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Vinte e dois anos aps sua morte a viso de Engels comeou a se tornar realidade A Revoluo Sovitica em 1917 inaugurou a poca em que a vitria da classe trabalhadora deixou de ser uma possibilidade e tornouse fato Para esconder esse evento colossal os inimigos do socialismo atribuem Unio Sovitica URSS crimes que ela no cometeu atos que no praticou A forma como retratado o bilogo e agrnomo Trofim Lysenko um exemplo dessa manipulao da Histria Num momento em que a humanidade luta contra o negacionismo cientfico o oportunismo poltico no perde a chance de citar o Caso Lysenko como forma de sorrateiramente criminalizar o socialismo Finalmente Lysenko era tambm conhecido pelo grande apreo e estmulo experimentao prtica realizada diretamente pelos trabalhadores do campo Devese ressaltar que a possibilidade e a existncia de condies materiais para essas experincias desempenhavam tambm um importante papel poltico e educativo junto aos camponeses Com certeza se encaixa no quadro mais amplo de combate contradio entre o trabalho manual e o trabalho intelectual e alienao capitalista Embora as pesquisas sobre a evoluo tenham avanado muito na segunda metade do sculo 20 as ideias centrais da Teoria Sinttica j eram dominantes nos pases capitalistas Por que ento Lysenko no as aceitou Apresento trs razes que em maior ou menor grau devem ter contribudo para essa deciso equivocada Evidentemente esse texto de Engels foi escrito num perodo em que a validade dessas hipteses era muito mais aceita Por um lado as limitaes do conhecimento da poca servem para justificar a posio de Engels mas no a sua manuteno pelo menos 50 anos depois por Lysenko Segundo uma das crticas frequentes Lysenko que ele misturou poltica com cincia Para alm da superficialidade de considerar a poltica como algo segregado e intrinsecamente ruim vale lembrar que poca a gentica foi de forma fraudulenta utilizada para justificar teorias sociais racistas como a eugenia e o nazismo Terceiro as tarefas imediatas com as quais Lysenko se deparava levouo a buscar uma abordagem que vislumbrasse a possibilidade do controle racional e planejado das foras da Natureza No bastava conhecer as leis da Natureza Era preciso poder dirigila para fins prdeterminados e em especial para o desenvolvimento das foras produtivas Dessa forma os postulados da Sntese Moderna de combinaes genticas ao acaso ou de mutaes acidentais devem ter soado para Lysenko como conformismo e resignao De forma semelhante a ideia de impossibilidade da transmisso de caracteres adquiridos deve ter sido erroneamente interpretada como a impossibilidade de homens e mulheres atuarem ativamente no aprimoramento da agricultura e da pecuria Na verso dos defensores do capitalismo Lysenko to somente um pseudocientista a servio do stalinismo A propaganda anticomunista segura de que no ser contestada tenta comparar a cincia sovitica com o negacionismo bolsonarista Os mritos de Lysenko como organizador da agricultura sovitica e como agrnomo prtico so completamente ignorados Seus erros apresentados sem contexto Na verdade uma verso da histria que ignora a prpria concretude dos eventos supostamente descritos Acredita nisso quem toma parbolas anticomunistas apresentadas em livros e sries de TV como sendo documentos histricos A URSS foi um pas guiado e amigo da cincia Sua existncia foi um porto seguro e um apoio indispensvel para todas as revolues do sculo 20 A importncia da Unio Sovitica para a causa do socialismo to avassaladora que a simples meno a seu nome ou de seus lderes faz surgir uma aliana anticomunista que vai da direita mais reacionria esquerda liberal Nessa aliana no h pudor em se recorrer a mentiras e meiasverdades para esconder da classe trabalhadora o exemplo da URSS Para eles importa apenas vilanizar a experincia sovitica menosprezar suas vitrias e criminalizar seus erros e dificuldades A narrativa reacionria sobre Lysenko mais uma tentativa de afastar a classe trabalhadora do socialismo Felizmente essa narrativa no resiste ao estudo franco dos fatos histricos Esse artigo uma homenagem aos 200 anos do nascimento de Friedrich Engels Gostei muito da abordagem desse artigo sobre o Lysenko um bom contraponto ao que se costuma ensinar por aqui Brasil Senti falta de identificao dos autores do texto gostaria de poder trocar ideias Sou professor aposentado da rea de biologia na USP e talvez interesse a recente publicao da traduo do livro de Lewontin e Levins Biology under the influence da Monthly Review Press agora publicado no Brasil pela editora Expresso Popular sob o ttulo Dialtica na Biologia Para construir esse partido a disciplina e contribuio abnegadas so indispensveis sua disciplina e a sua contribuio so produtos concretos do seu trabalho individual sendo convertido em prol da luta de libertao de seu povo Bento Xavier Ter o controle dos meios de produo e mdia possibilita atingir multides em segundos com a internet tv jornais editoras livrarias entretenimento por ideias O controle ideolgico na educao da creche ao ensino superior nas relaes de trabalho e opes de lazer influencia fortemente nossa perspectiva de vida e de luta nos enfraquecendo e desorganizando enquanto classe O proletariado apesar de bombardeado pelas ideias da burguesia vive a contradio na pele so marcadas pela inverdade da meritocracia da injustia do vestibular e das promoes no trabalho Sua realidade material exige a necessidade da organizao para a construo de uma sociedade mais justa Seu cotidiano de labuta no qual dorme pouco ouve desaforo trabalha para ter o mnimo do mnimo estando empregado ou no pois sem seu trabalho no tem como ter onde morar o que comer ou vestir o proletariado dotado de diversas habilidades tem disciplina e fora para enfrentar essa luta Quando atinge a conscincia da necessidade da luta a organizao se torna uma das suas principais armas sabe que precisa de uma organizao que seja forte com estrutura para poder combater a disseminao das ideias burguesas com material que possa propagar a ideologia de sua classe Precisa escrever e imprimir livros divulgar seu jornal divulgar a cultura de sua classe nos teatros e museus Precisa elaborar seus cursos de formao montar creches solidrias apoiar ocupaes lutas da educao e trabalhistas sempre avanando mais e mais chegando e convencendo mais trabalhadores e oprimidos que o caminho da luta o caminho que resolver os sofrimentos seus que parecem individuais mas que so de sua classe vendo na prtica a melhora de sua vida nos espaos de sua organizao socialista O controle individual de sua contribuio pode e deve manter o trabalho de enfrentamento do partido para que este cresa a sua influncia entre as massas podendo levar a ideologia a mais locais isso poder dar a alternativa de mais pessoas que vivem a opresso do capitalismo na sua vida possam usufruir da ferramenta de libertao da sua classe possam dar sentido para seu trabalho que no seja a explorao a contribuio possibilita dar suporte material aos militantes que necessitem e profissionalizar a formao de camaradas revolucionrios e como consequncia fortalecendo a poltica do partido Assim como necessrio nos alimentarmos para continuarmos vivos necessrio garantir que o nosso partido possa se manter lutando e a nossa contribuio financeira que possibilita seu crescimento e assim como a nossa participao nos atos e nas atividades de agitao garantem que chegarmos em mais pessoas as nossas contribuies consolidam a organizao da indignao do nosso povo para de fato transformar a realidade em que vivemos Na tarde de hoje 910 a militncia do diretrio estadual do partido Unidade Popular UP pelo Socialismo no Rio Grande do Sul foi recebido no Tribunal Regional EleitoralRS O objetivo da visita era apresentarse como diretrio e nos colocarmos disposio para que o processo de legalizao da UP ocorra de forma plena Fomos recebidos no gabinete da presidncia da Justia Eleitoral do RS e apresentamos os movimentos que constroem da Unidade Popular Na conversa reafirmamos nosso compromisso com as mulheres com os trabalhadores e com a populao negra e LGBT dos quais milhares assinaram de forma voluntria as mais de 70 mil fichas de apoio coletadas no Estado As reunies com os diretrios estaduais esto sendo feitas no Pas inteiro buscando fortalecer a UP e seu programa poltico Sabemos que desde 2004 a profissionalizao dos trabalhadores pblicos eleitorais foi garantida mas que recentemente muitos Estados tem sofrido diversos cortes de verba e pessoal aumentando a carga horria de diversos trabalhadores da rea Mesmo assim temos garantido uma boa anlise de fichas e logo estaremos legalizados VAI AVANAR A UNIDADE POPULAR Unidade Popular pelo Socialismo Porto Alegre A banca de livros usados do Olivar na Rua da Carioca Centro do Rio de Janeiro vende em mdia 500 livros por dia ao preo de R 200 Dez mil livros por ms Uma clientela diversificada dedilha as folhas dos exemplares em diferentes lnguas e gneros literrios O livreiro Francisco Olivar de Sousa nasceu em Camocim interior do Cear e desde pequeno gostava de ler revistas em quadrinhos Em 1975 com 16 anos foi morar no Rio de Janeiro para terminar os estudos Concludo o ensino mdio estudou cincias mdicas na Faculdade Gama Filho Diante da impossibilidade de continuar pagando as mensalidades comeou a trabalhar na livraria Entrelivros no Largo do Machado que na dcada de 1980 era considerada a mais importante do Rio de Janeiro L conheceu importantes escritores nacionais e estrangeiros intelectuais e artistas que frequentavam esse universo Encantado com o livre acesso leitura de matizes diferentes largou os estudos para ser gerente da livraria Aps anos nessa rota de trabalho resolveu participar da Feira do Livro que circulava nos bairros cariocas Essa atividade se expandiu para o interior de So Paulo Minas Gerais e Esprito Santo em regies que no possuam livrarias Percebendo as dificuldades econmicas dos moradores que apreciavam uma boa leitura e no tinham como obtla passou a vender livros a preos populares Por mais de 20 anos vendeu a R 100 os mais diversos ttulos Em 1998 Olivar lanou o livro Risadinha o menino que no ganhava presente O sucesso foi to grande que o texto foi adaptado para o teatro Essa histria de que brasileiro no gosta de ler lorota So esses pseudointelectuais que propagam essa mentira Realizei diversas feiras no interior do Brasil em que o relgio batia 23h e as pessoas permaneciam em cima dos livros afirma o livreiro Essa dedicao permanente leitura foi reconhecida com os merecidos assentos na Academia Brasileira de Literatura de Cordel na Academia Cearense de Letras e na Academia de Artes do Rio de Janeiro Meu patrimnio so os meus clientes Estudioso e colecionador da obra de Monteiro Lobato Olivar mantm uma relao genuna com seus clientes s vezes acontece de a pessoa no ter o dinheiro ser humilde ou eu no conhecer mas leva e paga quando puder Depois elas passam pagam e nem lembro qual foi o livro vendido Tambm acontece de levar dias para encontrar um livro solicitado mas fao pela pura satisfao da entrega Gosto muito de quem gosta de livro O meu patrimnio no so os livros so meus clientes conta Clientes privilegiados Olivar explica que com ele no h tratamento diferenciado O tratamento igual do porteiro ao presidente do BNDES O importante gostar de ler Nesse momento se emociona e consente com a cabea que um transeunte leve um livro para pagar depois sem anotar o nome do comprador nem o livro vendido Para manter a qualidade e a quantidade que a banca exige necessrio um esforo dirio do nosso livreiro para percorrer prdios e casas na procura e na seleo desse material A ajuda de outro livreiro Almir Alves da Silva h 50 anos no ramo fundamental Sobre o preo pelo qual vende seus livros Olivar explica os motivos de vender to barato Vender livros a R 200 populariza o livro e incentiva a leitura A banca fica sempre cheia de jovens adultos dia e noite comprando apreciando os livros que normalmente custariam R 50 ou mais em outros lugares Voc pode modificar sua vida com o livro Apesar do amor aos livros Olivar fala com tristeza da extino de boas livrarias no Brasil Livreiro que conhea o autor que saiba indicar um livro com uma boa histria est acabando porque as livrarias na sua maioria viraram butiques Aps a entrevista Francisco Olivar que havia lido um exemplar de A Verdade antes do nosso encontro quis saber mais sobre o jornal Gostou tanto que pediu que deixssemos 30 jornais na sua banca para vender Nessa conversa observamos o carinho e a dedicao que Olivar tem com os clientes Sempre atento para oferecer uma boa leitura ou um autor do interesse do comprador Sua crena na literatura mantm a chama que se alimenta diariamente em sua alma na certeza do papel transformador que o livro propicia na vida das pessoas Sempre h tempo para ler no tem idade Voc pode modificar sua vida com o livro Denise Maia Rio de Janeiro Carolina Matos SO PAULO Em 2019 o governo do Estado tentou leiloar a rea do CRAS mas a proposta declinou temporariamente dev
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ido forte reao de ativistas e simpatizantes da causa animal Mais recentemente em 2021 o consrcio de administrao de aeroportos privados VOA SP entrou com uma ao de despejo contra a Mata Ciliar exigindo a retirada de mais de 130 animais da rea em 48 horas A ao no foi para frente mas ainda aguarda julgamento Federao Nacional dos Estudantes em Ensino Tcnico rene estudantes de toda regio Sul em setembro ESET ir debater os desafios da Fenet no prximo perodo nos estados sulistas Ana Luiza Rocha Coordenadora Geral da Fenet JUVENTUDE Entre os dias 09 e 10 de setembro em Porto Alegre centenas de estudantes em ensino tcnico iro se reunir para debater e organizar as lutas em defesa da educao no 2 Encontro Sul dos Estudantes em Ensino Tcnico ESET promovido pela Fenet O encontro tambm tem por objetivo fortalecer a presena da Fenet na regio Com uma atuao combativa nas escolas na luta contra o assdio a Fenet mobiliza os estudantes nas jornadas contra os cortes e defendendo o direito histrico da juventude de ser organizar nos seus grmios e lutar por uma educao melhor Durante dois dias com mesas plenrias e grupos de trabalhos os estudantes podero construir coletivamente os debates e lutas para travar no prximo perodo trazendo a bagagem do ENET 2023 como parmetro para as prximas jornadas Esse momento ser ainda mais importante aps o Governo Federal anunciar o corte de R 332 milhes de reais para a educao brasileira necessrio continuar ocupando as ruas para derrotar os ataques ao ensino pblico Precisamos de mais laboratrios apoio assistncia estudantil insumos para aulas prticas ampliao de bandejes e no menos investimentos disse Joo Vitor coordenador da Fenet Para ele a perspectiva do encontro aprofundar a luta por mais verbas para educao pelo fim do arcabouo fiscal a reforma do Ensino Mdio e o desenvolvimento do movimento estudantil na regio Sul do pas com a ampliao de uma forte rede de grmios estudantis aliados com a sua Federao a Fenet Para participar siga a Fenet nas redes digitais fale com o grmio da sua escola mobilize sua turma chame os amigos e venha construir com a gente o maior Encontro Sul da Fenet Julia Aliano O espelho das crianas dado por quem foram criados num pas onde cerca de 6 milhes de crianas no tm a presena paterna as mulheres de luta assumem este papel Mes tias e avs peo que continuem orando pelas crianas por todas elas Sobrevivemos em um mundo que mata diariamente pais e filhos Se fez necessrio ensinar desde cedo a realidade sem esconder as maiores aflies so elas que nos faro mais fortes para os filhos crescerem com mente e corao revolucionrios com orgulho de quem nos criou jamais escondendo as origens do povo guerreiro que luta incansavelmente para alcanar o futuro digno com o poder popular nossa me sabemos de sua fora pelas longas jornadas de trabalho que nos deixa distantes e cansados tm vezes que nem conseguimos nos ver de quantas vezes deixou de comer para dar aos filhos j que o seu salrio se foi por completo pelo aluguel contas e o valor dos alimentos que aumenta de forma absurda Em contraste do fogo da luta que nunca se apagou e s tende a aumentar para crescermos no mundo que voc constri diariamente Voc nunca parou de lutar nunca deixou ser calada mesmo num mundo em que tentam silenciar a sua voz das formas mais cruis durante a vida inteira Aos nossos filhos e aos que esto por vir desde j comecemos a estudar lutemos de mos dadas com a revoluo e com o objetivo de acabar com o sistema que mata nossas mes e destri famlias Somos a chave para a mudana somos a vanguarda e seremos mes e pais um dia a luta no acaba nunca A realidade que vivemos de incerteza do dia de amanh se haver comida no prato e se sentaremos juntos mesa O medo se instala desde a infncia o sistema capitalista quer que a coragem de enfrentar o mundo no exista querem nos ver calados e apenas servindo o Estado sem a humanidade e os laos fundamentais da famlia Sabemos que essa no a realidade que queremos para o nosso povo no devemos esquecer somos a chave revolucionria para o mundo novo somos ns as crianas a vanguarda as mulheres e a nossa fora O movimento paulista de ocupao de escolas em defesa da educao e contra o fechamento proposto pelo governador Geraldo Alckmin PSDB no para de crescer No final de semana a secretaria estadual de educao reuniu quase todos os gerentes regionais de ensino e vrios diretores de escolas e deflagrou uma guerra contra as ocupaes Nada disso intimidou o movimento que realizou durante essa semana vrios atos de rua e novas ocupaes As principais estratgias utilizadas pelos gestores para despejar os estudantes ocupados foram a de se utilizar de capangas armados e policiais paisana e fardados para intimidar os estudantes convocar pais de alunos organizados pelo PSDB para pressionar nas escolas e pressionar o poder judicirio a emitir mandatos de reintegrao contra os estudantes O movimento respondeu com o tracamento de vrias vias importantes na capital e na regio metropolitana de So Paulo alm da ocupao das direes regionais de ensino e de novas escolas J so quase 300 escolas ocupadas neste momento em todo o estado de So Paulo A palavra de ordem de Ocupar e Resistir at o governo recuar da deciso de fechamento das escolas est presente em todas as ocupaes e grande a determinao do movimento Da Redao So Paulo Gabriela Valentim Fico olhando para meu filho que cresceu e cresce em espao coletivo e vejo quanto essa letra faz sentido quantas opinies diariamente se desenvolvem do ponto de vista de classe Uma criana que far 6 anos se coloca atenta a questionar o porqu da fome e que o Exrcito Vermelho venceu os nazistas e os ricos e que canta partes da Internacional e que j entendeu que os pais so diferentes dos outros pais Assim como o pequeno Manoel as crianas que vivem sob a influncia dos comunistas so mais atentas e sensveis questionam o porqu do mundo ser to injusto uma alegria vlo desejando organizar as crianas porque v os adultos que o rodeiam conversando com as pessoas para mudar o mundo Frases do tipo vejo algo errado e isso um problema no vejo ningum conversando com as crianas tudo bem posso ajudar a gente vai dar um chute nos ricos porque eles so muito egostas Comportamento como esse apenas explicado porque ele se encontra desde 1 ms de vida com tantas pessoas dentro do Partido cuidando dele alm de estar presente em tantas atividades De fato colocado para o conjunto da sociedade e acaba que sofremos essa influncia que lugar das crianas dentro das famlias tipicamente construdas ou pelos laos de sangue Com certeza conhecer e ter boas relaes com toda a sua origem muito sadio mas manterse em contanto com os verdadeiros super heris e heronas do povo que todo dia enfrentam os viles da vida real sem dvida a melhor relao e a mais justa que uma criana pode ter Os adultos militantes devem perceber que so espelhos para os pequenos futuros e potenciais militantes Para mim ser me de um menino e estar na construo diria de um mundo melhor sem dvida a maior das alegrias A maternidade real das trabalhadoras e principalmente das comunistas so mais delicadas e sensveis sem dvida porque carregam inmeras responsabilidades Para mim atenes simples bastam uma simples brincadeira mgica com risadas garantidas uma simples histria um simples papel com lpis de colorir basta para render e aumentar os vnculos das crianas com os seus verdadeiros super heris Aes assim bastam e certamente elas sabero que so bem vindas entre os comunistas Viva o PCR e as crianas daqueles que lutam Aps 5 anos da aprovao da Lei Maria da Penha as mulheres continuam sendo agredidas diariamente Somente em Fortaleza capital do Cear de janeiro de 2009 a outubro de 2011 foram registrados 20728 casos de agresses Em 2011 a Delegacia de Defesa da Mulher DDM j registrou 8909 boletins de ocorrncia Em apenas um dia do ms de novembro foram registrados 42 casos Do total de mulheres agredidas em Fortaleza 23 isto 1451 mulheres so de uma mesma regio Regional V E os municpios onde houveram os maiores nmeros de mulheres agredidas no estado so Itapaj Assar e Barbalha Em conseqncia o Cear o terceiro estado do Nordeste em registros de homicdios de mulheres Vale ressaltar que em 9444 dos casos o agressor um homem o que demonstra o sentimento de posse existente nas maiorias das relaes onde a mulher vista como propriedade privada lembrando muitas vezes a mesma relao de opresso existente na poca da escravido onde o senhor de escravos podia espancar torturar ou at mesmo matar Outro dado alarmante o numero de mulheres que solicitaram abrigo na Delegacia de Defesa da Mulher 3115 medidas foram requeridas somente este ano Em Fortaleza atualmente s existe um abrigo para mulheres agredidas o que acaba se tornando outro problema isto a falta de polticas pblicas especficas para o apoio e o combate violncia contra as mulheres O dia 25 de novembro ficou conhecido como o Dia Internacional da No Violncia contra a Mulher em homenagem s irms Mirabal Minerva Patria Maria Teresa e Dede Mirabal assassinadas de forma brutal por lutarem contra a ditadura em seu pas Repblica Dominicana contra o machismo e pelo socialismo Dessa forma cabe ao movimento de mulheres seguir o exemplo de luta das irms Mirabal por uma sociedade sem qualquer tipo de opresso ou violncia bem como a realizao de lutas e mobilizaes no s em novembro mas at a conquista dessa sociedade to sonhada a sociedade socialista Paula Colares Movimento de Mulheres Olga Benrio do Cear T difcil ser mulher nesta sociedadetodo dia ou todas hora morre uma mulher no mundocad a leicad a justiacade os direitos humanosat quando vamos ficar assistindo toda essa violncia o dever do estado nos protegermuito pelo contrrio protege o agressorChega de tanto descaso Movimento Correnteza conquistou vitrias histricas em universidades de vrios pontos do pas Redao O Movimento Correnteza que faz oposio burocrtica diretoria majoritria na Unio Nacional dos Estudantes UNE obteve importantes vitrias nas eleies para os Diretrios Centrais dos Estudantes das Universidades Federais do Piau Mato Grosso do Sul e ABC alm da UnB e Unicamp Na Universidade Federal do Piau UFPI a eleio ocorreu nos dias 14 e 15 de junho e teve a participao de 3600 estudantes Mesmo com toda a campanha de mentiras e despolitizao promovida pela UJS a Chapa 2 Correnteza e Rua venceu com 1960 votos contra 1722 da Chapa 1 Essa foi a primeira eleio presencial do DCE aps a pandemia e foi bastante desafiadora Toda nossa militncia se mobilizou para dialogar com os estudantes sobre as demandas da universidade denunciar o novo teto de gastos e a falta de democracia interna na UFPI j que at hoje estamos sob interveno na Reitoria Tambm defendemos aumento da segurana a construo de um novo restaurante universitrio a reforma da residncia estudantil e o aumento das bolsas explicou a estudante de Histria Thays Dias eleita coordenadora do DCE Na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul UFMS a eleio do DCE terminou no ltimo dia 21 de junho com a vitria da chapa Tudo Pra Ontem Correnteza UJC e independentes Ao todo 1162 estudantes votaram na Chapa 2 contra 524 votos da chapa encabeada por UJS e PT Foi a primeira vez que o Correnteza disputou a eleio do DCE da UFMS que estava sem eleies h quatro anos Nosso desafio agora fazer a luta pela permanncia estudantil na capital e nos campi do interior reorganizar as entidades de base e construir uma gesto participativa democrtica e de luta disse a estudante de Histria Izabella Britto eleita vicepresidente Em So Paulo na Universidade Federal do ABC UFABC a chapa Estudantes na luta por uma UFABC pintada de povo composta pelo Correnteza Juntos UJC e Travessia venceu por 1358 votos contra 584 votos da outra chapa A presidente eleita do DCE a estudante de Licenciatura em Cincias Humanas Kananda Alves ressaltou que essa vitria foi resultado do trabalho de base que no deixou de ser realizado No ltimo ano continuamos fazendo o trabalho do movimento dentro da universidade lutando por melhores condies de ensino e permanncia e tocando a luta dos estudantes Isso foi fundamental para que consegussemos voltar ao DCE J na Universidade Estadual de Campinas Unicamp uma das universidades mais importantes do pas o Correnteza chegou pela primeira vez direo do DCE em composio com o Juntos e a UJC Na eleio realizada no ltimo dia 23 de junho concorreram quatro chapas e a chapa hora de
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lutar obteve 1309 votos contra 261 votos da aliana entre UJS e PT Nas palavras de Valentina Spedine estudante de Cincias Sociais e militante da UJR a maioria dos estudantes aceitou nosso programa de luta e quer uma mudana verdadeira no movimento estudantil da universidade Por fim entre os dias 20 e 22 de junho mais de 6500 estudantes participaram da eleio para o histrico DCE Honestino Guimares da Universidade de Braslia UnB Com 4047 votos 554 a Chapa 3 Ponta de Lana composta pela Associao de Acadmicos Indgenas Juntos UJC Manifesta e Correnteza derrotou o chapo da majoritria da UNE UJS Levante PT PDT PSB e Afronte que obteve 2846 votos Edson Victor estudante de Filosofia e militante da UJR afirmou que esses votos so daqueles que acreditaram na mobilizao Essa gesto vai defender as pautas dos estudantes da universidade em conjunto com os DAs e CAs Vamos transformar o DCE Honestino Guimares numa importante ferramenta de luta dos estudantes na capital do pas Para Isis Mustafa secretriageral da UNE e militante da Unio da Juventude Rebelio UJR a eleio de diretorias de luta para esses DCEs expressa a vontade dos estudantes em mudar a educao e o Brasil muito importante a defesa de um programa que lute por mais verbas para a Educao contra o novo teto de gastos proposto pelo governo e que no esconda que a luta principal da juventude hoje por condies dignas de estudo permanncia e trabalho Essas so as bandeiras que levaremos ao prximo Congresso Nacional da UNE Matria publicada na edio n 274 do Jornal A Verdade Categoria reivindica progresso de 20 h para 40 horas Progresso fundamental para garantir melhores condies de trabalho para docentes Redao AL Cansados de esperar docentes da Universidade de Cincias da Sade do Estado de Alagoas liderados pelo seu sindicato realizaram na ltima quintafeira 3 de agosto uma paralisao de 24 horas A mobilizao um alerta antes da deflagrao da greve caso o governador Paulo Dantas MDB no garanta a progresso de carga horria dos professores da Instituio Atualmente dos cerca de 300 docentes nenhum possui Dedicao Exclusiva e 60 trabalham em regime de 20 horas semanais A situao mais grave do curso de enfermagem que possui apenas 2 professores em regime de 40 horas impactando diretamente no desenvolvimento das atividades de ensino pesquisa e extenso O que est em jogo mais do que progresso do professor a condio de existncia e condies de trabalho da universidade No d para ser professor universitrio com trs empregos disse Jarbas Nunes presidente da Associao dos Professores da Uncisal Aprouncisal sindicato filiado ao AndesSN Desde junho de 2022 a categoria aguarda pela concretizao do edital de progresso que ofertou vagas para 85 docentes passarem de 20h em 40 horas At o momento nenhum docente teve progresso em sua jornada de trabalho Pior o governo Paulo Dantas ao invs de valorizar o corpo docente cortou 9 milhes do oramento da universidade Para alm da questo particular da educao as servidoras e os servidores pblicos tambm tm denunciado o desrespeito com o funcionalismo oferecendo 579 de reajuste parcelado at 2024 Por isso o Sindicato dos Auxiliares da Educao Escolar SAEAL encontrase em Estado de Greve e o Sindicato dos Profissionais da Educao Sinteal com greve de trs dias deflagrada Presente na manifestao o presidente municipal da Unidade Popular sio Melo se solidarizou com a luta da categoria e relembrou a vitoriosa ocupao estudantil em 2008 quando a Uncisal foi avaliada como pior universidade do Brasil e a partir da luta conquistou investimentos e concursos A luta dos servidores e estudantes garantiram a existncia dessa universidade e ela ser o que hoje Para que ela melhore e tenha de fato pessoas com dedicao exclusiva que pensem e produzam essa universidade no podemos admitir que hoje a maioria dos seus servidores sejam de 20 horas preciso fazer novamente um grande levante de professores tcnicos e estudantes para defender a Uncisal e garantir respeito educao Podem contar conosco afirmou o dirigente da UP Caio Sad Braslia No dia 24 de dezembro ao apagar das luzes o presidente fascista Jair Bolsonaro publicou a Medida Provisria 91419 alterando as regras das eleies pra reitores e diretores de campi dos Institutos Federais prevista na lei 1189208 lei de criao dos IFs Uma Medida Provisria um instrumento com fora de lei que pode ser utilizado pelo Presidente da Repblica exclusivamente em casos de relevncia e urgncia e comea a valer imediatamente aps a sua publicao A MP tem validade de 60 dias prorrogveis por mais 60 e deve ser votada pelo congresso nacional Cmara dos Deputados e Senado para se tornar lei Nesse caso h 3 caminhos possveis 1 Deputados e Senadores aprovam a MP transformandoa em lei 2 Deputados e senadores no aprovam a MP e ela perde a validade 3 A MP no votada no prazo e caduca perdendo sua validade Foi o terceiro caso o que aconteceu com a MP 9142019 A lei de criao dos Institutos Federais prev que a cada 4 anos sejam realizadas eleies para os cargos de reitor e diretorgeral dos campi Esse processo feito atravs de voto direto secreto e com paridade entre as categorias profissionais estudantes docentes e tcnicos administrativos ou seja o voto de cada uma das trs categorias tem o peso de 13 333 no processo Ao final do processo eleitoral o candidato mais votado o nico possvel a ser nomeado pelo Presidente da Repblica O mesmo acontece com os diretores dos campi o mais votado assume a gesto A MP derrotada pelos estudantes e trabalhadores fazia trs ataques fundamentais Acabava com a paridade entre as categorias instituindo uma proporo onde o valor dos votos seria de 70 dos docentes 15 dos estudantes e 15 dos tcnicos administrativos alm disso o candidato mais votado poderia no ser o candidato nomeado em vez disso seria formada uma lista com o nome dos 3 candidatos mais votados para que o Presidente da Repblica escolha um deles mesmo que seja o que ficou em ltimo lugar A MP tambm acabava com a eleio para os diretores dos campi estes seriam apenas indicados pelo reitor nomeado Como vemos o objetivo de Bolsonaro era dar um verdadeiro golpe na democracia dos Institutos Federais Sabendo que estes vem sendo um dos principais polos de resistncia contra o seu governo quer criar um sistema que o possibilite ter controle sobre a gesto destas instituies Mas os estudantes e trabalhadores desde a publicao da medida ocuparam as ruas escolas universidades e lutaram por todos os meios para defender a democracia nessas instituies pois j que atravs deste ataque o objetivo do governo era reduzir a autonomia que a educao pbica conta hoje Defensor da ditadura esse governo quer implementar uma nas escolas A tal liberdade que o fascista ministro da educao Abraham Weintraub tanto tem falado na verdade a liberdade que eles querem para implementar seu projeto de sucateamento e privatizao da educao Foi atravs da luta da presso dos estudantes e profissionais da educao que conseguimos impedir a votao da Medida Provisria antidemocrtica e fazer com que ela caducasse na cmara dos deputados Precisamos seguir mobilizados pois s com a luta e a organizao popular poderemos derrotar por completo o fascismo derrotar este governo e construir em seu lugar um governo popular coordenadorgeral da Federao Nacional dos Estudantes em Ensino Tcnico Jornal A Verdade edio n 222 novembro de 2019 Pgina 08 Joo Vitor Souza A origem a motivao e a resoluoreparao desse problema ainda no esto efetivamente esclarecidas para a populao local assim como para todo o resto do Brasil dada a importncia dos acontecimentos Os resduos encontrados nas praias rios e at mesmo em altomar so txicos e prejudicam tambm os demais seres vivos inclusive os recifes de corais conhecidos por serem os verdadeiros pulmes do mundo No se trata somente de uma questo de descarte indevidamente realizado O fato foi e ainda se caracteriza como uma forma criminosa irresponsvel e maldosa de livrarse dos dejetos resduos ou qualquer que seja o nome dado a tal substncia O governo age com lentido Suas aes comearam aps mais de um ms da apario das manchas e suas solues so colocadas sem qualquer pressa para conhecer e penalizar responsveis por esse crime cuja multa facilmente alcana algumas dezenas de milhes de reais Precisamos compreender as dimenses desse problema e como ele no se mostra de forma isolada na conjuntura dos acontecimentos pelos quais passamos As universidades ao contrrio do Ministrio do Meio Ambiente esto trabalhando para elucidar pontos sobre essa questo A Universidade Federal de Sergipe por sinal realizou um laudo para descobrir a natureza do problema atravs da investigao do cdigo caracterstico do composto Um dos apontamentos que merecem ser destacados sobre o Argina S3 30 nome do leo encontrado nos vazamentos que sua natureza remete a lubrificantes da marca americana Shell que obteve direito de explorao assim como outras empresas estrangeiras em reas brasileiras atravs de leiles realizados no Governo Temer Enquanto isso a narrativa oficial do Governo Bolsonaro levanta suspeitas acusativas em relao natureza e origem do leo O presidente o ministro do Meio Ambiente e a Petrobras apontam para a Venezuela e parte da mdia endossa esse discurso acusatrio tendo em vista a invisibilidade dada s instituies de pesquisa A questo apontar acusar e no demonstrar razoavelmente como o leo venezuelano poderia ter vindo parar no litoral brasileiro No h coerncia do governo nem preciso da mdia Precisamos perceber a necessidade de refletir sobre a entrega da explorao do petrleo e dos recursos naturais como um todo a empresas estrangeiras tendo em vista o calendrio de leiles de reas de explorao anunciado pelo governo Bolsonaro assim como o refinamento processamento e distribuio do nosso petrleo Ao mesmo tempo em que devemos nos posicionar criticamente sobre o desenvolvimento da sociedade no modo capitalista Esse episdio portanto se relaciona diretamente com a questo da Amaznia a explorao das terras indgenas com as queimadas decorrentes do avano sobre terras potencialmente produtivas o que caracteriza uma fome insacivel do sistema por extrao e produo de riqueza Ocupao de mulheres do Movimento Olga Benario em Belm completa 8 meses Dezenas de mulheres j foram atendidas num dos estados mais violentos para as mulheres Ana Carolina Martins e Hamblea Souza Belm J completaramse 8 meses a ocupao do Movimento de Mulheres Olga Benario de um prdio onde funcionou uma antiga escola estadual e que estava abandonado a mais de 7 anos em Belm do Par Localizado no bairro da Batista Campos esta a primeira ocupao de mulheres do Norte do pas e a 12 do Movimento Olga Benario Com o nome de Rayana Alves a ocupao surgiu a partir da necessidade de acolher mulheres em situao violncia e vulnerabilidade social H oito meses o trabalho coletivo e voluntrio de pessoas de diversos movimentos como o Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas MLB a Unio da Juventude Rebelio UJR a Unidade Popular UP o Movimento Correnteza e tantos outros vem sendo essenciais para o fortalecimento e acolhimento das mulheres que chegam at a ocupao Atualmente a ocupao abriga 3 mulheres e 1 criana alm de oferecer atendimentos como o de orientao jurdica e acolhimento psicossocial sendo mais de 50 mulheres j atendidas desde que ocupamos o prdio Somente no incio de 2022 foram registradas no Par mais de 18 mil ocorrncias de violncia contra as mulheres O estado possui 144 municpios mas conta com apenas 21 Unidades Especializadas em Atendimento Mulher DEAMs e uma Sala Lils que atende apenas vtimas de violncia sexual Isso demonstra em termos numricos a quantidade insuficiente de espaos especializados para atender a alta demanda que nem mesmo os rgos responsveis por sensos conseguem alcanar As ocupaes de mulheres tambm cumprem com o papel fundamental de elevar a conscincia das mulheres que se encontram em alguma situao de violncia Isto se d atravs das diversas aes que so construdas no espao rodas de conversa leituras coletivas trabalho com a horta urbana atividades poltico culturais oficinas e outros Todas as aes construdas na ocupao so fruto da disposio de diversas pessoas que esto aqui diariamente desenvolvendo atividades a partir de suas reas de atuao Sejam elas artistas educadoras profissionais da sade entre diversas outras que se encontram cansadas de viver em um sistema que cotidianamente nos violenta Nesses 8 meses de existncia os vnculos e as lutas construdas so resultado do desejo comum por mudanas radicais para alm da denncia so colocadas em prtica a solidariedade para o fortalecimento do lugar de possibilidades que se torna a ocupao de mulheres NOTA DA UNIDADE POPULAR PELO SOCIALISMO UP Neste 31
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de agosto concretizase mais um golpe poltico na histria do Brasil Diante da crise do capitalismo que atinge em cheio o pas a burguesia brasileira associada e subalterna ao capital internacional em parceria com os grandes meios de comunicao e o poder judicirio no mediu esforos para tirar Dilma Rousseff do poder e estabelecer no seu lugar um governo puro sangue capaz de neste momento de instabilidade econmica implementar um conjunto de medidas violentas contra a classe trabalhadora visando a garantir os lucros dos capitalistas e a jogar sobre o povo os efeitos da crise De fato com o golpe que hoje se consolida a burguesia e seus partidos tero um caminho pavimentado para destruir as leis trabalhistas acabar com todas as conquistas sociais privatizar todas as nossas riquezas naturais especialmente o prsal congelar os salrios desmontar o servio pblico privatizar como disse o prprio Michel Temer tudo que for possvel estabelecer uma poltica de Estado mnimo a submisso ao imperialismo estadunidense e impor uma brutal represso para impedir a resistncia popular bem verdade que parte dessas medidas j vinham sendo adotadas gradualmente pelo PT durante os governos Lula e Dilma Cabe lembrar a composio ministerial dos governos petistas nos quais muitos que hoje integram o ministrio do governo ilegtimo e golpista integraram em algum momento governos petistas A burguesia especialmente os bancos e os latifundirios ganharam muito dinheiro durante o breve perodo de estabilidade econmica no Brasil porm com o agravamento da crise o PT se tornou carta fora do baralho j no era um partido capaz de conter a radicalizao da luta de classes tampouco pelas suas prprias contradies tinha condies de implementar o programa que agora imposto ao pas na velocidade que a burguesia desejava Assim a burguesia tratou de descartar o PT aps desmoralizlo claro enlameandoo no mar da corrupo Todo esse processo demonstra que no se pode atender a dois senhores No se pode governar para os ricos e para os pobres para a burguesia e para os trabalhadores A poltica de conciliao de classes adotada por PT e PCdoB culminou com a derrota de toda a classe trabalhadora De nada adiantou o lulopetismo atender aos interesses do capital em nome de uma suposta governabilidade de se perguntar Diante de tanta concesso quem de fato governava O golpe tambm demonstra a farsa que a democracia burguesia 54 milhes de votos foram jogados no lixo o que deixa claro que o Estado Democrtico de Direito no tem nada de democrtico um instrumento a servio das classes dominantes No temos nem devemos ter e manter qualquer iluso por menor que seja na democracia da burguesia Apesar dos retrocessos que esto em curso nada h o que temer Devemos nos basear na historia de luta e resistncia de nosso povo que enfrentou e venceu a escravido que combateu e derrotou a Ditadura Militar A tarefa que se coloca de maneira imediata unir a classe trabalhadora e os lutadores do povo em torno de um programa capaz de enfrentar o capital e transformar o Brasil em direo ao socialismo Est na ordem do dia a defesa da nacionalizao dos bancos a reforma agrria e urbana a democratizao dos meios de comunicao o fim do pagamento da dvida pblica a luta pela soberania econmica e a punio dos assassinos e torturadores da Ditadura Militar Esse programa deve ser defendido nas ruas nas fbricas nas escolas e universidades na cidade e no campo nas manifestaes nas greves e lutas do nosso povo por direitos casa e terra Lembremos que esta derrota no da esquerda mas a derrota da poltica de conciliao de classes Por isso a classe trabalhadora carece de sua organizao para enfrentar o poder poltico da burguesia assim a construo da Unidade Popular uma necessidade histrica do nosso povo O desenvolvimento de todas estas lutas ir temperar a fibra revolucionria de milhes de brasileiros para construo de forma slida firme e determinada do socialismo em nosso pas Nenhum minuto de paz para Temer Pelo Poder Popular e o Socialismo Venceremos Executiva Nacional da UP Que o povo brasileiro no fique acovardado a hora de lutar agora a classe trabalhadora est cansada de ser massacrada por esse governo que precariza a nossa educao em quanto os grandes monopolistas que se apropria do capital e das riquezas produzidas so beneficiados pelo golpe ficando cada vez mais rico e o trabalhador tendo o seu salrio parcelado fora Temer fora dos os corruptos e viva o socialismos No ltimo dia 30 de abril no Auditrio da Reitoria da Universidade Federal de Alagoas em Macei realizouse um importante ato de solidariedade Venezuela que contou com a presena do Cnsul Interino da Venezuela Nstor Chirinos Mesmo na vspera do feriado cerca de 100 pessoas participaram da atividade que contou ainda com a participao de representantes do MST PSOL Consulta Popular Instituto Lus Carlos Prestes PCB e a Unidade Popular pelo Socialismo Durante as falas os integrantes da mesa saudaram a presena do Cnsul que pela primeira vez visitava Alagoas e destacaram os avanos e conquistas do governo venezuelano ao longo dos ltimos anos e do cerco que a grande mdia faz contra o pas e o presidente Maduro Nstor agradeceu ao convite e falou das mudanas ocorridas na Venezuela das medidas econmicas adotadas pelo governo frente crise e a reduo do preo do petrleo principal produto de exportao do pas enfatizando a manuteno dos investimentos nas reas sociais e nas obras de infraestrutura No seguiremos o caminho da austeridade praticado pelos governos europeus afirmou o Cnsul Vrias pessoas da platia fizeram uso da palavra com perguntas e colocaes sobre as contrainformaes acerca da Venezuela nos meios de comunicao denunciando as reiteradas tentativas por parte do governo norteamericano de atacar a soberania nacional e patrocinar ataques ao governo venezuelano A promoo dessa atividade organizada conjuntamente entre a Unidade Popular pelo Socialismo PCR e PCB serviu como ponto de partida para a organizao do Comit de Solidariedade Venezuela que nas prximas semanas ser instalado no estado de Alagoas Redao Alagoas Os equipamentos no so reas de lazer quaisquer possuem uma grande importncia histrica so essenciais para a educao ambiental no estado e esto localizados em um dos mais significativos remanescentes de Mata Atlntica em rea urbana do pas O Jardim Botnico por exemplo possui 380 espcies de rvores nativas e estrangeiras com importncia essencial para a pesquisa e conservao tem um ndice de sementes com 379 lotes de 182 de espcies sendo 11 delas pertencentes a alguma categoria de ameaa de extino abriga uma das nascentes do Rio Ipiranga e o crrego Pirarungua afluente do histrico Riacho do Ipiranga e possui em sua fauna espcies animais nativas da Mata Atlntica como o BgioRuivo BichoPreguia e cerca de 140 espcies observadas de aves J o Zoolgico de So Paulo cumpre um papel importante como centro de conservao que integra as aes em cativeiro e na natureza Pioneiro no Brasil por desenvolvimento de programas e tcnicas de conservao e reproduo de animais em risco de extino possui cerca de 3 mil espcies exticas e nativas com espaos dedicados educao ambiental Com a concesso esses equipamentos fundamentais para a conservao da fauna e da flora da Mata Atlntica bioma original da regio que hoje possui menos de 20 de sua cobertura original deixaro de ter esse objetivo e passaro a ser utilizados como fonte de lucro para os novos proprietrios um dos efeitos provveis o aumento contnuo do preo dos ingressos que tornar os equipamentos menos acessveis populao Fato que com a concesso o Estado terceiriza sua responsabilidade sobre a manuteno e expanso dos equipamentos e sobre a poltica de preservao e conscientizao ambiental passando essas funes para o mercado H muito tempo profissionais das cincias biolgicas veterinrias e ambientais buscam mostrar que os zoolgicos cumprem um importante papel na conservao e reproduo de espcies ameaadas entretanto com a privatizao abrese espao para que sua principal funo volte a ser a simples exposio de animais O Governo do Estado diz apoiar a autonomia dos pesquisadores e se responsabilizar pela pesquisa e programas de conservao realizados pelo Zoolgico e Jardim Botnico mas constantemente ataca e boicota tanto os profissionais da rea quanto os equipamentos pblicos que garantem esse trabalho No Brasil urgente avanar as polticas de preservao ambiental garantindo espaos de recepo da fauna silvestre programas de educao ambiental e o controle popular do meio ambiente o pas possui uma das faunas e floras mais ricas e diversificadas do mundo porm o avano brutal do capitalismo tem causado uma destruio da natureza cada vez maior e com consequncias mais graves Fato que os governos dos ricos como o do Governador de So Paulo Joo Dria PSDB tm permitido que os grandes capitalistas coloquem as mos sobre os recursos naturais do pas e os utilizem em nome do lucro causando uma destruio que coloca a classe trabalhadora para viver em pssimas condies afetada pela poluio do ar da gua e de outros efeitos da no preservao do meio ambiente Joo Gabriel Souza Com a proposta de mais trs encontros sobre o tema redao o ncleo segue se desafiando a ampliar o projeto mobilizando mais estudantes a fim de construir cursinho prvestibular que abranja todas as disciplinas do ENEM Assim a juventude da zona leste de So Paulo poder entrar nas universidades com uma importante bagagem poltica para se apropriar da tcnica e do poder transformador da educao Portanto enquanto o ministro da educao Milton Ribeiro esbraveja que filhos de trabalhadores no deveriam estudar em universidades os mesmos filhos de nossa classe tm construdo com suas prprias mos as alternativas para confrontar esse sistema A universidade se pintar de povo como esbravejou o comandante Che Guevara ao ser homenageado pela Universidade de Las Villas no primeiro ano vitorioso da revoluo cubana O acesso pleno sade um direito humano bsico universal e para garantilo necessrio que essas pessoas sejam tratadas com respeito e dignidade em todos os mbitos mdicos inclusive no ginecolgico Para caracterizar o indivduo que no se identifica com o gnero ao qual foi designado em seu nascimento utilizase o termo transvestignere e cisgnero para aquele que sentese confortvel com tal designao Logo nem todas as pessoas que possuem tero ovrios e vulva so necessariamente mulheres e nem toda mulher apresenta esses rgos O acesso pleno sade um direito humano bsico universal e para garantilo necessrio que essas pessoas sejam tratadas com respeito e dignidade em todos os mbitos mdicos inclusive no ginecolgico Desde agosto deste ano a vereadora Erika Hilton luta para incluir homens trans em lei sancionada na cidade de So Paulo contra a pobreza menstrual Dessa forma fica evidente a necessidade de normalizar a menstruao em corporeidades que fogem dos padres estabelecidos socialmente trazla como uma experincia plural para que aes efetivas sobre a temtica sejam amplas e abranjam todas as pessoas que menstruam Muito bom e importante Alm disso a Segurana Pblica pensada essencialmente como controle social Isso porque o capitalismo tem inmeras contradies que se mostram em vrios aspectos da realidade social A polcia ento tem o papel de conter ou minimizar os estragos causados por tais contradies ao recolher os indesejados ou quem enfrenta essa ordem social Um novo modelo de Segurana Pblica Parte do crescimento do fascismo se explica por eles terem explorado ao mximo a falncia da Segurana Pblica e a completa falta de segurana que a classe trabalhadora vivencia em todos os locais Mesmo com propostas absurdas falsas e ineficazes seduziu parcelas importantes da sociedade inclusive as mais pobres Portanto a esquerda no pode mais deixar esse debate de lado pois no h vcuo de poder H temas importantes sendo discutidos que podem trazer avanos como a desmilitarizao da PM o ciclo completo de polcia a carreira nica etc e isso tem sido feito pasmem pela direita e extremadireita ao modo reacionrio deles Entidades e trabalhadores querem impedir que o direito gua vire mercadoria sob controle de empresas privadas O MLC Movimento Luta de Classes a UJR Unio da Juventude Rebelio e a UP Unidade Popular estiveram presentes na manifestao A presso das ruas surtiu efeito e a sesso da ALERJ que discutia o projeto de que impedia o leilo da empresa aprovou por maioria de votos a no realizao do prego Apesar da deciso dos deputados o governador em exerccio Cludio Castro PSC de forma autoritria publicou um ato ilegal e antidemocrtico e manteve o leilo da Cedae para amanh 30 Segundo a Casa Civil a concesso dos servios dos municpios e da Regio Metropolitana que apenas delegaram a conduo do processo ao Estado na qualidade de mandatrio A venda da Cedae foi uma das condies impostas pelo presidente fascista Jair Bolsonaro ao governo fluminense para que o Rio pudesse aderir ao Regime de Recuperao Fiscal proposto pela Unio Para Esteban Crescente da Unidade Popular esse plano de salvao fiscal na verdade um plano de arrocho fiscal para fazer o Estado do Rio caar
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direitos do povo e entregar seu patrimnio A CEDAE uma empresa que d lucro e pode sim estar sob o controle da populao ao contrrio dessa privatizao que coloca esse lucro em cima da nossa vida disse A privatizao da gua um bem natural e direito de todos um ataque direto toda populao em especial a populao pobre H anos a CEDAE vem sendo sucateada com vistas privatizao Alm disso se a empresa for de fato vendida aproximadamente 4 mil trabalhadores iro perder seus empregos J so mais de 15 milho de pessoas no Estado sem trabalho no perodo da pandemia da Covid19 Os trabalhadores continuaro na luta contra o controle do capital privado sob as guas e servios de saneamento bsico O aumento consequncia da impossvel poltica de preos da companhia que expe o pas s flutuaes do preo do petrleo no mercado internacional taxa de cmbio valorizao do dlar e inflao levando as famlias pobres a ter que escolher entre comprar o botijo de gs ou a comida Dessa forma se por algum motivo poltico guerras boicote econmico etc ou natural frio acima da mdia na Europa ou nos Estados Unidos por exemplo o preo do petrleo sobe quem paga a conta somos ns Apenas este ano a Petrobras j reajustou a gasolina em 462 o diesel em 416 e o botijo de gs em 17 Esses aumentos afetam toda a cadeia produtiva com impacto direto na inflao Vale lembrar tambm que em 2016 o ento presidente Michel Temer MDB iniciou o processo de venda da distribuidora Liquigs para o Grupo Ultra que passou a controlar mais de 50 do mercado nacional de gs de cozinha e impor os preos que quiser ao produto O resultado inevitvel dessa poltica o aumento de famlias pobres que trocaram o gs de cozinha pela lenha ou o lcool Muitas famlias aposentaram o fogo de vez pois no tm condies de comprar um botijo a R 100 Isso metade da renda delas explica Juliete Pantoja coordenadora do MLB no Rio de Janeiro Segundo ela desde que a Petrobras atrelou seus preos ao mercado a vida da populao mais carente piorou muito As pessoas esto ficando sem opo ou compram gs ou comida afirma Sem dvida enquanto a economia brasileira estiver submissa aos interesses do mercado e dos lucros das grandes empresas maior ser a desigualdade que separa ricos e pobres e pior sero as condies de vida de milhes de trabalhadores A terceirizao um fenmeno tpico do estgio monopolista do sistema capitalista de produo em que o capital alcanou altssimo grau de concentrao nas mos de grupos econmicos cada vez mais reduzidos Os monoplios dominam toda a produo fundamental de bens de consumo e necessitam por vezes de uma grande variedade de empresas auxiliares ou filiais prolongamentos da matriz para desenvolver determinadas funes A indstria automobilstica smbolo do progresso capitalista representa bem este perfil Hoje as marcas se identificam como montadoras Ford Fiat GM Volkswagen Toyota etc j que por exemplo no fabricam um carro do comeo ao fim Recebem os pneus j prontos de outra indstria os vidros de uma terceira o estofado de uma quarta os itens eletrnicos de uma quinta empresa e assim por diante Do ponto de vista da administrao capitalista este um fator importante para reduzir os custos da matriz j que a desobriga do controle dos recursos humanos do conjunto dos operrios envolvidos no processo de produo Vale ressaltar tambm que a fbrica que produz o pneu ou o componente eletrnico geralmente est situada numa regio ou pas diferente do da montagem sempre na perspectiva da facilidade de acesso das matriasprimas e da busca por mo de obra barata A terceirizao brota portanto da produo industrial e se reflete em todos os setores da economia No setor de servios isto j se encontra plenamente institudo como tambm no setor de pesquisa cientfica e de produo tecnolgica Neste ltimo vemos as universidades pblicas e os institutos estatais abrirem suas portas e se renderem iniciativa privada No discurso oficial dos governos isso se chama captao de recursos modernizao dinamismo inovao desburocratizao sempre sob o pretexto de mais investimentos haja vista o descaso do Estado com o financiamento da educao e o desenvolvimento tecnolgico do pas cada vez mais forte a influncia de empresas capitalistas e fundaes de apoio nos rumos das pesquisas desenvolvidas por organismos pblicos Empresas de celulares como a Nokia recentemente comprada pela Microsoft do bilionrio Bill Gates equipam laboratrios fornecem bolsas de estudos pagam passagens e hospedagens a professores e estudantes para participar de cursos e congressos a fim de que estes desenvolvam novos programas aplicativos designs para serem implantados em seus aparelhos A patente destas inovaes logicamente fica com a Nokia que vai lucrar milhares de vezes mais com a comercializao de seus produtos em relao ao valor inicial que usou para financiar as pesquisas e justificar este tipo de pirataria No setor de servios os exemplos so inmeros tanto entre empresas privadas quanto na administrao pblica especialmente em reas que deveriam ser exclusivas e prioritrias do Estado como sade segurana abastecimento de gua e saneamento Aqui toda terceirizao sinnimo de privatizao e em geral acontece de forma premeditada a partir da falta de investimentos e do crescente sucateamento de um determinado ente pblico a ponto de justificar sua entrega a uma empresa capitalista O Governo da Paraba por exemplo terceirizou desde 2011 toda a gesto e a execuo de servios do Hospital de Emergncia e Trauma de Joo Pessoa por meio da organizao social gacha Cruz Vermelha Segundo o Tribunal de Contas do Estado s em 2013 foram mais de R 8 milhes desviados no superfaturamento ou fraude em compras prestao de servios e pagamento de pessoal num grande esquema que envolve empresas de fachada e relaes familiares Para o procuradorchefe do Ministrio Pblico do Trabalho Eduardo Varandas a terceirizao da sade aplicada no Hospital gerou uma srie de irregularidades administrativas e trabalhistas que levaram o MPT a pedir a condenao do Estado da Cruz Vermelha do secretrio de Sade e da secretria de Administrao ao pagamento de R 20 milhes por danos populao Consequncias diretas para os trabalhadores Uma massa imensa de trabalhadores sofre diretamente as consequncias da terceirizao Eles ganham menos trabalham adoecem e morrem mais e pulam de emprego em emprego segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatsticas e Estudos Socioeconmicos Dieese A terceirizao portanto uma ttica dos capitalistas para explorar mais a classe trabalhadora extrair dela uma maior taxa de maisvalia e consequentemente aumentar seus lucros Mais de 25 dos contratos com carteira assinada no Brasil cerca de 13 milhes so terceirizados S no setor de telemarketing e teleatendimento so estimados 15 milho de trabalhadores quase todos terceirizados que prestam servios a monoplios nacionais e estrangeiros de reas como telefonia TV por assinatura e bancos Estes trabalhadores recebem em mdia salrios 27 menores que os contratados diretamente quase todos no patamar do piso salarial No caso do servio pblico esta distncia entre os salrios ainda maior Os diversos governos ao invs de seguir o que determina a Constituio contratando servidores efetivos via concurso empregam milhares de pessoas em todo o pas na condio de prestadoras de servios precarizando ainda mais o atendimento populao e rebaixando o valor da fora de trabalho de diversas categorias profissionais A mdia da jornada de trabalho dos terceirizados ultrapassa as 44 horas semanais com tempo de permanncia no emprego estimado em dois anos e meio enquanto a jornada dos contratados diretamente de cerca de 40 horas semanais com aproximadamente seis anos no mesmo posto de trabalho Assim trabalhadores de uma mesma categoria ou at de uma mesma empresa possuem direitos trabalhistas diferentes Por tudo isso e pela alta rotatividade nos postos de trabalho os terceirizados tm tambm muita dificuldade de se reconhecerem como categoria e de se organizarem politicamente dificultando a ao dos sindicatos representativos H ainda o fenmeno da pejotizao em que o contratante obriga o trabalhador a se constituir como pessoa jurdica ou seja como microempresa e em vez de assinar sua carteira pagar um salrio determinado e arcar com todos os direitos trabalhistas fazlhe um pagamento por servio prestado desobrigandose com o recolhimento do FGTS e do INSS com o pagamento do 13 salrio da licenamaternidade da multa rescisria das frias etc Mas o dado mais alarmente diz respeito aos acidentes de trabalho Segundo a Organizao Internacional do Trabalho OIT o Brasil o quarto pas do mundo em nmero de acidentes e mortes com mais de 13 milho e 25 mil por ano respectivamente Cerca de 70 dos acidentes acontecem com terceirizados e entre os acidentes que levam morte 80 das vtimas so trabalhadores subcontratados Setores fundamentais da nossa economia como construo civil energia e petrleo lideram as estatsticas Todos esses homens e mulheres incapacitados para o trabalho mutilados mortos so o resultado das extenuantes jornadas de trabalho sempre prolongadas pelas horas extras dos salrios achatados e da falta de treinamento e de equipamentos de proteo individual Trabalho escravo no setor txtil Como a nsia de mais lucros no tem limites para os capitalistas at trabalho escravo usado por grandes marcas de roupas e lojas varejistas por meio de empresas terceirizadas de produo txtil Est em curso na Assembleia Legislativa de So Paulo uma Comisso Parlamentar de Inqurito CPI que investiga empresas como Marisa Pernambucanas CA Zara Collins Gregory e MOfficer acusadas de promover tal prtica em sua cadeia produtiva No caso da espanhola Zara que possui lojas em mais de 80 pases um de seus executivos j admitiu na CPI saber que a empresa terceirizada Aha de quem a Zara Brasil compra 90 das roupas que revende mantinha em pequenas oficinas subcontratadas trabalhadores em situao anloga escravido O Ministrio Pblico do Trabalho em So Paulo MPTSP tambm pediu Justia o banimento do mercado brasileiro da empresa M5 Indstria e Comrcio detentora de filiais da marca MOfficer em todo o Pas Em duas fiscalizaes recentes foram encontrados trabalhadores na maioria imigrantes submetidos a condies desumanas em pequenas oficinas clandestinas sem qualquer direito trabalhista Os locais eram insalubres com fiao exposta das mquinas botijes de gs banheiros coletivos com forte odor de urina excesso de poeira iluminao precria ausncia de equipamento de proteo individual e de extintores de incndio Alm disso os operrios moravam no prprio local e recebiam de R 3 a R 6 por pea produzida cumprindo jornadas mdias de 14 horas dirias PL n 4330 visa aprofundar a terceirizao Para aprofundar este cenrio de superexplorao e desrespeito legislao trabalhista os empresrios brasileiros esto unidos em torno de um de seus representantes no Congresso Nacional o deputado federal Sandro Mabel PMDBGO dono da indstria de alimentos Mabel Para defender os interesses de sua classe ele props o Projeto de Lei n 4330 que legaliza a prtica das terceirizaes em todas as atividades econmicas de todos os setores sejam pblicos ou privados seja na atividadefim ou na atividademeio Atualmente uma smula do Tribunal Superior do Trabalho TST probe a terceirizao da atividadefim que aquela que define por exemplo se uma indstria fabrica alimentos ou bicicletas Mas isto j largamente desrespeitado hoje Segundo a resoluo do TST no caso do Hospital de Emergncia e Trauma de Joo Pessoa exposto no incio deste texto seria legal terceirizar os servios administrativos de limpeza cozinha e segurana atividadesmeio mas no seria permitido terceirizar o atendimento de sade atividadefim como os servios executados por mdicos enfermeiros dentistas nutricionistas psiclogos assistentes sociais fisioterapeutas e tcnicos de enfermagem Muitas lutas j foram desenvolvidas pelas entidades sindicais para combater a terceirizao no seio das categorias como tambm contra a aprovao do PL n 4330 Contudo por ser um processo caracterstico da dinmica capitalista a terceirizao deve ser atacada da maneira mais global possvel avanando para reestatizar antigas empresas pblicas privatizadas para proibir a contratao de prestadores de servios e realizar concursos para parar de pagar as dvidas pblicas e reverter ao povo todo o montante de recursos que hoje vai para as contas dos especuladores financeiros para enterrar de vez o PL n 4330 e proibir tambm a terceirizao nas atividadesmeio para reduzir a jornada de trabalho e acabar com a farra das horas extras para assegur
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ar o pagamento do salrio mnimo estipulado pelo Dieese para garantir um fiel cumprimento das normas de segurana no trabalho para expropriar todas as empresas que mutilam assassinam ou escravizam operrios Esta uma tarefa para o conjunto da classe trabalhadora e que s poder ser alcanada com uma grande dos trabalhadores e de seus sindicatos de todos os setores revolucionrios e progressistas do Pas Rafael Freire presidente do Sindicato dos Jornalistas da Paraba Em Rocha Miranda bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro o Cine Guaraci foi parcialmente destombado por uma iniciativa do vereador Jair de Mendes Gomes PROS e est prestes a se tornar uma loja de departamentos da rede Nalin A burguesia destri tudo aquilo que eleve o senso crtico da classe trabalhadora e principalmente o da juventude que possui tudo que eles mais temem a rebeldia e a esperana Arrancam o lazer sucateiam a educao extirpam a cultura e escondem a histria dos nossos povos Aqueles que verdadeiramente foram os heris da nao so invisibilizados e tudo o que diz respeito ao bem estar social ceifado do convvio comunitrio Essa contradio fica evidente pelo fato da classe dominante focar somente no lucro e nunca no bem estar do povo A verdade que a cultura possui incentivo financeiro somente nas zonas mais ricas e influentes da cidade como no Centro e na Zona Sul Dessa forma os moradores da periferia precisam se deslocar durante horas em um transporte pblico precrio para assistir a um espetculo de teatro ou assistir a um filme Excluem os espaos de lazer e entretenimento para a classe trabalhadora pois desde que trabalhem e consumam est tudo bem necessrio se colocar nos espaos de mobilizao e articulao para a permanncia desses espaos A cultura um elemento central na constituio do indivduo Alm da formao crtica gera emprego e renda saberes conhecimento entretenimento e lazer ao povo Os integrantes do movimento j pensaram e integraram diversas aes entre elas a coleta de assinaturas em praas e parques do subrbio como o Parque Madureira intervenes culturais com organizaes parceiras atos em defesa da cultura e do Cine Guaraci Quando vamos debater cultura na cidade maravilhosa temos que nos perguntar maravilhosa para quem A resposta clara somente quem tem dinheiro e no precisa se preocupar se vai ter o que comer no dia seguinte tem acesso uma cultura de qualidade educao e conhecimento A proposta do movimento incentivar o movimento cultural no subrbio seio da classe trabalhadora fluminense necessrio promover atividades ldicas e artsticas mas tambm que atendam as necessidades da juventude daquela rea que aumente a perspectiva de vida desses jovens Queremos um bairro vivo a cultura o passo principal para que as pessoas de um lugar possam viver para alm de trabalhar No nascemos apenas para ser mo de obra temos direito arte e lazer E junto disso vem tudo de melhor disse Tain Andrade coordenadora do movimento quando questionada acerca do impacto gerado pela construo de um centro cultural e no de uma loja de departamentos Fica clara a importncia da mobilizao popular em perodos em que o fascismo avana e a cultura atacada No iro calar os moradores da periferia No dia 28 de agosto foi realizado um ato em defesa do Cine Guaraci em um palco aberto que contou com artistas locais e moradores das redondezas Os moradores da periferia tambm merecem acesso cultura nossos jovens no aguentam mais o descaso urgente assegurar os direitos bsicos da populao e garantir uma vida digna aos trabalhadores No dia 28 de agosto os movimentos de luta e defesa da Reforma Urbana tomaram as ruas do Brasil para se manifestar e cobrar a realizao de uma reforma urbana Nossas cidades no podem continuar atendendo somente ao interesse de poucos Temos direito a cidades com moradia digna transporte pblico de qualidade trabalho decente educao sade e cultura Em Belm do Par a Marcha pela Reforma Urbana reuniu cerca de 200 pessoas na Rodovia Augusto Montenegro com concentrao na entrada do Conjunto Satlite e caminhada rumo ao Palcio dos Despachos para a entrega da plataforma de reivindicaes ao Governador Simo Jatene Uma comisso de sete pessoas foi recebida pelo subchefe da Casa Civil que cobrou uma audincia com o governador As principais reivindicaes apresentadas pelos movimentos foram eleio e posse do Conselho Estadual das Cidades e do Fundo Estadual de Habitao de Interesse Social implementao da poltica estadual de habitao adeso do Par ao Programa Federal Mais Mdicos constituio e funcionamento imediato de uma Comisso Estadual de Preveno a Despejos Forados de acordo com orientaes do Ministrio das Cidades com a suspenso imediata de todas as remoes concluso de todas as obras paradas Aps a mobilizao o Governo assumiu compromisso de realizar audincia com o Movimento de Reforma Urbana at o dia 10 de setembro antes da Conferencia Estadual das Cidades Fernanda Lopes Belm O estado de So Paulo possui atualmente segundo os nmeros divulgados at o dia 2904 2247 mortes devido a Covid19 e mais de 26 mil casos j confirmados sendo um dos estados onde a proliferao da doena se tornou mais alarmante Os locais com maior concentrao de casos no so os que possuem maior nmero de habitantes idosos e sim aqueles localizados nas periferias do estado como a Brasilndia Sapopemba e Itaquera que lideram o nmero de mortes na grande So Paulo Os moradores dessas regies alm de apresentarem dificuldades para realizar o isolamento social j que a realidade nas periferias a de ao menos cinco moradores por casa residindo em condies precrias e sem saneamento bsico so os que mais dependem do sistema pblico de sade Entrevistamos uma funcionria de um hospital de So Paulo que preferiu no se identificar a tambm pediu para no publicar seu local de trabalho relatou O hospital no est mais distribuindo mscaras para os funcionrios Enfermeiros e recepcionistas que tem contato direto com os pacientes tem que trabalhar sem equipamentos de proteo e recebemos a notcia de que uma das recepcionistas j foi contaminada O que vemos na televiso com funcionrios totalmente equipados uma iluso Somos obrigados a carregar caixas cheias de amostras onde existe 50 de chance de haver infeco sem os equipamentos necessrios Os funcionrios tem medo de se recusarem ainda que estejam certos e colocar seus empregos em risco Os resultados demoram ao menos duas semanas para ficar prontos Devido a esse cenrio preocupante que se reflete em hospitais pblicos e at mesmo nos particulares os nmeros de funcionrios contaminados cresce cada vez mais Estimase que ao menos 32 mil profissionais de sade estejam afastados devido ao coronavrus Porm a suspeita de que os dados estejam sendo contidos ou amenizados em sua divulgao uma vez que os nmeros parecem no refletir as condies reais dos funcionrios e da populao e estimase uma perda de trabalhadores bem maior O acesso a sade pblica de qualidade deve ser um direito para todos defendido e apoiado pelo Estado Sem estruturas como o SUS Sistema nico de Sade em pases como os Estados Unidos por exemplo o que vemos so pessoas que se recusam a procurar assistncia mdica por medo dos altos valores cobrados posteriormente e os nmeros de casos crescem desenfreadamente numa medida maior que no resto do globo Mais de 75 da populao brasileira depende dos hospitais pblicos para sobreviver e estes vem sendo cada vez mais sucateados ao longo dos anos Na rea de sade mais especificamente o oramento foi reduzido em 30 bilhes nos ltimos quatro anos e entidades afirmam que a Emenda Constitucional apresenta um forte risco no combate ao Covid19 O Estado no oferece o suporte necessrio para a sade pblica e os hospitais tendem a colapsar durante as prximas semanas Os funcionrios esto sendo deixados ao acaso lutando todos os dias para ajudar o povo mas sem ter as condies necessrias para trabalhar em segurana Dessa forma o urgente o fortalecimento e aprimoramento do SUS pois somente atravs dele poderemos avanar no combate ao coronavrus de modo justo pela vida dos trabalhadores pelo fim do teto de gastos e pelo acesso sade pblica e de qualidade para todos A reunio do frum foi convocada pela Ordem dos Advogados Foi realizada no ltimo dia 20 na sede da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas mais uma reunio de sindicalistas convocados pela OAB para organizar o Frum em Defesa da Aposentadoria Participaram cerca de 50 representantes de vrias entidades que se comprometeram em mobilizar as bases para lutar contra o verdadeiro genocdio que a 2872016 representa no s por tirar o direito de aposentadoria de milhares de brasileiros mas tambm por ameaar toda a poltica de Previdncia Social que garante direitos como licenamaternidade aposentadoria por invalidez auxlio doena entre outros Em todas as avaliaes feitas durante a reunio os integrantes da OAB e os sindicalistas consideraram os riscos sociais da aprovao desta lei que vai atingir no somente os beneficirios mas tambm o comrcio de pequenas cidades onde a contribuio dos pensionistas e aposentados chega a representar um fluxo financeiro maior do que a Fundo de Participao dos Municpios FPM representando um impulso fundamental para a economia local A posio colocada pela OABAlagoas seguiu o posicionamento nacional assumido pela Ordem contra a Reforma da Previdncia A PEC 2872016 tem sido apresentada pelo governo sob discurso de catstrofe financeira e dficit que no existem evidenciandose grave descumprimento aos artigos 194 e 195 da Constituio Federal que insere a Previdncia no sistema de Seguridade Social juntamente com as reas da Sade e Assistncia Social sistema que tem sido ao longo dos anos altamente superavitrio em dezenas de bilhes de reais denuncia a carta Os sindicalistas aprovaram a participao geral em manifestaes na capital e tambm foram sugeridas caravanas ao interior do Estado e outros atos de protesto que sero organizados conjuntamente Esse um momento de superarmos as divergncias e unirmos foras em defesa dos direitos do povo brasileiro que esto sendo duramente atacados por essa elite golpista e reacionria que est no Governo e tem maioria no Congresso declarou Magno Francisco que participou da reunio representando o Movimento Luta de Classes MLC A primeira mobilizao para protestar contra os ataques Previdncia Social ser no dia 08 de maro Dia Internacional da Mulher Ser importante a participao de todas e tambm dos companheiros nesse ato j que uma das grandes injustias dessa reforma em debate no Congresso a de igualar o tempo de aposentadoria entre homens e mulheres desconsiderando a dupla e tripla jornada de trabalho a que as mulheres so submetidas porque sobre elas reca o acmulo de responsabilidades no cuidado dos filhos na rotina de tarefas domsticas e na manuteno econmica da famlia destacou Lenilda Luna militante do Movimento de Mulheres Olga Benario Redao Alagoas A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal votou pela inconstitucionalidade do decreto 990819 que determina que o ministro da Educao pode indicar interventores para a direo dos Centros Federais de Educao Tecnolgica CEFET passando por cima da escolha da comunidade acadmica Por Redao Rio EDUCAO No ltimo dia 26 o Supremo Tribunal Federal STF julgou a Ao Direta de Inconstitucionalidade ADI 6543 movida pelo mandato do deputado federal Glauber Braga PSOLRJ pedindo a derrubada do decreto do presidente Jair Bolsonaro que autorizava o Ministrio da Educao a intervir na direo Centros Federais de Educao Tecnolgica Essa articulao contou com a participao de DCEs centros acadmicos grmios ADCEFET SINDCEFET do SINASEFE e da Federao Nacional dos Estudantes em Ensino Tcnico FENET Em 2019 dezenas de institutos e universidades federais sofreram interveno do MEC que se negou a empossar os diretores e reitores eleitos pela comunidade acadmica A ADI julgada semana passada pelo Supremo derrubou apenas o decreto que permitia esse tipo de interveno nos CEFETs protegendo os atualmente existentes CEFETRJ Centro Federal de Educao Tecnolgica Celso Suckow da Fonseca e CEFETMG Centro Federal de Educao Tecnolgica de Minas Gerais Esta derrubada um marco democrtico pois tambm serve de referncia perante o cumprimento das normas sobre a nomeao de reitores para a institutos federais criando precedente para assim ser respeitada a escolha do candidato mais votado nos institutos Foi uma importante derrota do projeto bolsonarista de interveno na educao mas precisamos seguir lutando pela reconquista da autonomia e da democracia em todas as instituies de ensino do pas disse Caio Sad coordenadorgeral da FENET Antes da interveno no CEFETRJ foram derrubadas as intervenes de Bolsonaro em 2019 no IFBA Instituto Federal da Bahia e em 2021 no IFRN Instituto Federal do Rio Grande do Norte atravs de aes na justia O IFSC Instituto Federal de Santa Catarina o nico instituto federal atualmente sob interveno cujo processo est na justia No pas muitas universidades tambm se encontram sob interveno A virada promovida pelo IFBA CEFETRJ e IFRN so determinantes para afrontar e derrotar a nvel nacional o projeto intervencion
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ista de destruio da educao de Bolsonaro Redao Cear No dia 10 de abril em plataforma virtual o Diretrio da Unidade Popular no Cear realizou seu 1 Encontro de Mulheres Tratando de assuntos como violncia s mulheres participao feminina na poltica e a histria da luta do movimento de mulheres no Brasil A abertura do evento contou com a saudao de mulheres dos partidos PDT PCB PT e PSOL A discusso sobre o combate a violncia s mulheres contou com a presena de Amanda Bispo coordenadora da Casa de Referncia para Mulheres Helenira Preta na cidade de Mau SP espao organizado pelo Movimento de Mulheres Olga Benario que atende mulheres em situao de violncia desde 2017 Catarina Matos militante da UP e integrante da direo estadual do Olga coordenou o debate A mesa sobre participao das mulheres na poltica foi composta por duas mulheres que foram candidatas pela UP nas ltimas eleies Claudiane Lopes jornalista e coordenadora do Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas MLB que foi candidata a vereadora na capital cearense e Lenilda Luna sindicalista servidora da Universidade Federal de Alagoas UFAL que foi candidata a prefeita de Macei AL J o debate sobre a histria da luta do movimento de mulheres contra a ditadura militar at as lutas atuais contra o avano do fascismo foi coordenador por Paula Colares presidenta estadual da UP no Cear candidata a prefeita de Fortaleza nas ltimas eleies e contou com as participaes de Bruna Santos militante da UP em Juazeiro do Norte e Samara Martins vicepresidenta nacional da UP e dentista do SUS A realizao deste 1 Encontro ocorre em um momento importante para avanar a organizao das mulheres na luta contra o fascismo por polticas pblicas vacina para o povo comida na mesa e principalmente para derrubar esse governo genocida afirmou Paula Colares Em 2020 o Estado do Cear foi o 7 no ranking nacional de denncias de violncia mulher De acordo com a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos foram 2161 denncias de violncia domstica e 992 em todos os outros tipos Tambm em 2020 um levantamento da Rede de Observatrios da Segurana sinalizou que foram 47 feminicdios no estado Alm disso dos 22 assentos da bancada cearense na Cmara dos Deputados somente um deles ocupado por uma mulher Analisar a poltica externa dos Estados Unidos da Amrica um fator importante para a compreenso das geopolticas em todo o globo As estratgias de poder dessa superpotncia imperialista trazem consequncias a quase todos os pases em diferentes campos de atuao em especial na Amrica Latina Igor Marques INTERNACIONAL A partir da dissoluo da URSS a atuao dos EUA no plano global baseada em uma ideia de manuteno do pas como fonte nica do poder econmico poltico e militar no globo Isso caracteriza toda a atuao externa dessa superpotncia que tenta se legitimar como potncia hegemnica em uma ideia de conteno de outros pases imperialistas no cenrio geopoltico como Rssia e China Os Estados Unidos se projetam cada vez mais seguindo sua tradio histrica como uma potncia imperialista com pretenses globais hegemnicas A aliana desse pas capitalista com Wall Street e a ao da OTAN fazem ele deter um monoplio da fora em mbito global Os presidentes estadunidenses atuam como ditadores globais A estratgia por trs dessa atuao iniciada no imediato psGuerra Fria sofre um aprofundamento aps os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 Nesse contexto os partidos burgueses dos Estados Unidos tm a justificativa perfeita para a ampliao da sua hegemonia a Guerra ao Terror A ao do Estado estadunidense no ps2001 certamente marcada por um aumento dos ataques desse pas contra os povos do mundo Os EUA passam em razo da construo da chamada Guerra ao Terror a se inserir em um processo de cada vez maior controle do Estado por lobistas e por grandes empresas sobretudo nesse caso da indstria blica A Guerra ao Terror legitimou a aplicao de diversas leis antiterroristas como o USA Patriot Act que propiciavam uma intensa violao dos direitos humanos e dos direitos civis na sociedade estadunidense algo que seria seguido por muitos dos pases ocidentais Segundo Moniz Bandeira o USA Patriot Act a partir da aberta definio de atos de desobedincia civil como terrorismo domstico impulsiona a configurao de um regime policial com traos semelhantes aos da Itlia fascista e da Alemanha Nazista com grande perseguio a grupos polticos de esquerda e a movimentos sociais De fato seguida por uma atuao direta de membros de Wall Street e da Indstria de Defesa no governo a burguesia internacional propicia o caminho perfeito para que o imperialismo estadunidense se propague rumo a seus ideais de dominao mundial Tanto o Partido dos Democratas quanto o Partido dos Republicanos mantm em todos os sentidos uma poltica imperial apesar da suavizao de discursos trazida pelos governos Democratas com Obama e com seu vice e atual presidente Joe Biden O governo Bush apoiado em ideais conservadores e com grande apoio das empresas da indstria de defesa constri sua poltica externa apoiado em ideais remanescentes do governo Reagan como a suposta expanso da democracia a pases ditos autoritrios e o aumento dos investimentos em defesa Alm da suposta retaliao aos terroristas que atacaram os EUA essa poltica tinha a ideia de projeo do pas nessa estratgica rea no contexto geopoltico mundial de modo que a presena nessa regio era imprescindvel para uma possibilidade de dominao global por parte dos EUA Nisso nada se diferenciam os democratas Juntamente com sua Secretria de Estado Hillary Clinton o governo Obama foi uma necessidade por parte dos EUA e das grandes corporaes as quais esse governo se apoiou em suavizar os ataques e discursos do governo estadunidense porm sem mudar os ataques A verdade que o imperialismo estadunidense necessita de guerras para manter e expandir as necessidades do processo produtivo do pas A dominao global e sempre ser o ideal mximo dessa potncia imperialista e para isso a construo das condies e dos inimigos para esses conflitos essencial para esse imprio As guerras nunca foram por questes humanitrias e muito menos por democracia mas sim para defender concretamente seus interesses econmicos Tanto os democratas quanto os republicanos continuaram aumentando os ataques de drones e as violncias humanitrias praticadas em nome do imperialismo Morreu nessa terafeira 2309 em Recife o artista plstico pernambucano Abelardo da Hora 90 anos em consequncia de uma insuficincia cardiorrespiratria Escultor desenhista ceramista gravurista e poeta Abelardo da Hora dedicou sua vida arte e luta do povo brasileiro por justia e igualdade social Comunista por convico Abelardo foi preso diversas vezes durante a ditadura militar Leitor assduo do jornal A Verdade em suas obras sempre buscava retratar a realidade dos mais pobres denunciar a fome e a pobreza e promover a verdadeira cultura popular Nascido em So Loureno da Mata na Regio Metropolitana do Recife Abelardo da Hora autor de mais de 1800 obras entre esculturas cermicas e desenhos alm de ter sido um dos fundadores do Movimento de Cultura Popular MCP Com sua morte a arte brasileira perde um de seus representantes mais importantes Nas centenas de obras espalhadas pelo Recife Abelardo da Hora sempre viver Redao Adriano Diogo gelogo sanitarista formado pela USP Nasceu em 30 de maro de 1949 no bairro da Mooca Zona Leste de So Paulo Em 1969 entrou no curso de Geologia na Universidade de So Paulo e passou a organizar o movimento cultural na universidade Era integrante do Grupo de Teatro Politcnico o GTP como ficou conhecido modelo de ao cultural contnua no meio estudantil Por sua participao destacada no movimento estudantil na USP e sua luta contra o regime ditatorial de Emlio Garrastazu Mdice Adriano Diogo foi preso e torturado pela Operao Bandeirantes Oban em 1971 Libertado em 1973 organizou a luta pela anistia e pelos direitos humanos Engajouse nas reivindicaes populares e foi um dos lderes do movimento de moradia dos encortiados do Centro da cidade de So Paulo e do bairro da Mooca Foi eleito quatro vezes vereador da Capital e hoje deputado estadual pelo PT Por proposta sua a Assembleia Legislativa criou a Comisso Estadual da Verdade Foi sobre a criao da Comisso e a violao dos Direitos Humanosnos dias de hoje que o jornal A Verdade conversou com Adriano Diogo A Verdade Na sua opinio quais so os objetivos a serem alcanados pelas Comisses da Verdade seja a nacional ou a criada pela Assembleia Legislativa do Estado de So Paulo Deputado Adriano Diogo A Comisso da Verdade uma enorme responsabilidade e um enorme desafio ela significa uma tentativa do povo brasileiro de encerrar um perodo histrico que aparentemente terminou em 1985 mas que os efeitos permanecem at hoje As pessoas acham que em 1988 quando veio a nova Constituio se criou um marco legal brasileiro que iniciou um novo perodo isso em parte verdade Se a Comisso da Verdade conseguir levar at as ltimas consequncias seus objetivos ela encerra o ciclo do Regime Militar Sem exageros podemos dizer que o Regime Militar comeou em 1964 e poder acabar em 2014 se a Comisso da Verdade apurar quem deu o golpe quem se apropriou do Estado brasileiro quem assassinou tantos brasileiros e quem usufruiu econmica poltica e militarmente do golpe Se a Comisso da Verdade for um processo de massas compreendido como uma das etapas da luta do povo brasileiro na busca de sua libertao e afirmao ela pode ser importante para iniciar uma nova etapa na histria do Brasil Outro ponto importante que a Comisso da Verdade pode representar um ponto de unificao de setores que estiveram unidos na resistncia Ditadura e depois se pulverizaram Se ela virar um verdadeiro movimento nacional pode reaglutinar foras que esto em campos distintos e significar um novo avano democrtico para o povo brasileiro Voc esteve presente no lanamento da Comisso Nacional em Braslia Qual sua expectativa Se a Comisso Nacional no delegar poder e responsabilidades para as Comisses estaduais e municipais das universidades dos sindicatos de entidades com a OAB que foi criada recentemente na cidade de So Paulo se ela no souber fazer esta capilaridade eu acho que dificilmente as Comisses sobrevivero A Comisso Nacional tem uma enorme tarefa junto aos patriotas que desejam participar dessa releitura da histria que a de atribuir responsabilidades e o Estado brasileiro tem a responsabilidade tambm de abrir seus arquivos para que o povo saiba a verdadeira histria do nosso pas Ou seja como o golpe foi dado e como eles conseguiram manter um Estado de exceo por 20 anos No caso de Manoel Lisboa dirigente do PCR assassinado sob torturas na priso o Exrcito afirma que ele morreu num tiroteio em So Paulo inclusive no livro Memrias de uma Guerra Suja com depoimentos do torturador Cludio Guerra h outra verso para seu assassinato to mentirosa quanto Voc acredita que casos como este sero investigados pela Comisso da Verdade Eu acredito que os fatos esto documentados que esses documentos esto muito bem guardados que no foram destrudos e que chegou a hora de serem conhecidos A Comisso Nacional da Verdade fez uma visita ao governador de So Paulo Geraldo Alckmin pedindo acesso a todos os arquivos evidente que a histria desse companheiro muito relevante e tem que vir a pblico Eu acho que as histrias que o Cludio Guerra conta tm verdades distores e mentiras Eu li a edio do jornal A Verdade em que foi publicada que esta histria estava errada que no corresponde realidade mas eu acho que o livro do Cludio Guerra contribui para revelar a metodologia utilizada pela Ditadura Esta e outras histrias tm que vir a pblico Voc tem acompanhado os casos de assassinatos principalmente da juventude pobre cometidos pela Polcia Voc v relao entre essas mortes e uma cultura que ainda persiste depois da Ditadura Exatamente Essa escola do Coronel Telhada do Bolsonaro do Rio de Janeiro do Coronel Curi do General Ustra forma gente nos quartis at hoje As Polcias Militares foram fundadas na Ditadura como fora auxiliar das Foras Armadas sendo portanto equiparadas com soldados em guerra e soldados em guerra tm um s objetivo matar ou ferir seu inimigo Essa filosofia persiste E quem so os inimigos desses soldados em guerra O povo Enquanto isso no mudar a permissividade da pena de morte vai existir Um soldado no v a morte como abuso de poder como exceo Ele v como consequncia natural da guerra Por isso vivemos nesse clima permanente de guerra civil Qualquer jovem negro principalmente da periferia trajado como rapper ou um motoboy por exemplo pode ser alvejado porque sua roupa o leva a suspeio E na guerra ningum punido ao contrrio voc promovido por matar quanto mais mortes mais heroico seu ato Essa lgica no leva a nada Em uma guerra quanto mais um lado se fortalece o outro busca se fortalecer isso resulta na morte para os dois lados Tem que haver uma refundao do Estado brasileiro Assim como o Brasil precisa de um novo reordenamento poltico porque os grandes partidos polticos no respondem mais s expectativas necessrio um reordenamento jurdicomilitar organizacional principalmente das polcias que no do mais conta no do conta da democracia da diversidade de opinio Muitas vezes esses jovens que so presos mortos so intimidados e interrog
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ados porque no aceitam a forma da abordagem e respondem de forma dura ento quase um delito de opinio Qual mensagem gostaria de deixar para nossos leitores Eu quero parabenizar vocs eu acho que vocs tm um esprito de agregar de formar gente dentro de uma tica transformadora uma tica revolucionria porque no existe gerao espontnea a juventude tem que ter uma causa uma forma de se organizar como vocs fazem reunindo tantos jovens acalentando um sonho de transformao e da revoluo brasileira Vivian Mendes So Paulo Para bens dep adriano diogo um abrao do seu amigo lucio pinheiro no golpe de 1964 os militares agiram politicamente Secretaria de Segurana do RN aponta que em 2022 229 crianas e adolescentes foram abusados sexualmente Em relao a 2021 representa um aumento de 45 Educao sexual nas escolas poderia mudar esse quadro incentivando a mais meninas e meninos a denunciarem abusos Kivia Moreira Natal Desde o incio desse ano cerca de 229 crianas e adolescentes foram estuprados no Rio Grande do Norte conforme dados da Coordenadoria de Informaes Estatsticas e Anlise Criminal da Secretaria de Estado de Segurana Pblica e da Defesa Social CoineSesed Em outras palavras significa que a cada 19 horas uma criana ou adolescente estuprado no estado E esses dados representam cerca de 75 dos casos notificados no primeiro semestre de 2022 representando um aumento de 45 em relao ao ano passado Apesar dos dados j serem absurdos ainda h casos que no so notificados ou denunciados podendo representar nmeros bem maiores Uma das formas de enfrentar esse cenrio seria a educao sexual nas escolas Isto porque a partir do conhecimento do que abuso bem como compreender que a criana e adolescente possuem autonomia e devem ter seus corpos respeitados possvel que a vtima se incentive a fazer a denncia Entretanto vale destacar que a maior parte dos abusos sexuais so cometidos por familiares da vtima conforme Paoulla Maus diretora da Polcia Civil Dessa maneira a educao sexual no depende somente da famlia dos jovens mas principalmente das escolas e ambientes de convivncia das crianas e dos adolescentes tendo em vista que longe do agressor o jovem pode se sentir mais confortvel em fazer a denncia Apesar dos esforos para combater os abusos infantis a violncia contra as crianas um problema estrutural do sistema capitalista por causa da sexualizao dos corpos dos indivduos a fim de lucrar em cima deles a exemplo da prostituio Por isso alm da luta essencial pelo fim do abuso infantil conectada luta por acesso da educao sexual aos jovens imprescindvel a luta pelo fim do capitalismo sistema que explora corpos de crianas e adolescentes para construir um sistema que a juventude tenha o direito de viver de forma digna que no sistema socialista A grande mdia jogou uma p de cal no Massacre do Parque Oeste Industrial Ns no entanto no nos esqueceremos jamais Seguiremos a luta do Sonho Real Essa que fora a maior ocupao urbana da Amrica Latina s fortalece nossa ousadia e mais que esperana certeza de que sim possvel construir um mundo mais justo onde nenhuma famlia se veja privada do furtada do direito ao teto O Sonho Real fora erguido em 2004 quando centenas de famlias no tendo as condies de arcar com valores extorsivos do aluguel desempregadas ou em subempregos e face a um Estado que no se envergonha descumprir a Constituio ocuparam trs reas no bairro Parque Industrial Oeste em Goinia A rea ocupada pelas famlias no cumpria sua funo social segundo relatrio do Ministrio Pblico Federal era um lote destinado especulao imobiliria como tantas outras reas ocupadas pelo povo pobre Segundo o relatrio do MPF no dia 09 de setembro de 2004 a juza estadual Grace Corra Pereira proferiu a deciso determinando o despejo das famlias que ali viviam o que se desdobrou nas operaes Inquietao e Triunfo Os nomes falam por si Assumidamente terrorista a Operao Inquietao foi uma estratgia de guerra contra as famlias com bombas de efeito moral lanadas durante as madrugadas o corte no fornecimento de energia e gua etc Foram 10 dias de tortura fsica e psicolgica coletiva Sua misso consistia em enfraquecer a resistncia dos moradores No bastando admitir o terrorismo no nome da operao ao invs de dele se avergonhar o governador e o prefeito que hoje se repete no cargo ris Rezende haviam prometido em campanha a manuteno das famlias no Sonho Real A mentira e a covardia escancaram que para o grande capital que monopoliza terras no campo e na cidade vale tudo na guerra contra o povo pobre que na falta do Estado para garantir seus direitos tem nele o seu carrasco quando ousa reivindiclos O Estado de Gois seguiu em sua violao frontal aos Direitos Humanos no dia 16 com a Operao Triunfo triunfo do latifndio urbano e do fascismo mascarado de segurana pblica A Unidade Popular o Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas e o Alto da Boa Vista sadam a memria e as famlias de Wagner da Silva Moreira e Pedro Nascimento da Silva mrtires dos trabalhadores que por lutarem foram covardemente assassinados em clara execuo Afora esses heris cujos nomes no puderam os algozes apagar da histria os moradores denunciaram tantos outros executados que foram jogados em cisternas prximas rea desocupada e tantos outros velados noutros municpios no contados oficialmente nas baixas No nos esqueceremos tambm dos 800 guerreiros populares sequestrados e injustamente encarcerados 2500 ocupantes foram forosamente transferidos para o Ginsio de Esportes no Novo Horizonte feito de verdadeiro campo de concentrao pelo Estado criminoso Ao longo de sua permanncia ali muitos trabalhadores pobres no resistiram insalubridade do alojamento obviamente imprprio habitao humana Passados nove anos o Tribunal de Justia de Gois concluiu que no houve excesso pela polcia A grande mdia jogou uma p de cal no Massacre do Parque Oeste Industrial Ns no entanto no nos esqueceremos jamais Seguiremos a luta do Sonho Real Essa que fora a maior ocupao urbana da Amrica Latina s fortalece nossa ousadia e mais que esperana certeza de que sim possvel construir um mundo mais justo onde nenhuma famlia se veja privada do furtada do direito ao teto Direitos Humanos se exigem de cabea erguida e no se imploram de joelhos Olhamos para o Alto tomamos o exemplo do Sonho Real fazendo justia sua memria e herosmo O Alto da Boa Vista resiste A excelncia do debate foi em volta do papel revolucionrio do A Verdade como um instrumento dos trabalhadores que lutam por libertao Por Redao O Movimento de Mulheres Olga Benrio do Cear realizou projeto de resgate da histria de dez mulheres torturadas desaparecidas e assassinadas pela ditadura militar brasileira O projeto foi realizado nas comunidades em parceria com o Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas MLB A atividade levou ao povo a oportunidade de conhecer a vida e a luta de mulheres como Jana Moroni Barroso 19481974 CE urea Eliza Pereira 19501974 MG Therezinha Viana de Assis 19411978 SE Nilda Carvalho Cunha 19541971 BA Alceri Maria Gomes da Silva 19431970 RS Gastone Lcia de Carvalho Beltro 19501972 AL sis Dias de Oliveira 19411972 SP Lourdes Maria Wanderley Pontes 19431972 PE Anatlia de Souza Melo Alves 19451973 RN e Miriam Lopes Verbena 19461972 PA A pesquisa foi levantada de acordo com as informaes do livro Luta substantivo feminino uma publicao da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e da Secretaria Especial de Polticas para as Mulheres do Governo Federal A recepo da populao nos bairros foi de muita indignao e revolta por saber que mulheres foram brutalmente torturadas estupradas e assassinadas simplesmente por defenderem um pas democrtico e justo Como bem falou Anatilde do Nascimento do Conjunto Habitacional Brbara de Alencar foi muito bom para ns donas de casa e trabalhadoras conhecermos essas histrias to tristes mas de muita luta Me sinto forte para lutar como elas por sade creches para as nossas crianas trabalho e por um Brasil melhor para todos Essas mulheres sim so as nossas verdadeiras heronas E no aquelas que a televiso mostra nas novelas Ao final do projeto um ato poltico na Praa do Ferreira no Centro de Fortaleza foi realizado com o objetivo de mostrar sociedade o esprito de dar continuidade luta dessas mulheres exigindo a imediata abertura dos arquivos da ditadura e a punio dos torturadores e assassinos das verdadeiras heronas do povo brasileiro As manifestaes do ELE NO em 2018 os atos realizados no Dia Internacional da Mulher 8M dos anos 2019 a 2022 e uma srie de outras mobilizaes seguintes foram exemplos de como as mulheres so linha de frente quando se trata de fazer oposio ao governo Bolsonaro Movimento de Mulheres Olga Benario Vejamos alguns exemplos de pronunciamentos que vimos desde sua campanha para presidncia em 2018 Foram quatro homens a quinta eu dei uma fraquejada e veio mulher falando sobre seus filhos ela no merece ser estuprada porque ela muito ruim falando sobre a deputada federal Maria do Rosrio quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher fique vontade sobre estrangeiros fazerem turismo sexual no Brasil seria incapaz de amar um filho homossexual como eu estava solteiro naquela poca esse dinheiro de auxliomoradia eu usava para comer gente declarando como usava o auxliomoradia quando era deputado ela queria dar o furo se referindo com duplo sentido reprter que o questionou em entrevista Alm disso somente no ano de 2020 Bolsonaro foi responsvel por 175 agresses contra jornalistas e assdios carregados de misoginia quando as profissionais eram mulheres Ele no sabe responder quando questionado por seus crimes e pelas mentiras que espalha por isso ataca os que cumprem o papel de buscar a verdade e respostas sobre fatos Isso explica porque frequentemente faz ataques democracia brasileira urna eletrnica e diversas apologias ao golpe de estado e ditadura militar Desde antes de ser eleito declara que tem como dolo Brilhante Ustra e outros homens que torturaram estupraram e assassinaram mulheres em nome de um regime que tinha como principal objetivo aumentar a explorao da classe trabalhadora para beneficiar o capital imperialista afinal era preciso fazer o bolo crescer para depois repartilo mais uma falcia Relembremos um pouco a realidade das mulheres na ditadura militar enquanto o suposto milagre econmico estava a todo vapor 644 da populao recebia no mximo dois salriosmnimos cerca de 28 mil adultos passavam fome foram assassinados mais de 8 mil indgenas 52 crianas morriam por hora eram 71 milhes de subnutridos Muitas mes tias avs organizavam campanhas contra a carestia assim como ocorre hoje por que no era possvel viver nesse sistema da fome Muitas tambm sofrem at hoje com a morte tortura e desaparecimento fruto da perseguio aos pobres naquela poca Foram cerca de 500 mortos e 20 mil torturados Centenas de desaparecidos que at hoje no tiveram seus corpos encontrados Nessa poca tambm eram cometidos inmeros feminicdios e no existia sequer uma delegacia da mulher criada em 1985 fruto da luta das feministas Eram milhares de casos de violncia sem consequncias para os agressores e nem perspectiva para as mulheres Disseram que no queriam informao alguma apenas matla de forma lenta e cruel como merecem os terroristas Foi estuprada Era obrigada a limpar a cozinha completamente nua ouvindo gracejos e obscenidades grosseiras Esse um relato sobre Ins Etienne Romeu retratado na matria Torturadas pela ditadura por no seguirem o exemplo das Mulheres de Atenas Bancria militante contra a ditadura uma das mulheres torturadas por no concordar com o regime isso que Bolsonaro quer para as mulheres que no concordam com seu governo de explorao Bolsonaro sabe que o povo e principalmente as mulheres so contra seu governo por isso ataca a democracia e tentar impor um regime autoritrio ditatorial classe trabalhadora que j no suporta mais a situao do pas As mulheres que j demonstraram que no aceitariam caladas o machismo a misoginia e o dio de classe principalmente s trabalhadoras de nosso pas devem ir s ruas no dia 7 de setembro lutar pela garantia da democracia por nossas vidas e principalmente pelo poder popular Homem de Cincia e Lutador Socialista Assim
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como Darwin descobriu a lei do desenvolvimento da natureza orgnica Marx descobriu a lei do desenvolvimento da natureza humana Marx descobriu tambm a lei especfica que move o atual modo de produo capitalista e a sociedade burguesa criada por ele Mas ele no se contentava com os estudoscom as brilhantes concluses a que chegava como resultado de suas investigaes O que considerava a verdadeira misso de sua vida Marx era acima de tudo um revolucionrio Cooperar para a derrubada da sociedade capitalista contribuir para a emancipao do proletariado A luta era seu elemento Engels discurso no tmulo de Marx em 1731883 O interesse pelo estudo pela pesquisa para entender os fenmenos em sua essncia e no apenas em sua aparncia acompanhou desde a mais tenra idade Karl Einrich Marx que nasceu em Treves Prssia Alemanha no dia 5 de maio de1818 O pai Einrich Marx e a me Henriqueta Pressburg eram de origem judaica Os primeiros estudos foram no Liceude Treves mas ele no se limitava aos ensinamentos da escola Freqentava a casa de Ludwig de Westafalen funcionrio do governo prussiano e homem de vasta cultura Outro fator tambm atraa o garoto uma bela menina Jenny filha do sbio amigo e tambm muito interessada em beber na fonte do conhecimento Com ela Marx casarseia aos 26 anos e viveria a vida inteira Em 1835 foi para a Universidade de Bonn mas logo se transferiu para a de Berlimcentro de toda cultura e de toda a verdade como a classificava o filsofo Hegel Foi nela que depois de muito estudo muita reflexo se tornou um jovem hegeliano Marx dedicouse ao estudo da filosofia do direito da histria da geografia e expressava essa nsia de saber nas cartas ao pai e em poesias Abandonou cedo os estudos de Direito para aprofundar os conhecimentos filosficos e obteve o ttulo de doutor em1841 Tentou uma vaga de livre docentemas as universidades prussianas no simpatizavam com livres pensadores A oportunidade de trabalho surgiu quando um grupo de liberais da Rennia fundou um jornal a Gazeta Renana e convidou os jovens hegelianos para a redao Constatou ento que para escrever sobre questes da atualidade como as teorias do socialismo francs e as questes agrrias da Rennia no bastava o saber filosfico tornandose necessrio estudar a fundo a Economia Poltica e o Socialismo Os estudos da economia poltica e do socialismo levaram Marx a romper com a viso hegeliana e aderir ao comunismo Em outubro de 1843 morando em Paris com Jenny com quem se casara em setembro daquele ano escreveu em Anais Francoalemes publicao que dirigiu O sistema de lucro e do comrcio da propriedade privada e da explorao do homem acarreta no seio da sociedade atual um dilaceramento que o antigo sistema incapaz de curar porque ele no cria nem cura mas apenas existe e goza Anais Francoalemes publicou um trabalho intitulado Esboo de uma Crtica da Economia Poltica que Max classificou de genial Era de autoria de Friedrich Engels que por sua vez acompanhava com admirao os escritos de Marx Os dois se encontraram em Paris em setembro de 1844 ocasio em que nasceu uma amizade e uma parceria mpares e fundamentais para a elaborao da teoria do socialismo cientfico Sobre Engelsveja A Verdade n 47 At ser expulso da Frana em 1845 a pedido do governo prussiano Marx conviveu com os operrios conheceu seus movimentos os socialistas utpicos e tericos como Proudhon com quem estabeleceu uma polmica Proudhon escreveu A Filosofia da Misria obra em que criticava os utpicos que pretendiam construir uma nova ordem social sobre os sentimentos paradisacos de fraternidade de amor de abnegao Propunha ao concreta mediante a criao de grupos de produo autnomos que trocariam entre si os produtos criados por eles prescindindo da moeda e estabelecendo relaes de cooperao e solidariedade As atividades seriam organizadas de acordo com as necessidades da Comunidade Marx respondeu em A Misria da Filosofia que Proudhon no compreendeu que as relaes sociais entre os homens esto estreitamente ligadas s foras produtivas No capitalismo medida que a burguesia se desenvolve surge um novo proletariado uma luta travada entre a classe proletria e a burguesia dado o carter contraditrio do sistema pois as mesmas condies nas quais se produz a riqueza se produz a misria A nica soluo justa diz Marx porque provm da situao real organizar a classe oprimida para tornar a luta consciente No decorrer dessas lutas que nascer a nova sociedade alis ressalta isso s poder se suceder quando as foras produtivas tiverem atingido elevado grau de desenvolvimento O Manifesto Comunista e a organizao do proletariado Expulso de Paris Marx foi para Bruxelas onde ingressou na Liga dos Comunistas organizao dos operrios alemes imigrados qual j pertencia Engels A Liga definiu seus princpios e atribuiu a Marx e Engels a tarefa de darlhes forma e fundamentao terica Nasceu o Manifesto do Partido Comunista publicado em 1848 que se tornou a bblia do movimento operrio revolucionrio O Manifesto trata de trs temas essenciais 1 a histria do desenvolvimento da burguesia Sua obra positiva e negativa 2 a luta de classe e o papel do proletariado 3 a ao revolucionria dos comunistas Mal editado o Manifesto Comunista eclode a revoluo de 1848 que destrona a monarquia reinstalada na Frana pela burguesia e se espalha por toda a Europa Marx foi imediatamente preso e expulso de Bruxelas Engels conseguiu se engajar no movimento revolucionrio e participou de vrias batalhas Com a derrota deixou o pas Ambos foram viver na Inglaterra Marx em Londres e Engels em Manchester mas comunicavamse diariamente e voltaram a ser vizinhos 20 anos depois Nesse perodo Marx se dedicou elaborao de O Capital sua principal obra e aos contatos com o movimento operrio A idia surgiu da correspondncia entre militantes operrios da Inglaterra e da Frana e em setembro de 1864 se fundou a Associao Internacional de Trabalhadores A mensagem inaugural redigida por Marx destaca a necessidade de uma ao econmica e poltica da classe operria em favor da transformao da sociedade Marx dedicouse Internacional de 1865 a 1871 ano em que ela foi dissolvida graas ao dos anarquistas seguidores de Michael Bakunine ativista russo Pai doce terno e indulgente Foi a Internacional que levou o jovem militante Paul Lafargue a conhecer Marx de quem se tornou discpulo amigo admirador e genro pois se casou com Laura uma de suas trs filhas O casal MarxJenny teve seis filhos quatro meninas e dois meninos dos quais s trs meninas sobreviveram Jenny Laura e Eleanor Lafargue quem detalha aspectos da vida pessoal de Marx destacando sua energia incansvel para os estudos e para a ao Seu crebro no parava e durante as caminhadas que faziam no final da tarde discorria sobre questes relativas ao capital obra que estava elaborando na poca e da qual s redigiu o I Volume tendo Engels escrito os dois seguintes a partir das anotaes que o amigo deixou Quando cansava do trabalho cientfico lia romances dramaturgia conhecia de cor as obras de Shakespeare ou lgebra chegou a escrever um trabalho sobre clculo infinitesimal Os domingos eram reservados para as filhas uma exigncia delas Pai doce terno e indulgente no dava ordens pedia as coisas por obsquio persuadiaas a no fazer aquilo que contrariasse seus desejos E como era obedecido As filhas no o chamavam de pai e sim de mouro apelido que lhe deram por causa de sua cor mate de sua barba e dos cabelos negros O proletariado tomou o cu de assalto Em fins de 1870 o proletariado francs voltava a efervescer e uma insurreio se anunciava O Conselho Geral da Associao Internacional dos Trabalhadores avaliou que no havia amadurecimento das condies objetivas para assegurar o poder da classe operria e implantar o socialismo e emitiu resoluo redigida por Marx apelando para que utilizem tranqilamente e com energia os meios que lhes oferecerem as liberdades republicanas a fim de poderem efetivar a organizao de sua prpria classe Isso lhes proporcionar foras novas e gigantescas para a renascena da Frana e a realizao da tarefa comum a libertao do proletariado Mas os operrios parisienses no deram ouvidos cansados da poltica antidemocrtica humilhados no dia 18 de maro de 1871 tomaram o poder e instalaram a Comuna de Paris anunciando as primeiras medidas de construo de uma sociedade socialista A durao foi efmera mas rica de experincias que Marx consolidaria na sua obra A Guerra Civil na Frana A Internacional deu todo o apoio possvel ao proletariado francs em lutatanto durante a guerra como depois protegendo os exilados e denunciando ao mundo a cruel represso que a burguesia desencadeou sobre os operrios parisienses e suas famlias Os ltimos anos Foram de sofrimento com as doenas que lhe atingiram e mulher Jenny que faleceu no dia 2 de dezembro de1881 Ao tomar conhecimento do fato Engels comentou O mouro morreu tambm E no se enganava J debilitadocom problemas pulmonares no dia 14 de maro de 1883 o genial pensador faleceu repentinamente enquanto repousava numa cadeira em seu aposento de trabalho No sepultamento sem cerimonialcomo era seu desejo junto esposa colaboradora e companheira de toda a vida Engels discursou praticamente impossvel calcular o que o proletariado militante da Europa e da Amrica e a cincia histrica perderam com a morte deste homem Legado e atualidade do marxismo Os filsofos buscam interpretar o mundo enquanto ns queremos transformalo assim diferenciava Marx o materialismo histrico e dialtico da filosofia clssica e mesmo da hegeliana E o marxismo tem sido de fato guia para ao dos movimentos revolucionrios dos trabalhadores em todo o mundo Apressada a burguesia comemorou a derrocada dos regimes ditos socialistas da URSS e do leste europeu no final dos anos 80 e incio da dcada de 90 e chegou a propalar o fim da histria deixando de observar que a tragdia se deu exatamente porque os dirigentes atrados pelo canto de sereia burgus se desviaram do marxismo que norteou a Revoluo Bolchevique de 1917 dirigida por Lnin um genial discpulo de Marx Mas no demorou e o champanhe foi substitudo por lgrimas em decorrncia dos conflitos que se sucederam nos quatro cantos do mundo e atingiram o centro do imperialismo Ao contrrio a evoluo do capitalismo s tem comprovado as teses marxistas e seu carter cientfico Globalizao por que a surpresa Nas suas jogadas de marketing os tericos da burguesia e seus meios de comunicao apresentaram a chamada globalizao como algo novo avassalador que suplantaria qualquer resistncia e bloquearia qualquer tentativa de transformao social Ora o capitalismo tem carter mundial desde o seu surgimento o que foram as grandes navegaes A colonizao de sua essnciacomo afirmou o Manifesto Comunista no ano de 1848 Pela explorao do mercado mundial a burguesia imprime um carter cosmopolita produo e ao consumo em todos os pases Os fatos recentes comprovam tambm que quanto mais se desenvolve mais o capitalismo forja as armas que o levaro morte A produtividade cada vez maior mas o avano tecnolgico que a possibilita produz um exrcito permanente de desempregados e comprime os salrios dos que permanecem na ativa reduzindo assustadoramente o nmero de consumidores Por isso as crises se repetem em ciclos cada vez menores e atingem tanto a periferia como os pases centrais Seu declnio e a vitria do proletariado so portanto inevitveis Essa vitria no automtica entretanto Ela carece da ao do proletariado consciente e organizado enquanto classe para si tendo frente os comunistas parcela mais decidida e avanada dos partidos operrios de cada pas e que tm uma viso internacionalista capaz de fomentar a unio mundial dos oprimidos realizando a conclamao com que Marx e Engels concluram o Manifesto Proletrios de todos os pasesunivos Atravs dos sculos Para finalizar essa tarefa herclea falar sobre Marx em uma pgina queda a minha pena incapaz de expressar algo diferente ou que se aproxime pelo menos do que proferiu Engels ante o tmulo em que foi depositado o corpo do grande pensador e heri do proletariado o homem mais odiado e caluniado pela burguesia morreu venerado e querido chorado por milhes de trabalhadores da causa revolucionria Seu nome viver atravs dos sculos e com ele sua obra Luiz Alves Publicado no Jornal A Verdade n 48 Parabns pelo excelente texto Marx para mim com certeza o maior pensador que a humanidade j produziu Paulo Oisiovici amei parabens karl marx Realmente muito bom seu texto esse artigo vai me ajudar e muito nos trabalhos de sociologia adorei realmente interessante e legaladoreii Bela publicacao colabora muito aos estudantes principiantes do direito Maior pensador que a humanidade produziu Deprimente Quantos pensadores foram considerados para
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chegarem a esta concluso Marx tem seu valor mas o conceito de capitalismo e maisvalia que ele descreve em suas obras totalmente equivocado para os dias atuais Sem palavras Um grande Pensador Revolucionista de semente linda ele deixou pena que nosso povo no observa nem pratica tal filosofia Jornal A Verdade edio n 222 novembro de 2019 Pgina 06 Redao Nacional Movimento Luta de Classes Participaram cerca de duas mil pessoas sendo 1075 delegados de todas as regies do pas A abertura contou com representaes de outras centrais sindicais e delegaes de outros pases porm o debate sobre as lutas populares na Amrica Latina a exemplo do Equador deixou a desejar A prpria luta contra o Governo Bolsonaro ficou de fora do Congresso j que a direo nacional do Partido dos Trabalhadores principal fora poltica na direo da Central optou por no lutar pela sada do fascista em nome da institucionalidade Por ltimo ficou aprovada a realizao de um Ato em Defesa da Soberania Direitos e Empregos em Braslia no dia 30 de outubro em parceria com as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo O Movimento Luta de Classes MLC participou com cinco delegados do Congresso e apesar do pouco nmero conseguiu realizar uma boa agitao e propaganda das nossas bandeiras defendendo o trabalho de base as pautas das mulheres e da juventude a politizao dos debates e a organizao de uma greve geral a exemplo do que ocorreu em 2017 A maioria do povo no votou em Bolsonaro e dos que votaram muitos j perceberam seu discurso mentiroso Por isso no hora de ficar na defensiva Precisamos organizar nossas entidades e nossa Central nica para fazer um trabalho de base e denunciar os ataques do governo aos direitos dos trabalhadores pautar mais poltica nas nossas categorias Precisamos denunciar as privatizaes mas tambm pautar que dentro dessa luta de classes no cabe conciliao Por isso ns do Movimento Luta de Classes defendemos a organizao de uma grande greve geral para defender nossos direitos e barrar os ataques do governo declarou Ludmila Outtes presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Pernambuco e integrante do MLC durante a anlise da conjuntura nacional no plenrio do ConCUT A Verdade O dficit habitacional do Brasil um dos maiores da Amrica Latina e do mundo Em sua opinio por que isso acontece O Brasil tem cerca de 72 milhes de famlias sem teto ou seja 33 do total de famlias brasileiras o que coloca o Pas em termos proporcionais no sexto lugar no ranking do Banco Interamericano de Desenvolvimento BID que analisa a situao de carncia de moradia na Amrica Latina Acima do nosso pas esto Bolvia 75 Peru 72 Equador 50 Paraguai 43 e Colmbia 37 Entretanto em nmeros absolutos o Brasil lidera com folga essa triste estatstica com cerca de 65 milhes de pessoas que no tm uma moradia digna Acredito que isso acontece primeiramente porque vivemos numa sociedade capitalista na qual o que prevalece o lucro e no o bemestar das pessoas Segundo porque a atual poltica habitacional no est voltada para a resoluo do problema das famlias mais pobres que representam 95 do dficit brasileiro mas para salvar da crise as grandes empresas da construo civil que apesar de receberem milhes no tm interesse em construir moradias populares e investem em habitaes para a classe mdia Que balano o MLB faz do programa Achamos uma iniciativa importante mas ainda insuficiente Ao longo da nossa histria praticamente todos os programas habitacionais do governo foram voltados para o atendimento da demanda da classe mdia enquanto que a sada para o povo pobre foi a ocupao desordenada do espao urbano por isso o crescimento to rpido das favelas pelo Pas Em 2009 com a crise mundial do capitalismo o governo percebeu que investir na construo de moradias poderia salvar da falncia as grandes empresas da construo civil Foi lanado ento o programa Minha Casa Minha Vida que tinha o objetivo na poca de construir 1 milho de casas que seriam financiadas com recursos federais e do FGTS e atenderiam demanda de famlias com renda entre 1 e 10 salrios mnimos Na hora de dividir as casas entre as faixas de renda apenas 400 mil unidades foram destinadas a quem ganhava at trs salrios mnimos ou seja a parcela da populao que mais sofre com a falta de moradia ficou com a menor parte do bolo Na poca denunciamos essa inverso de prioridades e na campanha presidencial de 2010 Dilma Rousseff prometeu que iria construir 2 milhes de casas at 2014 e que daria prioridade s famlias mais pobres Entretanto j estamos em julho de 2012 e ainda falta muito para essa meta ser cumprida Em 2011 por exemplo foram contratadas apenas 425005 unidades ou seja 23 da meta Dessas unidades a minoria era destinada a famlias com renda abaixo de trs salrios mnimos Um dos argumentos usados pelo governo e pelas construtoras o de que o preo dos terrenos nas grandes cidades est muito caro e que para atender a essa demanda seria necessrio construir em terrenos mais baratos O problema que esses terrenos esto todos localizados na periferia das cidades em regies afastadas do centro e sem nenhuma infraestrutura Estamos reeditando a velha poltica de afastar o povo pobre da cidade Isso excluso Quais os outros problemas desse programa Em primeiro lugar o fato de ainda no ser uma poltica de Estado mas um programa de governo Por isso os movimentos que lutam pela reforma urbana defendem a chamada PEC da Moradia Projeto de Emenda Constitucional n 2852008 que determina que o Governo Federal destine 2 do Oramento da Unio e os governos estaduais e municipais empreguem 1 de seus recursos na produo de moradias populares Outro problema srio que o Minha Casa Minha Vida ainda no atingiu a base da pirmide o povo pobre Para isso falta vontade poltica dos governos de desapropriar os terrenos e imveis que no cumprem sua funo social e destinlos construo de moradias populares como determina o Estatuto das Cidades S para se ter uma ideia existem hoje no Brasil cerca de seis milhes de imveis vazios sem nenhuma utilidade se fossem desapropriados reduziramos sensivelmente o dficit habitacional do Pas O terceiro problema mais grave a burocracia De fato a lentido to grande que s vezes so necessrios dois ou trs anos para que o processo comece a andar na Caixa Econmica Federal que a responsvel pela avaliao e repasse dos recursos Uma presso grande est sendo feita pelos movimentos sociais e j percebemos algumas mudanas Mas ainda falta muito Diante disso o que devem fazer as famlias que no tm casa Quem quer conquistar o direito humano de morar dignamente tem que lutar e muito O primeiro passo deve ser se organizar no movimento pois quem luta organizado luta melhor e tem mais chance de vencer As famlias do MLB so exemplo disso Atravs da luta do Movimento milhares j conquistaram suas moradias em todo o Pas e agora esto lutando por mais direitos por educao de qualidade sade emprego Nesse processo vamos explicando e educando o povo mostrando que a luta maior a luta por uma nova sociedade na qual as cidades no sejam privilgio de quem tem dinheiro e os trabalhadores no sejam obrigados a viver nas condies em que vivem hoje Por isso sempre dizemos que alm de lutar todos os dias para garantir a nossa moradia temos que lutar para construir outra sociedade uma sociedade dos trabalhadores Para ns essa sociedade tem nome e sobrenome se chama sociedade socialista E por isso que o MLB luta pela reforma urbana e pelo socialismo Esse o caminho Da Redao como pode fazer para ajudar os pessoas pobres para participar o programa de construcaos sou frances aqui na france e sou aposentado arquitetura abracos JEANPIERRE SE VC QUER MESMO AJUDAR PESSOAS POBRES EU SOU UMA DESSAS PESSOAS QUE ESTOU PRECISANDO DE AJUDA No dia 30 de outubro de 2014 completaramse 35 anos do assassinato do operrio Santo Dias da Silva Natural de Terra Roxa interior de So Paulo Santo Dias nasceu em 1942 No ano de 1962 depois de sua famlia ser expulsa de onde morava Santo vai para a capital do Estado em busca de uma vida melhor Santo Dias e a Pastoral Operria Participante ativo da Igreja Catlica e membro da Pastoral Operria Santo Dias acreditava e lutava por um mundo do trabalho digno e justo Dizia viver s tem sentido se for para transformar alguma coisa Santo representava os leigos na Conferncia Nacional dos Bispos do Brasil CNBB Organizou grupos de base com seus companheiros de fbrica e fez parte da chapa da Oposio Sindical Metalrgica de So Paulo OSM em 1978 junto com Waldemar Rossi No primeiro dia da paralisao dos metalrgicos por melhores condies de trabalho em 1979 as subssedes do Sindicato foram invadidas pela Polcia Militar que prendeu mais de 130 pessoas Sem o apoio do Sindicato e com a intensa represso policial alguns dos metalrgicos passaram a se reunir na Capela do Socorro na Zona Sul regio de atuao militante de Santo Dias No dia 30 de outubro o comando de greve se encontrou na Capela do Socorro e seguiu para o piquete do turno da tarde em frente a fbrica Sylvnia Com a chegada da Polcia a truculncia foi terrvel Quando Santo tentou impedir que alguns policiais militares agredissem outro metalrgico foi aos 37 anos executado com um tiro queimaroupa disparado pelo soldado Herculano Leonel O corpo de Santo Dias poderia ter desaparecido se no fosse a coragem de Ana Dias sua esposa que entrou e seguiu no carro que transportava o corpo do operrio ao Instituto Mdico Legal O assassinato de Santo Dias no interrompeu a luta operria pelo contrrio amplioua pela derrubada da Ditadura Militar No dia seguinte sua morte foi realizada uma missa de corpo presente na Catedral da S celebrada pelo ento cardeal dom Paulo Evaristo Arns A Catedral ficou pequena para as 40 mil pessoas que participaram da missa e saram s ruas acompanhando o enterro e protestando contra a morte do lder operrio pelo livre direito de associao sindical e de greve e contra a Ditadura O nome de Santo Dias consta no Dossi Ditadura Mortos e Desaparecidos no Brasil 19641985 organizado pela Comisso de Familiares de Mortos e Desaparecidos Polticos e um dos casos da Comisso da Verdade da Assembleia Legislativa do Estado de So Paulo Todos os anos parentes amigos e companheiros de militncia relembram a morte de Santo pitando palavras de ordem e a marca de seu corpo cado em frente fbrica Ana Rosa Carrara MLC So Paulo Em todo o pas o Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas MLB tem organizado seus Congressos Estaduais fase de preparao que representa a organizao das trabalhadoras e trabalhadores pobres na luta pela reforma urbana e pelo socialismo Isabella Alho Foto Jornal A Verdade Foto Jornal A Verdade Foto Jornal A Verdade A burguesia constantemente se organiza atravs dos bancos do Exrcito do Estado e da mdia em contrapartida o Congresso Nacional do MLB representa a organizao das trabalhadoras e trabalhadores pobres na luta pela reforma urbana e pelo socialismo Como pontua Victria Magalhes eleita coordenadora do MLB So Paulo Quando o povo pressiona tanto o viceprefeito que ele fala que no vai mais responder porque ele no trabalha sob presso isso mostra nossa fora porque a gente trabalha sob presso A gente acorda e dorme todo o dia sob presso Sob presso da nossa casa cair sob presso de no ter onde morar amanh sob presso de no ter comida para colocar na mesa dos nossos filhos Foto Lucas BarbosaJornal A Verdade Contudo a prticas e as discusses tericas no bastam se no divulgarmos e popularizarmos todo o acmulo dos Congressos As atividades de agitao e propaganda so cruciais para envolvermos cada vez mais gente nas lutas do MLB e construirmos uma oposio mais forte Escrever matrias enviar fotos vdeos e relatos denunciando as questes da vida urbana o desemprego e a situao das mulheres parte da construo dos Congressos e da organizao das defesas da nossa classe Se voc participou ou ir participar de algum congresso em seu Estado escreva sua experincia para o Jornal A Verdade envie seus registros e contribua com a mdia popular e revolucionria Hoje a sociedade brasileira passa por uma profunda crise poltica e econmica O atual sistema completamente esgotado favorece a representao das reas menos populosas e o processo decisrio to fragmentado que o Congresso virou um grande balco de negcios corruptos Todas as decises importantes viram disputa no Supremo Tribunal Federal e polarizam a sociedade de tal forma que facilitaram a eleio por uma minoria do eleitorado de um governo contrrio aos direitos polticos sociais e trabalhistas e que pode promover um brutal retrocesso na vida brasileira A crise econmica expressase tanto na ausncia de um projeto de desenvolvimento quanto na adoo da atual poltica de austeridade Assim sistematicamente o governo aumenta o desemprego destri os direitos trabalhistas e
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sociais dos brasileiros e entrega o que restou de patrimnio nacional e da soberania do pas para as grandes empresas estrangeiras O atual modelo econmico condena o pas a ser um mero produtor de matriasprimas dificulta a manuteno de empregos e impede a gerao de novos com capacidade de garantir condies de vida adequadas e dignas grande maioria da populao As contradies geradas pela crise vm piorando as condies de vida das pessoas acabam com direitos duramente conquistados e ampliam a corrupo a misria e a precarizao das polticas sociais Enquanto isso o Sistema nico de Sade SUS vive uma imensa crise para sobreviver pois j nasceu prisioneiro de interesses econmicos privados que dele se aproveitam para realizar negociatas de toda ordem e maximizar lucros em prejuzo das necessidades existentes para os cuidados de sade da populao que o financia A maior parte dos servios de especialidades e hospitalares do SUS oferecida pelo setor privado dominado por interesses comerciais e polticos que se mancomunam para tirar o melhor proveito dos pssimos servios que prestam s pessoas Os servios do SUS de maior complexidade esto quase que totalmente na mo de interesses privados o que aumenta a transferncia de recursos pblicos para o mercado Estelionato contra o SUS A partir de 1995 foi autorizado o abatimento no valor devido ao imposto de renda de 100 por cento das despesas feitas por empresas e pessoas fsicas com planos e seguros de sade alm de consultas e outros procedimentos mdicos odontolgicos psicologia etc Desta forma o Estado brasileiro abre mo de arrecadao de tributos que poderiam financiar a sade pblica para beneficiar o setor privado Uma competio desigual com o SUS um verdadeiro estelionato Vale lembrar que muitas pessoas pagam planos e seguros privados de sade empresariais em grupo ou particulares quando so jovens e esto na idade ativa e portanto tm menor necessidade dos servios de sade Porm quando se tornam mais idosos e se aposentam perdem o suposto benefcio simplesmente por no conseguirem mais pagar os elevados preos cobrados pelos planos e seguros de sade justamente quando passam a precisar mais de cuidados A gesto privada dos servios pblicos de sade outro grande problema que cresce a cada dia por meio de mecanismos diversos como exemplo as Organizaes Sociais OS a Empresa Brasileira de Servios Hospitalares EBSERH e as fundaes de direito privado Tais entidades submetem o interesse pblico e os trabalhadores do SUS a uma agenda privada dificultam o controle do patrimnio construdo e mantido com recursos pblicos e ainda obrigam os trabalhadores do SUS a relaes trabalhistas precrias Essas entidades s existem por conta da inveno de um artifcio da chamada Lei de Responsabilidade Fiscal que imps um limite irreal de gastos com servidores pblicos apenas para que essas despesas possam ser repassadas para o setor privado que encontrou nessa forma mais um jeito de tirar proveito do SUS Retomar a defesa do SUS no movimento sindical Destacase aqui que desde a criao do SUS o movimento organizado dos trabalhadores seja em suas associaes sindicatos federaes e confederaes se mantem relativamente afastado da sade pblica Como foi reconhecido nos 6 e no 11 congressos da CUT a grande maioria dos sindicatos luta pela incluso da oferta de planos e seguros privados de sade nas negociaes coletivas com os patres ao invs de lutar pelo fortalecimento de um dos mais importantes direitos sociais conquistados na Constituio de 1988 o direito sade O afastamento dos trabalhadores enfraquece o SUS e alimenta a iluso de um sistema privado que alm de no proteglos no perodo da aposentadoria uma etapa crtica e vulnervel de suas vidas toma seus recursos e alimenta a ganncia e os lucros das empresas de planos e seguros de sade O governo arranjado de Temer manteve diversos ataques que podem ser mortais para o SUS Alguns deles foram a reduo dos recursos necessrios para seu financiamento o afrouxamento das regras de transferncia de recursos federais a entrega cada vez maior dos seus servios e de sua gesto aos interesses privados a descaracterizao da Poltica Nacional de Ateno Bsica PNAB que estimula o abandono da Sade da Famlia e o desmonte do Programa Farmcia Popular Agora o governo de Bolsonaro com sua orientao ultraliberal e antipovo ir agravar ainda mais os ataques aos direitos dos trabalhadores e ao SUS alm de ampliar o favorecimento do setor privado Plataforma em defesa da sade pblica Tais ataques fazem parte de uma ao orquestrada contra o direito sade A resistncia a esse estado de coisas no entanto acontece de forma dispersa fragmentada e despolitizada urgente unificar o movimento em defesa do SUS e do direito sade colocandoo em sintonia com a luta popular por uma sociedade livre e verdadeiramente democrtica que oferea condies dignas de vida a todos os brasileiros e brasileiras Para tanto defendemos que todos reconheam Para que o SUS venha a ser realmente um sistema pblico de sade e atenda com qualidade s necessidades de sade de todos indispensvel que Trabalhadores pelo SUS Rio de Janeiro O grupo Trabalhadores pelo SUS foi formado em outubro de 2018 para desenvolver aes junto aos trabalhadores e seus sindicatos que mostrem a necessidade destes se apropriarem do Sistema nico de Sade como uma conquista social indispensvel e principal garantia do seu direito e acesso sade e questionarem a proteo fantasiosa pelos planos de sade Fazem parte do grupo Ana Maria Auler Matheus Peres Secretaria de Estado de Sade SESRJ Andrea Penna Jornalista e Doutoranda do IMSUERJ Carlos Alberto Grisolia Gonalves Psiclogo na Secretaria Municipal de Sade SMSRJ Carlos Gonalves Serra Doutor em Sade Coletiva IMSUERJ e Professor do Programa de Psgraduao em Sade da Famlia da Universidade Estcio de S Cleydson Assis Coelho Enfermeiro e Mestre em Sade Coletiva IMSUERJ Denise Rangel SantAna Nutricionista oncolgica e tecnologista de polticas de sade para o controle do cncer aposentada do INCA Gabriela Nascimento Enfermeira residente do IPUBUFRJ Glenda Amorim Estudante de medicina e Diretoria do DCE da UFRJ Ins Leonesa Enfermeira e Professora da UFRJ Isabela Soares Santos Sociloga e Pesquisadora da ENSPFIOCRUZ Leonardo Laurindo Estudante de Direito UERJ Luana Nunes da Silva Assistente Social e Doutoranda do IMSUERJ Lucas Manoel da Silva Cabral Doutorando do IMSUERJ Luiz Henrique de Frana Silva Estudante de Direito UERJ Mariana Fonseca Estudante de medicina da UERJ Nay Puertas Mdica de famlia e Diretora do Sindicato dos mdicos do Rio de Janeiro SINMEDRJ Paulo Henrique Almeida Rodrigues Professor do MSUERJ e Vinicius Gabriel Coutinho Costa Estudante de Medicina e Doutorado no Instituto de Cincias Biomdicas da UFRJ Para aqueles que dizem que o SUS no grtis pois arrecadam impostos eis a minha resposta Em razo disso acende o alerta sobre a possibilidade do aumento da institucionalizao de crianas e adolescentes nesse momento de crise de sade e econmica o que torna ainda mais importante refletirmos acerca desse assunto pois desde o perodo da colonizao e aps abolio da escravatura o desenvolvimento afetivo familiar e comunitrio das crianas e juventude pobre em sua maioria negra tem sido violado As medidas de acolhimento institucional no Brasil incorporam prticas violentas que se escondem no cunho caritativo das primeiras instituies como roda dos expostos que se firmou durante a poca da colnia e permitia a colocao de uma criana dentro de uma abertura no muro das instituies sem que as pessoas que as estivessem deixando fossem identificadas No podemos desconsiderar as leis severas da ps abolio que trancafiou numa cela uma criana de 12 anos aps ter atirado tinta num cliente que se recusou a pagar o seu servio de engraxate ele por 20 dias ficou preso com vinte adultos sofrendo todo tipo de abuso possvel Essas medidas foram carregadas ao longo da nossa historia e apesar das mudanas sofridas o racismo institucional tornouse estrutura do Estado brasileiro agora usado como manobra do sistema capitalista para conteno e controle da classe trabalhadora principalmente as crianas das famlias negras que acabam sendo maioria nas modalidades de acolhimento Saicas Servio de atendimento institucional para crianas e adolescentes Casa Lar Republica Familia Acolhedora ou em cumprimento de medida socioeducativa em regime fechado Fundao CASA sentido pelo povo o quanto esse discurso da quarentena de fique em casa revelou os privilgios de uma minoria pois milhares de periferias espalhadas pelo Brasil mostram o tamanho do abismo da desigualdade sem nenhuma condio de estrutura fsica e mental para fazer o isolamento social Revelou tambm quem realmente carrega esse pas nas costas os trabalhadores esses realmente no pararam nenhum momento muitos perderam empregos e foram para o trabalho autnomo como camel aplicativos de entregas entre outras atividades Para piorar esse cenrio de extrema desumanizao por parte do Estado ocorreram os despejos em meio pandemia So aqueles trabalhadores que no esto conseguindo pagar o aluguel devido a perca do emprego ou porque seu salrio tornouse insuficiente tendo que escolher entre morar ou comer A crise socioeconmica ainda mais agravada pela ausncia efetiva de polticas para manuteno de emprego e criao de novos postos de trabalho A distribuio ou transferncia de renda que era para ser uma sada temporria para o povo agora est sendo utilizada politicamente para beneficiar o presidente que inclusive sempre foi contrrio a polticas desse tipo E pior ainda uma minoria de burgueses brancos que se apropriam do Estado ameaa suspender o auxlio emergencial de maneira perversa por entender que esse valor gera gastos para o pas e por isso tem que diminuir o valor ou precarizar para retardar o mximo possvel de chegar s mos dos trabalhadores Enquanto isso os milionrios ficam mais ricos no meio da crise sanitria e econmica e os donos de igrejas que faturam milhes com o povo ganham perdo de dvidas estimadas em bilhes No h razo para voltarmos falsa normalidade o que precisamos destruir os antigos hbitos e costumes pautados pelo mito da democracia racial as quais colocam vidas em disputa para no final vencer o ideal de meritocracia de que venceremos pelo esforo individual esse cenrio de to novo ele tambm tem de velho mas trs consigo um momento oportuno para fazermos questionamentos fundamentais sobre qual sociedade realmente queremos cultivar Ser que utopia demais desejar um mundo novo Essa atual sociedade no est sujeita a mudanas profundas que despertem a humanidade entre os povos e naes Por que nos aterrorizamos com a ideia de mudanas na sociedade e tambm familiar sendo que vivemos lutando contra os vestgios dolorosos do nosso passado Como uma ltima pergunta voc acredita que a atual sociedade est pronta para cuidar dos velhos e novos rfos dessa pandemia considerando o aumento da desigualdade social Durante a crise capitalista somos cada vez mais convocados a pensar estratgias coletivas Sabemos que o povo elevando sua conscincia de ancestralidade e de classe avanar rumo a essa nova sociedade Para isso no podemos abandonar as nossas atuais lutas mas sim empurrlas ainda mais para esse lugar da mudana radical Por isso os espaos da sociedade civil organizada e movimentos sociais de luta so instrumentos para pressionar e denunciar esse mesmo Estado que institucionaliza e encarcera a cumprir polticas pblicas que tem base no povo e iniciativas que abram caminhos de superao promovendo o fortalecimento das famlias negras pobres e perifricas considerando o mximo possvel os interesses das famlias advindas do seio da classe trabalhadora ampliando investimentos em equipamentos como escola sade creches espaos de convivncia para criana e adolescente projetos culturas e esportivos centros de apoio e orientao aoa trabalhadortrabalhadora e tambm aprimoramento das polticas de transferncia de renda Portanto convocamos todasos asos cidadsos em especial os movimentos negros sociais culturais coletivos de luta por diretos humanos e demais espaos comunitrios a apoiar e divulgar este servio no como uma alternativa mas sim por questes objetivas de necessidade da classe trabalhadora pois precisamos de pessoas para acolherem nas suas casas crianas de 0 a 17anos e 11 meses em situao de vnculos familiares fragilizados ou rompidos at que possam voltar para sua famlia de origem ou serem excepcionalmente encaminhadas para adoo por isso o carter do acolhimento a provisoriedade Acreditamos que nesse cenrio que se acentua o agravamento da desigualdade social as polticas pblicas e a participao popular caminhando juntos no possuem somente foras para mitigar os efeitos deste cenrio mas tambm tornarse uma ferramenta operada pelo povo e direcionado para uma nova sociedade assegurando inicialmente o direito das nossas crianas se desenvolverem com dignidade
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Instagram Instagram Instagram Na tarde do dia primeiro de outubro de 2018 o gabinete da presidncia da Justia Eleitoral no Par na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Par em Belm recebeu o diretrio estadual e a militncia do partido Unidade Popular para discusso da tramitao do processo de legalizao do partido e ajustes na anlise das mais de dez mil fichas que ainda esto aguardando verificao nos cartrios eleitorais do estado Foi apresentado o objetivo da constituio da UP enquanto partido da classe trabalhadora das mulheres da populao negra e LGBT No Par foi elencado o papel cumprido por tal estado na coleta de mais de 85 mil assinatur as contribuio fundamental para a campanha nacional que totalizou mais de 1 milho e duzentas mil assinaturas arrecadas em 20 estados No dilogo estabelecido foi destacado o papel que a Justia Eleitoral possui no cenrio nacional e regional na manuteno das conquistas democrticas e no combates s propostas autoritrias e de ameaa contra a vida e os direitos do povo brasileiro A Unidade Popular saiu fortalecida dessa reunio e daqui pra frente o programa e as aes da UP tero ainda mais espao entre o povo do P ar Unidade Popular pelo Socialismo Belm Rafael estava retornando para casa quando foi abordado por integrantes da corporao de polcia responsvel pelo genocdio continuado da juventude pobre negra e indgena na Bahia Isabella Tanajura Salvador LUTA POPULAR No ltimo domingo 21 Rafael Gonalves membro do Diretrio Estadual da Unidade Popular e liderana indgena da Retomada Tupinamb em Abrantes foi abordado e agredido de forma racista pela polcia militar em Salvador quando estava voltando para casa O militante chegou a receber um soco na boca e foi chamado de vi timista por um dos policiais ao se identificar como integrante de movimentos sociais como o Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas MLB Rafael saiu da ocupao Casa Preta Zeferina no centro de Salvador e estava usando a camisa da UP e bon do MLB quando foi interpelado por dois policiais enquanto esperava no ponto de nibus Durante a abordagem a PM agiu de forma truculenta e colocou a arma na cabea dele Em determinado momento o jovem pediu para levantarse e recebeu um soco na boca da polcia em resposta Em vdeo publicado nas redes sociais da Unidade Popular Rafael d o seu depoimento sobre o episdio de racismo que viveu Infelizmente esse mais um caso cotidiano para a polcia militar racista e violenta que assassina negros e indgenas todos os dias A Bahia o 2 estado com maior nmero de assassinatos de indgenas no pas segundo relatrio Conselho Indigenista Missionrio CIMI publicado em 2022 e o estado com maior percentual de negros mortos pela polcia polcia 98 de acordo com relatrio da Rede de Observatrios em 2021 Conforme relatado nesse mesmo documento todos os mortos pela polcia em Salvador so negros necessrio que esse tipo de ao no seja normalizada e que lutemos para a tomada de poder pelos trabalhadores encerrando a poltica racista e genocida do estado burgus no nosso pas No ltimo dia 28 a Assembleia Legislativa de So Paulo ALESP aprovou o Projeto de Lei 277 que entrega mais de 1 milho de hectares de reas pblicas ao agronegcio juristas apontam que projeto inconstitucional PL agora depende de sano ou veto do governador Rodrigo Garcia PSDB Diogo Romo Com o apoio dos polticos tucanos do Estado de So Paulo e do agronegcio deputados estaduais atacam camponeses e ameaam centenas de famlias que dependem da terra em que produzem para viver No ltimo dia 28 a Assembleia Legislativa de So Paulo ALESP aprovou o Projeto de Lei 277 que entrega mais de 1 milho de hectares de reas devolutas ao agronegcio A poltica a mesma defendida pelo governo Bolsonaro Grande parte dessas terras entretanto j esto sendo ocupadas por pequenos camponeses e trabalhadores semterra Principalmente na regio sudoeste do estado de So Paulo em que na falta de uma legislao que fiscalizasse os contratos das terras e contivesse os abusos dos grandes fazendeiros muitos declaravam como sua posse terras que na verdade no lhes pertenciam ou deixavam vago o real tamanho do terreno A criao por parte dos coronis locais de um grande mercado de terras chamava ateno tanto de trabalhadores da regio como de imigrantes de outros estados do Brasil sem que os mesmos suspeitassem que a maioria delas eram falsas Dessa forma alm de inconstitucional pois o texto j tinha sido vetado em fevereiro o PL favorece os grileiros e latifundirios ao devolverlhes as terras que os mesmos haviam usurpado no passado e exime o Estado de sua responsabilidade nesse processo No fim a classe trabalhadora a nica que sai perdendo A luta pela terra no Brasil O PL 277 evidencia mais uma vez o carter retrgrado do sistema capitalista a desigualdade da terra violncia extrema contra trabalhadores falta de uma legislao trabalhista e pssimas condies de trabalho e vida Boa parte disso consequncia da concentrao fundiria um dos maiores problemas sociais polticos e econmicos de longa durao da histria do Brasil A concentrao fundiria no s sustenta a desigualdade mas tambm o caos urbano a criminalidade o desmatamento e permite a superexplorao do trabalho Para se ter um exemplo segundo o Censo Agropecurio de 2006 enquanto foram registradas 4367902 unidades familiares de agricultura camponesa ocupando um total de 80250453 hectares o agronegcio apresentava 805587 estabelecimentos e um total de 249690940 hectares 76 da rea agricultvel do pas Alm disso somente nos estados de So Paulo e Minas Gerais acreditase existir mais de um milho de hectares de terras griladas Ou seja muitos vivendo com pouco enquanto poucos vivem com muito Mas ao invs de buscar fazer uma reforma agrria radical e ajudar milhes de camponeses e trabalhadores do campo todos os governos que surgiram desde a inaugurao da repblica at os dias de hoje trabalharam nica e exclusivamente para manuteno do latifndio favorecendo o aumento de suas propriedades A PL 277 mais uma demonstrao de como o capitalismo gera misria e morte aonde quer que passe Se hoje 33 milhes de brasileiros passam fome todos os dias lembremos que a agricultura familiar responsvel por 70 do feijo 87 da mandioca 38 do caf 46 do milho e 34 do arroz 59 dos sunos 50 das aves 30 da carne bovina e 58 do leite A luta das mulheres argentinas por seus direitos tem sido um exemplo para todas as mulheres e organizaes feministas da Amrica Latina Para compreender mais sobre esse processo o Jornal A Verdade conversou com Mara Rosario trabalhadora sindicalista e responsvel nacional pelo trabalho de mulheres do PCR da Argentina Indira Xavier e Clarice Filgueiras A Verdade As mulheres argentinas tiveram importantes vitrias como a legalizao do aborto e a aposentadoria para trabalhadoras domsticas Como se desenvolveram essas lutas Mara Rosario A legalizao do aborto fruto de dcadas de luta Nos anos 1970 apenas alguns grupos feministas falavam desta questo e alguns grupos tinham a palavra de ordem Nenhuma morte mais por aborto ilegal Ao terminar a ditadura a Multissetorial da Mulher em Buenos Aires realizou em 1984 seu primeiro ato de 8 de maro e j havia lugares com a chamada contra a morte de mulheres por aborto clandestino Em 1988 criada a primeira comisso de luta pelo direito ao aborto com enfermeiras de hospitais pblicos polticas feministas etc que se dedicaram a aprofundar o tema realizando campanhas e confeccionando o primeiro projeto de lei Em 1991 a Multissetorial da Mulher em Buenos Aires lana a palavra de ordem Contraceptivos para no engravidar aborto legal para no morrer Nessa poca j comeam a ter grupos de trabalho sobre o aborto nos Encontros de Mulheres Em 2005 o grito pelo aborto adotado pelo movimento de mulheres Educao sexual para decidir contraceptivos para no engravidar aborto legal para no morrer Nesse ano os encontros de mulheres assumem campanhas pelo direito a decidir formando uma onda verde por todo o pas com participao de milhares de mulheres principalmente jovens ocupando ruas praas hospitais escolas locais de trabalho bairros e redes somando vozes a favor de uma exigncia histrica do movimento de mulheres a despenalizao e legalizao do aborto Chegamos com uma unidade mais ampla histrica sesso do Senado de 13 de agosto de 2018 onde se apresenta o texto elaborado por um amplo arco de legisladores e organizaes apoiadores do projeto apresentado pela Campanha Nacional pelo Direito ao Aborto Legal Seguro e Gratuito Destacamos que foram dcadas de debate e que os Encontros de Mulheres foram a usina mais importante de construo dessas ideias Em dezembro de 2021 finalmente sancionada a Lei de Acesso Interrupo Voluntria da Gestao E como foi implementada Foi complicado j que no so todos os distritos do pas que chegavam aprovao da lei nas mesmas condies Alguns lugares tinham infraestrutura e equipes de sade mas outros tiveram que formar suas equipes com resistncia de alguns setores sociais A situao heterognea H provncias que esto mais perto do cumprimento da lei que outras e h o trabalho de organizaes sociais feministas e ONGs para facilitar o acesso e melhorar a qualidade do atendimento As mulheres argentinas desencadearam uma enorme mobilizao contra a violncia e o feminicdio com a campanha Ni Una Menos Quais foram os principais frutos dessa luta Junho de 2015 um marco em nossa histria de luta O feminicdio de Chiara Pez nos inundou de dor e nos encheu de raiva Gritamos NENHUMA MENOS VIVAS NOS QUEREMOS Viramos milhes ficamos visveis e colocamos em pauta o flagelo que sofremos Nos fortalecemos e unimos na pauta a exigncia por polticas pblicas que tragam respostas integrais a um problema social com profundas razes culturais como a violncia contra a mulher Enchemos o Ni Una Menos de contedo e impulsionamos por todo o pas a campanha pela declarao de emergncia para a violncia contra a mulher Na Argentina sofremos um feminicdio a cada 18 horas Onde h uma mulher violentada h um homem violento uma famlia envolvida um grupo social que expressa sua exausto um Estado que olha para o lado respondendo a outros interesses A opresso e a violncia contra a mulher no so s um problema de mulheres uma questo social que envolve todas e todos um problema poltico diz respeito a nossos direitos como povo As mulheres deram um salto social muito importante esto saindo dos limites do domstico ntimo e privado dos problemas especficos Politizamos nossa sexualidade a maternidade os cuidados e a criao de nossos filhos estamos rumo a uma mudana profunda cultural que no s libera as mulheres mas tambm toda a sociedade Na Argentina o movimento de mulheres vanguarda nas lutas populares sem parar de crescer e aprofundandose com o tempo o caso da luta pela aposentadoria das trabalhadoras domsticas por exemplo um setor com altos nmeros de pobreza e informalidade Uma de cada oito mulheres se dedica a trabalhar em casas particulares Mais de 75 das empregadas domsticas no esto registradas Por isso seu acesso a direitos trabalhistas e previdencirios est muito limitado Durante a pandemia cerca de 400 mil mulheres perderam seu trabalho Calculamos que haja quase um milho de trabalhadoras em todo o pas A falta do registro representa no ter direitos muito menos acesso aposentadoria mesmo trabalhado toda a vida porque devem ter 30 anos de contribuio S uma em cada 100 empregadas domsticas poderia se aposentar Isso que chamam amor trabalho no pago o lema de organizaes de mulheres h muitos anos reconhecendo as tarefas domsticas e de cuidado que realizam as mulheres em seus lares Reconhecer que as mulheres que no tm trabalho formal ou informal tambm trabalham um passo do governo que agora reconhece anos de contribuio por cada filho a seus cuidados No primeiro Encontro Nacional de Mulheres ENM em 1986 foram mil mulheres de diversos setores Na ltima edio foram cerca de 20 mil participantes O que fez o evento crescer tanto Os encontros sempre foram a coluna vertebral do movimento de mulheres na Argentina Aps uma participao na Conferncia Mundial sobre a Mulher promovida pela ONU em 1985 decidiuse convocar um encontro para discutir as questes especficas das mulheres em nosso pas Esse foi o primeiro ENM Nosso partido impulsionador dos ENM com maestria e liderana Clelia Iscaro como responsvel pelo trabalho de mulheres do PCR argentino integrou a primeira comisso organizadora e foi pioneira na fundao da campanha nacional pelo aborto legal seguro e gratuito Os encontros so realizados h 35 anos interrompidos apenas pela pandemia Entendemos que perduraram sobre a base de defender seus pilares autoconvocados federais horizontais plurais autnomos autogeridos e profundamente democrticos A cada ano vamos a um lugar de nosso pas para encontrarnos e poder dizer compartilhar e deb
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ater o que acontece So semeadura de iniciativas que permitiram a organizao para conquistar nossos direitos em diferentes mbitos como o divrcio a guarda compartilhada programas de educao sexual lei de violncia contra as mulheres casamento igualitrio lei de cotas trabalhistas trans e mais recentemente a lei do aborto Esses encontros e os grupos de trabalho neles formados so o que fizeram o movimento de mulheres na Argentina ser o que e o que representa Em 2022 pela primeira vez houve uma diviso do encontro Em San Luis ocorreram dois eventos Apesar dos nossos esforos e de outras foras polticas a diviso aconteceu Fomos parte dos dois ENM em datas diferentes com a premissa de garantir o carter e os pilares desse espao e buscando unir o que foi rompido Chegaremos ao 36 ENM juntas novamente entre 14 e 16 de outubro deste ano com muita alegria porque diante do avano da direita pudemos unir novamente o que no deveria ter se dividido Em julho acontece o 3 Encontro de Mulheres da Amrica Latina e do Caribe Como o movimento de mulheres na Argentina se prepara Quais so as expectativas Estamos nos preparando com muito entusiasmo para poder participar Para ns fundamental manter esses espaos de construo coletiva em que podemos escutar outras experincias aprender e tambm ser escutadas Esperamos fortalecer a unidade latinoamericana porque temos realidades muito parecidas e porque queremos revolucionlas Unir aes e iniciativas em uma agenda em que sejam protagonistas as mulheres os movimentos sociais e feministas Sabemos da difcil conjuntura econmica que atravessamos mas entendemos que de vital importncia o encontro Neilda Pereira da Silva A ASA acredita que o Semirido precisa da descentralizao dos recursos hdricos e do aproveitamento da gua da chuva que costuma ser desperdiada O Semirido brasileiro o mais chuvoso do mundo Em anos com precipitao normal chove de 300 a 800 mmano Por isso que a ASA defende e implementa aes que descentralizam a gua para as famlias agricultoras que vivem na zona rural de todo o Semirido S atravs desta descentralizao da criao de uma infraestrutura hdrica colocada na propriedade de cada famlia agricultora que se superar a dificuldade do acesso gua na regio O Tribunal de Contas da Unio diz que o projeto no beneficiar o nmero de pessoas propagandeado A Universidade Federal do Rio Grande do Norte UFRN observou que pelo menos 30 da gua se perderia por evaporao Por isso acreditamos em polticas que de fato cheguem at as pessoas considerando suas especificidades De acordo com o Governo esta obra vai assegurar oferta de gua para 12 milhes de habitantes de 390 municpios do Agreste e do Serto dos Estados de Pernambuco Cear Paraba e Rio Grande do Norte Qual a opinio da ASA sobre os dados apresentados pelo Governo Estudos apontam que o projeto de transposio do Rio So Francisco atingir apenas 5 do territrio do Semirido brasileiro e 03 da populao ou seja 66 mil pessoas Enquanto isso as aes da ASA j alcanaram 1076 municpios e mais de 25 milhes de pessoas Apenas 4 da gua do So Francisco transportada a um custo altssimo ser destinada chamada populao difusa pblico direto do trabalho das organizaes da ASA Ao passo que 26 do volume transportado ser para uso urbano e industrial e 70 para irrigao carcinicultura criao de camaro floricultura e hortifrutigranjeiros de produtos para exportao O custo da transposio de R 82 bilhes A ASA Brasil chegou a avaliar quais aes poderiam ser feitas para beneficiar a populao urbana e rural do Semirido de modo a ter uma convivncia com este clima A ASA tem pautado em vrios espaos um conjunto de propostas na linha da convivncia com o Semirido entre elas podemos citar acesso terra segurana hdrica e alimentar acesso a mercado assistncia tcnica e outros Acreditamos que o Semirido brasileiro rico porm precisamos pensar em polticas pblicas adequadas ao clima O Semirido brasileiro corresponde a 8648 dos Estados do Nordeste Pessoas afirmam que uma das principais dificuldades para o desenvolvimento da regio a cerca e no a seca Existe algum estudo sobre a concentrao de terras nesta regio Esse trocadilho serve e no se refere somente questo da terra no Nordeste mas tambm gua Os reservatrios acima do So Francisco acumulam 10 bilhes de metros cbicos O Cear acumula 80 deste manancial Os 70 mil audes da regio perdem 95 de gua por evaporao Por isso que a soluo para o Semirido onde chove pra cima trs vezes mais do que para baixo no so as grandes obras que acumulam grande volume de gua Com relao concentrao de terra fazendo uma retrospectiva dos ltimos anos no temos avanado em nada no debate da reforma agrria Ao que parece a transposio ser muito importante para as grandes empresas de fruticultura irrigada agronegcio em toda sua cadeia empresas de adubos agrotxicos mquinas e equipamentos de irrigao etc Na sua avaliao aps a concluso dessa obra que benefcios concretos ficaro para a populao pobre do Semirido Essa obra est consumindo dos cofres pblicos R 82 bilhes Enquanto a ASA desde o seu incio em 2003 at o 2011 investiu R 677 milhes 825 do total estimado com a transposio em aes que construram uma malha hdrica descentralizada em todo o Semirido atravs de parcerias com o Governo Federal empresas privadas e entidades de cooperao internacional Hinamar A Medeiros Recife Na tarde desta quintafeira 29 manifestantes protestaram do lado de fora do Clube Militar no centro do Rio onde acontecia uma comemorao pelo aniversrio do golpe de 1964 A polcia militar como de costume fez farta distribuio de gs lacrimogneo spray de pimenta e muita truculncia Exmilitares como o tenentecoronel Lcio Maciel que participou de operaes no Araguaia e o general Nilton Cerqueira responsvel pela execuo de Carlos Lamarca foram escorraados pelos manifestantes Redao RN No dia 24 de Abril a Federao Nacional de Sade Suplementar FenaSade representando 16 das maiores operadoras nacionais se recusou a manter os planos e servios de sade aos inadimplentes isto aqueles sem condies de pagar em nota pblica A deciso foi na contramo do acordo que a Agncia Nacional de Sade Suplementar ANS estava propondo desde 9 de Abril Numa proposta buscando minimizar a crise no sistema de sade a agncia tinha pedido que o atendimento mdico permanecesse at o dia 30 de Julho e que as empresas oferecessem a renegociao de dvidas aos que no podiam pagar Para equilibrar as exigncias a ANS liberaria R 15 bilhes para o fundo das operadoras mas a federao insistiu que a medida iria piorar a sade financeira das empresas Isso uma demonstrao clara de prioridades no momento onde mais de 4 mil brasileiros morreram pela Covid19 os grandes planos de sade fazem clculos para salvar seu financeiro Mais uma vez os planos de sade mostram suas limitaes para cuidar do povo brasileiro Ao se preocupar mais com o lucro e o desejo dos seus acionistas as operadoras negam se engajar num plano coletivo Assim notou a ANS as operadoras em sua avaliao individualizada entendem que no precisam recorrer s reservas tcnicas para o enfrentamento da pandemia mostrando para ns que a extensa rede de hospitais privados no serve aos interesses humanos Por outro lado a rede pblica passou por um amplo processo de desmonte e corte de investimentos que visualizado com a PEC 241 do teto de gastos E isso tambm tem uma relao direta com os grandes planos de sade que tm interesse poltico no sucateamento da sade pblica Agora vemos um cenrio de calamidade com nmero de testes insuficientes falta de leitos respiradores e impressionantemente at de EPIs para os mdicos no sistema pblico Esse conjunto de evidncias explica o impacto do coronavrus no Brasil Com o nico sistema de sade capaz de atender populao sem investimento e incapacitado e a rede privada interessada em ajudar apenas os endinheirados vemos que a pandemia vai afetar muito mais o povo pobre Esse o reflexo de um sistema que indiferente vida humana e visa apenas lucrar com a sade A classe capitalista e as grandes empresas so os grandes autores disso Para compreender as verdadeiras causas dessa nova agresso imperialista contra os povos rabes publicamos o artigo citado Imperialismo quer mais uma guerra no mundo que alm de desmascarar a nova mentira dos EUA revela que os trabalhadores a juventude os povos e todos as foras progressistas e democrticas precisam se levantar contra o plano dos pases imperialistas de escravizar os povos e dominar as riquezas das naes caso contrrio o imprio levar o mundo a uma nova guerra mundial Por que o imprio quer a guerra A Sria no um pas socialista e por isso mesmo no democrtico A principal lei da economia do pas o lucro e quem manda e governa a classe dos ricos As eleies so manipuladas h perseguio aos que lutam por uma revoluo e pelo verdadeiro socialismo e so numerosos os casos de corrupo no pas Os que tm dinheiro as famlias ricas conseguem resolver seus problemas os que no tm a imensa maioria da populao sofrem para conseguir at mesmo um emprego Apesar de ter socialismo em seu nome e em seu programa o Partido Baath Partido do Renascimento rabe Socialista no defende nem pratica o socialismo cientfico de Marx e Lnin embora quando de sua Constituio em 1963 tenha sido um partido progressista visto que nacionalizou o petrleo as terras e adotou medidas contra a espoliao estrangeira do pas Porm desde a dcada de 80 se transformou num instrumento a servio dos privilgios de algumas centenas de famlias e de grupos privados Em decorrncia vrias multinacionais tm cada vez mais negcios na Sria A multinacional italiana do setor de armamentos Finmeccanica h dois anos est entre os principais fornecedores do governo srio Finmeccanica o oitavo fornecedor do Pentgono e tambm produz em parceria com a norteamericana Lockheed Martin Por ser um pas dependente a Sria sofre duramente as consequncias da atual crise econmica capitalista Este fato foi agravado porque desde os anos 90 o governo adota um conjunto de reformas neoliberais para permitir o avano do capital estrangeiro elimina programas de assistncia social e reduz os investimentos pblicos em 50 As terras nas grandes cidades foram privatizadas e entregues a grandes empresas que elevaram os preos dos imveis obrigando milhares de famlias a irem morar na periferia das cidades e formar favelas Hoje o pas tem um elevado nmero de desempregados jovens as desigualdades sociais aumentaram absurdamente e a pobreza crescente Tal situao levou em meio aos levantes populares da Tunsia e do Egito a juventude a ocupar as ruas exigindo mudanas sociais e polticas no pas Foi nesse terreno que os pases imperialistas comearam a operar enviando Sria mercenrios que estavam no Iraque para organizarem atentados e recrutarem insatisfeitos com o regime em vista de se formar um exrcito At a organizao terrorista AlQaeda foi articulada pela CIA e membro ativo do chamado Exercito Livre da Sria Tambm a servio dessa estratgia imperialista o reacionrio governo turco de Tayyip Erdogan ao bombardear a Sria cumpre o papel de provocador visando a acelerar a nova guerra imperialista Entretanto no nem para acabar com o capitalismo na Sria nem com a corrupo e muito menos defender os direitos humanos que os EUA a Frana a Inglaterra e a Alemanha querem bombardear a Sria e derrubar o governo de BacharAl Assad Alis basta observar o que se tornaram a Lbia o Afeganisto e o Iraque aps as intervenes militares dos pases imperialistas para concluirmos como ficar a Sria se ocorrer um ataque da OTAN Organizao do Tratado Atlntico Norte Com efeito nenhum desses pases tornouse mais democrtico ou menos violento aps as guerras de que foram vtimas Pelo contrrio hoje na Lbia em vrios edifcios pblicos tremula a bandeira da organizao terrorista AlQaeda a mesma que acusada de realizar o atentado s torres gmeas nos EUA o qual matou mais de 3 mil cidados norteamericanos e no dia 11 de setembro ltimo realizou um atentado que matou o embaixador dos EUA na Lbia Christopher Stevens No Afeganisto entre 1 de janeiro e 30 de junho de 2012 1145 pessoas morreram e 1945 ficaram feridas devido a atentados Mulheres e crianas representam 30 das vtimas Ademais se existisse por parte das potncias imperialistas algum respeito aos direitos humanos os EUA no teriam financiado e ajudado o golpe militar em Honduras tentado derrubar o governo de Hugo Chvez e no continuariam apoiando e mantendo as sanguinrias ditaduras do Imen do Bahrein e
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da Arbia Saudita Tambm a defesa que a Rssia e a China fazem do governo srio nada tem a ver com o respeito autodeterminao dos povos Lembremos que ambos os pases foram favorveis s criminosas guerras contra o Iraque e o Afeganisto e j aprovaram diversas sanes econmicas contra a Sria e o Ir privando milhes de rabes de alimentos e de remdios A velha mentira repetida Sem ter o que dizer para justificar uma nova guerra imperialista os Estados Unidos e demais potncias imperialistas repetem o mesmo argumento ou melhor dizendo a mesma mentira usada contra o Iraque Saddam tem armas qumicas de destruio massiva ou contra a Lbia Kadafi massacra populao civil Portanto o principal motivo levantado pelos EUA e seus aliados para pressionarem a ONU a aprovar a agresso Sria e usarem sua mquina de guerra mortfera composta de satlites militares bombas nucleares submarinos avies no tripulados msseis intercontinentais e milhes de homens armados espalhados em mais de 1000 bases militares estacionadas em cerca de 50 pases que a Sria possui poderosas armas qumicas e pode uslas contra a populao Vejamos o que declarou o secretrio de Defesa dos EUA Leon Panetta no dia 28 de setembro ao ser perguntado pela imprensa de seu pas sobre os depsitos de armas qumicas na Sria Informaes da inteligncia americana do conta de que o arsenal est em locais seguros mas parte tinha se movido No est claro quando as armas foram transferidas nem se a movimentao aconteceu recentemente A notcia prossegue dizendo que os EUA acreditam que a Sria tem dezenas de depsitos de armas qumicas e biolgicas espalhados pelo pas No final de agosto o presidente Barack Obama declarou Vamos ser muito claros com o regime Assad mas tambm com todos os outros combatentes que a linha vermelha ser quando comearmos a ver um monte de armas qumicas sendo movidas e usadas Isso mudar nosso clculo Ora nunca uma misso internacional esteve na Sria para investigar se o pas possui ou no armas qumicas E agora no s o pas tem como est transferindo essas armas de um lugar para outro Mas como acreditar num governo que j mentiu tantas vezes Lembremos algumas disse que no jogaria bombas atmicas no Japo e jogou disse que no usaria armas biolgicas contra o Vietn e usou disse que Saddam possua armas de destruio em massa e era mentira Diz que o Ir est produzindo arma nuclear e at hoje apesar de vrias inspees a AIEA no foi capaz de encontrar nem uma s arma nuclear no pas embora os EUA possuam de acordo com o Pentgono 5113 armas nucleares e Israel algumas centenas Alis mentira e desinformao o que mais tem surgido em relao Sria De fato crimes contra o povo srio assassinatos e execues no algo raro praticado pelas chamadas foras rebeldes da Sria Vejamos o que declarou o insuspeito embaixador brasileiro Paulo Srgio Pinheiro chefe de um painel internacional independente que investiga a situao na Sria Existem motivos razoveis para acreditar que as foras antigovernamentais daquele pas perpetram assassinatos execues extrajudiciais e tortura Paulo Pinheiro tambm denunciou o uso de crianas com menos de 18 anos de idade por grupos armados de oposio Estas foras no identificam seus membros com uniformes reais ou insgnias para diferencilos da populao civil acrescentou Crimes realizados por esses elementos como sequestros tortura e maustratos de soldados do governo capturados tambm foram repudiados pela Alta Comissria da ONU para os Direitos Humanos NaviPillay Concluindo Pinheiro criticou o governo por levar a cabo ataques indiscriminados como ataques areos e bombardeios de artilharia a reas residenciais Ele tambm se posicionou contra a aplicao de sanes contra a Sria por constiturem uma negao dos direitos fundamentais ao povo desse pas onde segundo a ONU existem 25 milhes de pessoas que necessitam de ajuda humanitria O especialista reiterou a necessidade de uma soluo poltica na Sria e ressaltou que no h possibilidade de uma soluo militar Correio do Brasil 22092012 Escravizar os povos para dominar as riquezas Porm os grandes meios de comunicao da burguesia com o objetivo de convencer os povos da necessidade de mais uma guerra imperialista divulgam mentiras e mais mentiras certos do que afirmou o ministro da Propaganda de Hitler o nazista Joseph Goebbles Uma Mentira contada mil vezes tornase uma verdade Na realidade o que est por trs da atual guerra que se desenvolve na Sria e que j matou mais de 25000 srios o interesse das potncias imperialistas em controlar uma nao que produz petrleo e gs natural por dia a Sria produz 380 mil barris de petrleo e tem reservas de 25 bilhes de barris e 240 bilhes de m3 de gs natural est situada na regio estratgica do Oriente Mdio e faz fronteira com Iraque Ir Turquia Lbano e Israel Ademais a Sria at por fora das circunstncias pois tem parte de seu territrio nas colinas de Gol ocupado por Israel desde 1967 um pas que tem apoiado a luta pelo Estado da Palestina e tem em seu territrio quase 500 mil refugiados palestinos Dessa forma a substituio do atual governo srio por um governo submisso dominao dos EUA da Frana e da Inglaterra na regio alm de garantir aos monoplios desses pases o controle sobre petrleo e gs tambm enfraquece o Ir a luta do povo palestino e facilita o controle poltico do Oriente Mdio Em resumo se trata de mais uma guerra para assegurar os interesses de multinacionais como a Exxon BP Chevron Barrick Gold Shell Total Monsanto HSBC Deutsche Bank Goldman Sachs entre outros e de criar demanda para a indstria militar dos pases imperialistas a Boeing EUA a Northrop EUA a General Dynamics EUA a Raytheon EUA a BAE Systems a EADS europeia a Finmeccanica italiana a L3 Communications EUA e a United Technologies EUA H vrias comprovaes da existncia de paramilitares a servio da CIA na Sria e o governo denunciou na ONU a existncia de 60000 mercenrios pagos pelas potncias imperialistas atuando no pas O chamado Exrcito Livre da Sria recebe h muito dinheiro e armas da Inglaterra da Frana e dos EUA Segundo a BBC agncia de notcias inglesa o governo britnico entregou mais de 7 milhes de dlares em abastecimento mdico e equipamentos de comunicao aos grupos armados srios A Frana que teve a Sria como colnia at 1949 defendeu por intermdio do Ministro das Relaes Exteriores Laurent Fabius que as zonas liberadas srias que esto sob controle dos rebeldes recebam ajuda financeira administrativa e sanitria O chanceler francs prometeu ajuda de 5 milhes de euros R 128 milhes aos opositores A Secretria de Estado dos EUA Hillary Clinton anunciou no ltimo dia 29 mais US 30 milhes de assistncia em alimentos gua e servios mdicos e mais 15 milhes em equipamentos de comunicao oposio poltica noarmada Ora apesar da ONU adotar sanes contra a Sria o governo srio reconhecido pela organizao e por centenas de pases uma interveno como essa que ocorre no pas fere todas as leis internacionais e mostra que h muito o imperialismo jogou na lata do lixo o princpio da convivncia pacfica entre os pases e o respeito autodeterminao das naes So essas portanto as razes que asseguram que mais uma guerra imperialista est a caminho Tal situao coloca perante todos os homens e mulheres livres que no querem nem aceitam uma ditadura mundial do capital e a escravido da humanidade por um punhado de pases imperialistas governados por meia dzia de bancos e de monoplios a questo de o que fazer para deter esses genocdios e impedir que novas guerras sejam desencadeadas por potncias capitalistas Tais potncias mergulhadas numa profunda e grave crise econmica veem como sua salvao aumentar a explorao dos trabalhadores abocanhar as riquezas dos povos e dominar o mundo Com a palavra Che Guevara O imperialismo capitalista foi derrotado em muitas batalhas parciais Porm uma fora considervel no mundo e no se pode aspirar sua derrota definitiva sem o esforo e o sacrifcio de todos Che Guevara Discurso em Seminrio Econmico de Solidariedade Afroasitica 1965 Publicado em A Verdade n 144 outubro de 2012 Thais Gasparini Mesmo dizendo que o governo do estado havia investido em equipamentos de segurana para o cumprimento dos protocolos sanitrios a realidade no esta No h equipe de limpeza suficiente para dar conta de higienizar todas as salas em todos os perodos do dia os professores muitas vezes precisam fazer vaquinhas para garantir o mnimo de segurana dentro das escolas comprando lcool papel higinico mscaras pff2 Toda essa situao e a demora em atender o calendrio de vacinao agrava o quadro de casos nas escolas Pior alm de mentir sobre a segurana dos alunos professores e gestores Dria decidiu que no divulgaria os casos confirmados e mortes por Covid nas instituies de ensino e que os registro seriam apenas de casos provveis de infeco O Simed sistema criado para que as escolas registrassem e atualizassem o nmero de casos foi criado em dezembro do ano passado mas desde maio deste ano a pasta no torna pblica as informaes obtidas No ltimo boletim divulgado pelo Simed em maro de 2021 indicava uma baixa incidncia de casos nas escolas justamente por considerar cada aluno que no teve sequer um dia de aula presencial J o ltimo relatrio em maio registrou apenas 39 bitos de Covid sem identificar se foi por aluno ou professor e sem considerar as mortes no validadas pela Secretaria da Sade tendo grande subnotificao Isso s mostra o esforo de Dria em esconder o nmero de infectados e mortos pela doena para sustentar a volta das aulas garantindo os interesses dos tubares da educao Alm disso a falta de dados sobre o nmero de casos e mortes dentro das escolas dificulta a contagem e rastreamento para censos estaduais e regionais indo na contramo dos embasamentos cientficos que so necessrios para o controle da doena A partir desses resultados reais poderia se definir o isolamento ou retorno seguro de professores e alunos nas escolas Dados do ltimo dia 25 registrados pela APEOESP Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de So Paulo mostra que houve ao menos 106 bitos e 2804 casos confirmados de pessoas que trabalham presencialmente em 1210 escolas do estado Na cabea da lista elaborada entre 176 pases figura a Finlndia enquanto a Repblica Democrtica del Congo est em ltimo lugar Nas Amricas Argentina Costa Rica Mxico e Chile so os primeiros depois de Cuba enquanto Honduras Paraguai Guatemala e Hait possuem o pior registro Venezuela est em 66 lugar Cuba o melhor pas da Amrica Latina para a maternidade e o 33 do mundo segundo um ndice da organizao Save the Children Os Estados Unidos esto em 30 lugar abaixo de pases com menos ingresos frente desta lista figura a Finlndia enquanto o Congo o pior lugar do mundo para ser me destaca a agncia Efe Esta Ong com sede en Londres leva em conta fatores como o bemestar a sade a educao e a situao econmica das mes assim como a taxa de mortalidade infantil e materna Quanto a Amrica Latina e Caribe Cuba aparece no posto 33 frente da Argentina 36 Costa Rica 41 Mxico 49 e Chile 51 em contraste com Haiti clasificado em 164 Tambm em postos relativamente baixos esto Honduras 111 Paraguai 114 e Guatemala 128 Venezuela est em 66 Se bem que tenham conseguido enormes avanos na Amrica Latina podemos fazer mais para salvar e melhorar a vida de milhjes de mes e bebs recmnascidos que se encontram na maior situao de pobreza O ndice de Risco do Dia do Parto elaborado pela primeia vez revela que 18 de todas as mortes de crianas menores de 5 anos na Amrica Latina ocorrem durante o dia de nascimento As principais causas so nascimentos prematuros infeces graves e complicaes durante o parto No Brasil Peru Mxico e Nicargua foram feitos os maiores progressos Fonte El Universal Se cuba to boa assim por que que essa carrada de comunista no morar l Vo l fazerem parde do gado dos castro Por que a misso dos comunistas fazer a revoluo em seus prprios pases e no buscar conforto pessoal onde acharem que a situao melhor Os comunistas querem libertar a classe trabalhadora mundial comeando pelo seu prprio pas melhorando a vida do seu prprio povo Os comunistas pensam no coletivo antes de pensar no individual Quem vai buscar conforto pessoal em outros pases so vocs capitalistas de merda que so individualistas e s pensam no prprio umbigo O memorial destruido inaugurado no ltimo dia 6 de maio homenageia os moradores assassinados na ao policial mais letal da histria do estado do Rio Redao RJ BRASIL Nesta quartafeira 11 um memorial que servia de homenagem aos 28 mortos na
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Chacina do Jacarezinho na Zona Norte do Rio de Janeiro foi derrubado por policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais CORE A CORE grupo criado especialmente para invadir favelas e realizar operaes uma unidade especial da Polcia Civil do Estado do Rio de Janeiro Os agentes usaram marretas e um caveiro carro blindado para destruir a estrutura A chacina do Jacarezinho foi a ao policial mais letal da histria do estado do Rio O memorial inaugurado no ltimo dia 6 de maio por moradores da comunidade e movimentos sociais buscava homenagear os assassinados neste trgico episdio Na estrutura do monumento derrubado estava escrito que nenhuma morte deve ser esquecida Nenhuma chacina deve ser ignorada Alm disso tinha os nomes dos mortos em placas de ferro Diversas entidades internacionais mobilizaram denncias em relao a essa ao brutal da polcia do Rio Os acontecimentos da chacina foram denunciados como uma violaes graves de direitos humanos pela ONU O Jacarezinho o bairro do Rio de Janeiro com o maior nmero de moradores mortos em chacinas decorrentes de operaes policiais Fica cada vez mais claro que o estado burgus e seu aparato policial fazem de tudo para assassinar prender e eliminar a populao dos bairros pobres Depois de mortos precisam apagar o seu legado e a sua memria No perodo da monarquia eclodiram movimentos liberais federalistas e separatistas Balaiada Cabanagem Revolta Farroupilha etc Esses movimentos foram trados no seu nascedouro pelas elites regionais temendo a adeso dos pobres e dos trabalhadores escravizados As elites regionais sempre preferiram a subordinao imperial a pr em perigo a ordem escravista que foi um dos pilares da unidade territorial brasileira Em 1880 o movimento abolicionista exigia o fim imediato da escravido sem indenizao A luta pela abolio transformouse no primeiro grande movimento democrtico nacional com organizao de fugas de escravos onde homens livres e trabalhadores escravizados uniam suas foras A reforma eleitoral a universalizao do ensino a democratizao da propriedade da terra eram propostas discutidas pelos abolicionistas A partir de 1887 aumentaram as fugas organizadas para as cidades Logo o movimento assumiu um carter massivo Com as fazendas desertadas vendo o fim inevitvel da escravido os cafeicultores paulistas aderiram defesa da imigrao Os fluminenses proprietrios de terras esgotadas e de muitos escravos reivindicavam a abolio com indenizao A abolio da escravatura saiu vitoriosa e obrigou a elite a reconhecer sua derrota com a Lei urea Sem o apoio dos fazendeiros e exdonos dos escravos a monarquia tentou apoiarse na nova classe que surgia Sobretudo na populao negra que via a princesa Isabel como a redentora e esperavam que no 3 Reinado da Monarquia fossem garantidas melhores condies de existncia Para sobreviver a famlia imperial dos Bragana tentou se colocar como os principais defensores do povo que haviam massacrado por mais de trs sculos Para isso que na ltima Fala do Trono dom Pedro II props a aprovao de lei que regulamentasse a propriedade territorial e facilitasse a aquisio e cultura das terras devolutas concedendo ao Governo o direito de expropriar no interesse pblico as terras prximas s ferrovias desde que no fossem cultivadas pelos donos as famosas terras improdutivas ou que no cumprem funo social e que existem at os nossos dias Assim em junho de 1889 o representante da Monarquia na assembleia geral o Visconde de Ouro Preto apresentou projeto que procurava adaptla nova situao defendeu tambm o voto secreto ampliao do colgio eleitoral liberdade de culto e ensino autonomia provincial etc Estas propostas de democratizao do acesso da terra e a vitria esmagadora dos liberais nas eleies parlamentares da Monarquia aceleraram o golpe Assim em 15 de novembro de 1889 alguns soldados comandados pelo marechal Deodoro da Fonseca tomaram o Ministrio da Guerra e depuseram o ministro e o presidente o visconde de Ouro Preto Logo em seguida o novo republicano marechal Deodoro da Fonseca tomou algumas medidas entre as quais abandonar o projeto de assentamento e profissionalizao dos escravos libertos instituir a censura imprensa reajustar seu salrio e dobrar o dos ministros conceder direito de expropriao para empresas estrangeiras realizarem empreendimentos em territrio nacional Todas as elites provincianas apoiaram o novo regime a maioria eram lderes dos partidos monrquicos agora defensores fervorosos da Repblica Assim a Repblica foi estabelecida praticamente sem lutas salvo no Estado do Maranho onde os antigos escravos tentaram reagir ao golpe e foram violentamente dispersos causando o saldo de trs mortos e vrios feridos Os trs negros de que a Histria oficial no guardou os nomes foram os primeiros mortos contra o golpe da Proclamao da Repblica no Brasil A primeira Constituio republicana foi essencialmente conservadora e elitista nada de democrtico e popular Quando populaes nacionais levantaramse confusamente contra uma ordem que compreendiam serlhes absolutamente injusta como Canudos Contestado ou na Revolta da Chibata foram acusadas de atrasados loucos etc e duramente massacradas A Repblica era coisa das elites e se mantm at hoje 124 anos depois Hinamar A Medeiros Recife A Repblica era coisa das elites e se mantm at hoje 124 anos depois como consta em seu texto uma realidade infelizmente Ningum ainda conseguiu estabelecer as bases para a correo desse rumo De minha parte ouso dizer que o que temos no se pode chamar de democracia Faces que se intitulam partidos polticos salvo boas intenes negociam quem vai colocar seu nome em votao nada restando ao eleitor a no ser a sua confirmao Ento a liberdade est manipulada perdendo seu signficado Sonho com o nascimento de uma liderana capaz de esclarer como devemos proceder claramente para mudar todo esse quadro mal pintado que tantos apreciam REALMENTE O CAPITALISMO E UMA MERDA FAZEM PESSOAS HUMILDES E MAL CARATERS COMO NOSSO ADORADO LULA ASCENDER DA MISSERIA E ACABAR COM UM PAIS MALDITO CAPITALISMO e mesmo S no concordo com a parte que culpou o imperador de maltratar o povo e botar ele no mesmo saco de sua familia S no se esquea que Dom Pedro I desafiou sua familia para tornar o Brasil independente logo no faz parte dos portugueses e mesmo se fosse Dom Pedro II no foi criado por seu pai nem por sua me ou seja Dom Pedro II s tinho a sangue em comum como os portugueses que tanto maltrataram o Brasil Tendenciosa essa narrao Embora acredite que pontos de vista diferentes nos fazem ver de outras perspectivas A realidade de nosso pas na minha humilde opinio que nunca se determinou com clareza qual o caminho poltico a se seguir Somos uma repblica democrtica que no sabe se deve ser capitalista ou socialista pois ao mesmo tempo defensores socialistas se utilizam muito bem do capitalismo para acumular riquezas e capitalistas se valem de favores sobre os socialistas para garantir vantagens No aguardem um lder poltico que inovara e mudar os rumos do Brasil isso conto de livros infantis Com a poltica praticada aqui no nosso pas e com as leis protetoras dessas classes que sempre se colocam acima de todos os cidados nunca veremos mudanas Falam no ditadura mas legislam como se assim fossem ditadores e corruptos Olham para o povo de cima e em momento algum se veem como funcionrios servio deste No importa quem esteja l ocupando a cadeira presidencial Realizam por hbito conchavos que ridicularizam o povo e sua inteligncia Desacreditam a todo instante a capacidade e poder de mudana nas mos da populao que podem sim condenalos por suas prticas s no acordaram para isso Mto bom Bandos fascistas fazem parte de organizao criminosa nacional aponta Ministrio Pblico Empresrios estariam financiando protestos para tentar dar golpe no Brasil preciso lutar pela priso e condenao dos criminosos fascistas Redao BRASIL Aps uma reunio com o ministro Alexandre de Moraes do TSE o procuradorgeral de Justia de So Paulo Mario Luiz Sarrubbo declarou a jornalistas que existe uma grande organizao criminosa por trs dos atos golpistas de fascistas nas estradas e quartis O procurador paulista foi junto com procuradores do Esprito Santo e Santa Catarina na reunio com Moraes As investigaes do Ministrio Pblico tem apontado para uma vasta rede de financiamento dos atos fascistas Esta rede seria alimentada por empresrios golpistas que alm de dar dinheiro para o movimento tambm estariam organizando boicotes contra comerciantes que votaram em Lula H uma grande organizao criminosa com funes prdefinidas financiadores arrecadadores como de conhecimento pblico Tem vrios nmeros de Pix Agora temos que estabelecer quem exerce qual funo declarou Sarrubo Desde o fim das eleies em 30 de outubro a famlia Bolsonaro vem mobilizando bandos fascistas para tentar aterrorizar a populao No ltimo dia 3 um bando de fascistas agrediu estudantes dentro de um nibus em Jundia SP Os jovens fizeram gestos em apoio ao presidente eleito Lula para contrapor a manifestao fascista Em Casca norte do Rio Grande do Sul comerciantes fascistas esto propondo marcar o comrcio e casa de eleitores de Lula com uma estrela vermelha A proposta parecida com a que os nazistas usavam para marcar judeus na Alemanha da dcada de 1930 Em So Miguel do Oeste SC militantes fascistas em frente a um quartel fizeram a saudao nazista conhecida como Sieg Heil enquanto cantavam o Hino Nacional Desde o incio das manifestaes est evidente que existe muito financiamento por trs Caminhoneiros esto sendo pagos para no trabalhar comida de luxo distribuda em acampamentos em frente a quartis entre outras provas preciso mais do que apenas a ao da justia Combater o fascismo e o nazismo apoiado por Bolsonaro tarefa de toda sociedade principalmente o povo explorado Ocupar as ruas uma necessidade para barrar os atos golpistas prender esses criminosos e garantir a manuteno da democracia no Brasil A juventude deu seu recado e mostrou que segue mobilizada em defesa da educao pblica de qualidade O dia 11 de agosto marca a luta dos estudantes brasileiros que deram o sangue para construir esse pas Isabella Gandolfi Diretora da UBES JUVENTUDE Milhares de estudantes foram s ruas no ltimo dia 11 de agosto Dia do Estudante para denunciar o sucateamento da Educao os cortes oramentrios e exigir a revogao da reforma do Ensino Mdio O movimento tambm cobrou punio para Bolsonaro e seus cmplices e o fim da poltica econmica em prol do mercado financeiro e dos ricos Mesmo a maioria das pessoas que participaram da consulta pblica sendo contra a reforma do Ensino Mdio o Ministrio da Educao insiste em reformar a reforma fazendo pequenas mudanas na lei mas mantendo sua essncia Ns estudantes estamos nas ruas do pas inteiro para dizer um grande NO a essa reforma disse Nicole Viana coordenadora geral da Federao Nacional dos Estudante de Ensino Tcnico Fenet Dias antes do 11 de agosto um novo corte de verbas da Educao foi anunciado ainda reflexo da poltica de Teto de Gastos aprovada pelo governo Temer e at hoje no revogada pelo governo Lula Ao todo 332 milhes de reais foram bloqueados da Educao No Rio de Janeiro RJ estudantes e servidores pblicos promoveram ato unificado da Candelria Assembleia Legislativa Uma das pautas presentes na manifestao que tambm ocorreu em cidades do interior do Estado foi o repdio ao assassinato do jovem Thiago de apenas 13 anos morto durante mais uma operao policial na Cidade de Deus Em Belo Horizonte MG o movimento se concentrou na Praa Afonso Pena no Centro com faixas e cartazes da AMESBH e dos grmios pedindo passe livre O mesmo ocorreu em Vitria ES com grande presena de alunos da rede federal e estadual que promoveram ato na praa Jucutuquara Em So Paulo SP cerca de trs mil estudantes tomaram a Avenida Paulista e caminharam em direo Secretaria de Educao Estiveram presentes na manifestao os DCEs da USP UFABC e IFSP a Fenet UBES UNE e a Associao Regional dos Estudantes Secundaristas do ABC ARESABC alm de dezenas de grmios e CAs De acordo com Isis Mustafa diretora da UNE e militante da UJR foi fundamental estar nas ruas neste dia primeiro para comemorar o aniversrio de 86 anos da Unio Nacional dos Estudantes UNE e segundo para dizer ao governo que para governar para juventude e para os estudantes preciso fazer uma poltica econmica que seja a favor do povo e no dos bancos e do agronegcio Por isso urgente a revogao do Teto de Gastos No CentroOeste estudantes fizeram o ato na Praa Universitria em Goinia GO e na capital do pas Braslia saram do Museu Nacional em direo ao MEC onde uma comisso de representaes foi recebida pelo ministrio Na regio Sul a Unio Florianopolitana dos Estudantes Secundaristas UFES organizou a manifestao no Largo da Alfndega em Florianpolis SC Em Curitiba PR estudantes e trabalhadores se uniram contra o aumento da passagem e pelo passe livre no dia 11 de agosto J
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em Porto Alegre RS alunos das principais escolas e universidades da capital gacha foram s ruas contra o corte de verbas No Nordeste atos e manifestaes ocorreram em Salvador Feira de Santana e Vitria da Conquista na Bahia em Joo Pessoa PB So Lus MA Macei AL Natal RN Fortaleza CE Aracaju SE e Recife PE Esses atos foram importantes principalmente para reaquecer a luta contra a reforma do Ensino Mdio e denunciar para a populao os cortes de verba numa perspectiva de crescer as mobilizaes e assim conquistar a revogao do NEM e mais investimento nas nossas escolas explicou Ana Luiza aluna do IFBA e Coordenadora Geral da Fenet Por fim na regio Norte estudantes foram s ruas em Manaus AM Boa Vista RR e Belm PA levando faixas e cartazes contra os cortes e a reforma alm de denunciar a interveno na reitoria da Universidade Rural do Par A juventude deu seu recado e mostrou que segue mobilizada em defesa da educao pblica de qualidade O dia 11 de agosto marca a luta dos estudantes brasileiros que deram o sangue para construir esse pas nossa tarefa homenagelos todos os dias organizando cada estudante grmio centro acadmico DCE e associao sem abandonar jamais as ruas e as lutas Matria publicada na edio n 277 do Jornal A Verdade O marco temporal da ocupao uma argumentao insustentvel e racista que ignora completamente as perseguies violncias e massacres sofridos por milhares de comunidades indgenas e quilombolas desde o perodo colonial trazendo insegurana jurdica e social a estes povos Tratase de uma farsa perpetrada no Congresso Nacional pela bancada ruralista em 2009 capitaneada pelo exministro Carlos Ayres de Brito do Supremo Tribunal Federal STF que plantou durante o julgamento da Terra Indgena TI Raposa Terra do Sol situada em Roraima a inconsistente tese que preconiza que os direitos territoriais dos povos indgenas s teriam validade se eles estivessem em suas terras em 5 de outubro de 1988 data da promulgao da atual Constituio Brasileira Significou o estabelecimento deste ano como balizamento nico de ocupao para fins de demarcao de terras indgenas Posteriormente o prprio STF reconheceu que a deciso proferida neste processo no poderia causar efeito vinculante ou seja no deveria estender as suas implicaes ou decises a outros casos No obstante a Confederao da Agricultura e Pecuria do Brasil apresentou a Proposta da Smula Vinculante n 49 onde solicitou a reativao da adoo geral de 1988 como marco temporal para validao de direitos originrios s terras NAKANE MICHELLETI 2017 MILANEZ 2017 Mesmo com a manifestao da Comisso de Jurisprudncia do STF indicando o imediato arquivamento dessa proposio em 20 de julho de 2017 o golpista Michel Temer buscando oficializar esta absurda falcia publicou no Dirio Oficial da Unio DOU o Parecer 0012017GABCGUAGU que estende os intentos do julgamento da Terra Indgena Raposa Terra do Sol para todo o pas em troca de apoio poltico da bancada do agronegcio no Congresso Nacional golpista alm de prescrever a obstruo possibilidade de ampliao de terras indgenas j demarcadas NAKANE MICHELLETI 2017 Visando o fortalecimento desta poltica de violao de direitos dos povos originrios tambm em julho de 2017 o impostor desgoverno Temer publicou uma portaria que criou um grupo de trabalho formado pela Polcia Federal Secretaria de Segurana Pblica e Fundao Nacional do ndio FUNAI visando formular propostas de organizao social das comunidades indgenas e quilombolas A ideia seria trazer ainda a questo quilombola para o mbito do Ministrio da Justia at ento tratada na esfera do Ministrio da Cultura e no Instituto Nacional de Colonizao e Reforma Agrria INCRA dificultando procedimentos identitrios demarcatrios e trmites relacionados titulao das terras remanescentes MILANEZ 2017 Esta medida se alinha tambm proposio de Emenda Constitucional conhecida como PEC 215 bancada pelo mesmo grupo poltico reacionrio ruralista que prev a transferncia do Executivo 1 Federal para o Congresso Nacional com relao deciso final sobre a demarcao de terras indgenas a titulao de territrios quilombolas e a criao de unidades de conservao ambiental O texto ainda probe a ampliao de terras indgenas j demarcadas prevendo a indenizao aos proprietrios O que tambm se pretende legitimando o marco temporal e todas estas proposies fascistas anistiar os crimes cometidos contra os povos tradicionais relacionadas escravido torturas confinamentos em pequenos territrios aprisionamentos exlios remoes foradas desterros separao de familiares assassinatos apropriaes indevidas de territrios tradicionais desconsiderando assim as noes de reparao histrica de dvida histrica com os povos originrios de resguardo cultural e imemorial de direitos congnitos imprescritveis intangveis e da posse coletiva da terra Alm de lideranas indgenas e quilombolas e especialistas em Direitos Humanos renomados juristas brasileiros afirmam que o argumento do marco temporal inconstitucional e inconvencional ferindo em especial os artigos 231 e 232 da Constituio alm de desrespeitar a Conveno da Organizao Internacional do Trabalho OIT n 169 de 1989 ratificada pelo Brasil que consagra os direitos culturais e territoriais bem como a autodeclarao como instrumento primaz da identidade tnica alm do reconhecimento das diferentes formas de ocupao manejo e uso da terra Isto implica obviamente que o preceito da tradicionalidade deve transcender requisitos temporais e restritivos Ainda vem sendo constatada a infringncia do direito consulta prevista na conveno supracitada uma vez que novos processos no tm tido a participao prevista por parte dos povos tradicionais criando um clima de provisoriedade e injustia jurdicopoltica Ainda na esfera Internacional importante mencionar o posicionamento da Corte Interamericana de Direitos Humanos CIDH no tratamento de julgamentos relacionados aos direitos possessrios indgenas que costuma considerar em suas sentenas violao aos seus direitos a demora ou postergao na adoo de medidas internas que visem o eficaz reconhecimento e a demarcao de terras alm de reiterar a prerrogativa da autodeterminao invocando a sua plena autonomia Fica mais que claro que os procedimentos do STF esto em total desacordo com a jurisprudncia da referida Corte SCHWANTES STARCK 2017 Agora o Supremo ao invs de ser portador da segurana dos direitos possessrios indgenas cria um entendimento que viola totalmente a Constituio e documentos internacionais de direitos humanos em nome de entre outras razes a dificuldade de se estabelecer uma retrospectiva imemorial sobre as terras indgenas SCHWANTES STARCK 2017 160 Contudo o advogado indgena Luiz Henrique Eloy da Articulao dos Povos Indgenas do Brasil APIB alerta que Muitos juzes de primeira instncia tm aplicado cegamente o marco temporal e determina reintegrao de posses 2 avaliando que aplicaes nas varas de primeira instncia vm desestabilizando e impactando a organizao de comunidades indgenas A demora ultrajante por parte do STF em julgar 3 infundada a tese do marco temporal afronta os direitos humanos contrariando tambm as informaes e revelaes contidas no relatrio da Comisso Nacional da Verdade CNV 4 Tal documento da CNV denuncia que no perodo de 1940 a 1988 o Estado foi responsvel por vrias omisses e ilicitudes sendo comum a elaborao de laudos fraudulentos atestando a inexistncia de povos tribais em inmeras parcelas de terras almejadas Houve uma clara tentativa de eliminar famlias e comunidades tradicionais durante o regime ditatorial civilmilitarempresarial agravando ainda mais o quadro de violaes de suas terras em nome do chamado desenvolvimento e integrao nacional Neste perodo povos foram aprisionados forados a servios militares e banidos de seus territrios para instalaes de agroindstrias hidreltricas exploraes de minerais madeira abertura de estradas entre outros empreendimentos e negociatas As informaes sobre delitos e transgresses contra os povos indgenas foram to aviltantes que resultou na proposio final da criao de uma Comisso Nacional da Verdade Indgena CNVI O que se pretende dar luz e tornar pblicas as remoes foradas dos povos indgenas de seus lugares a partir da compreenso da realidade ftica e no da institucionalmente construda ou fabricada dando visibilidade histria da resistncia indgena e de sua espoliao OSOWSKI 2017 O que se constata que o poder judicirio vem agenciando uma verdadeira poltica de esquecimento negando o territrio e o sentido de pertencimento desses povos Baseandose nas premissas sobre a memria das tragdias ou do infortnio de J Candau 2016 R Osowsky prope que a lembrana das violncias dos deslocamentos forados e a usurpao de terras por parte dos brancos continua na esfera do memorvel por parte dos povos indgenas OSOWSKY 2017 337 As lembranas frequentemente esto associadas a lugares com testemunhos materiais arqueolgicos e intangveis do passado e de uma ancestralidade ou seja a espaos territoriais onde fluem memrias coletivas vividas construdas e reinterpretadas Segundo o jurista Carlos Frederico Mars 2013 a manuteno desta poltica de esquecimento por parte do Estado resultar na ausncia de demarcao de terras o que ocasionar no mdio e longo prazo um verdadeiro etnocdio O direito originrio no se restringe somente em restaurar um passado ancestral e a sua histria marcadamente violenta mas tambm garantir um futuro possvel e harmnico por meio de polticas que coadunam com os preceitos dos direitos humanos internacionais e com os prevalecentes dispositivos constitucionais Vale a pena mencionar uma importante frase dos assessores jurdicos do Conselho Indigenista Missionrio CIMI a respeito do marco temporal reiterando que este fere os direitos possessrios indgenas e o instituto do indigenato direitos originrios gerando um cenrio de alto risco Alm de se configurar como uma interpretao distanciada do contexto histrico e social visivelmente inconstitucional Verificase que se tenta impor uma interpretao jurdica desvinculada dos sujeitos de direito de hoje os povos indgenas como se no houvesse relao entre o passado o presente e futuro das 305 etnias que vivem no territrio brasileiro atualmente CUPINSKY et al 2018 A mais recente manobra ocorreu no ms agosto de 2018 quando os representantes da Confederao Nacional de Agricultura CNA da Frente Parlamentar de Agricultura FPA no Congresso Nacional e uma deputada do DEM do Mato Grosso do Sul encaminharam ao golpista Temer a revogao do Decreto n 60402007 que institui a Poltica Nacional de Desenvolvimento Sustentvel dos Povos Indgenas solicitando ainda a suspenso de processos demarcatrios Especialistas analisam que esta ao da bancada do boi e da bala seria uma represlia declarada conquista das comunidades quilombolas sobre o julgamento da Ao Direta de Inconstitucionalidade ADI n 3239 que questionava o Decreto n 48872003 que regulamenta o processo de demarcao e titulao das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos Em entrevista 5 a procuradora da Repblica Deborah Duprat assevera que o judicirio desconhece a real profundidade e a multiplicidade de circunstncias histricas que envolvem os povos tradicionais sendo que os direitos fundamentais destas comunidades apresentam carter inalienvel propondo que o problema do marco temporal antecede o julgamento da Raposa Serra do Sol tendo sido construdo internamente pelo STF desde o final da dcada de 1990 Duprat considera que foi a mobilizao contnua e aguerrida dos povos indgenas e quilombolas que impediu de fato que estas medidas e polticas conservadoras avanassem ainda mais A PEC 215 j teria sido aprovada e as decises do STF sobre o marco temporal e as demarcaes j estariam consolidadas Sigamos atentos e na luta Marco Temporal No porque absurdo inconstitucional e violao aos direitos dos povos originrios Por Alenice Baeta 6 e Gilvander Moreira 7 1 Segundo o Estatuto do ndio em vigor desde 1973 o reconhecimento de terras para uso exclusivo dos ndios homologado por decreto do presidente da Repblica Ao Executivo tambm cabe proteger esses povos O processo de demarcao depende de estudos tcnicos realizados pela FUNAI e de aprovao do Ministrio da Justia A pasta tambm determina a desapropriao de fazendas na rea demarcada e os proprietrios so ressarcidos pelas benfeitorias realizadas no local J o pagamento pela terra no est previsto em lei A PEC 215 segue em tramitao no Congresso Nacional 2 Depoimento compilado na matria Porque o debate do marco temporal to importante para os
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indgenas na Carta Capital de B Ramos e J A Lima publicado em 1682017 httpswwwcartacapitalcombrsociedadeporquedebatedomarcotemporaletaoimportanteparaosindigenas 3 No dia 16 de agosto de 2018 foi previsto pelo STF a anlise do marco temporal o que no ocorreu postergando a deciso mantendo sob ameaas os direitos bsicos dos povos indgenas e quilombolas Nessa seo julgaram todavia duas aes civis abertas pelo estado do Mato Grosso com questionamento sobre demarcaes de terras indgenas 4 BRASIL Comisso Nacional da Verdade CNV Violaes de direitos dos povos indgenas 2016 httpmemoriasdaditaduraorgbrcnveindigenasindexhtml 5 Concedida a M Pellegrini publicado em 18112015 na Carta Capital httpswwwcartacapitalcombrsociedadetemostracosdecolonialismodosquaisnaonoslibertamos1405html 6 Doutora em Arqueologia pelo MAEUSP PsDoutorado no Departamento de Antropologia e Arqueologia na FAFICHUFMG Mestra em Educao pela FAEUFMG Historiadora e integrante do CEDEFES Centro de Documentao Eloy Ferreira da Silva wwwcedefesorgbr 7 Frei e padre da Ordem dos carmelitas doutor em Educao pela FAEUFMG licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR bacharel em Teologia pelo ITESP SP mestre em Cincias Bblicas assessor da CPT CEBI SAB e Ocupaes Urbanas prof de Movimentos Sociais Populares e Direitos Humanos no IDH em Belo Horizonte MG Email email protected wwwgilvanderorgbr wwwfreigilvanderblogspotcombr wwwtwittercomgilvanderluis Facebook Gilvander Moreira III Referncias Bibliogrficas Acessos entre 19 e 22 de Agosto de 2018 CUPINSKI A et al Terra tradicionalmente ocupada direito originrio e a inconstitucionalidade do Marco Temporal CIMI Maio de 2018 httpscimiorgbr201805terratradicionalmenteocupadadireitooriginarioeainconstitucionalidadedomarcotemporal NAKANE M MICHELLETI A Indgenas contra o marco temporal Nossa Histria no comea em 1988 Brasil Debate 14082017 httpsjornalggncombrnoticiaindigenascontraomarcotemporalE28098nossahistorianaocomecaem1988E28099pormarielnakaneealvaromicheletti MILANEZ F Marco Temporal um argumento racista para legitimar massacres Carta Capital Sociedade 15082017 httpswwwcartacapitalcombrsociedademarcotemporalumargumentoracistaparalegitimarmassacres SCWANTES S STARCK G Marco temporal e as violaes aos direitos dos povos indgenas In Anurio Brasileiro de Direito Internacional vol 2 n 23 jul de 2017 SOUZA FILHO C F M Os Povos indgenas e o Direito Brasileiro In SOUZA FILHO C F M BERGOLD R C Orgs Os Direitos dos Povos Indgenas no Brasil desafios no sculo XXI Curitiba Letra da Lei 2013 p 1334 OBS Foto Marcas do perodo prcolonial figuraes rupestres picturais milenares deixadas por grupos humanos ancestrais dos atuais indgenas nas paredes de abrigos rochosos Serra do Cip MG Foto A Baeta 2017 Belo Horizonte MG 2882018 Obs Os vdeos abaixo ilustram o texto acima 1 Retomada Indgena Kamak GrayraEsmeraldasMG O direito terra 1 Parte 0662018 httpswwwyoutubecomwatchvY7JN9YfEFs 2 Direito terra retomada Indgena Kamak Grayra EsmeraldasMG 2a parte 1662018 httpswwwyoutubecomwatchv4IUu3VGQYkg 3 Retomada Indgena na FUCAMEsmeraldasMG Luta legtima pelo direito terra3 Parte 0662018 httpswwwyoutubecomwatchv9A3QZyUiP5E 4 Quilombo Marob dos Teixeira AlmenaraMG clamor por justia Sr Orlindo Teixeira e Kena 15042017 httpswwwyoutubecomwatchv3nicEBQZUo 5 Daiane Comunidade Quilombola BaMG Ameaas e violncia por lutar pelo territrio2452018 httpswwwyoutubecomwatchvqq6zWzfUI1I 6 Comunidade Quilombola Brao Forte em RetomadaSalto da Divisa MGA luta pela terra0962016 httpswwwyoutubecomwatchvG19WGcI6fVs Reproduzida do site da FUP Na ao o SindipetroAM requereu pedido liminar urgente para que a negociao entre as partes em valores aviltados seja paralisada imediatamente a fim de evitar prejuzo aos cofres pblicos A venda da REMAN alm de representar um grave risco ao mercado consumidor do Amazonas acarretando formao de monoplio privado fica ainda mais grave com o baixo valor anunciado destaca o advogado ngelo Remdio da Advocacia Garcez que representa o sindicato amazonense na ao Para o presidente do SindipetroAM Marcus Ribeiro preciso paralisar esta privatizao ilegal Foi mais uma negociao escusa obscura pois a refinaria est sendo negociada por um valor bem abaixo do que ela de fato vale no mercado afirma Deyvid Bacelar coordenador Geral da Federao nica dos Petroleiros FUP Na opinio de Bacelar o que o Governo Federal est fazendo com as empresas pblicas estatais devastador o Brasil est indo na contramo do que vrios pases hoje esto fazendo que fortalecer esse setor estratgico atravs de reestatizaes ou de reestruturaes e no privatizando absolutamente tudo A Petrobrs assinou o contrato de venda da REMAN e seus ativos logsticos associados pelo valor de US 1895 milhes equivalente na ocasio a R 99415 milhes Aps a venda para a Ream Participaes veculo societrio de propriedade dos scios da Atems Distribuidora de Petrleo a gesto da Petrobrs disse que o processo de privatizao da refinaria teria seguido sistemtica aprovada pelo Tribunal de Contas da Unio TCU No entanto segundo o Ineep a refinaria que apresenta importante potencial de gerao de caixa futura est avaliada com um valor mnimo pelo cmbio mais elevado deste ano em US 279 milhes Para calcular o valor da REMAN o Ineep utilizou o mtodo do Fluxo de Caixa Descontado FCD que se baseia no valor presente dos fluxos de caixa projetandoos para futuro Do resultado so descontadas a taxa que reflete o risco do negcio as despesas de capital investimento em capital fixo e necessidades adicionais de giro Segundo o Instituto esse fluxo de caixa calculado tanto para a empresa como para o acionista Ele considerado um modelo de clculo que apresenta maior rigor tcnico e conceitual sendo por isso o mais indicado e adotado na avaliao de empresas A REMAN possui capacidade de processamento de 46 mil barrisdia e seus ativos incluem um terminal de armazenamento Esta a segunda refinaria que a Petrobrs anuncia venda Em maro ltimo a diretoria da companhia aprovou a privatizao da Refinaria Landulpho Alves RLAM e seus ativos logsticos associados na Bahia para o fundo rabe Mubadala Capital pelo valor de US 165 bilho A operao tambm abaixo do valor de mercado enfrenta processos na Justia Em entrevista ao jornal A Verdade Pedro Monzn cnsulgeral de Cuba no Brasil fala sobre a luta que a juventude cubana empreendeu em defesa de um modelo de educao e de universidade completamente diferentes daquele que o capitalismo apresenta ao povo So Paulo A Verdade Como era a educao em Cuba antes da Revoluo e quais foram os desafios para sua democratizao Pedro Monzn A educao em Cuba antes de 1959 era determinada pelo sistema capitalista e pelo governo do ditador Fulgncio Batista Era uma educao elitista havia escolas privadas e escolas do Estado As escolas privadas tinham as melhores condies possveis enquanto as escolas do Estado estavam em condies muito ruins os professores no tinham muita formao e sobretudo fisicamente as escolas eram realmente um desastre Eu tive estudei em uma escola no privada e simplesmente no havia aulas os professores no ajudavam etc Enquanto isso na escola privada havia um regime muito mais estabelecido sistemtico que garantia a educao dos estudantes Havia algumas escolas religiosas outras que no eram mais que extenses das escolas dos Estados Unidos Os contedos claro no tinham nada a ver com os contedos nos quais se apoiava a Revoluo mas sim em princpios derivados de uma sociedade capitalista tanto na escola privada quanto na escola pblica As possibilidades de estudo em geral s existiam para uma parte da populao Havia um alto nvel de analfabetismo mais de 20 a maioria no campo mas tambm na cidade havia uma educao muito frgil Essa foi a educao que se acabou com a Revoluo Quando triunfou a Revoluo uma das primeiras medidas que o governo tomou foi de organizar a alfabetizao da populao com a ideia de que se iniciasse um processo de educao elevado que levasse o povo cubano a altos nveis culturais e de instruo A alfabetizao teve em apenas um ano a participao de mais de 100 mil estudantes secundaristas e alguns estudantes do primrio que foram para as montanhas aos lugares mais longnquos onde residiam principalmente os analfabetos Essa foi uma medida que beneficiou a todo mundo tanto aos analfabetos quanto aos estudantes que participaram da alfabetizao Ns que participamos da alfabetizao ganhamos muito porque aprendemos o que era a misria em Cuba como viviam os camponeses e os operrios mais pobres e os camponeses operrios e analfabetos conseguiram alfabetizarse em apenas um ano A partir da comeou um processo contnuo de educao que chegou finalmente at a universidade com a democratizao da educao em Cuba e por isso os cubanos de maneira geral tm um alto nvel cultural e de instruo no so grupos isolados do resto da populao Os cubanos tiveram a partir disso uma cultura poltica uma cultura geral que no se encontra em outros pases do mundo incluindo o Brasil A juventude de Cuba hoje tem livre acesso universidade Sim H uma porcentagem altssima de universitrios em Cuba Existe uma prioridade a isso Toda famlia cubana quer que seus filhos cheguem universidade e a universidade livre Para ingressar nela devese apenas realizar uma prova Para ser aprovado preciso estudar mas a educao e o processo formativo anterior prova te permite conseguir passar No custa nenhum centavo estudar na universidade e no custa nenhum s centavo fazer psgraduao em qualquer rea H profissionais em Cuba que tm duas ou trs carreiras em sua universidade e que tm vrias psgraduaes em diferentes temas de seu interesse A educao em Cuba no geral livre e gratuita o que permitiu o desenvolvimento da populao Alm disso os estudos so estimulados insistese na necessidade de que a pessoa estude e h a obrigatoriedade de ter no mnimo o nvel secundrio de estudo para toda a populao A educao em Cuba muito complexa h uma rede muito coerente e abundante de centros universitrios em todo o pas Em toda provncia h carreiras que tm mais peso que outras ou uma prioridade geral do Estado como o caso da Medicina Qual o papel da juventude cubana na defesa do legado da Revoluo O papel da juventude cubana o mesmo da juventude do mundo inteiro Ela tem que ser ativa radical revolucionria A juventude cubana decisiva para o futuro da Revoluo por isso se insiste muito na educao da juventude no fato de que a juventude conhea a histria de Cuba tenha uma viso sria da poltica internacional Em Cuba a educao estatal os meios de comunicao so estatais h organizaes polticas em diferentes reas mas as mais importantes so o Partido Comunista de Cuba e a Juventude Comunista H outras organizaes de massa de forma que em Cuba h uma rede muito complexa e muito completa de instituies e de organizaes que tm alguma relao com a educao do povo e tambm da juventude No como acontece em outros pases onde a imprensa e os meios de comunicao esto nas mos de proprietrios privados que estabelecem polticas editoriais para servir aos interesses das classes mais opulentas da elite oligrquica de cada pas A educao em Cuba e todo o fenmeno da promoo
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de ideias est nas mos do Estado e responde aos interesses estratgicos e tticos da Revoluo e claro que a juventude desempenha um papel decisivo nas diversas organizaes que existem no nvel primrio secundrio e universitrio um sistema muito completo que permite que a juventude esteja organizada em funo dos interesses da Revoluo Essas organizaes discutem livremente qualquer tema e servem para mobilizar os estudantes em termos gerais Mobilizar os estudantes de Cuba no se trata de lhes impor critrios polticos que no respondem s capacidades racionais dos estudantes Os estudantes tm uma alta capacidade de anlise e portanto mobilizlos pressupe a utilizao de argumentos srios profundos capazes de serem entendidos Ou seja no respondem a emotividades manipulao da conscincia mas sim racionalidade sobre todas as coisas Os estudantes por muitas vezes saem s ruas em defesa da Revoluo contra as medidas do bloqueio econmico que os EUA impem a Cuba contra as tentativas malogradas do imperialismo de jogar a populao contra o governo devido s dificuldades econmicas causadas pelo prprio bloqueio A juventude assim como todo o conjunto da populao sofre com o bloqueio sofre dificuldades na alimentao nos transportes s que todos sofremos por igual e manteremos firme e arraigada nossa posio poltica sobre a Revoluo E mesmo assim ningum morre de fome ningum vive nas ruas as drogas no so um problema em Cuba no afetam nem aos estudantes nem a ningum a violncia mnima a delinquncia mnima A juventude cubana passou por vrios estgios desde a luta pelo triunfo da Revoluo at a etapa atual que objetiva conseguir que a Revoluo avance ao mximo respeitando sempre os princpios de justia social que governa o nosso sistema A juventude brasileira pode aprender com a nossa histria Tem que estudar a forma como a juventude cubana se lanou s ruas em outras condies para defender as posies mais revolucionrias como se alaram s montanhas para lutar contra a tirania como conseguiram se organizar na cidade contra a tirania Naquele momento se fazia a luta armada no o caso no Brasil hoje no podemos transportar nossa experincia pura de um lugar para outro mas se pode deixar claro que a juventude atuou sempre disposta a se sacrificar pela Revoluo O importante dessa deciso de se sacrificar o que fundamental sacrificarse em funo dos interesses polticos que beneficiam no s aos estudantes e aos jovens mas a todo o povo no Brasil E depois da Revoluo seguir lutando pelo seu triunfo fazendo o que for necessrio para que ela triunfe Isso o fundamental 200 famlias acabam de dar vida Ocupao Maria Felipa em um prdio abandonado h 20 anos pelo Governo do Estado entre elas as 120 famlias que ocupavam o antigo Hospital Couto Maia despejadas violentamente organizadas pelo MLB Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas Na noite de sexta 200 famlias entre elas as 120 famlias que ocupavam o antigo Hospital Couto Maia despejadas violentamente organizadas pelo MLB Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas ocuparam o galpo Navegao Bahiana abandonado h mais de vinte anos pelo Governo do Estado localizada no fim de linha da Ribeira na Cidade Baixa httpswwwfacebookcomAVerdadeJornalvideos438141090427248 As famlias lutam pelo seu direito moradia digna garantido pela Constituio Federal e reafirmam a resistncia da Maria Felipa mesmo aps o recente despejo violento e ilegal feito mando do Governador Rui Costa no antigo Hospital Couto Maia Para Eslane Paixo Coordenadora do MLB e Presidenta Estadual da UP As guerreiras e guerreiros que constroem essa luta so herdeiros de Maria Felipa e a luta corre no nosso sangue Por isso esse nome foi batizado para a Ocupao A escolha de colocar dezenas de batalhes policiais pra despejar crianas trabalhadores e trabalhadoras no resolve o problema da moradia dessas famlias Em tempos de fascismo e retirada de direitos a construo do poder popular pra ontem Na opinio de Victor Aicau a luta por moradia tende a crescer a cada dia Hoje somos cerca de 452 mil pessoas que no tem casa prpria na Bahia O povo no tem outra sada se no lutar pelo direito de ter onde colocar seus filhos pra dormir no final do dia Por isso entendemos que necessrio uma profunda reforma urbana no nosso pas e no de polcia despejando trabalhador Como disse o patrono da nossa Escola de Formao Popular Carlos Marighella a nica luta que se perde aquela que se abandona No desistiremos at alcanarmos o nosso direito Nesse momento o Movimento exige que o Governo negocie uma soluo para a moradia dessas 250 famlias e um espao para o funcionamento da Escola de Formao Popular Carlos Marighella O MLB um Movimento Nacional que luta pela Reforma Urbana e o Socialismo completando 20 anos de existncia esse ano Em Salvador O MLB organizou a Ocupao Luisa Mahin em 2016 No dia 29 de novembro de 2019 foi construda a Ocupao Maria Felipa no antigo Hospital Couto Maia abandonado h 1 ano e 7 meses no bairro do Bonfim No dia 20 de dezembro nas vsperas do Natal foi feito o despejo de mais de 100 famlias e 54 crianas numa operao feita de madrugada ilegalmente com bomba de gs lacrimogneo spray de pimenta em crianas e idosos violentando brutalmente os ocupantes Fruto de ensaios e experimentaes Espelhos traz uma reflexo sobre o fazer teatral a partir das experincias desejos e questionamentos dos prprios membros do grupo que buscaram assim desenvolver uma dramaturgia prpria Os atores so eles mesmos atores num processo de montagemensaio e so outros que aparecem e desaparecem no decorrer do espetculo As apresentaes acontecem nos dias 30 e 31 de maio s 20h no MiniTeatro Paulo Pontes anexo ao Teatro Municipal Severino Cabral em Campina Grande Espelhos o primeiro espetculo fruto do MASKE Ncleo de Pesquisa e Experimentao Teatral fundado em Campina Grande em 2012 O espetculo trabalha com a narrao e a interpretao o mostrar e o contar so mesclados o tempo inteiro em cena e como se trata de um espetculo que fala de teatro so utilizados tipos que podemos encontrar no meio teatral bem como na vida de uma forma geral assim temos a grande DIVA do teatro O GRANDE ATOR A QUE SONHA tornarse uma grande atriz O QUE BUSCA a experincia teatral AQUELE QUE NO SABE ainda o que faz neste meio o QUESTIONADOR que est em permanente provocao de reflexes sobre o fazer teatro e o DIRETOR Todos esses tipos se mesclam tambm a personagens como o pai que questiona a escolha do filho em prestar vestibular para Artes Cnicas o jogo com mscaras brincando com os tipos da Comdia Dellart alm do jogo com as energias da queixa e do samurai exerccios de trabalho teatral ligados a Antropologia Teatral proposta por Eugnio Barba Os atores em cena expressam seus anseios seus desejos alegrias e frustraes de uma maneira potica utilizando do teatro para falar de si mesmo e do prprio teatro questionando suas formas e tcnicas utilizando assim a metalinguagem O MASKE formado pelo encenador Claudivam Barbosa pelos atores Gedeo Ferreira Irene Ponciano Rodrigo Yankovic Rumennig Tavares Samantha Pimentel Marcos Moraes Ivanneide Ouriques pelos colaboradores Jefferson Souza figurino e Mayara Silveira Design grfico e fotografia Os ingressos para as apresentaes custam R 20 inteira e R 10 meiaentrada Contatos Samantha Pimentel 83 88344931 96307640 Marcos Moraes 83 88415270 Claudivam Barbosa 83 88455666 Ato faz parte da mobilizao nacional que teve como principal pauta o reajuste da categoria que h anos sofre com a precarizao e falta de direitos Redao Rio Grande do Sul TRABALHADOR UNIDO Na tarde do dia 25 de janeiro em Porto Alegre ocorreu a paralisao dos trabalhadores de entrega por aplicativo Essa atividade contou com centenas de trabalhadores e fez parte de uma mobilizao nacional A principal pauta foi o reajuste da categoria que h anos sofre com a precarizao e a falta de direitos O ato iniciou com a fala dos representantes da Associao dos Cicloentregadores do Rio Grande do Sul e de apoiadores presentes O Jornal A Verdade entrevistou Anderson Panasiuk e Talisson Vieira membros da Diretoria da ACERGS Segundo Anderson o ato tinha como prioridade reivindicar o reajuste das taxas mnimas que atualmente so de R600 por entrega e duplas onde o entregador realiza duas entregas mas recebe s por uma alm de uma aplice de seguro funcional em caso de acidente e maior tolerncia nas entregas de bicicleta Talisson alerta tambm sobre a venda casada da bicicleta eltrica vermelha do prprio iFood na qual o entregador acaba sendo obrigado alugar a aderir o iFood Pedal tendo em vista que estes acabam recebendo pedidos de menores distncias em comparao com os adeptos do modal Bike Normal Panasiuk ainda destaca que o surgimento da ACERGS uma forma de chamar os entregadores para se organizarem frente s plataformas que tem monopolizado o mercado de trabalho com uma falsa premissa de que o trabalhador dono do prprio horrio patro de si mesmo quando na verdade esto explorando as pessoas que esto margem do desemprego A Unidade Popular UP e o Movimento Luta de Classes MLC participaram do processo de mobilizao e do ato Essa mobilizao revela que a luta da classe trabalhadora avana no Sul Carlos Vieira da Unidade Popular prestou solidariedade aos trabalhadores e ressaltou que as grandes plataformas tm ficado milionrias enquanto os trabalhadores de aplicativos tm sido os mais afetados com a retirada dos direitos trabalhistas As greves dos trabalhadores de aplicativos crescer muito neste ano Essas greves sero os ingredientes para a futura unio da classe trabalhadora Parabns UP e ao MLC O governo do AKP Partido Justia e Desenvolvimento da Turquia recebeu com entusiasmo a deciso dos imperialistas de lanar uma ofensiva armada contra a Sria encabeada pelos Estados Unidos e Inglaterra O AKP espera que com o ataque seja possvel levar a cabo uma interveno militar direta Ahmet Davutolu o ministro turco de Assuntos Exteriores declarou que participaria sem vacilao em uma possvel coalizo de interveno na Sria No entanto apenas a Grande Assembleia Nacional de Turquia TBMM o parlamento turco est autorizado em assuntos exteriores como mandar soldados aos pases estrangeiros e declarar a guerra O governo do AKP antes de iniciarem os levantamentos populares no Oriente Mdio tinha a estratgia de desenvolver relaes comerciais com os pases da regio e mediante a presso militar e econmica aumentar sua fora poltica na regio sendo o principal aliados dos pases imperialistas Depois dos levantamentos que se iniciaram primeiramente na Tunsia e que se estenderam por todos os pases rabes a Irmandade Mulumana e outras foras religiosas conseguiram chegar ao poder na Tunsia Lbia e no Egito A partir dessa fase o governo do AKP pretendeuse protetor dos partidos polticos e governos islamitassunitas do Oriente Mdio Apoiou financeiramente os governos da Irmandade Mulumana na Tunsia e no Egito Transferido sua experincia de dez anos no governo os ajudou a construir suas instituies policiais e agncias de inteligncia O primeiro ministro Recep Tayyip Ergdogan tinha relaes ntimas com Bashar Al Assad antes dos levantamentos rabes facilitando a obteno de vistos entre ambos os pases organizando reunies comuns do Conselho de Ministros planificando aumentar o volume do comrcio com a Sria etc Aps o ano de 2011 e das movimentaes armadas de grupos com AlQaeda e AlNusra virou as costas para Assad e se posicionou junto ao Qatar e a Arbia Saudita os aliados mais importantes dos grupos terroristas islmicos na regio Enquanto o Qatar e a Arbia Saudita financiavam grupos terroristas o governo do AKP lhes permitiu o estabelecimento de bases e acampamentos na Turquia e que realizassem ataques militares na fronteira da Turquia contra o Estado Srio O AKP pretende colocar um governo islmicosunita na Sria depois de j ter conseguido isto na Tunsia Egito e na Lbia No obstante a pesar do grande desejo de interveno militar do governo do AKP o povo da Turquia no apoia nenhuma interveno militar na Sria Pesquisas de opinio indicam que mais de 70 do povo est contra uma guerra com a Sria H 10 anos antes da ocupao do Iraque os Estados Unidos planejava usas as foras armadas da Turquia para intervir neste pas No entanto em uma votao no parlamento foi rechaada a autorizao pedida pelo governo do AKP para enviar tropas ao Iraque Naquele momento inclusive alguns deputados do governo votaram contra a proposta Hoje todos os partidos polticos com representao no parlamento exceto o AKP esto contra a interveno na Sria e a participao da Turquia em qualquer campanha militar contra este pas Desta man
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eira o AKP pretende atropelar o parlamento para realizar a interveno Por isso muito provvel que se produzam algumas provocaes a exemplo das que ocorreram antes com lanamento de morteiros a partir da Sria a exploso de bombas que causaram a morte de 53 civis turcos em um distrito fronteirio e vrios disparos vindos do territrio Srio que mataram civis turcos O EMEP Partido do Trabalho da Turquia est contra a interveno na Sria e pede o fim do apoio imperialista s foras armadas nosrias ou seja a grupos como AlQaeda e AlNusra Defendemos que o povo Srio deve decidir sobre o futuro da Sria de forma democrtica e livre de qualquer ingerncia externa Ante a situao poltica atual nosso partido pe no centro de seu trabalho a luta pela paz trabalhando pelo estabelecimento de uma frente popular de paz No dia 01 de setembro o Dia de Paz sero realizadas marchas pela Paz em Istanbul e em muitas outras cidades da Turquia O Partido do Trabalho convoca a todos os partidos irmos s foras revolucionrias e democrticas a rechaar a interveno militar contra a Sria e apoiar a luta pelo estabelecimento da paz em todo Oriente Mdio Partido do Trabalho Turquia Vivemos em uma sociedade dividida em classes sociais De um lado a imensa maioria da populao que no tem nada a no ser sua fora de trabalho que vende em troca de um salrio miservel e de outro lado uma minoria proprietria dos meios de produo que vive da explorao de bilhes de seres humanos Da resulta a fome misria desemprego e violncia Portanto a causa da violncia que aflige as comunidades pobres no provm do trfico de drogas mas este um componente a mais uma consequncia mesmo deste sistema injusto em que vivemos o capitalismo Descriminalizar ou mesmo legalizar o uso e comrcio das drogas no diminuir a violncia nem os danos causados pelo seu uso Isto fica evidente quando os dados revelam que a droga que mais mata no nosso pas o lcool Na verdade isso beneficiar as grandes corporaes capitalistas que lucraram bilhes com a morte e a destruio de vidas humanas Ou no assim com a indstria das bebidas alcolicas e de cigarros No podemos ser ingnuos e achar que o estado burgus ir agir em benefcio dos mais pobres que so na realidade os que mais sofrem com o trfico de drogas Nem muito menos isto ir diminuir a violncia contra os pobres e negros das periferias Como sabemos as atividades criminosas no se restringem ao trfico e enquanto houver desemprego e misria o crime organizado encontrar campo frtil para recrutar os jovens das periferias do pas A violncia direcionada a uma classe social e inerente ao prprio sistema capitalista e isso fica evidente ao verificarmos quem hoje lota os presdios brasileiros O nosso papel deve ser esclarecer as causas da violncia e no as esconder atrs de um discurso falacioso de que esse seria o caminho de aplacar a violncia e os danos causados pelo uso das drogas lcitas ou ilcitas Ou algum acredita que assim a misria a fome e o desemprego iro acabar Que o estado capitalista deixar de cumprir o papel de carrasco da classe trabalhadora ou que a polcia deixar de matar pretos e pobres ou mesmo que o racismo desaparecer No Isto no acontecer enquanto houver capitalismo Isto no quer dizer as pessoas dependentes devam ser tratadas como criminosas mas sim como um problema de sade pblica Devemos atuar na defesa da vida e nossas reivindicaes devem apontar no sentido de garantir direito ao tratamento adequado aos dependentes qumicos De acordo com dados do Escritrio da ONU contra Drogas e Crimes o comrcio ilegal do crime organizado registra ganhos anuais de mais de US 2 trilhes Este nmero equivale a cerca de 36 de tudo o que se produz e consumido no planeta em um ano ou a quatro vezes o PIB da Argentina e quase dez vezes o da Colmbia O GFI elaborou seu relatrio a partir de 12 atividades ilegais e as cinco primeiras so estas Se juntarmos a estas cifras os ganhos com outras atividades criminosas desde o trfico de rgos at a venda de obras de arte a soma chega a US 650 bilhes E se levarmos em conta que a maioria das transaes so feitas em dinheiro vivo a lavagem de dinheiro se transforma em um grande negcio que explica a soma total de mais de US 1 trilho citada pelo Frum Econmico Mundial Em 2003 os ganhos com narcotrfico chegavam perto dos US 320 bilhes uma cifra equivalente a 1 do PIB mundial A produo se concentra nos pases em desenvolvimento e o principal destino so os mercados em pases como Estados Unidos e pases da Unio Europeia Em 2008 o rendimento econmico do mercado americano de cocana chegou a US 35 bilhes O cultivo de coca nos pases produtores recebeu cerca de US 500 milhes No Brasil o negcio gira aproximadamente R 155 bilhes ao ano de acordo com levantamento da Consultoria Legislativa da Cmara de Deputados realizado em agosto de 2016 Com lucros bilionrios evidente que este negcio est sob controle da grande burguesia internacional e seus scios a burguesia dos pases dependentes e em particular sob a tutela do capital financeiro que garante a lavagem do dinheiro atravs dos parasos fiscais No toa que at hoje ningum foi preso por conta de um helicptero com 450 kg de cocana flagrado em uma fazenda de deputado no Brasil Por outro lado quase 200 mil pessoas morrem por ano devido ao consumo de narcticos ilegais entre sobredoses e problemas associados e atualmente h 27 milhes de dependentes no mundo segundo o diretor executivo do Escritrio das Naes Unidas sobre Drogas e Crime UNODC sigla em ingls Yuri Fedotov No Brasil entre 1996 a 2010 os ndices de mortes pelo uso de drogas pularam de 142 mil para 225 mil segundo o Departamento de Informtica do Sistema nico de Sade o Datasus Pior no esto contabilizadas algumas doenas provocadas pelo abuso de drogas como o cncer de pulmo nem os homicdios atrelados ao trfico de entorpecentes Alm disso o Ministrio da Sade estima que h no Brasil 600 mil dependentes de crack em sua maioria jovens nmero que pode chegar a 1200000 segundo alguns estudiosos O uso de drogas matou 40692 pessoas no Pas entre 2006 e 2010 uma mdia de 8 mil bitos por ano Estudo sobre mortes por drogas legais ou ilegais registradas no Sistema de Informao sobre Mortalidade SIM do Ministrio da Sade mostra que o lcool o campeo na mortandade As duas principais drogas legalizadas no Pas lcool e fumo juntas segundo o estudo mataram 39198 pessoas em cinco anos ou 962 do total Para o vicepresidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de So Paulo Cremesp Mauro Aranha o problema bem maior H a uma clara subnotificao das mortes afirma Segundo ele o governo precisa melhorar a logstica nos municpios para que os mdicos possam informar os dados reais Isso fundamental para que se possa trabalhar polticas pblicas sobre drogas defende Aranha A burguesia atravs de seus meios de comunicao tenta apresentar o uso das drogas como algo romntico rebelde e libertador Tenta apresentar jovens expresses artsticas que morreram de overdose como smbolos e cones para a juventude Quando na verdade estes foram tambm vtimas do capitalismo e morreram sem poder desenvolver todo seu potencial intelectual e artstico Vidas foram interrompidas cedo demais Com isso pregam a ideologia burguesa do individualismo da satisfao do prazer pessoal do egosmo como caminho para felicidade enquanto o mundo sucumbe diante da ferocidade do capitalismo imperialista O que querem na verdade alienar parcelas da juventude da sua verdadeira condio de oprimida Assim fez a burguesia estadunidense para acabar com o partido Panteras Negras Introduziram as drogas nos bairros negros para desorganizar a luta contra o racismo e pelos direitos civis nos EUA O que querem entorpecer a conscincia da juventude e da classe trabalhadora com drogas lcitas e ilcitas para que no lutem pelos seus direitos contra os capitalistas e seus governos E se com isso ganham bilhes de dlares todos os anos tanto melhor para eles Por isso devemos afirmar que nossos heris no morreram de overdose mas na luta contra o odioso sistema da morte da opresso e da violncia Os nossos heris so Che Guevara Manoel Lisboa Emmanuel Bezerra Olga Benrio Carlos Lamarca Margarida Maria Alves Snia Angel e tantos que deram o que tinham de mais precioso na luta pelo fim das injustias suas prprias vidas A verdadeira liberdade est na conscincia da necessidade de por fim ao sistema capitalista que s tem a oferecer a morte a dor e sofrimento a juventude A verdadeira rebeldia est em ter atitude e fazer com que mais e mais jovens lutem contra a opresso e abracem a causa do socialismo Portanto se queremos ser consequentes na nossa luta contra o capitalismo devemos combater o uso das drogas e de seu comrcio porque estas esto a servio dos capitalistas e no dos trabalhadores e da juventude Se quisermos que a violncia contra a juventude pobre e negra das periferias do pas acabe lutemos contra a sua verdadeira causa enfim lutemos para por fim a classe dos capitalistas e seu sistema As cenas de toneladas de comida sendo destrudas na Rssia rodaram e chocaram o mundo no incio do ms de Agosto desse ano O motivo A Rssia aprovou um embargo sobre produtos agrcolas da Unio Europia UE Noruega Austrlia Canad e EUA aps 28 pases da EU decidirem manter sanes econmicas a Rssia at janeiro de 2016 medida articulada sobretudo pelo governo Norte americano aps os atritos entre as duas potncias sobre o futuro da Crimia quando um referendo realizado ano passado anexou o pas Rssia Assim em resposta as imposies dos outros pases o governo Russo decidiu proibir a entrada de Carne Peixes Frutas e verduras leite e derivados desses pases O problema que mais uma vez quem est sofrendo com essa briga de cachorro grande entre EUA e Rssia a grande populao do pas Segundo o Instituto de Estudos Estratgicos Integrados IKSI em Russo a resposta do governo Russo criou preos exorbitantes e prateleiras vazias por conta do embargo A Rssia importa da Europa 315 da carne 426 de laticnios 70 das frutas 32 dos legumes e 50 do leite que consome Ou seja uma total dependncia dos produtos oriundos desses pases Como se no bastasse o mundo inteiro ver a insanidade em nome do lucro por parte de Vladmir Putin o presidente anunciou investimentos de 37 do PIB Russo em armamento em julho desse ano Ou seja U81bilhes por ano em novas armas entre convencionais e nucleares As 114 toneladas de carne e as 73 de frutas verduras e queijo incinerados no incio de agosto desse ano s fez aumentar ainda mais as taxas de fome e pobreza entre a populao pobre russa Contrabando de alimentos voltou a fazer parte do cotidiano russo como j vimos em 1998 aonde o pas chegou inclusive a receber ajuda humanitria internacional A mdia mundial tentou comparar a atual crise no pas com as falsas informaes divulgadas sobre a URSS sobretudo na poca de Stlin claro que eles no falam que tal situao s encontra paradigma na poca dos Czares antes da revoluo bolchevique de 1917 e no citam a crise de 1929 a chamada quebra da bolsa de nova York onde os pases do primeiro mundo agonizavam enquanto a URSS se industrializava eletrificava todo seu territrio e encarava como fantasmas do passado coisas como fome analfabetismo e desemprego Ou seja os mesmo que antes comemoravam a vitria do capitalismo sobre o socialismo se digladiam e tentam esconder cada vez mais suas mazelas coisa impossvel em uma poca de informao digital Dito de outro modo na briga por mais lucros matam de fome seu prprio povo e promovem ainda mais guerras E como disse Manoel Lisboa de Moura impossvel amar uma ptria que lhe mata de fome Esses famlicos se erguero mais uma vez Cloves Silva Estudante de Letras da UFRPE Gustavo Roth SO PAULO Desde o comeo do governo genocida de Bolsonaro mais de 2000 agrotxicos foram liberados para uso nas plantaes agrotxicos esses que envenenam os trabalhadores do campoe a populao que consome esses alimentos que alm de se deparar com a realidade do aumento absurdo no custo de vida tem que enfrentar os riscos de cncer problemas respiratrios m formao do feto e doenas do fgado provenientes de agrotxicos que envenenam nossa comida No s os incontveis riscos para sade os agrotxicos causam um prejuzo enorme ao meio ambiente contaminando o solo os animais e os rios Projeto de Lei PL 62992002 O Projeto de Lei PL 62992002 apelidado de pacote do veneno aprovado dia 9 de fevereiro de 2022 pela cmara dos deputados mesmo com forte resistncia das camadas populares tem como principais mudan
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as A aprovao do pacote do veneno proposto pela base do governo federal refora o total descaso e o carter antipovo de Bolsonaro que no se preocupa com o meio ambiente ou com a segurana alimentar e a sade da populao reafirma que seus interesses esto fortemente ligados ao agronegcio e seus investidores estrangeiro um governo que deixa seu povo entre a espada e a cruz com a fome ou alimentos com agrotxicos cancergenos deve ser combatido com todas as nossas foras nem mais um dia nem mais um minuto O povo brasileiro merece uma alimentao saudvel e livre de venenos Claudiane Lopes Sindicato dos Jornalistas do Cear Foto FENAJ A situao do exerccio profissional dos jornalistas se agravou muito diante do governo do fascista Jair Bolsonaro O atual presidente do pas foi responsvel por 58 dos ataques contra jornalistas segundo relatrio da Federao Nacional dos Jornalistas FENAJ Em um ano de governo Bolsonaro foi o responsvel por 121 casos de ataques a veculos de comunicao e a jornalistas Foram 114 ofensivas genricas e generalizadas alm de sete casos de agresses diretas a jornalistas totalizando 121 ocorrncias O estudo afirma que o Brasil registrou em 2019 208 ataques a veculos de comunicao e jornalistas um aumento de 54 em relao a 2018 Do total 114 casos foram de descredibilizao da imprensa e 94 de agresses diretas a profissionais Alm dos ataques e das prises arbitrrias a Federao ainda registrou dois assassinatos 28 casos de ameaa e intimidao 15 agresses fsicas dez casos de censura ou impedimento do exerccio profissional cinco ocorrncias de cerceamento liberdade de imprensa por aes judiciais dois casos de injria racial e duas aes de violncia contra a organizao sindical da categoria Foi o caso da priso do reprter fotogrfico Rodrigo Zaim Pereira na manifestao contra o aumento da tarifa de nibus e trens em So Paulo O ato terminou na estao de metr TrianonMasp com cerca de 30 pessoas presas ilegalmente para averiguao A priso do profissional que cobria a manifestao e se identificou como jornalista um ato que atenta contra a liberdade de imprensa e a democracia Um caso de assassinato foi do jornalista Romrio da Silva Barros do site de notcias Lei Seca Maric Ele foi executado no dia 18 de junho de 2019 com trs tiros abordado por dois homens Romrio se dedicava prioritariamente ao jornalismo policial Seu assassinato ainda est sendo investigado No Cear jornalistas do jornal O Povo que participaram das mobilizaes do estado de greve realizadas na porta da empresa nos dias 22 e 26 de maro de 2019 foram ameaados de demisso Reprteres e editores adjuntos foram chamados em particular por seus chefes e comunicados que quem descer para a prxima paralisao no precisa mais voltar para trabalhar Vrias demisses ocorreram depois da paralisao da categoria que lutava por direitos trabalhistas O Cear o quinto estado no pas e primeiro no Nordeste em casos de violncia contra jornalistas Os episdios de violncia registrados no Estado em 2019 foram ameaasintimidaes um caso cesuras um caso impedimentos ao exerccio profissional trs casos e violncia contra a organizao sindical dois casos O relatrio analisou que a regio Sudeste se manteve como a regio brasileira com mais casos de violncia direta contra jornalistas Ao todo foram 44 ocorrncias 4681 O Estado de So Paulo continua com o maior nmero de casos seguido pelo Distrito Federal e pelo Rio de Janeiro Na regio CentroOeste com 18 casos 1915 destacase o Distrito Federal com 13 ocorrncias 1383 O Sul do pas contou com 15 casos 1596 o Nordeste com 11 1170 e o Norte com 6 638 Os jornalistas do sexo masculino so maioria entre as vtimas de violncia em decorrncia do exerccio profissional Esta tendncia registrada desde a dcada de 1990 foi mantida novamente em 2019 quando 59 jornalistas do sexo masculino foram agredidos 4916 do total Entre as mulheres 26 2167 foram vtimas de algum tipo de agresso Os principais agressores so polticos responsveis por 144 ocorrncias 6923 do total a maioria delas tentativas de descredibilizao da imprensa mas tambm 30 casos de agresses diretas aos profissionais Em outras palavras a atual postura do presidente da Repblica mostra que a liberdade de imprensa est ameaada no Brasil O chefe de governo promove por meio de suas declaraes sistemtica descredibilizao da imprensa e dos jornalistas Com isso institucionaliza a violncia contra a imprensa e seus profissionais Alm disso o Governo Bolsonaro se utiliza do seu cargo para tomar medidas que visam a enfraquecer a organizao dos trabalhadores jornalistas o caso da Medida Provisria 9052019 que prejudica a classe trabalhadora como um todo e a categoria dos jornalistas em especial ao eliminar a exigncia do registro profissional A MP publicada no Dirio Oficial da Unio mais um passo rumo precarizao do exerccio da profisso de jornalista uma atividade de natureza social ligada concretizao do direito humano comunicao Na prtica sem qualquer tipo de registro de categoria o Estado brasileiro passa a permitir de maneira irresponsvel o exerccio da profisso por pessoas no habilitadas prejudicando toda a sociedade Diante dessa realidade mais que necessrio fortalecer os sindicatos dos jornalistas aumentando as filiaes dos trabalhadores realizar lutas denunciar o fascismo e organizando mobilizaes em prol da categoria e fortalecendo as lutas gerais dos trabalhadores com as demais categorias A conjuntura cobra a ns jornalistas fazermos o enfrentamento necessrio defesa da atividade profissional de jornalista que essencial democracia brasileira a defesa dos direitos humanos e da soberania nacional So os nossos direitos e a nossa democracia que esto em jogo a luta e a organizao da categoria so uma resposta aos ataques que vivenciamos atualmente com o avano do fascismo no Brasil Acesso o relatrio completo no site wwwfenajorgbr Unidade Popular DF BRASIL Historicamente nenhum direito foi dado ou cedido para a classe trabalhadora de forma autnoma pela classe dominante a burguesia ou foi conquistado pela luta de pessoas isoladas Efetivamente desde a Lei urea que aboliu a escravido do Brasil at o Auxilio Emergencial do Governo Federal durante o perodo de pandemia do COVID19 todas as conquistas dos trabalhadores foram resultado de organizao popular Mesmo os heris mais destacados da classe trabalhadora que dirigiram o processo de revolta popular durante o perodo da Ditadura Militar faziam parte de organizaes Como exemplo temos Carlos Marighella um dos principais nomes que lutaram contra a Ditadura Militar membro da Ao Libertadora Nacional ALN Outro destacamento na direo da resistncia popular foi Manoel Lisboa que tambm militava dentro de uma organizao o Partido Comunista Revolucionrio PCR Apesar desses exemplos alguns jovens ou at mesmo pessoas um pouco mais maduras podem fazer comentrios como sou muito jovem e no tenho tanto conhecimento sobre causas sociais ou j estou velho meu tempo j passou para poder fazer algo tanto a primeira quanto a segunda afirmao so equivocadas Estes pensamentos na verdade so reflexo da ideologia dominante a ideologia liberal que estimula o individualismo Porm ningum precisa ter lido tudo que todos e todas revolucionrias j escreveram nem ter determinada idade para ingressar e comear a construir algum coletivo O coletivo um dos meios de sua formao poltica No se aprende a falar em pblico a mediar conflitos a fazer crtica e autocrtica e afins apenas lendo textos ou livros mas sim na prpria prtica desses hbitos importante ressaltar que como j disse o camarada Lnin no livro O que fazer Sem teoria revolucionria no pode haver movimento revolucionrio Isso mostra a necessidade de uma teoria a qual se possa basear leituras de conjuntura e atuao de um coletivo Outros ainda podem fazer comentrios como no estou com tempo de organizar politicamente ou vou esperar eu me estabilizar para poder me organizar politicamente Tambm so pensamentos estimulados pela ideologia liberal em prol da desorganizao da juventude e da classe trabalhadora Devese ter a compreenso clara que o sistema capitalista nunca dar sequer um direito para a juventude e para a classe trabalhadora Por isso infelizmente no existe chance de esperar condies melhores para militar pois nunca existiro condies perfeitas para se organizar sem ter que se abdicar de algo Sempre haver a necessidade de se lidar com as condies materiais existentes no momento Esses so apenas alguns dos pensamentos propagados pela ideologia burguesaliberal para que a juventude e classe trabalhadora no se engaje em lutas sociais Efetivamente so pensamentos muito bem enraizados e propagados de maneira que fique difcil de identificlos como nonaturais mas sim como mecanismos de dominao de classe Devese entender que cada qual pode contribuir de acordo com suas condies mas sempre ficar atento s maneiras de dominao usadas sobre a classe trabalhadora e a juventude para que no se organizem Por isso importante destacar que esses indicativos no tm inteno de acusar os que no compem nenhum partido movimento social ou coletivo de liberal ou traidor de classe Mas evidenciar que muitos dos pensamentos que existem para no se organizar em coletivos na luta contra esse sistema que explora e mata so pensamentos condicionados e estimulados pela ideologia liberal pois sabem que o povo organizado tem o poder de transformar nossa sociedade e isso terror daqueles que exploram e matam No ms de novembro de 2018 a Unidade Popular UP alcanou importantes objetivos que somados contribuem para conquistar sua legalizao definitiva fazendo valer a vontade de um milho e 200 mil brasileiros e brasileiras que depositaram sua confiana neste novo partido assinando a ficha de apoio na esperana de uma alternativa poltica para lutar contra a explorao que sofre Segundo a Resoluo 235712018 do Tribunal Superior Eleitoral TSE os diretrios estaduais de partidos polticos em formao devem ser objeto de julgamento no Pleno dos Tribunais Regionais de cada estado Para que ocorra o julgamento necessria a obteno de 01 do eleitorado de cada estado de acordo com a Lei n 909695 Lei dos Partidos Polticos Tendo atendido aos requisitos os procedimentos de registro obtiveram unanimidade das votaes nos Tribunais dos Estados do Piau Rio Grande do Norte Rio Grande do Sul Gois e Bahia Na sesso de julgamento no Estado de Gois um dos desembargadores elogiou o estatuto da UP chamando a ateno especialmente para os artigos 3 e 4 nos quais esto previstos a defesa da reforma agrria reforma urbana melhores salrios para a classe trabalhadora e a luta pelo socialismo cientfico No Estado do Piau um dos integrantes da Corte destacou o direito constitucional livre organizao de partidos polticos e afirmou que criar um novo partido um direito que deve ser exercido por quem no se sente representado por nenhum dos partidos existentes atualmente Na sesso do pleno do Rio Grande do Sul militantes da UP que participam do movimento estudantil da Ocupao Lanceiros Negros e da Casa de Mulheres Irms Mirabal compareceram ao julgamento vestindo camisas da Unidade Popular e aplaudiram a deciso da Corte quando a presidente da sesso proclamou a deciso Outra conquista importante no terreno jurdico foi a concesso de Mandado de Segurana para determinar que o cartrio da 410 Zona Eleitoral do municpio de So CarlosSP avaliasse os formulrios de apoiamento entregues pelo partido Unidade Popular A deciso foi proclamada na sesso do dia 28 de novembro de 2018 Ocorre que o juzo responsvel pela administrao do cartrio havia se recusado a avaliar as fichas da UP alegando que no estavam em conformidade com o modelo disponibilizado no site do TSE e que faltava informar o nmero do ttulo de eleitor de quem colheu a assinatura do eleitor apoiador A vitria s foi possvel porque uma comisso de advogados da assessoria jurdica militante da UP acompanhada da presidente estadual Viviam Mendes e do Vereador de So PauloSP Toninho Vspoli PSOL visitou todos os desembargadores para despachar Memoriais esclarecendo a situao No seu voto que foi acompanhado pela unanimidade dos integrantes do pleno o Desembargador Relator Fbio Prieto alegou que houve violao de direito lquido e certo e que o impetrante poderia apresentar as fichas de apoiamento sem o nmero do ttulo de eleitor de quem coletou as assinaturas at 12 de outubro de 2018 votando portanto pela concesso da segurana Situao semelhante a UP j havia enfrentado e sado vitoriosa no estado do Rio de Janeiro enfrentando deciso idntica da Zona Eleitoral 214 Em 16 de agosto de 2018 o pleno do TRERJ por unanimidade dos seus desembargadores deu razo ao pedido da Unidade Popular determinando a avaliao dos formulrios apresentados Os julgamentos so mais um importante passo na consolidao do novo partido nascido da atual crise de representatividade poltica A verdade que a grande maioria das pessoas pobres trabalhadoras desempregadas de periferia jovens e mulheres no se sentem representadas pelos partidos polticos burgueses que s querem o nosso voto e no enfrentam os interesses das classes ricas dominantes A UP formada pelo proletariado que sem
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recursos de empresas capitalistas milionrias coletaram mais de um milho de assinaturas no perodo de dois anos Sigamos confiantes e trabalhando cotidianamente principalmente atentos ao trabalho de anlise das fichas restantes junto aos cartrios para a legalizao e construo da Unidade Popular junto classe trabalhadora do nosso pas Vai dar UP Comisso de advogadas e advogados da UP No ms de novembro a Prefeitura de Montes Claros encaminhou Cmara Municipal um projeto de reforma tributria para a cidade A reforma inclui um aumento da alquota do IPTU em at 1041 mil e quarenta e um por cento em alguns bairros O projeto alm de ser encaminhado em regime de urgncia foi elaborado de forma arbitrria pelo prefeito Ruy Muniz PRB sem qualquer discusso com a populao e com o Poder Legislativo Alm disso no houve nenhum estudo que demonstrasse a real necessidade do aumento A justificativa da Prefeitura foi de que dado o alto ndice de inadimplncia da populao era preciso aumentar o imposto para compensar Entretanto sabemos que a inadimplncia existe porque o povo mal consegue sobreviver com os baixos salrios que recebe Acuada com a resistncia dos movimentos sociais ao projeto a bancada governista blindada pelos seus capangas de atuao semelhante aos antigos jagunos do coronelismo tentou por quatro vezes aprovar o projeto desencadeando a ocupao da Cmara durante a quarta sesso no dia 23 de dezembro Os militantes da Unio Juventude Rebelio UJR foram linha de frete do ato enfrentando forte represso Mesmo com a violenta reao da Prefeitura os movimentos sociais no abandonaram a luta e se articularam novamente dispostos a impedir a imposio do projeto Aps muita luta a Prefeitura retirou a reforma da pauta Mais uma vez ficou provado que s com organizao e luta o povo capaz de conquistar seus direitos Jssica Tolentino Giovanna Zulim Isabella Catarina Mariana Freire Miriam Oliveira Luara Bin Raissa Tarcitano Enquanto crescemos nos ensinado que a juventude imatura irresponsvel e inconsequente contudo esta uma afirmao falsa ainda mais quando se fala das mulheres Desde pequenas as mulheres principalmente as filhas da classe trabalhadora so obrigadas a aprender a cozinhar lavar e a tornarse aquilo que a sociedade capitalista deseja que seja uma mulher submissa e escrava domstica Porm essa situao faz com que muitas mulheres tomem conscincia de sua opresso rapidamente e portanto logo aprendam a necessidade de incorporar em si a prtica e a moral revolucionria O capitalismo necessita da submisso das mulheres para manterse e por isso todos os dias somos bombardeadas por todos os lados com propaganda antirrevolucionria que cria na mentalidade das mulheres que a nica alternativa para viver bem a submisso a tripla jornada de trabalho o uso de drogas e lcool a prostituio e inclusive suas formas mais disfaradas como a venda de fotos e vdeos online que so colocadas pelo feminismo liberal como sinnimo de liberdade Companheiras nossa tarefa enquanto jovens mulheres comunistas que construiro a revoluo no nosso pas no fechar os olhos a estas prticas que atrasam nossa emancipao e revoluo nosso dever nos opor e criticar com todas as foras a ideologia burguesa que pretende arrancar as mulheres da luta Mas importante dizer que para alm da crtica devemos apresentar uma alternativa a estas mulheres e elucidar a elas que apenas numa sociedade socialista no ser mais necessrio vender seus corpos para ter o que comer Uma jovem comunista deve ter empatia revoltarse com qualquer injustia que se comete contra qualquer mulher trabalhadora do mundo e ter nimo para a difcil tarefa de modificar a situao de opresso em que nos encontramos Uma jovem comunista deve inspirarse todos os dias nas lutas de Carolina Maria de Jesus Olga Benrio Helenira Preta e tantas outras mulheres que dedicaram sua vida em prol de extinguir as injustias que nos afligem Uma jovem comunista deve todos os dias se opor ao que nos foi apresentado desde o dia em que tomamos conscincia calarse Os espaos polticos devem ser ocupados por ns as mulheres Se no ns quem vai dizer o que deve ou no ser feito diante de tanta opresso No devemos de forma alguma adotar ao paternalismo devemos nos colocar sempre como vanguarda ser as primeiras e estar entre as primeiras Devemos inspirar aquelas mulheres que j no mais veem perspectiva de futuro trazer para a luta marxistaleninista aquelas que que tem sede de mudana Todas as jovens comunistas tm como tarefa prioritria fazer a revoluo e para isso devem criticar toda e qualquer atitude machista inclusive as que so vindas de seus companheiros de organizao Ainda hoje a ideologia burguesa machista est presente em muitos companheiros que acabam tendo entre suas atitudes o ato de invalidar interromper e colocarse como superior no estudo terico nas aes prticas e nas ideias Essas condutas machistas so contrarrevolucionrias e portanto devemos realizar a crtica e agir de forma rgida contra essas atitudes liberais A crtica e autocrtica devem ser realizadas por todos e deve ser tarefa de todos os companheiros estudar as grandes revolucionrias como Alexandra Kollontai Clara Zetkin e Krupskaya visando a superao desse costume liberal Nossa juventude est repleta de jovens mulheres comunistas que possuem revolta e comprometimento em mudar a situao atual e para tal de extrema necessidade que estas jovens se organizem numa juventude comunista Organizar sua revolta o primeiro passo para a construo de uma nova sociedade uma sociedade livre da explorao Camaradas a revoluo ser feminina ou no ser e j sabemos da necessidade do papel da juventude na revoluo Por isso se ns mulheres jovens trabalhadoras estudantes pretas e trans compomos a parcela mais humilhada por essa sociedade sejamos ento a ponta de lana da revoluo Na manh do dia 22 de abril houve em Belo Horizonte na Assembleia Legislativa de Minas Gerais uma audincia pblica convocada pela comisso de direitos humanos para discutir a represso ocorrida durante um ato da Associao Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande BH AMESBH dentro da escola Instituto de Educao de Minas Gerais IEMG no dia 26 de maro na jornada de lutas Edson Lus A mesa foi composta por representantes da Comisso de Direitos Humanos Secretaria da Educao de Minas Gerais Direo do IEMG Polcia Militar de Minas Gerais AMESBH Grmio do IEMG e UNE A manifestao feita no dia 26 de maro foi em prol da memria do estudante Edson Luiz morto no perodo da Ditadura Militar mais investimento na educao melhoria da estrutura e mais democracia para o movimento estudantil dentro da escola No decorrer do ato a diretoria do IEMG acionou a Polcia Militar para intervir Aps a chegada da PM o ato pacfico que estava ocorrendo na escola foi reprimido Em momento algum a PM propiciou o dilogo com os manifestantes e agrediu trs estudantes Mariana Ferreira coordenadora geral da AMESBH Marcelle Rocha e Taynara Moraes alunas da escola prendendoas em seguida junto com dois estudantes Joo Maia presidente do Grmio do IEMG e Gabriel Villar membro do Grmio do CEFETMGBH e a me de uma das estudantes agredidas Durante a audincia o diretor do IEMG presente na mesa argumentou que sempre houve dilogo entre o Movimento Estudantil e a direo entretanto esta segue uma orientao feita pelo ltimo governo do estado PSDB na qual restringe a entrada do Movimento Estudantil nas escolas estaduais Segundo a AMESBH a diretoria dificulta o dilogo com os estudantes e reprimi o Movimento Estudantil a pouca voz que os estudantes possuem atualmente dentro da escola foi conquistada com muita luta dos estudantes em conjunto com a AMESBH Os alunos do IEMG junto a AMESBH exibiram vdeos para o plenrio que relatam as agresses cometidas mostrando que a PM est totalmente despreparada para lidar com estudantes Sendo ressaltado pela Idalina Franco superintendente da metropolitana A que a PM no deve entrar na escola para resolver problemas escolares educao no caso de Polcia Os representantes da PM alegaram que o uso da fora e as agresses cometidas foram legtimos pois objetivavam o estabelecimento da ordem e sero apuradas as denncias feitas para analisar se houve abuso de autoridade Em contrapartida os estudantes esperam esclarecimentos a respeito do estabelecimento da ordem onde reprime violentamente o Movimento Estudantil e impede que os estudantes exeram seus direitos e mais uma vez sejam reprimidos por tentarem conquistar voz na sociedade Se a educao sozinha no transforma a sociedade sem ela tampouco a sociedade muda Paulo Freire Gabriel Villar do grmio do Cefet e militante da UJR Aps mais de dois anos de intensos trabalhos pela legalizao da Unidade Popular Pelo Socialismo o Partido est ainda mais prximo da legalizao Redao Jornal A Verdade A militncia da UP presenciou uma sesso histrica em que o ministrio pblico alm de apresentar parecer favorvel defendeu o registro da UP no plenrio salientando que todos os requisitos por mais difceis que sejam foram alcanados O relator do pedido de registro o ministro Jorge Mussi votou favorvel ao registro e foi acompanhado em seu voto pelo ministro Edson Fachin Apesar de ter pedido vista o Ministro Tarcsio de Carvalho explicou que o motivo se devia mudana recente no prazo para as comisses provisrias A sesso foi encerrada sem nenhum voto contrrio A Unidade Popular um partido em construo que respeitou todas as diversas exigncias para seu registro sem financiamento de empresa banco ou empreiteira que contou com o apoio de mais de um milho e duzentas mil assinaturas para que pudesse existir como meio de representao entre os brasileiros e seguir para a prxima sesso com a votao favorvel A Assembleia Geral dos trabalhadores da construo civil de Caruaru aprovou greve geral por tempo indeterminado a partir do dia 3 de dezembro em todos os canteiros de obra de Caruaru Foi uma grandiosa e histrica assembleia geral que contou com a participao de trabalhadores de diversos canteiros de obras realizada no dia 28 novembro no auditrio Gregrio Bezerra sede do Sintracon Era grande a empolgao dos trabalhadores que aguardavam o retorno dos diretores do sindicato que estavam no Ministrio do Trabalho discutindo com os patres a pauta de reinvindicaes A empolgao transformouse em indignao e tomou conta de todos os trabalhadores quando Z Henrique presidente do Sindicato comeou a falar que h mais de um ano os operrios no recebem nenhum centavo de aumento de salrio e que a database da categoria j passou faz tempo e que apesar de trs rodadas de negociao os patres no melhoram em nada sua proposta A ltima proposta colocada em mesa de negociao pelo patronal foi uma verdadeira provocao com o objetivo de humilhar os trabalhadores de Caruaru deixando entender que somos profissionais inferiores aos de outras cidades quando ofereceram um salrio menor do que os salrios pagos em Recife Santa Cruz Petrolina e Garanhuns Isso um verdadeiro abuso O caf da manh regional o feriado da segundafeira de Carnaval e as melhorias das nossas condies de trabalho eles no querem nem discutir A resposta dos trabalhadores no demorou e veio num sonoro coro GREVE GREVE GREVE Samuel Timoteo Caruaru Muito bom seu site Estava a dias buscando essas informaes Parabens pelo seu site Muito relevante Realmente isso revoltante o que fazem com a classe trabalhadora no Brasil Parabns pelo site e pelo excelente artigo denunciando esse absurdo Oi pessoal Esse site mesmo surpreendente queria dar os parabns pelo trabalho de vocs Sempre bom obter novos conhecimentos obrigado Que bom que eu encontrei esse site pra tirar dvidas Muito top esse contedo Obrigado Durante a campanha eleitoral o governador Antnio Anastsia PSDB prometeu gerar empregos de qualidade em Minas Gerais No entanto o que se v na prtica exatamente o contrrio O servio pblico est sendo ainda mais sucateado e o funcionalismo vive um perodo de cortes de direitos e demisses O governador no cumpre a Lei Federal que estabelece o piso salarial dos professores e implanta na Copasa a Parceria Pblico Privada uma forma de entregar o patrimnio pblico a empresrios que s visam o lucro O aumento da criminalidade mostra o caos da segurana pblica e o mesmo se observa na sade e em vrios setores da administrao pblica Precarizao A bola da vez so os servidores da MGS Minas Gerais Administrao e Servios que atuam na soluo de servios gerais gerenciamento e apoio tcnico operacional A empresa vinculada Secretaria de Estado de Planejamento e Gesto A inteno do governo acabar com a MGS e terceirizar setores inteiros do servio pblico precarizando ainda mais as condies e as relaes de trabalho Para o governo alcanar seus objetivos a direo da MGS lanou um Programa de Demisso Voluntrio PDV e est fazendo presso para os trabalhadores aderirem O mesmo est sendo feito com os eletricitrios da Cemig Servios Um acordo absurdo firmado sem
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consultar os trabalhadores entre o governo e o Sindeac sindicato que representa a categoria com a mediao do Ministrio Pblico do Trabalho estabeleceu que no haveria demisses em massa e limitou a 270 dispensas por ms Acima desse nmero o sindicato seria apenas comunicado Resta saber o que eles entendem por demisses em massa Os trabalhadores da MGS esto resistindo s presses para aderir ao PDI e organizados contra as demisses O Ministrio do Trabalho e Emprego e ao Ministrio Pblico do Trabalho recebeu denncia das demisses na MGS Fonte SindieletroMG Precisamos de um sindicato dos trabalhadores da mgs para que possamos ser respeitados porque o sindeac no tem competncia para representar trabalhadores do setor pblico ja que o pessoal da MGS fez concurso justo q os mesmos sejam efetivados Pessoal no assinem a demisso procurem cobrem e denuncie no ministerio publico pois somente ele pode fazer o governador do estado se responsabilizar pois como a MGS e 100 do estado ento o dono prorietrio e quem administra esta empressa e que devem ser punidos e resover essas demisses Resumo quem compra uma empressa e responsavel por ela e responde na justia Esto mandando embora sem sem cumprirem a resoluo 40 que so pode mandar embora com processo administrativo e motivao e na cara dura abre novo concurso como se no estivesse acontecendo nada O governador do estado faz uma publicao sobre reduo de custos demitindo os concursados e distribui cargos de recrutamento amplo DAE para pessoas qwue nem prestaram concurso fazendo os mineiros de bobos Gastaram nosso dinheiro todo na cidade administrativa brazilinha do Aecio para que Fazem o pessoal de bobo o tempo todo Mineiros vamos acordar sair desta situao sem briga no votando nestas eleies e nas prossimas at revermos os conceitos de administrao publica Voces bobos votam porque fulano e menos do que o outro e mais bonito que o outro rouba menos que o outro fez algum viaduto do que o outro e etc etc Todos prometem as mesmas coisas Estamos numa terra sem lei Vc e assaltado morto e sua filha estrupada e nada e feito para ser mudado nas leis isto com plena conciencia dos maus administradores Presidente ministros governadores deputados senadores delegados e etcetc e nada fazem O bandido incluindo todos sem discriminao por que e politico empressario policial e etc tem que trabalhar na cadeia para custeiar sua estadia e sem remunerao tendo duas opes 1 trabalhar para pagar a propria alimentao e despesas como todos nos do bem fazemos ou 2 a cadaeira da morte Pessoal no sejam bobos o governador e o governador anterior do estado sabe tudo que esta acontecendo e fazem vcs de palhaos no esta nem ai para os trabalhadores da MGS 100 publica ou seja 100 do estado veja que somente a Prodemge 100 publica ou seja 100 do estado eles no mexem sera porque Rola muito mais dinheiro para o proprio estado Jornalistas parem de se silenciarem perante ao governador atual como fizeram com o gobernador anterior Vcs esto prejudicando toda a populao do estado de minas diretamente e indiretamente Falem a verdade no fiquem economizando palavras ou fazendo joquinhos de advinha pois nem todos tem essa maldade para ver o que esta acontecendo O Ministrio da Sade divulgou em julho deste ano um estudo que revelou que entre os anos de 2008 e 2017 21 milhes de mulheres foram internadas em unidades de sade com complicaes decorrentes do aborto gerando um custo de quase R 500 milhes com tratamento Estimase que 75 desses abortos tenham sido provocados Dentre as complicaes mais recorrentes esto a hemorragia e as infeces Em 16 anos 20002016 ao menos 4455 mulheres morreram em decorrncia dessas complicaes Esse estudo foi utilizado como subsdio para a discusso realizada nos dias 3 e 6 de agosto no Supremo Tribunal Federal STF sobre a legalizao do aborto at a 12 semana Hoje a lei permite o aborto apenas nos casos de estupro risco para a vida da mulher e anencefalia do feto ausncia do desenvolvimento do crebro do embrio Ainda assim em alguns centros de sade as mulheres que optam por abortar sofrem preconceito inclusive de alguns profissionais de sade mesmo nos casos acobertados pela lei Estimase que ocorram 12 milho de abortos por ano no Brasil So mais de 15 mil mulheres internadas por pelo menos quatro dias devido s complicaes decorrentes das quais 5000 so graves Em mdia 262 mulheres morrem anualmente devido a essas complicaes So mortes 100 evitveis que s ocorrem por falta de acesso a um procedimento seguro com assistncia relata o mdico Rodolfo Pacagnella da comisso de mortalidade materna da Federao das Sociedades de Ginecologia e Obstetrcia Folha de So Paulo 290718 Porm esses nmeros so subestimados visto que muitas mulheres no procuram ajuda mdica morrem em clnicas clandestinas ou no admitem que realizaram aborto Estudo da Fiocruz aponta que esses ndices podem ser 31 maiores Segundo a Pesquisa Nacional sobre Aborto de 2016 uma em cada cinco mulheres aos 39 anos j abortou as maiores taxas esto entre as negras e indgenas de menor instruo do Norte Nordeste e CentroOeste do pas e o aborto representa hoje a quarta causa de morte materna no Brasil A ilegalidade do aborto no impede que ele acontea Isso fica claro no nmero de abortos clandestinos realizados anualmente no Brasil estimase que sejam meio milho por ano O que a ilegalidade faz segregar ainda mais as classes mais pobres enquanto entre mulheres brancas a taxa de bitos decorrentes de aborto de 3 para cada 100 mil nascidos vivos entre as negras esse nmero sobe para 5 para as que completaram o ensino fundamental o ndice de 85 quase o dobro da mdia geral de 45 segundo dados de 2016 O que decide se a mulher far um aborto ilegal com maior ou menor risco de morte o dinheiro tcnicas mais baratas em mdia R 300 so mais arriscadas e resultam em maior ndice de complicaes dentre elas a hemorragia procedimentos mais seguros em clnicas clandestinas chegam a custar R 1400 Quem tem dinheiro realiza o aborto mais facilmente A antroploga professora da UnB Debora Diniz relata que em muitos casos as mulheres resistem a procurar ajuda mdica por medo Elas sangram adoecem mas resistem em procurar socorro pelo medo de os profissionais de sade as denunciarem pelo medo do estigma do aborto No o aborto que as mata mas os efeitos da criminalizao diz Debora O aborto no mundo Atualmente 60 da populao mundial vive em pases cujas legislaes preveem o aborto em todas ou algumas circunstncias Porm dentre os 56 milhes de abortos registrados no mundo entre os anos de 2010 e 2017 45 dos procedimentos aconteceram em ms condies e 97 desses foram feitos em pases em desenvolvimento da frica sia e Amrica Latina Quase 7 milhes de mulheres principalmente em pases em desenvolvimento so tratadas de complicaes por aborto inseguro anualmente e estimase que 47 mil ainda morram a cada ano como resultado apontou Franoise Girard presidente da International Womens Health Coalition em portugus Coalizo Internacional da Sade da Mulher ONG com status consultivo junto ao Conselho Econmico e Social da ONU Ao contrrio do que se diz sobre as mulheres que abortam a Pesquisa Nacional do Aborto realizada pela Anis Instituto de Biotica e Universidade de Braslia UnB mostrou que 78 das mulheres que interromperam a gestao 8 em cada 10 j tm filhos e 65 delas so casadas ou esto em relacionamentos estveis 56 so catlicas e 25 evanglicas ou protestantes A mulher que faz o aborto nossa vizinha colega de trabalho Impossvel no ter vrias conhecidas que recorreram ao aborto inseguro aponta a doutora em Cincias pela Faculdade de Sade Pblica da USP Deborah Delage Carta Capital 030818 A descriminalizao do aborto ajuda a reduzir o estigma tradicionalmente associado sade e aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e com o tempo incentiva e apoia as mulheres a buscarem cuidados de sade reprodutiva e usar contraceptivos Isso pode resultar em uma reduo no nmero de abortos A descriminalizao tambm essencial para garantir o direito constitucional das mulheres brasileiras sade diz Franoise Girard O aborto em pauta Em 2016 trs ministros do Supremo Tribunal Federal STF se mostravam favorveis aprovao da descriminalizao do aborto at o terceiro ms de gestao Rosa Weber Luiz Edson Fachin e Lus Roberto Barroso Como pode o Estado isto um delegado de polcia um promotor de justia ou um juiz de direito impor a uma mulher nas semanas iniciais da gestao que a leve a termo como se tratasse de um tero a servio da sociedade e no de uma pessoa autnoma no gozo de plena capacidade de ser pensar e viver a prpria vida questionou Barroso durante o julgamento O tratamento como crime dado pela lei penal brasileira impede que estas mulheres que no tm acesso a mdicos e clnicas privadas recorram ao sistema pblico de sade para se submeterem aos procedimentos cabveis Como consequncia multiplicamse os casos de automutilao leses graves e bitos completou Em agosto a descriminalizao do aborto at a 12 semana de gestao entrou em pauta novamente no STF em audincia pblica com a participao de vrias entidades e organizaes como auxiliares na apresentao dos dados e defesa das teses Agora aguardado o relatrio da ministra Rosa Weber para posterior votao no pleno Machismo por trs da criminalizao A advogada Ana Lucia acredita que a proibio do aborto perpassa a questo de gnero alcanando recorte racial e socioeconmico no Brasil A mulher que tem acesso ao aborto seguro e que custa caro faz o procedimento sem que tenha consequncias fsicas de mortalidade e complicaes Quem no tem acesso so as mulheres que morrem as pretas pobres e perifricas Carta Capital 030818 Deborah Delage pondera que o maior impeditivo para a descriminalizao e legalizao do aborto estrutural a percepo da mulher como sujeito de menos direitos submetida a um intenso controle corporal pela sociedade H tambm um impeditivo conjuntural um Estado sob golpe com posies que apoiam reduo de direitos sendo reforadas A verdade que por trs da discusso do aborto ainda se escondem traos do machismo estrutural existente na nossa sociedade s mulheres no permitido o direito educao sexual o acesso mtodos contraceptivos e o direito escolha da maternidade Precisamos discutir mais profundamente a descriminalizao do aborto entendendo que tratase de uma questo de sade pblica Ludmila Outtes presidente do Sindicato das Enfermeiras de Pernambuco No penltimo sbado 20 morreu a professora Maria Teresa Miguel Couto de 32 anos no Hospital Municipal de So Jos dos Campos primeira vtima da Covid19 aps o retorno presencial das aulas A professora no fazia parte do suposto grupo de risco sendo assim foi obrigada a retornar ao trabalho presencial uma vez que era jovem e no possua comorbidades Depois de contrair o covid19 questo que possivelmente se deu em decorrncia do retorno ao trabalho presencial Maria Teresa ficou dez dias internada e faleceu por complicaes da doena A pandemia em So Paulo est fora de controle mas mesmo assim o governador Joo Dria PSDB e seu secretrio de educao Rossieli Soares continuam insistindo na volta s aulas presenciais As escolas da Rede Estadual de So Paulo sempre foram alvo de denncias por sua pssima estrutura e falta de investimentos mesmo nos tempos antes da pandemia As denncias por falta de papel higinico sanitrios sem portas e ventiladores quebrados eram recorrentes Na pandemia no poderia ser diferente Diversos professores esto reclamando das pssimas condies de trabalho e principalmente da grande mentira que contada atravs das farsantes medidas sanitrias de segurana O Wifi da minha escola parou de funcionar sendo assim todos os professores foram obrigados a darem suas aulas na sala de informtica Imagine uma sala pequena com 12 professores sendo que somente 8 dos 15 computadores funcionam denuncia um professor que prefere no ser identificado Um outro colega ainda relata j que o Wifi da escola no funciona sou obrigado a usar minha internet particular e dar aula do ptio da escola que o nico lugar onde existe o sinal de celular Diante de tal situao precria e absurda os professores da rede pblica decidiram entr
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ar em Greve Sanitria Diferente de outras greves comuns a Greve Sanitria no significa a paralizao do trabalho mas sim a recusa ao trabalho presencial dispondose a continuar trabalhando remotamente de casa Os educadores tambm esto organizando carreatas como forma de protesto contra a reabertura das escolas Que no h condies para o retorno das aulas presenciais todos j sabem mas ento a quem interessa insistir em tal absurdo Certamente a presso da rede privada de ensino ocupa um peso enorme nessa tragdia anunciada Em nome do lucro acima da vida e dos interesses pessoais acima da sade pblica a grande maioria dos donos de escolas privadas continuam pressionando o governo pelo retorno presencial das aulas Parece absurdo mas alguns sequer tentam esconder tais intenes lamento como cidado essa notcia Isso tumultua o processo que as escolas j vinham fazendo diz o presidente da Associao Brasileira das Escolas Particulares Abepar Arthur Fonseca Filho sobre a deciso da Justia de barrar a volta s aulas presenciais em todo o Estado de So Paulo O Governo Dria e a Abepar trabalharam juntos contra a deciso judicial que suspendia a reabertura das escolas conseguindo assim que o retorno presencial fosse concretizado Fica mais do que claro quem so os responsveis diretos no s pelas mortes dos professores mas tambm pelos mais de 250 mil corpos que se acumulam no cho sob o patrocnio dos grandes empresrios que pagam pela omisso das autoridades pblicas 250 mil brasileiros e brasileiras morreram para que a engrenagem da economia no parasse de girar Que futuro tem um sistema em que o povo serve a economia mas a economia no serve ao povo Em meio a tantas dificuldades para ns trabalhadores e trabalhadoras a pergunta que fica at quando nossas vidas ficaro nas mos de meia dzia de megaempresrios At quando a ganncia de alguns poucos valer mais que a vida de centenas de milhares de pessoas Na China houve um aumento exponencial desse tipo de violncia quando foi decretada a quarentena Em fevereiro houve 162 queixas nesse departamento trs vezes mais que as habituais que eram cerca de 40 A epidemia teve um impacto enorme com o aumento de 90 das causas desta violncia esto relacionadas ao isolamento A Organizaes das Naes Unidas apontou enormes impactos para as mulheres gerados pelo novo coronavrus principalmente para as mulheres da Amrica Latina e do Caribe Se voc mulher e vive no lar em situao de violncia essa tenso deve aumentar com o isolamento obrigatrio E nesse caso se algum vive com outra pessoa abusiva que violenta seja verbal ou fisicamente como reagir Para as mulheres que continuam atreladas ao parceiro agressor a dificuldade para se manter financeiramente fica muito maior nessa situao pois existe uma real reduo da atividade econmica em razo da pandemia so principalmente as trabalhadoras informais as trabalhadoras domsticas as trabalhadoras ambulantes que perderam os seus meios de sustento quase que imediato isso agrava cada vez mais a sua condio de emancipao dentro de casa Para onde vo essas mulheres J que os equipamentos pblicos como as Casas de Referncias ou Casas Abrigos pblicos esto proibidos de receber qualquer demanda na quarentena A Casa de Referencia Tina Martins de Belo Horizonte dirigida pelo Movimento de Mulheres Olga Benrio montou um sistema de atendimento 24 horas todos os dias resguardando todas as medidas de segurana orientadas pela OMS acolhe as vtimas de violncia de gnero No momento onde os governos no reconhecem as medidas de enfrentamento violncia contra as mulheres como servios essenciais a estarem em funcionamentos cabe ao movimento de mulheres como o nosso tomar medida prticas pois essas mulheres e seus filhos vtimas da violncia domstica esto desassistidos pelo governo Assim os atendimentos s mulheres em nossa casa esto em carter de urgncia a partir dos agendamentos declara Indira Xavier Coordenadora da Casa Tina Martins Infelizmente essa situao vai piorar no ms de abril pois com a paralisao da economia vai piorar a situao das mulheres trabalhadoras principalmente as autnomas seja pelo aumento da violncia domstica como tambm a situao dos hospitais lotados e sem recursos Alm disso as mulheres podem estar mais expostas violncia sexual fora de casa neste perodo As ruas esto mais desertas especialmente noite e o efetivo da polcia tambm est reduzido H um risco maior Evitar andar sozinha noite e em lugares sem movimentao de pessoas so recomendaes necessrias nesse momento crtico Precisamos ficar atentas pois se alguma vizinha sofrer violncia devemos acolhla e chamar a polcia necessrio isolar a vtima do seu agressor pois se os governos no o fazem devemos fazer para salvar as vidas das mulheres afirma Nana Sanches Coordenadora da Casa de Referncia Mulheres Mirabal da cidade de Porto Alegre RS A nossa casa est lotada mas continuamos com o atendimento de urgncia com aconselhamento jurdico e psicolgico das vtimas pois isso fundamental diante dessa situao diz ela O Brasil o quinto pas com mais feminicdios no mundo Em 2018 foram registrados 1206 casos no nosso pas segundo o Anurio Brasileiro de Segurana Pblica porm essas estatsticas iro aumentar com a epidemia Assim para termos uma sociedade que exera de fato a fraternidade solidariedade e a empatia que seja agora atravs de aes e o que mais precisamos nesse momento de crise humanitria que vivemos desde a Segunda Guerra Mundial isso ajudar quem mais precisa sejam as mulheres vtimas de violncia sejam os pobres pois so vidas humanas que esto em jogo Um romance sobre uma famlia de retirantes nordestinos nos anos 40 O vaqueiro Fabiano tila Irio sua mulher Maria Ribeiro filhos e a cachorra fogem da seca que assola o serto brasileiro Durante quase dois anos eles conseguem se assentar em um povoado at que Fabiano se revolta contra o dono da fazenda em que trabalha e com o soldado da regio sendo espancado e preso Ele no v mais perspectiva em permanecer naquele lugar Baseado em clssico homnimo escrito por Graciliano Ramos No ultimo dia 8 de junho a justia americana mandou soltar Albert Woodfox exintegrante do Pantera Negra aps ter passado 43 anos em uma solitria Albert foi preso por roubo no final dos anos 60 durante uma campanha do FBI para desmantelar o movimento negro americano que tinha no partido dos Panteras Negras a maior referncia sobretudo aps o assassinato de Malcolm X em 65 na luta contra a segregao e racismo que imperava no pas de forma aberta naquela poca Em 1972 j na cadeia Albert recebeu nova acusao ter assassinado um dos carcereiros faca Levado para a solitria passou os ltimos 43 anos totalmente isolado tendo como direito apenas uma hora de banho de sol por dia A soltura de Albert Woodfox acende o debate sobre os falsos mitos dos direitos humanos e da democracia norteamericana Na verdade a acusao de assassinato dentro da prpria cadeia foi para calar Woodfox que no parou de exercer sua militncia e organizava os prprios presos dentro da cadeia Sua principal bandeira era o questionamento dos abusos sofridos pelos detentos e a falta de direitos humanos nos presdios americanos Com o advogado cedido pelo partido e negado pelo tribunal uma das testemunhas de acusao ser um cego a prpria viva de o carcereiro assassinado ter alegado a inocncia do acusado a priso foi revogada trs vezes seguidas sobre o argumento de racismo no julgamento e at o polgrafo detector de mentiras ter atestado a inocncia do mesmo Albert Woodfox e mais dois companheiros lderes dos Panteras Negras Robert King solto em 2001 depois de 29 anos de cadeia e Herman Wallace que morreu em 2013 trs dias depois de ser solto vtima de cncer no fgado S foi solto por conta da sade fragilizada continuou preso de maneira arbitrria e com a conivncia do Estado Um prisioneiro poltico Albert Woodfox foi o ultimo dos chamados Trs de Angola nome dado penitenciria em Louisiana construdo em uma antiga plantao onde negros escravos realizavam trabalhos forados Ele sai da cadeia depois de 43 anos a sade totalmente debilitada pelas condies de sua priso Ele adquiriu diabetes insnia hipertenso e problemas renais devido aos anos de recluso Sem dvida a priso de nomes como Albert Woodfox ou AbuJamau outro exlder dos Panteras Negras tambm preso por sua militncia desde 81 mostram como a represso sobre o movimento negro americano o racismo e a perseguio aos grupos polticos de esquerda esto enraizados na sociedade norteamericana Os EUA so pioneiros na criao de cadeias privadas totalmente alheias aos direitos humanos em detrimento do lucro fcil At a quantidade de presos motivo para lucrar porm apesar do pas ainda possuir a maior populao carcerria do mundo 23 milhes de pessoas segundo pesquisa de 2009 do Kings college London uma das maiores instituies de ensino superior do Reino Unido est longe de resolver problemas crnicos como a violncia a reeducao do detento ou o fim da segregao racial ainda presente no pas Mais estimase que cerca de 50 mil presos americanos vivem em solitrias o que segundo a ONU um tipo de tortura como ocorre na base de Guantnamo presdio estadunidense no territrio cubano de segurana mxima denunciada diversas vezes por rgos internacionais de direitos humanos e movimentos sociais inclusive americanos inaceitvel ter em pleno sculo 21 seres humanos serem tratados como na poca da Idade Mdia presos em verdadeiras masmorras e esquecidos do tempo e do mundo Ainda mais como um pas que se diz o bero da democracia pode conviver com esse tipo de realidade mais uma mentira e uma falsa mscara que cai por terra dessa farsa chamada capitalismo Uma sociedade que se diz defensora dos direitos humanos e possui esse tipo de tratamento no pode ser considerada uma nao livre muito menos democrtica A realidade outra capitalismo e liberdade so duas coisas que no se misturam de forma alguma Cloves Silva Militante do MLCPE A jornalista Jssica de Almeida teve acesso s informaes ao infiltrarse no grupo do Telegram utilizado pelos fascistas para organizar suas aes L o discurso patritico cria nos apoiadores a iluso de uma cruzada contra a corrupo e contra o comunismo Porm esse no o pior Os fascistas se comportam como se estivessem diante do papel histrico de lutar contra uma revoluo no pas escolhidos para uma nova ordem o fim da democracia e o surgimento de uma ditadura militar liderada por Bolsonaro Frases como Lembrese voc no mais um militante voc um militar ou no pedido para captao de itens para o alojamento dos apoiadores itens que voc levaria para uma guerra na selva Te esperamos para a guerra so frequentes e demonstram a radicalizao e escalada autoritria de grupos de extremadireita dispostos a instaurar uma ditadura no pas importante destacar tambm que tal discurso no apenas fumaa diversas mensagens no grupo so de divulgao de tcnicas de combate de ao violenta e treinamento militar Dito isso o cenrio est colocado Os 300 do Brasil so uma imitao barata dos Camisas Negras ou da Juventude Hitlerista isto milcias fascistas que na dcada de 1930 se colocaram a servio do Estado fascista alemo e italiano e dos grandes monoplios capitalistas perseguindo os defensores do povo e a classe trabalhadora jogandoos para a ilegalidade e aparelhando os movimentos sociais e sindicais O Estado fascista coloca a sociedade sua imagem e semelhana o fenmeno bolsonarista fascista precisamente por se caracterizar movimento reacionrio que sob a bandeira de um discurso antisistema e de derrubada do sistema poltico tradicional mobiliza os setores retrgrados da sociedade a pequena burguesia principalmente para a concentrao do poder na mo do Estado e uma escalada ao autoritarismo Tudo isso a fim de garantir as grandes remessas de lucro do capital estrangeiro Por isso nunca antes no perodo desde a redemocratizao do pas o papel da imprensa popular e independente se fez to importante Ao descrever a estrutura do partido bolchevique diante do regime czarista na Rssia Lnin foi claro que o corao do partido era o jornal E no foi toa Em tempos de fascistizao de ataque aos direitos dos trabalhadores e do genocdio anunciado do povo pobre sob a pandemia o jornal cumpre um papel essencial para mobilizar a classe trabalhadora e denunciar as mazelas do sistema capitalista e do fascismo de Jair Bolsonaro e avanar na luta por um modelo de sociedade libertador Centenas de milhares de brasileiros em sua grande maioria jovens esto nas ruas para exigir a reduo das absurdas tarifas do transporte pblico e o passelivre O transporte pblico em nosso Pas de pssima qualidade embora seja um dos mais caros do mundo O resultado que 37 milhes de brasileiros so obrigados a andar a p por no ter dinheiro para pagar uma passagem Mas isso no ocorre toa O transporte pblico foi privatizado Em todas as grandes cidades um reduzido nmero de ricas famlias so donas das empresas de nibus Os governantes recebem propinas desses empresrios e em troca aumentam as passagens abandonando a populao
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ganancia desses tubares Essa minoria alm de ter superlucros com as passagens caras recebem subsdios das prefeituras e governos Por isso a soluo a estatizao do transporte pblico Mas o povo tambm sofre com o desmantelamento do Servio Pblico de Sade SUS com a mfia dos planos de sade com os professores recebendo baixos salrios e com a educao sendo transformada em mercadoria No campo monoplios roubam as terras dos povos indgenas e dos camponeses para exportar soja enquanto faltam alimentos na mesa dos trabalhadores No bastasse nosso petrleo est sendo leiloado para multinacionais em troca de migalhas Quando o povo vai s ruas exigir seus direitos os governos dizem que no h verbas Mas para atender aos interesses da Fifa o Governo Federal gastou bilhes para construir estdios O Governo tambm usa o dinheiro pblico para pagar os juros da dvida e enriquecer os especuladores bem como para dar subsdios s montadoras de automveis e socorrer bancos falidos como o PanAmericano do milionrio Silvio Santos ou a empresa OGX do playboy Eike Batista Para os trabalhadores sobram migalhas O Brasil tem um dos menores salrios mnimos da Amrica Latina enquanto os patres capitalistas ganham fortunas Os grandes meios de comunicao da burguesia tendo frente a Rede Globo tambm so responsveis por essa situao pois apoiaram a Ditadura Militar que torturou e matou centenas de revolucionrios brasileiros e espalhou a corrupo por todo o Brasil A Globo tambm apoiou Colloro golpe militar em Honduras as guerras imperialistas contra o Iraque e o Afeganisto quer que o Brasil se torne um quintal dos EUA e defende a represso contra o movimento popular Alis ao lado da Fifa quem mais lucra com a Copa das Confederaes e a Copa do Mundo Por isso urgente acabar com a propriedade privada dos meios de comunicao O fato que a burguesia a classe capitalista se apodera de todas as riquezas que so produzidas pela sociedade enquanto a maioria vive com quase nada mora em favelas ou de aluguel e quando choveainda perde o pouco que tinham muitos a prpria vida Tambm por causa desse falido sistema existemmais de 200 milhes de trabalhadores desempregados no mundo sendo 75 milhes de jovens A verdade que ningum libertar o povo se ele prprio no lutar Como prova a reduo do preo das passagens em diversas cidades para mudar essa situao a soluo a luta no baixar a cabea para os poderosos Sem luta no h revoluo e sem revoluo no h transformao Pelo poder popular e o socialismo Partido Comunista Revolucionrio PCR No edital do processo seletivo para auxlio creche aos estudantes pais mes ou representantes legais na UFRN h somente 100 vagas para receber um valor nfimo de R 20000 por ms Kivia Moreira Natal BRASIL No ltimo edital do processo seletivo para auxlio creche aos estudantes pais mes ou representantes legais na UFRN h somente 100 vagas para receber um valor nfimo de R 20000 por ms Outra oferta limitada a participao no sorteio de vagas para o Ncleo de Educao da Infncia NEI da UFRN que atende 359 crianas da comunidade interna e externa universidade O que as mes relatam a exigncia do aumento do auxlio para pagamento integral de cuidadores ou creches durante o ms bem como criao de mais espaos de cuidados das crianas dentro da universidade E diante dessa situao muitas mes precisam levar suas crianas para as salas de aula devido falta de local de cuidado dos filhos Com isso h relatos de assdio moral a mes estudantes Um caso emblemtico que ocorreu na UFRN em 2019 foi o professor Alpio Souza da disciplina Introduo Sociologia que assediou uma estudante pelo fato dela estar com sua criana na sala de aula que chegou a ser expulsa das aulas por conta disso No fim a UFRN no exonerou o servidor como tambm o promoveu para diretor do Instituto Humanitas da universidade Na Constituio Federal no artigo 208 pargrafo IV O dever do Estado com a educao ser efetivado mediante a garantia de educao infantil em creche e prescola s crianas at 5 cinco anos de idade Por isso fundamental a organizao das mulheres na universidade para o aumento dos auxlios creche e de espaos de cuidado na UFRN Para a me e estudante de licenciatura em Histria na UFRN Maria Luiza de Lima h muita burocracia demora para saber o resultado do auxlio creche e um nmero muito pequeno de pessoas que so contempladas E isso afeta diariamente a vida dela e de sua filha Muitas vezes preciso ter que escolher entre sustentar minha filha na escola ou me sustentar na faculdade Alexandra Kollontai terica revolucionria da Unio Sovitica afirmava que o dever do cuidado das crianas da sociedade sendo papel do Estado criar condies materiais para que a mulher se liberte da escravido domstica Em seu texto Primeiros passos para a proteo da maternidade Kollontai diz que Para que a mulher tenha a possibilidade de participar do trabalho produtivo sem violar sua natureza ou romper com a maternidade necessrio dar um segundo passo necessrio que o coletivo assuma todos os cuidados da maternidade que tm pesado to intensamente sobre as mulheres reconhecendo assim que a responsabilidade de criar os pequenos deixa de ser uma funo da famlia privada e passa a ser uma funo social do Estado Os primeiros passos que Kollontai aponta para a segurana das mes so entre elas criao de creches populares alm do livre acesso s maternidades em que haja assistncia mdica gratuita para as mulheres Por isso para que as mes permaneam nos espaos a exemplo da universidade fundamental a criao de condies que permitam isso No entanto na Universidade Federal do Rio Grande do Norte UFRN a estrutura de permanncia dessas mulheres mnima Nikolas Bruni So Jos dos Campos O Jornal A Verdade foi at o Bairro do Banhado no municpio de So Jos dos Campos SP para falar com Renato do Banhado militante pelo Coletivo Luta Socialista do PSOL e candidato a vereador pelo municpio em 2020 nos conta um pouco sobre seu trabalho de militncia e liderana poltica do bairro alm do que a prefeitura atual do PSDB comandada por Felcio Ramuth que demanda as sadas imediatas do moradores na manh do dia 16 de novembro A Verdade Nos conte um pouco de sua trajetria pelo bairro e quando decidiu pela militncia poltica Renato Me interessei por poltica em 2007 para 2008 Em 2007 eu fui preso como traficante sa na primeira capa do Vale Paraibano jornal burgus do Vale do Paraba agora conhecido como OVALE nunca mexi com nada bvio fui preso e dado como tal no mesmo dia eu sa me soltaram porque eu sou Renato e me prenderam como Jean E depois desse dia eu decidi que deveria fazer alguma militncia alguma luta poltica A descobri que o bairro j estava em situao de ameaa de retirada naquele momento Ento conheci o seu Davi outra liderana e outros companheiros da poca e a decidi que tinha que lutar mesmo pelo bairro e desde ento eu no parei mais A Verdade Qual a situao atual do bairro com relao a prefeitura Renato A situao do bairro hoje estvel juridicamente a prefeitura no ganhou nenhum ponto nenhuma liminar inclusive j entrou vrias vezes com liminares onde eles queriam que houvesse remoo imediata do bairro depois entram com outra que tinha rea de parque e que seriam removidas 70 famlias A justia negou que deveria ter uma liminar para remoo e apenas reconheceu 5 moradias que estariam nessa rea de proteo ambiental lembrando que o bairro mais antigo do que a lei Ento teoricamente a lei no deveria retroagir j que o bairro existe muito antes um bairro centenrio Existe sim a possibilidade de uma rea de proteo ambiental haver as moradias desde que a moradia anteceda a lei Hoje a situao estvel os moradores no tm inteno de aceitar a proposta da prefeitura justamente porque no atende a necessidade mnima 110mil voc no compra uma casa em So Jos dos Campos em um raio de 20km e os moradores sabem disso Todo esse terror psicolgico que a prefeitura fez com mdia de mentira de dizer que foi agredida uma assistente social um jogo muito baixo pois eles no podem provar isso No dia que a assistente foi agredida a maioria estava no enterro de uma pessoa querida no bairro at para isso foi ruim para eles Perderam todos os pedidos pela justia Temos o plano popular de regulamentao fundiria foi concedido de maneira coletiva tem uma cartilha com diversos apoiadores e entidades que ajudaram a construir o plano inclusive quem for ler a matria pode entrar na pgina do BANHADO RESISTE tem as fotos das prvias assembleias democrticas de como montar o plano com termos tcnico e com contemplao ambiental A Verdade Houveram outros problemas com as prefeituras em governos anteriores Renato Todos os governos que passaram pela cidade a inteno deles era nos tirar Sem exceo PSDB PT novamente o PSDB foi no governo do PT que quebraram a costela do nosso companheiro Davi Moraes inclusive tem um vdeo no Youtube que mostram os guardas rendendo ele no cho e propositalmente bate na costela dele at quebrar sendo um companheiro que sofre principalmente no frio No governo PSDB alguns moradores aceitaram as propostas e se arrependeram voltando para o banhado pois no conseguem pagar as contas l fora O prefeito hoje diz que leu a carte de uma criana que vive melhor fora do banhado sendo que hoje ela retornou pois os pais no consegue se manter l fora Sabemos que nenhuma prefeitura que passou teve a inteno de regularizar o bairro inclusive o plano popular foi construdo quando era governo do PT e na poca chegou a oferecer que se fosse em outra localidade haveria at um financiamento mas no Banhado no poderia Hoje essas pessoas defendem regulamentao fundiria ento no d para entender A Verdade Aqui em So Jos dos Campos o bairro tem fama de ter uma alta criminalidade alm de ser ponto de drogas o que voc tem a nos dizer sobre isso sob uma tica anticapitalista Renato O primeiro passo quando eles querem atacar uma comunidade criminalizala Dizer que tem droga e trfico Sabemos hoje que o problema das drogas e a forma com que conduzem essa poltica de proibicionismo no resolve o problema pois muita gente usa sendo um problema mundial se houvesse outra abordagem no teramos pessoas nessa situao A questo de mencionarem que a gente tem fama na questo de trfico somente o que eles podem falar pois sequer tem coragem de ver o plano popular que contempla tudo o que eles questionam Esse um problema na cidade inteira No importa quanto tempo passe enquanto a abordagem sobre drogas permanecer a mesma e no ter uma discusso ampla de fazer de uma forma diferente preveno de danos o acesso educao e a sade uma escola de qualidade para as crianas e melhores salrios para os professores Tudo isso um fator muito amplo para achar que apenas dessa forma direta e saindo ir acabar o problemas sendo que no funciona dessa forma Nos primeiros dias de dezembro o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes anunciou que junto s empresas de nibus aumentaria a tarifa em ao menos R020 vinte centavos j no incio de 2014 A populao do Rio que aprendeu com as jornadas de junho que a luta conquista no esperou que os desejos do prefeito se tornassem realidade e foi s ruas na sextafeira 20 de dezembro Cerca de mil pessoas se reuniram no protesto que fechou completamente vias principais da centro da cidade e passou pela sede da Fetranspor federao dos empresrios que controlam o transporte pblico no Rio e pela Assemblia Legislativa Alm das palavras de ordem contra o aumento da passagem e pelo passelivre os manifestantes saram em apoio ocupao Aldeia Maracan que foi despejada mais uma vez na ltima semana denunciaram os gastos da Copa e reivindicaram o fim da Polcia Militar Os organizadores e participantes do protesto garantiram que essa ser a primeira de muitas manifestaes que seguiro at que o povo do Rio conquiste nova vitria e barre mais este roubo de direitos o aumento das tarifas de transporte Em mais um 20 de maio no Uruguay milhares de pessoas saram s ruas na capital Montevidu com uma s demanda verdade e justia sobre os crimes e desaparecimentos de uma centena de pessoas cometidos pelas Foras Armadas que deram um golpe de estado e tomaram o poder poltico durante doze anos 19731985 nesse pas A data lembra a aparecimento em Buenos Aires 20 de maio de 1976 dos corpos de Zelmar Michelini e Hctor Gutirrez Ruiz legisladores uruguaios assassinados na Argentina por um comando de militares coordenado com os militares argentinos dentro do conhecido Plano Condor Nesse operativo tambm foram assassinados Rosario Barredo e William Whitelaw integrantes da resistncia ditadura nesse momento exilados na Argentina como milhares de uruguaios e urugu
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aias A marcha uma iniciativa da associao Mes e Familiares de Detidos Desaparecidos e busca pressionar o governo nacional para que aplique a punio aos torturadores e assassinos do perodo militar Da Redao oi gente gostei muito desse site parabns pelo trabalho O longametragem A Onda Die Welle Alemanha 2008 em cartaz nos cinemas no exatamente verossmil pelo fato de ser baseado em um acontecimento real O seu realismo fica por conta do contexto de crise econmica do sistema capitalista que tem levado as principais potncias imperialistas recesso punindo os trabalhadores com demisses e com o aumento da represso poltica Tambm pela descrena de uma grande parcela da juventude num futuro diferente a falta de um ideal por que lutar a entrega ao lcool e outras drogas Cenrio ideal para o surgimento de alternativas de poder como o fascismo O filme uma adaptao do ensaio The Third Wave A Terceira Onda do professor de Histria Ron Jones no qual relata sua experincia numa escola da Califrnia EUA em 1967 na tentativa de explicar na prtica como Hitler e o Partido Nazista chegaram ao poder na Alemanha Jones criou em uma semana um movimento com o lema fora pela disciplina comunho ao e orgulho que reproduzia uma estrutura organizacional baseada na autoridade de um indivduo especial superior sobre todos os membros do grupo e destes sobre todos os demais que os cercavam assim a partir de um mtodo interativo que o professor Rainer Wenger Jrgen Vogel um simpatizante do anarquismo na juventude pretende explicar a seus alunos os conceitos de autocracia durante a semana especial escolar sobre os valores democrticos E j na primeira aula surge a pergunta que conduzir toda a narrativa h espao para o ressurgimento de um regime autoritrio na Alemanha moderna No decorrer de uma semana de aulas sobre o tema professor e alunos criam o movimento A Onda suas normas de conduta um esprito de trabalho coletivo e de disciplina seu logotipo seu uniforme e at mesmo um gesto de saudao Sem perceber que so tutelados pelo professor agora chamado de Sr Wenger e que seguem tudo que ele ordena o grupo recebe novos adeptos e passa a agir fora da sala de aula com atitudes de violncia e propaganda ufanista Vrias passagens do filme retratam ainda a vida pessoal de alguns personagens evidenciando uma mudana geral de comportamento que tende violncia intolerncia e a uma autoconfiana nata Tambm o prprio professor se transforma De um defensor das liberdades e pessoa amorosa com sua esposa passa a um sujeito arrogante com o ego inflado pelo sucesso do grupo e pela autoridade incontestvel que adquiriu sobre seus alunos Aps o aparecimento de distores no comportamento do conjunto da classe duas jovens rompem com o grupo e buscam alertar ao professor e escola sobre os desvios dos mais entusiastas No entanto j tarde para parar Vrios aspectos da ideologia fascista haviam penetrado na mente dos jovens que agora se achavam fortes e imbatveis E durante uma partida de polo aqutico em que uma briga generalizada dentro e fora da piscina quase acaba em tragdia que o professor Rainer se d conta de que precisa pr um fim nisso tudo As cenas finais so fortes pelo desfecho da assembleia e pela lio de que mesmo um discurso de igualdade e coletividade pode esconder um fanatismo poltico que em nada lembra a conscincia de classe e o papel da autoridade conquistada base do exemplo e do conhecimento da realidade da luta entre os contrrios A Onda um alerta para toda a juventude que anseia por transformaes sociais e por um objetivo de vida que s fazem sentido sob uma perspectiva de superao da sociedade de explorao e opresso das classes ricas sobre as classes trabalhadoras Rafael Freire assisti o filme aqui na Alemanha Os atores sao sensacionais a maioria sao jovens e o diretor realmente conseguiu colocar no filme a mensagem do experimento Um filme que eu recomendo para quem quer entender o que realmente acontece em uma sociedade O filme acaba fazendo uma adaptacao e dando destaque aos jovens que sao de familias desestruturadas ou que sofrem disciminacao por sua religiao ou origem como por exemplo os turcos aqui na Alemanha os quais acabam se identificando com a 3 Onda e com o Idealismo da Doutrina Confira na ntegra o manifesto da CIPOML no dia Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora Comit Coordenador da Conferncia dos Partidos e Organizaes MarxistaLeninistas A Conferncia Internacional de Partidos e Organizaes MarxistaLeninistas CIPOML sada os trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo pelo 1 de Maio emblemtica data que simboliza a luta que livra o proletariado internacional contra a explorao capitalista para conquistar sua emancipao social pela revoluo e o socialismo Esta comemorao se produz no contexto de um mundo convulsionado em que se prev que uma nova crise econmica do capitalismo est a caminho Como ocorreu em crises anteriores levar milhes de trabalhadores ao desemprego provocar a diminuio dos salrios o aumento da pobreza migrao e outros problemas s classes trabalhadora Tambm ser motivo para que os Estados dos pases imperialistas e capitalistas mais desenvolvidos implementem programas de salvamento aos grandes monoplios industriais e financeiros que apresentam dificuldades econmicas como j esto fazendo a propsito da crise bancria que faz poucas semanas afundou vrios bancos nos Estados Unidos Alemanha e Sua Independentemente de que se produza uma nova crise econmica do capitalismo o certo que os trabalhadores e os povos so vtimas da explorao opresso e da discriminao Por isso combatem as polticas antipopulares aplicadas pelos governos dos respectivos pases orientadas a favorecer os interesses da grande burguesia e do capital monopolista internacional Agora mesmo o mundo testemunha da ascenso da luta das massas por suas reivindicaes e direitos em que os trabalhadores e a juventude cumprem papis protagonistas A Europa se converteu em epicentro desta confrontao de classes no seio de pases imperialistas e capitalistas mais desenvolvidos a classe operria levanta sua voz com energia e demanda mudanas urgentes A luta dos trabalhadores da juventude e das mulheres dos setores populares est presente em todos os continentes A ascenso da luta dos trabalhadores e dos povos a nvel mundial evidencia que cobra intensidade a contradio que enfrenta a classe operria e a burguesia o trabalho e o capital Vivemos em um mundo condicionado pelos vaivns da confrontao entre as potncias imperialistas e seus blocos e pactos econmicos e militares A guerra interimperialista que tem como cenrio a Ucrnia uma expresso disso mas no sua nica manifestao Esto em curso conflitos armados localizados em outros pases guerras comerciais fortalecemse os aparelhos e exrcitos militares h disputas pelo controle econmico e poltico de todo o planeta As lutas interimperialistas particularmente a que se apresenta entre os Estados Unidos e a China nos advertem do perigo de uma conflagrao mundial Os povos no podem tomar partido por uma ou outra potncia imperialista por uma ou outra aliana econmica e poltica dos estados capitalistas porque todos representam os interesses dos grandes monoplios internacionais e do capital financeiro imperialista Por isso reiteramos nossa condenao guerra interimperialista que se desenvolve na Ucrnia levantamos as bandeiras da paz que significa lutar em defesa da vida dos trabalhadores e dos povos e manter uma justa posio antiimperialista A CIPOML expressa sua solidariedade com os trabalhadores e os povos vtimas da agresso de potncias estrangeiras particularmente expressamos nossa voz de alento ao povo palestino que durante dcadas combate pelo direito de viver em paz no territrio que lhe pertence e constituirse como Estado autnomo e soberano Condenamos ao mesmo tempo a criminosa poltica do regime de Benjamim Netanyahu cabea do Estado sionista de Israel O que ocorre no mundo de hoje resultado do aguamento de problemas e fenmenos que so prprios do sistema capitalista confirma uma vez mais que este regime no tem nada de bom a oferecer aos trabalhadores juventude e aos povos Este um regime de explorao dos trabalhadores e de opulncia para a burguesia um sistema que vive em guerra contra os povos para proteger o paraso no qual se reproduz o grande capital Os trabalhadores no podem continuar submetidos ao domnio e explorao do capital A luta pelas reivindicaes imediatas e os direitos polticos dos trabalhadores e do povo so irrenunciveis so fundamentais para a prpria subsistncia mas resulta insuficiente para alcanar a emancipao social A CIPOML convoca os trabalhadores e trabalhadoras do mundo a unir as lutas pelo salrio pela estabilidade pela segurana social pela terra pela gua e pelos muitos problemas mais que nos afligem ao combate pela derrubada deste sistema de explorao a pr fim ao domnio do grande capital luta pela conquista do poder pelo triunfo da revoluo social e do socialismo S a revoluo proletria por fim explorao capitalista S o poder dos trabalhadores emancipar toda a humanidade Conferncia Internacional de Partidos e Organizaes MarxistaLeninistas CIPOML 1 de MAIO de 2023 Exrcito e foras policiais tomaram as ruas das principais cidades do pas para tentar impedir as manifestaes e manter o presidente Jovenel Mose no poder mesmo aps o fim de seu mandato Por Eduardo Leal Rio de Janeiro Em janeiro de 2020 Mose dissolveu o congresso e passou a governar o pas por decretos Entre os mais de 170 decretos assinados est o que determinou a criao da Agncia Nacional de Inteligncia com agentes que contam com imunidade para investigar supostos atos terroristas Um dia aps o golpe de Mose partidos de oposio e movimentos sociais anunciaram que no reconhecem mais o atual mandatrio do pas e exigiram a criao de um governo de transio tendo frente o juiz da Corte de Cassao Joseph Mcne JeanLouis A resposta do governo foi ferir a Constituio e exonerar trs juzes da Corte de Cassao Jean Louis Dabrsil e um terceiro que supostamente tambm estaria envolvido nos planos de golpe Dabrsil que estava preso desde domingo 7 teve uma ordem de liberdade emitida pelo tribunal civil de CroixdesBouquets O exrcito e as foras policiais tomaram as ruas para tentar impedir as manifestaes Apesar disso os protestos continuam e exigem o respeito Constituio e a sada imediata de Mose da presidncia Os relatos de violncia policial e represso tm crescido inclusive contra jornalistas e a imprensa como denuncia a Associao de Jornalistas do Haiti Toda essa represso no novidade para o povo haitiano que lutou anos contra a explorao dos colonizadores contra o imperialismo norteamericano e seus fantoches e que luta j h muito tempo contra o caos aprofundado pelo atual governo Desde 2018 quando eclodiu a crise de desabastecimento no pas e as denncias de corrupo do atual governo o Haiti tem sido alvo de diversos protestos possvel afirmar que o governo Jovenel Mose no teria se mantido de p se no fosse o apoio da OEA e das foras policiais e militares treinadas pelos EUA Independente disso uma coisa certa o povo haitiano no aceitar calado os desmandos do imperialismo e continuar sua luta pela independncia Hati thousands already taking the streets to join other group to protest against Jovenel moise and dictatorship pictwittercom9IxRbt4TWz yvonvilius viliusyvon February 14 2021 Redao Piau Jornal A Verdade BRASIL Devido atual situao em que o mundo se encontra em meio pandemia do Covid19 em que a disseminao de fake news a falta de informao tem afetado diretamente a todos com impacto acentuado em pessoas que sofrem com crises de ansiedade eou de pnico O isolamento social que necessrio agora acaba por piorar ainda mais esse quadro de desinformao e medo Pensando nisso e na necessidade de compreenso de quais fatores levaram a esse contexto social o jornal A Verdade est fazendo uma programao com indicaes de textos e filmes para ajudar na formao poltica de seus leitores no perodo da quarentena 3 e 4 Dia Programa de formao para a quarentena Divulgaremos essa programao a cada dois dias aqui em nosso site Confira a indicao para as prximas 48 horas 5 DIA FILME DIRIOS DE MOTOCICLETA Filme retrata a histria de viagem de Ernesto Che Guevara que antes de comear seu ltimo semestre de Medicina viaja com seu amigo Alberto Granado do Brasil ao Peru em uma motocicleta chamada carinhosamente de La Poderosa Ambos presenciam as desigualdades e injustias sociais que se alimentam da misria na Amrica do Sul encontrando camponeses pobres e observando a explorao do trabalho por industrialistas ricos Por fim chegam em uma colnia de leprosos no Peru Ernesto conclui que sua viso sobre a realidade esta agora voltada para outro objetivo um objetivo maior que ele O filme apresenta a reflexo de Che sobre esta experincia para sua vida Este no um relato de faanhas impressionantes uma parte de duas vidas registradas num momento em que cursaram juntas em um determinado trecho com identidade de aspiraes e conjunes de sonhos mas este vagar sem rumo pela nossa Amrica me mudou mais do que eu pensei Eu j no sou eu pelo menos no sou o mesmo no meu interior 2h 06min Histrico Drama Direo Walter Salles LINK DO FILME NO YOUTUBE httpsyoutubeYK7C9lbx
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APE TEXTO CHE E O HOMEM NOVO LULA FALCO Che e o Homem Novo so um artigo em 2011 de Lula Falco redator do Jornal A Verdade onde expe como a burguesia e o capitalismo utilizam os meios de comunicao para disseminar suas mentiras e iludir com as suas maravilhas propagando a sensao de uma suposta liberdade com o objetivo de garantir a existncia do seu regime econmico e poltico e impedir uma revolta generalizada contra o capitalismo onde afirmam que o certo a explorao do homem pelo homem S que a realidade que segundo dados da Organizao das Naes Unidas ONU 820 milhes de pessoas no mundo passam fome e prev que em 2025 dois teros da populao mundial ir viver em situao de extrema carncia O texto trata tambm sobre a ideologia do capitalismo ou seja a moral da burguesia e suas caractersticas marcada pelo individualismo e egosmo Expe que a luta poltica contra o capitalismo e por uma nova sociedade inseparvel da luta contra a ideologia burguesa e o egosmo Neste sentido h necessidade de conhecer a moral comunista em todos seus aspectos uma moral que se opem a moral burguesa E o artigo ressalta o revolucionrio Che Guevara onde contribui para formulao do que a moral comunista nos seus livros e na sua prtica ARQUIVO Che e o homem novo formatado 6 DIA DOCUMENTRIO LANCEIROS NEGROS ESTO VIVOS O documentrio Lanceiros Negros Esto Vivos relata a luta dos sem teto em Porto Alegre liderados pelo Movimento de Lutas nos Bairros Vilas e Favelas MLB que ousaram ocupar um prdio que anos estava sem utilidade pblica para construrem a Ocupao Lanceiros Negros Na madrugada de 24 de maio de 2016 policiais bloqueiam todas as ruas que do acessos Ocupao Lanceiros Negros para cumprir uma controversa reintegrao de posse solicitada pelo Governo do RS Dentro do prdio lanceiros negros esto determinados a resistir enquanto um coletivo de advogados tenta suspender a reintegrao na Justia Na rua apoiadores se mobilizam contra a ao de despejo A mobilizao popular naquela noite culminou ao amanhecer com uma vitria temporria e histrica de famlias que lutam por direito moradia e liberdade Documentrio contribui para entender a realidade que o povo brasileiro vive de norte a sul sem ter um teto para morar decidem se organizar e lutar 1h 17min Documentrio Direo e imagens Tiago Rodrigues e Jefferson Pinheiro Produo Coletivo Catarse LINK DO DOCUMENTRIO NO YOUTUBE TEXTO O ESTUDO E A VIDA KALININ O Estudo e a Vida um discurso feito em 30 de maio de 1926 por MikhailIvnovitch Kalnin para uma turma de formandos que passaram trs anos estudando marxismo na Universidade Sverdlov O texto dividido em quatro partes onde Kalinin d exemplos e conselhos de como passar seus conhecimentos para as massas o marxismo e sua aplicao e os deveres de uma marxistaleninista O discurso traz vrias reflexes e ensinamentos para um militante revolucionrio Respostas a perguntas que muitos militantes se fazem sem conseguir explicaes a luz do marxismo Como por exemplo como enfrentar os desafios da militncia a cada dia Kalnin afirma que o habitual trabalho de cada dia ocupa os 99 da vida da pessoa O que mais apreciado num dirigente do Partido que saiba trabalhar com entusiasmo na situao comum e corrente de cada dia que saiba ir vencendo dia a dia um obstculo aps outro que os obstculos que a vida prtica coloca diante dele a cada dia e a cada hora no possam extinguirlhe o entusiasmo e acrescenta no deve esquecer em seu trabalho cotidiano esses objetivos finais Outra pergunta frequente como entusiasmar as massas ou mesmo um auditrio Declara quepara dirigir as massas preciso inflamarse isto significa que para ganhar as massas preciso inflamarse com elas Uma tima opo de estudo para quem deseja compreender o marxismo e sua aplicao ARQUIVO Estudo e a vida formatado Stefan Chamorro Bonow Restringindo apenas ao perodo republicano desde s vsperas de 1889 facilmente poder ser vista uma diviso na maneira de pensar a instituio militar e o prprio Brasil Algo evidente nas manifestaes daqueles que planejaram e sustentaram o primeiro golpe militar aquele que derrubou a monarquia Indiscutvel no entanto foi a maneira como as maiores patentes da fora da poca os marechais Deodoro e Floriano concordaram com a estratgia de aproximar o pas da influncia dos EUA como forma de receber apoio ao golpismo Da uma formulao de princpio de militares na repblica brasileira Onde h representao militar no governo liderada pelas mais altas patentes e havendo apoio dos EUA h um estreito alinhamento com a vontade daquele pas Naquela poca o recrutamento se realizava por sorteio Na prtica quem tivesse amigos bens ou famlia importante conseguiria se esquivar do servio militar Logo entendese o porqu da baixa presena de brancos Recebia treinamento e se engajava uma maioria de negros pobres mestios e analfabetos Muitos alis recrutados por meios ilegais bastando no estar de acordo com os padres morais da elite da poca Foram tempos em que a jovem oficialidade tambm pertencia aos setores mais humildes da populao Indignados com os conchavos polticos e com a injustia social foram esses jovens que no incio da dcada de 1920 promoveram revoltas em quartis de todo o pas lutando por um pas socialmente mais justo Dessas fileiras saram algumas das maiores lideranas populares Caso do capito Lus Carlos Prestes posteriormente expulso da fora que anos mais tarde seria a principal liderana do Partido Comunista A luta se intensificou aps a chegada ao poder de Getlio Vargas Com a permanncia indefinida do governo Vargas aps 1930 cresceu a resistncia comunista Como Prestes muitos militares foram se construindo como comunistas preciso que se diga que o comunismo se difundiu no pas graas influncia do exrcito Na dcada de 1930 muitos foram os militares comunistas do exrcito No possvel falar em comunismo nesse contexto sem mencionar os nomes do sargento Gregrio Bezerra dos capites Agildo Barata e Nelson Werneck Sodr este compulsoriamente colocado na reserva em 1964 com a patente de general Em 1935 tomou forma uma das lendas urbanas mais difundidas no interior do exrcito a de que os comunistas assassinaram colegas de farda dormindo fria e covardemente na calada da noite De fato houve conflitos que levaram a mortes entre camaradas de farda A viso propagada na caserna at os dias atuais defendida pelos generais que se sucedem permanece imutvel apesar de desmentida por pesquisadores srios que refutam as bases deste folclore Os oficiais que haviam lealmente seguido Vargas fizeram carreiras rpidas Apresentandose como um nacionalista e se mostrando um ditador Vargas foi derrubado pela alta hierarquia do exrcito que o traiu em nome da aliana com os EUA Aos EUA em meio Guerra Fria que nascia em 1945 no interessava pases que no fossem subordinados As carreiras dos generais traidores e seus afilhados prosperaram ainda mais Entendase que o melhor exemplo disse foi a eleio como presidente da repblica em 1945 do exvarguista exsimpatizante nazista e recentemente democrata prEUA na Guerra Fria General Eurico Gaspar Dutra Firmase aqui mais um princpio entoado a partir das altas patentes militares para baixo A de que o exrcito tem uma profisso de f eliminar a nociva presena comunista das suas fileiras e do pas Ironicamente argumentase que a luta deve ocorrer contra uma ideologia vinda de fora alheia cultura brasileira mas essa mesma de antipatia ao comunismo nos foi dada pelos agentes dos EUA A despeito do entreguismo de alguns setores militares defensores de uma economia liberal que viam o Brasil como parceiro natural e agregado aos interesses dos pases capitalistas mais desenvolvidos perdurou uma rivalidade ao longo de todas as dcadas de 194050 com a ala composta por oficiais nacionalistas e defensores de um desenvolvimento industrial e poltico autnomos As diferenas entre os nacionalistas eram diversas e mesmo que a maioria no fosse comunista de maneira fervorosa predominava uma ideia de Brasil soberano entre seus membros que no concordavam com a ideia de que o Brasil tivesse um papel de simples lacaio das potncias capitalistas lideradas pelos estadunidenses H de se dar o devido destaque emblemtica figura do general Golbery do Couto e Silva Tendo servido como estagirio nos EUA no incio dos anos de 1940 e se integrado Fora Expedicionria Brasileira durante a Segunda Guerra ao voltar para o Brasil se tornou um dos principais intelectuais militares Golbery teve papel central na linha de pensamento da Escola Superior de Guerra ESG entidade fundada em 1949 no Brasil para preparar a intelectualidade civil e militar na construo dos rumos de defesa e do posicionamento internacional do pas atravs de uma doutrina A ESG que foi criada por ao dos EUA e desenvolvida por professores militares estadunidenses Nela se desenvolveram as ntimas relaes entre as foras armadas e os setores empresariais local em que se deu a linha ideolgica do exrcito brasileiro totalmente antiesquerda Vejase que Golbery apoiou o golpe que derrubou Vargas em 1945 fez parte do grupo de presso contra o governo que antecedeu ao suicdio do presidente Vargas em 1954 conspirou contra a posse do eleito Juscelino em 1955 que s assumiu porque o Marechal Lott se colocou a favor da legalidade tendo tambm se aproximado do presidente Joo Goulart aps ir para a reserva e coordenar uma organizao apoiada por empresrios o Instituo de Pesquisas Econmicas e Sociais enquanto conspirava a favor do golpe que levou queda de seu governo Quanto a esse aspecto furtivo Golbery fez escola O comportamento foi replicado dcadas depois pelo general Eduardo Villas Bas em abril de 2018 Sendo o comandante do exrcito nomeado durante o governo Dilma agiu de modo a aparecer ser o defensor moderado de um exrcito tcnico e nopoltico at chegar revelao no ato do Twitter ameaando se Lula recebesse o Habeas Corpus que poderia garantir participao nas eleies de 2018 Na presidncia de Jair Bolsonaro em janeiro 2019 recebeu o agradecimento formal deste como responsvel direto pela sua eleio A doutrina estabelecida a partir do pensamento de Golbery o Golpery difundido pela ESG pavimentou o modelo de relaes promscuas entre capital privado nacional e estrangeiro com militares Dirigentes originrios do setor privado cada vez mais comearam a assumir funes na administrao pblica Muitos oficiais passaram a ser dirigentes acionistas e executivos no setor privado inclusive o prprio general do Golpe Exemplo foi o generalempresrio Edmundo de Macedo Soares que at presidente da FIESP foi A divergncia persistiu no interior da corporao militar at 1964 Convm no esquecer que entre todas as categorias de servidores pblicos aquela que mais sofreu perseguio com mortes desligamentos e aposentadorias foradas aps a instalao da ditadura entre 1964 e 1985 foi a dos prprios militares Mais de 7500 militares foram perseguidos entre os quais 27 assassinados Assim se realizou uma depurao ideolgica para a implantao de uma linha de pensamento nico que perdura ainda hoje Com a implementao da ditadura de 21 anos consolidaramse nos anos finais da dcada de 1960 os contornos que deram a identidade da estratgia militar do exrcito Enquanto fora agregada e submissa conduta estadunidense na Guerra Fria a fora armada ficou vontade com seu papel regular de represso interna Defasada tecnologicamente afastada dos conflitos armados internacionais portadora de efetivos pouco armados e mal treinados teve facilidade em atuar como agente de investigao de aprisionamento de extrao de informaes mediante tortura e de extermnio de brasileiros posicionados em oposio ditadura A justificativa foi qualificar todo e qualquer crtico como sendo comunista Com isso uma conduta aplicada de cima para baixo se converteu em princpio balizador melhor dizendo norteador de Estados Unidos da Amrica do NORTE do exrcito Tomou forma a ideia de que por excelncia seu modo de ao se adequaria com o de foras irregulares Isto agindo de modo fragmentado em pequenas unidades alterando a estratgia conforme a localizao dissimulando para enganar composta em pequenas unidades atacando e recuando de acordo com circunstncias do momento Metodologia fartamente empregada e aperfeioada contra os prprios compatriotas Esse elemento comeou a ser mais desenvolvido aps o encerramento do perodo militar e no final da Guerra Fria agora sem a retrica do perigo comunista que havia justificado a noo de combate ao inimigo interno Ao desmontar a estrutura repressora vrios agentes da perseguio envolvidos com a perseguio e tortura foram sendo escondidos at transferidos para colgios militares e contriburem na formao moral das prximas geraes Devese lembrar que at o incio do sculo XXI havia uma reserva de vagas nas academias do exrcito para estudantes sados dos colgios militares do pas A alterao nas formas de acesso s academias militares permitiu que por mais de trinta anos se desenvolvesse uma verdadeira casta militar formada por gera
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es de membros das mesmas famlias claro ajudando a impedir o acesso aos brasileiros de origem humilde proletria eliminando o possvel elemento revolucionrio contra as injustias que existia entre oficiais nos anos 20 e 30 Esses centros de ensino existem para atender educao dos filhos dos militares que frequentemente so transferidos para diferentes locais do pas Ento nos anos 80 e 90 vrios agentes da represso agiram para difundir as ideologias reacionrias entre aqueles que hoje so majores tenentecoronis e coronis do exrcito Isso ajuda a explicar a razo de um brado como Brasil acima de tudo originrio de grupos paraquedistas como Bolsonaro agentes da ditadura e lema de campanha de um presidente insensvel excapito de exrcito seja sempre entoado por jovens de onze a 18 anos nos colgios militares brasileiros O exrcito redefiniu seu campo de ao vocacional com o discurso voltado para a Amaznia Nela passou a canalizar energias e centralizar o discurso em torno da ameaa externa integridade nacional pelo interesse na regio Pensar mapear atuar junto s comunidades indgenas agir em nome do Estado e treinar foras especiais militares passou a ser o foco Sentiramse os donos da rea Da a indignao de chefes militares quando da limitao do seu domnio como foi o caso da punio ao General Heleno atual chefe do Gabinete de Segurana Institucional do governo Bolsonaro em 2008 durante o governo Lula por ter se manifestado contra a demarcao da reserva indgena Raposa Serra do Sol no estado de Roraima Heleno na poca era o Comandante Militar da Amaznia Em tese os prejudicados com o episdio deveriam ser s os grileiros mineradores e arrozeiros ilegais Talvez por isso o governo atual de Bolsonaro do qual Heleno o grande arquiteto e responsvel pelo envolvimento militar passou a alimentar um discurso de menosprezo em relao s questes indgenas De maneira convicta o governo vem se esforando para desmontar o Instituto Nacional de Colonizao e Reforma Agrria Incra o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente Ibama o Instituto Chico Mendes de Conservao da Biodiversidade ICMBio e a prpria Fundao Nacional do ndio Funai importantes instituies pblicas voltadas proteo das populaes originrias do Brasil ambiental e redistribuio de terras Militares assumiram o controle destes rgos Mostrando um sincero desprezo pelas comunidades locais Alis evidenciase o carter hipcrita predominante Durante o processo de reelaborao retrica da vocao aps reviso interna lanouse a ideia de que suas origens como instituio estariam nas milcias de resistncia contra a ocupao holandesa no Nordeste brasileiro que culminou com a vitria e expulso estrangeira aps a batalha de Guararapes Em 1994 por iniciativa do Ministrio do Exrcito foi criado o Dia do Exrcito na data de realizao da 1 Batalha dos Guararapes 19 de abril de 1648 A ideia da comemorao se relaciona crena de que em Guararapes nasceu ao mesmo tempo a nacionalidade e o Exrcito brasileiros Militares lanaram mo do mito da formao do exrcito atravs da integrao das trs raas A verso oficialmente apresentada enfatiza o papel predominante daquele que seria o comandanteemchefe das foras de libertao entre 1648 e 1654 Francisco Barreto de Menezes do morador branco nascido no Brasil Andr Vidal de Negreiros do ndio Antnio Felipe Camaro e do negro Henrique Dias No entanto a vida real da poca caracterizada apesar de preconceitos pela mestiagem frequentemente esquecida como se negros brancos e indgenas vivessem eternamente separados em todos os sentidos Entendese mais facilmente o desprezo caracterizado em relao ao conjunto dos brasileiros Segundo a perspectiva estabelecida s o militar acaba se enquadrando no modelo ideal de brasileiro S ele pode ser patriota sincero ser honrado ser confivel Todos os demais somos petulantes indisciplinados indignos de confiana Por isso somos apenas os paisanos os civis aqueles que precisam ser tutelados e levados correo pela fora quando preciso Essa viso compartimentada de Brasil concebe o povo como tendo de ser necessariamente segregado como forma de alcanar o progresso mas d a sustentao para a idealizao deles sobre a essncia do brasileiro e do pas que querem forosamente que exista Baseiase numa fantasia de homens brancos honrados e corajosos inspirados na viso de bandeirantes heroicos usando tticas de combate em meio a uma natureza hostil a ser domesticada Na nao deles s eles compreendem o que deve ser feito e tm capacidade para fazer Aconteceu que o pas deles apesar do mesmo nome no o Brasil No entanto numa coisa a viso distorcida deles est correta tpica dos bandeirantes verdadeiros que existiram mercenrios cruis gananciosos e oportunistas Da unio dos elementos apontados at aqui emerge a forma de conduta poltica atual O retorno do exrcito cena poltica coincide com a participao na misso da ONU no Haiti em 2004 Aps o golpe da direita haitiana lanado pelas foras militares locais a ONU com aprovao das foras golpistas haitianas enviou uma fora militar os capacetes azuis sob comando do general Heleno O comandante aceitou as presses dos EUA que apoiaram a queda do presidente JeanBertrand Aristide e da prpria direita golpista curvandose s presses para promover represso violenta e assassina no pas cometeu crimes de guerra O sucessor de Heleno o tambm brasileiro general Urano Teixeira Bacelar relutou at o final contra o uso de violncia no Haiti apesar da presso das elites locais com vastas relaes econmicas com estadunidenses Aps desfazer uma misso repressiva organizada por subordinados Bacelar foi encontrado morto em 2006 no seu quarto com um tiro na cabea e considerado suicida Verso confirmada at no Brasil mas contestada aps vazamentos feitos na Wikileaks em 2011 A represso recomeou com a substituio no comando O Haiti cumpre o papel de estudo de caso interessante Aristide foi um presidente de centroesquerda que governou o pas em trs momentos diferentes Na primeira vez venceu com uma votao estrondosa Conseguiu retornar ao poder na segunda vez com apoio do partido democrata estadunidense em troca de um processo de privatizaes iniciado e cumprido risca Quando foi eleito novamente em 2001 resolveu se reaproximar de pases com governos de esquerda como Cuba e Venezuela enfrentar os militares do prprio pas e foi derrubado por eles Ainda segundo o Wikileaks a queda ocorreu aps sequestro cometido por fuzileiros navais dos EUA com conhecimento do presidente brasileiro da poca Lula A atuao garantiu a expertise para misses de policiamento e represso nos moldes empregados na ocupao feita no Rio de Janeiro em 2016 A participao brasileira na misso do Haiti foi saudada pelos EUA e a partir da retornaram os laos estreitos entre militares dos pases Somos uma terra de coincidncias Pelo menos trs dos comandantes no Haiti fazem ou fizeram parte do governo Bolsonaro Alm de Heleno Santos Cruz e Luiz Eduardo Ramos Luiz Eduardo Ramos usou a bagagem acumulada para comandar a interveno no Rio de Janeiro rica em massacres ocorridos nas comunidades mais carentes e principalmente contra negros Por sua vez aps voltar Heleno foi Comandante Militar da Amaznia anos depois substitudo na funo por Villas Boas Heleno aps ir para a reserva em 2019 foi nomeado para o Gabinete de Segurana Institucional da Presidncia substituindo o General Etchegoyen nomeado por Temer quando assumiu a presidncia Etchegoyen amigo de infncia de Villas Bas Com exceo de Heleno e Ramos os demais so gachos assim como o vicepresidente general Mouro e o general Edson Pujol Pujol era o general Comandante do Exrcito tambm foi comandante no Haiti em 201314 supostamente retirado por estar em desacordo com Bolsonaro na vspera da comemorao do golpe militar No entanto curioso como esse homem que supostamente um antigolpista no dia do Exrcito 19042021 ainda como comandante alm de condecorar o juiz Luiz Fux condecora Andr Mendona com a Ordem do Mrito Militar o Advogado Geral da Unio e famoso bolsonarista alm de dar um afetuoso abrao no presidente que o afastou do comando Estranha maneira de sair brigado O Brasil estranho alm de pequeno Estas so as cabeas que comandam o Brasil na realidade Jamais se submeteram a um excapito aposentado com desonra junto fora armada por planos de sabotagem e insubordinao como foi Bolsonaro Bolsonaro foi eleito por ter no exrcito um cabo eleitoral de peso Comeou sua pretenso presidencial fazendo discursos em festas de formatura da Academia Militar das Agulhas Negras na qual se formam os oficiais de carreira a instituiome de todos eles isso ainda era 2014 Algo impossvel de acontecer sem a autorizao dos comandantes superiores da fora Os militares funcionam atravs de uma relao de lealdade farda e obedincia patente superior numa cadeia de comando composta por vrios generais Ele s conseguiu fazer isso porque o deixaram Sua presena foi aceita porque o exrcito se transformou num partido poltico Bolsonaro apenas o testadeferro deste partido Assim que no servir mais ser dispensado Atualmente h cerca de 7 mil militares entre ativa e reserva no governo Que instituio indispensvel aquela que consegue funcionar bem sem milhares das suas principais cabeas pensantes Ou no indispensvel ou no tem cabeas pensantes Hoje podemos encontrar contratos envolvendo dinheiro pblico feitos por vontade de militares para aquisio de servios de empresas que so controladas por outros militares Atualmente Villas Bas por exemplo tem uma fundao cujos acordos a vinculam a diferentes setores da administrao pblica federal Todas as participaes ocorridas foram consentidas pelos comandantes afinal ningum poderia assumir uma posio poltica mudar de funo sem autorizao expressa do comandante do exrcito at pouco tempo atrs o Villas Bas O exrcito governa nosso pas sua estratgia fazer de conta que no est l que foi enganado para entrar num barco furado Ele o barco furado No se pode esquecer que desde o governo Temer h um outro general servindo junto ao STF como uma espcie de conselheiro Parecer que h generais bolsonaristas e legalistas parte do jogo da enganao O lado deles acima de tudo militarista o lado do Partido do Exrcito Para alm da derrubada de Bolsonaro necessria ampla resistncia popular para a construo de um outro programa e uma outra estrutura de governo que representem os interesses da classe trabalhadora A derrubada de Bolsonaro um passo entretanto o passo seguinte no pode ser o da conciliao de classes e da manuteno de uma estrutura que agrada o exrcito e o capital apesar de comandada por outro chefe de estado mas sim a luta pela construo do poder popular e do socialismo A justificativa que leva existncia de foras armadas deveria ser a de garantir as fronteiras a de defender o territrio e proteger seu povo Para a execuo de uma tarefa to importante fundamental que essas foras estejam altura da confiana do seu povo Para isso efetivamente devem ser parte verdadeira do povo ansiar pelo desenvolvimento dele e primar pela soberania Entre as foras existentes o exrcito tem papel destacado por ser aquele que no momento da necessidade e perigo ter seus membros dividindo o mesmo solo junto s pessoas cuja misso proteger Passar ao lado de cidados compartilhar a comida dormir sob seus tetos Infelizmente o exrcito brasileiro no digno desse povo Professor de histria do IFRS e militante do MLCRS Por Giselle Woolley PERNAMBUCO Uma das estratgia do capitalismo distorcer palavras para que se tornem parte do fortalecimento de sua cultura um desses termos a meritocracia Nos discursos observados na mdia burguesa a inteno de convencimento apenas uma A aprovao do ENEM ocorre pela meritocracia ou seja se voc foi um aluno estudioso e dedicado ir ingressar na universidade caso no entre o problema est no aluno que no dedicou tempo necessrio a sua educao Uma pesquisa realizada em 2017 na UnB Universidade de Braslia mostrou que apenas 016 de jovens de baixa renda ingressavam na universidade que dizer a cada 600 jovens que realizam a prova apenas 1 consegue a vaga e tem mais dados do questionrio scio econmico como cursar o ensino mdio em colgio pblico no ter carro no ter computador no ter acesso internet nem telefone fixo frequentado escola com pouca infraestrutura e renda familiar inferior a um tero do salrio mnimo correspondem a um peso de 85 dos fatores determinantes de quem ingressa no ensino superior pblico comprovando que a aprovao nada tem a ver com a dedicao pessoal que a falha est neste sistema econmico que tem como objetivo manter os trabalhadores nos subempregos garantindo a explorao burguesa Dentro desse mnimo grupo 016 ainda possvel notar que muitos dos cursos optados pelos estudantes no so de fato o curso almejado j que os cursos mais concorridos nas universidades pblicas j esto reservados em sua maioria para os alunos vindos de classe econmica alta um exemplo o curso de medicina um estudo
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que traou o perfil social dos estudantes do curso de sade realizado pela UFPE mostra de 964 das pessoas que cursam medicina pertencem a chamada elite da sociedade e apenas 29 correspondem a jovens de classe baixa E este tipo de sectarismo demonstrado na sociedade Falta de mdicos no SUS nos interiores em aldeias regies ribeirinhas falta mdico humanizado isto porque precisamos garantir que a grande representatividade do povo chegue at estes cursos e nossa representatividade no esta corja de capitalistas que veem a vida do povo como mercadoria O acesso remoto a aulas durante a pandemia evidenciou a desigualdade social e dificuldade ao acesso educao mostrando que a meritocracia no Brasil apenas iluso Pesquisa realizada pela TIC Domiclios 2019 mostra que cerca de 30 das famlias no Brasil no tm acesso internet destas 293 no tem rede de gua e 60 no tem acesso a rede de esgoto j no grupo de pessoas com renda mensal de at um salrio mnimo metade no consegue utilizar a conexo em casa enquanto que nas classes sociais mais altas apenas 1 no tem conexo Um outro dado importante na classe social alta 90 dos alunos tm notebook e 49 tablet no que diz respeito as classes sociais mais baixas os ndices so de 3 e 4 respectivamente fazendo do celular o nico meio de acesso as aulas remotas o que no garante a qualidade na visualizao de contedo vdeos interao com professores e compatibilidade com aplicativos exigidos para aula Mesmo diante destas condies nada iguais entre a classe trabalhadora e a burguesia foi necessria uma mobilizao geral dos estudantes pedindo o adiamento do ENEM protestos e muitas mobilizaes virtuais campanhas e por fim a derrota no senado com 75 votos a favor do adiamento e 1 contra vindo do lder de Queiroz o senador Flvio Bolsonaro Foi proposta uma votao para decidir o melhor dia do ENEM entre os meses de Dezembro Janeiro e Maio2021 a maioria dos estudantes decidiram pelo ms de Maio 496 dos inscritos porm como costumeiro deste governo burgus o resultado da votao no foi respeitado e a opinio pblica da maioria foi descartada sem qualquer argumentao plausvel A reao da maioria das instituies particulares sobre esta deciso antidemocrtica no surpreendeu comemoraram a data j que os jovens da classe trabalhadora pobres e perifricos tiveram sua chance de concorrer a uma vaga surrupiada mais uma vez necessrio perceber que Ingressar numa universidade no implica apenas no significado vendido pela burguesia capitalista de mudar de vida baseado no salrio depois de formado ter acesso educao de qualidade a ambientes onde o debate estimulado onde o indivduo encorajado a ampliar sua mente abre os olhos pra esta explorao e opresso que os trabalhadores sofrem desde a implantao desde sistema econmico covarde e violento que o capitalismo A burguesia deseja manter essa venda pois sabe que um povo livre das amarras capitalistas determinadas durante tanto tempo no aceitar o descaso e a imposio e desta forma realizar a grande revoluo socialista se libertando dos grilhes desses opressores podres O fascista Jair Bolsonaro sempre defendeu uma escola sem partido mas o que a burguesia no deixa claro que este apartidarismo seletivo apenas para classe trabalhadora Os cursos mais concorridos tem ideologias burguesas muito bem estabelecidas as instituies particulares so regidas por partidos o ministro da economia Paulo Guedes e sua famlia so um dos exemplos estes so investidores de universidades particulares e desde 2019 incio da gesto as universidade pblicas sofrem com cortes de verba Lenin sempre atual em suas pontuaes traz no seu discurso realizado 1919 a essncia hipcrita da crena capitalista Hipocrisias da burguesia a crena segundo a qual a escola pode ser apartada da poltica Vocs sabem to bem quo falsa essa crena A prpria burguesia a qual advoga esse princpio faz sua prpria poltica burguesa a pedra angular do sistema escolar e tenta reduzir a escola ao treino de servos dceis e eficientes burguesia reduzir a educao universal para o fim de treinar servos dceis e eficientes para a burguesia ou escravos e instrumentos do capital A burguesia nunca pensou em dar escola o sentido de desenvolver a personalidade humana Como afirmava Paulo Freire educao no transforma o mundo Educao muda as pessoas Pessoas transformam o mundo Dito isto ns trabalhadores precisamos nos organizar elevar nossa conscincia e seguir nossa formao visando a nossa luta de classe Nosso inimigo o sistema capitalista que se esfora diariamente para nos manter longe do conhecimento determinar nossas escolhas profissionais este sistema mentiroso egosta e falido fala de meritocracia mas no nos d essa igualdade afirma que educao direito de todos e obrigao do estado mas esses todos no chegam at as ocupaes periferias zona rural territrios indgena ou quilombolas A classe trabalhadora unida ir mudar a sociedade e a educao um dos caminhos afinal ideias so mais letais que armas Vladimir Lnin Excelente texto com dados e mostrando que a meritocracia no possvel no mundo capitalista Durante o ltimo informe apresentado por Rafael Correa na Assembleia Nacional em vrias ocasies se afirmou que nosso pas havia mudado Efetivamente o Equador de hoje no o mesmo de h pouco tempo mudou mas no nos termos assinalados pelo governo pois no deixou de ser um pas desigual no qual um punhado de burgueses concentram uma enorme riqueza acumulada a custa da explorao e da opresso dos trabalhadores e dos povos A mudana a qual nos referimos tem a ver com o cenrio poltico Para ser mais claro com a correlao de foras polticas que caracterizam este cenrio As manifestaes principais dessa transformao so o desgaste e a perda de hegemonia poltica por parte do governo e do correismo sobre o movimento social o ressurgimento das massas como ator poltico na vida do pas exigindo demandas materiais e polticas o posicionamento do movimento sindical como coluna vertebral da luta dos setores populares organizados e noorganizados a recuperao da imagem das foras polticas de esquerda no interior da faixa dos descontentes com o governo a recuperao e o posicionamento em melhores condies de algumas figuras polticas da oposio burguesa Esta nova situao o resultado de um processo de confrontao de classes em alguns momentos aguda com o ficou demonstrado nas ltimas semanas e em outros de maneira quase impercepitvel mas em todo caso sempre presente O desgaste do Governo inegvel e as distintas medidas que adotou nestes dias para recuperar sua imagem e iniciativa no fazem mais que confirmar esta situao e evidenciar que atua a partir de uma posio defensiva A convoncatria de uma greve geral popular para o prximo dia 13 de agosto impulsinada pelo apoio de numerosos setores e organizaes contribuir para a afirmao das principais manifestaes dessa mudana de correlao de foras sociais e polticas o desgaste do regime e o protagonismo poltico das massas Jornal En Marcha Paula Dornelas Unidade Popular MG Em conjunto com a militncia do partido e do Movimento Luta de Classes MLC Lo foi apresentar seu programa popular e que prope grandes mudanas para o povo brasileiro pautando o aumento do salrio mnimo revogao das reformas trabalhista e da previdncia congelamento dos preos dos itens de primeira necessidade do gs de cozinha e da cesta bsica alm de medidas de gerao de emprego e renda Tambm estiveram presentes na atividade Indira Xavier candidata a governadora do estado Poliana do MLB candidata a deputada federal e Mariana Fernandes candidata a deputada estadual pela legenda A primeira agenda do dia teve um grande e positivo retorno dos trabalhadores e trabalhadoras da fbrica que j acompanham as lutas do partido na regio Ao mesmo tempo ter a presena e conversar com um candidato negro presidncia chamou a ateno de quem passou pelo local Em seguida por volta das 630 a agenda ocorreu na portaria do CEFETMG campus I localizado no centro de BH onde realizaram uma grande panfletagem denunciando os cortes na educao pblica e apresentando as propostas da Unidade Popular como a revogao da Emenda Constitucional 95 que prev o congelamento dos investimentos na sade e na educao A atividade teve uma boa receptividade dos estudantes s 12h a agenda de Lo Pricles e Indira Xavier incluiu panfletagem e almoo no Restaurante Popular I Herbert de Souza Nesse momento o candidato conseguiu apresentar sua proposta de criao de programas de combate fome Os restaurantes populares em Belo Horizonte concentram grande quantidade de trabalhadoras e trabalhadores boa parcela destes desempregadosas aproveitam o valor social da refeio para viabilizar os dias de procura de emprego pela cidade Durante a panfletagem houveram vrias conversas fotos e propostas de populares para a campanha s 16 horas as candidatas e o candidato seguiram para uma grande mobilizao na Praa Sete junto de vrios militantes e filiados da Unidade Popular A atividade marcou presena em um dos pontos mais importantes de Belo Horizonte onde h um alto fluxo de pessoas e considerado um centro econmico e poltico da capital O primeiro dia de campanha se encerrou s 19 horas em um Ato Poltico na ocupao Carolina Maria de Jesus organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas MLB e situada no centro de Belo Horizonte O ato contou com a presena dos moradoresas da ocupao de aliadosas s lutas e das candidaturas da UP O evento cumpriu um importante papel de denncia da situao do povo sem teto de Belo Horizonte Indira denunciou que os atuais polticos que esto no poder fazem acordos com as mineradoras para garantir sua eleio enquanto deixam o povo passando fome e negligenciam a situao da falta de moradia digna e das ocupaes urbanas Por fim em sua interveno a candidata concluiu que combater as mineradoras e esse projeto de destruio da nossa nao e do nosso povo o maior compromisso da Unidade Popular e ns mulheres somos protagonistas disso Imagens Larissa LamarcaJornal A Verdade Por Amanda Alves So Paulo e Larissa Franco Rio de Janeiro O modelo educacional nem sempre foi assim como conhecemos hoje Nas sociedades arcaicas e sem diviso de classe a educao se baseava na propriedade coletiva O ensino era para a vida e por meio da vida ou seja atravs da experincia cotidiana e atividades de sobrevivncia e subsistncias do grupo nada se colocava acima das necessidades coletivas da comunidade que voc estava inserido Esse modelo se colocava adequado em uma sociedade sem classes na medida que foi surgindo a propriedade privada as relaes mudam inclusive quando se falamos da educao Com o sistema capitalista o operrio de fbrica se torna uma mercadoria realiza atividades que exigem muito de si esforo fsico e que devido a explorao impedeo de ocupar sua vida com outros pensamentos e atividades Toda essa lgica de produo se reflete na educao tambm das crianas que futuramente trabalharo na sociedade de interesse a classe dominante estabelecer um modelo educacional voltado formao tcnica capaz de gerar produo para atuar no mercado de trabalho mas temendose tambm que a instruo educacional leve a um pensamento mais crtico sobre o prprio sistema econmico e modo de produo a burguesia mede foras nos contedos repassados nas escolas Ao analisar a relao entre educadores e educandos no Brasil Paulo Freire estabelece a crtica ao que ele chama de educao bancria Os pressupostos da educao bancria so a narraoexposio de contedos de forma que pressupe que se tenha um narrador professor e sujeitos passivos ouvintes alunos se fala da realidade como algo esttico e ensinase coisas desconectadas com a realidade existencial dos educandos Ocorre a repetio do contedo de forma acrtica para que os alunos apenas memorizem como se educar o ato de depositar de transferir de transmitir valores e conhecimentos porm sem reflexo Alguns outros exemplos na histria tambm so de educadores como Comnio e a didtica magna em 1657 e Pestalozzi um sculo depois Eles propunham um modelo educacional voltando a rapidez de exibio do contedo causando fadiga e a tortura que colocava a inteligncia como algo robtico na criana tirando toda sua espontaneidade e caminhos diferentes de produo de contedo Hoje no nosso pas podemos ver muito dessas caractersticas principalmente nas escolas de ensino tcnico da juventude a sobrecarga de conhecimentos sem lhe dar previamente uma carga de informaes que ajude a assimilar e absorver o contedo Devido a enorme desigualdade em nosso pas a criana que abandona a escola no fundamental a mesma que a burguesia obriga a vender sua fora de trabalho logo cedo para ajudar na manuteno do seu lar E essa a realidade de milhes de jovens da periferia de todo o pas Voltemos a afirmar a classe que domina a nossa sociedade tambm a que domina o sistema educacional no pas Impe a ideologia liberal nos contedos Impe a histria de heris que so na verdade assassinos do nosso povo e no nos contam a verdadeira histria de quem construiu nosso pas os pobres camponeses indgenas negros e negras Ressalta a figura policial como protetora da sociedade e da famlia quando na verdade
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responsvel pela morte de diversos jovens negros da periferia Logo a escola de hoje mesmo sendo pblica ainda moldada nas ideias da classe dominante e tudo que se pronunciado servir de interesse para essa classe J a escola e a universidade privatizada tambm se moldaram nesses interesses em termos de contedo mas alm disso tambm servir de interesse ao capital nacional e internacional com mercantilizao do ensino e intervenes de grandes empresas como a Kroton No por acaso projetos como o Escola Sem Partido e Futurese ganharam apoio de partidos polticos de direita e setores reacionrios da sociedade incluindo inclusive o prprio fascista Jair Bolsonaro O atual Ministro da Educao Abraham Weintraub reafirma o alinhamento do governo aos interesses daqueles que querem cada vez mais privatizar a educao tendo desde o incio de seu mandato se posicionado como verdadeiro inimigo da educao pblica Uma de suas primeiras aes foi o ataque s Universidades Federais chamandoas de balbrdia e anunciando cortes volumosos nas verbas dessas instituies Para o atual governo uma educao pblica qualidade gratuita laica e crtica sua inimiga e no medem esforos para atacla A educao popular construda pelo povo Francisca Pini diretora do Instituto Paulo Freire pontua que a educao popular surge como contraponto ao projeto de educao dominante Sua origem est diretamente ligada aos movimentos populares no incio do sculo XX que buscavam democratizar o ensino criando escolas populares para educao de operrios e camponeses Portanto aliada ideia de uma educao libertadora e a defesa a soberania popular pressupe que os oprimidos tomem conscincia de suas amarradas e se engajem na luta por sua libertao Nessa viso o educar tambm se faz atravs da luta poltica sendo o mtodo adotado por movimentos sociais comprometidos com a emancipao humana e transformao radical da sociedade Aqui o conhecimento construdo de forma coletiva entendese o humano como produtor da realidade social e capaz de transformla ela do povo para o povo Mas a construo de uma educao verdadeiramente libertadora s ser possvel com a modificao da sociedade em sua base econmica ou seja com queda do capitalismo e a construo do socialismo e de um governo proletrio Pois o Estado burgus jamais abrir mo dos seus mecanismos de opresso o exrcito a polcia e o judicirio logo jamais abrir de mo da educao O Estado nas mos minoria exploradora jamais construir de fato uma educao pautada nos interesses da maioria explorada Assim como a escola no capitalismo a escola do proletariado tambm deve defender os seus interesses o interesse da massa dos trabalhadores o interesse da maioria da populao pobre Tomemos exemplo da Unio Sovitica em perodo de revoluo onde os operrios da fbrica faziam parte do conselho da escola participam da construo dos materiais e no haviam barreiras entre a escola e a fbrica Os alunos tinham um compromisso de combater o analfabetismo e organizar palestras entre os trabalhadores Um modelo educacional onde os filhos e filhas dos proletrios vo para escola se unir ao restante do povo e edificar a construo do socialismo e o progresso do pas Logo defender o socialismo como a sada para construo de uma educao libertadora defender tambm o futuro de nossas crianas defender uma educao que seja de fato transformadora e coloque abaixo todos os vestgios das ideias liberais que ajude a resgatar e avanar na construo do homem novo Apesar de Campos dos Goytacazes ser uma das principais cidades brasileiras beneficiada pelos royalties atravs da Lei do Petrleo o ndice de desenvolvimento humano IDH baixssimo chegando a ficar em 37 no ranking do Estado do Rio de Janeiro O quadro de caos social dos dias atuais se explica pelo contexto histrico de ultraexplorao da fora de trabalho uma vez que Campos foi o municpio do Estado com maior nmero de negros escravizados no perodo colonial e monrquico e a ltima cidade a abolir o trabalho escravo no pas Alm disso nos ltimos 25 anos a administrao pblica tem alternado entre dois grupos polticos que buscam fazer da prefeitura um balco de negcios enquanto relegam s amplas camadas empobrecidas meras migalhas assistenciais O resultado disso tem sido escolas municipais sucateadas hospitais superlotados falta de remdios nos postos de sade e um sistema de mobilidade urbana em colapso Mas onde h luta de classes h tambm rebeldia Em 2015 iniciouse a campanha de coleta de assinaturas pela legalizao da Unidade Popular pelo Socialismo por meio da militncia do PCR e da UJR Dando sequncia a reunies polticas ao longo do ano que viriam a culminar no dia 16 de outubro momento de formalizao do comit municipal e a eleio de sua direo provisria De l pra c aceleradamente vemos o trabalho crescer com qualidade Atuao em conjunto com o MST Participamos da reorganizao do trabalho poltico junto ao acampamento Lus Maranho em Cambayba de aes conjuntas com o Sindipetro Norte Fluminense Pastoral da Terra e outras organizaes para fortalecer a luta dos acampados pela desapropriao das terras para fim de Reforma Agrria Estamos construindo no acampamento uma biblioteca infantil espao para alfabetizao dos trabalhadores e um ciclo de atividades de acompanhamento poltico com o objetivo de contribuir com o MST na jornada pela desapropriao Militncia na base petroleira A UP Campos est igualmente comprometida com a luta em defesa da Petrobras Ao lado dos operrios repudiamos a venda de ativos desinvestimento demisses terceirizao leilo e venda de aes que fazem parte de um processo sistemtico de privatizao da empresa por parte do governo brasileiro Por isso no medimos esforos em fortalecer a greve da categoria petroleira Nossa militncia esteve em todo o Brasil presente em piquetes panfletagens e assembleias de greve e em Campos nossa prioridade foi a mesma Estamos certos que com a unidade dos trabalhadores da cidade e do campo a fora do nosso povo se multiplicar Fora que deve ser capaz de imprimir uma agenda poltica que se contraponha aos interesses do capitalismo nico culpado pela crise econmica em que vivemos hoje Convocamos todas e todos que acreditam nessa unidade para ajudar a construir a Unidade Popular pelo Socialismo UP para que o povo seja dono do seu prprio destino Bruna Mac militante da UP Campos dos Goytacazes RJ As consequncias de uma pequena classe de exploradores dominar a sociedade so milhes de pessoas trabalharem sem nenhum direito crianas passarem fome e jovens ficarem sem estudar e sem emprego Luiz Falco Comit Central do PCR EDITORIAL No h quem duvide de que a sociedade brasileira est dividida entre pobres e ricos A classe dos pobres formada pelos trabalhadores e trabalhadoras e so a imensa maioria da populao J a classe dos ricos formada por um grupo extremamente reduzido de pessoas Estudo da Oxfam divulgado em 16 de janeiro de 2023 revelou que apenas 3390 indivduos 00016 da populao possuem mais riqueza do que 182 milhes de brasileiros verdade que existe uma terceira classe formada por pessoas que tm renda ou salrios elevados Sonham em subir na vida e um dia virarem burgueses Essa classe porm vive um acelerado processo de empobrecimento e em grande parte formada por empregados de grandes empresas privadas Diferente do que pregam alguns pastores e padres a burguesia no uma classe rica graas a Deus mas por ter tomado posse da terra dos minrios do ouro e escravizado diversos povos At a invaso do nosso pas pelo imprio portugus nenhum hectare tinha dono os povos indgenas viviam no regime de comunismo primitivo e consideravam a terra um bem da natureza e no propriedade privada Passados mais de dois sculos da implantao do sistema capitalista em nosso pas a burguesia segue mantendo os trabalhadores num regime de escravido assalariada De fato 80 dos que trabalham vivem da venda de sua fora de trabalho e ganham at trs salrios mnimos por ms um dos mais baixos do mundo Por ser proprietria do capital dos bancos das fbricas da terra das empresas etc a classe rica tem o poder econmico e poltico e a classe dominante A Constituio estabelece que o Estado est acima das classes mas as aes e polticas do Estado mostram que o que existe no Brasil um Estado burgus Por isso quando as massas trabalhadoras se levantam para acabar com as injustias sociais o Estado mobiliza no os clubes de tiro mas as Foras Armadas e as Polcias Militares e reprime violentamente greves e manifestaes As consequncias de uma pequena classe de exploradores dominar a sociedade so milhes de pessoas trabalharem sem nenhum direito crianas passarem fome e jovens ficarem sem estudar e sem emprego Relatrio da Organizao das Naes Unidas ONU publicado em 12 de julho mostrou que no Brasil 21 milhes de pessoas no tm o que comer todos os dias e 703 milhes esto em insegurana alimentar G1 12072023 De outro lado uma minoria de bilionrios os capitalistas ostenta riqueza constri shoppings para cachorros e realiza um desenfreado consumo de bens caros e suprfluos H porm outro poderoso meio usado pela burguesia para manter o domnio sobre a maioria da sociedade apresentar a sua ideologia como se fosse uma ideologia da sociedade Assim promovem a manipulao das massas trabalhadoras para que tenham as mesmas ideias da classe dominante Um exemplo muitos trabalhadores acreditam que a causa de sua pobreza no terem conseguido estudar ou no ter uma maior qualificao profissional j que essa a ideia que os grandes meios de comunicao sempre esto repetindo Outros acreditam que foram demitidos pelos patres porque no esto indo igreja quando a verdade que o desemprego consequncia direta de um sistema econmico baseado na explorao do trabalhador e cujo objetivo principal o aumento da riqueza capitalista e no o bemestar do ser humano Com efeito diariamente os inmeros meios de comunicao da classe capitalista se encarregam de divulgar mentiras tais como O capitalismo tem alguns defeitos mas melhor que o socialismo Os ricos tm muitas manses porque trabalharam muito Os pobres so preguiosos se trabalhassem duro teriam dinheiro A explorao sempre vai existir ento se voc no explorar o prximo ele vai te explorar Pense primeiro em voc o resto que se dane etc Pois bem essas ideias esto presentes nas novelas sries filmes programas de TVs e rdios e so escritas por intelectuais a servio da burguesia com a finalidade de esconder a cruel explorao do povo e da nao pela classe rica da burguesia Karl Marx e Friedrich Engels criadores do socialismo cientfico explicaram com essas palavras porque a moral da classe dominante a que domina a sociedade As ideias da classe dominante so em cada poca as ideias dominantes Quer dizer que a classe que a potncia material dominante na sociedade igualmente a potncia espiritual dominante A classe que detm os meios de produo material dispe igualmente e por causa deles dos meios de produo espiritual e detm por isso de maneira geral sob seu jugo as ideias daqueles que so privados dos meios de produo espiritual K Marx e F Engels A ideologia alem Editora Hucitec No sculo 21 esse domnio cultural e espiritual da sociedade pela burguesia cresceu enormemente com a internet as plataformas digitais os streamings e em particular com o telefone celular Na realidade com a internet e o celular a ela conectado as correias de transmisso da burguesia foram ampliadas e o controle e a vigilncia sobre a populao chegou a um nvel nunca visto na humanidade As empresas fabricantes dos aparelhos celulares as redes digitais chamadas de redes sociais para encobrir seus verdadeiros donos e as operadoras que vendem o acesso internet sabem o que cada pessoa faz diariamente o que come o que planeja comprar com quem conversa onde pretende ir e com quem vai se encontrar j que o telefone est sempre ao lado da pessoa num bolso da roupa na mesa quando se est comendo e ao lado da cama quando vai dormir O capitalismo transformou a liberdade individual em um verdadeiro fazdeconta pois monitora 24 horas por dia o ser humano que tem um telefone conectado internet Em resumo a burguesia se mantm como classe dominante por tambm dominar os meios culturais e espirituais que so suas correias de transmisso da ideologia da classe exploradora Embora possuam poderosas correias de transmisso os patres acusam os revolucionrios aqueles que lutam para transformar a sociedade e acabar com o modo de produo capitalista de usarem os sindicatos como correias de transmisso do marxismoleninismo e qualificam as lutas dos trabalhadores em particular as greves como baderna e agitao O objetivo desses ataques impedir que a ideologia revolucionria seja propagandeada entre os trabalhadores e que a luta de classes se amplie e se desenvolva Ora numa sociedade em que todos os principais meios de propaganda pertencem a uma nica classe a classe rica e que os meios chamados de pblicos so propriedade de um Estado que tambm da burguesia que meios os revolucionrios podem ter para divulgarem suas ideias seno as organizaes de massas Vejam a falsidade a burguesia proprietria de um semnmero de correias de transmisso que destilam preconceitos racismo e just
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ifica a explorao dos seres humanos Mas quando os revolucionrios defendem os interesses das massas trabalhadoras e propagam a ideologia da classe operria dizem que esto fazendo lavagem cerebral Ora os sindicatos defendem a classe dos trabalhadores e consequentemente devem defender a ideologia da classe operria isto o fim da sociedade exploradora a propriedade social dos meios de produo recursos pblicos investidos em benefcio do povo e no para pagar juros ou realizar guerras promover a solidariedade ao prximo e no o pisotelo enfim construir uma sociedade sem ricos e sem pobres sem escravos e sem escravizadores Os sindicatos senhores patres foram criados pelos trabalhadores contra a vontade da classe rica e por uma razo muito clara os explorados viram que as entidades e rgos existentes na sociedade burguesa s defendiam os interesses dos patres e as suas ideias Em 1832 por exemplo ministros economistas burgueses e empresrios defendiam de cara limpa que crianas de menos de 12 anos deveriam trabalhar 12 horas por dia nas indstrias Foi para combater essa infame explorao que os operrios mais conscientes construram os sindicatos Alis h alguns anos ficou constatado que em vrios pases milhares de crianas trabalhavam mais da metade do dia em fbricas da Apple e da Nike Mais em 2018 o Congresso Nacional aprovou uma reforma trabalhista que estabeleceu a terceirizao e a jornada intermitente para facilitar aos patres ampliarem a jornada de trabalho dos que eles exploram Tambm os partidos polticos que existiam na sociedade s defendiam os interesses da classe capitalista e leis para aumentar a explorao das massas trabalhadoras Para ter um partido que defendesse a luta de classe e organizasse a revoluo popular os revolucionrios tiveram tambm que criar o seu partido o Partido Comunista Revolucionrio PCR Porm os sindicatos e demais organizaes das trabalhadoras no podem limitar sua luta a aumentos de salrios e reduo da jornada de trabalho A luta dos sindicatos deve tambm ter o propsito de acabar com a escravido assalariada e educar as massas para conquistar o poder para os trabalhadores Afinal enquanto o capital a terra as fbricas as cabeas de gado as grficas a TV o rdio e a internet estiverem de posse da classe rica os operrios e as operrias continuaro sendo obrigados a vender sua fora de trabalho aos donos das empresas dedicando sua vida a enriquecer o burgus No basta porm os revolucionrios terem seus prprios meios transmisso preciso que defendam e propaguem o marxismoleninismo revolucionrio e combatam a teoria revisionista da conciliao entre exploradores e explorados sem nunca esquecerem de que preciso ouvir com ateno o que as massas falam e convenclas antes de qualquer grande movimento Os operrios comeam por formar unies contra os burgueses e atuam em comum na defesa de seus salrios chegam a fundar associaes permanentes sindicatos a fim de se prepararem para choques eventuais Aqui e ali a luta se transforma em motim O verdadeiro resultado dessas lutas no o xito imediato mas a unio cada vez mais ampla dos trabalhadores Mas toda luta de classes uma luta poltica Karl Marx e Friedrich Engels Manifesto do Partido Comunista Edies Manoel Lisboa Editorial publicado na edio n 276 do Jornal A Verdade Por Rafael Moraes Minas Gerais Sabemos que a situao da educao bsica muito precria da falta de estrutura desvalorizao da professora e do professor no faltam problemas e dificuldades em nossas escolas No entanto sem o FUNDEB essa situao pode ficar muito mais Grave O Fundo de Manuteno e Desenvolvimento da Educao Bsica e de Valorizao dos Profissionais da Educao Fundeb atende toda a educao bsica da creche ao ensino mdio Substituto do Fundo de Manuteno e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorizao do Magistrio Fundef que vigorou de 1997 a 2006 o Fundeb est em vigor desde janeiro de 2007 e se estender at 2020 Uma das principais funes do FUNDEB garantir que todos estudantes brasileiros recebam pelo menos o investimento MNIMO por alunoa E isto acontece porque vrios estados do Brasil no garantem nem isso o que por si s j nos mostra como a educao deixada de lado O fundo to crucial que de acordo com Joo Marcelo Borges diretor de Estratgia Poltica do Todos Pela Educao de cada R10 investidos na educao R6 vem do FUNDEB S em 2019 dos R 248 bilhes aplicados nas escolas pblicas do pas R 156 bilhes 65 do total saram do Fundeb Alm disso o fundo tambm um regulador das desigualdades entre os municpios pois o investimento proporcional s dificuldades financeiras de cada local isso contribui para diminuir a desigualdade de verbas entre municpios mais e menos desenvolvidos Por exemplo se no houvesse o fundo o investimento para cada estudante maranhense seria de apenas R 17 mil R 141 por ms quando o valor mnimo de R3240 Outro ponto que devemos considerar diz respeito ao pagamento do salrio dos profissionais da educao Atualmente em vrios estados brasileiros os professores e professoras tm seus salrios parcelados atrasados ou nem pagos como o caso de Minas Gerais que boa parte dos profissionais no recebeu o 13 salrio referente ao ano de 2019 Porm mesmo com esta situao de desrespeito s trabalhadoras da educao pelo menos 60 dos recursos do Fundeb devem ser usados na remunerao de professores diretores e orientadores educacionais claro que no podemos acreditar nesse discurso de que o no pagamento ou a falta de investimento uma questo financeira Sabemos que este cenrio faz parte de um projeto poltico dos ricos e poderosos para acabar com os nossos direitos Mas devemos considerar que a falta deste fundo ir fortalecer o discurso neoliberal contra a educao Qual motivo de falar do FUNDEB O fundo foi institudo em 2006 e regulamentado em 2007 o atual Fundeb tem prazo de validade ele vence em 31 de dezembro deste ano Ou seja ele precisa ser pelo menos renovado ou ter seus valores de repasse aumentados E se torna to importante para a juventude debater este tema pois estamos vivendo sob o governo do Fascismo em que o poder e as prioridades esto totalmente voltadas aos mais ricos do pas e do estrangeiro Sabemos que o Governo Bolsonaro seus ministros e militares so contra a classe trabalhadora contra a juventude e nossos direitos Por isso no podemos subestimar qualquer atitude deste governo que seja contrria aos interesses da maioria Logo nosso dever e responsabilidade assumir a defesa do FUNDEB no s dele mas de toda educao Mas para que isso acontea devemos denunciar isto nas passagens em sala reunies de grmio manifestaes e fazer frente ao Governo do Caos instalado na presidncia Essa nossa tarefa Pela permanncia e aumento dos repasses do FUNDEB Fora Bolsonaro Por um Poder Popular O jornal A Verdade entrevistou Pedro Rosa uma das principais lideranas do movimento revolucionrio da Venezuela Pedro dirigente do Movimento Gayones uma organizao poltica de massas que junto com outras organizaes revolucionrias se uniu Unidade Popular Revolucionria Antiimperialista UPRA De acordo com Pedro Rosa o imperialismo especialmente os EUA dirige suas empresas seus negcios e a burguesia local para sabotar a j combalida economia nacional estocando e escondendo alimentos alm de promover um forte bloqueio econmico ao pas da mesma forma que fez com Cuba Ao mesmo tempo travase uma luta ferrenha pelo mercado local entre EUA China Rssia e Unio Europeia aumentando a explorao dos trabalhadores e as pssimas condies de vida da populao Por outro lado os trabalhadores e as massas do pas vo se organizando em comunas populares desenvolvendo uma economia de resistncia tomando e colocando fbricas em funcionamento resistindo armados aos ataques das milcias fascistas e compreendendo que s os trabalhadores unidos aos camponeses e s populaes comunais sero capazes de pr fim profunda crise que vive o pas No meio do impasse o governo de Nicols Maduro busca a conciliao de classes em vez adotar as medidas exigidas pelos trabalhadores Marcos Villela e Alexandre Ferreira A Verdade Qual a situao econmica atual da Venezuela Pedro Rosa A situao na Venezuela muito complexa produto de vrios elementos Em primeiro lugar um bloqueio inegvel que existe por parte dos blocos imperialistas dos EUA e da Unio Europeia contra o governo e o povo da Venezuela Como se manifesta este bloqueio Esses governos particularmente o dos EUA impem sanes contra altos funcionrios do governo o que implica que qualquer gesto que se faa com a assinatura deste funcionrio bloqueada mas alm disso estenderam essas sanes aplicao de uma lei similar Lei HelmansBurton que aplicaram contra Cuba que qualquer negcio com esse governo tambm ser impedido Isso significa que por exemplo na indstria petrolfera que a maior do pas a aquisio de insumos e peas de reposio tem sido impossvel e essa indstria vinha num processo de crescimento mas isso tambm acontece com a indstria montadora de automveis de eletricidade de telecomunicaes etc levando a uma situao complexa do ponto de vista econmico Isso acompanhado por uma srie de elementos como por exemplo uma manipulao de parte das leis financeiras que gerou um elemento novo no processo da crise econmica que o seguinte durante crises econmicas e processos inflacionrios que se deram por exemplo na Repblica de Weimar na Alemanha ou em outros pases em que a inflao chegou a nveis muito altos a inflao se relacionava a uma nica referncia ao dinheiro monetrio ao dinheiro fsico No caso da Venezuela pela generalizao do dinheiro eletrnico temos um problema novo que seria o dinheiro que cotado a um preo como dinheiro fsico e o dinheiro que cotado como dinheiro eletrnico Cem bolvares em bilhete equivalem a 400 500 bolvares fsicos Todo esse processo gerou um grave problema que se aprofunda nas zonas mineiras de minerao ilegal nas zonas fronteirias especialmente nas fronteiras com a Colmbia e o Brasil onde existe a minerao ilegal de ouro e estanho que so produtos que se realizam efetivamente So grandes massas de dinheiro que se requer para essas mineradoras e que esto sendo sacadas da circulao e levadas para essas zonas de minerao para pagar esses produtos e as mineradoras Isso termina por agravar a situao no pas tornandoa mais complicada Mas alm disso nesses 18 anos de governo do Partido Socialista Unido da Venezuela PSUV digamos progressista com elementos socialdemocratas com polticas sociais que importava alimentos do Brasil Uruguai Argentina no se promoveu uma poltica de desenvolvimento da produo preparandose para um nvel de bloqueio porque necessariamente qualquer governo que toque nos interesses imperialistas dos EUA ou de qualquer pas imperialista ser bloqueado Esta falta de preparo gerou hoje para um pas em que 90 da populao se encontra nas zonas urbanas um elemento desconhecido e novo a escassez e o armazenamento estoque de produtos que os monoplios se utilizam para aumentar suas riquezas E o povo tem que recorrer aos seus prprios elementos de produo para satisfazer suas necessidades Isto gerou um impacto material mas tambm psicolgico afetando os setores mdios fundamentalmente que esto acostumados a viver em condies de conforto e comodidade num modelo agringado que neste momento impossvel ser mantido Isto gera uma sensao de instabilidade de medo e alguns deles depositaram suas esperanas na oposio de direita atravs das vias eleitorais como as eleies parlamentares de 2015 ou atravs da via violenta que foi toda essa insurreio gerada nos anos de 2016 e 2017 achando que lhes retiraria dessa situao mas que contrariamente resultou na ida dos traidores para o lado deles Negociaram se foram e os deixaram em situao pior E no se pode apoiar uma poltica de direita que atenta contra as maiorias populares para piorar a situao j existente e a que leve os EUA e a UE a solicitarem uma interveno da Otan e o bombardeio do pas Teria que ser uma pessoa totalmente desequilibrada querer para seu pas uma poltica de bombardeio por parte dos EUA e do imperialismo No podemos negar que por parte do governo por sua concepo e constituio dirigido por elementos da pequena burguesia socialdemocrata se aplica uma poltica correspondente a essa ideologia Nas lutas de expropriao de confisco e de controle operrio revolucionrio eles ficam no meio e os trabalhadores avanam no processo de tomar as empresas e plas a produzir e esses mesmos burocratas do governo vo criando um emaranhado de coisas e negociaes que lhes permitem enriquecer e por outro lado desmoralizar a classe operria Isso coloca nas mos da classe operria uma grande responsabilidade de avanar neste processo pois as nicas foras que poderiam resolver esta problemtica econmica que existe na Venezuela so a classe operria o campesinato e as comunidades organizadas atravs de um novo modelo de Estado que evidentemente passa por uma revoluo a qual os movimentos revolucionrios marxistaleninistas do pas esto preparando At porque independentemente da nossa vontade ineg
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vel que nos prximos meses haver algum tipo de transformao profunda na Venezuela isto que o pas exige A mdia burguesa diz que no h alimentos nem remdios verdade Sim A crise na Venezuela passou por dois perodos nos ltimos anos Um perodo no qual houve estocagem e ocultamento de produtos que gerou filas imensas nas ruas e os monoplios se aproveitaram para elevar os preos j que tinham os produtos e podiam colocar o preo que quisessem Ento foram elevando os preos dos produtos Hoje existem os produtos mas os preos so exorbitantes e inacessveis para as maiorias populares Isto no novo nem na Venezuela nem no mundo A situao para as maiorias populares para os trabalhadores para os pobres no processo da distribuio da riqueza temse dado da seguinte forma uma pequena burguesia que conformava um setor muito amplo na sociedade venezuelana est vendo que suas condies de vida pioraram Conseguese alimentos na Venezuela Conseguese mas o cotidiano da populao sofreu uma mudana drstica Comiase carne importada da Argentina com dlares oficiais que conseguamos comprar no mercado em frente de casa Hoje temos que comer verduras produzidas nos mercados e passou a acontecer um fenmeno muito interessante que deve ser estudado mais profundamente de uma economia subterrnea de resistncia uma economia nova popular que garante o abastecimento dos mercados nos bairros nas pequenas comunidades com base na produo de gente que vai para o campo produzir diversos tipos de legumes verduras para uma economia de resistncia Isto um acontecimento que indica que o bloqueio est sendo abordado no s pelo governo que tem cometido muitos erros na forma de tratar esse problema mas pelo prprio povo que est criando mecanismos de resistncia Sendo assim temos respostas em que a pequena burguesia do ponto de vista material no a mais afetada Como coloca Karl Marx no Manifesto Comunista e em outras obras os setores mdios tm medo de cair em situao de proletarizarse e isso os atemoriza de tal forma que preferem suicidarse a ter que pertencer ao proletariado a ter que viver em um bairro em condies de pobreza Mas os setores empobrecidos tm condies que permitem a existncia de CDI que um Centro de Diagnstico Integral para ateno sade com muitas deficincias isso inegvel mas antes esse atendimento era privado e as pessoas no tinham acesso a ele Por outro lado temos a educao e o metr de Caracas por exemplo gratuitos gratuito no s por ter havido uma poltica nesse sentido mas porque o colapso do transporte pblico obrigou o governo a tomar medidas e elas tm elementos do transporte pblico que garantem o subsdio e outras coisas Quanto ao problema dos remdios a maioria deles para as enfermidades mais comuns so produzidos pelas multinacionais que so parte desse bloqueio Mas alm disso h um problema cultural que so as chamadas enfermidades da modernidade como a diabetes e a hipertenso fruto da alimentao das pessoas de gente obesa de gente que se alimenta com muita gordura mas que tem diminudo drasticamente No a melhor maneira mas um fato que tem ocorrido H muitos problemas de acesso aos medicamentos e que no podem ser resolvidos tapando o sol com a peneira mas ao contrrio necessitamos de um Estado que resolva esse problema de fundo Ao mesmo tempo devemos analisar qual a raiz desse problema e insisto em dizer tem a ver profundamente com a situao de bloqueio a que o pas est submetido Qual a sua avaliao a respeito do Governo Maduro e suas diferenas em relao a Chvez Ns caracterizamos o Governo Maduro como socialdemocrata um governo dirigido pela pequena burguesia e por esta razo no leva a fundo as medidas que deveria tomar contra a burguesia e os monoplios A Constituio da Repblica Bolivariana da Venezuela estabelece que so proibidos os monoplios mas eles continuam existindo porque o governo no tomou medidas junto aos trabalhadores para exproprilos e confisclos colocandoos a servio da economia do pas uma economia para todos Certamente no uma questo de boa vontade se Maduro quer ou no mas em razo da correlao de foras das classes na Venezuela e ainda a burguesia ocupa um papel muito importante Ns definimos que na Venezuela h dois grandes setores da burguesia um que seria a burguesia tradicional vinculada ao bloco imperialista EUAUE que tem sido bastante golpeado mas que tem obtido muito lucro com seus negcios histricos porque atravs da monopolizao e da especulao e do ocultamento de mercadorias vendem as mercadorias pelo preo que querem alcanando lucros absurdos Alm disso os salrios so baixos mas subsidiados pelo governo atravs de vrios mecanismos sociais o que gera uma taxa de maisvalia muito grande para os capitalistas e consequentemente grandes lucros O outro setor o da burguesia que nasceu nos ltimos anos que ns chamamos de burguesia emergente vinculado ao bloco imperialista ChinaRssia que ao se tornar o setor intermedirio nos negcios daqueles governos no pas enriqueceu e portanto no h produo no pas seno de importao de roubo de dlares e uma srie de elementos de corrupo nessa ambiguidade que se move o governo assim como se moveu o governo de Chvez Em 2002 os militares deram o golpe de Estado de Carmona e arrancaram Chvez do poder pela via da fora Ao regressar pela fora do povo que foi para as ruas resgatlo veio com um crucifixo nas mos dizendo que tinha que pedir perdo Esse um dos elementos do ponto de vista poltico que caracterizam a pequena burguesia e a socialdemocracia o socialismo utpico um sonho de socialismo em que os ricos tomaro conscincia de que devem entregar o que tm de sobra aos pobres para que no haja mais pobres Essas vises so daninhas e no iro resolver esses problemas necessrio dizer tambm que as contradies da sociedade a prpria luta de classes acabar por colocar os que defendem essas posies de um lado ou de outro e no caso da Venezuela os movimentos operrio popular campesino e comunal vm avanando e pressionando para que o governo tome medidas em favor do povo Mesmo havendo uma quantidade grande de eleies no pas a crise poltica continua Qual ento a sada para ela No s como marxistaleninistas mas como homens racionais porque no precisa ser marxistaleninista para isso sabemos que as contradies profundas no se resolvem atravs das eleies Nem na Venezuela nem em qualquer pas do mundo as contradies profundas existentes na tentativa de se construir um novo modelo sero resolvidas pela via eleitoral evidente que os governos socialdemocratas criam uma fico de que atravs das eleies vo garantir que a burguesia fique quieta mas como disse Karl Marx que agora comemoramos 200 anos de seu nascimento nenhuma classe se suicida e a burguesia no ir se suicidar necessrio que a classe operria os camponeses o movimento comunal e o povo em geral se organizem para arrancarlhe o poder arrancarlhe a propriedade das empresas porque no caso da Venezuela isso j no mais um discurso poltico um problema ideolgico um caso de sobrevivncia Ou as maiorias populares arrancam as empresas e os meios de comercializao da burguesia e os colocam disposio e a servio da satisfao das necessidades da populao ou nos mataro de fome uma necessidade que no se resolver por eleies apesar de estarmos num processo que vem se dando por essa via mas tampouco se pode desqualificar que as vias de fato tambm tm estado presentes No tem sido um processo pacfico o que acontece que a maioria dos mortos gente do povo Em 05 de janeiro os camponeses tomaram terras e foram assassinados outros foram assassinados nas ruas ou seja a violncia est presente e cremos que na Venezuela esto se incubando as condies para uma situao revolucionria de verdade Uma situao na qual as classes opostas os exploradores e os explorados estaro frente a frente e a no haver eleies que diro quem est mais ou melhor na fita Isso ir se resolver por outra via e cremos que a presso do imperialismo a presso externa mais a presso interna do povo que segue lutando para melhorar a condio vai levar a que esta via seja a grande realidade no porque sejamos propiciadores ou amantes da violncia mas porque se trata de uma anlise objetiva da realidade as contradies esto chegando a um ponto que tero de ser resolvidas Passaramse anos e anos em que o povo em geral sabe onde esto as empresas de quem so as empresas como escondem os produtos e elas seguem manipulando e levando o povo a uma situao de desespero em que medidas devem ser tomadas e as medidas j esto escritas e conhecidas como a nacionalizao dos bancos porque esto jogando com o dinheiro causando problemas populao Tem que expropriar as empresas e coloclas a servio dos trabalhadores eles devem dirigilas e no esses burocratas que no sabem nada so uns ladres Isso no vai levar a medidas revolucionrias que permitam a construo de um novo Estado porque a forma de Estado como existe que totalmente capitalista foi renovada e foram postas na Constituio algumas palavras que nada resolvem S a participao ativa da classe operria dos camponeses das comunas e do povo em geral resolver esses problemas E a situao do Partido do Proletariado como se encontra para dirigir uma possvel revoluo claro que durante muitos anos na Venezuela assim como em todos os nossos pases os principais partidos foram e so os partidos das diversas fraes da burguesia que compartilham o poder alternandose em um ou outro momento e gerando contradies fictcias para que o povo termine atrs de um ou de outro Esse mesmo jogo que termina na repblica parlamentar cada vez que as contradies se aguam mais se mostram descarados e mais difcil se torna a possibilidade de convencerem a populao de que por esta via ela ser capaz de resolver os problemas Desta forma o proletariado como um processo de desenvolvimento histrico tem que construir seu prprio partido o partido marxistaleninista o partido revolucionrio comunista o partido dos trabalhadores e operrios E em nosso pas esse partido j existe somos um partido pequeno porque os partidos no nascem grandes porque o processo um processo de desenvolvimento histrico daquelas massas que vo aprendendo conhecendo seus dirigentes e seu partido ganhando confiana e cremos que no s na Venezuela mas em toda a Amrica Latina esses partidos j existem eles esto se desenvolvendo crescendo Esperamos que no momento em que a situao revolucionria se apresente e as condies permitam este outro tipo de ao realmente j tenhamos crescido o bastante para nos pormos cabea dela e no ocorra o que se deu na Venezuela em 27 e 28 de fevereiro de 1989 em que as massas populares saram s ruas e no houve uma direo revolucionria que as orientasse no sentido de lograr sua conquista Esperamos que diante da situao que se apresentar na Venezuela ou em qualquer outro pas os partidos operrios proletrios revolucionrios e comunistas marxistaleninistas possam estar cabea desta luta Joo Vitor Souza militante da UJR Sergipe BRASIL Apesar da postura negacionista do Presidente da Repblica vivemos sim uma situao delicada que merece fundamentalmente a nossa ateno Se tratam de inmeras vidas humanas milhares e na pior das hipteses quase um milho e meio de brasileiros portanto nossa obrigao enquanto coletivo levar considerao a preservao dessas vidas Mas isso no significa que devemos entrar em pnico tomar os cuidados bsicos e cobrar a assistncia e o amparo para aqueles que mais precisam o nosso dever poltico de massa Se por um lado esse governo chefiado por um incompetente fascista e genocida busca salvar a economia amparar primeiramente os empresrios e patres por outro temos a soluo como parte de setores da esquerda acha que se passa unicamente com o impeachment de Jair Bolsonaro Ao que parece a oposio de esquerda juntou foras para propor um projeto de renda temporria para setores de vulnerabilidade scioeconmica Este consiste em uma remunerao de 600 para trabalhadores que recebem at 3 salrios mnimos 1200 reais para famlias com mais de duas pessoas na informalidade famlias com mes solteiras que vida atender principalmente setores informais Apesar de ser uma medida pontual acima de tudo uma conquista para o povo mas tambm se configura como uma pauta fora de um projeto duradouro que ainda est ausente no cenrio poltico brasileiro As solues para os problemas mais cruciais do Brasil como a desigualdade social a falta de moradia digna para as pessoas a fome ou o saneamento bsico entre outras condies necessrias para a vida saudvel de cada cidado no iro cair dos cus muito menos da vontade poltica da nossa classe poltica por mais bem intencionada que ela seja essa vontade se vier a existir esbarra na estrutura do campo poltico no Brasil da explorao econmica e dominao social O presidente Bolsonaro vai contra s recomendaes das autoridades sanitrias nacional e internacional que recomendam a quarentena e exemplos como o da Itlia talvez o mais famoso e EUA que possui o maior nmero de identificados reforam a necessidade de tomada dos devidos cuidados a fim de achatar a curva de contaminao e evitar o colapso do Sistema de Sade e que entram ambos setores pblico e privado impactados pela insuficincia de leitos para as situaes de relaxamento que aumentem a acelerao da contaminao e das mortes acometidas pelo vrus ou pela insuficincia de UTIs Ele o governo ampara os patres como dispe a MP
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9272020 e deixa os trabalhadores formais e informais em piores condies visto que para no ser desempregado o trabalhador se v obrigado a se expor ao risco de contaminao com o vrus que j se espalha de forma local comunitria Como se no bastasse a informalidade dominante na populao economicamente ativa e o fato de mais da metade da populao viver com menos de um salrio mnimo trabalhando vrias horas e nos grandes centros urbanos enfrentando tambm jornadas cansativas no transporte coletivo os empresrios e para esse governo que trabalha para os patres vo contra as medidas anunciadas ao redor do mundo contra a preveno do corona vrus expondo as pessoas que precisam trabalhar como j dito ao risco de contaminao nos transportes coletivos e at mesmo em seus postos de trabalho O Governo Bolsonaro alm de no fazer nada que melhore a situao da populao brasileira tambm atrapalha e contraia as recomendaes tcnicas do prprio Ministrio da Sade do seu Governo vemos a Governo e governante divergindo em gnero nmero e grau nas solues para tal problema sanitria econmico e social A gravidade da situao tamanha que at mesmo exaliados do governo impem hoje crticas s posturas como o caso dos governadores dos Estados de So Paulo e Rio de Janeiro onde esto concentradas as maiores ocorrncias do novo vrus COVID19 registrando tambm a maioria das mortes decorrentes do corona vrus Enquanto outros pases que possuem economias de mercado os chamados capitalistas como o nosso asseguram a maioria da populao com suas medidas seja com a iseno das contas pagando a maior parte do salrios dos trabalhadores pblicos e privados com checks de crdito ou outras medidas no Brasil tomamse medidas para salvar a economia os empresrios e seus lucros saem s ruas pedindo a volta do comrcio At mesmo uma campanha oficial foi lanada e ocultada 1 das redes da secretaria de comunicao do Governo devido repercusso jurdica e do projeto da oposio de esquerda no parlamento quando milhes de pessoas sem acesso a saneamento bsico sem insumos necessrios para se alimentar ou se higienizar ou ainda sem moradia digna correm risco de vida visto que o colapso do SUS j foi anunciou para o final do ms de maio e incio do ms de abril pelo Ministrio da Sade e nenhum plano de assistncia social s populaes em piores condies sanitrias foi apresentado tampouco se falou sobre medidas de assistncia populao semteto dos centros urbanos E aqui o ponto crtico da situao onde assumimos os nossos privilgios os menores que sejam e nos fortalecemos contra a ameaa que est por vir Diante dessa situao a necessidade de construo de redes de solidariedade orgnicas e duradouras principalmente na ausncia de aes oficiais e polticas pblicas que sabemos que no vo cair dos cus de trabalho de base e empatia para com o prximo so gritantes Enquanto os governos e municipais estaduais recomendam que os cidados permaneam em quarentena em suas casas fazse necessrio o seguinte questionamento e quem no tem casa nesse caso o que se far para ajudar o Jos ou a Maria que dormem no papelo no possuem acesso informao to rapidamente quanto a maioria da populao e no sabem nem da existncia do corona vrus das propores da ameaa ou dos cuidados que devemos tomar para evitar a contaminao pelo vrus Como eles vo se preparar caso saibam para manter a higiene a sade e o bom funcionamento do seu sistema de defesa natural se no tem nem o que comer amanh se vo estar vivos amanh Chegamos ento algumas consideraes sobre essa situao de emergncia como no apenas coisas ruins esto acontecendo h tambm mobilizao tanto das foras populares e aqui incluo a atuao do MLB em assistncia amparo e combate proliferao do vrus bem como na sua iniciativa de construo de redes de solidariedade pelo pas a fora como tambm incluo uma atuao especfica do ncleo que fao parte em So Cristvo no Bairro Rosa Else na zona da Universidade Federal de Sergipe em parceria de agentes polticos da universidade e militantes da organizao na arrecadao e distribuio de sabonetes para a comunidade do Barreiro Aes simples como essa podem ter um enorme impacto na vida das pessoas principalmente nesse contexto de crise sanitria mas tambm no sentido de alimentar um processo de tomada de conscincia sobre a necessidade de ir alm de no depender somente das vias institucionais de mudana e construir coletivamente relaes sociais alternativas e contribuio para erguer uma nova sociedade mais justa humana e revolucionria necessrio seguir com a construo do Socialismo no Brasil diante da pandemia precisamos tomar conscincia da necessidade de planejar a economia e adequar a produo dessa atender as nesses mais pontuais da populao brasileira em especial no enfrentamento ao COVID Os setores essenciais precisa estar em favor do povo e no do lucro dos patres cito aqui exemplo da China onde fbricas que produziam telefone celular eou computador passaram a produzir produtos bsicos necessrios e essenciais ao combate ao novo vrus como mscaras lcool em gel por exemplo que no possui medicao especfica eficaz no tratamento nem vacina por enquanto O exemplo das universidades aqui no Brasil como a UFS em Sergipe entre outras de produzir lcool em gel e glicerinado nos prprios laboratrio farmacuticos para suprir a necessidade da populao local como hospital universitrio e asilos claro para apontar o rumo que devemos seguir no momento Segundo o escritor e jornalista de origem polonesa Thomasz Konicz em seu mais recente artigo faz o diagnstico de que ns simplesmente no podemos oferecer proteo contra a pandemia dentro do quadro das coeres capitalistas 2 Estudantes e trabalhadores conclamam e anseiam por um mundo melhor nunca na histria do Brasil pensar a Revoluo Brasileira foi to urgente e necessrio para o horizonte histrico A partir do corona vrus nada ser igual antes As mortes j comearam a ocorrer e h tendncias de que a violncia domstica aumente na quarentena eou confinamento social Tiremos das contradies atuais da realidade brasileira o alimento para que germine o poder popular por meio aes concretas que deem cabe de levar para frente um novo modelo de sociedade que concretiza uma alternativa de sociedade justa popular e revolucionria Agora mais do que nunca impese a necessidade de construo de uma nova forma para orientar a produo e a reproduo social POR EDUCAO E SADE PBLICA UNIVERSAL E DE QUALIDADE PELA CINCIA A FAVOR DA COMUNIDADE ABAIXO O SISTEMA CAPITALISTA TODO AO PODER AO POVO PELA REVOLUO SOCIALISTA BRASILEIRA 1 Aps divulgar vdeo de Campanha intitulado O Brasil no pode parar a Secretaria Especial de Comunicao Social da Presidncia da Repblica SECOM apaga postagem em Twitter e Instagram e diz que campanha no existiu Matria disponvel em httpsogloboglobocombrasilsecomapagapostagenscomsloganbrasilnaopodeparardizquecampanhanaoexiste124335636 Acessado em 29032020 s 0120 2 KONICZ Thomasz CRISE DO CORONAVRUS O COLAPSO IMINENTE Citado anteriormente Desmatamento destruio de nascentes ataques produo de alimentos e remoes violentas de famlias Estes so os rastros que um grande empreendimento de minerao tem deixado por onde passa Para resistir ao projeto idealizado pelo megaespeculador da rea de energia Eike Batista e executado em conjunto com uma multinacional inglesa comunidades das reas afetadas pelo Projeto Minas Rio se reuniram nos dias 23 24 e 25 de agosto na cidade de Au norte do Rio de Janeiro no 2 Encontro das Comunidades em Resistncia ao Projeto Minas Rio O encontro foi promovido pelo Instituto Brasileiro de Anlises Sociais e Econmicas Ibase e pelo Grupo de Estudos em Temticas Ambientais da UFMG Gesta O empreendimento tem como objetivo a construo de um mineroduto ligando as cidades de Conceio do Mato Dentro Minas Gerais e o 5 Distrito de Barra do Au em So Joo da Barra no Rio de Janeiro onde est em curso a construo do Porto de Au No projeto tambm esto previstas uma indstria siderrgica e usinas termeltricas No caminho de 525 km do mineroduto 32 municpios sero atingidos O minrio ser exportado para a China e Oriente Mdio servindo para aumentar os lucros dessas empresas custa da vida de vrios agricultores e a destruio do meio ambiente O Projeto Minas Rio Presente ao 2 Encontro o pesquisador e professor do Instituto Federal Fluminense Roberto Morais afirmou que o projeto do Porto do Au surgiu em 1999 como parte do programa de privatizao completa da Petrobras do ento presidente FHC Com o fracasso do plano de privatizao pela presso popular o projeto retomado no final do primeiro mandato de Lula desta vez integrando a lista de grandes empreendimentos do Programa de Acelerao do Crescimento PAC O aumento da exportao de commodities e a descoberta do prsal aumentam as possibilidades do projeto Em 2006 o Governo Federal entrega o projeto do Porto de Au graciosamente para a empresa EBX de Eike Batista que por sua vez negocia e vende o Sistema Minas Rio por seis bilhes de dlares para a Anglo American gigante do ramo de minerao com sede no Reino Unido Esse montante de presente auxilia Eike a investir no ramo do petrleo ao mesmo tempo em que se mantm scio do projeto Alm disso Eike adquire terras na regio e lucra com o aluguel delas para os empreendimentos uma verdadeira farra Fraude no licenciamento Apesar de se tratar de um empreendimento o licenciamento ambiental foi fatiado A mina foi licenciada pelas Superintendncias Regionais Ambientais de Minas Gerais Supram o mineroduto pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renovveis Ibama e o Porto de Au pelo Instituto de Meio Ambiente do Rio de Janeiro Inea Segundo o professor Eduardo Barcelos da Associao dos Gegrafos Brasileiros AGB isso foi feito para impedir que se tenha clareza do real impacto ambiental das obras pois no h uma viso de conjunto Alm disso em 2012 houve mais de 50 mudanas no trajeto original do mineroduto o que obrigaria um novo estudo de impacto ambiental Mesmo questionado pelo Ministrio Pblico Federal o Ibama autorizou as modificaes mostrando a conivncia dos rgos federais As mudanas no trajeto faro com que as obras atinjam 260 km de Mata Atlntica e j causaram danos irreparveis no stio arqueolgico de Crrego do Maranho onde havia uma antiga aldeia tupiguarani do ano 400 depois de Cristo O lucro acima da vida e da natureza O 2 Encontro das Comunidades em Resistncia ao Projeto Minas Rio possibilitou uma importante troca de experincias entre as comunidades de Au e Conceio do Mato Dentro As famlias denunciaram a falta de gua nas regies e a destruio de nascentes Em Au a salinizao da gua e do solo provocada pela areia do mar retirada para a formao de um canal prejudica o plantio que abastecia feiras no Rio de Janeiro A regio tinha o maior plantio de maxixe e abacaxi do Estado Em Conceio a eroso provocada pelas obras da mina torna imprpria para consumo a gua de rios e destri cachoeiras e reservas ambientais As comunidades resistem s remoes violentas e ilegais Dona Nomia do Movimento dos Pequenos Agricultores MPA de Au denuncia o caso da famlia Toledo Enquanto a famlia enterrava seu Jos Irineu Toledo de 83 anos vtima de um infarto pelas presses da ameaa de despejo a Companhia de Desenvolvimento Industrial Codin rgo do Governo do Estado do Rio de Janeiro despejou a famlia invadindo a casa retirando pertences e levando o gado L viviam seu Irineu a esposa sete filhos e 11 netos A famlia estava na comunidade de gua Preta h 60 anos A indignao aumentou e os protestos se intensificaram em Au O Encontro aprovou um calendrio de luta para as comunidades e as famlias afirmaram que vo resistir No campo o homem trabalhava e preservava ajudava os bichos Agora Au est morrendo Queremos justia Respeitem o homem do campo e a natureza Temos que gritar aos quatro cantos do mundo sair nas ruas como fizeram agora os jovens Pegar as terras de volta e entregar ao homem do campo que abastece a cidade Quero saber que progresso e desenvolvimento so esses afirmou seu Pinduca morador da comunidade de Au Natlia Alves Belo Horizonte Segundo o dicionrio inFormal negcio da China quer dizer negcio que d um lucro extraordinrio O 11 leilo da Agncia Nacional de Petrleo Gs Natural e Biocombustvel ANP 14 e 15 de maio vai oferecer 30 bilhes de barris de petrleo Como o valor do barril no mercado internacional custa em mdia 100 dlares so reservas estimadas em trs trilhes de dlares Mas a ANP espera arrecadar um bilho de dlares com o 11 leilo Trocar trs trilhes por um bilho ou no um negcio da China Por isso comparamos o leil
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o venda de um bilhete premiado Podemos discutir o teor do negcio mas jamais questionar a transparncia Esse o famoso estupro consentido Sero oferecidos em 289 blocos distribudos em 11 Bacias Sedimentares Barreirinhas Cear Esprito Santo Foz do Amazonas ParMaranho Parnaba PernambucoParaba Potiguar Recncavo SergipeAlagoas e Tucano Tudo isso notcia oficial extrada da pgina da ANP Para quem no sabe o petrleo no uma energia renovvel ele se esgota No como uma fruta que no Brasil pode chegar a vrias safras por ano o caso da cidade de Petrolina em Pernambuco que produz at 25 safras ao ano de uvas goiabas mangas ou cocos quase tudo para exportao No caso do petrleo so necessrios milhes de anos para a formao dos hidrocarbonetos Pior so os argumentos utilizados para justificar o leilo A ANP diz que os objetivos da 11 Rodada so 1 Promover o conhecimento das bacias sedimentares 2 Desenvolver a pequena indstria petrolfera 3Fixar empresas nacionais e estrangeiras no pas dando continuidade demanda por bens e servios locais gerao de empregos e distribuio de renda Ningum conhece as bacias sedimentares brasileiras melhor do que a Petrobrs o que desmente o primeiro argumento Alm disso no verdade que as empresas estrangeiras vo se fixar no Brasil dando continuidade demanda de bens e servios locais As empresas estrangeiras jamais construram sequer uma plataforma de petrleo navio ou sonda no Brasil e so radicalmente contrrias a priorizar o contedo nacional na indstria de petrleo Logo tambm caem por terra os argumentos seguintes As desvantagens da atuao de petrolferas estrangeiras no Brasil podem ser exemplificadas Na rodada zero dos leiles 1998 a Odebrecht foi beneficiada com a explorao de campos de Bijupir e Salema na Bacia de Campos a custo zero Depois esses campos foram vendidos pela Odebrecht para a Shell A petrolfera estrangeira extrai desses campos cerca de 50 mil barris de petrleo por dia que vo diretamente para o exterior livres de impostos j que os produtos exportados so beneficiados pela Lei Kandir uma lei da poca de FHC que se mantm em vigor e tem como finalidade estimular a exportao Os campos de Bijupir e Salema produzem quantidade de petrleo superior ao consumo dirio da Bolvia Pergunto que vantagem o Brasil e o povo brasileiro levaram ou esto levando nesse negcio Dizer que o leilo vai diminuir as desigualdades nacionais como justifica a ANP uma piada de mau gosto Argumentar que as empresas estrangeiras vo atuar para diminuir as nossas desigualdades sociais acreditar que o povo idiota Alis seria bom dizer onde e em que outro pas do planeta essas anunciadas vantagens aconteceram Muito pelo contrrio a presena dos estrangeiros em pases com grandes reservas de petrleo como Mxico Angola Nigria s serviu para aprofundar a misria At pode aumentar a qualidade de vida mas isso em Paris Nova York ou Londres A presidente Dilma parece s se preocupar com sua reeleio e esquece que com o 11 leilo ela pode entrar para o folclore popular mundial ao invs dos negcios da China agora os negcios com lucros extraordinrios sero denominados de Os Negcios da Dilma Emanuel Cancella diretor do SINDPETRO RJ Presidente venezuelano denuncia capitalismo na Conferncia do Clima da ONU no Egito Pases explorados se unem para denunciar monoplios capitalistas Felipe Annunziata Redao Rio INTERNACIONAL Em discurso realizado ontem 8 na cpula do clima da ONU no Egito o presidente venezuelano Nicols Maduro denunciou o capitalismo e a desigualdade como os principais responsveis pela crise climtica mundial A reunio anual de lderes mundiais e entidades da sociedade neste ano debate a aplicao do Acordo de Paris assinado em 2015 e que prev a reduo da poluio e do desmatamento para evitar o desastre climtico O desequilbrio e a crise ambiental criados na natureza so comparveis s condies de desigualdade e injustia que o capitalismo criou contra a humanidade Um sistema que normaliza a explorao entre os seres humanos no tem condies ticas para respeitar outras formas de existncia O capitalismo v recursos onde outras culturas veem vida e o sagrado afirmou Maduro na COP27 A COP 27 assiste tambm a uma consolidao da posio dos pases ameaados pelo aumento do nvel do mar Neste ano representada pelo primeiroministro de Antgua e Barbuda Gaston Browne a Aliana dos Pequenos Estados Insulares denunciou as multinacionais petrolferas na conferncia Antgua e Barbuda junto com outras naes caribenhas assim como outros pases insulares dos oceanos Pacfico e ndico esto ameaadas de extino por causa do aumento do nvel do mar O aumento causado pelo derretimento das calotas polares consequentes do aumento da poluio da atmosfera com gases do efeito estufa patrocinado principalmente pelas grandes multinacionais do petrleo A indstria de petrleo e gs continua a ganhar quase US 3 bilhes diariamente em lucros J hora de essas empresas pagarem um imposto global de carbono sobre seus lucros como fonte de financiamento para perdas e danos Produtores perdulrios de combustveis fsseis se beneficiaram de lucros extorsivos s custas da civilizao humana Enquanto eles esto lucrando o planeta est queimando afirmou Browne ontem 8 Assim como nos anos anteriores a conferncia do clima da ONU mais uma vez no aponta nenhuma soluo concreta para a crise ambiental Se posicionando como defensora dos interesses de pases imperialistas a ONU hoje se encontra incapacitada de tomar qualquer medida contra o aquecimento global Hoje o mundo j vive com grandes desastres naturais causadas pela ao dos capitalistas na natureza Milhes de espcies martimas e terrestres esto ameaadas de extino Cidades regies e pases inteiros correm o risco de desaparecer do mapa por conta da ganncia do Capital dessa conjuntura que se justifica a posio dos pases explorados pelo imperialismo O capitalismo est conduzindo o mundo ao caos climtico e as sucessivas conferncias mundiais e resolues da ONU no iro resolver o problema se no atacar a raiz dele o sistema capitalista Os trabalhadores estaduais da enfermagem esto em greve h uma semana e realizaram um ato unificado com os trabalhadores do DETRAN em frente a Governadoria do Estado do RN O prefeito de Mossor Allyson Bezerra Solidariedade apareceu no local e tentou atrapalhar a manifestao puxada pela categoria Clarice Oliveira Natal Durante o ato o Prefeito de Mossor Allyson Bezerra Solidariedade apareceu com uma multido de pessoas de seu gabinete e com um carro de som que abafava as intervenes dos trabalhadores em uma clara tentativa de atrapalhar a luta trabalhista Segundo o Prefeito as exigncias para o governo de Ftima Bezerra PT feitas pela categoria eram as mesmas que as dele sendo uma clara mentira Foi graas ao Prefeito que o piso da enfermagem foi barrado sendo ele um representante dos setores que colocam o lucro acima das condies dignas de trabalho A categoria da enfermagem segue forte na luta pela reposio das perdas salariais e por mais melhorias nas condies de trabalho havendo atos em frente a Governadoria do Estado marcados para todos os dias da semana O governo do Estado se recusa a escutar e acatar as demandas das duas categorias tanto a da enfermagem quanto a dos trabalhadores do DETRAN Ricardo Barros PPPR foi escolhido no dia 12 de maio para ser o Ministro da Sade do Governo provisrio de Michel Temer Ricardo Jos Magalhes Barros um dos deputados que votou a favor da abertura do processo de impeachment da presidente Dilma pertence a uma famlia tradicional na poltica do Paran seu pai Silvio Magalhes Barros foi prefeito da cidade de Maring PR assim como o prprio Ricardo Foi filiado ao antigo PFL atual DEM e ao PPB fazendo carreira poltica na Cmara dos Deputados Federais at o presente momento Sua trajetria poltica marcada por envolvimentos em irregularidades no Paran quando era o Secretrio da Indstria e Comrcio do Estado pedindo licena do cargo aps as denncias Quando era Secretrio de Estado teve participao em uma conversa gravada pelo Ministrio Pblico onde sugeria ao Secretrio Municipal de Saneamento de Maring que fosse organizado um encontro entre duas empresas para a realizao de um acordo sobre o processo de licitao para publicidade na cidade no valor de R 75 milhes Depois da divulgao das gravaes ele deixou o cargo no Estado Para completar no fim de 2015 quando foi relator do Oramento de 2016 ele props um corte de R 10 bilhes no Bolsa Famlia como meio de cumprir a meta do governo de supervit de 07 do PIB de 2016 Essa necessidade de manter supervit no pas para que os juros e amortizaes da dvida pblica possam ser pagos levando por ano quase metade de tudo o que produzido em nosso pas Antes de ser nomeado para o Ministrio da Sade Ricardo Barros e seu partido se reuniram com a elite mdica de So Paulo buscando respaldo para a sua nomeao se comprometendo em ouvir e se reunir com regularidade com a categoria mdica para traar os rumos da sade no pas Muito preocupa aos trabalhadores usurios e defensores do SUS uma indicao desse tipo para o Ministrio da Sade visto que o deputado Ricardo Barros comprometido com as elites desse pas tem vrias denncias de improbidade administrativa e em meio a crise econmica encontra como sada o corte de programas sociais O que podemos esperar de um poltico como esse que infelizmente d seguimento ao processo de sucateamento do SUS ao corte de verbas na Sade e a desvalorizao das diversas profisses em detrimento do saber mdico inclusive o projeto conhecido como Ato Mdico j voltou para as discusses na cmara dos deputados Prova disso foi a entrevista dada por Ricardo Barros falando que preciso rever o tamanho do SUS pois a Constituio deu muitos direitos populao os quais o governo no poder mais manter alm do anncio j feito da reduo do Programa Mais Mdicos que nesse pouco tempo de existncia garantiu uma melhoria na assistncia bsica prestadas nas cidades mais carentes Precisamos mais do que nunca fortalecer nossas categorias profissionais o controle social e todos os movimentos que fazem a defesa do SUS e da reforma sanitria no Brasil Precisamos avanar e no retroceder Bonequinha de Seda feito por seu pai Oduvaldo Vianna teatrlogo e cineasta militante do Partido Comunista Brasileiro PCB Sua me Deoclcia tambm era artista O filho alis foi acrescido informalmente Por equvoco na certido de nascimento consta apenas Oduvaldo Vianna o mesmo nome do pai Por isso no Dops por preguia ou negligncia foi encontrada apenas uma ficha com anotao de atividades dos dois como se fossem uma s pessoa No de surpreender pois o que esperar de uma polcia poltica que durante uma das exibies da pea Liberdade Liberdade Millr Fernandes foi ao teatro prender um subversivo de nome Sfocles 1 Estudou Arquitetura somente at o 3 ano Em 1954 ingressou junto com Gianfrancesco Guarnieri leia A Verdade n 76 no Teatro Paulista de Estudantes TPE Sua concepo de arte formouse a partir da influncia do pai e do PCB consequentemente transformandoo em agitador cultural pensador e militante contra o imperialismo Era o povo brasileiro nossa realidade que devia estar no palco Sua referncia cultura histrica Bertolt Brecht leia A Verdade n 153 Gritava Vianinha preciso um teatro de criao e no de imitao do real um teatro otimista direto violento stiro e revoltado como deve ser o povo brasileiro Esta linha de ao o conduz fundao do Teatro de Arena junto com Augusto Boal leia A Verdade n 106 que colocou o povo no palco Em 1958 estreou como autor com a pea Bilbao Via Copacabana atuou em Eles no Usam BlackTie de Guarnieri e fez A MaisValia Vai Acabar Seu Edgar para apresentao em sindicatos entidades de bairros favelas etc O Arena teve grande importncia no Movimento Cultural Brasileiro mas teve limites Colocou o povo no palco mas no o levou ao teatro Por isso Vianinha saiu para fundar o Centro Popular de Cultura CPC da Unio Nacional dos Estudantes UNE da fundao alm dele participaram nomes de expresso tais como Guarnieri Leon Hirszman e Carlos Estevam Martins 2 O CPC levou a arte para os bairros populares favelas escolas sindicatos para as ruas As apresentaes eram uma festa multicultural com teatro cinema msica literatura de cordel etc No cho em cima de caminhes onde quer que fosse O principal era o contedo e a participao no a esttica sem desprezar porm a qualidade artstica Era a arte buscando gua terra adentro se encharcando no lodo indo aonde o povo est 3 Entre as obras mais importantes de Vianinha dessa poca esto a pea Brasil Verso Brasileira 1
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962 e Quatro Quadras de Terra 1963 com a qual foi agraciado em Havana com o Prmio LatinoAmericano de Teatro da Casa de Las Amricas Arte de Resistncia Mas a noite de agonia sobreveio com o golpe de Estado de 1964 que instalou a Ditadura Militar extinguindo organizaes sindicais populares e culturais A UNE teve sua sede incendiada Mas a arte no se calou Os artistas de esquerda criaram o grupo Opinio tendo frente Vianinha Paulo Pontes 4 e Armando Costa 5 e at a edio do AI5 o golpe dentro do golpe 13121968 mantiveram razovel ligao com as massas apesar de j haver represso e censura O foco agora era a luta por liberdade de expresso e tinha como base no apenas o proletariado mas tambm a classe mdia Apesar de vrias obras censuradas antes do fechamento completo Vianinha recebeu prmios do Servio Nacional do Teatro SNT e o Molire 6 com peas que s sero apresentadas anos aps a sua morte com a abertura lenta gradual e segura Aps o AI5 no h como fazer arte com as massas Esta reflui para os palcos Por conta da represso e tambm de fatores econmicos o Opinio acaba Vianinha e Paulo Pontes criam o Teatro do Autor que se mantm como articulao informal at 1973 Era preciso sobreviver em todos os sentidos Uma fresta se abre com o convite da Rede Globo de Televiso para teatrlogos de esquerda como Dias Gomes Vianinha Paulo Pontes Estes aceitam vendo como oportunidade de manterem a si prprios e arte e de levar alguma mensagem ao povo por esse canal visto por milhes de pessoas em todo o pas Claro tudo com muita habilidade e sutileza seguindo a recomendao de Gonzaguinha na msica Geraldinos e Arquibaldos No campo do adversrio bom jogar com muita calma procurando uma brecha pra poder entrar Para a televiso Vianinha adapta clssicos do teatro como Media e produz um seriado de muito sucesso A Grande Famlia junto com Paulo Pontes Armando Costa e Max NunesH alguns anos o seriado foi retomado com alteraes e continua em exibio A obraprima de Vianinha foi Rasga Corao que ele terminou ditando para sua me no leito de morte que ocorreu prematuramente aos 38 anos vtima de cncer pulmonar no dia 16 de julho de 1974 Para essa pea ele deixou um prefcio no qual afirma o que pretendia com ela Rasga Corao uma homenagem ao lutador annimo poltico aos campees das lutas populares preito de gratido velha guarda gerao que me antecedeu que foi a que politizou em profundidade a conscincia do pas Em segundo lugar quis fazer uma pea que estudasse as diferenas entre o novo e o revolucionrio O revolucionrio nem sempre novo e o novo nem sempre revolucionrio Paulo Pontes grande parceiro e amigo avaliou da seguinte forma a obra de Vianinha Toda a vastssima produo cultural sada desse perodo particularmente feliz da cultura brasileira quando a melhor energia criadora do pas se unia aos interesses sociais mais legtimos do povo recebeu de alguma forma o sopro da inteligncia criadora de Oduvaldo Vianna Filho Eram dezenas de peas peas curtas filmes espetculos de rua shows debates e conferncias nascidos da perspectiva de que o intelectual do pas subdesenvolvido tem que refletir e criar sobre as condies reais da existncia do povo E sem dvida Vianinha foi o grande arquiteto dessa perspectiva em sua gerao pensando e criando discutindo e organizando prevendo e estimulando A Arte essencial para a Revoluo Enganase quem pensa que a adeso consequente das massas revoluo e construo do socialismo darse apenas a partir das lutas pela soluo dos problemas gerados pelo capitalismo e pelo estudo da teoria marxista Claro que estes so dois aspectos fundamentais Mas no bastam A adeso precisa contar tambm com o sentimento com a emoo como muito bem definiu Che Guevara ao dizer que o revolucionrio movido por profundos sentimentos de amor Amor pelo oprimido amor que o faz sentir um arranho imposto pelos opressores pelas classes dominantes a uma pessoa em qualquer parte do mundo E quem molda mais a emoo do que a arte em todas as suas formas Quem nunca chorou ou presenciou algum chorar diante de uma tela de cinema de televiso ou no teatro ante o sofrimento de uma personagem com quem se identifica Ou se alegrar com suas vitrias Passar horas comentando o comportamento das personagens nas novelas Historicamente a arte teve papel fundamental tanto nos perodos revolucionrios como na construo do socialismo na Unio Sovitica na China em Cuba etc Vrias dessas experincias e de artistas revolucionrios do teatro do cinema da poesia do romance temos lembrado no jornal A Verdade Mas tudo parece servir apenas de leitura e nenhuma influncia tem na prtica Por que as entidades estudantis sindicais populares as organizaes revolucionrias da juventude no realizam mais atividades culturais no eventualmente mas de modo permanente estratgico Onde esto os festivais de msica poesia teatro e dana Cad a agitao cultural A arte entretanto no morreu Est mais viva do que nunca do centro periferia nas cidades e no campo S que por falta de uma direo revolucionria est sendo distorcida manipulada cooptada pela burguesia com seus poderosos meios de comunicao A classe dominante no besta sabe que preciso conquistar mentes e coraes e prioriza isso tanto quanto o financiamento das campanhas eleitorais para eleger suas marionetes ou fortalecer o aparelho repressor Ganha audincia e muito dinheiro com tudo isso e fortalece seu domnio na sociedade Que o exemplo de artistas como Vianinha contribua para esse despertar Tarde no E mesmo que fosse diz a sabedoria popular que antes tarde do que nunca Ento vamos estimular o desabrochar de mil flores para o jardim das artes e da cultura popular e socialista em nosso pas Notas 1 Sfocles foi um dramaturgo grego que viveu do ano 496 a 406 antes de Cristo autor de dipo Rei e Antgona que retratam a ao da Nobreza e da Realeza na Grcia 2 Carlos Estevam Martins nasceu em 1934 foi o primeiro diretor e autor do Manifesto de lanamento do CPC da UNE socilogo professor da USP 3 Verso da composio Nos Bailes da Vida de Milton Nascimento e Fernando Brandt 4 Paulo Pontes dramaturgo paraibano mudouse para o Rio de Janeiro onde produziu vrias peas e outros trabalhos com Vianinha Chico Buarque e outros parceiros Foi casado com Bibi Ferreira Viveu de 1940 a 1976 5 Armando Costa Rio de Janeiro 19331984 escreveu vrias obras em parceria com Vianinha e Paulo Pontes 6 O PrmioMolire foi criado em 1963 e existiu at 1991 premiando melhor diretor autor ator e atriz no Rio de Janeiro e So Paulo Era patrocinado pela empresa area Air France e se constitua num marcante evento cultural A luta pela terra um rastro de sangue na histria do Brasil e segue fazendo vtimas diariamente de forma direta ou indireta S neste ano em 2017 foram 36 assassinatos de lideranas ou ativistas do campo alm de vrios casos de violncia Se militantes do campo e indgenas so os mais atingidos pela truculncia do agronegcio o impacto sobre toda a sociedade uma vez que ruralistas tm poder econmico e poltico para interferir na realidade social como um todo Alm desse impacto social e humano do agronegcio h tambm o impacto ambiental que ameaa reas de preservao colocando em risco as condies naturais necessrias para que a sociedade possa existir de forma sustentvel e saudvel H no Paran um projeto de lei que visa a diminuir a rea de proteo ambiental da Escarpa Devoniana com o fim de atender aos interesses de ruralistas mineradoras e empresas de energia hidrulica e elica Bilogos gegrafos e gelogos criticaram o absurdo de tal PL e o impacto negativo que a reduo proposta ter sobre o meio ambiente e consequentemente sobre a populao da regio Alm disso seria mais uma perda de um patrimnio natural brasileiro engolido pela nsia dos que visando ao lucro esgotam a terra poluem as guas sempre com uma poltica genocida que leva consigo vidas de indgenas e trabalhadores sem terra at no restar nada e voltarem seus olhos para outro lugar onde ainda seja possvel a explorao humana e ambiental A Escarpa Devoniana uma formao geolgica que divide os Primeiro e Segundo Planaltos do Paran Tem mais de 260 km de extenso abrangendo 12 municpios do sul ao norte do Estado Como observa o gelogo Gilson Burigo Guimares da UEPG a paisagem formada por canyons despenhadeiros furnas mananciais mata de araucria alm de abrigar espcies ameaadas de extino como o lobo guar e a gralha azul Alm disso a regio conta com a presena de stios arqueolgicos de diferentes tradies indgenas a antiga rota de tropeiros e colnias de imigrantes europeus o que a torna tambm patrimnio histrico e cultural formando uma paisagem nica no Brasil A rea de Proteo Ambiental APA da Escarpa Devoniana foi criada em 1992 abrangendo 392 mil hectares para proteger os ltimos remanescentes de campos nativos O projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa do Paran assinado pelos deputados Plauto Mir do DEM Luis Claudio Romanelli do PSB e Ademar Traiano do PSDB prope reduzir a APA para 126 mil hectares ou seja em mais de dois teros O PL alm de no ter surgido de uma discusso ampla e democrtica baseiase em carta topogrfica da Fundao ABC sendo esta uma entidade mantida pelo agronegcio A atividade agropecuria permitida em toda a extenso da APA desde que respeitados plano de manejo e legislao mesmo assim para o agronegcio no suficiente e estendem suas garras sujas de sangue em busca de mais de raspar o tacho at no restar nada e a populao local que sofra as consequncias O Brasil tem mais latifndio do que reas de preservao alm de ser o pas que mais mata ativistas do campo Para que todos tenham condies dignas de existncia imprescindvel pensar e se posicionar sobre a questo da terra defendendo que esta no continue sendo patrimnio de uns poucos ricos que a exploram de forma violenta tendo em vista as consequncias deixadas por essa explorao Com a ameaa de reduo da Escarpa Devoniana foi criado um movimento contrrio ao projeto de lei Assim o Movimento Contra a Reduo da APA da Escarpa Devoniana cumpre o importante papel de divulgar dados mostrando as incongruncias do projeto e conscientizando a populao das consequncias que a reduo da APA trar Por ora as tratativas do PL de reduo da APA esto paradas A Escarpa Devoniana um patrimnio brasileiro e como tal deve ser defendido Defendla se colocar contra a barbrie perpetrada pelos ricos que se tornaram donos da terra deixando o rastro de sangue em nossa histria Carolyne Dornelles Curitiba Os Comandos Nacionais de Greve da Fasubra Federao de Sindicatos de Trabalhadores Tcnicoadministrativos em Instituies de Ensino Superior Pblicas do Brasil e do Sinasefe Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educao Bsica Profissional e Tecnolgica realizaram na manh da ltima quartafeira 7 de maio uma ao de grande combatividade e ousadia que obrigou o Governo Dilma a sair de sua postura de intransigncia diante das greves dos trabalhadores das universidades e dos institutos federais Cerca de 1500 servidores das universidades de todo o Brasil reforados pelos membros do comando de greve do Sinasefe dirigiramse ao Bloco C da Esplanada dos Ministrios por volta das 05h00 e assumiram o controle das entradas de acesso ao Ministrio de Planejamento Oramento e Gesto MPOG impedindo que os funcionrios do rgo entrassem para trabalhar A ao foi a resposta dos grevistas postura intransigente do Governo Dilma que tem se recusado a negociar com os tcnicoadministrativos das universidades em greve desde 17 de maro e com os servidores dos Institutos Federais em greve desde 21 de abril A Fasubra e o Sinasefe juntamente com o AndesSN Sindicato Nacional dos Docentes das Instituies de Ensino Superior convocaram para a quartafeira a Marcha da Educao Federal que contou com um ato em frente ao Ministrio da Educao tarde Embora as entidades tivessem protocolado um pedido de audincia na semana anterior o ministro Henrique Paim recusouse a atender o que revoltou as categorias Diante de ministrio paralisado Governo recua Na medida em que os funcionrios do Ministrio do Planejamento iam chegando se defrontavam com a irreverncia de dezenas de manifestantes que trancavam cada porta de acesso e cantavam Hoje seu dia de folga Hoje seu dia de folga Ningum vai trabalhar A maioria dos funcionrios compreenderam o protesto alguns inclusive aproveitaram para tirar fotografias ao lado do boneco da Dilm trazido pelos grevistas Mais tarde a Dilm apareceu em carne e osso
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representada por uma das diretoras da Fasubra fazendo sucesso entre os caravaneiros e funcionrios do MPOG Imitando o jeito de falar da presidente Dilm anunciou que apoiava a greve dos servidores e profetizou que j tinha mandado seus assessores negociar Por volta de 8h30 da manh chegou o secretrio de Relaes do Trabalho do Ministrio do Planejamento Srgio Mendona responsvel pelas negociaes com os servidores federais Sem conseguir entrar no prdio e cercado pelos manifestantes o secretrio negociou com uma comisso dos comandos de greve a entrada de sua equipe no prdio em troca do compromisso de receber as categorias s 10 horas Na reunio com os comandos de greve o secretrio Srgio Mendona reafirmou a posio inicial do Governo em relao greve das duas categorias estava mantida mas que consultaria os seus superiores para que pudesse dar uma resposta dentro de um prazo de 15 dias sobre a exigncia das categorias de abrir um processo de negociao A posio do secretrio representou um recuo por parte do Governo Dilma que se recusava a receber as categorias e atravs da AGU Advocacia Geral da Unio estava realizando presso sobre as reitorias das universidades federais para cortar o ponto dos grevistas A luta continua Aps o trmino da reunio os servidores desobstruram o prdio e seguiram em marcha junto com os demais servidores pblicos federais tarde os servidores federais se reuniram na tenda do Acampamento da Fasubra e aprovaram o seguinte calendrio de mobilizao 1505 Dia nacional de lutas em todo Brasil 2005 Reunio do frum dos Servidores Federais para discutir fortalecimento processo mobilizao 1206 Atos nos estados principalmente nas cidades que vo sediar jogos da Copa Clodoaldo Gomes da Coordenao Nacional do MLC Redao HERIS DO POVO Nos dias 04 de setembro em Recife e 06 de setembro em So Paulo o Partido Comunista Revolucionrio PCR realizar atos poltico e culturais em homenagem a Manoel Lisboa de Moura Emmanuel Bezerra dos Santos Manoel Aleixo Amaro Luiz de Carvalho e Amaro Flix Pereira Estes cinco dirigentes comunistas foram assassinados sob torturas pelo regime fascista instalado no Brasil em 1964 Tendo como referncia a data da morte de Manoel Lisboa fundador do PCR e seu principal dirigente 04091973 os atos daro a devida importncia para o herosmo desses camaradas na luta pelo fim da Ditadura Militar e pela revoluo socialista Sero atos regionais que contaro com caravanas dos demais estados para fortalecer o carter revolucionrio do Partido que nos ltimos anos se expandiu pelo territrio brasileiro estando hoje presente em todas as regies do pas Participe Entre em contato com os brigadistas do jornal em sua cidade Nota publicada na edio n 277 do Jornal A Verdade Sob a hospitalidade africana junto aos trabalhadores e ao povo da Tunsia os Partidos e Organizaes MarxistaLeninistas membros da CIPOML debateram a situao internacional as polticas do imperialismo da reao e dos patres o desenvolvimento da luta dos trabalhadores e dos povos bem como os problemas e as perspectivas da luta dos nossos partidos Constatamos a existncia de uma profunda crise do sistema capitalistaimperialista que se desenvolve de forma desigual em diferentes pases afetando especialmente de forma negativa a classe trabalhadora a juventude e os povos Apesar das medidas neoliberais para acabar com a crise conduzidas pelos monoplios e pelas classes dominantes que procuram nos fazer crer que por esta via a superararemos definitivamente a realidade teimosa e os efeitos da crise persistem O imperialismo norteamericano intensifica as guerras de agresso mantendo suas tropas imperialistas no Afeganisto e no Iraque Continua o ataque feroz contra o povo lbio as ameaas contra o Ir e outras naes com o objetivo de apropriarse de suas riquezas e ocupar posies estratgicas Apoia abertamente a ocupao militar dos sionistas na Palestina Os imperialistas da Unio Europeia apesar de seus interesses especficos agem essencialmente como aliados dos EUA em seu confronto com a Rssia e a China As pretenses do imperialismo estadunidense e da Unio Europeia para controlar a Sria ameaam desembocar em uma agresso militar em nome da Otan Nesse caso pode atiar as chamas de uma guerra regional que poderia at mesmo se tornar uma nova conflagrao geral Os marxistaleninistas rechaam decisivamente a interveno imperialista levantam a defesa dos princpios da autodeterminao dos povos Os problemas da Sria devem ser resolvidos pelos trabalhadores e povos do pas Ao se aguarem todas as contradies inevitavelmente se chocam os interesses das potncias imperialistas umas para preservar suas zonas de influncia outras que procuram um lugar em uma nova diviso do mundo as potncias imperialistas ocidentais procuram manter o seu domnio intacto e reas de controle enquanto por outro lado as potncias emergentes imperialistas buscam ocupar uma posio de maior liderana e controle territorial no mundo Este confronto que vivem os pases imperialistas entre si progressivamente leva a choques s vezes diplomticos violentos outros mas sempre sob a forma de agresso e pilhagem dos pases dependentes e de uma maior explorao da classe trabalhadora A China est se tornando um grande exportador de capitais para os pases dependentes da sia frica e Amrica Latina em busca de matriasprimas e expanso dos seus mercados transformandose em um concorrente agressivo no mercado e nos investimentos nos prprios Estados Unidos e nos pases imperialistas da Europa A Rssia est reforando sua economia sua capacidade de recursos energticos e poderio militar assumindo um papel agressivo na rediviso do mundo As posies da Rssia e da China se opondo no Conselho de Segurana interveno militar na Sria nada tm a ver com a soberania nacional e os direitos do povo srio mas corresponde aos seus interesses de disputar a hegemonia com os pases imperialistas ocidentais A classe trabalhadora e os povos se expressam em manifestaes paralisaes e greves gerais principalmente na Espanha Grcia e Portugal entre outros pases na defesa de seus direitos e em oposio s medidas do capital que procura atirar o peso da crise sobre suas costas No Norte da frica e no Oriente Mdio continuam as revoltas dos povos contra a tirania em defesa da liberdade e da democracia Processos revolucionrios abertos pelos trabalhadores e pelos povos no Egito e particularmente na Tunsia prosseguem colocando na ordem do dia a perspectiva de uma mudana do regime de opresso e sua libertao definitiva Na Amrica Latina a luta dos povos e dos trabalhadores em oposio ao saque dos monoplios internacionais de minerao em defesa da soberania nacional e do meio ambiente e da natureza mobiliza milhes de pessoas Promover e fortalecer a Frente Popular Os combates dos trabalhadores da juventude e dos povos contra os efeitos da crise condenando a dominao capitalista imperialista so expressos em diferentes nveis em todos os pases e regies Essas lutas asseguram a confiana da classe trabalhadora no caminho da luta esclarecem a natureza do capital e da reao desmascaram a postura da socialdemocracia e do oportunismo e ao mesmo tempo deixam claras suas limitaes e debilidades para deter a ofensiva do imperialismo e da reao dos patres e governos a seu servio Cabe aos revolucionrios proletrios dar uma resposta ideolgica poltica e organizativa Assumimos nossa responsabilidade de nos envolver na organizao e na luta da classe trabalhadora da juventude e dos povos de colocar a iniciativa e a coragem comunistas para dirigir consequentemente essas mobilizaes e sobretudo apontarlhes o verdadeiro curso da revoluo e do socialismo O fortalecimento dos nossos partidos a afirmao da sua ligao com as massas a tarefa de colocar o nosso programa na rua ao alcance das massas combativas nos colocar na vanguarda das lutas promover e fortalecer a Frente Popular so as orientaes gerais decorrentes desta Conferncia A contribuio de cada partido tem sido gratificante e demonstra como o marxismoleninismo cada vez mais forte no mundo e deposita em nossas mos uma responsabilidade extraordinria a que saberemos responder de forma decisiva O agravamento da crise geral do capitalismo a agresso imperialista e o perigo de uma nova guerra geral o desenvolvimento acelerado das foras produtivas gerado pela revoluo tcnicocientfica o desenvolvimento das lutas dos trabalhadores da juventude e dos povos colocam novos desafios para os nossos partidos e organizaes Devemos buscar no prprio curso dos combates de classe novas formas de organizao e luta A libertao dos trabalhadores e dos povos tem de ser obra deles mesmos e responsabilidade inalienvel de nossos partidos e organizaes Conferncia Internacional de Partidos e organizaes MarxistaLeninistas CIPOML Neste ano a Lei 11340 conhecida como Lei Maria da Penha completou seis anos Importante conquista das mulheres a Lei nasceu com o objetivo de garantir proteo s mulheres em situao de violncia bem como punir agressores e assassinos de mulheres Uma pesquisa realizada sob a coordenao do socilogo Jlio Jacobo Waiselfisz intitulada Mapa da Violncia 2012 homicdios de mulheres no Brasil fez uma radiografia de todos os estados brasileiros e aponta que apesar da Lei grave situao de violncia contra as mulheres no pas A cidade de Belo Horizonte aparece como a 13 capital com maior ndice proporcional de femicdios Tamanha violncia se reflete no dia a dia das mulheres que vivem ou trabalham na Capital mineira A trabalhadora AML 31 anos um dos inmeros casos de mulheres agredidas pelo marido Durante dez anos de relacionamento ela foi violentamente agredida e ameaada pelo marido Me de quatro filhos perdeu a guarda de um deles em decorrncia das agresses do marido Vtima de sucessivas tentativas de homicdio viu ainda seu agressor tentar eletrocutar o filho mais novo quando estava sob efeito de drogas e lcool No aguentando mais tanta violncia AML fugiu de casa aps mais uma ameaa de morte e deixando em casa os dois filhos pequenos documentos e dinheiro Ficou escondida na casa de parentes e procurou o Movimento de Mulheres Olga Benario em busca de ajuda Decidida a fazer a denncia AML foi Delegacia de Mulheres mas esta no funciona nos finais de semana nem aps as 18h A demora no atendimento termina por desestimular diversas mulheres que chegam ao local em situao de extrema vulnerabilidade AML e as companheiras do Olga Benario ficaram mais de seis horas na fila de espera para serem recebidas pela delegada de planto e aps a espera um escrivo apareceu e a orientou a procurar o Frum caso a notificao da medida protetiva no chegasse em at 30 dias sua residncia provisria O mesmo descaso se observou na Defensoria Pblica do Municpio onde a vtima foi questionada sobre o porqu de ter abandonado os filhos e que esta atitude dificulta o trabalho da Defensoria O descaso do Estado e seus rgos constrange as vtimas e acaba por facilitar levar desistncia das vtimas em denunciar novos casos de agresso A verdade que no adianta criar o aparato judicial se no se criam simultaneamente instrumentos que facilitem e garantam a aplicao da lei O Brasil tem mais de 5500 municpios e apenas 190 Centros de Referncia ateno social psicolgica e orientao jurdica 72 Casas Abrigo 466 Delegacias Especializadas de Atendimento Mulher 93 Juizados Especializados e Varas adaptadas 57 Defensorias Especializadas 21 Promotorias Especializadas 12 Servios de Responsabilizao e Educao do Agressor 21 PromotoriasNcleos de Gnero no Ministrio Pblico Fonte Secretaria de Polticas para as Mulheres Raphaella Mendes Lopes Belo Horizonte Mariane Barbosa Matos Cear Sou professor a favor da luta constante contra qualquer forma de discriminao contra a dominao econmica dos indivduos ou das classes sociais Sou professor contra a ordem capitalista vigente que inventou esta aberrao a misria na fartura Sou professor a favor da esperana que me anima apesar de tudo Paulo Freire Quase todo mundo j ouviu falar em Paulo Freire um grande educador e terico nordestino que revolucionou a forma de se pensar a educao Em 1963 ficou mundialmente conhecido por sua famosa experincia Quarenta horas de Angicos realizada em Angicos RN onde alfabetizou em torno de 300 trabalhadores e trabalhadoras rurais que em grande maioria no tinham acesso escola Esta experincia foi interrompida em 1964 pela Ditadura Militar No mesmo ano acusado de subverso Freire passou 72 dias na priso e em seguida partiu para o exlio no Chile onde ficou por volta de 5 anos e escreveu sua principal obra Pedagogia do Oprimido 1968 Durante sua vida Paulo Freire defendeu a construo de uma educao do povo e para o povo Esta educao deve estar compromissada com a transformao da sociedade capitalista em uma nova sociedade sem classes e livre de toda forma de explorao e opresso impostas s camadas populares Para o educador ensinar exige compreender que a educao uma forma de interveno no
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mundo A educao vista como ato poltico que pode ser utilizada para a manuteno do sistema econmico capitalista vigente ou realizar um movimento de ruptura contra o mesmo em defesa dos interesses da classe trabalhadora Um dos principais objetivos da educao libertadora defendida por Freire a valorizao da cultura popular dos saberes e dos conhecimentos construdos pelo Povo Para isso necessrio compreender o protagonismo das camadas populares nos processos educativos e mais ainda destacar o seu papel revolucionrio e de vanguarda na construo de uma nova sociedade No dia 04 de maio deste ano completaramse 23 anos da morte de Paulo Freire E apesar de ser patrono da educao brasileira desde 2012 a obra e o legado de Freire tm sofrido grandes ataques no Brasil protagonizados principalmente pelo atual presidente Jair Bolsonaro e sua corja de fascistas Energmeno foi uma das palavras utilizadas por ele em um de seus ataques ao educador pernambucano Defender o legado freiriano no atual contexto defender a luta por uma educao verdadeiramente democrtica comprometida com os interesses e demandas de quem realmente constri o nosso pas a classe trabalhadora importante que nos apropriemos e defendamos em todos os espaos de luta especialmente nos de educao as ideias de Paulo Freire Este educador brasileiro e revolucionrio mostrou um caminho para tornar real a emancipao das camadas populares por meio de processos educativos polticos preocupados com a formao de sujeitos crticos conscientes sobre o seu dever histrico de enfrentar o capitalismo Apenas a educao de forma isolada no capaz de transformar a atual sociedade capitalista injusta em uma outra justa sem classes Porm indiscutvel que sem educadores e educadoras comprometidos com esta luta construindo uma educao crtica seguiremos sem avanos e conquistas para as classes oprimidas Passa ano e entra ano e a explorao dos patres em relao aos trabalhadores s aumenta Um exemplo o que vem acontecendo em Caruaru municpio localizado a 135 km do Recife H meses cerca de 600 garis que trabalham diariamente recebiam os salrios atrasados alm de terem as frias vencidas O mais indignante que a empresa responsvel a Locar Engenharia Ambiental teve a cara de pau de afirmar que tinha feito um acordo com o Ministrio Pblico do Trabalho MPT para mudar a data de pagamento para o 15 dia til do ms para no atrasar mais Ora a CLT coloca em seu artigo 459 que os salrios devem ser pagos at o 5 dia til alm do que tambm no configura questo da reforma trabalhista uma vez que no foi feito nenhum acordo com os trabalhadores O resultado disso era mais precarizao nas condies de trabalho e consequentemente nas condies de vida dos trabalhadores terminando por desencadear mais dificuldades uma vez que sem salrio o trabalhador no se alimenta e se endivida mais Diante destes fatos cerca de 100 trabalhadores dos setores mais importantes em Caruaru como o da Feira de Caruaru o setor do Bairro do Salgado mais populoso de Caruaru onde moram 80 mil pessoas e o setor Parque 18 de Maio formado em sua maioria por mulheres que coletam e varrem o lixo da cidade fazendo sol ou chuva e no horrio da noite ou de madrugada resolveram se organizar para lutar por seus direitos Enrolao Os principais responsveis por todo esse descaso a empresa Locar Engenharia Ambiental e a Prefeitura Municipal de Caruaru PSDB O fato que isso mexeu com a cidade e levou os trabalhadores a se organizarem em torno do SindlimpCaruaru e do Movimento Luta de Classes MLC Assim no dia 11 de janeiro os trabalhadores decretaram greve reunindose em diversas assembleias para que as decises fossem tomadas coletivamente Em um dado momento o gerente da Locar chegou a dizer que o salrio estava na conta dos trabalhadores e que estes podiam voltar a trabalhar Mas os trabalhadores em assembleia aprovaram que no voltariam ao trabalho e que se os patres quisessem a cidade limpa eles os donos da empresa e a Prefeitura pegassem a vassoura a p e fossem varrer e apanhar o lixo Diante da determinao dos trabalhadores os patres recuaram e pagaram os salrios atrasados demonstrando que a classe trabalhadora organizada como uma fortaleza Para todos ficou o aprendizado que s por meio da organizao e da luta que poderemos derrotar os patres e consequentemente esse sistema opressor de fome que tira a dignidade e agrava as condies de vida dos que trabalham Ao final do dia os salrios atrasados foram pagos e a Locar mais uma vez foi notificada pelo MPT A cada dia que passa mais trabalhadores se associam ao Sindlimp comparecem s reunies e ingressam no MLC alm de ajudarem no dia a dia com a campanha nacional da Unidade Popular UP o partido da boa poltica segundo os trabalhadores Assim os companheiros e companheiras da limpeza urbana aumentaram a coleta nos bairros populares e em seus locais de trabalho Redao Caruaru Cuba denunciou em dezembro que o Facebook censurou sua pgina na rede social que possui mais de 70 mil seguidores porque ela protestava contra o fechamento do canal do portal Cubadebate no Youtube Tudo aconteceu porque o canal de vdeos do stio estatal Cubadebatecu publicou um vdeo sobre Luis Posada Carriles que acusado por vrios crimes na Venezuela incluindo a derrubada de um avio civil cubano que matou 73 pessoas cumpriu pena no Panam por tentar assassinar Fidel Castro e recentemente props a via armada para derrubar o governo cubano O exagente da CIA est sendo julgado nos Estados Unidos apenas por fraude migratria embora a Venezuela exija que o terrorista seja extraditado para ser julgado em seu pas natal Segundo o Youtube o vdeo possui infrao de copyright contudo o stio cubano afirma que as imagens do vdeo que mostram Luis Posada Carriles dizendo que queria o pagamento por seus servios como terrorista internacional so utilizadas sem autoria em vrios outros stios Em nota o stio cubano afirma a existncia de vrios vdeos no Youtube com informaes manipuladas e tendenciosas sobre Cuba com imagens roubadas do site estatal sem que o Google as tenha tirado da rede social ainda que haja denncias O acesso ao canal e pgina cubanos foram restabelecidos o vdeo de Carriles continua censurado Outro canal j publicou o vdeo em protesto censura do Google Veja a nota no site do Cubadebate httpwwwcubadebatecunoticias20110112googlecensuracanaldevideosdecubadebateenyoutube O embargo miditico Alm do embargo econmico imposto a Cuba pelos Estados Unidos que dura mais de 50 anos a ilha tambm sofre com o bloqueio miditico A grande mdia filtra as informaes reais sobre o pas e divulga informaes falsas Em seu livro Cuba apesar do bloqueio atualizado em 2011 Mario Augusto Jakobskind que morou um ano em Cuba afirma que o bloqueio miditico a desinformao externa que cria no mundo um senso comum que demoniza Cuba A imprensa mundial no se cansa de dizer que l uma ditadura chega ao absurdo de chamar de ditadura dos irmos Castro Isso no reflete a realidade Segundo o stio do Cubadebate o microblog Twitter censura os TT temas do momento quando eles no so do interesse da empresa Isso aconteceu com o hashtag DerechosCuba que foi bloqueado na Espanha Contas da rede social tambm so fechadas arbitrariamente por motivos polticos em todo o mundo ou seja os direitos to proclamados de liberdade de expresso so simplesmente negados todos os dias para manipular opinies Embora seja intensamente propagandeado que presenciamos a era da informao a realidade que poucos possuem acesso rede e ela controlada por uma minoria interessada em lucrar com a propaganda online e bloquear o que foge de seus interesses A sociedade cubana ao contrrio desta tendncia utiliza seus escassos recursos cibernticos diminutos por conta do embargo econmico e comercial para divulgar a verdade sobre sua histria Falsas informaes so propagadas com o argumento de que o governo cubano teme liberar o acesso total internet quando se trata na verdade da falta de recursos tecnolgicos no pas devido ao implacvel bloqueio O cybermercenarismo Outra faceta da propaganda falsa contra Cuba se manifesta por meio do cybermercenarismo O jornal The New York Times publicou em junho de 2010 que os Estados Unidos lideram um grupo de pases que utilizam a tecnologia da informao mediante utilizao de plataformas portteis viagens consultorias hardwares e apoio criao de pginas virtuais e sistemas de telefonia mveis para beneficiar os dissidentes em suas mensagens contrarrevolucionrias Sob o falso ttulo de independentes esses mercenrios divulgam informaes que incitam desobedincia civil fazem propaganda ilusria sobre o capitalismo e mentem sobre a revoluo cubana A propaganda prcapitalismo o resultado menos perigoso destas aes j que tais blogueiros no gozam de popularidade entre os cubanos Tais cybermercenrios podem trabalhar como espies e at promover interferncias em sistemas estatais e danos nos sistemas de servios populao alm de acidentes graves La Polmica Digital Apesar de todos os gastos e dos imensos esforos da mfia capitalista para manter contrarrevolucionrios em ao a cada dia surgem novos blogueiros cubanos que acreditam na revoluo cubana e escrevem sobre o sistema em que vivem O blog La Polmica Digital da jornalista cubana Elaine Diaz um destes blogs que escreve sobre o dia a dia de Cuba sobre isso que gosto de escrever o dia a dia o que vejo na rua no transporte pblico o que ocorre com meu av que campons e no tem a menor ideia do que seja a internet e alm disso ela no lhe faz falta porque no a considera algo necessrio para ser feliz Por isso eu acho muito engraado que os indicadores para medir o grau de satisfao da populao cubana sejam baseados em termos de internet uma vez que a maioria da populao do mundo nem sequer tem o que comer ou onde dormir esta noite Esclareceu bastante algumas dvidas que eu tinha referente ao assunto Controlada pela Fora Sindical a liberao do Registro Sindical para sindicatos nova nomenclatura para a Carta Sindical tornouse um comrcio extremamente lucrativo e uma grande fonte de corrupo em Braslia revelou a edio 2178 da revista Isto Com o objetivo de se apropriar do imposto sindical dinheiro repassado aos sindicatos federaes e confederaes oriundo do desconto em folha de um dia de trabalho de cada trabalhador constituiuse no Brasil um grupo de pelegos que embora no tenham legitimidade entre os trabalhadores e tampouco desenvolvam aes em defesa da categoria que dizem representar obtm no Ministrio do Trabalho e Emprego MTE registros sindicais e passam a recolher essa contribuio Segundo a revista para garantir a existncia desses sindicatos cartoriais a Fora Sindical cobra propinas que variam de R 20 mil a R 150 mil Assim os pelegos envolvidos nesse esquema de corrupo tm os registros sindicais atendidos rapidamente e enriquecem se locupletando do dinheiro dos trabalhadores tratam os sindicatos como propriedade e montam verdadeiras mfias para realizar acordos esprios com os patres J para os sindicatos que no esto comprometidos com esse esquema a histria bem diferente Mesmo representando verdadeiramente os trabalhadores e tendo legitimidade nas categorias que representam esses sindicatos no obtm o registro sindical ou ento passam vrios anos para obtlo preciso realizar uma ampla campanha de denncia deste esquema de corrupo instaurado no MTE No podemos aceitar o controle do Estado sobre os sindicatos tampouco que um grupo de pelegos se aproprie dos sindicatos para se beneficiar e enriquecer s custas da explorao dos trabalhadores Magno Francisco Macei Confira o editorial publicado na edio impressa n 270 em comemorao do primeiro ano do Jornal A Verdade quinzenal Redao EDITORIAL Chegamos ao ms de maio que se abre ao mundo no dia 1 como Dia Internacional da Classe Trabalhadora Por isso A Verdade dedicou vrias pginas da edio n 269 ao tema histria do 1 de Maio baixos salrios no Brasil desigualdade salarial entre homens e mulheres direitos trabalhistas das empregadas domsticas etc Mas no s em maio trazemos esta temtica Nosso lema A Verdade um jornal dos trabalhadores na luta pelo socialismo Em todas as nossas 270 edies impressas a linha editorial de defesa dos interesses da classe trabalhadora do Brasil e do mundo se fez presente O mesmo vale para as milhares de matrias publicadas no site e nas redes digitais E assim que chegamos neste maio de forma especial tambm para o jornal Completamos um ano como peridico quinzenal aps 22 anos de publicaes mensais Isso uma imensa vitria da coletividade da disciplina da militncia revolucionria das organizaes que constroem este jornal No foi pela fora da grana que ergue e destri coisas bela como denuncia a cano Foi pela fora do planejamento durante meses que resultou no Ativo de Agitao e Propaganda do PCR realizado em abril de 2022 Nele reuniramse dezenas de camaradas do pas inteiro para realizar os ltimos ajustes e deflagrar a campanha de brigadas nacionais aos sbados que contag
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iaram nossa militncia de brigadistas e milhares de pessoas que compraram os exemplares nas ruas A consolidao de A Verdade quinzenal ainda fruto da colaborao de cada pessoa que preencheu nossas pginas como o melhor contedo em forma de matrias artigos reportagens fotografias depoimentos entrevistas bem como pela coeso poltica da equipe nacional de editores orientada pelo nosso diretor de redao Luiz Falco Na histrica edio n 249 de maio de 2022 quando iniciamos as publicaes quinzenais destacamos na manchete de capa a entrevista concedida por Leonardo Pricles presidente nacional da Unidade Popular UP em que ele afirmava Lutamos pelo fim da escravido assalariada Entre outros pontos conversamos com Leo sobre o 2 Congresso da UP veja na pg 11 desta edio a Convocatria para o 3 Congresso e o prlanamento de sua candidatura Presidncia da Repblica para enfrentar as foras fascistas brasileiras veja tambm na pg 12 um artigo de Pricles sobre a preparao da URSS para derrotar o nazifascismo No decorrer da entrevista tratamos sobre a situao da classe trabalhadora no Brasil que superexplorada debaixo do atual regime de escravido assalariada capitalista Naquela mesma edio publicamos um artigo chamando ao combate contra o trabalho escravo contemporneo Agora vemos que o nmero de casos de trabalhadores em situao semelhante escravido explodiu neste incio de ano como vem denunciando A Verdade uma vez que foram retomadas as fiscalizaes por parte do Ministrio do Trabalho antes amordaado pelo Governo Bolsonaro amigo do agronegcio e dos escravocratas Tambm publicamos poca um artigo do camarada Edival Nunes Caj do Comit Central do Partido Comunista Revolucionrio resgatando as origens e as motivaes histricas do surgimento do PCR em homenagem ao aniversrio do Partido maio Nesta edio retomamos o tema com o documento assinado por um dos fundadores da organizao Amaro Luiz de Carvalho assassinado em agosto de 1971 pelos agentes da ditadura militar enquanto se encontrava preso em Recife Desta forma damos incio s homenagens pelos 50 anos da imortalidade dos dirigentes do PCR que sacrificaram suas vidas pela liberdade do povo brasileiro O pice destas homenagens ser no ms de setembro com atos pblicos em vrias capitais do pas Por fim no balano deste um ano vemos que o jornal acertou plenamente ao denunciar a guerra de rapina que se passa na Ucrnia O artigo do camarada Lula Falco intitulado Bandidos imperialistas querem mais guerra apontava que apenas trs meses aps a invaso do territrio ucraniano pelas tropas russas os pases imperialistas da Otan j tinham enviado mais de US 7 bilhes em armamentos ao governo de Kiev Agora na pg 9 da atual edio revelamos que a indstria blica ultrapassou pela primeira vez na Histria a marca de US 2 trilhes em produo no ano de 2021 Isso antes da Guerra da Ucrnia Imaginemos quando forem atualizados os dados referentes a 2022 Como afirmou nosso editorial de um ano atrs A Verdade um jornal dos trabalhadores que luta pela emancipao dos pobres pelos direitos das mulheres pela justia social democracia popular e socialismo Ergue sua voz contra o racismo e em defesa dos povos indgenas e denuncia todos os crimes cometidos pelo Estado burgus Ou seja A Verdade luta junto classe trabalhadora em todas as suas frentes de batalha e assim seguir cumprindo com seu papel transformador de conscincias como organizador coletivo e ferramenta revolucionria de agitao e propaganda no seio do povo brasileiro Por Raphael Assis RIO DE JANEIRO Desde a ltima quintafeira 02 quando o governo comeou a pagar a terceira parcela do Auxlio Emergencial para informais e segurados do FGTS usurios tm relatado diversas instabilidades no sistema do aplicativo Caixa Tem nico meio possvel de se manusear a conta e poder fazer uso do dinheiro Primeiramente muitos trabalhadores tm relatado a impossibilidade de se pagar boletos pelo aplicativo O horrio de funcionamento do servio informado como sendo de 7 s 22h de segunda a sexta Porm mesmo dentro desse intervalo so diversas vezes que o sistema apresenta mensagens de erros e falhas no permitindo que as pessoas consigam pagar suas contas Como se no bastasse nos ltimos dias o tempo de espera na fila para conseguir acessar a plataforma aumentou exponencialmente ultrapassando uma hora preciso lembrar que todos esses problemas s pioram ainda mais a absurda imposio de limites e regras no acesso direto ao dinheiro que esto sendo impostas pelo Governo Federal A comear pela necessidade de se ter um aplicativo conectado internet para poder usufruir da ajuda emergencial O povo brasileiro est dentre os piores ndices de excluso digital do mundo So milhes de famlias que no tm acesso internet e capacitao tcnica capaz de ensinlas a movimentar com facilidade plataformas digitais como o aplicativo Caixa Tem Obrigar que essas pessoas consigam movimentar suas contas virtuais a fim de conseguir a ajuda de custo durante a pandemia no mnimo cruel Sem contar que mesmo recebendo a terceira parcela a grande maioria das pessoas s podero sacar ou transferir o dinheiro para outras contas a partir de agosto dependendo do ms de aniversrio apenas em setembro Ou seja esto prendendo o dinheiro do povo em um aplicativo que na prtica no o permite ser usado Isso tudo apenas demonstra o carter antipopular do governo de Jair Bolsonaro Demonstra que para ele a prioridade no pensar a vida da imensa populao brasileira e como tornla mais fcil e confortvel Para ele vale muito mais a poltica liberal de abonos fiscais e auxlios milionrios rpidos e prticos a donos de banco como vimos no incio da pandemia Para os bancos os saques so permitidos a todo o vapor no importa o valor Para o povo brasileiro o acesso msera ajuda ofertada precisa passar por todas as dificuldades que o capital impe vida do trabalhador Etapas regionais das regies Sudoeste Recncavo Baiano Regio Metropolitana e Chapada Diamantina acumularam sobre a realidade local para contribuir com a construo poltica do partido no estado e nacionalmente Isabella Tanajura Salvador SALVADOR No ltimo sbado 28 foram realizadas quatro etapas regionais em diferentes localidades da Bahia para tiragem de delegados do Congresso Estadual que eleger os representantes do estado ao 3 Congresso Nacional da Unidade Popular Todas as etapas iniciaram com brigadas do Jornal A Verdade denunciando na capa da quinzena a injustia de um sistema tributrio que permite os mais ricos pagarem menos impostos do que a maior parte da populao brasileira que luta todo ms para sobreviver com salrio mnimo Aps conversar com as pessoas nos bairros praas feiras e locais de grande movimentao de pessoas camaradas dos quatro cantos da Bahia se reuniram para debater as teses apresentadas pela Direo Nacional da Unidade Popular para o terceiro congresso nacional do partido As etapas regionais ocorreram no Sudoeste e Sul da Bahia em Vitria da Conquista no Recncavo Baiano em Feira de Santana na Regio Metropolitana de Salvador em Lauro de Freitas e na Chapada Diamantina em Jacobina Entre as quatro cidades 40 camaradas estavam reunidos para discutir sobre os rumos da luta antifascista no Brasil o crescimento do partido em milhares de filiados e organizao da luta cotidiana com os ncleos da UP em cada territrio em que o partido esteja presente Em todas as plenrias esteve presente uma representante do Diretrio Estadual da UP na Bahia que acompanhou os debates e a tiragem de delegados central para este Congresso o debate sobre a organizao do povo brasileiro com a construo da ncleos da UP e filiao de milhares de pessoas para lutar contra o aprofundamento da crise do capitalismo A Unidade Popular pode e deve ser a principal fora poltica para fazer frente ao fascismo no Brasil Construir um grande partido antifascista na terra em que fascista no se cria Durante as etapas regionais foi possvel discutir nas plenrias sobre o papel da UP na realidade local e como o partido deve atuar nas lutas nas cidades e regies de todas as partes da Bahia Jessica Fontes militante da UP em Vitria da Conquista e membro do Diretrio Estadual do partido elaborou sobre a conjuntura da regio Sudoeste da Bahia A conjuntura nacional de avano da extremadireita apesar da derrota eleitoral de Bolsonaro em 2022 ainda deixa resqucios nas polticas municipais e algo que acontece na principal cidade do Sudoeste na prefeitura de Vitria da Conquista Sheila Lemos herdeira do conservadorismo poltico de Bolsonaro mas j se mostra enfraquecida a partir da organizao da classe trabalhadora e da evidncia cada vez mais clara do ataque perpetuado pela extremadireita aos trabalhadores ao povo negro e aos povos originrios Na etapa regional da Chapada Diamantina Zaz Muricy vicepresidente da UP relata que as discusses sobre a conjuntura giraram em torno da responsabilidade da Unidade Popular num cenrio em que o fascismo avana na Amrica Latina enquanto vivemos um governo de conciliao de classes no Brasil Todos os filiados do partido devem se incubir da tarefa de transformar a UP numa ferramenta da classe trabalhadora capaz de intervir nas lutas polticas econmicas e ideolgicas da sociedade frente s circunstncias de fome e de 11 milhes de imveis vazios e um dficit habitacional de mais de 6 milhes de pessoas disse Zaz As prximas etapas regionais sero realizadas em Salvador e Juazeiro no prximo sbado 05 e o Congresso Estadual acontecer no dia 12 de agosto com a tiragem de delegados que representar a Bahia no 3 Congresso Nacional da UP A plenria nacional dos delegados ocorrer na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 2 e 5 de novembro de 2023 Os estudantes da Universidade Fumec Fundao Mineira de Educao e Cultura em Belo Horizonte foram s urnas no dia 5 de setembro para eleger o Diretrio Central dos Estudantes DCE H anos um grupo autoritrio de direita ligado ao PSD e com prticas antidemocrticasestava frente da diretoria do DCE Antes do processo eleitoral ainda no perodo de eleies para delegados ao Congresso da UNE os estudantes promoveram dois atos em frente ao DCE para que fosse realizada a eleio que no se realizava havia trs anos e cobrar a prestao de contas da entidade no mesmo perodo A eleio foi convocada porm com vrias exigncias para impedir a participao dos alunos e bastante viciada Durante a semana da campanha e no dia da votao a chapa Construo Coletiva enfrentou agresses fsicas at mesmo contra mulheres ataques com spray de pimenta e outras formas de intimidao No momento da apurao ao verificar que a derrota seria inevitvel a Junta Eleitoral tentou impugnar as urnas dos cursos em que a chapa de oposio havia vencido com ampla margem de votos s 7h da manh do dia 6 de setembro o resultado apontava a vitria da chapa de oposio A Junta Eleitoral desesperada tentava alterar o resultado querendo impugnar os votos da oposio Logo um grupo de mais de 200 estudantes se concentrou na entrada do auditrio para exigir que os votos fossem garantidos e o resultado validado Nesse momento os estudantes entraram no auditrio e realizaram assemblia desautorizando a Junta Eleitoral viciada elegeram uma nova Junta Eleitoral e promoveram a recontagem dos votos o resultado final foi a vitria da chapa Construo Coletiva por 1237 votos contra 862 da chapa Renovao composta por estudantes ligados ao PSDB PMDB e PCdoB Houve no total 2103 votantes No dia 21 de setembro ocorreu a posse da nova diretoria com a presena do presidente da Fundao Fumec do diretor da Faculdade de Engenharia da Comisso de Direitos Humanos da OABMG do SindUTE Sindicato dos Trabalhadores em Educao de Minas Gerais do MST do DCEUFMG da UNE da Ubes da AmesBH e de outras lideranas sindicais e movimentos sociais Ao trmino da saudao dos presentes a nova diretoria do DCEFumec foi empossada Os tempos de ditadura no DCE Fumec se encerraro e a eleio se conclui com vitria dos estudantes e de todos aqueles que querem democracia afirmou a nova presidente do diretrio Monique Gomes Guilherme Silva UJR Minas Gerais A comunidade Lauro Vieira como muitas comunidades de Fortaleza passou pelo drama de suas casas serem marcadas para demolio para a construo do VLT Veculo Leve sobre Trilhos As famlias foram colocadas contra a parede com o perigo iminente de ficarem sem lar pois com a indenizao oferecida ficava difcil comprar at um barraco de lona Mas a comunidade se mobilizou e conseguiu diminuir de 203 para 60 o nmero de casas removidas Copa pra quem O que motiva as remoes e a preocupao governamental com o aceleramento das outras a proximidade da Copa da Fifa o governo maquiando a cidade pra turista ver E como sempre debaixo dos grandes eventos est o povo pobre soterrado de sofrimento e indignao E um dos moradores que teve sua casa removida desabafa Pra gente o nico legado essa copa do mundo foi tristeza E Gabriel Matos do Cine Rua diz A copa s pra quem tem poder mais alto Se a copa fosse aqui ou na China ia ser a mesma coisa A gente vai assistir pela televiso
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A luta continua Para continuar com a mobilizao os moradores organizaro um cineclube chamado Cine Rua que funciona como espao de conscientizao debate e entretenimento para a crianada Nesse ms estreia uma produo udiovisual independente e popular Tatiane Albuquerque militante da UJR e estudante da Vila das Artes Essa foto est errada j reenviei a foto certaViu a foto certa Indira Xavier O relatrio final da CPI foi publicado no final de outubro e dentre os vrios aspectos que aborda confirmando as atitudes criminosas cometidas contra o povo pelo presidente e seus ministros mostra que a vida das mulheres piorou ainda mais durante a pandemia Aumento da violncia de gnero desemprego queda no poder de compra das mulheres chefes de famlia alm do risco de vida para gestantes e purperas so alguns dos itens apresentados no relatrio importante frisar que a Covid19 para alm das mortes que acarreta diretamente tambm impactou a vida das mulheres pelo aumento da violncia domstica e familiar pelo agravamento do sofrimento mental pelo acmulo de tarefas especialmente daquelas relacionadas ao cuidado com doentes e crianas pelo fechamento de escolas e creches pela intermitncia dos servios pblicos de atendimento a gestantes e purperas e ainda pela paralisao de servios relacionados aos cuidados contraceptivos diz o relatrio Lcia 39 anos moradora de Belo Horizonte diz Quando a pandemia comeou fui dispensada do hotelzinho onde fazia limpeza e das casas onde fazia faxina uma vez por semana Como nos dois lugares eu fazia bico no tinha carteira assinada fiquei sem dinheiro Eu dependia da ajuda de familiares e do pai da minha filha para comer comprar o gs e pagar as contas Com o passar dos meses minha me no podia mais me ajudar porque tambm comeou a passar necessidades e o pai da minha filha passou a me agredir e me expulsou da casa dele Denunciei e fui para uma casa de acolhimento de mulheres L consegui abrigo comida e ajuda para acessar o auxlio emergencial No Brasil mais de 50 dos contaminados por Covid19 eram mulheres Justamente por serem a maioria dos trabalhadores nas reas de servios asseio e conservao na sade e em todos os trabalhos vinculados aos cuidados Mais so a maioria entre os trabalhadores informais no possuindo nenhuma garantia trabalhista e previdenciria Assim alm de mais expostas contaminao as mulheres tambm sofrem com uma perda gigantesca de renda seja pelo desemprego seja pela reduo de salrios Alm do desemprego e da falta de acesso s polticas sociais as mulheres chefes de famlia cerca de 50 de todos os lares brasileiros tambm passaram a conviver com a fome e a pobreza De fato 46 milhes de pessoas vivem em lares sem nenhuma renda fruto do trabalho a cesta bsica consome mais de 55 do salriomnimo a inflao superior a 10 e a renda mdia do trabalho caiu em mais de 22 Outra face que piorou na pandemia foi a violncia de gnero Mesmo com os servios de atendimento s mulheres no sendo caracterizados como servios essenciais por parte dos governos o que levou ao seu fechamento no comeo da pandemia e posteriormente reabertura de forma remota a violncia s cresceu Com efeito houve um aumento de mais de 16 nas denncias de violncia s nos primeiros meses de isolamento As medidas protetivas cresceram em mais de 4 mas a falta de polticas de enfrentamento violncia fez com que uma mulher fosse assassinada a cada nove horas no pas Mais expostas aos agressores desempregadas e sem renda e no tendo para onde ir as mulheres viram sua condio de vida piorar durante a pandemia No toa o protagonismo das mulheres nas lutas sociais e mobilizaes de rua contra a poltica genocida do governo exatamente porque somos ns mulheres e nossas crianas que mais temos sofrido os impactos desse desgoverno A instalao de um governo de exceo pelos meios golpistas e totalitrios sempre vem carregado de uma srie de perseguies e infraes aos direitos fundamentais dos membros de uma determinada sociedade Entre os vrios crimes que as classes dominantes de determinadas pocas cometem com certeza um dos piores o desaparecimento dos seus opositores que sempre vem em conjunto com sequestros torturas estupros assassinatos e no bastando ocultao dos seus restos mortais A entrega dos corpos dos guerreiros depois de confrontos em guerras constituise uma tradio milenar sempre respeitada em praticamente todas as sociedades j existentes Essa tradio fundamentada pelo respeito que mesmo os piores inimigos possuam aos mortos em combate e principalmente aos seus familiares que preparavam cerimnias em homenagem aos entes queridos que haviam perdido a vida em combate Essas cerimnias ocorriam nos momentos de trgua quase sempre para esse determinado fim No entanto vrias ditaduras desrespeitaram essa tradio milenar pois assim conseguiam ferir mais profundamente os seus opositores Foi o que ocorreu nas ditaduras militares implantadas na Amrica Latina entre as dcadas de 50 e 90 com o auxlio do imperialismo estadunidense No Brasil segundo o relatrio oficial da Comisso Especial sobre Mortos e Desaparecidos Polticos houve aproximadamente 50 mil detenes arbitrrias 7367 acusaes a opositores 4 condenaes morte 130 banimentos 4802 cassaes de mandatos polticos 6592 militares punidos 245 estudantes expulsos das universidades e 475 mortos e desaparecidos S na Argentina a tragdia resultou num total de 30 mil mortos 340 campos de concentrao e cerca de 9 mil desaparecidos at os dias atuais como afirma a Comisso Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas daquele pas Lembremos que muitos ainda no constam desses dados pois a necessidade burocrtica exige provas Da percebese a dimenso de tal crime contra os opositores contra os direitos humanos e contra a humanidade Esse crime foi cometido contra Alexandre Vanucchi Leme Manoel Fiel Filho Manoel Lisboa Emmanuel Bezerra e tantos outros continuando at hoje pois os inimigos dos poderosos passaram a ser os pobres que so desaparecidos por rgos de segurana pblica nos Estados por serem tachados de bandidos Nos ltimos anos muito se tem discutido sobre os desaparecimentos a abertura dos arquivos o julgamento dos criminosos do regime e a reconstruo dessa histria fundamentada no direito memria e verdade Sem dvida todos esses pontos corroboram plenamente a necessidade de julgamento dos sujeitos que cometeram crimes contra o povo brasileiro e o pagamento devido de tudo o que j fizeram Todas essas teses porm esbarram na Lei da Anistia brasileira e no entendimento do rgo de jurisdio mxima do direito interno o Supremo Tribunal Federal STF Numa perspectiva jurdica relembrar nossa histria e defender a condenao de nossos heris por si s no resolve Por mais horrveis que os golpistas foram e por mais hericos que nosso povo tenha sido somente sua histria no revogar a autoanistia que os militares promulgaram mesmo sendo essa prtica condenada pelo ordenamento internacional de proteo aos direitos humanos Os mais reacionrios defendem que o Brasil no estava submetido a nenhuma norma internacional que proibisse o que ocorreu de errado aqui Baseandose no princpio da legalidade defendem a no penalizao de tais agentes Outros advogam a tese de que o que j passou est passado no se devendo penalizar os criminosos pois inclusive o tempo de suas penas j prescreveu no podendo o Estado brasileiro condenlos Tudo isso propositadamente tornouse uma confuso jurdica com intuito de impedir a responsabilizao dos seus sujeitos Mesmo assim essa responsabilizao no desaparecer pois nas ltimas dcadas surge um novo caminho que no fere o princpio da legalidade as prescries antes defendidas e mais nenhum argumento para no julgar os torturados e assassinos das ditaduras o desaparecimento forado como crime nos tratados internacionais Surgido no seio do sistema regional interamericano de proteo aos direitos humanos a partir da Comisso Interamericana de Direitos Humanos o desaparecimento forado de pessoas constitui vrias infraes aos direitos fundamentais dos seres humanos e passa a ser amplamente condenado como crime de lesahumanidade em todo o continente Desde a dcada de 1970 em praticamente todos os relatrios da Comisso Interamericana h denncias de desaparecimento de pessoas por parte de rgos estatais ou permitidos por estes Na Argentina por exemplo foi comprovado que os rgos de segurana da ditadura jogavam os opositores vivos em mar aberto Como a Declarao sobre a Proteo de Todas as Pessoas contra o Desaparecimento Forado da ONU em 1992 e a Conveno Interamericana de Desaparecimento Forado de Pessoas da OEA em 1994 determinam que o crime de desaparecimento forado de pessoas um crime contnuo e permanente ele a todo momento est em execuo somente se finalizando a ao daquele crime com o descobrimento do paradeiro da vtima Neste caso a partir do momento em que o Estado ratifica tal tratado e no localiza as vtimas de desaparecimento por parte dos agentes estatais comete o crime em questo Como foi generalizado com centenas de vtimas tambm considerado imprescritvel e no passvel de anistia ou perdo por transgredir os direitos humanos A condenao que o Estado brasileiro no ano passado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos tem suas razes no desaparecimento forado de pessoas Lembremos que essa Corte possui jurisdio contenciosa reconhecida pelo Brasil tornando obrigatria a sua sentena Devemos hoje defender mais energicamente a abertura e localizao dos arquivos da ditadura militar o julgamento e condenao dos culpados pelos crimes selvagens ocorridos devido ao regime o nosso direito memria e verdade passando pela localizao dos corpos dos ainda desaparecidos Porm temos tambm uma tarefa imediata a cobrana pelo imediato cumprimento da sentena da CIDH da revogao da deciso do STF sobre o caso da localizao dos arquivos secretos da ditadura e do julgamento dos criminosos que todos os dias cometem novamente o crime do desaparecimento forado de pessoas S assim os lutadores da democracia e do melhor para o nosso povo no sero mais cruzes sem nomes sem corpos sem datas como disse Gonzaguinha na sua obra a Legio dos Esquecidos Tiago Medeiros Campina Grande Em discurso para dezenas de empresrios na abertura da 29 Reunio do Conselho de Desenvolvimento Econmico e Social CDES no dia 5 de maro o presidente Luiz Incio Lula da Silva declarou Ser que os pases ricos vo continuar apenas colocando dinheiro com o intuito de salvar os bancos ou ser que alguns pases tero coragem sem medo da palavra de estatizar os bancos recuperlos fazer voltar o crdito e depois ento se quiserem entregar os bancos a quem eles entenderem que devam entregarJornal do Brasil 632009 No mesmo discurso Lula disse ainda Eu me lembro de que quando caiu o Muro de Berlim eu fui muito criticado aqui no Brasil porque eu dizia que a queda do Muro de Berlim era a oportunidade de a gente repensar as coisas no mundo porque at ento estava tudo escrito o Manifesto Comunista dizia tudo o que a gente tinha que fazer o Marx j tinha dito tudo o que ns tnhamos que fazer Era como se ns tivssemos que ser um pequeno rob sem ter o direito de pensar O meu Partido nasceu exatamente do desaforo de pensar diferente Os sindicatos no Brasil cresceram exatamente pensando diferente Discurso do Presidente da Repblica Luiz Incio Lula da Silva durante abertura da 29 Reunio do Pleno do CDES Ou o presidente Lula esqueceu o que leu no Manifesto do Partido Comunista ou ento quando o leu o fez apressadamente pois como se sabe o Manifesto um dos livros mais traduzidos e mais vendidos no mundo nos ltimos 150 anos nunca se props dizer tudo o que cada um ou que cada partido deveria fazer mas sim expor o programa terico e prtico dos comunistas Essa foi a deciso do Congresso da Liga dos Comunistas mais tarde chamada de Associao Internacional dos Trabalhadores a Internacional realizado em novembro de 1847 e cumprida magistralmente por Karl Marx e Friedrich Engels No entanto embora nele no esteja escrito tudo o que cada um deva fazer com certeza se o que nele est escrito fosse cumprido pelos atuais governantes no existiriam no mundo misria fome guerras desemprego e tampouco crises econmicas De fato o Manifesto queira ou no o presidente permanece uma obra atual e profundamente necessria para quem quiser compreender por que ocorrem as crises econmicas e a verdadeira causa da existncia de pobres e ricos na sociedade capitalista Vejamos apenas algumas frases dessa importante obra de Marx e Engels De h decnios para c a histria da indstria e do comrcio apenas a histria da revolta das modernas foras produtivas contra as velhas relaes de produo contra as relaes de propriedade que so as condies de vida da burguesia e de seu domnio Basta mencionar as crises comerciais que na sua rec
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orrncia peridica pem em causa cada vez mais ameaadoras a existncia de toda a sociedade burguesa Nas crises declarase uma epidemia social que teria parecido um contrassenso a todas as pocas anteriores a epidemia da sobreproduo A sociedade vse de repente retransportada a um estado de momentnea barbrie parecelhe que uma fome uma guerra de destruio generalizada lhe cortaram todos os meios de subsistncia a indstria e o comrcio parecemlhe aniquilados E por qu Porque a sociedade possui civilizao em excesso comrcio em excesso As foras produtivas de que dispe deixam de servir para promoo das relaes de propriedade burguesas pelo contrrio tornaramse demasiado poderosas para estas relaes e so por elas tolhidas e assim que superam este obstculo lanam na desordem toda a sociedade burguesa pem em perigo a existncia da propriedade burguesa Manifesto do Partido Comunista Edies Progresso Que h de ultrapassado ou de superado nessas afirmaes Nada absolutamente nada Pelo contrrio a est sintetizada a explicao para as crises econmicas que acometem o sistema capitalista desde seu nascimento Lutas de classes O presidente Lula disse ainda que com o Manifesto Marx e Engels queriam dizer tudo que a gente tinha que fazer Os autores do Manifesto entretanto tm outra opinio sobre que o que pretenderam com o texto que escreveram O Comunismo j reconhecido por todos os poderes europeus como um poder J tempo de os comunistas exporem abertamente ao mundo inteiro o seu modo de ver os seus fins as suas tendncias e de contraporem lenda do espectro do comunismo um Manifesto prprio do partido Manifesto do Partido Comunista Edies Progresso Mais A histria de toda a sociedade at hoje a histria de lutas de classes Homem livre e escravo patrcio e plebeu baro e servo burgus da corporao e oficial em suma opressores e oprimidos estiveram em constante antagonismo entre si travaram uma luta ininterrupta umas vezes oculta abertas outras uma luta que acabou sempre com uma transformao revolucionria de toda a sociedade ou com o declnio comum das classes em luta A moderna sociedade burguesa sada do declnio da sociedade feudal no aboliu os antagonismos de classe Limitouse a colocar novas classes novas condies de opresso novas formas de luta no lugar das anteriores A nossa poca a poca da burguesia distinguese contudo por ter simplificado os antagonismos de classe Toda a sociedade est a cindirse cada vez mais em dois grandes campos hostis em duas grandes classes em confronto direto a burguesia e o proletariado Manifesto do Partido Comunista Pois bem quando se observa a atual realidade de nosso pas e do mundo com os Estados burgueses usando o dinheiro pblico para salvar uma minoria de bilionrios enquanto a cada trs segundos uma criana morre de fome quando vemos um estudo da prpria Organizao das Naes Unidas ONU revelar que os 10 mais ricos do mundo detm 852 da riqueza mundial e que do outro lado os 50 mais pobres do mundo possuem apenas 1 dessa riqueza quando dezenas de grandes empresas que auferiram enormes lucros nos ltimos anos reduzem salrios e demitem 50 milhes de trabalhadores em todo o mundo segundo a Organizao Internacional do Trabalho OIT e quando vemos continuar as guerras imperialistas para dominar o petrleo e as riquezas de dezenas pases etc possvel por acaso concluir que esse antagonismo entre burguesia e proletariado no est mais presente na sociedade Desaforos Disse tambm Lula que o PT nasceu desse desaforo de pensar diferente do Manifesto Comunista Como passaram ento a pensar o presidente e seu partido Vejamos Ser que alguns pases tero coragem sem medo da palavra de estatizar os bancos recuperlos fazer voltar o crdito e depois ento se quiserem entregar os bancos a quem eles entenderem que devam entregar Em resumo usar o dinheiro pblico para estatizar bancos e depois entreglos sem dvidas aos banqueiros esse o pensamento desaforado do presidente Lula e de seu partido em relao ao marxismo Ora tal pensamento um desaforo no s ao marxismo mas a qualquer cidado que paga impostos e v seu dinheiro em vez de ir para a educao ou para a sade ser utilizado para salvar banqueiros falidos No Manifesto Marx e Engels defendem exatamente o contrrio Entendem que aps a revoluo a classe operria arranque o capital das mos da burguesia e coloque todos os instrumentos de produo nas mos do novo Estado Centralizao do crdito nas mos do Estado por meio de um banco central com capital do Estado e monoplio exclusivo Nada portanto de bancos privados menos ainda de estatizar para depois privatizar Outros desaforos do presidente entregar R 4 bilhes s montadoras de automveis outros bilhes ao banco Votorantim da famlia de Antnio Ermrio de Moraes e financiar a Embraer com dinheiro pblico do BNDES para essa empresa demitir 4300 trabalhadores E Hoje mais do que fazer uma pauta de reivindicao pedindo aumento temos que contribuir para que as empresas vendam mais Se tivermos medo de comprar o comrcio no vai vender Se o comrcio no vende a indstria no produz disse Lula no ltimo dia 28 de maro na Feira da Construo Civil em So Paulo Porm presidente se os trabalhadores no tiverem aumento salarial quem vai comprar Alm de que no capitalismo os trabalhadores j ajudam demais os empresrios Basta observar de onde vem os seus lucros Entretanto no toa esse apego do presidente aos pensamentos diferentes ou opostos ao marxismo Os bancos foram os principais financiadores da campanha de reeleio do presidente Lula com doaes que somam R 105 milhes segundo a prestao de contas oficial do PT seu partido Justia Eleitoral Entre os bancos o maior doador foi o Ita com R 35 milhes Alis o chamado sistema financeiro dobrou de tamanho no governo Lula e seus lucros triplicaram em 2007 o lucro lquido do setor financeiro alcanou R 574 bilhes um crescimento de 200 sobre os R 191 milhes de 2003 Na verdade com esse desaforo ao Manifesto mais uma vez Lula procura se apresentar perante as classes dominantes e seus meios de comunicao como um operrio que traiu sua classe e sua ideologia e aderiu ideologia burguesa Alis a mesma burguesia que responsvel pelo dedo que ele perdeu por ter sido preso e pela existncia de milhes de brasileiros vivendo com fome e desempregados No h de ser nada pois como bem escreveram Marx e Engels no Manifesto Comunista a burguesia produz o seu prprio coveiro A sua queda e a vitria do proletariado so igualmente inevitveis Isso mostraram a Grande Revoluo Socialista Russa de 1917 a revoluo chinesa de 1949 a do Vietn em 1950 a de Cuba em 1959 entre muitas outras e o comprovaro ainda mais as revolues que se realizaro nesse sculo XXI inspiradas e animadas por esse pequeno mas profundo e verdadeiro livro Manifesto do Partido Comunista Lula Falco membro do comit central do Partido Comunista RevolucionrioPCR No ltimo sbado dia 12 de setembro cerca de 140 estudantes representando mais de 120 grmios estudantis do ensino tcnico de todo o pas participaram de uma reunio online para discutir o corte previsto no oramento da educao para 2021 A atividade organizada pela Federao Nacional dos Estudantes em Ensino Tcnico FENET contou tambm com a participao dos deputados federais Reginaldo Lopes PTMG e Maria do Rosrio PTRS ambos coordenadores da Frente parlamentar em defesa dos Institutos Federais da coordenadora geral do SINASEFE Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educao Bsica Profissional e Tecnolgica Camila Marques e do professor Charles Okama reitor do IFSudesteMG e coordenador da cmara de administrao do CONIF Conselho Nacional das Instituies da Rede Federal de Educao Profissional Cientfica e Tecnolgica A luta central da educao no prximo perodo precisa ser contra os cortes de verba S com uma ampla mobilizao popular poderemos derrotar esse crime contra a educao pblica brasileira e mais derrubar o governo fascista de Jair Bolsonaro e construir em seu lugar um governo popular Coordenao geral da FENET Emergem de certo esquecimento os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 quando dois avies comerciais se chocaram contra as torres gmeas do World Trade Center em Nova York Um estado de comoo tomou conta do mundo O presidente dos EUA George W Bush apressouse em declarar guerra ao terrorismo elegendo como alvo a Al Qaeda organizao chefiada por Osama Bin Laden terrorista formado pela CIA para enfrentar os soviticos que haviam ocupado o Afeganisto em 1979 No entanto para muitos o atentado s torres gmeas no foi devidamente esclarecido Vrias questes duvidosas a seu respeito no foram respondidas e at hoje pairam no ar como uma nuvem de fumaa a ameaar o grande castelo de mentiras assassinatos chantagens censuras e podrido moral que se transformou o governo imperialista norteamericano Contradies que revelam a verdade Fruto das contradies que se acentuam atualmente entre Rssia e EUA devido ao bloqueio econmico imposto ao pas aps a anexao da Crimeia e o apoio aos rebeldes separatistas da Ucrnia o presidente russo Vladimir Putin tem retomado a discusso sobre o atentado como barganha para frear os intentos norteamericanos na regio Putin diz possuir imagens de satlite que demonstram que o governo Bush e seus sucessores como cmplices est envolvido na morte de mais de 3000 pessoas pelo nico motivo de salvar a indstria blica norteamericana do buraco em que se encontrava na poca Alm disso era necessrio alavancar a indstria petrolfera estadunidense O episdio serviu para devastar o Afeganisto a procura de Bin Laden e pilhar os milhes de litros de petrleo dos campos do Iraque sob a acusao de que Saddan Hussein possua armas qumicas de destruio em massa Bin Laden foi morto dez anos depois e os imperialistas foram obrigados a admitir que mentiram sobre a existncia de armas qumicas de Saddan Em 2006 os jornalistas brasileiros Marcelo Csettkey e Marcelo Gil aps quatro anos de pesquisas lanaram o livro Crime de Estado A verdade sobre o 11 de setembro e chegaram naquela poca mesma concluso que est vindo tona a partir do acirramento das disputas entre os estados imperialistas por mercados e posies militares estratgicas O que descobriram 1 Os rgos de inteligncia norteamericanos CIA FBI NSA CSG o Pentgono e a Casa Branca estavam amplamente informados meses antes de 11 de setembro da presena de terroristas ligados a Al Qaeda em territrio nacional e com objetivos claros de promover um atentado ao WTC Trs relatrios determinantes foram abafados engavetados ou mesmo adulterados para que as investigaes no fossem adiante 2 O presidente do Egito Hosni Mubarak o ministro do Interior Afego Ahmed Wakil Muttawakil e o Mossad servio secreto de Israel alertaram o governo Bush sobre a possibilidade de atentados sequestros de avies e mortes em massa 3 Nenhum dos quatro voos que mudaram de rota no dia 11 foram interceptados ou mesmo abatidos pelo sistema de defesa dos Estados Unidos procedimento considerado obrigatrio Entre a decolagem do primeiro avio e o choque com a torre houve um intervalo de mais de 30 minutos tempo suficiente para a interceptao aviso de retorno rota original e tomada de deciso pelo alto comando para abatlo 4 Apesar de a imprensa norteamericana ter acompanhado as investigaes prvias e denunciado a omisso das autoridades ela muda completamente seu comportamento e deixa de questionar o governo a respeito das investigaes posteriores aos atentados pois se submeteu censura explcita do Estado ganhando como recompensa a alterao da legislao que regula o mercado de comunicaes no pas favorecendo o monoplio da mdia Os principais beneficiados por essa medida foram os seis grandes conglomerados miditicos ianques Time Warner CNN CBS Disney ABC General Eletric NBC Universal e Fox 5 Da mesma forma o Senado norteamericano se absteve de tomar as medidas necessrias frente aos relatrios e denncias recebidas pela comisso estabelecida para estudar toda a situao Conforme Deonsio da Silva na apresentao do livro se como disse Engels a cincia a eliminao progressiva do erro a mdia parece empenhada em momentos decisivos na eliminao progressiva da verdade Novas revelaes Recentemente uma equipe de oito pesquisadores liderados pelo professor Niels Harrit da Universidade de Copenhagen Dinamarca comprovou a existncia de explosivos altamente tecnolgicos em amostras dos escombros das torres gmeas e do prdio 7 Essa descoberta pode explicar a queda livre dos prdios num processo de demolio implosiva controlada Os avies no poderiam derrubar as torres gmeas devido temperatura do combustvel no ser suficiente alta para derreter ao O impacto tambm no podia ter afetado
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a estrutura tal como afirmado pelo governo norteamericano uma vez que o prdio foi projetado para suportar avies daquele tamanho Ferro derretido na base dos prdios ficou vivo por vrias semanas E por trs meses fotos infravermelhas de satlites mostraram bolses de alto calor nas torres Alm disso o empresrio Larry Silverstein em 24 de julho de 2001 adquiriu todo o complexo do WTC dois meses antes do ataque e segurou os prdios em dois bilhes de dlares contra ataque terrorista algo como todos sabemos um tanto incomum Como no se consegue sustentar uma grande mentira por muito tempo alm da ameaa de Putin outras evidncias da farsa que foi o 11 de setembro vo aparecendo e provando a tese de que o governo Bush foi mentor e articulador dessa barbaridade contra seu prprio povo e a humanidade Marcos Villela Rio de Janeiro Interessante ponto de vistaestive no Ground Zero duas vezes e pensei muito a respeito do acontecido aquele dia 11 de setembro Um avio sem destroos atingindo o Pentgono um outro a deriva pelos ares da Pensilvaniamuito esquisito um pas com tamanho poderio militar no ter feito nada antes dos acontecidos e depois do primeiro impacto contra o WTC Muuuuito estranho realmente Tudo nos deixa confuso Eu no sei porque O BIN LADEn ou a sua organizao no lanaram um desmentido sobre a autoria do atentado e optaram por se calar e se deixar perssiguir O que mais causa estranheza na estoria do 1192001 que naquela data e hora maldita que Deus me perdoe o presidente BUSH estava com crianas em uma Escola bem distante dos atentados e desgraa consumada pelos terroristas fazendo palestra estudantil quando milhares de inocentes morriam nas mos de seguidores de ALA Ora o prprio Deus ALA com certeza no concordaria com tamanha barbarie Uma coisa certa PUTIN sabe a verdade o prprio BUSH sabe da verdade e muita gente imperialista sabe da verdade pois se beneficiaram com a desgraa americana e so sim assassinos to quanto os autores terroristas que praticaram o ato maldito So coisas que at o prprio DIABO no concorda Vocs no acham Mas o verdadeiro DEUS criador do cu e da terra no perdoa alquem vai pagar a morte daqueles inocentes assim est na estoria dos sculos e sculos exemplos so Hitler Ramesses etc etc esses canalhas que se diziam humanos criaturas de DEUS mo no so so escorias da humanidade como dissenem o DIABO os querem Saudaes JOHNBrazilamo meu Pasminha Ptria quero lutar contra qualquer terrorismo contem comigo DEUS a maior verdade esperem By Com a queda do Muro de Berlim e fim a URSS alm da crise na industria blica os EUA precisavam arrumar um novo inimigo pblico nmero 1 para defender o mundo isto os TERRORISTAS RABES e de quebra sugar milhes de barris de petrleo invadindo o IRAQUE e o AFEGANISTO Tanto o governo quanto a empresa tinham por objetivo fazer com que metrovirios pagassem sozinhos pelos efeitos da crise que nosso pas enfrenta O governo Dria PSDB que vem atacando os metrovirios desde o incio do seu mandato tentou usar a pandemia como desculpa para acelerar o processo de sucateamento e privatizao do Metr e a retirada de direitos dos trabalhadores Na prtica a greve barrou o plano da gesto PSDB de acabar com o acordo coletivo da categoria e cortar permanentemente metade do adicional noturno extinguir a gratificao por tempo de servio e reduzir em 10 os salrios entre outros cortes de direitos Horas depois de aprovarem a greve os trabalhadores do turno da noite no entraram para seus postos e os piquetes nas bases cresciam conforme o tempo passava Em poucas horas os metrovirios de So Paulo mostraram o poder de sua mobilizao A paralisao mobilizou inclusive as trabalhadoras e os trabalhadores do Centro de Controle Operacional do Metr CCO que no aderiam a uma greve da categoria h 30 anos Por entenderem o papel fundamental que cumprem para o restante da classe trabalhadora na cidade de So Paulo os metrovirios se dispuseram a dialogar com o governo do Estado e propuseram a manuteno do atual acordo coletivo mesmo que no houvesse aumento real dos salrios no ano de 2020 mas o secretrio e a empresa no estavam abertos negociao e pareciam duvidar da capacidade da categoria de parar a operao Aps vrias reunies e audincias de conciliao mediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho TRT e com a categoria de braos cruzados o secretrio Alexandre Baldy e a direo do Metr foram obrigados m obrigados a recuar e aceitaram a proposta de conciliao do TRT Dessa forma os metrovirios demonstraram mais uma vez a fora da categoria e deram exemplo de luta por seus direitos aos demais setores da classe trabalhadora A empresa se comprometeu a pagar integralmente os salrios alm de renovar as clusulas do acordo coletivo at abril de 2021 Tambm ficou acordado 50 de adicional noturno a manuteno do adicional de frias a gratificao por tempo de servio e a manuteno de 100 das horas extras Essa importante vitria dos metrovirios deve ser comemorada por toda nossa classe e servir de motivao para o desenvolvimento de outras lutas pas afora Ainda que as condies que enfrentamos sejam duras e a mobilizao e organizao do povo esteja enfrentando grandes desafios a greve dos metrovirios de So Paulo mostra que a organizao das trabalhadoras e dos trabalhadores o nico caminho para derrotar o fascismo e destruir os planos dos patres e seus governos Ainda hoje o feminicdio est presente na sociedade e no Brasil aumentam os casos a cada dia A violncia fsica e sexual enraizada na vida das mulheres dentro do sistema capitalista Julia Linhares Rio de Janeiro MULHERES No interesse do capitalismo proteger as mulheres As que vivem sob esse sistema econmico so apenas uma mo de obra barata Alm disso muitas so exploradas com duplas jornadas de trabalho no remunerado como donas de casa De acordo com o Frum Brasileiro de Segurana Pblica foram 1350 vidas de mulheres perdidas apenas em 2020 Ou seja uma mulher foi vtima de feminicdio a cada 65 horas no pas Devese ressaltar que os casos no so todos notificados por conta do medo de ameaas do agressor Portanto ainda maior o nmero de agresses A verdade que para a burguesia tanto faz uma mulher a mais ou a menos Elas so constantemente vtimas de violncia fsica e mental A mulher colocada como inferior e no tem seus direitos respeitados No sistema de produo de mercadorias recebem salrios menores que os homens Tambm o racismo atrelado ao machismo faz com que a atitude de agredir corpos femininos seja normalizada na sociedade Fruto da escravido que assolou os povos negros a mulher negra e pobre enfrenta varias formas de opressoes em sua vida Essa questo tem um peso fundamental na Amrica Latina No toa no dia 25 de novembro foi criado o Dia Nacional de luta contra a Violncia mulher A convocao foi iniciada pelo movimento feminista latinoamericano em 1981 que marcou a data do assassinato das irms de luta Mirabal na Repblica Dominicana As polticas pblicas para encerrar de vez com o abuso contra a mulher devem ser exigidas por todos comprometidos com a humanidade J chega de tanto descaso as mulheres devem se unir para extinguir esse sistema capitalista que nos mata todos os dias Mais de 6000 pessoas da comunidade do Pinheirinho foram despejadas numa operao de guerra fascista e de terrorismo de Estado O Governo terrorista de Geraldo Alckmin em nome dos abutres da especulao imobiliria aplicou o imprio do mercado e da propriedade privada contra o direito vida e moradia No Brasil as classes trabalhadora e camponesa lutam muito Que tipo de luta pode ser emancipatria Por luta no nos referimos luta diria individual e familiar para sobreviver de uma trabalhadora que recebe mensalmente apenas um salrio mnimo ou batalhando na economia informal como camel ou fazendo bicos bvio que esse tipo de luta necessria e imprescindvel para a sobrevivncia de grande parte da classe trabalhadora No tratamos tambm de luta individualista na escalada de competio que o sistema capitalista desencadeia e fomenta aos quatro ventos luta para entrar em uma universidade luta de uma pessoa para ser aprovada em um concurso pblico luta para se tornar uma empreendedora luta para enriquecer e se tornar uma pessoa opressora s vezes ou muitas vezes sem ter inteno deliberada de oprimir Enfim no luta como trabalho no sentido de doulos trabalho anlogo situao de escravido Referimonos luta pela terra e por todos os direitos sociais no sentido de um processo conflituoso permanente militante e que se constri nas brechas das leis que sustentam a ordem estabelecida do capitalismo Na luta contamos com a contribuio do Direito Alternativo brechas na legalidade do Estado capitalista ou luta travada como desobedincia civil dentro da conscincia de que ou se conquista na marra ou no se conquista Nessa perspectiva nos inspiramos no Direito Achado na Rua Direito Subversivo wwwodireitoachadonaruablogspotcom para conquistar transformaes sociais por meio de conquistas de direitos sociais entre os quais est o direito de acesso terra Segundo Roberto Lyra Filho direito processo dentro do processo histrico no uma coisa feita perfeita e acabada aquele viraser que se enriquece nos movimentos de libertao das classes e grupos ascendentes e que definha nas exploraes e opresses que o contradizem mas de cujas prprias contradies brotaro as novas conquistas LYRA FILHO 2003 p 86 Essa luta coletiva e subversiva envolve vrios aspectos e dimenses a Trabalho de base para reunir os camponeses injustiados os semterra e despertar neles que somente atravs da luta coletiva na unio e com organizao se conquistam direitos sociais b Formao contnua para despertar nos semterra sua fora e o seu potencial de emancipao muitas vezes abafado e acorrentado pela ideologia dominante c Organizao e realizao de Ocupaes de latifndios que no esto cumprindo sua funo social d Organizao interna nas ocupaes o que passa pela criao de ncleos de famlias realizao de reunies e assembleias ordinrias diariamente ou de dois em dois dias ou pelo menos semanalmente A organicidade da luta em uma ocupao exige a criao de Comisses de Segurana de Sade de Cozinha e Alimentao de Comunicao de tica e Disciplina de Infraestrutura etc e Organizao e realizao de lutas coletivas tais como marchas bloqueio de rodovias acampamento diante do Tribunal ocupao de prdios pblicos onde so tomadas decises que agridem a dignidade humana do campesinato f Constituio e cultivo de Redes de Apoio como por exemplo Coletivos de advogados populares como a Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares RENAP wwwrenaporgbr a Associao dos Advogados dos Trabalhadores Rurais no estado da Bahia AATR wwwaatrorgbr e Terra de Direitos wwwterradedireitosorgbr parcerias com igrejas ONGs professores e estudantes de universidades a partir de Programas de Extenso Universitria e outras organizaes de luta por direitos humanos nacionais ou internacionais A histria da luta pela terra demonstra que a construo e o cultivo de todas essas dimenses e aspectos de forma bem articulada e entrosada so imprescindveis para o xito da luta isto para que processos emancipatrios irrompam e se desenvolvam A luta pela terra diz respeito disputa por territrio questo tambm de soberania no sentido macro e de autonomia em sentido micro O campesinato no precisa do capitalista e nem do proletariado porque ao conquistar a terra ele pode plantar e produzir o necessrio para seu sustento e se reproduzir mas o capitalista e o proletariado precisam do campesinato pois sem a produo da agricultura camponesa o proletrio e o capitalista no se alimentam Sem se alimentar o proletrio no ter fora de trabalho para ser vendida no mercado ao proprietrio dos meios de produo do capital Eis um dos aspectos que nos faz levantar a hiptese de que a luta pela terra seja fator de emancipao humana A luta pela terra acontece por meio de luta coletiva No via trabalho individual segundo o slogan que cada um faa sua parte que engodo Cada um fazendo sua parte apenas tranquiliza conscincias mas no mexe em nada nas estruturas opressoras do sistema capitalista Apenas migalhas se conseguem o que doura a plula mas no retira o amargo O Estado brasileiro como uma panela de feijo velho s cozinha na base da presso do fogo que se acende com os gravetos debaixo da panela Os gravetos somos ns empobrecidos e oprimidos na luta coletiva Sebastio Mlia Marques 54 anos Sem Terra assentado no PA Primeiro do Sul e integrante da coordenao regional do MST do sul de Minas Belo Horizonte MG 1962018 Gilvander Moreira 1 Referncia LYRA FILHO Roberto O que direito 17 edio So Paulo Brasiliense 2003 Foto de Gilvander Moreira na
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20 Romaria das guas e da Terra de Minas Gerais em Una MG dia 2372017 Obs Os vdeos abaixo ilustram o texto acima 1 Reocupao da Fazenda Canta GaloNova SerranaMG pelo rio Par por terra e moradia 2552018 httpswwwyoutubecomwatchvJa9cmfxNHq8 2 Respeito s 200 famlias da Carolina de JesusBH Negociao sim Despejo no 3 Parte 0952018 httpswwwyoutubecomwatchvJBKWw1CJw98 wwwgilvanderorgbr wwwfreigilvanderblogspotcombr email protected face Gilvander Moreira III Twitter gilvanderluis 1 Frei e padre da Ordem dos carmelitas doutor em Educao pela FAEUFMG licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR bacharel em Teologia pelo ITESP SP mestre em Exegese Bblica pelo Pontifcio Instituto Bblico de Roma Itlia assessor da CPT CEBI SAB e Ocupaes Urbanas prof de Movimentos Sociais Populares e Direitos Humanos no IDH em Belo Horizonte MG Email email protected wwwgilvanderorgbr wwwfreigilvanderblogspotcombr wwwtwittercomgilvanderluis Facebook Gilvander Moreira III necessrio antes de tudo realizar uma breve contextualizao do que se passou nas ltimas dcadas tanto em Belarus quanto nos outros pases do Leste Europeu sobretudo aps queda da Unio Sovitica URSS da qual estes faziam parte Aps a dissoluo da URSS na dcada de 90 os pases que antes integravam o bloco socialista e disponibilizavam populao pleno emprego acesso a sade educao e direitos sociais se viram diante de uma profunda crise com a ascenso da desigualdade da misria criminalidade e violncia num alinhamento poltica neoliberal de Margaret Thatcher e Ronald Reagan Inglaterra e EUA respectivamente Ao se deparar com essa dura realidade muitos pases do Leste Europeu que antes eram governados pelos dirigentes da luta contra o nazismo foram influenciados por elementos ultranacionalistas e neofascistas remanescentes da Segunda Guerra Mundial que decidem apontar que um alinhamento ao modelo de capitalismo selvagem dos Estados Unidos traria a soluo para a crise a partir disso que vemos aos poucos uma integrao destes pases OTAN pacto militar internacional sob domnio dos EUA utilizado para intervir militarmente sobre regimes opositores alm de ocorrer tambm uma adeso s privatizaes em massa concesses ao FMI Unio Europeia etc No entanto nem todos os pases seguiram esse modelo para superar a crise tal o caso da Belarus Preservando algumas caractersticas do antigo regime possui uma economia de fortes investimentos pblicos sendo mais da metade das grandes empresas no pas de domnio estatal e sem depender fortemente das potncias estrangeiras atingiu nos ltimos anos um dos maiores ndices de crescimento do Produto Interno Bruto PIB e o maior ndice de desenvolvimento Humano IDH dentre os pases do Leste Europeu segundo o Programa das Naes Unidas para o Desenvolvimento PNUD Alm das inmeras provas documentadas da ao direta dos EUA na derrubada de regimes de poltica mais independente como j vimos na Amrica Latina e no Oriente Mdio ao longo do sculo XX a instaurao das ditaduras terroristas submetidas ao FMI e como temos visto recentemente o Golpe no Brasil 2016 na Bolvia 2019 e dezenas de outros exemplos ampliemos a questo no foco do Leste Europeu Alegando razes humanitrias ainda na dcada de 90 as foras da OTAN apoiaram e mobilizaram agresses contra a antiga Iugoslvia instalando uma base militar em seu territrio Com o rompimento do Pacto de Varsvia Acordo de apoio militar dos pases do Oriente da Europa com o bloco sovitico em oposio OTAN e o acirramento das tendncias nacionalistas e procidentais j destacadas aos poucos a Rssia num tensionamento geopoltico com os EUA se viu cercada com seus antigos aliados mudando de lado principiando em 1999 com a ingresso da Repblica Tcheca Hungria e Polnia com saudaes e aleluias das autoridades norteamericanas e em sequncia vendo em 2004 no governo de George Bush a integrao da Romnia Litunia Letnia Estnia Eslovquia e Bulgria e em 2009 sob o governo Obama tambm a Crocia e a Albnia Como o acordo prev o apoio militar coletivo caso algum membro seja atacado a poltica expansionista dos EUA tem ampliado as divises e presses polticas internacionais numa mudana da correlao de foras entre as potncias imperialistas Dentro deste mesmo mpeto em 2014 a Ucrnia maior pas do Leste da Europa que faz fronteira com a Rssia e a Belarus teve um presidente democraticamente eleito que governava desde 2010 se opondo rigorosamente entrada do pas na OTAN Como era de se esperar os EUA apoiaram e financiaram protestos contra o resultado das eleies culminando num golpe militar que instaurou por 5 anos um regime de extremadireita que sustentava grupos de extermnio neonazistas ampliando a misria e a desigualdade no pas alm de uma guerra civil que ocorre at os dias presentes Lukashenko que num movimento de resistncia presso dos pases imperialistas convoca atos de defesa da democracia em Belarus e em defesa da deciso popular no pas Com a presena de milhares de pessoas no ato ele discursa Eles nos propem um novo governo j o formaram l fora no entram num acordo sobre quem vai nos governar No precisamos de um governo de fora precisamos do nosso governo que ns elegemos Nos regimes instaurados por meio das armas e a sorte dos outros o filsofo Maquiavel comenta que estes se sustentam simplesmente graas vontade e sorte de quem lhes concedeu o Estado Vitor Daolio BRASIL Com o Estatuto da Criana e do Adolescente ECA lei 8069 institudo em 1990 surge o termo Medidas Socioeducativas que tem por finalidade serem aplicadas a adolescentes autores de atos infracionais tendo um cunho sancionatrio ao responsabilizar o adolescente pelo dano causado a sociedade e um cunho educativo ao auxilialo a descobrir novas formas de estar na sociedade educandoo socialmente por assim dizer Tais Medidas Socioeducativas so regulamentadas pelo Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo SINASE lei 12594 institudo no ano de 2012 que ir tratar sobre a aplicao e execuo das Medidas Socioeducativas classificadas como de Meio Aberto em que o adolescente acompanhado pelo Estado com a sua liberdade preservada e as medidas Restritivas de Liberdade em que os adolescentes so tutelados pelo Estado e mantidos em instituies especficas que teoricamente tem como objetivo reeducalos para a reinserilos na sociedade No estado de So Paulo essas instituies so geridas pela Fundao CASA A Medida Socioeducativa tem como objetivo inserir um carter pedaggico as antigas medidas sancionatrias que eram previstas em legislaes que tratavam de crianas e adolescentes anteriores ao ECA o Cdigo de Mello Mattos e o Cdigo de Menores O termo socioeducativo veio da Socio Educao inspirado no livro Poema Pedaggico de Anton Makarenko pedagogo da Unio Sovitica que entre os anos de 1920 e 1928 dirigiu a Colnia Grki recebendo jovens infratores e ajudandoos a tornaremse cidados ativos e posto no ECA com a inteno de que os indivduos que so enviados para cumprir as Medidas Socioeducativas consigam construir uma criticidade sobre a sociedade e sobre o local que ocupam nela que se conscientizem das exploraes sofridas e encontrem formas de atuar para superalas Sobre o adolescente encaminhado para o cumprimento da Medida Socioeducativa no devemos perder de vista de que este adolescente que comete um ato infracional est tambm comunicando algo a sociedade tentando quebrar de alguma maneira com o que lhe foi dado por ela que muitas vezes o no acesso educao formal o desemprego a negao de uma moradia digna o no acesso ao sistema de sade entre outras diversas formas de excluses promovidas pelo capitalismo e promover reflexes que o faam procurar formas mais saudveis de expressar a sua revolta sem causar dano a sociedade que muitas vezes so outros trabalhadores que possuem uma situao mais estvel Atualmente na cidade de So Paulo os adolescentes autores de atos infracionais so encaminhados pela Justia aos servios de execuo de Medidas Socioeducativas Quando em Meio Aberto tais servios so de responsabilidade do Sistema nico da Assistncia Social SUAS que iro acolher o adolescente e trabalhar para que ele seja inserido em espaos que traro a ele experincias sociais diversas escola cursos profissionalizantes oficinas etc e tambm reflexes sobre o dano causado a sociedade e incentivandoo dar vazo as suas angstias e revoltas de uma maneira mais saudvel e que no traga prejuzo a ele e a sociedade atravs de atendimentos individuais e grupais Porm com as medidas ultra liberais promovidas pelo governo diversas reas em que o adolescente encaminhado esto sofrendo com a falta de investimentos pblicos escolas degradadas e superlotadas com professores sobrecarregados e funcionrios desmotivados o que acaba por incentivar a evaso escolar Unidades Bsicas de Sade sucateados e sem condies de atender a populao dignamente o lucro sobre o servio de transporte pblico impossibilitando o acesso a prpria cidade em que mora Tal realidade faz com que o trabalho dos profissionais que acompanham os adolescentes em Medida Socioeducativa seja reduzido e dificultoso inclusive porque os prprios profissionais tambm so alvos do sucateamento dos servios pblicos Dessa forma as Medidas Socioeducativas acabam por serem reduzidas em muitos casos a meros instrumentos punitivos operacionalizados pelo Estado Burgus que no tem interesse de que os adolescentes encaminhados consigam superar as suas realidades de excluso social podendo despertar ainda mais revolta por parte deles fazendoos no se engajarem no cumprimento da medida Assim possvel deduzir de que a Medida Socioeducativa apesar de ter boas justificativas e ser inspirada inclusive em um pedagogo socialista encontra diversos gargalos para que seja efetuada em sua plenitude Gargalos esses criados pelo prprio sistema de produo vigente o capitalismo Portanto socioeducao deve desprenderse do termo medida e ser aplicada em sua totalidade desde os primrdios da sociabilizao do indivduo e em todas as esferas relativas a essa sociabilizao S aps esse entendimento que conseguiremos tratar de forma responsvel a questo da contraveno penal praticadas por menores de idade e no apenas oferecer alguma soluo aps a autoria de um ato infracional em que o Estado de forma paliativa tenta olhar com mais cuidado esse indivduo aps terlhe negado uma sociabilizao digna e ferido diversos direitos ao longo da vida Porm para que a lgica da socioeducao seja expandida devemos antes mudar o modo de que a sociedade olha para os jovens do nosso pas entendendo que a vida digna vem antes do lucro e um direito universal e que todas elas possuem o mesmo valor Lgica essa que s possvel atravs de uma mudana radical da nossa sociedade em que o humano se sobreponha ao econmico ou seja uma lgica socialista Apesar de existir o SINASE que padroniza os atendimentos promovidos pelos Servios de Medidas Socioeducativas tais servios e os caminhos em que o adolescente percorre por ele variam muito de cidade e de estado dependendo do tamanho da cidade da forma que o Judicirio atua e da estrutura do SUAS Foto Eisner SoaresO Dirio de Mogi AUMENTO Uma briga judicial percorre a cidade pelo preo das passagens de nibus enquanto isso osas trabalhadoresas seguem pagando altos valores para andar em um transporte precarizado As empresas de capital privado que atuam no setor Princesa do Norte e a CS Brasil em um primeiro momento afirmaram que cumpririam a deciso expedida mas que recorreriam Importante destacar que as empresas Princesa do Norte pertencente ao Grupo Comporte e CS Brasil pertencente ao Grupo Jlio Simes foram multadas em R725 mil no ano de 2017 em funo de atrasos no cumprimento dos horrios e de nibus quebrados A classe trabalhadora paga cada vez mais caro para usufruir de um servio que ela mesma sustenta e ainda assim se v prejudicada perante a fora do capital Diante desse panorama no municpio resta ao proletariado de Mogi construir e desenvolver seus instrumentos de luta na reivindicao e conquista de seus direitos Para isso se faz urgente romper com iluses burocrticas que no exigem que a classe trabalhadora se levante e v para as ruas exija de seus sindicatos e lideranas e faa com suas prprias mos o seus interesses valerem S a luta muda a vida e s a un
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idade e independncia poltica da classe trabalhadora fazem a luta avanar Pedro Dragoni Unidade Popular Pelo Socialismo Alto Tiet Faleceu no ltimo dia 3 de maio de 2017 Maria Merceditas Snchez Dotres Nascida em 6 de julho de 1938 na cidade de Holgun capital da Provncia homnima Estudou na Escola Normal com o sonho de ser professora uma pedagoga para ajudar a educar o povo cubano Entretanto logo se torna uma dedicada militante do movimento estudantil no combate sanguinria ditadura militar de Fulgncio Batista Por sua abnegada dedicao e ativa participao nas passeatas o Movimento 26 de Julho M267 decide recrutla Em abril de 1957 realiza seu novo e maior sonho tornarse guerrilheira de resistncia ao fascismo e da luta por uma Cuba democrtica soberana e socialista Foi desta maneira que ela compreendeu o significado do convite para ingressar na organizao poltica clandestina fundada por Fidel Castro Abel Santamara e Ral Castro cujo nome homenageava a histrica ao do assalto ao Quartel Moncada realizada em 1953 na cidade de Santiago de Cuba Este partido foi capaz de levar a revoluo popular cubana vitria em 1 de janeiro de 1959 e de reconstruir em 1965 o Partido Comunista de Cuba fundado por Julio Antonio Mella em 1925 J como integrante da sua clula onde todos passam a ter outro nome para dificultar o trabalho da represso adota o nome de Carmencita como seu nome de guerra Pela confiana e segurana demonstradas na organizao convocada a participar de vrias aes revolucionrias clandestinas Merceditas jovem inteligente filha de uma tradicional famlia de Holgun com apenas 19 anos troca o seu curso seu projeto pessoal para cumprir um arriscado papel de ser militante clandestina da causa da libertao do seu povo Por sua firmeza ideolgica sua f na revoluo mereceu ser designada para uma ousada tarefa a preparao de uma ao militar cujo objetivo era cumprir o justiamento do principal chefe da represso responsvel pelos sequestros torturas e assassinatos dos revolucionrios desta provncia o coronel Fermn Cowley Gallegos comandante do Regimento local Coube a ela descobrir toda a rotina os hbitos e os locais frequentados pelo carrasco para repassar as informaes a um pequeno destacamento armado do partido encarregado de impedir a continuidade dos assassinatos em srie e a eliminao dos oposicionistas de Batista especialmente os comunistas Aquela audaciosa ao s se tornou completamente exitosa na 19 sada do destacamento em 23 de novembro de 1957 Enquanto isso o M267 para protegela da reao transferiua para as montanhas da Sierra Maestra em dezembro de 1957 quando foi indicada para ingressar na Coluna 4 do Exrcito Rebelde sob a orientao do comandante Che Guevara Em maro de 1958 deslocada para compor uma nova coluna sob o comando de Juan Almeida Bosque que recebeu o grau de comandante e a misso de fundar a terceira Frente Oriental Mrio Munhz Monroy ao leste do Pico Turquino Na qualidade de pesquisadora trabalhou de 1966 a 1972 no Arquivo Nacional de Cuba e de 1973 a 1977 no Instituto de Histria Geral da Academia de Cincias da URSS em Moscou De 1977 a 1983 desempenhou um cargo no Departamento de Educao Superior da Embaixada de Cuba em Moscou De 1985 a 1989 atuou no Instituto de Desenvolvimento do Ministrio da Sade Pblica de Cuba onde realizou estudos e pesquisas sobre a sade pblica cubana no sculo 19 Nos ltimos anos de sua vida dedicouse a pesquisar estudar e a escrever sobre a histria dos combatentes voluntrios de Cuba e dos demais pases do nosso continente nas Brigadas da Guerra Civil Espanhola contra o fascismo de 1936 a 1939 Para realizar este trabalho com rigor cientfico deslocouse para Moscou por cerca de dois anos para pesquisar nos arquivos da Guerra Civil Espanhola em Salamanca e Madri Destas pesquisas e estudos resultou uma das obras mais completas acerca deste episdio obra que alm de trazer novos fatos nos ajuda a compreender o atual momento histrico marcado pelas guerras e o fascismo ideologia inseparvel da burguesia e de seus governos imperialistas Uma das revelaes do livro a de que partiu de Cuba a maior quantidade de brigadistas mais de mil entre todos os pases do nosso hemisfrio para defender a Repblica e barrar o fascismo na Espanha A obra j se encontrava com os editores quando Merceditas veio a falecer no amanhecer do dia 3 de maio Merceditas trabalhou com um esforo gigantesco para finalizar esta obra antes de morrer pois ao mesmo tempo lutava tenazmente contra um tumor canceroso que lhe roubava as foras a cada dia apesar do imenso esforo dos melhores oncologistas de Cuba Seu sepultamento e deu no Panteo das Foras Armadas Revolucionrias de Cuba com a presena do presidente de Cuba Ral Castro seus companheiros familiares amigos e de sua filha Alexandra Ramona Merceditas foi uma mulher autenticamente revolucionria Ela pertence quele raro tipo de pessoas que nunca morrem e estar presente nas lutas do valente povo de Cuba e do proletariado consciente do Brasil Merceditas foi militante do Movimento 26 de Julho do Partido Comunista de Cuba diretora da Federao das Mulheres Cubanas pertencia ao Comit de Defesa da Revoluo Brigada de Produo e Defesa Associao dos Combatentes de Sierra Maestra Recebeu em vida as medalhas de Combatente da Luta Clandestina de combatente da Guerra de Libertao e medalhas pelas dcadas de aniversrio das Foras Armadas Revolucionrias de Cuba Nas ltimas semanas um grupo de assistentes de manuteno da CBTU Minas Gerais tem se organizado e lutado por melhores condies de trabalho Faltam ferramentas e maquinrio adequados falta gua e banheiro nos locais das atividades no ptio no h higienizao devida de banheiros e vestirio jornadas de manutenes do final de semana tem ultrapassado as 16 horas Redao Minas Gerais Jornal A Verdade Durante o dia de hoje os trabalhadores e sindicato buscaram esclarecimentos por parte da empresa que justificou a ao por ter recebido uma denuncia annima de que as atividades da manuteno no estavam sendo cumpridas integralmente porque os trabalhadores dormiam em horrio de trabalho Ao chegarem na empresa para iniciar uma nova jornada 22h s 06h os trabalhadores foram surpreendidos novamente seis empregados impedidos de trabalhar e afastados por 60 dias perodo em que sero investigados Diante da situao todos os 97 empregados do ptio do turno da noite decidiram por paralisar as atividades do dia em solidariedade aos suspensos e em forma de protesto O juiz do municpio de Una regio Noroeste de Minas Gerais decretou a priso do padre Carmelita assessor da Comisso Pastoral da Terra CPT e militante dos direitos humanos Frei Gilvander O motivo para a priso foi a divulgao de um vdeo produzido pelo Frei que denuncia o envenenamento da populao da cidade de Una e regio pelo abuso de agrotxicos utilizados na marca Feijo Una No vdeo uma trabalhadora de uma escola municipal de Arinos cidade vizinha de Una relata que o feijo foi enviado para a merenda escolar e que as cozinheiras no suportaram o mau cheiro e os sinais de veneno contidos no feijo chegando inclusive a passar mal Isso se repetiu vrias vezes chegando ao ponto de at descartarem o feijo no lixo A cidade de Una a campe nacional em casos de cncer Segundo os dados da Comisso Parlamentar da Cmara Federal em Una h 1260 casos de pessoas com cncer por ano A mdia mundial no ultrapassa 400 casos anuais para cada 100000 habitantes A cidade tambm a campe nacional em produo de feijo e de uso de agrotxicos uma verdadeira ameaa a sade da populao A priso de Frei Gilvander se dar caso no retire de circulao o vdeo que faz essa importante denncia um verdadeiro ataque liberdade de expresso e informao Os diretores do Google e do Youtube esto respondendo a processo pela veiculao do vdeo Frei Gilvander um grande companheiro da luta do povo pobre e por isso desperta o dio dos poderosos Em maio por seu apoio luta do povo por moradia e denncia do despejo da Ocupao Eliana Silva e de outras comunidades sofreu dezenas de ameaas de morte Veja na entrevista ao Jornal A Verdade clicando aqui Mas segue firme na luta contando com cada vez mais apoio das comunidades e das pessoas de luta justas e honestas Veja abaixo o vdeo que motivou o decreto de priso de Frei Gilvander Natlia Alves Belo Horizonte Eu decreto a priso desse juz de Una e dos responsveis pela produo do feijo Una Estamos na luta defendemos o direito da liberdade de comunicao e de expressoA sociedade em que ter conhecimento e liberdade para escolher ou descartar os seus venenos Fora de Deus Frei Gilvander Fora Frei estamos na luta O excesso dos agrotxicos est presente em todo o nosso pas O sistema capitalista contaminou e corrompeu vrias pessoas Abraos Pe Elson Oi Gilvander muita fora Minhas oraes e meu abrao amigo Que Deus o acompanhe nesta luta pela justia P me desculpa isto sacanagem estamos em que mundo o tempo dos coroneis ainda existe este Juiz s pode estar recebendo dinheiro para fazer uma merda destas Eita mas estes coxinhas nunca perdem uma chance Esta elite branquinha carregada de safados anticorrupo Se no tem PT ento t de boa PodemosTirarSeAcharMelhor ExplicaMoroPorqueSoPT DesaTUCANAMoro Ol Frei No desanime quem colocase ao lado dos mais fracos e oprimidos ficam marcados pelos grandes grupos econmicos O capital violento Continue com f e esperana Um abrao fraterno Ser que o juiz e scio da empresa que produz o feijo envenenado Priso para os que envenenam a populao com agrotxicos Todo apoio a luta e as denncias de Frei Gilvander Fora Frei o senhor no est sozinho Absurdo Onde est o Ministrio Pblico Federal Onde est a OAB para impetrar ao contra esse desajuizado juiz que conta a lei julga em favor do rico e massacra o povo Esse pagar caro por seus desmandos pois tambm se torna assassino Abuso de poder deste juizinho O padre est defendendo os interesses da populao e este juiz do agronegcio nocivo ao povo Estes cara se acham os donos da justia Abusam de seus direitos de forma a agredir inclusive a Constituio do pas O MP deveria tomar providncias urgentes contra este cidado com poder de juiz E os malditos direitistas por que no se manifestam isso e uma vergonha para o pais que quando acha algum para denunciar o dinheiro fala mais alto que vergonha meu deus ate o vdeo foi removido Se o juiz fez esta canalhice o Ministrio Publico e os direitos humanos esto vendidos s resta a ns que somos radicais as injustias MALDITOS COXINHAS Muita fora Frei Movimento de Mulheres Olga Benario A Casa Carolina foi construda a partir da ocupao de um imvel abandonado com dvida de quase 10 anos de IPTU encontrada cheia de lixo completamente revirada sem fios eltricos e com a ligao de gua cortada de fora para dentro da casa Olha eu trabalho aqui h muitos anos e pelo menos desde que estou aqui este lugar est abandonado sempre comentei com a minha colega que um desperdcio inclusive j invadiram este local antes para morar e usar drogas conta uma trabalhadora de um dos comrcios vizinho casa que concordou ser testemunha no processo de reintegrao de posse Logo nos primeiros meses em que o imvel esteve sob posse do Movimento Olga Benario foram realizados mutires para reformar a casa campanhas de arrecadao que contaram com muito apoio e que permitiram a casa ser revitalizada para abrigar mulheres vtimas de violncia Apesar de apresentarem o estado da casa e a funo cumprida pelo movimento neste espao juiz decretou a ordem de despejo para a Casa Carolina e oferece o prazo para desocuparem o imvel at junho de 2022 Mas alm do acolhimento s mulheres fortalecendo da rede de servios de atendimento s vtimas organizando profissionais voluntrias e militantes realizando capacitaes e cursos estudos sobre violncia e rodas de conversas as casas do Movimento so espaos de luta No queremos cumprir o papel do Estado queremos fazer muito mais pelas mulheres diz Indira Xavier coordenadora da Casa Tina Martins em Belo Horizonte MG 1 ocupao do Movimento As casas tambm promovem atividades de capacitaes e gerao de renda para as mulheres servem de espaos para reunies e assembleias para organizao de luta em defesa dos direitos das mulheres juventude trabalhadoras alm da realizao de formao poltica cinedebates promoo de eventos culturais e roda de leitura Atividades que so essenciais para avanar nas lutas de enfrentamento violncia e em defesa dos direitos das mulheres e para oferecer s mulheres uma nova perspectiva conforme relata uma das abrigadas da
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Casa Carolina Eu sofri com um marido ordinrio por 9 anos Por 9 anos eu passei por vrios tipos de sofrimento na mo dele porque nunca tive amparo nunca tive uma sada nunca tive uma opo Depois de tantas lutas de tantas fugas frustradas eu consegui essa que foi a minha ltima porque eu consegui o amparo de um povo bom de um povo forte Agora eu fao parte do Movimento Olga Benario eu sou filha de Olga Benario Porque conheci uma legio de companheiras e companheiros que me ampararam que me deram fora e que disseram pra mim que vale a pena lutar Assim o Movimento hoje luta por uma casa de passagem para as mulheres do ABC nossa casa tem sido bastante procurada muitas mulheres buscam abrigamento temporrio porque no tem para onde ir e no necessariamente querem ir para uma casa abrigo servio oferecido s mulheres que esto correndo risco de vida local sigiloso e que no permite que elas saiam para trabalhar ou estudar A experincia da nossa casa reafirma a necessidade de uma casa de passagem para a regio no descansaremos at conquistarmos essa poltica essencial para salvar a vida das mulheres afirma coordenadora da Casa Carolina Ainda afirmou que tentou o contato com o Consrcio Intermunicipal e com a prefeitura de Santo Andr sendo que o prefeito prometeu apoiar a Casa em reunio com coordenadoras do Movimento mas at fechamento desta matria no respondeu s tentativas de contato Venezuela est buscando a paz e o desenvolvimento porm as constantes intervenes exteriores e organizadas por Washington sufocam a independncia nacional A Venezuela detm a maior reserva de petrleo do mundo grandes reservas de ouro uma enorme biodiversidade e geopoliticamente constitui um territrio localizado estrategicamente com grande possibilidade de instalao de infraestrutura e um escoamento direto de petrleo do pas em sentido aos EUA O pas latinoamericano tem uma dimenso de 916445 km e faz fronteira com o Brasil Colmbia e a Guiana ao seu Norte tem acesso direto ao oceano atlntico no mar caribenho Nesse territrio temos enormes reservas de petrleo gs natural ferro ouro bauxita e diamantes do mundo inteiro No que diz respeito s importaes do total de produtos importados 22 num valor de US 203 bilhes so leos de petrleo refinados e metais betuminosos 17 compreendem mquinas aparelhos material eltrico e suas partes 12 so importaes de produtos de indstrias qumicas ou indstrias ligadas ao setor qumico 12 so de cereais e outros produtos vegetais nisso a maior parte representada hierarquicamente por milho trigo e arroz 85 so produtos das indstrias alimentares 61 de metais comuns e suas obras 39 de material de transporte 33 de plstico borracha e suas obras 24 de matrias txteis e suas obras 23 de gorduras e leos animais ou vegetais gorduras alimentares elaboradas os outros 105 compreendem diversos ramos e artigos como calados instrumentos mdicos e etc As importaes dependentes da exportao do petrleo e metais betuminosos compe uma necessidade enorme economia venezuelana por isso de que o estrangulamento econmico promovido pelo imperialismo norteamericano sanes embargos etc so um ataque direto e sensivelmente grave economia do pas A estatstica do Banco Central da Venezuela mostra de que houve uma tentativa de desenvolver a produo industrial do pas que em muito deficitria H uma queda de quase todos setores industriais estratgicos Nos ltimos perodos houve certa tendncia melhora nas exportaes mas rapidamente as sanes econmicas sabotagens como apages e outros elementos esto minando o crescimento j sensvel Mas aqui o olhar deve ser lanado no para os 8 de diversos ramos complementares da ou nos cerca de 2 que apresentam um crescimento ao longo de 5 anos tambm no podese prender ao crescimento recente como necessariamente algo concreto e que se desenvolver nesse sentido no prximo perodo onde no h ainda como se comprovar se um crescimento tendencial ou extraordinrio H de se notar que a maior fonte econmica do pas o petrleo que representa aproximadamente 50 do Produto Interno Bruto da Venezuela est em queda no s nos 5 anos tratados mas aproximadamente desde 2010 e sobre este elemento que devese aprofundar a anlise para compreender de fato a mercadoria base da economia venezuelana Seguese aqui com tabelas preenchidas com dados retirados diretamente dos Boletins Estatsticos Anuais da OPEP Em milhes de barris por dia MBd Fonte Boletim Estatstico Anual da OPEP 2019 Em 2014 para 2015 houve um choque do petrleo tendo como motivo a extrao de leo de xisto nos EUA que inundaram o comrcio internacional uma baixa na demanda na Europa e na sia Menor o fato de que a Arbia Saudita aumentou a produo e excedeu as suas cotas estabelecidas pela OPEP houve uma contrao na Europa no crescimento econmico o que diminuiu o consumo e demanda de petrleo e gs natural Quando Chvez assume o governo em 1999 o preo do barril est extremamente baixo assim o governo venezuelano negocia com o Mxico e com a Arbia Saudita em 1999 para que se reduzisse a produo no empreendimento de aumentar o preo do barril isso feito e como a estatstica mostra todos membros da OPEP e outros reduzem a produo de petrleo em alinhamento Por volta de 2016 estoura a onda migratria venezuelana j havia migraes antes em 2015 tinha sido decretado pelo governo venezuelano estado de exceo na fronteira com a Colmbia A migrao da populao gera uma grande perca de modeobra hoje j se somam 34 milhes de refugiados e migrantes mais de 14 da populao trabalhadora venezuelana Mesmo levando em conta de que nem todos que migram compe a fora produtiva como crianas ainda um nmero forte Essa disperso da fora de trabalho gera mais um agravante no apenas econmico diminuio das foras produtivas mas tambm gera um elemento de embate poltico que virou foco internacional ou melhor foi tornado um fato poltico sobre Assim tmse um desenho resumido que o seja do perfil econmico venezuelano que se faz necessrio compreender para conseguir empregar uma avaliao correta dos eventos polticos que se do no pas A Venezuela sempre esteve sobre a mira da poltica internacional e ainda tem um trajeto poltico historicamente conturbado dos 50 presidentes que o pas teve at hoje de 1811 2019 apenas 11 foram escolhidos por eleies diretas o resto a imensa maioria foram presidentes interinos presidentes que assumiram atravs de golpes juntas eleies indiretas etc A posse de Hugo Chvez do Partido Socialista Unido da Venezuela no meio da onda progressista mundial onde a socialdemocracia teve crescimento no teve uma forte reao tal como se formou depois ou como h hoje logo de princpio A Venezuela sofreu uma crise forte na dcada de 90 devido a medidas liberais tomadas Do Governo Chvez h alguns elementos que tem de se tratar para compreender logicamente os processos polticos sociais e econmicos vigentes no pas Chvez foi eleito em um ano no qual a economia da Venezuela dava claros sinais de declnio devido baixa no preo do barril de petrleo Seu maior projeto era construir um Estado mais desenvolvimentista Em no muito tempo Chvez abre duas ofensivas uma ligada ao preo do petrleo e outra ligada Constituio Venezuelana e as negociaes comerciais e produtivas do petrleo como citado logo atrs Assim a economia venezuelana consegue se desenvolver com os ganhos do petrleo que tinha seu preo comercial valorizado Chvez empreende diversos esforos diplomticos com os pases membros da OPEP e a Venezuela vira uma liderana forte dentro da organizao assumindo sua presidncia em 2000 Logicamente as visitas do presidente venezuelano progressista diversos pases e o fortalecimento da OPEP alertou os Estados Unidos que rapidamente comea a articular sua ofensiva sobre a Venezuela no s uma liderana mas tambm detentora de importantes recursos naturais Uma das propostas na campanha eleitoral era de alterar a ordem institucional do Estado venezuelano alterando a constituio Mas se fez inevitvel compreender de que seria necessrio grande fora poltica para tal e que essa por sua parte s viria com a retomada de um crescimento econmico na Venezuela em que esta por sua vez s seria construda com a alta do preo do petrleo j que como visto uma parte determinante da economia venezuelana est escorada sobre a indstria petrolfera O governo de Chvez aps ter lidado nas limitaes polticas e ideolgicas que estavam dadas em seu governo com o preo e comrcio do petrleo volta sua ateno poltica interna onde Chvez prometeu grandes mudanas desde sua campanha elas se do principalmente no mbito da reforma constitucional e alterao de determinadas leis Foi convocado um plebiscito em incio ao mandato para debater a necessidade de uma nova constituio que teve parecer favorvel de 88 com um nvel de absteno alto de 60 o projeto constitucional foi submetido plebiscito com aprovao de 70 Houve a eleio dos membros da Assembleia Nacional Constituinte onde a maioria das cadeiras eram ocupadas por chavistas As leis habilitantes diz Gabriel Boff Moreira previstas no Artigo 203 da Constituio de 1999 so aquelas sancionadas pela Assembleia Nacional por voto de trs quintos que estabelecem os limites temporais e materiais dentro dos quais o Poder Executivo poder legislar Essa categoria legislativa estava presente igualmente na Constituio de 1961 No Brasil corresponderia s leis delegadas previstas no artigo 68 da Constituio Federal de 1988 Digase de passagem de que esse costume de governar por decretos hoje uma das principais polticas de atuao do Governo Trump nos EUA e foi comum durante o Governo Temer no Brasil A oposio feita contra o governo se edificam entre um pacto de alguns setores e instituies as empresas petroleiras o capital financeiro a cpula do movimento sindical dos trabalhadores CTV a Igreja o alto comando das Foras Armadas as grandes corporaes de telecomunicaes e a Fedecmaras Federao Venezuelana de Cmaras de Comrcio e Produo A burguesia que antes dirigia a empresa sem vnculos com a OPEP perdeu determinados privilgios com a nova legislao Durante a nova diretiva da PDVSA ocorreu o primeiro Paro em 2001 articulado pelo alto escalo da empresa petroleira Em 2002 a CTV juntamente com o apoio de militares como o Coronel Ronald Mac Common aliado militar dos EUA na Venezuela e o tenente coronel James Roger discutiam um golpe contra Chvez A CIA mobilizou junto alguns militares venezuelanos aos dirigentes da Fedecmaras e aos lderes sindicais com o objetivo de coordenar a converso do que seria uma greve resultante no golpe de 11 de abril de 2002 quando Pedro Carmona chefe supremo da Fedecmaras foi nomeado presidente da Venezuela e dissolveu a Assembleia Nacional Mesmo que o golpe tenha durado apenas dois dias a articulao comprovada por parte dos EUA em conjunto com a burguesia venezuelana deve e d a verdadeira noo de qual o conflito presente na Venezuela o conflito de classes e de naes Aps o golpe e retomado o governo por Chvez que tinha um amplo apoio das bases das foras armadas dentro do contexto do reformismo se deu uma srie de programas sociais Um dos principais programas Barrio Adentro relata a Luiza Elena Barroso Santoro graduada em Economia pela UFRJ foi elaborado atravs de um acordo entre Venezuela e Cuba em que o primeiro fornecia petrleo a condies favorveis ilha e esta pagava parte da quantia em servios Milhares de mdicos professores e treinadores esportivos foram enviados Venezuela contribuindo para a melhora do precrio sistema de sade e para reduzir significativamente o analfabetismo no pas Aos poucos o governo injetou grande quantidade de dinheiro no sistema pblico de sade construindo hospitais clnicas comunitrias e centros de reabilitao alm de fazer obras nos hospitais j existentes Eram muitos os programas educacionais havendo tambm a inaugurao de uma universidade dedicada a alunos de classe baixa Foto Reproduo O proletariado venezuelano como classe que tomar em suas mos o protagonismo da histria se mostrou disposto e presente na constante luta contra o imperialismo norteamericano mesmo que tomada pela iluso do reformismo revisionismo e conciliao chavista A coexistncia pacfica com a propriedade privada no atende qual a natureza poltica da luta proletria No pode deixar de se reconhecer a disposio de luta do povo venezuelano inquebrantvel que se coloca como combatente principal no cenrio poltico bvio que aqui escreve Queops pretendemos apenas dar uma humilde opinio Nunca se pode deixar de dizer isso Nesse momento o povo venezuelano nos d aula de resistncia grosseria do poder imperialista dos EUA e seus associados Deve portanto ser saudado por ns com todas as foras Devemos defender incondicionalmente o seu direito autodeterminao compreendendo que o processo revolucionrio est em suas mos e que daqui respeitamos absolutamente sua experincia e suas decises Ficar criticando Maduro nesse momento comparandoo a um ditador ou coisa que
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o valha como faz uma parte da esquerda vacilante do Brasil fazer o jogo do Imperialismo Todo apoio Venezuela rebelde Saudaes solidrias e revolucionrias desde aqui camaradas Ptria ou morte venceremos O povo venezuelano em geral tem conscincia clara de que hoje a Venezuela a disputa geopoltica principal E se apresenta como um povo consciente no necessariamente um proletariado maduro mas que tem conscincia do desenrolar poltico dado sobre determinada tica ideolgica Contra o imperialismo na resistncia contra a ofensiva da burguesia monopolista sobre a Venezuela a classe trabalhadora no encontra nem jamais encontrar aliados em outros setores da burguesia A nica resistncia da nao venezuelana a classe trabalhadora somente ela ter linha e a disposio para efetivamente combater o imperialismo tal como vem feito As contradies de classe esto em ascenso no mundo tomando um carcter muito particular e avanado na Venezuela certamente ainda no chegamos a situao revolucionaria nem ao choque frontal entre a burguesia e o proletariado mas vamos nos aproximando aceleradamente de um cenrio definidor produto da decomposio do capitalismo que j no capaz de gerar bens para as maiorias exploradas aumentando a capacidade de seu prprio coveiro Todavia a contradio entre a classe operria e a capitalista no est no centro da luta porque o enfrentamento pelo controle do aparato do Estado se d principalmente entre a pequenaburguesia e o governo a burguesia emergente favorvel ChinaRussa e a burguesia tradicional prianque que quer recuperar o espao perdido e que refletem entre outras o nvel da contradio interimperialista que avana com mais fora em uns pases de que em outros mas que est presente em todo o mundo desde a origem do imperialismo A classe operria os camponeses e o povo vo aumentando nossa presena no cenrio de lutas principalmente em manifestaes de rua compreendendo por vez que necessrio empurrar para maiores nveis de organizao e mobilizao para posicionar o projeto do proletariado como pertencente das massas exploradas tendo sempre em primeiro lugar os ensinamentos de nossos clssicos que mantiveram uma orientao classista sobre a base de ter claro o inimigo principal as foras aliadas e de reserva para estruturar uma tctica que se foi esboada no Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels nas teses sobre o problema colonial e nacional de Lnin e nos fundamentos do leninismo de Stlin entre muitos outros documentos fundamentais para compreender acertadamente a ttica marxistaleninista nos processos democrticoburgueses No Manifesto do Partido Comunista se encontra a orientao definidora onde se define no captulo 3 os diferentes tipos de socialismo existentes para a poca assim como a ATITUDE DOS COMUNISTAS EM FRENTE AOS DIFERENTES PARTIDOS DE OPOSIO donde encontramos a mxima Os comunistas combatem pelos interesses e objetivos imediatos da classe operria mas ao mesmo tempo defendem e representam no movimento atual o futuro do movimento Aliamse na Frana ao partido democratasocialista contra a burguesia conservadora e radical reservandose o direito de criticar as frases e as iluses legadas pela tradio revolucionria Orientados pelos nossos clssicos e pela anlise concreta da realidade concreta nosso partido chegou a concluso que em estes momentos necessrio priorizar o ataque contra o imperialismo ianque inimigo principal no somente do povo venezuelano que se encontra submetido um bloqueio financeiro e comercial seno de toda a humanidade denunciando por vez as intenses opressoras do bloqueio imperialista da China e Rssia que tambm trabalham por apropriarse das riquezas e explorar os trabalhadores A crtica s iluses da pequenaburguesia no governo com todo seu emaranhado ideolgico reformista parte da poltica do Partido Comunista MarxistaLeninista da Venezuela que contrape essas expresses do velho socialismo utpico agora denominado como socialismo do sculo XXI com o referente poltico do socialismo cientfico base das ideias marxistaleninistas contribuindo ao debate poltico com um ingrediente proletrio e combativo que contribui na educao e organizao das massas populares em torno de seu partido e suas expresses pblicas Atravs de seus diversos mecanismos de conexo com as massas o PCMLV se encontra nas lutas que esto a classe operria os camponeses e o povo gerando aes contra os ambos bloqueios imperialistas expressados nas diversas fraes da burguesia nacional que dependem diretamente dos capitais imperialistas e que no tem realmente vida independente nem um projeto verdadeiramente nacional A classe operria necessita seguir aumentando a capacidade organizativa e de mobilizao melhorar sua presena na direo e prepararse para o momento de luta mais intenso contra seus inimigos de classe que em meio do processo de combate ir ascendendo em seu nvel de confrontao at desembocar na situao revolucionria com toda sua extraordinria carga transformadora A luta de classes na Venezuela hoje de maneira poltica secundarizada pelo governo chavista na sua poltica de conciliao mas ainda h comunistas consequentes na luta e dispostos a organizar a tomada de poder O proletariado venezuelano d uma chance ao regime chavista pois de fato ele promete solucionar os problemas do povo para alm o povo venezuelano desde o campesinato o proletariado os militares se mostram dispostos para construir uma nao justa e soberana se empenham e se o projeto de Chvez est em dada conjuntura seguindo ainda hoje se deve unicamente ao esforo coletivo primevo e determinante da classe trabalhadora do pas Ao mesmo tempo como dito apenas a classe trabalhadora venezuelana poder e o faz desempenhar uma verdadeira resistncia contra o imperialismo e essa que devemos prestar solidariedade As intervenes imperialistas na Amrica Latina so inmeras e digase de passagem sem a constante explorao e genocdios promovidos na Amrica Latina frica e sia no teria sido possvel o desenvolvimento do capitalismo A revolta do povo trabalhador cresce exponencialmente e os eventos recentes expe nitidamente o que o que no sistema capitalista As potncias imperialistas disputam seu posicionamento dentro dos pases subdesenvolvidos e explorados se constri na Venezuela um palanque para um espetculo onde os protagonistas sero os EUA a China e a Rssia Enquanto o povo venezuelano ser marginalizado e ainda ter de limpar os escombros do espetculo Fica claro quem est do lado dos trabalhadores e quem est do lado dos exploradores Por fim se as condies materiais assim se darem e essas essas j esto assim dadas h uma chance de avano revolucionrio superando o sistema capitalista dado na Venezuela As famlias do Acampamento Dom Luciano no municpio de Salto da divisa regio do Baixo Jequitinhonha MG precisamente as 43 com total de pessoas flutuante que perseveram na luta h mais de dez anos tm demonstrado convico de que esto no rumo certo e no vacilaram em momento algum Sabiam muito bem que no h ventos favorveis para quem no sabe aonde quer chegar Carregavam sempre consigo o sonho construdo em mutiro com as prprias mos e acordado o da conquista da terra Esse sonho coletivo que foi sendo sonhado acordado na luta coletiva se tornou um dos trunfos que fez a luta pela terra seguir rumo a emancipao Aps dezenas de anos sendo semterra na luta pela terra em luta coletiva se tornaram Sem Terra bvio que as palavras no so unvocas mas sempre anlogas podem ter significados diversos e inclusive mudar de sentido ao longo do tempo conforme novas interpretaes Na luta pela terra sob a liderana do MST se convencionou que semterra a pessoa realmente semterra e que continua isolado sendo expropriado e explorado pelos latifundirios pelo latifndio e pelo sistema do capital E Sem Terra o semterra que se torna militante ao abraar a luta coletiva pela terra A experincia e a histria de luta pela terra indicam que quem se torna Sem Terra conquistar a terra mais cedo ou mais tarde caso no desista da luta mas continuar tendo a identidade de Sem Terra e no se tornar um Com Terra pois enquanto tiver uma pessoa semterra a luta pela terra deve estar de p Eis uma amostra da realidade social e da luta histrica dos Sem Terra que aps ficarem acampados no Acampamento Dom Luciano durante muitos anos conquistaram a fazenda Monte Cristo que se tornou Assentamento Dom Luciano Antes de abraarem a luta pela terra esses camponeses derramaram muito suor na terra trabalhando para fazendeiros conforme o relato do campons Sem Terra Getlio Lopes do Nascimento que era da coordenao do Acampamento Dom Luciano Eu nasci em Vitria da Conquista BA mas fui criado aqui em Gabiarra cidadezinha aqui perto onde cheguei com dois meses de idade J lutei demais por aqui na regio Tomei conta de fazendas muito tempo por aqui Eu fui vaqueiro e eu conhecia o Salto da Divisa porque era linha para a gente passar tocando gado Quem no tem um sustento pra viver em qualquer canto o certo pra viver A gente no tinha um lugar pra sobreviver e ento a gente achou por bem enfrentar a luta com os companheiros aqui para ver se a gente arruma um pedacinho de terra para a gente viver com dignidade A gente precisava de uma ariazinha para a gente sobreviver pois a gente no tem Na cidade do Salto da Divisa quem tem tem demais e quem no tem no tem nada Aqui s tem a empresa Mineradora Nacional de Grafite e a prefeitura para o povo trabalhar Em Salto da Divisa quando se arruma um emprego se recebe no mximo meio salrio Fui a Belo Horizonte duas vezes Na primeira vez estive l dez dias e voltei para trs Depois voltei l em Belo Horizonte e fiquei mais 20 dias e voltei pra trs Achei bonito l mas para trabalhar l na cidade no gostei Nunca passou pela minha cabea mudar para uma cidade grande Estudei s a primeira srie s mesmo para assinar o nome Minha ideia est na roa Na cidade quem quer dar emprego para um idoso J sofri muito trabalhando de fazenda em fazenda como empregado H muito que procuro um lugarzinho para a gente ficar sossegado sem ser empurrado ou pisado at Deus mandar chamar No vamos desistir da luta pela terra junto com os companheiros Queremos a terra A melhor alternativa o caminho que ns estamos seguindo primeiro com Deus depois com o MST com irm Geraldinha com frei Gilvander e com todos que nos apoiam No Acampamento Dom Luciano Mendes havia um significativo nmero de pessoas acima de 50 anos de idade Tinha mais de dez pessoas aposentadas As normas de seleo do Plano Nacional de Reforma Agrria no excluem os aposentados por idade como trabalhador rural Exclui sim os aposentados por invalidez e muitos obstculos legais so colocados para dificultar o acesso terra 1 No passado quando assentado o normal era colocar o lote em nome do homem chefe de famlia mas ultimamente a prioridade passou a ser colocar o lote em nome da mulher por vrios motivos a porque a bolsa famlia em nome da mulher b h pesquisas que asseguram que h um ndice de xito maior nos emprstimos realizados por mulheres c tambm para frear o machismo e d tambm porque h casos de mulheres vivas divorciadas ou mes solteiras De fato quem nasce e criado no campo mesmo que seja forado a migrar para a cidade sempre trar o campo dentro de si e o sonho de retornar ao campo estar sempre vivo dentro de si O MST dezenas de outros movimentos sociais camponeses e os Povos e Comunidades Tradicionais na luta coletiva tm tornado esse sonho realidade Com a exausto das condies de vida nas grandes cidades a soluo ser cada vez mais voltar para o campo reconquistar a terra que expropriada e construir um modo de vida simples e sbrio no estilo do Bem Viver e Conviver dos povos originrios Por Gilvander Moreira 2 Belo Horizonte MG 29102019 1 Segundo a NORMA DE EXECUO N 45 DE 25 DE AGOSTO DE 2005 DOU 166 de 2982005 seo 1 p 122 que dispe sobre procedimentos para seleo de candidatos ao Programa Nacional de Reforma Agrria podem ser beneficirios as do Programa Nacional Reforma Agrria Art 5 O assentamento de famlias contemplar as seguintes categorias de trabalhadores e trabalhadoras 2 I Agricultor e agricultora sem terra I Posseiro assalariado parceiro ou arrendatrio II Agricultor e agricultora cuja propriedade no ultrapasse a um mdulo rural do municpio Art 6 No poder ser beneficirioa do Programa de Reforma Agrria a que se refere esta norma seguindo os seguintes Critrios Eliminatrios I Funcionrioa pblico e autrquico civil e militar da administrao federal estadual ou municipal enquadrando o cnjuge eou companheiroa II O agricultor e agricultora quando o conjunto familiar auferir renda proveniente de atividade no agrcola superior a trs salrios mnimos mensais III Proprietrioa quotista acionista ou coparticipante de estabelecimento comercial ou industrial enquadrando o cnjuge eou companheiroa IV Exbeneficirioa ou beneficiriosa de regularizao fundiria executada direta ou indiretamente pelo INCRA ou de projetos de assentamento oficiais ou outros assentamentos rurais de responsabilidade de rgos pblicos de acordo com a Lei n 862993 en
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quadrando o cnjuge eou companheiroa salvo por separao judicial do casal ou outros motivos justificados a critrio do INCRA V Proprietrioa de imvel rural com rea superior a um mdulo rural enquadrando o cnjuge eou companheiroa VI Portadora de deficincia fsica ou mental cuja incapacidade o impossibilite totalmente para o trabalho agrcola ressalvados os casos em que laudo mdico garanta que a deficincia apresentada no prejudique o exerccio da atividade agrcola VII Estrangeiroa no naturalizado enquadrando o cnjuge eou companheiroa VIII Aposentadoa por invalidez no enquadrando o cnjuge eou companheiroa se estes no forem aposentados por invalidez IX Condenado a por sentena final definitiva transitado em julgado com pena pendente de cumprimento ou no prescrita salvo quando o candidato faa parte de programa governamental de recuperao e reeducao social cujo objeto seja o aproveitamento de presidirios ou expresidirios mediante critrios definidos em acordos convnios e parcerias firmados com rgos ou entidades federais ou estaduais 2 Frei e padre da Ordem dos carmelitas doutor em Educao pela FAEUFMG mestre em Cincias Bblicas licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR bacharel em Teologia pelo ITESP SP assessor da CPT CEBI SAB CEBs e Movimentos Sociais Populares prof de Movimentos Sociais Populares e Direitos Humanos no IDH em Belo Horizonte MG Email email protected wwwgilvanderorgbr wwwfreigilvanderblogspotcombr wwwtwittercomgilvanderluis Facebook Gilvander Moreira III Obs Abaixo vdeos que versam sobre o assunto apresentado acima 1 Palavra tica na TVCBH frei GilvanderAcampamento Dom LucianoMST Salto da DivisaMG 220914 2 De Acampamento Dom Luciano Mendes CPTMST MG a Assentamento IV congresso da CPT 130715 3 Povo do Acampamento Dom Luciano do MST em Salto da Divisa MG no arreda o p da luta 220914 Correspondente nos Estados Unidos O Pentgono descreveu como um ataque ao Congresso ao prdio do Capitlio e ao processo constitucional o que muitos acreditam ter sido uma tentativa de golpe de Estado E por que os generais julgaram necessrio refrescar a memria da turma a respeito do que diz a Constituio do pas e de como funciona a democracia dos Estados Unidos Ningum sabe ainda quantos soldados policiais e marinheiros estavam presentes como agentes ativos no momento da invaso do Congresso Mas alguns j foram identificados e afastados de suas funes em departamentos de polcia de cidades do leste e do oeste do pas Alguns manifestantes foram flagrados usando comunicao por gestos que so usados pelas Foras Armadas Uma cena gravada mostra um manifestante do lado de fora diante de uma janela quebrada usando um megafone para orientar os manifestantes Dava ordens precisas a respeito do corredor certo da porta a ser aberta Havia organizao e conhecimento do interior do edifcio Alguns manifestantes que invadiram o Congresso carregavam algemas plsticas aquelas que funcionam como os zperes usados para trancar malas As autoridades acreditam que eles pretendiam fazer refns prender julgar e talvez at executar alguns polticos que se recusaram a anular os votos dos eleitores da Pensilvnia da Gergia e de alguns outros estados onde Donald Trump perdeu a eleio Em uma cena que veio tona uma semana depois da invaso um manifestante discute aos berros com seguranas do Capitlio e como quem explica que est coberto de razo ele grita Ns estamos ouvindo o Trump o seu chefe Racismo e desamparo O FBI e a Promotoria Pblica Federal esto identificando prendendo e indiciando os responsveis visveis fotografados e gravados em flagrante Mas pouco se fala das foras que alimentaram e financiaram o que culminou no dia 06 de janeiro na capital do pas Os que alimentam patrocinam e se aproveitam do sentimento de abandono que vem tomando conta de boa parte da populao norteamericana h dcadas Um abandono que vem da perda de poder aquisitivo da reduo do poder de compra real dos salrios de quem ainda tem emprego e de quem no viu milhares perderem a nica fonte de renda quando acordos comerciais facilitaram e incentivaram a transferncia de fbricas para outros pases Uma situao econmica cada ano mais difcil se mistura a um racismo enraizado em boa parte da populao To enraizado que as foras de segurana no se sentem em princpio ameaadas ao saber de protestos de grandes propores quando os presentes so quase exclusivamente brancos Joe Biden falou sobre isso nas mdias sociais Com todas as letras lembrou que no vero quando muitos manifestantes eram negros as ruas da capital estavam lotadas de militares e policiais Em janeiro quando todos eram brancos ao contrrio do vero no se viu soldados da Guarda Nacional fortemente armados esperando por eles nas escadarias do Congresso Mas o racismo no explica tudo Ele um dos ingredientes do bolo que transbordou pelas janelas estilhaadas e as portas arrombadas do Capitlio e ecoou pelos corredores do poder poltico norteamericano em palavras de ordem como Enforque Mike Pence o vicepresidente de Donald Trump entre outras Todos convencidos de que a causa era justa e necessria A tentativa de golpe trouxe tona um possvel racha futuro dos republicanos Mais de 100 deputados do partido votaram a favor da anulao dos votos da Pensilvnia e do Arizona Muitos convencidos de que Trump est certo Outros mais cnicos temem a popularidade do expresidente j que vo enfrentar as urnas em dois anos Muitos j falam em uma diviso do partido e na criao de uma legenda liderada por Trump que vai levar com ele vrios representantes hoje no Partido Republicano Esse seria um incentivo para vrios lderes do partido votarem a favor do impeachment no Senado No como forma de encarar a histria e condenar o golpista maior mas sim para impedir Trump de concorrer a qualquer cargo legislativo no futuro e assim se livrar da concorrncia Mercado financeiro financia extremadireita O Congresso j se organiza para investigar o que aconteceu no Capitlio Mas ser que vai at o fim Difcil Alm dos meios mdias sociais canais de notcias cantos mais sombrios da internet seria necessrio seguir a trilha do dinheiro Levantar quem investiu na fabricao da revolta Aqui vai um exemplo em que meio e dinheiro se encontram no dia 4 de janeiro antevspera da invaso a presidente do Partido Republicano do Arizona Kelli Ward republicou a postagem de Ali Alexander um dos organizadores da manifestao que dizia estar preparado para dar a vida pela luta E ela comentou embaixo Ele est E voc No mesmo dia de prprio punho ela elaborou outra mensagem Isso o que fazemos quem somos Viver por nada ou morrer por algo Esse o meio No caso o Twitter A fonte financeira que deveria ser investigada vem do mercado financeiro Os maiores contribuintes das campanhas de Kelly Ward so Robert e Rebekah Mercer pai e filha administradores de fundos hedge Nas campanhas de 2016 e 2018 deputados tm mandados de dois anos os dois foram os maiores contribuintes de Ward A famlia tambm financia vrias organizaes que agora propagandeiam mentiras a respeito das eleies seguindo a argumentao da fraude popularizada por Donald Trump e motivo da revolta que invadiu o Congresso Se a investigao a respeito do que aconteceu no dia 6 de janeiro for levada s ltimas consequncias vai ser preciso levantar todas as fontes de financiamento da revolta analisar o papel das mdias sociais e da imprensa e olhar as questes de fundo que tornam boa parte da populao americana vulnervel e pronta para seguir teorias conspiratrias e chamada revolta como disse o exassessor de Segurana Nacional de Trump o general HR McMaster em um programa de televiso pouco mais de uma semana depois do ataque ao Congresso Ele destacou que uma camada da populao se sente alijada Ele no foi mais longe at porque o entrevistador no deu espao mas a sensao de abandono no se limita aos poderes polticos e sim ao poder econmico So mais de 50 anos seguidos de concentrao de renda de destruio dos sindicados de eliminao de qualquer possibilidade de olhar para a frente e ver um futuro melhor mais seguro Se Joe Biden no mexer nesse vespeiro o prximo candidato radical da direita pode ser algum bem mais esperto e preparado do que Donald Trump Pgina 09 JAV Edio 235 Por Guilherme Brasil Militante da Unidade Popular em So Paulo A luta do povo pela moradia digna uma ameaa aos lucros dos grandes milionrios que por sua vez no medem esforos para acabar com a vida do povo O documentrio Limpam com Fogo rene relatos e informaes para questionar os incndios nas favelas de So Paulo so meros acidentes ou so ferramentas do mercado imobilirio contra as ocupaes Dirigido por Rafael Crespo Conrado Ferrato e Csar Vieira o filme lanado em 2016 apresenta um conjunto de entrevistas com arquitetos urbanistas lderes comunitrios movimentos sociais parlamentares e moradores de ocupaes que esto envolvidos com incndios em favelas na cidade de So Paulo As favelas e a especulao imobiliria O principal fator que baseia o tema do filme a relao entre a valorizao dos terrenos das ocupaes e os casos de incndios De acordo com o site Fogo no Barraco as favelas removidas aps os incndios se encontram em locais de grande valorizao e logo recebem novos empreendimentos X Y Z so algumas das ocupaes exibidas que se encaixam nesse quadro e em entrevistas com moradores perceptvel a ao dos agentes do mercado imobilirio A represso Outro fator espantoso a ao policial e dos bombeiros no trabalho de combate ao fogo Os relatos revelam o desconhecimento da origem do fogo porm deixam claro que o papel da polcia manter o incndio e impedir que os moradores lutem na defesa de sua moradia O filme apresenta tambm as dificuldades dos bombeiros em utilizar os equipamentos para o combate O poder pblico Os depoimentos dos parlamentares explicitam o desdm do Estado com os pobres Entrevistados os vereadores que compunham a CPI dos Incndios nas Favelas que em sua maioria receberam verba de empresas imobilirias suas falas so tolerantes aos ocorridos alegando falta de informao ou impossibilidade de ao Os moradores Sem moradia e sem suporte os habitantes das favelas incendiadas ficam prpria sorte restando apenas sua esperana e luta No recebem auxlio aluguel to prometido pela Secretaria de Habitao alguns perdem seus familiares incendiados todos voltam a luta pela vida A batalha dos movimentos e do povo por moradia nunca foi fcil sempre um conflito entre a grande propriedade contra o direito humano de morar A burguesia em sua sede de lucro capaz de tudo e no receia a morte dos mais pobres Ao final da grave crise sanitria causada pela Covid19 a crise econmica se agravar o fascismo que hoje mostra suas garras atacar com mais fora Esse documentrio til todos que lutam em defesa da moradia para denunciar e para organizar o povo contra o fascismo e por uma sociedade justa ASSISTA Moo de repdio violao dos direitos dos povos indgenas Ns pesquisadores indgenas reunidos com nossos caciques lideranas e aliados da causa indgena por ocasio da 3 SBPC Indgena no mbito da 68 Reunio anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Cincia SBPC nos dias 03 a 08 de julho de 2016 em Porto Seguro BA vimos a pblico denunciar e repudiar os retrocessos aos direitos dos povos indgenas e expressar a defesa incondicional desses direitos inadmissvel no mbito do Estado democrtico de direito que sejam violados os direitos originrios garantidos tanto na constituio brasileira quanto nos instrumentos jurdicos internacionais dos quais o Brasil signatrio Diante do exposto repudiamos Considerando que tivemos visveis avanos no campo dos direitos formais nas ltimas dcadas nossos povos e lideranas no permitiro que grupos conservadores da sociedade brasileira retirem e anulem tais direitos conquistados custa de muita luta nossa e dos nossos antepassados Os avanos conquistados pelos nossos povos so tambm o avano da sociedade nacional qual pertencemos Nossos direitos so a busca da superao de uma subalternidade cultural e econmica imposta pelo sistema colonizador sobre nossos povos e por extenso a toda a populao brasileira No h recuo possvel No h golpe que consiga impor ao povo brasileiro o retrocesso sua dignidade e aos povos indgenas a reduo dos seus direitos As famlias e comunidades atendidas pela Rede Solidria so escolhidas com base no cadastro que o MLB est construindo em cada cidade com prioridade para pessoas organizadas no Movimento que estejam em situao de risco ou de insegurana alimentar explica Juliete Pantoja que coordena a campanha no Rio de Janeiro Kleber Santos do MLB em Pernambuco avalia que o coronavrus aumentou o desemprego e a fome agrav
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ando o risco de morte para as famlias pobres e como o governo se nega a implantar um programa emergencial de verdade que proteja essas pessoas e garanta as condies mnimas de sobrevivncia durante a quarentena em favelas e bairros quem est cumprindo esse papel o MLB e outros movimentos sociais Em Salvador as 114 famlias das ocupaes Lusa Mahin e Maria Felipa despejadas no ano passado pelo governador Rui Costa esto sendo acompanhadas pelo MLB Estamos levantando recursos junto a sindicatos pedindo contribuio em dinheiro e alimentos s pessoas e montando pontos de arrecadao em supermercados para aumentar a quantidade de itens doados s famlias um trabalho duro mas recompensador explica Victor Aicau coordenador do MLB na Bahia Em Manaus uma das cidades mais atingidas pela pandemia no pas graas s doaes recebidas por meio de uma vaquinha online a campanha j ajudou 40 famlias pobres tambm por meio de arrecadao nas redes sociais e doao de apoiadores do MLB que 300 famlias em Pernambuco esto tendo o que comer Alm das cestas bsicas o Movimento ainda doou 150 equipamentos de proteo individual para profissionais de sade que esto na linha de frente do combate ao coronavrus numa ao conjunta com o MLC e o Sindicato dos Enfermeiros de Pernambuco Seepe No outro extremo do pas no Rio Grande do Sul 800 famlias receberam doaes de alimentos e materiais de higiene alm de 150 mscaras de proteo Em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra MST essas famlias receberam tambm uma cesta de produtos agroecolgicos da reforma agrria no transgnicos Esse momento deve servir para estreitar laos entre os movimentos e mostrar que apenas com a unio da classe trabalhadora venceremos a crise acredita Carla Castro que coordena a campanha do MLB no estado J em Santa Catarina o MLB tem assistido 200 famlias de ocupaes urbanas em Florianpolis distribuindo cestas bsicas 150 mscaras de proteo brinquedos e livros para as crianas e ajudando na construo de uma cozinha comunitria na Ocupao Fabiano de Cristo Se o prprio presidente no demonstra nenhuma preocupao com as mortes causadas pela Covid19 s a solidariedade da classe trabalhadora pode garantir a vida do povo pobre de nosso pas defende Jahy Pronsato da Coordenao do MLB Em Minas Gerais o MLB organizou um cadastro nico de famlias semteto em sete cidades da Regio Metropolitana de Belo Horizonte At o final do ms de maio foram distribudas quase trs mscaras e seis mil cestas bsicas O Movimento tambm atendeu 65 famlias com a doao de botijes de gs em parceria com o SindipetroMG e a Federao nica dos Petroleiros FUP Em Joo Pessoa PB 180 famlias so acompanhadas pela rede solidria Seria muito bom que outras organizaes tivessem esse mesmo compromisso que o MLB tem com o povo afirma Niedja Lopes moradora da Ocupao Nelson Mandela Alm das cestas 350 mscaras de pano foram distribudas em comunidades da capital paraibana O mesmo acontece em Aracaju SE Teresina PI Belm PA e Natal RN cidades onde a campanha do MLB atendeu mais de 200 famlias Essa ajuda do MLB tem sido muito importante pois o auxlio do governo no est dando pra resolver A gente fica muito feliz que o movimento continue atuando mesmo nesse momento to difcil relata dona Zefinha moradora do conjunto habitacional Village de Prata em Natal Na mesma linha Poliana Souza do MLB de Minas Gerais acredita que das campanhas de solidariedade podem nascer embries do futuro poder popular impressionante como na periferia as pessoas se mobilizam para ajudar umas s outras Aqui ningum tem nada sobrando mas no pensa duas vezes antes de ajudar o vizinho que est necessitado Agora imagina isso no pas inteiro As pessoas percebendo que s o povo salva o povo que elas mesmas que precisam tomar os rumos do Brasil que elas podem governar melhor que esses engravatados que elas merecem uma vida digna Fortaleza CE a terceira cidade com mais mortes por coronavrus no pas Na capital cearense e em mais duas cidades da regio metropolitana o MLB tem garantido a alimentao de 430 famlias pobres O trabalho dividido por equipes Tem companheiros que compram os alimentos outros higienizam e montam as cestas e tem aqueles que vo fazer as entregas nos bairros explica Dianne Glebia da coordenao estadual do MLB O panorama de abandono das famlias mais pobres tambm se repete em Alagoas onde o MLB em parceria com cooperativas de catadores tem apoiado 260 famlias que vivem da coleta de materiais reciclveis e que com a quarentena viram sua renda diminuir drasticamente A minha comunidade composta por 95 de catadores de materiais reciclveis Graas a Deus e ao MLB temos a oportunidade de receber alimentos atravs da rede de solidariedade Se no fosse isso a gente teria ficado desassistido pois sem a coleta seletiva e sem poder comercializar os materiais reciclveis no temos renda no temos o sustento de nossas famlias disse dona Ivanilda Em todos os Estados a recepo da populao tem sido muito boa Temos a oportunidade de levar nossa ajuda e poder conversar com as pessoas que relatam as inmeras dificuldades que esto passando especialmente em receber o auxlio emergencial Alm de cadastros que nunca saem de anlise existem muitos pedidos negados e longas filas na hora de sacar o dinheiro Como muita gente tem dificuldade de fazer o cadastro pela falta de aparelho celular ou conexo com a internet organizamos um mutiro na comunidade para auxiliar relata Lucas Barros um dos coordenadores da campanha em Macei As brigadas de solidariedade so cruciais na vida das famlias Ns vamos nas casas delas perguntamos se esto bem passamos as recomendaes de sade entregamos as cestas bsicas O Estado deveria estar fazendo isso garantindo a vida das pessoas mas no est Ao contrrio est matando as pessoas um Estado fascista denuncia Mrcio Alves do MLB em Diadema SP A luta contra a fome durante a quarentena acompanha a luta contra a Covid19 To importante quanto impedir a propagao da doena garantir que todo mundo tenha comida na mesa enquanto durar o isolamento social acredita Carol Carvalho do MLB em Gois onde so assistidas 350 famlias da Ocupao Alto da Boa Vista em Aparecida de Goinia Alm das doaes temos feito um trabalho de conscientizao sobre os riscos da doena passando com carro de som nos bairros e desmentindo as informaes falsas divulgadas pelo Gabinete do dio de Bolsonaro relata Milena Souza do Movimento de Mulheres Olga Benrio explica que o movimento vem desenvolvendo aes especficas de apoio s mulheres na ocupao J montamos e distribumos kits com itens que no esto na cesta bsica mas so fundamentais para as companheiras como absorventes fraldas descartveis e mscaras de proteo A mesma preocupao com as mes e seus filhos existe no Rio de Janeiro cuja campanha tambm incluiu a arrecadao de brinquedos e livros infantis L a rede se mantm graas s doaes financeiras e ao recolhimento de alimentos e materiais de limpeza feitos em prdios e condomnios por militantes da UJR Ao todo 416 cestas bsicas j foram distribudas na capital Niteri e em mais quatro cidades da Baixada Fluminense explica Renan Carvalho De fato em todo o pas a orientao poltica que a coordenao nacional do MLB tem dado Rede Solidria de fazer dela um instrumento de organizao e luta durante e principalmente depois da quarentena Isso fica claro na forma como a campanha est organizada em So Paulo o estado com o maior nmero de casos da Covid19 L o movimento j atendeu cerca de mil famlias e est construindo a partir das Brigadas de Solidariedade comits populares em vrios bairros da regio do ABC Paulista Atravs desses comits os prprios moradores esto organizando aes de solidariedade como produo de mscaras de proteo arrecadao e distribuio de alimentos e ajuda no transporte de pessoas doentes para a rede pblica de sade Prova disso foram os vitoriosos panelaos promovidos pelo MLB nas periferias nos dias 31 de maro 21 de abril e 1 de maio em parceria com o MLC pelo Dia do Trabalhador Em todas as cidades onde o Movimento est presente centenas de moradores de bairros pobres ocupaes e conjuntos habitacionais bateram panela exigindo a sada de Bolsonaro da Presidncia da Repblica e a construo de um governo popular Dessa forma o MLB foi vanguarda na organizao de panelaos na periferia mostrando que o povo pobre tambm est na luta pelo Fora Bolsonaro afirma Marcos Antnio coordenador do MLB no Rio Grande do Norte Nossa luta no apenas para garantir as condies mnimas para o povo Queremos o mximo Queremos um governo verdadeiramente popular defende Lucas Barbosa do MLB em So Paulo Para ele quando algum se coloca disposio de ajudar a campanha muitas vezes sem condies de ajudar a si mesmo essa pessoa est dizendo por mais que no saiba disso ainda que o coletivo mais importante que o individual que se organizar ganhar foras para lutar A Rede Solidria do MLB seguir mesmo aps o fim do isolamento Passada a quarentena o Movimento pretende iniciar uma segunda fase com a construo de cozinhas e bancos de alimentos em alguns dos territrios onde atua A inteno tornar a Rede Solidria do MLB permanente produzindo alimentos e mobilizando as comunidades para lutar pelo direito segurana alimentar na periferia explica Poliana So sementes do poder popular que esto sendo plantadas hoje para serem colhidas em breve Movimento Correnteza criou coletivo com o objetivo de incentivar a prtica de atividade desportiva e promover coletivamente a discusso sobre esporte entre sua militncia na Universidade de So Paulo USP Daniel Lustosa JUVENTUDE Foi fundado pelo Movimento Correnteza um coletivo cujo objetivo principal o de incentivar a prtica de atividade desportiva entre sua militncia na Universidade de So Paulo Criado ao final de 2022 a iniciativa atua no estmulo realizao de alongamentos cotidianos alm de reunies que promovam o debate poltico a respeito do esporte e sade e sobre a importncia de praticarmos exerccios fsicos Sabemos hoje que a prtica de atividades fsicas essencial para todos ns tendo benefcios tanto para nossa sade fsica quanto mental Quando se trata da juventude isso se torna ainda mais importante A prtica consistente de atividades fsicas e esportivas desde a infncia e adolescncia so fundamentais para formao de um adulto que possua hbitos mais saudveis Nesse sentido o incentivo a tais prticas feito por organizaes de juventude como o Movimento Correnteza passa a assumir papel central Alm disso coletivos como este podem ter um papel importante para nossa relao com as massas estudantis Isso se d no sentido de disputar a conscincia de estudantes que participam de organizaes desportivas e tem interesse por essa rea bem como tambm em relao aos que no praticam exerccios fsicos assim os incentivando sua prtica em sua juventude Para todos ns fica claro que no sistema capitalista o acesso ao esporte e ao lazer no garantido toda populao Enquanto os grandes ricos possuem acesso a clubes com toda variedade de quadras piscinas etc a juventude pobre e trabalhadora possui menos tempo e recursos para se dedicar a isso A importncia de um ncleo desportivo tambm est no apoio que coletivamente podemos dar e assim consigamos manter frequente a prtica de exerccios e esportes Com o crescimento do nosso movimento novas aes de qualidade se tornam possveis preciso aproveitar tais oportunidades com criatividade e aprofundar nossa relao com a juventude seja nas universidades ou fora delas A iniciativa na USP um exemplo do que pode ser feito portanto caber a ns seguir inovando e construindo cada vez mais aes que contribuam para esse avano O Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas MLB e o Ncleo Carlos Marighella do MST que atua na Regio do Grande ABC em So Paulo firmaram parceria para a realizao de um curso de formao sobre a Histria das Lutas Populares no Brasil O objetivo dos dois movimentos contribuir na formao de lideranas e compartilhar as experincias de luta Queremos com o curso aprofundar o debate sobre a conjuntura as consequncias da crise do capitalismo para a classe trabalhadora e os desafios atuais da luta pelo socialismo afirma Gabriela Valentim da Coordenao do MLB em So Paulo O curso conta tambm com a participao do Ncleo de Formao Cidad da Universidade Metodista de So Paulo Umesp e do Ncleo de Estudos LatinoAmericanos Nelam do Centro Universitrio Fundao Santo Andr Cufsa As aulas acontecem aos sbados das 8h s 13h com cinco encontros na primeira etapa Os temas debatidos sero sobre o colonialismo e desenvolvimento do capitalismo no Brasil a resistncia indgena negra e popular as lutas operrias e populares no sculo 20 a resistncia e formas de luta e organizao durante a ditadura civilmilitar 19641985 o neoliberal
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ismo no Brasil e na Amrica Latina e sobre o neodesenvolvimentismo nos governos Lula e Dilma Para Marcelo Buzetto do MST essa unidade entre Sem Terra e Sem Teto entre MST e MLB no campo da formao poltica uma experincia que deve se multiplicar em todo o pas pois nenhuma organizao sozinha consegue alterar a correlao de foras na luta de classes e fazer as mudanas estruturais que queremos Da Redao com informaes do site do MST A classe trabalhadora acumulou ao longo de sua histria uma infinidade de lutas que visavam conquista de direitos que lhe conferissem melhores condies de trabalho Atualmente com o advento da crise geral do sistema capitalista o que se nota uma poltica orquestrada que promove constantes ataques aos direitos trabalhistas e o arrocho dos salrios Neste sentido os direitos trabalhistas conquistados pelas mulheres foram implementados mais tardiamente e estas encontraram maiores dificuldades para que eles fossem alcanados O direito do trabalho das mulheres surgiu como medida necessria e fundamental para que as mulheres alcanassem instrumentos legais que estabelecessem normas trabalhistas que garantissem para alm de suas especificidades biolgicas condies equivalentes s dos homens Os direitos das trabalhadoras no Brasil A primeira conquista trabalhista especfica das mulheres aconteceu no Estado de So Paulo no ano de 1917 Ficou proibido o trabalho de mulheres no ltimo ms de gestao e no primeiro ms psparto Em esfera federal apenas em 1923 foi conferida a licenamaternidade de trinta dias antes e trinta aps o parto Esse mesmo decreto garantia s operrias acesso a intervalos para amamentao embora sem estabelecer durao e tambm estabelecia a criao de creches ou salas de amamentao prximas s fbricas Previa tambm o estabelecimento de um caixa para auxiliar as mes pobres A Organizao Internacional do Trabalho OIT criada em 1919 previa em suas deliberaes a universalizao dos direitos trabalhistas para todos os pases As convenes 3 e 4 da OIT ambas de 1919 previam o estabelecimento de licenamaternidade auxlio financeiro estatal s parturientes e intervalos peridicos durante a jornada de trabalho para amamentao Entretanto tambm as convenes da OIT proibiam o trabalho noturno das mulheres em indstrias pblicas ou privadas Esta norma no se estendia para estabelecimentos onde trabalhavam apenas membros da mesma famlia e em casos bastante especficos O Brasil ratificou esta conveno em 1937 que posteriormente foi denunciada Muitos crticos apontavam que a proibio do trabalho noturno prejudicava as mulheres que na prtica se viam em condies desfavorveis diante dos homens e acabavam sendo submetidas a menores salrios e com campo de trabalho reduzido O que existia na prtica era um apanhado de leis e normas que mais restringiam e proibiam as mulheres de exercerem determinadas tarefas do que lhes conferiam direitos A participao das mulheres nos sindicatos As mulheres sofrem preconceito e restries por inmeras razes no mundo do trabalho e na sociedade em geral por questes biolgicas com maior destaque para a maternidade e o preconceito social imposto pela sociedade patriarcal que as discrimina pelo simples fato de serem mulheres subjugadas s tarefas do mbito reprodutivo como por exemplo as tarefas domsticas A Constituio Federal de 1988 foi instrumentalizada com mecanismos que para alm de garantir proteo e a garantia dos postos de trabalho femininos trouxe medidas para uma correta incluso das mulheres no mundo do trabalho produtivo Para alm das garantias s gestantes e parturientes com estabilidade no trabalho desde a comunicao e comprovao da gravidez at cinco meses aps o parto foram garantidas medidas de proibio de disparidades salariais entre mulheres e homens que exercem mesmo cargo proibio de discriminao ou cerceamento do ingresso de mulheres na empresa no ato de contratao etc As mulheres desde que reincorporadas ao campo produtivo foram impedidas de acessar os melhores postos Atualmente o campo do direito do trabalho da mulher se caracteriza pela busca da promoo da igualdade de direitos e condies entre homens e mulheres no mundo do trabalho e para que as especificidades para os direitos das mulheres s sejam necessrias quando do surgimento de especificidades biolgicas ou de tratamento A classe trabalhadora jamais obteve gratuitamente seus direitos Todos eles foram fruto de muitas lutas e muitos companheiros e companheiras deram a vida por essas vitrias A luta das mulheres trabalhadoras para que pudessem romper os laos legais que as colocavam juridicamente em desvantagem perante os homens no mundo do trabalho produtivo foi e ainda rdua Mesmo com as garantias de igualdade estabelecidas pela lei o que ainda vigora o acmulo de duplas e triplas jornadas que esmagam e prejudicam as mulheres que sempre se encontram em desvantagem perante seus companheiros trabalhadores Para as mulheres muito mais difcil participar ativamente dos sindicatos e ainda serem as nicas responsveis pelo trabalho domstico alm de estudar trabalhar etc Cabe ao movimento sindical consequente e s correntes verdadeiramente revolucionrias garantir s melhores filhas da classe condies objetivas para que estas possam estar frente das principais lutas e tambm de suas entidades conquistando cada vez mais espao e formao Se somente uma revoluo dos trabalhadores poder vencer todas as amarras da opresso sobre a classe jamais se pode perder de vista o fato de que mais da metade da classe constituda por mulheres Nunca demais recorrer velha frase Sem mulheres no h revoluo Sendo assim um movimento operrio sindical que verdadeiramente se proponha fortalecer a luta revolucionria deve buscar sempre o protagonismo feminino e a incorporao das mulheres nas fileiras dirigentes As mulheres reincorporadas tardiamente ao mundo do trabalho produtivo sempre sofreram carga maior no que se refere ao abuso e explorao por parte dos patres Quando se observa um discurso que classifica trabalho de mulheres e trabalho de homens fica claro que j se considera por princpio uma diferenciao entre ambos Neste sentido os direitos trabalhistas conquistados pelas mulheres foram implementados mais tardiamente e estas encontraram maiores dificuldades para que eles fossem alcanados O direito do trabalho das mulheres surgiu como medida necessria e fundamental para que as mulheres alcanassem instrumentos legais que estabelecessem normas trabalhistas que garantissem para alm de suas especificidades biolgicas condies equivalentes s dos homens Os direitos das trabalhadoras no Brasil Em 1912 iniciouse no Congresso Nacional o debate sobre o Cdigo do Trabalho que entre inmeras propostas apresentava pontos que estabeleciam regras para o trabalho feminino O texto dizia que as mulheres poderiam firmar contratos de trabalho sem o consentimento marital que a jornada no poderia ultrapassar oito horas dirias sendo vetado o trabalho noturno As gestantes poderiam se licenciar do trabalho de 15 a 25 dias antes do parto e at 25 dias depois sendo remuneradas com cerca de um tero do salrio durante esse perodo A reao dos parlamentares foi imediata Muitos afirmavam que seria uma desonra para os maridos se suas esposas adquirissem emprego sem sua autorizao Alguns afirmavam que o trabalho feminino era nocivo pois era economicamente insatisfatrio j que os homens exerciam as tarefas com superioridade Outros discordavam da remunerao no perodo de licenamaternidade porque isso transformaria a gravidez em algo cmodo e rentvel Esse projeto foi discutido por trinta anos e jamais foi aprovado A primeira conquista trabalhista especfica das mulheres aconteceu no Estado de So Paulo no ano de 1917 Ficou proibido o trabalho de mulheres no ltimo ms de gestao e no primeiro ms psparto Em esfera federal apenas em 1923 foi conferida a licenamaternidade de trinta dias antes e trinta aps o parto Esse mesmo decreto garantia s operrias acesso a intervalos para amamentao embora sem estabelecer durao e tambm estabelecia a criao de creches ou salas de amamentao prximas s fbricas Previa tambm o estabelecimento de um caixa para auxiliar as mes pobres A Organizao Internacional do Trabalho OIT criada em 1919 previa em suas deliberaes a universalizao dos direitos trabalhistas para todos os pases As convenes 3 e 4 da OIT ambas de 1919 previam o estabelecimento de licenamaternidade auxlio financeiro estatal s parturientes e intervalos peridicos durante a jornada de trabalho para amamentao Entretanto tambm as convenes da OIT proibiam o trabalho noturno das mulheres em indstrias pblicas ou privadas Esta norma no se estendia para estabelecimentos onde trabalhavam apenas membros da mesma famlia e em casos bastante especficos O Brasil ratificou esta conveno em 1937 que posteriormente foi denunciada Muitos crticos apontavam que a proibio do trabalho noturno prejudicava as mulheres que na prtica se viam em condies desfavorveis diante dos homens e acabavam sendo submetidas a menores salrios e com campo de trabalho reduzido O que existia na prtica era um apanhado de leis e normas que mais restringiam e proibiam as mulheres de exercerem determinadas tarefas do que lhes conferiam direitos A participao das mulheres nos sindicatos As mulheres sofrem preconceito e restries por inmeras razes no mundo do trabalho e na sociedade em geral por questes biolgicas com maior destaque para a maternidade e o preconceito social imposto pela sociedade patriarcal que as discrimina pelo simples fato de serem mulheres subjugadas s tarefas do mbito reprodutivo como por exemplo as tarefas domsticas A Constituio Federal de 1988 foi instrumentalizada com mecanismos que para alm de garantir proteo e a garantia dos postos de trabalho femininos trouxe medidas para uma correta incluso das mulheres no mundo do trabalho produtivo Para alm das garantias s gestantes e parturientes com estabilidade no trabalho desde a comunicao e comprovao da gravidez at cinco meses aps o parto foram garantidas medidas de proibio de disparidades salariais entre mulheres e homens que exercem mesmo cargo proibio de discriminao ou cerceamento do ingresso de mulheres na empresa no ato de contratao etc As mulheres desde que reincorporadas ao campo produtivo foram impedidas de acessar os melhores postos Atualmente o campo do direito do trabalho da mulher se caracteriza pela busca da promoo da igualdade de direitos e condies entre homens e mulheres no mundo do trabalho e para que as especificidades para os direitos das mulheres s sejam necessrias quando do surgimento de especificidades biolgicas ou de tratamento A classe trabalhadora jamais obteve gratuitamente seus direitos Todos eles foram fruto de muitas lutas e muitos companheiros e companheiras deram a vida por essas vitrias A luta das mulheres trabalhadoras para que pudessem romper os laos legais que as colocavam juridicamente em desvantagem perante os homens no mundo do trabalho produtivo foi e ainda rdua Mesmo com as garantias de igualdade estabelecidas pela lei o que ainda vigora o acmulo de duplas e triplas jornadas que esmagam e prejudicam as mulheres que sempre se encontram em desvantagem perante seus companheiros trabalhadores Para as mulheres muito mais difcil participar ativamente dos sindicatos e ainda serem as nicas responsveis pelo trabalho domstico alm de estudar trabalhar etc Cabe ao movimento sindical consequente e s correntes verdadeiramente revolucionrias garantir s melhores filhas da classe condies objetivas para que estas possam estar frente das principais lutas e tambm de suas entidades conquistando cada vez mais espao e formao Se somente uma revoluo dos trabalhadores poder vencer todas as amarras da opresso sobre a classe jamais se pode perder de vista o fato de que mais da metade da classe constituda por mulheres Nunca demais recorrer velha frase Sem mulheres no h revoluo Sendo assim um movimento operrio sindical que verdadeiramente se proponha fortalecer a luta revolucionria deve buscar sempre o protagonismo feminino e a incorporao das mulheres nas fileiras dirigentes Raphaella Mendes Movimento de Mulheres Olga Benario Dois coronis do Exrcito Francisco Jose Madeiro e Odilson Riquelme dois tenentes Gentil de Oliveira Cavalcanti e a extenente Izabella Xavier Falco Benetti alm de dois empresrios foram condenados por atos de corrupo que duraram no mnimo trs anos no Hospital Militar de rea do Recife O chefe da quadrilha era o coronel do Exrcito Francisco Jose Madeiro que recebia propina de 10 sobre as compras feitas pelo hospital junto empresa de Servios de Quimioterapia de Pernambuco LTDA Sequipe O coronel que recebeu indevidamente mais de R 245 mil foi condenado pela Justia Militar a 6 anos e 11 meses de recluso mas em regime semiaberto O esquema de corrupo no Exrcito foi confirmado por testemunhas e provas periciais Nas contas dos condenados foram constatados depsitos de quase R 90 mil Tambm cheques foram emitidos e depositados nas contas dos envolvidos Outro caso envolvendo militares do Exrcito foi a condenao do major Mrcio Pires de Arajo condenado a quatro anos e oito meses de priso por peculato por ter se aproveitado dos cargos que ocupou entre 2003 e 2005 para desviar 80 toneladas de alimentos do depsito do quartel de Santa Maria RS Foi confirmado que o major mandava subordinados entregarem os alimentos a um amigo que os repassava ao comrcio No processo foi constatada a incompatibilidade da movimentao financeira da conta bancria do major do Ex
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rcito brasileiro j que o fluxo financeiro superava o dobro dos valores dos seus vencimentos As informaes esto na pgina do STM No de hoje que oficiais das Foras Armadas organizam esquemas de corrupo Quando estavam no poder durante o perodo da ditadura militar 1964 1985 inmeros casos de corrupo aconteceram mas eram encobertos por meio de uma feroz represso e da censura imprensa Da Redao NO CONSEGUIRO DENEGRIR O EXRCITO BRASILEIRO A PROVA EST A JULGADOS E CONDENADOS COISA QUE AINDA NO ACONTECEU A MUITOS CIVIS POLTICOS CORRUPTOS QUE VENHA A INTERVENO MILITAR FORA GANGUE SUGADORA DOS COFRES PBLICOS Em Marau na Regio Norte do Rio Grande do Sul uma mulher de 38 anos foi morta a tiros pelo marido na tarde do dia 21 de janeiro O autor do crime no aceitava a separao da esposa sendo que o mesmo j possua passagens pela polcia acusado de Maria da Penha A mulher chegou em casa acompanhada da me e do filho de dois anos quando se surpreendeu com o exmarido no local A me da vtima conseguiu sair da residncia com o neto O homem efetuou disparos que foram ouvidos pelos vizinhos que ligaram pra a polcia Mesmo com a chegada da Brigada Militar Polcia Civil Corpo de Bombeiros Samu Peloto de Operaes Especiais POE de Passo Fundo e GATE Grupo de Aes Tticas Especiais de Porto Alegre o acusado continuou na residncia armado e ameaava qualquer um que se aproximasse Ele afirmava que a mulher estava viva mas aps cinco horas de negociaes o homem se entregou e dentro da casa os agentes encontraram a mulher j sem vida Esse apenas mais um caso de femnicidio no estado do Rio Grande do Sul que segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurana Pblica do Estado do Rio Grande do Sul vem aumentado desde 2017 O comparativo entre os perodos de janeiro a dezembro de 2016 e 2017 apontou as seguintes situaes no caso das ameaas constatouse uma reduo de 2480 crimes de 39606 para 37946 ou 42 a menos nos casos Fenmeno que no se observou nas leses corporais as quais tiveram um aumento Foram 293 casos a mais neste perodo de 2017 de 22667 para 22960 o que representou um aumento de 13 Os casos de estupro tambm aumentaram no mesmo perodo Foram 1574 casos em 2016 contra 1661 em 2017 O aumento foi de 87 crimes ou 55 Tambm os femicdios consumados sofreram uma queda de 96 para 83 casos 135 Foram 13 vtimas a menos em comparao ao mesmo perodo do ano passado J as tentativas sofreram um acrscimo de 232 um aumento de 263 para 324 tentativas Mas importante pensar que apesar da diminuio dos crimes de feminicidio as consequncias da ineficincia do Estado ao no cumprir a Lei Maria da Penha refletem diretamente na no diminuio da violncia contra a mulher Na cidade de Porto Alegre por exemplo h apenas uma casa abrigo para mulheres com 48 vagas alm de um Centro de Referncia que no tem capacidade de cumprir com a demanda da populao para uma cidade com mais de 700 mil mulheres A delegacia especializada da mulher conta com um atendimento precrio pois no tem profissionais preparados para amparar vtimas de violncia domstica A primeira medida do governador Sartori quando se elegeu a 4 anos atrs foi a extino da Secretaria de Polticas para as Mulheres facilitando o desmonte e sucatemanto da Rede Lils e outras polticas pblicas para mulheres Em 2014 apenas 0009 do Oramento do Muncipio foi investido na Secretaria Adjunta das Mulheres o equivalente a cerca de R400 mil reais Neste cenrio a luta da Ocupao Mulheres Mirabal se mostra cada vez mais importante e necessria Precisamos de um centro de referncia mulher capaz de gerar oportunidades de renda de atendimento psicolgico jurdico e mdico Atravs da Mirabal foi possvel garantir que as mulheres gachas tivessem acesso a um centro de referncia Ns do Movimento de Mulheres Olga Benrio a exemplo das irms Mirabal lutaremos at conquistarmos nosso Centro de Referncia em Porto Alegre e em outras cidades do nosso estado Lutaremos tambm at o fim contra esse sistema de explorao que massacra mata estupra mulheres diariamente em Porto Alegre Marau e em todo o estado do Rio Grande do Sul S a organizao das mulheres ser capaz de acabar com toda a explorao que recai sobre os pobres e em especial as mulheres para que nenhuma vida seja menos importante que qualquer lucro dentro desse sistema capitalista e patriarcal Aschelei Bastos Lehr e Thain Battesini Teixeira militantes do Movimento de Mulheres Olga Benario norte do RS Foto Adriano TomA Verdade Por Joo Coelho Sou trabalhador metalrgico Estou desempregado h uns nove meses devido a esse aprofundamento recente do processo de desindustrializao do pas Hoje para poder me manter tenho trabalhado como estampador em parceria com mais um ou outro colega que tambm est desempregado Temos trabalhado autonomamente para poder nos mantermos enquanto no arrumamos outro emprego A necessidade do auxlio que ns fazemos as vendas na rua montamos bancas em eventos atividade culturais polticas alm de bancas na rua mesmo em finais de semana etc Agora no podemos sair s ruas expor nossos produtos no existem lugares com grandes aglomeraes nos quais ns possamos realizar as vendas e a propaganda A necessidade do auxlio para poder ter alguma renda afinal estamos sem renda sem poder sustentar as contas de casa ento uma necessidade grande para que ns fundamentalmente possamos pagar as contas Sem isso recorreremos a amigos familiares mas o fato que todos eles tambm esto com bastante dificuldade Minha me por exemplo manicure e no est podendo trabalhar Sobre o atraso e a estrutura geral do auxlio um descaso muito grande do governo a forma com que esse auxlio tem sido feito Primeiro porque a desinformao muito grande ento essa informao no chega nas comunidades mais pobres no uma informao clara nem objetiva Essa questo de resolver pelo celular boa mas o fato dessa ser a nica forma de resolver muito ruim pois muitas pessoas no tm celular no conseguem acessar e tm uma srie de dificuldades A gente v isso nos bairros mais pobres onde as pessoas no esto se cadastrando por no conseguir por no saber por no ter orientao E isso demonstra que para o governo a fome e a misria do povo no so uma emergncia Afinal se fosse uma emergncia eles resolveriam com um sistema simples algo que com seu CPF ou RG voc pudesse ir a uma lotrica se cadastrar e retirar o dinheiro ou fazer um depsito Enfim a gente sabe que possvel fazer um sistema que d conta se quisessem que o dinheiro saia logo e que as pessoas recebam Agora a burocracia que se tm colocado uma demonstrao de que para o governo isso no uma emergncia apesar do nome do auxlio ser emergencial isso no uma emergncia A estrutura muito ruim muito burocrtica afastada da realidade do povo Quem tem qualquer problema com o seu CNPJ no consegue se cadastrar Ento a gente tem vrios trabalhadores que tm esses problemas com o CNPJ que devem ou que tem vrios outros problemas e no esto podendo se cadastrar por conta disso E o sistema coloca essas pessoas para morrer Isso sem considerar que seiscentos reais ainda muito pouco R60000 no um valor que sustenta uma famlia No paga sequer um aluguel e no vm acompanhados de nenhuma outra medida como suspender a conta de gua a conta de luz etc Para mim como solucionar o problema A gente precisa que o governo tome medidas para colocar essa crise na conta dos mais ricos Ento necessrio que se suspendam as demisses que tem havido muitas os despejos que se deixe de cobrar as contas de gua e luz desses meses os aluguis etc E que se estabelea uma renda que seja no mnimo de um salrio mnimo para os trabalhadores poderem ficar em casa e poderem se sustentar mantendo seu isolamento e sua quarentena Ns sabemos que existe dinheiro pra isso dinheiro que hoje est sendo direcionado aos banqueiros e as grandes empresas empresas como as da aviao que tem recebido dinheiro do governo para no quebrar suas contas nem reduzir seus lucros Na minha opinio ns temos que jogar essa conta nas costas destes grandes capitalistas O Estado precisa tomar o lado dos mais pobres nesse momento impedir as demisses e garantir o sustento das famlias para poder garantir o isolamento e a sade de todos A gente sabe que esse dinheiro existe s que que ele seja distribudo para que a gente possa garantir a sade e a vida dos trabalhadores que hoje o mais importante Na Andaluzia regio sobre domnio espanhol o prefeito da cidade de Marinaleda participou de saques junto a populao local a dois supermercados Tem gente que no tem o suficiente para comer disse o prefeito Juan Manuel Snchez Gordillo o prefeito da cidade a pelo menos 30 anos e membro do parlamento regional Convocando a populao com megafones orientou a ocupao e o que precisariam de mais urgente para enfrentar a crise econmica Hoje 2152 dos espanhis esto desempregados e muitos no tem mais dinheiro nem para comer Em resposta a polcia prendeu sete sindicalistas mas no tocou no prefeito popular graas a imunidade poltica Roubar quando se tem fome no crime uma obrigao Bolsonaro afirmou estar sob efeito de remdio no dia 801 Expresidente fascista no falou sobre sua atuao para dar um golpe de estado durante as eleies de 2022 Felipe Annunziata Redao BRASIL O expresidente fascista Jair Bolsonaro deps Polcia Federal hoje 2604 sobre sua atuao na tentativa de golpe de estado de 8 de janeiro Aos policiais Bolsonaro afirmou que estava sob efeitos de remdios quando postou um vdeo no dia do golpe onde questionava a legitimidade das urnas eletrnicas Como a intimao da PF foi apenas sobre o vdeo segundo os advogados do golpista Bolsonaro no respondeu questes sobre outros temas Ele no deps por exemplo sobre a proposta de decreto que dava golpe no TSE ou o incentivo aos acampamentos golpistas em frente aos quartis No incio de janeiro o excapito fascista estava refugiado em Orlando nos EUA Durante a primeira semana do ano Bolsonaro se encontrou com Anderson Torres exministro da justia e ento secretrio de segurana do DF Ainda h muito que se investigar sobre a participao de Bolsonaro na tentativa de golpe Seu fiel escudeiro Anderson Torres ainda continua preso em Braslia e no deps Em cada etapa da intentona golpista as digitais de Torres se espalham Ele comandou as operaes da Polcia Rodoviria Federal no 2 turno que tentou impedir eleitores de Lula no Nordeste de votar guardou em casa a proposta de decreto do golpe e o responsvel a falta de ao da PMDF em 801 O depoimento de hoje prova que a ttica do fascismo para se defender das acusaes criminais de golpe vai ser a covardia No tendo como dizer que no estava envolvido no golpe Bolsonaro tenta apelar para subterfgios para se isentar da culpa Que cretino A polcia inglesa em processo de privatizao anuncia para breve a utilizao de novos meios de represso de manifestaes com direito a armas que disparam irritantes qumicos De acordo com o Centro de Cincia e Tecnologia Aplicadas do Ministrio do Interior CAST citado pelo jornal The Guardian as armas que esto na derradeira fase de desenvolvimento iro disparar em vez de balas de borracha e plstico projteis com produtos qumicos que afetam a pele dos seres humanos irritandoa Documentos citados pelo jornal revelam que em consequncia da instabilidade social que se vive no pas responsveis do Ministrio do Interior tem realizado brain stormings para encontrar novos meios de agredir manifestantes Tratase segundo a mesma fonte de descobrir uma tecnologia de nova gerao de controle de motins A nova arma j tem sigla Dip Discriminating Irritant Projectile Projtil para irritao discriminatria A designao significa que as perturbaes provocadas no organismo humano sero suficientemente profundas e duradouras para serem teis na caa aos participantes em distrbios As armas devero ter um alcance mdio de 65 metros O CAST fez j a apresentao dos novos projetos polcia do territrio ocupado da Irlanda do Norte revelando que resultaram das ideias de tcnicos do Ministrio do Interior mas tambm das empresas privadas produtoras da tecnologia que agora ser utilizada Os servios policiais que apresentaram os projetos pediram discrio aos participantes por se tratar de matria comercialmente sensvel Os brain stormings dos quais foram excludas ideias estpidas dizem orientaramse segundo os promotores por criar arm
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as menos letais Entre as discutidas estiveram igualmente os contralaser as bombas de som e emissores de raios trmicos Fonte BE Internacional Ta na hora dagnt se modernizan axa cria uma estrategia organizada e talzcom bombas mais potente A grande democracia inglesa burguesa estes hipocritas ainda tem uma Rainha voc pode comprarcomercializar o que quiser mas se manifestar e querer mudanas no Diretrio Municipal da Unidade Popular de Mau SP Preso por duas vezes durante sua gesto uma delas sendo encontrados quase 90 mil reais escondidos dentro de panelas em sua casa o prefeito corrupto agora investigado pelo Ministrio Pblico por desvio de dinheiro na construo do hospital de campanha de Mau Fingindose de vtima tila diz que sofre perseguio poltica daqueles que comandam a cidade h mais de 40 anos Esquece ele contudo que sua famlia tambm est entre aquelas que mandam e desmandam na cidade h muito tempo Sua vice Alade Damo esposa de Leonel Damo velho coronel com quem o atual prefeito se aliou para saquear o povo trabalhador de nosso municpio O pai de tila vereador de Mau h diversos mandatos e fica a pergunta no que essa famlia colaborou para mudar a vida do nosso povo Os Jacomussi e os Damos aliados nos tempos de eleio agora parecem disputar quem deve comandar a cidade Ns da Unidade Popular pelo Socialismo acreditamos em uma poltica diferente quem deve comandar a cidade seu povo No so esses representantes da velha poltica que destri Mau h dcadas fazendo com que nossa cidade a 64 mais rica do pas no consiga fazer uma distribuio de renda igualitria no consiga garantir acesso maioria de nossa populao ao saneamento bsico sade de qualidade direitos bsicos que todos ns deveramos ter Um a cada cinco mauaenses infectados morre Com esses nmeros como o prefeito tem a coragem de dizer que Mau tem o melhor hospital de campanha do ABC Nada disso fruto do acaso um projeto poltico assassino de um prefeito que no respeita a populao que o elegeu que engana os trabalhadores enquanto rouba o dinheiro de merenda e rouba dinheiro de hospital de campanha E pra disfarar seus crimes usa a secretaria da primeira dama para entregar mscaras com logo da sua gesto e em vez de criar polticas pblicas efetivas para combater as consequncias terrveis da pandemia em Mau utilizase do poder e da mquina pblica para divulgar suas pretensas aes de caridade que no mudam a vida de ningum Essa prtica desonesta significa fazer propaganda eleitoral antes de poca o que tambm crime mais um dos tantos cometidos pelo prefeito J basta dessa velha poltica de conchavos e de corrupo com a cmara de vereadores que se faz de cega para os desmandos de tila Jacomussi e da famlia Damo porque tambm est envolvida em muitos de seus crimes e se interessa apenas em manter seus privilgios e os privilgios dos ricos enquanto o povo exposto aos nibus lotados s filas das UPAS sem remdio ao esgoto a cu aberto falta de gua dia sim dia no ao risco constante de morrer contaminado pela COVID19 ou de fome tudo motivado pela incompetncia e descaso desses verdadeiros genocidas Somente o povo organizado coletivamente pode mudar nossa cidade Somente ns trabalhadoras e trabalhadores que com a fora e o suor de nosso trabalho construmos a riqueza de nossa cidade e do nosso pas podemos transformar a realidade social e poltica de Mau O povo unido mais forte do que esses velhos polticos de sempre que destroem Mau Por isso gritamos Fora tila Genocida Pelo poder popular na cidade de Mau A AIT Associao Independente de Trabalhadoras e Trabalhadores Terceirizados iniciou a partir desta segundafeira 15 a campanha intitulada Home Office em Defesa da Vida reivindicando segurana para todos os trabalhadores do servio de Telemarketing O nosso pas enfrenta sem dvidas a pior fase da pandemia at agora em que os nmeros de morte ultrapassam recordes todo dia onde a taxa de ocupao das UTIs j atingiu 100 em muitas cidades e centenas de pessoas esto aguardando um leito s vezes esperando at a morte Por tudo isso a AIT considera ser um crime manter diversas centrais com centenas de trabalhadores em servios que poderiam ser realizados tranquilamente de forma remota Home Office trabalho em casa desde que as empresas forneam obrigatoriamente a estrutura necessria Isso significa que milhares de pessoas trabalhadores e familiares esto sendo impedidos de realizar o isolamento social efetivo j que se arriscam nos transportes e no prprio ambiente de trabalho como denuncia uma trabalhadora da empresa Atento que no quis se identificar um absurdo nessa fase da pandemia ns termos que vir trabalhar presencialmente ganhar menos de um salrio mnimo no ter uma hora de pausa e enfrentar uma presso gigantesca para bater as metas estabelecidas Eu moro com pessoas idosas e tenho muito medo de acabar levando o vrus para casa inclusive pessoas com o sintomas do Covid19 esto sendo obrigadas a virem trabalhar revoltante essa situao A partir dessa revolta vrias empresas de telemarketing em So Paulo e ABC paulista amanheceram com forte mobilizao de trabalhadores e trabalhadoras As exigncias so ambiente de trabalho seguro em defesa da vida dos trabalhadores de telemarketing e dos seus familiares Home Office subsidiado para toda categoria garantindose a estrutura apropriada e metas adequadas realidade da pandemia Defender a vida no partir da lgica capitalista em que o lucro acima de tudo o principal interesse dos donos das empresas e impede que haja segurana efetiva sobre a vida do trabalhador A realidade que os governantes e ricaos como Bolsonaro e o Joo Dria desde o incio da pandemia negligenciam a vida dos mais pobres permitindo que as UTIs alcanassem mxima lotao no garantiram condies para que os trabalhadores realizassem um efetivo isolamento social e muito menos garantiram vacina para todos Por tudo isso a AIT reivindica que a sada em defesa da vida a mobilizao a organizao e a revolta Por Unidade Popular Guarulhos Em meio a um cenrio catico de crise devido a pandemia de Covid19 no qual a taxa de desemprego prxima de 15 no pas a prefeitura de Guarulhos termina o ano com o plano de fechar a empresa municipal PROGUARU e demitir 4700 quatro mil e setecentos trabalhadores e trabalhadoras Tratase de um governo de projeto neoliberal com a inteno clara de beneficiar empresas privadas nem que para isso demita quase 5 mil funcionrios pais e mes de famlia muitos prximos de se aposentarem Essa medida dificultar muito a vida dessas pessoas e o desenvolvimento sustentvel da cidade Fundada no dia 27 de agosto de 1979 a PROGUARU atua na cidade de Guarulhos h 41 anos executando os servios de limpeza urbana fabricao de asfalto blocos e prmoldados construes de galerias canalizaes pavimentao e guias de ruas sendo portanto um rgo de extrema importncia para Guarulhos e seus habitantes A empresa possui tambm a Usina de Reciclagem de Resduos da Construo Civil RCC localizada na regio do Cabuu Considerada referncia no pas a recicladora de extrema importncia ambiental e tambm econmica gerando centenas de milhares de reais aos cofres da empresa por ano S no ano de 2017 a recicladora gerou uma economia de R 37352000 trezentos e setenta e trs mil e quinhentos e vinte reais aos cofres da empresa segundo informaes que constam no prprio portal da instituio httpsproguarucombrusinadereciclagemgeraeconomiaaproguaru A recicladora processa todo o RCC de obras da PROGUARU e da Prefeitura alm de algumas obras particulares e dos resduos levados aos Pontos de Entrega Voluntria PEVs pelos muncipes dando condies de reaproveitamento deste material A demisso de aproximadamente 5 mil funcionrios com o fechamento da empresa em meio a crise que assola o pas pesar ainda mais sobre a economia local So as famlias trabalhadoras que movimentam o comrcio e sem a renda delas os impactos sero ainda maiores A argumentao do prefeito Guti e seus apoiadores de que a empresa d prejuzos ao municpio Entretanto s vsperas das eleies passadas ele dizia o contrrio negava que fecharia a PROGUARU e acusou a oposio de espalhar mentiras sobre o assunto para prejudicalo no pleito Na ocasio o prefeito fez muitos elogios empresa e disse se tratar de uma grande parceira do seu governo Em plena pandemia o prefeito trata com descaso os trabalhadores que so os verdadeiros responsveis pelo desenvolvimento da cidade Porm mesmo sendo pega de surpresa a classe trabalhadora respondeu altura e foi s ruas de forma unida e organizada porque cada um e cada uma entende que garantir seus empregos no um favor e muito menos uma caridade do prefeito um dever Os sonhos de muitas e muitos vm sendo destrudos aps anos de servios prestados e o sustento de muitas famlias est sendo negligenciado Essa e outras propostas retrgradas so distribudas e normalizadas pelo prefeito E se mais um direito vem sendo retirado os trabalhadores da PROGUARU encontraro a sada com a organizao e resistncia Este o nico caminho O Jornal A Verdade entrevistou Josu dos Santos que trabalha como calceteiro no assentamento de guias e blocos intertravados h 3 anos na empresa A Verdade Josu como voc recebeu a notcia do fechamento da PROGUARU Josu Recebi a notcia do fechamento da PROGUARU atravs de um amigo que do sindicato dos servidores um dia antes da votao na Cmara Municipal foi assustador afinal dependo deste emprego para sustentar a minha famlia A Verdade O prefeito ofereceu outra alternativa de trabalho para vocs Foi dado algum respaldo de como vocs ficariam aps o fechamento da empresa Josu At o momento no houve nenhum contato do prefeito ou dos diretores da PROGUARU o que ouvimos s so boatos de outros funcionrios O prefeito no deu nenhuma explicao oficial para ns estamos no escuro A Verdade Por que vocs acham que o prefeito quer fechar a empresa visto que em outros momentos foi dito pelo prprio que era uma notcia falsa Josu Acredito que seja troca de favores polticos provavelmente existem pessoas muito interessadas no fechamento da PROGUARU afinal ela atua em diversas reas e os gastos contratando empresas privadas sero grandes para a cidade o repasse para os funcionrios delas ser mnimo gerando lucros altssimos para as mesmas A Verdade Est havendo algum dilogo da parte da prefeitura Esto buscando assessorar e explicar aos trabalhadores o que est acontecendo e o que vai acontecer daqui para frente Josu Parece que para o prefeito e seus representantes nem existimos no deram nenhuma explicao muitos funcionrios esto se sentindo perdidos Tem pessoas que acabaram de adquirir a casa prpria atravs de financiamento e no sabem como vo fazer para pagar A Verdade Como vocs tm se organizado diante da situao e como apoiar a luta dos trabalhadores da PROGUARU para contribuir em defesa dos direitos dos trabalhadores Josu Apesar da situao que estamos passando hoje me sinto com esperana eu nunca tinha visto os funcionrios unidos como esto nesse momento to difcil estou recolhendo assinaturas dos moradores pela cidade e aproveito para mostrar como os trabalhos que realizamos pela cidade so importantes Sou totalmente contra o fechamento da Proguaru isso inadimicivel e o Prefeito Guti tem com honrar com a sua palavra que no fecharia a mesma pelo bem do povo e da nossa cidade A articulao Povo na Rua j marcou uma assembleia popular virtual para o dia 23 s 19h00 para construir as prximas aes desta jornada de lutas pelo Fora Bolsonaro Redao Nacional As manifestaes comearam logo pela manh em diversas capitais Em Belm do Par mais de 10 mil pessoas se reuniram Em Teresina foram mais de 4 mil pessoas Em Joo Pessoa 3 mil Recife mesmo sob chuva Aracaju Natal e Macei tiveram manifestaes com mais de 10 mil participantes Outras cidades do Norte e do Nordeste tambm tiveram manifestaes Em Porto Alegre mais de 40 mil pessoas fizeram uma passeata at o Largo de Zumbi dos Palmares Em Braslia mais de 50 mil manifestantes se concentraram em frente ao Congresso Nacional Na capital federal o ato foi engrossado por milhares de indgenas que protestavam contra a poltica de ataque s terras demarcadas e aos direitos dos povos originrios Em Salvador mais de 20 mil pessoas marcharam at o Farol da Barra Em Goinia o ato reuniu cerca de 20 mil pessoas As manifestaes ocorreram muitas cidades do interior No Estado de Minas ocorreram manifestaes em mais de 50 cidades de todas as regies As maiores foram registradas em Uberlndia Juiz de Fora e Montes Claros Em So Paulo os maiores atos ocorreram em Campinas Ribeiro Preto Santos e outras cidades do interior No Rio de Janeiro 30 dos 92 municpios tiveram atos Cidades do interior de Alagoas Pernambuco Rio Grande do Sul Cear
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e outros estados tambm contaram com bastante adeso Em Belo Horizonte a manifestao superou os nmeros dos atos do ltimo dia 29 levando mais de 100 mil pessoas s ruas da capital mineira O ato contou com forte presena das populaes de ocupaes urbanas lideradas pelo Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas MLB e outros movimentos de moradia No Rio de Janeiro a manifestao percorreu a Av Presidente Vargas e concentrou mais de 70 mil pessoas Artistas intelectuais estudantes e muitos trabalhadores de empresas estatais sob risco de privatizao marcaram o ato A maior mobilizao de todo pas aconteceu em So Paulo na Av Paulista Cerca de 500 mil pessoas fizeram uma passeata que foi at a Praa do Roosevelt No ato alm de trabalhadores e estudantes marcaram presena lideranas nacionais de partidos e movimentos populares como Leonardo Pericles presidente nacional da Unidade Popular UP e o deputado federal Glauber Braga PSOLRJ Em todas as cidades a presena de familiares e amigos de mortos pela Covid19 foi marcante Muitos levavam cartazes e fotos para lembrar seus entes queridos Homenagens s vtimas pela falta de vacina e investimento em sade e quarentena na pandemia foram feitas Pessoas foram de preto em sinal de luto com cartazes lembrando a terrvel marca de meio milho de mortos tambm atingida no dia de ontem Contamos tambm com a presena de convidados especiais que trouxeram anlises e perspectivas sobre as manifestaes e os prximos passos do movimento Participaram da cobertura Frei Gilvander da Comisso Pastoral da Terra CPT Katerine Oliveira da Unio da Juventude Rebelio Claudiane Lopes da Unidade Popular Pedro Marin da Revista Opera o deputado federal Glauber Braga e Dom Vicente Ferreira bispo auxiliar da Igreja Catlica de Belo Horizonte O Jornal A Verdade republica nota da AERJ Associao dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro na qual denuncia a priso poltica de Caio Brasil militante da Unio da Juventude Rebelio UJR URGENTE Nossos companheiros viram presos polticos Ao todo foram mais de 30 pessoas presas quando voltavam para suas casas depois da manifestao Caio Brasil e Juliana Viana foram transferidos para Bangu 3 esta manh Na delegacia de polcia os policiais disseram que o crime inafianvel Em pleno 2013 depois da queda da ditadura ainda existem as prises polticas Esse o exemplo da polcia despreparada que temos Esse o exemplo da nossa democracia Agora mesmo que no vai ser por R 020 Participem divulgando as fotos da campanha de libertao no facebook participem tambm do evento e compartilhem essa matria para outras pessoas Libertao de Caio Brasil Saudaes estudantis Atualizado em 20062013 Somente hoje o estudante de histria foi libertado depois de passar dois dias detido Em sua conta do Facebook o estudante declarou estar muito contente com todas as mensagens de apoio que chegaram Fez ainda a questo de destacar uma mensagem de Che Guevara Podem matar uma duas at trs rosas mas nunca detero a primavera formao de quadrilha esta em Brasila e essa emissora de tv chamado globo que aliena e coloca os Brasileiros uns contra os outrosa globo a fifa e CBF ELAS TAMBEM CONFIGURAM FORMAO DE QUADRILHA Era um revolucionrio completo que olhava para a humanidade do futuro e que antes de mais nada enfatizava os valores humanos os valores morais da humanidade E acima de tudo praticava a abnegao a renuncia o altrusmo Como todo revolucionrio em tempo integral ele sabia o que Jose Marti esse grande patriota queria dizer com essas palavras Toda a glria do mundo cabe num gro de milho Os revolucionrios no lutam por glria nem para ocupar um lugar na Histria O Che ocupou um grande lugar na histria porque isso no era importante para ele porque estava pronto para morrer desde a primeira batalha porque sempre foi absolutamente abnegado As futuras sociedades sero feitas de geraes de pessoas como o Che Uma sociedade melhor ir surgir com o comunismo Eis porque a juventude do mundo v Che como um smbolo O nome e a figura de Che so vistos com respeito admirao e afeio em todos os continentes Os que lutam pelos direitos civis os que lutam contra a guerra da agresso pela paz assumem o nome e a bandeira de Che Graas a sua vida sua abnegao sua nobreza seu altrusmo seu herosmo ele se tornou o que hoje Ele nos legou seu exemplo Ele se tornou uma bandeira um modelo um guerreiro O Che em resumo um modelo de revolucionrio como guerreiro e como comunista para todos os povos do mundo No incio deste ano militantes do movimento sindical estudantil de mulheres e de luta pela moradia que esto empenhados na construo da Unidade Popular UP se reuniram no auditrio do Sindicato dos Trabalhadores em Educao de Pernambuco para eleger o Diretrio Estadual do partido tendo em vista que a UP conquistou o mnimo necessrio de assinaturas no Estado para o registro do partido Dentre as pessoas que integram hoje o Diretrio Estadual esto Miguel Correia expresidente do Sindicato dos Bancrios de Pernambuco Isaas Pereira corretor de imveis e Domingos Svio professor de Histria Eles conversaram com o jornal A Verdade sobre o processo de legalizao da UP e a luta pela construo do socialismo no Brasil Militantes da esquerda h vrios anos a histria de luta liga esses companheiros Eu nasci numa usina A usina na sua plenitude na moagem agregava muitos trabalhadores Na faixa dos seis a oito meses de trabalho vinha a entressafra e eu via a dor daquelas pessoas que iam perder o emprego com filhos abandonados e tudo Alm do mais eu nasci perto de Nazar da Mata onde tinha a linha frrea E nas secas o que vinha de flagelados gente com fome aquilo marcou muito a minha vida disse Isaas ao explicar o motivo de lutar pelo socialismo Vou dizer uma coisa muito simples a natureza socialista Quando cai a chuva no Serto ela cai para um fazendeiro e cai para um pobre trabalhador A grande lio de vida pra mim inclusive da natureza Ento acreditando nisso apesar da minha idade j avanada 68 anos estou aqui pronto para a luta concluiu Miguel e Domingos foram militantes do PCB e do PT e Isaas j militou no PCB Mas hoje o que une os trs o desejo de construir uma alternativa para o povo trabalhador H algum tempo estou procurando uma alternativa para o quadro partidrio que a gente tem hoje Esse quadro no me satisfaz Ento depois de muitas conversas e pesquisas conheci a proposta da UP que me despertou interesse por ser algo novo do ponto de vista da proposta de organizao Acredito que do ponto de vista dos princpios seja um resgate de valores que ns deixamos para trs declarou Miguel Venho h alguns anos procurando um partido que possa devolver o sentido de ser organizado de se construir uma sociedade socialista Ento a UP chega pra mim dessa forma e eu acho que estou me reencontrando na organizao poltica e numa perspectiva de uma sociedade justa Com a UP eu estou sendo devolvido militncia completou Domingos Em Pernambuco j foram recolhidas mais de 170 mil assinaturas nesse processo A conjuntura de retrocessos no campo poltico tem despertado a indignao das pessoas o que se percebe nas falas do povo durante as coletas Embora nos ltimos anos ns no tivssemos aquilo que poderamos chamar de governo dos sonhos ns tivemos alguns avanos importantes e algumas melhorias ainda que tmidas nas condies de vida dos trabalhadores e das pessoas mais pobres Entretanto o que a gente tem hoje um quadro perigoso Apesar de o governo agora h pouco ter adiado a votao da reforma da Previdncia dependendo do resultado das prximas eleies essa pauta ser retomada ou ser descartada de vez Alis esse outro problema dentro dessa conjuntura as eleies Temos inclusive dvidas se elas ocorrero de fato e se ocorrerem em que condies Agora mais recentemente a interveno militar na segurana pblica do Rio de Janeiro um sinalizador muito ruim do que pode vir a acontecer com o restante do Pas um quadro extremamente complicado preocupante Ao mesmo tempo ns estamos com uma fragilidade na organizao dos trabalhadores na organizao partidria e esse mais um motivo para a gente investir na UP como uma alternativa que proponha caminhos objetivos e concretos para os trabalhadores concluiu Miguel Correia Conquistar a legalizao Os golpes sofridos nos ltimos meses pela classe trabalhadora tambm preocupam Domingos que analisa a interveno militar no Rio de Janeiro como uma ameaa democracia Eu participei da retomada da democracia quando era estudante ainda peguei o finzinho da ditadura onde no se tinha liberdade de pensar a gente no tinha filosofia a gente no tinha histria ou pelo menos no como deveria ser trabalhada Apanhei na rua levei porrada brigando para um dia voltar a uma sociedade democrtica E de repente entre aspas a gente v todo esse projeto que a sociedade pagou um preo muito alto jovens desapareceram pessoas foram mortas na ditadura e a a gente volta para um processo em que vemos isso de novo A gente que conhece um pouco da histria sabe que quando a sociedade comea a mostrar conquistas do ponto de vista social que no atendem elite brasileira ns somos vtimas de golpes No foi um na histria foram vrios desde 1964 Com a proximidade da legalizao da UP hoje atingimos o mnimo necessrio em oito estados dos nove exigidos pelo TSE cresce a expectativa mas ao mesmo tempo o sentimento de que apenas o comeo da batalha Primeiro importante reconhecer o grandioso trabalho que vem sendo feito pela militncia da UP um trabalho hercleo valente de coleta dos apoios para a criao do partido um trabalho vou ser redundante trabalhoso e isso deve ser reconhecido e valorizado Mas atingir essa meta de apoios s a primeira parte O trabalho maior vem em seguida que o de garantir as filiaes e a estruturao do partido disse Miguel Eu fiquei empolgado quando senti o vigor dessa juventude quando vi a beleza da miscigenao dentro do partido isso gerou uma expectativa muito boa nos meus sentimentos Evidente que no fcil uma luta dessas no capital pensar que um sonho que num passe de mgica vai resolver tudo Mas com luta com perseverana com a sabedoria de muitos companheiros pela sua experincia anterior ns vamos luta e vamos ganhar completou Isaas UP avana em todos os estados No Rio de Janeiro durante uma das muitas coletas realizadas dentro dos metrs da cidade uma manifestao chamou a ateno da militncia da UP Um camel que vendia suas mercadorias dentro do vago fez um discurso defendendo que as pessoas assinassem a ficha da Unidade Popular H 500 anos essa corja est roubando o povo e quando aparece uma alternativa pra mudar isso vocs ficam a pensando se vo assinar ou no Acordem gritou Vincius indignado Quantos irmos nossos esto morrendo nessas favelas por causa desses imbecis que enfiam maconha cocana crack nas mos dos jovens que esto na favela pra vender enquanto eles ficam l em Angra dos Reis municpio do RJ ganhando dinheiro e andando de lancha legislando no Congresso Nacional em cima de traficante fantasiado de poltico de deputado completou Desde ento Vincius tomou a deciso de fazer parte da UP e lutar mais ativamente pela melhoria do seu futuro e dos demais trabalhadores Entrei no partido pela convergncia de nossas opinies A UP hoje a principal ferramenta do povo do povo de verdade dessa massa trabalhadora que est pela rua lutando pelo seu po que est nas fbricas nos comrcios nos nibus nos trens e metrs da vida So esses trabalhadores que ns temos que representar declarou para A Verdade Ludmila Outtes Recife O ano de 2014 tem sido um marco importante para debater os 50 anos da ditadura militar no Brasil e seus desdobramentos em todos os campos da nossa sociedade Esse ms de outubro a gravadora Kuarup lana a biografia de Taiguara intitulada Os Outubros de Taiguara Um Artista Contra a Ditadura Msica Censura e Exlio da jornalista carioca Janes Rocha A Kuarup a responsvel pelo acervo do cantor e relanou ano passado o disco Imyra Tayra IpyTaiguara que foi totalmente censurado e tirado das lojas em 1976 aps 72 horas do lanamento Se vivo Taiguara estaria completando 69 anos porm nos deixou em decorrncia de um cncer h 18 anos completos esse ano Nesse sentido o lanamento de sua biografia no s acende o debate sobre a ditadura militar e a censura S o AI5 que durou 10 anos censurou 500 filmes 450 peas teatrais 200 livros e vetou mais de 500 letras como resgata essa obra militante dotada ao mesmo tempo de um lirismo impressionante e uma musicalidade rara O livro aborda como a censura voltouse contra o artista que teve que se exilar em Londres Tnzania e na Africa chegando ao absursdo de sequer poder enviar
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cartas aos familares Ao todo 81 letras de Taiguara foram censuradas e a perseguio no terminou com o fim do regime em 94 j de volta ao Brasil ele lanou seu ultimo disco Brasil Afri que tambm no foi aceito pelas grandes gravadoras da poca interessadas no novo mercado do Pagode e do sertanejo em detrimento da MPB Na realidade toda a obra de Taiguara sofreu um processo de apagamento e hoje graas ao desenvolvimento da internet e das redes sociais possvel encontrar os discos do artista sua histria e um material relevante para quem deseja conhecer um pouco mais desse grande artista e lutador social Alm do livro Os outubros de Taiguara a Kuarup vai lanar um CD com msicas inditas do cantor intitulado Ele Vive cano feita em homenagem a Lus Carlos Prestes a quem Taiguara dedicou grande amizade sobretudo nos anos 80 E essa no a primeira iniciativa para recuperar o devido lugar que a obra de Taiguara merece em 2011 um CD com a participao de diversas cantoras de nossa MPB A Voz da Mulher na Obra de Taiguara foi sucesso de crtica e teve destaque como a verso da msica Universo do Teu Corpo classico dos anos 70 colocada na novela Amor e Revoluo do SBT O livro ser lanado esse ms de outubro e sem dvida ser um divisor de guas e uma boa fonte de pesquisa sobre o que foi a arte engajada contra a famigerada ditadura militar no Brasil Mais informaes nos endereos eletronicos abaixo httpwwwtaiguaraartbrindexhtml httpwwwkuarupcombrindexphpkuaruplancaemoutubrocdpostumodetaiguaraelivrocontandoatrajetoriadocantorecompositor Cloves Nascimento PE Com os salrios congelados h trs anos e uma grande precarizao das condies de trabalho do servio pblico cerca de 350 mil funcionrios de 26 setores entraram em greve para garantir suas reivindicaes que so principalmente reposio salarial e reestruturao da carreira O governo federal vem anunciando na mdia um aumento de 45 para os professores federais porm a realidade que essa uma proposta de reajuste sem ganhos reais para 90 dos professores universitrios parcelado em 3 anos alm disso diz ser impossvel negociar reposio salarial dos tcnicosadministrativos pois o pas est passando por uma grande crise financeira Essa crise que infelizmente s tem resultados negativos para os trabalhadores pois ano a ano o governo federal vem cortando verba das reas sociais como sade e educao e precarizando o servio pblico mas vem mantendo com muita rigidez o pagamento da dvida pblica com mais de 45 do oramento da Unio que j foi paga incontveis vezes aos banqueiros do pas No satisfeitos com a proposta do governo nos dias 16 a 20 de julho foi realizado um acampamento em Braslia para pressionar o Governo Federal para atender as reivindicaes dos grevistas Outro setor que vem participando ativamente das mobilizaes de greve so os estudantes que tambm aderiram ao movimento e esto acampados em Brasilia no s para apoiar as reivindicaes dos servidores pblicos federais mas tambm para adendar reivindicaes a pauta da greve mais verbas para a Assistncia Estudantil e a melhoria imediata da situao estrutural e de cursos de diversas unidades das Universidades Institutos Federais e CEFETs No dia 18 de julho uma grande manifestao com mais de 15 mil pessoas vindas de todos os estados do Brasil marcou o acampamento mas a combatividade dos Servidores Pblicos Federais e estudantes no parou por ai na madrugada do dia 19 os manifestantes bloquearam a entrada do Ministrio do Planejamento Oramento e Gesto MPOG e condicionaram sua sada a uma reunio com o ministrio que aconteceu com a presena das entidades representativas dos trabalhadores e um representante dos estudantes Presentes nessa reunio o Secretrio Executivo Adjunto do MPOG Valter Correia da Silva e o Secretario de Relaes do Trabalho Sergio Mendona se comprometeram em nome do Governo Dilma apresentar at o dia 31 de julho uma proposta em relao a pauta geral apresentada Est provado o nico caminho para a conquista a luta A determinao dos trabalhadores do funcionalismo pblico federal foi fundamental para arrancar esse compromisso do governo com o encerramento do acampamento a greve deve se intensificar em cada estado para conquistar as reivindicaes dos servidores pblicos federais Ana Gabriela militante do PCR Na dcada de 1990 foi aprofundado em nosso pas o processo de privatizaes de empresas nacionais com a falsa proposta de melhorar a qualidade dos servios prestados por estas De l para c tambm se ampliou outro processo a venda de empresas brasileiras para grandes grupos estrangeiros Segundo pesquisa realizada pela empresa de consultoria KPMG desde 2004 foram 1296 empresas brasileiras que passaram para o controle de grandes grupos estrangeiros sendo 2012 o ano com maior nmero de aquisies 296 empresas Dois exemplos recentes dessas operaes no Estado do Cear foram a venda da empresa Troller para o grupo Ford e da empresa Ypica para a multinacional britnica Diageo dona das marcas Johnnie Walker e Smirnoff Essa desnacionalizao das empresas tem consequncias para nosso pas para as empresas e principalmente para nossos trabalhadores Primeiro porque todo o lucro dessas empresas vai para fora do Brasil ou seja estamos enriquecendo cada vez mais os grandes capitalistas internacionais Segundo alguns produtos fabricados por estas empresas so retirados de linha para eliminar a concorrncia como ocorreu com a Troller que deixou de fabricar dois modelos para atender exigncias da Ford Em terceiro lugar ocorre o fechamento da empresa comprada e a demisso de vrios trabalhadores Fato que aconteceu recentemente com a empresa Intervet uma empresa do ramo veterinrio situada na cidade de Fortaleza Ao longo dos anos esta empresa que inicialmente era brasileira foi sendo vendida para sucessivos grupos estrangeiros dentre os quais podemos citar a holandesa Akzo Nobel a americana ScheringPlough e a tambm americana Merck O fechamento comeou aps a transio da Akzo Nobel para ScheringPlough que aconteceu por volta de 2007 J em 2009 uma das linhas de produo da fbrica foi encerrada fazendo com que fossem eliminados vrios postos de trabalho Porm os produtos no foram retirados do mercado pois continuaram sendo fabricados por outras unidades terceirizao A empresa veio a fechar de fato no ano de 2012 trs anos aps a fuso da ScheringPlough com a Merck outra grande multinacional do ramo farmacutico ainda mantendo seus produtos no mercado garantindo assim a continuidade do lucro para os grandes empresrios Isso demonstra claramente que o principal interesse desses grupos o lucro j que uma politica comum destas empresas a reduo de custos de todas as formas diminuindo investimentos enxugando o quadro de pessoal diminuio de certos benefcios antes conquistados pelos trabalhadores e fechando unidades nas quais consideram no ser interessante investir Dessa forma se estas prticas continuarem acontecendo em breve estaremos caminhando para uma nova forma de ditadura a ditadura de mercado onde poucos grandes grupos capitalistas detm todo o mercado no havendo mais concorrncia nem opes e direito de escolha No podemos nos tornar refns desse sistema Interessante estudoO Ch Matte Leoalgumas marcas de cafCabocloPiloDamasco e tantos outros produtos nacionais se foram para as mos de estrangeirosPor que ser que o Brasil no consegue conter em seu solo empresas crescendogerando emprego e principalmente nacionais eu gostaria de saber quais foram vendidas em 1990 nao em outra decadas Em todo pas os trabalhadores da Petrobrs promovem uma greve de 24 horas contra a privatizao da Petrobrs e do prsal O movimento organizado pela Federao nica dos Petroleiros FUP e conta com o apoio de diversos movimentos sociais como o MST MAB MLB MPA Fenet UJR Levante Popular da Juventude UBES e UNE entre outros A categoria contra o novo Plano de Gesto e Negcios da estatal que prev a privatizao de boa parte da Petrobrs por meio de desinvestimento ou seja a venda de ativos adquiridos pela companhia nos ltimos anos Tambm faz parte da pauta de reivindicaes a derrubada do PLS 1312015 de autoria do senador Jos Serra PSDB que altera a Lei de Partilha do prsal De acordo com Simo Zanardi presidente do Sindipetro Caxias e diretor da FUP a adeso dos trabalhadores paralisao tem sido grande A maioria da categoria entrou na greve o que comprova a oposio dos petroleiros aos planos de entrega da Petrobrs e do prsal afirmou Greve por tempo indeterminado A greve que continua at s 2359h de hoje 2407 apenas uma advertncia direo da empresa e ao governo federal Os petroleiros no descartam a possibilidade de entrar em greve por tempo indeterminado Ou a Petrobrs volta atrs na sua poltica de desinvestimento que na verdade privatizao ou vamos promover a maior greve da histria desse pas No vamos permitir que a mais importante empresa do pas seja desmontada para satisfazer os interesses das multinacionais do petrleo e do imperialismo norteamericano afirmou Jos Maria Rangel coordenador nacional da FUP Da Redao Da Redao O Brasil j tem mais de 10 mil brasileiros e brasileiras mortos pela Covid19 e 140 mil pessoas contaminadas E estes nmeros oficiais como sabemos so subnotificados H meses que o Governo fascista sabia que o novo coronavrus estava causando mortes na sia na Europa e nos EUA mas nada fez Pelo contrrio seguiu com sua poltica em favor da classe rica e da famlia do capito reformado Diante dessa tragdia os trabalhadores os jovens os idosos todos se perguntam por que esse vrus mata tanta gente em nosso pas Por que o Governo no agiu para evitar esse genocdio Por que h hospitais e leitos para os ricos e no h nem respirador para os pobres Por que tanta injustia num pas que to rico A primeira tarefa sem dvida garantir que todos os colaboradores e colaboradoras recebam o jornal perfeitamente possvel ter camaradas com bicicletas motos ou carros usando mscaras e portando lcool gel e que no sejam do grupo de risco indo s casas e entregando o jornal aos assinantes e as quotas para que os militantes possam trabalhar Se a pessoa est em isolamento pode ler o jornal e vendlo a seus vizinhos Isso no ocorreu no ms de abril e muitos camaradas no leram o jornal apenas viram alguns artigos em nosso site E de passagem Se cada militante listar vizinhos parentes amigos ou pessoas prximas teremos a uma grande rede de compradores do jornal mesmo na quarentena Ao mesmo tempo fazendo isso esses companheiros e companheiras aprofundaro suas relaes pessoais e esclarecero mais gente sobre as causas da profunda crise que se encontra o Brasil e o mundo Alm disso devemos continuar unindo a campanha de solidariedade promovida em todo pas pela UJR MLB Olga MLC e UP com a venda do jornal nos bairros e ocupaes Toda famlia que est sofrendo com a crueldade do Governo Bolsonaro precisa ter acesso ao nosso jornal pois somente assim a indignao que sente poder se transformar brevemente em revolta e rebelio Em tempos de pandemia precisamos ter mais iniciativa e criatividade para manter e reforar os laos com a classe trabalhadora o povo pobre a juventude e as mulheres De casa em casa de mo em mo vamos levar nosso jornal e a verdade para os trabalhadores e o povo brasileiro e combater as mentiras do governo fascista Na ltima quintafeira 28 o Comit de Poltica Monetria Copom do Banco Central anunciou o aumento da taxa Selic em 15 pontos percentuais chegando aos 775 ao ano o maior valor desde 2017 Com isso enquanto o mundo adota taxas de juros reduzidas para estimular as economias duramente afetadas pela pandemia o Brasil segue na contramo a sexta vez que o Banco Central aumenta a taxa bsica de juros s neste ano Carolina Matos SO PAULO Em ata o Copom afirma que decidiu por unanimidade pelo aumento da taxa Selic para conduzir a inflao s metas estabelecidas at 2023 A anlise conjuntural do Banco Central parte da teoria de que diante de um dito excesso de dinheiro circulando na economia a taxa de juros mais elevada deixaria o dinheiro mais caro restringindo o acesso ao crdito e freando a circulao monetria o que supostamente estabilizaria os preos No entanto a experincia de dcadas tm demonstrado que essa teoria neoliberal no corresponde realidade A inflao que chegou a 1034 no acumulado do ano no est alta por excesso de demanda ou de dinheiro em circulao Os principais fatores que explicam a elevao dos preos so a desvalorizao do real frente ao dlar que faz os grandes empresrios atrelarem seus preos e buscarem lucros em moeda estrangeira e o aumento dos preos administrados pelo governo como os preos do combustvel do
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fornecimento de gua e da energia eltrica Segundo a Instituio Fiscal Independente IFI o acrscimo de 1 ponto percentual pp na taxa Selic gera um aumento de R 53 bilhes em juros da dvida pblica Logo o aumento de 15 pp proporcionou R 75 bilhes a mais por ano abocanhados pelos bancos e grandes ricos detentores de ttulos da dvida O governo Bolsonaro permissivo especulao no mercado cmbio e acentuada desvalorizao do real empenhado em aprovar reformas para precarizar servios pblicos e priorizando a distribuio de lucros da Petrobrs em vez do consumidor final atendeu prontamente os interesses dos especuladores e dos grupos econmicos ansiosos por privatizaes e grandes lucros A poltica macroeconmica vigente est agora coroada pelo mercado financeiro com a alta na taxa de juros que aguarda mais um aumento at o fim do ano Assim enquanto para os trabalhadores existe o teto de gastos sociais que traz fome desemprego desvaloriza servidores e retira inmeros direitos da juventude para os ricos por outro lado o cu o limite por Lucas Neumann Na ltima quintafeira 11 o Movimento Luta de Classes MLC do Rio Grande do Sul RS realizou uma plenria virtual sobre A Educao aps um ano de pandemia Desafios da organizao dos trabalhadores da Educao de todos os nveis de Ensino na qual foram convidados trabalhadores de Ensino Infantil Mdio Tcnico e Superior para compartilharem suas vises a respeito desses desafios e quais as perspectivas de enfrentamento Para abrir o debate foi convidada Alessandra da Rosa Sikora professora de Educao Infantil da rede municipal de Passo Fundo Segundo ela um dos principais aspectos negativos era ver pais e mes tratando as escolas como mero depsito para seus filhos enquanto eles se dirigiam aos seus locais de trabalho Alm disso destacou com tristeza a falta que faz a socializao no desenvolvimento das crianas como no aperfeioamento da fala e da percepo A respeito do Ensino tcnico Stefan Bonow professor de Histria e coordenador do campus Restinga do Instituto Federal do Rio Grande do Sul IFRS foi chamado para dar sua contribuio Segundo ele preciso pensar na dimenso do trabalho na formao do ser humano tendo em mente que forma e contedo so moldados atravs de circunstncias histricas e as atuais de pandemia e governos genocidas geram enormes contradies questionando que contedos seriam esses que demandam a retomada de aulas presenciais em meio a todo esse caos Alm disso tambm relatou a situao de sua Instituio de Ensino cujo calendrio acadmico est congelado e seus estudantes que no tem as melhores condies de acesso Internet que costuma ser de pssima qualidade sem falar que tambm precisam contribuir com suas famlias logo questes como notas e frequncias deixam de ser prioridades Convidada para trazer a perspectiva dos trabalhadores do Ensino Mdio Thain Battesini Teixeira do diretrio estadual da Unidade Popular no RS e Professora de Sociologia da rede estadual foi alm e comeou citando matria do escrita por Rafael Pires para A Verdade na qual ele discorre sobre como impor a volta s aulas iria agravar a pandemia mencionando os dados a respeito do processo de retomada gradual das atividades de ensino nas escolas ao redor do mundo na qual pases como Frana e EUA foram retornando medida que indicadores como a diminuio nos nmeros de contgio e a garantia de melhores condies sanitrias iam sendo impostas Contudo ela destacou como esta situao est muito longe de ser a realidade do Brasil tendo em vista o governo negacionista de Bolsonaro e os militares que tem feito esforos para impedir o povo de ser vacinado e disseminado as maiores mentiras a respeito da pandemia como a inveno do comprovadamente ineficaz tratamento precoce mencionando tambm o desastre que foi a retomada das aulas no Estado do Amazonas o qual resultou na contaminao de centenas de professores Em meio ao debate os participantes levantaram diversas questes como a situao dos professores da rede privada que passam por uma situao muito delicada devido presso econmica que a lgica capitalista impe na qual os patres ao verem minimamente diminuir a margem de seus lucros aumentam ainda mais a presso sobre as costas dos trabalhadores introjetando neles a lgica da escola enquanto espao de apenas despejar crianas para os pais poderem ir trabalhar Nisso pressionados por governos genocidas e pais desesperados por aulas presenciais diretores de escola so tensionados a abrirem as Escolas e os professores tm que abraar a responsabilidade de se expor em aulas presenciais Alm disso foi comentado sobre o teatro da higienizao que acontece nestes espaos onde medidas que no so suficientes para barrar o contgio e os nmeros provam isso so adotadas e a propaganda das escolas privadas de que estamos prontos para receber seus filhos Por outro lado professoras do ensino pblico trouxeram a realidade da falta de estrutura que impossibilita a tomada dos cuidados necessrios falta de gua papel higinico sabonete janela que no abre etc Outro ponto levantado foi acerca das especificidades do ensino durante a pandemia para educandos indgenas e tambm no EJA para pessoas privadas de liberdade com alguns professores presentes compartilhando suas vivncias e desafios Quanto a discusso girou em torno da organizao dos trabalhadores Deomar Dias do Diretrio Municipal da UP em Passo Fundo e militante do MLC foi enftico A gente fica nessa situao de se perguntar qual a sada E a gente sabe que a sada pela esquerda a sada construir o socialismo A necessidade de mobilizar os sindicatos para que os trabalhadores se sintam representados nos mesmos tambm foi trazida tona Por fim a plenria encaminhou a necessidade de iniciar a organizao dos professores no RS atravs do MLC criando um grupo para acompanhar os desmandos dos governos e propor aes prticas de enfrentamento alm de servir tambm de espao para compartilhar a realidade de cada um seja com o Ensino Remoto ou com o retorno forado s aulas presenciais S a luta muda a vida Professor organizese no MLC Militante do MLC e da Unidade PopularRS Durante os 21 anos de Ditadura Militar 196485 membros do Exrcito Marinha e Fora Area foram responsveis pela perseguio priso sequestro tortura estupro e assassinato de milhares de brasileiros Fizeram isso a mando de um outro pas os Estados Unidos com o objetivo de manter as velhas estruturas econmicas e sociais inalteradas e impedir que o Brasil seguisse um caminho de desenvolvimento independente e soberano Para cumprir com essa triste misso os comandantes golpistas perseguiram tambm seus colegas de farda que ousaram defender a democracia e se rebelaram contra o golpe De acordo com a Comisso Nacional da Verdade entre 6500 e 7500 membros das Foras Armadas e das polcias militares foram perseguidos presos torturados ou cassados pela ditadura Os nmeros da represso aos militares desfazem o mito de que as Foras Armadas estavam unidas e coesas em torno do golpe de 1964 Bolvar entrou para a escola preparatria de cadetes do Exrcito brasileiro em So Paulo no ano de 1956 Venho de uma famlia de muitas lutas Meu tio Ciro Meirelles participou do Movimento Tenentista em 1922 Estava na Escola Militar sob a direo do coronel Xavier de Brito quando Siqueira Campos se levanta no Forte de Copacabana com outros tenentes Naquela poca existia um movimento na sociedade por transformaes explica Sua aproximao com as ideias comunistas aconteceu cedo e dentro da prpria casa Em 1922 o Partido Comunista criado Cristiano Cordeiro um dos fundadores do partido em Pernambuco frequentava a minha casa junto com outros militantes Tive contato com vrios militantes que vieram do Tenentismo Logo aps a estruturao da Aliana Nacional Libertadora ANL ocorrem alguns levantes e parte desses militares foi presa entre eles Luiz Carlos Prestes A minha tia Rosa Meirelles tambm foi presa depois do Levante de 1935 Ficou na mesma cela com Olga Benario Eneida de Moraes jornalista e outras mulheres combatentes conta Em 1945 com o fim da 2 Guerra Mundial e a vitria das foras aliadas contra o nazifascismo os comunistas presos so libertados e uma nova fase de crescimento da luta popular se inicia no Brasil Dessa poca Bolvar guarda na lembrana trs momentos Presenciei o retorno das tropas que combateram o nazifascismo na Itlia recebi com ptalas de rosa Anita Leocdia com sua tia Lgia que retornavam do Mxico e vi a libertao de Luiz Carlos Prestes to exigida pelo povo brasileiro Aos 16 anos j estudando para se tornar oficial do Exrcito participa do movimento de oposio participao do Brasil na Guerra da Coreia Havia dentro das Foras Armadas um movimento nacionalista em defesa dos interesses dos trabalhadores e do pas como o petrleo afirma O general Bolvar firme ao dar sua opinio sobre o golpe militar fascista de 1964 O golpe de 1964 foi o levante dos grandes monoplios e oligoplios nacionais e internacionais contra o governo de Joo Goulart que realizou projetos progressistas em vrios setores da sociedade Na educao o mtodo Paulo Freire a reforma agrria a limitao de lucro para grandes empresas internacionais que pegou o imperialismo norteamericano As Foras Armadas foram o instrumento do golpe patrocinado por esses monoplios E continua O inimigo interno para os militares conservadores golpistas era o povo brasileiro que estava lutando pelos seus direitos e por sua liberdade A partir de 1964 houve uma limpeza em todo o pensamento articulado pelos mais progressistas e pelos comunistas dentro do Exrcito Muitos militares foram expulsos e cassados Sobre a anistia em 1979 acredita que faltou ao povo e s foras de esquerda impor sua voz A anistia foi negociada No houve fora poltica para se impor uma anistia ampla geral e irrestrita No podemos esquecer que Ulysses Guimares Severo Gomes e Sobral Pinto apoiaram o golpe de 1964 junto com uma parcela da sociedade Inclusive essa Constituio dita cidad por Ulysses Guimares tem como resduo esse artigo 142 que foi negociado com o ministro da Guerra do Governo Sarney para garantir o poder militar dentro da Constituio Atualmente os setores dentro e fora das Foras Armadas que defendem um novo golpe militar repaginado com o nome de interveno reivindicam justamente o artigo 142 da Constituio Federal para respaldar seus planos de acabar com a democracia brasileira O prprio presidente o excapito Jair Bolsonaro costuma citar o tal artigo em seus discursos e lives Sobre o fascista Bolsonaro Meirelles no mede palavras O governo desse capito que hoje dirige alguns generais que atuam em reas que desconhecem mantm o Ministrio da Sade entregue a um general paraquedista do Exrcito quando deveria estar sob o comando de uma forte equipe mdica de sanitaristas com competncia tcnica e poltica para desenvolver um projeto de sade sanitria para o povo brasileiro Esse governo defende a militarizao da sociedade Outro absurdo pois tratase de criar uma ideologia na educao atravs dessas escolas cvicas militares Um ensino fascista que impede que as crianas tenham um pensamento de libertao Essa a mesma lgica do militarismo autoritrio do Estado Novo e do Golpe de 1964 Bolvar acredita que a chegada de um presidente despreparado e incompetente como Bolsonaro ao Palcio do Planalto devese tambm no punio dos crimes da ditadura Os torturadores no foram presos condenados Isso proporcionou uma caminhada sem obstculos para a ascenso desses militares reacionrios conservadores que esto nas entranhas do governo do capito Na minha poca o que representava a formao dos militares era a inteligncia sistematizada como a do general Nelson Werneck Sodr cujo contraponto era o general Golbery do Couto e Silva um pensador de direita preparado intelectualmente diferente desses generais do capito Bolsonaro que so analfabetos conservadores e reacionrios afirma Esse general Braga Netto por exemplo foi para o Rio de Janeiro para resolver os problemas das milcias e do narcotrfico mas no resolveu e ainda foi promovido a ministro no Governo Bolsonaro Provou a incompetncia dele no Rio de Janeiro e foi promovido a ministrochefe da Casa Civil do capito ironiza Meirelles Em nenhum momento da nossa conversa o general Bolvar Meirelles demonstrou pessimismo ou desesperana Ao contrrio sua f no povo brasileiro infinita Se o povo brasileiro resolver caminhar para um Estado socialista no existir um tampo armado que possa impedir esse processo acredita Ao ser perguntado como se poderia trabalhar para uma mudana na sociedade ele pensa um pouco e responde Acho que temos que ter o otimismo e a pacincia histrica porque o mundo no pode continuar eternamente vivendo da explorao do ser humano por outro ser humano Tem que ser construda uma fora um poder popular difcil mas no impossvel Com o tempo teremos uma fora armada popular e dirigida pelo povo Questionado sobre os meios pelos quais se daria essa mudana retrucou Sempre votei e continuo votando Mas no acredito que
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as eleies resolvero o problema do povo brasileiro Quem resolver as mazelas do povo ser o povo organizado na busca do poder popular e construindo um governo popular Vislumbro mais do que esse nacionalismo pequeno Desejo uma ptria sem fronteiras sem misoginia sem discriminaes sem racismo sem discriminaes de classe Essa a minha viso minha esperana Bela frase para se ouvir de um general Ao final da entrevista o general Bolvar quis deixar uma ltima mensagem aos leitores do jornal Sonho com uma frente concreta da esquerda porque ela est muito diluda Espero que vocs atuem no sentido de melhorar as condies do povo brasileiro na luta num processo permanente at o povo assumir o poder e a direo da prpria Nao que construiu Essa a minha mensagem de otimismo e esperana Por Fly Hirano Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas So Paulo Aquele que no conhece a verdade simplesmente um ignorante mas aquele que a conhece e diz que mentira este um criminoso Bertolt Brecht Entre a ignorncia e o crime existe a farsa A farsa o maior artifcio de qualquer criminoso que para ocultar suas aes se utiliza do manto da ignorncia ou mais escancaradamente de uma verdade distorcida Tal o modus operandi do reitor de uma das mais renomadas universidades pblicas da Amrica do Sul e Central e at do mundo Vahan Agopyan determina em sua reunio de cpula e anuncia a USP no vai parar Essas cinco palavras esto trajadas de mentiras veremos O reitor diz defender o suporte sociedade mas preciso expor que o amparo a que se refere diz respeito aos processos de privatizao cuja implantao h tempos ambicionada na Universidade de So Paulo USP Um dos exemplos mais expressivos o Hospital Universitrio HU Em 2018 a Assembleia Legislativa do Estado de So Paulo ALESP aprovou emenda de R48 milhes para o hospital valor redirecionado por Vahan a outras finalidades o que culminou na denncia do desvio pelo Dossi HU O dinheiro segue suspenso pois atravs do estrangulamento e precariedade o reitor pretende transferir inciativa privada a gesto do hospital para as Organizaes Sociais de Sade OSS Tal situao se agrava no perodo de pandemia para trabalhadores e trabalhadoras efetivos e terceirizados do HU no h testes para os funcionrios alm do racionamento de mscaras e EPIs chegando a uma mscara cirrgica por dia e equipamentos improvisados de segurana Tal descaso com o atendimento sade pblica ntido os prprios moradores do Conjunto Residencial da USP CRUSP no possuem acesso ao teste nem ao tratamento Aps grande processo de luta e presso sobre a Superintendncia de Assistncia Social SAS e a reitoria os estudantes conseguiram a conquista dos testes do COVID19 no entanto apenas uma leva teve seu resultado divulgado at o momento com 10 dos 90 avaliados sendo casos confirmados de infeco pelo vrus Ainda h outras 4 levas a serem reveladas 360 exames no entanto nada foi feito a respeito dos 10 alunos j infectados de onde se pode inferir que o valor a ser divulgado j no corresponde ao potencial aumento de contaminao Ainda assim as mes denunciam o processo de coleta para o exame em que pessoas do grupo de risco deveriam se colocar na fila com os demais estudantes O despreparo e o desrespeito para com os moradores do CRUSP evidente Os casos se confirmam e nada feito a respeito os sistemas de sade se saturam e nenhum dinheiro investido em contratao ou infraestrutura e ainda por cima na questo referente aos cursos tentase implantar o Ensino a Distncia EaD o qual necessita uma anlise um pouco maior que ser feita a seguir O Ensino a Distncia se apresenta tal qual um prisma de ataques inicialmente como uma luz branca a farsa decretada como soluo para o impasse do ensino em meio crise no entanto quando ampliamos seu espectro podemos identificar ao menos sete facetas de impacto insuficincia acadmica precariedade estrutural desfalque familiar jornadas mltiplas sade dever social e privatizao Esse o panorama da USP e de seus estudantes hoje durante a pandemia do COVID19 Tanto mais preocupante a situao dos moradores do CRUSP que compem os mais prejudicados tanto do prisma da EaD quanto da precarizao do HU Para agravar ainda mais a situao a moradia estudantil que oficialmente conta com 12 mes hoje abriga 98 que esto completamente desamparadas pela SAS e pela reitoria tendo que lidar ainda com a presso psicolgica e material do bemestar de suas crianas grupo de risco recebendo apenas auxlio para um indivduo As Brigadas de Solidariedade desenvolvidas pelo Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas MLB em parceria com o Centro Acadmico Lupe Cotrim CALC iniciaram um processo de angariao de doaes junto dos estudantes da Escola de Comunicaes e Artes ECAUSP e conseguiram um total de R152200 que foram destinados s mes do CRUSP configurando tambm o primeiro e nico at o momento centro acadmico a desenvolver uma ao nesse sentido A entrega dos alimentos e dos produtos de higiene garantem mais um perodo de respiro para essas famlias no entanto ficou evidente que somente a luta e a unio verdadeiramente solidria conseguiram conquistar mudanas efetivas no espao como os testes para o COVID19 e as doaes No podemos aceitar a precarizao do ensino pblico nem que a vida dos nossos alunos seja vendida pelo dinheiro criminoso das empresas que colocam o lucro acima de tudo desumanizando at a ltima gota do nosso suor Nossa nica sada o resgate e o exerccio da solidariedade proletria e a unio e construo do poder popular para a reconstruo de uma sociedade em que impere os valores da justia e da liberdade Por uma educao pblica gratuita e de qualidade Fora Bolsonaro por um governo popular Ousar lutar ousar vencer Venceremos A campanha pelo fim dos despejos durante a pandemia uma articulao de movimentos entidades coletivos e instituies acadmicas e vem monitorando aes de remoes de norte a sul do Brasil Fruto das denncias feitas pela campanha 13 aes de remoes em massa j foram suspensas Porm a justia continua autorizando que famlias sejam postas na rua em plena pandemia de Covid19 Com objetivo de reunir os casos de despejos e visibilizlos a campanha cumpre um importante papel de denncia nas redes sociais e outras mdias bem como de defesa dos movimentos sociais que ocupam terrenos e prdios abandonados com famlias semteto ignoradas pelo Estado Esse movimento tem sido muito importante j que muitas vezes os meios de comunicao burgueses empenham uma grande campanha contra os movimentos de moradia que so taxados de terroristas pelo governo e por muitos juzes afirma Klber Santos da coordenao nacional do MLB um dos movimentos que participam da campanha Despejo Zero Apesar dos esforos para impedir novos despejos inevitvel que mais casos continuem ocorrendo uma vez que o nmero de famlias que perderam renda e no conseguem mais pagar aluguel aumentou nos ltimos meses Muitas dessas pessoas no tem outra opo que no seja ocupar espaos ociosos que se multiplicam pelas grandes cidades Os governos no lugar de promover polticas habitacionais e de controle dos aluguis para enfrentar o problema preferem criminalizar os semteto e tratar a questo como caso de polcia Dessa forma fundamental fortalecer a campanha e as aes de denncia e combate aos despejos Contudo para resolver definitivamente o problema da moradia no basta visibilizar o tema Como disse Friedrich Engels em sua obra Sobre a questo da moradia de 1872 Para pr um fim a essa escassez de moradia s existe um meio eliminar totalmente a espoliao e a opresso da classe trabalhadora pela classe dominante ou seja para solucionarmos o dficit habitacional os despejos a falta de saneamento de creches e outros problemas tanto no campo como na cidade necessrio construirmos uma nova sociedade uma sociedade onde no haja explorao de uma minoria rica sobre uma maioria de trabalhadoras e trabalhadores pobres preciso revolucionar a maneira de se produzir a cidade Atos manifestaes panelaos panfletagens e novas ocupaes devem estar na ordem do dia dos movimentos que lutam pela moradia e pelo direito humano de morar dignamente As cidades sendo o grande palco da luta de classes devem ser porta vozes da insatisfao social de todos os trabalhadores semteto que lutam pelo fim dos despejos pelo Fora Bolsonaro e pelo Poder Popular Homenagem ao guerrilheiro revolucionrio que tombou no ms de setembro Pedro Dragoni Lamarca teve sua revelao quando esteve em misso no Egito quando do conflito durante o processo de nacionalizao do canal de Suez efetuado pelo ento governo nacionalista de Al Nasser nos anos 50 e a posterior guerra na chamada Crise de Suez Ali no meio do deserto e presenciando a fome e a brutal misria e explorao sofrida pelo povo entendeu que a ONU e o Ocidente civilizado no estavam l por nenhuma democracia mas sim para se apoderaram das riquezas naturais do Oriente Mdio Lamarca volta outra pessoa dessa misso convicto de que o capital monopolista internacional era o grande carrasco dos povos e nos anos subsequentes aps o golpe de 1964 de que o Brasil estava vivendo de fato uma ditadura empresarialmilitar feroz e a servio do imperialismo norteamericano VARPalmares VPR MR8 Carlos passou por essas organizaes errou debateu buscou se aprofundar em teoria revolucionria marxista para melhor delinear qual melhor caminho a seguir no somente na luta armada mas na luta revolucionria em geral Ao contrrio do senso comum de que Lamarca teria uma tendncia militarista ao se aprofundar na compreenso da dinmica das lutas sociais percebeu que somente o trabalho pela base com o protagonismo da classe operria que se poderia construir um instrumento de massas para enfrentar a ditadura militar Mesmo que sua atuao devido s condies concretas e a interpretao em voga muito mal interpretada por sinal da experincia de Cuba tenha sido a de buscar criar focos guerrilheiros a partir da zona rural emulando o processo da revoluo cubana ao final de sua vida no interior baiano lendo Marx e Lnin pde rever suas posies mas que infelizmente no puderam ser colocadas em prtica dado o endurecimento do regime e o isolamento total e aniquilamento das esquerdas armadas naquele incio de dcada de 70 Costumase evidenciar o carter personalista de Lamarca entretanto o mesmo declarou O que um revolucionrio toda a pessoa que ama todos os povos ama a Humanidade tem uma imensa capacidade de amar ama a justia a Igualdade Mas ele tem de odiar tambm odiar os que impedem que o revolucionrio ame porque uma necessidade amar Odiar aos que odeiam o povo a Humanidade a Justia social Odiar aos que dominam e exploram o povo odiar aos que corrompem ameaam e alienam as mentes aos que degradam a Humanidade aos injustos falsos demagogos covardes O revolucionrio ama a Paz faz a guerra como instrumento para ter a Paz a Paz justa sem explorao do homem pelo homem O revolucionrio tem que ser capaz de todos os sacrifcios pela causa de at se separar dos seus filhos para libertar todos os filhos de se separar dos pais porque outros pais precisam dele Quando vocs sentirem saudades de mim se lembrem de que aqui no Brasil existem muitas crianas que passam fome que andam descalas sem escolas que sofrem e veem seus pais sofrerem Lembramse quando conversei com vocs no quarto e pedi a vocs que deixassem eu lutar para acabar com isso Eu lembro bem que a Claudinha bateu palmas e o Csar disse Muito bem papai Combinamos que tnhamos de ficar longe um do outro e que guardaramos no corao a esperana de nos encontrarmos novamente Carlos Lamarca em 17 de setembro de 1971 com ento 37 anos deixou a vida entrando para a histria como um dos maiores revolucionrios que tivemos em nosso pas Deu seu valoroso sangue em uma luta sem trguas por uma sociedade sem exploradores e explorados compreendeu ao fim de sua curta trajetria o papel fundamental da classe operria de organizao desde baixo e que a luta armada s teria chances reais de xito se ela emanasse do desenvolvimento das prprias lutas populares Carlos foi e ser sempre exemplo Um heri eterno do panteo dos as grandes revolucionrios as da histria do Brasil Que seu afinco pela libertao do povo possa nos inspirar nas lutas dirias que travamos por uma sociedade igualitria e fraterna A Conferncia Internacional de Partidos e Organizaes MarxistaLeninistas CIPOML expressa seu pesar pelo falecimento do comandante Hugo Chvez Frias presidente da Repblica Bolivariana da Venezuela Manifesta sua solidariedade com a classe operria e o povo com o Governo da Repblica Bolivariana com os revolucionrios e comunistas que combatem valorosamente pela liberao social e nacional na Venezuela O processo revolucionrio que tem lugar na Venezuela envolvendo milhes de seres humanos os trabalhadores e a juventude vem cumprindo a tarefa de democratizar a sociedade de dar acesso aos setores empobrecidos dos direitos de sade educao e seg
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urana social enfrenta a oposio da reao e da oligarquia e ps de p as massas trabalhadoras e a juventude para defender esse processo O Governo da Venezuela com Hugo Chvez cabea desenvolveu uma importante poltica de integrao na Amrica Latina incluindo os diversos pases da Regio e de maneira particular aqueles que integram a Alba Este processo tenta um desenvolvimento independente e enfrenta a oposio aberta do imperialismo norteamericano que se nega a perder seu domnio tradicional Por estas razes o comandante Chvez ganhou um posto entre os lutadores sociais e revolucionrios entre os trabalhadores e povos da Amrica Latina e de outros continentes destacase como um lutador um patriota decidido um antiimperialista consequente Sua morte cria uma grande perda para a luta contra a tirania e o inevitvel mas duro e difcil processo de libertao dos povos Mas esse doloroso golpe no frear a luta pelo contrrio estamos convencidos de que a classe operria o povo e a juventude venezuelanos continuaro os combates sabero distinguir seus amigos verdadeiros dos inimigos abertos e encobertos e avanaro na luta de libertao resolutamente pelo caminho da revoluo e para o socialismo Com os revolucionrios proletrios frente enterraro o capitalismo e o imperialismo tal como o faro outros povos da Amrica Latina e do mundo Os Partidos e Organizaes MarxistaLeninistas integrantes da CIPOML renovam seu compromisso com a revoluo internacional do proletariado com o internacionalismo proletrio reafirmam sua convico de que os integrantes do Partido Comunista MarxistaLeninista da Venezuela PCMLV e as verdadeiras foras revolucionrias do pas continuaro a luta para conduzila pela revoluo e pelo socialismo at a vitria 7 de Maro de 2013 COMIT COORDENADOR DA CIPOML Eles j chegaram atirando Tinha mais de 20 pessoas na rua fazendo a confraternizao crianas tambm Meu irmo pedreiro ressalta Daiane irm de Adeilton uma das vtimas A PMBA a polcia mais letal para pessoas negras Segundo a Rede Observatrio de Segurana Pblica em relatrio publicado no ano passado 996 das vtimas da polcia militar baiana em operaes policiais na capital do estado eram negras Caio Mago Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas MLB Bahia SALVADOR Na vspera do Natal durante uma confraternizao entre moradores do Vale das Pedrinhas no complexo do Nordeste de Amaralina uma viatura da Polcia Militar chegou atirando sem motivo aparente Os atingidos foram Marcelo Daniel Ferreira Santos de 19 anos que veio a falecer na madrugada do dia 28 e Adeilton Santana Pereira de 34 anos que segue internado no Hospital Geral do Estado HGE Segundo as famlias das vtimas os policiais atiraram contra a multido de forma covarde se negaram a prestar socorro e s no assassinaram os jovens ali mesmo porque a populao interveio e alertou que no eram criminosos Ele estava jogado perdendo muito sangue e os policiais se recusaram a dar socorro Eu fiz uma agonia para que eles socorressem meu filho mas s quando a me dele chegou foi que eles pegaram Marcelinho e colocaram no carro Eu fui com eles para o HGE conta Ademrio pai de Marcelo Marcelo esquerda era jogador de futebol atuava nos times do bairro e havia voltado recentemente de uma viagem que fez para jogar Como muitos outros jovens ele sonhava em viver do esporte e dar uma vida digna para sua famlia correndo na contramo da poltica de estado da burguesia que priva nosso povo do esporte e no investe no nosso bemestar Adeilton direita pedreiro e resiste rotina exaustiva do trabalho quase sempre informal e subremunerado Meu filho no tem o hbito de correr de polcia Meu filho tem o hbito de pegar uma chuteira um meio e ir para o treinamento dele porque ele esportista disse a me de Marcelo em entrevista TV Bahia O Genocdio Negro na Bahia Absurdos como esse no so exceo no estado Em Setembro de 2021 a Alma Preta Jornalismo apresentou um levantamento que indicou que em 2020 100 das 381 vtimas da Polcia em Salvador 104 por dia foram homens negros Na Bahia foram 1137 vtimas letais e 98 dessas eram negros Na Roma Negra nome dado cidade de Salvador por conta da maior populao preta fora de frica a juventude sangra deliberadamente nas periferias entregues ao trfico de drogas violncia policial ao desemprego ao subemprego e fome Os motivos dos assassinatos so quase sempre alegaes infundadas como no exemplo da Chacina da Gamboa cuja justificativa foi uma troca de tiros que a investigao prova que no aconteceu desmentida ao vivo por uma das moradoras da Ocupao Outro exemplo foi o assassinato do estudante Luiz Carlos Mendes na Fazenda Grande do Retiro que foi acusado de ser amigo de traficantes como se isso justificasse a execuo O exgovernador do Estado Rui Costa PT que assumiu o primeiro mandato declarando que a famlia do bandido quem tem que chorar quase sempre se manteve em silncio diante dos absurdos cometidos pela Polcia que controlou durante oito anos uma estratgia de reduo de danos j que em 2015 aps os doze assassinatos da Chacina do Cabula o ento governador comparou os policiais com artilheiros em frente ao gol Por trs do discurso da igualdade racial democracia e amor contra o dio o Partido dos Trabalhadores PT no demonstra preocupao em relao ao comportamento fascista do exgovernador agora promovido a ministro da Casa Civil do governo Lula Nenhuma das famlias das vtimas parece importar para a alta cpula do partido que ignora o massacre promovido pela gesto de Rui Costa e o mantm em posies e espaos de poder No Novembro Negro campanha de celebrao pelo ms da Conscincia Negra um evento realizado pela Secretaria de Promoo da Igualdade Racial Sepromi premiou Jernimo Rodrigues exsecretrio de educao e governador eleito sem que este possua qualquer contribuio significativa para o Movimento Negro na Bahia e no Brasil usando o evento como palanque e fazendo da celebrao um escrnio luta do nosso povo pela justia e reparao das crueldades cometidas durante o perodo da escravido Para alm disso nenhuma crtica ao genocdio cometido pelo antigo governador situao de desemprego que nosso povo enfrenta ou s dificuldades sentidas na pele da classe trabalhadora em sua grande maioria negra Essa a situao que a Bahia enfrenta em seus organismos institucionais que ignoram nossas dores e instrumentalizam nossas lutas a favor da manuteno do poder poltico e dos cargos nos gabinetes A organizao como ferramenta de luta Lnin grande liderana na revoluo de Outubro de 1917 que levou os trabalhadores ao poder e deu origem Unio das Repblicas Socialistas Soviticas URSS dizia que a organizao a nica coisa que ns trabalhadores temos como arma para mudar a nossa realidade Prova disso que no mesmo dia em que Marcelo veio a bito a comunidade do Nordeste de Amaralina onde ele moravafoi s ruas queimando objetos e atravessou um nibus para travar a cidade como protesto contra a ao criminosa da Polcia Militar preciso intensificar a reao popular aos crimes cometidos pelo Estado capitalista em especial os assassinatos e manter uma mobilizao constante atenta e forte contra as violaes que a estrutura poltica que hoje comandada pela burguesia promove contra as nossas vidas e a nossa dignidade necessrio que nos organizemos em partidos polticos de luta ou seja independentes do dinheiro sujo do empresariado em movimentos sociais combativos e que lutemos diariamente pela derrubada do sistema capitalista que se ergueu na escravido dos nossos ancestrais pela fora fsica e que se mantm pela explorao da nossa fora de trabalho baseada na privao das nossas necessidades bsicas como a alimentao a moradia e a sade que nos obriga a trabalhar por salrios miserveis enquanto a burguesia pe no bolso o fruto do nosso suor Se como Malcolm X provou o sistema capitalista no existe sem o racismo seremos ns os responsveis por cortar esse mal pela raiz para que nossa poesia no seja mais escrita com sangue Venceremos De acordo com o IBGE no final de 2020 52 milhes de brasileiros viviam na pobreza e 13 milhes na extrema pobreza O desgoverno militar de Bolsonaro nada fez contra a pandemia contra o uso de mscaras e da vacina Preferiu gastar dinheiro com cloroquina e leite condensado para os militares do que investir na construo de hospitais pblicos ou na contratao de mdicos Por isso depois de faltar oxignio no Amazonas nove capitais no tm leitos de UTI para os casos graves da Covid O Brasil vive sua maior crise sanitria social e econmica Como todos sabem a grande obra deste governo o desemprego So 32 milhes de brasileiros sem emprego informa o IBGE O maior nmero de desempregados em 30 anos Eram seis milhes quando Bolsonaro assumiu a Presidncia A fome est em toda esquina nas favelas nos bairros e nas casas das famlias pobres So dezenas de milhes de brasileiros que vivem sem saber o que vo comer amanh Esto sem renda nenhuma no tm mais como se endividar e no possuem dinheiro para comprar alimentos nem para pagar o aluguel luz gua ou comprar o botijo de gs O auxlio emergencial era de R 600 mas o presidente e o banqueiro nomeado como ministro da Economia Paulo Guedes acham que muito dinheiro para um pobre receber Como no tem o que apresentar ao povo brasileiro a no ser suas saidinhas do Palcio para andar de jet ski nas praias de Santa Catarina ou do litoral paulista inventou uma interveno para ingls ver na Petrobras demitiu quem ele prprio nomeou para presidncia da empresa Os grandes meios de comunicao ajudaram na encenao dizendo que a demisso de Roberto Castello Branco era uma loucura e o conselheiro da Petrobras Marcelo Mesquita chegou a definir o ato como um flerte com o comunismo Bolsonaro no tem nada de comunista sim um fascista e odeia a democracia A demisso do presidente da Petrobras foi uma pea de teatro muito mal encenada para beneficiar os especuladores da bolsa e do dlar Eis os fatos Somente um pequeno grupo de privilegiados sabia que a demisso aconteceria e se prepararam para ela Assim que o bobo da corte anunciou no dia 19 de fevereiro que o general Joaquim Silva e Luna mais um para mamar nas tetas do governo assumiria a empresa as aes da Petrobras despencaram 22 e o dlar disparou Numa sociedade onde o mercado um verdadeiro deus algum poderia esperar algo diferente Claro que no Em consequncia desse crime a Petrobras teve o maior prejuzo da sua histria R 102 bilhes Mas como o maior acionista da empresa o governo brasileiro esse dinheiro sair dos cofres pblicos isto dos impostos pagos pelos trabalhadores O clima de pnico na bolsa criado pelos grandes especuladores levou os pequenos investidores pequenos na bolsa existem so manipulados pelos donos do mercado mas existem vendo seu dinheiro derreter colocaram suas aes venda Os grandes fundos de investidores os bancos compraram na baixa para vender na prxima alta No dia 25 de fevereiro as aes voltaram a subir 126 mas quem vendeu no podia mais voltar atrs A farsa da interveno da Petrobras fica ainda mais desmascarada quando observamos que nenhum dos aumentos no preo do diesel e da gasolina foram revogados Mais uma vez os caminhoneiros so trados De fato os quatro reajustes na gasolina e os trs no diesel continuam sendo pagos pelos consumidores Somente neste ano os dois combustveis acumulam uma alta de 347 e 277 respectivamente J o botijo de gs de 13 quilos aps a interveno de araque segue sendo vendido em So Paulo por R 105 mas os revendedores dizem que ele pode chegar a R 150 no final do ano Afinal que interveno essa que os preos dos combustveis aumentam e os especuladores ganham fortunas com a alta do dlar e a compra de aes Fascista e entreguista Bolsonaro um grande fascista privatista Eis as provas a Refinaria Landulpho Alves RLAM localizada na Bahia foi vendida pelo Governo Bolsonaro no dia 8 de fevereiro ao Fundo Mudadala de Abhu Dhabi por US 161 bilho mas o valor da refinaria no mercado de US 4 bilhes Ou seja a Petrobras teve com essa venda um prejuzo de mais de US 2 bilhes R 10 bilhes No bastasse centenas de trabalhadores sero demitidos Mas para o governo trabalhador ser demitido no tem problema nenhum Tem mais de acordo com o engenheiro Carlos Mariz exdiretor regional da Eletronuclear os 486 mil megawatts MW de capacidade de gerao do Sistema Eletrobras equivalem a um investimento de cerca de R 370 bilhes Mas o governo quer rifar a empresa por menos de R 30
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bilhes 10 do valor de um patrimnio pblico essencial para a populao pois garante o fornecimento da energia Alm disso o plano do governo vender a preo de banana os Correios a Caixa Econmica Federal o resto do Banco do Brasil e da Petrobras At a Casa da Moeda que imprime o dinheiro do pas o governo quer privatizar O social que ele fala e faz portanto transferir dinheiro pblico para os bolsos dos generais dos filhos e da classe rica que oprime e explora o povo brasileiro Em resumo a interveno na Petrobras favoreceu os especuladores os bancos e fundos de investimento que controlam a Bolsa de Valores e causou um enorme prejuzo aos cofres pblicos Mas Bolsonaro Mouro os generais do Palcio no esto nem a No vai sair nenhum tosto do bolso deles Tratase de um governo to corrupto que seus maiores cabos eleitorais so os expresidentes Collor e Temer e os deputados e senadores do Centro a turma do toma l d c Em resumo urgente sepultar este governo corrupto fascista e entreguista Da Redao 139 milhes de desempregados pessoas que no trabalham mas procuraram emprego nos ltimos 30 dias 68 milhes de subocupados pessoas que trabalharam menos de 40 horas por semana mas gostariam de trabalhar mais 58 milhes de desalentados pessoas que desistiram de procurar emprego 55 milhes de pessoas que podem trabalhar mas que no tm disponibilidade por algum motivo como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos Fonte IBGE 2021 Em visita cidade de Recife PE para participar do Encontro Nordeste de Solidariedade com Cuba realizado no dia 20 de maio no Centro Cultural Manoel Lisboa o embaixador de Cuba no Brasil Adolfo Curbelo Castellanos concedeu entrevista exclusiva ao jornal A Verdade Nela o diplomata denuncia o criminoso bloqueio dos EUA ao povo cubano e ressalta o papel da solidariedade internacional Adolfo tem 60 anos e j foi embaixador de Cuba no Paraguai e no Chile cumpriu vrias misses diplomticas pela Amrica Latina e Caribe e compunha o corpo diplomtico cubano na Unio Sovitica quando da desintegrao daquele Estado socialista no incio dos anos 1990 Redao A Verdade No dia 26 de maro o povo cubano participou em massa das eleies para a Assembleia Nacional Mas sabemos que em Cuba o processo democrtico no se inicia nem se encerra com a votao Quais os valores da democracia no pas Adolfo De fato o processo democrtico em Cuba muito mais que o ato em si de votar Tem muito a ver com a participao popular Esta ltima eleio foi muito importante porque permitiu conformar a Assembleia Nacional Popular com uma votao altssima de 76 de comparecimento dos eleitores Este processo se inicia com a postulao dos candidatos que feita em assembleias populares de nvel local Ento o processo muito aberto participativo No so partidos nem organizaes que propem os nomes mas sim o povo diretamente nos diversos colgios eleitorais que existem por todo o pas A expresso da nossa democracia tem muito a ver como j disse com a participao popular com a formulao de polticas Por exemplo a Constituio Cubana aprovada por ampla maioria da populao num referendo foi precedida de uma ampla discusso sobre seu texto Isso aconteceu nas assembleias dos bairros nos centros de trabalho escolas inclusive nas embaixadas no servio diplomtico no exterior onde foram feitas propostas de redao para mudar artigos para adicionar ou suprimir Ento cada proposta foi encaminhada a uma comisso que trabalhou o texto final da nova Constituio de maneira que ela reflete a vontade do conjunto do povo Por falar em democracia os EUA se intitulam a maior democracia do mundo No entanto impem a Cuba um criminoso bloqueio econmico poltico e social h seis dcadas Quais as consequncias do bloqueio para a vida do povo cubano O bloqueio um ato criminoso qualificado como genocdio pela Conveno da ONU que tenta privar deliberadamente o povo cubano dos meios de subsistncia Como fazem isso Perseguem toda operao comercial cubana probem o uso do dlar que a moeda de referncia para as transaes internacionais aplicam sanes aos pases que comercializam com Cuba Ento realmente uma guerra econmica total que chega a proibir que se descarregue petrleo em Cuba Uma poltica criminosa que inclusive aproveitou a pandemia para reforar o bloqueio O governo de Donald Trump implementou 243 medidas adicionais em sua maioria vigentes ainda hoje Portanto os danos do bloqueio no so s econmicos atingem enormemente tambm os setores mais sensveis da populao como a sade pois nega acesso a medicamentos e insumos mdicos capazes de salvar vidas humanas Em que pese tudo isso temos buscado nossa soberania em matria de sade o que nos permitiu enfrentar com grande xito a pandemia de Covid19 Cuba conseguiu imunizar toda sua populao a partir de cinco vacina desenvolvidas no prprio pas sendo a primeira nao a vacinar todas as suas crianas maiores de dois anos Isso nos permitiu salvar milhares de vidas e reabrir o pas pouco a pouco De que maneira Cuba trabalha internacionalmente para superar o bloqueio Ns pensamos que os EUA esto profundamente isolados internacionalmente na poltica do bloqueio Basta observar as votaes na Assembleia das Naes Unidas em que os pases reiteradamente rechaam de forma praticamente unnime o bloqueio dos EUA contra Cuba um rechao universal A comunidade de pases latinoamericanos e caribenhos rechaam o bloqueio e rechaam a incluso de Cuba na lista dos pases que promovem o terrorismo A Unio Europeia tambm O mesmo fazem a Unio Africana a Liga rabe Ou seja no existe um nico agrupamento de pases que esteja de acordo com a posio dos EUA e de Israel Desta maneira Cuba tem um respaldo internacional enquanto os EUA esto isolados na aplicao unilateral desta poltica criminosa Paralelamente muito importante a campanha de solidariedade internacional que se desenvolve em todos os continentes incluindo a Amrica Latina e aqui tambm no Brasil Isso no s na disputa poltica com pronunciamentos e aes mas tambm na prtica de aes efetivas como recolhimento de fundos envio de insumos Aproveitamos para agradecer o compromisso de tantas organizaes sociais e polticas do Brasil com a luta do povo cubano Neste ms de junho ser realizada em Belm do Par a 36 Conveno Nacional de Solidariedade com Cuba Que papel cumpre movimentos como este A solidariedade uma contribuio extraordinria resistncia do povo cubano que sempre presta sua gratido a todos os amigos que ao redor do mundo se manifestam pelo fim do bloqueio No Brasil uma Conveno como esta que se aproxima ocorre num momento muito especial porque vai reunir uma quantidade enorme de participantes dos mais variados lugares juntamente com uma importante delegao que vir de Cuba Isso vai nos permitir compartilhar sobre a conjuntura que vivemos hoje em nosso pas e assim transmitir a nossos companheiros da solidariedade o trabalho que vem se desenvolvendo em Cuba Tambm escutar e receber as diversas ideias que se expressam nas viagens de delegaes de brasileiros a Cuba na participao em brigadas de trabalho no rechao ao bloqueio Tambm o momento de expressar o profundo carinho que une os povos de Cuba e do Brasil Por fim voc viveu diretamente um dos processos mais difceis da histria da classe trabalhadora que foi o fim da Unio Sovitica Como voc avalia este movimento de avanos e recuos da experincia socialista no mundo Quais as perspectivas da construo socialista em Cuba Quando se desintegrou a Unio Sovitica me fizeram uma pergunta parecida E na poca eu disse que poderia ter fracasso o Estado por distintas razes mas a ideia existia e seguia viva E hoje eu continuo pensando e afirmando o mesmo No se pode julgar o valor de uma ideia ou pretender enterrar esta ideia porque ocorreu um fracasso devido a uma soma de fatores que nada tm a ver com a ideia em si Ou porque a ideia foi de alguma forma tergiversada Ou porque no se tomaram as decises que deveriam ser tomadas A questo no que a ideia de socialismo no sirva Isso no expressa que a ideia de socialismo no seja uma ideia vlida J ningum pode dizer que o capitalismo uma ideia vlida porque sabemos que ele custa milhes de excludos de famintos de pessoas que morrem por enfermidades curveis Ns que somos um pas subdesenvolvido com poucos recursos temos alcanado xitos extraordinrios na igualdade social aplicando polticas do socialismo Por exemplo os ndices de mortalidade infantil em Cuba so to baixos quanto nos pases mais desenvolvidos Os EUA tm ndices muito mais elevados do que Cuba Assim tambm podemos citar a cobertura vacinal em Cuba que muito extensa e com vacinas produzidas no prprio pas Ento eu creio que a ideia de socialismo continua sendo vlida Hoje a humanidade est ameaada de desaparecer literalmente devido destruio do meio ambiente Isso est na base deste sistema capitalista que estimula o consumo desenfreado irracional porque concentra a riqueza em poucas mos enquanto aumenta a pobreza da grande maioria da populao Portanto reivindicamos o projeto socialista e acreditamos firmemente que a nica alternativa para os problemas mais graves e angustiantes da humanidade Entrevista publicada na edio n 272 do Jornal A Verdade Foi realizada de 18 e 20 de maio a 1 Conferncia de Mulheres das Amricas na cidade de So Bernardo do Campo em So Paulo Estiveram presentes cerca de 300 delegadas de 13 Estados do Brasil e sete pases das Amricas Argentina Chile Colmbia Equador Peru Uruguai e Venezuela alm da europeia Alemanha Um vdeo em homenagem a Olga Benario emocionou todos os presentes e deu o tom de combatividade que a homenageada sempre demonstrou em suas aes A seguir trechos da declarao final aprovada no Encontro Com a atual crise do sistema capitalista crescem as demisses e pioram as condies de trabalho Sofrem mais as mulheres pois recebem os piores salrios ocupam as piores funes e so as primeiras a serem demitidas As professoras uma profisso essencialmente feminina tm jornada tripla de trabalho recebem muito pouco e vm de perto o sofrimento e a fome nos bairros pobres Essa superexplorao causa enfermidades como tendinite LER alergias estresse em nveis elevados entre tantos outros que comprometem a sade destas trabalhadoras As mulheres so as que mais sofrem com a falta de direitos e acesso s condies de vida dignas reflexos do sistema econmico vigente Quando se trata das jovens negras pobres homossexuais e ndias a discriminao e explorao so ainda maiores Essa a realidade da maioria dos pases da Amrica Latina No h creches nos locais de trabalho universidades e escolas o que no garante o direito das mulheres a trabalhar e a ter sua formao A licena maternidade inferior necessria para a me e para o beb e muitas jovens so expulsas das moradias universitrias quando ficam grvidas ou seja toda a responsabilidade da gravidez recai sobre a mulher Portanto defender a existncia de creches e escolas pblicas de qualidade defender o direito da mulher maternidade ao trabalho e educao Desde que nascem o tratamento familiar dado s meninas diferente do que dado aos meninos As meninas so criadas para serem donas de casa e mes so educadas para serem submissas aos homens E os meninos educados para o espao pblico para o comando e para a agressividade Aborto legal para no morrer A mulher jovem privada de participar dos espaos pblicos presa enclausurada em casa e em muitos casos sofre violncia fsica e sexual domstica por parte dos pais companheiros eou responsveis que se sentem donos delas evidenciando assim o grande machismo existente na cultura capitalista No h polticas para educao sexual gerando um nmero cada vez maior de gravidez precoce ao mesmo tempo que gera inmeras mortes por abortos clandestinos nessa faixa etria A igreja tambm ocupa papel importante diante do Estado definindo questes que dizem respeito deciso da mulher e sade pblica necessria ento uma ateno sade da mulher a descriminalizao e legalizao do aborto Desmistificar os dogmas religiosos e o preconceito em relao a este ponto Garantir educao sexual para decidir anticonceptivos para no abortar e aborto legal para no morrer As mulheres so extremamente sexualizadas e so transformadas em mercadorias venda corpo e imagem E apesar de toda a propaganda sexual da mdia as mulheres que so ditas culpadas em casos de estupro alegando o uso de roupas inapropriadas e insinuaes Alm da violncia sexual existem vrios outros tipos de violncia como a patrimonial domstica moral psicolgica obsttrica entre outras O movimento de mulheres deve combater veementemente qualquer um destes tipos de violncia bem como as suas causas Tambm se devem exigir as condies materiais para aplicao das leis conquistadas ao longo dos anos como a Lei Maria da Penha no Brasil As mulheres pobres se prostituem e as famlias vendem suas meninas por dinheiro e servios necessrios sua sobrevivncia outras vezes elas so sequestradas com a mesma finalidade A Amrica Latina a principal rota para a venda de mulheres tanto para o mercado sexual como para
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a venda de rgos Uma vez prostitudas sofrem mais violncia quase institucionalizada de to naturalizada que parece ao senso comum papel ainda do movimento de mulheres aprofundar o debate sobre a prostituio e os problemas relacionados a esta Participao poltica Estaremos mais prximas da resoluo destes problemas com a maior participao das mulheres nos espaos de deciso Durante muito tempo as mulheres foram impedidas de participar da poltica apesar de hoje termos alcanado este direito de atuar politicamente ainda insuficiente tendo em vista que somos mais da metade da populao mundial A principal causa disto so as condies econmicas de nossos pases que reservam a mulher um papel inferior na sociedade Exemplo disso que a direo dos movimentos sociais organizaes e partidos em sua maioria masculina As diretorias de mulheres nas entidades e organizaes quando existem so postas em plano secundrio importante que as mulheres participem e sejam eleitas para parlamentos e para cargos executivos pois isto uma acumulao de foras para a luta revolucionria Precisamos trabalhar com esses problemas especficos das mulheres trabalhadoras estudantes camponesas como uma forma de atralas para luta do movimento de mulheres Intensificar a formao poltica partindo destas lutas concretas Trabalhar esses problemas com uma perspectiva de classe apontando a ideologia proletria Os pases latinos americanos so explorados pelos pases imperialistas elevando o nvel de opresso aos povos Como j apontado as mulheres sofrem ainda mais com isto portanto papel do movimento de mulheres lutar contra todos os imperialistas para a garantia da libertao nacional de nossos pases Condenamos veementemente a invaso inglesa das ilhas Malvinas territrio da Argentina E a invaso imperialista a todas as naes e povos do mundo Solidariedade Ns nos solidarizamos e exigimos a liberdade das e dos presos polticos populares da Amrica Latina Caribe e de todo o Mundo Rechaamos a criminalizao dos protestos sociais em nossos pases Exigimos o fim de toda a legislao antiterrorista pois so usadas apenas para criminalizar os lutadores populares e revolucionrios Exigimos tambm o julgamento e a priso comum para os repressores das ditaduras fascistas e genocidas Ns da Amrica Latina somos herdeiras do sangue de diversas revolucionrias Olga Benrio Ana Soto Celica Gomez Iara Iavelberg Marilena Vilas Boas Soledad Barret Azucena Villaflor Ana Sosa Helena Quinteros Rosita Paredes Augusta La Torre entre tantas outras que deram sua vida para a construo de um mundo melhor igual e socialista VIVA O MOVIMENTO COMBATIVO DE MULHERES OLGA BENRIOVIVA A LUTA DAS MULHERES TRABALHADORAS DAS AMRICAS COMPANHEIRA OLGA BENRIOPRESENTEHOJE E SEMPRE Felicitaciones El Encuentro Continental de Mujeres de las Amricas constituye una victoria para el movimiento revolucionario y antiimperialista de las mujeres y de los trabajadores del Continente y el Mundo Desde Ecuador estamos difundiendo sus resoluciones Necesitamos unir a los cientos de miles de mujeres que son explotadas y con las cuales debemos trabajar para incorporarlas a la lucha por conquistar nuestros derechos como mujeres y por la emancipacin de toda la humanidad CONFEMEC ECUADOR Cecilia Jaramillo Presidenta Nacional Nesta QuartaFeira de Cinzas 05 de maro veio o fim do Carnaval mas por outro lado o fortalecimento da greve dos garis na cidade do Rio de Janeiro Depois de trs horas de negociao com a direo da Companhia de Limpeza Urbana Comlurb a Prefeitura voltou atrs com as 1200 demisses que iniciou no dia anterior mas em troca cobrou que os garis se contentassem com um reajuste de 9 nos salrios sem garantir os demais pontos da pauta de reivindicaes da categoria Em plena TeraFeira de Carnaval cerca de 500 trabalhadores de limpeza urbana da Comlurb desfilaram na Avenida Presidente Vargas no Centro do Rio de Janeiro No no era para celebrar o Carnaval mas a greve da categoria A manifestao foi a resposta dos trabalhadores ao descaso do prefeito Eduardo Paes PMDB que desde o incio da greve na sextafeira 2802 se nega a atender as reivindicaes do movimento O cenrio de uma cidade entulhada de lixo fazia com que fosse percebida a importncia desses trabalhadores fundamentais mas que em geral ficam invisveis nas ruas principalmente para as elites No foi por acaso que Prefeitura e a direo da Comlurb antes de ceder a qualquer negociao em benefcio dos trabalhadores contratou empresas terceirizadas para fazerem a limpeza no da cidade mas do Sambdromo mostrando claramente sua preocupao com a imagem do Rio mas no com seus trabalhadores Alm disso a mdia dos ricos tentou esconder a greve no conseguindo passou a tentar desmoralizla Durante a manifestao um gari declarou Globo no Manda a Globo embora A represso policial no deixou por menos Relatos de garis falavam em policiais com fuzil em punho escoltando companheiros de empresa para garantir o trabalho de limpeza na Avenida Rio Branco uma das principais do Centro A gerncia da Comlurb pressionou psicologicamente diversos trabalhadores para no aderirem greve e no dia 4 de maro anunciou 300 demisses que atingiram principalmente as lideranas do movimento nas negociaes e piquetes Sindicato pelego no apoia a greve A greve teve incio depois que o Sindicato de Asseio e Conservao da UGT negociou uma pauta de reivindicaes totalmente fora das aspiraes da categoria Um pfio reajuste de 9 que elevaria o salriobase para R 87400 lquidos foi categoricamente rejeitado pelos trabalhadores em assembleia na frente do sindicato que contou com a descarada ausncia da direo da entidade Os trabalhadores exigiam piso de R 120000 para reparar perdas salariais histricas alm de insalubridade periculosidade para trabalhadores de cozinhas escolares e outros direitos bsicos no recebidos pela categoria hoje Aps negociao estabelecida no dia 04 o sindicato assinou acordo com a Prefeitura dizendo que a greve no era legal gerando novo descontentamento da categoria que decidiu pela manuteno de greve e s negocia com anulao das demisses anunciadas pela Comlurb Entre as principais lideranas do movimento a palavra de ordem de ter um sindicato autnomo sem rabo preso A greve vai alm do Carnaval Entrevistado por A Verdade uma das principais lideranas do movimento declarou Queremos o bsico Desde o incio deixamos claro que o sindicato no nos representa mais A comisso de greve quem negocia e o lder do movimento o gari Todo apoio de vocs que so uma imprensa do povo e das demais organizaes fundamental para nossa luta ser vitoriosa So 30 anos de adormecimento da categoria mas agora no tem volta fato que o esprito das mobilizaes de junho tem inspirando diversas categorias a entrarem em greve no Brasil Mas tambm necessrio registrar que os garis cariocas tm atuado com grande organizao e coletividade e com objetivos claros como mostra a frase de um gari na manifestao quando falava sobre os donos das redes de televiso Queria colocar esses caras para trabalhar limpando rua todo dia que nem a gente para eles aprenderem A grande maioria dos garis de negros o que no surpresa em profisso to depreciada pela sociedade capitalista em especial no Brasil que carrega a chaga de 400 anos de escravido e em pleno sculo 21 mantm negros em profisses com 70 do salrio dos brancos A manifestao parecia trazer no tempo por via da cor a imagem de um povo submetido no passado e seus algozes capites do mato hoje policiais fardados no presente Esteban Crescente e Gabryel Henrici Rio de Janeiro Esta a denncia feita pelo mdico estadunidense Ronald W Dworkin autor do livro Felicidade artificial o lado negro da nova classe feliz da Editora Planeta Nesta obra Dworkin revela que o consumo de antidepressivos e outras drogas psicotrpicas est aumentando criando o que ele chama de felicidade artificial Isto est se formando uma nova gerao de pessoas que se sentem felizes independentemente do que faam com suas vidas No importa como vo o emprego os problemas financeiros ou o relacionamento possvel ser feliz base de plulas apesar de tudo Desde meados do sculo passado a infelicidade tem sido vista como uma doena Essa tendncia teve incio nos EUA quando os mdicos de ateno primria simplesmente no sabiam como reagir aos problemas sociais e emocionais que eram levados aos consultrios por seus pacientes A partir da sob a presso de proporcionar alvio imediato ao sofrimento psquico e com uma formao humanista extremamente deficiente a estes profissionais se tornou atraente a linha de investigao que considerava as doenas psquicas apenas segundo seus sintomas e seus aspectos mais superficiais Dentre todos os problemas psicolgicos modernos a depresso o caso mais emblemtico Esta uma das doenas que mais levam ao consumo de frmacos e segundo a Organizao Mundial de Sade cerca de 350 milhes de pessoas sofrem de depresso atualmente sendo a maioria mulheres No Brasil gastouse cerca de R18 bilho com antidepressivos e estabilizadores de humor no ano de 2012 um aumento de 1629 em relao ao ano anterior colocando o pas na liderana mundial de venda dessas drogas A depresso tem sido abordada pela atual psiquiatria como uma disfuno qumica do crebro como mera falta de seratonina Segundo o psicanalista britnico Darian Leader autor do livro Alm da depresso novas formas de entender o luto e a melancolia Editora BestSeller a maioria dos historiadores da psiquiatria e da psicanlise concorda que a depresso foi criada como uma categoria clnica entre outros motivos por uma presso para classificar os problemas psicolgicos da mesma forma que os outros problemas de sade o que deu nova nfase no comportamento superficial deixando de lado os mecanismos mais profundos inconscientes Na dcada de 1970 aps a revelao dos efeitos nefastos e viciantes dos tranquilizantes mais comuns para a depresso terem sido publicados e seu mercado ter desmoronado uma nova categoria diagnstica foi criada e ao mesmo tempo um remdio para ela Como resultado a indstria farmacutica lucrou tanto com a ideia da depresso quanto com sua cura Ainda segundo Darian existe hoje certo ceticismo em relao aos antidepressivos Sabese bem que a maioria dos estudos sobre sua eficcia financiada pela indstria farmacutica e que at recentemente os resultados negativos raramente eram publicados O tratamento da depresso quando vista como um problema cerebral traz inmeros riscos A ingesto de paroxetina por exemplo aumenta o risco de suicdio No entanto de acordo com a chamada mitologia cerebral da atual psiquiatria existe uma explicao bioqumica essa substncia causa apenas pensamentos suicidas Dessa maneira segundo Leader tal explicao compartilha da crena de que nossos pensamentos e aes podem ser determinados bioquimicamente Podese identificar na base de tal concepo um problemtico reducionismo associado ao chamado materialismo vulgar e ao positivismo O surgimento da psicanlise ao final do sculo 19 deuse de certa maneira como uma alternativa diante das insuficincias de tal perspectiva A psiquiatria moderna no considera em grande medida as especificidades de cada indivduo abstraindo deste apenas seus sintomas mais superficiais A psicanlise ao contrrio deu voz ao indivduo No o considera como um objeto no o examina sob as lentes de um microscpio e considera a subjetividade e a histria de cada indivduo como nicas por isso que psicanalistas como Darian Leader defendem a necessidade de abandonar o atual conceito psiquitrico de depresso e de considerla como um conjunto de sintomas que derivam de histrias humanas complexas e sempre diferentes luz dos conceitos freudianos de luto e melancolia Assim o tratamento psicanaltico da depresso buscar suas causas profundas na histria de vida do indivduo e em seu inconsciente atacando as causas mais profundas e no apenas os sintomas e seus derivados Os medicamentos tm se mostrado importantes no alvio temporrio do sofrimento No sendo administrados todavia paralelamente a outras psicoterapias ou anlise psicanaltica so incapazes de resolver definitivamente as causas dos problemas que atacam alm de causarem efeitos colaterais e oferecerem grande risco de dependncia O mito da depresso como uma doena exclusivamente biolgica no obstante seus ares de cientificidade um conceito altamente lucrativo para a indstria farmacutica mas de certa forma preocupante para seus consumidores Glauber Ataide Elis Regina Carvalho Costa foi uma das mais brilhantes cantoras brasileiras dos anos 60 70 e incio dos 80 e devido a suas fortes e marcantes interpretaes Gravou O Bbado e a Equilibrista de Joo Bosco e Aldir Blanc cano que se tornou o hino da anistia no fim da dcada de 1970 No ano de 1978 em sua turn Transversal do Tempo na qual os shows tinham um vis poltico e de crtica social Elis
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participou de uma missa celebrada por Dom Hlder Cmara na poca arcebispo catlico de Olinda e Recife em favor da libertao do estudante Edival Nunes da Silva Caj e manifestou seu apoio a todos os atingidos pela ditadura militar no governo do generalpresidente Ernesto Geisel Em 2012 completamse 30 anos desde que Elis Regina se foi e pensando nisso o Movimento de Mulheres Olga Benrio o Centro Cultural Manoel Lisboa de Moura e o Sindicato das Secretrias do Estado de Pernambuco organizaram uma homenagem intitulada Elis Vive Viva Elis que aconteceu no dia 20 de maro ms do aniversrio da cantora no Salo Nobre do Teatro Santa Isabel O evento contou com depoimentos de Edival Nunes Caj expreso poltico Carminha Pereira radialista e amiga de Elis Guita Kozmhinsky do Movimento de Mulheres Olga Benrio e do padre Reginaldo Veloso do Movimento de Trabalhadores Cristos Contou tambm com a participao de msicos como Cludio Almeida violonista Beth Coelho cantora Digenes Batista flautista e Arthur Johnson professor de violino do Conservatrio Pernambucano de Msica Foi uma noite emocionante durante a qual pelos depoimentos e relatos dos convidados o pblico presente pde conhecer um pouco mais sobre Elis saber de algumas curiosidades e matar as saudades daquela que foi considerada uma das melhores cantoras do Brasil Geysa Karla diretoraadjunta do Sinsepe O congresso iniciouse com a formao da mesa composta pelas coordenadoras estaduais Thais Furtado Juliana Matheus Ingrid Marrese e Juliana Mendona No decorrer da tarde debatemos sobre a dura realidade das mulheres dentro da sociedade capitalista que oprime e inviabiliza a vida das mulheres de todas as formas possveis Para fortalecer o nosso debate foi feita a leitura coletiva do texto O movimento comunista e a libertao das mulheres Assim em nosso momento de discusso em grupos menores alm de compartilharem suas experincias e pensamentos as mulheres evidenciaram a urgncia de lutar contra os mecanismos de opresso que vm sido denunciados h mais de dois sculos fatos evidenciados pelo texto de estudo Nas falas abertas plenria as participantes puderam compartilhar os debates feitos em cada grupo e destacaram a importncia desses espaos coletivos Outro ponto central do congresso foram as finanas do movimento principalmente tendo em vista o Encontro Nacional do movimento que ocorreu nos dias 19 20 e 21 de novembro em Belo Horizonte As mulheres discutiram acerca da relevncia de participar desse momento que se mostra crucial para o fortalecimento do nosso movimento aqui em Santa Catarina no presente e no futuro Ento se colocou como de extrema necessidade que fossem enviadas as 3 delegadas para esse espao A mesa recebeu as propostas nesse mbito que foram reunidas revisadas e votadas pelas presentes Por fim finalizamos esse vitorioso espao com a eleio da nova coordenao estadual do movimento e das delegadas que representaram o estado no II Encontro Nacional fortalecendo a luta revolucionria das mulheres em Santa Catarina Em 2016 movimentos sociais se mobilizaram para impedir a criao de 3 Pequenas Centrais Hidreltricas PCHs no Rio Maca Agora uma nova empresa a Impar visa retomar o processo de construo estando interessada em construir apenas uma PCH que fica a cinco quilmetros de Casimiro de Abreu Joyce Melo Maca RJ LUTA POPULAR O projeto de instalao de uma Pequena Central Hidreltrica vem sendo debatido no municpio e tema de anlise no Comit de Bacia Hidrogrfica dos rios Maca e das Ostras CBH A comunidade local ambientalistas e cientistas tm realizado debates e divulgando informaes sobre o projeto Segundo estudos empreendimentos como PCHs causam diversos impactos negativos cidade A diretoria do CBH aponta impactos negativos no ecoturismo que fonte de renda de diversas famlias da regio na manuteno da biodiversidade e impactos sobre as Unidades de Conservao da regio Alm disso destacase tambm os impactos negativos n o balano hdrico do Rio Maca diferena entre a disponibilidade de gua e as demandas de uso e os danos sociais causados em uma cidade com problema de abastecimento de gua em muitos bairros O funcionamento da PCH tambm no ser possvel nas pocas de estiagem o que significa um grande dano para algo que s funcionar durante os picos Diversos bairros de Maca j sofrem com a falta de gua h muitos anos Em 2021 a Cmara de Maca reconheceu o problema hdrico da cidade e criou uma comisso especial de fiscalizao da Companhia Estadual de guas e Esgotos do Rio de Janeiro CEDAE para fazer diagnstico e propor solues Em relatrio final da comisso foi visto que a cidade possui recursos hdricos para atender todos os moradores mas apesar disso o atendimento extremamente precarizado J a Agncia nacional das guas ANA aponta que com a instalao da nova hidreltrica alm das termeltricas que j existem no municpio isso exigir o equivalente a 55 do total hdrico consumido por Maca Faltar gua para a cidade e para a populao macaense A sociedade vem expondo os problemas da instalao dessa PCH bem como outros empreendimentos que afetaro a populao e o ambiente da regio preciso que os especialistas e moradores sejam realmente ouvidos e que impeam que a cidade entre em colapso Cerca de 500 milhes de crianas esto em risco de danos permanentes pelos prximos 15 anos afirma relatrio publicado pela organizao Save the Children no ltimo dia 15 A crise da desnutrio pouco comentada mas afeta uma a cada quatro crianas no mundo diz Carolyn Miles presidente e CEO da Save the Children Ela causa danos permanentes e a maior causa da morte de crianas A cada hora morrem 300 crianas por desnutrio afirma O relatrio revela que a desnutrio crnica ou a desnutrio a longo prazo muito mais perigosa e disseminada do que a desnutrio aguda a curto prazo geralmente vista em crises de alimentos Essa desnutrio enfraquece o sistema imunolgico das crianas tornandoas mais vulnerveis a doenas como diarria pneumonia e malria Cerca de dois milhes de crianas morrem a cada ano por essas doenas trs vezes mais do que pela desnutrio aguda Alm disso outras graves consequncias da desnutrio a longo prazo como inibio do desenvolvimento fsico ou intelectual so menos bvias e por isso geralmente negligenciadas Crianas bem nutridas segundo o relatrio tem melhor desempenho na escola e geralmente tem melhores salrios quando adultas Recentes pesquisas sugerem que intervenes alimentares podem aumentar a renda de um adulto em at 46 No dia 24 de agosto aconteceu uma homenagem a Mrcia Albuquerque no condomnio fruto de uma ocupao do Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas e que recebe o seu nome Situado em Jaboato dos Guararapes o Condomnio Mrcia Albuquerque abriga hoje 256 famlias que conquistaram sua moradia graas luta e organizao junto ao MLB Alm da participao dos moradores o evento que fez parte da programao do Ms da Anistia contou com a presena de convidados ilustres como Amparo Arajo do Comit Memria Verdade e Justia de Pernambuco Marcelo Santa Cruz da Comisso de Paz e Justia Enildo professor do IFPE e representante da organizao do Grito do Excludos e Serginaldo Santos coordenador nacional do MLB Todos saram convencidos de ser seu exemplo de luta e resistncia em defesa dos direitos dos trabalhadores e da democracia finalizando com apresentaes culturais e o descerramento de uma placa com seu nome Quem foi Mrcia Albuquerque Nascida em 1935 Mrcia Albuquerque foi uma importante militante e lutadora dos direitos humanos durante a ditadura militar Formada na Faculdade de Direito de Recife em 1961 iniciou sua luta poltica aps presenciar a tortura pblica de Gregrio Bezerra arrastado por um carro do Exrcito sob o comando do coronel Villocq na Praa de Casa Forte em 2 de abril de 1964 Mrcia dedicou sua vida defesa dos presos polticos advogando em mais de 500 casos muitas vezes sem cobrar nada Participou da formao de uma rede de advogados para defender sindicalista trabalhadores rurais estudantes militantes partidrios de esquerda lideranas dos movimentos sociais e familiares de presos polticos Sua atuao era to marcante que foi perseguida e presa 12 vezes pela polcia numa tentativa de intimidla Mas Mrcia permaneceu firme na luta e advogando para todo militante perseguido independente de sua organizao poltica Depois de ter resistido bravamente faleceu em 2003 aos 68 anos de idade vitima de um cncer porm seu exemplo permanecer para sempre na memria dos lutadores e lutadoras do amanh socialista Encontramos uma maneira de homenagela batizando com o seu nome nosso condomnio conquistado atravs de muita luta alm de seguir a luta pelo o direito memria verdade e justia Davi Lira militante do MLB Pernambuco Poderia ter feito uma reunio ministerial para combater a Covid19 comprar respiradores ampliar os leitos das UTIs equipar os hospitais contratar mdicos e enfermeiros mas se preocupou em proteger seus filhos e amigos como afirmou na reunio ministerial de 22 de abril Eu no vou esperar foder a minha famlia toda de sacanagem ou amigos meus porque eu no posso trocar algum da segurana na ponta da linha que pertence a estrutura nossa Vai trocar Se no puder trocar troca o chefe dele No pode trocar o chefe dele Troca o ministro E ponto final Este comportamento autoritrio do capito reformado foi reprovado por 76 da populao como mostrou o Datafolha Nada a estranhar 89 milhes de pessoas se recusaram a dar o voto no candidato da extremadireita nas eleies de 2018 Questionado no primeiro dia em que o pas passou a ter mais de duzentas mortes respondeu E Da Lamento Alm das piadas ofensivas aos que perderam seus familiares com a Covid19 ele demitiu dois ministros da Sade em menos de um ms e nomeou um general com experincia em Jogos Olmpicos para cuidar da sade do povo Resultado na ltima semana de maio o Brasil passou a ter mais de mil mortes e tornouse o pas com maior nmero de bitos por dia do mundo H um ano e meio no Governo o capito reformado j proferiu centenas de palavres e mandou jornalistas calarem a boca inmeras vezes mas no realizou uma s obra No melhorou as rodovias nacionais por onde trafegam os caminhoneiros no construiu nenhum hospital universidade pblica ferrovia ou metr Porm liberou milhes de reais dos cofres pblicos para deputados e senadores aprovarem uma Reforma da Previdncia que s permite o direito aposentadoria a quem pagar sem interrupo 35 anos de contribuio Com sua poltica antissocial aumentou em 35 milhes o nmero de pessoas que passaram a viver na extrema pobreza Lembremos que o auxlio emergencial no valor de R 60000 s existe porque foi aprovado pelo Congresso Nacional Ele e seu ministro da Economia defendiam o valor de apenas R 20000 Alm disso criaram todo tipo de obstculos para que os trabalhadores sacassem o auxlio ao ponto de obrigarem as pessoas a dormirem em imensas filas aumentando a contaminao em todo o pas Pergunta mudou o Centro mudou o general ou ambos so iguais Dicas o governo est comprando uma esteira ergomtrica com tela de alta definio internet e TV para o general Mouro vicepresidente da Repblica fazer seus exerccios pela bagatela de R 44 mil e contratando uma empresa por R 35 milhes por ano para fornecer servios de internet nos avies que transportam o presidente em viagens pelo pas e pelo mundo Pois bem para no fazer nada em prol da sade dos brasileiros o senhor Presidente da Repblica recebe todo ms o supersalrio de R 37 mil Entretanto nega metade de um salrio mnimo R 600 a milhes de trabalhadores informais gil somente para defender os ricos Como ele prprio revelou na reunio ministerial demitiu a presidente do Instituto do Patrimnio Histrico e Artstico Nacional Iphan aps receber telefonema do amigo e dono das Lojas Havan Luciano Hang Em retribuio o riqussimo empresrio financia a rede terrorista do Gabinete do dio e enviou dezenas de nibus para os atos antidemocrticos em Braslia como revelou investigao do Supremo Tribunal Federal STF Montou um gabinete de dio para difamar e ameaar todos aqueles que criticam o Governo com o claro objetivo de espalhar um clima de terror Na mesma reunio o PR declarou que no tem divergncia com seu ministro da Economia mesmo quando o banqueiro Paulo Guedes afirmou entre risos que o Governo deveria se preocupar somente com as grandes empresas Ns vamos ganhar dinheiro usando recursos pblicos pra salvar grandes companhias Agora ns vamos perder dinheiro salvando empresas pequenininhas No bastasse in
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centiva o desmatamento da Mata Atlntica e da Amaznia o derramamento de leo no mar brasileiro e o roubo das terras dos povos indgenas Quer uma Polcia Federal submetida sua tirania que proteja seus filhos e amigos e persiga os adversrios polticos Entre os filhos do PR trs se destacam o senador paladino das rachadinhas o vereador investigado por uma rede criminosa de mentiras e o deputado federal que queria ser embaixador nos EUA para mostrar a Trump sua habilidade em fazer hambrguer H entretanto controvrsias na avaliao do capito reformado e atual PR Para alguns sua cabea uma eterna barafunda Ora fica agitado nervoso botando os bofes pela boca que nem satans o entende Outros acreditam que ele o prprio satans O fato que a cada crise poltica que o capito reformado e seus generais criam o Brasil v seus recursos sendo desviados para o exterior de janeiro at maio saram do pas US 314 bilhes o equivalente a R 160 bilhes Mas no s na economia e na sade que o governo age com total descaso O atual ocupante do MEC Abraham Weintraub a exemplo do que fizeram os nazistas se especializou em acusar sem provas e destilar dio universidade pblica aos povos indgenas aos negros e aos ministros do STF Depois de cortar verbas das universidades as quais prope fechar de forma autoritria para beneficiar os filhos dos ricos queria empurrar o Enem de goela abaixo dos estudantes mesmo sabendo que no h previso para as escolas pblicas voltem a funcionar agindo com total preconceito em relao aos filhos das trabalhadoras e dos trabalhadores Para no fazer nada pela educao pblica este senhor recebe nada menos que R 33 mil por ms Achando pouco seu salrio nomeou seus advogados para serem assessores especiais do Ministrio recebendo cada um quase R 10 mil Na Cultura o plano do governo era implantar a ideologia nazista como foi impedido desmantela todos os rgos de apoio a cultura nacional Segue o mesmo caminho no esporte No h uma s rea onde este Governo faa algo decente ou digno Pior no existe nenhuma preocupao desse governo com a vida dos brasileiros e brasileiras No h sofrimento do nosso povo que faa o capito reformado o mesmo que planejou colocar bombas no quartel do Exrcito em 1987 ter alguma compaixo Podem morrer dezenas centenas ou milhares de pessoas por dia ele e seus asseclas no esto nem a para o sofrimento do nosso povo A nica coisa que os interessa manter o poder para proteger seus filhos e amigos No dia 31 de maio desesperado com o crescimento da rejeio popular ao seu governo e pelas manifestaes pela democracia em So Paulo Rio de Janeiro BH e Porto Alegre o capito reformado aps oferecer bilhes para a imprensa se calar montado em um cavalo e se achando a reencarnao do finado general Figueiredo viu um pequeno retrato do que o espera Com efeito s h uma sada para as pessoas conscientes trabalhar sem descanso e revolucionariamente para organizar e mobilizar a classe operria os pobres e a juventude para esmagar os golpistas e no avano desta luta cortar o mal pela raiz pondo fim ao domnio dos banqueiros e monoplios capitalistas e de seus aparelhos de represso sobre a sociedade Esta tarefa ter de ser cumprida com ou sem pandemia pois os adoradores de Hitler querem impor pelas armas um novo regime de terror mas com coragem e lutando ao lado dos trabalhadores dos jovens das mulheres e dos pobres conquistaremos a vitria do poder popular Em meados de 2006 a Organizao Mundial de Sade OMS lanou um SOS internacional necessitava da produo massiva ao preo mais baixo possvel da vacina polisacrida contra a meningite A e C com destino a 23 pases do chamado cinturo da meningite da frica que se estende do oeste de Senegal at o leste da Etipia e onde vivem 430 milhes de pessoas A nica empresa que fabricava estas vacinas era a transnacional Sanofi Pasteur mas devido aos baixos ndices de lucro a empresa havia reduzido drasticamente seus volumes de produo algo que colocava a frica beira da emergncia sanitria Cada vacina era comercializada nestes pases por 20 dlares impossibilitando que a maioria do povo tivesse real acesso a vacina Com este problema do lucro a OMS teve que apelar para outros laboratrios pblicos e privados de todo o mundo pedindo que encontrassem a maneira de fabricar milhes de vacinas baratas As multinacionais responderam dizendo que era invivel a produo dessas vacinas pois no trariam grandes lucros incluindo Fundao Bill e Melinda Gates que tambm recusou a proposta No entanto dois laboratrios pblicos o fizeram O Instituto Finlay de Cuba e o Instituto BioManguinhos do Brasil se associaram para a criao da vacina vaxMENAC especfica para os tipos de meningites que afetam a regio africana A partir de ento em Cuba produzido o princpio ativo e no Brasil desenvolvese o resto do processo industrial incluindo a liofilizao e embalagem O preo final de cada dose reduzido quase 20 vezes dos cerca de 20 dlares da vacina comercializada pela citada multinacional para menos de 095 centavos Esta aliana entre Brasil e Cuba permitiu fabricar desde ento 19 milhes de vacinas para a frica que so adquiridas e distribudas por entidades como a prpria OMS UNICEF Mdicos Sem Fronteiras ou a Cruz Vermelha Internacional Mas apesar de sua relevncia informativa inegvel este tipo de iniciativa de cooperao em grande escala no mereceu o menor espao nos grandes meios internacionais localizados no Primeiro Mundo Algo que contrasta com a cobertura peridica das aes sanitrias na frica que so financiadas por exemplo pela fundao do multimilionrio Bill Gates ou de projetos de mnimo impacto sustentados por empresas privadas algumas do prprio ramo farmacutico a partir de oramentos de marketing social corporativo Iniciativas como esta e como os programas educativos sanitrios alimentares ou culturais de Cuba em dezenas de pases pobres nos mostram que a teoria de que a nica forma possvel de cooperao internacional a chamada cooperao NorteSul isto a entrega de recursos dos pases do Primeiro Mundo aos do Terceiro est equivocada Uma segunda ideia que o mercado e a empresa privada neste caso as multinacionais farmacuticas oferecem solues mais eficientes s necessidades da populao que as iniciativas pblicas A cooperao cubanobrasileira na frica demonstra justamente o contrrio milhes de seres humanos desatendidos pelo mercado que s age pela rentabilidade conseguem soluo para uma necessidade vital a partir da vontade poltica de governos como o de Cuba Socialista e do Brasil Leonardo Zegarra Muito bom Importante informao de utilidade pblica Continue nesse mesmo intento de informar e d dicas de sade De fato a pornografia incentiva comportamentos violentos compulsivos naturalizando tratamentos brutais contra as mulheres Segundo a Sociedade Americana de Psicologia a internalizao da pornografia por garotas adolescentes leva ao aumento dos sintomas de depresso ansiedade transtornos alimentares baixa autoestima e tendncia de serem vtimas de violncia sexual sem perceber que so atos de violncia Para os homens os efeitos se expressam sobretudo na dependncia de contedos pornogrficos disfuno ertil dessensibilizao diante de prticas violentas e tendncia a depender de contedos cada vez mais pesados Conforme as estudantes entrevistadas por ser referncia no apenas para a comunidade acadmica como tambm para a sociedade imprescindvel que a Universidade se posicione sobre o caso e se comprometa com a segurana das mulheres e que o professor seja penalizado por seus atos Consideramos incompatvel com a postura de um docente que lida de maneira prxima com estudantes atuar em vdeos que sexualizam a posio das alunas No nos sentimos seguras com essa situao e exigimos o afastamento desse professor at que o caso seja apurado pelos rgos competentes Uma das aes da campanha foi a produo de um vdeo denunciando o caso e abordando os problemas envolvidos na produo e consumo da pornografia A denncia obteve uma grande repercusso e foi inclusive compartilhada por pginas que combatem a pornografia Fruto da presso das entidades as estudantes conseguiram realizar uma reunio com a PROAP PrReitoria Assuntos Comunitrios e Polticas Afirmativas para denunciarem o caso universidade e buscarem apoio tambm no meio institucional exigindo que o professor seja afastado do corpo docente da UFABC Enquanto a denncia segue em curso o professor utilizou um grupo de Facebook da Universidade para de maneira leviana e oportunista comparar seu caso com atitudes homofbicas alegando ser vtima de perseguio e privao de seus direitos Nos comentrios o docente ameaou ainda processar estudantes que criticaram sua postura classificando o repdio pornografia como difamao e calnia Mais uma vez o docente enfatizou postura no condizente com o cargo que exerce Alm disso a participao do professor em vdeos pornogrficos pode ser enquadrada na Lei 812290 do estatuto dos funcionrios pblicos e federais artigo 132 pargrafo V como passvel de exonerao por incontinncia pblica e conduta escandalosa A ocupao foi realizada para cobrar uma posio mais clara da Reitoria em relao s medidas que j foram e que ainda sero adotadas diante dos cortes de verbas Os estudantes aps agitao e panfletagem no Restaurante Universitrio do Campus Samambaia caminharam at a Reitoria e chegando l o DCEUFG props a ocupao do espao fsico A ocupao foi realizada para cobrar uma posio mais clara da Reitoria em relao s medidas que j foram e que ainda sero adotadas diante dos cortes de verbas A ocupao da Reitoria foi ato de rebeldia contra as velhas prticas conciliadoras de fazer poltica Tanto que aps poucas horas de ocupao o reitor e parte de sua equipe foram no local para realizar um primeiro dilogo com os estudantes que culminou no agendamento de uma reunio mais organizada com os sindicatos e entidades das categorias para o dia seguinte pela manh mas que a Reitoria continuaria ocupada at ento No dia seguinte pautas foram colocadas em reunio pelo DCE e os estudantes e importantes deliberaes foram tomadas como a realizao de uma Assembleia Universitria ainda no ms de setembro e l serem esclarecidas as dvidas da comunidade principalmente sobre a questo da segurana da UFG o reitor firmou o compromisso de que se em algum momento for necessrio fechar o RU ou suspender as bolsas de assistncia estudantil as atividades sero interrompidas para que nenhum estudante de baixa renda seja prejudicado por no ter condies de se manter entre outras O movimento estudantil em tempos de ataques do Governo contra o povo brasileiro e de profundos retrocessos nos direitos sociais precisa agora revidar com disposio e combatividade as medidas radicais que este Governo vem tomando contra a educao pblica Tomar partido de mobilizaes e aes que venham a fortalecer a defesa das Universidades e Institutos Federais fundamental para derrotar o projeto fascista neoliberal de desmonte da educao O DCEUFG gesto Amar e Mudar as Coisas tem sido protagonista na luta estudantil no Estado de Gois tanto nas questes internas da prpria UFG quanto na luta em defesa do passe livre estudantil ou contra o aumento da passagem de nibus Ao fim desta reunio houve uma assembleia com os estudantes presentes na ocupao e o DCE props a desocupao do prdio que foi aceita e ainda foi marcada um Conselho de Entidades de Base CEB da UFG para a semana posterior preciso reiterar que o nosso inimigo no est dentro da Universidade Ele est na Presidncia da Repblica e que compreendemos que h necessidade de pautar aes conjuntas com os estudantes e a juventude que visem a desgastar o Governo Federal e seus ministros em especial o ministro da Educao Olinda no tem apenas as belezas naturais e a arquitetura colonial que a transformaram em Patrimnio da Humanidade Essa bela cidade foi palco de muitas lutas de libertao como as travadas pelos bravos guerreiros caets contra os invasores portugueses e os movimentos republicanos Bero de heris ela gerou entre tantos um jovem que combateu a ditadura militar implantada no Brasil em 1964 e teve a sua vida sacrificada por defender os ideais de Liberdade Justia Social e Lealdade aos companheiros Fernando Augusto de Oliveira Santa Cruz nasceu em 20021948 quinto filho do mdico sanitarista Lincoln Santa Cruz e de Elzita Santos de Santa Cruz Oliveira Quando caram sobre o pas as trevas do 1 de abril de 1964 ele tinha apenas 16 anos mas no tardou a se engajar na luta pela democracia integrandose ao Movimento Secundarista Ensino pblico e gratuito liberdade e revoluo No incio dos anos 60 o Movimento Estudantil dirigido por suas entidades nacionais Unio Nacional dos Estudantes UNE e Unio Brasileira dos Estudantes Secundaristas UBES tinha presena marcante na vida do pas Defendia a Reforma Agrria e demais reformas de base propostas pelo governo de Joo Goulart e especificamente a Reforma Universitria e a democratizao do ensino por uma escola pblica e gratuita As medidas repressivas adotadas pela ditadura militar desestruturaram as organizaes operrias camponesas e estudantis Com muita dificuldade o Movimento Estudantil comeou a reerguerse
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Em 1966 recomearam as mobilizaes de massa contra o acordo MECUsaid que colocava o ensino brasileiro nas mos dos Estados Unidos da Amrica do Norte principal potncia imperialista 1968 foi um ano de grandes manifestaes nas principais capitais do pas culminando com a histrica passeata dos 100 mil no Rio de Janeiro Esse ano registra ainda a retomada da luta operria com as greves em indstrias metalrgicas de Contagem MG e Osasco SP As lideranas tinham a impresso de que os dias da ditadura militar estavam contados e em pouco tempo ela ruiria tal qual um castelo de areia O regime ao contrrio endureceu Em 13121968 editou o Ato Institucional n 5 o famigerado AI5 Fechou o Congresso Nacional cassou mandatos e direitos polticos de lderes oposicionistas suspendeu as garantias do Judicirio Da em diante foi clere a escalada repressiva at o fechamento total Em fins de agosto de 1969 uma Junta composta pelos ministros do Exrcito da Marinha e da Aeronutica assume o governo sucedendo o ditador Costa e Silva vtima de um derrame cerebral Em 30101969 tornase ditador de planto o general fascista Emlio Garrastazu Mdici Sobrevm a completa escurido Imprensa censurada Lei de Segurana Nacional criao de um sistema repressivo clandestino a partir dos DOICodi Centros de Informao do Exrcito Marinha e Aeronutica Dops Polcia Federal enfim toda uma parafernlia articulada nacionalmente Os militantes eram presos na calada da noite sem nenhum mandado judicial torturados e mortos nos pores da represso Em relao a alguns o sistema divulgava notas mentirosas dizendo que tinham sido abatidos em tiroteios com os agentes outros simplesmente eram dados como desaparecidos A luta dos estudantes era conduzida por organizaes polticas foradas a se manterem clandestinas Alm da luta por um ensino pblico gratuito e livre de ingerncias imperialistas elas combatiam a ditadura militar e propagavam o Socialismo como soluo para os problemas dos trabalhadores brasileiros Entre essas organizaes estava a Ao Popular MarxistaLeninista APML na qual militou Fernando Santa Cruz A APML nascera da Juventude Universitria Catlica Muitos membros da JUC evoluram politicamente e resolveram romper com os limites da Igreja Catlica fundando em fevereiro de 1963 a Ao Popular AP A AP manteve a estrutura organizativa herdada da JUC at 1971 quando em sua 3 reunio ampliada assumiu o marxismoleninismo e se transformou em Partido Revolucionrio de acordo com os princpios e a estrutura leninistas Para a derrubada da ditadura militar e a tomada do poder poltico definiu o caminho da luta armada no na forma de guerrilha urbana como fizeram outras organizaes mas na construo das condies para a deflagrao da Guerra Popular a partir das regies mais sofridas do campo A hora da luta Fernando Santa Cruz participou ativamente das manifestaes contra o Acordo MECUsaid como estudante secundarista no Recife Colgio Carneiro Leo e depois Colgio Estadual de Pernambuco Numa dessas manifestaes em 19051967 aos 19 anos de idade amargou sua primeira priso Em ofcio ao Juiz de Direito da Vara Privativa de Menores o Delegado de Segurana Social Moacir Sales de Arajo informa que Fernando e seu colega Ramires Maranho do Vale foram detidos quando juntamente com vrios outros estudantes promoviam manifestaes de carter reconhecidamente subversivo representadas por atos previstos no decretolei n 314 de 13 de abril de 1967 Lei de Segurana Nacional Passou uma semana no Juizado de Menores juntamente com crianas e adolescentes recolhidos das ruas Essa convivncia com os excludos despertou sua conscincia de classe ele saiu mais disposto intensificou a militncia e integrouse Ao Popular Foi um dos reorganizadores da Associao Recifense dos Estudantes Secundaristas Ares Com a feroz represso intensificada aps o general Mdici assumir o governo mudouse para o Rio de Janeiro em dezembro de 1969 onde ingressou no curso de Direito da Universidade Federal Fluminense tendo atuado no Centro Acadmico do seu curso e no Diretrio Central dos Estudantes Em 1972 nasceu o nico filho Felipe fruto do seu casamento com a tambm militante Ana Lcia Valena Nesse mesmo ano mudouse para So Paulo onde assumiu emprego conquistado atravs de concurso pblico no Departamento de guas e Energia do Estado Fernando optara por no ingressar na clandestinidade e por isso afastouse de uma militncia mais ativa mas cumpria importantes tarefas de apoio visitava e ajudava famlias de militantes presos fazia a ligao entre companheiros clandestinos Angustiavase com as prises e desaparecimentos que ocorriam cada vez com maior freqncia Pouco tempo antes do seu prprio seqestro visitou a famlia e disse a um dos irmos Esse pode ser o ltimo ano que venho aqui que estou tomando cerveja com voc revendo pessoas amigas queridas revendo Olinda Recusou firmemente a sugesto de deixar a poltica A luta poltica a defesa do seu povo era para Fernando o prprio sentido de estar vivo Abandonla seria como sair da vida Coerente com o que dissera ao irmo Fernando decidiu estreitar os contatos com a APML e retomar uma militncia mais intensiva Para isso foi com a famlia passar o carnaval de 1974 no Rio de Janeiro No dia 23 de fevereiro daquele ano foi a um encontro com o amigo Eduardo Collier Filho tambm pernambucano e militante da mesma organizao e nunca mais voltou A confirmao do seqestro dos dois jovens pela polcia poltica veio com a invaso efetuada pouco depois ao apartamento de Eduardo onde um grupo de homens sem identificao alguma revirou todos os pertences e levou os seus livros Busca e denncia da Ditadura Comeou a busca desesperada Seu irmo o advogado Marcelo Santa Cruz hoje vereador em Olinda pelo PT impetrou habeas corpus Parentes peregrinaram pelos rgos de segurana Tudo em vo Encaminharam denncias a parlamentares do MDB personalidades civis e militares e a organismos como Anistia Internacional e Comisso Interamericana de Direitos Humanos da OEA Em 6101974 o deputado pernambucano Fernando Lyra leu no plenrio da Cmara uma carta enviada pelas mes dos dois jovens seqestrados na qual elas bradavam a certa altura J no acreditamos mais em nenhum pressuposto jurdico vlido e todo o ordenamento tornase anticristo e por conseguinte sem nenhum sentido tico Quando negado aos cidados o elementar direito de defesa sob a subjetiva alegao de segurana nacional deixandoo em prises clandestinas em que as autoridades recusam e negam informaes da priso efetuada desanimamos e passamos a acreditar que ressurge um passado que a Histria condenou e sepultou com a vitria na 2 Guerra Mundial Ante as presses Armando Falco ministro da Justia do ditador Ernesto Geisel divulgou nota incluindo Fernando e Eduardo numa lista de 25 militantes que estavam com mandado de priso expedido por atividades subversivas mas no tinham sido encontrados pela polcia Portanto estavam desaparecidos A famlia de Fernando desmascarou a farsa provando que ele tinha emprego fixo e endereo certo em So Paulo logo no estava sendo procurado Voltou o silncio total Era mais um jovem seqestrado torturado e morto nos pores da represso Sem ter cometido crime algum Sem julgamento Nem ao corpo para sepultar a famlia teve direito Nem a certeza da morte Esta s veio a ocorrer em dezembro de 1995 quando a Lei Federal n 9140 reconheceu como mortos os desaparecidos entre 02091971 e 15081979 Foi uma vitria parcial das famlias pois o Estado no assumiu sua inteira responsabilidade No esclareceu quais as circunstncias das mortes exatamente porque isso levaria identificao dos assassinos cuja punio os parentes dos mortos e a sociedade brasileira cobrariam O Estado deve ainda a localizao dos corpos pois desumano negar aos familiares o direito de sepultar seus parentes mortos A homenagem maior Fernando no foi esquecido Tem recebido vrias homenagens Em 1979 os estudantes do curso de Direito da Universidade Catlica de Pernambuco deram seu nome ao Diretrio Acadmico Chamase tambm Fernando Santa Cruz o Diretrio Central dos Estudantes da Universidade Federal Fluminense Em 23021984 a Cmara Municipal de Olinda aprovou uma lei dando tambm seu nome ao Teatro do Mercado Popular do Varadouro Esta lei de n 442384 foi sancionada pelo prefeito em 20 de maro do mesmo ano Em 1985 lanado o livro Onde est meu filho Histria de um desaparecido poltico O Teatro Fernando Santa Cruz foi palco na passagem dos 15 anos do seu seqestro 23021989 de um ato pblico de louvor ao heri e denncia dos crimes da ditadura para que no mais se repitam Em 21031996 foi inaugurada a Escola Municipal Fernando Santa Cruz no bairro do Jordo Recife Mas a maior homenagem no est escrita em nenhuma lei em nenhuma placa Est na conscincia na luta dos estudantes e de todo o povo pernambucano e brasileiro que continua enfrentando uma ditadura bem mais sutil mas to nociva quanto aquela que matou o jovem heri Uma ditadura que est destruindo o patrimnio nacional sucateando o ensino pblico deixando milhes de famlias sem trabalho sem terra sem moradia na mais profunda misria Em cada ato pblico greve passeata panfleto ou discurso em cada passo dessa caminhada rdua e longa mas vitoriosa porque tem o futuro a seu favor mesmo que seu nome no seja pronunciado Fernando Santa Cruz est presente Notas 1 Depoimento de Tuca irmo de Fernando Santa Cruz para o livro Onde Est Meu Filho Editora Paz e Terra 1984 2 Palavras de Felipe filho de Fernando sua me Ana Lcia aos 2 anos de idade Luiz Alves Noto que ela est nervosa a primeira vez que concede uma entrevista Eu a encontrei em Havana uma das 13 mulheres que formam o grupo de 30 pessoas que negociam com o governo colombiano pelas Foras Armadas Revolucionrias da Colmbia FARC na tentativa de um possvel e ansiado processo de paz Com sua grande sensibilidade ainda que de uma elegncia natural faz parte desses 40 de mulheres combatentes Suas palavras so acompanhadas pelo movimento das mos e pelo brilho de seus olhos negros Seu nome Sandra Ramrez a viva do lder histrico da organizao guerrilheira Manuel Marulanda Vlez Diante de minhas duas primeiras perguntas responde como se fosse um discurso Paro o gravador para recordla que no fao uma entrevista quero conversar com ela Ento sorri e deixa os olhos vagarem para um lugar distante comea com suas recordaes e presentes Em 1981 na regio campesina em que vivia com minha famlia os guerrilheiros comearam a passar Meu pai servia de guia para que eles conhecessem a regio Muito me chamou ateno o fato de uma mulher estar no comando Devido s condies econmicas no pude continuar meus estudos secundrios e como essa mulher se tornou uma referncia para mim decidi ingressar nas FARC Entendi que no existe diferena entre homens e mulheres no combate Tambm me chamou ateno que se travasse a luta contra o machismo e pela igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres O que no era fcil considerando que a maioria dos combatentes so do campo onde o machismo mais acentuado alm de serem oriundos de uma sociedade capitalista altamente sexista Nas FARC criamos mecanismos para romper com esta postura Essa uma de nossas lutas dirias ao lado dos companheiros Porque nossa luta pela igualdade dos gneros e seu bem estar esse respeito pela mulher e a possibilidade de que avancemos como pessoas combatentes e profissionais que faz com que tantas mulheres ingressem em suas fileiras Aqui oferecemos o que as condies sociais e econmicas do pas no promovem imensa maioria muito menos s mulheres Uma mulher nas FARC cumpre misses e exerce o comando porque a partir do momento que ingressa na organizao educada para que tome conscincia de sua condio de pessoa e combatente Aqui uma mulher pode estudar computao comunicao ser mdica enfermeira ou qualquer das especialidades que temos Aqui a mulher opina e prope pois as decises das FARC so coletivas Claro no gostamos de perder a feminilidade Por isso a organizao nos d mensalmente quando as condies da guerra e as economias permitem creme para o corpo esmalte para as unhas maquiagem alm de toalhas higinicas e os anticoncepcionais No incomum irmos para a linha de combate bem perfumadas e com o cabelo penteado As relaes de casais so to normais como em Bogot ou Madri A propaganda miditica do inimigo diz que as guerrilheiras so obrigadas a estar sexualmente com os
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companheiros Isso mentira Ns decidimos livremente estar com um companheiro se gostamos Aqui nos apaixonamos nos desapaixonamos e sofremos decepes como em todas as partes do mundo Para ns o controle de natalidade obrigatrio No se pode ser me e guerrilheira Quando ingressamos aceitamos esta condio No se pode esquecer que ns somos parte de um exrcito Quando ocorre a gravidez a guerrilheira pode escolher entre abortar ou sair e ter seu filho O inimigo nos menospreza por sermos mulheres porm tambm nos teme No geral quando capturam companheiras as mesmas so violadas torturadas e chegam a cortarlhes os seios a mutillas Existem casos atrozes Nos tratam como esplios de guerra Nos temem porque os enfrentamos de igual para igual demonstrando que podemos ser muito aguerridas no combate Por isso descarregam sobre ns seu medo raiva e impotncia ao capturar uma camarada E chegou o momento de fazer a ltima pergunta Quando ela escutou sua voz mudou surgindo um n na garganta e passou a olhar o cho enquanto juntava as mos Respirou fundo e respondeu sem que lhe faltassem sorrisos travessos em vrios momentos de seu relato Em 1983 eu tinha 20 anos Foi com essa idade que vi no acampamento um senhor com um sombreiro revlver na cintura uma carabina e sem uniforme Ento perguntei quem era Fiquei paralisada O camarada Marulanda era a pessoa mais simples que voc pode imaginar Ele no impunha sua presena como chefe Ns que vamos nele a autoridade Eu no fazia parte de seu grupo de segurana ainda que estivesse no acampamento do Secretariado mxima instncia de direo das FARC Em maio de 1984 eu fazia parte do grupo de apoio que recebia as comisses polticos jornalistas e demais pessoas que vinham ao acampamento de La Uribe para discutir sobre os acordos de paz que estavam sendo negociados com o governo Um dia o camarada sofreu um acidente e fissurou uma costela Como enfermeira fiquei com a tarefa de aplicarlhe os medicamentos e a fisioterapia E durante o tratamento a nossa aproximao e relao afetiva comeou Vivi com ele uma relao absolutamente normal Eu no tinha privilgios por ser sua companheira Ele sim era muito especial comigo Claro que tnhamos discusses e dificuldades como todo casal porm foram muitas as alegrias Eu contribua em suas responsabilidades Por exemplo me encarregava das comunicaes muitas vezes assumia a tarefa de secretria ou preparavalhe comidas como ele gostava s vezes vivamos situaes muito difceis com relao segurana prprias da guerra Ele era o homem mais procurado do pas Por muitas vezes tivemos o exrcito bem prximo mas ele com sua calma e experincia sempre soube resguardar sua tropa Ele era muito precavido e tudo planejava Ns ramos quando escutvamos notcias de que o tinham matado enquanto bebamos caf Porque o mataram muitas vezes Minhas ltimas horas com ele Ainda tenho dificuldade para falar sobre esta parte de nossa vida em casal Mas bem Pelos sintomas acreditvamos que tinha um problema de gastrite E nesse dia 26 de maro de 2008 NdA tinha escrito um documento enquanto escutava cumbias colombianas Depois o acompanhei para que tomasse banho tomou chocolate e acreditamos que estava superado o problema s cinco da tarde jantou o pouco de costume Uma hora depois recebeu os informes da guarda e deu orientaes Logo aps pediu que eu o acompanhasse ao banheiro Eu levei o faco e o cinto com a pistola pertences que nunca abandonava Ento me disse que se sentia tonto Vi que estava quase caindo e o contive Comecei a chamar os que estavam de guarda O camarada desabou terrvel ver assim aquele que sempre foi to forte O levamos para cama e lhe demos massagens cardacas e respirao porm no voltou Tudo foi to inesperado No sofreu at nisso perdeu o inimigo Nem esse gosto deu aos seus inimigos Eu me senti triste s e desamparada ainda que toda organizao estivesse comigo Hernando Calvo Ospina jornalista colombiano residente na Frana Colaborador do Le Monde Diplomatique Devemos aprender com a histria do nosso pas para obtermos uma nova correlao de foras favorvel esquerda classe trabalhadora e ao povo Ela no vir de alianas com o Centro do dilogo com a direita ou da ao meramente institucional Vir das lutas populares se forjarmos uma nova gerao de militantes sociais que tenham como centro da sua ao as lutas o enfrentamento a mobilizao popular e a radicalidade em sua essncia Leonardo Pericles Presidente nacional da UP BRASIL As gigantescas manifestaes e as greves de junho e julho de 2013 no aconteceram por acaso Aprofundar nossa anlise sobre aquele momento histrico fundamental nos marcos de seus dez anos Iniciamos analisando os governos do PT 20032016 Estes produziram grande expectativa para o povo A vitria de Lula representou uma esperana de mudanas profundas para nosso povo que vinha cansado de um longo perodo de governos neoliberais J nos primeiros anos de governo a economia crescia e o Brasil chegou a se tornar a quinta economia do mundo mesmo tendo como base a dependncia de exportaes de produtos primrios O discurso do governo reforado pelos grandes meios de comunicao era de que a maioria da populao naquele momento passava a ser da classe mdia Isso tudo acabou construindo no imaginrio popular que caminhvamos para nos tornar um pas desenvolvido No entanto o modelo aplicado no rompeu nem com o neoliberalismo nem com a base da economia a mesma desde o perodo colonial de dependncia e submisso aos pases mais ricos As polticas aplicadas reforaram essa base econmica com privatizaes de rodovias aeroportos poos de petrleo aes de empresas estatais fortalecimento do agronegcio bancos e grandes empresas Uma poltica de conciliao de classes com a burguesia em troca de certos benefcios aos trabalhadores como aumento real do salrio mnimo aes compensatrias como Bolsa Famlia e Minha Casa Minha Vida Assim o consumo das famlias cresceu reforando por um lado o mercado capitalista e por outro gerando endividamento de milhes destas famlias Nessa onda positiva o Brasil virou sede da Copa do Mundo de Futebol em 2014 e das Olimpadas em 2016 ostentando gastos bilionrios enquanto o povo comeava a apertar o cinto novamente O aquecimento da economia leva a um aumento gigantesco no custo de vida nas grandes cidades sobretudo em So Paulo Rio de Janeiro Belo Horizonte Braslia Porto Alegre Salvador Recife dentre outras Somase a esses fatores internos a crise econmica mundial 1 que chega com mais fora ao Brasil impulsionada por crises polticas locais levando ao esgotamento dos avanos promovidos pelos governos do PT Neste cenrio eclodem as manifestaes de milhes de pessoas nas Jornadas de Junho de 2013 que aconteceram principalmente durante a realizao da Copa das Confederaes tendo a juventude um papel central mas tambm com participao de variados setores sociais A luta pela reduo das passagens no transporte coletivo toma corpo em So Paulo e ganho todo o Brasil sendo vitoriosa em mais de 200 cidades do pas que reduziram os preos fato omitido pela grande imprensa e pela maioria dos analistas Esta sem dvida foi do ponto de vista das lutas econmicas uma das maiores vitrias populares dos ltimos anos Outra questo de extrema importncia que 2013 foi o ano com maior nmero de greves da histria do Brasil mais de duas mil no total segundo o Dieese e mobilizaram cerca de dois milhes de trabalhadores Este fato ajuda a desmentir a tese de que a participao nas Jornadas de Junho e nos seus desdobramentos teriam sido apenas das classes mdias da sociedade Importante ressaltar ainda que a maioria dessas greves foi realizada por cima das direes sindicais feitas a partir da autoorganizao dos trabalhadores e trabalhadoras contra a vontade de setores burocratizados do sindicalismo Por fim a partir de toda essa ampla agitao poltica movimentos populares se fortaleceram e inclusive chegaram posteriormente a fundar um novo partido de esquerda no Brasil surgido de dentro desse processo a Unidade Popular UP Precisamos analisar duas questes importantes sobre os resultados polticos psJornadas de Junho e seus efeitos at os dias atuais A primeira sobre o sentimento antissistema que boa parte da esquerda no soube como trabalhar uma vez que se encontra incorporada a ele Presa nas suas limitaes ideolgicas pequenoburguesas com medo de perder o pouquinho que tm esses setores no se jogaram para disputar a classe trabalhadora e os milhes de moradores e moradoras das periferias das grandes cidades Ignorou suas reinvindicaes tratandoas com arrogncia e acabou contribuindo para que parcelas considerveis fossem polarizados pela direita No perceberam que a mobilizao de rua seria a forma de gerar presso popular suficiente para enfrentar as classes dominantes e realizar mudanas estruturais A segunda trata da anlise da movimentao realizada pelas classes dominantes que trataram de sequestrar e promover um verdadeiro apagamento das principais bandeiras das Jornadas de Junho Setores como banqueiros agronegcio outros grandes empresrios e de forma determinante os grandes meios de comunicao contando tambm com o operativo do Centro no Congresso Nacional deram um golpe nas bandeiras das Jornadas de Junho Exemplo Esses fatores somados levaram ao golpe institucional de 2016 retirada de direitos com a Reforma Trabalhista da Previdncia e o Teto de Gastos Isso pavimentou o caminho do fascismo e da extremadireita para chegar Presidncia da Repblica em 2018 e nos levou ao criminoso governo da fome da misria e do desemprego de Jair Bolsonaro Para que seja possvel mudar a vida da classe trabalhadora e do povo fundamental a revogao de todas essas medidas antipovo aprovadas nos ltimos anos No entanto voltar ao estgio de antes do golpe de 2016 no suficiente Sem mudar profundamente o rumo que o Brasil tomou as grandes causas populares das Jornadas de Junho de 2013 no podem ser realizadas No s por 20 centavos como se dizia poca nas ruas Nossas pautas apontam para grandes mudanas estruturais investimentos massivos em sade e educao estatizao do sistema de transporte reforma urbana e agrria auditoria da dvida pblica democratizao dos meios de comunicao punio aos torturadores e assassinos das ditaduras ampliao da participao popular nas decises polticas centrais combate violncia ao machismo ao racismo e LGBTfobia dentre outras Bandeiras s realizveis dentro de um programa de base socialista Devemos aprender com a histria do nosso prprio pas para obtermos uma nova correlao de foras favorvel esquerda classe trabalhadora e ao povo E ela no vir de alianas com o Centro no vir do dilogo com a direita e nem da ao meramente institucional Vir das lutas populares se forjarmos uma nova gerao de militantes sociais que tenham como centro da sua ao as lutas o enfrentamento a mobilizao popular e a radicalidade em sua essncia o compromisso com a populao explorada e oprimida O que a atual conjuntura exige coragem muita ousadia e disposio para lutar Como vemos os problemas sociais que levaram s Jornadas de Junho de 2013 ainda no foram resolvidos Portanto a tendncia que aconteam novamente levantes populares semelhantes Os revolucionrios a esquerda real precisam estar preparados e preparar os setores populares para este processo Mos obra PM tortura pessoas no litoral do Paran Casos ocorreram durante o ms passado e vieram tona por gravaes Violncia policial vem crescendo no estado do Sul Gabriela Torres Curitiba BRASIL Cinco policiais militares so investigados por torturarem durante abordagens A denncia veio tona no ltimo dia 14 graas s gravaes feitas nos celulares apreendidos O crime aconteceu em Pontal do Paran no litoral do estado As gravaes foram feitas no celular de um dos criminosos e mostra a vtima sofrendo espancamentos e choques Testemunhas relataram tambm que os policiais obrigaram o torturado a cheirar cocana Dois dos cinco policiais j eram alvo de investigao do Ministrio Pblico por porte irregular de armas Os rus agora respondem pelos crimes de tortura invaso de domiclio e abuso de autoridade Para o Ministrio Pblico os indcios de ilegalidade so claros Os policiais cometeram as atrocidades dentro da casa da vtima em questo entraram sem mandato e sem seguir as condies estabelecidas em lei O crime acontece em um contexto maior de violncia e impunidade das autoridades Os casos registrados de morte por violncia policial no Paran aumentaram 974 de 2021 para 2022 totalizando 417 mortes A capital curitibana a cidade com mais registros de morte por confronto no estado seguido por Londrina e So Jos dos Pinhais respectivamente O aumento dos casos de violncia possuem uma relao direta com o perfil da populao paranaense O Paran o estado com maior populao negra da regio Sul do pas com 30 de autodeclarados como pretos e pardos quase um tero da populao De acordo com o F
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rum Anual de Segurana Pblica 72 dos homicdios no pas em 2022 foram de pessoas negras e a populao racializada ocupa 675 dos encarcerados hoje nos presdios A destruio do ecossistema realizada para aumentar o lucro de pequena minoria Em uma das maiores florestas urbanas do mundo a Floresta da Tijuca o efeito do desmatamento amplamente denunciado pelos moradores da cidade Igor Barradas e Mariane Vincenzi Redao Rio RIO DE JANEIRO Uma srie de protestos vm sendo realizados por moradores do Rio de Janeiro contra o desmatamento de rvores centenrias de uma rea aos ps da Floresta Nacional da Tijuca a maior floresta urbana do mundo O desmatamento foi realizado com permisso da prefeitura por uma empresa responsvel pela construo de um megaempreendimento imobilirio na rua Homem de Melo Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente a derrubada dessas rvores foi autorizada e houve uma preocupao em garantir o replantio de espcies da Mata Atlntica assim como a proteo dos animais que viviam na regio No entanto com a remoo das rvores ainda se viu uma srie de animais como tucanos saguis macacosprego entre outros fora de seu habitat natural Um exemplo foi o relato de uma moradora para o jornal online Em Foco que dizia ouvir o barulho de macacos em desespero com a derrubada realizada sem nenhum cuidado por escavadeiras Em um vdeo postado nas redes sociais viase tamandus perdidos nas ruas por conta do ocorrido Alm do descaso com a natureza local moradores reclamaram de no serem consultados em relao remoo Em nota a imobiliria negou usar escavadeiras e sim mquinas especficas para remoo cuidadosa das rvores e alegou apesar dos relatos e vdeos dos moradores que a empresa responsvel pela ao tomou todo o cuidado para retirar os animais do local No dia 21 de setembro foi realizado um ato em frente prefeitura pedindo o cancelamento da licena Alguns moradores tambm entraram com uma ao no ministrio pblico tentando impedir o desmatamento e a construo Na Cmara Municipal est sendo discutida uma nova Lei de Uso e Ocupao do Solo como parte da reviso do Plano Diretor da cidade Essas mudanas propostas pelo prefeito Eduardo Paes PSD permitem a derrubada de Mata Atlntica e a ocupao de reas tombadas na cidade Caso aprovada essa Lei daria aval para construo do Parque do Boticrio um megaprojeto empresarial dentro de uma Zona de Reserva Florestal O investimento total do projeto girar em torno de R50 milhes e sero construdas 35 casas 20 unidades de lofts uma pousada spa um residencial com servios e prolongamentos de ruas De acordo com levantamento realizado pela Linha Verde programa do Disque Denncia em seis anos o estado fluminense perdeu uma rea equivalente a 100 campos de futebol Isso ocorre por conta do intenso desmatamento promovido pelas empresas e indstrias No Horto na zona sul do Rio de Janeiro a instalao do IMPA Instituto de Matemtica Pura e Aplicada agride a biodiversidade daquela rea O projeto arquitetnico de 8762 metros quadrados realizado dentro de um terreno da Mata Atlntica O desmatamento da rea equivalente ao tamanho do estdio do Maracan Desde que se iniciaram as obras so inmeros os relatos de cobras e animais invadindo residncias nas redondezas Tambm ocorre o desvio do curso de gua da regio desestabilizando o solo e desprotegendo os moradores de fortes enxurradas A construo representa uma enorme ameaa para a segurana dos moradores das ruas do entorno Os mais atingidos so principalmente os que moram na comunidade do Horto j que o terreno em questo uma encosta ngreme considerado zona de alto risco geolgico deixando a comunidade exposta a deslizamentos N Parte considervel dos moradores pobres do bairro tambm sofrem com o risco de serem despejados a qualquer momento A rea fica prxima a sede da Rede Globo atrs do Jardim Botnico um dos locais mais valorizados da capital Por mais que a prefeitura alegue que haver replantio em outros locais das regies afetadas ainda haver um alto impacto da regio desmatada A situao causa um desequilbrio ambiental causando uma perda da biodiversidade e contribuindo para a extino de espcies de forma indireta No s isso como tambm aumenta os riscos de deslizamentos por conta da lixiviao processo de eroso do solo causado pela gua e afeta o clima das regies em volta A preservao da Mata Atlntica uma questo fundamental em um momento de alta destruio da fauna e flora brasileira e de mudana climtica no mundo todo A pedido da Assessoria de Comunicao do IMPA publicamos aqui nota da instituio sobre os fatos narrados nesta matria O Jornal A Verdade mantm as informaes realizadas pela apurao de nossos reprteres Leia abaixo a nota na ntegra 1 A rea de edificao ocupar menos de 4 do total do terreno Os trs andares do edifcio somam juntos 8762 m O local onde ocorre a supresso arbrea uma rea de clareira com vegetao dispersa que corresponde a cerca de 3 mil m Portanto diferentemente do que afirma a matria representa apenas cerca de 170 da rea do estdio do Maracan que tem cerca de 200 mil m No cabe a comparao 3 Premiado internacionalmente por sustentabilidade o projeto do novo campus foi elaborado de forma a impactar a natureza o mnimo possvel e segue risca as medidas de compensao ambiental estabelecidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente SMAC Para cada rvore suprimida sero plantadas 165 novas mudas de espcies nativas da Mata Atlntica no terreno o que deixar a rea em condies ambientais muito superiores s atuais Metade das rvores a serem suprimidas so jaqueiras espcie exgena e considerada praga na Mata Atlntica ou rvores mortas Um bilogo est acompanhando a movimentao dos animais no local e um veterinrio prestar atendimento em qualquer eventualidade 4 Diferentemente do que afirma a matria no h curso hdrico rio dentro do terreno Aps denncias infundadas a Polcia Militar Ambiental fez 3 vistorias no terreno e a Polcia Civil conduziu uma percia no local e comprovaram que no h rios Outros rgos fiscalizadores como ICMBio IBAMA INEA CREARJ tambm fizeram visitas ao terreno Em todas as ocasies foi atestada a absoluta legalidade da obra 5 A obra no ameaa a segurana dos moradores Ao contrrio a primeira fase da obra tem exatamente o objetivo de dar mais segurana geolgica e hdrica regio 6 No h obrigatoriedade de apresentao de alternativa locacional porque a construo do novo campus no est na lista de atividades que exigem a realizao do EIARima Solicitamos e agradecemos que ajustem a publicao com as informaes acima Estamos disposio para mais esclarecimentos Atenciosamente Ao terreno que arrancaram mais de 49 rvores j est passando caminho retroescavadeirae sobra espao para 3 Maracan O Assentamento Mandacaru nasceu dia 06 de abril de 1999 com a ocupao da fazenda e a posse foi regularizada junto ao Instituto Nacional de Colonizao e Reforma Agrria INCRA no ano de 2001 Localizado no municpio de Petrolina PE s margens da BR 407 e a 18Km da sede a comunidade formada por cerca de 70 famlias e so vinculados Federao dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco FETAPE Neste ltimo dia 06 de abril de 2019 com uma festa que durou do nascer do Sol ao anoitecer comemoraram seus 20 anos A comunidade estava toda enfeitada e acordou cedo para a alvorada que foi seguida pela celebrao de uma missa em ao de graas Aps a missa houve o caf da manh coletivo oferecido pela comunidade Houve ainda pela manh homenagens e agradecimentos Alguns professores da Universidade Federal do Vale do So Francisco UNIVASF estavam presentes tanto para prestigiarem a festa quanto para serem homenageados pela contribuio importante nos ltimos anos atravs de projetos de extenso capacitaes entre outras atividades realizadas junto comunidade O dia seguiu cheio de atividades Almoo coletivo tambm oferecido pela comunidade a Gincana Cultural com provas que levavam todos reflexo da histria do lugar Todo o tempo era enfatizada a necessidade de repassar a histria de luta e da criao do assentamento para os jovens e crianas para que no se percam ao longo do tempo Foram cantadas pardias contando lutas e vitrias foram realizadas encenaes do tempo de acampamento sendo dois momentos realmente emocionantes para todos Era visvel a alegria pelas conquistas e a emoo nos olhos daqueles que se recordam de cada etapa vivenciada Uma das convidadas a professora da UNIVASF e cientista social Ebbe Lima afirmou que o evento um marco importante para fortalecer a histria do assentamento bem como servir de exemplo para outros militantes que buscam suas conquistas Ela ainda disse que fundamental comemorar essas conquistas diante de um contexto poltico to opressor quando o assunto a luta pela terra A festa ainda teve desfile cvico muitos discursos de incentivo luta mas tambm muita dana A comunidade estava envolvida em todo o tempo e muito orgulhosa do seu trabalho notvel o quanto j foi conquistado ao longo desses 20 anos A Associao dos Agricultores Familiares do Assentamento Mandacaru j teve 7 presidentes nesse perodo atualmente uma mulher frente desse setor a Sra Ozaneide Gomes dos Santos e a partir dessa instituio muitas batalhas foram vencidas Conseguiram gua encanada vinda do canal porm sem tratamento Conseguiram eletricidade a sala de incluso digital mas no h saneamento H trabalhos diversos na rea de agricultura na horta comunitria produo de doces incluindo o doce de xiquexique bem como de artesanatos Porm ainda h muito pelo que lutar Existe uma longa luta pelo abastecimento de gua para a irrigao perdurando por anos com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do So Francisco e Parnaba CODEVASF que no permite a liberao alegando problemas na terra Contudo a comunidade vem provando o quanto consegue fazer o quanto vem se fortalecendo e o quanto est disposta a continuar lutando Erika Lima Doutoranda em Enfermagem pela Universidade de So Paulo Documento enviado por organismos da ONU em junho pede respostas do Brasil sobre a violncia policial Depois de dcadas de luta e denncias finalmente organizaes internacionais comeam a olhar para o pas mais atentamente Redao Rio BRASIL Segundo o portal UOL diversos rgos da ONU enviaram uma carta ao governo brasileiro pedindo resposta aos sucessivos massacres e assassinatos realizados pelas foras policiais no pas A carta de mais de quarenta pginas foi enviada em junho e assinada pela relatoria da ONU sobre execues sumrias pelo Grupo de Trabalho de Especialistas sobre Pessoas de Descendncia Africana pelo Grupo de Trabalho da ONU sobre Desaparecimentos Forados e pelo Grupo de Trabalho da ONU sobre a Discriminao contra Mulheres O documento aponta 69 casos de assassinatos e desaparecimentos forados ocorridos entre 1999 e 2020 No entanto segundo a reportagem os organismos da ONU deixam claro que o Brasil tem na violncia policial um problema sistmico No novidade a violncia policial no Brasil Todo dia acontece algum tipo de ao ilegal das polcias em territrio nacional Invaso de domiclio sem mandado judicial execues sumrias desaparecimentos forados agresses fsicas so alguns dos crimes diariamente cometidos por policiais nas periferias e favelas brasileiras O documento da ONU cita o recorde de mortos em virtude de aes policiais em 2020 Foram 64 mil pessoas 17 mortos por dia o que evidencia o cenrio de chacinas constantes nas grandes cidades S neste ano apenas no Rio duas chacinas ocorridas no Complexo da Penha e no Complexo do Alemo deixaram mais de 40 mortos Apesar da luta histrica de mes de vtimas da violncia policial organizaes de direitos humanos e movimentos populares a comunidade internacional nunca olhou com interesse a situao no Brasil A guerra das polcias com as faces de narcotraficantes e milicianos sempre foi bem vista pelo imperialismo norteamericano na sua ideologia de racismo e de guerra s drogas Nesta sextafeira 1004 dois dias aps articular a aprovao do textobase do PL 4330 na Cmara Federal o deputado Eduardo Cunha PMDB esteve na Assembleia Legislativa do Estado da Paraba em Joo Pessoa para promover uma sesso da Cmara Itinerante na qual apresenta sua viso da reforma poltica Os movimentos sociais paraibanos organizaram uma calorosa recepo para o presidente da Cmara acusado no escndalo de corrupo investigado pela Operao Lava Jato da Polcia Federal Centenas de manifestantes se organizaram na frente da Assembleia para repudiar o parlamentar que hoje um dos principais
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representantes dos interesses dos grandes empresrios brasileiros Eduardo Cunha exigiu que os manifestantes fossem impedidos de entrar na Casa Os movimentos sociais ento foraram a entrada e aps confronto com a segurana ocuparam as galerias do plenrio A postura autoritria de Eduardo Cunha irritou ainda mais os manifestantes que puxaram vaias e fizeram apitao calando os discursos dos deputados da bancada federal paraibana que votaram contra os trabalhadores na aprovao do PL 4330 Cunha observando o insucesso de seus colegas nem se aventurou a discursar e aquele que deveria ser a estrela do evento no falou sequer uma palavra durante toda a solenidade Antes do previsto foi encerrada a sesso e ele fugiu pela garagem do prdio falando imprensa e acusando o governador do Estado de omisso por ter no mandado a Tropa de Choque invadir o prdio e esvaziar fora as galerias o que poderia ter resultado numa tragdia Estavam presentes mobilizao militantes de diversos movimentos sociais e organizaes de esquerda a exemplo da Central nica dos Trabalhadores CUT Movimento dos Trabalhadores Sem Terra MST Partido Comunista Revolucionrio PCR Consulta Popular movimento LGBT Levante Popular da Juventude Movimento Luta de Classes MLC e Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas MLB Antes da Paraba Eduardo Cunha j havia enfrentado protestos em So Paulo e Rio Grande do Sul Os trabalhadores brasileiros devem seguir este exemplo e rechaar o representante dos interesses empresariais no Congresso Redao Paraba explicamoroporquesoPT a toda hora vem estes partidos polticos dizer que a Dilma no houve as ruas oque estamo pedindo fora cunha vai ouvir Wanderson Pinheiro Justificando a possvel interveno os EUA fazem grande operao miditica buscando vincular Nicols Maduro ao narcotrfico e oferecendo US 15 milhes para quem der informaes sobre ele Mas a Colmbia e no a Venezuela o pas de maior produo e trfico de drogas da Amrica Latina Ao mesmo tempo os EUA esto tentando armar financiar e assessorar um bando de mercenrios para invadir a Venezuela a partir da fronteira da Colmbia A denncia veio a pblico no dia 26 de maro quando o exmilitar Cliver Acal se pronunciou publicamente nos meios de comunicao na cidade de Barranquilla afirmando que seria o chefe de uma operao militar e que as armas teriam sido compradas por ordem de Juan Guaid para serem utilizadas em uma operao militar com o objetivo assassinar o presidente Maduro Na ocasio Acal afirmou que a compra se deu por meio de um contrato assinado por Guaid que assinou como chefe de governo autoproclamado assessores estadunidenses e Juan Jos Rendn assessor do presidente colombiano Ivn Duque Confirmase com isso que essas operaes so financiadas pelos EUA mas com a dvida sendo assumida por Guaid que pagaria no s esta dvida mas tambm entregaria os campos de petrleo da Venezuela aos EUA Agora os EUA do a velha cartada do combate ao narcotrfico sendo essa a ameaa transnacional usada para promover guerras preventivas que passam por cima da ONU e das leis internacionais Como fracassaram com a opo de golpe militar e agora querem promover o cerco naval e estrangular econmica e materialmente a nao venezuelana O cerco militar naval j est sendo colocado em prtica O governo dos EUA est perseguindo todos os navios e avies que trazem alimentos ou remdios para a Venezuela No haver sanes criminais que possam anular nosso esprito e nossa moral afirmou o presidente Nicols Maduro Na prtica o povo venezuelano vive uma guerra hbrida que uma guerra militar poltica irregular econmica e agora biolgica em grandes propores Porm o povo venezuelano vem dando inmeras demonstraes de que no pretende baixar a cabea ao imperialismo estadunidense e que pretende defender sua soberania e autodeterminao enquanto nao independente Cremos que cabe somente ao povo trabalhador desta nao definir o seu destino e fazer qualquer mudana no regime econmico ou poltico do seu pas Temos a obrigao de prestar toda nossa solidariedade e fazermos no nosso pas a luta contra o imperialismo pautandonos pelo internacionalismo proletrio A possibilidade de uma invaso real neste momento e dever ser combatida em nvel continental por todos os povos que devem travar uma batalha dura na luta contra o imperialismo Devemos exigir a paz para o povo venezuelano mas compreendendo que eles podem ter que reagir a uma agresso desumana e bestial dos EUA Volto impressionado como h tantos jovens revolucionrios que seguem o Che e lutam pela revoluo no Brasil disse professor e escritor cubano Fernando Parruas Ao som de msicas cubanas e depoimentos sobre Che do documentrio cubano La vida Del Che comeou o ato em homenagem aos 46 anos de imortalidade de Ernesto Che Guevara no dia 8 de outubro O local escolhido no poderia ser melhor salo principal do Centro Cultural Manoel Lisboa de Pernambuco batizado de sala Ernesto Che Guevara por onde se olha v Che em pocas variadas de sua vida Fernando Parrua e Moralinda Fonseca professores e escritores cubanos deram importantes depoimentos sobre Che e responderam a perguntas do pblico presente sobre Cuba Em vrias das colocaes ressaltaram a figura sensvel e humana do Che e o entusiasmo em ver que no Brasil a jovens que seguem os seus ensinamentos a primeira vez que viemos ao Brasil e volto impressionado como h tantos jovens revolucionrios que seguem o Che e lutam pela revoluo disse Fernando Sobre a pergunta ligada aos mdicos cubanos que esto no Brasil falou Cuba tem mdicos cubanos em mais de 120 pases esta uma demonstrao concreta do sentimento de solidariedade ao Mundo E ainda ressaltaram Tem uma grande importncia a preservao da memria dos mrtires assim como o PCR faz em homenagear os seus 5 heris Preservar a memria contribui para apresentar a juventude uma forma de conduta honrada Aps suas falaes os presentes cantaram ousar lutar ousar vencer seremos todos como o Che e Revoluo cubana comuna de Paris ns vamos instaurar o socialismo no pas Estavam presentes tambm falaram sobre o CHE e seu exemplo de vida e conduta humana Edival Nunes Caj expreso poltico e membro do Comit Central do Partido Comunista Revolucionrio PCR Anacleto Julio filho de Francisco Julio fundador das Ligas Camponesas e Andr Luan representando a organizao Brigadas Populares Alexandre Ferreira Recife Por Gilvander Moreira A Constituio Federal de 1988 tem como um dos seus princpios basilares o respeito dignidade humana Segundo a mstica e espiritualidade bblica o ser humano imagem e semelhana de Deus Gnesis 126 e nosso corpo templo do Esprito Santo 1 Corntios 619 segundo o apstolo Paulo Ou seja toda pessoa sagrada portadora de uma dignidade infinita que precisa ser respeitada e valorizada No entanto temos que perguntar em uma sociedade capitalista o ser humano reduzido mquina e mercadoria e as mercadorias so fetichizadas e reificadas Para respondermos a estas perguntas precisamos analisar o mais profundo das relaes sociais e no acreditar em ideologia dominante que sempre cumpre o papel de oprimir e explorar Ajuda a compreender os processos de fetichizao e de reificao a anlise que Karl Marx tece sobre a relao ntima existente entre produo e consumo que afirma produo consumo tambm A produo tambm imediatamente consumo Consumo duplo subjetivo e objetivo Primeiro o indivduo que ao produzir desenvolve suas faculdades tambm as gasta as consome no ato da produo exatamente como a reproduo natural um consumo de foras vitais Segundo produzir consumir os meios de produo utilizados e gastos parte dos quais como na combusto por exemplo dissolvese de novo nos elementos universais Tambm se consome a matriaprima a qual no conserva sua figura e constituio naturais esta ao contrrio consumida O prprio ato de produo pois em todos os seus momentos tambm ato de consumo MARX 2005 p 31 O consumo tambm imediatamente produo Ao consumir o alimento a pessoa humana se produz A produo imediatamente o seu contrrio o consumo e viceversa A produo tambm mediadora para o consumo e viceversa Sem a necessidade no h produo Mas o consumo reproduz a necessidade MARX 2005 p 32 A fome fome mas a fome que se satisfaz com carne cozida que se come com faca ou garfo uma fome muito distinta da que devora carne crua com unhas e dentes A produo no produz pois unicamente o objeto do consumo mas tambm o modo de consumo ou seja no s objetiva como subjetivamente Logo a produo cria o consumidor A produo no cria somente um objeto para o sujeito mas tambm um sujeito para o objeto MARX 2005 p 32 Theodor Adorno critica o abandono da dialtica pela esquerda que na prtica muitas vezes v somente o negativo V apenas o que lhe interessa e vtima do racionalismo e do pragmatismo acaba com o movimento dialtico e engessa a histria Para Adorno acima de tudo dialtica significa intransigncia contra toda e qualquer reificao ADORNO 1986 p 88 Uma mercadoria pode ser algo material ou imaterial que satisfaz necessidades humanas e que veculo de valor Por exemplo vrios servios que ao serem vendidos como mercadorias revelam valor O ser humano no em si uma mercadoria tornase uma mercadoria quando da sua insero nas relaes capitalistas de produo IASI 2011 p 133 Assim em ltima instncia no capitalismo a mercadoria produz quem a produz um ser humano domesticado reduzido a mera pea da engrenagem do sistema do capital e consumidor contumaz quando pode Como proletrio assalariado os seres humanos esto produzindo mais que alimento utenslios roupas ou sapatos esto produzindo histria esto produzindo os diferentes seres particulares que compem o gnero humano IASI 2006 p 78 Importante observar o que diz a esse respeito Ruy Fausto A noo de encantamento como de desencantamento tem na realidade um duplo sentido que Weber no parece ter bem destrinchado Por um lado desencantamento remete a um mundo aqualitativo no qual desaparecem as diferenas de qualidade Por outro ele remete a um mundo de inrcia no qual os objetos inertes predominam em detrimento dos objetos vivos Ora o que caracteriza o capitalismo o fato de que nele se tem um desencantamento no primeiro sentido mas no no segundo FAUSTO 1997 p 167 Nas relaes de produo e de comercializao a funo universal de equivalente se fixa em uma mercadoria na forma de dinheiro No se considera mais o valor de uso de uma mercadoria mas o dinheiro na sociedade capitalista adquire a funo universal de equivalente A forma dinheiro o ponto de chegada do processo de apario das mercadorias mas esse movimento de apario tambm um movimento de ocultao A essncia das mercadorias ocultada porque aparece atravs do dinheiro Assim o dinheiro tem um carter ofuscante tambm porque introduz a iluso e o fetichismo o que explica Ruy Fausto Na medida em que na forma dinheiro se fixa numa mercadoria adequada a funo universal de equivalente nela se renem de um modo no s objetivado mas estvel as duas funes do equivalente a de ser novalordeuso e a de ser espelho de valor O valor de uso material da mercadoria suprimido em benefcio de um valor de uso formal a mercadoria dinheiro no valor de uso portanto imediatamente trocvel e ao mesmo tempo ou por isso mesmo ela espelho de valor FAUSTO 1997 p 72 O fetichismo a naturalizao do objeto a negao de que sua gnese est em ltima instncia isto como pressuposio na prtica dos agentes FAUSTO 1997 p 78 Para expressar o valor de uma mercadoria o dinheiro deve ser ao mesmo tempo valor e mercadoria embora mercadoria negada em dinheiro O papelmoeda a encarnao de uma funo do dinheiro e tem valor porque circula Para se demonstrar a coisificao e a alienao estranhamento do trabalhador no processo de produo capitalista Marx diz que Potter portavoz dos fabricantes distingue duas espcies de mquinas ambas pertencentes ao capitalista uma jamais deixa a fbrica outra passa as noites e os domingos nos casebres da vizinhana A primeira morta a segunda viva MARX 1982 p 145 Uma diferena entre ao trabalhadora reduzidao a mquina e a mquina produzida pelo trabalhador que a mquina se desgasta e exige melhoramento constante enquanto oa trabalhadora pelo exerccio do trabalho se aprimora e acontece uma acumulao de aprimoramento de habilidades nas geraes sucessivas Enfim pela anlise feita conclumos que em uma sociedade capitalista que mquina de moer vidas o ser humano reduzido mquina e mercadoria e as mercadorias so fetichizadas e reificadas Assim o que precisa ser enfrentado e superado no Brasil o capitalismo que por meio da merc
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antilizao da vida pelo agronegcio pela privatizao das empresas da terra e das guas bens comuns com um Estado subserviente aos interesses do grande capital segue com ideologia dominante que insufla cotidianamente o individualismo o egocentrismo a concorrncia e a competio como se fossem valores mas so na prtica vrus que solapam a convivncia social e vo triturando e moendo a dignidade da pessoa humana 21092021 Frei e padre da Ordem dos carmelitas doutor em Educao pela FAEUFMG licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR bacharel em Teologia pelo ITESPSP mestre em Exegese Bblica pelo Pontifcio Instituto Bblico em Roma Itlia agente e assessor da CPTMG assessor do CEBI e Ocupaes Urbanas prof de Teologia bblica no SAB Servio de Animao Bblica em Belo Horizonte MG Email email protected wwwgilvanderorgbr wwwfreigilvanderblogspotcombr wwwtwittercomgilvanderluis Facebook Gilvander Moreira III Referncias 1 Vale SA far muralha em Itabira tira direito de ir e vir e esgoto fedorento para o povo Vdeo 13 httpswwwyoutubecomwatchvHt4QqQo8MiM 2 Socorro Cad COPASA CEMIG Kalil e Zema nas Ocupaes da Izidora Sr Antnio com cncer 19921 httpswwwyoutubecomwatchvhzFvViNlzKM 3 Mov Populares e Pastorais Sociais Fora Bolsonaro Basta de violncia da Vale 07921Vdeo 12 httpswwwyoutubecomwatchvNNPxv2IiPuw 4 Barragem de Pontal da Vale SA espada na cabea de 1000 famlias em Itabira MG 7921 Vdeo 11 httpswwwyoutubecomwatchv6C92TlgNQ0c 5 Itabira quadro na parede Vale submete povo a esgoto fedorento Pe Chiquinho 7921Vdeo 10 httpswwwyoutubecomwatchvVUH97Qub5uo Referncias ADORNO Theodor Wiesengrund Crtica cultural e sociedade In COHN G Theodor W Adorno So Paulo tica 1986 FAUSTO Ruy Dialtica marxista dialtica hegeliana a produo capitalista como circulao simples Rio de Janeiro Paz e Terra So Paulo Brasiliense 1997 IASI Mauro Luis Ensaios sobre conscincia e emancipao 2 edio So Paulo Expresso Popular 2011 As metamorfoses da conscincia de classe o PT entre a negao e o consentimento So Paulo Expresso Popular 2006 MARX Karl Karl Marx para a crtica da Economia Poltica Do Capital O Rendimento e suas fontes So Paulo Editora Nova Cultural Ltda 2005 O Capital Edio resumida 7 edio Rio de Janeiro Zahar Editores 1982 Obs Os vdeos nos links abaixo ilustram o assunto tratado acima 1 Vale SA far muralha em Itabira tira direito de ir e vir e esgoto fedorento para o povo Vdeo 13 httpswwwyoutubecomwatchvHt4QqQo8MiM 2 Socorro Cad COPASA CEMIG Kalil e Zema nas Ocupaes da Izidora Sr Antnio com cncer 19921 httpswwwyoutubecomwatchvhzFvViNlzKM 3 Mov Populares e Pastorais Sociais Fora Bolsonaro Basta de violncia da Vale 07921Vdeo 12 httpswwwyoutubecomwatchvNNPxv2IiPuw 4 Barragem de Pontal da Vale SA espada na cabea de 1000 famlias em Itabira MG 7921 Vdeo 11 httpswwwyoutubecomwatchv6C92TlgNQ0c 5 Itabira quadro na parede Vale submete povo a esgoto fedorento Pe Chiquinho 7921Vdeo 10 httpswwwyoutubecomwatchvVUH97Qub5uo Da Redao Na ltima segunda 10 o Diretrio Nacional da Unidade Popular entrou com uma representao no Ministrio Pblico Federal para que seja investigado o acampamento fascista na Esplanada dos Ministrios em Braslia Usando como base a notcia dada pelo portal Congresso em Foco do UOL a representao cita trs chefes do bando que est acampado Sara Winter Marcelo Stachin e Paulo Felipe Na ao o partido afirma que os trs citados agem deliberadamente com inteno criminosa contra a democracia o estado democrtico de direito a liberdade de imprensa o livre funcionamento e independncia dos poderes fazem apologia e divulgao de crimes a defesa da ditadura e do AI5 defesa de golpe militar ameaa de morte de esquerdistas com indcios fortes de organizao criminosa A prpria Sara Winter afirmou ontem BBC News que o bando acampado na Esplanada se encontra armado A quadrilha tem recebido financiamento de fontes desconhecidas e participa ativamente dos atos a favor de Bolsonaro Num dos atos houve inclusive agresses a jornalistas de diversos veculos No fim da representao a UP apresenta a necessidade de apurar as denncias de eventuais crimes praticados eou em vias de serem prticos com a urgncia que a denncia requer e em caso de comprovao dos crimes elencados e atribudos aos representados todas as medidas legais para apresentao de Denncia estabelecendose o devido processo com julgamento e condenao na forma da lei Veja abaixo a ntegra da representao da Unidade Popular representao MP O ndice de violncia contra a mulher no Alto Tiet demonstra a necessidade uma organizao coletiva entre as mulheres Carolina Mendona e Pedro Dragoni Foto ReproduoJacoblund Dado alarmante para o municpio e um reflexo da violncia contra as mulheres no Brasil se em 2018 474 pedidos de medida protetiva foram aprovados em 2019 apenas no primeiro semestre o nmero foi de 382 pedidos concedidos no municpio de Suzano ademais dos 2465 processos de violncia domstica registados pelo TJSP H dois meses no bairro Jardim Dona Benta uma mulher foi encontrada morta enrolada em um lenol dentro de casa o principal suspeito o marido No dia 15 de agosto um homem esfaqueou a exmulher e seu filho no bairro Jardim Maria Helena eles sobreviveram embora tenham ficado gravemente feridos E no dia 22 de Setembro uma mulher foi agredida e arrastada pelo asfalto aps se separar do excompanheiro no bairro Jardim Revista Esses so s alguns dos muitos casos que aconteceram na cidade de Suzano s neste ano Mogi das Cruzes entra em segundo lugar na regio com o maior nmero de registros de violncia contra a mulher com 1480 processos e 318 medidas protetivas concedidas Logo aps Ferraz de Vasconcelos 3 com 999 processos e 195 medidas protetivas Aruj 4 com 658 processos e 62 medidas Itaquaquecetuba 5 com 594 processos e 115 medidas Po 6 com 250 processos e 69 medidas Santa Isabel 7 com 177 processos e 39 medidas Salespolis 8 com 57 processos e 17 medidas e Guararema 9 com 13 processos e 15 medidas No ano passado a regio registrou entre janeiro e julho cinco feminicdios sendo um em Santa Isabel um em Ferraz de Vasconcelos um em Itaquaquecetuba e dois em Mogi das Cruzes Do total quatro foram dentro das residncias e um na rua pelo namorado da vtima Foram registradas ainda mais trs tentativas de feminicdio O Estado de So Paulo participou como liderana das estatsticas de violncia contra a mulher em 2018 com 207668 casos pendentes de violncia domstica e 393 casos de feminicdio de acordo com pesquisa realizada pelo Departamento de Pesquisas Judicirias do Conselho Nacional de Justia DPJCNJ O Brasil aparece como 5 pas do mundo com mais casos de violncia contra a mulher sendo El Salvador Colmbia e Guatemala respectivamente os trs pases do mundo que registraram o maior nmero de casos Vale dizer que o feminicdio o assassinato de uma mulher pela sua simples condio de ser mulher a motivao o dio e discriminao condio feminina Temos apenas quatro anos da Lei que trata da questo e alterou o Cdigo Penal Brasileiro incluindo a sano 13104 que tipifica o feminicdio como homicdio qualificado entrando na relao dos crimes hediondos Mas apesar dos avanos legais no primeiro semestre deste ano os casos aumentaram 76 em todo o Estado de So Paulo ficando claro que apenas a lei apesar de contribuir com o enfrentamento da impunidade no resolve e apenas um dos aspectos no debate sobre o problema e o cenrio segue desfavorvel e opressor Para podermos compreender melhor a questo feminina preciso antes de qualquer coisa termos em perspectiva que tal opresso tem uma base material concreta isto h um fundo histrico e socioeconmico que esto nos fundamentos do fenmeno do patriarcado que um sistema social em que homens mantm o poder primrio e predominam em funes de liderana poltica autoridade moral privilgio social e controle das propriedades E no dirio enfrentamento com esta sociedade ultrapassada opressora machista e injusta devemos intensificar a organizao das mulheres por seus direitos na defesa da sua dignidade e na defesa de suas vidas E sobretudo na luta pela sua verdadeira libertao que a edificao do poder popular pelo fim do patriarcalismo e a construo do socialismo Somar esforos nesta luta um dever de todo revolucionrio Considerado um dos maiores camarotes do Carnaval de Salvador o Planeta Band parceria do Grupo Bandeirantes de Comunicao e da Rede de Hotis Othon Palace foi local de mais um caso de racismo Dessa vez a vtima foi o advogado e compositor Leandro Oliveira que teria sido impedido de entrar no camarote pela produo e segurana do local mesmo vestido com a camisa do evento Voc conseguiu com quem essa camisa nego Essa camisa s para convidado teriam dito os seguranas Diversos movimentos de combate ao racismo j repudiaram tal ato O presidente do Olodum Joo Jorge compartilhou em seu perfil no Facebook a denncia de Leandro A Secretria Estadual de Promoo da Igualdade Racial Vera Lcia Barbosa comentou No podemos achar que isso banal que normal Racismo crime e imediatamente quando eu soube orientamos que fosse formalizada a denncia para que as medidas cabveis fossem tomadas Abaixo reproduzimos o depoimento de Leandro que circula pelas redes sociais Sou Leandro Oliveira advogado compositor de grandes artistas no cenrio baiano como Olodum Margrethe Menezes Harmonia do Samba Araketu e outros No dia 13 de fevereiro de 2015 fui vtima de racismo pela produo e segurana do camarote Planeta Band Ao tentar entrar no camarote Planeta Band fui impedido pelos produtores e seguranas do mesmo Vale salientar que estava vestido com a camisa vermelha do camarote HC Band quando em meio a outras pessoas frisase no negras foi cobrado apenas de mim a apresentao do ingresso pelo senhor que se identificou como chefe de produo de prenome Marcos De forma rspida perguntou cad seu ingresso Disse a ele que no tinha entendido e ele novamente de forma rspida perguntou cad seu ingresso Disse a ele que ele estava sendo discriminatrio que em meio a tanta gente ele estar exigindo apenas de mim o ingresso para poder entrar no estabelecimento Ele ento disse que eu s iria passar se apresentasse o ingresso Quando eu disse que no iria me sujeitar a tal abordagem discriminatria o mesmo ento disse Voc conseguiu com quem essa camisa nego Essa camisa s para convidado Percebi que estava sendo vtima de racismo e comecei a discutir com ele quando o mesmo me empurrou Logo em seguida fui cercado pelos seguranas passando por momento vexatrio e constrangedor Fiquei quase 50 minutos para conseguir entrar enquanto centenas de pessoas no negras passavam sem qualquer apresentao de ingresso Quando eu me apresentei como advogado e mostrei o ingresso a equipe de produo tentou ocultar o crime de racismo pedindo para as outras pessoas apresentarem o ingresso Porem j era tarde de mais pois foi tudo filmado por uma colega que estava no local e presenciou o ocorrido Ainda depois de estar dentro do camarote fui obrigado a entregar a camisa do camarote HC vermelha em troca eles me deram uma camisa de um camarote inferior que era da camisa verde Logo aps do episdio passei muito mal com o ocorrido e dei entrada na emergncia da Vitalmed com a presso arterial alterada Assim indignado por ter sofrido racismo em pleno carnaval de Salvador peo aos amigos
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amigas e pessoas que abominem esse sentimento asqueroso que divulguem o ocorrido J registrei boletim de ocorrncia e registrei o fato tambm frente ao Observatrio Racial e Comisso de tica e Direitos Humanos da OABBA Conto com a ajuda de todos para divulgar o ocorrido Redao CE Ncleo de Professores do MLC Trabalhadores e trabalhadoras em educao do estado de Minas Gerais conquistaram uma grande vitria com a greve iniciada neste ms de maro Com 23 dias de greve a categoria forou os deputados da assembleia legislativa a aprovarem por 50 votos o cumprimento do aumento do piso salarial A orientao do governo Zema foi de sua bancada no votar se ausentando do plenrio Mais um ato de covardia do governador Foi decidido o reajuste salarial de todas as categorias de servidores do estado No caso da educao foi aprovado o reajuste de 3324 e a recomposio de 1006 Essa deciso garante o cumprimento do piso nacional da educao garantido por lei Foi aprovado tambm a garantia de recebimentos dos reajustes nos postos de funes nas escolas estaduais Agora a deciso est na mesa de Romeu Zema Os trmites so demorados O governador j anunciou que vetar o reajuste Assim a questo volta assembleia legislativa Em amplo debate na assembleia a categoria definiu por acompanhar esse processo em greve aumentando a mobilizao at o fim de todo o processo A greve continua Redao CaruaruPE O 1 de Maio em CaruaruPE foi marcado por grande combatividade e denuncias Organizado pelo Movimento Luta de Classes MLC junto ao SINTRACON Sindicato dos Trabalhadores da Construo Civil de Caruaru SINDILIMP Sindicato dos trabalhadores das empresas de limpeza urbana de Caruaru e regio e com o apoio da Unio da juventude Rebelio UJR O ato foi realizado em frente a Cmara Municipal de Vereadores local simblico onde tem ocorrido vrias injustias contra a classe trabalhadora caruaruense Entre cada orador uma palavra de ordem entoava e durante a agitao era distribudos os panfletos do 1 de Maio do MLC onde foi denunciando o carter fascista do desgoverno federal atravs dos diversos ataques e a retirados dos direitos histricos conquistados pela classe trabalhadora ao longo de nossa histria Os trabalhadores exigiram respeito dignidade emprego e renda Denunciando os mais de 145 milhes de desempregados no pas alm dos mais de 116 milhes de pessoas que vivem sem saber se ter alimentao tudo isso somado a mais de 400 mil mortes que poderiam ter sido evitadas se houvesse investimentos e valorizao do SUS e na rea da educao Alm do incentivo produo cientfica Esta politica s reafirma o carter fascista do desgoverno Bolsonaro e sua corja de militares que juntos veem promovendo a cada dia mais injustias sob o povo pobre e trabalhador enquanto 65 bilionrios brasileiros ficaram mais ricos pois tiveram suas fortunas aumentadas para 219 bilhes de dlares evidenciando assim o carter de classe no apenas da pandemia como do estado burgus e todo o seu aparato Por fim foi colocado a necessidade da organizao dos trabalhadoresras pois apenas unidos que ser possvel destruir a classe dos patres e construir uma sociedade justa igualitria com liberdade e democracia J que mesmo na situao atual foram realizadas varias atividades e greves em Caruaru por local de trabalho em defesa dos direitos dos trabalhadoresas principalmente nas categorias dos trabalhadoresas da Limpeza urbana e da construo civil em nossa cidade A fosfoetanolamina sinttica conhecida popularmente como plula do cncer ou simplesmente fosfo uma substncia estudada desde os anos 1980 pelo qumico Gilberto Chierice da Universidade de So Paulo USP Durante os seus estudos Chierice verificou a atividade da substncia contra a neoplasia maligna cncer Esse composto produzido pelo prprio corpo humano em quantidades pequenas e sua maior quantidade encontrada no leite materno sabido que um tumor surge a partir do momento em que uma clula sofre uma mutao e passa a se reproduzir descontroladamente sem que o nosso corpo reconhea como algo estranho Independente do tipo todo cncer tem essas duas caractersticas em comum A fosfoetanolamina age no no combate das clulas cancergenas mas seu papel de ir ao encontro das mitocndrias organela responsvel pela respirao das clulas anaerbicas clulas que no utilizam oxignio na obteno de energia que chegando l provoca uma reao que sinaliza as clulas cancergenas tornandoas visveis ao sistema imunolgico e por consequncia os anticorpos atacam as clulas eliminandoas Estimase que entre 2016 e 2017 teremos 1 milho e 200 mil novos casos da doena no Brasil segundo o Ministrio da Sade Tratados atravs de cirurgia radioterapia e quimioterapia causa grandes danos fsicos e psicolgicos ao paciente Todos esses danos poderiam ser evitados atravs da utilizao da plula que era distribuda h cerca de 20 anos pelo laboratrio da USP de So Carlos mas que teve a produo suspensa em junho de 2014 por ordem da Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria ANVISA Desde ento os pacientes passaram a ter acesso ao medicamento apenas por liminares judiciais Em 13 de abril de 2016 a ento presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei que permite o uso da substncia de forma compassiva ou seja o paciente assina um termo no qual assume toda a responsabilidade pelo uso da plula sendo considerada uma grande vitria para os pacientes diagnosticados com cncer Entretanto a Associao Mdica do Brasil entrou com uma medida liminar de Ao Direta de Inconstitucionalidade ADI 5501 para suspender a eficcia da Lei 132692016 e por consequncia impedir novamente o uso da fosfoetanolamina sinttica utilizando como argumento a ausncia de testes da substncia em seres humanos e desconhecimento acerca da eficcia do medicamento e seus efeitos colaterais considerando que sua liberao incompatvel com direitos constitucionais fundamentais como o direito sade segurana e vida e o princpio da dignidade da pessoa humana Todavia sabido que a fosfoetanolamina no txica ou seja no provocar males ao nosso corpo E qual seria o efeito colateral que ela provocaria aos pacientes terminais E o que ela afetaria na dignidade desses pacientes Na verdade todo esse esforo para impedir a utilizao da fosfo se deve ao seu baixssimo custo algo por volta de R 010 por plula frente ao altssimo custo dos quimioterpicos que atingem cifras de mais de meio milho de reais com uma pequena eficcia contra a doena alm das milionrias mquinas de radioterapia que muitas vezes s alivia os sintomas Por que tanta relutncia da ANVISA em fazer os teste da fosfo em seres humanos Mas ao contrrio permite a utilizao do cigarro que possui uma gama enorme de substncias cancergenas como tambm libera o uso de dezenas de agrotxicos muitos deles cancergenos como o glifosato o herbicida 24d entre outros comprovadamente cancergenos muitos dos quais proibidos em dezenas de pases Toda essa presso da indstria farmacutica se deve ao temor de perder bilhes de lucro devido aos milhares de relatos e comprovaes do sucesso da fosfoetanolamina no tratamento e cura do cncer Isso mais uma comprovao da bestialidade do sistema capitalista que destri no s com cncer mas tambm com tantas outras doenas curveis que ainda matam milhes de pessoas alm das guerras fome e desemprego que atingem milhes de vidas todos os dias tudo para satisfazer o ego de uma parcela muito pequena da sociedade que tem por objetivo explorar ao mximo o restante da humanidade Por isso s a revoluo proletria e o socialismo salvar a humanidade de tamanho cncer David Rhuan Recife Gostei H dois anos em 10 de dezembro de 2014 a Comisso Nacional da Verdade CNV publicou o relatrio final de seus trabalhos sobre as violaes aos direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar Nele reconhece a morte eou desaparecimento de 434 opositores afirma que a tortura ainda uma prtica comum no pas e recomenda ao Estado brasileiro um conjunto de 29 iniciativas e reformas para aperfeioar nossa democracia e impedir a repetio de tais crimes Passado esse tempo necessrio fazer um balano do que mudou desde ento e quais so os desafios da luta por memria verdade e justia no Brasil Recomendaes da CNV O relatrio da CNV contm 4328 pginas divididas em trs volumes No primeiro so expostas a estrutura da represso as cadeias de comando e os mtodos e dinmicas da violncia do Estado contra os opositores do regime O segundo volume trata das violaes de direitos humanos contra segmentos sociais especficos trabalhadores camponeses mulheres estudantes etc Por fim o terceiro traz um perfil dos mortos e desaparecidos polticos Para tanto a comisso realizou ao todo 80 audincias pblicas em 14 estados e ouviu 1116 depoimentos Tambm foram inspecionadas 11 instalaes pblicas reconhecidas por expresos polticos como locais associados prtica de deteno ilegal tortura execuo desaparecimento forado e ocultao de cadver em So Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais Pernambuco e Par Das 29 recomendaes encaminhadas pela Comisso ao Governo Federal 17 dizem respeito a mudanas institucionais oito a reformas na Constituio e na legislao e quatro so medidas de seguimento das aes da CNV Entre essas recomendaes esto propostas como a criao de mecanismos de preveno e combate tortura desmilitarizao das polcias militares estaduais e revogao da Lei de Segurana Nacional A Comisso tambm props que as Foras Armadas reconheam sua responsabilidade pelos crimes da ditadura e que a Justia brasileira faa nova interpretao da Lei de Anistia e indicie criminalmente os agentes pblicos acusados de sequestros torturas estupros assassinatos e desaparecimento de presos polticos Limites do relatrio Comparado aos relatrios finais das comisses da verdade criadas em outros pases o relatrio da comisso brasileira no mnimo modesto em especial na parte que trata das recomendaes que ocupa apenas 11 pginas do documento Alm disso diversos setores ligados luta por memria verdade e justia criticaram a falta de transparncia no trabalho da Comisso e a pouca participao da sociedade em seus trabalhos Crticas tambm surgiram em relao ao nmero de mortos e desaparecidos durante a ditadura contido no relatrio considerado subestimado Segundo o antroplogo Jos Porfrio de Carvalho somente entre os ndios WaimiriAitroari foram mais de 1100 mortos Morreram de doena e morreram bala E armado l quem estava era o Exrcito afirma Carvalho J para Gilney Viana excoordenador do Projeto Memria e Verdade da Secretaria de Direitos Humanos SDH da Presidncia da Repblica a ditadura terceirizou mortes e desaparecimentos forados de pelo menos 1196 camponeses e apoiadores com financiamento do latifndio O Estado se omitiu acobertou e terceirizou a represso poltica e social no campo executada por jagunos pistoleiros capangas e capatazes a servio de alguns fazendeiros madeireiros empresas rurais grileiros e senhores de engenhos castanhais e seringais afirma Avanos e retrocessos ps CNV As recomendaes apontadas pelo relatrio final da CNV se postas em prtica representariam um avano nos direitos democrticos e um importante passo na construo de uma nova cultura poltica no pas de no tolerncia com as violaes aos direitos humanos ainda hoje praticadas especialmente nas periferias Entretanto o desmonte das polticas pblicas voltadas memria verdade e justia postas em prtica pelo governo Temer dificulta ainda mais o cumprimento de grande parte das recomendaes da Comisso da Verdade Desde que tomou posse na Presidncia por meio de um golpe institucional Temer tem esvaziado os rgos voltados aos direitos humanos Fato marcante desse desmonte foi a substituio de parte do Conselho da Comisso de Anistia sem a participao da sociedade civil nomeando pessoas com posies polticas simpticas ditadura Outras recomendaes fundamentais como a desmilitarizao das polcias militares estaduais e a revogao da Lei de Segurana Nacional certamente no sero postas em prtica pelo atual governo Assim no campo da Justia improvvel que o atual governo ilegtimo encaminhe propostas no sentido de que as Foras Armadas reconheam sua responsabilidade pelos crimes cometidos na ditadura ou que o STF anule a anistia dos agentes pblicos acusados de violaes de direitos humanos aps o golpe de 1964 A luta no acabou Diante disso preciso seguir lutando por memria verdade e justia Bandeiras como Ditadura Nunca Mais punio aos torturadores e desmilitarizao da polcia militar precisam continuar hasteadas pois so smbolos de um pas que no curou as feridas de 21 anos de governo militar e que ainda
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hoje tolera a tortura e a violncia policial contra a populao mais pobre Atualmente quando o fascismo levanta de novo a cabea em vrios pases entre eles o Brasil e se torna uma ameaa dever de todos continuar a denunciar os crimes da ditadura e transmitir s jovens geraes que a liberdade conquistada significou enormes sacrifcios para milhares de brasileiros cuja memria deve ser honrada Heron Barroso Rio de Janeiro You really make it seem so easy with your presentation but I find this topic to be really something which I think I would never understand It seems too complex and very broad for me I am looking forward for your next post I will try to get the hang of it Em trmite na Cmara dos Deputados a Proposta de Emenda Constituio 7703 chamada Reforma Poltica pretende modificar a regra para a eleio de deputados e vereadores o financiamento das campanhas eleitorais a reeleio de pessoas que substituram os titulares de cargos no Executivo mudanas nas datas de posse perodo de campanha remunerao e perda de mandato votao indireta para presidente da Repblica prefeitos e governadores em caso de vacncia do cargo e sistema distrital misto H ainda propostas acrescidas ao projeto inicial para endurecer a clusula de barreiras aos partidos ou seja aumentar o nmero mnimo de votos para que os partidos possam usufruir de certos direitos como tempo na propaganda eleitoral e fundo partidrio e ainda o fim das coligaes nas eleies proporcionais A crise poltica que atinge o Congresso Nacional e o pas somada falta de consenso entre os parlamentares em pontos considerados fundamentais no tornou possvel a realizao da votao at agora mas ela poder ser realizada a qualquer momento Para serem vlidas nas prximas eleies as novas regras tm que ser aprovadas at outubro deste ano um ano antes do pleito de 2018 O primeiro tema a ser analisado ser a regra para eleio de deputados e vereadores O texto a ser votado prev a implantao de um modelo em que os deputados mais votados individualmente sero eleitos contrariando a regra atual de eleio proporcional por chapa O modelo previsto no projeto chamado distrito e poder entrar em vigor nas eleies de 2018 e 2020 Ainda segundo a proposta nas eleies de 2022 passaria a vigorar o sistema distrital misto Neste caso o eleitor vota em um candidato e em um partido Metade das vagas seriam ocupadas pelos candidatos mais votados nos distritos e a outra metade seria preenchida pelos partidos em obedincia a uma lista de candidatos divulgada antes das eleies O passo seguinte para a aprovao da emenda a votao de um fundo pblico para custear as campanhas eleitorais A proposta original previa a destinao de 05 da receita corrente lquida para o custeio das campanhas cerca de R 36 bilhes mas como encontrou resistncia entre a populao os deputados votaram um destaque que excluiu essa parte da proposta Vale salientar que ainda que o Fundo no seja aprovado a campanha eleitoral de 2018 contar com o atual Fundo Partidrio cujo oramento superior a R 800 milhes De fato o projeto ser submetido apreciao dos deputados partidos e bancadas das Casas Legislativas mas essencialmente mesmo com as proposies da bancada reformista da oposio no altera a relao de dominao econmica dos capitalistas banqueiros latifundirios grandes empresrios e seus aliados exercida sobre a classe trabalhadora com base na explorao uma vez que se pretende apenas alterar as regras eleitorais Curioso que apesar disso h entre os defensores da Reforma Poltica quem alimente a iluso de que possvel ampliar a democracia ou at mesmo promover significativas mudanas no nosso sistema poltico atravs de uma reforma do sistema eleitoral Atualssimo portanto o que disse Lnin na sua obra O Estado e a Revoluo Os oportunistas e a socialdemocracia contempornea aceitaram as formas polticas burguesas do Estado democrtico parlamentar como um limite intransponvel E prossegue definindo de maneira brilhante que tipo de Estado interessa classe trabalhadora Em lugar de instituies especiais de uma minoria privilegiada funcionrios civis chefes do exrcito permanente a prpria maioria pode desempenhar diretamente as funes do poder poltico e quanto mais o prprio povo assumir essas funes tanto menos se far sentir a necessidade desse poder A essncia do Estado no capitalismo o exerccio da administrao poltica preservando as relaes capitalistas de acumulao e explorao Somos partidrios do voto mas no para decidir periodicamente para um certo nmero de anos qual o membro da classe dominante que h de oprimir e esmagar o povo no parlamento como bem afirmou Lnin Queremos assembleias de trabalhadores que criem leis trabalhem pelo cumprimento dessas leis e exeram o poder poltico para assegurar que o objetivo do trabalho seja proporcionar condies de vida digna para todas as pessoas e no enriquecer um punhado de ricos em detrimento da misria e da fome da grande maioria da populao Somente com tal sistema poltico se pode falar verdadeiramente de democracia sem iludir as pessoas com frases vazias Esse sistema no pode existir debaixo do capitalismo pois est em contradio com os interesses dos donos do capital Portanto para construir uma verdadeira democracia em que os interesses da maioria de fato sejam garantidos que precisamos ir alm de uma simples reforma eleitoral e trabalhar pela organizao e conscientizao do povo sobre a necessidade de uma revoluo social Por isso ns proclamamos que a tarefa central agora construir um partido de tipo diferente de todos os demais que atualmente se dedicam a vender iluses ao povo Precisamos de um partido que organize as lutas e promova a conscientizao dos explorados das vtimas do capitalismo para a tarefa de construir um novo Estado e um novo sistema econmico o Socialismo Para que esse objetivo seja alcanado temos que nos dedicar a concluir a tarefa que j comeamos a coleta de assinaturas para fundao da Unidade Popular At agora j conquistamos 350 mil assinaturas mas s teremos o registro desse novo partido se chegarmos s 500 mil todas certificadas pelos cartrios eleitorais Por isso mos obra Thiago Santos Recife O general Vo Nguyen Giap nasceu em 25 de agosto de 1911 em Annan protetorado da Indochina francesa No colgio de Hue a leitura do Processo da Colonizao Francesa de Ho Chi Mihn transtornao Em 1934 formase em professor e ingressa no Partido Comunista clandestino A partir de ento sua vida dedicada a libertar sue povo e vive trs dcadas de intensos combates pela independncia em setembro de 1945 contra o ocupao francesa da Indochina at 1954 e contra os invasores norteamericanos expulsos em 1975 Junto com Ho Chi Minh formulou o conceito de guerra popular prolongada um exrcito de camponeses firmemente apoiado na populao Para Giap a guerra revolucionria comportava trs fases a defesa estratgica a guerrilha e a contraofensiva Segundo um de seus bigrafos Cecil B Currey Giap foi talvez o nico gnio militar do sculo 20 e um dos maiores de todos os tempos porque desencadeou uma batalha contra seus inimigos a partir de uma situao de grande fraqueza comeando quase sem tropas porm capaz de vencer sucessivamente os vestgios do imprio japons os exrcitos da Frana poca segundo imprio colonial e os Estados Unidos duas das grandes potncias capitalistas Veja documentrio do cineasta Silvio Tendler sobre Giap Est em cartaz no Teatro Hermilo Borba Filho em Recife at o dia 20 de setembro a pea Soledad A terra fogo sob nossos ps de Hilda Torres que tambm estrela o monlogo com a direo de Mal Bazan A artista plstica e filha de Soledad asaindy de Arajo Barrett assina algumas msicas e a identidade visual do projeto A inspirao da pea veio aps a leitura do livro de Urariano Mota sobre Soledad O projeto do espetculo surgiu aps uma intensa pesquisa baseada nos documentos redigidos pela Comisso da Verdade alm de entrevistas com expresos polticos Falar sobre Sol falar de um pedao de todos ns que nos impulsiona diariamente a enfrentar resistir sem nunca abrir mo do brilho nos olhos ao imaginar um mundo melhor com direitos iguais para todos e todas na compreenso das nossas diferenas comentou Hilda Soledad Barrett Viedma nasceu no Paraguai em 06 de janeiro de 1945 Filha de pai e av militantes polticos perseguidos conviveu com o exlio desde o seu primeiro ano de vida Passou sua infncia entre a Argentina Uruguai e Paraguai Foi estudar na Unio Sovitica onde passou um ano Ao retornar Amrica Latina passou pouco tempo na Argentina at decidir ir para Cuba treinar para a luta armada L conheceu Jos Maria Ferreira de Arajo militante da Vanguarda Popular Revolucionria VPR com quem casou e teve uma filha Jos Maria desapareceu aps voltar para o Brasil em 1970 Soledad vai para Recife um ano mais tarde cumprir uma misso que lhe foi dada e passa a militar pela VPR at o dia de sua morte que segundo a verso oficial ocorreu aps um tiroteio em 08 de janeiro de 1973 numa chcara em Paulista PE onde alm de Soledad mais 5 militantes da VPR foram assassinados O jornalista Elio Gaspari em A ditadura escancarada classifica o episdio como uma das maiores e mais cruis chacinas da ditadura Segundo a verso do jornalista os militantes foram capturados em ao menos quatro pontos distintos do Recife torturados e depois levados at a chcara Soledad estava grvida quando foi assassinada Redao PE Joo Gabriel e Sabrina Ferreira Os cortes do Governo Federal vm causando grande impacto na vida dos estudantes nos ltimos meses em especial pela dificuldade das instituies em garantir a execuo das polticas de permanncia estudantil gerando uma evaso crescente Desde janeiro deste ano os campi do IFSP recebem mensalmente apenas 118 do oramento previsto pela Lei Oramentria Anual tratase de um contingenciamento absurdo imposto sobre uma lei oramentria que j previa cortes que foi assinado pela caneta Bic de Bolsonaro Mos de Tesoura e que pode ser responsvel como tm denunciado a comunidade acadmica pela paralisao completa das atividades da UNIFESP da UFRJ e do prprio IFSP ainda em 2021 Enquanto os estudantes mais pobres so expulsos da rede federal graas aos cortes o Governo inimigo da educao e da cincia brasileira almoa bifes de R1799 o kilo aumenta os salrios do alto escalo do governo e compra os votos de deputados do Centro Em contrapartida os estudantes do Instituto Federal de So Paulo esto provados no fogo da luta em defesa da educao e suas entidades esto se fortalecendo pois no os abandona no momento mais difcil como faz o Governo a representao estudantil no IFSP tem sido construda de maneira sria e consequente fortalecendo as vrias formas de luta possveis nesse perodo como as campanhas de solidariedade que apoiam centenas de famlias de estudantes e de trabalhadores terceirizados as presses de maneira online ao Governo Reitoria e diretoria dos campus as assembleias estudantis as panfletagens e o dilogo com a populao sobre a atual situao da educao e agora as manifestaes de rua em conjunto da classe trabalhadora brasileira Todas essas aes tm repercusso e articulao nacional atravs do Movimento Correnteza e da Federao Nacional do Estudantes em Ensino Tcnico FENET que impulsionam a organizao e a luta estudantil desde o incio da pandemia A alternativa encontrada pelo estudantes das Federais diante do cenrio de cortes claro lutar no s por suas instituies mas para que esse governo genocida governo que trabalha para barrar os pobres das universidades seja arrancado do Planalto Essa poltica foi reafirmada pelas falas dos estudantes durante a assembleia que alm de relembrar o histrico de lutas de entidades combativas como o Grmio Livre Estudantil Charlie Chaplin e o DA das Licenciaturas Carolina Maria de Jesus apontaram que diante da luta estudantil j caram trs ministros da educao Ricardo Vlez Rodrguez em 4 meses Abraham Weintraub em 13 meses e Carlos Alberto Decotelli em 6 meses todos representantes das polticas dos ricos e dispostos a ampliar o lucro dos tubares do ensino e que agora a tarefa derrubar todo o governo descompromissado com a educao com a segurana com a sade e com os trabalhadores No dia 29 de maio a rebeldia dos estudantes do IFSP tomou as ruas levantando alto as bandeiras de suas entidades e estendendo suas faixas o mesmo se repetir no dia 19 de junho nova data de mobilizao nacional sob as palavras de ordem NO VAI TER CORTE VAI TER LUTA TIRA A MO DO MEU IFSP FORA BOLSONARO A celebrao do Cavalo Marinho pode incluir a presena de indgenas representando a relevncia das religies afroindgenas especialmente a Jurema Sagrada e a Umbanda que fazem parte do caldeiro cultural do evento Redao PE CULTURA Na zona da mata norte de Pernambuco e no sul da Paraba a celebrao do Cavalo Marinho se apresenta como uma expresso cultural nica carregando consigo a histria de luta e construo do povo negro e indgena do nosso pas Essa manifestao artstica teve incio no perodo dos engenhos de cana de acar em que trabalhavam muitos
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negros que vieram da frica para serem explorados no perodo colonial pelos senhores de engenhos na regio nordeste e hoje representada por trabalhadores e trabalhadoras do corte de cana de acar ainda em vigncia em vrias localidades dos dois estados Nas entrelinhas dessa tradio encontramos a histria de um povo que enfrentou sucessivas tentativas de genocdios e de sua cultura mas que resistiram preservando suas histrias e razes O Cavalo Marinho uma expresso singular uma variante do famoso bumba meu boi envolvendo um elenco com mais de 70 personagens distribudos em trs categorias distintas animais humanos e seres fantsticos Entre essas figuras encontramos o enigmtico Capito Marinho que lidera a festividade montado em seu cavalo e utilizando um apito para comandar os eventos Ao seu lado os companheiros que so chamados de Mateus e Bastio inicialmente contratados para cuidar da festa mas que inevitavelmente acabam se divertindo ao pregar peas uns nos outros Alm disso encantadores casais formados pelas damas e os galantes prosseguem apresentando um emocionante baile A celebrao do CavaloMarinho pode incluir a presena de indgenas representando a relevncia das religies afroindgenas especialmente a Jurema Sagrada e a Umbanda que fazem parte do caldeiro cultural do evento Dentre os animais que se destacam nessa manifestao encontramos o ilustre boi e claro o prprio cavalo que protagonizam momentos de grande fascnio para o pblico Nessa representao viva as cenas do cotidiano dos participantes so retratadas de maneira teatral como se estivssemos em um espetculo popular ao ar livre geralmente organizado em um semicrculo proporcionando um espao aberto e receptivo plateia encantada Ao som harmonioso de sua melodia a cada passo no cho de terra batida ressoa a memria de uma histria de resistncia no campo que se entrelaa arte Cada acorde no instrumento de rabeca que um instrumento de arco precursor do violino serve como elo que une o passado e o presente Os mestres e caboclos de lana assumem o papel de guardies dessa tradio transmitindo com orgulho seus conhecimentos s geraes vindouras Nas entonaes de cada verso e nos movimentos das brincadeiras revelase uma linguagem verstil tecida com nuances de crtica social registros histricos poltica e espiritualidade Personagens reais e imaginrios danam em uma sinfonia de msicas loas e toadas que carregam consigo representaes profundas Tanto na expresso teatral quanto ao som dos tambores e dos versos cantados o Cavalo Marinho nos ensina que a cultura a essncia de um povo e que preservar suas razes honrar a histria daqueles que vieram antes de ns Nas entrelinhas dessa arte e cultura popular encontramos um legado de resistncia fora e beleza que merece ser celebrado e protegido Apesar das contnuas carncias de apoio financeiro e infra estrutural por parte dos governos locais que tornam desafiadora a manuteno dos grupos e a realizao de apresentaes regulares os trabalhadores e trabalhadoras artistas e entusiastas dessa cultura essencial lanam um chamado para resistirmos contra os que querem ver o fim da cultura popular Esse empenho genuno nos conclama a todos para que reconheamos a importncia dessa manifestao artstica e a riqueza que ela confere identidade do nordeste brasileiro um convite para todos que valorizam a diversidade e enxergam no Cavalo Marinho uma verdadeira joia da cultura popular e se unirem nessa luta pela preservao e perpetuao de uma herana do povo brasileiro que transcende geraes culturapopular cavalomarinho nordeste resistncia arte Referncia httpportaliphangovbrpaginadetalhes501 Em discurso no plenrio do Senado Federal no ltimo dia 28 de maio o senador Roberto Requio PMDBPR criticou duramente o que classificou como medidas de desnacionalizao da economia e de privatizao de setores estratgicos ao tratar sobre a questo da Medida Provisria 5952012 conhecida como MP dos Portos de autoria do Governo Dilma A seguir alguns trechos do seu discurso Na trgica sesso desta Casa do dia 16 de maio quando foi aprovada a famigerada e pouco cheirosa MP dos Portos o senador Jos Agripino DEMRN cujas posies em favor das privatizaes so claras transparentes sem disfarces ou truques avaliou com acuidade a pantomima Qual a nossa praia senador Alosio Nunes PSDBSP A nossa praia so as concesses as privatizaes o prestgio ao capital privado Votar uma matria como essa a nossa praia Est no nosso DNA Mas eu que aos 72 anos imaginava ter visto tudo vi mais Vi o lder do Governo no Congresso nosso prezado senador Jos Pimentel PTCE em um gesto de magnanimidade e reconhecimento agradecer a senadora Ktia Abreu DEMTO pela contribuio fundamental para que a MP dos Portos fosse aprovada nesta Casa A MP de cuja autoria a Casa Civil orgulhase e medalhase pelo feito em seus pressupostos bsicos o Projeto de Lei do Senado n 118 de 2009 da senadora Ktia Abreu repudiado pelo PT na Comisso de Assuntos Econmicos no dia 1 de novembro de 2011 Estraalhada na Comisso a proposta da senadora ressurge um ano e sete meses depois sob o patrocnio de seus algozes A alma da proposta da senadora reproduzse na MP E os que foram vigorosamente contra foram agora vigorosamente a favor neste plenrio Assim o agradecimento do lder Pimentel senadora equivaleu a um constrangido pedido de desculpa O Governo Federal argumenta que o poder pblico no tem dinheiro para investir nos portos devendo portanto privatizlos Contudo este no um movimento isolado conforme diversos setores da esquerda dos movimentos sociais especialistas e intelectuais tm denunciado incluindo o jornal A Verdade como mostram nossas edies dedicadas a criticar a privatizao dos aeroportos e do petrleo por meio dos leiles promovidos pela ANP Da Redao Condenamos qualquer violao do princpio da soberania Com seu projeto de mudana de regime na Ucrnia a Rssia est seguindo os passos sombrios dos Estados Unidos Este apenas outro tipo de revoluo de cores Nem a classe trabalhadora russa nem a ucraniana tm interesse nesta guerra imperialista na qual dois povos irmos se matam O presidente Putin tem razo ao dizer que a Ucrnia tem um regime corrupto e reacionrio mais ou menos invadido pelo Ocidente e infectado pelos nazistas No entanto no tarefa da Rssia mas da classe trabalhadora ucraniana se livrar de tal regime E o regime capitalista de Putin obviamente no se olhou no espelho O Kremlin como um eco da Rssia do czar quando Putin nega Ucrnia sua soberania enquanto uma nao separada com direitos nacionais Foi a Unio Sovitica socialista de Lenin e Stalin que restaurou e respeitou os direitos nacionais da Ucrnia assegurando seu status de repblica sovitica independente h cem anos atrs Juntamente com a Bielorrssia a Repblica Sovitica da Ucrnia tinha at a sua prpria representao na ONU Vrios incendirios esto por trs disso A indignao e condenao do Ocidente so ocas por toda parte Por oito anos a OTAN os Estados Unidos e a Unio Europeia violaram a soberania da Ucrnia por meio de interferncia poltica e econmica direta nos assuntos do pas Os mais bvios foram os lderes ocidentais que participaram ativamente das manifestaes na Praa Maidan em 2014 e os vazamentos da embaixadora dos EUA Victoria Nuland onde ela revelou planos de como os fantoches dos EUA substituiriam o ento regime A mesma Nuland secretria de Estado para Assuntos Europeus no governo de Biden Seu marido Robert Kagan foi um dos fundadores do Project for a New American Century o think tank neoconservador que definiu a estratgia para a guerra no Iraque em 2003 A UE a OTAN e os EUA fizeram tudo o que podiam para quebrar a integridade territorial da antiga Unio Sovitica e da federao iugoslava e conseguiram A GrBretanha que est na vanguarda de ameaar e punir a Rssia nunca respeitou a integridade territorial da Irlanda O que a Rssia fez o mesmo que a OTAN fez no Kosovo e o que a Turquia fez em Chipre O confronto que agora foi desencadeado entre a Rssia por um lado e a UEOTAN por outro deve chegar mais cedo ou mais tarde O pano de fundo a expanso contnua da OTAN para o leste por trinta anos uma expanso na qual a Ucrnia e a Bielorrssia permaneceram os ltimos estadostampo Com a Ucrnia como membro da OTAN e uma mudana de regime dirigida pela UE na Bielorrssia a OTAN estaria em posio de fazer o acordo final com seu rival russo Os estrategistas imperialistas do Kremlin cinicamente interromperam temporariamente os planos da OTAN Anos de expanso da OTAN encolheram sistematicamente os mercados e esferas de influncia russos O exsecretrio de Defesa dos EUA Robert Gates disse que os planos de incluir a Ucrnia e a Gergia na Otan minam o propsito da aliana e ignoram impiedosamente o que os russos veem como seus interesses nacionais vitais Nem isso nem os laos histricos entre a Rssia e a Ucrnia absolvem a Rssia da responsabilidade por violaes do direito internacional princpios nacionais e possveis crimes de guerra A Rssia como outras potncias imperialistas Partes da esquerda tm iluses sobre a Rssia como mais gentil do que os Estados Unidos Os sinais do ministro das Relaes Exteriores Sergei Lavrov confirmam que os lderes em Moscou so como outros imperialistas Lavrov desaprovou a soberania ucraniana alegando que um poder central que no tem controle total sobre todo o seu territrio tambm no deve ser percebido como um estado soberano uma retrica perigosa de superpotncia que pode ser rapidamente virada contra a Sria onde um tero do pas est ocupado por jihadistas e outras foras com apoio militar dos Estados Unidos e da Turquia Com tais declaraes a Rssia tambm est colocando prova suas relaes com a China A China apela ao dilogo e extremamente cautelosa com todas as formas de separatismo A contradio para a Rssia aumenta com a guerra aumentou dramaticamente a probabilidade de que a opinio pblica na Finlndia e na Sucia possa agora ser favorvel adeso OTAN Tambm pode ser aplicado em casa Os russos tm grande simpatia pelo fato de que o povo de Donbass teve que ser resgatado do regime de Kiev bombardeado pelo pastor que jurou fidelidade ao fascista e traidor da Segunda Guerra Mundial Stepan Bandera Ser algo completamente diferente se a ofensiva russa envolver lutas de rua sangrentas entre soldados e civis russos e ucranianos Se a guerra continuar pode significar o comeo do fim para o regime de Putin Os russos no esqueceram a ocupao do Afeganisto e os sacos de cadveres que voltaram de l Agora tratase tambm de um povo fraterno com uma longa comunidade cultural histrica Alm disso Putin pode ter julgado mal o moral das foras russas que agora esto cansadas aps meses de preparao ao longo da fronteira So os trabalhadores ucranianos e russos que podem pr fim guerra e ao derramamento de sangue A tarefa da classe trabalhadora na Noruega e no resto do mundo apoilos e impedir que nossa prpria cidadania da OTAN ponha lenha na fogueira com entregas de militares e tentativas de interveno secreta ou aberta Foras russas fora Condene toda interferncia imperialista na Ucrnia As primeiras batalhas As primeiras batalhas sob outros cus se deram no Congo frica no ano de 1965 No deu certo Ento voltou para nuestra Amrica Latina e escolheu a Bolvia como ponto de partida para a libertao do Continente Chegou a Nancahuaz interior boliviano no final do ano de 1966 Em maro de 1967 a guerra comeou A Agncia Central de Inteligncia dos Estados Unidos a famigerada CIA acompanhava os passos de Che Ela participou direta ou indiretamente de todos os golpes de Estado ocorridos na Amrica Latina para garantir a continuidade do domnio imperialista dos EUA Mas a CIA no onipresente Seus dirigentes acreditavam que Che tinha morrido no Congo Eles s desconfiaram que o comandante Ramon era o Che com a priso de dois desertores da guerrilha fato que ocorreu logo aps as primeiras escaramuas E tiveram a confirmao com a captura de Rgis Debray escritor francs e Ciro Bustos enviado por Che para abrir uma frente guerrilheira na Argentina Debray no suportou a tortura e revelou que Ramon era na verdade Ernesto Guevara el Che Desde ento o governo dos EUA agiu rpido pois no acreditava na capacidade das Foras Armadas Bolivianas que alis at o momento sofrera apenas derrotas o que afirma o principal agente enviado pela CIA para orientar e acompanhar a operao Flix Rodriguez Lopez o capito Ramos Ele era cubano de origem se naturalizara norteamericano e combatia a Revoluo desde o incio Afirma Lopez O Exrcito boliviano estava totalmente despreparado para enfrentar uma guerrilha A maior parte dos soldados trabalhava na construo de estradas e provavelmente jamais dera um tiro de fuzil Nos primeiros embates os guerrilheiros apr
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isionavam os soldados tiravam suas roupas e os soltavam A Interveno da CIA Imediatamente um grupo de boinas verdes tropa especializada no combate a insurreies foi enviada para treinar o Exrcito da Bolvia tendo formado o corpo de RANGERS que recebeu a misso de desbaratar o grupo guerrilheiro e caar o Che Flix Rodriguez chegou Bolvia no dia 1 de agosto Sem o apoio do Partido Comunista Boliviano que fez exigncias impossveis de serem aceitas por Che como a de ficar com o controle total da guerrilha Che concordava em ceder apenas o comando poltico ficando com o militar sem o apoio dos camponeses uma vez que na rea escolhida no havia nenhum trabalho poltico prvio o grupo ficou isolado Che dividira sua pequena tropa em duas colunas uma comandada por ele e a outra por Juan Joaquin Vitalio Acuna Joaquin participou da coluna de Che durante todo o perodo da guerra revolucionria em Cuba assumindo funo de comando nos ltimos dias antes da tomada do poder Era o mais velho do grupo com 41 anos Em agosto os dois grupos tinham perdido o contato e estavam procura um do outro A coluna de Joaquin entretanto trada por Honorato Rojas o nico campons da regio que estava apoiando a guerrilha sofreu uma emboscada Todos foram exterminados inclusive a lendria Tania a militante comunista alem Tamara Bunke No incio de outubro foram cercados os vinte homens que restavam Apenas cinco combatentes escaparam trs cubanos Harry Pombo Villegas Dariel Alarcn Ramirez Benigno e Leonardo Urbano Tamayo e dois bolivianos Inti Peredo e David Adriazola Dario Che atirava por trs de um rochedo quando um tiro inimigo inutilizou sua carabina M2 Sem a arma e ferido por uma bala na perna esquerda o Comandante foi capturado e aprisionado numa escola do povoado de La Higuera Era 8 de outubro de 1967 Assassinato a sangue frio No dia seguinte o grande revolucionrio foi assassinado friamente O executor foi o sargento Mario Tern que pediu para fazlo porque queria se vingar de trs colegas mortos no combate do dia anterior E quem deu a ordem de execuo Segundo Flix Rodriguez foram as autoridades bolivianas pois a CIA queria que Che fosse levado para a base militar estadunidense no Panam onde seria interrogado A ordem teria partido do prprio presidente o ditadorgeneral Ren Barrientos Mas Flix Rodriguez reconhece que poderia desobedecer Zenteno Anaya chefe militar que recebera as ordens de matar Che retirlo dali e levlo para o Panam pois havia avies norteamericanos esperando para transportlo mas preferiu no fazlo E ainda colaborou com a farsa de que Che havia sido morto em combate ao orientar o sargento Tern a atirar do pescoo para baixo para passar a impresso de que no houvera a execuo de um prisioneiro sem o devido processo legal contrariando as regras internacionais de tratamento dos presos em combate No apenas Che mas todos os outros prisioneiros foram assassinados friamente Flix Rodrigues acompanhou o corpo de Che no helicptero que o conduziu para a cidade de Vallegrande onde ficou exposto ao pblico e depois foi sepultado clandestinamente com as mos decepadas Os restos mortais s viriam a ser encontrados 30 anos depois graas s revelaes do general Vargas Salinas e do major Andrs Selich que comandaram a operao de execuo e ocultao do cadver Quase todos os que participaram do assassinato de Che Guevara tiveram fim trgico e esto lanados na lata de lixo da histria Alguns exemplos J o Che continua mais vivo do que nunca nas mentes e nos coraes de milhes de pessoas em todo o mundo Desde o povoado de La Higuera onde foi morto at as selvas mexicanas zapatistas os movimentos populares latinoamericanos Europa sia frica e o prprio corao do Imperialismo os EUA Para o povo de La Higuera ele um santo a quem recorrem em suas necessidades para os demais exemplo do Homem Novo coerente ntegro pleno de profundo sentimento de amor capaz de renunciar a tudo e doar a vida pela causa da libertao dos oprimidos Assim falava assim o fez Hasta La Victoria Siempre Comandante Nota por proposta do presidente Fidel Castro a celebrao a Che Guevara ocorre mundialmente no dia 8 de outubro data do seu ltimo combate e no no dia de sua morte Jos Levino historiador S estou escrevendo para parabenizar esta matria muito boa A Unio dos Estudantes de Caruaru UESC junto com a Unio da Juventude Rebelio UJR organizaram no dia 19 de abril um grande ato pelo Passe Livre dentro da programao da jornada de luta em homenagem ao estudante Edson Lus assassinado em 1968 durante a ditadura militar Com o sentimento de rebeldia e indignao pela falta de direitos e oportunidades mais de 400 estudantes tomaram as ruas de Caruaru capital do agreste pernambucano para denunciarem a arbitrariedade da prefeitura da cidadePSDB que de formar arbitrria buscou atender aos interesses do setor empresarial tirando gratuidade dos estudantes da zona rural no transporte pblico para irem escola Milhares de estudantes foram prejudicados e tiveram prejudicado o direito de ir e vir garantidos por lei como afirma o Guia do transporte escolar A Constituio Federal de 1988 assegura ao aluno da escola pblica o direito ao transporte escolar como forma de facilitar seu acesso educao Foram varias passagens em salas de aulas e mobilizao em vrias escolas e apesar das dificuldades principalmente devido poca de provas a jornada teve uma adeso cada vez maior dos estudantes das instituies de ensino O Ato teve incio no centro da cidade passando pelas principais avenidas da cidade Com jograis e palavras de ordem foram lembrados vrios estudantes que assim como Edson Lus deixaram exemplos de luta e resistncia bem como foi feita uma homenagem a vereadora Mariele Franco PSOL O ato terminou com uma grande ocupao na prefeitura de Caruaru onde a UESC e os estudantes deram o recado de que Direito no se reduz se amplia e que j estava mais que na hora de iniciar de forma concreta a discusso do PASSE LIVRE para todos os estudantes da rede pblica Houve uma reunio com representantes da prefeitura e da DESTRA autarquia municipal de trnsito e transporte e a UESC Na reunio foram tiradas as seguintes propostas a Imediata reimplantao da gratuidade dos estudantes da zona rural nos transportes coletivos b Instalao de uma comisso para estudar a implantao do passe livre irrestrito para todos os estudantes da rede pblica de Caruaru Comisso essa formada pela UESC estudantes do IFPECaruaru Gerencia regional de educao GRE e a prefeitura de Caruaru alm da DESTRA empresa responsvel pelo trnsito e transporte da cidade Essa jornada de luta em Caruaru deixou sem dvidas grandes lies e a principal delas foi que s atravs da luta da mobilizao e acima de tudo da organizao do nosso povo possvel transformar as coisas para melhor UJR de Caruaru Maria Fernanda Kemmerich No momento em que 4 mil brasileiros morrem por dia o governo genocida de Bolsonaro tem como prioridade garantir ainda mais lucro para os ricos transformando a educao em um instrumento para isso j que o retorno das aulas presenciais nesse momento s beneficia quem ganha dinheiro com a educao A Cmara dos Deputados ir levar a votao na prxima semana o Projeto de Lei PL n 55952020 que dispe sobre o reconhecimento da Educao Bsica e de Ensino Superior em formato presencial como servios e atividades essenciais O PL de autoria dos deputados federais Paula Belmonte CidadaniaDF Adriana Ventura NovoSP Aline Sleutjes PSLPR e General Peternelli PSLSP O Brasil o segundo pais em nmeros de mortes pela pandemia do COVID 19 reabrir as escolas e universidades nesse momento sem a vacinao garantida colocar em risco a vida de estudantes professores e todos os demais trabalhadores e trabalhadoras da educao sem contar que esse retorno aumentaria o fluxo no transporte pblico e a circulao de pessoas em reas que no esto preparadas para assegurar o distanciamento social ou seja aumenta ainda mais a circulao do vrus A grande ironia desse projeto que a educao tem sido alvo de constantes ataques dentro do governo de Bolsonaro para agora ser chamada de essencial mas esse PL mais um ataque educao em nosso pais apenas um disfarce para garantir os interesses das grandes empresas privadas No uma surpresa que Bolsonaro esteja mais preocupado em garantir os interesses e o lucro de grandes empresrios do que investir na vacinao da populao e no SUS ou mesmo um auxilio emergencial justo essas sim deveriam ser as prioridades do presidente garantir melhores condies aos brasileiros para enfrentar a pandemia Para ns que lutamos constantemente em defesa da educao em nosso pas o essencial a vida das pessoas o retorno presencial s deve acontecer quando a populao estiver majoritariamente vacinada seguindo a ordem de urgncia conforme grupos de risco NOSSA VIDA VALE MAIS QUE O LUCRO DELES NO AO PL 55952020 Desde que assumiu a presidncia da Cmara dos Deputados em fevereiro deste ano Eduardo Cunha PMBDRJ tem cumprido com excelncia o papel de defensor da privatizao da sade tentou passar a MP 6272013 que anistiava uma dvida de R 2 bilhes em multas dos planos de sade barrou a criao da CPI dos planos de sade props a PEC 5412014 que obriga os empregadores a pagarem planos de sade para os empregados e conseguiu promulgar a Emenda Constitucional 862015 que reduz substancialmente o financiamento da Unio para o SUS Eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro com a ajuda do Bradesco Sade plano privado que doou R 250 mil para sua campanha em 2014 Eduardo Cunha tem feito o possvel para defender seus financiadores Apesar de liderarem o ranking de reclamaes no Procon sendo 80 das denncias referentes ao no cumprimento contratual e apresentarem a exorbitante quantia de R 111 bilhes em lucro no mesmo ano os planos de sade no sero investigados pela Comisso Parlamentar de Inqurito CPI graas a Cunha Segundo ele a proposta apresentada pelo tambm deputado federal Ivan Valente PSOLSP era inconsistente e sem foco apesar de contar com a assinatura de 201 deputados 30 a mais do que o mnimo necessrio previsto pelo regimento interno da Cmara e ter parecer favorvel da consultoria da casa Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor Idec as operadoras de planos de sade devem mais de R 742 milhes ao SUS segundo dados da Agncia Nacional de Sade ANS Essa dvida se deve ao cumprimento do artigo 32 da Lei de Planos de Sade Lei n 96561998 que estabelece que as operadoras devem ressarcir os servios prestados aos seus clientes por instituies integrantes do Sistema nico de Sade Porm ao invs de cobrar dos planos o ressarcimento pelo atendimento prestado Cunha quis aprovar uma Medida Provisria MP 6272013 para perdoar a dvida e reduzir as multas aplicadas aos planos pelo no cumprimento dos contratos com os clientes A presidenta Dilma Rousseff vetou a MP em maio deste ano porm a cobrana das multas ainda falha para se ter uma ideia as operadoras pagaram apenas 20 das multas aplicadas em 2013 Os retrocessos na sade pblica Hoje 50 milhes de brasileiros aproximadamente um quarto da populao so contratantes de planos de sade Porm esse nmero pode aumentar consideravelmente se a PEC 4512014 de autoria de Cunha for aprovada A PEC determina que todo empregador oferea plano de assistncia sade ao seu empregado em decorrncia do vnculo empregatcio Com isso Eduardo Cunha retira do Estado sua obrigao constitucional de garantir assistncia mdica populao resultando em reduo do investimento no SUS e provavelmente aumento dos benefcios e iseno fiscal e tributria s operadoras de sade Dessa forma o presidente da Cmara pretende retroceder poca do Inamps Instituto Nacional de Assistncia Mdica da Previdncia Social rgo anterior ao SUS e que restringia a assistncia mdica aos trabalhadores com carteira assinada deixando margem a populao informal e os desempregados que no tinham direito ao servio de sade gratuito Outro retrocesso promovido pelo deputado Eduardo Cunha diz respeito ao financiamento do SUS A Emenda Constitucional 86 sancionada em maro deste ano estabelece que o financiamento da Unio para o SUS ser calculado com base na receita corrente lquida do exerccio financeiro no podendo ser inferior a 15 porm de forma progressiva 132 no primeiro ano chegando aos 15 aps o 5 ano da promulgao da Emenda Atualmente o clculo feito a partir do valor empenhado no exerccio anterior acrescido de no mnimo o percentual correspondente variao nominal do Produto Interno Bruto PIB
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Traduzindo com essa mudana trazida pela EC 86 o SUS ter uma perda estimada de R 11 bilhes no ano de 2016 podendo chegar a R 15 bi dependendo da crise financeira e econmica no Pas Um estudo realizado pelo economista e mestre em economia poltica pela PUCSP Francisco Funcia revela que os ganhos para o financiamento do SUS s devero acontecer a partir de 2018 At l os estados e municpios tero que arcar com as consequncias da reduo do repasse federal para garantir a continuidade dos servios O que fica cada vez mais claro que est em curso uma subverso do projeto constitucional para a sade Como as Propostas de Emenda Constitucional tm que ser assinadas por um tero da Cmara dos Deputados est ficando evidente que entre os parlamentares h muita gente interessada no desmonte do SUS Se tal medida prevalecer haver um SUS definitivamente de baixa qualidade para os que no podem pagar pela sade os pobres desempregados aposentados vivas rfos Garantia de desigualdade de atendimento permitido pela prpria Constituio ferindo o princpio da igualdade do SUS diz o manifesto do Centro Brasileiro de Estudos de Sade Cebes contra as propostas de Eduardo Cunha A luta em defesa da sade pblica A proteo dos planos privados de sade por Eduardo Cunha e outros deputados e senadores explicada facilmente nas ltimas eleies 2014 as operadoras de sade investiram R 52 milhes em 131 candidaturas de 23 partidos em todos os nveis Esse fato e suas consequncias s reforam a luta pelo fim do financiamento privado das campanhas eleitorais que compram a poltica em defesa dos grandes empresrios e banqueiros Tambm reafirma a luta pelo fim da mercantilizao da sade colocando sob o Estado a total responsabilidade pela sade da populao e retirando a complementaridade de empresas privadas que na prtica assumem a um preo altssimo a assistncia mdica da populao Ludmila Outtes Recife Desde que assumiu a presidncia da Cmara dos Deputados em fevereiro deste ano Eduardo Cunha PMBDRJ tem cumprido com excelncia o papel de defensor da privatizao da sade tentou passar a MP 6272013 que anistiava uma dvida de R 2 bilhes em multas dos planos de sade barrou a criao da CPI dos planos de sade props a PEC 5412014 que obriga os empregadores a pagarem planos de sade para os empregados e conseguiu promulgar a Emenda Constitucional 862015 que reduz substancialmente o financiamento da Unio para o SUS Eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro com a ajuda do Bradesco Sade plano privado que doou R 250 mil para sua campanha em 2014 Eduardo Cunha tem feito o possvel para defender seus financiadores Apesar de liderarem o ranking de reclamaes no Procon sendo 80 das denncias referentes ao no cumprimento contratual e apresentarem a exorbitante quantia de R 111 bilhes em lucro no mesmo ano os planos de sade no sero investigados pela Comisso Parlamentar de Inqurito CPI graas a Cunha Segundo ele a proposta apresentada pelo tambm deputado federal Ivan Valente PSOLSP era inconsistente e sem foco apesar de contar com a assinatura de 201 deputados 30 a mais do que o mnimo necessrio previsto pelo regimento interno da Cmara e ter parecer favorvel da consultoria da casa Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor Idec as operadoras de planos de sade devem mais de R 742 milhes ao SUS segundo dados da Agncia Nacional de Sade ANS Essa dvida se deve ao cumprimento do artigo 32 da Lei de Planos de Sade Lei n 96561998 que estabelece que as operadoras devem ressarcir os servios prestados aos seus clientes por instituies integrantes do Sistema nico de Sade Porm ao invs de cobrar dos planos o ressarcimento pelo atendimento prestado Cunha quis aprovar uma Medida Provisria MP 6272013 para perdoar a dvida e reduzir as multas aplicadas aos planos pelo no cumprimento dos contratos com os clientes A presidenta Dilma Rousseff vetou a MP em maio deste ano porm a cobrana das multas ainda falha para se ter uma ideia as operadoras pagaram apenas 20 das multas aplicadas em 2013 Os retrocessos na sade pblica Hoje 50 milhes de brasileiros aproximadamente um quarto da populao so contratantes de planos de sade Porm esse nmero pode aumentar consideravelmente se a PEC 4512014 de autoria de Cunha for aprovada A PEC determina que todo empregador oferea plano de assistncia sade ao seu empregado em decorrncia do vnculo empregatcio Com isso Eduardo Cunha retira do Estado sua obrigao constitucional de garantir assistncia mdica populao resultando em reduo do investimento no SUS e provavelmente aumento dos benefcios e iseno fiscal e tributria s operadoras de sade Dessa forma o presidente da Cmara pretende retroceder poca do Inamps Instituto Nacional de Assistncia Mdica da Previdncia Social rgo anterior ao SUS e que restringia a assistncia mdica aos trabalhadores com carteira assinada deixando margem a populao informal e os desempregados que no tinham direito ao servio de sade gratuito Outro retrocesso promovido pelo deputado Eduardo Cunha diz respeito ao financiamento do SUS A Emenda Constitucional 86 sancionada em maro deste ano estabelece que o financiamento da Unio para o SUS ser calculado com base na receita corrente lquida do exerccio financeiro no podendo ser inferior a 15 porm de forma progressiva 132 no primeiro ano chegando aos 15 aps o 5 ano da promulgao da Emenda Atualmente o clculo feito a partir do valor empenhado no exerccio anterior acrescido de no mnimo o percentual correspondente variao nominal do Produto Interno Bruto PIB Traduzindo com essa mudana trazida pela EC 86 o SUS ter uma perda estimada de R 11 bilhes no ano de 2016 podendo chegar a R 15 bi dependendo da crise financeira e econmica no Pas Um estudo realizado pelo economista e mestre em economia poltica pela PUCSP Francisco Funcia revela que os ganhos para o financiamento do SUS s devero acontecer a partir de 2018 At l os estados e municpios tero que arcar com as consequncias da reduo do repasse federal para garantir a continuidade dos servios O que fica cada vez mais claro que est em curso uma subverso do projeto constitucional para a sade Como as Propostas de Emenda Constitucional tm que ser assinadas por um tero da Cmara dos Deputados est ficando evidente que entre os parlamentares h muita gente interessada no desmonte do SUS Se tal medida prevalecer haver um SUS definitivamente de baixa qualidade para os que no podem pagar pela sade os pobres desempregados aposentados vivas rfos Garantia de desigualdade de atendimento permitido pela prpria Constituio ferindo o princpio da igualdade do SUS diz o manifesto do Centro Brasileiro de Estudos de Sade Cebes contra as propostas de Eduardo Cunha A luta em defesa da sade pblica A proteo dos planos privados de sade por Eduardo Cunha e outros deputados e senadores explicada facilmente nas ltimas eleies 2014 as operadoras de sade investiram R 52 milhes em 131 candidaturas de 23 partidos em todos os nveis Esse fato e suas consequncias s reforam a luta pelo fim do financiamento privado das campanhas eleitorais que compram a poltica em defesa dos grandes empresrios e banqueiros Tambm reafirma a luta pelo fim da mercantilizao da sade colocando sob o Estado a total responsabilidade pela sade da populao e retirando a complementaridade de empresas privadas que na prtica assumem a um preo altssimo a assistncia mdica da populao Ludmila Outtes Recife Redao Minas Gerais Ibirit MG No mesmo dia em que a Cmara dos Deputados aprovou o PL 82720 que probe despejos em reas rurais e urbanas durante o perodo de pandemia as famlias da ocupao Barreirinho da cidade de Ibirit na regio metropolitana de Belo Horizonte conquistaram novo terreno para construo de casas populares que garantem moradia para as 51 famlias da ocupao A ocupao Barreirinho ocorreu em 2014 quando 51 famlias ocuparam apartamentos em prdios que estavam desocupados e no cumpriam funo social Aps dois anos de ameaas de despejos enfrentamentos com a PM e vrias ocupaes na prefeitura organizadas em conjunto com o MLB para pressionar a prefeitura por uma soluo finalmente conseguiram um acordo intermediado pela Defensoria Pblica e Ministrio Pblico estadual assinado em 2016 pelas famlias e prefeitura aonde foram cedidos terreno para construo de moradia popular com a finalidade de atender as famlias Porm com as chuvas torrenciais de janeiro de 2019 que geraram centenas de desabrigados na cidade a prefeitura sem nenhum dilogo ou conhecimento das famlias e do MLB resolveu construir na rea destinada s famlias da ocupao passando por cima do acordo assinado anteriormente e desrespeitando o direito conquistado Importante ressaltar que tanto as 51 famlias quanto o MLB no foram contra abrigar os desabrigados pelas chuvas Mas a prefeitura excluiu as famlias da ocupao Barreirinho Cansadas pelo descaso e desrespeito do prefeito com a comunidade no ltimo dia 4 de maio as famlias decidiram fazer nova ocupao da prefeitura As 51 famlias ocuparam o saguo interno e outra parte na rea externa fincaram as bandeiras esticaram as faixas montaram as barracas e chegaram com muita disposio Foram quinze dias de ocupao e muita luta Durante esse perodo foram feitas vrias tentativas mas o prefeito William Parreira se negou a reunir e dialogar Nesse mesmo tempo o prefeito desapareceu da cidade em todos os lugares que foi procurado at mesmo na sua casa no foi encontrado Foi quando iniciou grande campanha Procurase o prefeito William Parreira Desaparecido com colagem de cartazes e distribuio de panfletos com a foto tendo grande repercusso na cidade ficando clara a ideia de que o prefeito havia sumido da cidade fugindo das famlias da ocupao Barreirinho e do MLB A presso surtiu efeito Em duas reunies no CEJUSC sendo a primeira sem a presena do prefeito e a definitiva j com a presena de William Parreira contando ainda com representantes do Ministrio Pblico de Minas Gerais do presidente da Cmara Municipal de Ibirit do procurador do municpio do Juiz representando o CEJUSC de comisso das famlias e do MLB foi selado novo termo de acordo que garante terreno no bairro Camargos para o assentamento das 51 famlias com a construo de prdio pela prefeitura no prazo de 18 meses e a destinao de recursos que ser aprovado pela Cmara Municipal Ainda assim se a prefeitura no iniciar a construo no prazo de 12 meses o terreno ser liberado para as famlias fazerem a autoconstruo Na noite da tera dia 18 de junho em clima de euforia as famlias realizaram assembleia decidindo por unanimidade a retirada do acampamento Mais uma vez fica o exemplo de que s conquista quem luta como fizeram mais uma vez a comunidade da ocupao do Barreirinho que com organizao e determinao dobraram a intransigncia do prefeito de Ibirit e saram mais uma vez vitoriosos No dia 16 de outubro milhares de estudantes comemoraram a refundao do Grmio Livre Estudantil do Instituto de Educao de Minas Gerais IEMG depois de mais de 15 anos desativado Em assembleia geral mais de 1300 estudantes decidiram reorganizar a entidade Na assembleia foram aprovadas a comisso eleitoral e a data das eleies e o grmio recebeu o nome de Professor Vinicius Jos Machado em homenagem ao primeiro diretor eleito democraticamente na escola depois de mais de 16 anos que morreu este ano vtima de cncer Lamentavelmente nas duas ltimas semanas do processo eleitoral houve uma grande interveno da Secretaria Estadual de Educao que de forma autoritria tentou controlar o processo atravs no Colegiado da escola utilizando ilegalmente funcionrios fazendo ameaas e difamando as lideranas Apesar de tudo isso a chapa Atitude Coletiva organizada pelos estudantes em conjunto com a Associao Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande BH AmesBH com mais de 300 estudantes derrotou essa interveno Mais de 1000 estudantes participaram da votao As urnas foram abertas em todos os turnos da escola e a chapa Atitude Coletiva obteve 825 votos contra 270 votos da chapa Fnix chapa da direo da escola Essas eleies foram um importante marco na construo do movimento estudantilem Belo Horizontee na luta contra a tentativa da Secretaria de Educao de atacar o direito livre organizao dos estudantes afirmou Lincoln Emmanuel diretor da AmesBH e estudante do Instituto de Educao A AmesBH prepara seu congresso para o fim do ms de novembro e conta com mais um grm
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io na sua base de apoio para fortalecer ainda mais a luta dos estudantes de BH Bruno Duarte diretor da AmesBH e estudante do IEMG TRABALHADOR UNIDO Em meados de janeiro o Banco do Brasil anunciou um plano de demisso voluntria e o fechamento de dezenas de agncias em todo o pas Esse plano faz parte da poltica de Bolsonaro e seu ministro da Economia o banqueiro Paulo Guedes de privatizar o que resta do patrimnio pblico entregando nossas estatais de bandeja ao capital financeiro Para entender melhor as consequncias dessa poltica para o pas A Verdade entrevistou os bancrios Clio e Roberto funcionrios do Banco do Brasil no Rio de Janeiro que falaram como a categoria tem enfrentado essas ameaas do governo e quais aes devem ser encampadas pelos bancrios para impedir a venda do Banco do Brasil Rio de Janeiro A Verdade Recentemente o Banco do Brasil anunciou um programa de demisso voluntria e o fechamento de mais de 100 agncias em todo o pas Se forem efetivadas como estas medidas vo interferir na vida dos brasileiros Clio Isso criar muita dificuldade para os clientes utilizarem as agncias especialmente o pblico mais idoso criando uma insatisfao muito grande na populao que optar por migrar para outros bancos Alm disso o cliente ser obrigado a utilizar os meios eletrnicos O grande problema que boa parte da populao ainda no est adaptada era digital Essa deciso do governo acaba afetando a imagem da instituio porque o pblico fica com o sentimento de que o BB pertence cada vez menos populao H vrios anos o Banco do Brasil est na mira da privatizao Qual o prejuzo disso para o pas e para os funcionrios do banco Clio O Banco do Brasil uma empresa muito lucrativa Todo ano repassa mais de 5 bilhes para o governo Com a venda no haver mais esse repasse No podemos esquecer tambm que o banco tem um esprito pblico pois atua em algumas reas que os bancos privados no querem atuar por no haver lucratividade nesses tipos de servios Outro prejuzo para o pas que o Banco do Brasil junto com a Caixa Econmica Federal trabalha com a menor taxa de crdito So esses bancos que puxam a taxa de emprstimo para baixo Com o Banco do Brasil privatizado a tendncia que as taxas passem a aumentar porque o maior concorrente dos bancos privados deixar de existir Por exemplo quem vai emprestar dinheiro a juros baixos para rodar o agronegcio Quanto aos funcionrios praticamente todos sero demitidos E so mais de 90000 funcionrios A remunerao de um bancrio do Banco do Brasil maior do que a de um bancrio do banco privado Se o Banco do Brasil for comprado por um banco privado quase todos os funcionrios sero demitidos pois sua remunerao maior No podemos esquecer que isso tambm afetar todo o mercado pois sero mais de 90000 trabalhadores que diminuram o seu consumo por no ter mais emprego Que papel social o Banco do Brasil cumpre atualmente O que impede que o banco esteja mais presente na vida da populao na luta contra as desigualdades Clio O Banco do Brasil cumpre um papel social no crescimento econmico do pas nas indstrias e na parte comercial e social do Brasil Fazemos financiamento para o agronegcio financiamos a educao atravs do FIES e mais outras aes que os bancos privados no fazem Podemos at dizer que uma das coisas que impedem que o Banco do Brasil esteja menos presente na vida da populao que hoje h uma busca incessante por lucros para os acionistas e isso passou a ser a principal meta do Banco do Brasil Em 2012 na era do PT a presidente Dilma Rousseff fez com que o Banco do Brasil e a Caixa Econmica reduzissem a taxa de emprstimo e de financiamento para estimular o mercado automobilstico eletrodomsticos e outras empresas Isso ajudou a populao a adquirir bens e as empresas a no quebrarem consequentemente ajudando muitos trabalhadores a manterem esses empregos Quando houve a pandemia em que vrias pessoas ficaram sem emprego ou tiveram seus salrios reduzidos o Banco do Brasil quase no baixou os juros que continuam altos principalmente os dos emprstimos no consignados Roberto Eu acho que o Banco do Brasil sempre teve uma funo de ser comparando com a Caixa Econmica Federal um banco mais de mercado porque ele sempre foi mais forte em relao a isso Ento o Banco do Brasil exerce uma funo de interveno do governo se houver essa inteno no mercado Ele o brao forte pro governo dizer assim Ita Bradesco etc olha a gente vai fazer isso aqui Se vocs no quiserem fazer um problema de vocs E a o mercado geralmente tem que seguir porque o BB muito grande muito forte o banco mais presente se considerarmos o territrio nacional inteiro O Ita Bradesco Santander e outros querem abrir uma agncia ou estarem presentes fortemente onde a populao concentra dinheiro Ento no Rio de Janeiro voc encontra Ita em tudo que esquina e pode dizer p tem Ita em tudo o que lugar Banco do Brasil no tem tanto embora tenha bastante mas no tanto Mas o Banco do Brasil vai estar naquela cidadezinha de interior que tem 20000 habitantes Eu j morei numa cidade de interior de quase 30000 habitantes e as pessoas diziam Esse mercado aqui eu abri graas ao Banco do Brasil Ento o BB tem uma funo de desenvolvimento da cidade mesmo E tem a questo rural da agricultura familiar do Pronaf e Pronamp que praticamente monoplio do Banco do Brasil Desde o governo Temer para c o BB vem esquecendo completamente a sua parte social e a sua importncia para o pas Ele vem trabalhando da mesma forma que os outros bancos Olha se a gente diminuir mil funcionrios aqui a gente vai economizar tanto e o mercado vai entender que o Banco do Brasil est se modernizando se enxugando est sendo uma empresa mais moderna Assim comeou o processo de reestruturao e a gente j est na terceira ou quarta do governo Temer para c ramos 120000 funcionrios e hoje somos cerca de 90000 uma precarizao em relao ao atendimento do Banco do Brasil para que isso possibilite a criao de uma onda que justifique a privatizao do banco ou de qualquer outra coisa que seja parecida A perda do Banco do Brasil vai fazer com que um prximo governo que queira intervir no mercado atravs de um banco pblico tenha muito mais dificuldades Existe uma presso dos bancos privados e do mercado financeiro pela privatizao do Banco do Brasil Clio Sim todos querem comprlo e eliminar um grande concorrente dos bancos privados A BB DTVM que uma empresa do Banco do Brasil que cuida da parte de investimentos e aplicaes financeiras possui uma carteira de mais de um trilho em investimentos A pouco tempo o ministro da Economia Paulo Guedes tentou fazer com que o Banco do Brasil vendesse essa empresa que um dos pilares do lucro do Banco do Brasil Que outras medidas o governo BolsonaroGuedes tem tomado em relao ao Banco do Brasil nos ltimos dois anos Clio A venda de imveis obrigando o banco a pagar aluguel Inclusive o prdio onde ficam localizados os principais escritrios de negcios do Rio de Janeiro foi vendido e os funcionrios iro para outro prdio que ser alugado pelo Banco Pactual que era do ministro da Economia o senhor Paulo Guedes O Banco Pactual a mesma empresa que comprou uma carteira de emprstimos de clientes inadimplentes que era avaliada em mais de 3 bilhes de reais por pouco mais de 300 milhes de reais e que tambm tinha como scio o atual ministro da Economia Diante disso como tem sido a atuao do movimento sindical bancrio Quais so as reivindicaes dos trabalhadores para impedir o desmonte do Banco do Brasil Roberto Eu acho que o movimento sindical depende da participao da categoria O sindicato tenta atuar da maneira que d para atuar s que sem a participao do prprio bancrio o sindicato s uma forma de a gente atuar em conjunto A gente ouve muita coisa do tipo o sindicato vendido s serve pra manter aquelas mamatas l Mas se tem votao todo ano s trocar S pode reclamar se participar A questo que o enfrentamento a tudo isso uma questo de unidade da categoria A gente est num momento de pandemia para as pessoas tentarem refletir em relao justamente a esse pensamento individual um caminho coletivo Tem que ser um caminho em que todos possam estar bem e para muita gente difcil entender isso muito difcil pensar no prximo Dentro do Banco do Brasil a gente tem colegas sofrendo colegas passando mal colegas sofrendo psicologicamente com toda a presso de meta e agora com a restruturao por medo de perderem suas comisses salrios etc Ento a pessoa mantm o seu trabalho e no olha para o lado difcil a gente manter uma unidade Fora que voc tem todo o trabalho psicolgico do prprio banco para evitar que essas pessoas faam esse tipo de movimento complicada a relao do comparativo de foras desproporcional O sindicato tenta fazer o que pode mas o sindicato no nada sem a categoria A categoria tem que estar unida A categoria que tem que estar no sindicato Davi Dias Campos dos Goytacazes RJ Morreu aos 81 anos no ltimo dia 12 o cosmonauta polons Mirosaw Hermaszewski O nico polons at hoje que foi ao espao em uma nave sovitica em 1978 Nascido em 1941 seu vilarejo foi destrudo por nazistas ucranianos por causa do genocdio de 100000 poloneses em Wolyn em 1943 quando ele tinha s 18 meses 19 membros de sua famlia foram massacrados pelos ucranianos incluindo seu pai e seu av Antes da Segunda Guerra Mundial o governo de direita polons havia reprimido a lngua a cultura e a religio dos ucranianos Quando Hitler invadiu a Polnia nazistas ucranianos se vingaram massacrando civis inocentes poloneses na regio de Wolyn inclusive crianas inocentes Em uma entrevista de 2015 Hermaszewski disse que no tinha rancor contra os ucranianos por esse crime mas condenou aqueles que na Ucrnia Ocidental continuam incendiando o petardo do nacionalismo Este era o ano do Maidan em que um golpe na Ucrnia levou ao poder nazistas ucranianos vindos da regio Ocidental do pas contra a minoria russa que vivia no Leste Hermaszewski se graduou na Academia de Pilotos da Polnia Socialista em 1964 e se tornou oficial da Fora Area dirigindo vrios avies como os soviticos e poloneses Em 1976 ele foi escolhido entre 500 pilotos militares poloneses para participar do programa espacial Interkosmos No final de junho de 1978 juntamente com o cosmonauta sovitico de origem bielorrussa Pyotr Klimuk Hermaszewski voou do Cosmdromo de Baikonur e passou oito dias a bordo da estao espacial Salyut 6 Ele se tornou um heri na Polnia Socialista e chegou a receber a medalha de Heri da Unio Sovitica mesmo sendo polons De 1983 a 1989 ele foi presidente da Sociedade Astronutica Polonesa e se dedicava a popularizar e divulgar a cincia Durante o perodo de lei marcial na Polnia no comeo dos 1980 Hermaszewski integrou o Conselho Militar de Salvao Nacional formado por oficiais do Exrcito Popular Polons em apoio ao governo socialista que tentou derrotar o movimento contrarrevolucionrio Solidariedade financiado pela CIA e pelos reacionrios do Vaticano sem sucesso Aps a derrubada do Socialismo na Polnia ele tentou uma carreira poltica pelo SLD Aliana Democrtica de Esquerda a agremiao socialdemocrata que sucedeu o Partido Socialista que governava a Polnia Em 2018 o governo conservador de extremadireita da Polnia o PiS Lei e Justia tentou aprovar uma lei que desmobilizaria vrios oficiais militares poloneses que serviram a Polnia Socialista durante os anos 1980 Mas por causa do status de heri nacional de Hermaszewski o governo polons voltou atrs com essa lei Em sua juventude a Polnia Socialista mandava gente pro espao Hoje um dos regimes mais reacionrios e obscurantistas da Europa e do mundo Trabalhadores de TI no Porto Digital Pernambuco buscam reajuste salarial que cubra inflao e ganho real Liderados pelo SINDPDPE mobilizamse contra proposta de 2 de reajuste do Sindicato Patronal SERPROPE Jesse Lisboa e Beatriz Fulco Recife TRABALHADORES Em uma expressiva demonstrao de unidade e busca por melhores condies salariais e de trabalho trabalhadores do setor de Tecnologia da Informao TI organizaram um ato nesta terafeira 22 Os profissionais se reuniram em frente ao SOFTEX na Rua da Guia para expressar sua insatisfao com as atuais propostas salariais e para reivindicar reajustes necessrios para a categoria Sob a liderana do SINDPDPE essa mobilizao reflete a determinao da categoria em conquistar condies mais justas e de acordo com o papel fundamental que desempenham na rea de tecnologia em crescimento Levando isso em considerao resolvemos fazer uma entrevista com o lder sindical Bruno Lira com o objetivo de entender mais sobre as demandas da categoria e seu ponto de vista sobre a organizao do ato pelo reajuste salarial A Verdade Poderia fornecer algum context
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o sobre a situao atual dos trabalhadores de TI em empresas privadas especialmente aqueles localizados no Porto Digital O que motivou a necessidade dessa mobilizao A Verdade Poderia detalhar as negociaes com o Sindicato Patronal SERPROPE at o momento Quantas rodadas de negociaes ocorreram e qual foi o resultado dessas discusses A Verdade O crescimento de 29 no ecossistema do Porto Digital foi destacado Como voc enxerga o papel dos trabalhadores de TI em contribuir para esse crescimento e como isso se relaciona com as demandas feitas pelo SINDPDPE A Verdade Poderia detalhar as possveis implicaes caso as negociaes no alcancem uma resoluo satisfatria A Verdade Por ltimo como as partes interessadas incluindo o povo e aqueles dentro da indstria de tecnologia podem mostrar seu apoio ao SINDPDPE e seus objetivos durante este perodo de mobilizao e negociao Profisso que no tem regulamentao complicado No temos um teto mnimo Os profissionais de educao das redes estadual e municipal do Rio de Janeiro entraram novamente em greve desde o ltimo dia 12 de maio A deciso foi motivada pelo descumprimento por parte do Governo Estadual e da Prefeitura do Rio do acordo fechado em outubro do ano passado no STF Alm disso os trabalhadores reivindicam um reajuste de 20 com paridade para os aposentados plano de carreira unificado estado e municpio garantia de 13 da carga horria para planejamento das aulas estabelecimento de pelo menos dois tempos de aula para cada disciplina e a volta da jornada de 30 horas semanais para os funcionrios administrativos No acordo feito anteriormente ficou acertado que em fevereiro o Governo do Estado faria uma mesa de negociao com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educao do RJ Sepe para encaminhar as demandas do movimento Porm alm de no cumprir a deciso o Governo ainda convocou para os grupos de trabalho outro sindicato que se diz representante da categoria mas que no tem nenhuma representatividade na base De sua parte o Sepe o verdadeiro sindicato cumpriu com tudo que estava no acordo garantindo a reposio das aulas que em algumas escolas aconteceu at o dia 18 de janeiro O atual Governo do Estado comandado pelo PMDB vem desenvolvendo uma verdadeira poltica de precarizao da educao fecha escolas introduz fundaes privadas nelas e distribui bonificao ao invs de aumentar os salrios Hoje um professor da rede estadual com nvel superior e carga horria de 16h semanais recebe apenas R 108100 A adeso greve tem crescido diariamente Vrias cidades importantes esto paradas entre elas Duque de Caxias e So Gonalo e outras esto se preparando para entrar Os educadores tm organizado vrias manifestaes para denunciar a precarizao da educao e dialogar com a populao Merecem destaque os rolezinhos da educao com panfletagens em alguns shoppings e o protesto organizado em frete ao hotel onde os jogadores da Seleo Brasileira se concentravam antes de partirem para a Granja Comary As ruas tambm foram ocupadas pelos profissionais de educao em greve A polcia como sempre reprimiu violentamente a manifestao agredindo professores com cassetetes puxes de cabelo e spray de pimenta Uma professora que chegou a levar uma gravata de um PM foi algemada e presa Outros seis ficaram feridos e um professor foi internado com o ombro deslocado No dia 27 de maio a presidente do Tribunal de Justia do Rio de Janeiro desembargadora Leila Mariano decretou a greve ilegal estabeleceu multa de R 300 mil por dia caso o sindicato no suspenda a paralisao e facultou ao Estado a deciso de cortar o ponto Essa deciso no amedrontou a categoria que segue em greve Sabemos que a justia dos ricos nunca esteve a favor da luta dos trabalhadores e que s conquista quem luta Vamos continuar nas ruas at que nossas reivindicaes sejam de fato atendidas Gabriela Gonalves diretora do SEPECaxias e militante do MLC Em 23 de fevereiro de 2014 aconteceu em Coton no Benim um encontro entre o PCR da Costa do Marfim e o Partido Comunista do Benim por ocasio das manifestaes organizadas pelo Instituto Internacional de Pesquisa e Formao INIREF para celebrar a Jornada Internacional da Lngua Materna e a Festa dos Povos do Benim Ambos partidos trocaram opinies sobre a situao internacional e sobre as respectivas situaes nacionais assim como sobre as tarefas que delas decorrem Sobre a situao internacional 1 A crise capitalista mundial manifestada em 2008 e cujos efeitos continuam agrava as condies de vida do proletariado e dos povos do mundo fazendo surgir em todo o planeta variadas formas de luta pela libertao 2 A apario em escala mundial de novas potncias chamadas emergentes BRICS cujo ncleo Brasil Rssia ndia China e frica do Sul alimenta as rivalidades interimperialistas e a multiplicao de conflitos locais o que constituem elementos de uma nova guerra mundial A primeira contraofensiva das potncias imperialistas clssicas para deter o crescimento dos pases emergentes aconteceu na Lbia Conseguiram fazer a guerra em acordo com China e Rssia e contra os povos africanos Ao fim desse conflito a Frana ficou com 35 do petrleo lbio A segunda contraofensiva sobre a Sria mas encontram resistncia na determinao do povo srio e tambm na poltica de Rssia e China Algo parecido acontece com o desenrolar da situao do Ir Sobre o continente africano 1 Na frica se manifestam todas as contradies mundiais abundncia de riquezas inexploradas tremenda misria da maioria da populao ganncia dos imperialistas dominao cultural agresses militares contra os povos instalao de bases militares em certos pases que servem de Base de Operaes Avanadas como o caso da Costa do Marfim e da Repblica de Djibuti A rivalidade forte entre as antigas potncias e as novas qualificadas de emergentes Essa rivalidade a base de todos os conflitos de que so vtimas os povos africanos 2 Para proteger seu quintal o imperialismo francs recorre ocupao militar direta de suas antigas colnias O dispositivo militar dos imperialistas franceses e estadunidenses Africom etc trata de controlar a frica com tropas de agresso mediante as bases militares no Djibuti Chade Gabo Costa do Marfim na regio subsaariana no Golfo de Guin etc Dessa forma Abidjan importante cidade da Costa do Marfim atualmente serve de retaguarda da agresso contra os povos da regio A ltima interveno militar a que se leva a cabo na Repblica Centro Africana Se utiliza qualquer pretexto para justificar a interveno nos pases africanos derrocar um dspota que se nega a aceitar o resultado das urnas na Costa do Marfim socorrer o povo lbio que se rebela contra o ditador Kadafi combater os jihadistas e restabelecer a integridade territorial do Mali reestabelecer a segurana e a ordem e deter os massacres na Repblica Centro Africana A ttica do imperialismo a mesma ascender o fogo para ter o pretexto de intervir para apaglo Mas sabido que foi a interveno francesa na Repblica Centro Africana que exacerbou as relaes tnicas e religiosas no pas ao desarmar a Seleka e facilitar os crimes das chamadas milcias crists O PCR da Costa do Marfim e o Partido Comunista do Benim declaram que o imperialismo francs e suas foras militares so os nicos responsveis dos massacres atuais contra cidados centroafricanos particularmente dos muulmanos que sofrem com o genocdio praticado no pas O PCR da Costa do Marfim e o Partido Comunista do Benim denunciam e condenam as agresses militares do imperialismo internacional particularmente do francs que se cobre com as foras da ONU e se comporta como bombeiro para conservar seu quintal africano Rendemos homenagem a todos os africanos mortos pelas balas dos agressores franceses na Lbia Costa do Marfim Mali Repblica Centro Africana etc vtimas que consideramos heris e mrtires por seu patriotismo africano 3 O PCR da Costa do Marfim e o Partido Comunista do Benim se alegram pelas vitrias alcanadas pelo povo irmo tunisiano sob a direo do Partido dos Trabalhadores e da Frente Popular da Tunsia vitrias da democracia contra o obscurantismo islamita e por uma constituio democrtica Saudamos tambm o povo nigeriano que luta bravamente contra o saque de suas riquezas minerais particularmente do urnio que leva a cabo o grupo AREVA e pela soberania de seus recursos naturais A situao no Benim e na Costa do Marfim 1 A situao no Benim e na Costa do Marfim se caracteriza pela dominao do imperialismo francs cujos monoplios controlam importantes setores da economia nacional portos bancos energia etc 2 No Benim Yayi Boni depois de saquear a economia e as finanas do pas que restaurar uma ditadura fascista Contra ele o povo se levanta para impedilo e para instaurar o poder dos trabalhadores e do povo O PCR da Costa do Marfim apoia firmemente a luta dos trabalhadores e da juventude do Benim pela emancipao total e manifesta sua esperana de que alcance um final feliz 3 Na Costa do Marfim com o falso pretexto de desenvolvimento depois do desastre da guerra o poder de Uattara confiscou os meios de comunicao do Estado amordaando as liberdades Trata agora de proibir as organizaes dos estudantes e colocar em seu lugar estruturas fantoches O Partido Comunista do Benim apoia a luta do povo da Costa do Marfim e do Partido Comunista Revolucionrio em seu combate contra o imperialismo francs e contra o regime de Uattara e para libertar o pas da dependncia colonialista 4 PCR da Costa do Marfim agradece ao Partido Comunista do Benim e ao Instituto Internacional de Pesquisa e Formao pelo convite s manifestaes em comemorao Jornada Internacional da Lngua Materna e festa dos povos do Benim O PCR da Costa do Marfim e o Partido Comunista do Benim convocam os democratas e a juventude No s intervenes militares contra os povos No s bases militares estrangeiras de agresso no solo africano Fora imperialismo Cotonu 23 de fevereiro de 2014 Gnagnon Yokor PCR da Costa do Marfim Noudjenoume Philip Partido Comunista do Benim Os trabalhadores exigem reajuste salarial melhores condies de trabalho e salrios em pelo menos 16 cidades do pas As greves e manifestaes foram registradas em capitais como Rio de Janeiro So Paulo Belo Horizonte Porto Alegre Curitiba Salvador Aracaju Teresina Manaus e Recife Tambm houve greves em cidades como Carapicuba Porto de Galinhas Vitria de Santo Anto Caruaru Garanhuns e Petrolina Os trabalhadores paralisaram completamente seus servios e realizaram atos em frente s sedes de empresas como Uber 99 e iFood Alm disso o litro da gasolina est sendo vendido em mdia a R 721 chegando a R 895 em alguns estados do pas Antes do reajuste custava em mdia R668 O litro do diesel foi de R 591 para R 656 Os trabalhadores de aplicativo trabalham 12h por dia diariamente dependem diretamente de carros para trabalhar e sofrem com a crise sem receber salrios dignos que garantam uma vida com qualidade Empresa Rio nibus tenta acabar com a greve de rodovirios do RJ A burguesia brasileira uma classe que no trabalha e se recusa a aumentar o salrio dos trabalhadores Agem como parasitas dentro do nosso pas Toda sua riqueza vem do trabalho gratuito do operrio ou seja a maisvalia Ganham sua vida a partir do roubo Quanto menores os salrios dos motoristas rodovirios e entregadores de aplicativo maior o lucro dos ricos Os trabalhadores podem e devem viver sem eles Governo neoliberal de Guilhermo Lasso perde referendo nacional e sai derrotado em eleies locais no Equador Esquerda revolucionria avana no pas com eleio de representantes em todas as provncias Resultado traz desafios para a luta popular no Equador Felipe Annunziata Redao Rio INTERNACIONAL Neste domingo 5 mais de 6 milhes de equatorianos saram a votar nas eleies locais e num referendo nacional Elegeram centenas de vereadores prefeitos e os prefectos uma espcie de governador das 24 provncias do pas Os povos do Equador tambm tiveram que responder a um questionrio de 8 perguntas com propostas do governo neoliberal de Guilhermo Lasso para alterar a Constituio de 2008 Entre as perguntas estavam medidas antidemocrticas como diminuir o tamanho da Assembleia Nacional e mudar as competncias do Conselho de Participao e Controle Social um rgo eleito pelo povo responsvel por fiscalizar e aprovar as nomeaes do governo Os resultados consolidados apenas nesta tera 7 apontaram uma grande derrota do governo Lasso Todas a propostas do referendo foram rejeitadas pela maioria do povo O partido de Lasso e seus aliados tiveram grandes derrotas nos grandes centros urbanos e no interior do pas Em entrevista ai jornal equatoriano En Marcha o diretor nacional do Partido Unidade Popular Geovanni Atarihuana fez um balano do processo eleitoral Para ele o povo castigou o governo neoliberal de Guilhermo Lasso votando 8 vezes no No caiu no engano na consulta popular Se demonstrou que os trabalhadores e os povos no compraram o conto que o palcio presidencial de Carondelet construiu no que diz respeito ao referendo Ele acrescenta que com este resultado se demon
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stra que os equatorianos e equatorianas no confiam num governo medocre mentiroso indolente e corrupto como o de Lasso Os principais derrotados so a direita neoliberal encabeados pelo governo que no ganharam nenhum governo provincial e o Partido Social Cristo que perdeu seu bastio Guayaquil e reduziu sua votao em vrias provncias como em Manab e El Oro Atarihuana pontua tambm o desempenho de seu partido de esquerda revolucionrio Unidade Popular A organizao elegeu representantes em todas a provncias Conseguiu reeleger sua prefecta governadora da provncia de Orellana regio amaznica Magali Orellana Alm de ter vencido em aliana com o movimento indgena Pachakutik o governo provincial de ZamoraChinchipe no extremo sul do pas Nas eleies para as prefeituras e conselhos locais uma espcie de Cmara de Veradores o partido teve importante vitria mais de 90 consejalas vereadores foram eleitos em reas urbanas e rurais Alm disso a UP elegeu representantes em centenas de juntas paroquiais rgo que no h correspondente no Brasil mas que representa localidades bairros e distritos Uma importante vitria foi tambm a eleio de 19 prefeitos sendo um deles da cidade de Latacunga um importante municpio no centro do Equador Atarihuana pontua a importante vitria do partido inclusive superando a clusula de barreira que impede organizaes de esquerda de se firmarem no sistema eleitoral do Equador Evidentemente nos reafirmamos como uma das principais foras polticas do Equador Vamos superar 4 dos votos nacionais Este trabalho fruto da dedicao da militncia dos candidatos amigos e simpatizantes da Unidade Popular aos quais agradecemos por seu esforo afirmou ele A situao poltica no Equador avana no sentido de impor ainda maior organizao dos setores populares Apesar da derrota do neoliberal Lasso outros setores da poltica tradicional equatoriana como o corresmo partidrios do expresidente Rafael Correa avanaram em importantes centros do pas Alm disso Geovanni Atarihuana aponta muitos desafios para o futuro e uma extensa pauta de transformaes necessrias para os povos do Equador O governo chama hoje a um dilogo ns no confiamos no governo assim como mais de 80 dos equatorianos A Unidade Popular partidria de que saiam todos tanto o governo quanto a Assembleia corruptos necessrio uma mudana de poltica solues existem para sair da crise Baixar as taxas de juros cobrar impostos aos invasores de terras do povo destinar o petrleo para o investimento em sade e educao depurar as Foras Armadas e a Polcia para combater o narcotrfico Para isso necessrio mudar a poltica e portanto mudar de governo O tema de sade mental ainda pouco discutido mesmo num pas onde mais de 23 milhes de pessoas tem alguma doena que afeta sua sade mental Quando se trata de LGBTs esse debate muitas vezes secundarizado ou simplesmente ignorado porm precisamos compreender que ao falar de pessoas que sofrem discriminao objetificao marginalizao e outros processos de embrutecimento e excluso esse tema deve ser tratado com muito cuidado carinho e importncia Um estudo da Universidade de Columbia EUA que contou com a participao de 32000 participantes concluiu que a chance de uma pessoa LGBT cometer suicdio 5 vezes maior que um jovem heterossexual Ainda em outra pesquisa foi descoberto que 3 dos homossexuais e 5 dos bissexuais tentaram cometer suicdio enquanto 04 da populao heterossexual em geral tentou cometer suicdio Um em cada dezesseis homossexuais com idade entre 16 e 24 anos tentou tirar a sua vida 50 afirmam ter sofrido violncia por algum da prpria famlia Uma pesquisa realizada pela UFAL em 2013 com 1600 participantes sendo 72 homossexuais e 28 bissexuais 59 do gnero masculino e 41 do feminino revelou que 78 dos entrevistados tiveram o desejo de sumir e 49 de no viver mais 25 dos entrevistados revelaram ter coragem eou vontade de tirar a prpria vida Segundo o sanitarista e pesquisador em Sade LGBT pela UFPB Roberto Maia em Joo Pessoa no muito diferente a discriminao com pessoas LGBT o machismo e a homofobia existentes na sociedade fazem a cada dia mais e mais vtimas H alguns anos percebo essa tentativa frequente com alguns amigos que passaram por esse problema Teve um que me chamou mais ateno que foi o namorado de um amigo que a famlia dele no aceitava a sua sexualidade e o mesmo morava sozinho Ele s havia namorado esse meu amigo Depois de um tempo a relao acabou e ele se viu sozinho aqui em Joo Pessoa e se enforcou no banheiro da casa dele A famlia colocou a culpa no meu amigo pois no admitiram que sempre excluam o jovem desde que se assumiu gay ou seja alm do rapaz tirar a prpria vida a famlia que sempre o excluiu ao invs de acolher o namorado o ameaaram Acredito que esse machismo e essa negao da sexualidade do outro so fatores determinantes na sade mental da populao LGBT pois as pessoas que no tem orientao heteronormativa se sentem fora do vnculo familiar e querem de qualquer maneira sair desse desconforto onde as tentativas de suicdio so recorrentes concluiu Roberto Maia Enquanto vivermos numa sociedade capitalista e patriarcal que se fortalece na excluso na segregao e na ignorncia a violncia psicolgica e fsica que as pessoas LGBTS vem sofrendo nunca ter uma soluo Enquanto essa sociedade sobreviver ns morreremos A juventude LGBT uma das mais ativas que em contrapartida tem suas energias e rebeldia direcionada a uma luta pouco frutfera se limitando apenas a ter representatividade dentro do capitalismo Precisamos nos organizar nos somarmos as outras parcelas oprimidas para no apenas sermos representados ou aceitos pela sociedade mas para sermos parte ativa de um mundo novo onde no haja opresso ou explorao um mundo onde todos so tratados igualmente como seres humanos ntegros e completos Luiza Rodrigues UJRRecife Coordenao Nacional do MLB No ultimo dia 26 de novembro o MLB Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas participou do ato A caixa econmica toda sua em RecifePE organizado pela Federao Nacional das Pessoas da Caixa Econmica Federal FENAE e os Sindicatos dos Bancrios de todo o Brasil A caixa econmica Federal como banco publico cumpre uma funo social fundamental gerenciando programas como Minha Casa Minha Vida o Bolsa Famlia e administra o FGTS O objetivo da privatizao da caixa no governo Bolsonaro acabar com esses benefcios fazendo com que esse banco atue s em defesa do interesse da especulao financeira alm do mais uma politica de governo para entregar ao capital financeiro Internacional todos os patrimnios que foram conquistados e construdos pela luta do povo brasileiro Vamos estar presente nessa luta em todo pais para enfrentar essas medidas criminosas Em Curitiba funcionrios da multinacional de call centers WebHelp relatam baixos salrios e necessidade de dupla jornada de trabalho Redao PR TRABALHADORES UNIDOS A qualquer horrio do dia possvel encontrar no Centro de Curitiba pessoas com o crach do Grupo Services A empresa paranaense de call center a maior do setor na cidade com diversos prdios espalhados pela capital atende grandes empresas do pas em setores como telecomunicaes bancos e operadoras de pagamento Em 2018 a empresa j atendia um total de 50 milhes de pessoas do mercado consumidor interno do pas Em 2019 num processo de expanso a empresa gastou R 10 milhes com a construo de um prdio chamativo em uma das principais avenidas da cidade que junto com uma suposta modernizao prometia abrir 2000 novos postos de trabalho J em meados de 2022 o Grupo Services foi comprado pela empresa francesa WebHelp sua 11 aquisio em um perodo de cinco anos expandindo o seu quadro de funcionrios em Curitiba para aproximadamente 9000 pessoas num total de 110000 funcionrios em 58 pases Assim a WebHelp consolida seu monoplio em servios de call center pelo mundo com uma receita de quase US 3 bilhes aproximadamente R 14 bilhes Em 2023 a WebHelp fundiuse com outra grande empresa do ramo a estadunidense Concentrix que combinadas devem ter em torno de US 10 bilhes aproximadamente R 50 bilhes em receitas anuais estimadas para 2023 Apesar de seus lucros bilionrios a empresa tem enfrentado crticas por pagar salrios muito baixos para seus trabalhadores A situao ainda mais grave quando se leva em considerao o fato de que muitos desses funcionrios precisam trabalhar em dois empregos para conseguir sustentar suas famlias dado que o salrio oferecido pela WebHelp insuficiente para cobrir todas as despesas Alm disso o valealimentao tambm muito baixo o que torna ainda mais difcil para os trabalhadores manterem suas necessidades bsicas Um dos trabalhadores da WebHelp denunciou que alm do salrio e valealimentao muito abaixo do necessrio funcionrios tambm no so pagos pelas horasextras comum a necessidade estendermos a jornada de trabalho mesmo aps bater o ponto para pagar as horas que so exigidas logados no computador que sofre influncia inclusive pela situao das prprias mquinas e equipamentos precarizados e dos turnos de trabalho sobrepostos que impedem o funcionrio de estar logado assim que registra seu o ponto Tambm no h transparncia sobre quanto repassado aos funcionrios a ttulo de comisses com exceo quando ocorre perda da comisso Os motivos so os mais variados quando o funcionrio no alcana os indicadores por excesso de pausas realizao do registro dos atendimentos faltas mesmo com apresentao de atestado mdico etc Essas condies de trabalho precarizadas causam uma maior rotatividade de funcionrios dificultando a organizao sindical desses trabalhadores Alm de ser o primeiro emprego de muitos jovens que ainda no possuem uma devida formao tcnica ou acadmica Alm da questo salarial trabalhadores da WebHelp tm denunciado outras condies precrias de trabalho Muitos relataram ter pouco tempo de descanso com pausas que so insuficientes o que compromete sua sade e bemestar Alm disso alguns afirmam ter que arcar com os custos de deslocamento e alimentao durante os primeiros dias de treinamento o que pode ser um peso significativo em um salrio j baixo Ns at recebemos o valor inteiro depois que o treinamento acaba mas at l a gente precisa tirar do prprio bolso Tem gente desempregada que no vai ter de onde tirar essa grana ainda mais com a passagem custando 6 reais afirma Laisa uma das muitas mulheres que compe o quadro de operadoras da empresa Cerca de 1 milho e 600 mil brasileiros trabalham em call centers submetidos a uma rotina em que so expostos a jornadas de trabalho prolongadas e em ritmo acelerado de produo de modo que todas as ligaes que realizam so cronometradas e isolados em suas posies de atendimento que impedem a interao entre os operadores Alm dos relatos da insuficincia das pausas para descanso durante a jornada de trabalho do estresse causado pela presso do ambiente de trabalho e do alcance das metas tambm h o desrespeito aos limites dos funcionrios que realizam atendimento ao cliente que sofrem com a hostilidade de realizar a atividade de call center Essas condies de trabalho provocam efeitos negativos na sade mental do trabalhador como estresse ansiedade e esgotamento mental e fsico Os equipamentos atrapalham o desenvolvimento da atividade cadeiras apresentam irregularidades de manuteno assim como as mesas e no h nenhum lembrete para que os operadores sigam as normas regulamentadoras de segurana e medicina do trabalho que orientam a troca do fone de orelha por exemplo Assim a fiscalizao parece servir muito mais aos interesses do empregador do que qualidade do ambiente de trabalho e sade do trabalhador observvel que a expanso da WebHelp no Brasil ocorre aps a Reforma Trabalhista de 2017 feita pelo governo golpista de Michel Temer que facilitou a entrada de empresas estrangeiras com o intuito de explorar mo de obra no pas estas que agora no precisam se preocupar com a dignidade e direitos de seus funcionrios Quando as instituies se provam incapazes de garantir os direitos e dignidade dos trabalhadores algo recorrente no sistema capitalista no h outra sada que no seja a organizao da classe e atacar aquilo que os capitalistas unicamente se importam o lucro Ao longo da histria todas as conquistas de direitos e melhoria das condies de trabalho ocorreram atravs da organizao e mobilizao dos trabalhadores nas ruas Os grandes empresrios tentam impedir isso isolandonos em cubculos durante o expediente mas esquecem que a conscientizao e a organizao acontecem nas ruas praas parques quando os trabalhadores discutem sua revolta A construo de um horizonte de soberania dignidade e poder popular ocorre com a revolta de nossa classe direcionado quilo que mantm a explorao incessante dos trabalhadores misria e degradao o sistema capitalista preciso lembrar do camarada Lnin A fora da classe trabalhadora a organizao Sem organizao de massa o trabalhador nada com organizao tudo Matria publicada na edio n 273 do Jornal A Verdade
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Eu trabalho nessa empresa a unica coisa q me segura atualmente e meu horario de resto so ladeira j trabalhei na webhelp e nada me faria voltar para aquela empresa simplesmente explorao nada alm de explorao Eu trabalho na webhelp e sim e um trabalho que no vale tudo oque a gente passa pra receber o salrio mnimo aconteceu esses dias uma menina teve uma crise de ansiedade que ela no conseguia nem levantar da cadeira e muito presso psicolgica e muito desorganizado tambm os supervisores no sabem explicar nada pra gente e a quem escuta dos clientes somos ns e depois ainda somos avaliados e zerados na monitoria por conta que a gente no sabe resolver os problemas s que os prprios supervisores no sabem explicar e fica por isso mesmo Eu s ainda t l por necessidade mesmo por que quando eu arrumar outro emprego na mesma hora saio dali No ltimo ms de janeiro foram gastos mais de R 64 bilhes com juros da dvida valor 68 superior ao oramento do novo auxlio emergencial Se forem considerados os gastos com refinanciamento e amortizaes da dvida a despesa cresce mais R 220 bilhes em apenas um ms Dessa forma fica clara a prioridade do governo federal com a sade dos bancos e do mercado financeiro enquanto condena fome milhes de famlias pobres que perderam renda durante a pandemia Enquanto Bolsonaro e Paulo Guedes torram o dinheiro do pas a fundo perdido pagando juros aos banqueiros a proposta de novo auxlio emergencial anunciada pelo governo retira o direito ao benefcio de mais de 23 milhes de pessoas alm de diminuir o valor de R 600 para at R 375 De fato a maior parte dos beneficirios da nova rodada do auxlio cerca de 20 milhes de pessoas deve receber o valor mnimo de R 15000 Esse valor suficiente para comprar somente 23 da cesta bsica em So Paulo 29 em Belm e 31 em Salvador de acordo com levantamento feito pelo Dieese Outras 167 milhes de famlias que possuem mais um integrante recebero R 250 Mulheres chefes de famlia recebero R 35000 menos que os R 120000 pagos anteriormente A cada dia o povo brasileiro est acreditando menos nas mentiras ditas por Bolsonaro na televiso e em suas redes sociais e comea a despertar para o verdadeiro risco que a continuidade de seu governo Dele no se pode esperar nada de humano um governo de fascistas de banqueiros e generais a servio dos interesses egostas de uma minoria de superricos o 1 da populao que concentra praticamente toda a riqueza do pas Por isso quanto mais cedo nos livrarmos dessa canalha mais rapidamente encontraremos uma sada para a crise que corresponda aos interesses da classe trabalhadora de viver em um pas verdadeiramente justo e democrtico livre do vrus e da famlia Bolsonaro Os restaurantes Populares so destinados para pessoas de baixa renda em situao de rua dentre outras situaes de vulnerabilidade Dos oito restaurantes populares do Rio apenas trs seguem em funcionamento desde que a prefeitura transferiu sua administrao Julia Linhares RIO DE JANEIRO J faz mais de trs anos que 5 dos 8 restaurantes populares da capital fluminense foram fechados Com a pandemia da Covid19 o ndice de pobreza aumentou ainda mais no pas inteiro e na cidade do Rio de Janeiro no diferente Basta caminhar pelas ruas que vse muitas pessoas famlias pedindo dinheiro comida ou trabalhando informalmente para conseguir alimentarse de maneira precria O propsito dos restaurantes populares que o povo tenha acesso a uma alimentao saudvel pagando pouco tendo em vista o superfaturamento de restaurantes sob a comida Estes espaos populares que costumavam garantir a nica refeio de milhares de pessoas foram fechados por alegaes de dvidas do Estado A verdade que os governos capitalistas destinam verbas para os ricos e jogam a crise nas costas dos pobres Hoje alguns destes antigos restaurantes esto em estado de completo abandono No ltimo dia 14 partidos como a Unidade Popular pelo Socialismo UP e organizaes como o Movimento Frente Ampla Suburbana realizaram um ato no Mercado de Madureira com o intuito de exigir a volta do Restaurante Popular Tambm houve uma denncia ao redor da poltica antipovo do excapito Bolsonaro que matou mais de 560 mil pessoas pela Covid19 desde o incio da pandemia No ato os manifestantes recolheram assinaturas para um abaixoassinado que exige esta volta imediata do restaurante Houve muita agitao mobilizao e surgimento de pedestres apoiando a causa O movimento mostra a importncia de exigir do governo mais polticas pblicas destinadas a acabar com a fome e com a situao de carncia que grande parte da populao se encontra sendo deixada de lado pelo Estado Apenas com a luta da classe trabalhadora este cenrio ser revertido Movimentos sociais de moradia organizaes de juventude e sindicatos juntamento com os Comits Populares dos atingidos pela Copa esto convocando um dia nacional de luta contra a FIFA e as violaes da copa em vrias capitais do Pas O objetivo denunciar que com a Copa no Brasil apenas a Fifa e os monoplios que a patrocinam saem lucrando Para Katerine Oliveira vicepresidente da UNE e militante da Unio da Juventude Rebelio UJR No momento que o Brasil discute a necessidade de investir 10 do PIB em educao os gastos pblicos com a Copa so uma verdadeira provocao contra a juventude Enquanto sobram milhes para a FIFA a juventude segue sendo vtima da violncia e da perseguio policial Gregorio Gould coordenador do Movimento Luta de Classes MLC afirmou que O discurso de que a Copa deixaria um legado e traria benefcio para o povo est provando ser uma mentira Os trabalhadores s tem um caminho para alcanar direitos e melhores salrios nesse momento organizar greves a exemplo dos garis de vrios estados e dos trabalhadores rodovirios do Rio de Janeiro Redao Na dcada de 1850 o capitalismo j era o sistema econmico dominante em escala mundial e j se globalizara invadindo massacrando escravizando exterminando os povos nativos Embora alguns pases como o Brasil houvessem declarado sua independncia nacional continuavam de fato como semicolnias com suas economias dependentes e associadas ao grande capital internacional que tinha como principal potncia nessa poca a Inglaterra Marx e Engels descrevem no Manifesto Comunista publicado em 1848 A indstria moderna estabeleceu o mercado mundial para o qual a descoberta da Amrica havia aberto o caminho A burguesia desenvolveuse aumentou seu capital e empurrou para trs todas as classes advindas da Idade Mdia Criou uma nova classe seu contrrio sem a qual o sistema no subsiste e ao mesmo tempo ser sua coveira Isto ao concentrar a propriedade a riqueza a burguesia forjou as armas que trazem a morte para si prpria como tambm criou os homens que iro empunhar estas armas a classe trabalhadora moderna o proletariado Sem ver o sol mas forjando sua organizao No seu estudo sobre a situao da classe operria inglesa no sculo 19 Engels informa que alm da superexplorao do trabalho em vista do aumento dos seus lucros das pssimas condies de trabalho e vida os trabalhadores tm uma caracterstica imposta pelo capitalismo no veem o sol pois saem de casa de madrugada e retornam altas horas da noite Mas essas condies chamam a necessidade de lutar contra elas e levaro aos movimentos operrios que vo da quebra das mquinas realizao de grandes greves e s primeiras conquistas parciais que por si s no resolvem a situao da classe mas so importantes no s pelas melhorias imediatas que proporcionam mas como acmulo para o confronto final que por fim escravido assalariada Tendncias do movimento operrio No h consenso em torno de mtodos e do objetivo final da luta de classes que se trava entre o proletariado e a burguesia Naquele momento conformamse vrias tendncias sendo as principais delas ANARQUISMO Defende a passagem direta do capitalismo para a sociedade autogestionria sem Estado com a paz resultante da igualdade de todos dispensando rgos de coero como polcia e foras armadas Como estratgia para alcanar esse objetivo dividemse em duas tendncias o anarcosindicalismo liderado pelo russo Bakunin que participa das lutas parciais apenas para propagar a Greve Geral que derrubar a burguesia do poder e o cooperativismo liderado por Proudhon Owen Fourier SaintSimon que no acredita na luta e sim na construo da nova sociedade dentro do capitalismo por meio das cooperativas e associaes Foram denominados por Marx de socialistas utpicos REFORMISMO Predominante no sindicalismo ingls a tendncia reformista no acreditava na ruptura com o capitalismo e na viabilidade da proposta anarquista ou comunista tendo como estratgia a conquista de posies para a classe operria dentro do sistema capitalista para proporcionar melhores condies de vida tendo como instrumentos as greves e a participao no parlamento burgus Para isso criaram o Partido Cartista COMUNISMO A contradio do capitalismo s ser resolvida com a coletivizao dos meios de produo que permitir a verdadeira justia social e que cada um contribua para a sociedade de acordo com suas capacidades e recebe de acordo com suas necessidades Eliminadas as classes sociais e os de sua ideologia no comportamento das pessoas no ser necessrio o Estado e a sociedade ser autogestionada A diferena do anarquismo que os comunistas compreendem que impossvel a passagem direta do capitalismo para o comunismo Ser necessrio um perodo de transio uma primeira fase da sociedade comunista chamada socialismo em que a classe operria assumiria o poder do Estado a ditadura do proletariado substitui a ditadura da burguesia colocandoo como instrumento de construo do comunismo com a mudana das relaes tanto na base infraestrutura como nas instituies superestrutura Para isso todos os meios devem ser utilizados as greves e outras formas de luta por conquistas parciais jornada de trabalho salrio etc a participao nos parlamentos e outras instituies da sociedade burguesa e o prprio sistema cooperativo desde que no como um fim em si mas para acumular foras at ter condies de tomar os cus de assalto Independentemente da posio a necessidade de unio da classe operria para alcance dos fins propostos era comum a todos Desse modo comunistas anarquistas e reformistas se uniram para criar a Associao Internacional de Trabalhadores AIT posteriormente conhecida como Primeira Internacional fundada em Londres no dia 28 de setembro de 1864 Respeitado por todos pela firmeza de posies acmulo terico e capacidade de formulao Karl Marx foi encarregado de redigir a Declarao o Programa e os Estatutos da AIT nos quais fez questo de sublinhar que a emancipao das classes operrias tem de ser conquistada pelas prprias classes operrias Lutas e conquistas A unio de correntes polticas to divergentes foi possvel porque no havia centralismo na AIT O Comit Geral encaminhava para as sees nacionais as resolues mensagens orientaes etc mas estas no tinham carter obrigatrio Eram referncias As organizaes aplicavam aquilo que estava em consonncia com sua prpria estratgia E havia os pontos comuns como as greves pela reduo da jornada e outros direitos Mas foi muito importante pela troca de experincias debates e nimo que proporcionava a existncia de uma organizao de carter mundial que chegou a ter 150 mil membros da Europa e dos Estados Unidos Muitas conquistas foram sendo obtidas em nveis diferentes de um pas para outro Em 1870 ocorre a guerra entre Frana e Alemanha na disputa de domnio da Europa A AIT se posiciona por meio da Mensagem do Conselho Geral aos operrios franceses e alemes redigida por Marx que era membro do Conselho Na mensagem a Primeira Internacional recomenda que os operrios franceses no se lancem contra a Alemanha mas derrubem Lus Bonaparte e o imprio instaurado pela burguesia francesa e aos operrios alemes que contribuam para a derrota de Bonaparte mas no ataquem o povo francs E conclama a todos pela instaurao da nova sociedade A derrota do exrcito francs permite aos operrios organizados em Paris a tomada do poder em 1871 na experincia que ficou conhecida como Comuna de Paris O proletariado permaneceu no poder por 72 dias e tomou medidas caractersticas de uma sociedade comunista Teve limitaes entretanto por isso foi derrotado por uma aliana entre os exrcitos francs e alemo Ainda chorando a derrota a burguesia francesa aceitou o apoio do inimigo alemo provando que acima dos interesses do indivduo e da nao est o seu interesse de classe A principal limitao analisa Marx foi a ausncia de um partido comunista revolucionrio que tivesse programa objetivos e estratgia claramente definidos e uma direo democrtica mas centralizada Os acontecimentos reforam as posies marxistas na AIT o congresso de Haia de 1872 aprova a centralizao com maiores poderes ao Conselho Geral inclusive para expulsar sees que no seguissem as orientaes dos congressos e as resolues do Conselho bem como a perspectiva de sua transformao em Partido Operrio Revolucionrio Internacional As decises resultam na expulso dos partidrios de Bakunin seguida da retirada de outros setores anarquistas e reformistas Se por um lado essa sada significa uma depurao na AIT e a abertura do caminho para sua transformao em organizao revolucionria por outro lado tem como consequncia o enfraquecimento da A
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IT como organizao de massas e srios problemas financeiros pois o anarquismo ainda predominava no movimento operrio Fim da AIT A ciso aliada represso sanguinria desencadeada em toda a Europa leva ao fim da experincia Numa tentativa de distanciarse do olho do furaco a sede foi transferida para os Estados Unidos mas no houve como seguir em frente Finalmente o Congresso da Filadlfia EUA se pronunciou pela dissoluo Apesar de sua dissoluo aps 12 anos de existncia a AIT teve papel importante no desenvolvimento da organizao e da conscincia de classe dos operrios em todo o mundo e comprovou a necessidade da organizao global pois os interesses de classe do proletariado independem da sua nao especialmente nos dias de hoje quando a evoluo dos meios de comunicao e a hegemonia do capital financeiro aprofundaram a globalizao do capitalismo j constatada e brilhantemente analisada pelos tericos da classe operria Karl Marx e Friedrich Engels Vieram novas internacionais Outras internacionais viro Jos Levino historiador As mulheres so o setor mais explorando dentro do sistema capitalista Taxa de desemprego ainda maior entre as mulheres negras A organizao das mulheres na luta por direitos trabalhistas fundamental Movimento Luta de ClassesRN e Movimento de Mulheres Olga Benario RN NATAL Segundo a sociloga marxista Heleiteh Saffioti A mulher das camadas sociais diretamente ocupadas na produo de bens e servios nunca foi alheia ao trabalho Em todas as pocas e lugares tem ela contribudo para a subsistncia de sua famlia e para criar a riqueza social Isso uma realidade que atinge todos os pases do mundo no sendo exceo o Brasil Contudo o trabalho da mulher precarizado uma vez que 70 delas no possuem carteira assinada conforme o IPEA e a situao agravada durante a pandemia Ou seja essas trabalhadoras no tm seus direitos na lei respaldados levando a possibilidade de trabalhos precrios subemprego e da insalubridade No entanto as mulheres trabalhadoras negras sofrem mais que as brancas isso advm do processo histrico de racismo e escravido Por conta disso so as primeiras a perderem seus empregos a terem seus salrios rebaixados bem como a sofrerem assdios dentro do trabalho De acordo com o Boletim Mulheres Negras no Mercado de Trabalho as mulheres negras foram as que apresentaram uma desocupao de aproximadamente 173 no 1 trimestre de 2020 192 no 4 trimestre de 2020 e 214 no 1 trimestre de 2021 No Rio Grande do Norte as mulheres e as pessoas negras so a maioria em populao mas tambm so a maioria nos subempregos e em trabalhos desprotegidos bem como nos rendimentos mensais tendo as mulheres negras recebendo cerca de R 133400 enquanto as no negras sem incluir indgenas e amarelas pouco mais de R 200000 conforme o DIEESE No bastasse atualmente segundo o IBGE ter filhos pequenos est entre as muitas barreiras enfrentadas pelas mulheres no mercado de trabalho Em 2019 o nvel de ocupao das mulheres com filhos de at 3 anos caa para 546 Para mulheres pretas e pardas com filhos dessa mesma faixa etria o nvel de ocupao era ainda menor de 497 Olhando para tais dificuldades no ingresso ao emprego muitas vezes esse sendo precarizado as famlias chefiadas pelas mulheres que so a maioria mais vulnerveis no tm condies de vida adequada no possuem moradia alimento educao ou sade de qualidade No toa nesse sentido que 63 das casas chefiadas por mulheres a maioria negras esto abaixo da linha da pobreza segundo o IBGE em 2019 Assim a jornada de trabalho da mulher tornase mais cansativa e estressante sendo duplas ou at triplas jornadas uma vez que mais de 90 das mulheres chefes de famlia se dedicam aos afazeres domsticos importante discutirmos essas questes pois diz respeito a quem verdadeiramente compem o povo brasileiro Aquelas que acordam cedo em suas vrias jornadas e que no tem seu nome sua histria e principalmente suas vidas reconhecidas como vlidas So as mulheres a maioria da populao brasileira mas tambm so as que mais sofrem das opresses muito bem estruturadas pelo capitalismo a exemplo do machismo e da objetificao do corpo feminino Nesse sentido o trabalho da mulher subestimado e inferiorizado posto que o prprio ser feminino tratado dessa maneira no sistema capitalista No coincidncia portanto que os subempregos em fbricas e teleatendimentos esto relegados populao negra sobretudo s trabalhadoras negras O medo de caminhar pegar algum aplicativo buscando a segurana e o fato de existirem andam lado a lado Mas em nossa histria mostrou que as mulheres nunca se submeteram a esse sistema de opresso Pelo contrrio diversas foram as dirigentes e referncias na luta pela emancipao da mulher e do povo Dandara dos Palmares Maria Felipa Laudelina de Campos Selma Bandeira Olga Benario e diversas outras mulheres so exemplos de que a liderana feminina necessria para as transformaes sociais Elas e diversas outras personagens histricas mostram que a organizao e a luta pelos direitos so fundamentais para a revoluo proletria Afinal sem a participao da metade da populao no Brasil e no mundo impossvel a emancipao da classe trabalhadora Por isso como afirma a Alexandra Kollontai devemos dizer a ns mesmos H fora na unidade quanto mais trabalhadoras juntaremse ao movimento da classe trabalhadora maior ser nossa fora e mais rpido teremos o que queremos Nossa felicidade e a vida e o futuro de nossos filhos esto em jogo Na Cracvia Ucrnia o tenentecoronel Chuikov Andrew Y renunciou ao cargo aps ter recebido ordens do Ministrio do Interior da Ucrnia para uso da fora contra manifestantes que ocuparam a sede administrativa do Estado De acordo com o tententecoronel a maior parte da polcia da Cracvia carne de seu povo e no ir cumprir ordens criminosas e ainda que cada policial que se preze no deve lutar contra crianas desarmadas No prdio a polcia encontrou estudantes trabalhadores e militares reformados Todos desarmados Eles reivindicam independncia e uma possvel Federalizao da regio Alguns tambm falam em anexao Rssia Dados do Instituto de Segurana Pblica ISP revelam que de todos os homicdios cometidos no Rio de Janeiro entre janeiro e julho deste ano 38 foram causados por intervenes policiais Igor Barradas Redao Rio Entre janeiro de 2017 e julho deste ano 1058 pessoas foram mortas em ocorrncias no Rio de Janeiro em chacinas com trs ou mais vtimas Entre estes assassinatos 76 ocorreram durante aes policiais Em 2018 325 policiais militares estavam sendo investigados Em 2021 este nmero caiu para 5 Uma das medidas do exgovernador fascista Wilson Witzel PSC foi extinguir a Secretaria de Segurana Pblica e a Corregedoria Geral que exerciam certo controle da atuao das foras policiais Essas instituies continuam extintas no atual governo de Cludio Castro PL que promove diversas aes policiais ilegais no Rio de Janeiro As mortes cometidas por policiais ainda vo contra outras decises do judicirio contra as operaes Desde junho de 2020 est em vigor uma deciso do Supremo Tribunal Federal que probe operaes policiais nas periferias e favelas A situao das polcias do Rio de Janeiro coloca a necessidade de se debater a estrutura do aparato de represso do Estado J passou da hora de impor controle social dos trabalhadores sobre as instituies armadas do Estado responsveis pelo verdadeiro genocdio imposto populao pobre e negra deste pas No dia 27 de setembro o Sindicato Unificado da Orla Porturia SuportES juntamente com a Associao dos Operadores Porturios do Esprito Santo AOPES o Sindicato dos Operadores Porturios do Esprito Santo SINDIOPES e a Intersindical da Orla Porturia do Esprito Santo realizaram um debate sobre os principais impactos da privatizao do porto de Vitria para os trabalhadores porturios e para economia da regio A Unidade Popular ES esteve presente manifestando seu apoio luta dos trabalhadores porturios e contra os desmontes que vm sendo conduzidos pela poltica de destruio do governo federal Por Carlos Fellberg e Hellen Guimares VITRIA O movimento porturio capixaba e seus trabalhadores tm vivido os ltimos tempos com muita intensidade e discusses acaloradas O motivo mais um desastre que o desgoverno de Jair Bolsonaro quer implantar no Pas a privatizao da Codesa Companhia Docas do Esprito Santo que administra o porto de Vitria o que significa que no s o servio de zeladoria do porto vai ficar a cargo da iniciativa privada mas tambm sua administrao O impacto social dessa medida ser enorme e afetar toda a comunidade porturia pelos prximos 35 anos Com o porto pblico o Estado responsvel pela Autoridade Porturia regulamentos os contratos de concesses e quem arrecada todos os valores de Remunerao dos Contratos de Arrendamento e Tarifas Porturias colocando ao lado do interesse financeiro o fim social Com a privatizao se concretizando a empresa privada que controlar o porto poder escolher qual o tipo de carga ir descarregar eou carregar privilegiando assim outros parceiros comerciais e no realizando o desembarque de certos tipos de carga o que gera uma diminuio na rotatividade de mercadoria e uma diminuio considervel de produo no porto afastando investimento e eliminando o papel social Cabe ressaltar ainda que em nenhum outro lugar do mundo a administrao porturia exercida pela iniciativa privada Uma vez que o setor privado busca sempre o lucro desenfreado o cenrio previsvel que se d prioridade aos elementos mais rentveis como minrio de ferro carros eletrnicos e demais deixando subjacente ou impraticvel conscientemente a utilizao desse porto para fins de uso de nossos pequenos e mdios produtores nacionais e estaduais como os conhecidos produtores de caf em terras capixabas dando espao apenas para as parceiras comerciais ou grandes produtoresexportadores A atividade porturia responsvel por mais de 70 da receita da cidade de Vitria Com a privatizao o produtor visando sempre a reduo de custos pode optar por utilizar outro porto como o porto de Santos por exemplo resultando assim em uma fuga de carga e impactos diretos na economia da cidade Outro sintoma que surgir imediatamente com a entrega do porto iniciativa privada o aumento nos preos dos produtos de subsistncia devido a elevao no custo da produo Alm disso h a questo dos estivadores autnomos no porto pblico de Vitria que esto sob administrao da OGMO rgo Gestor de Mo de Obra Com a privatizao do porto organizado os estivadores autnomos se vero obrigados a fechar contratos de vnculo trabalhista com esses terminais o que ocasionaria uma diminuio salarial drstica e uma perda considervel de direitos trabalhistas que so motivos de luta h muitos anos pelo Sindicato dos Estivadores do Esprito Santo Hoje no Brasil temos 174 terminais fora da rea de porto organizado sendo que em apenas 2 TUPs Terminais de Uso Privado h a abertura para que os estivadores autnomos trabalhem e os dois esto no Esprito Santo Portocel e TPS o que mostra a fora da luta dos estivadores capixabas Os sindicatos e entidades esto em luta h tempos contra essas propostas realizando greves e manifestaes a exemplo da luta do Sindicato Unificado da Orla Porturia do Esprito Santo SuportES pela manuteno mesmo com os dbitos da Codesa dos salrios dos aposentados e pensionistas em regime de previdncia complementar Visando combater a liquidao da Codesa por um lado e manter os merecidos rendimentos dos porturios aposentados por outro o SuportES negociou uma reduo temporria nas aposentadorias e penses para garantir seu pagamento at a recuperao das contas Em exemplo de luta e conscincia o SuportES porturios aposentados e na ativa votaram pela reduo temporria tendo em vista uma recuperao mais adiante A privatizao tambm pode ter impactos ambientais Muitos bairros da periferia compem o entorno do porto de Vitria como Jesus de Nazareth em Vitria e Paul em Vila Velha Temos visto atualmente o descaso de empresas privadas importadoras e exportadoras com o meio ambiente e as comunidades sendo responsveis pelos maiores crimes socioambientais da histria brasileira BrumadinhoMG e Coronel Joo SBA Alm disso a proposta de desestatizao do porto de Vitria segundo o governo federal ser um laboratrio para que logo em seguida outros portos sejam entregues iniciativa privada O modelo de privatizao apresentado para o porto de Vitria coloca em xeque um elemento essencial dos portos o seu papel de instrumento de desenvolvimento econmico e regional No ltimo dia de abril o ministro da Educao Abraham Weintraub declarou que determinou o corte de 30 dos recursos da Universidade de Braslia UnB da Universidade Federal Fluminense UFF e da Universidade Federal da Bahia UFBA por terem permitido atos polticos e balbrdia dentro de suas instalaes A fala do represent
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ante de Bolsonaro foi a seguinte universidades que em vez de procurar melhorar o desempenho acadmico estiverem fazendo balbrdia tero verbas reduzidas E mais a universidade deve estar com sobra de dinheiro para fazer baguna e evento ridculo disse para O Estado de So Paulo Por outro lado o reitor da UFBA Joo Carlos Salles fez declarao de que a universidade deve ser um espao democrtico de debate de ensino e pesquisa que a UFBA alcanou a 14 colocao em escala nacional no passado e que a universidade um espao de liberdade e expresso Realizar cortes de verbas por manifestaes e posies polticas nas universidades infringir a autonomia universitria importe conquista da sociedade brasileira O sentimento de luta e de organizar toda a comunidade acadmica lembrando que esse tipo de ataque porque essa universidade foi palco de luta e resistncia contra o golpe de ter vivenciado uma campanha contra o fascista Bolsonaro e seus representantes Est cada vez mais claro que estamos vivendo em tempos de represso porm a questo saber se iremos deixar ou iremos defender as liberdades democrticas duramente conquistadas no nosso pas Gabriela Valentim Salvador Ao analisar as dificuldades da luta da classe operria para derrotar a burguesia e conquistar o poder VI Lnin escreveu Nada assim mais importante para a classe operria realizar uma revoluo que a constituio e o desenvolvimento de seu principal instrumento poltico o partido revolucionrio Em consequncia a tarefa principal do militante comunista construir esse partido zelar pela sua fidelidade aos princpios do marxismoleninismo e luta revolucionria dedicarse a organizlo em todos os locais e trabalhar para resolver suas deficincias pois dele depende a prpria revoluo Como sabemos h 48 anos um grupo de destemidos camaradas tendo frente Manoel Lisboa Amaro Lus de Carvalho Valmir Costa e Selma Bandeira fundaram o partido Comunista Revolucionrio PCR como uma alternativa revolucionria ao reformismo e com a clara determinao de desenvolver a conscincia e a organizao das massas para realizar uma revoluo popular derrubar a Ditadura Militar fascista e implantar o socialismo em nosso pas Hoje 19 anos aps a reorganizao do PCR vrios fatos revelam que o nosso partido vive um importante momento da sua histria e d passos efetivos no sentido de crescer sua influncia junto s massas mais exploradas e oprimidas de nossa sociedade Com efeito mesmo no contando ainda com milhares de militantes nosso partido tem conseguido realizar e alcanar importantes vitrias no movimento de massas como prova o crescimento do Movimento Luta de Classes MLC bem como nossa atuao nos sindicatos e em diversas greves o reconhecimento da representatividade do MLB com a eleio para a coordenao do Frum de Reforma Urbana a realizao do 1 Encontro Nacional do Movimento Mulheres Olga Benario e a construo da Federao dos Estudantes do Ensino Tcnico Fenet e do 3 Enet com mais de 1500 estudantes vanguardeados pela Unio da Juventude Rebelio UJR No entanto apesar desses avanos e de estarmos hoje atuando em 15 estados padecemos de vrios problemas de organizao que nos impedem de crescer mais e de nos tornarmos um partido em condies de dirigir a revoluo socialista brasileira Entre estas insuficincias uma das mais importantes pouca dedicao s tarefas de construo partidria e em particular assistncia poltica e ideolgica aos coletivos e militantes Muitos tratam as reunies dos coletivos do partido como se fosse mais uma reunio da frente de massas empenhandose pouco para que os militantes desenvolvam sua conscincia e seu compromisso com a revoluo Desprezam o fato de que nos organismos partidrios que os militantes podem estudar o marxismoleninismo avaliar o desenvolvimento de suas tarefas prestar contas da venda do jornal A Verdade informar se est recrutando ou no e traar planos para impulsionar as luta dos trabalhadores e estudantes necessrio portanto preparar bem as reunies realizar uma boa convocao e garantir tempo para debater e esclarecer as dvidas dos membros dos coletivos Infelizmente gastamos muita energia e tempo com as reunies e os problemas das entidades e dedicamos pouqussimo tempo para a assistncia poltica a formao ideolgica e a construo do partido Ora os coletivos principalmente os de base as clulas existem para debater como melhor avanar as lutas populares mas tambm e principalmente para fortalecer e ampliar a organizao partidria Porm no basta organizar boas reunies dos coletivos o trabalho de assistncia poltica requer a realizao cotidiana de conversas com os militantes Realizar um bom trabalho de organizao exige conversar reunirse e trabalhar diretamente com os companheiros e as companheiras Assim alm de realizar as reunies dos organismos o responsvel por um coletivo deve fazer reunies individuais orientar cada passo dos membros do coletivo e dedicar tempo para a formao terica do militante Como sabemos um camarada que compreende pouco a nossa teoria o marxismoleninismo atua sem clareza e tem mais dificuldades para desenvolver sua militncia No demais insistir que cada militante precisa ter alm do estudo no coletivo um plano individual de leitura e o assistente s poder ajudlo se ele prprio estiver estudando a teoria revolucionria A verdade que para que o nosso partido se torne um partido muito maior urgente que cada camarada leve mais a srio seu trabalho de assistncia e de formao de outros revolucionrios Em vez de se lamentar porque muitas decises ficam no papel devemos analisar suas causas e o que estamos fazendo para mudar essa realidade O Partido e a Revoluo Mas por que h entre ns uma secundarizao dessas tarefas de organizao da importncia das reunies dos coletivos e da formao ideolgica e poltica dos militantes A causa no outra seno a subestimao do papel do partido para a realizao da revoluo a no compreenso do por que o partido foi construdo isto de que Sem a ao da vanguarda sem a direo de um Partido Comunista Revolucionrio a revolta do povo ser sempre cega e inconsequente Manoel Lisboa A luta dos revolucionrios vai muito alm de simplesmente organizar a greve uma ocupao ou a passeata contra o governo Ela tem como objetivo principal organizar as massas para fazer uma revoluo que estabelea novas relaes de produo entre os homens e mulheres e acabe de uma vez por todas com a explorao capitalista dos trabalhadores e isso s possvel se a propriedade privada dos meios de produo for abolida claro que a burguesia a classe que a maior beneficiria na sociedade capitalista e que sabe que a existncia da propriedade privada que lhe garante explorar o operrio e extrair dele a maisvalia tudo faz e far para impedir essa revoluo Por isso a classe operria s ter condies de realizar uma revoluo em nosso pas se tiver construdo uma forte organizao que rena os elementos mais combativos e mais avanados do proletariado Uma organizao que como explicou Lnin no tenha diviso entre operrios intelectuais ou estudantes pois todos tm como profisso a atividade revolucionria De fato sem um Estado Maior a classe operria fica sem um comando que analise e estude as condies em que se desenvolve a luta de classes e fica sem uma vanguarda que elabore uma ttica e uma estratgia para a conquista revolucionria do poder Se cada um de ns tiver claro que esse o objetivo do Partido e assumir a tarefa da sua construo como a principal de sua vida ns passaremos a enxergar que cada recrutamento a formao de uma nova clula ou mesmo a reunio de um coletivo so passos indispensveis na caminhada em direo revoluo que precisamos realizar para que nosso povo construa uma nova sociedade a sociedade socialista Tenhamos pois sempre em mente os versos do poeta E h que se cuidar do brotoPra que a vida nos dFlor e fruto Milton Nascimento e Wagner Tiso Corao de Estudante Luiz Falco membro do comit central do PCR Ao analisar as dificuldades da luta da classe operria para derrotar a burguesia e conquistar o poder VI Lnin escreveu O proletariado na sua luta pelo poder no tem outra arma seno a organizao Dividido pela concorrncia anrquica que reina no mundo burgus esmagado pelos trabalhos forados a servio do capital constantemente atirado para o abismo da misria mais completa do embrutecimento e da degenerescncia o proletariado s pode tornarse e tornarse inevitavelmente uma fora invencvel quando a sua unidade ideolgica baseada nos princpios marxistas cimentada pela unidade material da organizao que rene milhes de trabalhadores num exrcito da classe operria Um passo adiante dois passos atrs Obras Escolhidas tomo 1 Nada assim mais importante para a classe operria realizar uma revoluo que a constituio e o desenvolvimento de seu principal instrumento poltico o partido revolucionrio Em consequncia a tarefa principal do militante comunista construir esse partido zelar pela sua fidelidade aos princpios do marxismoleninismo e luta revolucionria dedicarse a organizlo em todos os locais e trabalhar para resolver suas deficincias pois dele depende a prpria revoluo Como sabemos h 48 anos um grupo de destemidos camaradas tendo frente Manoel Lisboa Amaro Lus de Carvalho Valmir Costa e Selma Bandeira fundaram o partido Comunista Revolucionrio PCR como uma alternativa revolucionria ao reformismo e com a clara determinao de desenvolver a conscincia e a organizao das massas para realizar uma revoluo popular derrubar a Ditadura Militar fascista e implantar o socialismo em nosso pas Hoje 19 anos aps a reorganizao do PCR vrios fatos revelam que o nosso partido vive um importante momento da sua histria e d passos efetivos no sentido de crescer sua influncia junto s massas mais exploradas e oprimidas de nossa sociedade Com efeito mesmo no contando ainda com milhares de militantes nosso partido tem conseguido realizar e alcanar importantes vitrias no movimento de massas como prova o crescimento do Movimento Luta de Classes MLC bem como nossa atuao nos sindicatos e em diversas greves o reconhecimento da representatividade do MLB com a eleio para a coordenao do Frum de Reforma Urbana a realizao do 1 Encontro Nacional do Movimento Mulheres Olga Benario e a construo da Federao dos Estudantes do Ensino Tcnico Fenet e do 3 Enet com mais de 1500 estudantes vanguardeados pela Unio da Juventude Rebelio UJR No entanto apesar desses avanos e de estarmos hoje atuando em 15 estados padecemos de vrios problemas de organizao que nos impedem de crescer mais e de nos tornarmos um partido em condies de dirigir a revoluo socialista brasileira Entre estas insuficincias uma das mais importantes pouca dedicao s tarefas de construo partidria e em particular assistncia poltica e ideolgica aos coletivos e militantes Muitos tratam as reunies dos coletivos do partido como se fosse mais uma reunio da frente de massas empenhandose pouco para que os militantes desenvolvam sua conscincia e seu compromisso com a revoluo Desprezam o fato de que nos organismos partidrios que os militantes podem estudar o marxismoleninismo avaliar o desenvolvimento de suas tarefas prestar contas da venda do jornal A Verdade informar se est recrutando ou no e traar planos para impulsionar as luta dos trabalhadores e estudantes necessrio portanto preparar bem as reunies realizar uma boa convocao e garantir tempo para debater e esclarecer as dvidas dos membros dos coletivos Infelizmente gastamos muita energia e tempo com as reunies e os problemas das entidades e dedicamos pouqussimo tempo para a assistncia poltica a formao ideolgica e a construo do partido Ora os coletivos principalmente os de base as clulas existem para debater como melhor avanar as lutas populares mas tambm e principalmente para fortalecer e ampliar a organizao partidria Porm no basta organizar boas reunies dos coletivos o trabalho de assistncia poltica requer a realizao cotidiana de conversas com os militantes Realizar um bom trabalho de organizao exige conversar reunirse e trabalhar diretamente com os companheiros e as companheiras Assim alm de realizar as reunies dos organismos o responsvel por um coletivo deve fazer reunies individuais orientar cada passo dos membros do coletivo e dedicar tempo para a formao terica do militante Como sabemos um camarada que compreende pouco a nossa teoria o marxismoleninismo atua sem clareza e tem mais dificuldades para desenvolver sua militncia No demais insistir que cada militante precisa ter alm do estudo no coletivo um plano individual de leitura e o assistente s poder ajudlo se ele prprio estiver estudando a teoria revolucionria Dizem alguns que esse mtodo de trabalho correto mas que no tm tempo para coloclo em prtica so muitas as tarefas argumentam Pois bem se no temos tempo ento a primeira coisa a fazer refletir sobre o que estamos fazendo com o nosso tempo e que prioridades estamos estabelecendo em nossas vidas Afinal se existe algo que um revolucionrio precisa ter tempo para cumprir com suas tarefas revolucionrias A verdade que para que o nosso partido se torne um partido muito maior urgente que cada camarada leve mais a srio seu trabalho de assistncia e de formao de outros revolucionrios Em vez de se lamentar porque muitas decises ficam no papel devemos analisar
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suas causas e o que estamos fazendo para mudar essa realidade O Partido e a Revoluo Mas por que h entre ns uma secundarizao dessas tarefas de organizao da importncia das reunies dos coletivos e da formao ideolgica e poltica dos militantes A causa no outra seno a subestimao do papel do partido para a realizao da revoluo a no compreenso do por que o partido foi construdo isto de que Sem a ao da vanguarda sem a direo de um Partido Comunista Revolucionrio a revolta do povo ser sempre cega e inconsequente Manoel Lisboa A luta dos revolucionrios vai muito alm de simplesmente organizar a greve uma ocupao ou a passeata contra o governo Ela tem como objetivo principal organizar as massas para fazer uma revoluo que estabelea novas relaes de produo entre os homens e mulheres e acabe de uma vez por todas com a explorao capitalista dos trabalhadores e isso s possvel se a propriedade privada dos meios de produo for abolida claro que a burguesia a classe que a maior beneficiria na sociedade capitalista e que sabe que a existncia da propriedade privada que lhe garante explorar o operrio e extrair dele a maisvalia tudo faz e far para impedir essa revoluo Por isso a classe operria s ter condies de realizar uma revoluo em nosso pas se tiver construdo uma forte organizao que rena os elementos mais combativos e mais avanados do proletariado Uma organizao que como explicou Lnin no tenha diviso entre operrios intelectuais ou estudantes pois todos tm como profisso a atividade revolucionria De fato sem um Estado Maior a classe operria fica sem um comando que analise e estude as condies em que se desenvolve a luta de classes e fica sem uma vanguarda que elabore uma ttica e uma estratgia para a conquista revolucionria do poder Se cada um de ns tiver claro que esse o objetivo do Partido e assumir a tarefa da sua construo como a principal de sua vida ns passaremos a enxergar que cada recrutamento a formao de uma nova clula ou mesmo a reunio de um coletivo so passos indispensveis na caminhada em direo revoluo que precisamos realizar para que nosso povo construa uma nova sociedade a sociedade socialista Tenhamos pois sempre em mente os versos do poeta E h que se cuidar do brotoPra que a vida nos dFlor e fruto Milton Nascimento e Wagner Tiso Corao de Estudante Luiz Falco membro do comit central do PCR Maioria dos deputados votou pelo projeto enviado ao Congresso pelo governo Bolsonaro que muda a regra que impedia que famlias perdessem seu nico imvel por dvida Heron Barroso Redao Rio BRASIL A Cmara dos Deputados aprovou na ltima quartafeira 1 projeto de lei que autoriza que um imvel de famlia seja usado como garantia de emprstimos Na prtica caso o consumidor no consiga pagar sua dvida com o banco pode ter sua casa confiscada Hoje ningum pode colocar o imvel em que mora como garantia exceto em situaes pontuais como no caso de financiamento imobilirio no qual o bem serve como garantia do prprio financiamento O projeto foi enviado ao Congresso pelo governo Jair Bolsonaro PL e ainda precisa ser aprovado pelo Senado e sancionado pelo genocida para poder entrar em vigor A lei prejudicial ao trabalhador que num momento de desespero pode pegar um emprstimo no banco e no conseguir pagar e ainda virar semteto critica Klber Santos da coordenao nacional do Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas MLB Para ele Bolsonaro prova mais uma vez que inimigo das famlias e amigo dos bancos Os ricos e seus meios de comunicao sempre criminalizaram os movimentos de luta por moradia sob o argumento de que eles invadem a propriedade alheia Toda vez que uma nova ocupao de famlias semteto surge imediatamente taxada como coisa de vagabundo e a polcia acionada para resolver o problema Porm est claro que no so movimentos como o MLB que alis s ocupa imveis ociosos e que no cumprem nenhuma funo social nem o fantasma do comunismo as verdadeiras ameaas propriedade de milhes de famlias brasileiras mas os grandes bancos e o prprio governo Bolsonaro que destruiu toda a poltica nacional de habitao e no construiu uma nova moradia sequer em quase quatro anos de governo Caso a nova lei entre em vigor veremos os lucros dos bancos crescerem ainda mais junto com o nmero de pessoas morando na rua depois de terem suas casas tomadas Para evitar que mais famlias passem pelo martrio de no terem mais onde morar o caminho derrubar o governo Bolsonaro e promover uma profunda reforma urbana que democratize o acesso terra combata a especulao imobiliria tire das mos do mercado a poltica habitacional e exija que todo imvel pblico ou privado esteja cumprindo sua funo social caso contrrio dever ser destinado moradia popular como manda a lei Ns fomos agentes desta revoluo da revoluo econmicosocial que est acontecendo em Cuba Por sua vez essa revoluo econmicosocial tem que produzir inevitavelmente tambm uma revoluo cultural em nosso pas Mas desde j podemos dizer que a revoluo em si mesma trouxe algumas mudanas no ambiente cultural as condies dos artistas mudaram Em primeiro lugar a grande preocupao que todos ns devemos ter a revoluo em si mesma Ou ns acreditamos que a revoluo no tem perigos No se trata de simplesmente invocar esse perigo como um argumento Ns enfatizamos que o estado de nimo de todos os cidados do pas e de todos os escritores e artistas revolucionrios ou de todos os escritores e artistas que compreendem e justificam a revoluo perguntarse que perigos podem ameaar a revoluo e que podemos fazer para ajudar a revoluo Falamos aqui da liberdade formal na arte Todo mundo esteve de acordo sobre a necessidade de liberdade formal na arte A questo se torna mais sutil e se torna o ponto realmente essencial da questo quando se trata da liberdade de contedo a o ponto mais sutil porque o que est sujeito s mais diversas interpretaes o ponto mais polmico dessa questo se deve haver ou no uma absoluta liberdade de contedo na expresso artstica Ningum jamais espera que todos os homens e todos os escritores e artistas tenham que ser revolucionrios assim como ningum pode esperar que todos os homens e todos os revolucionrios tenham que ser escritores e artistas nem que todo homem honesto pelo fato de ser honesto tenha que ser revolucionrio Revolucionrio tambm uma atitude diante da vida revolucionrio tambm uma atitude diante da realidade existente H homens que se resignam a essa realidade h homens que se adaptam a essa realidade e h homens que no podem se resignar nem se adaptar a essa realidade e que tratam de mudla por isso so revolucionrios Mas pode haver homens que se adaptem a essa realidade e serem homens honestos ainda que seu esprito no seja um esprito revolucionrio E pode haver claro artistas e bons artistas que no tenham diante da vida uma atitude revolucionria At porque para um artista ou intelectual mercenrio e desonesto o problema da liberdade na arte no seria nunca um problema Esse sabe o que tem que fazer esse sabe o que lhe interessa esse sabe para onde deve marchar O problema se constitui verdadeiramente para o artista ou intelectual que no tem uma atitude revolucionria ante a vida e que ainda assim uma pessoa honesta E dever da revoluo preocuparse por esses casos A revoluo no pode abrir mo de que todos os homens e mulheres honestos sejam escritores ou artistas marchem junto a ela A revoluo deve aspirar que todos os que tenham dvidas se convertam em revolucionrios a revoluo deve tratar de ganhar para suas ideias a maior parte do povo a revoluo nunca deve renunciar a contar com a maioria do povo a contar no apenas com os revolucionrios mas com todos os cidados honestos que ainda que no sejam revolucionrios quer dizer que no tenham uma atitude revolucionria diante da vida estejam com ela A revoluo s deve renunciar a aqueles que sejam incorrigivelmente reacionrios que sejam incorrigivelmente contrarrevolucionrios A revoluo tem que compreender essa realidade e portanto deve agir no sentido de prover a todo esse setor de artistas e intelectuais que no sejam genuinamente revolucionrios um campo para trabalhar e para criar dentro da revoluo e que seu esprito criador ainda que eles no sejam escritores e artistas revolucionrios tenha oportunidade e liberdade para se expressar Isto dentro da revoluo Quais so os direitos dos escritores e dos artistas revolucionrios ou no revolucionrios Dentro da revoluo tudo contra a revoluo nenhum direito Os contrarrevolucionrios os inimigos da revoluo no tm nenhum direito contra a revoluo porque a revoluo tem tambm seus direitos e o primeiro direito da revoluo o direito a existir E diante do direito da revoluo de ser e de existir ningum pelo fato de que a revoluo compreende os interesses do povo de que ela expressa os interesses da nao inteira ningum pode ter razo ao reivindicar o direito de estar contra ela Sendo assim o governo tem ou no tem direito de exercer a funo de fiscalizar e revisar a arte Para ns nesse caso a questo fundamental se existe ou no existe esse direito por parte do governo Podemos discutir a questo do procedimento como se faz se melhor que o procedimento seja mais amigvel podemos at discutir se uma deciso justa ou no Mas h algo que acredito que ningum discuta que o direito do governo de exercer essa funo No entanto a revoluo no pode pretender asfixiar a arte ou a cultura se uma das metas fundamentais da revoluo desenvolver a arte e a cultura precisamente para que a arte e a cultura se tornem um verdadeiro patrimnio do povo E da mesma forma que ns queremos uma vida melhor para o povo na ordem material queremos tambm uma vida melhor na ordem espiritual e cultural E do mesmo modo que a revoluo se preocupa com o desenvolvimento das condies e das foras que permitem o povo a satisfao de todas as suas necessidades materiais ns queremos desenvolver tambm as condies que permitam ao povo a satisfao de todas as suas necessidades culturais Devemos propiciar as condies para que todos esses bens culturais cheguem ao povo Isso no quer dizer que o artista tenha que sacrificar o valor de suas criaes e que necessariamente tenha que sacrificar a qualidade No quer dizer isso Quer dizer que temos que lutar de todas as maneiras para que o criador produza para o povo e para que o povo por sua vez eleve seu nvel cultural e se aproxime dos criadores H expresses do esprito criador que por sua prpria natureza podem ser mais acessveis ao povo que outras manifestaes do esprito criador Por isso no se pode definir uma regra geral ora em que expresso artstica o artista que teria que ir ao povo e em qual o povo que tem que ir ao artista possvel fazer uma afirmao de carter geral nesse sentido No Seria uma regra demasiadamente simplista Ns acreditamos que todos os escritores e artistas devem ter a oportunidade de manifestarse ns acreditamos que os escritores e artistas atravs de sua associao devem ter uma revista cultural ampla a qual todos tenham acesso No lhes parece que isso seria uma coisa justa A revoluo no pode por esses recursos nas mos de um grupo esses recursos devem ser amplamente utilizados por todos os escritores e artistas Que se organize uma forte associao de artistas e de escritores e que vocs contribuam organizadamente com todo seu entusiasmo s tarefas que lhes correspondam na revoluo E que seja um organismo amplo de todos os artistas e escritores O Conselho Nacional deve ter tambm outro rgo voltado divulgao E isso no se pode chamar de cultura dirigida nem asfixia ao esprito criador artstico A revoluo quer que os artistas ponham o mximo de esforo em favor do povo ela quer que ponham o mximo de interesse na obra revolucionria Quer dizer que vamos dizer a eles o que que ele tem que escrever No Que cada qual escreva o que queira E se o que for escrito no servir para a divulgao pois bem se o que for pintado no servir pois bem Ns no proibiremos ningum de escrever sobre o tema que quer escrever Ao contrrio que cada qual se expresse da forma que avalie pertinente e que expresse livremente o tema que ele deseja expressar Ns apreciaremos sua criao sempre atravs do prisma revolucionrio esse tambm um direito do Governo Revolucionrio to respeitvel quanto o direito de cada qual a expressar o que deseja expressar H ainda por resolver uma srie de questes que interessam aos escritores e artistas h problemas de ordem material isto h problemas de ordem econmico Estas no so as mesmas condies de antes Hoje no existe aquele pequeno setor privilegiado que adquiria as obras dos artistas a preos de misria ao ponto de os artistas acabarem na indigncia e no esquecimento dever do Governo Revolucionrio encarar e resolver esses problemas assim como o problema dos artistas que j no produzem e que esto completamente desamparados preciso garantir ao artista no apenas as condies materiais adequadas mas tambm garantir que quando ele j no puder trabalhar no tenha do que se preocupar Em nossos planos surgiu a ideia de levar a cultura aos camponeses das cooperativas e das granjas Como Ora transformando os camponeses em instrutores de msica de dana e de teatro Sobretudo para comear a descobrir no povo os talentos e converter o povo tambm em autor e em criador porque o povo definitivamente o grande criador No devemos nos esquecer disso e tambm no devemos nos esquecer dos milhares e milhares de talentos que
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se desperdiaram em nossos campos e em nossas cidades por falta de condies e de oportunidades para se desenvolver os gnios ocultos os gnios adormecidos que estavam esperando quem viesse despertlos e formlos O que que as geraes futuras pediro a vocs Podem criar obras artsticas magnficas do ponto de vista tcnico Mas se disserem a um homem de daqui a cem anos que um escritor ou um intelectual desta poca viveu a revoluo e foi indiferente a ela e no expressou artisticamente a revoluo ser difcil compreendlo se nos anos futuros haver tantos e tantos querendo pintar a revoluo e querendo escrever sobre a revoluo e querendo expressar artisticamente a revoluo recolhendo dados e informaes para saber o que aconteceu como foi como viviam E quem pode escrever melhor que vocs sobre o presente No nos apressemos em julgar nossa obra pois logo teremos juzes de sobra No preciso temer esse suposto juiz autoritrio esse carrasco imaginrio da cultura que elaboramos aqui preciso temer outros juzes muito mais temveis os juzes da posteridade as geraes futuras que sero ao fim e ao cabo as encarregadas de dizer a ltima palavra Discurso pronunciado por Fidel Castro Ruz em 30 de junho de 1961 Traduzido e adaptado por Fbio Bonafini estudante de Letras da UFRJ Ocorreu nos dias 1819 e 20 de janeiro a eleio para escolha da nova gesto do Sindicato dos Petroleiros do CearPiau Duas chapas concorreram no pleito Unio e Luta Chapa 01 apoiada pela Federao nica dos Petroleiros FUP e pelo Movimento Luta de Classes MLC e a Avanar nas Lutas Chapa 02 apoiada pela CTB e pela Conlutas A Chapa 01 foi formada por companheiros e companheiras que lideraram as mudanas no sindicato nos ltimos trs anos promovendo diversas paralisaes greves e conquistando vitrias A chapa tambm formada por novos membros que renem as melhores condies para fortalecer a categoria dos petroleiros em todas as bases do sindicato A Chapa Unio e Luta obteve 200 votos enquanto a chapa 02 186 votos com apenas trs votos nulos em todo o pleito A nova diretoria assumir a gesto do sindicato para o trinio 20172020 A nova diretoria eleita ter pela frente grandes embates e desafios em especial pela privatizao da Petrobras que est em curso a partir da poltica de desmonte do patrimnio pblico promovida pelo governo federal e das aes do Sr Pedro Parente presidente da empresa que na verdade representa os interesses das petrolferas estrangeiras e dos capitalistas brasileiros A vitria da Chapa 01 representa a disposio da categoria em lutar de todas as maneiras pela ampliao dos seus direitos e em defesa da Petrobras tendo como referncia a FUP para assegurar a unidade da categoria em nvel nacional Redao Cear Luiz Gonzaga do Nascimento Jnior ou simplesmente Gonzaguinha completaria 70 anos no ultimo dia 22 de setembro de 2015 no fosse um fatdico acidente automobilstico em 1991 Cantor e compositor de mo cheia juntou a herana musical do pai o no menos importante Rei do Baio Luiz Gonzaga com uma linguagem totalmente sua e uma sensibilidade que lhe permitiu traduzir o sentimento do pas nos anos da ditadura Gonzaguinha tinha apenas 19 anos quando ocorreu o golpe de 64 e j escrevia suas primeiras letras mas foi na dcada de 70 que suas composies ganharam o pas por meio dos festivais Foi justamente no incio daquela dcada que junto com nomes como Aldir Blanc e Ivan Lins fundaram o Movimento Artstico Universitrio MAU Na ocasio ele estudante de economia disps sua msica a servio do povo Quem no economizou foi a represso das 72 msicas dele apresentadas a censura 54 sofreram algum tipo de interveno como a exemplo de Comportamento Geral proibida de ser executada mas no vetada a comercializao o que lhe rendeu seu primeiro sucesso e disco em 1973 A letra uma crtica aberta aos que se mantinham neutros em relao ao governo militar tornouse uma reflexo sobre nossa realidade infelizmente ainda atual Voc deve notar que no tem mais tutu e dizer que no est preocupado Voc deve lutar pela xepa da feira e dizer que est recompensado Voc deve estampar sempre um ar de alegria e dizer tudo tem melhorado Voc deve rezar pelo bem do patro e esquecer que est desempregado Tal postura lhe rendeu o ttulo de Terrorista Subversivo e a alcunha de Cantor Rancor uma tentativa pejorativa de macular sua imagem junto ao pblico especialmente por ele fazer uma msica com crticas escancaradas ao regime a exemplo de Taiguara e Geraldo Vandr O problema que especialmente pela linguagem muito prxima do grande pblico seja pelo discurso utilizado ou pela identificao sonora de suas msicas ritmos populares como o samba foi sua marca registrada a adeso e o sucesso de Gonzaguinha o mantinha como uma preocupao para os sensores E por Falar no Rei Pel lanada em 1979 um desses exemplos de como o artista colocava o dedo na ferida do regime ao denunciar o que tinha por traz da campanha do governo Mdici com a vitria da Copa de 70 Craque mesmo o povo brasileiro carregando esse time de terceira diviso Gonzaguinha ousou cuidar e voltar toda sua atuao poltica para a educao popular e ser a voz dos menos favorecidos seguindo o conselho do pai no dueto registrado no disco A vida do Viajante de 1981 quando Luiz Gonzaga sugere que ele no se esquecesse do povo na faixa que d nome ao disco Pois Ainda em 75 ele tornase artista independente e um dos principais nomes na luta pelos direitos autorais Durante a campanha de Anistia e as Diretas J Suas msicas tornaramse verdadeiros hinos cantados e conhecidos at hoje em todo o pas E Vamos Luta O que o que Sangrando e tantas outras no perdem o brilho sejam elas interpretadas por outros artistas ou tocadas nas rdios de todos os seguimentos A verdade que a obra de Gonzaguinha uma das mais populares de nossa msica e segue atualssima justamente por tratar de temas do cotidiano Em Um Homem Tambm Chora Guerreiro Menino ele pinta de um modo muito potico a realidade do trabalhador brasileiro Um homem se humilha Se castram seu sonho Seu sonho sua vida E vida trabalho E sem o seu trabalho O homem no tem honra E sem a sua honra Se morre se mata No d pra ser feliz Em seus 70 anos no podemos esquecer sua arte e contribuio para nossa cultura Gonzaguinha foi um exemplo enquanto artista e seu papel enquanto representante de uma classe social e de sua luta A msica desse grandioso gnio foi totalmente engajada e marcada pela denuncia e pela esperana as duas entrelaadas Nada dessa conversa de que sua msica comeou muito spera e foi tornandose mais suave com a abertura do regime militar para a transio para a democracia Muito pelo contrrio em todo tempo ele fez de seu discurso uma voz em defesa dos oprimidos mesmo quando falava de amor Quando eu soltar a minha voz Por favor entenda Que palavra por palavra Eis aqui uma pessoa se entregando Corao na boca Peito aberto Vou sangrando So as lutas dessa nossa vida Que eu estou cantando Talvez a melhor maneira de resumir a obra e a vida de Gonzaguinha seja com seus prprios versos Comearia tudo outra vez E ns reforamos esse sentimento alimentamos essa esperana de ver que a vida devia ser bem melhor e ser reforamos a necessidade de que surjam mais e mais artistas como ele E dizemos Gonzaguinha Presente Sempre Cloves Silva Estudante de Letras da UFRPE Unidade Popular Pelo Socialismo Segundo dado da Secretaria de Segurana Pblica em 2017 a cada cinco pessoas assassinadas uma delas foi morta por policial Cotidianamente so noticiados casos de violncia policial e o assassinato de inocentes A exemplo Rafael Aparecido de Souza da Zona Leste de So Paulo foi morto em maio ao ver seu irmo sendo abordado por policiais No boletim de ocorrncia o policial afirmava que o jovem tentava tirar sua arma Posteriormente o discurso foi alterado alegando que apenas atirou por medo de que algo acontecesse Vale ressaltar que a maioria das vtimas da violncia policial so jovens negros caracterizando o racismo institucional e a poltica de genocdio promovida pelo Estado Afora as mortes cometidas tambm so exemplos da represso policial as prises arbitrrias de lideranas de movimentos sociais como Preta Ferreira detida h mais de um ms por lutar por moradia digna No s isso mas tambm a invaso dos militares na Plenria de Mulheres do PSOL realizada em 3 de agosto e a expulso do torcedor do Corinthians que se manifestou contra Bolsonaro na torcida do time Essas so provas de que o Estado burgus necessita da fora armada como instrumento de controle e poder governamental Mostra ainda que ao passo em que se agravam os antagonismos de classe tambm aumenta a represso estatal uma vez que o Estado existe para manter as condies estabelecidas pela classe dominante reprimindo aqueles que se opem e denunciam a lgica do capital Assim preciso mudar o modelo policial brasileiro e para isso no h outra sada a no ser a mudana do modelo de sociedade atual e a superao da violncia que existe quando h explorao do homem pelo homem que a polcia sirva aos trabalhadores e no burguesia J so 56 palestinos que perderam suas vidas em ataques do exrcito israelense na Faixa de Gaza Cadu Machado Redao So Paulo INTERNACIONAL O nmero de palestinos que perderam suas vidas nos ataques realizados pelas foras de segurana israelenses na Faixa de Gaza subiu para 56 incluindo 13 crianas mortas por ataques areos israelenses segundo autoridades palestinas Os bombardeios vem se intensificando desde os primeiros ataques da polcia israelense a manifestantes palestinos muulmanos prximos a mesquita AlAqsa um dos locais sagrados do Isl e muito frequentado pela populao palestina na ltima sexta 07 em Jerusalm A violncia policial nos conflitos deixou pelo menos 57 feridos no primeiro dia de confronto e foi respondida com pedras e garrafas pelos manifestantes palestinos Segundo a agncia de notcias France Presse alm dos 56 mortos so mais de 300 feridos em territrio palestino entre eles 86 crianas e 39 mulheres Devido ao aumento dos protestos contra os ataques mesquita de alAqsa a administrao israelense decidiu reforar a ocupao nas cidades e vilas onde vivem os palestinos em territrio ocupado por Israel No lado israelense ocorreram 6 mortes devidos aos foguetes lanados de Gaza em resposta aos ataques areos Na tarde de segunda 10 milhares de palestinos realizaram manifestao e montaram guarda na Esplanada das Mesquitas em Jerusalm A polcia israelense invadiu a mesquita de AlAqsa e agrediu os palestinos em guarda com balas de borracha gs lacrimogneo e granadas de choque De acordo a Crescente Vermelho Palestino 520 pessoas ficaram feridas devido interveno da polcia israelense em Jerusalm Oriental ontem Jovens palestinos responderam jogando pedras e garrafas na polcia Enquanto os ataques de Israel aos palestinos continuam o Conselho de Segurana das Naes Unidas discutiu condenar Israel pela violncia cometida mas de acordo com notcia do Sputnik os EUA e a GrBretanha exigiram o acrscimo da clusula condenao ao lanamento de msseis de Gaza ao texto preliminar apresentado pela Noruega A declarao proposta pede a Israel que pare as destruies e evacuaes incluindo Jerusalm Oriental em linha com suas obrigaes sob a lei internacional e direitos humanos e evite medidas unilaterais que aumentem as tenses e minem a viabilidade de uma soluo de dois estados No entanto apesar de 14 dos 15 membros do Conselho de Segurana aceitarem o texto os representantes dos EUA pediram mais tempo para discutir o assunto e mais tarde expressaram a opinio de que esta medida no ser til A morte do exsegurana negro George Floyd despertou uma imensa revolta popular e indignao ao redor do planeta colocando ao solo alguns destes smbolos forjados pelos exploradores Monumentos de heris histricos que na realidade no passam de inimigos do povo foram derrubados O que falta agora acabar com a escravatura moderna o sistema capitalista preciso denunciar as pssimas condies de vida do nosso povo as contradies do capital evidenciadas pela pandemia e continuar com o trabalho revolucionrio em todo o mundo A crescente revolta e conscientizao histrica que vm sendo despertadas so um primeiro passo para reescrever a histria contada sempre pela narrativa dos dominantes No futuro a classe trabalhadora escrever sua prpria histria de um ponto de vista das classes oprimidas O legado histrico e os ensinamentos de Lnin a respeito da importncia da construo de um forte movimento operrio e da ardente necessidade de uma revoluo com carter socialista permanece atual de fundamental importncia a articulao e vanguarda poltica nesse momento em que a falncia do capitalismo se torna exposta como uma enorme ferida No
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necessrio uma pesquisa muito profunda para entender o que a Ditadura significou para a educao e produo cientfica arte cultura e os movimentos e organizaes sociais alm dos setores e grupos marginalizados Um destes grupos e no de se espantar a comunidade LGBT foi duplamente atacada de um lado a j conhecida no aceitao social do outro a fortificao da violncia policial Remontando s leis coloniais o extermnio da comunidade se dava de forma explcita e veiculada nos principais meios de comunicao da poca A violncia institucionalizada foi responsvel por assassinar prender ameaar assediar e estuprar este grupo tidos delinquentes pervertidos endemoniados e doentes Em poucas palavras uma Santa Inquisio brasileira J em 1968 rondas amparadas pelos agentes do Golpe foram criadas no intuito de limpar a cidade dos assaltantes prostitutas traficantes homossexuais e desocupados Os Anos de Chumbo foram responsveis por perseguir e punir toda e qualquer forma de oposio ao regime sejam os que lutavam pela democracia sejam os que transgrediam as regras morais de comportamento ou seja um discurso moral criado para combater um Grande Inimigo e purificar a sociedade dos comunistas homossexuais travestis negros e desempregados com a imagem do homem branco srio comandando o pas alguma semelhana com 2018 Assim em 1969 os diplomatas e trabalhadores comeam a serem exonerados e submetidos a testes psiquitricos por prtica de homossexualismo e incontinncia pblica escandalosa O Estado de So Paulo refora o papel da Delegacia de Vadiagem do DEIC propondo a retirada das travestis e homossexuais das ruas dos bairros residenciais a fim de isollos em prdios e combatlos de imediato Encarcerados as vezes eram encaminhados para fazer tratamentos com remdios e eletrochoque Em todo o pas medidas de extermnio foram criadas e executadas das maneiras mais violentas Aps o surgimento do Grupo de Ao Lsbica Feminista GALF j no ano de 1981 com a necessidade de divulgar o movimento e as lutas que seriam travadas publicado o primeiro jornal ativista lsbico o ChanaComChana De forma independente todo material era comercializado nos bares com muitas dificuldades um desses bares era o Ferros Bar um antigo ponto de encontro dos militantes comunistas at o Golpe que nos anos 6090 se torna um dos locais mais frequentados pela comunidade LGBT paulistana em especial pelas lsbicas e feministas Mas em 1983 a venda passa a ser proibida pelo dono do bar O movimento resiste e no dia 19 de agosto junto a outros grupos e figuras polticas organizam um ato poltico no local ocupandoo e fazendo a leitura de um Manifesto contra a represso sofrida A ao resulta no inevitvel pedido de desculpas do dono do local impedindo a proibio da venda Hoje a data lembrada em So Paulo como o Dia do Orgulho Lsbico Criada por influncia do editor do Gay Sunshine revista homossexual norteamericana a Lampio da Esquina se torna um dos maiores meios de denncia no perodo ditatorial brasileiro Com sede em Minas Gerais Recife Rio de Janeiro e So Paulo a publicao teve 38 edies de 1978 at 1981 que buscavam dar voz aos marginalizados divulgar livros shows entrevistas e principalmente inflamar a luta contra o autoritarismo No Nordeste destacase a forte atuao do Grupo Gay da Bahia GGB fundado em 1980 que assim como outras organizaes questionou o descaso diante a epidemia do HIVAIDS cobrando assistncia comunidade e a construo de demandas governamentais O GGB tambm iniciou um movimento nacional pelo fim do uso da palavra homossexualismo e a retirada da homossexualidade do cdigo de doenas brasileiras em 1985 o Conselho Federal de Medicina retirao deixando de ser considerada uma patologia antes mesmo da Organizao Mundial de Sade OMS que retira apenas em 1990 da Classificao Internacional de Doenas Hoje em homenagem luta da comunidade ao redor mundo comemorase o dia 17 de maio como Dia Internacional de Combate LGBTfobia A retirada da transexualidade como doena foi feita apenas a pouco mais de 2 anos em 2018 Poucos so os relatos das sobreviventes desse perodo principalmente levando em considerao que at os tempos atuais a expectativa de vida das travestis e transsexuais de 35 anos de idade Um importante relato vem da forte Martinha baiana 64 anos presa mais de 200 vezes nos 21 anos sombrios de ditadura Tendo que fugir de casa aos 7 anos devido s ameaas de morte que sofria da famlia que no aceitava sua identidade de gnero trabalhou em casa de famlia em troca de comida Morando nas ruas ainda criana tornase mais uma vtima da explorao sexual chegando a se prostituir 20 horas por dia Em mais de meio sculo depois a realidade desse grupo marginalizado ainda persiste 90 das transsexuais e travestis no Brasil ainda sobrevivem da prostituio Rotineiramente pela polcia em simples atividades dirias Martinha conta que as abordagens hostis eram realizadas Relatos mostram que alm da violncia fsica os LGBT eram forados a fazer a limpeza das delegacias Sobre os abusos a travesti relembra Pegavam a gente levavam para a praia deserta mandavam uma segurar no membro da outra e mandavam a gente cantar Ciranda Cirandinha Pedro Dallari excoordenador da Comisso Nacional da Verdade relata que a realidade dos LGBT presos durante os tempos de chumbo era mais sofrida vista pelo regime como um agravante Uma pessoa de sexo masculino deveria trajar um determinado nmero de peas de roupas de homem ou seja as mulheres transsexuais eram tratadas no masculino e s sairiam do crcere se portadas como tal Para escapar da deteno andavam com uma gilete dentro da boca para se automutilar diante de uma priso Martinha afirma que a prtica era utilizada para mostrar conseguir escapar da tortura pois o sangue escorrendo deixavam os policiais com medo uma forma de defesa e resistncia sempre necessrio retomar o perodo ditatorial brasileiro 19641985 para relembrar nossos heris e heronas que lutaram e resistiram represso como forma de manter vivas suas memrias e fortalecer a verdadeira democracia Diversos pases que passaram por regimes totalitrios travaram um combate quaisquer ideologias retrgradas reconhecendo o erro histrico julgando e prendendo os torturadores incentivando a pesquisa e criao de museus com arquivos e obras que retratam no apenas o sofrimento mas a bravura e coragem que o povo resistiu e se manteve firme contra o fascismo Renan Quinalha antigo assessor da Comisso da Verdade de So Paulo destaca que a homotransfobia fazia parte de uma poltica de Estado durante a ditadura Entendendo isso impossvel no associar atual conjuntura onde o mesmo lema se repete numa falsa defesa da moral e bons costumes apoiada pelos mesmos segmentos sociais ruralistas e latifundirios gananciosos cristos conservadores e uma elite oportunista Esse discurso fascista responsvel pela cultura do Direitos Humanos para humanos direitos que associa a luta pelos Direitos Humanos defesa de criminosos os mesmos criminosos que a Ditadura sanguinria precisaria exterminar os LGBT os negros os movimentos sociais e estudantis mendigos e os que usam da arte e cultura como protesto Nesse sentido a diversidade das sexualidades e expresses s poder ser garantida diante de um Estado Democrtico pautado pela soberania da qualidade de vida das pessoas Ou seja manter um Estado alicerado nos mesmos padres seculares no estabiliza a real vida de quaisquer que sejam as minorias destoantes ficando fadadas conquistas e retrocessos instveis violadas de direitos fundamentais e marginalizadas dos espaos de tomada de tomadas de poder segundo a lgica dos interesses dominantes Face ao exposto necessrio que a Comunidade LGBT esteja unida em defesa da sua expresso liberdade e identidade atravs da arte da educao baseada nos Direitos Humanos uma poltica de princpios para a conscientizao e emancipao do povo e o mais importante do que nos une enquanto humanidade a bondade gentileza e o amor Licenciando em Cincias Sociais na UFPE Cerca de 40 departamentos em toda a UNESP Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita sero aniquilados com a reestruturao acadmica administrativa e financeira definida pelo Centro Universitrio O estatuto da UNESP diz que um departamento no pode existir com menos de dez docentes o que justificaria esta deciso Porm a prpria universidade no tem investido em concursos de reposio de professores desde 2014 Aqueles que se aposentam ou se desligam da funo so substitudos por professores provisrios no configurando vnculo de trabalho com a instituio O Instituto de Artes por exemplo pede a liberao para contratao de professores para a reitoria h anos e nunca foram autorizados Sero comprometidas as funes de ensino pesquisa e extenso As medidas tomadas impedem a qualidade da produo de educao cincia tecnologia e o pensamento crtico Docentes contratados anteriormente tero atribuies de trabalhos no condizentes com suas reas de atuao e pesquisa Esta proposta que j vinha sendo negociada desde o ano passado foi numa manobra realizada pela reitoria pautada urgentemente para deciso at 15102019 No ltimo dia 10 o Conselho de Ensino Pesquisa e Extenso decidiu que caso as unidades de ensino no faam propostas de reorganizao ela ser imposta pelo rgo Tal reforma est sendo pautada baseada num termo de compromisso ilegtimo assinado pelo Reitor da UNESP Sandro Roberto Valentini com o governador do estado Joo Dria Uma vez que o reitor se prope a atender um pedido poltico do governador isso fere a autonomia universitria Com a desculpa de multidisciplinaridade e interlocuo com a sociedade a reitoria no conta populao o que de fato est fazendo destruindo a qualidade do ensino Enquanto isso abremse as inscries para o vestibular iludindo futuros ingressantes Organizao Estudantil do instituto de Artes da UNESP Federacin de Juntas Vecinales de El Alto da plazo de 48 horas para abandonar La Paz a Luis Fernando Camacho y su comitiva Instruye la conformacin de comits de autodefensa bloqueos y movilizacin permanente Llaman a la polica a proteger al pueblo ElMundoConEvo pictwittercomfAby8cKCDH O Partido Comunista Revolucionrio PCR da Bolvia apontando a necessidade de uma alternativa patritica democrtica e popular dos trabalhadores enfatiza a necessidade do fim das conciliaes de classe e desmascara o golpismo fascista que se desenvolve no pas Os comunistas revolucionrios da Bolvia enfatizam inicialmente em sua nota um crescente desgaste poltico enfrentado pelo governo de Evo Morales e lvaro Garca Linera tal qual o Movimento para o Socialismo MAS em geral por seu envolvimento ascendente oligarquia financeiralatifundiria reacionria do pas Destacam que as tentativas de golpe no so novas exemplificando a tentativa de golpe em 20082009 que s no se concretizou por um aprofundamento ainda maior da aliana de Evo Morales com a burguesia nacional e os donos de terras do pas Esse conflito isto a tentativa de golpe de 20082009 foi apaziguado por uma srie de acordos entre o governo do MAS e a oligarquia financeiralatifundiria no mbito da nova Constituio Poltica do Estado o que permitiu uma coexistncia relativamente pacfica da oligarquia com o MAS por quase uma dcada Leis favorveis Lei dos Servios Financeiros Lei de Seguros Lei de Investimento Lei do Etanol Decretos de Compensao e as Queimadas Controladas e Contratos Estatais eram caractersticas do trabalho em conjunto entre a oligarquia tradicional e o MAS O relatrio da OEA apresentado na manh de domingo indica que houve irregularidades nas atas e sistemas de software utilizados pelo Supremo Tribunal Eleitoral recomendando a convocao de novas eleies com um novo Tribunal Poucas horas depois Morales convocou uma conferncia de imprensa para anunciar novas eleies e um novo Tribunal Por ltimo a declarao poltica do Partido Comunista Revolucionrio PCR da Bolvia argumenta que necessrio urgentemente que a esquerda avalie os erros e acertos dos ltimo treze anos e que preciso construir uma alternativa patritica e popular A partir da PCR chamamos unidade das classes trabalhadoras camponeses estudantes jovens povos indgenas mulheres comunidade LGBT e todos os bolivianos que aspiram a um futuro mais justo para lutar de uma maneira independente com o objetivo de consolidar uma alternativa patritica e popular a esta crise que o pas est passando Excelente matria explanando o golpe em percurso na Bolvia Os justos se levantaram contra a injustia da minha priso que tinha como objetivo intimidar e criminalizar a nossa luta em favor da justia social e da oportunidade de igualdade para todos Querem criminalizar as aes por justia e solidariedade de todos os lutadores populares dos movimentos sociais
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Fui acusado por um delegado a mando dos donos dos shoppings sem que eu tomasse conhecimento de ser delinquente ameaador da ordem pblica e de extorquir lojistas destes novos templos do consumismo Porm todos os homens e mulheres conscientes sabem que quem de fato ameaa a ordem pblica a fome a misria de milhes de cidados e cidads brasileiras sem teto sem terra e sem trabalho digno Todos os homens e mulheres conscientes j sabem que quem pratica a extorso so os grandes proprietrios dos bancos da indstria e do comrcio contra os trabalhadores e consumidores principalmente nesta poca do ano de forma acintosa e sem qualquer punio por parte de delegados ou juzes Nesta data dos festejos de Natal e Ano Novo em que se celebram o nascimento de um homem que um dos maiores modelos de despojamento e de solidariedade esperase que pelo menos nesta data predomine o esprito de solidariedade de partilha do po e do vinho O nosso movimento luta com convico e determinao para que amanh todos e todas possam ter casa comida trabalho digno creche e universidade para seus filhos por todos os dias do ano e durante toda a vida Ser que querer e lutar por isso ser delinquente Estou sendo processado at hoje meu advogado no teve acesso ao processo pelo crime de reunir quatro centenas de famlias que no tinham dinheiro para comprar a cesta bsica deste Natal Esta atividade justa e humana faz parte da campanha Natal sem Fome e sem Misria organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas MLB de forma exitosa h anos e em vrias capitais do Brasil Esta priso serviu para unir mais ainda o MLB e o conjunto dos diversos movimentos de luta pela moradia e de nossa Central de Movimentos Populares CMP Serviu tambm para desmascarar o carter de classe dos shoppings dos seus proprietrios falsos incentivadores das comemoraes do nascimento de Jesus que nasceu viveu lutou e morreu pelos pobres Encobertos principalmente nesta data pela massiva publicidade em torno do Natal e do bom velhinho entretanto eles visam to somente sua insacivel sede de lucro s custas da explorao e crescente endividamento da populao trabalhadora Como sabemos na injusta sociedade em que vivemos os capitalistas praticam a extorso por meio da elevao dos juros bancrios do constante aumento dos preos das mercadorias mas sobretudo atravs da terrvel explorao da nossa fora de trabalho Vivemos uma verdadeira escravido assalariada negcio por meio do qual os patres ficam cada vez mais ricos e os trabalhadores cada vez mais pobres e sujeitos agiotagem Quero agradecer a todos os companheiros e companheiras do MLB militantes e lideranas dos diversos movimentos sociais principalmente aos que lutam pela moradia e pela Reforma Urbana que de maneira unitria e combativa fizeram viglias em frente ao presdio COTEL na cidade de Abreu e Lima e diante do Frum Tomaz de Aquino em Recife na hora do desembargador despachar o habeas corpus para relaxar o mandado de priso preventiva e para que eu possa responder em liberdade O requerimento foi assinado por Dr Marcelo Santa Cruz e acompanhado por Dr Eduardo Chaves Pandolfi Dr Abnes Canario Dr Carlos Dra Maria Jos do Amaral Dr Vinicius Campos e dos companheiros Thiago Santos e Manoel Moraes estudantes de Direito e membros respectivos do Comit Memria Verdade e Justia de Pernambuco e da Comisso Memria e Verdade Dom Helder Cmara de Pernambuco Quero agradecer tambm aos companheiros do meu partido o Partido Comunista Revolucionrio PCR a alguns militantes e parlamentares do Partido dos Trabalhadores PT e de outros partidos progressistas que se mobilizaram pela minha liberdade Quero agradecer especialmente minha esposa e aos meus filhos que no se intimidaram diante das ameaas dos policiais tendo um deles sacado a arma e apontado para a minha filha menor de idade enquanto de forma truculenta me algemava nas grades do porto de minha casa at chegar o camburo da PM sendo eu ru primrio e portador de diploma de curso superior Histria Finalmente quero dizerlhes que o apoio recebido fortaleceu ainda mais a minha convico de continuar firme na luta at conquistarmos uma sociedade sem a explorao do homem pelo homem Desejo a todos e a todas um feliz Ano Novo e que esta prisolibertao sirva de lio a todos ns para superarmos a iluso de classe de que vivemos no Estado de direto democrtico pois isto verdade apenas para a burguesia e seus filhos Que em 2014 possamos realizar mais lutas e conquistas para o nosso povo Despeome com o pensamento inesquecvel do combatente da democracia socialista e da soberania dos povos da Amrica Latina Ernesto Che Guevara Se voc capaz de tremer de indignao a cada vez que se comete uma injustia no mundo ento somos companheiros Por um feliz 2014 Serginaldo Querino dos Santos Olinda 01 de janeiro de 2013 Parabns pela fora Serginaldo Esse ano de 2014 o MLB ter muitas mais lutas pela frente ento preparese pra maiores perseguies Mas fora companheiro estaremos contigo At a vitria final O shopping Ptio Higienpolis localizado no bairro de mesmo nome na cidade de So Paulo entrou na justia requerendo o direito de apreender menores de idade desacompanhados e entreglos Polcia Militar vale lembrar que o bairro ficou marcado por protestos em 2011 quando moradores se posicionaram contra a construo de uma estao de metr com a justificativa de que isso atrairia gente diferenciada se referindo aos pobres que passariam a ter acesso ao bairro Apesar de ser frequentado por adolescentes moradores do bairro brancos e oriundos da classe mdia paulistana o alvo do pedido so as crianas em situao de rua alegando que os mesmos intimidam os tradicionais frequentadores do estabelecimento um salvoconduto para efetivar no estabelecimento uma genuna higiene social A juza Mnica Gonzaga Arnoni da 1 Vara da Infncia e da Juventude da capital negou o pedido alegando tentativa do shopping de obter um salvoconduto para efetivar no estabelecimento uma genuna higiene social completou ainda demonstrando que a poltica se adotada lembraria a doutrina separados mas iguais em vigor durante a segregao racial nos EUA Por fim a magistrada destacou ainda a capacidade econmica do shopping em criar programas de auxlio queles indesejveis pelo empreendimento As prticas segregacionistas tm origem na formao do bairro que foi ocupado ainda no sculo XIX pela aristocracia do caf fazendeiros empresrios Por isso apesar do shopping ter sido construdo por muitas mos negras a populao preta s bemvinda no espao se for para limpar o cho ser atendente nas lojas ou garantir a segurana da branquitude que frequenta o local Apesar do impacto causado pela tentativa de segregao racial via sistema judicirio importante ressaltar que a segregao atravs das demarcaes territoriais j est em vigor h sculos no pas Com o processo de colonizao e mesmo aps a falsa abolio alguns espaos foram destinados exclusivamente elite paulistana e por consequncia so nesses bairros que foram construdos os parques as reas de lazer e at mesmo os empreendimentos comerciais direcionados apenas queles com alto poder aquisitivo O advogado do shopping Daniel Bialski lamentou que tenha pegado uma juza com cabea diferente e por isso ir recorrer da deciso alm de garantir que os seguranas do shopping continuaro a intervir se as crianas e adolescentes causem transtorno aos frequentadores Jorge Ferreira Redao Distrito Federal Foto Reproduo Pedro Batista representando o Comit Antiimperialista General Abreu e Lima reiterou coloca o povo brasileiro est junto e solidrio no enfrentamento do governo terrorista de Trump Heba Ayyad palestina que vive a vrios anos no Brasil comentou Ns sempre buscamos a paz No queremos uma terceira Guerra Mundial mas ele Trump est provocando O assassinato de Soleimani representa uma ao do imperialismo norte americano em busca do petrleo iraniano disse Guilherme Amorim representando a Unidade Popular As organizaes presentes tiveram a oportunidade de deixar um registro no Livro de Condolncias a ser encaminhado para o governo do Ir o partido da Unidade Popular tambm deixou seu recado segue a transcrio Braslia 6 de janeiro de 2020 O partido da Unidade Popular pelo Socialismo vem por meio deste apresentar suas condolncias ao povo iraniano pelo ataque terrorista provocado pelo governo imperialista dos Estados Unidos Manifestamos votos de paz em nome dos brasileiros e brasileiras que lutam por uma sociedade sem a explorao do homem pelo homem uma sociedade Socialista Partido da Unidade Popular pelo Socialismo UP Estamos numa poca em que o futebol esporte to amado pelo povo foi transformado em mercadoriaEm que o povo brasileiro vai s ruas em plena Copa das Confederaes protestar pela reduo das passagens de nibus contra os superfaturados gastos bilionrios com os estdios contra a interferncia da Fifa na soberania nacional contra as remoes dos pobres que moravam nas reas onde os estdios foram construdosNuma poca em que o futebol tem sido instrumento de corrupo lavagem de dinheiro enriquecimento de uma minoria refgio para agentes da Ditadura Militar Pois bem nada mais oportuno ento do que resgatar o nome de um cidado consciente engajado militante amante do futebol e profissional bem sucedido como tcnico e comentarista esportivo preciso que a juventude rebelde conhea e se mire no exemplo de Joo Saldanha Joo Alves Jobim Saldanha j nasceu lutando no dia 3 de julho de 1917 ano abenoado em que os bolcheviques tomavam o poder na Rssia instalando o primeiro governo popular da Histria que construiria a primeira experincia de socialismo cientfico na vida humana No No quero dizer que o menino j nasceu comunista que o casal que o gerou Gaspar Saldanha e Jenny Jobim Saldanha estava refugiado no Uruguai por conta de sua participao no enfrentamento dos maragatos contra os chimangos no Rio Grande do Sul Voltou pouco tempo depois s terras gachas e aos seis anos de idade ajudava os irmos mais velhos Aristides e Maria a carregar armas e munies por baixo da roupa Maragatos x Chimangos Um breve intervalo para compreendermos melhor essa luta Comeou em 1893 com os maragatos defendendo uma Federao com maior autonomia para os Estados considerando que o governo central exercia um controle quase absoluto negando na prtica a Repblica Federativa proclamada em 1889 O apelido tem origem no fato de que os lderes da Revoluo Federalista estiveram exilados no Uruguai numa regio chamada de Maragateria Defendendo o Governo Central estavam os PicaPaus assim denominados por conta de um chapu branco que deixava suas cabeas parecidas com a do pssaro O conflito terminou em 1895 com a derrota dos maragatos Mas estes no desapareceram Retomaram o combate em 1923 contra o governo de Borges de Medeiros Este era acusado de fraude eleitoral corrupo e represso agindo como verdadeiro ditador A luta durou 11 meses terminando em dezembro com uma negociao intermediada pelo Governo Federal Borges permaneceu no Governo mas foram abolidas a reeleio e a indicao de intendentes prefeitos Os defensores do Governo do Estado foram denominados chimangos uma ave de rapina parecida com o carcar Futebol e Militncia A famlia mudouse para o Paran onde morou em vrias cidades do interior fixandose finalmente em Curitiba a dois quarteires do Atltico Paranaense O gosto pelo futebol comeou ali jogando com os meninos da vizinhana e assistindo aos treinos atleticanos Uma curiosidade no curso primrio teve como colega de escola um garoto que se tornaria personagem marcante na Histria do Brasil Jnio da Silva QuadrosNova mudana agorapara o Rio de Janeiro em 1931Joo Saldanha tinha 14 anos Aos 18 conseguiu mudar seu registro de nascimentooficializandose como natural de Alegrete RS onde a famlia vivia antes de deixar os pampas No Rio continuou seus estudos cursou a Faculdade de Direito ingressou no PCB ento denominado Partido Comunista do Brasil e jogou profissionalmente pelo Botafogo pouco tempo parando aps fraturar uma perna O cronista Rubem Braga assim o descrevia Um cara que no perdeu aquele topete gacho e incorporou muito da malcia carioca E Nelson Rodrigues escritor e teatrlogo deulhe uma alcunha Joo Sem Medo Na fase mais dedicada militncia poltica no PCB Joo Saldanha foi assistente poltico do grupo que conduziu a guerrilha camponesa do Porecatu no Paran 19471951 ele era o Professor Siqueira lembra JeaneteGouvea que o conheceu na poca e escreveu sobre esta revolta para o jornal A Verdade n 67 Com larga experincia na redao dos jornais e boletins clandestinos do PCB Saldanha estreou como comentarista esportivo no Rdio Nacional tendo se tornado muito popular e festejado pelo modo enftico e simples de comentar e pela criao de frases inesquecveis que se tornaram bordes populares a exemplo de Se concentrao ganhasse jogo o time da peniten
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ciria seria campeo e Se macumba ganhasse jogo o campeonato baiano terminaria empatado Em 1957 o Botafogo o convidou para tcnico Ele no tinha experincia mas o clube ganhou o campeonato estadual Mais um xito profissional Na Copa do Mundo de 1966 o Brasil teve um fraco desempenho A imprensa o povo todo criticava Era geral o descrdito para a Copa de 1970 Joo Saldanha tambm criticava mas de forma construtiva dava sugestes A direo da CBD Confederao Brasileira de Desportos pensou uma cartada Ele era superrespeitado como comentarista tinha levado o Botafogo vitria como tcnico Ento que venha comandar a Seleo Brasileira Joo Sem Medo aceitou o desafio E disse S vou convocar feras Por isso a imprensa batizou a seleo como As Feras do Saldanha E eram Pel Tosto Grson Rivelino Carlos Alberto Torres Jairzinho Ademir era um grande jogador dolo da torcida palmeirense Na seleo mando eu O Brasil vivia sob ditadura militar Quando Saldanha foi convocado o ditador de planto era o general Artur da Costa e Silva que mantinha uma fachada democrtica Mas 1968 foi um ano de grandes mobilizaes de massa especialmente do movimento estudantil e em dezembro veio o AI5 o golpe dentro do golpeA dita que alguns consideravam branda endurece de vezUma polmica alis incua porque como bem definiu o poeta dita sempre dita tanto faz dita mole ou dita dura tanto faz pois Em agosto de 1969 Costa e Silva considerado da ala moderada das Foras Armadas adoece Assume uma Junta Militar e a seguir nomeado para a chefia da Ditadura o general Emlio Garrastazu Mdici Este no simpatizava com um comunista dirigindo a Seleoespecialmente quando convocou a CBD para uma reunio e Joo Saldanha no compareceu Ele justificou Eu no teria prazer em apertar a mo de um homem que tinha matado vrios amigos meus No sei se foi ele quem mandou ou deixou O caso que coincidentemente trezentos e tantos morreram naquele Governo o mais assassino da Histria do Brasil As eliminatrias foram um sucesso mas uma semana antes da Copa de 1970 Joo Saldanha demitido A verso corrente assumida pelo prprio Saldanha que Mdici queria mandar em tudo e comeou a pressionar em favor da convocao de jogadores de sua preferncia especialmente Dario Maravilha Atltico Mineiro pois queria agradar Minas Gerais Segundo Saldanha Dario era um bom jogador Era de alto nvel mas no de to alto nvel como os jogadores de que a Seleo Brasileira precisava Mdici pressionava a diretoria da CBD e esta transmitia a presso para Joo Saldanha at chegar ao ponto de Joo Havelange dizer Joo no podemos aguentar mais Pelo amor de Deus convoque Dario Se convoco Dario eu ia me avacalhar No me avacalhei H um boato no comprovado de que a cpula do regime se reunira para debater o tema Joo Saldanha Houvera uma diviso Parte considerava que no ficava bem a taa ser levantada por um comunista Outra parte afirmava que o Partido teria decidido que a Seleo no poderia ser vitoriosa pois isto serviria de propaganda para o Governo A minoria confiava em Saldanha e acreditava que ele no se submeteria a presso de ningum Por via das dvidas foi decidido demitilo A ordem de convocar Dario teria sido apenas um pretexto O fato que veio a demisso Assume Zagallo s vsperas da Copa Manteve o mesmo time S teve o trabalho de levantar a taa Um desempenho fenomenal As Feras de Saldanha tiveram no Mxico levando o Brasil ao tricampeonato mundial Joo Saldanha voltou sua funo de comentarista renomado e continuou militando no PCB at o fim da vida que aconteceu em 12 de julho de 1990 em Roma onde fora cobrir a Copa do Mundo por conta de um enfisema pulmonar O Brasil caiu nas oitavas de final Notas Fontes de Consulta Bruno Cerutti Curitiba INTERNACIONAL Nas ltimas semanas moradores de Montevidu e regio metropolitana territrio com mais de um milho e meio de habitantes esto recebendo nas torneiras de suas casas gua com gosto estranhamente salgado A mudana veio depois de uma medida da Unidade Reguladora de Servios de gua e Energia URSAE que aumentou temporariamente os nveis de sdio por litro de gua que a OSE Obras Sanitrias do Estado pode fornecer aos habitantes da capital uruguaia elevando de 200 para 440 miligramas Mais que dobrando o aumento deve permanecer por pelo menos at julho Entidades de acompanhamento e monitoramento da qualidade das guas no mundo dentre elas a Organizao Mundial da Sade OMS emitiram alerta sobre essas populaes privadas de gua potvel A comisso nacional em defesa da gua e da vida se pronunciou atravs de seu presidente o antroplogo Carlos Santos O Uruguai que foi o primeiro pas do mundo a incluir por iniciativa popular o direito humano a gua em sua constituio acaba de adotar uma srie de medidas que determinam a nopotabilidade da gua do sistema metropolitano A medida veio como uma tentativa de conteno emergencial da crise hdrica que o pas vem sofrendo A represa de Caneln Grande a 61 km de Montevidu apresenta os menores nveis desde que se iniciaram os registros em 1949 O pas sofre com uma seca histrica pelo terceiro ano consecutivo e movimentos sociais denunciam que no so fenmenos naturais como o el nio ou a la nia Milhares de pessoas foram s ruas da capital uruguaia para protestar pelo seu direito e cobrar as autoridades respostas concretas sobre as mais flagrantes contradies Por que um pas localizado sobre o maior reservatrio de gua doce do mundo um pas que tirou o seu nome justamente de um rio que foi o primeiro a garantir gua para todos na letra da Lei infringe tamanho castigo ao seu povo A situao de seca indita est sendo causada por empresas florestais a principal delas a estatal finlandesa UPM que cultivam no solo uruguaio mais de 250 mil hectares cerca de um quarto do territrio de eucalipto para suprir enormes usinas de celulose que abastecem o mercado internacional A vegetao invasora utiliza toda a capacidade de gua do solo e no repe diminuindo consideravelmente o regime de chuvas da regio Com as bacias hidrogrficas no resistindo e se enfraquecendo o mar avana muito mais adentro do Rio da Prata causando o aumento da quantidade de sal da gua o que torna mais difcil e caro e seu tratamento As plantas de dessalinizao de gua no receberam o investimento necessrio para se adaptar apesar dos muitos avisos o que obrigou os rgos reguladores a aumentar os nveis de sal na gua para no cortar o abastecimento O governo de extremadireita de Lacalle Pou recomendou atravs de seu ministrio da sade que quem tiver condies que consuma preferencialmente gua engarrafada especialmente pessoas com doena renal crnica insuficincia cardaca cirrose e grvidas Tudo isso somente evidencia a chaga colonial que carregam os pases latinos sendo continuamente explorados por pases que enriqueceram saqueando e escravizando esses e todos os outros povos do globo A polcia de Nova York agiu com grande violncia para retirar os militantes do movimento Occupy Wall Street A ordem foi dada pelo prefeito de Nova Iorque Michael Bloomberg Vrios ativistas denunciaram a represso policial acusando os agentes de envergarem equipamento antimotim e de bloquearem as ruas adjacentes impedindo a populao de se manifestar Prefeitura mantm contrato milionrio com empresa terceirizada que ignora direitos trabalhistas e paga salrios baixos Por isso trabalhadores decretaram greve que foi respondida com represso e demisses Mas a categoria continua na luta Jean Siqueira e Marta Fontenele A Prefeitura de Jundia mantm um contrato de R 90 milhes com as empresa Trail Infraestrutura Tecilix Servios Urbanos e Tecipar Engenharia e Meio Ambiente que prestam servios de manuteno e limpeza urbana na cidade O contrato entre essas empresas e a prefeitura prev pagamentos mensais da ordem de R 75 milhes sendo que a Prefeitura de Jundia paga em dia Porm aos trabalhadores esto sendo negados direitos bsicos como salrio digno pontualidade no pagamento e condies de trabalho condizentes com a atividade que oferece riscos sade e exige muita resistncia fsica para sua execuo Aps tentarem um acordo com a Trail os trabalhadores terceirizados anunciaram uma paralisao na segundafeira 2401 Na pauta de reivindicao eles pedem por exemplo a melhoria dos equipamentos de proteo individual EPIs pois fazem uso de luvas inadequadas ao servio o que os expe a muitas contaminaes e acidentes At mesmo o protetor solar fornecido que considerado um EPI dado exposio solar e a incidncia de cncer de pele nestas categorias de baixa proteo e entrou na pauta das reinvindicaes Isso evidencia a grave situao de desrespeito sade dos coletores que so responsveis pela limpeza de uma cidade industrial com arrecadao mensal de R 3 bilhes Os trabalhadores se reuniram com a empresa no mesmo 24 de janeiro quando foi firmado um acordo para atendimento das reivindicaes Trabalhando de sol a sol submetidos a acidentes e contaminaes sem luvas de proteo adequadas e protetor solar abaixo do indicado o salrio pago para esses trabalhadores de R 1492 No acordo a comisso de greve solicitou a equiparao com Cajamar onde o salrio de R 1980 Reunidos em nova assembleia no dia 27 de janeiro os trabalhadores da limpeza urbana de Jundia decidiram por maioria continuar a paralisao por melhoria salarial e condies dignas de trabalho Na manh do dia 28 de janeiro a Trail Infraestrutura descumpriu o acordo e demitiu oito dos trabalhadores alm de enviar comunicados aos demais em claro sinal de intimidao ao direito de greve A Prefeitura por sua vez lavou as mos e ignorou seu papel social e a responsabilidade solidria uma vez que ao terceirizar a gesto de servios pblicos a empresa contratante tambm tem responsabilidades e emitiu uma nota pblica cobrando da empresa o retorno dos servios de coleta de lixo forando indiretamente a demisso dos trabalhadores Procurados pela redao do Jornal A Verdade a Prefeitura informou que o atendimento imprensa encerra o expediente s 17 h e que mantm um formulrio no site para solicitaes de informaes de carter pblico a jornalistas sem prazo estipulado para respostas Demonstrando exausto fsica os trabalhadores terceirizados da Trail em Jundia alegam no ter mais como sobreviver com um salrio de R 1492 Sem casa prpria a maioria paga aluguel ou compe a renda mensal familiar com outro membro da famlia Com a carestia imposta pela poltica genocida de Guedes e Bolsonaro e agravada pela pandemia est impossvel para a classe trabalhadora manter a alimentao a conta de luz gua gs e as despesas bsicas J que com o salriomnimo de 1212 reais impossvel comprar uma cesta bsica e pagar todas as contas O direito greve uma conquista da classe trabalhadora e que no vai ser revogada por meia dzia de milionrios que se acham donos da cidade Todo apoio paralisao dos trabalhadores da limpeza urbana de Jundia Pela reintegrao dosas trabalhadoresas demitidos A operao no somente foi manchete do noticirio econmico como tambm impactou associaes e sindicatos de funcionrios e bancrios que se manifestaram questionando o suposto favorecimento dado pelo Banco do Brasil ao BTG PACTUAL fundado por Paulo Guedes nesta transao e cobrando a transparncia desta informao Pela primeira vez na histria do Banco do Brasil fundado em 1808 h mais de 200 anos o banco cedeu carteira de 3 BILHES de reais em crditos perdidos pelo valor nfimo de R 371 milhes para o BTG PACTUAL banco fundado por Paulo Guedes Ministro da Economia e posto Ipiranga do fascista Jair Bolsonaro Em resumo o BTG Pactual comprou R 3 bilhes de crditos pblicos podres por 10 dez por cento do seu valor R 300 mil Estes crditos pblicos chamados de podres no tiveram sua origem divulgada faltando transparncia podendo se tratar de crditos fceis de serem recuperados o que resultaria em um lucro significativo A operao pode ser exemplificada como se um cidado comum comprasse crditos pblicos podres de R 3000000 por R 30000 e conseguisse recuperar R 1000000 lucrando R 970000 com a operao Pelo valor lucrado pelo banco BTG Pactual R 27 Bilhes daria para construir 270 hospitais de campanha de R 10 milhes com 54 mil leitos o que poderia ter evitado pelo
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menos 54 mil mortes pelo covid19 Ainda caso os R 27 Bilhes lucrados fossem investidos em respiradores de R 100 mil poderiam ter sido comprados 27000 equipamentos evitandose 27 mil mortes motivadas pela pandemia Em meio a uma grave crise econmica na qual Bolsonaro se recusou a pagar R 200 de auxlio emergencial aos brasileiros vindo o povo a reagir pressionar e conquistar com muita luta e presso popular o valor de R 600 de auxlio emergencial do Congresso Nacional um banco privado lucra em um dia 27 BILHES o equivalente ao benefcio de auxlioemergencial de 45 milhes de brasileiros e brasileiras A operao de valor e tamanho indito no mercado financeiro brasileiro se deu sem licitao ou qualquer processo que possibilitasse a concorrncia ou a disputa entre outros bancos A concorrncia um dos valores mais primordiais do neoliberalismo corrente da economia defendida por Paulo Guedes que sempre desrespeitada em detrimento do monoplio do capital como no caso em questo A equipe do Jornal A Verdade entrou em contato com Funcionrios do Banco do Brasil que preferiram no se identificar e estes denunciaram que ao questionarem a lisura e a honestidade de tal operao aos seus superiores os mesmos reagiram com autoritarismo sem transparncia ou explicaes sobre a operao Inmeros sindicatos da categoria dos bancrios no pas viram com estranheza tal operao e acreditam se tratar de operao suspeita que visa beneficiar Paulo Guedes e seu banco BTG Pactual pois se trata da primeira operao da histria em que se cede tamanho valor para um banco fora do conglomerado de bancos controlado pelo Banco do Brasil Para Joo Fukunaga diretor executivo do Sindicato SPBANCARIOS e coordenador da Comisso de Empresa dos Funcionrios do Banco do Brasil CEBB tratase de uma operao no mnimo suspeita A venda da carteira de crdito para o BTG Pactual dita de vanguarda bastante suspeita ao beneficiar pela primeira vez um banco fora do conglomerado e que justamente foi criado pelo ministro bolsonarista Como saber se o BB no est sendo usado para interesses escusos do Paulo Guedes questiona o dirigente 1 A Economista Ctia Uehara DIEESE ao ser questionada sobre a suspeita da transao apontou falta de transparncia no lucro que o BTG ir obter Uehara afimou que como justificado pelo BB a cesso de crditos podres feita periodicamente com o objetivo de limpar os balanos reduzir os custos e o ndice de inadimplncia das perdas das carteiras A seguir anexamos a cpia do documento obtido pelo JORNAL A VERDADE emitido pelo Banco do Brasil para justificar a operao Importante lembrar que bancos pblicos como a Caixa e Banco do Brasil desempenham papel fundamental na economia brasileira pois no visam o lucro diferente de bancos privados como Ita Bradesco BTG Pactual sendo fomentadores de polticas pblicas e redutores de desigualdade social tendo sido importantes aliados da construo de moradias populares 26 milhes de moradias entregues pelo Programa Minha Casa Minha Vida e do crdito para agricultura familiar 70 do crdito do volume de crditos concedidos para a agricultura familiar Bancos pblicos so essenciais porque h atividades e setores econmicos que os bancos privados no tm interesse em participar Bancos pblicos so necessrios para viabilizar polticas econmicas e sociais de governos e para financiar setores e segmentos especficos Essas instituies pblicas so imprescindveis para o desenvolvimento do pas e para aumentar o bemestar social Assim fica evidente que o governo fascista de Bolsonaro no possui nenhum compromisso com os interesses do povo brasileiro permitindo que a burguesia representada pelo Banqueiro Paulo Guedes faa o que quer com o pas e sua economia independente dos prejuzos enormes que ir gerar para os milhes de trabalhadores dando prosseguimento a cartilha liberal da economia iniciada por FHC de reduo mxima do Estado de Bem Estar Social sem se importar com os indicadores sociais desigualdade social desemprego em massa dficit habitacional e carestia da vida entre outros direitos fundamentais A defesa dos bancos pblicos e da estatizao do sistema financeiro para que no apenas o trabalho seja socializado mas tambm a riqueza produzida pelos trabalhadores seja compartilhada entre os trabalhadores e investida em moradia sade educao esporte cultura lazer e nos demais interesses do povo cabe ao povo brasileiro nas ruas organizando a resistncia e lutando por uma sociedade socialista onde tudo no seja transformado em mercadoria e um banco privado no lucre em um nico dia 27 Bilhes de dinheiro pblico sem prestar contas ao povo 1 httpsspbancarioscombr072020bbcedecarteiradecreditoaobtgemmeionovaameacadeprivatizacao Ento foi um excelente negcio Eram ttulos podres A transao est dentro da legalidade Haaa isso que vo averiguar Certo Esto preocupados com os acionistas Ou com um banco que no faz parte do cartel atual de banqueiros Vamos ver no que o BTG vai colocar no mercado financeiros em ralao a linhas de crdito n Pois com um lucro assim mostra ter condies de trazer mudanas no mercado financeiro Vamos ver se h irregularidades ou se vo inventar algumas Nos dias 18 e 19 de novembro na cidade de Ibarra Equador ocorreu o 10 Congresso da Juventude Revolucionria do Equador JRE O encontro teve a participao de mais de 600 delegados de 22 provncias daquele pas alm de delegaes da Colmbia Peru Venezuela e Turquia O Brasil esteve representado por Rafael Coleto da Unio da Juventude Rebelio UJR A JRE uma das principais organizaes de jovens revolucionrios da Amrica Latina Alm de reafirmar a defesa da revoluo e do socialismo cientfico denunciou o governo autoritrio do presidente equatoriano Rafael Correa Numa conjuntura de crescentes lutas da juventude o congresso decidiu por unanimidade que a luta central da JRE pelo socialismo cientfico e pelo fim da explorao do homem pelo homem O congresso tambm elegeu uma nova direo nacional para a organizao que ter como presidente o camarada Enver Orna grande combatente revolucionrio que j presidiu a JRE em sua provncia alm de j ser membro da direo nacional da Juventude Revolucionria Pais de Marcelo Rivera participam Acusado injustamente de terrorismo pelo governo do presidente Rafael Correa Marcelo Rivera expresidente da JRE e militante do Partido Comunista MarxistaLeninista do Equador PCMLE est preso h dois anos por lutar por uma universidade de qualidade para o povo equatoriano Recentemente apesar de ter bom comportamento e ter cumprido todos os preceitos legais para reduzir sua pena a Justia negou sua liberdade deixando claro que no existe democracia no capitalismo e que Rivera sim um preso poltico no Equador Para fortalecer a campanha por sua liberdade j que Rivera para conquistla precisar alm de cumprir a pena pagar uma multa de cerca de R 540 mil seus pais participaram do congresso da JRE Eles estiveram em todos os 15 grupos de debates para dizer aos participantes que seu filho est preso injustamente que Rivera um lutador como todos os integrantes do congresso e para pedir a solidariedade daqueles jovens causa de sua libertao Durante a plenria final do congresso os pais de Rivera estavam na mesa e havia uma urna para que os delegados mandassem cartas para ele Para a surpresa de todos o camarada Marcelo Rivera que enviara uma mensagem de saudao ao congresso telefonou e falou pelo vivavoz com todos os presentes reafirmando que espera sua liberdade para voltar a lutar nas ruas pelo socialismoNesse clima de combatividade e de solidariedade ao companheiro o congresso decidiu que uma das principais tarefas da JRE a luta pela liberdade de Rivera Da Redao Redao RS No dia 4 de dezembro foi realizado na cidade de Passo Fundo o I Encontro de Estudantes da Regio Norte do Estado do Rio Grande do Sul com o objetivo de debater as principais demandas da juventude e organizar as lutas na regio O encontro contou com a participao de estudantes de diversas escolas institutos federais e universidades Na parte da manh foi realizada a mesa de abertura e um debate sobre a conjuntura A mesa foi presidida pela companheira Maria Fernanda Kemmerich representando o Movimento Correnteza e contou com a presena de Sam Paz secretriageral da Unio Estadual de Estudantes do Rio Grande do Sul UEERS Leonardo de Carvalho diretor da Federao Nacional de Estudantes de Ensino Tcnico FENET Laryssa Mattias Ferreira representando o Movimento de Mulheres Olga Benario Thain Battesini professora do estado da coordenao estadual do Movimento Luta de Classes MLC Eva Valria vereadora de Passo Fundo PT Priscila Voigt presidenta estadual da Unidade Popular UP e Marcos Vincius Colle presidente do DCE da IMED universidade que sediou o evento Na mesa de conjuntura esteve presente o companheiro Carlos Henrique representando a Unio da Juventude Rebelio UJR e foi realizado um debate sobre a realidade da juventude sobre como enfrentar as dificuldades colocadas pela pandemia na educao e pelos diversos momentos da vida dos estudantes bem como sobre a necessidade de unir a juventude para derrubar o governo Bolsonaro e derrotar o fascismo Foram realizadas ainda diversas intervenes artsticas incluindo declamao de poemas e apresentao musical Aps o almoo realizaramse grupos de debate de variados temas como o combate s opresses o acesso universidade o direito cidade o acesso cultura esporte e lazer o direito ao passe livre estudantil o movimento estudantil e a necessidade de se organizar e construir os grmios estudantis diretrios e centros acadmicos e DCEs Sumariamente vamos tentar desenvolver uma contribuio para o estudo do imperialismo A principio tentaremos expor o mais simplesmente possvel os laos e as relaes existentes entre as caractersticas econmicas fundamentais que se encarnam de imperialismo e se desdobra cotidianamente enquanto necropoltica forma de resoluo de um trabalho sujo com direito de escolha entre quem deve morrer ou viver normalizado nas periferias de um sistema que produz uma humanidade suprflua Atestamos que o estado de esprito j no mais o mesmo e denotamos de uma realidade cabida no desenvolvimento do capitalismo tardio a qual gerou farsadamente o capital constante em detrimento do centro capitalista Pensamos aqui uma realidade local especfica a qual definir a zona de influncia de seu territrio era essencial para realizar sua mercadoria aps a retirada de todas as riquezas que nela havia deixava de ser terra No decorrer dessa disputa territorial a especulao adentra a realidade local em determinado momento guiada por um grupo de milcias trocando balas e facas So eles representantes no s da mercadoria da guerra como tambm de um esprito beligerante autodestrutivo e fascista assumindo as ferramentas reformadoras para a glria do capital No queremos nos embaraar em relaes anteriores que nos defrontam ao fim do mundo relaes de domnio e violncia formuladas nas referncias ao patriarcado e racismo recorrentemente expressas no cotidiano Implicase na fase recente do capitalismo guiado por usar a ficcionalidade especulativa Por outras palavras o antigo capitalismo sucumbiu o capitalismo da livre concorrncia com este regulador absolutamente indispensvel que era a bolsa desaparece para sempre junto a seu futuro irrealizvel Uma gama de relaes sociais gerada nessa transio a qual vivemos e nos surge novamente a questo para a que tende esta transio a constituir o capitalismo atualmente Ao consumo do mundo e a eliminao sumria da humanidade suprflua que ele produziu Iniciase em 2008 com a crise da bolha a acelerao deste processo de decomposio escamoteando as relaes de produo com a poltica econmica terminando pois de inverter diretamente a Constituio do pas em detrimento da produo evidente que as aes de um punhado de monopolistas intermedirios de seus prprios bancos particularmente os operadores mais importantes do mundo financeiro esto encurralados neste momento A autogesto das comunidades tem mostrado como o poder de ao se encontra descentralizado isto cuja influncia se estende a um maior nmero de localidades a recanto perdido a vastos contingentes do povo A prpria ao que o banco realiza a bolsa a especulao do Estado com esforos medidos para salvar as vidas em risco neste momento Iludemse aqueles que acreditam em promessas de resolues pela vida daqueles que no garantiram uma escola de qualidade e podemos dizer que elas passaram a tomar as rdeas das aes de combate ao vrus a exemplo das aes desenvolvidas nas universidades As conscincias das trabalhadoras e dos trabalhadores esto em disputa para a realizao da valorizao do valor permitindo o capital reproduzirse ampliadamente O processo mais simples ao ser terceirizado frequentemente se enquadra em uma condio de superexplorao As vantagens desse sistema so evidentes ao ponto de serem encobertos nessa sociedade A cara que o isolamento do presidente do pas tem hoje possui significao econmica ou se no a histeria econmica se imputaria ao risco de ver os corpos dos infectados sendo carregados caso no se fizesse o isolamento social A risca o prprio do capitalismo dissociada forma valor o imperialismo ou domnio do capital financeiro a fase superior do capitalismo a se transicionar consumindo repetidamente o futuro Podemos avaliar esta dimenso ao viver sucessivas catstrofes em menos de
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10 anos Quase em todo o resto do mundo de uma forma trabalhadora ou notrabalhadora h contribuintes ou devedores destes crimes No frenesi econmico do inicio do novo milnio o Brasil importou diversas bolsas do capital fictcio Aqueles que o fizeram partilham do pas s custas dos que trabalham para realizar a reproduo do capital Pela primeira fez o mundo se encontra inteiramente conectado de tal modo que unicamente se poder por questes de novas aes de transmisses estratgicas em todos os territrios e se tomado xito de territrios sem donos Lembramos da importncia ao nivelamento da histria no mundo das ltimas dcadas onde se reproduziu amplamente este sistema pressionando os indivduos pela mesma lgica simplificada de reproduo para garantir os meios de consumo bsicos para a vida quando no superexplorados pois nem a garantia a meios de consumo bsico lhe pagam Paradoxalmente hoje a produo mostrase com a falta de matriasprimas industriais entravando o processo de realizao de mercadorias juntamente a vida no mundo agora suspensa A cpula do Estado esforase para equilibrar a irracionalidade de reproduo ampliada de bolsas fictcias Enxertando aqui o interesse do capital fictcio nas fontes de matrias primas j conhecidas os presdios se tornam as casernas onde o sistema produtor consegue operar para atender a nsia da ampliao da maisvalia sem perceber o que o desassocia Enfim o que est posto encarnado para quem mais quiser ver como as promessas de mercadorias ainda no avaliadas no podem se realizar enquanto valor para acumulao em detrimento da vida Ser necessrio perguntar se h remediao no terreno capitalista Os investimentos em guerra incorporado friamente nas periferias levam ao desenvolvimento das foras produtivas e a acumulao de capitais So estes que partilham de zonas de influncia no capitalismo brasileiro A dimenso gigantesca do capital fictcio concentrada na mo de poucos aperta os vnculos da reproduo ampliada relacionada diretamente s condies de arrecadao dos meios bsicos de consumo pelas trabalhadoras e trabalhadores Contudo o capital financeiro esfola duas vezes o mesmo boi primeiramente a superexplorao diria promovida nessa campanha modernizante de flexibilizao do trabalho em seguida a privao de defesa vida em detrimento de uma taxa de lucro nunca satisfeita Quais perspectivas ultracapitalistas nesse esprito eminentemente reacionrio a esperana e a paz orientam o futuro No se sabe se haver futuro Os representantes do Estado ou das mercadorias como preferirem celebram alianas a fim de salvaguardar ou ampliar suas possesses e os interesses das suas zonas de influncia nem que sejam cibernticas No h o que reconciliar Aparecem por toda parte tendncias para a liberdade unidas no lamaal da dominao Tal irracionalidade encarnada nos restos putrefatos do presidente Bolsonaro no pode conservar sua dominao seno multiplicando sem cessar as suas foras militares policiais reproduzindo exatamente em um setor especfico de trabalho simples e ampliadamente o capital dando condies de consumo pessoal a estas trabalhadoras e trabalhadores da segurana A crtica ao imperialismo est impregnada A tendncia incompatvel do sistema produtor atual atenuando suas contradies tentar se manter preciso no seio do movimento comunista uma unidade comprometida sua abolio Daqui a 90 dias comea a vigorar a Reforma Trabalhista aprovada de forma forjada pelo Senado Federal e pela Cmara dos Deputados Com a reforma os patres a classe capitalista iro pagar salrios mais baixos podero impor a jornada de trabalho que desejarem ao operrio implantar a terceirizao em todos os setores da economia e at obrigar mulheres grvidas e lactantes a trabalharem em condies insalubres Tratase do maior retrocesso nos direitos dos trabalhadores brasileiros nos ltimos 100 anos Um dos absurdos dessa reforma adotar jornada intermitente em pleno sculo 21 Ou seja em vez de o trabalhador ser contratado para uma jornada de oito horas por dia como est na Constituio o patro tem as mos livres para explorlo como quiser podendo convoclo apenas alguns dias por semana e sem continuidade alm de no ser obrigado a depositar o FGTS Fundo de Garantia por Tempo de Servio a Previdncia ou o pagamento das frias O trabalhador fica totalmente desprotegido sem nenhum direito e ter enormes dificuldades para comprovar o tempo de trabalho para se aposentar Este um dos maiores crimes que j se cometeu em nosso pas contra o trabalhador Aumento dos privilgios dos patres Tambm no ser mais necessrio que a homologao das demisses passe pelos sindicatos o que significa que os patres podero pressionar e roubar os trabalhadores sem nenhuma fiscalizao A reforma ainda permite ao patro alegar que a demisso foi de comum acordo e pagar apenas metade da indenizao devida Tem mais com a reforma os trabalhadores embora sejam pobres sero obrigados a pagar mais de dois teros das custas do processo para reclamar seus direitos na Justia do Trabalho embora tenha sido o empresrio quem demitiu e no pagou o que era correto Na prtica com a reforma jogase no lixo a Consolidao das Leis do Trabalho CLT At a Organizao Internacional do Trabalho OIT denunciou que essa mudana da legislao trabalhista no Brasil desrespeita as convenes internacionais de nmero 98 negociao coletiva 151 servidores pblicos e as convenes 154 e 155 segurana e sade dos trabalhadores Para a OIT os Estados membros tm a obrigao de cumprir e garantir os acordos ratificados e no desrespeitlos Na realidade a Reforma Trabalhista foi feita exclusivamente para atender os interesses da burguesia da classe capitalista Prova disso que 74 dos senadores que votaram a favor da reforma so empresrios O restante os outros 13 embora no declarem tm empresas em nomes de seus familiares Alis o atual presidente do Senado senador Euncio Oliveira CE dono entre outras de uma empresa de limpeza transporte e segurana A mentira da livre negociao Os empresrios e seus economistas dizem que com a reforma haver uma livre negociao entre patro e empregado Acontece que na sociedade capitalista os meios de produo as fbricas as mquinas as terras e tambm bancos lojas e empresas em geral so propriedade de uma classe muito reduzida de pessoas a burguesia Logo os operrios para trabalharem so obrigados a vender sua fora de trabalho aos donos das empresas Do contrrio no tm trabalho viram pedintes ou morrem de fome Vejamos ento como ser essa livre negociao Os patres diro operrio voc quer trabalhar Temos um emprego para voc Agora as condies so essas jornada intermitente no assinarei sua carteira de trabalho voc no poder comprovar que trabalhou e s receber pelas horas que eu o convocar Ah voc mulher e est grvida ento vai trabalhar em condies insalubres Bem estamos numa democracia voc tem o direito de dizer no Diga logo se aceita a vaga ou no Lembrese que a fila anda Essa a modernizao das relaes de trabalho imposta pelo Governo Temer as Foras Armadas e o Congresso Nacional e que foi entusiasticamente comemorada pela Rede Globo e por todos os grandes meios de comunicao da burguesia Para se beneficiar da nova legislao os patres j comearam a demitir trabalhadores e trabalhadoras deitando por terra a mentira de que a reforma trabalhista geraria mais empregos De fato o nico emprego que tem aumentado no pas o informal aquele em que o trabalhador no tem carteira assassinada e o chamado por conta prpria ambos em condies extremamente precrias Somente nos ltimos dois anos 27 milhes de empregos com carteira assinada foram eliminados no Brasil e vrias empresas esto demitindo para contratar quando a nova lei passar a vigorar As empresas do chamado setor automotivo por exemplo demitiram mais de 6000 trabalhadores nos ltimos meses Os bancos os supermercados e vrias outras empresas tambm esto dispensando para contratar com base na draconiana reforma trabalhista e o Governo Federal quer demitir 5000 servidores pblicos Tudo isso quando se sabe que o pas tem quase 14 milhes de trabalhadores desempregados 24 milhes se incluirmos aqueles que esto fazendo bicos ou que cansaram de procurar emprego e no encontrar e 61 milhes de pessoas esto na lista de devedores porque no tm dinheiro para pagar suas dvidas No bastasse segundo a Fundao Abrinq 23 milhes de brasileiros de at 14 anos vivem na pobreza o dobro da populao de Portugal Mais enquanto nega um reajuste de 46 no Bolsa Famlia um custo que foi estimado em R 800 milhes o governo federal gasta R 407 bilhes com o pagamento de juros para enriquecer ainda mais os banqueiros nacionais e internacionais Mas enganamse os patres e seu governo ao pensarem que os trabalhadores baixaro a cabea a esse ataque aos seus direitos O nmero de greves tem crescido e ir aumentar ainda mais aps essa agresso dos patres No dia 29 de abril 40 milhes de trabalhadores cruzaram os braos foram s ruas e deixaram claro o tamanho da sua fora Uma nova greve geral foi marcada para o dia 30 de junho mas as centrais sindicais subornadas pela classe capitalista boicotaram a greve Entretanto a maior traio ainda no essa A Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdncia so apenas dois dos golpes que a grande burguesia nacional tem realizado contra a classe operria e os pobres em nosso pas Essa mesma burguesia entregou Olga Benario a Hitler cedeu as riquezas do Brasil ao capital estrangeiro permitiu que multinacionais e latifundirios tomassem posse das terras indgenas e dos camponeses organizou uma das Foras Armadas mais reacionrias da Amrica Latina promoveu diversos golpes militares ao longo de nossa histria inclusive o de 1964 que assassinou homens e mulheres da estatura de Manoel Lisboa Carlos Marighella Manoel Aleixo Iara Iavelberg Snia Angel Margarida Maria Alves alm de ter apoiado regimes como de Pinochet no Chile e ditaduras militares na Argentina e no Uruguai Deploravelmente vrias organizaes e partidos polticos que se dizem de esquerda defendem como soluo para os problemas do pas a aliana com essa burguesia nacional O prprio presidente da Cmara deputado Rodrigo Maia DEMRJ que retirou dos pores do Congresso essa reforma trabalhista foi eleito com o apoio do PCdoB No se trata de algo circunstancial Um dos lderes desse partido Aldo Rebelo lanou recentemente um manifesto defendendo a unio nacional com a burguesia O prprio Michel Temer chegou Presidncia porque deu um golpe mas tambm porque era vicepresidente de Dilma e do PT Tambm o atual ministro da Fazenda o banqueiro Henrique Meirelles autor intelectual das reformas foi presidente do Banco Central durante os dois governos de Lula E a justificativa para essa aliana com a grande burguesia pasmem que necessrio garantir a governabilidade Agora propagam que Diretas J a soluo para a crise No custa lembrar desde 1989 temos eleies diretas mas a escravido assalariada e a pobreza no acabaram e a classe capitalista aumentou ainda mais sua fortuna Explorao ou libertao Tambm h outras organizaes de esquerda que falam em socialismo mas defendem a continuidade do sistema capitalista alegando que necessria uma poltica ampla na atual correlao de foras Esquecem que a mudana na relao entre as classes depende de um rduo trabalho de uma linha poltica correta que s o marxismoleninismo garante e de nunca esconder a verdade da classe operria a nica classe verdadeiramente revolucionria como j alertava Marx e Engels em 1848 Os comunistas rejeitam dissimular as suas perspectivas e propsitos Alm disso a Reforma Trabalhista demonstra que os interesses da burguesia so opostos aos dos trabalhadores De fato o patro rico no porque Deus quer mas porque ele explora o operrio O operrio trabalha para os patres em troca de um pequeno salrio mas tudo o que ele produz com seu trabalho o automvel o prdio o sapato etc fica com o burgus que vende o produto e se apropria do lucro Esta a razo do patro ser rico e o operrio continuar pobre Com efeito o regime capitalista o pior sistema existente no mundo Nele apenas o burgus enriquece o trabalhador morre de trabalhar passam vrias geraes e sua famlia continua vivendo na pobreza A to propagada modernizao do capitalismo como vemos com essa reforma em vez de trazer progresso para o trabalhador aumenta seu sofrimento retira seus direitos destri milhes de famlias e joga milhares de crianas na pobreza obrigandoas a viver pedindo esmolas nas ruas Por isso no possvel aos trabalhadores conseguirem uma vida melhor enquanto persistir o capitalismo a explorao do homem pelo homem a propriedade privada dos meios de produo Os conciliadores os defensores da harmonia entre a burguesia e o proletariado querem e esperam que os empresrios tenham uma conscincia mais humana sejam bondosos mas agindo assim apenas impedem o avano da conscincia revolucionria nas massas populares Sem d
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vida a nica maneira de o trabalhador alcanar sua liberdade se unindo aos seus companheiros e companheiras e lutando para acabar com a explorao capitalista para conquistar o poder e substituir o sistema capitalista pelo socialista Para avanar e mudar o atual quadro poltico em nosso pas necessrio fortalecer o movimento operrio contra o movimento da burguesia ter a doutrina da luta de classes como um princpio e um guia para as aes defender o socialismo cientfico e lutar por um novo poder e um novo governo sem a participao da classe dos exploradores Lula Falco membro do Comit Central do Partido Comunista Revolucionrio e diretor de A Verdade Historiador A deturpao da realidade para servir a interesses de classe ou a objetivos pessoais no coisa nova Apenas o nome mudou de mentira para fake news uma forma de amenizar a sacanagem e de imitar a lngua dos dominadores no caso o ingls estadunidense Os idelogos da comunicao de Hitler j ensinavam e praticavam que a mentira repetida muitas vezes se torna verdade Lembro ainda criana vivendo na zona rural anos 60 que houve uma campanha de vacinao de crianas em nosso municpio Ouvi meu pai conversando com minha me de que no me levaria para vacinar porque a vacina era coisa de comunista No perguntei nada mas ficou em minha cabea a sua fala e a minha curiosidade de conhecer o comunismo aquele negcio que causava tanto medo Diziam at que os comunistas carregavam as crianas para tirar o fgado Hoje no diferente Resolvi minha curiosidade lendo estudando e observando numa cidade maior onde fui estudar pessoas que eram chamadas de comunistas Observei que eram homens honrados e nunca tinham feito mal a crianas e nem a pessoa alguma Ao contrrio eram muito boas preocupadas com o prximo e apesar disso mal vistas perseguidas e nem podiam dizer que eram comunistas Li o livro de um padre que dizia que a literatura de Monteiro Lobato era comunismo para crianas e pensava gosto dos livros de Lobato hoje acusado de racista desculpem mas no percebi esse desvio ento comunismo coisa boa Estudei muito a Bblia e a histria dos primeiros cristos ate me preparei para ser padre estudei tambm os fundamentos do marxismo e as experincias socialistas existentes no sculo vinte e cheguei s concluses que seguem nesse texto Marx no criou a ideia de comunismo Na verdade este era o modo de vida das comunidades primitivas e se tornou essncia da doutrina crist O que Marx fez foi mostrar que na sociedade capitalista moderna a construo de uma sociedade comunista passa pela compreenso cientfica do capitalismo para poder preparar a sua superao e pela construo de um novo Estado no bastando a criao de comunidades como fizeram os cristos e os socialistas utpicos E disse que a religio o pio do povo No h como negar que desde que se tornou religio de Estado a servio das classes dominantes a mensagem de Cristo foi deturpada pela Igreja Catlica e tambm pelas cises protestantes Marx falou da Igreja Catlica em sua poca a religio que a Europa vivia e no de forma abstrata tanto que defendeu a participao dos cristos na Primeira Internacional confrontando a posio contrria de Bakunin lder anarquista e fez referncias elogiosas aos primeiros cristos Engels inclusive chama os cristos sob a opresso do Imprio romano como exrcito na luta pela libertao da escravido Os primeiros cristos tinham tudo em comum e no havia necessitados entre eles o que relatam os Atos dos Apstolos um dos livros da Bblia Seguiam o que Jesus de Nazar havia ensinado respondendo ao pedido do jovem rico que queria ser seu apstolo O rapaz falou do seu bom comportamento da sua f e Jesus lhe disse s falta uma coisa vende tudo o que tens reparte com os pobres depois vem e segueme Os primeiros apstolos eram mais radicais que os comunistas modernos em relao a isso Contam os Atos que um casal Ananias e Safira queria viver numa comunidade crist Para isso venderam sua propriedade mas no entregaram tudo comunidade guardando uma parte para si Ao descobrirem isso os lideres da comunidade fizeram uma advertncia pblica to veemente por conta da mentira que envergonhados ambos caram mortos O Mestre desses primeiros cristos Jesus de Nazar nasceu de uma famlia de trabalhadores seu pai era carpinteiro numa cidadezinha do interior viveu e aprendeu com o povo pobre durante trinta anos inclusive com os essnios que preservavam o modo de vida do comunismo primitivo e de onde certamente tirou muitas lies que levou para a sua pregao de uma vida nova O modo de vida dos essnios idntico ao das primeiras comunidades crists como testemunha um historiador romano que ficou conhecido apenas como Jos desprezam a riqueza e vivem em comum No h entre eles nenhum indivduo situado acima dos demais Uma lei obriga a quem entrar para a seita a entregar todos os bens coletividade No h misria luxo ou desperdcio entre os essnios Elegem os administradores da riqueza comum e se dedicam exclusivamente ao bemestar coletivo certo que no ano 312 dC depois de sculos de perseguio com milhares de mortos o cristianismo tornase religio oficial do Imprio romano e adota a estrutura da Corte hierarquia culto vestes etc Nasce a Igreja Catlica integrante ou aliada das classes dominantes no fim do Imprio romano por toda a Idade Mdia abenoando a colonizao da frica e da Amrica na era Moderna ditando que negros e ndios no tm alma e por isso podem ser escravizados Mas a essncia da mensagem transformadora de Jesus Cristo sempre ressurgiu Na Idade Mdia os movimentos herticos procuraram mantla e refundar as comunidades at serem exterminados pela Inquisio e pelas Cruzadas Renasce durante a invaso das Amricas com a criao das comunidades comunistas guaranis no Sul do Brasil e as denncias do frei Bartolomeu de Las Casas Em nosso tempo ressurge com as Comunidades Eclesiais de Base aps o Conclio Vaticano II fomentadas por bispos do povo do quilate de dom Helder Cmara dom Pedro Casaldliga dom Toms Balduno e tantos outros Apesar de marginalizadas por dois papados Joo Paulo II e Bento XVI as CEBs retomam sua fora a ponto de influenciar a CNBB que lanou em 2010 juntamente com algumas igrejas crists a Campanha da Fraternidade com o tema ECONOMIA E VIDA Vocs no podem servir a dois senhores a Deus e ao dinheiro Este tema permite a retomada da reflexo sobre a prtica comunitria coletiva comunista dos primeiros cristos A essncia do cristianismo permanece em pastorais como a CPT que j deu vrios mrtires em apoio luta dos camponeses pobres brasileiros pelo direito terra para quem nela trabalha no Conselho Indigenista Missionrio que nasceu em plena ditadura para ajudar os indgenas a resgatarem suas tradies e se organizarem conquistando o direito a demarcao de seu territrio na Constituio Federal de 1988 A sua fora to evidente que chegou ao papado com a eleio do cardeal argentino Jorge Mrio Bergoglio simpatizante da Teologia da Libertao papa Francisco No dia 11 de novembro de 2016 o papa Francisco em entrevista ao jornal italiano La Repubblica respondeu ao reprter que lhe perguntou o que achava de uma sociedade de inspirao marxista So os comunistas os que pensam como os cristos Cristo falou de uma sociedade onde os pobres os frgeis e os excludos sejam os que decidam No os demagogos mas o povo os pobres os que tm f em Deus ou no mas so eles a quem temos que ajudar a obter a igualdade e a liberdade Em conversa com frei Betto registrada no livro Fidel e a Religio o ento dirigente cubano afirmava que estava superado o conflito entre a Igreja Catlica e o Partido Comunista Cubano e que este j retirara do seu Estatuto a proibio do ingresso de cristos em suas fileiras Ressaltou que atualmente os cristos serviam de exemplo aos comunistas em sua dedicao ao trabalho na disciplina revolucionria na construo da nova sociedade e do homem novo de que tanto falava Che Guevara Por falar em ternura palavra to cara ao papa Francisco que disse que o mundo precisa de uma Revoluo da Ternura em vrias ocasies inclusive na sua visita a Havana em 2015 no h como deixarmos de lembrar o clebre lema de Che ao discursar num congresso da Juventude Comunista de Cuba Hay que endurecerse pero sin perder la ternura jams A chamada Teologia da Prosperidade que busca atrair fiis com a promessa de enriquecimento a teologia que comunga de teses favorveis ao armamento das pessoas e estimula a violncia individual no tm nada de cristo No encontraro fundamento na mensagem ou no exemplo da vida do Nazareno de quem se declaram seguidores Mas o prprio Jesus j alertara seus discpulos para o surgimento de falsos profetas As correntes progressistas das igrejas crists sim buscam o exemplo do seu fundador e dos primeiros cristos priorizam a ao embora no desprezem a f e seu objetivo final uma sociedade sem classes fraterna com igualdade justia partilha em que o poder de deciso seja de todos Isto o buscam tambm os comunistas Ento os verdadeiros marxistas e os verdadeiros cristos tm um objetivo comum Com respeito mtuo podem assim se dar as mos sem nenhum medo Che Guevara compreendia que nenhuma fora impediria a libertao da Amrica Latina quando os comunistas e os cristos se dessem as mos E seu pensamento demonstra essa proximidade Para os cristos s o verdadeiro Amor capaz de transformar a sociedade Che afirmava que o verdadeiro revolucionrio movido por grandes sentimentos de amor PS Dedico este artigo ao padre Reginaldo Veloso um servidor do povo que dedicou sua vida luta pela nova sociedade defendida pelos verdadeiros cristos e pelos verdadeiros comunistas Reginaldo Veloso Vive O 2 Ativo Nacional de Bairros do PCR realizado no Recife nos dias 23 e 24 de fevereiro com a participao de dezenas de militantes dos Estados do Par Piau Cear Rio Grande do Norte Paraba Pernambuco Rio de Janeiro Minas Gerais e So Paulo serviu para aprofundar o debate sobre a atuao e as novas tarefas do MLB no trabalho de bairros em nosso pas Durante o encontro foram discutidos temas como o papel do Partido Comunista na organizao do trabalho de bairros e os desafios desse trabalho em todo o Brasil A luta pela reforma urbana e o socialismo norteou todo o debate e ficou claro para todos que o povo deve se organizar e lutar A realizao do 2 Ativo Nacional de Bairros foi uma grande vitria e provou a disposio de todos os companheiros e companheiras que estiveram presentes de continuar lutando pelo direito de morar dignamente e por um pas verdadeiramente livre da explorao capitalista A cidade ento encontravase h 872 dias quase que completamente cercada com rotas de transporte e linhas de abastecimento cortadas Leningrado na poca tinha cerca de trs milhes de habitantes O cerco fez com que metade da populao tivesse que ser evacuada A batalha juntamente com a fome matou cerca de 700 mil pessoas Para os alemes Leningrado significava um ponto estratgico no plano de invaso da Unio das Repblicas Socialistas Soviticas URSS A cidade tinha o principal porto do Mar Bltico alm de ser um centro econmico no oeste da Unio Sovitica Mas a cidade era mais do que isso um centro poltico importantssimo para os soviticos Ela levava o nome de Lnin fundador do Partido Comunista Bolchevique e lder da Grande Revoluo Russa de 1917 perodo em que a cidade era a capital do Imprio czarista e se chamava Petrogrado Portanto para os nazistas era fundamental no seu plano de invaso da URSS tomar a cidade S que as foras militares de Hitler no contavam com a feroz e heroica resistncia do povo sovitico A populao de Leningrado se organizou e juntamente com o Partido Bolchevique e o Exrcito Vermelho resistiu a todos os ataques nazistas O exrcito alemo cortou todas a linhas de suprimentos da cidade alm de realizar bombardeios quase dirios provocando a fome generalizada Porm os soviticos conseguem uma sada Durante o inverno estabelecem uma rota de abastecimento pelo lago Ladoga que se encontrava congelado Ao mesmo tempo a cidade fortalecia sua defesa com a ajuda da Marinha Sovitica e com as baterias antiareas que superavam em quantidade at as defesas de Londres que tambm se encontrava sobre intenso bombardeio nazista Fbricas enviavam tanques de combate da produo direto para o front Incrvel que mesmo com todos os ataques a cidade mantinha sua vida cultural Em 1942 em pleno cerco algumas escolas e teatros foram inaugurados Houve at um concerto da Orquestra Filarmnica de Leningrado que apresentou a Sinfonia Heroica de Leningrado de Shostakovitch que saudava os soldados e trabalhadores que defendiam a cidade e se tornou smbolo da batalha A vitria de Leningrado ficou marcada na histria como mais um exemplo da combatividade e do herosmo do povo sovitico do Partido Comunista Bolchevique e do Exrcito Vermelho na luta contra o fascismo sendo temas de diversos filmes livros e msicas Esse fato significou um avano fundamental para a vit
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ria da URSS e dos aliados sobre a Alemanha nazista A atuao e a organizao dos trabalhadores e dos soldados da Unio Sovitica nessa batalha nos coloca um exemplo de luta e de resistncia aos ataques do capitalismo mesmo na sua expresso mais horrenda o fascismo Com informaes do site Gazeta Russa Felipe Annunziata estudante de Histria da UFRJ e militante da UJR A rendio no tardaria O Japo nico pas do trip nazifascista a resistir no aguentaria por muito tempo O fascismo italiano j havia sido nocauteado mais pela luta popular foram os guerrilheiros partisans que prenderam e executaram Mussolini que por interveno externa A Alemanha assinara a rendio a 8 de maio de 1945 aps a tomada de Berlim pelo Exrcito Vermelho Sovitico leia A n 172 A Unio Sovitica declarara guerra ao Japo fato que pesou mais que qualquer outro para a rendio japonesa como afirmaram explicitamente historiadores e membros do governo na poca Na verdade o lanamento das bombas atmicas sobre as cidades interioranas de Hiroshima e Nagasaki no tem justificativa do ponto de vista estratgico Seu objetivo foi apenas impedir que a Unio Sovitica a principal vtima da Segunda Guerra com 20 milhes de mortos e a responsvel pela derrocada da Alemanha o fosse tambm pela rendio japonesa Na verdade para conter a hegemonia do comunismo no mundo os Estados Unidos sem consultar nenhum dos pases aliados praticaram h exatos 70 anos o maior atentado terrorista da Histria da Humanidade e demonstrou que se equiparava ao monstro nazista agonizante em termos de desprezo pelo povo pela vida O massacre covarde Os habitantes de Hiroshima 350 mil sofriam as consequncias da guerra naturalmente mas no tinham sofrido nenhum ataque Nem esperavam por aquele s 8 horas da manh viviam a rotina das primeiras horas do dia 6 de agosto de 1945 De repente uma exploso violenta uma claridade ofuscante e uma nuvem imensa em forma de cogumelo transformam tudo num inferno Crianas idosos mulheres homens sem distino so atingidos pelas ondas radioativas das mais diferentes formas Difcil contar mas cerca de um tero da populao morre de imediato Quem sobrevive implora para morrer pois a situao as dores so insuportveis Pensem nas crianas mudas telepticaspensem nas mulheres rotas alteradas Poucos sobrevivem Um desses Sumie Karamoto que tinha 16 anos relata Houve um estrondo uma exploso reverberante e no mesmo instante um claro de luz amareloalaranjado entrou pelo vidro do telhado Ficou tudo to escuro como noite Um golpe de vento atiroume no ar e a seguir no cho contra as pedras A dor estava apenas brotando quando o prdio comeou a ruir em torno de mim Aos poucos o ar se aclarou e eu consegui sair dos destroos No caminho para um dos centros de emergncia vi muita confuso As ruas estavam to quentes que queimavam meus ps Casas ardiam os trilhos de bonde irradiavam uma luz sinistra e no local de um templo pessoas se amontoavam Algumas respiravam a maioria estava imvel No prontosocorro chegava gente correndo as roupas rasgadas chorando gritando Alguns tinham o rosto ensanguentado e inchado outros tinham a pele queimada caindo aos frangalhos de seus braos e pernas Em um bonde vi fileiras de esqueletos brancos Havia tambm os ossos de pessoas que tentaram fugir Hiroshima tinha se tornado num verdadeiro inferno O mundo emudece Mas no bastava um espetculo apenas de horror no foi suficiente para satisfazer a sanha assassina da nova besta imperialista Nagasaki 266 mil moradores era uma cidade industrial portanto com maioria da populao operria J havia sofrido alguns bombardeios com resultados nfimos diante do que estava para acontecer no dia 9 de agosto quando lanado sobre a cidade perto do meio dia o mesmo artefato que destrura Hiroshima E o inferno se repete Senhor Deus dos desgraados dizeime vs Senhor Deus se mentira se verdade tanto horror perante os cus teria repetido o nosso poetamaior da liberdade Castro Alves Setenta anos depois a rosa radioativa estpida e invlida continua fazendo vtimas descendentes dos sobreviventes que sofreram mutaes genticas provocando doenas como cncer e leucemia Os memoriais nas duas cidades atualizam anualmente o nmero de vtimas at os dias atuais registrando em 2014 260 mil em Hiroshima e 160 mil em Nagasaki Como ser a Terceira Guerra Mundial Deprimido com certo remorso por ter ajudado a criar a bomba atmica o grande cientista Albert Einstein afirmou dias depois dos atentados No sei com que armas se far a terceira guerra mundial mas a quarta ser com paus e pedras que ele previa a evoluo da Little Boy nome com o qual cinicamente foi batizada a primeira bomba O seu poder de destruio cafpequeno ante as modernas bombas nucleares que compem o arsenal das superpotncias capitalistas Estados Unidos Rssia China e dos aliados dos EUA Frana ndia Paquisto e Israel O aprofundamento da crise do capitalismo acirra a disputa de mercado entre as potncias capitalistas como aconteceu no sculo 20 Portanto a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial no algo improvvel segundo o papa Francisco ela j comeou Hoje o arsenal existente capaz de destruir em poucos dias toda a Humanidade e extinguir a vida sobre a Terra Portanto ou a Humanidade destri o capitalismo ou o capitalismo destruir a Humanidade Este o desafio do nosso tempo e por isso como alertou o poetinha Vincius de Moraes No se esquea da rosa de Hiroshima a rosa hereditria a rosa com cirrose a antirrosa atmica sem cor sem perfume sem rosa sem nada Jos Levino historiador Ncleo da UP do Butant So Paulo OPINIO O crescimento do uso de inteligncia artificial como o ChatGPT no dia a dia do trabalho torna menor o tempo necessrio para atender uma mesma demanda fazendo a produo crescer Isso poderia significar aumento de salrios ou diminuio da carga horria do trabalhador mas no capitalismo no o que ocorre ChatGPT uma inteligncia artificial de modelagem de linguagens criado por cientistas da OpenAI empresa em que a Microsoft investiu 1 bilho de dlares e capaz de se passar por ser humano em uma conversa por texto Quando foi aberto ao pblico levou apenas 2 meses para chegar a 100 milhes de usurios ativos Trabalhadores do Qunia foram contratados para treinar o modelo de linguagem do ChatGPT e rotular contedo imprprio Alguns declararam terem tido o psicolgico afetado devido exposio diria a esses contedos Os trabalhadores quenianos fizeram um servio essencial para possibilitar uma boa experincia com o assistente virtual recebendo mseros salrios de US132 at US2 por hora Um dos setores que corre risco de ser afetado por esse tipo de tecnologia o de centrais de atendimento j precarizado conforme mostra a entrevista feita com o Marcos Vincius exatendente da Cultura Inglesa que foi atingido por uma demisso em massa Marcos como era sua rotina de trabalho Qual horrio de entrada e sada Quanto tempo para pausas almoo banheiro Marcos Vinicius Entrava s 14h40 e saia s 21h durante os dias teis e trabalhando em sbados alternados das 9h40 s 15h dividiam as pausas em uma de 10 minutos uma segunda de 20 minutos e uma terceira de 10 minutos Havia a chamada pausa particular mas que se recomendava que fizssemos esta pausa para ir ao banheiro ou para atender alguma ligao importante Existia alguma automao na empresa Ou alguma em implementao Marcos Vinicius No incio do ano uma pessoa foi contratada temporariamente para criar uma automao que faz disparos de mensagens de WhatsApp a alunos e responsveis Posteriormente implementaram o ChatGPT para recomendao de 2 respostaspadro a depender das mensagens escritas que o aluno ou responsvel enviava Como aconteceu a demisso em massa Marcos Vinicius No comeo de maio mais de 200 pessoas em vrias centrais de atendimento da Cultura Inglesa foram demitidas na qual eu tambm fui afetado A central do Rio de Janeiro foi fechada e na de So Paulo houve um esvaziamento absurdo A escrita foi criada 5300 anos antes da consolidao do capitalismo e Galileu Galilei desenvolveu os primeiros telescpios 200 anos antes A Unio Sovitica sob o socialismo foi responsvel pelo primeiro satlite lanado no espao o Sputnik A tecnologia nasce da capacidade humana de ser curioso e criativo e no por conta de um modo de produo No capitalismo essas inovaes tm como propsito o lucro Por mais que algumas delas resolvam problemas da humanidade s so disponibilizadas se tiverem a capacidade de aumentar a fortuna dos capitalistas Segundo a TIC Domiclios em 2022 mais de 36 milhes de pessoas no Brasil no tiveram acesso internet tecnologia criada h mais de 30 anos Para que essas tecnologias sejam usadas para o benefcio dos trabalhadores preciso utilizar a nica arma que temos a organizao Para que trabalhadores como o Marcos Vincius tenham dignidade reduo de carga horria tempo justo para fazer uma refeio ajustes salariais acima da inflao e garantia de emprego precisamos dos trabalhadores em sindicatos combativos e organizaes revolucionrias Com muita luta dos trabalhadores em 1932 houve reduo da carga horria para 44 h semanais Mas hoje mais de 90 anos depois mesmo com todo avano tecnolgico no houve reduo do tempo de vida dos brasileiros dedicado ao trabalho Precisamos unir nossas foras para criar um amplo e forte movimento de massas em defesa dos trabalhadores e contra a explorao dos patres Jorge Paulo Lemann dono da AMBEV Skol Brahma Budweiser etc nunca participou da produo ou sequer serviu uma cerveja na vida e mesmo assim tem uma fortuna de R80 bilhes Segundo IBGE no Brasil 90 dos trabalhadores ganham menos de R3500 mesmo com esse salrio um trabalhador levaria sem gastar um tosto mais de 17 milho de anos para juntar uma fortuna igual do Lemann Mais de 70 milhes de pessoas brasileiras passam por insegurana alimentar e no por falta de alimentos produzidos 280 mil pessoas esto em situao de rua no nosso pas e no por falta de casas vazias Isso acontece porque os capitalistas privam ou melhor roubam tudo o que os trabalhadores produzem Esse roubo ou explorao do trabalho s possvel por conta da propriedade privada dos meios de produo Para tornlos pblicos a servio dos trabalhadores preciso instaurar o socialismo onde toda classe trabalhadora ter poder poltico sobre o Estado e assim construir uma sociedade sem desemprego sem misria sem fome e com a tecnologia a servio da classe trabalhadora Projeto de Lei visa acabar com a profisso farmacutica e liberar a venda de remdios de alto potencial de risco sade sem prescrio mdica Por Guilherme Rogato Estudante de Farmcia na UFRJ e militante do movimento Correnteza Sindicato dos Farmacuticos de MG A Medida Provisria 881 mascarada com o nome de MP da liberdade econmica publicada por Jair Bolsonaro em 30 de abril e aprovada pelo Congresso Nacional em 20 de setembro nada mais que um aprofundamento da reforma trabalhista de Temer Entre os vrios ataques aos direitos da classe trabalhadora destacamos um que diz respeito categoria farmacutica poca do debate da MP no Congresso o deputado federal Felcio Latera PSL props um adendo que retirava a necessidade do profissional farmacutico nas farmcias e da prescrio mdica para a venda de remdios com alto potencial de risco sade Na prtica isso significa negar o acesso do povo assistncia farmacutica garantida pela lei orgnica da sade Os resultados de tal medida caso aprovada sero catastrficos e vo desde o aumento dos dependentes qumicos de frmacos ao aumento da mortalidade em decorrncia dos efeitos colaterais diversos causados ao se misturar remdios sem o intermdio de um profissional de sade Para os trabalhadores farmacuticos o problema tambm seria grave Segundo pesquisas do Conselho Federal de Farmacuticos de 2015 811 dos profissionais trabalham em drogarias e a profisso atualmente a terceira que mais emprega no pas Ou seja com o fim da obrigatoriedade de farmacuticos nas farmcias milhares de trabalhadores ficaro desempregados Para piorar o senador Flvio Bolsonaro PSL filho do presidente defende a liberao da venda de remdios em todos os estabelecimentos comerciais inclusive hotis O mais chocante que da forma como a legislao est escrita esses remdios poderiam ser vendidos at mesmo em aougues No caso das farmcias que decidam manter o farmacutico cogitado o farmacutico online que se encarregaria da farmcia dentro de casa podendo assim ser responsvel por mltiplas farmcias ao mesmo tempo multiplicando enormemente sua carga de trabalho Estes profissionais no teriam nenhuma condio de testar os medicamentos e garantir a assistncia farmacut
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ica seriam simples objetos de marketing para as drogarias poderem vender medicamentos a maiores custos Antes da aprovao da MP a mobilizao dos Conselhos Regionais dos sindicatos e dos estudantes de farmcia conseguiu retirar os adendos da proposta porm o deputado Felcio Latera vem se articulando com os donos das grandes redes de drogarias para articular um projeto de lei Dessa forma necessrio seguir mobilizando a categoria e denunciando esse absurdo sociedade para impedir tamanho retrocesso No ultimo dia 23 de julho no NIATECFCH na UFPE em RecifePE foi promovido pelo jornal A Verdade com o apoio da Unio dos Estudantes de Pernambuco UEP Movimento Correnteza UFPE e o Centro Cultural Manoel Lisboa um debate sobre o massacre ao povo palestino O evento contou com a participao de vrios movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra MST Movimento de Mulheres Olga Benrio Movimento Luta de Classes MLC Unio da Juventude Rebelio UJR e entidades estudantis como o DCE UNICAP DCE FAFIRE DCE UFRPE O professor Luciano Cerqueira do departamento de Histria da UFPE foi o primeiro debatedor a expor do ponto de vista histrico toda origem da guerra entre palestinos e israelenses que se intensificou a partir da criao pela ONU do Estado de Israel em 1948 O professor abordou aspectos culturais dos povos rabes bem como o histrico de explorao que esses povos sofrem pela ao do imperialismo tomando como marco principal a derrota do Imprio TurcoOtomano na Primeira Guerra Mundial 19141918 onde Frana e Inglaterra invadem o Oriente Mdio e dividem entre si a regio ficando a Palestina sob o domnio britnico de 1918 a 1948 Por fim Cerqueira exps que a guerra entre Judeus e Palestinos beneficia a indstria blica norte americana que lucra milhes com o verdadeiro genocdio que est acontecendo contra o povo palestino O segundo debatedor foi Edival Caj socilogo e Militante do Partido Comunista RevolucionrioPCR Caj fez uma analise do conflito levantando os aspectos econmicos e polticos que envolvem no s o Estado de Israel e seu governo de extrema direita como tambm os Estados Unidos e as potncias imperialistas da Europa e sia que alm de apoiar conflito do todo subsidio econmico e politico financiando e lucrando com a tentativa desumana de extermnio do povo palestino Relembrando a guerra cruel e desumana que os Estados Unidos deflagrou contra o povo vietnamita com todo aparato militar usando das mais diversas formas de crueldade matando civis indefesos na dcada de 1970 o que no muito diferente do que faz hoje o Estado de Israel com o apoio dos Estados Unidos ao povo palestino Esto cometendo mais um crime contra a humanidade atacando um povo indefeso sem respeitar seu direito de autodeterminao e a Constituio de um Estado que somente se utiliza de paus de pedras e armas de pequeno alcance para defender seu territrio suas riquezas e sua cultura No podemos nos calar diante de mais uma atrocidade que o Capitalismo que impor ao povo palestino e ao mundo So centenas de famlias que esto sendo dizimadas para o lucro financeiro e a ganncia de poucos e cabe a ns mudar essa situao e construir uma sociedade justa onde no haja a explorao do homem pelo homem Essa sociedade possvel e tarefa de todos ns que somos escravizados pela ganncia dos capitalistas que matam crianas neste momento na palestina Foram esses que financiaram golpes militar nos pases sulamericanos So eles os responsveis por matar torturar e desaparecer com corpos de centenas de trabalhadores estudantes homens mulheres e crianas e que continuam na mesma prtica nas cadeias do nosso pas afirmou Caj Jayme Asfora secretrio da Juventude do Recife e descendente de Palestino contribuiu com o debate fazendo um depoimento da sada dos seus avs paternos da palestina ainda quando a regio pertencia Inglaterra Meu engajamento na luta por meu povo comeou na Universidade a partir dos 18 anos quando passei a militar no movimento estudantil sendo vicepresidente do DCEUFPE e presidente do DA do curso de Direito Conheci Caj e junto com outros estudantes passei a entender melhor a vida do meu povo e toda sua histria de luta pela liberdade Todos os palestinos que deixaram suas casas saram porque foram expulsos ou ento fugiram para sobreviver Muitos saram sem nada perdendo alm do direito de viver em sua ptria seus bens materiais O ento secretrio disse entender que essa guerra injusta e desigual fruto da disputa econmica entre o riqussimo Estado de Israel com o apoio de outros pases da Europa e da Amrica para obter ainda mais lucro financeiro enquanto centenas de crianas e famlias inteiras esto sendo destrudas Esse importante debate demostrou ainda mais como justa a luta pela liberdade da Palestina e quo injusto esse verdadeiro genocdio Com o falso argumento de combater o terrorismo na regio o Estado Fascista de Israel que se apossar das terras palestinas e enfraquecer o Hamas principal grupo de resistncia palestina J foram mais de 100 crianas mortas e milhares de civis mutilados e assassinados em menos de 20 dias do conflito por terra Lembramos que a guerra entre palestinos e israelenses comeou desde 1948 e nesse perodo de tempo milhares j foram mortos sem que os verdadeiros culpados tenham recebido punio A Faixa de Gaza regio das incurses por terra tem uma populao constituda por civis que no oferecem nenhum perigo Israel O povo palestino clama por liberdade pelo direito de ter suas terras riquezas e cultura preservadas Toda sociedade precisa se organizar e mostra a verdadeira opinio publica que no apoia esse crime contra os direitos humanos e a autodeterminao dos povos Vrias entidades estudantis sindicais movimentos sociais e organizaes politicas organizaram o Comit Pernambucano em Solidariedade Palestina O Comit tem o objetivo maior mobilizar a opinio pblica contra esse massacre ao povo palestino No prximo dia 3007 estar acontecendo o Ato de Solidariedade ao Povo Palestino pelo fim do conflito em Gaza A concentrao ser s 13h30minh no Parque 13 de maio em frente a Faculdade de Direito do Recife Vamos participar e mostrar que Recife no se cala diante desse crime e ampliar as mobilizaes por todo o Estado FIM DO GENOCDIO DO ESTADO DE ISRAEL NA PALESTINA ABAIXO AS GUERRAS IMPERIALISTAS Camila Falco UJR Recife Foi com muita combatividade e luta que centenas de estudantes organizados pela Unio dos Estudantes Secundaristas de Caruaru UESC e a Unio da Juventude Rebelio UJR realizaram um glorioso ato em defesa do passelivre e pela revogao do aumento da passagem A luta dos estudantes contra o reajuste da passagem de R 260 para R 315 Entoando palavras de ordem pelo passe livre e se a passagem no baixar a cidade vai parar os estudantes foram s ruas para lembrar a imortalidade do secundarista Edson Lus assassinado pelo regime fascista da ditadura militar em 1968 Participaram do ato estudantes de cinco escolas que enfrentaram vrias dificuldades de mobilizao devido a direes das escolas agirem de forma autoritria para impedir a entrada da diretoria da UESC nas escolas Mesmo assim o ato foi realizado e se constituiu numa grande vitria da entidade estudantil Com a mobilizao ficou assegurada a abertura da discusso da implementao do passe livre estudantil no municpio Tambm foi denunciado pelos estudantes a falta de estrutura nas escolas pblicas Como resultado do ato a UESC conseguiu uma reunio com a prefeita da cidade Raquel Lira na qual ficou acertado um estudo para verificar as condies para implantar o passe livre A UESC ir fazer uma nova reunio e uma assembleia com os estudantes para encaminhar ao Ministrio Pblico a denncia do aumento abusivo da tarifa diante do empobrecimento da populao da precariedade da frota de nibus e do desemprego crescente na cidade A UESC e a UJR seguiro firmes na luta em defesa dos direitos dos estudantes e na luta por uma sociedade mais justa acreditando na importncia da entidade se manter ativa e sempre ligada sua base Redao Caruaru Mariana Fernandes e Laysa Xavier BELO HORIZONTE MG Na manh desta quintafeira 30 o presidente Jair Bolsonaro compareceu Cidade Administrativa em Belo Horizonte para anunciar a privatizao do metr de BH e de mais quatro cidades pelo pas Bolsonaro foi recebido por movimentos sociais partidos de esquerda e sindicatos sobre os gritos de privatizao coisa de ladro Ao se dirigirem para o espao onde o evento ocorria os seguranas junto com a Polcia Militar de Minas Gerais tentaram impedir os protestos de forma truculenta e autoritria agredindo os manifestantes Somente apoiadores do presidente puderam estar presentes e sem nenhum problema na interna do evento alm de acesso banheiro gua e sombra Os demais incluindo crianas de colo mulheres grvidas e idosos foram recebidos pela Tropa de Choque Porm isso no foi suficiente para impedir que os trabalhadores da CBTU presentes e todos os demais lutadores realizasse a manifestao contra o governo reacionrio Durante toda sua fala Bolsonaro foi vaiado e precisou parar de falar diversas vezes Alm disso o evento comemorava os 1000 dias de governo Aos gritos de genocida ladro entreguista e vagabundo entre outros adjetivos o eco dos manifestantes foi mais firme do que os apoiadores pagos pelos defensores do governador Romeu Zema e de Jair Bolsonaro Afinal o que h de se comemorar O aumento da fome e da misria Os mais de 15 milhes de brasileiros que esto desempregados As quase 600 milhes de mortes de COVID19 que poderiam ter sido evitadas se o presidente tivesse promovido polticas srias de combate a pandemia O desmonte do servio pblico e a privatizao de servios essenciais O aumento dos alimentos dos combustveis e do gs de cozinha No no h nada a comemorar em 1000 dias desse governo de fome misria desemprego mortes e corrupo Os mineiros deram o recado de que no aceitam a privatizao da CBTU e de nenhuma outra estatal Tampouco aceitam um presidente ligado milcias sem nenhum compromisso com a soberania nacional e a vida de milhes de brasileiros Ao final do evento os manifestantes saram organizados da Cidade Administrativa ao gritos de dia 2 vai ser maior E ser A Verdade entrevistou Ivan Pinheiro 70 anos secretriogeral do Partido Comunista Brasileiro PCB Advogado Ivan iniciou sua militncia poltica ainda na juventude no movimento estudantil do Rio de Janeiro Em 1976 ingressou no PCB e foi eleito presidente do Sindicato dos Bancrios importante trincheira de resistncia Ditadura Militar Nesta entrevista expe a opinio do PCB sobre a conjuntura nacional a luta contra o governo golpista de Michel Temer e defende a unidade das foras populares na construo de uma alternativa esquerda para a crise capitalista Da Redao A Verdade Qual a avaliao do PCB sobre a conjuntura brasileira Ivan Pinheiro Os governos do PT s interessaram burguesia enquanto garantiam lucros ao capital como nunca antes na histria do Pas nas palavras de Lula e ao mesmo tempo funcionavam como eficientes bombeiros da luta de classe cooptando entidades sindicais e de massas e passando para os trabalhadores a iluso de que o governo e no as suas lutas garantiria seus direitos e seu futuro Em junho de 2013 veio o primeiro sinal de esgotamento desse ciclo de conciliao de classe quando comearam a chegar ao Brasil fortes ventos da crise mundial sistmica do capitalismo e os indcios de que o PT j no mais controlava e desmobilizava os trabalhadores e os setores populares Nesse quadro para vencer a reeleio em 2014 Dilma fez um discurso desenvolvimentista negando a crise econmica dizendo que era mais fcil a vaca tossir do que retirar direitos trabalhistas Vencendo a eleio passou a governar com o programa neoliberal do candidato do PSDB chamando Joaquim Levy para o Ministrio da Fazenda para fazer o ajuste fiscal cortes em programas sociais e servios pblicos flexibilizar direitos trabalhistas e previdencirios privatizaes em grande escala etc A presidente implanta a Lei Antiterrorismo para reprimir os movimentos populares e em 18 de dezembro de 2015 assina o Acordo Militar BrasilEstados Unidos junto com Aldo Rabelo ento ministro da Defesa de um partido que se apresenta como comunista Mesmo o governo cedendo s exigncias do capital a economia continua em recesso criando um ambiente de ingovernabilidade Mas j no incio de 2015 parte da burguesia comeara a pautar o afastamento de Dilma porque por mais que Lula e o PT palaciano aceitassem ceder mais s presses burguesas as contradies internas com alguns setores petistas ligados aos movimentos de massa atrasavam a conciliao Durante 2015 continuaram as divergncias no seio das classes dominantes em relao ao impeachment Mas no incio de 2016 com o anncio de mais queda no PIB e o aprofundamento da ingovernabilidade o comit central da burguesia fecha questo em afastar a presidente e impor o ilegtimo governo Temer
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para tentar acelerar os ajustes que o PT vinha fazendo aos poucos O impeachment no foi um golpe de Estado clssico at porque no se tratava de um governo de esquerda nem mesmo reformista Nos 13 anos de governos petistas no houve qualquer avano estrutural ou institucional Mas bvio que a direita usou e abusou de manipulaes miditicas e jurdicas escandalosas e evidentes manobras institucionais e parlamentares nos marcos legais da democracia burguesa Na verdade uma ditadura das classes dominantes O PT havia cavado sua prpria sepultura ao optar desde a primeira posse de Lula por alianas com partidos de centrodireita Como analisam o Governo Temer O surgimento do ilegtimo governo interino Temer deve ser usado didaticamente pelos comunistas para combatermos as iluses de classe entre os trabalhadores como a falcia de que possvel reformar e humanizar o capitalismo de que nesse sistema h uma democracia um Estado Democrtico de Direito Reparem que o partido que traiu o PT era seu principal aliado No governo afastado o PMDB tinha o vicepresidente os presidentes da Cmara e do Senado e sete ministrios Temos que combater Temer com toda energia no lhe dar trgua um minuto sequer para impedir que aplique as receitas que lhe encomendaram as classes dominantes O governo interino to ilegtimo e corrupto que est tambm diante de uma crise de governabilidade Minha impresso pessoal de que o tiro da burguesia saiu pela culatra e que novas manobras institucionais esto sendo preparadas Mas no podemos subestimar nem ficar esperando solues dentro do sistema pois a pauta neoliberal vai avanando no Parlamento A meu ver as foras anticapitalistas e populares no devem gastar energias pela volta de um governo socialliberal petista seja com a volta de Dilma ou com a eleio de Lula Durante toda esta crise ficou evidente que a trajetria do PT para a direita um caminho sem volta Para garantir a governabilidade Dilma chegou ao ponto de propor publicamente um pacto nacional com a oposio de direita e de fazer de tudo para criar um novo centro com as legendas mais fisiolgicas e corruptas No esqueamos que o czar da economia no governo Temer o mesmo Henrique Meirelles presidente do Banco Central nos oito anos de Governo Lula que no auge do impeachment tentava convencer Dilma a nomear esse banqueiro ministro da Fazenda para agradar ao mercado aos credores e aos investidores nacionais e estrangeiros No devemos tambm alimentar iluses reformistas como as propostas que circulam na esquerda de novas eleies reforma poltica ou constituinte Com o possvel fracasso do vergonhoso Governo Temer essas alternativas institucionais sero a tbua de salvao para a burguesia com a hegemonia que mantm na sociedade eleger um novo governo do capital agora legitimado pela vontade popular para seguir com sua ofensiva contra os direitos sociais e trabalhistas Como o PCB v a importncia da unidade das foras populares e as alternativas para a crise O centro da nossa luta hoje deve ser o FORA TEMER entendido como a resistncia ofensiva do capital que atribuiu a ele a tarefa de flexibilizar mais ainda os direitos trabalhistas generalizar a terceirizao privatizar o que resta de pblico e aprofundar os cortes nos programas sociais e a explorao do proletariado alm de saquear o oramento pblico tudo para garantir a recuperao das taxas de lucro dos grandes monoplios o que se dar ao preo de mais represso s lutas populares e restries aos direitos de organizao e manifestao Com o agravamento da crise mundial do capitalismo que chega ao Brasil agora de forma dramtica haver um acirramento das contradies entre o capital e o trabalho portanto da luta de classes agora sem a cooptao do movimento sindical e de massas e com mais possibilidades de unidade na ao das foras da esquerda socialista Seja qual for o governo de turno a volta de Dilma a permanncia de Temer ou um novo presidente eleito a ofensiva do capital seguir Mas esto criadas as condies para um grande crescimento do movimento de massas No movimento sindical e operrio acredito em uma exploso semelhante que ocorreu entre 1978 e 1985 quando os trabalhadores varreram os pelegos dos sindicatos Haver um grande crescimento das lutas por terra teto trabalho direitos civis sade educao e transportes pblicos e contra as discriminaes de qualquer tipo Os comunistas e as foras populares de orientao anticapitalista tm o dever de contribuir para a unidade de ao nessas lutas preciso que essas foras promovam uma reunio nacional o mais breve possvel para criarmos as condies de construir uma Frente Anticapitalista e Antiimperialista e realizarmos no primeiro semestre de 2017 um Encontro Nacional da Classe Trabalhadora e dos Movimentos Populares independente do nome que venha a ter esse evento para que possamos dar amplitude nacional a um grande movimento de resistncia s ofensivas do capital que acumule para o surgimento de uma alternativa do proletariado na construo do poder popular e para pavimentar o caminho ao socialismo Nota httpwwwplanaltogovbrccivil03Ato201520182015DecretoD8609htm Compaeros no adelanta patalear ahora que dieron el golpe Llevan tres aos conspirando y estaba claro que daran el golpe tenemos esperincia del golpe en Honduras el Paraguay anteriormente la deposicin de Hugo Chavez por el neoliberalismo que gracias a que el pueblo estava organizado no consiguieron mantenerlo Tuvimos el secuestro de Rafael Correa Delgado de Ecuador tambin promovido por el neoliberalismo La batalla de la derecha para depor a Maduro era y es una muestra del acoso del neoliberalismo a los gobiernos considerados progresistas Fuero tres aos de acicate del neoliberalismo en Brasil y las fuerzas de izquierdas socialistas comunistas encasteladas asi como diciendo no es nada con nosotros Las fuerzas de izquierda con todas las matices que tienen tienen que estar unidas para cualquier emergencia y en un momento dado entrar en accin No debemos esperar a que las coas acontezcan En esta hora tenemos que estar pensando articulaciones en cuanto los fascistas neoliverales se consolidan No tenemos duda quien fueron los que iniciaron el proceso del golpe y no fue el Temer Aunque estuviese deseando de ser presidente por que por ley cuando cesa el presidente le corresponde al vice presidente Pero nuestro deber es luchar contra el TEMER pero sin olvidar de dar lea a los verdaderos culpados del GolpeDEMPSDB Y sus partidos de alquiler Aunque sea tarde debemos agir con urgencia y unir las fuerzas progresistas y llevas acabo la ofensiva contra los golpistas del neoliberlismo Honorio Delgado Rubio A burguesia e junto com ela os revisionistas modernos falam e fazem clculos sobre as liberdades democrticas Com efeito em cada Estado burgus denominado democrtico existem algumas liberdades democrticas relativas Dizemos relativas porque no ultrapassam jamais o limite da concepo burguesa de liberdade e de democracia porque no chegam jamais ao ponto de prejudicar os interesses vitais da burguesia no poder Naturalmente a classe operria e os homens progressistas aproveitam essas condies para organizarse para difundir suas concepes e ideologia e para preparar o derrubamento das classes exploradoras e a tomada do poder Depois da Segunda Guerra Mundial em muitos pases capitalistas da Europa como resultado da vitria sobre o fascismo e do papel desempenhado pelos partidos comunistas nas lutas antifascistas esses partidos chegam inclusive a participar do governo por exemplo na Frana na Itlia na Finlndia etc e at conquistar uma ampla bancada de deputados no Parlamento importantes cargos no aparelho de Estado e at no Exrcito etc Porm tambm nas condies das liberdades democrticas desenvolvese uma aguda luta de classes uma luta de vida ou morte entre a revoluo e a reao entre o proletariado e a burguesia Se o proletariado e seu partido se esforam para consolidar as suas posies por sua vez a burguesia e a reao no dormem Pelo contrrio valendose do aparelho estatal burgus da Polcia e das Foras Armadas praticando a corrupo e a subverso alimentando o oportunismo e as iluses reformistas e pacifistas no seio da classe operria etc preparamse seriamente para consolidar suas posies e desbaratar o governo e as foras revolucionrias O desenvolvimento dos acontecimentos depois da Segunda Guerra Mundial mostra que no marco das liberdades democrticas a burguesia atua energicamente e de diferentes formas para liquidar o movimento revolucionrio da classe operria Depois que a burguesia e a reao lograram consolidar suas posies expulsaram os comunistas do governo dos postos importantes no aparelho de Estado e do Exrcito como sucedeu na Itlia Frana e Finlndia Na Inglaterra ustria e outros pases nem sequer foi tolerada a presena dos comunistas no Parlamento como na Grcia foram encarcerados e combatidos pela fora das armas Quando a burguesia e a reao constatam que seu poder est ameaado pela fora e o prestgio crescente do Partido Comunista e do movimento revolucionrio das massas jogam sua ltima cartada pem em ao as Foras Armadas organizam para esmagar e liquidar o movimento revolucionrio e os partidos comunistas como sucedeu no Ir e Iraque e recentemente com os trgicos acontecimentos da Indonsia Em tais casos a reao e a burguesia de um dado pas se aproveitam diretamente da ajuda da reao mundial inclusive com apoio das Formas Armadas como ocorreu na Repblica Dominicana e outros lugares Que concluses se podem tirar desta experincia histrica Primeiro que as chamadas liberdades burguesas e liberdades democrticas nos pases capitalistas no so suficientes para permitir aos partidos comunistas e aos grupos revolucionrios alcanarem seus objetivos De nenhum modo A burguesia tolera a atividade dos revolucionrios enquanto essa no constitui uma ameaa para o poder de classe da burguesia Quando este poder est em perigo ou quando a reao encontra o momento propcio sufoca as liberdades democrticas recorre a todos os meios sem nenhum escrpulo moral nem poltico para destruir as foras revolucionrias Em todos os pases em que se permitiu aos partidos comunistas militar abertamente a burguesia e a reao aproveitam essa situao para conhecer toda atividade as pessoas os mtodos de trabalho e de luta dos partidos marxistaleninistas e dos revolucionrios Por isso os comunistas e seus partidos autenticamente marxistaleninistas cometeriam um erro fatal se tiverem confiana nas liberdades burguesas que a conjuntura lhes proporciona se fizer tudo abertamente e no guardar segredo de sua organizao e de seus planos Os comunistas devem aproveitar as condies do trabalho legal inclusive para desenvolver um amplo trabalho propagandstico e organizativo porm ao mesmo tempo devem estar preparados para o trabalho clandestino Segundo as iluses oportunistas sobre a via pacfica para a tomada do poder so um blefe e representam um grande perigo para o movimento revolucionrio Em aparncia o Partido Comunista da Indonsia parecia ter o terreno mais favorvel para alcanar seu objetivo seguindo essa via No obstante os comunistas indonsios haviam declarado mais de uma vez que no criavam iluses sobre a via pacfica Em sua saudao ao Congresso do PC da Nova Zelndia a delegao do Comit Central do PC da Indonsia confirmava que os acontecimentos da Indonsia demonstraram que no existe nenhuma classe dominante nem fora reacionria que permita as foras revolucionrias conquistar a vitria pela via pacfica Os comunistas extraem dos trgicos acontecimentos da Indonsia o ensinamento de que no suficiente descartar as iluses oportunistas sobre a via pacfica e reconhecer que a nica via para a tomada do poder a via revolucionria da luta armada O partido do proletariado os marxistaleninistas e todo revolucionrio devem tomar medidas efetivas para preparar a revoluo comeando pela educao dos comunistas e das massas no esprito militante revolucionrio e chegando at sua preparao concreta para fazer frente violncia contrarrevolucionria da reao com a luta armada revolucionria das massas populares Terceiro independentemente das condies e das posies favorveis que pode desfrutar em determinado momento o partido da classe operria no deve relaxar em nenhum momento a vigilncia revolucionria superestimar suas foras e a de seus aliados e subestimar a fora do adversrio da burguesia e da reao O Partido Comunista da Indonsia gozava de uma grande influncia no pas porm parece que superestimou em particular a fora poltica de Sukarno e do setor da burguesia que lhe apoiava e teve demasiada confiana em sua fora Ao mesmo tempo parece que subestimou a fora da reao em particular da reao no Exrcito Ao que parece os camaradas indonsios pensavam que o que tinha Sukarno por sua parte davalhe as rdeas do poder na Indonsia sem analisar devidamente em que consistia a fora de Sukarno e at que ponto esta fora era real particularmente entre o povo Os recentes acontecimentos da Indonsia demonstraram claramente que o prestgio e a autoridade de Sukarno no se apoiavam em uma base social econmica e poltica slida Os generais reacionrios conseguiram neutralizar Sukarno e inclusive enquanto foi adequado o exploraram para seus fins contrarrevolucionrios Quarto o partido marxistaleninista e todos os revolucionrios devem seguir consequentemente e resolutamente uma linha revolucionria e lutar audazmente contra o oportunismo e sua mais srdida manifestao o revisionismo moderno tanto o kruschovista quanto o titista Os oportunistas e os revisionistas modernos fizeram da luta pelas liberdades burguesas sua bandeira e
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renunciaram a revoluo preconizam a via pacfica como a nica via para a tomada do poder Precisamente a linha oportunista e revisionista a influncia dos revisionistas kruschovistas etc transformou numerosos partidos comunistas que no passado constituram uma grande fora revolucionria em partidos de reforma social em cezinhos de colo da burguesia reacionria Isso aconteceu com os partidos comunistas da Itlia da Frana da Finlndia da Inglaterra da ustria e outros A aplicao da linha oportunista do 20 Congresso dos kruschovistas conduziu catstrofe e liquidao do Partido Comunista do Iraque do Partido Comunista do Brasil do Partido Comunista da Arglia etc O Partido Comunista da Indonsia se ope ao revisionismo moderno Os ltimos acontecimentos da Indonsia e o papel de sapa que os revisionistas jogaram ali mostram que um verdadeiro partido revolucionrio fiel ao marxismoleninismo decidido a levar audazmente adiante a revoluo deve manter uma atitude bem definida frente ao oportunismo ao revisionismo kruschovista e titista No basta solidarizarse com a luta dos marxistaleninistas contra o revisionismo preciso tambm que o partido lute de maneira intransigente e aberta contra a traio revisionista porque somente assim podem os comunistas educarse no esprito revolucionrio e pode ser preservado o partido de todo perigo de revisionismo Sem combater resoluta e consequentemente contra o oportunismo e o revisionismo no se pode combater a reao no se pode impulsionar a causa da revoluo e do socialismo Enver Hoxha fundador do Partido do Trabalho da Albnia liderou a luta contra o exrcito alemo os fascistas e as foras feudais albanesas Governou a Albnia at a sua morte em 1985 e foi um dos lderes da luta contra o revisionismo de Kruschev na Unio Sovitica Artigo publicado em 11 de maio de 1966 Pogrom palavra de origem russa que designa uma ao violenta em massa que visa a atacar uma comunidade ou coletividade Sukarno 1901 1970 foi o lder da luta da Indonsia pela sua independncia da Holanda e passou mais de uma dcada preso Aps a independncia em 17 de agosto de 1945 foi o primeiro presidente do pas No incio dos anos 1960 com apoio do Partido Comunista da Indonsia PKI adotou uma poltica antiimperialista Em 30 de setembro de 1965 um golpe militar deps Sukarno e assassinou milhares de comunistas Ele permaneceu em priso domiciliar at sua morte em 1970 I am extremely impressed with your writing kills aand also with the layout on your blogIs this a paid theme or did you customize it yourself Either way keep up the nie quality writing its rare to see a great webswite like this one today O Governador Ibaneis Rocha MDB vetou projeto que homenageia a Vereadora do PSOL no Rio de Janeiro assassinada em 2018 Sua razo poltica apesar do linguajar tcnico Guilherme Amorim Uma proposta de lei aprovada no ano passado previa batizar uma praa na regio central da cidade com o nome de Praa Marielle Franco Mas o ento governador Ibaneis Rocha MDB vetou o projeto com o seguinte argumento no h relao entre o nome da vereadora e o Distrito Federal Este argumento no possu nenhuma solidez pois em Braslia existe uma praa que recebeu o nome do cantor Leonardo falecido em 1998 e seguindo a lgico de Ibaneis qual contribuio o cantor deixou para a capital do pas Nenhuma nem do ponto de vista social to menos educacional ou mesmo denunciando a corrupo do pas O veto do governador Ibaneis vem de encontro ao momento poltico do pais onde o acirramento da luta de classes se amplia cada dia mais o discurso de dio propagado pelo presidente governadores do carta branca para policiais matarem na certeza da impunidade os crimes de feminicdio se intensificam e assombram mulheres em todo o pas Diante disso ao negar uma homenagem de batismo de praa o governador renega e quer apagar o que Marielle passou a representar e ignora o que a sociedade clama como ficou provado nas manifestaes pelo mundo somando milhares de pessoas Dessa forma Ibaneis se iguala poltica de Bolsonaro na perspectiva de inferiorizar e discriminar os lutadores do povo Aplicando uma poltica que em muitos momentos flerta com o fascismo Foto RPDC Cear H d uas semanas o site de fofocas estadunidense TMZ espalhou o boato de que Kim JongUn comissrio de assuntos Estatais da Repblica Democrtica Popular da Coreia conhecida popularmente como Coreia do Norte havia passado por uma cirurgia cardiovascular serssima e que estaria em estado grave Este fact ide espalhouse como fogo pela internet A lgumas fontes diziam que Kim estava em estado vegetativo outras que j havia morrido e que mdicos chineses haviam sido enviados em seu auxlio A t a verso de que o estadista estaria escondido temendo casos do novo Covid19 foi divulgada Imediatamente as grandes agncias de notcias norteamericanas e europeias comearam a requentar a s mais rasteir a s falsidades sobre o pas asitico que j possui longo histrico de caricaturas desenhadas pela mdia internacional que serve aos interesses do capital imperialista Espalhouse por exemplo a histria de que a irm de Kim Jong Un Kim YoJong estaria sendo preparada para o suceder boato espalhado sem qualquer conhecimento de como funciona o Estado n orte c oreano produzido apenas com o objetivo de vender uma imagem antidemocrtica do pas Logo que saram tais boatos rgos da Coreia do Sul e da China pases diretamente interessados na estabilidade da Coreia do Norte assim como diversos estudiosos da revoluo coreana tendo como exemplo o Centro de Pesquisa da Poltica Songun do Brasil desmentiram a morte de Kim JongU n Dias depois ele reapareceu vivo e trabalhando desmentindo mais uma vez a imprensa controlada pelo capital internacional A Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ sempre foi protagonista das lutas pela soberania nacional e liberdades democrticas Recetemente com os avanos nas polticas de acesso por cotas passou a contar com um contigente maior de estudantes oriundos das camadas populares da sociedade que ao se depararem com as possibilidades de debates dentro da instituio e a necessria batalha contra as desigualdades em nosso pas passam a ser agentes intensificadores das lutas dentro do espao acadmico Neste momento o debate poltico sobre os rumos do pas vibra nos corredores da maior universidade federal brasileira Diversos atos manifestos e seminrios mobilizam estudantes professores tcnicoadministrativos e trabalhadores terceirizados A indignao contra os ataques vindos do governo golpista de Temer contra a universidade e o povo brasileiro tem trazido uma noo de responsabilidade s mais de 100 mil pessoas que circulam nos campi da UFRJ No dia 22 de junho uma importante mobilizao captaneada inicialmente pela Associao de Docentes da UFRJ AdUFRJ e convocada em seguida pelo Sintufrj sindicato dos servidores Centro Acadmico de Engenharia CAENG Diretrio Acadmico da Escola de Qumca DAEQ e DCE levou cerca de 500 pessoas a realizarem uma corrente humana nos corredores do Centro de Tecnologia com ampla participao de professores da Engenharia Fsica e outras reas das Cincias Naturais considerado um pblico de difcil mobilizao Thais Raquel presidenta do CA de Engenharia e militante do Movimento Correnteza disse que para os estudantes esse ato unitrio foi muito importante pois na maioria das vezes nos mobilizamos sozinhos na comunidade acadmica Para ela somente com a movimentao conjunta de toda a UFRJ podemos resistir aos ataques J para Francisco de Assis coordenador geral do Sintufrj o ato foi simblico Cincia e Tecnologia so soberania As elites brasileiras sempre tiveram em mente o ataque s instituies pblicas de pesquisa e educao pois s pensam no lucro que a venda deste patrimnio pode lhes render Universidades devem ser pontos de resistncia ofensiva das elites contra o povo Esse tipo de ato indica que na luta para resistir aos ataques antipovo feitos pelo governo golpista de planto mdia e demais interesses conservadores da sociedade as universidades tm forte potencial de mobilizao pois influenciam a sociedade por seu grau de importncia ideolgico mas tambm pelo grande contigente de jovens e trabalhadores que levam para suas casas e bairros os exemplos de lutas e debates vividos ali Redao Rio de Janeiro A teoria deixa de ter objeto quando no se acha vinculada prtica revolucionria exatamente do mesmo modo que a prtica cega se a teoria revolucionria no ilumina seu caminho J Stlin Fundamentos do Leninismo Heron Barroso Escola Nacional Manoel Lisboa de Formao do PCR O marxismoleninismo uma doutrina extraordinria Antes de Marx os operrios no sabiam por qu eram explorados nem por qu as terras as fbricas as mquinas os bancos as lojas enfim os meios de produo eram propriedades de um punhado de capitalistas enquanto eles os trabalhadores os verdadeiros produtores de todas as riquezas no tinham nada alm de um salrio miservel e uma vida cheia de privaes Marx e Engels elevaram o socialismo condio de cincia e mostraram aos proletrios que eles so os verdadeiros senhores do mundo Pela primeira vez na histria o desejo milenar da humanidade de viver numa sociedade sem fome desemprego e guerras deixou de ser um sonho distante e tornouse possvel atravs da revoluo Como no se fascinar por essas ideias Elas mobilizam do energia aos desanimados orientam os perdidos sacodem os indiferentes organizam e pem as massas em movimento Por isso uma das tarefas mais importantes dos comunistas revolucionrios o estudo a agitao e a propaganda do socialismo cientfico Stlin definiu o marxismo como sendo a cincia das leis do desenvolvimento da natureza e da sociedade a cincia da revoluo das massas oprimidas e exploradas da vitria do socialismo em todos os pases e da edificao da sociedade comunista Como toda cincia qualquer um pode conhecer a fundo os princpios e fundamentos da teoria marxista desde que estude com dedicao mtodo e disciplina Para os trabalhadores essa uma questo de vida ou morte pois eles s podero se livrar da explorao dos patres se estiverem armados de uma teoria revolucionria que aponte o caminho da conquista do poder e da construo da nova sociedade Apesar disso infelizmente persiste entre ns uma subestimao da importncia da teoria e do trabalho ideolgico do Partido Prova disso so os coletivos que no estudam com frequncia em suas reunies os assistentes que no acompanham o que os militantes esto lendo as sedes que no tm biblioteca organizada e a falta de planejamento para a realizao dos cursos de formao Muitos camaradas concordam em palavras que sem teoria revolucionria no h movimento revolucionrio mas dizem que no tm tempo para estudar devido s muitas tarefas no Partido Ao agirem assim se deixam dominar pela correria do dia a dia e esquecem que a ideologia comunista no se desenvolve em nossas conscincias espontaneamente sem esforo e iniciativa verdade que as crescentes tarefas e responsabilidades polticas que temos demandam muito do nosso tempo e energia mas isso no pode ser utilizado como desculpa para no estudar o marxismo ou considerar essa questo uma coisa secundria que d pra fazer quando sobrar tempo Ora se planejamos os calendrios de reunies e as atividades do movimento de massas por que no podemos planejar tambm nosso estudo com metas horrios e prazos bem definidos Da mesma forma preciso combater o engano dos que pensam que aprender a teoria algo muito difcil e que essa uma tarefa apenas para cabeas iluminadas Com certeza o estudo do marxismo tem suas dificuldades mas elas so perfeitamente superveis se adotamos mtodos corretos de aprendizado e buscamos apoio no coletivo Se cada companheiro e companheira seja militante de base ou quadro do Partido examinar com esprito crtico o uso que faz do seu tempo chegar sem dvida concluso de que perde muitas horas consumindo contedos inteis e impregnados de ideologia burguesa na TV e na internet essa verdadeira arma de distrao em massa Tambm perdemos bastante tempo em atividades e reunies que frequentemente comeam atrasadas e se demoram mais que o necessrio por serem mal preparadas Esse tempo desperdiado poderia ser dedicado leitura do jornal do Partido prtica de atividades fsicas cultura realizao de cursos de formao e ao estudo individual dos clssicos do marxismoleninismo muitos deles j publicados pelas Edies Manoel Lisboa No se trata aqui de deixar de ver TV assistir a um filme ou promover menos reunies e atividades mas de perceber que nosso problema no a falta de tempo ou capacidade mas de critrio organizao e disciplina Se corrigirmos essas falhas com certeza encontraremos o tempo necessrio e adequado para ler estudar se exercitar e realizar nossas tarefas Porm nada disso ser feito sem travar uma profunda luta ideolgica contra o espontanesmo a preguia intelectual e a acomodao Sem crtica e autocrtica sem vigilncia e controle revolucionrio a coeso a firmeza e a combatividade do Partido se enfraquecem o militante fica sem perspectivas desanima do trabalho se deixa influenciar pela propaganda do inimigo e perde a confiana nas massas e na revoluo A debilidade do trabalho ideolgico tambm dificulta nossa l
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uta contra o individualismo o machismo e outras manifestaes da ideologia burguesa no interior do Partido e abre as portas de nossa organizao s concepes liberais e aos contrabandos do revisionismo contemporneo que rejeita o marxismoleninismo substituindoo por teorias eclticas e psmodernas que no fundo negam o centralismo democrtico a disciplina bolchevique e os princpios morais comunistas De fato os camaradas que no estudam frequentemente vacilam sobre questes fundamentais da poltica do Partido e so presas fceis para provocadores e oportunistas deixandose levar pelos modismos e polmicas da internet Dessa forma tm mais dificuldade de trabalhar com fora energia e entusiasmo e acabam se afastando Ao contrrio aqueles que se esforam por compreender e assimilar a nossa ideologia e linha poltica lutam com mais empenho no se deixam abater pelas dificuldades elevam sua moral e no hesitam em entregar todo seu tempo energia e inteligncia causa da libertao da classe trabalhadora Sobre a importncia da formao ideolgica na construo do homem e da mulher novos vale a pena recordar as palavras do camarada Ho Chi Minh grande dirigente da revoluo vietnamita Para eliminar as sequelas da antiga sociedade para forjarmos em ns uma virtude revolucionria devemos estudar aperfeioarnos remodelarnos para progredir sem cessar Se no nos esforssemos para progredir regrediramos e ficaramos atrasados Ora o homem demorado o homem atrasado ser rejeitado pela sociedade que progride Portanto se no queremos nos atrasar diante das tarefas da revoluo precisamos estudar mais assimilar os princpios gerais do marxismoleninismo seu esprito revolucionrio e levar prtica tudo que aprendemos O verdadeiro comunista esteja onde estiver sejam quais forem as dificuldades deve sempre estar na vanguarda renovar sua confiana no Partido e a certeza no triunfo do socialismo Diante disso cada militante e o Partido como um todo devem levar a srio o trabalho ideolgico A formao dos coletivos e o estudo individual precisam ser planejados discutidos nas reunies e acompanhados pelos assistentes e pela direo Ler e refletir sobre cada artigo do jornal A Verdade o ponto de partida Ler as publicaes das Edies Manoel Lisboa o prximo passo seguido da leitura de outros livros clssicos do marxismoleninismo e pela realizao de cursos de introduo ao marxismo para os novos militantes pela organizao de uma biblioteca em cada estado e pela execuo do Cronograma Nacional de Formao da Escola Manoel Lisboa Como dissemos a falta de tempo pode ser resolvida com mais organizao e diviso das tarefas Se conseguirmos vencer a subestimao do estudo da teoria nosso Partido lutar ainda melhor pela revoluo Os arautos do mercado idolatrado grandes empresrios e a propaganda feita pelo governo federal do desgoverno Bolsonaro e pela grande imprensa alardeiam que necessria a reforma da previdncia e que ser uma maravilha modernizar as regras previdencirias Apenas as pessoas ingnuas e alienadas encabrestadas pela ideologia dominante acreditam nessa gravssima fake news falsa notcia apresentada s classes trabalhadora e camponesa Em uma sociedade capitalista com a classe dominante superexplorando a classe trabalhadora bvio que o que bom para a classe dominante pssimo para as classes trabalhadora e camponesa Leonel Brizola dizia Diante de um assunto complexo preste ateno de que lado a mdia est O justo e tico o outro lado Convm ento prestarmos ateno aos mosquitos que esto no leite Na realidade o que esto propondo fazer no reforma mas desmonte da previdncia pblica ou seja privatizao da previdncia com o tal de regime de capitalizao que acaba com o pacto de solidariedade construdo no Brasil entre trabalhadores Estado patres e as prximas geraes seguridade social e estabelece o cada um por si e salvese quem for privilegiado Com a privatizao capitalizao da previdncia direito se torna privilgio pois ser apenas para uma minoria e no para todos Propem sangrar apunhalando os direitos previdencirios conquistados com muita luta suor e martrio e depois ano a ano ir acabando com o que sobrar de direitos previdencirios at privatizar tudo As regras matemticas so complicadas mas indicam emisso de aviso prvio para destruir a previdncia pblica e privatizar para quem puder ingressar na volpia do mercado que quer lucrar muito e abocanhar um novo nicho de mercado O desgoverno e os donos do mercado idolatrado propem sacrificar no altar do deus mercado o povo brasileiro com regras cruis e inconstitucionais entre as quais destacamos 1 1 Aposentadoria aos 65 anos de idade se homem 62 anos de idade se mulher e 60 anos de idade para professores de ambos os sexos com no mnimo 20 anos de contribuio A lei estabelecer novos aumentos na idade a cada quatro anos de acordo com a expectativa de vida da populao O aumento do tempo de contribuio de 15 anos para 20 anos vai dificultar muito a aposentadoria dos mais pobres que tm enorme dificuldade de contribuir regularmente para o INSS em funo do desemprego informalidade e baixa renda Muitos morreram sem se aposentar 2 Segurados do INSS atuais tero trs regras de transio Para os atuais segurados e seguradas do INSS revogada a regra 8595 neste ano 8696 soma de idade e de tempo de contribuio para mulheres e homens respectivamente e fixadas regras de transio muito duras que empurraro grande parte dos segurados para a aposentadoria aos 65 anos de idade se homem e aos 62 anos de idade se mulher Subir gradualmente ano a ano at atingir os 105 pontos em 2028 Baseado no tempo de contribuio pedgio de 50 fator previdencirio para quem est a dois anos da aposentadoria Injustia 3 Aposentadoria integral somente com 40 anos de contribuio O clculo da aposentadoria ser piorado por duas razes a a mdia salarial deixar de considerar os 80 dos melhores salrios e passar a considerar todos os salrios os melhores e os piores b o valor da aposentadoria corresponder a 60 da mdia aritmtica com acrscimo de 2 para cada ano de contribuio que exceder o tempo de 20 anos de contribuio at atingir o limite de 100 Assim a aposentadoria ser de 60 com 20 anos de contribuio 62 com 21 anos de contribuio 64 com 22 anos de contribuio e somente ser de 100 da mdia salarial aos 40 anos de contribuio Crueldade imensa 4 A reforma acaba com reajuste pela inflao para 33 milhes de aposentados e pensionistas do INSS A Constituio Federal em seu artigo 201 prev o reajuste pela inflao que concedido aos aposentados e pensionistas todo ms de janeiro assegurado o reajustamento dos benefcios para preservarlhes em carter permanente o valor real conforme critrios estabelecidos em lei A reforma da Previdncia sumiu com duas palavrinhaschave a manuteno do valor real dos benefcios o que acaba com a garantia constitucional de reajuste para os aposentados e pensionistas do INSS Rasgase a constituio de 1988 e arranja novo tipo de matar aos poucos osas idososas 5 A reforma destri a aposentadoria por idade dos trabalhadores rurais e vai empurrlos para uma renda bsica miservel de R 40000 O tempo de contribuio mnimo para osas trabalhadoresras rurais ser de 15 anos em 2019 155 anos em 2020 subindo gradualmente at os 20 anos de contribuio em 2029 Muito difcil alguma trabalhadora rural completar 20 anos de contribuio antes de morrer Violenta quem produz o po que chega mesa do povo brasileiro 6 Professores atuais segurados do INSS tero duas regras de transio Pela reforma os professores passaro a ter idade mnima de 60 anos para ambos os sexos e o tempo de contribuio que hoje de 25 anos para a mulher e de 30 anos para o homem ser de 30 anos para todos Quanto s regras de transio para oa titular do cargo de professora que comprovar exclusivamente 25 anos de contribuio se mulher e 30 anos de contribuio se homem o somatrio da idade e do tempo de contribuio includas as fraes ser equivalente a 81 pontos se mulher e 91 pontos se homem aos quais sero acrescentados a partir de 1 de janeiro de 2020 um ponto a cada ano para o homem e para a mulher at atingir o limite de 95 pontos se mulher e de 100 pontos se homem Para osas professorases a transio mais rpida comea com 56 anos em 2019 565 anos em 2020 57 anos em 2021 atingindo os 60 anos em 2027 Mais uma vez se fortalece o desrespeito s mulheres Considerando que a maioria das professoras comea a dar aulas aos 20 21 anos s tero direito aposentadoria integral aos 60 anos depois de 40 anos em sala de aula Com certeza muitas no conseguiro considerando o desgaste fsico e emocional que acontece ao longo dos anos ainda mais na Rede Pblica de Ensino com salas superlotadas e a grande sobrecarga de trabalho para melhorar o salrio no final do ms Se esta sobrecarga tambm dos professores as professoras tm outra jornada em casa haja vista que ainda pouco se v de repartio nas tarefas domsticas 7 O desgoverno prope a frmula cruel da aposentadoria por invalidez por tempo de contribuio que pune quem se invalidar ainda jovem Se o trabalhador ficar invlido ainda jovem com at 20 anos de contribuio o valor da aposentadoria ser de 60 da mdia salarial 8 Aposentadoria dos trabalhadores das reas insalubres e pessoas com deficincia ter um clculo dos mais arrochados porque ser de 60 da mdia salarial mais 2 do tempo que exceder os 20 anos de contribuio excesso este que praticamente no haver e isto implicar em uma aposentadoria de 60 ou pouco mais tempos de atividade especial no sero mais convertidos para tempo comum o que ser pssimo para trabalhadores que deixarem as reas insalubres Para as pessoas com deficincia as regras previstas so as seguintes I 35 anos de contribuio para a deficincia considerada leve II 25 anos de contribuio para a deficincia considerada moderada e III 20 anos de contribuio para a deficincia considerada grave Isso proposta desumana e cruel 9 Penso ser arrochada e poder ter em alguns casos valor irrisrio de 15 a 30 da mdia salarial A penso por morte ser arrochada cinco vezes a arrocho da base de clculo que a aposentadoria b reduo dos percentuais de 100 para 50 mais 10 por dependente c fim da reverso das cotas da penso dos dependentes que se emanciparem d desvinculao do salrio mnimo e restries ao acmulo de benefcios de penso e aposentadoria Depois de todos estes arrochos a penso poder ser reduzida a 15 a 30 da mdia salarial As maiores perdedoras sero as mulheres sobretudo as mais pobres que podero ter benefcio inferior ao salrio mnimo e com todos os arrochos a penso poder ficar em R 30000 a R 40000 para vivas pobres 10 O Benefcio de Prestao Continuada BPC da Lei Orgnica da Assistncia Social LOAS poder ser reduzido para R 40000 e poder acabar o BPC para o segundo idoso da famlia A reforma da previdncia se aprovada destri o BPC da LOAS que concedido aos idosos pobres e pessoas com deficincia a a renda mensal do idoso de um salrio mnimo ser reduzida para apenas R 40000 aos 60 anos de idade atingindo o mnimo somente aos 70 anos de idade b acaba o direito ao BPC da LOAS para o segundo idoso da famlia uma conquista do Estatuto do Idoso j que o valor da renda mensal recebida a qualquer ttulo por membro da famlia do requerente integrar a renda mensal integral per capita familiar c as idades previstas sero ajustadas a cada quatro anos Violncia e crueldade com as pessoas id
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osas 11 A reforma acabar com o Abono Salarial de 23 milhes de trabalhadores de baixa renda A principal mudana no Abono Salarial PISPASEP a seguinte a ele pago atualmente a quem recebe at dois salrios mnimos e na reforma da previdncia o benefcio ser pago apenas a quem receber at um salrio mnimo b ou seja o trabalhador que receber R 100 acima do salrio mnimo R 99900 at dois salrios mnimos R 199600 perder o direito ao Abono Salarial c de acordo com dados divulgados pelo portal UOL dos 25 milhes que tm direito cerca de 23 milhes de trabalhadores perderiam o direito ao benefcio mentira do Governo e da Mdia dizer e repetir exausto que a Previdncia tem rombo dficit Segundo a Constituio de 1988 a Previdncia Social faz parte da Seguridade Social que um conjunto de aes integradas de proteo social que envolvem tambm a sade e a assistncia social Para custear a Seguridade os constituintes criaram um oramento especfico com fontes de recursos variadas Esse oramento composto pelas contribuies previdencirias de trabalhadores e de empregadores bem como por tributos gerais COFINS Contribuio para o Financiamento da Seguridade Social a CSLL Contribuio Social Sobre o Lucro Lquido e o PISPASEP Programa de Integrao Social receita com loterias e outros itens de menor expresso A CPI da Previdncia em seis meses de trabalho e em relatrio de 600 pginas demonstrou que a Previdncia Pblica no Brasil superavitria O Governo Federal o Congresso a Mdia e o grande empresariado insistem sim em acabar com a previdncia pblica para que eles possam lucrar e furtar muito com Previdncia Privada No podemos aceitar mais essa punhalada nas costas das classes trabalhadora e camponesa Por que no falam em cortar as grandes e milionrias aposentadorias Por que no param de repassar quase 50 do oramento federal para os credores da Dvida Pblica Interna dvida injusta com juros exorbitantes e que j foi paga muitas vezes Por que reduziram o valor real do salrio mnimo de 2019 Por que deixam na UTI o SUS e o Sistema Educacional Pblico Brasileiro Por que no fazem uma reforma tributria justa taxando as grandes fortunas e herana Por que no fazem reforma agrria Por que no reduzem a superexplorao a que a classe trabalhadora submetida cotidianamente pelo capital Por que no democratizam os meios de comunicao Por que continuam devastando a Amaznia e os outros biomas Por que no demarcam todos os territrios dos nossos parentes indgenas Por que no demarcam e titulam todos os territrios quilombolas Por que no fazem a Auditoria da Dvida Pblica conforme prescreve ADTCs da Constituio de 1988 Por que no param de repassar quase 50 do oramento do Estado para os credores da Dvida Pblica que so os banqueiros Por que deixam os banqueiros furtarem tanto no Brasil Por que Resposta Porque insistem na acumulao de capital para os grandes empresrios no fortalecimento do capitalismo mquina satnica de moer vidas Atualmente estimase que h cerca de R 141 bilhes em renncias fiscais de vrios tributos Grandes empresas devem cerca de 500 bilhes no pagam e o governo no cobra Mais de 80 de 1 trilho que o ministro Paulo Guedes pretende arrecadar vir dos pobres Quando dizem que se no for aprovada a reforma da previdncia o Brasil quebrar preciso perguntar quem quebrar Os banqueiros ou os pobres Com o sequestro de quase 50 do oramento para repassar para banqueiros credores da dvida pblica o povo que est sendo quebrado A quem prope e defende esse covarde e indecente projeto de reforma da previdncia dedico a passagem bblica da Carta de Tiago Ai de vocs ricos Vocs amontoaram tesouros para o fim dos tempos Vejam o salrio dos trabalhadores que fizeram a colheita nos campos de vocs retido por vocs esses salrios clamam e os protestos dos trabalhadores chegaram aos ouvidos do Deus da vida Vocs tiveram na terra uma vida de conforto e luxo vocs esto ficando gordos para o dia da matana Vocs condenaram e mataram o justo e ele no conseguiu defenderse Tiago 53b6 Em sintonia com a profecia bblica de Tiago a Conferncia Nacional dos Bispos do Brasil CNBB se posicionou contra a aprovao da Reforma da Previdncia denunciando as mudanas contidas na PEC 062019 sacrificam os mais pobres penalizam as mulheres e os trabalhadores rurais punem as pessoas com deficincia Pelo exposto acima o projeto de reforma da previdncia sob apreciao do Congresso Nacional um projeto de morte e no de vida Feliz e benditoa quem se somar a essa luta justa necessria e urgente pela manuteno dos direitos previdencirios do povo brasileiro Meter o p no barranco diante de tantas injustias e violncias direito e dever de toda pessoa humana No reforma da previdncia contida na PEC 062019 Belo HorizonteMG 0942019 Gilvander Moreira 2 Obs Abaixo vdeos que versam sobre o assunto tratado acima 1 Reportagem sobre Relatrio da CPI da Previdncia que demonstrou que a Previdncia no deficitria e que o caminho melhorar a gesto e cobrar dos grandes devedores 2 Boulos e Eduardo Moreira debatem Previdncia e desigualdade 2419 3 Renata Belzunces Dieese Reforma da Previdncia 2419 1 Fontes site da deputada Marlia Campos de Minas Gerais httpwwwmariliacamposcombrsecaoprevidenciadeputadamariliacamposptmgdivulgaumasintesedareformadaprevidenciadosservidorespublicos e entrevistavdeos de vrios entendidos no assunto 2 Frei e padre da Ordem dos carmelitas doutor em Educao pela FAEUFMG licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR bacharel em Teologia pelo ITESP SP mestre em Cincias Bblicas assessor da CPT CEBI SAB e Ocupaes Urbanas prof de Movimentos Sociais Populares e Direitos Humanos no IDH em Belo Horizonte MG Email email protected wwwgilvanderorgbr wwwfreigilvanderblogspotcombr wwwtwittercomgilvanderluis Facebook Gilvander Moreira III No dia 16 de junho um importante time operrio da periferia de So Paulo completou 19 anos O Estrela Azul como chamado carinhosamente pela comunidade foi fundado no Pantanal Zona Leste da capital paulista no ano de 1999 Desde ento todos os domingos sem nunca ter falhado nenhuma vez ocorrem partidas de duas horas com cerca de 25 de jogadores sem a presena de um juiz A fora da solidariedade e do coletivo so a alma desta resistncia Neste mundo capitalista onde o futebol foi dominado pelos grandes monoplios miditicos e o capital financeiro onde tudo que diz respeito a esse esporte decidido pelo dinheiro os 19 anos da equipe so sem dvida um grande feito Com a maioria do time composta por nordestinos que trabalham em fbricas e comrcios da cidade o Estrela Azul preza por alguns princpios essenciais que foram decisivos para manter o time at aqui Primeiro o futebol para brincar Assim o Estrela Azul desde sempre joga contra ele mesmo e atualmente so os camisas amarelas contra os camisas azuis O time no se inscreve em campeonato nem marca jogos contra outros times Segundo o mais importante a sade do trabalhador Sendo um time amador onde todos os jogadores tm que bater carto na segundafeira os jogadores no se expem a grandes riscos mantendo a competitividade mas com um clima de imensa solidariedade entre todos Terceiro o juiz uma figura estranha ao futebol Sendo o futebol um esporte coletivo e uma brincadeira ter um indivduo que fique arbitrando o andamento do jogo parece inaceitvel ao Estrela Azul Assim o andamento da partida vai sendo decidido pelo bom senso de todos que esto em campo E por ltimo o time no propriedade de ningum de todos os membros E assim sendo as tarefas e a sustentao material do time so divididas coletivamente Qualquer membro pode participar de sua coordenao que se rene todas as segundasfeiras noite e reveza as tarefas de coordenao secretaria e tesouraria Atualmente essas tarefas so exercidas por Manoel Pereira operrio desempregado e piauiense Jos Roberto tambm piauiense e trabalhador terceirizado da Universidade Mackenzie e pelo companheiro Hermnio baiano e metalrgico Todos os membros contribuem com R 10 por ms para que a quadra seja paga todas as semanas a manuteno do material necessrio bolas camisas e cales seja garantida e o gelol e outros itens estejam sempre disposio A existncia de um time com essas caractersticas realmente se apresenta como um grande contraponto aos rumos que o esporte tomou em todo o mundo O futebol que uma paixo de todos os brasileiros est cada vez menos acessvel aos operrios pobres De jogadores quando crianas vamos nos transformando cada dia que passa em meros expectadores dos grandes times de profissionais A falta de quadras e campos pblicos que recebam uma manuteno decente e de interesse do poder pblico e do capital em democratizar o esporte os ingressos abusivos cobrados nas bilheterias dos grandes estdios a falta de organizaes sociais fortes e comprometidas com o bemestar e a sade dos trabalhadores das periferias so apenas alguns dos motivos pelos quais o povo se encontra alijado da possibilidade de praticar seu esporte favorito Com efeito o mundo est a cheio de exemplos Por ano milionrios bancos clubes agentes e jogadores dividem um negcio que movimenta R 146 bilhes Um jogador do Real Madrid recebe em mdia 166180 dlares cerca de meio milho de reais por semana e um do Barcelona 155452 dlares segundo clculos da consultoria especializada em salrios a Sporting Intelligence Com toda essa situao fica a pergunta como um operrio que depende de salrio mnimo para viver pode chamar de seu um esporte como o futebol Por quais meios possvel se apropriar desse esporte para que ele realmente sirva classe trabalhadora A resposta no fcil pois o capitalismo transforma tudo sua imagem e semelhana inclusive o futebol A contradio tamanha que recentemente os operrios da Fiat na Itlia anunciaram greve contra a contratao de Cristiano Ronaldo para o seu prprio time o Juventus Isso porque os patres que pagam um salrio de fome aos trabalhadores os verdadeiros responsveis pela produo da riqueza pagaram 100 milhes de euros para o Real Madrid por essa contratao Em nota o sindicato dos trabalhadores reclamou No aceitvel que os trabalhadores continuem a fazer enormes sacrifcios econmicos enquanto a empresa gasta milhes de euros num jogador Eles dizem s famlias para apertarem cada vez mais o cinto e depois decidem investir tanto dinheiro num jogador Acham isso justo normal uma pessoa ganhar milhes enquanto milhares de famlias a meio do ms j quase no tm dinheiro Somos todos empregados e esta diferena de tratamento no pode continuar Os trabalhadores da Fiat deram uma fortuna aos patres nas ltimas trs geraes mas foram compensados com uma vida de misria O Estrela Azul vai na contramo de tudo isso So 19 anos apostando na organizao da nossa prpria classe So trs geraes do bairro que j puderam e continuam podendo jogar bola toda semana e no s assistir aos jogos Jovens negros pobres expresidirios e usurios de drogas tm todo espao no time e isso tambm um ganho real para a comunidade Todo esse esforo acontece sem iluso Todos os trabalhadores ali sabem que esse sistema capitalista e os patres no tm nada a oferecer para ns E alguns membros do time j constroem a luta pela Revoluo e pelo Socialismo por uma sociedade em que os operrios no s sero donos das fbricas mas dos times de futebol tambm Queops Damasceno So Paulo Com 706 do total de votos a chapa Conteste e Lute UJR e independentes venceu as eleies do Grmio Estudantil do Instituto Federal de Educao Cincia e Tecnologia da Bahia IFBA que ocorreram nos dias 2 e 3 de maio na Praa Vermelha do Campus Salvador A eleio foi uma das mais participativas dos ltimos anos teve 1158 votantes apenas 12 votos nulos e brancos e a Chapa 2 Unitas PSTUPOR cerca de 300 votos A eleio foi marcada com muitos debates sobre o rumo
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do movimento estudantil e da educao profissional e tecnolgica Todo o processo foi de muita discusso em cada sala de aula e nos corredores O grmio do IFBA que estava desacreditado pelo conjunto dos estudantes agora ter uma gesto com o compromisso de reconstruir a histria de luta do IFBA e lutar de forma intransigente pelos direitos da juventude e dos estudantes Para Gabriela Bacelar estudante de qumica e diretora do atual Grmio Estudantil nosso grmio agora tem voz e ao vamos lutar pela construo do restaurante para todos a preo popular melhorias das salas de aulas por concurso pblico para professores e por educao tecnolgica que atenda s reais necessidades de nosso povo A Federao dos Estudantes das Escolas Tcnicas Fenet esteve presente em todo o processo eleitoral e parabenizou os novos diretores desse importante grmio Vale salientar que o grmio independente da UJR A SIU o momento em que diversas entidades universitrias fazem o primeiro contato com os novos alunos que estejam dispostos a se engajar em alguma atividade extracurricular ou at mesmo apresentar e ambientar os ingressantes ao espao universitrio Nessa verso online respeitando as regras de segurana a atividade proposta pelo Movimento Olga Benario atraiu diversas mulheres interessadas em discutir as pautas feministas e as reuniu com companheiras antigas do Movimento levantando um debate cada vez mais necessrio sobre qual o tipo de feminismo que interessa s mulheres Nesse encontro foi apresentado desde a origem do nosso Movimento e suas bandeiras principais o feminismo classista a Casa Helenira Preta em Mau as lutas prticas que so travadas dia a dia dentro e fora da Universidade e uma avaliao da atual conjuntura poltica fomentando espao para debate e troca de conhecimento acerca da questo das mulheres no mbito universitrio e seu papel na luta pela emancipao humana Tendo em vista o contexto que vivenciamos em que o acirramento da luta de classes est cada vez mais posto diante de ns entendemos que mais do que nunca o feminismo precisa ser classista e a interpretao da realidade precisa ser objetiva e prtica guiada pela pela tica do materialismo histrico Dentro da Universidade no diferente as estudantes lutam diariamente por permanncia por auxlio creche respeito e reconhecimento dentro dentro da Academia contra a violncia e por um ambiente seguro acolhedor e inclusivo por essas e outras que o Olga sobrevive e cresce cada vez mais entender a origem da opresso e a estrutura de classes imprescindvel para agir por mudanas reais no caminho para a emancipao Embora o evento tenha ocorrido na modalidade online para a segurana de todas a atividade conseguiu gerar grande troca de conhecimento entre as que j compunham o ncleo do Olga na UFABC e as ingressantes estas que vieram a se somar na construo do Movimento e caminham juntas na formao e elevao de conscincia do coletivo em prol das causas das mulheres estudantes mes e trabalhadoras A Unidade Popular pelo Socialismo UP mantendo fiel sua poltica de financiamento pelos trabalhadores estudantes e mulheres do povo realizou em Recife mais um jantar de apoio no dia 01 de junho Dezenas de apoiadores se reuniram para comemorar o nmero de 800 mil fichas coletadas neste perodo de campanha pela legalizao do partido Durante as falas no evento foi lembrada a importncia da greve dos caminhoneiros para a conjuntura poltica a vitria dos trabalhadores com a renncia de Pedro Parente da direo da Petrobrs e o abuso do judicirio ao decretar multa de R 2 milhes aos petroleiros em greve Tambm se destacou a importncia da organizao das mulheres dentro da poltica e o compromisso da UP em construir junto com as companheiras um partido mais feminino e feminista Redao Pernambuco O VIII Encontro Nacional dos Fruns Permanentes da Sociedade Civil pelos Direitos da Pessoa Idosa realizado no perodo de 17 a 19 de novembro de 2016 em Jacarepagu na cidade do Rio de Janeiro com representantes de cinco fruns estaduais credenciados e dois em processo de credenciamento alm de participantes em geral tendo como tema central A PREVIDNCIA SOCIAL QUE QUEREMOS nenhum direito a menos expressa suas discusses e deliberaes mediante a aprovao da Carta do Rio de Janeiro II A Previdncia Social um direito da classe trabalhadora duramente conquistado e consolidado na Constituio Federal de 1988 no deficitria O dficit da Previdncia que o Governo ao longo da histria insiste em afirmar uma falcia Dados divulgados por recentes pesquisas cientficas e organizaes indicam ser uma questo de m gesto e de desvio de finalidade Os recursos existem falta o cumprimento da real finalidade da Previdncia O desmonte da Previdncia Social interessa s polticas privatistas e visa a transferncia de seus recursos para cobrir a dvida interna bem como favorecer a previdncia privada entre outros Iniciativas como a PEC 241 552016 que prope congelamento por 20 anos na rea da Seguridade Social sade assistncia social e previdncia social e educao assim como a proposta de Reforma da Previdncia so repudiadas pelos trabalhadores e aposentados do Brasil pois prope uma isonomia ao contrrio ou seja nivelar por baixo A ideia do atual Governo de reforma da Previdncia pretende que o trabalhador e a trabalhadora se aposentem a partir dos 65 anos o que penalizar muitos trabalhadores que no chegaro a se aposentar embora tenham contribudo em toda sua vida laborativa para a Previdncia produziram e acumularam riquezas para o pas Cabe afirmar que envelhecer um direito e a longevidade uma conquista e no um peso para o oramento pblico e nem para a sociedade O caminho tornar a luta visvel mediante mobilizao organizao e articulao com os demais segmentos sociais na ocupao das ruas pela garantia dos direitos conquistados e na construo de novos direitos Nenhum direito a menos Rio de Janeiro 18 de novembro de 2016 No dia 25 de novembro de 2016 dia internacional de combate violncia contra a mulher nasceu em Porto Alegre a partir da ao organizada do Movimento de Mulheres Olga Benrio a Ocupao Mulheres Mirabal homenageando trs mulheres de luta que enfrentaram o regime fascista na Republica Dominicana e foram assassinadas em 1963 Inspiradas na Ocupao Tina Martins de BHMG hoje Casa de Referncia Tina Martins reivindicamos um centro de referencia para mulheres em situao de violncia e vulnerabilidade social Tendo em vista o esfacelamento das poucas polticas pblicas que ainda tnhamos dos nfimos recursos estatais destinados para o enfrentamento violncia contra a mulher e diante dos nmeros crescentes e absurdos de agresses estupros e feminicdios ns decidimos lutar e ocupar pela vida das mulheres Nesse pequeno perodo quase 4 meses de ocupao com poucos recursos mas com muita disposio e apoio de movimentos sociais entidades sindicatos vizinhos profissionais da sade da assistncia do direito estudantes e demais pessoas solidrias a causa construmos um verdadeiro espao de acolhimento e fortalecimento das mulheres Veja vdeo de denncia do caso O local de propriedade da Inspetoria Salesiana congregao religiosa que na justia solicitou a reintegrao de posse do prdio Nossa inteno era reivindicar uma medicao entre o movimento a igreja o poder pblico municipal e estadual responsabilizar o poder pblico a cumprir seu dever e buscar uma soluo mediada para o caso seja atravs da cedncia do local ou de apresentao de outro imvel que no esteja sendo utilizado e possa ser destinado ao movimento No entanto a congregao se nega ao dilogo com a ocupao e com o prprio Estado So dezenas de mulheres acolhidas que chegam ocupao por encaminhamento da prpria Delegacia da Mulher do Centro Estadual de Referncia da Mulher Vnia Arajo Machado CRMVAM da Procuradoria da Mulher na Assembleia Legislativa pela ONG Themis ou pela simples indicao de algum que nos conheceu e viu na Ocupao Mulheres Mirabal uma alternativa para ajudar mulheres que precisam de apoio Apesar do reconhecimento e legitimao do poder pblico em relao ao trabalho desenvolvido na ocupao no dia 15 de maro a 20 Cmara do Tribunal de Justia deferiu o pedido de reintegrao de posse da Ocupao sob o pretexto de defender o sagrado direito propriedade privada e aprovou por unanimidade a desocupao em at 30 dias podendo ainda esse prazo ser adiantado conforme a vontade do Juiz responsvel pelo processo Mais uma vez o sistema judicirio mostrou que no est do nosso lado tomando a deciso de colocar na rua sem oferecer qualquer alternativa mulheres que j so vitimas de violncia ou esto em situao de vulnerabilidade social e encontram cada vez menos o apoio do estado e do municpio Neste momento fica cada vez mais claro as injustias e a falta de humanidade deste sistema capitalista e patriarcal em que vivemos e a necessidade de abolir a propriedade privada que agora mais uma vez se coloca acima da vida das mulheres Sabamos que esse momento chegaria e estamos organizadas pra resistir at o fim pois quem decide lutar para que nenhuma mulher mais morra em casa ou na rua no retrocede frente as ameaas de violncia vindo tambm do poder pblico Por isso estamos convocando uma jornada de 30 dias pela vida das mulheres cada dia com uma atividade diferente trazendo debates dos mais diversos temas a cultura e a arte popular Venha resistir e lutar com a gente pelo bom pelo justo e pelo melhor do mundo Movimento de Mulheres Olga BenarioRS oi gente gostei muito desse site parabns pelo trabalho um trabalho muito lindo espero que o governo veja e deem uma fora a vcs parabns por este trabalho que deus ajude vcs nesta caminhada Nana Sanches Tais medidas refletem o descaso com a vida das mulheres No toa que no estado do Rio Grande do Sul houve um aumento de 21 dos casos de feminicdio no ltimo ano Ao invs de construir polticas que assegurem que as mulheres vivam o poder pblico cria obstculos e dificulta o acesso das mulheres rede de enfrentamento violncia de gnero E por que iniciativas como a Casa de Referncia Mulheres Mirabal so atacadas Exatamente por denunciar o machismo institucional que deixa as mulheres margem dos seus direitos O Estado capitalista misgino e despreza a organizao de mulheres combativas e atuantes contra o machismo Seria importante que cada promotor de justia juiz prefeito governador vivenciasse 24h da rotina que as militantes das casas do Movimento de Mulheres Olga Benario passam Dedicamos nossa vida abrindo mo de tempo com famlia amigos colocando nossos corpos frente do combate violncia contra a mulher Nesta ltima quintafeira 20012021 enfrentamos mais um ataque desta vez atravs do Ministrio Pblico do Rio Grande do Sul que tem imposto medidas arbitrrias e burocrticas que visam acabar com nosso servio e submetem as mulheres a uma violncia institucional No podemos achar que isso natural Mesmo que a Mirabal fornea servio de assistncia social jurdico e psicolgico no somos respeitadas e tratadas como um servio essencial para o combate violncia H uma escassez de vagas para abrigar mulheres vtimas de violncia e a resposta que o poder pblico d que as mulheres sigam em ambientes domsticos violentos ou na rua No temos dvida da importncia do nosso servio Vivemos a demanda e a violncia de gnero diariamente E por isso ns vamos seguir So mais de 5 anos de muita luta e cada dia que mantemos a Mirabal mais um dia de resistncia da luta das mulheres pela vida Nosso Governo cheio de desculpas mostra So Paulo como um carto postal quando a realidade que esto oprimindo e humilhando pessoas simples em uma fila de espera de moradia que dura anos sem perspectiva Elias Gomes Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas Hoje segundo a estimativa de 2019 So Paulo tem 1218 milhes de habitantes Porm desses 12 milhes cerca de 40 mil so pessoas em situao de rua 700 mil moram em rea de risco mais de 2 milhes de pessoas moram em situaes precrias favelas e cortios e a fila por moradia popular na cidade supera 1 milho de inscritos No aniversrio de So Paulo trabalhamos pra conscientizar os trabalhadores dos graves problemas sociais da cidade como acesso a moradia sade e educao e de como o Governo Municipal tenta esconder esses problemas a qualquer custo para poder cumprir seus propsitos A poltica desse governo tem levado as pessoas a ficarem sem teto atravs da remoo de famlias das ocupaes de 2017 a 2019 foram mais de 28 mil famlias removidas de suas casas e outras 170 mil esto ameaadas Essas remoes tem por princpio varrer os pobres tirlos de vista e levlos pra longe tirar as crianas pobres de suas escolas e mandlas para escolas cada vez mais longe de suas casas comprometer o pequeno salrio de seus pais com aluguis altos que eles no tm condies de pagar A Comunidade Jaguar um exemplo est correndo risco de ser vtima deste sistema implacvel ambicioso e cruel assim como muitas comunidades tm sido So Paulo cresceu muito nesses 466 anos e com a cidade cresceu a desigualdade
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o desequilbrio social e econmico Aqui pessoas esperam na fila da moradia por 20 anos sem garantias esperam resultados de exames por mais de seis meses em postos de sade postos onde muitas vezes no se consegue sequer uma Dipirona porque est faltando Mas o que importa so as aparncias Nosso Governo cheio de desculpas mostra So Paulo como um carto postal quando a realidade que esto oprimindo e humilhando pessoas simples em uma fila de espera de moradia que dura anos sem perspectiva At quando Quantos aniversrios de So Paulo vo acontecer para que haja mudana para que o povo esteja l e possa ter orgulho de sua cidade Coragem mulher Ivan Lins Essa firmeza nos teus gestos delicados Essa certeza desse olhar lacrimejado Haja virtude haja f haja sade Pra te manter to decidida assim Que segurana pra dobrar tanta arrogncia Que petulncia de ainda crer numa esperana Quem o guia que ilumina os teus dias E que te faz to meiga e forte assim Coragem coragem coragem mulher Coragem coragem coragem mulher Como te atreves a mostrar tanta decncia De onde vem tanta ternura e pacincia Qual teu segredo teu mistrio teu bruxedo pra te manter em p at o fim Coragem coragem coragem mulher Coragem coragem coragem mulher Como te atreves a mostrar tanta decncia De onde vem tanta ternura e pacincia Qual teu segredo teu mistrio teu bruxedo pra te manter em p at o fim Coragem coragem coragem mulher Coragem coragem coragem mulher Famlias do Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas ocuparam nesta quarta 16 um prdio abandonado no Centro do Rio As mais de 70 famlias que ocupam o imvel sem funo social decidiram nomear a ocupao em homenagem ao advogado jornalista e escritor abolicionista Luiz Gama 18301882 Redao Rio LUTA POPULAR Na madrugada deste quarta 16 mais de 70 famlias de trabalhadoras e trabalhadores organizadas no MLB Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas ocuparam um prdio que estava abandonado h anos no centro da cidade do Rio de Janeiro A ocupao uma alternativa para as famlias que antes tinham que escolher entre colocar comida na mesa ou pagar o aluguel Essa ao denuncia a misria a fome e todo o descaso do governo fascista de Bolsonaro e principalmente reivindicam o direito bsico moradia digna O prdio na Rua Alcntara Machado no corao do Centro do Rio estava abandonado por anos sem cumprir funo social como determina a Constituio Federal Desde que iniciaram a ocupao as famlias se organizaram para dividir os espaos e as tarefas Desde creche para as crianas at uma cozinha para o preparo das refeies garantindo que todos pudessem se alimentar Com o trabalho coletivo em poucas horas o prdio j estava diferente O Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas MLB um movimento social nacional que luta pela reforma urbana e pelo direito humano de morar dignamente Um movimento formado por milhares de famlias semteto de todo o pas vtimas da ao predatria da especulao fundiria e imobiliria As famlias ocupadas decidiram homenagear o advogado jornalista escritor e um dos maiores abolicionistas do pas Luiz Gama 18301882 que ajudou a libertar mais de 500 negras e negros escravizados e lutou a vida toda pelo fim absoluto da escravido Cuiab MT A informao bate de frente e desfaz a ideia formatada pela forte campanha global o Agro Pop A propaganda massiva com peas publicitrias produzidas com esmero e a custos bilionrios veiculadas em rede nacional pela TV Globo j incutiu na cabea e no imaginrio de milhes e milhes de pessoas que esse segmento o agronegcio o grande responsvel pela produo de alimentos Ledo engano ao menos em Mato Grosso cantado em prosa e verso como maior produtor brasileiro de gros e carnes Nesse contexto a salvao da lavoura sem trocadilho fica por conta dos chacareiros e pequenos sitiantes trabalhadores rurais que se aglomeram no entorno das cidades e se dedicam sem os estmulos fiscais e financeiros que os grandes produtores e empresas do agro desfrutam a produzir a maioria da alimentao que o povo consome No entanto essa pequena baixa nos preos do cereal pode ser interpretada erroneamente como um movimento de queda da inflao mas est mais associada perda do poder aquisitivo de camadas cada vez maiores da populao Tratase de um fenmeno que no tipicamente matogrossense porque se estende pelo restante do pas A meno a Mato Grosso se justifica pelo fato que um Estado considerado rico e porm com a grande maioria de sua populao empobrecida fato ressaltado pela vergonhosa fila de ossos que se forma em um estabelecimento comercial da capital onde centenas de pessoas se aglomeram para disputar a doao de um pedao de osso Resumo a fila emblemtica que se replica por outros locais aponta que esse modelo econmico concentrador de riquezas e excludente em alta escala de pessoas serve para a fortuna de poucos e a miserabilizao de muitos e precisa ser reformulado Quando nada ser obrigado a pagar impostos Rodrigo dos Anjos Nascimento foi assassinado por milicianos da regio de Curicica Zona Oeste da cidade A principal suspeita que o rapaz tenha sido vtima de uma tentativa de abuso seguida de execuo Em nota a UFRJ afirmou que o estudante foi vtima da violncia e da homofobia tristemente vicejante em nossa sociedade A principal suspeita que o rapaz tenha sido vtima de uma tentativa de abuso seguida de execuo Rodrigo foi mais uma vtima de LGBTfobia e da ao violenta das milcias que dominam uma parcela cada vez maior do Rio A UFRJ se posicionou atravs do Instituto de Histria e do Conselho Universitrio que lanaram moes de pesar pelo caso No texto a universidade afirma que Rodrigo foi vtima da violncia e da homofobia tristemente vicejante em nossa sociedade As circunstncias do seu assassinato revelam os desafios ainda presentes para a construo de um pas mais justo igualitrio e de respeito dignidade humana A morte de Rodrigo mais uma pra conta de um pas que mesmo durante a pandemia segue perdendo mais de 40 mil pessoas por ano vtimas de homicdios consequncia tambm de um projeto de nao criado para que um pequeno grupo de indivduos lucre com a constante pobreza e abandono de uma parte considervel da populao Esse modelo de pas serve nica e exclusivamente a uma elite enquanto a maior parte do povo no tem acesso pleno aos direitos mais bsicos como segurana e lazer As milcias cariocas ocupam uma parte considervel da Zona Norte Zona Oeste e Baixada Fluminense Segundo pesquisa do Grupo de Estudos Novos Ilegalismos GENIUFF esses grupos paramilitares ocupavam 255 dos bairros da capital fluminense em 2019 difcil ver as milcias apenas como um poder paralelo que cresce onde o Estado ausente Nos locais onde atuam elas se colocam como o prprio Estado sendo responsveis por diversos servios como internet gs televiso lazer transporte e segurana As milcias nasceram e cresceram do que h de mais podre e corrupto do sistema capitalista so fruto da corrupo policial e especulao imobiliria Hoje esto completamente entrelaadas ao Estado burgus e so bases de apoio fundamentais para o bolsonarismo com quem mantm relaes bastante prximas Atualmente a populao LGBT vtima constante da violncia que domina a Cidade Maravilhosa Seus corpos no cabem no carto postal Todos os dias vemos a cidade triturar sonhos e afetos de quem mora na periferia ou no se enquadra nos padres prdefinidos pela sociedade Rodrigo tinha apenas 22 anos e uma vida inteira pela frente mais um jovem cheio de sonhos que se vai Mais do que nunca necessrio se organizar para resistir ofensiva conservadora defender um projeto de cidade mais inclusivo que deixe de ser uma mquina de moer sonhos e gentes como no capitalismo Defender a vida e a causa LGBT em um dos pases que menos tolera essa existncia defender uma pauta anticapitalista A memria de Rodrigo e tantos outros dos nossos que so constantemente atacados por esse modelo excludente de sociedade precisa permanecer viva Essa situao agravou o descontentamento geral dos alunos de Design Grfico que por diversas vezes ao longo de 2019 e 2020 lutaram por melhorias e por seus direitos Os alunos lutaram por uma sala maior melhorias dos computadores da universidade substituio das cadeiras que quebravam com os alunos sentados ar condicionado acesso s mesas digitalizadoras acesso a salas com rguas Ts professores qualificados etc Todos esses problemas estruturais que vo de encontro com o desejo da UMC por lucros maximizados Com um curso precrio e sem muita perspectiva de futuro os alunos na maioria trabalhadores e trabalhadoras optaram por uma medida ofensiva contra a UMC que no alterou os preos das mensalidades durante a quarentena Atualmente os alunos pagam salvo descontos o preo bruto de R132615 Cabe informar que a Universidade uma instituio privada com fins lucrativos ou seja sua lgica de produo maximizar e obter mais lucros em cima do trabalho dos professores que no final do ano passado tiveram o dcimo terceiro parcelado junto com os salrios e dos alunos constantemente promovendo reajustes e aumentando sua taxa mdia de lucratividade enquanto que investe menos dinheiro na infraestrutura e qualidade de ensino Os estudantes esto ganhando mais conscincia de sua capacidade organizativa logo aps a publicao do Manifesto diversos outros cursos foram se solidarizar com as salas de Design Grfico Alunos do curso de Arquitetura Publicidade e Propaganda Jornalismo Psicologia Relaes Internacionais Enfermagem Engenharia e Nutrio tambm expuseram seu apoio a luta pela reduo da mensalidade At o momento os estudantes de Design Grfico e o Movimento Correnteza esto estimulando outras salas a publicarem seus manifestos e unificar a luta e exigindo um posicionamento claro e ativo do Diretrio Acadmico que tem o dever de representar os interesses dos estudantes No Manifesto os estudantes exigiram uma resposta da UMC at a prxima quintafeira incio de abril Caso no haja diminuio os alunos iro promover uma paralisao geral das aulas e dos pagamentos de todos os cursos de comunicao afetados isto greve dos estudantes de comunicao unificando a mobilizao do curso de Design Grfico para todos os setores de comunicao da universidade isto Jornalismo e Publicidade e Propaganda Porm certo que essa luta se estende vertiginosamente para alm dos cursos de comunicao e que se for necessrio paralisao da maioria dos cursos alm dos expostos no manifesto os alunos assim o faro at que a mensalidade seja reduzida e que seus direitos como alunos sejam garantidos afirmou o Movimento Correnteza O presidente venezuelano reeleito Hugo Chvez qualificou de histrico os resultados das eleies e fez um chamado unidade nacional e ao trabalho conjunto em prol do bemestar e da paz desta nao sulamericana Do Palcio de Miraflores Chvez se dirigiu a milhares de pessoas que chegaram ali para celebrar seu triunfo nesse encontro com as urnas contra o candidato opositor da chamada Mesa da Unidade Democrtica Henrique Capriles O presidente obteve 56 dos votos vlidos na eleio de 07 de outubro O chefe de Estado expressou um reconhecimento a todo o povo deste pas por este dia memorvel marcado por um vontade democrtica e por uma altssima participao no pleito Nunca antes tivemos uma Venezuela como a de hoje do ponto de vista moral social poltico econmico e cultural assegurou o presidente Votaram pelo socialismo pela independncia pela grandeza da Venezuela e pelo futuro disse Chvez a seus eleitores pouco antes de afirmar que vencera em 20 dos 23 estados e na Capital Caracas No ter fora imperialista por maior que seja que possa com o povo de Simn Bolvar previu e agregou que Venezuela nunca voltar ao neoliberalismo mas continuar transitando para o socialismo O governante agradeceu as felicitaes de mandatrios como o cubano Ral Castro e a argentina Cristina Fernndez e deu as graas aos visitantes provenientes de outros pases que acompanharam o processo eleitoral Fonte wwwcubadebatecu Felipe Annunziata A Casa da Moeda do Brasil uma empresa pblica que responsvel pela produo do dinheiro cdulas e moedas emisso de documentos alm da produo de certificados e selos que so obrigatrios em vrios ramos da indstria como bebidas e cigarros Localizada no bairro de Santa Cruz no Rio na empresa so produzidos os passaportes emitidos em todo o pas e considerado um dos servios mais seguros do mundo A empresa existe desde o perodo colonial e agora est sob ameaa de privatizao do governo Bolsonaro que quer entregar seus servios ao capital estrangeiro fazendo com que nem o dinheiro que usamos no dia a dia tenha sua produo controlada pelo Brasil A produo de
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moedas cdulas e a emisso de passaportes paralisaram completamente nos 3 turnos Nos setores grficos e de produo de selos e outros produtos a paralisao passou dos 50 de adeso Na porta da empresa 400 trabalhadores se reuniram num grande piquete durante todo o dia para convencer aqueles colegas que ainda no estavam seguros da greve a para No carro de som trabalhadores e trabalhadoras moedeiros se revezavam em discursos de repdio as aes do governo Bolsonaro e a perseguio da diretoria sobre os funcionrios A operria Vania Gonalves conta A gente est sempre lutando em busca dos nossos para que eles no se acabem Direitos perdidos salrios reduzidos tem muito funcionrio que nem salrio vai ter Tem gente que vai ter que abrir mo de botar filho no plano de sade e da creche vo ter que recorrer ao estado falido Ento a gente est aqui junto toda a empresa nessa luta contra a privatizao no s da empresa mas tambm em defesa dos nossos sonhos Os nibus responsveis pelo transporte dos empregados vieram quase todos vazios e os que vinham com passageiros traziam mais grevistas para engrossar as fileiras da manifestao Haviam operrios na organizao do piquete desde as 23h de domingo e esse trabalho coletivo foi o que garantiu a forte adeso da categoria Outro aspecto importante da paralisao foi a adeso das mulheres Cerca de metade da fora de trabalho da Casa da Moeda feminina e elas se fizeram presentes em todos os momentos da greve Um dos maiores ataques que a atual diretoria tem feito a imposio de mensalidades creche mantida pela empresa justamente direcionada s trabalhadoras mes Mas no decorrer do dia ouvimos muitas histrias sobre como o machismo afeta e prejudica diariamente o ambiente de trabalho Meu filho era da creche Eu me vi obrigada a tirar ele da creche porque era subsidiada pela empresa Hoje a gente tem que ter um gasto de R1200 e diante disso 40 crianas saram da creche Eu como mulher me como filha no posso me calar diante dessa covardia que a diretoria da empresa est fazendo A gente vai lutar at o fim Se for para gente cair vamos cair atirando disse a operria Simone Balduno da produo de cdulas Muitas trabalhadoras nos relataram como o fato de serem mulheres foi considerado por homens na chefia e nas sucessivas diretorias como impedimento para se alcanar promoes ou cargos de chefia Houve casos de trabalhadoras que ficaram 35 anos na empresa e se aposentaram sem ter tido nenhum progresso na carreira Uma trabalhadora nos contou que uma colega era cotada pelo gerente de seo para ser promovida e o chefe do setor proibiu pelo fato dela ser mulher A situao da cobrana de mensalidade na creche faz a situao das operrias da Casa da Moeda ficar ainda pior Pois a todo momento ameaas de demisso e dispensa so feitas sob o argumento de que mulheres podem ser mes e tem direito a licenas como se isso fosse motivo para demisso Com o atual governo que acha que mulher no tem que ter direito e tem que se submeter a opresso esta situao tem piorado pois chefes e diretores tem se sentido mais vontade em assediar as operrias Amanh 4 haver uma assembleia para deliberar sobre os prximos passos do movimento A inteno de muitos trabalhadores procurar unificar as mobilizaes com outras empresas pblicas como a Petrobras e o Dataprev que j esto em greve contra a privatizao Enquanto isso os operrios da Casa da Moeda insistem que o nico caminho para barrar os retrocessos e conquistar vitrias a luta e a greve O movimento dos moedeiros se insere nas crescentes mobilizaes de trabalhadores contra a poltica entreguista do governo Bolsonaro e de Paulo Guedes Junto a revolta nas universidades federais os trabalhadores das empresas estatais tem se mobilizados por todo pas Alm da Petrobras e do Dataprev j mencionados tambm tivemos ainda no ano passado a greve nos Correios Assim as trabalhadoras e trabalhadores da Casa da Moeda nos mostram o caminho necessrio para derrubar a poltica desse governo Embora pequena essa categoria fundamental para nossa economia nos mostra que o nico caminho para a vitria contra o fascismo e o entreguismo a luta Famlias continuam aguardando posicionamento do governo prefeitura e seguradora Tragdia mostra a necessidade de uma profunda reforma urbana no pas Jesse Lisboa Recife BRASIL O trgico desabamento de um prdio no Conjunto BeiraMar em Paulista PE que resultou na morte de 14 pessoas e ferimentos em mais 7 permanece como uma lembrana da fragilidade das condies habitacionais e da falta de resposta adequada por parte do Governo do Estado A devastao causada por esse incidente ocorrido h mais de um ms no apenas exps as vidas que foram perdidas mas tambm ressaltou a urgente necessidade de ao efetiva e compromisso por parte do governo estadual para com as famlias afetadas O desabamento abalou profundamente a comunidade local e destacou uma srie de questes que vo alm da tragdia em si A ausncia de medidas judiciais e a falta de assistncia apropriada s famlias enlutadas e desabrigadas um testemunho da falha sistmica na garantia de segurana e proteo s pessoas em situaes de vulnerabilidade O luto e a dor das famlias que perderam entes queridos so agravados pela sensao de abandono e falta de responsabilidade por parte do Estado O valor insuficiente do auxlio aluguel em comparao com os custos reais de moradia na regio coloca as famlias em uma posio ainda mais vulnervel lutando para encontrar um lugar seguro para viver Alm disso a falta de fiscalizao adequada e as condies de ocupao irregular que levaram ao desabamento apontam para uma falha estrutural na gesto urbana e na garantia de direitos bsicos aos cidados A tragdia demonstra a necessidade urgente de uma reforma urbana regulamentaes mais rigorosas e maior responsabilidade por parte do Governo do Estado de Pernambuco e da Prefeitura de Paulista na manuteno e inspeo de edifcios especialmente aqueles que esto em risco Foi realizada uma reunio nesta terafeira 8 entre a prefeitura a Caixa Econmica Federal e a seguradora SulAmrica para tratar da situao O encontro ocorreu no Tribunal de Justia de Pernambuco TJPE em Recife A finalidade dessa reunio seria para construir um plano de ao a fim de resolver os problemas relativos habitao Porm preciso compreender que cada dia de espera pode custar mais vidas e prolongar o sofrimento de mais famlias que esto na mesma situao dever do governo estadual juntamente com as demais instituies envolvidas implementar uma ao decisiva e comprometida para enfrentar o dficit habitacional e garantir a segurana das moradias populares A realidade das famlias que vivem margem da sociedade e sem acesso a uma moradia adequada inaceitvel Uma reforma urbana verdadeira deve priorizar a funo social dos imveis garantindo que eles sejam utilizados para atender s necessidades da populao e no para fins especulativos A desapropriao de imveis ociosos ou subutilizados destinandoos moradia popular uma medida essencial para enfrentar o dficit habitacional e promover a justia social Pesquisa divulgada pela Fundao Getlio Vargas FGV mostra que a maioria dos entregadores trabalha de 9 a 12 horas por dia e recebem menos de um salrio mnimo comum entregadores adoecerem por conta da exposio ao calor excessivo Ou seja esses trabalhadores esto literalmente morrendo de tanto trabalhar para enriquecer os milionrios donos dos aplicativos Pesquisa divulgada pela Fundao Getlio Vargas FGV mostra que a maioria dos entregadores trabalha de 9 a 12 horas por dia e recebem menos de um salrio mnimo Alguns chegam a rodar mais de 70 quilmetros por dia de bicicleta Entre os principais problemas de sade que surgem entre os entregadores a maioria jovens de at 24 anos esto a desidratao aumento do estresse desmaios males respiratrios e at infartos derrames e cncer de pele A proliferao de entregadores de aplicativo consequncia direta da reforma trabalhista e do aumento do desemprego esse o modelo de trabalho que o capitalismo oferece juventude brasileira no sculo 21 Enquanto os entregadores sofrem no calor e passam mal de tanto trabalhar o faturamento do Ifood aumentou 234 em apenas um ano ultrapassando US 323 milhes urgente acabar com essa farra dos donos dos aplicativos e garantir direitos e renda digna aos entregadores Estudo aponta que aumentou a concentrao de riqueza nas mos de poucas pessoas e da pobreza nas mos da maioria da humanidade 1 mais rico do mundo adquiriu seis vezes mais riquezas que 90 dos trabalhadores e do restante da populao Igor Barradas Redao RJ INTERNACIONAL O 1 mais rico do mundo ficou com quase 23 de toda riqueza produzida nos ltimos dois anos cerca de US 42 trilhes o que representa seis vezes mais dinheiro que 90 da populao global conseguiu no mesmo perodo Os dados so do novo relatrio da Oxfam A Sobrevivncia do mais rico por que preciso tributar os superricos agora para combater as desigualdades divulgado no ltimo dia 16 de janeiro O documento revela como a burguesia se apossa de quase todas as riquezas do planeta para benefcio prprio submetendo a maioria da populao misria fome e desemprego A desigualdade entre ricos e pobres to grande que hoje um bilionrio ganha cerca de 157 milho de euros por cada euro ganho por quem est entre os 90 mais pobres da humanidade Ou seja enquanto um trabalhador recebe um euro por seu trabalho um bilionrio recebe um milho quinhentos e cinquenta e sete mil euros Aumento das desigualdades sociais O relatrio da Oxfam tambm aponta que a fortuna dos bilionrios cresceu 5 bilhes de dlares por dia entre 2020 e 2022 Ao mesmo tempo a maioria da populao sofre com a fome no tem acesso a servios bsicos de sade e vive em barracos de papelo de favor na casa de parentes em reas de risco caladas ou debaixo de viadutos O estudo mostra a crueldade e o egosmo dessa minoria de ricos que vivem no luxo Desde o incio da pandemia 573 novos bilionrios surgiram Entre eles 40 vieram da indstria farmacutica Quer dizer enquanto o povo morre sem remdios meia dzia de magnatas lucram bilhes vendendo vacinas medicamentos e outros produtos dos laboratrios privados Essa a lei maior do capitalismo de um lado os pobres ficam mais pobres enquanto do outro a burguesia no para de enriquecer Os bilionrios obtiveram extraordinrios aumentos das suas fortunas Durante a pandemia e as crises do aumento do custo de vida desde 2020 24 bilhes de euros 63 de toda a nova riqueza criada foi capturada pelo 1 mais rico enquanto apenas 14 bilhes de euros 37 foi para todo o resto da populao explica Gabriela Bucher coordenadora do relatrio Enquanto as pessoas comuns esto fazendo sacrifcios dirios em itens essenciais como comida os superricos superaram at mesmo seus sonhos mais loucos conclui S istema desumano e explorador O que pouco se fala sobre esses superricos que nenhum deles jamais trabalhou de verdade para conseguir suas fortunas So ricos porque exploram a fora de trabalho dos trabalhadores e saqueiam os recursos naturais dos pases mais pobres E fazem isso pois no capitalismo a burguesia controla as terras as fbricas fazendas e oficinas atravs da propriedade privada dos meios de produo Dessa forma milhares de trabalhadores vivem debaixo de um sistema em que h explorao do homem pelo homem poucos lucrando muito e muitos sem possuir nada A humanidade s se libertar dessas injustias com um sistema social e econmico oposto ao capitalismo Como disse Marx deve haver a destruio da propriedade capitalista dos meios de produo para transformla em propriedade coletiva de todos os trabalhadores por intermdio da revoluo socialista Os metalrgicos alemes iniciaram um processo de luta em todo o pas atravs da realizao de greves em massa durante as prximas semanas por aumentos salariais dignos rejeitando as propostas patronais consideradas provocatrias Exigimos uma proposta que leve a srio os trabalhadores e o seu trabalho declarou Berthold Huber presidente do poderoso sindicato IG Metall que aglutina 35 milhes de trabalhadores do setor metalrgico Os trabalhadores exigem aumentos salariais de 65 por cento enquanto o patronato contrape trs por cento em 14 meses atitude que os dirigentes sindicais consideram provocatria Os salrios alemes estiveram praticamente congelados durante a ltima dcada e os trabalhadores consideram que chegada a hora de comearem a recuperar o poder de compra perdido A poltica econmica e social do governo Merkel na sequncia de reformas trabalhistas de ndole neoliberal anteriormente lanadas pela coligao SPDVerdes tem provocado desigualdades cada vez mais profundas na sociedade alem As greves foram lanadas no sbado passado e a intensificao da luta corresponde insatisfao do sindicato com o andamento das negociaes que j esto na terceira rodada As aes de protesto j realizadas
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e que registaram adeses em massa afetaram e afetam a produo nos maiores grupos industriais alemes alguns de envergadura mundial como so os casos do ThyssenKrupp Bosch Continental MAN Siemens entre outros A luta dos metalrgicos seguese dos trabalhadores da administrao pblica que realizaram numerosas greves ao longo de semanas e alcanaram aumentos salariais de 65 por cento em dois anos O frenteafrente entre o patronato e os metalrgicos acompanhado com interesse por toda a sociedade alem uma vez que o peso do setor pode influenciar todas as outras negociaes salariais que venham a ser estabelecidas Fonte BE Internacional O Sindicato dos Trabalhadores da Construo Civil de Petrolina Sinticon deflagrou na manh desta segundafeira 30 uma greve geral da categoria Em vrias empresas da cidade os operrios j esto de braos cruzados A categoria reivindica reajuste salarial de 15 almoo em todos os canteiros de obras e caf da manh regional alm de tquetealimentao no valor de R 15000 A greve conta com apoio do Movimento Luta de Classes MLC e da Federao dos Trabalhadores na Indstria da Construo e do Mobilirio do NorteNordeste FETICOMNONE Isolado o professor Eduardo Lobo Botelho Gualazzi da Universidade de So Paulo tentou ler em sala de aula um Ode ao golpe militar de 64 e foi contido por estudantes Enquanto tentava iniciar a leitura estudantes encenavam torturas e perseguies nos corredores da Universidade Seguindo os passos dos governos estaduais do PT e do PCdB o governo do Cear PT aprova a Reforma da Previdncia no estado Houve aes truculentas e violentas da Poltica Militar sobre os manifestantes que lutavam contra o ataque aposentadoria UPCE Dia 19 de dezembro na Assembleia legislativa do estado do Cear foi aprovada por 34 votos a favor e 8 contrrios a Reforma da Previdncia proposta pelo governo Camilo Santana PT Foram trs dias de mobilizao de movimentos sociais e profissionais do servio pblico estadual com notoriedade categoria docente contra a aprovao da reforma O batalho de Choque da Polcia Militar no poupou esforos para manter os manifestantes afastados do plenrio do lado de fora da Assembleia o que gerou confronto e muitos civis feridos Novamente a polcia militar do estado do Cear demonstra seu carter histrico de aparelho opressor e defensor do Estado Capitalista agindo de forma extremamente violenta com a populao Dentro da assembleia deputados estaduais decidiram mais uma vez trair seus eleitores e votar um pacote de medidas que em sua concretude prejudica de forma mais danosa as trabalhadoras e os trabalhadores que ganham os menores salrios aqueles que recebem at dois salriosmnimos sero os mais afetados com essa reforma Camilo Santana apresentou uma proposta de Reforma da Previdncia que consegue ser ainda pior que a do governo Bolsonaro e fez isso de maneira oportunista indicando que o estado do Cear encontrase em dficit com a Unio o que no verdade alm disso aprovando essa reforma agora o governador antecipase ao prejuzo eleitoral que teria com a populao em 2020 caso enviasse o pacote apenas no prximo ano A conjuntura poltica do nosso pas tem demonstrado nunca se pode confiar em partidos conciliadores com a burguesia Com essa reforma o PT trai toda uma classe que viu nele um partido do povo de defesa da classe trabalhadora um grande golpe foi dado mas atravs dele tambm que poderemos entender que para esses grupos polticos os interesses do capital sempre vm antes dos direitos dos trabalhadores hora de sair s ruas voltar s bases e construir um pas e uma sociedade sem iluses na velha poltica e em falsos heris COMO VOTARAM OS DEPUTADOS A Favor No ltimo dia 1 de junho foi noticiado no portal do Ministrio Pblico do Trabalho o andamento de um processo por assdio moral numa agncia do Banco Ita de Palmas capital do Tocantins Segundo publicao a ao pretende uma multa de R 20 milhes por dano moral coletivo Segundo depoimentos colhidos pela procuradora Mayla Mey Friedriszik aps uma denncia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Crdito do Estado de Tocantins SINTECTO uma funcionria teria sofrido um aborto espontneo durante o horrio de expediente sendo impedida de abandonar sua funo A jovem guardou o feto abortado dentro de um saco plstico s indo buscar auxlio mdico aps trs horas do ocorrido ao trmino do expediente Aps atendimento mdico a agncia negou os 30 dias a que tinha direito de afastamento permitindo funcionria apenas quatro dias de licena Os depoimentos colhidos so unssonos e demonstram que a r Banco Ita sobrecarrega seus funcionrios com acmulo de funes e carga excessiva de trabalho muitas vezes no computando a integralidade das horas suplementares laboradas contribuindo para um flagrante prejuzo sade fsica e mental dos obreiros declarou a procuradora Mayla Mey A busca incessante por metas inatingveis acrescida de ameaas explcitas e veladas de retaliao ou mesmo demisso no caso de rendimento insuficiente do empregado e somadas aos casos de efetivo adoecimento em razo da conduta da demandada se configura em prtica de assdio moral organizacional cuja ocorrncia infelizmente j causou dano moral coletivo completou Mayla O MPTTO entrou com uma Ao Civil Pblica contra o Banco Ita com audincia marcada para o dia 18 de junho para obrigar a empresa a estabelecer metas compatveis com a atividade laboral pausa remunerada para descanso pagamento das horas extras com a correta anotao destas e a proibio do acmulo de funes Alm disso o MPT garantiu acompanhamento para que os funcionrios que prestaram depoimentos no sofram perseguio na empresa Redao A estudante foi presa sob alegao de estar portando explosivos durante o ato contra o aumento das passagens Uma viglia foi montada em frente delegacia exigindo sua libertao Na madrugada de Sbado 14 de julho policiais fortemente armados da tropa de choque policiais paisana e mdicos todos sem identificao invadiram o hospital IASERJ Instituto de Assistncia dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro e retiraram cerca de 50 pacientes muitos deles em estado grave colocando em risco a vida desses pacientes Segundo o governo do estado o IASERJ ser demolido para a ampliao do INCA importante a expanso do INCA o investimento no hospital mas ele pode ser ampliado sem comprometer uma estrutura da qual dependem centenas de pessoas No h justificativa para a demolio do IASERJ Emocionada uma paciente que veio da zona oeste e chegou s 530 da manh buscando atendimento desabafou esse o hospital onde atendem a gente com dignidade se ele fechar iremos para onde Os outros no tem capacidade Na manh de 16 de julho diversos pacientes foram procurar atendimento no hospital e seu funcionamento foi normal devido a dedicao dos profissionais de sade ali presentes Inconformados com a possvel demolio servidores do estado professores estudantes e usurios do hospital esto fazendo uma ocupao para garantir o atendimento dos pacientes e garantir que esse importante hospital que atende a 44 especialidades no seja destrudo para enriquecer ainda mais alguns empresrios Todos os dias tm acontecido panfletagens para alertar a populao e atos dentro do ptio para conscientizar os pacientes que essa uma luta de todos Os servidores tambm argumentam o fato do hospital no fazer parte do patrimnio do estado e sim dos servidores estaduais que contribuem com 2 para sade e assistncia social Esse descaso com a sade pblica com os servidores do estado e com o povo mostra um governo atrelado com a iniciativa privada sem compromisso com a qualidade de vida da populao Karen Lemes Rio de Janeiro O erro do governo no a falta de persistncia mas a persistncia na falta Jos Levino Historiador Sua me morreu por suicdio quando ele tinha apenas dois anos Criado pela av no Uruguai voltou para Rio Grande aos sete anos onde fundou seu primeiro jornal o Capim Seco Era um nico exemplar escrito mo mas foi apreendido e proibido de circular pelo diretor porque a ilustrao era uma cobra de batina O padre reitor do Colgio tinha o apelido de Jararaca Torelly no gostava muito de estudar mas lia tudo Buda Confcio Maom Keppler Galileu Newton Karl Marx Muito jovem comeou a escrever no jornal ltima Hora de Porto Alegre Brincava muito com a Academia Brasileira de Letras Afirmava que para um escritor entrar precisava esperar um imortal se contradizer e morrer No chegou a se formar em medicina mas desenvolveu pesquisas na rea de bacteriologia Um estudo sobre febre aftosa chegou a apresentar a autoridades inclusive Getlio Vargas que na poca era deputado estadual mas ningum levava a srio porque as palestras eram todas na base da brincadeira Torelly foi um dos fundadores da Aliana Nacional Libertadora ANL No participou da Rebelio de 1935 conhecida como Intentona Comunista mas foi preso tendo sido companheiro de cadeia de Graciliano Ramos que faz meno a este fato em Memrias do Crcere A Manha deixou de circular e eu com ela contava o humorista Solto relanou o jornal Uma curiosidade o Baro nos ltimos anos de vida vivo morava sozinho num apartamento No permitia que matassem as formigas nem as baratas As formigas explicava porque lhe ajudaram a descobrir que estava diabtico As baratas porque foram treinadas pelos presos polticos e serviam de emissrias entre eles carregando pequenos bilhetes de uma cela para outra Em 1971 deu sua ltima entrevista para a revista Realidade Morreu sozinho no dia 27 de novembro daquele ano Poucas pessoas compareceram ao seu enterro num sbado dia de chuva no Rio de Janeiro Cemitrio So Joo Batista sepultura 248 quadra 13 De onde menos se espera da que no sai nada O tambor faz muito barulho mas vazio por dentro Dizesme com quem andas e eu te direi se vou contigo Cleptomanaco ladro rico Gatuno cleptomanaco pobre Aquele senhor era to tmido que at tinha vergonha de proceder honestamente O voto deve ser rigorosamente secreto S assim afinal o eleitor no ter vergonha de votar no seu candidato Negociata todo bom negcio para o qual no fomos convidados O banco uma instituio que empresta dinheiro gente se a gente apresentar provas suficientes de que no precisa de dinheiro Os juros so o perfume do capital Tudo seria fcil se no fossem as dificuldades Adolescncia a idade em que o garoto se recusa a acreditar que um dia ficar chato como o pai A televiso a maior maravilha da cincia a servio da imbecilidade humana Senso de humor o sentimento que faz voc rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse com voc Se voc tem dvida no se preocupe porque as preocupaes no pagam as dvidas Nesse caso o melhor deixar que o credor se preocupe por voc O homem que se vende recebe sempre mais do que vale Este mundo redondo mas est ficando muito chato a sua biografia completa pode ser lida em diversos endereos da rede como neste endereo httpsaverdadeorgbr201908obaraodeitarare e no Wikipdia neste endereo No dia de ontem 19 em quase todas as capitais provinciais do pas se realizaram marchas contra as medidas do presidente Rafael Correa do Equador A oposio de esquerda ao governo vem se fortalecendo frente a uma aliana cada vez mais slida do presidente com as polticas de direita que aplicando um projeto que j no pode esconder seu carter conservador A marcha convocada principalmente pela unidade das principais centrais sindicais do pas denominada Frente Unitria dos Trabalhadores FUT contou com a participao do movimento indgena Ecuanari com as entidades estudantis FESE e FEUE e com entidades dos movimentos de bairros como a Confederao Unitria de Bairros do Equador CUBE A principal reivindicao da marcha que lembra a data da primeira greve operria no pas a de barrar a reforma trabalhista proposta pelo governo reforma esta que em sua primeira verso retira vrios direitos conquistados pelos trabalhadores com a aprovao da atual constituio do pas chamada de constituio de Montecristi Alm disso os manifestantes repudiaram a tentativa do governo de aprovar via parlamento sem consulta popular uma emenda constitucional que permite a reeleio ilimitada para o cargo de presidente A carter autoritrio e de perseguio aos movimentos sociais foi destacado durante a marcha ressaltando que faz parte da estratgia do governo Correa a tentativa de se eternizar no poder Pas de alunos e estudantes do Colgio Meja de Quito tiveram participao destacada neste ato Mais de 40 estudantes deste colgio foram presos na ltima manifestao nacional dia 17 de setembro Vrios deles ainda se encontram detidos e muitos acusam o governo de praticar tortura no ato de suas prises Seus pais tm denunciado de maneira ativa a poltica repressiva do governo inclusive realizando greves de fome
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em frente a sede do governo Ao final do ato os movimentos procuraram dispersar de maneira organizada evitando as provocaes que so comuns por parte da guarda de choque nacional Mas o governo no passou sem empreender sua atitude repressiva e aps a marcha prendeu de maneira totalmente ilegal o lder estudantil Pablo Castro expresidente da Federao dos Estudantes Secundaristas do Equador FESE e estudante de direito na universidade de Chimborazo Pablo j vinha sendo perseguido pelo governo no caso dos 10 de Lunlocoto e detm um habeas corpus judicial por ser julgado inocente no caso O crescimento da luta popular no Equador aponta para um novo momento de transformaes polticas no pas ao mesmo tempo em que o governo demonstra ter disposio para fazer tudo que est em seu alcance para atacar o movimento popular desde realizar prises ilegais at pr na ilegalidade as organizaes dos movimentos sociais Da Redao O Vdeo abaixo um registro da marcha pela agncia Ecuavisa httpwwwdailymotioncomvideox2amj5sgobiernoenfrentasegundaprotestamasivaendosmesesnews Virglio Gomes da Silva era potiguar Nasceu em Stio Novo no ano de 1933 Filho de camponeses Sebastio e dona Isabel que se retiraram para o Par no ano de 1942 fugindo de uma terrvel seca O casal teve dez filhos dos quais apenas seis se criaram Em 1945 depois se de separar do marido dona Isabel voltou com os filhos para o Rio Grande do Norte e se estabeleceu em Jucuri hoje pertencente ao Municpio de Lagoa dos Velhos ficou com o pai apenas a nica filha mulher Creuza Em 1951 Virglio foi sozinho buscar meio de vida em So Paulo onde tambm queria estudar L trabalhou em vrias empresas e como autnomo tendo exercido profisses diversas Comeou numa lanchonete a seguir numa companhia telegrfica banco vigia de uma companhia de bebidas etc Alis j emigrou trabalhando pois saiu de Natal como ajudante de um caminhoneiro o que lhe garantiu transporte e alimentao at a capital paulista Com a economia do salrio comprou uma penso prxima ao Brs e levou toda a famlia para So Paulo Sua me que administrava a penso que servia refeies para os trabalhadores do entorno enquanto Virglio continuava trabalhando no Banco e na Antrctica Sempre quisera ter um bar por isso aceitou a troca proposta por um conhecido que o enganou pois o prdio era hipotecado Resultado Virglio foi falncia De louco do rdio a militante exemplar Depois de trabalhar numa metalrgica Virglio ingressou na Nitro Qumica de onde saiu para o Sindicato dos Trabalhadores na Indstria Qumica e Farmacutica de So Paulo como funcionrio e a seguir como dirigente e lder sindical Foi no ano de 1957 que ingressou no Partido Comunista Brasileiro PCB Segundo Creuza sua irm Virglio sempre fora muito catlico mas ingressou no PCB porque enxergou nele uma proposta concreta para pr fim s injustias que muito o sensibilizavam Ele aceitou o comunismo ser do Partido pelo que prometia a igualdade dos povos que ningum ia passar fome que todo mundo ia estudar ia ser igual ele que veio da misria no suportava ver tanta misria e por isso aceitou ser comunista A Nitro Qumica era uma empresa muito importante para So Miguel Paulista e para o pas Por isso foi marcante a greve dos seus operrios em 1957 que saiu da fbrica para as ruas e envolveu pelo menos um tero da populao Virglio j era lder sindical e militante do PCB A greve que durou nove dias no foi importante para ele apenas pelo xito da mobilizao e do resultado vitorioso aumento de 20 mas tambm por ter conhecido uma operria ativista com quem se casou Ilda Martins da Silva Tinha origem camponesa como ele s que do interior paulista de Lucianpolis O casamento aconteceu no dia 21 de maio de 1960 Ilza j conhecia Virglio de nome e voz e o chamava de louco do rdio que ele participara anos antes de um concurso da rdio Record que dava um prmio para quem passasse mais tempo danando Ele resistiu por 48 horas e ganhou utenslios domsticos mais um terreno no Litoral paulista O casal teve trs filhos e uma filha Vlademir homenagem a Lenin em1961 Virglio Gomes da Silva Filho o Virgilinho 1962 Gregrio em 1967 a me homenageara o pai dela e Virglio celebrara Gregrio Bezerra o grande lder campons leia A Verdade n Isabel a ltima 1969 nasceu quando o povo brasileiro j vivia uma terrvel noite de agonia aps o golpe dentro do golpe Parte do enxoval da menina foi presenteada por Carlos Marighella leia A Verdade n a quem Virglio acompanhara na dissidncia do PCB paulista Empunhando armas A militncia poltica de Virglio se intensificou no incio dos anos 60 a famlia passa a sentir mais a sua ausncia que ele compensa com muita ternura nos momentos em que est no lar Amante da Natureza adorava pssaros e tinha um viveiro tambm amante do esporte especialmente de futebol era torcedor fantico do Corinthians Em 1963 liderando trs mil operrios da Luftalla em greve foi atingido de raspo na cabea alm de mo e perna por disparos efetuados por um diretor da empresa Recuperado foi transferido para a sede do Sindicato na Rua 25 de Maro na Capital O seu sindicato foi o primeiro a sofrer interveno aps o golpe civilmilitar de 1964 Toda a diretoria foi cassada e Virglio preso no dia 2 de outubro mas ficou somente uma semana detido Fugindo da perseguio seguiu para o Uruguai mas ali permaneceu apenas por trs meses No retorno no conseguiu mais emprego sobrevivia como vendedor ambulante fotgrafo e acabou abrindo outro bar chamado Galo de Ouro numa homenagem a der Jofre famoso lutador de boxe de quem era f Ao romper com o PCB por sua inatividade diante da Ditadura Marighella levou consigo um bom nmero de militantes paulistas entre os quais Virglio Criaram o Agrupamento que se transformou em Ao Libertadora Nacional ALN Sua irm Creuza e a esposa Ilda apelaram para que ele no desse esse passo pois achavam que no havia possibilidade de a guerrilha ter xito e que ele deveria criar os filhos Virglio no cedeu Ao contrrio levou para a clandestinidade a esposa e os filhos e ainda puxou para a ALN o seu irmo Francisco Gomes que no tinha militncia anterior Segundo remanescentes da ALN ele foi mais para mostrar ao irmo que era to macho quanto ele Virglio esteve em Cuba no perodo de agosto de 1967 a julho de 1968 Encontravase em treinamento na Serra de Escambray um dos santurios da guerrilha do Movimento 26 de Julho quando tomou conhecimento da morte de Che Guevara na Bolvia Feitas as devidas homenagens voltaram a empunhar o fuzil como queria El hombre muerto ou como dizemos hoje que acabara de ingressar na imortalidade Quando volta ao Brasil Virglio j encontra a ALN imersa na luta armada no meio urbano como forma de captao de recursos para a guerrilha rural a partir de 1969 objetivo estratgico que j tinha uma rea definida em Gois onde exmilitantes do PCB agora se tornavam sua base de apoio Virglio agora conhecido como Jonas foi designado para o Grupo Ttico Armado GTA de So Paulo e participou de vrias aes de expropriao de dinheiro armas e explosivos Mas a maior ao de que participou se deu no Rio de Janeiro Na Semana da Independncia jogando gua no chopp da burguesia que celebra uma emancipao que nunca existiu a ALN e a Dissidncia da Guanabara DIGB numa ao conjunta espetacular sequestram o embaixador da maior potncia imperialista do mundo os Estados Unidos da Amrica do Norte Charles Burke Elbrick A ao se deu entre os dias 4 e 7 de setembro de 1969 O comando poltico foi de Joaquim Cmara Ferreira e de outro representante da Dissidncia j o comando militar ficou a cargo de Virglio Os guerrilheiros posteriormente desculparamse com o embaixador da coronhada que tiveram que dar em sua cabea porque ele se recusava a acompanhlos Passada a tenso inicial quando tiveram certeza do atendimento das exigncias manifesto nao lido em cadeia nacional de rdio e televiso e 15 presos polticos transferidos e seguros em solo mexicano o diplomata passou a dialogar amigavelmente com os militantes No seu depoimento aos rgos de segurana mentiu para proteglos dizendo que eles usavam capuz portanto no poderia identificlos e chegou a afirmar que se possvel testemunharia a favor deles Sua carreira diplomtica acabou Manoel Ciryllo Neto um dos participantes da ao recusase a denominla de sequestro A gente capturou o embaixador de uma nao inimiga que ajudou a planejar executar e respaldar o Golpe de Estado At mesmo os rgos de represso nos registros da poca no qualificam a ao de sequestro Um chama de rapto outro expropriao Foi um golpe de mestre afirma o historiador Jacob Gorender no livro Combate nas Trevas A repercusso foi positiva em nvel nacional Como explica frei Betto em Batismo de Sangue O fato inusitado s vsperas do 7 de setembro fora como o vento que reacende o fogo sufocado sob o monturo trazendo tona sentimentos antiamericanos represados entre camadas inferiores do inconsciente de um povo Marighella inicialmente criticou o GTASP por ter realizado a ao sem discutir na Organizao e sem o GTA do Rio sequer tomar conhecimento O pessoal aceitou a ltima falha mas a primeira no argumentando que o lema definido pelo prprio Comandante era de que no se pode licena para praticar ato revolucionrio recomendao constante tanto dos princpios da ALN como do famoso Minimanual do Guerrilheiro Urbano escrito por ele Mas Carlos Marighella avaliou como positiva a ao inclusive numa Saudao aos Quinze Patriotas disse Estamos certos de que o povo brasileiro aprova a atitude da Ao Libertadora Nacional e dos que com ela participaram Infelizmente embora exitosa a ao marcou o incio do fim como afirma frei Betto na obra citada Imediatamente aps a libertao de Elbrick a represso se abate pesada sobre a ALN Virglio foi preso no dia 29 de setembro vinte e poucos dias aps a ao no apartamento da famlia do militante Aton Fon Filho Tinha 36 anos Reagiu a bala depois a socos e pontaps mas acabou dominado encapuzado e levado para a sede da Oban na Rua da Tutoia bairro do Paraso No preciso descrever as torturas elas j so por demais conhecidas Apenas registrar que para surpresa dos torturadores nos momentos em que lhe tiraram do paudearara Virglio atracouse com eles como podia Enquanto tinha voz gritava Filhos da puta vocs esto matando um brasileiro O heri resistiu a 12 horas de tortura respondendo a cada pergunta apenas Meu nome Virglio Gomes da Silva Morreu com a cabea inteiramente esmagada uma massa disforme Um delegado do Dops Orlando Rezende contou chorando ao advogado da famlia de Virglio Dr Dcio Nascimento Nunca vi uma coisa to brbara como aquela Os rgos da represso no assumiram claro a priso e morte de Virglio que se tornou o primeiro desaparecido poltico brasileiro Ele foi condenado revelia e teve um mandado de priso expedido em sua busca um bom tempo depois Famlia vtima da sanha repressora A famlia de Virglio tambm sofreu dura represso Sem contar o irmo Francisco Gomes que passou dez anos preso e acabou prestando informaes represso por no resistir tortura A casa em que moravam foi invadida no dia 30 de setembro Vlademir ento com noveanos lembra que estavam com o tio Francisco Era um bando de 30 homens Levaram preso Manoel Cyrillo que se encontrava ali me e filhos separados Ilda foi para a sede da Oban onde foi torturada com choques eltricos socos e pontaps depois Presdio Tiradentes de onde saiu em junho de 1970 Somente no Tiradentes veio tomar conhecimento da morte de Virglio As crianas foram conduzidas para um Juizado de Menores localizadas dias depois e resgatadas pela tia Creuza Aps a libertao juntouse aos filhos e com a ajuda de Rose Nogueira leia A Verdade n seguiram para Cuba de onde s voltaram em 1990 aps a formatura da filha caula Todos conseguiram trabalho e mantiveram a famlia junta exceto a me e a irm de Virglio que voltaram para o Rio Grande do Norte Dona Isabel no suportava viver no mesmo lugar em que residiam os assassinos do seu filho Pela punio dos torturadores No ano de 19
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93 atendendo a requerimento do ento deputado Nilmrio Miranda o Supremo Tribunal Federal STF requereu e obteve resposta da Marinha brasileira informando que Virglio morreu em 29 de setembro de 1969 ao reagir a bala quando de sua priso em um aparelho Em 2004 no arquivo do Dops SP foi localizado um documento no qual identificado o cadver de Virglio e em 2009 encontrado um documento do Centro de Informaes do Exrcito CIE no qual consta que Virglio Gomes da Silva Jonas ou Borges reagiu violentamente desde o momento de sua priso vindo a falecer antes mesmo de prestar declaraes Tais informaes alm do testemunho dos sobreviventes que presenciaram sua tortura e morte foram mais do que suficientes para a Comisso dos Mortos e Desaparecidos do Ministrio da Justia reconhecer a responsabilidade do Estado brasileiro e conceder indenizao famlia com fundamento na Lei 914095 Num momento em que a Comisso da Verdade busca identificar os criminosos da Ditadura embora a lei no lhe outorgue poder para processlos importante o depoimento da viva de Virglio Ilda Martins Eu nunca pude enterrar meu marido levar uma flor ao seu tmulo Continuo torturada Tudo o que queremos a abertura dos arquivos a localizao do corpo e quem sabe a punio dos torturadores A luta continua Virglio Gomes da Silva vive hoje e sempre Jos Levino historiador Fonte de pesquisa de onde foram extradas as citaes cujas fontes no esto identificadas no texto Virglio Gomes da Silva de Retirante a Guerrilheiro de Edileuza Pimenta e Edson Teixeira Plena Editorial 2009 So Paulo SP uma sugesto colocar uma foto dele vivo que como deve de estar em nossos coraes Durante sua vida o camarada J Stlin motivou a admirao e o carinho da classe operria e de todos os povos da vasta Unio Sovitica e tambm o respeito e a amizade dos trabalhadores dos cinco continentes o ardor e o entusiasmo dos comunistas de todos os pases e obvio o dio dos reacionrios dos imperialistas e burgueses que se sentiam feridos profundamente pelas colossais realizaes da Unio Sovitica pelas grandes aes econmicas culturais tecnolgicas e cientficas dos trabalhadores e da intelectualidade socialista pelos grandes e impressionantes triunfos da revoluo do socialismo e dos comunistas Nessa conjura contra Stlin sobre cujo nome se combatia o comunismo se destacou por sua maledicncia e persistncia a propaganda nazista que no deixava passar um dia sequer sem lanar suas malditas calnias Esse dio contrarrevolucionrio e anticomunista caracterizou tambm Trotski e seus seguidores Pouco depois da morte de Stlin se somavam ao coro dos reacionrios e anticomunistas de todos os pases que sempre o insultaram as vozes dos comunistas que ascenderam direo do Partido e do Estado sovitico Desde ento at nossos dias o antistalinismo a voz recorrente de todos os reacionrios dos idelogos da burguesia dos trotskistas dos revisionistas e dos oportunistas de todas as cores Atacando Stlin se pretende derrubar as extraordinrias realizaes do socialismo na Unio Sovitica e no que fora o campo socialista se quer minimizar e inclusive ignorar as grandes contribuies do Exrcito Vermelho e dos povos soviticos na luta decisiva contra o nazismo tentase denegrir o partido comunista e o regime socialista como totalitrios como negao da liberdade e da democracia Em nome de Stlin se ataca Lnin Marx e o socialismo Difamar Stlin como um burocrata e sanguinrio significa atacar a ditadura do proletariado e com isso negar a liberdade dos trabalhadores e dos povos a democracia socialista Caluniar Stlin como um ignorante e medocre desconhecer suas grandes contribuies teoria revolucionria ao marxismoleninismo Atacar Stlin significa negar a necessidade da existncia e da luta do partido comunista transformlo em um movimento de livre pensadores e anarcosindicalistas lhe tirar sua essncia leninista o centralismo democrtico O cmulo do antistalinismo tachar de stalinistas a quem traiu a revoluo e o socialismo em nome de acabar com os crimes de Stlin e fazer da Unio Sovitica um pas democrtico A estupidez dos reacionrios e dos oportunistas no lhes permite distinguir que Kruschev Breshnev Gorbachov e Yeltsin confessos antistalinistas destruram pedra por pedra a grande obra da classe operria e dos povos soviticos dos comunistas de Lnin e de Stlin Os ataques a Stlin so de tal magnitude que inclusive um nmero importante de lutadores sociais de esquerdistas e de revolucionrios tem sido vtima de suas mentiras No fundamental tratase de pessoas sinceras interessadas na libertao social e nacional mas que desconhecem a personalidade e a obra de Stlin e por isso fazem coro a vrias dessas tergiversaes Tratase tambm de alguns revolucionrios pequenoburgueses que atacam Stlin a partir de posies pretensamente humanistas Aos comunistas de agora corresponde defender a verdade revolucionria sobre Stlin j que somos seus camaradas seus continuadores Pablo Miranda 1 Secretrio do PCMLE A Eletrobras possui 233 usinas de gerao de energia incluindo Furnas e a CHESF Companhia Hidreltrica do So Francisco alm de seis distribuidoras e metade das linhas de transmisso do pas Em 2016 o sistema Eletrobras teve um lucro de R 34 bilhes esse imenso patrimnio pblico que o Governo Temer quer entregar ao capital estrangeiro em troca de mais corrupo para a quadrilha do MDB Da Redao A Verdade O Governo Temer reafirmou que a privatizao da Eletrobras projeto de Lei n 9463 ano prioridade do seu governo Quais as consequncias dessa privatizao para o povo brasileiro Heitor Scalambrini Para o povo brasileiro esta privatizao resultar no aumento das tarifas de energia eltrica e mais demisses neste setor assim que se traduz esta tentativa de privatizao de um setor estratgico para nossa soberania Mas gostaria de ir alm deste governo O desmonte recente da Eletrobras comea com o Plano Diretor da companhia 20132017 que anunciou para o perodo uma reduo no oramento de custeio da ordem de 30 sendo um dos itens de conteno de despesas o Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntrio PIDV cuja projeo foi de alcanar entre 20 e 25 do total dos 27 mil empregados da holding na poca Alm obviamente da edio da Medida Provisria 579 2012 que tratou da renovao das concesses do setor eltrico e da reduo de preos nas tarifas de energia depois transformada na Lei 12783 2013 pelo Governo Federal atingindo em cheio a Eletrobras controladora da maior parte do parque gerador de energia eltrica do Pas Com a desastrada interveno do governo em nome da boa causa do corte das tarifas os efeitos resultaram em um prejuzo de R 68 bilhes em 2012 o maior da histria da empresa depois de sucessivos anos positivos da estatal que em 2011 lucrou R 37 bilhes importante fazer este breve retorno na histria recente do setor eltrico para chegarmos ao atual desgoverno O mais entreguista sem voto sem credibilidade sem o respeito do povo brasileiro Temer assinou em 19 de janeiro deste ano o Projeto de Lei que trata da privatizao da maior empresa de energia eltrica da Amrica Latina a Eletrobras So 233 usinas de gerao de energia incluindo Furnas que opera 12 hidreltricas e duas termoeltricas a Companhia Hidreltrica do So Francisco Chesf alm de seis distribuidoras todas da regio Norte e Nordeste e 61 mil quilmetros de linhas de transmisso metade do total do Pas As justificativas para a privatizao so as mesmas adotadas em casos similares De que a privatizao vai ajudar a sanear as contas pblicas nacionais contribuindo com o equilbrio fiscal pois a empresa deixar de competir com recursos pblicos para a educao sade e segurana que a Unio sair ganhando com uma esperada melhoria financeira da empresa resultando num aumento da arrecadao de tributos e que o mercado de capitais ser fortalecido pois a nova corporao atrair investimentos para assegurar a expanso da infraestrutura de energia trazendo benefcios para a sociedade por meio da segurana de abastecimento reduo de custos e melhoria dos servios melhoria na eficincia Palavras e palavras sem significado e resultado algum quando verificamos o que ocorreu com a privatizao das distribuidoras de energia eltrica Este pacote significa a privatizao da Chesf A Chesf abastece 80 das cidades do Nordeste e tem uma responsabilidade social ambiental e estratgica fundamental com esta regio A empresa est sim includa no processo de privatizao do desgoverno federal E uma das justificativas usadas para sua venda que do dinheiro arrecadado parte ser investido na recuperao do rio So Francisco em obras como por exemplo a recuperao das matas ciliares O governo acena com investimentos de R 350 milhesano durante 30 anos Quem acredita Falar em privatizao da Chesf falar em privatizao do rio So Francisco Celpe por exemplo pertence Iberdrola da Espanha a Eletropaulo AES Corporation uma das maiores companhias do mundo do setor eltrico com sede nos EUA entre outras Como isso afeta a soberania nacional Sem dvida a distribuio da energia eltrica foi praticamente toda privatizada E todas as justificativas para que isso ocorresse no foram atendidas Modicidade tarifria melhoria da qualidade da energia que chega ao consumidor maior eficincia Nada disso ocorreu Os apaguinhos aconteceram e ocorrem com frequncia nos estados e nos municpios Os preos pagos pelos consumidores s aumentaram depois das privatizaes atingindo preos exorbitantes e consequentemente lucros fantsticos para as distribuidoras A energia deve ser encarada no como uma mercadoria com benefcios econmicos para alguns O setor energtico essencial para a soberania e deve estar na mo do Estado como rgo que planeja executa regula e controla Caso ocorra a privatizao da Chesf o rio So Francisco na prtica tambm ser privatizado A Chesf produtora de energia eltrica e usa as guas do rio So Francisco para este fim Rio este que nasce em Minas Gerais passa por cinco estados e 521 municpios e cuja bacia tem 641 km 2 Privatizar a Chesf significa privatizar o rio So Francisco O resto so churumelas Imaginem ento um desgoverno com menos de 5 de aprovao popular propor tal insanidade E para os nordestinos a maior tristeza ver um nordestino frente do Ministrio de Minas e Energia sendo o maior defensor de tal demncia o ministro borbnico Fernando Bezerra Coelho Filho Por que importante o Pas ter o controle do seu sistema de gerao de energia hidreltrica nuclear trmica solar e elica por exemplo Por tudo o que foi dito anteriormente a energia representa muito mais do que uma simples mercadoria um mero pacote de bolacha que voc compra no supermercado O papel da energia no desenvolvimento social econmico e ambiental fundamental para sua soberania seu desenvolvimento sustentvel Energia deve ser encarada como um bem pblico e no como mercadoria O controle deste bem pblico deve estar nas mos do Estado que por sua vez deve ter seu controle e poder assim decidir quanto s escolhas que melhor atendam ao conjunto da sociedade Uma das mentiras afirmadas na defesa das privatizaes das empresas eltricas estaduais de que isso iria diminuir o preo da energia eltrica para a populao o que no ocorreu Entretanto o governo volta a insistir nesta mentira para privatizar a Eletrobras Qual sua anlise sobre o objetivo da privatizao da Eletrobras Um dos argumentos para a privatizao da Eletrobras seria com o dinheiro arrecadado da sua venda diminuir o endividamento do Estado Uma mentira despudorada Na dcada de 90 do sculo passado o governo Fernando Henrique Cardoso privatizou a Vale do Rio Doce todas as empresas de telecomunicaes toda a siderurgia e ainda 26 empresas do setor eltrico includas as usinas de gerao da Eletrosul que pertencem hoje Tractebel O Estado entregou seu patrimnio e mesmo assim a dvida lquida do setor pblico subiu de 32 do PIB em 1994 para 56 do PIB em 2002 O desgoverno Temer anunciou que pretende arrecadar R 20 bilhes com a venda da Eletrobras preo de banana diante de um dficit pblico em 2017 de mais de R 159 bilhes Na verdade a privatizao da Eletrobras seria mais um captulo da entrega do patrimnio pblico crime de lesaptria o que acredito que no ocorrer Os objetivos anunciados para a privatizao so os mesmos de sempre e que a histria recente mostrou mentirosos A privatizao da Eletrobras significa colocar o Pas em uma direo estrategicamente equivocada tecnicamente indefensvel e socialmente desastrosa Assim preciso discutir o setor eltrico melhorar a gesto das nossas empresas Necessit
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amos de empresas de fato pblicas e no de governos Em particular o que vai ocorrer com a economia do Nordeste se houver a privatizao H coisas que no podem e no devem sair do controle do Estado o caso do rio So Francisco e das usinas que fazem parte do sistema Chesf porque voc no pode privatizar a gua Vender a empresa como quer o desgoverno federal para fazer caixa para pagar os banqueiros repito um crime de lesaptria Vrios sero os prejuzos para a regio Nordeste principalmente para a populao e o meio ambiente decorrentes da privatizao da Chesf O que de imediato ocorrer alm de se desfazer por preo de banana um patrimnio do Pas ser a elevao da tarifa de energia para o consumidor final Outro ponto de real importncia para a regio ser abrir mo da gesto dos recursos hdricos caso a ChesfRio seja privatizada Com a privatizao haveria limitao quanto ao uso mltiplo das guas o que atingiria de fato o abastecimento hdrico dos nove estados da regio colocando assim em risco a segurana hdrica de numerosa populao uma total irresponsabilidade que um setor que exerce tamanho impacto sobre todas as cadeias produtivas e camadas sociais seja utilizado para financiar eou cobrir dficits de caixa do desgoverno Temer Como justificativa para a privatizao o desgoverno anuncia que parte dos recursos da venda ser utilizada durante 30 anos R 350 milhesano para a revitalizao do rio So FranciscoCompletamente sem nenhuma credibilidade essa promessa para iludir os incautos Ainda mais vinda de onde veio O governo diz ainda que com os recursos da privatizao vai revitalizar o rio So Francisco Pelo histrico das privatizaes do setor eltrico seria mais uma mentira Como justificativa para a privatizao o desgoverno anuncia que parte dos recursos da venda ser utilizada durante 30 anos R 350 milhesano para a revitalizao do rio So FranciscoCompletamente sem nenhuma credibilidade essa promessa para iludir os incautos Ainda mais vinda de onde veio Vinte e sete famlias abrigadas na regio do Viaduto do Baldo receberam em agosto de 2020 uma ordem de despejo para sair do local em sete dias O movimento Nacional Populao de Rua entrou em negociao com a Secretaria Municipal do Trabalho e Assistncias Social Semtas onde ficou acordado que todas as 27 famlias seriam beneficiadas Porm dentre as 27 famlias apenas 11 foram beneficiadas at ento As outras 16 continuaram sem nenhuma resposta No ltimo dia 11 a Prefeitura expulsou de forma violenta as famlias que estavam abrigadas no viaduto sem nenhum aviso prvio Segundo a moradora Meyre da Silva os barracos foram derrubados e agentes da Prefeitura utilizaram spray de pimenta para dispersar os moradores Alm dela outro morador do local Joo Maria Eduardo cadeirante afirmou que um dos agentes da Guarda Municipal o puxou pela camisa para fora do barraco enquanto um fiscal da Prefeitura jogava sua cadeira de rodas em uma caamba de lixo utilizada durante o despejo Somente aps o apelo de outros moradores do local a cadeira de rodas foi devolvida Movimentos sociais que atuam na luta por moradia e pelo direito cidade se manifestaram em suas redes sociais prestando solidariedade s famlias despejadas e denunciando o descaso por parte da Prefeitura Essa a poltica habitacional que lvaro Dias tem a oferecer ao povo pobre A poltica do despejo e da borracha Ns do MLB nos solidarizamos com as famlias do Baldo e lamentamos mais esse episdio de violncia covarde contra os pobres escreveu em nota de repdio o Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas MLB injusto que mesmo durante a pandemia com o aumento no nmero de pessoas em situao de rua a Prefeitura mantenha polticas de despejo sem dialogar com as famlias nem ao menos garantir um novo lar para elas Uma poltica de habitao sria deve trabalhar no no sentido de desabrigar famlias e higienizar a cidade mas sim em dar a dignidade e oportunidade de abriglas da melhor forma Ezequias Rosendo No ltimo dia 21 de outubro o Movimento Luta de Classes MLC em conjunto com o Movimento de Mulheres Olga Benario e a Casa de Referncia da Mulher Tina Martins realizou o 2 Encontro de Mulheres Trabalhadoras de Minas Gerais A mesa Os direitos das trabalhadoras e a luta antifascista foi composta por Alda Santos sindicalista presidenta do SindiMetroMG por dois mandatos atualmente tesoureira do sindicato Cristina Del Papa sindicalista Coordenadora Geral do SindIfes por trs mandatos Karina Estefnia coordenadora estadual do Movimento de Luta em Bairros Vilas e Favelas MLB Indira Xavier coordenadora nacional do Movimento de Mulheres Olga Benario Helena Nara sindicalista servidora pblica e da coordenao estadual do Movimento Luta de Classes MLC O encontro contou com a presena de mulheres que esto ligadas tanto ao trabalho formal quanto ao informal que desenvolvem atividades dentro e fora de casa assim como desempregadas e outras que ainda esto ingressando no mercado de trabalho A discusso das mulheres trabalhadoras iniciou destacando a profundidade da crise e do crescimento do fascismo no Brasil figurado hoje pela candidatura de Jair Bolsonaro que pretende precarizar cada vez mais a vida das mulheres Um ataque aos nossos direitos que j vem acontecendo desde as reformas propostas pelo Governo Temer e foi intensificado pela aprovao da PEC dos Gastos Emenda Constitucional 95 O caminho possvel para as mulheres trabalhadoras a busca pela organizao a luta incessante por direitos e garantia de conquistas Essa tem sido a marca das lutas feministas ao longo do contexto histrico As Casas Tina Martins e Irms Mirabal so exemplos de uma conquista porque alm da possibilidade de acolhimento de mulheres em situaes de vulnerabilidade vm buscando assegurar e instrulas sobre seus direitos direito ao voto sufrgio universal e ao de reconhecer a importncia de ocupar mais espaos na sociedade Outro exemplo so as ocupaes do MLB onde a maioria das pessoas que lutam so mulheres mes eou solteiras que fazem valer a luta pelo direito de moradia assegurado constitucionalmente como realidade Isso acontece concomitante ao exerccio da duplatripla jornada de trabalho Ou seja conquistas como essas so demonstraes da fora da luta e proporcionam o verdadeiro empoderamento pois garante mais autonomia e mais fora para a mulher Durante o Encontro foi questionada a participao de mais mulheres nos espaos de luta como sindicatos e movimentos Por consenso concordamos que muitas mulheres abandonam as lutas para cuidar de seu prprio lar ou mesmo por esgotamento de uma jornada rdua ou pelas constantes falas de depreciao ao seu trabalho e suas conquistas o que acabam por influenciar numa menor participao das mulheres nesses espaos Foi ento decidido que necessrio propor mais conselhos de mulheres em que haja organizao para mais unio feminina e que as mulheres possam continuar e ocupar todos os espaos A criao de ncleos de discusso nos espaos de trabalho facilita a adeso e a unio dessas mulheres na luta e na conscientizao de seus direitos Nesse sentido cabe ao MLC trabalhar firme nessa direo organizando e chamando mais mulheres para seus espaos de atuao Os sindicatos instrumentos de luta do trabalhador e da trabalhadora devem deixar de serem espaos machistas com minoria feminina para serem espaos de enfrentamento das condies precrias do trabalho e da desigualdade capitalista e patriarcal Acreditando que nem tudo est perdido nossas convidadas representantes diretas de sindicatos com boas aes discusses sobre o espao da mulher no trabalho e na aproximao da base de trabalhadores e trabalhadoras propuseramse a levar a pauta especfica das ocupaes de mulheres em situao de violncia para os sindicatos dos metrovirios e IFEs alm de ajudar na procura de pessoas prximas que pudessem ajudar na reforma da Casa Tina Martins seja com servios voluntrios ou com a Vakinha Online j existente ou outros A realizao de um encontro direcionado para mulheres trabalhadoras abre espao para discutirmos a importncia do trabalho para a independncia da mulher seja ela financeira ou social O encontro favorece tambm a abertura das insatisfaes e frustraes no trabalho e receber acolhimento e fortalecimento da luta e do cuidado da sade mental fortalecer a unidade e a organizao de todas ns mulheres trabalhadoras para que continuemos sendo protagonistas da nossa luta Para Helena Nara a realizao deste Encontro das Mulheres Trabalhadoras foi muito importante para estabelecermos um entendimento firme de que a atual conjuntura de retirada dos direitos das mulheres nos relega ao subemprego e escravido domstica Por outro lado mostrou que as mulheres esto dispostas a se organizarem coletivamente e a lutarem unidas contra o patriarcado e contra os retrocessos a fim de emanciparem no apenas ns mulheres mas todo o conjunto da classe trabalhadora A viabilizao desses encontros fundamental para assumirmos nosso papel de vanguarda na luta e a importncia da unio das trabalhadoras para o fim deste sistema capitalista patriarcal e opressor Ns mulheres que historicamente estamos sendo linha de frente no enfrentamento desta poltica no Brasil como foi na queda do corruto Eduardo Cunha precisamos nos reconhecer na outra e lutarmos juntas Pois como j dizia Simone de Beauvoir Nunca se esquea que basta uma crise poltica econmica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados Estes direitos no sero permanentes voc ter que manterse vigilante durante toda sua vida Daniella M Pana MLCMG Um genocdio como o praticado pelos invasores portugueses e espanhis contra os povos nativos da Amrica Latina no pode jamais ser esquecido Manter viva esta memria o mrito maior do livro O ndio e seus Algozes de Milton Ivan Heller 1 edio do Instituto Memria Editora Curitiba 2011 Uma obra densa embora de leitura fcil rica de informaes algumas inditas consegue em poucas pginas uma sntese magistral da Histria dos povos indgenas de Nossa Amrica especialmente do Brasil Nela no aparecem apenas os crimes hediondos dos enviados de satans representantes do capitalismo desalmado que afirmava com a bno da Igreja Catlica que os ndios no tinham alma e por isso podiam ser exterminados escravizados etc Depois o papa mudou de posio e os jesutas vieram salvar as almas pags na verdade agiram como fora auxiliar dos colonizadores domesticando os nativos que conseguiram escapar dos massacres covardes dos ditos cristos e civilizados No livro de Ivan Heller temos o dia a dia a cultura a felicidade de um povo alegre que s ficou triste aps ser trado ver suas mulheres estupradas seus filhos assassinados impiedosamente por aqueles a quem recebeu de braos abertos Os cinco milhes que existiam no Brasil so hoje uns poucos milhares e a violao continua A ganncia do enriquecimento capitalista no respeita a vida e busca expandir o agronegcio Amaznia a dentro revirando suas entranhas para arrancar minrios S um ponto a discordar em relao concluso pessimista do autor Esta a realidade cruel da histria dos ndios no Brasil e nada indica que o seu futuro ser melhor se que ele existe O Movimento Indgena tem se fortalecido e alcanado vitrias a exemplo da retomada de terras que lhe pertencem assegurando o cumprimento do direito demarcao que foi inserido na Constituio Federal de 1988 O seu exemplo do BemViver cada vez mais referenciado pelos que abrem os olhos para a inviabilidade do capitalismo cuja essncia tem se comprovado destruidora da Natureza e da Vida Quem o autor Milton Ivan Heller jornalista Comeou como reprter do Dirio da Tarde de Curitiba PR e passou por vrios rgos da imprensa brasileira a exemplo da ltima Hora TV Globo Minas Gerais Jornal do Brasil Editora Abril Aprendeu a obrigao de ser fiel aos fatos de escrever de forma sucinta e direta o direito de denunciar e criticar Aposentado em 2001 passou a escrever livros Os ndios e seus Algozes Conspirao Nazista nos Cus da Amrica e o ltimo por enquanto A Atualidade do Contestado Leitor de A Verdade Milton Ivan Heller escreveu para a redao convidando para o lanamento de sua ltima obra que aconteceu em Curitiba no ltimo dia 10 de agosto Na carta ele afirma que A Verdade agradece e deseja muitos anos de vida para que continue escrevendo a verdadeira histria do povo brasileiro Diretrio Central dos Estudantes traz em seu nome militante comunista morta durante a ditadura militar e resgata a luta histrica dos estudantes brasileiros em defesa de uma educao verdadeiramente libertadora Juliana Alves Salvador A assembleia contou com a participao da Associao Metropolitana de Estudantes de Salvador AMES Salvador e com o Movimento Correnteza que pautaram a importncia do DCE e da homenagem uma jovem estudante que lutou contra a ditadura militar sendo aprovado com aclamao o nome de Iara Iavelberg Iara foi militante do MR8 e estudou psicologia na
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USP posteriormente se tornando professora universitria e durante a ditadura lutou pela liberdade contra a explorao dos trabalhadores e por uma sociedade socialista Foi morta e desaparecida pelos agentes da ditadura militar em 1971 no Estado da Bahia Com a nomeao do DCE em tributo companheira tambm fortalecemos seus ideais e seus sonhos de uma sociedade em que no tenhamos que lutar pelo bvio Homenagear Iara continuar entoando seu grito de liberdade Alm de homenagearem Iara os estudantes aprovaram o Estatuto do DCE o calendrio eleitoral e a comisso eleitoral Posteriormente foi inscrita apenas uma chapa com quase o dobro de diretores necessrios para inscrio e participao do processo eleitoral para a primeira gesto do Diretrio A luta dos estudantes universitrios avana cada vez mais quando o movimento estudantil fortalece sua ligao com as bases seja dentro de um curso numa Universidade ou Instituto O movimento estudantil brasileiro sempre teve um papel de destaque nas lutas histricas do nosso pas Portanto nosso dever ampliar esse trabalho apoiar a fundao de novos DCEs para lutar pela recomposio oramentria da educao o fim do novo teto de gastos recmaprovado na Cmara Federal a ampliao das verbas do PNAES a estruturao dos campi das Instituies Federais entre diversas outras lutas Viva o movimento estudantil Viva o DCE do IFBA Camaari Iara Iavelberg Com o anncio e a repercusso da instalao da usina termeltrica mais suja do mundo no Cabo de Santo Agostinho a 10 km do balnerio de Porto de Galinhas vrios posicionamentos prs e contras foram apresentados A deciso solitria e incompreensvel do governo de Pernambuco de atrair esta usina provocou um debate indesejvel para aqueles que no querem discutir os rumos do desenvolvimento sustentvel no Estado e conseqentemente a qualidade de vida de sua populao No se pode continuar fingindo no saber que o uso de combustveis fsseis na gerao eltrica e em outras atividades da produo ao transporte a principal causa do aquecimento global com conseqncias diretas nas mudanas climticas e assim na intensificao de fenmenos como inundaes estiagens extino de espcies entre outros Verificase neste episdio da termeltrica a existncia de uma deliberada e provocada ignorncia em relao aos ciclos energticos pois ao mesmo tempo que se valorizam os combustveis fsseis se deprecia as fontes renovveis de energia solar elica biomassa energia das ondas dos mares O governo estadual na mdia tenta confundir a opinio pblica com promessas de que est apoiando fontes renovveis de energia com anncios pontuais de instalaes de empresas e de usinas com aerogeradores com energia solar fotovoltaica e trmica no interior do Estado Ao compararmos estes empreendimentos anunciados com os subsdios fornecidos recursos investidos e potncias eltricas instaladas verificase que representam valores muito inferiores ao de Suape III a usina trmica a leo combustvel anunciada Todavia as iniciativas para beneficiar as fontes limpas devem ser incentivadas mas com a participao mais efetiva das universidades pernambucanas praticamente desconsideradas e alijadas do processo Ao longo dos ltimos anos constatase que a Matriz Energtica Estadual MEE tem sofrido modificaes Ao analisar o Balano Energtico de Pernambuco BENPE referente aos anos de 1989 at 1998 ltimo ano disponvel do BENPE pela exSecretaria de Infraestrutura notase que apesar das fontes renovveis de energia hidroeletricidade carvo vegetal lenha lcool e bagao de cana ainda contriburem com a maior parcela na oferta total de energia estes energticos vm ano a ano reduzindo sua contribuio Por sua vez as fontes no renovveis derivados do petrleo e gs natural vm a cada ano aumentando em muito sua participao na matriz mostrando assim que a prioridade ao longo dos ltimos anos foi e de apoiar os combustveis sujos para atender a demanda energtica do Estado O anuncio da maior e mais suja termeltrica do mundo vem ao encontro desta tendncia e atropela simultaneamente a poltica climtica PNMC Plano Nacional sobre Mudana do Clima o Plano Brasil Maior e o Documento de Contribuio Brasileira Conferncia Rio20 pois se ope em gnero nmero e grau a reduo das emisses de gases de efeito estufa GEE Estudos mostram que caso as termeltricas previstas no Pas sejam instaladas incluindo Suape III haver um aumento de 172 nas emisses de GEE em relao ao ano de 2008 Mesmo reconhecendo as conseqncias da instalao de termeltricas a leo combustvel houve por parte dos gestores pblicos uma tentativa de minimizar as crticas feitas contra este empreendimento Neste sentido ocorreram declaraes individuais de agentes do governo estadual ocorrncia de audincia pblica cujo representante do governo estadual no compareceu entrevistas coletivas de secretrios estaduais das reas envolvidas nota paga nos jornais de grande circulao declaraes de engenheiros com cargos de direo em companhias eltricas Todas manifestaes admitiram a existncia de riscos e perigos para a populao todavia tentaram minimizlos Inclusive com argumentos de que esta usina no ir funcionar pois de reserva ou seja geraro temporariamente energia quando as hidroeltricas no tiverem capacidade para atender a carga Tambm afirmaram que a instalao da usina no Estado uma deciso do governo federal e como tal cabe simplesmente acatar e no dispensar os recursos previstos para sua construo da ordem de 2 bilhes de reais Outra justificativa foi no sentido de que o parque de tancagem de 200 mil toneladas a ser construdo definido no protocolo de inteno assinado entre o governo estadual e o empreendedor no s atender a termeltrica como permitir abastecer navios que circularem por l e assim gerando renda adicional ao Porto de Suape Enfim o que conta o dinheiro e no a vida das pessoas e a preservao ambiental Entendese mas no se justificam alguns posicionamentos que por razes de oficio so de pessoas que tem o dever de aplaudir e de bajular seno no estariam nos cargos por indicao poltica Houve na realidade uma movimentao entre polticos e tcnicos para justificar o injustificvel No af de apoiar a deciso tomada por um pequeno ncleo do executivo estadual de receber em seu territrio a maior termeltrica do mundo informaes inverdicas contraditrias incorretas dbias foram divulgadas na tentava confundir e de minimizar o impacto e os riscos ambientais econmicos sociais e de sade pblica que esta usina acarretar caso seja instalada No podemos repetir erros passados cometidos no Brasil e em outras partes do mundo Esta lgica em que os problemas so reconhecidos mas no corrigidos no deve prevalecer Tentase impor em Pernambuco que a nica verdade a verdade do poder vigente e ai de quem ousar contrapor s fabricaes do oficialismo baseada em uma viso ultrapassada da realidade calcada em conceitos prestabelecidos do sculo passado A populao que vive no entorno da usina ser afetada pelas emisses de gases poluentes e de particulados Sem dvida as atividades tursticas daquela regio as praias do litoral sul do municpio do Cabo e do balnerio de Porto de Galinhas sero afetadas e mais drasticamente caso ocorram derramamentos eou vazamentos de leo to comuns nos dias atuais Alm do custo da energia produzida pelas termeltricas ser cara incidindo assim na fatura eltrica do consumidor os empregos resultantes da instalao e do funcionamento da usina sero irrisrios comparados com aqueles que so gerados na indstria do turismo Em funo da polmica levantada dos questionamentos e crticas realizadas contra este empreendimento so apresentados a seguir pontos que merecem destaques e esclarecimentos junto opinio pblica Assim esperase melhor qualificar o debate e contribuir com as escolhas que podem ou no tornar nosso EstadoPasplaneta mais solidrio justo eqitativo e respeitoso com a natureza 1 Algumas informaes sobre o combustvel utilizado na termeltrica leo combustvel O leo combustvel utilizado em Suape II pronta para entrar em operao desde janeiro de 2012 e Suape III lanamento do empreendimento em setembro2011 e previso de concluso 2013 o martimo bunker C descrito na Ficha de Informao de Segurana de Produto Qumico FISPQ da BR distribuidora subsidiria da Petrobras como sendo causador de efeitos nocivos a sade humana um produto cujos perigos mais importantes esto no lquido e seus vapores ser inflamvel causar irritao moderada pele suspeito de causar cncer causar irritao respiratria causar sonolncia e vertigem efeitos narcticos Tambm nocivo em caso de ingesto e por penetrao das vias respiratrias Este produto contm gs sulfdrico extremamente inflamvel e txico Os efeitos ambientais tambm so destacados Aqui merece destaque o fato conhecido que quando estes xidos expelidos pela combusto do leo reagem com o vapor de gua existente na atmosfera produzido cido sulfrico e acido ntrico que se precipitam produzindo a chuva cida de grande impacto ambiental O leo combustvel tem enormes restries ao seu uso nos pases desenvolvidos em vrias partes do mundo e tambm no sul sudeste do Pas Neste caso os rgos ambientais e a sociedade civil so implacveis tornando muito difcil concesso de licenas ambientais para termeltricas a leo nestes locais 0 enxofre um constituinte natural de todos os combustveis fsseis Durante a combusto a maior parte dele convertida em compostos sulfurosos gasosos Praticamente 99 do enxofre presente nos combustveis lquidos so convertidos em compostos gasosos e lanados na atmosfera se no houver equipamento de controle de emisses Ao ser queimado o enxofre forma uma srie de xidos SO S0 2 S 2 0 3 S0 3 S 2 0 7 S0 4 mas apenas o dixido S0 2 o trixido de enxofre S0 3 e o on sulfato tm importncia como poluentes O S0 3 se combina rapidamente com gua formando cido sulfrico Devido ao seu baixo ponto de orvalho esta mistura cida produz srios danos em chamins no tratadas convenientemente Na presena de metais ou amnia o cido reage formando sulfatos metlicos de amnia ou mistos Os sulfatos tm dimenses de alguns mcrons 0001 mm podendo ser captados em grande parte por precipitadores eletrostticos Sua origem a oxidao cataltica do SO 2 na superfcie do material particulado MP volante Este MP contm na sua superfcie metais que produzem o S0 3 o qual reage com metal formando o sulfato metlico O SO 2 um gs incolor com cheiro irritante altamente solvel em gua 113 g100 ml comparado com 0169g100 ml para o C0 2 Em contato com a gua ele forma o cido sulfuroso H 2 S0 3 No ar limpo o SO 2 se oxida lentamente para SO 3 Esta oxidao mais rpida na presena de aerossis aquosos na atmosfera ons de metais pesados em soluo catalisam a reao que cessa quando o aerossol tornase cido A amnia presente na atmosfera neutraliza o cido formando bissulfito que rapidamente se oxida para sulfato Se a quantidade de amnia na atmosfera for suficiente teremos a total neutralizao do cido caso contrrio haver um resduo cido que aparecer na prxima chuva A concentrao do SO 2 dada em ppm partes por milho ou gm 3 microgramasm 3 de ar sendo 1 ppm 2620 gm 3 importante notar que o impacto ambiental das emisses areas de poluentes ocorre em duas escalas bem distintas O impacto local depende tanto das emisses prximas quanto da altura da chamin Uma fbrica com pequena emisso mas com uma chamin baixa pode causar um impacto local mais forte do que uma termeltrica com chamin mais elevada A fbrica produz uma alta concentrao de poluentes areos no nvel do solo enquanto que as emisses da usina sofrem uma grande disperso e diluio antes de atingir o ambiente da superfcie O impacto em escala estadual no depende das caractersticas das chamins mas somente das emisses globais na regio o caso das emisses no nordeste dos EUA que causam chuva cida no Canad A chuva cida afeta a germinao de sementes afeta a disponibilidade de nitrognio no solo faz diminuir a respirao do solo e aumenta a lixiviao de nutrientes presentes no solo original Este o combustvel veneno que se pretende utilizar nas termeltricas projetadas para serem instaladas no municpio do Cabo de Santo Agostinho em particular por Suape III 2 Argumentase que o Complexo Porturio Industrial de Suape necessita de energia frente ao crescimento econmico e a instalao de novas indstrias e empreendimentos em Pernambuco A resposta a esta afirmativa vem de setores da prpria rea energtica do governo federal Segundo informaes divulgadas pela imprensa o presidente da Empresa de Plane
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jamento Energtico EPE afirmou que o Comit de Monitoramento do Setor Eltrico CMSE estava avaliando se os projetos termeltricos da empresa Bertin Energia empreendedora de Suape II e III tero ou no condies de entrar em operao O que no afetaria o fornecimento eltrico pois existe atualmente uma sobra de energia no sistema da ordem de 5000 a 6000 MW mdios Portanto usar o argumento que estas usinas so importantes para atender ao consumo de energia do Estado no verdade pois no existe falta de energia que afetaria nem o Complexo Industrial e Porturio de Suape e nem Pernambuco A linhas de transmisso poderiam transportar energia de outras partes do Brasil caso fosse necessrio atender a demanda em Pernambuco Alm da possibilidade de incrementar a utilizao dos recursos solar e elico to abundantes em Pernambuco mas muito pouco aproveitados Hoje somente existem 25 MW de potncia elica e aproximadamente 50 kWp de potncia fotovoltaica em sua maioria dispersa em comunidades rurais instalados no Estado Alm das medidas de eficincia energtica que poderiam ser adotadas e que postergariam a construo de novas usinas geradoras Lamentavelmente tais medidas passam ao largo das decises do governo pernambucano onde para ele ofertar energia significa apenas construir usinas 3 Defesa do empreendimento sob a justificativa de que a emisso de poluentes ser pequena pois a usina s ser acionada em situaes de emergncia No atual modelo de oferta de energia eltrica a usina est sendo construda para no operar o que a diferencia de qualquer outro empreendimento pois uma trmica que produzir energia de reserva A Energia de Reserva foi inicialmente prevista na Lei n 108482004 e regulamentado posteriormente por meio do Decreto n 63532008 A Energia de Reserva contratada dever ser proveniente de novos empreendimentos ou empreendimentos existentes Conforme previsto neste Decreto a finalidade da realizao do Leilo de Energia de Reserva LER foi a de contratar uma oferta adicional destinada a aumentar a segurana no fornecimento de energia eltrica ao Sistema Interligado Nacional SIN Tambm foi estabelecido que o valor necessrio para o pagamento desta contratao fosse arcado pelos consumidores finais do SIN cujo valor foi fixado de R 14900MWh que remuneraria os investimentos na gerao de energia de reserva para as condies encontradas no primeiro Leilo de Energia de Reserva de 2008 Ou seja mesmo sem funcionar o empreendedor estaria recebendo o que mostra o excelente negcio de um capitalismo sem risco O caso de Suape III se enquadra na tentativa do empreendedor Grupo Bertin vencedor do leilo de 2008 em reunir em uma s usina 5 empreendimentos previstos inicialmente para serem implantados em 4 estados nordestinos Portanto a maior termeltrica a leo do mundo o resultado da combinao de 5 usinas em uma nica Para isto acontecer necessita do acordo da Agncia Nacional de Energia Eltrica ANEEL o que vem sendo negociado A afirmativa do governo estadual de que ela no funcionar enseja questes que merecem explicaes mais claras pois existe uma enorme contradio entre o que diz o governo e o empreendedor Este afirma que a termeltrica vai gerar energia durante 25 do ano ou seja haver um consumo dirio de 8000 toneladas de leo despejando assim 24000 toneladasdia de CO 2 na atmosfera Logo ao longo de um ano funcionando 25 do tempo estimase algo em torno de 2 milhes de toneladas emitidas E caso funcione o ano todo sero 8 milhes de toneladas J o governo afirma que a termoeltrica no funcionar e portanto no poluir A preocupao quanto a emisses de gases e particulados concentrao de metais pesados como o mercrio no vem somente de Suape III mas com a instalao de outras termeltricas na regio Suape II j pronta para funcionar tambm com leo combustvel localizada no municpio do Cabo de Santo Agostinho com uma potncia instalada de 380 MW Emitir diariamente em torno de 6000 toneladas de CO 2 alm de gases a base de enxofre xidos nitrosos dixido de carbono entre outros Sem esquecer da termeltrica TermoPE j instalada com uma potencia de 520 MW e que a plena carga consome 2 milhes de m 3 por dia de gs natural e emite em torno de 5000 toneladas dirias de CO 2 Alm da instalao prevista da termeltrica com leo combustvel que ira atender as necessidades eltricas da Refinaria Abreu e Lima com uma potencia prevista de 200 MW Logo se estar concentrando 4 termeltricas de mdio e grande porte em um nico territrio causando uma grande preocupao Para amenizar a critica sobre o uso do leo combustvel hoje se fala em converter Suape III para funcionar a gs natural O que uma falcia visto no haver disponibilidade de gs natural na regio para atender as necessidades desta usina que seria algo em torno de 5 milhes de m 3 dia uma resposta falsa para um problema cuja nica soluo consiste em no construir a usina A proposta que parte agora da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade SEMAS de reconverso para uma outra fonte energtica tambm um combustvel de origem fssil uma tentativa de iludir a opinio pblica diante do absurdo da opo de fazer em Suape um plo de termeltricas a combustvel fssil 4 E o papel da Agencia Estadual do Meio AmbienteCPRH rgo subordinado a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade Em Pernambuco em nome de um crescimento econmico predatrio est sendo permitido que se acabe com os recursos naturais em virtude da realizao das obras de Suape cujas dragagens e outras intervenes tm modificado as condies do bioma expulsado as populaes nativas e impedido a pesca na regio em completo desrespeito aos direitos fundamentais e proteo estabelecida pela Declarao Universal dos Direitos Humanos alm de passar por cima de outras convenes internacionais Predomina neste territrio o desmatamento autorizado e no autorizado do pouco que resta da Mata Atlntica e de manguezais a implantao de indstrias nocivas sade publica e ao meio ambiente e a contaminao de rios e do Oceano Atlntico E tudo isto ocorre sem o mnimo de discusso com a sociedade As chamadas audincias pblicas que teriam o objetivo de discutir com os envolvidos destes empreendimentos tem um formato que na verdade uma mera encenao simples formalismo para atender a legislao vigente sem efeitos concretos J a recente Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade SEMAS a quem est vinculado o rgo ambiental a Agncia Estadual de Meio AmbienteCPRH quem tem a responsabilidade pela execuo da poltica estadual de meio ambiente e de recursos hdricos com atuao na proteo conservao e pesquisa aplicada s atividades do controle ambiental para o aproveitamento dos recursos naturais do Estado Esta Secretaria tem a funo de analisar os Estudos de Impacto Ambiental EIA e os Relatrios de Impacto Ambiental Rima a elas encaminhadas concedendo as licenas ambientais para os empreendimentos se instalarem serem construdos e funcionarem Alm de ter a responsabilidade de fiscalizar as compensaes scio ambientais quando exigidas do empreendedor aqui que repousa a critica mais veemente para o no cumprimento da lei que deu origem a sua criao em janeiro de 2003 O no papel que o CPRH tem cumprindo no chamado processo de crescimento econmico de Pernambuco lamentvel sobre todos os ngulos da questo O que ocorre uma relao promiscua entre SEMASCPRH com aqueles que no respeitam o meio ambiente e que s enxergam os aspectos econmicos envolvidos Esta afirmativa corroborada pelos inmeros termos de compromissos assinados entre Suape e CPRH para garantir a compensao ambiental em decorrncia das autorizaes para supresso da vegetao nativa e de infraes pelo desmatamento no autorizado que foram desrespeitados Muito se esperou e pouco aconteceu com a indicao do exambientalista Sergio Xavier para o cargo de secretrio da SEMAS No discurso de posse era dito que buscaria imprimir uma viso transversal no governo trazendo para as discusses sobre o desenvolvimento do Estado as questes ambientais Nada disso ocorreu Mesmo admitido por todas as partes que o uso do leo combustvel causar a emisso de gases imprprios sade publica e ao meio ambiente afirmase erroneamente que com as tecnologias modernas e com o rigor das leis ambientais e sua fiscalizao que praticamente seriam evitadas tais emisses com a colocao de filtros implicando assim em um impacto relativamente pequeno Sabese que os filtros podem diminuir a emisso para a atmosfera de gases mas no impedila completamente No caso do dixido de carbono no possvel utilizar filtros para impedir que chegue a atmosfera 5 O Governo comemorou a instalao da termeltrica Suape III afirmando que vo ser investidos R 2 bilhes no Estado e assim sero gerados 500 empregos diretos e alguns milhares indiretos No o combustvel dos sonhos de ningum mas um investimento de R 2 bilhes Esta foi a declarao do exSecretrio de Recursos Hdricos do Estado de Pernambuco atual presidente da CHESF publicada no Jornal do Comrcio de 17 de setembro de 2011 em resposta aos argumentos dos ativistas ambientalistas e engenheiros do setor eltrico sobre os impactos poluentes da usina termeltrica Suape III O que chama a ateno nesta declarao como persiste nos membros do governo estadual do Partido Socialista do Brasil a cultura de que o dinheiro resolve tudo Ou seja uma viso arcaica frente aos grandes desafios do sculo XXI sendo o principal deles o aquecimento global A frase atribuda pelo grande pernambucano economista eclogo professor e pesquisador Clovis Cavalcanti mostra bem este sentimento evidente que em Suape amase o dinheiro e odeiase a vida Ao mesmo tempo ressaltase o aspecto contraditrio deste argumento pois o investimento da ordem de 2 bilhes de reais ter 20 de recursos prprios do empreendedor e o restante captado junto ao BNDES para um empreendimento que no ir funcionar ficando na reserva Fazendo a analogia com o futebol seria a mesma coisa que contratar o atacante Neymar mais caro jogador do Brasil e deixlo na reserva impedilo de participar do jogo Isto seria um contrasenso pois seria muito dinheiro investido para que no atuasse O mesmo se pode dizer da termeltrica Suape III Muito dinheiro investido para no funcionar A questo dos empregos gerados devido construo e operao de Suape III falsamente apresentada Como exemplo de outra opo de gerao de empregos a industria do turismo que na regio pode ofertar muito mais empregos com a construo e operao de hotis de mdio porte 6 O governo estadual se apressou a anunciar a construo de usinas trmicas sobretudo movidas a leo combustvel altamente poluente sem uma anlise mais profunda e um debate mais democrtico com a sociedade Uma das marcas registradas do crescimento econmico predatrio que ocorre em Pernambuco o uso intensivo do marketing da propaganda e da mdia e ao mesmo tempo uma ausncia total de democracia e participao da sociedade nas decises tomadas Alegar que o programa Todos por Pernambuco as Plenrias Regionais o Conselho Estadual de Desenvolvimento Econmico CEDES e os Conselhos Regionais constituem instrumentos de uma gesto democrtica e que so inovaes modernas de uma gesto modelo para aumentar a participao popular falcia S quem j participou destas plenrias e reunies sabem como so conduzidas E do CEDES nem se fala pois as reunies so escassas uma nica reunio em 2011 Os recursos alocados nas obras de infraestrutura energtica so gigantescos e em grande parte alocados pelo tesouro nacional atravs do BNDES e sua aplicao deve ser responsvel olhando para o futuro Assegurando benefcios e melhor qualidade de vida para a sociedade e principalmente consultandoa para a tomada de deciso Se forem mal gastos ou desperdiados estaremos expostos a riscos principalmente aqueles causados a natureza e a sade das pessoas No se pode dar um passo atrs em um momento no qual a chamada economia do carbono esta em cheque frente s exigncias da sustentabilidade Se as usinas termeltricas previstas e algumas j instaladas a combustveis fsseis vierem a serem construdas teremos ai um parque de gerao da ordem de 2600 MW em um territrio de 13500 ha Suape abrangendo os municpios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho tornando esta regio muito poluente 7 O discurso da compensao ambiental por conta deste projeto e outros que esto diretamente impactando a regio e os municpios estratgicos do Complexo PorturioIndustrial de Suape E que a Semas Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Sustentabilidade por meio do rgo de licenciamento CPRH seguir todas as determinaes legais com respeito ao process
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o de instalao desta usina em Pernambuco Para amenizar os danos causados ao meio ambiente j que todos concordam que uma instalao com alto potencial de risco e agresso ambiental e conseqentemente a sade das pessoas alegado que a planta industrial de Suape III ser construda atendendo aos parmetros mais modernos no mundo O vazamento de petrleo ou de derivados como o leo combustvel no complexo porturio industrial de Suape e algo possvel e provvel de acontecer em vista das inmeras indstrias instaladas que necessitam do petrleo derivados como matria prima Mesmo no sendo uma atividade de explorao e extrao de petrleo o manuseio e a manipulao poder provocar danos e desastres ambientais de graves propores No isto que se espera que ocorra todavia em engenharia no existe risco zero para a ocorrncia de incidentes Desastres ambientais com morte de aves e animais marinhos afetando populaes costeiras e atividades econmicas de uma regio tm ocorrido com uma freqncia assustadora causando graves prejuzos sociais e econmicos Um exemplo ocorrido nos dias de hoje foram os vazamentos de petrleo na Bacia de Campos em poos explorados pela empresa norteamericana Chevron Verificouse nesses episdios total negligncia ausncia de empenho e de usos de meios preventivos para a atividade que ali estava sendo desenvolvida Alm da omisso governamental em admitir a participao de uma empresa na explorao do petrleo em territrio brasileiro que no goza de nenhuma credibilidade pois detm m reputao e um passado repleto de acidentes e problemas que mais se aproximam de uma folha corrida Este acidente um alerta para o Complexo de Suape onde sero instaladas indstrias como refinaria petroqumica estaleiros e termeltricas envolvidas com a descarga transporte manuseio e estocagem do petrleo e de seus derivados Nestes desastres ambientais com vazamento de petrleo no Rio de Janeiro e So Paulo revelam que as informaes so confusas mentirosas e as empresas envolvidas muito poderosas e o governo brasileiro lidam com estas situaes com muita falta de transparncia e arrogncia sem o mnimo de respeito populao Com relao ao licenciamento ambiental as compensaes ambientais e as exigncias para diminuir a poluio na gerao de energia so asseguradas pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade Os gestores prometem que estes preceitos sero rigorosos e obedecero as regras vigentes no Pas e estabelecidas pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente Conama Essas regras determinam por exemplo que as compensaes devem representar 05 do total do investimento No caso da Suape III seriam R 10 milhes arrecadados e que se prestaria para as compensaes ambientais devido supresso da vegetao Apesar da garantia de que estes recursos esto sendo aplicados muitas dvidas permanecem Garantir que as normas tcnicas de proteo ao meio ambiente e sade pblica sejam cumpridas pelo empreendedor e pelo rgo licenciador no uma certeza de que v ocorrer se analisarmos acontecimentos recentes Segundo relatrio da Agncia Pernambucana de Meio Ambiente CPRH apresentado por exigncia do Conselho Estadual de Meio Ambiente Consema o prprio Porto de Suape no tem honrado termos de compromisso ambiental Nos ltimos 10 anos dez grandes empreendimentos provocaram a supresso de 36536 hectares de mangue restinga e mata atlntica De todos esses apenas um realizou as contrapartidas acordadas Foi necessria interveno dos ministrios pblicos federal e estadual para que a empresa Suape apresentasse um plano para zerar o passivo estimado hoje em 210 hectares de rea desmatada no complexo Mesmo a propaganda intensa com matrias pagas em jornais pernambucanos de que este passivo foi zerado no h provas de que isto realmente aconteceu pois no se conhecem em detalhes os lugares de tal reflorestamento Apesar da possibilidade da compensao ambiental por conta dos grandes projetos e da dos recursos originados o que se constata no Complexo de Suape o descumprimento reincidente dos acordos nesta rea Todavia a populao deve ser alertada em particular a de Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca que mesmo que as compensaes que vierem ser oferecidas pelo governo e pelo empreendedor construtor da usina sero insuficientes para repor a vegetao natural mangues em particular suprimida e manter a qualidade de vida das pessoas 8 E para dizer que no falei sobre o empreendedor das termeltricas Suape II e Suape III o Grupo Bertin A presena do Grupo Bertin no setor eltrico comeou a ser fortalecida em 2008 durante uma das maiores crises financeiras e econmicas do mundo Naquele segundo semestre de 2008 a empresa em alguns casos em parceria com a Equipav criou a CIBE que foi grande vencedora dos leiles promovidos pela Agncia Nacional de Energia Eltrica Aneel O grupo empreendeu uma corrida desenfreada no setor eltrico vencendo leiles para a construo de 42 usinas geradoras pelo Brasil afora capazes de gerar 67 GigaWatts quase metade da potncia instalada de Itaipu o que exigiria um desembolso de R 10 bilhes Enfrentando problemas financeiros em 2009 foi levada a vender 80 da sua diviso de frigorficos para a concorrente JBSFriboi Aventurouse no consrcio montado pelo governo para disputar o bilionrio e polmico projeto da Hidreltrica de Belo Monte e no incio de 2010 desistiu dessa participao Recentemente controladores do grupo passaram por dificuldades financeiras junto a Cmara de Comercializao de Energia Eltrica CCEE Pendncias estas com a CHESF referente a dvidas relacionadas s usinas termeltricas de Borborema PB e Maracana CE Pelo histrico do grupo empreendedor constatase que a necessidade de captao de capital desproporcional a sua capacidade financeira agora sem a Equipav que saiu da parceria junho de 2010 que mantinha com o Gupo Bertin no negcio de gerao termoeltrica no grupo CIBE Neste ponto permanece a dvida sobre a capacidade da empresa em levar a frente estes empreendimentos De fato o governo permitiu o ingresso nos leiles de empresas sem experincia prvia na rea alm de no ter exigido garantias financeiras mais consistentes Ao concentrar seus investimentos na concluso das trmicas ganhas no leilo A32008 o Grupo Bertin atravs de sua subsidiria a Star Energy que teve como diretor presidente o Sr Evandro Miessi MENTE solicitou autorizao a Aneel para transferir a localizao das usinas inicialmente definidas para outros estados nordestinos para Suape justificando este pedido baseado em questes de sinergia e economia de escala alm de ter a garantia do governo estadual que no teria problemas nas concesses das licenas ambientais Portanto Suape III seria o resultado da fuso de 5 usinas com um montante anunciado pela Star Energy a ser investido de 2 bilhes de reais sendo 20 de recursos prprios e o restante captado junto ao BNDES Para a construo de SUAPE III considerada a maior termeltrica a leo combustvel do mundo o governo de Pernambuco concedeu iseno do ICMS para os prximos 20 anos e ainda doou ao empreendedor um terreno de 80 ha no municpio do Cabo de Santo Agostinho com valor estimado de mercado da ordem de R 40 milhes alm de outro de 14 ha no municpio de Ipojuca para a construo do parque de tancagem de 200000 toneladas de leo combustvel com valor aproximado de mercado de R 7 milhes Enfim a falta de transparncia outra marca registrada do governo da poluio que em Pernambuco tem usado a mdia e a mdia usado o governo numa simbiose que tem calado e anestesiado o esprito de contestao de todo um povo Vinicius Brainer Diretor da APES JUVENTUDE O movimento estudantil passou por vrias dificuldades de mobilizao e organizao durante a pandemia de Covid19 e isso resultou na diminuio do nmero de grmios de luta em todo o pas Na Paraba no foi diferente Para mudar esse quadro a Associao Paraibana dos Estudantes Secundaristas APES deu incio campanha Em cada escola um Grmio de luta S nos meses de maio e junho realizamos processos de formao e construo de grmios em mais de 10 escolas avanando na luta dos estudantes paraibanos pela democracia e por uma educao de qualidade que verdadeiramente contribua para a nossa formao Mas os obstculos colocados aos estudantes so vrios especialmente nas escolas de modelo ECIT Escola Cidad Integral Tcnica Emanuel 16 anos estudante da ECIT Pastor Joo Pereira Gomes Filho na capital paraibana relata o que acontece em sua escola A carga horria pesada Essa situao desmotiva muito os estudantes na criao de um movimento estudantil forte e combativo Tambm alguns diretores das escolas impedem a autonomia das diretorias eleitas para dirigir os grmios e atuam autoritariamente Mas sabemos que o tempo da ditadura militar acabou temos nossos direitos e vamos lutar por eles queiram ou no esses diretores Matria publicada na edio n 273 do Jornal A Verdade O espetculo de dana afro Remanescentes Um reino chamado Muqum aprovado no edital Prmio Funarte Petrobras de Dana Klauss Vianna 2012 na categoria circulao e que tem como fonte de pesquisa a comunidade quilombola Muqum Descendentes de reis dos guerreiros e guerreiras que lutaram resistiram e instituram o maior smbolo de organizao poltica desse pas o Quilombo dos Palmares Nesse contexto o espetculo mistura fico e realidade criando uma nova e possvel verso para a existncia de Dandara e de tantas outras mulheres do Quilombo dos Palmares que se refugiaram em Muqum onde viveram por muito tempo no anonimato instituindo assim um reino sem rainha nesse enredo ldico cheio de lendas crenas e mistrios que a montagem se inspira e concebe um espetculo cuja proposta despertar no pblico o interesse em se questionar O que de fato seria uma fico ou realidade Quem so nossos antepassados A que lugar eu perteno Por que Muqum existe e seu povo ainda vive O espetculo de dana Muqum uma prova viva da fora e profundidade da nossa cultura popular Redao Alagoas Governo de Pimentel realiza privatizao no apagar das luzes O Governo de Minas Gerais na gesto de Antnio Anastasia PSDB criou em 2013 um programa de Parceria Pblico Privada nas Unidades de Atendimento Integradas UAI do estado Naquele perodo eram 21 unidades de atentimento pblicas espaladas pelo estado A partir de 2016 o governo de Fernando Pimentel PT prosseguiu com o acordo e realizou as primeiras privatizaes das UAIs As primeiras a serem privatizadas foram as unidades da regio do Barreiro e regio de Venda Nova em Belo Horizonte Neste momento a Associao dos Empregados Pblicos Estaduais da MGS ASSEPEMGS e o Movimento Luta de Classes conseguiu pressionar o estado e a Empresa MGS para realocar os funcionrios e evitar a demisso Esta foi uma grande vitria naquele ano fruto de muita luta e resistncia dos empregados pblicos da MGSPosteriormente o governo realizou a ofensiva da privatizao nas UAIs do interior como Curvelo So Sebastio do Paraso e So Joo Del Rey Nesta Programa de PPP realizado por Anastasia foi feito um cronograma de PPP onde as unidades forma divididas em trs fases A UAI Praa Sete est na terceira e ultima fase Este cronograma prev que a Empresa Privada que ir gerir a unidade deve realizar uma srie de contra partidas ao estado Um exemplo a melhoria do prdio compra de novos maquinrios e modernizao do servio No entanto nada disso est sendo feito O cronograma prev a implementao da Parceria Pblico Privada em 19 meses Mas por algum motivo o governo de Minas Gerais com a assinatura do Secretrio de Planejamento e Gesto Helvcio Magalhes acelerou o processo em trs meses Resultado disso a ameaa de demisso em massa de 453 pessoas em Minas Gerais Diante dessa situao A ASSEPEMGS e o MLC organizaram os trabalhadores para lutar e no aceitar este destino No dia 26 de Dezembro foi organizada uma assembleia onde deliberaram por pressionar a empresa e participar da Audincia no Ministrio Pblico do Trabalho Em passeata pelas principais avenidas e ruas da cidade os trabalhadores da MGS divulgaram sua luta para a grande populao Representantes dos trabalhadores e da Associao Sindical foram recebidos pela presidncia da empresa e ainda participaram da reunio junto procuradora chefe do Ministrio Pblico do Trabalho Nesta reunio ficou ecidido que o processo de privatizao seria suspenso por 60 dias para averiguao dos trmites do cronograma neste meio tempo possvel conquistar a realocao dos funcionrios para outras frentes de trabalho de responsabilidade da MGS Posterior reunio em assembleia da categoria ficou definido a deflagrao da greve at o dia 4 de Janeiro onde ser realizada uma nova assembleia Outra questo que o prximo governador Romeu Zema Novo disse em reunio com empresrio do setor de asseio e conservao que a primeira empresa a ser privatizada a Minas G
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erais Administrao e Servios Para Geraldo Neres presidente da Associao Sindical dos Empregados Pblicos da MGS ser um ano de muito enfrentamento e luta Ser necessrio unir a classe trabalhadora de Minas Gerais principalmente de empresas pblicas e servidores estaduais para enfrentar os ataques do prximo governo estamos s comeando afirma Geraldo Enquanto isso segue a batalha contra a demisso em massa realizada pelo atual governo OS trabalhadores e trabalhadoras da MGS esto organizados para pressionar e lutar at o fim para garantia de seus empregos Renato Campos Amaral Assessor da ASSEPEMGS e membro da Coordenao Nacional do MLC Hellen Guimares Movimento de Mulheres Olga Benario ESPRITO SANTO Na sociedade capitalista recai sobre a mulher o fardo do trabalho domstico e o de cuidado com as crianas trabalhos no remunerados e no fornecidos pelo Estado que somados ao trabalho formal necessrio para o sustento das famlias resultam na tripla jornada de trabalho das mulheres Como descrito por Alexandra Kollontai a mulher se esgota como consequncia dessa tripla e insuportvel carga que com frequncia expressa com gritos de dor e lgrimas Os cuidados e as preocupaes sempre foram o destino da mulher porm sua vida nunca foi mais desgraada mais desesperada que sob o sistema capitalista Historicamente a maternidade foi construda como o destino biolgico e inquestionvel da mulher No entanto a vivncia da maternidade no a mesma para todas as mulheres h muitas nuances e contradies Se para as mulheres ricas a maternidade vista muitas vezes como uma experincia preciosa e gratificante para as mulheres da classe trabalhadora a maternidade representa mais um peso sobre seus ombros Precisamos ainda falar sobre a vivncia das mes de crianas com deficincia A comear pelo diagnstico de seus filhos muitos so os relatos de abandono pelos maridos aps a descoberta da condio da criana As mes de crianas com deficincia na maioria dos casos abdicam de suas vidas para se dedicarem integralmente ao cuidado dos filhos Uma vez que o Estado no cumpre seu papel so elas majoritariamente as principais e nicas responsveis por essas crianas Assim deixam de lado a vida social e profissional para o trabalho exclusivo do cuidado o que resulta em sobrecarga e solido para essas mulheres Lidiane Braga integrante do coletivo Mes Eficientes Somos Ns que atua no estado do Esprito Santo e me de uma menina autista relata A mulher j tem uma sobrecarga por existir mas a mulher que me de uma criana com deficincia a sobrecarga muito maior Cerca de 98 do nosso coletivo formado por mulheres So quase 400 mulheres no nosso grupo temos s 4 ou 5 pais e mesmo assim so suporte A mulher quem vai luta pelos direitos que so negados aos seus filhos A maioria delas so mes solos A sobrecarga da me solo ainda maior pois alm de sustentar o lar financeiramente porque muitas vezes o pai no entra com os recursos financeiros ainda recai sobre ela a responsabilidade pela sade educao e todas as demandas internas desse filho com deficincia Dependendo da deficincia ainda precisa de um cuidado maior E como essa mulher vai fazer tudo isso sozinha difcil de explicar mas ela acaba tendo que dar conta sozinha j que a rede de apoio mais prxima na maioria das vezes no existe Alm disso como o trabalho de cuidado das crianas com deficincia ocupa integralmente o tempo dessas mes elas acabam ficando impossibilitadas de trabalhar no mercado formal e a renda familiar muitas vezes depende do Benefcio de Prestao Continuada BPC ou da ajuda de algum familiar A ausncia de uma rede de apoio e de servios de atendimento a essas mes faz com que encontrem apoio umas nas outras e na luta que travam diariamente pela garantia de direitos para seus filhos como comenta Lidiane Algumas mes tm familiares que do um pequeno apoio mas na maioria dos casos no sendo essa mulher totalmente responsvel pela criana O coletivo acaba sendo mais do que um grupo de luta de mes que vo em busca dos direitos dos seus filhos mas tambm somos uma rede de apoio A cada vitria de uma criana a gente sorri junto mas a gente tambm chora junto A gente troca ideia e a gente se entende na nossa fala porque sentimos na nossa pele exatamente o que a outra sente A rotina de cuidados complexos essenciais para a sobrevivncia e desenvolvimento dessas crianas e que em grande parte no so fornecidos pelo Estado combinada ao alto nvel de exigncias e preocupaes reflete na sade fsica e mental dessas mes A solido do cuidado o rompimento dos laos familiares e sociais a sobrecarga de trabalho e a intensidade dos cuidados dirios muitas vezes associados a um cenrio de pobreza ou dependncia financeira faz com que essas mes passem por recorrentes situaes de exausto fsica e emocional E quem cuida dessas mulheres Ningum Na maioria dos territrios no existem polticas pblicas e nem servios de sade em ateno a essas mes ou quando existem so insuficientes para atender a demanda Como relatado por Lidiane s mes encontram fora na luta coletiva fortalecendo uma as outras compartilhando as dores e vitrias A luta por educao e sade para as crianas com deficincia No dia 14 de fevereiro de 2022 o coletivo Mes Eficientes Somos Ns ocupou o Palcio Anchieta sede do governo do estado em Vitria Esprito Santo reivindicando o direito educao e sade das crianas e adolescentes com deficincia Depois de muita luta e resistncia ficando 5 dias acampadas na porta do Palcio Anchieta as mes foram recebidas pelo governador e pelo secretrio de educao Como relatado pelas mes do coletivo todos os anos as escolas se preparam para receber os estudantes mas no h uma preocupao em receber as crianas com deficincia Neste ano a secretaria de educao do Esprito Santo s abriu o edital para a contratao de auxiliares de sala e cuidadores duas semanas depois do incio do ano letivo Sem esses profissionais as crianas e adolescentes com deficincia no tm suporte necessrio para permanecer em sala de aula Lucia Mara dos Santos Martins coordenadora do coletivo Mes Eficientes Somos Ns comenta que todos os anos essa luta no incio do ano letivo Eu recebo ligaes de vrias mes todos os dias muito descaso com essas crianas Alm de terem o direito ao acesso educao negado as mes tambm lutam para que seus filhos consigam ser atendidos pelo sistema de sade como relata Dhesyka Rocha Vieira me do Junior que autista moderado Meu filho est h quase dois anos sem acompanhamento no neuropediatra sem retorno No hospital infantil est faltando esses retornos Est sem mdico para atender as crianas e alm disso dois mdicos esto afastados No tem mdico para atender essas crianas essa grande demanda de neuropediatra Nossos filhos precisam de atendimento renovao de laudo e medicao uma coisa muito importante para essas crianas Muitas crianas que tm alguma medicao que no est batendo ou t fazendo mal precisa voltar ao mdico mas no consegue uma situao de muita tristeza que a gente passa de muita dificuldade o estado tem que ter um olhar de empatia com a gente com a questo da sade e educao que so questes que as mes de filhos com deficincia passam muitas dificuldades mesmo O coletivo Mes Eficientes Somos Ns formado por mes de crianas e adolescentes com deficincia da regio da Grande Vitria e interior do estado do Esprito Santo Em setembro de 2021 as Mes Eficientes ocuparam a Prefeitura do municpio de Serra onde permaneceram por 32 dias at que suas reivindicaes fossem atendidas pelo prefeito que resultou em um Termo de Ajuste de Conduta TAC entre a prefeitura e o Ministrio Pblico Apesar das vitrias conquistadas por essas mes ao longo de anos de muita luta ainda h muito que se conquistar Sabemos que s a luta pode transformar a nossa realidade e por todas as mulheres mes e crianas seguiremos juntas at a vitria Muito bom o texto Obrigada Movimento Olga Benario pelo brilhante texto e que mostra um pouco as nossas lutas e resistncias O companheiro Merong Patax H H He Kamak j havia sido lanado no final do ms de maio Ele foi morador da Ocupao Lanceiros Negros e militante da luta indgena dos trabalhadores informais e da causa ambiental Lanamos tambm o vicepresidente estadual da Unidade Popular no Rio Grande do Sul Vinicius Stone tambm membro da Unio da Juventude e Rebelio UJR atualmente fazendo psdoutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFRGS Natanielle Almada estudante de Polticas Pblicas na UFRGS coordenadora estadual do Movimento de Mulheres Olga Benario e da Casa de Referncia Mulheres Mirabal mulher negra moradora de ocupao e me tambm foi lanada prcandidata a vereadora de Porto Alegre E como prcandidato pelo Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas MLB Luciano Schafer que foi morador da Ocupao Lanceiros Negros e estuda Psicologia na UFRGS Para somar e fortalecer o conjunto dos nossos prcandidatos Cmara da Capital contamos ainda com a companheira Priscila Voigt de 29 anos Ela nasceu na cidade de Tijucas em Santa Catarina nutricionista formada pela UFSC e atualmente presidenta da Unidade Popular no Rio Grande do Sul e componente da Executiva Nacional do partido Como militante do MLB foi uma das coordenadoras da Ocupao Lanceiros Negros e esteve frente da organizao e construo da Casa de Referncia da Mulher Mulheres Mirabal Priscila foi lanada no incio de fevereiro como prcandidata Prefeitura de Porto Alegre e aps debate interno na direo do partido e com o conjunto da militncia em torno de uma unidade programtica com o PSOL que tem como prcandidata a deputada federal Fernanda Melchionna foi aprovada a unificao das duas prcandidaturas e de seus programas passando Priscila a somar foras ao conjunto dos nossos prcandidatos a vereadores da capital gacha Para Priscila esse processo eleitoral deve servir para ampliar as lutas sociais ampliar a organizao da classe trabalhadora e com isso nossa capacidade de enfrentamento nos prximos perodos Precisamos nos afirmar e nos desenvolver enquanto partido e convocar milhares de pessoas a se filiarem UP E mais que isso Precisamos impor uma derrota ao fascismo nas cidades Por isso essa unidade em torno de um programa anticapitalista que apresente o socialismo como caminho para nossa real emancipao e que apresente propostas concretas para modificar a vida do nosso povo fundamental Vamos trabalhar com muita dedicao e abnegao para conquistar o maior nmero de votos e eleger nossos representantes para enfrentar a ofensiva fascista e todos os ataques classe trabalhadora tambm nessa trincheira do parlamento J realizamos diversas plenrias temticas para construo do nosso programa local que tem como base O Programa do Poder Popular para as Cidades um programa de 80 pontos para ser implementado nos municpios elaborado pelo nosso Diretrio Nacional Como eixos centrais do programa esto a construo de mecanismos de participao direta nas decises polticas e oramentrias da cidade alm da revogao de todas as privatizaes e terceirizaes realizao imediata de concursos pblicos valorizao dos servidores revogao da reforma da Previdncia auditoria das dvidas do municpio e realizao de um reforma tributria que taxe os mais ricos e desonere os mais pobres Lanamos tambm em Passo Fundo a prcandidatura da companheira Milena Moretto Estudante de Histria militante da Unio da Juventude Rebelio e do Movimento de Mulheres Olga Benario Milena esteve frente das lutas por direitos das mulheres e da juventude na cidade O momento nos exige disposio e coragem e isso os militantes da Unidade Popular e o nosso povo da periferia a classe trabalhadora tm de sobra A data smbolo da luta das mulheres o dia 08 de maro foi marcado por manifestaes em ao menos 55 pases O Dia Internacional da Mulher levantou bandeiras contra a desigualdade e a violncia de gnero pelo mundo No Brasil o chamado para a paralisao aconteceu em mais de 60 cidades entre elas 22 capitais As principais palavras de ordem neste ano foram contra a Reforma da Previdncia do governo golpista Michel Temer e pelo fim da violncia contra as mulheres Nenhuma a menos A campanha internacional Nenhuma a menos comeou na na Argentina diante do brutal feminicdio da adolescente Luca Perez de 16 anos no ano passado As mulheres resolveram dizer um basta e organizaram atos protestos marchas e paralisaes solidrias em vrios pases onde o ndice de violncia contra as mulheres epidmico Diante dessa conjuntura mulheres de diversos pases convocaram a Greve Internacional de Mulheres para este 8 de maro No atual contexto de crise do capitalismo mundial a maioria das mulheres possuem trabalhos precarizados so mais vulnerveis ao desemprego ao assdio moral e sexual Os movimentos feministas lutam assim contra os quatro pilares da desigualdade o capitalismo o imperialismo o patriarc
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ado e o racismo O Movimento de Mulheres Olga Benario em conjunto com outras organizaes de mulheres sindicatos movimentos sociais e partidos polticos participando e organizando diretamente manifestaes em 13 capitais brasileiras levando a mensagem de que sem a participao das mulheres nas lutas polticas no h revoluo Esse ato do dia 8 de maro muito importante pois estamos defendendo nas ruas nossas vidas com a campanha Nenhuma a menos Aqui no Brasil temos uma realidade de 13 mulheres assassinadas por dia uma mdia de um feminicdio a cada uma hora e meia Alm disso depois do golpe corremos o risco de perder o que conquistamos nos ltimos anos especialmente com a reforma da Previdncia Com a crise do capitalismo a violncia contra as mulheres tornase mais aguda afirma Indira Xavier da Coordenao do Movimento de Mulheres Olga Benario O Movimento Olga Benario homenageou em todas as manifestaes presentes as mulheres russas que em fevereiro de 1917 organizaram uma manifestao que deu o impulso primeira revoluo socialista da histria da humanidade Este ano comemoramos o centenrio desta revoluo vitoriosa quando as mulheres da Unio Sovitica acumularam conquistas em seus direitos com uma legislao bem avanada foi estabelecido o direito ao divrcio e ao aborto a educao dos filhos que antes era obrigao da famlia passou a ser responsabilidade da sociedade restaurantes lavanderias e creches comunitrias deram s mulheres autonomia sobre suas prprias vidas Claudiane Lopes jornalista No dia 16 de janeiro a Comisso de Trabalhadores do Telemarketing do Grande ABC Fica Logad e o Movimento Luta de Classes MLC realizaram uma manifestao que saiu das duas maiores empresas da regio a Atento e a Unitono ambas na cidade de So Bernardo do Campo e foram em passeata at o Ministrio do Trabalho e Emprego MTE Alm de solicitar abertura de negociao com as empresas a Comisso entregou um relatrio com a denncia de diversas irregularidades cometidas pelas empresas contra os direitos dos trabalhadores garantidos pela CLT e pelo anexo II da NR17 As principais reivindicaes so aumento salarial para R 85000 e reviso do valealimentao para R1500 Hoje o valor do valealimentao para a categoria de R 550 por dia A mobilizao contou com importante apoio do SINDSERVSBC da Regional ABC da CUT da UJR e de diversos sindicatos e movimentos sociais da regio No MTE uma comisso de trabalhadores se reuniu com o Dr Ricardo Bacura que se comprometeu a abrir uma mesa de entendimento onde as empresas sero obrigadas a sentar com os trabalhadores e prestar contas sobre o relatrio de irregularidades bem como discutir a pauta apresentada pela Comisso tarde a mobilizao continuou com muita garra e determinao mesmo debaixo de uma forte chuva de vero Esta manifestao mostrou a fora e a disposio de luta dos teleatendentes e a importncia de avanarmos na organizao dessa categoria no ABC paulista e em todos os estados do pas Gregorio Gould membro da Comisso de Trabalhadores e Trabalhadoras de Telemarketing do Grande ABC e do Movimento Luta de Classes Durante todo o perodo de estruturao da economia sovitica houve grandes estudos na rea da economia poltica pedra angular de todo o pensamento econmico Esse estudo foi fundamental para que a economia socialista fosse estruturada procurando seguir os preceitos marxistas ou seja utilizando suas teorias tal como a teoria do valor trabalho de Marx Como decorrncia desse estudo foram delimitadas uma srie de leis que so perceptveis na sociedade de mercado a sociedade capitalista com vistas de controle ou supresso destas leis na sociedade socialista Essas leis passveis de observao e anlise cientfica condicionam as crises de produo demonstram a tendncia de arrocho salarial no capitalismo e nos fornecem dados para entender a formao dos preos Entre estas leis destacamse as leis da concorrncia da anarquia e do valor A lei do valor embora pouco discutida e difundida muito importante para entendermos os esforos socialistas na superao das relaes mercantis que se mantm na primeira fase do socialismo Anteriormente a isso ela nos permite inferir diversas tendncias do capitalismo pois nesse sistema ela condiciona a produo e a troca aos gastos socialmente necessrios Por exemplo se os gastos individuais de trabalho superam os gastos socialmente necessrios ou seja os gastos de uma empresa so maiores que o gasto mdio da sociedade para a produo de uma mercadoria essa empresa est sendo prejudicada uma vez que um gasto maior tende a significar uma renda menor que a renda mdia ou negativa Se os gastos individuais de trabalho so menores que os gastos socialmente necessrios de trabalho essa empresa tende a ter uma renda maior que o padro o que a torna mais competitiva E por ltimo se os gastos individuais de trabalho so iguais aos gastos socialmente necessrios h uma relao de equilbrio e a renda mdia mantida Na sociedade socialista essencial o clculo da ao da lei do valor pois a partir da identificao do gasto socialmente necessrio possvel estipular os preos e consequentemente aperfeioar a planificao A partir do clculo tambm possvel fazer o comparativo entre as empresas e ento fazer com que as empresas atrasadas avancem na reduo dos gastos individuais possibilitando uma maior renda ou um aumento da produo Uma vez aumentando a renda em um setor a planificao pode redirecionar a renda para outro setor que no to vantajoso desenvolvendo a produo a pesquisa e a tecnologia em setores menos lucrativos Abrese assim a possibilidade de superar os entraves tecnolgicos que os capitalistas impem pois para eles se uma determinada ao no lucrativa ela no se realiza mesmo que seja importante ao conjunto da sociedade Esse um desafio histrico do socialismo e um dos motivos de o capitalismo uma vez revolucionrio ter se tornado atrasado e nocivo humanidade Se no capitalismo a lei do valor condiciona o que vai ser produzido ao retorno do lucro no socialismo o mesmo no acontece Embora haja o clculo da viabilidade econmica um setor mais rentvel pode ajudar outro a se desenvolver De forma que o que condiciona a produo no socialismo no a lei do valor mas o planejamento feito pelos rgos populares e o Estado proletrio Isso explica porque em pases onde houve planejamento econmico grandes empreendimentos foram feitos como apartamentos praas hospitais museus e demais patrimnios que no eram necessariamente lucrativos mas que importavam muito ao bemestar da populao O grande avano da planificao econmica residiu justamente nessa capacidade de conseguir dar respostas ao que muitas vezes foi colocado como invivel financeiramente Os povos que vivenciaram a economia planificada puderam presenciar que quando se trata de suprir as necessidades do povo e levantar a bandeira de um servio pblico de qualidade os rgos populares e o Estado proletrio no mediam esforos logo tornando realidade as demandas Fbio Antnio coordenador geral do DCEUFG A greve foi o ltimo instrumento que sobrou aos trabalhadores para impedir essa atitude antidemocrtica do prefeito Guti necessria a unio de todo o povo de Guarulhos em solidariedade ativa com os trabalhadores da Proguaru que constroem a riqueza dessa cidade Redao So Paulo Jornal A Verdade Desde que assumiu a prefeitura Guti vem atacando os direitos da populao da cidade de Guarulhos com quase 14 milho de habitantes A Proguaru uma empresa pblica fundamental para o trabalho de manuteno e zeladoria da cidade gerando empregos e promovendo o desenvolvimento social em atendimento aos mais distantes bairros da periferia da cidade A privatizao uma forma de atender os ricos especuladores da cidade que querem transformar em lucro os servios que hoje so ofertados populao saqueando o dinheiro dos cofres pblicos favorecendo a corrupo precarizando as condies dos trabalhadores atravs da terceirizao e deixando no desemprego milhares de chefes de famlia que sero demitidos caso esse processo de privatizao avance Os trabalhadores da Proguaru esto organizados e em permanente dilogo com o povo de Guarulhos para explicar os grandes males que podem ser causados com a privatizao da Proguaru Como forma de garantir que a populao seja ouvida foram recolhidas milhares de assinaturas para promover uma votao por plebiscito O plebiscito a forma mais democrtica dos prprios guarulhenses decidirem o destino da Proguaru mas o prefeito Guti contra a democracia e acionou a justia para impedir que o plebiscito seja realizado A greve foi o ltimo instrumento que sobrou aos trabalhadores para impedir essa atitude antidemocrtica do prefeito Guti necessria a unio de todo o povo de Guarulhos em solidariedade ativa com os trabalhadores da Proguaru que constroem a riqueza dessa cidade Crnica anexada na edio 223 do jornal impresso pgina 12 Jos Levino No Ocidente como modo predominante de produo o sistema escravista terminou com a queda do Imprio Romano embora tenha sido utilizado pontualmente na Idade Mdia como no reinado de Carlos Magno Europa Central768814 Ao contrrio do que registra a historiografia das classes dominantes os povos africanos no eram atrasados selvagens etc De fato j nem viviam mais no comunismo primitivo Eram sociedades divididas em classes embora no meio do povo ainda fossem fortes as prticas comunitrias que iro renascer nos quilombos Brasil palenques Cuba e Colmbia maroons Jamaica e Suriname marrons Haiti cumbes Venezuela marroon communities Estados Unidos As atividades econmicas eram a agricultura e o comrcio exportando principalmente ouro e peles de animais Tudo contabilizado Conheciam tcnicas de fundio de ferro noes de astronomia medicina natural e desenvolviam as artes msica dana artesanato pintura Organizavamse em reinos dentre eles os mais conhecidos Kongo Congo Oyo Nigria Mossi Burkina Faso Napata Nbia regio situada entre o Egito e o Sudo Ndongo Angola Ashanti Gana Songhay Mali Abomey Benim Havia conflitos entre os diferentes povos e os vencedores escravizavam os vencidos para quem ficavam trabalhando mas no eram mercadoria Nada que os europeus j no tivessem vivido em sua histria marcada por brutalidades escravizaes opresses traies dos mais diversos tipos A transformao do ser humano em mercadoria foi introduzida pelos rabes no sculo VII A ambio do enriquecimento e do fortalecimento do seu poder levaram os segmentos dominantes da frica a aderirem prtica de mercado vendendo os vencidos e criando guerras por qualquer motivo para terem a oportunidade de aprisionar e lucrar com a venda das pessoas dominadas Com o estabelecimento de colnias na Amrica os portugueses adotaram essa prtica como sada para a necessidade de mo de obra visto que os povos nativos no se deixaram dominar e os poucos que foram aprisionados ou caram na conversa dos missionrios foram considerados improdutivos H poucos dias um procurador de Justia do Par de nome Ricardo Albuquerque falou numa palestra que os portugueses escravizaram os negros porque os ndios no gostavam de trabalhar O energmeno no sabe ou faz que no que os indgenas trabalhavam com muita alegria mas s o suficiente para viver No pensavam em acumular riquezas no estavam acometidos da doena do consumismo Por isso jamais assimilaram a ideia de trabalhar foradamente para enriquecer o invasor Com isso ningum est dizendo que os africanos no resistiam aceitavam de bom grado a escravido eram submissos nada disso Tanto que so inmeras as rebelies e rupturas com a fuga para as comunidades quilombolas Para mantlos produtivos eram praticados cruis torturas e assassinatos pelos senhores com total cobertura legal Os instrumentos ainda se encontram expostos nos museus para quem quiser ver O mercado do trfico negreiro em larga escala responsabilidade dos europeus especialmente dos portugueses com a bno do chefe da Igreja Catlica o papa Nicolau V com a bula editada em 1454 mas tambm dos espanhis e dos ingleses com a colonizao dos Estados Unidos da Amrica do Norte O Congo j era monarquia mas o rei ManiKongo amava seu povo e nunca aceitou as propostas de venda de pessoas ou tomou a iniciativa de dominar outras tribos para ganhar dinheiro com a escravizao Ao contrrio foi vtima de invaso por parte de foras portuguesas e angolanas Resistncia brava Sua filha Aqualtune guerreira destemida e admirada pelo seu povo liderou 10 mil pessoas na guerra em defesa do povo e seu territrio Aqualtune jovem resistiu a todo esse horror foi desembarcada no Porto do Recife e vendida para um fazendeiro de Porto Calvo ento Provncia de Pernambuco hoje Estado de Alagoas Mas como uma guerreira provada nos combates e na liderana de tropas em sua terra natal poderia ser mantida sob o jugo de senhores No demorou para que reunisse um grupo de escravos e partisse para a liberdade fundando o Quilombo dos Palmares o mais famoso da Histria do Brasil Nos quilombos os negros retomavam as prticas que viviam em seus pases onde o regime de comunidade no havia ainda degenerado especialmente em alguns territrios como o Congo onde j havia um regime monrquico mas a Corte era muito prxim
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