemplo: \( L = \{a^n b^n \mid n \geq 1\} \) 74
+text [212, 192, 905, 208]10.2.1 Gramática em FNG. 74
+text [212, 213, 905, 230]10.2.2 Processamento de aabb 75
+text [212, 234, 905, 251]10.2.3 Correspondência entre derivação e processamento ..... 75
+text [169, 255, 905, 273]10.3 Poder Computacional dos AP 76
+text [212, 277, 905, 293]10.3.1 AP Determinístico versus Não Determinístico ..... 76
+text [212, 298, 905, 316]10.3.2 Correspondência na Hierarquia 76
+text [169, 320, 905, 336]10.4 Lista de Exercícios 77
+title [139, 354, 906, 372]11 Propriedades das Linguagens Livres de Contexto 79
+text [169, 376, 905, 393]11.1 Lema do Bombeamento para LLC 79
+text [212, 397, 905, 414]11.1.1 Enunciado Formal 79
+text [212, 418, 905, 436]11.1.2 Exemplo: \(\{a^n b^n c^n\}\) Não é LLC 80
+text [169, 440, 905, 457]11.2 Propriedades de Fechamento 81
+text [212, 461, 905, 478]11.2.1 Operações que Preservam LLC 81
+text [212, 482, 905, 500]11.2.2 Tabela Comparativa 82
+text [169, 504, 905, 520]11.3 Decidibilidade 82
+text [212, 524, 905, 541]11.3.1 Problemas Decidíveis e Indecidíveis 82
+text [212, 546, 905, 563]11.3.2 Tabela de Decidibilidade 83
+text [169, 567, 905, 584]11.4 Linguagens Inerentemente Ambiguas 83
+text [212, 588, 905, 606]11.4.1 Definição e Exemplo 83
+text [212, 610, 905, 627]11.4.2 Posição das LLC na Hierarquia 84
+text [169, 631, 905, 648]11.5 Lista de Exercícios 84
+title [139, 666, 906, 684]12 Máquina de Turing e Hierarquia de Chomsky 86
+text [169, 687, 905, 704]12.1 Definição Formal 86
+text [212, 709, 905, 726]12.1.1 A 8-Tupla 86
+text [212, 730, 905, 747]12.1.2 Estrutura da Fita 87
+text [169, 751, 905, 768]12.2 Critérios de Parada 87
+text [212, 772, 905, 789]12.2.1 ACEITA, REJEITA e LOOP 87
+text [212, 793, 905, 811]12.2.2 Exemplo: MT para \(\{a^n b^n \mid n \geq 1\}\). 88
+text [169, 815, 905, 832]12.3 Tese de Church-Turing 89
+text [212, 836, 905, 853]12.3.1 Enunciado e Significado 89
+text [169, 857, 905, 875]12.4 Hierarquia de Chomsky Completa 90
+text [212, 879, 905, 896]12.4.1 Os Quatro Tipos 90
+text [212, 900, 905, 918]12.4.2 Tabela da Hierarquia 90
+page_number [517, 940, 530, 953]4
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@@ -0,0 +1,5 @@
+text [212, 85, 904, 102]12.4.3 Gramáticas Irrestritas 91
+text [212, 107, 904, 123]12.4.4 Visão Geral dos Reconhecedores 91
+text [168, 128, 905, 145]12.5 Lista de Exercícios 92
+text [138, 163, 289, 179]13 Referências
+text [879, 164, 905, 178]94
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@@ -0,0 +1,12 @@
+title [139, 85, 842, 111]1 INTRODUÇÃO ÀS LINGUAGENS FORMAIS
+text [137, 138, 907, 263]A Teoria das Linguagens Formais é um dos pilares da Ciência da Computação. Desenvolvida inicialmente pelo linguista Noam Chomsky na década de 1950, seu objetivo original era formalizar o estudo das linguagens naturais. Posteriormente, verificou-se que os mesmos formalismos eram aplicáveis — e extremamente úteis — na descrição de linguagens artificiais, especialmente linguagens de programação e na construção de compiladores (MENEZES, 2011).
+text [137, 267, 909, 432]Compreender essa teoria permite ao profissional de computação entender os limites do que é computável, projetar linguagens de programação e construir ferramentas como compiladores, interpretadores e analisadores de texto. Conceitos dessa área são também aplicados em bioinformática, processamento de linguagem natural e verificação formal de sistemas (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002). De maneira complementar, o domínio de conceitos algorítmicos básicos — como estruturas de dados, recurso e análise de complexidade — é um pré-requisito importante para a compreensão dos modelos formais estudados nesta disciplina (MEDINA; FERTIG, 2006).
+text [137, 437, 909, 583]Além dessas aplicações clássicas, a teoria das linguagens formais possui conexões profundas com a álgebra abstrata, a lógica matemática e a teoria dos grafos. O estudo de monoides livres, por exemplo, fornece uma base algébrica para a concatenação de cadeias, enquanto a lógica de segunda ordem sobre cadeias finitas corresponde exatamente às linguagens regulares (SIPSER, 2007). Essas conexões interdisciplinares tornam a área fundamental não apenas para a prática da computação, mas também para a pesquisa em ciência da computação teórica.
+title [138, 609, 557, 629]1.1 Símbolos, Alfabetos e Cadeias
+text [137, 647, 907, 707]Um símbolo (ou caractere) é uma entidade abstrata básica, não definida formalmente. Letras, dígitos e caracteres especiais são exemplos de símbolos. Símbolos são os átomos a partir dos quais construímos todas as estruturas da teoria.
+text [137, 711, 907, 770]Um alfabeto, denotado \( \Sigma \) , é um conjunto finito e não vazio de símbolos. A restrição de finitude é essencial: embora as linguagens possam ser infinitas, o conjunto de símbolos base é sempre finito. Exemplos clássicos:
+text [138, 784, 435, 803]- \(\Sigma_{1} = \{a, b\}\) — alfabeto binário;
+text [138, 817, 542, 835]- \(\Sigma_{2} = \{0,1\}\) — alfabeto dos dígitos binários;
+text [138, 850, 717, 868]- \(\Sigma_{3} = \{a, b, c, \ldots, z\}\) — 26 letras minúsculas do alfabeto romano.
+text [138, 881, 907, 921]A escolha do alfabeto depende do domínio de aplicação. Em computação, o alfabeto \( \{0,1\} \) é fundamental para representação binária; em linguagens de programação, o alfa-
+page_number [517, 940, 529, 953]5
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@@ -0,0 +1,16 @@
+text [136, 85, 908, 145]beto pode incluir letras, dígitos e símbolos especiais como +, ; e {. Independentemente do número de símbolos, a condição de finitude garante que possamos enumerar todos os elementos do alfabeto (MENEZES, 2011).
+text [137, 149, 907, 273]Uma cadeia (ou palavra) sobre \(\Sigma\) é uma sequência finita de símbolos de \(\Sigma\). A cadeia vazia, denotada \(\varepsilon\), não contém nenhum símbolo e desempenha papel análogo ao do zero na aritmética: é o elemento neutro da concatenação. O comprimento de uma cadeia \(w\), denotado \(|w|\), é o número de símbolos que a compõem; em particular, \(|\varepsilon| = 0\). A notação \(|w|_a\) indica o número de ocorrências do símbolo \(a\) em \(w\). Exemplos sobre \(\Sigma = \{a, b\}\): \(|abba| = 4\), \(|abba|_a = 2\), \(|abba|_b = 2\).
+text [137, 277, 907, 337]A n-ésima potência de uma cadeia w, denotada \( w^{n} \) , é a concatenação de w consigo mesma n vezes: \( w^{0} = \varepsilon \) e \( w^{n} = w \cdot w^{n-1} \) . Assim, para w = ab: \( w^{2} = abab \) e \( w^{3} = ababab \) . A notação \( a^{n} \) representa n cópias do símbolo a.
+title [187, 351, 551, 368]Exemplo – Cadeias e Comprimentos
+text [157, 379, 573, 398]Seja \(\Sigma = \{0,1\}\). Considere as seguintes cadeias:
+text [157, 413, 537, 430]- \( w_{1} = 0110 \): \( |w_{1}| = 4 \), \( |w_{1}|_{0} = 2 \), \( |w_{1}|_{1} = 2 \);
+text [157, 446, 527, 464]- \( w_{2} = 111 \): \( |w_{2}| = 3 \), \( |w_{2}|_{0} = 0 \), \( |w_{2}|_{1} = 3 \);
+text [157, 479, 327, 497]- \( w_{3} = \varepsilon \): \( |w_{3}| = 0 \).
+text [156, 511, 886, 552]Observe que \( w_{1}^{2}=01100110 \) e \( |w_{1}^{2}|=2\cdot|w_{1}|=8 \) . De modo geral, vale a propriedade \( |w^{n}|=n\cdot|w| \) para qualquer cadeia w e inteiro \( n\geq0 \) .
+title [138, 582, 494, 600]1.1.1 Prefixo, Sufixo e Subapalvara
+text [136, 614, 906, 673]Dada uma cadeia w, dizemos que x é prefixo de w se w = xy; sufixo se w = yx; e subapalvara se w = yxz, para cadeias y, z adequadas. Essas noções são essenciais na análise léxica de compiladores (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+text [136, 678, 942, 738]Por exemplo, para w = abcb: os prefixos são \( \varepsilon \) , a, ab, abc, abcb; os sufixos são \( \varepsilon \) , b, cb, bcb, abcb; e as subapalvras incluem \( \varepsilon \) , a, b, c, ab, bc, cb, abc, abc, bcb, bcb, abcb. Um prefixo (ou sufixo) x é dito próprio se \( x \neq w \) e \( x \neq \varepsilon \) .
+text [136, 742, 906, 825]Note que a cadeia vazia \( \varepsilon \) é prefixo, sufixo e subpalavra de qualquer cadeia w, e toda cadeia w é prefixo, sufixo e subpalavra de si mesma. Uma cadeia de comprimento n possui exatamente \( n + 1 \) prefixos (incluindo \( \varepsilon \) e w) e \( n + 1 \) sufixos. O número de subpalavras distintas pode ser menor que \( \binom{n}{2} + n + 1 \) devido a repetições (SIPSER, 2007).
+title [187, 839, 504, 856]Contagem de Prefixos e Sufixos
+text [156, 868, 444, 886]Para uma cadeia w com \( |w| = n \) :
+page_number [516, 939, 529, 952]6
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@@ -0,0 +1,18 @@
+text [155, 82, 565, 100]- Número de prefixos (incluindo \(\varepsilon\) e \(w\)): \(n + 1\)
+text [155, 116, 487, 133]- Número de prefixos próprios: \(n - 1\)
+text [155, 149, 553, 167]- Número de suffixos (incluindo \(\varepsilon\) e \(w\)): \(n + 1\)
+text [155, 182, 479, 200]- Número de suffixos próprios: \(n - 1\)
+title [138, 229, 423, 246]1.1.2 Exemplos de Cadeias
+text [137, 259, 907, 299]Sobre \(\Sigma = \{a, b\}\): \(\varepsilon\), \(a\), \(b\) são cadeias de comprimento 0 ou 1; \(ab\), \(ba\), \(aa\), \(bb\) são cadeias de comprimento 2; \(abba\) e \(aabb\) são cadeias de comprimento 4.
+text [137, 301, 906, 341]A Tabela 1.1 organiza as cadeias de comprimento 0 a 3 sobre o alfabeto \(\Sigma = \{a, b\}\), evidenciando que o número de cadeias de comprimento \(n\) é \(|\Sigma|^n = 2^n\).
+text [226, 356, 816, 376]Tabela 1.1: Cadeias sobre \(\Sigma = \{a, b\}\) organizadas por comprimento.
+table [139, 388, 907, 533]Comprimento\( |\Sigma^n| \)Cadeiasn01ε12a, b24aa, ab, ba, bb38aaa, aab, aba, abb, baa, bab, bbb
+title [138, 563, 654, 583]1.2 Linguagens Formais e Fecho de Kleene
+text [137, 600, 906, 636]O fecho de Kleene de \(\Sigma\), denotado \(\Sigma^{*}\), é o conjunto de todas as cadeias sobre \(\Sigma\), incluindo \(\varepsilon\):
+equation [378, 635, 665, 678]\[
+\Sigma^ {*} = \bigcup_ {i = 0} ^ {\infty} \Sigma^ {i} = \Sigma^ {0} \cup \Sigma^ {1} \cup \Sigma^ {2} \cup \dots
+\]
+text [137, 685, 907, 746]onde \(\Sigma^0 = \{\varepsilon\}\), \(\Sigma^1 = \Sigma\), e \(\Sigma^n\) é o conjunto das cadeias de comprimento \(n\). O fecho positivo \(\Sigma^+ = \Sigma^* - \{\varepsilon\}\) exclui a cadeia vazia. Note que \(\Sigma^*\) é sempre infinito e que \(|\Sigma^n| = |\Sigma|^n\) (SIP SER, 2007).
+text [137, 749, 909, 831]Uma linguagem formal L sobre \( \Sigma \) é qualquer subconjunto de \( \Sigma^{*} \) : \( L \subseteq \Sigma^{*} \) . Essa definição é bastante geral: inclui desde a linguagem vazia \( \emptyset \) até \( \Sigma^{*} \) inteiro. A linguagem vazia \( \emptyset \) (nenhuma cadeia) difere de \( \{\varepsilon\} \) (contém exatamente a cadeia vazia). A Tabela 1.2 apresenta exemplos.
+text [138, 835, 907, 875]A Figura 1.1 ilustra a relação entre o alfabeto \(\Sigma\), o fecho de Kleene \(\Sigma^{*}\) e uma linguagem \(L \subseteq \Sigma^{*}\), mostrando que toda linguagem é um subconjunto do universo de cadeias possíveis.
+page_number [516, 940, 529, 953]7
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@@ -0,0 +1,14 @@
+image [354, 80, 699, 257]
+image_caption [170, 264, 871, 281]Figura 1.1: Relação entre \(\Sigma\), \(L\) e \(\Sigma^{*}\): toda linguagem \(L\) é um subconjunto de \(\Sigma^{*}\).
+text [327, 315, 715, 333]Tabela 1.2: Exemplos de linguagens formais.
+table [139, 344, 907, 445]AlfabetoLinguagem LExemplos{0,1}{w | |w| é par}ε,00,01,10{a,b}{a^nb^n | n ≥ 1}ab,aabb{a,b}{w | w = w^R} (palíndromos)a,aba,abba
+title [187, 478, 420, 495]Distinção Fundamental
+text [156, 506, 456, 525]É crucial distinguir três conceitos:
+text [156, 540, 703, 559]- A linguagem vazia ∅ não contém nenhuma cadeia: |∅| = 0.
+text [156, 573, 841, 592]- A linguagem \(\{\varepsilon\}\) contém exatamente uma cadeia (a cadeia vazia): \(|\{\varepsilon\}| = 1\).
+text [156, 607, 758, 625]- A cadeia vazia \(\varepsilon\) é um elemento (uma cadeia), não uma linguagem.
+text [155, 640, 853, 658]Confundir esses conceitos é um dos erros mais frequentes em provas e exercícios.
+title [138, 692, 654, 714]1.3 Operações sobre Cadeias e Linguagens
+text [137, 730, 907, 810]A concatenação de duas cadeias x e y, denotada xy, é a justaposição de seus símbolos. É associativa, possui \( \varepsilon \) como elemento neutro, mas não é comutativa. A reversa de \( w = a_{1}a_{2}\cdots a_{n} \) , denotada \( w^{R} \) , é \( a_{n}\cdots a_{2}a_{1} \) ; em particular, \( \varepsilon^{R} = \varepsilon \) . Uma cadeia w com \( w = w^{R} \) é um palíndromo (SIPSER, 2007).
+text [137, 814, 909, 918]Sobre linguagens, definem-se: união \( L_{1} \cup L_{2} \) , concatenação \( L_{1}L_{2} = \{xy \mid x \in L_{1}, y \in L_{2}\} \) , interseção \( L_{1} \cap L_{2} \) , complemento \( \overline{L} = \Sigma^{*} - L \) e fecho de Kleene \( L^{*} = \bigcup_{i=0}^{\infty} L^{i} \) . Por exemplo, para \( L_{1} = \{a, ab\} \) e \( L_{2} = \{b, ba\} \) : \( L_{1} \cup L_{2} = \{a, ab, b, ba\} \) e \( L_{1}L_{2} = \{ab, aba, abb, abba\} \) . Essas operações permitem construir linguagens complexas a partir de linguagens simples.
+page_number [515, 940, 529, 953]8
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+title [187, 88, 584, 107]Exemplo – Operações sobre Linguagens
+text [155, 116, 714, 136]Sejam \( L_{1}=\{a,ab\} \) e \( L_{2}=\{b,ba\} \) sobre \( \Sigma=\{a,b\} \) . Calculemos:
+text [157, 150, 449, 169]- União: \(L_{1} \cup L_{2} = \{a, ab, b, ba\}\)
+text [157, 183, 574, 202]- Concatenação: \(L_{1} \cdot L_{2} = \{ab, aba, abb, abba\}\)
+text [157, 216, 669, 235]- Interseção: \(L_{1} \cap L_{2} = \emptyset\) (nenhum elemento em comum)
+text [157, 248, 383, 267]- Reversa: \(L_{1}^{R} = \{a, ba\}\)
+text [155, 282, 886, 321]Observe que a concatenação \( L_{1} \cdot L_{2} \) é obtida concatenando cada cadeia de \( L_{1} \) com cada cadeia de \( L_{2} \) : \( a \cdot b = ab \) , \( a \cdot ba = aba \) , \( ab \cdot b = abb \) , \( ab \cdot ba = abba \) .
+title [138, 352, 513, 370]1.3.1 Representações de Linguagens
+text [137, 383, 906, 464]Linguagens podem ser representadas por: (1) enumeração — listar todas as cadeias, viável apenas para linguagens finitas; (2) compreensão — descrever por propriedade, ex.: \( L = \{a^{n}b^{n} \mid n \geq 1\} \) ; (3) gramáticas formais — regras que geram as cadeias; (4) autômatos — máquinas que reconhecem as cadeias (MENEZES, 2011).
+text [137, 468, 907, 549]Para cada classe na Hierarquia de Chomsky, existem formalismos geradores (gramáticas) e reconhecedores (autômatos) equivalentes. Essa dualidade é um dos resultados mais elegantes da teoria. Duas representações são equivalentes quando definem exatamente a mesma linguagem.
+text [137, 553, 907, 634]A escolha da representação depende do objetivo: para especificar padrões de busca, expressões regulares são mais convenientes; para implementar reconhecedores, autômatos finitos são preferíveis; para descrever a sintaxe de linguagens de programação, gramáticas livres de contexto são o padrão (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+title [138, 658, 576, 675]1.3.2 Potência e Fecho de uma Linguagem
+text [137, 687, 907, 770]A potência de uma linguagem é definida como \( L^{0} = \{\varepsilon\} \) e \( L^{n} = L \cdot L^{n-1} \) para \( n \geq 1 \) . O fecho de Kleene de L é \( L^{*} = \bigcup_{i=0}^{\infty} L^{i} \) e o fecho positivo é \( L^{+} = \bigcup_{i=1}^{\infty} L^{i} \) . Essas operações são fundamentais na definição de expressões regulares e na especificação de padrões em compiladores (SIPSER, 2007).
+text [165, 773, 871, 792]Por exemplo, para \( L = \{a, ab\} \) : \( L^{0} = \{\varepsilon\} \) , \( L^{1} = \{a, ab\} \) , \( L^{2} = \{aa, aab, aba, abab\} \) .
+text [137, 795, 907, 856]Observe que \( L^{+}=L\cdot L^{*} \) , ou equivalentemente, \( L^{*}=\{\varepsilon\}\cup L^{+} \) . Quando \( \varepsilon\in L \) , temos \( L^{*}=L^{+} \) , pois a cadeia vazia já está presente na potência \( L^{1} \) . Caso contrário, \( L^{*} \) e \( L^{+} \) diferem apenas pela presença de \( \varepsilon \) (MENEZES, 2011).
+page_number [515, 939, 529, 952]9
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@@ -0,0 +1,13 @@
+title [138, 87, 693, 108]1.4 A Hierarquia de Chomsky — Visão Geral
+text [135, 125, 907, 207]A Hierarquia de Chomsky classifica as gramáticas (e as linguagens que elas geram) em quatro tipos, do mais restrito ao mais geral. Cada tipo corresponde a um modelo computacional de reconhecimento com poder expressivo crescente (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+text [136, 210, 907, 271]A Figura 1.2 apresenta visualmente a relação de inclusão entre os quatro tipos. Cada classe está estritamente contida na classe superior, ou seja, existem linguagens em cada nível que não pertencem ao nível inferior.
+image [317, 285, 725, 503]
+image_caption [137, 512, 909, 548]Figura 1.2: Hierarquia de Chomsky: relação de inclusão estrita entre os quatro tipos de linguagens.
+title [187, 580, 544, 598]Resumo da Hierarquia de Chomsky
+text [155, 608, 888, 645]- Tipo 3 – Regulares: reconhecidas por autômatos finitos. Exemplos: identificadores, constantes numéricas.
+text [155, 662, 888, 701]- Tipo 2 – Livres de Contexto: reconhecidas por autômatos com pilha. Exemplos: expressões aritméticas, parênteses balanceados.
+text [155, 716, 888, 756]- Tipo 1 – Sensíveis ao Contexto: reconhecidas por autômatos linearmente limitados. Exemplo: \(\{a^n b^n c^n \mid n \geq 1\}\).
+text [155, 770, 888, 810]- Tipo 0 – Recursivamente Enumeráveis: reconhecidas por máquinas de Turing. Incluem linguagens para as quais não existe algoritmo de decisão.
+title [138, 843, 633, 863]1.5 Aplicações: Fases de um Compilador
+text [137, 880, 907, 920]Um compilador traduz código-fonte de alto nível para linguagem de máquina. A teoria das linguagens formais fundamenta suas três principais fases de análise (HOPCROFT;
+page_number [512, 939, 535, 953]10
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@@ -0,0 +1,14 @@
+text [138, 85, 411, 102]ULLMAN; MOTWANI, 2002):
+text [138, 121, 905, 162]- Análise Léxica: varre o código-fonte identificando tokens (palavras reservadas, identificadores, operadores). Baseia-se em linguagens regulares e autômatos finitos.
+text [138, 176, 905, 215]- Análise Sintática: verifica se a sequência de tokens obedece à gramática da linguagem. Baseia-se em linguagens livres de contexto e autômatos com pilha.
+text [138, 230, 905, 269]- Análise Semântica: verifica aspectos de significado, como compatibilidade de tipos e escopo de variáveis.
+text [137, 288, 907, 369]Autômatos finitos são úteis na modelagem de circuitos digitais e na análise léxica; gramáticas apoiam o reconhecimento de estruturas recursivas em linguagens de programação. Essas ferramentas teóricas são, portanto, indispensáveis na engenharia de compiladores modernos (SIP SER, 2007).
+text [137, 373, 909, 477]A Figura 1.3 ilustra as fases de análise de um compilador, mostrando como o código-fonte é processado sequencialmente. Cada fase utiliza formalismos distintos da teoria das linguagens formais: a análise léxica emprega autômatos finitos (Tipo 3), a análise sintática emprega gramáticas livres de contexto (Tipo 2), e a análise semântica utiliza técnicas que transcendem as linguagens livres de contexto (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+image [139, 492, 915, 560]
+image_caption [193, 570, 848, 587]Figura 1.3: Fases de análise de um compilador e os formalismos associados.
+text [137, 613, 907, 738]Além das fases de análise, um compilador realiza fases de síntese (geração e otimização de código). A tabela de símbolos, que armazena informações sobre identificadores, é uma estrutura compartilhada entre todas as fases. Ferramentas como 1ex (análise léxica) e yacc (análise sintática) automatizam a geração dessas fases a partir de especificações formais, demonstrando a aplicação direta da teoria na prática (DIVERIO; MENEZES, 2008).
+title [138, 765, 423, 784]1.6 Lista de Exercícios
+text [159, 803, 907, 841]1. Qual foi o propósito inicial que motivou o desenvolvimento da Teoria das Linguagens Formais?
+text [195, 857, 542, 875](a) Investigar hardware para Assembly.
+text [195, 884, 495, 901](b) Analisar sistemas de arquivos.
+page_number [512, 939, 533, 952]11
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@@ -0,0 +1,22 @@
+text [196, 85, 905, 123](c) Desenvolver teorias relacionadas às linguagens naturais, verificando depois aplicabilidade em linguagens artificiais.
+text [196, 133, 523, 152](d) Melhorar velocidade de execução.
+text [197, 160, 461, 179](e) Projetar módulos de rede.
+text [159, 194, 799, 212]2. Quais são as três análises mais comuns realizadas por um compilador?
+text [196, 227, 518, 245](a) Simbólica, lexical, interpretativa.
+text [196, 254, 488, 272](b) Léxica, sintática e semântica.
+text [197, 282, 465, 299](c) Formal, gráfica, heurística.
+text [196, 308, 498, 326](d) Recursiva, linear, exponencial.
+text [197, 336, 550, 354](e) Convergente, divergente, otimização.
+text [159, 369, 757, 386]3. Como funcionam as fases de análise léxica, sintática e semântica?
+text [196, 402, 905, 440](a) L'éxica identifica erros lógicos; sintática atribui significado; semântica separa variáveis.
+text [196, 450, 905, 488](b) L'éxica garante operações corretas; sintática converte para máquina; semântica verifica CPU.
+text [196, 498, 905, 538](c) L'éxica varre código identificando tokens; sintática verifica estrutura (gramática); semântica checa significado (tipos corretos).
+text [196, 547, 905, 586](d) L'éxica trata formatação; sintática traduz para Assembly; semântica decide plataformas.
+text [197, 595, 905, 634](e) L'éxica substitui instruções; sintática monta declarações; semântica ignora símbolos.
+text [159, 650, 818, 668]4. Qual é o papel dos autômatos finitos e das gramáticas em compiladores?
+text [196, 683, 649, 701](a) Autômatos não têm aplicação em análise léxica.
+text [196, 710, 905, 749](b) Autômatos são úteis na modelagem de circuitos digitais e análise léxica; gramáticas apoiam reconhecimento de estruturas recursivas.
+text [197, 759, 714, 777](c) Gramáticas foram substituídas por técnicas semânticas.
+text [196, 786, 649, 804](d) Autômatos e gramáticas são um único conceito.
+text [197, 813, 652, 831](e) Ambos só aparecem em linguagens de alto nível.
+page_number [512, 939, 535, 953]12
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@@ -0,0 +1,14 @@
+title [137, 89, 877, 111]2 CONCEITOS SOBRE LINGUAGENS FORMAIS
+text [136, 139, 907, 263]Neste capítulo, estudamos os mecanismos que permitem definir e gerar linguagens de maneira precisa: as gramáticas formais. Uma gramática é um conjunto finito de regras que especifica como construir todas as cadeias de uma linguagem, mesmo quando essa linguagem é infinita. Além disso, apresentamos a célebre Hierarquia de Chomsky, que classifica as gramáticas em quatro tipos fundamentais, cada um associado a um modelo computacional de reconhecimento (MENEZES, 2011).
+text [137, 266, 907, 349]A Hierarquia de Chomsky organiza todo o estudo da disciplina e é um dos resultados mais importantes da ciência da computação teórica. Compreendê-la permite situar cada formalismo no contexto correto e entender o poder expressivo de cada classe de linguagens (SIPSER, 2007).
+text [137, 352, 909, 456]Gramáticas formais foram inicialmente propostas por Noam Chomsky para modelar a estrutura das linguagens naturais, mas rapidamente se mostraram indispensáveis na descrição de linguagens de programação. A notação BNF (Backus-Naur Form), amplamente utilizada na especificação de linguagens como Algol, Pascal e C, é essencialmente uma gramática livre de contexto (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+title [137, 483, 439, 502]2.1 Gramáticas Formais
+text [137, 520, 907, 623]Uma gramática formal é uma quádrupla \( G = (V, T, P, S) \) , onde: V é o conjunto finito de variáveis (não-terminais); T é o conjunto finito de terminais, com \( V \cap T = \emptyset \) ; P é o conjunto finito de regras de produção; e \( S \in V \) é o símbolo inicial. Os terminais são os símbolos que aparecem nas cadeias finais; as variáveis são auxiliares no processo de geração (SIPSER, 2007).
+text [137, 627, 907, 667]Cada regra tem a forma \( \alpha\to\beta \) , onde \( \alpha \) contém ao menos uma variável. Quando uma variável A possui múltiplas produções, usamos a notação \( A\to\alpha_{1}\mid\alpha_{2}\mid\cdots\mid\alpha_{n} \) .
+title [187, 680, 517, 696]Componentes de uma Gramática
+text [157, 708, 582, 727]Uma gramática \( G = (V, T, P, S) \) é composta por:
+text [156, 742, 888, 781]- \(V\) — variáveis (não-terminais): símbolos auxiliares usados na geração. Convenção: letras maiúsculas \((S, A, B, \ldots)\).
+text [156, 796, 888, 835]- \(T\) — terminais: símbolos que compõem as cadeias finais. Convenção: letras minúsculas \((a, b, c, \ldots)\) ou dígitos.
+text [156, 851, 850, 868]- \(P\) — regras de produção: definem como substituir cadeias contendo variáveis.
+text [156, 884, 780, 902]- \(S\) — símbolo inicial: variável a partir da qual toda derivação começa.
+page_number [512, 939, 535, 953]13
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+text [154, 82, 888, 121]A condição \( V \cap T = \emptyset \) garante que não há ambiguidade sobre a natureza de cada símbolo.
+title [138, 148, 442, 166]2.1.1 Exemplo de Gramática
+text [137, 178, 906, 217]Considere \( G_{1} = (\{S\}, \{a, b\}, P, S) \) com \( P = \{S \to aSb \mid ab\} \) . Essa gramática gera \( L(G_{1}) = \{a^{n}b^{n} \mid n \geq 1\} \) . Para derivar aaabb: \( S \Rightarrow aSb \Rightarrow aaSbb \Rightarrow aaabbb \) .
+text [137, 220, 906, 261]Outra gramática \( G_{2} = (\{S, A\}, \{a, b\}, \{S \to aAb, A \to aAb \mid \varepsilon\}, S) \) gera a mesma linguagem. Gramáticas que geram a mesma linguagem são ditas equivalentes.
+title [187, 274, 592, 291]Exemplo – Gramática para Palíndromos
+text [157, 303, 615, 322]A gramática \( G_{3} = (\{S\}, \{a, b\}, P, S) \) com produções:
+equation [417, 342, 626, 360]\[
+S \rightarrow a S a \mid b S b \mid a \mid b \mid \varepsilon
+\]
+text [154, 380, 886, 419]gera a linguagem dos palíndromos sobre \( \{a,b\} \) : \( L(G_{3}) = \{w \in \{a,b\}^{*} \mid w = w^{R}\} \) . Derivação de abba:
+equation [368, 424, 676, 440]\[
+S \Rightarrow a S a \Rightarrow a b S b a \Rightarrow a b \varepsilon b a = a b b a
+\]
+text [154, 455, 886, 495]Note que as produções \( S \rightarrow a \) e \( S \rightarrow b \) geram palíndromos de comprimento ínpar, enquanto \( S \rightarrow \varepsilon \) gera palíndromos de comprimento par.
+title [137, 527, 569, 547]2.2 Derivação e Linguagem Gerada
+text [137, 565, 906, 646]A derivação consiste na aplicação sucessiva de regras de produção a partir de S. Dizemos que \( \alpha \) deriva diretamente \( \beta \) ( \( \alpha \Rightarrow \beta \) ) se \( \beta \) é obtida substituindo em \( \alpha \) uma ocorrência do lado esquerdo de alguma produção pelo respectivo lado direito. A notação \( \alpha \Rightarrow^{*}\beta \) indica zero ou mais passos de derivação (MENEZES, 2011).
+text [137, 650, 906, 710]A linguagem gerada por \( G \dot{\in} L(G) = \{w \in T^{*} \mid S \Rightarrow^{*} w\} \) , ou seja, todas as cadeias de terminais deriváveis a partir de S. A cadeia w pertence a \( L(G) \) se e somente se pode ser obtida por uma sequência finita de aplicações de regras de produção.
+text [137, 713, 906, 795]É importante distinguir entre formas sentenciais e sentenças. Uma forma sentencial é qualquer cadeia \( \alpha \in (V \cup T)^{*} \) tal que \( S \Rightarrow^{*} \alpha \) ; ela pode conter variáveis. Uma sentença é uma forma sentencial que pertence a \( T^{*} \) , ou seja, não contém variáveis. Assim, \( L(G) \) é o conjunto de todas as sentenças deriváveis a partir de S (SIPSER, 2007).
+title [138, 818, 416, 836]2.2.1 Árvore de Derivação
+text [137, 850, 906, 909]Para gramáticas livres de contexto (Tipo 2), cada derivação pode ser representada por uma árvore de derivação (ou árvore sintática). A raiz é o símbolo inicial S, os nós internos são variáveis e as folhas são terminais ou \( \varepsilon \) . A leitura das folhas da esquerda para
+page_number [512, 939, 535, 952]14
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@@ -0,0 +1,12 @@
+text [136, 85, 908, 123]a direita produz a cadeia derivada. Árvores de derivação são a base da análise sintática em compiladores (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+text [137, 128, 908, 168]A Figura 2.1 mostra a árvore de derivação da cadeia aabb na gramática \( G_{1} \) com as produções \( S \rightarrow aSb \mid ab \) .
+image [396, 184, 652, 279]
+image_caption [188, 292, 855, 310]Figura 2.1: Árvore de derivação de aabb na gramática \(G_{1}\): \(S \Rightarrow aSb \Rightarrow aabb\).
+text [137, 335, 907, 436]Uma gramática é ambígua se existe pelo menos uma cadeia com mais de uma árvore de derivação distinta. A ambiguidade é indesejável em linguagens de programação, pois pode levar a interpretações diferentes do mesmo programa. Técnicas de desambiguação incluem a reformulação da gramática e o uso de regras de precedência (LEWIS; PAPADIMITRIOU, 2004).
+title [137, 465, 480, 485]2.3 Hierarquia de Chomsky
+text [136, 502, 908, 562]Chomsky (1956) classificou as gramáticas em quatro tipos conforme as restrições sobre suas produções. A cada tipo corresponde uma classe de linguagens e um dispositivo de reconhecimento (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+text [363, 577, 680, 594]Tabela 2.1: Hierarquia de Chomsky.
+table [139, 608, 907, 794]TipoGramáticaRestriçõesReconhecedor0Irrestrita\( \alpha \rightarrow \beta \), sem restrições adicionaisMáquina de Turing1Sensível ao Contexto\( |\alpha| \leq |\beta| \)Aut. Lin. Limitado2Livre de Contexto\( A \rightarrow \alpha \), com \( A \in V \)Autômato com Pilha3Regular\( A \rightarrow aB \) ou \( A \rightarrow a \)Autômato Finito
+text [136, 817, 907, 877]A relação de inclusão estrita entre as classes é: Regulares ⊂ Livres de Contexto ⊂ Sensíveis ao Contexto ⊂ Recursivamente Enumeráveis. Em cada nível, existem linguagens que não pertencem à classe inferior.
+text [137, 880, 907, 920]A Figura 2.2 ilustra essa relação de inclusão, mostrando exemplos de linguagens pertencentes a cada nível mas não ao nível inferior. Essa organização hierárquica guia o
+page_number [512, 939, 535, 952]15
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@@ -0,0 +1,17 @@
+text [136, 85, 908, 123]estudo da disciplina: começamos pelas linguagens regulares (mais simples) e avançamos para classes mais expressivas.
+image [304, 139, 744, 380]
+image_caption [137, 387, 908, 421]Figura 2.2: Diagrama de Venn da Hierarquia de Chomsky com exemplos de linguagens em cada nível.
+title [138, 450, 405, 468]2.3.1 Exemplos por Tipo
+text [137, 481, 907, 542]Uma gramática regular (Tipo 3) tem produções da forma \(A \to aB\) ou \(A \to a\). Exemplo: \(G_4 = (\{S, A\}, \{a, b\}, P, S)\) com \(S \to aS \mid bA\), \(A \to bA \mid b\) gera \(L(G_4) = \{a^m b^n \mid m \geq 0, n \geq 1\}\). Derivação de aabb: \(S \Rightarrow aS \Rightarrow aaS \Rightarrow aabA \Rightarrow aabb\).
+text [137, 545, 907, 626]Uma gramática livre de contexto (Tipo 2) permite \( A \to \alpha \) com \( \alpha \) qualquer cadeia de terminais e variáveis: \( S \to SS \mid (S) \mid \varepsilon \) gera a linguagem de parênteses balanceados. Já a linguagem \( \{a^n b^n c^n \mid n \geq 1\} \) requer gramática sensível ao contexto (Tipo 1), pois precisa de produções com mais de uma variável no lado esquerdo (SIPSER, 2007).
+title [187, 641, 623, 659]Exemplo – Derivações Detalhadas por Tipo
+text [157, 670, 794, 688]Tipo 3 (Regular): \( G_{4} \) com \( S \to aS \mid bA \) e \( A \to bA \mid b \). Para gerar abbb:
+equation [382, 709, 662, 726]\[
+S \Rightarrow a S \Rightarrow a b A \Rightarrow a b b A \Rightarrow a b b b
+\]
+text [185, 747, 838, 766]Tipo 2 (Livre de Contexto): \( G_{5} \) com \( S \to SS \mid (S) \mid \varepsilon \). Para gerar (()):
+equation [414, 787, 630, 806]\[
+S \Rightarrow (S) \Rightarrow ((S)) \Rightarrow (())
+\]
+text [153, 826, 890, 907]Tipo 1 (Sensível ao Contexto): A linguagem \(\{a^n b^n c^n \mid n \geq 1\}\) não pode ser gerada por nenhuma gramática livre de contexto, mas pode ser gerada por uma gramática sensível ao contexto com regras que garantem \(|\alpha| \leq |\beta|\) em cada produção \(\alpha \to \beta\).
+page_number [512, 939, 535, 953]16
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@@ -0,0 +1,20 @@
+title [137, 86, 743, 105]2.3.2 Gramáticas Regulares: Linear à Direita e à Esquerda
+text [137, 117, 907, 219]As gramáticas regulares podem ser classificadas em dois subtipos. Uma gramática linear à direita possui produções da forma \( A \rightarrow wB \) ou \( A \rightarrow w \) , onde \( w \in T^{*} \) e \( B \in V \) . Uma gramática linear à esquerda possui produções da forma \( A \rightarrow Bw \) ou \( A \rightarrow w \) . Ambos os subtipos geram exatamente as linguagens regulares, mas não devem ser misturados na mesma gramática (MENEZES, 2011).
+text [137, 223, 907, 285]A conversão entre gramáticas lineares à direita e à esquerda é possível por meio da reversão da linguagem. Se G é linear à direita e gera L, então existe uma gramática linear à esquerda que gera a mesma linguagem L (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+title [187, 297, 710, 315]Exemplo – Gramática Linear à Direita e à Esquerda
+text [157, 326, 600, 344]Considere a linguagem \( L = \{a^{m}b^{n} \mid m \geq 1, n \geq 1\} \) .
+text [186, 347, 750, 366]Gramática linear à direita: \( G_{D} = (\{S, A\}, \{a, b\}, P_{D}, S) \) com:
+equation [393, 386, 652, 404]\[
+S \rightarrow a S \mid a A, \quad A \rightarrow b A \mid b
+\]
+text [156, 425, 616, 442]Derivação de aabb: \( S \Rightarrow aS \Rightarrow aaA \Rightarrow aabA \Rightarrow aabb. \)
+text [186, 446, 771, 465]Gramática linear à esquerda: \( G_{E} = (\{S, B\}, \{a, b\}, P_{E}, S) \) com:
+equation [391, 485, 654, 503]\[
+S \rightarrow S b \mid B b, \quad B \rightarrow B a \mid a
+\]
+text [156, 524, 609, 541]Derivação de aabb: \( S \Rightarrow Sb \Rightarrow Bbb \Rightarrow Babb \Rightarrow aabb \) .
+text [156, 546, 886, 584]Ambas geram a mesma linguagem L, ilustrando a equivalência entre os dois sub-tipos.
+title [137, 619, 700, 640]2.4 Operações sobre Linguagens e Fechamento
+text [136, 656, 906, 716]Uma classe de linguagens é fechada sob uma operação se o resultado da operação aplicada a linguagens da classe permanece na classe. As principais operações são: união, interseção, concatenação, complemento e fecho de Kleene (MENEZES, 2011).
+text [137, 720, 905, 759]A Tabela 2.2 resume as propriedades de fechamento. Esses resultados serão demonstrados ao longo dos próximos capítulos para as linguagens regulares.
+page_number [512, 939, 535, 953]17
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@@ -0,0 +1,9 @@
+text [233, 83, 812, 101]Tabela 2.2: Propriedades de fechamento das classes de linguagens.
+table [139, 113, 907, 297]ClasseUniãoInters.Compl.Concat.KleeneRegularSimSimSimSimSimLivre de ContextoSimNãoNãoSimSimSensível ao Cont.SimSimSimSimSimRec. EnumerávelSimSimNãoSimSim
+title [187, 331, 476, 347]Fechamento e Decidibilidade
+text [154, 356, 890, 482]As propriedades de fechamento têm consequências práticas importantes. O fato de que linguagens regulares são fechadas sob complemento e interseção permite, por exemplo, verificar se a interseção de duas linguagens regulares é vazia — um problema decidível. Por outro lado, como linguagens livres de contexto não são fechadas sob interseção, problemas análogos para essa classe podem ser indecidíveis (LEWIS; PAPADIMITRIOU, 2004).
+title [137, 515, 719, 535]2.5 Relação entre Gramáticas e Reconhecedores
+text [137, 553, 907, 655]Para cada tipo de gramática na Hierarquia de Chomsky, existe um modelo computacional equivalente: gramáticas regulares correspondem a autômatos finitos; gramáticas livres de contexto a autômatos com pilha; gramáticas sensíveis ao contexto a autômatos linearmente limitados; e gramáticas irrestritas a máquinas de Turing (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+text [137, 659, 907, 740]Essa dualidade entre geradores e reconhecedores permite escolher o formalismo mais conveniente para cada situação: gramáticas são naturais para gerar linguagens, enquanto autômatos são naturais para reconhecer se uma cadeia pertence a uma linguagem (LEWIS; PAPADIMITRIOU, 2004).
+text [137, 744, 907, 784]A Tabela 2.3 resume a correspondência entre formalismos geradores e reconhecedores para cada nível da hierarquia, incluindo os problemas de decisão associados.
+page_number [512, 939, 535, 953]18
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@@ -0,0 +1,17 @@
+text [147, 83, 896, 100]Tabela 2.3: Correspondência entre gramáticas, reconhecedores e problemas de decisão.
+table [139, 113, 907, 321]TipoGramáticaReconhecedorPertinência3RegularAutômato FinitoDecidível em \( O(n) \)2Livre de ContextoAut. com PilhaDecidível em \( O(n^3) \)1Sens. ao ContextoAut. Lin. LimitadoDecidível (PSPACE)0IrrestritaMáquina de TuringIndecidível
+text [137, 345, 907, 469]Observe que a complexidade do problema de pertinência cresce com o tipo da gramática. Para linguagens regulares, o teste de pertinência é realizado em tempo linear, simulando o autômato finito. Para linguagens livres de contexto, o algoritmo CYK resolve o problema em tempo \( O(n^{3}) \) . Para linguagens sensíveis ao contexto, o problema é decidível mas pode exigir espaço exponencial. Para linguagens recursivamente enumeráveis (Tipo 0), o problema de pertinência é indecidível em geral (SIPSER, 2007).
+title [137, 497, 423, 515]2.6 Lista de Exercícios
+text [159, 534, 809, 552]1. Qual das alternativas descreve corretamente linguagem formal sobre \(\Sigma\)?
+text [195, 567, 664, 586](a) Conjunto infinito que inclui somente cadeia vazia.
+text [195, 594, 903, 634](b) Qualquer subconjunto de \(\Sigma^{*}\) (finito ou infinito), formado por cadeias de comprimento finito.
+text [196, 643, 555, 661](c) Todas as cadeias de alfabeto infinito.
+text [195, 670, 707, 688](d) Apenas cadeias sem repetições, excluindo cadeia vazia.
+text [196, 697, 729, 715](e) Cadeias com número de símbolos igual ao tamanho de \(\Sigma\).
+text [158, 731, 859, 749]2. Em relação a terminais (T) e não-terminais (V), qual afirmação está correta?
+text [196, 764, 551, 782](a) Terminais substituídos por variáveis.
+text [196, 791, 530, 809](b) Não-terminais são unidades finais.
+text [196, 819, 543, 837](c) Terminais não aparecem nas regras.
+text [195, 846, 905, 884](d) Não-terminais são variáveis que geram cadeias; terminais são elementos básicos das sentenças finais.
+text [197, 894, 480, 912](e) Não há diferença conceitual.
+page_number [512, 939, 535, 953]19
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@@ -0,0 +1,13 @@
+text [160, 86, 597, 102]3. A derivação de uma cadeia ocorre por meio de:
+text [195, 118, 905, 157](a) Substituições sucessivas de subpalavras que correspondem ao lado esquerdo de regras de produção.
+text [195, 167, 474, 185](b) Comparações entre cadeias.
+text [196, 194, 538, 212](c) Enumerações de todos os símbolos.
+text [195, 222, 685, 240](d) Escolha de qualquer sequência sem consultar regras.
+text [196, 248, 614, 266](e) Retirada de não-terminais sem substituição.
+text [160, 282, 474, 300]4. O conjunto \( L(G) \) é formado por:
+text [195, 315, 670, 332](a) Todas as cadeias de não-terminais deriváveis de S.
+text [195, 342, 672, 360](b) Qualquer sequência de terminais ou não-terminais.
+text [196, 369, 905, 407](c) Cadeias sobre T geradas por S por meio de zero ou mais aplicações de regras de produção.
+text [195, 417, 543, 435](d) Cadeias sobre V e T sem terminais.
+text [196, 444, 594, 462](e) Cadeias de comprimento infinito sobre V.
+page_number [511, 939, 534, 953]20
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+title [137, 87, 909, 143]3 LINGUAGENS REGULARES E AUTÔMATOS FINITOS DETERMINÍSTICOS
+text [136, 171, 907, 295]Neste capítulo, estudamos a classe mais restrita da Hierarquia de Chomsky: as linguagens regulares (Tipo 3). Apesar de serem a classe com menor poder expressivo, possuem enorme importância prática, fundamentando analisadores léxicos, buscas com expressões regulares e validação de formatos de dados. Apresentamos o autômato finito determinístico (AFD) como modelo de reconhecimento dessas linguagens (MENEZES, 2011).
+text [136, 299, 909, 382]Uma linguagem L é regular se existir uma gramática regular, um autômato finito ou uma expressão regular que a defina. Esses três formalismos possuem exatamente o mesmo poder expressivo; neste capítulo, focamos no AFD e em sua relação com gramáticas regulares (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+text [136, 384, 909, 489]O estudo dos autômatos finitos determinísticos é o ponto de partida natural para a teoria dos autômatos. Por serem o modelo mais simples de computação, os AFDs permitem introduzir conceitos fundamentais — como estado, transição e aceitação — de forma clara e acessível, antes de avançar para modelos mais complexos nos capítulos seguintes.
+title [137, 515, 611, 533]3.1 Autômatos Finitos Determinísticos
+text [136, 552, 907, 612]Um AFD é uma 5-tupla \( M = (\Sigma, Q, \delta, q_0, F) \), onde: \( \Sigma \) é o alfabeto de entrada; \( Q \) é o conjunto finito de estados; \( \delta : Q \times \Sigma \to Q \) é a função de transição (total); \( q_0 \in Q \) é o estado inicial; e \( F \subseteq Q \) é o conjunto de estados finais.
+text [137, 617, 907, 698]A função \( \delta \) é total: para cada par \( (q, a) \) , existe exatamente um estado destino. Isso garante o determinismo — a computação nunca “trava”. Quando necessário, adiciona-se um estado morto \( q_{d} \notin F \) com \( \delta(q_{d}, a) = q_{d} \) para todo a, garantindo totalidade da função (SIPSER, 2007).
+title [187, 712, 330, 727]Determinismo
+text [154, 738, 886, 777]A propriedade essencial de um AFD é o determinismo: para cada par (estado atual, símbolo lido), existe exatamente um estado seguinte. Isso significa que:
+text [156, 793, 710, 810]- Não há escolha: o próximo estado é unicamente determinado;
+text [156, 826, 695, 844]- Não há bloqueio: a função \(\delta\) é definida para todo par \((q, a)\);
+text [156, 859, 770, 877]- A computação é uma sequência única de estados (sem ramificações).
+page_number [511, 939, 532, 952]21
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+title [137, 86, 643, 105]3.1.1 Função de Transição Estendida e Aceitação
+text [136, 116, 907, 178]A função de transição estendida \( \delta^{*}: Q \times \Sigma^{*} \to Q \) é definida recursivamente: \( \delta^{*}(q, \varepsilon) = q \) e \( \delta^{*}(q, wa) = \delta(\delta^{*}(q, w), a) \) . A linguagem aceita por M é \( L(M) = \{w \in \Sigma^{*} \mid \delta^{*}(q_{0}, w) \in F\} \) .
+text [136, 181, 907, 219]Uma cadeia w é aceita se, ao processar todos os seus símbolos a partir de \( q_{0} \) , o autômato atinge um estado em F; caso contrário, w é rejeitada.
+text [136, 223, 907, 306]A função estendida \( \delta^{*} \) generaliza \( \delta \) para cadeias de comprimento arbitrário. Por exemplo, se \( \delta^{*}(q_{0}, ab) = q_{2} \) e \( \delta(q_{2}, a) = q_{1} \) , então \( \delta^{*}(q_{0}, aba) = q_{1} \) . Essa definição recursiva permite analisar a computação do autômato símbolo por símbolo, o que é a base de qualquer implementação prática (MENEZES, 2011).
+title [137, 333, 530, 353]3.2 Representações de um AFD
+text [136, 369, 907, 450]Um AFD pode ser representado pela 5-tupla formal, pela tabela de transição ou pelo diagrama de estados. Na tabela, linhas são estados e colunas são símbolos; → indica o estado inicial e * indica estados finais. No diagrama, estados são círculos, transições são estas rotuladas, o estado inicial recebe seta de entrada, e estados finais têm borda dupla.
+text [137, 455, 907, 536]Cada representação tem suas vantagens: a 5-tupla formal é precisa e adequada para definições e provas; a tabela de transição facilita a implementação computacional; e o diagrama de estados oferece uma visualização intuitiva do comportamento do automato (SIPSER, 2007).
+text [137, 539, 906, 579]A Tabela 3.1 e a Figura 3.1 mostram o AFD \( M_1 = (\{a, b\}, \{q_0, q_a, q_b, q_f\}, \delta, q_0, \{q_f\}) \) que aceita cadeias contendo \( aa \) ou \( bb \) como subpalavra.
+text [325, 594, 719, 612]Tabela 3.1: Tabela de transição do AFD \( M_{1} \) .
+table [451, 624, 596, 748]\( \delta \)\( a \)\( b \)\( \rightarrow q_0 \)\( q_a \)\( q_b \)\( q_a \)\( q_f \)\( q_b \)\( q_b \)\( q_a \)\( q_f \)\( *q_f \)\( q_f \)\( q_f \)
+page_number [511, 939, 535, 953]22
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+image [288, 80, 768, 267]
+image_caption [225, 275, 816, 293]Figura 3.1: AFD \(M_{1}\): aceita cadeias com \(aa\) ou \(bb\) como subpalavra.
+title [137, 322, 776, 340]3.2.1 Segundo Exemplo: AFD para Cadeias Terminadas em ab
+text [136, 352, 907, 414]Considere o AFD \( M_{2} = (\{a, b\}, \{q_{0}, q_{1}, q_{2}\}, \delta, q_{0}, \{q_{2}\}) \) que aceita todas as cadeias sobre \( \{a, b\} \) terminadas em ab. A ideia é que o estado \( q_{0} \) representa “nenhum progresso”, \( q_{1} \) representa “último símbolo lido foi a” e \( q_{2} \) representa “últimos dois símbolos foram ab”.
+text [203, 427, 840, 446]Tabela 3.2: Tabela de transição do AFD \( M_{2} \) (cadeias terminadas em ab).
+table [451, 458, 596, 560]\( \delta \)ab\( \rightarrow q_0 \)\( q_1 \)\( q_0 \)\( q_1 \)\( q_1 \)\( q_2 \)\( *q_2 \)\( q_1 \)\( q_0 \)
+image [283, 594, 778, 747]
+image_caption [280, 760, 763, 778]Figura 3.2: AFD \(M_2\): aceita cadeias terminadas em ab.
+text [136, 803, 907, 886]Note que este AFD possui 3 estados, cada um codificando informação sobre os últimos símbolos lidos. Essa técnica de projetar estados como “memória” do sufixo recente é amplamente utilizada na construção de AFDs para padrões de subcadeias (MENEZES, 2011).
+page_number [510, 939, 535, 953]23
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+title [137, 88, 520, 108]3.3 Computação Passo a Passo
+text [136, 125, 905, 162]Para verificar a aceitação de uma cadeia, simulamos \( \delta^{*} \) passo a passo. No AFD \( M_{1} \) , para w = abba:
+equation [374, 164, 668, 185]\[
+q _ {0} \xrightarrow {a} q _ {a} \xrightarrow {b} q _ {b} \xrightarrow {b} q _ {f} \xrightarrow {a} q _ {f} \in F \quad \checkmark
+\]
+text [138, 198, 643, 215]A cadeia abba é aceita, pois contém bb. Já para w = abab:
+equation [376, 234, 666, 255]\[
+q _ {0} \xrightarrow {a} q _ {a} \xrightarrow {b} q _ {b} \xrightarrow {a} q _ {a} \xrightarrow {b} q _ {b} \notin F \quad \times
+\]
+text [138, 276, 610, 293]A cadeia abab é rejeitada, pois não contém aa nem bb.
+title [187, 307, 551, 325]Exemplo – Computação no AFD \( M_{2} \)
+text [157, 336, 825, 355]Verifiquemos a aceitação de cadeias no AFD \( M_{2} \) (cadeias terminadas em ab):
+text [186, 356, 664, 376]Cadeia w = bab: \( q_{0} \xrightarrow{b} q_{0} \xrightarrow{a} q_{1} \xrightarrow{b} q_{2} \in F \) √ (aceita)
+text [186, 378, 689, 398]Cadeia w = aba: \( q_{0} \xrightarrow{a} q_{1} \xrightarrow{b} q_{2} \xrightarrow{a} q_{1} \notin F \) × (rejeitada)
+text [186, 399, 666, 419]Cadeia w = aab: \( q_{0} \xrightarrow{a} q_{1} \xrightarrow{a} q_{1} \xrightarrow{b} q_{2} \in F \) √ (aceita)
+text [186, 420, 629, 440]Cadeia w = bb: \( q_{0} \xrightarrow{b} q_{0} \xrightarrow{b} q_{0} \notin F \) × (rejeitada)
+text [155, 443, 888, 482]Observe que \( bb \) é rejeitada pois não termina em \( ab \), confirmando o comportamento esperado.
+text [137, 500, 906, 539]Outro exemplo clássico é o AFD para cadeias com número par de a's e par de b's, que exige \( 2 \times 2 = 4 \) estados codificando a paridade de cada símbolo (SIPSER, 2007).
+title [137, 563, 573, 580]3.3.1 Exemplo: AFD para Paridade de a's
+text [137, 593, 906, 655]O AFD \( M_{3} = (\{a, b\}, \{q_{\text{par}}, q_{\text{impar}}\}, \delta, q_{\text{par}}, \{q_{\text{par}}\}) \) aceita cadeias com número par de a's (incluindo zero). O estado \( q_{par} \) indica que o número de a's lidos até o momento é par, e \( q_{impar} \) indica que é ínpar. Os b's não alteram a paridade.
+image [362, 671, 699, 786]
+image_caption [258, 798, 785, 816]Figura 3.3: AFD \(M_3\): aceita cadeias com número par de a's.
+text [137, 841, 907, 903]A técnica de codificar informação modular nos estados é extremamente versátil. Por exemplo, para aceitar cadeias cujo comprimento é múltiplo de 3, bastam 3 estados representando os restos 0, 1, 2 da divisão por 3. De modo geral, qualquer propriedade que
+page_number [510, 939, 535, 953]24
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+text [137, 85, 908, 123]dependa de uma quantidade finita de informação sobre a cadeia lida pode ser codificada nos estados de um AFD (SIPSER, 2007).
+title [187, 134, 551, 152]Exemplo – Computação no AFD \( M_{3} \)
+text [157, 162, 633, 180]Verifiquemos cadeias no AFD \( M_{3} \) (número par de a's):
+text [186, 182, 877, 203]Cadeia w = abba: \( q_{par} \xrightarrow{a} q_{impar} \xrightarrow{b} q_{impar} \xrightarrow{a} q_{par} \in F \) √ (2 a's - par)
+text [187, 204, 792, 224]Cadeia w = aba: \( q_{par} \xrightarrow{a} q_{impar} \xrightarrow{b} q_{impar} \xrightarrow{a} q_{par} \in F \) √ (2 a's - par)
+text [187, 226, 642, 246]Cadeia w = a: \( q_{par} \xrightarrow{a} q_{impar} \notin F \) \( \times \) (1 a - impar)
+text [187, 246, 756, 267]Cadeia w = bbb: \( q_{par} \xrightarrow{b} q_{par} \xrightarrow{b} q_{par} \in F \) √ (0 a's - par)
+title [138, 297, 538, 314]3.3.2 Estado Morto e Funções Parciais
+text [137, 327, 907, 430]Em alguns livros, a função de transição pode ser definida como parcial: \( \delta(q,a) \) pode não estar definida para certos pares \( (q,a) \) . Nesse caso, a computação “trava” e a cadeia é rejeitada. Para converter um AFD com função parcial em um AFD com função total, basta adicionar um estado morto \( q_{d} \) (não-final) e direcionar todas as transições indefinidas para \( q_{d} \) , com \( \delta(q_{d},a)=q_{d} \) para todo \( a\in\Sigma \) (MENEZES, 2011).
+text [137, 433, 907, 515]Embora ambas as definições sejam equivalentes em poder expressivo, a função total é preferida em definições formais pois simplifica a análise teórica. Na prática, omitir o estado morto nos diagramas torna as figuras mais legíveis (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+title [137, 543, 665, 563]3.4 Propriedades das Linguagens Regulares
+text [137, 580, 907, 662]A classe das linguagens regulares é fechada sob união, interseção, complemento, concatenação, fecho de Kleene e reversa. O fechamento sob complemento é particularmente simples: dado o AFD M para L, basta inverter estados finais e não-finais para obter um AFD para \( \overline{L} = \Sigma^{*} - L \) (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+title [187, 671, 494, 688]Fechamento sob Complemento
+text [155, 699, 886, 738]Dado um AFD \( M = (\Sigma, Q, \delta, q_{0}, F) \) que reconhece L, o AFD \( M' = (\Sigma, Q, \delta, q_{0}, Q - F) \) reconhece \( \overline{L} = \Sigma^{*} - L \) .
+text [154, 743, 888, 825]Atenção: essa construção exige que \( \delta \) seja total. Se o AFD original tiver transições indefinidas, é necessário primeiro adicionar o estado morto antes de inverter os estados finais. Caso contrário, o estado morto (que deveria rejeitar) passaria a aceitar, produzindo um resultado incorreto.
+text [137, 838, 907, 920]Nem toda linguagem é regular. A linguagem \( \{a^{n}b^{n} \mid n \geq 0\} \) não é regular, pois um autômato finito não consegue “contar” um número arbitrário de símbolos com sua memória finita (apenas o estado atual). A prova formal utiliza o Lema do Bombeamento (Pumping Lemma), que será estudado em capítulo posterior (MENEZES, 2011).
+page_number [510, 938, 534, 952]25
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+text [137, 85, 908, 123]A Tabela 3.3 resume as operações de fechamento com indicações de como a construção é realizada.
+text [242, 136, 800, 155]Tabela 3.3: Operações de fechamento para linguagens regulares.
+table [139, 167, 907, 332]OperaçãoFechada?ConstruçãoUniãoSimProduto de autômatos ou AFN com ε-transiçõesInterseçãoSimProduto de autômatos (estados pares)ComplementoSimInverter estados finais/não-finais no AFDConcatenaçãoSimAFN com ε-transição entre sub-autômatosFecho de KleeneSimAFN com ε-transição de finais ao inicialReversaSimInverter setas, trocar inicial e finais
+text [137, 356, 907, 482]Um resultado importante é que gramáticas regulares e AFDs são formalismos equivalentes: para toda gramática regular pode-se construir um AFD, e vice-versa. A conversão de gramática para AFD associa variáveis a estados e produções a transições (SIP SER, 2007). Na prática, essa construção algorítmica é a base de ferramentas geradoras de analisadores léxicos, que automatizam a implementação de reconhecimentos a partir de especificações formais (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+title [137, 507, 423, 525]3.5 Lista de Exercícios
+text [160, 544, 778, 562]1. Qual formalismo NÃO é utilizado para definir linguagens regulares?
+text [196, 578, 384, 596](a) Autômato Finito
+text [196, 605, 396, 623](b) Expressão Regular
+text [197, 632, 401, 650](c) Gramática Regular
+text [196, 660, 490, 677](d) Gramática Livre de Contexto
+text [197, 687, 386, 704](e) Movimento Vazio
+text [158, 720, 907, 739]2. Para o autômato \( M_{1} \) que reconhece “aa” ou “bb” como subpalavra, qual é \( \delta^{*}(q_{0}, abba) \) ?
+text [196, 754, 253, 771](a) \( q_{0} \)
+text [196, 780, 252, 798](b) \( q_{1} \)
+text [197, 808, 253, 826](c) \( q_{2} \)
+text [196, 835, 253, 853](d) \( q_{f} \)
+text [197, 862, 321, 880](e) Indefinida
+text [159, 894, 470, 913]3. Qual linguagem NÃO é regular?
+page_number [511, 939, 534, 953]26
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@@ -0,0 +1,12 @@
+text [196, 84, 562, 103](a) \(\{w\in \{a,b\} ^* | w\text{contém}"aa" ou "bb"\}\)
+text [198, 111, 258, 129](b) \(\Sigma^{*}\)
+text [199, 138, 247, 155](c) \(\emptyset\)
+text [198, 165, 618, 185](d) \(\{w\in \{a,b\} ^* | w\text{com n}^0\text{par de} a\text{e par de} b\}\)
+text [199, 193, 357, 212](e) \(\{a^n b^n \mid n \geq 0\}\)
+text [160, 227, 660, 245]4. No quíntuplo \( M = (\Sigma, Q, \delta, q_{0}, F) \) , o que representa \( \delta? \)
+text [196, 259, 434, 278](a) Conjunto de estados \(Q\)
+text [197, 287, 377, 306](b) Estado inicial \( q_{0} \)
+text [198, 315, 377, 333](c) Estados finais \(F\)
+text [198, 342, 407, 360](d) Função de transição
+text [199, 369, 331, 386](e) Alfabeto \(\Sigma\)
+page_number [512, 939, 534, 952]27
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@@ -0,0 +1,9 @@
+title [137, 86, 920, 110]4 AUTÔMATOS FINITOS NÃO-DETERMINÍSTICOS
+text [136, 138, 907, 283]Neste capítulo, estudamos os autômatos finitos não-determinísticos (AFN), uma extensão dos AFDs que permite maior flexibilidade na modelagem de linguagens. Em um AFN, cada par (estado, símbolo) pode levar a múltiplos estados simultaneamente. Apesar dessa aparente extensão, AFNs e AFDs reconhecem exatamente a mesma classe de linguagens — as linguagens regulares. Apresentamos também o algoritmo de construção de subconjuntos, que converte qualquer AFN em um AFD equivalente (MENEZES, 2011).
+text [136, 287, 907, 370]O não-determinismo é um conceito central na Teoria da Computação. Intuitivamente, o autômato explora simultaneamente todos os caminhos de computação possíveis, e aceita a cadeia se pelo menos um desses caminhos atinge um estado final (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+text [136, 373, 909, 496]Do ponto de vista prático, o não-determinismo oferece uma poderosa ferramenta de projeto: ao invés de construir diretamente um AFD — que pode exigir raciocínio complexo sobre como codificar informação nos estados — pode-se projetar primeiro um AFN mais simples e intuitivo, e depois converter sistematicamente para um AFD equivalente. Essa abordagem é amplamente empregada na construção de analisadores léxicos a partir de expressões regulares (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+title [137, 525, 504, 544]4.1 Definição Formal de AFN
+text [136, 562, 907, 644]Um AFN é uma 5-tupla \( M = (\Sigma, Q, \delta, q_0, F) \), com a diferença fundamental em relação ao AFD na função de transição: \( \delta : Q \times \Sigma \to 2^Q \). A notação \( 2^Q \) representa o conjunto das partes de \( Q \); assim, \( \delta(q, a) \) retorna um conjunto de estados (possivelmente vazio). Quando \( \delta(q, a) = \emptyset \), a computação naquele ramo “morre” (SIPSER, 2007).
+text [136, 648, 907, 707]Todo AFD é um caso particular de AFN em que \( |\delta(q,a)| = 1 \) para todo par \( (q,a) \) . Portanto, a classe de linguagens reconhecidas por AFNs é pelo menos tão ampla quanto a dos AFDs — e, como veremos, é exatamente a mesma.
+text [187, 721, 476, 740]AFD vs AFN - Comparação
+page_number [511, 939, 535, 953]28
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+table [141, 84, 905, 292]CaracterísticaAFDAFNFunção δ\( Q \times \Sigma \rightarrow Q \)\( Q \times \Sigma \rightarrow 2^{Q} \)Transições por (q, a)Exatamente 1Zero ou maisDeterminismoSimNãoAceitaçãoEstado final atingidoAlgum caminho atinge FPoder expressivoLing. regularesLing. regulares
+title [137, 313, 686, 331]4.1.1 Exemplo: AFN para Cadeias Terminadas em ab
+text [165, 343, 867, 363]O AFN \( M_{1} = (\{a, b\}, \{q_{0}, q_{1}, q_{2}\}, \delta, q_{0}, \{q_{2}\}) \) reconhece cadeias terminadas em ab:
+text [325, 376, 719, 394]Tabela 4.1: Tabela de transição do AFN \(M_{1}\).
+image [419, 407, 627, 507]
+image [306, 542, 756, 632]
+image_caption [265, 639, 778, 657]Figura 4.1: AFN \(M_{1}\): reconhece cadeias terminadas em \(ab\).
+text [137, 683, 907, 720]No estado \( q_{0} \) , ao ler a, o autômato pode tanto permanecer em \( q_{0} \) quanto ir para \( q_{1} \) . Essa é a essência do não-determinismo.
+text [137, 724, 907, 828]Compare este AFN com o AFD equivalente da Figura 3.2 do capítulo anterior: ambos reconhecem a mesma linguagem (cadeias terminadas em ab), mas o AFN é mais simples de projetar. No AFN, a “adivinhação” de quando iniciar o reconhecimento do padrão ab é realizada pelo não-determinismo; no AFD, essa informação precisa ser codificada explicitamente nos estados (MENEZES, 2011).
+title [137, 851, 816, 869]4.1.2 Exemplo: AFN para Cadeias Contendo aba como Subpalavra
+text [137, 881, 906, 920]Considere o AFN \( M_{3} = (\{a, b\}, \{q_{0}, q_{1}, q_{2}, q_{3}\}, \delta, q_{0}, \{q_{3}\}) \) que reconhece cadeias contendo aba como subpalavra:
+page_number [511, 939, 535, 953]29
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+image [214, 85, 845, 177]
+image_caption [208, 184, 835, 202]Figura 4.2: AFN \(M_3\): reconhece cadeias contendo aba como subpalavra.
+text [136, 225, 907, 330]O padrão é claro: o autômato permanece em \( q_{0} \) lendo qualquer símbolo, até “adivinhar” que a ocorrência de aba está começando. A partir daí, segue a sequência \( q_{0} \xrightarrow{a} q_{1} \xrightarrow{b} q_{2} \xrightarrow{a} q_{3} \) , e permanece em \( q_{3} \) (estado final) lendo o restante da cadeia. Esse padrão de projeto — um “laço de espera” seguido de uma sequência linear — é utilizado para reconhecer qualquer subcadeia fixa (SIPSER, 2007).
+title [137, 357, 707, 379]4.2 Função de Transição Estendida e Aceitação
+text [136, 394, 907, 435]A função de transição estendida \( \delta^{*}:2^{Q}\times\Sigma^{*}\to2^{Q} \) opera sobre conjuntos de estados: \( \delta^{*}(P,\varepsilon)=P \) e \( \delta^{*}(P,wa)=\bigcup_{q\in\delta^{*}(P,w)}\delta(q,a) \) .
+text [136, 437, 906, 497]Uma cadeia w é aceita por M se \( \delta^{*}(\{q_{0}\}, w) \cap F \neq \emptyset \) , ou seja, se ao menos um caminho de computação atinge um estado final. A aceitação em AFNs é existencial: basta um caminho bem-sucedido (MENEZES, 2011).
+text [136, 501, 907, 603]A natureza existencial da aceitação tem uma interpretação computacional interessante: podemos imaginar que o AFN “clona” a si mesmo a cada ponto de escolha, explorando todos os caminhos em paralelo. Se qualquer clone atinge um estado final ao fim da leitura, a cadeia é aceita. Essa metáfora do paralelismo ilimitado é o que torna os AFNs mais fáceis de projetar, embora não amplie o poder expressivo (SIPSER, 2007).
+title [137, 627, 461, 645]4.2.1 Exemplo de Computação
+text [166, 657, 443, 675]Para \(\delta^{*}(\{q_{0}\}, aab)\) no AFN \(M_{1}\):
+equation [295, 696, 564, 715]\[
+\delta^ {*} (\{q _ {0} \}, a) = \delta (q _ {0}, a) = \{q _ {0}, q _ {1} \}
+\]
+equation [285, 720, 767, 740]\[
+\delta^ {*} (\{q _ {0} \}, a a) = \delta (q _ {0}, a) \cup \delta (q _ {1}, a) = \{q _ {0}, q _ {1} \} \cup \emptyset = \{q _ {0}, q _ {1} \}
+\]
+equation [277, 745, 765, 765]\[
+\delta^ {*} (\{q _ {0} \}, a a b) = \delta (q _ {0}, b) \cup \delta (q _ {1}, b) = \{q _ {0} \} \cup \{q _ {2} \} = \{q _ {0}, q _ {2} \}
+\]
+text [137, 785, 452, 802]Como \( q_{2} \in F \) , a cadeia aab é aceita.
+title [182, 814, 656, 833]Exemplo – Computação Detalhada: Cadeia bab
+text [157, 844, 610, 862]Analisemos \(\delta^{*}(\{q_{0}\},bab)\) passo a passo no AFN \(M_1\):
+text [185, 865, 643, 884]Passo 1 — leitura de b: \(\delta^{*}(\{q_{0}\}, b) = \delta(q_{0}, b) = \{q_{0}\}\)
+text [185, 887, 682, 906]Passo 2 — leitura de a: \(\delta^{*}(\{q_{0}\}, ba) = \delta(q_{0}, a) = \{q_{0}, q_{1}\}\)
+page_number [511, 939, 535, 953]30
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@@ -0,0 +1,18 @@
+text [186, 82, 888, 122]Passo 3 — leitura de b: \(\delta^{*}(\{q_{0}\},bab) = \delta(q_{0},b)\cup \delta(q_{1},b) = \{q_{0}\} \cup \{q_{2}\} = \{q_{0},q_{2}\}\) Como \(\{q_0,q_2\} \cap \{q_2\} = \{q_2\} \neq \emptyset\), a cadeia bab é aceita.
+title [187, 144, 646, 163]Exemplo – Computação Detalhada: Cadeia ba
+text [157, 173, 479, 192]Analisemos \(\delta^{*}(\{q_{0}\},ba)\) no AFN \(M_1\):
+text [186, 195, 644, 213]Passo 1 — leitura de b: \(\delta^{*}(\{q_{0}\},b)=\delta(q_{0},b)=\{q_{0}\}\)
+text [186, 216, 682, 235]Passo 2 — leitura de a: \(\delta^{*}(\{q_{0}\}, ba) = \delta(q_{0}, a) = \{q_{0}, q_{1}\}\)
+text [186, 237, 808, 256]Como \(\{q_0, q_1\} \cap \{q_2\} = \emptyset\), a cadeia ba é rejeitada (não termina em ab).
+title [137, 289, 834, 310]4.3 Equivalência AFN-AFD: Construção de Subconjuntos
+text [137, 327, 916, 410]O resultado central deste capítulo é que para todo AFN existe um AFD equivalente. A demonstração é construtiva e chama-se construção de subconjuntos: cada estado do AFD corresponde a um subconjunto de estados do AFN. Dado \( M_{N} = (\Sigma, Q_{N}, \delta_{N}, q_{0}, F_{N}) \) , constrói-se \( M_{D} = (\Sigma, Q_{D}, \delta_{D}, \{q_{0}\}, F_{D}) \) onde (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002):
+text [138, 418, 664, 438]- \(\delta_{D}(S,a) = \bigcup_{q\in S}\delta_{N}(q,a)\) para cada macro-estado \(S\subseteq Q_N\);
+text [138, 448, 421, 468]- \(F_{D} = \{S\in Q_{D}\mid S\cap F_{N}\neq \emptyset \}\).
+text [137, 477, 906, 515]Se o AFN possui n estados, o AFD pode ter até \( 2^{n} \) estados. Na prática, muitos subconjuntos são inacessíveis e o AFD resultante é menor.
+text [137, 520, 907, 623]A construção é realizada incrementalmente: começa-se pelo macro-estado \( \{q_{0}\} \) e, para cada macro-estado alcançado, computam-se as transições com cada símbolo do alfabeto. Macro-estados novos são adicionados à fila de processamento até que nenhum novo estado seja gerado. Esse processo sempre termina, pois o número de subconjuntos possíveis é finito \( (2^{n}) \) (MENEZES, 2011).
+title [138, 645, 439, 663]4.3.1 Exemplo de Conversão
+text [167, 675, 554, 694]Aplicando ao AFN \( M_{1} \) ( \( q_{0}, q_{1}, q_{2}; F = \{q_{2}\} \) ):
+text [303, 705, 738, 723]Tabela 4.2: Construção de subconjuntos para \( M_{1} \) .
+table [406, 737, 639, 835]Macro-estadoab→ A = {q0}BAB = {q0, q1}BC*C = {q0, q2}BA
+text [137, 856, 907, 916]O AFD equivalente tem 3 macro-estados acessíveis \( (A, B, C) \) , com \( F_{D} = \{C\} \) pois C contém \( q_{2} \) . Podemos verificar: ab leva \( A \rightarrow B \rightarrow C \in F_{D} \) (aceita); ba leva \( A \rightarrow A \rightarrow B \notin F_{D} \) (rejeitada) (SIPSER, 2007).
+page_number [511, 939, 533, 953]31
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@@ -0,0 +1,19 @@
+title [187, 87, 731, 105]Exemplo – Construção de Subconjuntos Passo a Passo
+text [157, 115, 562, 133]Vamos detalhar a construção para o AFN \( M_{1} \) :
+text [186, 136, 576, 155]Início: O estado inicial do AFD é \( A = \{q_{0}\} \) .
+text [186, 158, 406, 177]Processando \( A = \{q_{0}\} \) :
+text [157, 191, 664, 211]- \(\delta_{D}(A,a) = \delta_{N}(q_{0},a) = \{q_{0},q_{1}\} = B\) (novo macro-estado)
+text [157, 224, 454, 243]- \(\delta_{D}(A,b) = \delta_{N}(q_{0},b) = \{q_{0}\} = A\)
+text [186, 257, 432, 276]Processando \( B = \{q_{0}, q_{1}\} \) :
+text [157, 290, 701, 309]- \(\delta_{D}(B,a) = \delta_{N}(q_{0},a)\cup \delta_{N}(q_{1},a) = \{q_{0},q_{1}\} \cup \emptyset = \{q_{0},q_{1}\} = B\)
+text [157, 323, 756, 343]- \(\delta_{D}(B,b) = \delta_{N}(q_{0},b)\cup \delta_{N}(q_{1},b) = \{q_{0}\} \cup \{q_{2}\} = \{q_{0},q_{2}\} = C\) (novo)
+text [186, 357, 432, 376]Processando \( C = \{q_{0}, q_{2}\} \) :
+text [157, 390, 611, 409]- \(\delta_{D}(C,a) = \delta_{N}(q_{0},a)\cup \delta_{N}(q_{2},a) = \{q_{0},q_{1}\} \cup \emptyset = B\)
+text [157, 423, 578, 442]- \(\delta_{D}(C,b) = \delta_{N}(q_{0},b)\cup \delta_{N}(q_{2},b) = \{q_{0}\} \cup \emptyset = A\)
+text [154, 456, 886, 496]Fim: Nenhum novo macro-estado gerado. Estados finais: C contém \( q_{2} \in F_{N} \) , logo \( F_{D} = \{C\} \) .
+title [137, 530, 588, 550]4.4 Vantagens do Não-Determinismo
+text [136, 567, 907, 649]Embora AFNs não reconheçam linguagens adicionais, oferecem vantagens de concisão (podem ter exponencialmente menos estados que o menor AFD equivalente), facilidade de projeto (projetar primeiro um AFN e depois converter) e composição (operações de fechamento são demonstradas mais facilmente com AFNs).
+text [136, 653, 907, 756]Existe uma família de linguagens em que o menor AFN requer \( n+1 \) estados e o menor AFD requer \( 2^{n} \) estados, mostrando que o limite exponencial é justo (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002). Aspectos práticos da implementação eficiente da construção de subconjuntos são discutidos em detalhe na literatura voltada à modelagem e construção de autômatos (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+title [187, 770, 521, 788]Explosão Exponencial de Estados
+text [154, 798, 889, 901]Um exemplo clássico da explosão exponencial é a linguagem \( L_{n} = \{w \in \{a, b\}^{*} \mid o n-ésimo símbolo antes do fim é a\} \) . Um AFN para \( L_{n} \) precisa de apenas \( n + 1 \) estados (adivinha quando faltam n símbolos e verifica que o próximo é a), mas qualquer AFD equivalente requer pelo menos \( 2^{n} \) estados, pois precisa “lembrar” os últimos n símbolos lidos.
+page_number [511, 939, 535, 953]32
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+text [153, 82, 888, 143]Esse resultado demonstra que, embora AFNs e AFDs tenham o mesmo poder expressivo, a representação por AFN pode ser exponencialmente mais compacta (SIP-SER, 2007).
+text [136, 158, 907, 261]Na prática, muitas aplicações utilizam uma abordagem híbrida: o projetista especifica o comportamento desejado por meio de expressões regulares ou AFNs, e uma ferramenta automatizada realiza a conversão para AFD quando necessário para eficiência de execução. Ferramentas como lex e flex empregam exatamente essa estratégia na geração de analisadores léxicos (LEWIS; PAPADIMITRIOU, 2004).
+text [137, 264, 907, 303]A Tabela 4.3 sintetiza as principais diferenças entre AFDs e AFNs, incluindo aspectos de complexidade de tempo e espaço que são relevantes para aplicações práticas.
+text [292, 317, 750, 334]Tabela 4.3: Resumo comparativo entre AFD e AFN.
+table [139, 348, 907, 578]AspectoAFDAFNNúmero de estadosPode ser exponencialmente maiorGeralmente mais compactoTempo de simulaçãoO(n) por cadeia de tamanho nO(n·|Q|) por cadeiaFacilidade de projetoRequer raciocínio detalhadoMais intuitivo e modularConversão—Construção de subconjuntosUso em compiladoresExecução do analisadorEspecificação de padrões
+title [137, 608, 423, 626]4.5 Lista de Exercícios
+text [159, 645, 714, 663]1. Qual enunciado descreve a função de transição de um AFN?
+text [196, 677, 365, 695](a) \( \delta: Q \times \Sigma \rightarrow Q \)
+text [196, 704, 393, 723](b) \( \delta: Q \times \Sigma \rightarrow \mathcal{P}(Q) \)
+text [198, 730, 370, 749](c) \( \delta: Q \times \Sigma \rightarrow 2^{Q} \)
+text [198, 757, 370, 775](d) \( \delta:2^{Q}\times\Sigma\to Q \)
+text [198, 784, 370, 802](e) \( \delta : \Sigma \times Q \rightarrow 2^{Q} \)
+text [158, 817, 598, 835]2. A função estendida \( \delta^{*} \) satisfaz \( \delta^{*}(P, aw) = \ldots \) ?
+text [196, 849, 377, 868](a) \( \delta(P,a)\cup\delta(P,w) \)
+text [198, 875, 343, 894](b) \( \delta^{*}(\delta(P,a),\varepsilon) \)
+text [198, 902, 383, 922](c) \(\bigcup_{q\in P}\delta^{*}(q,a)\cup w\)
+page_number [511, 940, 534, 953]33
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@@ -0,0 +1,15 @@
+text [197, 81, 408, 109](d) \(\delta^{*}\Big(\bigcup_{q\in P}\delta (q,a),w\Big)\)
+text [199, 113, 429, 134](e) \(\{\delta (q,a)\mid q\in \delta^{*}(P,w)\}\)
+text [160, 148, 672, 165]3. Qual condição garante que w é aceita por um AFN M?
+text [196, 180, 542, 198](a) \(\delta(q_0, w)\) definido para todo símbolo.
+text [196, 207, 444, 224](b) Todo caminho atinge F.
+text [196, 235, 720, 252](c) Existe pelo menos um caminho que atinge estado em F.
+text [196, 262, 477, 279](d) Conjunto alcançado é vazio.
+text [197, 289, 454, 308](e) \(\delta^{*}(\{q_{0}\},w)\cap (Q\setminus F)\neq \emptyset\)
+text [160, 323, 785, 340]4. Se um AFN tem n estados, máximo de estados no AFD equivalente?
+text [197, 355, 256, 373](a) \(n^2\)
+text [197, 383, 281, 400](b) \(n + 1\)
+text [198, 410, 258, 427](c) \(2n\)
+text [198, 437, 255, 455](d) \(2^{n}\)
+text [198, 464, 254, 482](e) \(n!\)
+page_number [512, 939, 534, 953]34
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@@ -0,0 +1,10 @@
+title [137, 87, 909, 143]5 AUTÔMATOS FINITOS COM MOVIMENTOS VA-ZIOS
+text [136, 171, 907, 273]Neste capítulo, estendemos o modelo de autômatos finitos ao permitir transições vazias (ε-transições), obtendo os autômatos finitos com movimentos vazios (AFN-ε). Em uma ε-transição, o autômato muda de estado sem consumir nenhum símbolo da entrada. Apesar dessa extensão, os AFN-ε reconhecem exatamente a mesma classe de linguagens que AFDs e AFNs: as linguagens regulares (MENEZES, 2011).
+text [136, 277, 907, 359]As \( \varepsilon \) -transições são úteis na construção modular de autômatos a partir de expressões regulares (construção de Thompson) e na demonstração de propriedades de fechamento das linguagens regulares. Elas permitem “conectar” sub-autómatos sem redesenhar sua estrutura interna (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+text [136, 363, 909, 489]Do ponto de vista conceitual, as \( \varepsilon \) -transições representam mudanças de estado “espontâneas” — o autômato pode transitar entre estados sem necessidade de estímulo externo. Essa liberdade adicional simplifica significativamente a construção composicional de autômatos, conforme veremos ao longo deste capítulo. É importante ressaltar que essa extensão não amplia o poder computacional do modelo; trata-se exclusivamente de uma conveniência de projeto (SIPSER, 2007).
+title [137, 515, 525, 535]5.1 Definição Formal de AFN-ε
+text [136, 552, 907, 633]Um AFN-ε é uma 5-tupla \( M = (\Sigma, Q, \delta, q_{0}, F) \) , onde a função de transição tem domínio estendido: \( \delta : Q \times (\Sigma \cup \{\varepsilon\}) \to 2^{Q} \) . Assim, \( \delta(q, \varepsilon) \) indica os estados alcançáveis a partir de q sem consumir símbolo algum da entrada. Graficamente, as \( \varepsilon \) -transições são estas rotuladas com \( \varepsilon \) (SIPSER, 2007).
+text [136, 638, 907, 698]A diferença em relação ao AFN convencional é justamente essa possibilidade de transição espontânea: o autômato pode “avançar” entre estados gratuitamente, sem que o cabeçote de leitura se mova.
+text [187, 711, 482, 728]Comparação: AFN vs AFN-ε
+table [141, 739, 902, 891]CaracterísticaAFNAFN-εDomínio de δQ × ΣQ × (Σ ∪ {ε})Transições vaziasNão permitidasPermitidasPoder expressivoLing. regularesLing. regularesUso principalReconhecimentoConstrução composicional
+page_number [511, 939, 534, 953]35
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@@ -0,0 +1,21 @@
+title [138, 88, 290, 105]5.2 Fecho-ε
+text [137, 125, 907, 183]O conceito central para trabalhar com AFN-ε é o fecho-ε (ou ε-closure). Ele captura todos os estados alcançáveis a partir de um estado usando apenas ε-transições. A definição recursiva é:
+equation [354, 180, 685, 235]\[
+\delta_ {\varepsilon} (q) = \{q \} \cup \delta (q, \varepsilon) \cup \left(\bigcup_ {p \in \delta (q, \varepsilon)} \delta_ {\varepsilon} (p)\right)
+\]
+text [137, 241, 907, 281]Para um conjunto \( P \subseteq Q \) : \( \delta_{\varepsilon}(P) = \bigcup_{q \in P} \delta_{\varepsilon}(q) \) . Na prática, computa-se por busca em largura ou profundidade no grafo das \( \varepsilon \) -transições (MENEZES, 2011).
+text [138, 283, 907, 325]O fecho-ε sempre inclui o próprio estado (zero ε-transições é válido). Assim, \( \delta_{\varepsilon}(q) \supseteq \{q\} \) para todo q.
+title [187, 337, 551, 354]Algoritmo para Computar o Fecho-ε
+text [155, 365, 773, 384]O fecho-ε de um estado q pode ser computado pelo seguinte algoritmo:
+text [180, 398, 714, 418]1. Inicialize o conjunto resultado \( R = \{q\} \) e uma fila \( F = [q] \) .
+text [180, 432, 472, 449]2. Enquanto F não estiver vazia:
+text [214, 464, 474, 482](a) Retire um estado p de F.
+text [212, 491, 714, 510](b) Para cada \( r \in \delta(p, \varepsilon) \) : se \( r \notin R \) , adicione r a R e a F.
+text [180, 525, 306, 541]3. Retorne R.
+text [155, 558, 886, 598]Esse algoritmo é essencialmente uma busca em largura (BFS) no grafo dirigido formado pelas \(\varepsilon\)-transições. Sua complexidade é \(O(|Q|^2)\) no pior caso.
+title [138, 628, 416, 646]5.2.1 Exemplo: AFN-ε M7
+text [137, 658, 907, 698]Considere \( M_{7} = (\{a\}, \{q_{0}, q_{f}\}, \delta, q_{0}, \{q_{f}\}) \) com \( \delta(q_{0}, \varepsilon) = \{q_{f}\} \) e \( \delta(q_{f}, a) = \{q_{f}\} \) . Este automato reconhece \( L(M_{7}) = \{a\}^{*} = \{\varepsilon, a, aa, \ldots\} \) .
+image [382, 715, 677, 800]
+image_caption [347, 807, 696, 826]Figura 5.1: AFN-ε M7: reconhece {a}*.
+text [138, 850, 907, 891]O fecho-ε: δε(q₀) = {q₀, qₜ} (pois qₜ ∈ δ(q₀, ε)) e δε(qₜ) = {qₜ}. Como δε(q₀) ∩ F = {qₜ} ≠ ∅, a cadeia ε é aceita.
+page_number [511, 939, 535, 953]36
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@@ -0,0 +1,15 @@
+title [137, 85, 506, 102]5.2.2 Exemplo: AFN-ε para \(a^{*}b^{*}\cup c\)
+text [135, 116, 907, 178]Considere o AFN-ε \(M_8 = (\{a, b, c\}, \{q_0, q_1, q_2, q_3, q_4\}, \delta, q_0, \{q_2, q_4\})\) que reconhece a linguagem \(a^* b^* \cup \{c\}\). A ideia é construir dois sub-autômatos — um para \(a^* b^*\) e outro para \(\{c\}\) — e conectá-los por ε-transições a partir do estado inicial.
+image [315, 194, 749, 395]
+image_caption [201, 402, 842, 421]Figura 5.2: AFN-ε \(M_{8}\): reconhece \(a^{*}b^{*} \cup \{c\}\) usando construção modular.
+text [136, 444, 907, 527]Neste exemplo, \(\delta_{\varepsilon}(q_0) = \{q_0, q_1, q_2\}\) pois \(q_0 \xrightarrow{\varepsilon} q_1 \xrightarrow{\varepsilon} q_2\). Como \(q_2 \in F\), a cadeia \(\varepsilon\) é aceita (pertence a \(a^*b^*\)). A modularidade da construção é evidente: os sub-autômatos para \(a^*b^*\) e para \(\{c\}\) são independentes, conectados apenas pelas \(\varepsilon\)-transições de \(q_0\) (HOP-CROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+title [137, 555, 567, 576]5.3 Função de Transição Estendida
+text [167, 592, 741, 612]A função estendida \( \delta^{*}:2^{Q}\times\Sigma^{*}\to2^{Q} \) para AFN- \( \varepsilon \) é definida por:
+text [162, 625, 391, 645]1. Base: \(\delta^{*}(P,\varepsilon) = \delta_{\varepsilon}(P)\)
+text [161, 658, 668, 678]2. Passo: \(\delta^{*}(P,wa) = \delta_{\varepsilon}(\{r\mid \exists s\in \delta^{*}(P,w):r\in \delta (s,a)\})\)
+text [136, 692, 906, 731]Ou seja: compute os estados atuais após ler w; aplique a transição com o símbolo a; aplique o fecho-ε ao resultado (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+text [137, 735, 906, 773]A cadeia w é aceita se \( \delta^{*}(\{q_{0}\}, w) \cap F \neq \emptyset \) , exatamente como nos AFNs convencionais, mas com o fecho- \( \varepsilon \) incorporado em cada passo.
+title [187, 787, 651, 806]Exemplo – Computação em \( M_{7} \) com Cadeia aa
+text [155, 816, 497, 835]Calculemos \(\delta^{*}(\{q_{0}\},aa)\) no AFN-\(\varepsilon\) \(M_{7}\):
+text [187, 838, 524, 857]Base: \(\delta^{*}(\{q_{0}\},\varepsilon)=\delta_{\varepsilon}(\{q_{0}\})=\{q_{0},q_{f}\}\)
+page_number [511, 939, 535, 953]37
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@@ -0,0 +1,31 @@
+text [186, 83, 404, 98]Passo 1 — leitura de a:
+equation [277, 120, 768, 141]\[
+\text { Transições com } a: \quad \delta (q _ {0}, a) \cup \delta (q _ {f}, a) = \emptyset \cup \{q _ {f} \} = \{q _ {f} \}
+\]
+equation [361, 145, 594, 166]\[
+\text { Fecho- } \varepsilon : \quad \delta_ {\varepsilon} (\{q _ {f} \}) = \{q _ {f} \}
+\]
+text [155, 185, 408, 204]Portanto, \(\delta^{*}(\{q_{0}\},a) = \{q_{f}\}\).
+text [185, 207, 403, 222]Passo 2 — leitura de a:
+equation [362, 245, 672, 265]\[
+\text { Transições com } a: \quad \delta (q _ {f}, a) = \{q _ {f} \}
+\]
+equation [448, 269, 680, 289]\[
+\text { Fecho- } \varepsilon : \quad \delta_ {\varepsilon} (\{q _ {f} \}) = \{q _ {f} \}
+\]
+text [155, 308, 418, 327]Portanto, \(\delta^{*}(\{q_{0}\}, aa) = \{q_{f}\}\).
+text [185, 330, 501, 348]Como \( q_{f} \in F \) , a cadeia aa é aceita.
+title [137, 382, 517, 402]5.4 Eliminação de ε-Transições
+text [137, 419, 906, 459]Todo AFN-ε M = (Σ, Q, δ, q₀, F) pode ser convertido em um AFN equivalente M' = (Σ, Q, δ', q₀, F') sem ε-transições. A construção define (MENEZES, 2011):
+equation [397, 472, 641, 529]\[
+\delta^ {\prime} (p, a) = \delta_ {\varepsilon} \left(\bigcup_ {q \in \delta_ {\varepsilon} (p)} \delta (q, a)\right)
+\]
+text [137, 535, 906, 594]Ou seja: primeiro aplica-se o fecho-ε ao estado p; depois, para cada estado no fecho, aplica-se a transição com a; finalmente, aplica-se novamente o fecho-ε ao resultado. Os novos estados finais são:
+equation [375, 615, 667, 636]\[
+F ^ {\prime} = F \cup \{q \in Q \mid \delta_ {\varepsilon} (q) \cap F \neq \emptyset \}
+\]
+text [137, 655, 906, 716]Um estado torna-se final se ele próprio já era final ou se alcança um estado final por \( \varepsilon \) -transições. Em particular, se \( \delta_{\varepsilon}(q_{0}) \cap F \neq \emptyset \) , o estado inicial deve ser marcado como final para garantir que \( \varepsilon \in L(M') \) .
+text [166, 719, 883, 739]A Figura 5.3 ilustra o processo de eliminação de \(\varepsilon\)-transições para o autômato \(M_7\).
+image [227, 754, 833, 841]
+image_caption [211, 848, 830, 866]Figura 5.3: Eliminação de ε-transições em \( M_{7} \) : \( q_{0} \) torna-se estado final.
+page_number [511, 940, 534, 954]38
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@@ -0,0 +1,26 @@
+title [138, 85, 445, 103]5.4.1 Exemplo de Eliminação
+text [166, 116, 595, 135]No \( M_{7} \) anterior, \( \delta_{\varepsilon}(q_{0})=\{q_{0},q_{f}\} \) . Calculamos \( \delta' \) :
+equation [286, 154, 754, 174]\[
+\delta^ {\prime} (q _ {0}, a) = \delta_ {\varepsilon} (\delta (q _ {0}, a) \cup \delta (q _ {f}, a)) = \delta_ {\varepsilon} (\emptyset \cup \{q _ {f} \}) = \{q _ {f} \}
+\]
+equation [289, 179, 639, 199]\[
+\delta^ {\prime} (q _ {f}, a) = \delta_ {\varepsilon} (\delta (q _ {f}, a)) = \delta_ {\varepsilon} (\{q _ {f} \}) = \{q _ {f} \}
+\]
+text [137, 218, 905, 256]Como \(\delta_{\varepsilon}(q_0)\cap \{q_f\} \neq \emptyset\) , temos \(F^{\prime} = \{q_{0},q_{f}\}\) . O AFN resultante aceita \(\{a\}^{*}\) sem \(\varepsilon\) -transições.
+title [187, 271, 642, 289]Exemplo – Eliminação de ε–Transições em \( M_{s} \)
+text [155, 298, 647, 319]Para o AFN-ε \(M_{8}\) da Figura 5.2, calculemos os fechos-ε:
+text [155, 331, 888, 372]- \(\delta_{\varepsilon}(q_0) = \{q_0, q_1, q_2\}\) (pois \(q_0 \xrightarrow{\varepsilon} q_1 \xrightarrow{\varepsilon} q_2\), e \(q_0 \xrightarrow{\varepsilon} q_3\) com \(q_3\) não levando a mais estados por \(\varepsilon\)). Na verdade: \(\delta_{\varepsilon}(q_0) = \{q_0, q_1, q_2, q_3\}\).
+text [156, 387, 318, 406]- \(\delta_{\varepsilon}(q_1) = \{q_1, q_2\}\)
+text [155, 419, 578, 439]- \(\delta_{\varepsilon}(q_2) = \{q_2\}\), \(\delta_{\varepsilon}(q_3) = \{q_3\}\), \(\delta_{\varepsilon}(q_4) = \{q_4\}\)
+text [154, 453, 888, 491]Como \(\delta_{\varepsilon}(q_0) \cap F = \{q_2\} \neq \emptyset\), o estado \(q_0\) torna-se final em \(M_8'\), garantindo que \(\varepsilon\) é aceita.
+title [137, 523, 596, 543]5.5 Equivalência AFN-ε, AFN e AFD
+text [166, 561, 641, 579]Os três modelos são equivalentes em poder expressivo:
+equation [420, 600, 624, 617]\[
+\mathrm{AFD} \equiv \mathrm{AFN} \equiv \mathrm{AFN-} \varepsilon
+\]
+text [137, 639, 907, 720]Todos reconhecem exatamente as linguagens regulares. A cadeia de conversão é: AFN-ε eliminar ε AFN subconjuntos AFD. As ε-transições facilitam construções modulares (união, concatenação, fecho de Kleene de autômatos), sendo amplamente usadas na construção de Thompson para converter expressões regulares em autômatos (SIPSER, 2007).
+text [137, 724, 907, 784]Embora não ampliem o poder de reconhecimento, as ε-transições são uma ferramenta de projeto valiosa que simplifica a composição de autômatos e a demonstração de propriedades teóricas (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+title [187, 798, 430, 816]Cadeia de Equivalências
+text [155, 826, 889, 864]A equivalência completa entre os formalismos para linguagens regulares pode ser resumida como:
+text [254, 887, 789, 905]ER \( \longleftrightarrow \) AFN- \( \varepsilon \) \( \longleftrightarrow \) AFN \( \longleftrightarrow \) AFD \( \longleftrightarrow \) Gramática Regular
+page_number [511, 939, 535, 953]39
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@@ -0,0 +1,16 @@
+text [155, 83, 687, 100]Cada seta representa um algoritmo de conversão construtivo:
+text [156, 116, 550, 133]- ER → AFN-ε: Construção de Thompson
+text [156, 149, 572, 167]- AFN-ε → AFN: Eliminação de ε-transições
+text [156, 182, 569, 200]- AFN → AFD: Construção de subconjuntos
+text [156, 215, 501, 232]- AFD → ER: Eliminação de estados
+text [156, 248, 721, 265]- AFD \(\leftrightarrow\) Gram. Regular: Correspondência estados-variáveis
+text [155, 282, 686, 299]Esses algoritmos são detalhados ao longo dos capítulos 3 a 6.
+text [137, 311, 905, 351]A Tabela 5.1 apresenta um resumo comparativo dos três modelos de autômatos finitos, destacando suas características e aplicações típicas.
+text [227, 363, 816, 380]Tabela 5.1: Resumo comparativo dos modelos de autômatos finitos.
+table [141, 394, 907, 558]ModeloPrincipais CaracterísticasAplicação TípicaAFDDeterminístico, função total, computação únicaImplementação direta, simulação eficienteAFNNão-deterministico, multiplas transiçõesProjeto de reconhecedores, especificaçãoAFN-εε-transições, construção modularConstrução de Thompson, fechamento
+title [137, 585, 520, 603]5.5.1 Aplicações Práticas dos AFN-ε
+text [136, 616, 907, 740]As ε-transições são indispensáveis em diversas aplicações práticas da teoria dos autômatos. Na construção de compiladores, a construção de Thompson (detalhada no Capítulo 6) utiliza AFN-ε como formato intermediário na conversão de expressões regulares para autômatos. Cada operação da expressão regular (união, concatenação, fecho) é traduzida em um padrão de composição que emprega ε-transições para conectar sub-autômatos (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+text [136, 744, 907, 848]Além disso, as ε-transições facilitam a demonstração construtiva de propriedades de fechamento. Para provar que linguagens regulares são fechadas sob união, por exemplo, basta criar um novo estado inicial com ε-transições para os estados iniciais dos dois autômatos originais. Construções análogas funcionam para concatenação e fecho de Kleene (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+title [187, 858, 704, 876]Exemplo – Fechamento sob União com ε-Transições
+text [155, 887, 889, 906]Dados dois AFDs \( M_{A} \) (para \( L_{A} \) ) e \( M_{B} \) (para \( L_{B} \) ), podemos construir um AFN- \( \varepsilon \) para
+page_number [512, 939, 535, 953]40
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@@ -0,0 +1,27 @@
+text [157, 83, 401, 100]\(L_{A}\cup L_{B}\) da seguinte forma:
+text [180, 116, 497, 133]1. Crie um novo estado inicial \( q_{novo} \) .
+text [179, 149, 886, 188]2. Adicione \(\varepsilon\)-transições de \(q_{\mathrm{novo}}\) para \(q_{0A}\) (estado inicial de \(M_A\)) e para \(q_{0B}\) (estado inicial de \(M_B\)).
+text [180, 204, 471, 221]3. Os estados finais são \( F_{A} \cup F_{B} \) .
+text [154, 237, 886, 275]O AFN-ε resultante aceita w se e somente se \( w \in L_{A} \) ou \( w \in L_{B} \) , pois a ε-transigão inicial “escolhe” qual sub-autômat o similar.
+title [138, 308, 423, 326]5.6 Lista de Exercícios
+text [160, 345, 517, 363]1. Qual a definição do fecho vazio \( \delta_{\varepsilon}(q) \) ?
+text [197, 378, 265, 396](a) \( \{q\} \)
+text [197, 405, 288, 423](b) \( \delta(q,\varepsilon) \)
+text [198, 428, 498, 455](c) \(\{q\} \cup \delta (q,\varepsilon)\cup \left(\bigcup_{p\in \delta (q,\varepsilon)}\delta_{\varepsilon}(p)\right)\)
+text [198, 460, 316, 479](d) \(\delta^{*}(\{q\},\varepsilon)\)
+text [199, 486, 337, 506](e) \(\bigcup_{a\in \Sigma}\delta (q,a)\)
+text [160, 520, 463, 538]2. No AFN-ε \(M_7\), qual é \(\delta_{\varepsilon}(\{q_0\})\)?
+text [197, 553, 282, 570](a) Vazio
+text [198, 580, 272, 599](b) \( \{q_{0}\} \)
+text [199, 608, 298, 626](c) \( \{q_{0}, q_{f}\} \)
+text [198, 635, 272, 653](d) \( \{q_{f}\} \)
+text [199, 662, 324, 680](e) \( \{q_{0}, q_{f}, q_{1}\} \)
+text [160, 695, 564, 712]3. Qual expressão descreve \(\delta^{*}\) em um AFN-\(\varepsilon\)?
+text [197, 727, 454, 746](a) \(\delta^{*}(P,wa) = \delta (\delta^{*}(P,w),a)\)
+text [198, 754, 425, 774](b) \(\delta^{*}(P,\varepsilon) = \bigcup_{q\in P}\delta (q,\varepsilon)\)
+text [198, 781, 529, 800](c) \(\delta^{*}(P,wa) = \delta_{\varepsilon}(\delta^{*}(P,w))\cup \delta^{*}(P,a)\)
+text [198, 808, 382, 826](d) \(\delta^{*}(P,\varepsilon) = \delta (P,\varepsilon)\)
+text [198, 835, 640, 855](e) \(\delta^{*}(P,wa) = \delta_{\varepsilon}(\{r\mid \exists s\in \delta^{*}(P,w):r\in \delta (s,a)\})\)
+text [160, 870, 492, 888]4. Ao eliminar ε-transigões, δ'(p, a) é:
+text [197, 902, 289, 921](a) \( \delta(p,a) \)
+page_number [512, 940, 532, 952]41
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@@ -0,0 +1,5 @@
+text [198, 85, 278, 103](b) \(\delta_{\varepsilon}(p)\)
+text [199, 108, 539, 134](c) \(\bigcup_{q\in \delta_{\varepsilon}(p)}\delta (q,a)\cup \delta_{\varepsilon}\Bigl (\bigcup_{q\in \delta_{\varepsilon}(p)}\delta (q,a)\Bigr)\)
+text [199, 138, 320, 157](d) \(\delta_{\varepsilon}(\delta (p,a))\)
+text [200, 165, 350, 186](e) \(\bigcup_{q\in \delta (p,a)}\delta_{\varepsilon}(q)\)
+page_number [513, 940, 534, 952]42
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+title [137, 88, 600, 110]6 EXPRESSÕES REGULARES
+text [136, 139, 907, 283]Enquanto os autômatos finitos são modelos operacionais de reconhecimento, as expressões regulares (ER) oferecem uma notação algébrica e declarativa para denotar linguagens regulares. Amplamente utilizadas em ferramentas como grep, sed e em linguagens de programação, as ERs permitem descrever padrões de forma compacta e legível. A importância teórica reside no Teorema de Kleene: a classe de linguagens denotadas por expressões regulares é exatamente a classe das linguagens regulares (MENEZES, 2011).
+text [136, 287, 907, 370]Por exemplo, a linguagem de todas as cadeias sobre \( \{a,b\} \) que contêm a subcadeia ab pode ser descrita simplesmente como \( (a+b)^{*}ab(a+b)^{*} \) , dispensando a construção explícita de estados e transições. Essa concisão é uma das principais vantagens das ERs (SIPSER, 2007).
+text [136, 373, 909, 477]Na prática, expressões regulares são onipresentes na computação moderna. Validação de e-mails, busca textual avançada, filtragem de logs, definição de tokens em compiladores e roteamento de URLs em servidores web são apenas algumas das aplicações que dependem diretamente de expressões regulares. Compreender sua fundamentação teórica permite ao profissional utilizá-las com maior segurança e eficiência (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+title [137, 504, 403, 525]6.1 Definição Formal
+text [137, 541, 907, 643]Seja \(\Sigma\) um alfabeto. Uma expressão regular sobre \(\Sigma\) e a linguagem que ela gera, \(L(r)\), são definidas recursivamente. Os casos base são: \(\emptyset\) (gera a linguagem vazia), \(\varepsilon\) (gera \(\{\varepsilon\}\)) e cada \(a \in \Sigma\) (gera \(\{a\}\)). Os casos recursivos: se \(r\) e \(s\) são ERs, então \((r + s)\) gera \(L(r) \cup L(s)\) (união), \((r \cdot s)\) gera \(L(r) \cdot L(s)\) (concatenação) e \((r^{*})\) gera \((L(r))^{*}\) (fecho de Kleene).
+text [136, 647, 907, 708]O operador de concatenação é frequentemente omitido (rs significa \( r \cdot s \) ). A notação \( r^{+} \) abrevia \( r \cdot r^{*} \) (uma ou mais repetições). Parênteses podem ser omitidos conforme a precedência dos operadores (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002).
+text [137, 711, 906, 751]A Tabela 6.1 apresenta os elementos básicos da definição, reforçando a correspondência entre cada expressão e a linguagem que ela denota.
+page_number [512, 939, 535, 953]43
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+text [272, 83, 773, 100]Tabela 6.1: Expressões regulares: casos base e recursivos.
+table [139, 115, 907, 321]Expressão rLinguagem L(r)Descrição∅∅Linguagem vazia (nenhuma cadeia)ε{ε}Apenas a cadeia vaziaa (com a ∈ Σ){a}Apenas o símbolo ar + sL(r) ∪ L(s)Uniãor · sL(r) · L(s)Concatenaçãor*(L(r))*Fecho de Kleene (zero ou mais)r+L(r) · (L(r))*Fecho positivo (uma ou mais)
+title [137, 353, 533, 373]6.2 Precedência dos Operadores
+text [136, 390, 907, 450]A precedência, da mais alta para a mais baixa, é: (1) fecho de Kleene (*); (2) concatenação; (3) união (+). Assim, \( ab^{*} \) significa \( a(b^{*}) \) , \( a + bc \) significa \( a + (bc) \) e \( a + b^{*}c \) significa \( a + ((b^{*})c) \) .
+text [137, 454, 907, 493]Essa convenção permite escrever expressões de forma mais enxuta. Por exemplo, \( ab^{*}+c \) equivale a \( (a(b^{*}))+c \) e gera a linguagem \( \{ab^{n}\mid n\geq0\}\cup\{c\} \) (SIPSER, 2007).
+title [187, 508, 671, 526]Exemplo – Aplicação das Regras de Precedência
+text [157, 537, 585, 555]Analise a expressão \( ab^{*}a + ba^{*}b \) sobre \( \Sigma = \{a, b\} \) .
+text [186, 558, 499, 575]Aplicando as regras de precedência:
+text [180, 591, 434, 607]1. Primeiro, o fecho: \( b^{*} \) e \( a^{*} \) .
+text [179, 624, 555, 642]2. Depois, a concatenação: \( a(b^{*})a \) e \( b(a^{*})b \) .
+text [179, 657, 559, 675]3. Finalmente, a união: \( (a(b^{*})a) + (b(a^{*})b) \) .
+text [186, 691, 384, 708]A linguagem gerada é:
+equation [187, 729, 856, 749]\[
+L = \{a b ^ {n} a \mid n \geq 0 \} \cup \{b a ^ {n} b \mid n \geq 0 \} = \{a a, a b a, a b b a, \dots \} \cup \{b b, b a b, b a a b, \dots \}
+\]
+text [153, 769, 888, 807]São cadeias que começam e terminam com o mesmo símbolo, com zero ou mais repetições do outro símbolo no meio.
+title [137, 838, 559, 856]6.2.1 Exemplos de Expressões Regulares
+text [167, 867, 609, 888]A Tabela 6.2 apresenta exemplos sobre \(\Sigma = \{a, b\}\).
+page_number [512, 939, 534, 952]44
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+text [321, 83, 723, 101]Tabela 6.2: Exemplos de expressões regulares.
+table [139, 113, 907, 260]ERLinguagem\( (a + b)^* \)\( \Sigma^* \) — todas as cadeias\( a(a + b)^* \)Cadeias que começam com \( a \)\( b^*ab^*ab^* \)Cadeias com exatamente dois \( a's \)\( a^*b^* \)Cadeias da forma \( a^n b^m \)\( ((a + b)(a + b))^* \)Cadeias de comprimento par
+title [187, 289, 720, 308]Exemplo – Construção de ERs para Padrões Comuns
+text [156, 317, 687, 335]Sobre \(\Sigma = \{0,1\}\), construa ERs para as seguintes linguagens:
+text [187, 339, 642, 357](a) Cadeias que começam com 0 e terminam com 1:
+equation [475, 378, 567, 396]\[
+0 (0 + 1) ^ {*} 1
+\]
+text [154, 417, 886, 456]Precisamos de pelo menos dois símbolos. O primeiro é 0, o último é 1, e no meio pode haver qualquer cadeia.
+text [186, 460, 567, 478](b) Cadeias de comprimento exatamente 3:
+equation [431, 498, 612, 517]\[
+(0 + 1) (0 + 1) (0 + 1)
+\]
+text [186, 537, 607, 554](c) Cadeias que não contêm 00 como subcadeia:
+equation [454, 575, 589, 594]\[
+1 ^ {*} (0 1 ^ {+}) ^ {*} (\varepsilon + 0)
+\]
+text [155, 615, 886, 633]A ideia é que após cada 0 deve haver pelo menos um 1 (exceto possivelmente no final).
+text [186, 636, 503, 653](d) Cadeias com número par de 0's:
+equation [463, 675, 582, 693]\[
+(1 ^ {*} 0 1 ^ {*} 0 1 ^ {*}) ^ {*} 1 ^ {*}
+\]
+text [155, 714, 797, 732]Os 0's sempre aparecem em pares, com qualquer número de 1's entre eles.
+title [137, 764, 380, 785]6.3 Leis Algébricas
+text [137, 802, 905, 843]Duas ERs r e s são equivalentes (r = s) se \( L(r) = L(s) \) . As principais leis são apresentadas na Tabela 6.3.
+page_number [512, 939, 534, 952]45
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+text [295, 83, 748, 100]Tabela 6.3: Leis algébricas das expressões regulares.
+table [139, 113, 907, 472]LeiExpressãoComutatividade da união\( r + s = s + r \)Associatividade da união\( (r + s) + t = r + (s + t) \)Associatividade da concat.\( (rs)t = r(st) \)Elemento neutro da união\( r + \emptyset = r \)Elemento neutro da concat.\( r\varepsilon = \varepsilon r = r \)Elemento absorvente\( r\emptyset = \emptyset r = \emptyset \)Distributividade\( r(s + t) = rs + rt \)Idempotência da união\( r + r = r \)Definição de \( r^* \)\( r^* = \varepsilon + r \cdot r^* \)Fecho do fecho\( (r^*)^* = r^* \)Absorção\( \emptyset^* = \varepsilon \)
+text [137, 492, 907, 553]A concatenação não é comutativa: \( ab \neq ba \) . Essas leis permitem simplificar ERs; por exemplo, \( a + a(b + a)^{*} = a(\varepsilon + (b + a)^{*}) = a(b + a)^{*} \) , usando \( \varepsilon + r^{*} = r^{*} \) (MENEZES, 2011).
+title [187, 564, 578, 582]Exemplo – Simplificação Passo a Passo
+text [153, 593, 669, 612]Simplifique a expressão \( r = (a + b)^{*}a(\varepsilon + b)(\varepsilon + a)(a + b)^{*} \) .
+text [153, 614, 890, 697]Observe que \( (a+b)^{*} \) no início aceita qualquer prefixo, e \( (a+b)^{*} \) no final aceita qualquer sufixo. A parte central \( a(\varepsilon+b)(\varepsilon+a) \) gera as cadeias \( \{a,ab,aa,aba\} \) . Como essas cadeias começam com a e são subcadeias de qualquer cadeia aceita, a expressão completa aceita qualquer cadeia que contenha a como subcadeia:
+equation [428, 717, 615, 736]\[
+r = (a + b) ^ {*} a (a + b) ^ {*}
+\]
+text [153, 755, 888, 796]Essa simplificação usa o fato de que \( (a + b)^{*} \cdot X \cdot (a + b)^{*} \) absorve qualquer extensão de X, desde que a condição essencial (conter a) seja preservada.
+title [187, 825, 512, 843]Leis Frequentemente Esquecidas
+text [156, 853, 697, 872]Algumas identidades úteis que são frequentemente esquecidas:
+text [156, 886, 534, 905]- \(\varepsilon + r^{*} = r^{*}\) (pois \(\varepsilon \in L(r^{*})\) por definição)
+page_number [512, 939, 535, 953]46
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+text [155, 83, 533, 101]- \( r^{+} = rr^{*} = r^{*}r \) (uma ou mais repetições)
+text [155, 116, 620, 133]- \( r^{*} = \varepsilon + r^{+} \) (zero ou mais = vazio + uma ou mais)
+text [155, 149, 600, 167]- \((r + s)^{*} = (r^{*}s^{*})^{*}\) (intercalar repetições de \(r\) e \(s\))
+text [155, 182, 691, 199]- \( r^{*}r^{*} = r^{*} \) (concatenar dois fechos é o mesmo que um fecho)
+title [137, 233, 766, 254]6.4 Teorema de Kleene: ER e Linguagens Regulares
+text [136, 270, 906, 331]O Teorema de Kleene garante que uma linguagem é regular se e somente se é denotada por alguma ER. A demonstração tem duas direções (HOPCROFT; ULLMAN; MOTWANI, 2002):
+text [138, 349, 907, 410]- \(\mathbf{ER} \Rightarrow \mathbf{Autômato}\) (Construção de Thompson): cada ER é convertida recursivamente em um AFN-\(\varepsilon\). Os casos base (\(\emptyset, \varepsilon, a\)) geram autômatos triviais. União, concatenação e fecho são obtidos conectando sub-autômatos por \(\varepsilon\)-transições.
+text [138, 426, 906, 465]- Autômato \(\Rightarrow\) ER (Eliminação de estados ou Lema de Arden): remove-se progressivamente estados do autômato, substituindo transições por expressões regulares.
+text [136, 484, 907, 587]Junto com os resultados dos capítulos anteriores, isso estabelece a tríplice equivalência: ER ≡ Autômatos Finitos ≡ Gramáticas Regulares. Na prática, ERs são convenientes para descrever padrões, autômatos para implementar reconhecedores e gramáticas para gerar cadeias. A implementação eficiente dessas conversões é fundamental para ferramentas de busca textual e analisadores léxicos (RAMOS; NETO; VEGA, 2009).
+title [137, 611, 466, 628]6.4.1 Construção de Thompson
+text [136, 641, 906, 701]A construção de Thompson converte uma expressão regular em um AFN-ε de forma recursiva. Cada operador (união, concatenação, fecho) corresponde a um padrão de composição de sub-autómatos. A Figura 6.1 ilustra os três padrões fundamentais.
+page_number [512, 939, 534, 952]47
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@@ -0,0 +1,15 @@
+image [257, 85, 800, 321]
+image_caption [137, 337, 908, 374]Figura 6.1: Construção de Thompson: padrões para união \( (r + s) \) , concatenação \( (rs) \) e fecho \( (r^{*}) \) .
+text [137, 397, 907, 480]Cada sub-autômato produzido pela construção de Thompson possui exatamente um estado inicial (sem transições de entrada) e um estado final (sem transições de saída). Essa propriedade garante que os sub-autômatos podem ser compostos sem interferência, preservando a correção da construção (SIPSER, 2007).
+title [185, 494, 704, 513]Exemplo – Construção de Thompson para \( (a + b)^{*}ab \)
+text [155, 524, 796, 542]Para a expressão \( (a + b)^{*}ab \) , a construção é realizada de dentro para fora:
+text [154, 546, 889, 584]Passo 1: Construa o AFN-ε para a (um estado inicial, transição a, um estado final).
+text [185, 588, 643, 606]Passo 2: Construa o AFN-ε para b (analogamente).
+text [185, 610, 608, 626]Passo 3: Combine com união para obter \( a + b \) .
+text [185, 631, 698, 648]Passo 4: Aplique o fecho de Kleene para obter \( (a + b)^{*} \) .
+text [185, 652, 706, 669]Passo 5: Concatene com o AFN para a, obtendo \( (a + b)^{*}a \) .
+text [185, 673, 713, 690]Passo 6: Concatene com o AFN para b, obtendo \( (a + b)^{*}ab \) .
+text [152, 694, 889, 755]O resultado é um AFN-ε que pode ser convertido em AFD pela eliminação de ε-transições seguida da construção de subconjuntos. Esse é exatamente o procedimento que ferramentas como lex utilizam internamente.
+title [137, 785, 578, 803]6.4.2 Limitações das Expressões Regulares
+text [137, 815, 907, 897]ERs não podem descrever linguagens que exigem “memória ilimitada”: \( \{a^{n}b^{n} \mid n \geq 0\} \) (contar e comparar), \( \{ww^{R}\} \) (palíndromos) e \( \{a^{n^{2}}\} \) (comprimento quadrado perfeito) são exemplos de linguagens não regulares. A prova formal utiliza o Lema do Bombeamento (SIPSER, 2007).
+page_number [512, 939, 535, 952]48
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