diff --git "a/data/pt/pt_docs.json" "b/data/pt/pt_docs.json" deleted file mode 100644--- "a/data/pt/pt_docs.json" +++ /dev/null @@ -1,257 +0,0 @@ -{ - "135049_p0": "Talega ou Nossa Senhora da Assunção de Talega é um município da Espanha (reclamado por Portugal; ver Questão de Olivença), na comarca de Llanos de Olivenza, província de Badajoz, comunidade autónoma da Estremadura. Tem de área e em tinha habitantes ().", - "135049_p1": "História \nA fundação de Talega remonta ao período medieval, sendo atribuída aos cavaleiros templários. Julga-se que os cavaleiros, que após a reconquista passaram a habitar o castelo de Alconchel, terão deslocado os habitantes mouros deste castelo para povoarem Talega. Em 1297, com o Tratado de Alcanizes, passa a integrar o reino de Portugal.", - "135049_p3": "Este município constituía até 1801 uma freguesia do termo de Olivença, com o nome de Nossa Senhora da Assunção de Talega . Foi ocupada por Espanha em 1801. Em 1850 consegue a segregação de Olivença e é constituída em concelho próprio.", - "135049_p6": "Municípios de Badajoz (província)\nMunicípios por nome da Estremadura (Espanha)\nMunicípios da comarca de Llanos de Olivenza\nMunicípios da Espanha por nome\nLocalidades de Badajoz (província)\nLocalidades da Estremadura (Espanha)\nLocalidades da Espanha\nFronteira Espanha–Portugal\nTerritórios disputados por Portugal", - "14491_p0": "Olivença é uma cidade sede do município homónimo da zona raiana, cuja demarcação é objeto de litígio entre Portugal e Espanha. Reivindicado de jure por Portugal, o município integra atualmente a província de Badajoz da comunidade autónoma espanhola da Estremadura. É a capital da comarca espanhola de Llanos de Olivenza (), também conhecida como Comarca de Olivença. Tem de área e em tinha habitantes ().", - "14491_p2": "O Tratado de Alcanizes, de 1297, estabelecia Olivença como parte de Portugal. Em 1801, através do Tratado de Badajoz, denunciado em 1808 por Portugal, o território foi anexado a Espanha. Em 1817 a Espanha reconheceu a soberania portuguesa subscrevendo o Congresso de Viena de 1815, comprometendo-se à retrocessão do território o mais prontamente possível. Porém, até aos dias de hoje, tal ainda não aconteceu.", - "14491_p1": "Apesar do desentendimento entre Portugal e Espanha sobre a Questão de Olivença, o tema não tem provocado atrito nas relações entre os dois países ibéricos. Olivença e os municípios raianos espanhóis de La Codosera, Alburquerque e Badajoz e portugueses de Arronches, Campo Maior, Estremoz, Portalegre e Elvas chegaram a um acordo em 2008 com vista à criação de uma eurorregião.", - "14491_p46": "Na actualidade, Portugal não reclama abertamente Olivença, mas também não renuncia à sua pretensão. Em 1995, as autoridades portuguesas enviaram às espanholas um relatório sobre o impacto ambiental da projectada Barragem de Alqueva no território espanhol, omitindo Olivença. Uma semana depois, foi enviado um novo documento intitulado \"Espanha e Território de Olivença\", contornando o problema de reconhecer Olivença como território espanhol. Da mesma forma, para melhorar as acessibilidades de Olivença à margem direita do Guadiana, Portugal assumiu o financiamento e a direcção da obra de construção de uma nova ponte rodoviária e de recuperação da antiga Ponte da Ajuda, cuja execução foi entregue à Câmara Municipal de Elvas. Ao transferir a execução do projecto para a autarquia de Elvas, o Governo Português confirmou que Olivença é parte integrante de Portugal e que a ligação entre estas duas cidades não tem uma dimensão internacional e transfronteiriça como a Espanha pretendia. Na inauguração da nova ponte, a 11 de novembro de 2000, não esteve presente nenhum representante do governo português, para que a presença ao lado do Presidente da Câmara de Olivença não fosse interpretada como reconhecimento da ocupação de Olivença pela Espanha.", - "14491_p39": "Quando Portugal e Espanha decidiram, em 1864, proceder à demarcação da sua fronteira comum, ao chegar à desembocadura do rio Caia no Guadiana, a Comissão Internacional de Limites viu-se obrigada a interromper os trabalhos perante a negativa portuguesa em reconhecer a soberania espanhola sobre o território de Olivença. Os trabalhos só seriam reatados em 1926, mas a sul de Olivença, a partir da desembocadura da ribeira de Cuncos no Guadiana.", - "14491_p43": "Olivença na atualidade", - "14491_p47": "Mais recentemente a \"Questão de Olivença\" tem sido referida no The World Factbook da CIA onde se diz: \"Portugal não reconhece a soberania espanhola sobre o território de Olivença baseado numa interpretação diferente do Congresso de Viena de 1815 e do Tratado de Badajoz de 1801\".", - "14491_p33": "Na sequência da Guerra das Laranjas, prelúdio da Guerra Peninsular, Manuel Godoy à frente das tropas espanholas ocupa Olivença e destitui o governador Júlio César Augusto Chermont que não oferece resistência. Poucos dias volvidos, Espanha impõe a Portugal os tratados de Badajoz de 6 de Junho e de Madrid de 29 de Setembro de 1801, segundo os quais \"Sua Majestade Católica (rei de Espanha) conservará em qualidade de conquista, para uni-la perpétuamente aos seus domínios e vassalos, a praça de Olivença, seu território e povoados desde o Guadiana; de modo que este rio seja o limite de seus respectivos Reinos\". A 14 de Agosto de 1805 era lavrada a última acta da Câmara de Olivença em língua portuguesa.", - "14491_p36": "A Questão de Olivença", - "14491_p38": "Em 1821, a partir do Brasil, Portugal ocupou a Província Cisplatina, actual Uruguai. Este facto serviu de justificativa espanhola para interromper as conversações sobre a devolução que decorriam. Paralelamente, Espanha argumentou (e continua a argumentar) que o Tratado de Badajoz de 1801 continua válido e que o Tratado de Viena não tem força legal suficiente para obrigar à entrega de Olivença a Portugal. Entretanto, em 1840 passou a ser proibido o uso da língua portuguesa no território, inclusive nas igrejas.", - "14491_p44": "Depois de muitas décadas de repressão e violência contra a cultura portuguesa, a década de 1980 trouxe uma viragem de estratégia. A democratização de Portugal e Espanha, a sua integração no espaço económico e político da União Europeia e, mais tarde, no Espaço Schengen, originou o desaparecimento de facto das fronteiras, enquanto barreiras físicas intransponíveis, e uma notória aproximação entre os dois estados ibéricos. Por outro lado, em Olivença o número de espanhóis era já muito significativo, comparativamente aos descendentes de portugueses, e a população local não tinha razões económicas para preferir a soberania portuguesa.", - "14491_p61": "Situada sobre o Guadiana, frente às povoações fortificadas de Juromenha e Alandroal. Historicamente pertencia não a Olivença, mas sim a Juromenha. Com a usurpação de Olivença, até à margem do grande rio, a povoação é igualmente administrada por Espanha.", - "14491_p4": "Localização \nO município de Olivença tem 430 km², está situado na margem esquerda do rio Guadiana e tem uma forma aproximadamente triangular, com dois dos seus vértices no Guadiana. A cidade de Olivença dista 23 km de Elvas, 24 km de Badajoz, 236 km de Lisboa e 424 km de Madrid. A ligação a Elvas e ao restante território português é feita por uma ponte sobre o Guadiana construída em 2000 ao lado das ruínas da Ponte da Ajuda.", - "14491_p32": "Anexação de Olivença", - "14491_p63": "Português de Olivença", - "14491_p11": "História \nÀ época da Reconquista cristã da Península Ibérica, o território da margem esquerda do rio Guadiana foi dominado quando da conquista definitiva de Badajoz pelas forças de Afonso IX de Leão, na primavera de 1230. Como compensação pelos serviços prestados nessa conquista, o soberano leonês fez a doação dos domínios de Burguillos e de Alconchel aos cavaleiros da Ordem do Templo, para que os povoassem e defendessem. Em algum momento entre esta doação e o ano de 1256, a Ordem estabeleceu a Comenda de Olivença, à época uma pequena povoação que se afirmava em torno de uma fonte (actual Fuente de La Corna), voltada para a agricultura e a pastorícia. Nesse local, os templários ergueram um castelo e uma igreja, sob a invocação de Santa Maria, organizando a exploração económica da comunidade.", - "14491_p30": "Na segunda metade do Portugal estabeleceu uma nova orientação na sua estratégia militar na fronteira com a Espanha: de ofensiva passou a outra, estritamente defensiva. Esse novo modelo trouxe importantes consequências para Olivença, uma vez que todos os estrategas estrangeiros que a visitaram a convite da Coroa Portuguesa - Charles R. Rainsford, Guilherme Luís Antoine Valleré, o Christian August von Waldeck e o conde de Miremont - foram unânimes em recomendar o seu abandono, fundamentados em três razões:", - "14491_p18": "Com a assinatura do Tratado de Alcanizes, os domínios de Olivença tiveram a sua posição estratégica revalorizada frente a Badajoz, o que se traduziu na multiplicação das disputas territoriais envolvendo a circunscrição de Badajoz e num progressivo incremento das fortificações de Olivença.", - "14491_p35": "Terminada a guerra e vencido Napoleão foi assinado o Tratado de Paris de 1814 onde, no artigo 3.º se dizia \"especialmente os tratados assinados em Badajoz e Madrid em 1801, ficam nulos e de nenhum efeito\". No Congresso de Viena que se seguiu, a delegação portuguesa, chefiada pelo Duque de Palmela, voltou a exigir a anulação do Tratado de Badajoz e a devolução de Olivença. Isto foi conseguido pela inclusão do 105.º artigo, no qual se diz: \"As Potências, reconhecendo a justiça da reclamações formuladas por Sua Alteza, o Príncipe Regente de Portugal e do Brasil, sobre a vila de Olivença e os outros territórios cedidos à Espanha pelo tratado de Badajoz de 1801, e considerando a restituição destes objectos como uma das medidas adequadas a assegurar entre os dois Reinos da Península aquela boa harmonia, completa e estável, cuja conservação em todas as partes da Europa tem sido o fim constante das suas negociações, formalmente se obrigam a empregar por meios conciliatórios os seus mais eficazes esforços a fim de que se efectua a retrocessão dos ditos territórios a favor de Portugal. E as Potências reconhecem, tanto quanto depende de cada uma delas, que este ajuste deve ter lugar o mais brevemente possível\".", - "14491_p19": "As defesas de Olivença", - "14491_p64": "Até à década de 1940, Olivença era de maioria lusófona. No entanto, a geração nascida nessa época começou a ensinar os seus filhos, nascidos depois de 1950 ou 1960, segundo os casos, a falar castelhano. Nas aldeias, onde, segundo Leite de Vasconcelos, até ao final do , se utilizava unicamente o português para a comunicação do dia-a-dia, também já se tinham convertido ao bilinguismo na década de 1960.", - "14491_p45": "O Ayuntamiento de Olivenza começa, então, uma política de aproximação a Portugal. Olivença gemina-se com Leiria, em 1984; com Portalegre, em 1989; com Elvas, em 1990 e com Cadaval e Vila Viçosa, em 2007. É recuperado o legado patrimonial português (cidadela medieval, igreja de Santa Maria do Castelo, igreja de Santa Maria Madalena, Praça da Constituição com o seu pelourinho, Santa Casa da Misericórdia, Convento das Clarissas, fortificações, quartéis); é inaugurado o Museu Etnográfico González Santana; é constituído o Arquivo Histórico, com apoio do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa (actual Instituto Camões); dão-se início aos \"Encontros da Ajuda\"; é criado o Fundo Português da Biblioteca Municipal, parte do Centro de Estudos Ibéricos Agostinho da Silva; são ministrados cursos de português na Universidade Popular, parcialmente subsidiados pelo Instituto Camões, para além de outros, de acesso livre.", - "14491_p27": "Por ocasião da invasão de Filipe II de Espanha, na contenda pela coroa que usurpou a D. Antônio, o Prior do Crato, Olivença foi tomada a 19 de junho de 1580.", - "14491_p28": "Se a paz propiciada pela Dinastia Filipina favoreceu a arquitectura religiosa em Olivença, um novo ciclo de arquitectura militar se abre com a Guerra da Restauração da Independência. A cerca manuelina foi demolida para com as suas pedras se erguer uma nova muralha, com traçado abaluartado, que contava com nove baluartes. A praça resistiu a quatro assaltos pelas tropas espanholas sob o comando do duque de San Germán, vindo a cair no quinto, em 1657. Permaneceu na posse da Espanha até ser devolvida a Portugal pelo Tratado de Lisboa de 1668, que encerrou o conflito.", - "14491_p66": "O último relatório do comité de peritos do Conselho da Europa faz um balanço negativo da aplicação da Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias em Olivença, defendendo uma maior protecção e promoção do português e recomendando que os oliventinos tenham mais acesso à aprendizagem da língua. Atualmente, o português é ensinado, como opção, nas escolas públicas e privadas do município, lecionado por professores portugueses.", - "14491_p13": "a Convenção de Badajoz (1267), que afirmou o curso dos rios Caia e Guadiana como raia entre os domínios de Castela e de Portugal; e\n a remoção da Ordem do Templo dos domínios raianos de Olivença, com a integração dos mesmos ao concelho e bispado de Badajoz.", - "14491_p34": "Longe da ameaça de Napoleão, em 1 de Maio de 1808, o príncipe regente D. João (futuro D. João VI) publica no Rio de Janeiro, então capital do Império Português, um manifesto no qual repudia o Tratado de Badajoz. Em 1811, Olivença é temporariamente ocupada por contingentes luso-britânicos sob o comando de Lord Beresford.", - "14491_p17": "Terras de Ribacôa\n Campo Maior\n Olivença\n Ouguela\n Juromenha\ne\n São Félix dos Galegos (que passou para a posse do Reino de Leão em 1327)", - "14491_p22": "Nesse sentido, a história de Olivença pode ser acompanhada através da evolução histórica de suas defesas, tanto nos períodos de paz, quanto nos de guerra.", - "14491_p48": "Em junho de 2010, foram inauguradas novas placas toponímicas, em azulejo, no centro histórico de Olivença, recuperando os nomes portugueses originais das ruas. Muitos desses nomes antigos continuaram a ser usados pela população até hoje, apesar da introdução de nomes castelhanos na primeira metade do . Entre os 73 nomes de ruas resgatados contam-se, por exemplo, a Rua dos Oleiros e a Rua de Nossa Senhora da Conceição.", - "14491_p41": "Como aconteceu por todo o Estado Espanhol, os anos do regime franquista foram marcados por uma forte repressão a tudo o que não fosse castelhano. O uso do português em público foi reprimido, com penas que podiam ir da simples multa à detenção; a toponímia portuguesa foi eliminada e alteraram-se compulsivamente os nomes dos seus habitantes para antropónimos similares em castelhano. Com colonos espanhóis dominando toda a administração, utilizando a escolarização exclusivamente em língua castelhana, perseguindo e discriminando os que tentavam escapar à estratégia de destruição cultural em curso e marginalizando aqueles mais renitentes à língua e à cultura do ocupante, o governo franquista e a cooperante administração municipal do território conseguiram impor a resignação e o conformismo aos oliventinos.", - "14491_p42": "Na segunda metade do , dois importantes políticos portugueses foram fervorosos adeptos da recuperação de Olivença: o general Humberto Delgado e o Almirante Pinheiro de Azevedo, tendo ambos desempenhado funções de destaque no Grupo dos Amigos de Olivença, fundado em 1944. Pinheiro de Azevedo foi autor do livro Olivença está cativa pela Espanha: por culpa de quem?, em 1982, e chegou a propor uma \"marcha verde\" sobre a cidade. Outros movimentos irredentistas activos são a Sociedade Pró-Olivença (fundada em 1938) e o Comité Olivença Portuguesa (1988).", - "14491_p7": "Clima \nAs condições climáticas de Olivença correspondem perfeitamente ao clima mediterrânico, próprio do Alentejo e da Estremadura espanhola. Em grandes linhas, caracteriza-se por Verões quentes e secos e Invernos suaves, onde se concentra a maioria das precipitações.", - "14491_p29": "O curto período de paz que se seguiu a este diploma foi aproveitado para reforçar as muralhas da praça-forte e reconstruir a Ponte da Ajuda, cujos arcos centrais se fizeram explodir mas tarde, em 1709, no decorrer da Guerra de Sucessão Espanhola. A militarização do espaço urbano de Olivença continuou durante a primeira metade do com a erecção de obras significativas como os quartéis de cavalaria e de infantaria, o chamado Quartel de Assento (a \"Padaria do Rei\") o Polvorim de Santa Bárbara, o Hospital Militar de São João de Deus, as Portas do Calvário, os revelins e demais obras exteriores da praça-forte.", - "14491_p65": "No início do século XXI, o português oliventino já só é falado entre idosos. Nas palavras da investigadora Maria de Fátima Matias, da Universidade de Aveiro, em Olivença o português está \"linguística e socialmente desprestigiado\", identificado com \"a ruralidade e o analfabetismo, como se fosse o eco do passado\", considerado uma \"forma corrupta de falar, uma linguagem desajeitada\".", - "14491_p40": "Com a vitória das tropas nacionalistas na Guerra Civil Espanhola, aumentou a pressão para a aculturação de Olivença. No município oliventino foram criados, em 1956, dois poblados de colonización — San Francisco de Olivenza, assim chamado em honra do Generalíssimo Francisco Franco, e San Rafael de Olivenza, que deve o nome ao então ministro de Agricultura, Rafael Cavestany Anduaga — ambos núcleos populacionais de colonização, constituídos por habitantes oriundos de diversos pontos de Espanha.", - "14491_p68": "Pessoas famosas nascidas em Olivença \n Guillermo Fernández Vara (n. 1958) — político, presidente da Junta da Estremadura\n João Vieira de Carvalho (1781-1847) — barão, conde e marquês de Lajes; engenheiro, militar e político do Brasil\n Pedro da Fonseca (?-1422) — cardeal\n Paulo da Gama (1465-1499) — irmão mais velho de Vasco da Gama, comandante da nau São Rafael na descoberta do caminho marítimo para a Índia,\n Tomás Romero de Castilla (1833- 1910) — teólogo, fundador do de Badajoz\n Ventura Ledesma Abrantes (1883-1956) — livreiro, fundador do Grupo dos Amigos de Olivença\n Vicente Lusitano (c.1461-c.1561) — compositor e teórico musical", - "14491_p21": "o Castelo de Campo Maior, a Leste do rio Caia, ao Norte de Badajoz; e\n o Castelo de Olivença, a Leste do rio Guadiana, ao Sul de Badajoz.", - "14491_p5": "O município de Olivença inclui hoje duas vilas e quatro aldeias: S. Francisco e S. Rafael (vilas); e Vila Real, São Domingos de Gusmão, São Bento da Contenda e São Jorge da Lor (aldeias). Nossa Senhora da Assunção da Talega ou Táliga, outra povoação do antigo território de Olivença, é um município separado desde 1850. Pelo contrário, a aldeia de Vila Real, hoje parte de Olivença, era freguesia do concelho de Juromenha, actualmente integrado no concelho do Alandroal.", - "14491_p49": "Património \n Castelo de Olivença\n Igreja de Santa Maria do Castelo\n Igreja de Santa Maria Madalena\n Santa Casa da Misericórdia de Olivença\n Porta manuelina nos Paços do Concelho\n Convento das Clarissas ou São João de Deus\n Praça-forte de Olivença", - "14491_p37": "O plenipotenciário espanhol presente em Viena, D. Pedro Gómez Labrador, negou-se a assinar o tratado, apresentando um protesto contra várias deliberações do congresso, entre as quais a retrocessão de Olivença. A Espanha só veio a assinar o Tratado de Viena em 10 de Junho de 1817 mas, mesmo assim, foi adiando sucessivamente o cumprimento do estabelecido.", - "14491_p59": "Próxima das anteriores, ao sul de Olivença, com perto de 500 habitantes. Segundo várias versões o seu nome deriva das permanentes disputas em que se envolvia com povoados castelhanos vizinhos. Outra interpretação liga o nome ao topónimo que designa os campos em que assenta.", - "14491_p20": "Para uma melhor compreensão da questão é necessário identificar num mapa da Península a posição estratégica das cidades portuguesa de Elvas (a Oeste) e castelhana de Badajoz (a leste). Para apoiar a importância estratégica da primeira e neutralizar a da segunda, os monarcas portugueses reforçaram, a partir de então, duas posições fortificadas:", - "1480_p83": "O único litígio internacional diz respeito ao município de Olivença. Português desde 1297, o município de Olivença foi cedido à Espanha no âmbito do Tratado de Badajoz, em 1801, após a Guerra das Laranjas. Portugal alegou que lhe pertencia, em 1815, no âmbito do Tratado de Viena. Hoje o município consiste no município espanhol com o mesmo nome e no município de Táliga, separado do anterior. No entanto, as relações diplomáticas bilaterais entre os dois países vizinhos são cordiais, bem como no âmbito da União Europeia.", - "1480_p0": "Portugal, oficialmente República Portuguesa, é um país soberano unitário localizado no sudoeste da Europa, cujo território se situa na zona ocidental da Península Ibérica e em arquipélagos no Atlântico Norte. O território português tem uma área total de , sendo delimitado a norte e leste por Espanha e a sul e oeste pelo oceano Atlântico, compreendendo uma parte continental e duas regiões autónomas: os arquipélagos dos Açores e da Madeira. Portugal é a nação mais a ocidente do continente europeu. O nome do país provém da sua segunda maior cidade, Porto, cujo nome latino-celta era Portus Cale.", - "1480_p9": "Portugal continental atual, juntamente com a maior parte da Espanha moderna, fez parte do al-Andalus, entre 726 e 1249, após a conquista da Península Ibérica pelo Califado Omíada. O domínio islâmico durou entre algumas décadas, a norte, e cinco séculos, no sul.", - "1480_p43": "Situado no extremo sudoeste da Europa, Portugal Continental faz fronteira apenas com um outro país, Espanha a Este e a Norte, a Oeste e a Sul é limitado pelo Atlântico. O território é dividido no continente pelo rio principal, o Tejo. A norte, a paisagem é montanhosa nas zonas do interior com planaltos, intercalados por áreas que permitem o desenvolvimento da agricultura. A sul, até ao Algarve, o relevo é caraterizado por planícies, sendo as serras esporádicas. Outros rios principais são o Douro, o Minho e o Guadiana, que tal como o Tejo, nascem em Espanha. Entre os rios que têm todo o seu percurso no território português temos o Vouga, o Sado, o Zêzere e o maior, o Mondego (estes últimos nascem na Serra da Estrela, onde se situa a montanha mais alta de Portugal Continental, a Torre – de altitude máxima, e a 2.ª mais alta de Portugal – apenas atrás da Montanha do Pico, nos Açores).", - "1480_p8": "No , com as reformas do Imperador Diocleciano, foi criada a Galécia, a norte do Douro, a partir da Tarraconense, abrangendo o norte de Portugal, com capital administrativa em Bracara Augusta. A romanização marcou a cultura, em especial a língua latina, que foi a base do desenvolvimento da língua portuguesa. Com o enfraquecimento do império romano, a partir de 409, o território é ocupado por povos germânicos como vândalos na Bética, Alanos que fixaram-se na Lusitânia e suevos na Galécia. Em 415 os Visigodos entram na Península, a pedido dos romanos, para expulsar os invasores. Face a isso os Vândalos e os Alanos deslocam-se para o norte de África. Os suevos, sobe o Rei Hermerico estabeleceram o seu reino com capital em Braga, enquanto os visigodos fundam o seu reino com capital em Toledo.", - "1480_p13": "Reconquista e Condado Portucalense", - "1480_p12": "Os governadores das taifas proclamaram-se emires das suas províncias e estabeleceram relações diplomáticas com os reinos cristãos do norte. A maior parte de Portugal caiu nas mãos da taifa de Badajoz da dinastia Abássida, e após um curto período de uma efémera taifa de Lisboa em 1022, ficou sob domínio da taifa de Sevilha dos poetas dos abádidas. O período das taifas terminou com a conquista almorávida, proveniente de Marrocos, em 1086, e tiveram uma vitória decisiva na Batalha de Zalaca. Al-Andaluz foi dividida em diferentes distritos chamados cora. O Algarbe Alandalus, no seu auge, era constituído por dez coras, cada um com uma capital e governadores distintos. As principais cidades do período situavam-se no sul do país. A população muçulmana da região consistia principalmente de ibéricos nativos convertidos ao islão (os chamados muladis) e berberes. Os árabes eram principalmente nobres da Síria e Omã; e apesar de em menor número, constituíam a elite da população. Os berberes eram nómadas originários das montanhas do Atlas e Rife do norte da África.", - "1480_p1": "O território dentro das fronteiras atuais da República Portuguesa tem sido continuamente povoado desde os tempos pré-históricos: ocupado por lusitanos e por celtas, como os galaicos, foi integrado na República Romana e mais tarde anexado por povos germânicos, como os suevos e os visigodos. No , as terras foram conquistadas pelos mouros. Durante a Reconquista cristã foi formado o Condado Portucalense,  estabelecido no por Vímara Peres, um vassalo do rei das Astúrias. O condado tornou-se parte do Reino de Leão em 1097, e os condes de Portugal estabeleceram-se como governantes independentes do reino no , após a batalha de São Mamede. Em 1139 foi estabelecido o Reino de Portugal, cuja independência foi reconhecida em 1143. Em 1297 foram definidas as fronteiras no tratado de Alcanizes, tornando Portugal no mais antigo Estado-nação da Europa com fronteiras definidas. Nos séculos XV e XVI, como resultado de pioneirismo na Era dos Descobrimentos (ver: descobrimentos portugueses), Portugal expandiu a influência ocidental e estabeleceu um império que incluía possessões na África, Ásia, Oceânia e América do Sul, tornando-se a potência económica, política e militar mais importante de todo o mundo. O Império Português foi o primeiro império global da História e também o mais duradouro dos impérios coloniais europeus, abrangendo quase 600 anos de existência, desde a conquista de Ceuta em 1415, até à transferência de soberania de Macau para a China em 1999. No entanto, a importância internacional do país foi bastante reduzida durante o , especialmente após a independência do Brasil, a sua maior colónia.", - "1873_p66": "O Brasil e o Uruguai também mantêm um longo histórico de relações bilaterais. Os dois países assinaram acordos de cooperação em temas diversos, como defesa, ciência e tecnologia, energia, transporte fluvial e pesca, com a esperança de acelerar a integração política e econômica entre as duas nações vizinhas. O Uruguai tem duas disputas na fronteira com o Brasil não contestadas: sobre a Ilha Brasileira e em região de 235 km² do rio Invernada próxima à Masoller. Os dois países discordam sobre qual afluente representa a fonte legítima do rio Quaraí, o que definiria a fronteira na última seção disputada, de acordo com o tratado fronteiriço firmado entre os dois países em 1851. No entanto, essas disputas fronteiriças nunca impediram os dois países de manter relações diplomáticas amistosas e fortes laços econômicos. Até agora, as áreas disputadas permanecem sob controle brasileiro de facto, com pouco ou nenhum esforço real feito pelo governo uruguaio para fazer valer suas reivindicações territoriais.", - "1873_p32": "Com de área territorial e de água jurisdicionais e pequenas ilhas fluviais, o Uruguai é o segundo menor país soberano na América do Sul (depois do Suriname) e o terceiro menor em território (Guiana Francesa é o menor). O Uruguai é o segundo menor país da América do Sul e a sua paisagem é constituída principalmente por planícies e colinas baixas (coxilhas), com uma planície costeira fértil. A terra está ocupada na sua maior parte por pradarias, ideais para a criação de bovinos e ovinos. O país tem um litoral de 660 quilômetros de extensão.", - "1873_p0": "Uruguai (em castelhano: Uruguay, ), oficialmente República Oriental do Uruguai (, ), é um país localizado na parte sudeste da América do Sul. Sua população é de cerca de 3,5 milhões de habitantes, dos quais 1,8 milhão vivem na capital, Montevidéu, e em sua área metropolitana. Estima-se que entre 88% e 94% da população possua ascendência principalmente europeia ou mestiça. A única fronteira terrestre do Uruguai é com o estado brasileiro do Rio Grande do Sul, no norte, sendo a segunda menor fronteira do Brasil com outro país sul-americano. Para o oeste encontra-se o rio Uruguai e a sudoeste situa-se o estuário do rio da Prata. O país faz fronteira com a Argentina apenas em alguns bancos de qualquer um dos rios citados acima, enquanto que a sudeste fica o oceano Atlântico. O Uruguai é o segundo menor país da América do Sul, sendo somente maior que o Suriname.", - "1873_p65": "Argentina e Brasil são os parceiros comerciais mais importantes do Uruguai: a Argentina foi responsável ​​por 20% das importações totais do país em 2009. Como as relações bilaterais com a Argentina são consideradas uma prioridade, o Uruguai nega autorização para navios de guerra britânicos com destino às Ilhas Malvinas de atracarem em territórios e portos uruguaios para suprimentos e combustível. A rivalidade entre o porto de Montevidéu e o de Buenos Aires, que remonta aos tempos do Império Espanhol, tem sido descrita como a \"guerra dos portos\". Representantes do governo de ambos os países enfatizaram a necessidade de acabar com essa rivalidade em nome da integração regional em 2010. A controversa construção de uma fábrica de papel celulose em 2007, no lado uruguaio do rio Uruguai, causou protestos na Argentina pelo medo de que a planta industrial iria poluir o meio ambiente e levou a tensões diplomáticas entre os dois países. A disputa permaneceu um tema controverso em 2010, especialmente após relatos de aumento da contaminação da água na área, que mais tarde provaram-se ser de descarga de esgotos da cidade de Gualeguaychú. Em novembro de 2010, o Uruguai e a Argentina anunciaram que tinham chegado a um acordo final para o monitoramento ambiental conjunto da fábrica de celulose.", - "1873_p33": "Uma densa rede fluvial cobre o território uruguaio, que consiste em quatro bacias hidrográficas: Rio da Prata, Rio Uruguai, Lagoa Mirim e Rio Negro, que é principal rio interno. Várias lagoas são encontradas ao longo da costa atlântica. O ponto culminante do país é o Cerro Catedral, a 514 metros de altitude.", - "1873_p112": "Ver também \n Lista de Estados soberanos\n Lista de Estados soberanos e territórios dependentes da América\n Banda Oriental do Uruguai\n Missões diplomáticas do Uruguai\n Província Cisplatina", - "1873_p113": "Bibliografia \n \nAndrew, G. R. (2010). Blackness in the White Nation: A History of Afro-Uruguay, The University of North Carolina Press\nBehnke, A. (2009). Uruguay in Pictures, Twenty First Century Books\nBox, B. (2011). Footprint Focus: Uruguay, Footprint Travel Guides\nBurford, T. (2010). Bradt Travel Guide: Uruguay, Bradt Travel Guides\nCanel, E. (2010). Barrio Democracy in Latin America: Participatory Decentralization and Community Activism in Montevideo, The Pennsylvania State University Press\nClark, G. (2008). Custom Guide: Uruguay, Lonely Planet\nJawad, H. (2009). Four Weeks in Montevideo: The Story of World Cup 1930, Seventeen Media\nLessa, F. and Druliolle, V. (eds.) (2011). The Memory of State Terrorism in the Southern Cone: Argentina, Chile, and Uruguay, Palgrave Macmillan\nMool, M (2009). Budget Guide: Buenos Aires and Montevideo, Cybertours-X Verlag", - "1873_p34": "Ao sul do país situa-se o rio de la Plata (rio da Prata), onde está o Porto de Montevidéu. O rio da Prata é o estuário formado pelo rio Uruguai, que constitui a fronteira ocidental do país, e pelo rio Paraná, fora do Uruguai, formador da mesopotâmia argentina. O país tem apenas um rio importante que o atravessa, o rio Negro, com hidrelétricas. Tem ainda parte da Lagoa Mirim, que divide com o Brasil, e de algumas lagoas na costa do Atlântico.", - "1873_p10": "Como resultado, Artigas rompeu com Buenos Aires e Montevidéu foi sitiada a partir de 1815. Logo que as tropas de Buenos Aires se retiraram, a Banda Oriental nomeou seu primeiro governo autônomo. Artigas organizou uma Liga Federal sob sua proteção, que consistia em seis províncias, quatro das quais, mais tarde, se tornaram parte da Argentina.", - "1873_p9": "Em 1813, o novo governo de Buenos Aires convocou uma Assembleia Constituinte, onde Artigas emergiu como campeão do federalismo, exigindo autonomia política e econômica para cada área e para a Banda Oriental, em particular. No entanto, a assembleia se recusou a aceitar os delegados da Banda Oriental e Buenos Aires optou por um sistema baseado no centralismo unitário.", - "1873_p36": "Localizado inteiramente dentro de uma zona temperada, o Uruguai tem um clima que é relativamente ameno e bastante uniforme em todo o país. As variações sazonais são pronunciadas, mas temperaturas extremas são raras. Como seria de esperar, com a sua abundância de água, alta umidade e neblina são comuns no país. A ausência de montanhas, que funcionam como barreiras climáticas, torna todo o território uruguaio vulnerável ​​a ventos fortes e mudanças bruscas de tempo, como tempestades que varrem todo o país. Tanto o verão quanto o inverno podem variar no dia a dia com a passagem de frentes de tempestade, em que ventos do norte quentes podem, ocasionalmente, serem seguidos por um vento frio (pampero) vindo dos pampas argentinos.", - "1873_p39": "A flora do Uruguai é composta por 2 500 espécies distribuídas em 150 famílias biológicas nativas e estrangeiras. Aproximadamente 80% do Uruguai é pradaria, com predominância de gramíneas. O Uruguai é principalmente uma terra de cultivo de grama, com vegetação que é essencialmente uma continuação dos pampas argentinos. As árvores crescem em cachos. Sanandu, ou Erythrina cristagalli, é a flor nacional.", - "1873_p37": "O Uruguai tem uma temperatura uniforme em grande parte do ano, com verões sendo temperados pelos ventos do Atlântico; frio intenso no inverno é raro. A precipitação mais forte ocorre durante os meses de outono, embora períodos chuvosos mais frequentes ocorram também no inverno. A precipitação média anual é geralmente maior do que 100 cm, sendo menor no interior e relativamente bem distribuída ao longo do ano.", - "1873_p35": "A cidade de Montevidéu é a capital mais meridional do continente americano e a terceira mais a sul do mundo (apenas Camberra, na Austrália, e Wellington, na Nova Zelândia, estão localizadas mais ao sul). Há dez parques nacionais no Uruguai: cinco nas zonas úmidas do leste, três na região montanhosa central e outro no oeste, ao longo do rio Uruguai. O Uruguai tem cerca de 2 500 espécies distribuídas em 150 famílias biológicas, nativas e estrangeiras. A corticeira (Erythrina crista - galli L.) é a flor nacional do Uruguai.", - "1873_p5": "Etimologia \nLa República Oriental del Uruguay originalmente significa a república a leste do [rio] Uruguai e é geralmente traduzida em português como República Oriental do Uruguai, enquanto o governo normalmente utiliza apenas Uruguay para se referir ao país. A etimologia do nome do rio homônimo, que vem da língua guarani, é incerta, mas o significado oficial é \"rio dos pássaros pintados\".", - "1873_p40": "As áreas de floresta são muito pequenas e menores do que nos pampas, mas contêm uma mistura de madeiras nobres e macias, enquanto os eucaliptos foram importados da Austrália. A mata do alto Uruguai é composta por espécies florestais advindas do contingente da bacia do Paraná, muitas das quais têm no Rio Grande do Sul o seu limite austral de distribuição. As madeiras de lei mais úteis são algarobo, guayabo, quebracho e urunday; outras madeiras de lei incluem arazá, coronilla, espinillo, lapacho, lignum vitae e nandubay.", - "1873_p1": "A Colônia do Sacramento, o mais antigo assentamento europeu no Uruguai, foi fundada pelos portugueses em janeiro de 1680. Em 1777, com o Tratado de Santo Ildefonso, a colônia tornou-se uma possessão espanhola. A cidade de Montevidéu foi fundada pelos espanhóis no como uma fortaleza militar. O Uruguai conquistou sua independência do Império do Brasil entre 1810 e 1828, após guerras que envolveram Espanha, Portugal, Argentina, além do próprio Brasil. Atualmente, o país é uma democracia constitucional, onde o presidente cumpre o papel de chefe de Estado e chefe de governo. Segundo a Transparência Internacional, o Uruguai é classificado como o país menos corrupto da América Latina (seguido pelo Chile em segundo).", - "1873_p80": "De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Uruguai é um dos maiores produtores mundiais de soja (9°), de lã (12º), carne de cavalo (14°), cera de abelha (14°) e marmelos (17°). A maioria das fazendas uruguaias são de gestão familiar, sendo que a carne e lã representam as principais atividades e a principal fonte de renda para 65% delas, seguido pelo cultivo de vegetais com 12%, a produção leiteira com 11%, criação de porcos e de aves, com 2% cada. A carne bovina é o principal produto de exportação do país, totalizando mais de 1 bilhão de dólares em 2006.", - "1873_p83": "Além de polos turísticos consolidados, como as praias dos departamentos de Canelones e Maldonado, onde está localizada Punta del Este, estâncias turísticas desenvolveram-se recentemente, mostrando a cultura gaúcha do Uruguai, fazendas históricas e os recursos naturais do país. Em áreas agrícolas e pouco habitadas, a oeste da capital uruguaia ao longo do rio da Prata, está Colônia do Sacramento. Fundada pelo Império Português em 1680, manteve-se um ponto de discórdia entre os portugueses e o Império Espanhol por mais de um século e hoje preserva muito da arquitetura e dos pavimentos da era colonial. Em 1995, a cidade foi declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO.", - "1873_p99": "Como a Argentina, o Uruguai tem cultura marcadamente europeia, com características parecidas na linguagem e nos costumes. É cultivada a tradição gaúcha nascida nos pampas argentinos, uruguaios e rio-grandenses (o que pode ser visto na Fiesta de la Patria Gaucha de Tacuarembo e no Museo del Gaucho de Montevidéu). Ao contrário de muitos países da América do Sul, a influência indígena é extremamente distante, mas muito presente na indumentária, danças e costumes gaúchos. A taxa de analfabetismo é quase nula e a imprensa é livre e atuante. São inúmeras as instituições culturais, públicas e privadas, sobretudo em Montevidéu.", - "1873_p98": "Nos últimos anos, os uruguaios enfrentaram problemas no sistema elétrico para suprir o aumento crescente da demanda de seu mercado interno. Em anos de baixa precipitação, há uma elevada dependência das importações de energia do Brasil e da Argentina. As exportações têm sido historicamente insignificantes.", - "1873_p74": "A economia do Uruguai depende fortemente do comércio, particularmente das exportações agrícolas, deixando o país vulnerável às flutuações nos preços das commodities. Em 2020, o país foi o 91º maior exportador do mundo (US$ 7,8 milhões em mercadorias, menos de 0,1% do total mundial). Na soma de bens e serviços exportados, chega a US $ 16,0 bilhões e fica em 85º lugar mundial. Já nas importações, em 2019, foi o 104º maior importador do mundo: US $ 8,3 bilhões. A agricultura, embora seja uma das bases econômicas do país, é pequena comparada a dos países vizinhos: em 2018 o país produziu 1,36 milhão de toneladas de arroz, 1,33 milhão de toneladas de soja, 816 mil toneladas de milho, 637 mil toneladas de cevada, 440 mil toneladas de trigo e 350 mil toneladas de cana-de-açúcar, entre outros produtos. O estado do Rio Grande do Sul, que é vizinho ao país, e tem um território do mesmo tamanho, no mesmo ano, produzia mais de 7 milhões de toneladas de arroz, mais de 15 milhões de toneladas de soja, e mais de 5 milhões de toneladas de milho. A pecuária, mesmo sendo a maior base econômica do país, também vem mostrando estagnação produtiva: em 2018, o país foi o 24º maior produtor mundial de carne bovina (589 mil toneladas), o 19º maior produtor mundial de mel (20,9 mil toneladas), produziu 2,1 bilhão de litros de leite de vaca, entre outros. Em 2019 o país foi o 17º maior produtor mundial de lã - costumava ser um dos 10 maiores do mundo em épocas passadas. Embora seja historicamente um importante exportador de carne bovina, hoje, países como a Colômbia já ultrapassaram o país no volume produtivo, e o Paraguai já está quase no mesmo patamar. Já na indústria, em 2019, o Uruguai tinha a 83ª indústria mais valiosa do mundo (US$ 6,5 bilhões), de acordo com o Banco Mundial.", - "1873_p69": "Em 15 de março de 2011, o Uruguai tornou-se o sétimo país sul-americano a reconhecer oficialmente o Estado palestino, apesar de não haver especificação para as fronteiras desse país como parte do reconhecimento. Em declarações oficiais, o governo uruguaio indicou o seu firme compromisso com o processo de paz no Oriente Médio, mas recusou-se a especificar fronteiras \"para evitar interferir em uma questão que exigiria um acordo bilateral\".", - "1873_p97": "A capacidade elétrica instalada em 2009 no Uruguai era de MW (incluindo a Represa de Salto Grande, que é binacional). Da capacidade instalada, hidroelétrica responde por 63%, sendo o restante proveniente principalmente da energia térmica e uma pequena parcela da eólica e da biomassa. O sistema energético apresenta características e problemas de geração de base hidráulica. A margem de reserva aparentemente ampla esconde a vulnerabilidade à hidrologia. Em anos de seca, o país precisa importar mais de 25% da demanda dos mercados argentino e brasileiro. Cerca de 56% da capacidade de geração é de propriedade e operado pela UTE, a concessionária nacional. A capacidade restante corresponde à usina hidrelétrica de Salto Grande (945 MW), cogeração ou de pequenos investimentos privados em fontes renováveis.", - "1873_p6": "Os portugueses foram os primeiros europeus a entrar na região que corresponde actualmente ao Uruguai em 1512. Os espanhóis chegaram no atual Uruguai em 1516. A feroz resistência dos nativos, combinada com a ausência de ouro e prata, limitaram a colonização da região durante os séculos XVI e XVII. O Uruguai tornou-se então uma zona de discórdia entre os impérios Espanhol e Português. Em 1603, os espanhóis começaram a introduzir o gado, que se tornou uma fonte de riqueza na região. O primeiro assentamento espanhol permanente foi Villa Soriano, no rio Negro, fundado em 1624. Entre 1669 e 1671, os portugueses construíram uma fortaleza em Colônia do Sacramento. A colonização espanhola aumentou e a Espanha procurou limitar a expansão das fronteiras do Brasil por Portugal.", - "1873_p11": "Em 1816, uma força de 10 mil soldados portugueses invadiu a Banda Oriental vinda do Brasil e tomou Montevidéu em janeiro de 1817. Depois de quase quatro anos mais de luta, o Brasil Português anexou a Banda Oriental como província sob o nome de Cisplatina. O Império do Brasil tornou-se independente do domínio português em 1822. Em resposta à anexação, os Trinta e Três Orientais, liderados por Juan Antonio Lavalleja, declararam a independência uruguaia em 25 de agosto de 1825, com o apoio das Províncias Unidas do Rio da Prata (atual Argentina). Isto conduziu à Guerra da Cisplatina, que durou 500 dias. Nenhum dos lados venceu o conflito e, em 1828, o Tratado de Montevidéu, promovido pelo Reino Unido, deu origem ao Uruguai como Estado independente. A primeira constituição do país foi adotada em 18 de julho de 1830.", - "1873_p79": "Em 2010, o setor agrícola orientado para exportação do Uruguai contribuiu com 9,3% do PIB e empregava 13% da força de trabalho do país. As estatísticas oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária do Uruguai indicam que a carne e criação de ovinos ocupam 59,6% do território. Os percentuais aumentam para 82,4% quando a pecuária está ligada a outras atividades agrícolas, como laticínios, forragem e rotação de culturas de arroz.", - "1873_p103": "Um expoente de destaque da arte afro-uruguaia é o pintor abstrato e escultor Carlos Páez Vilaró. Ele usou influências de Tombuctu e Míconos para criar sua obra mais conhecida, Casapueblo. Sua casa, hotel e ateliê perto de Punta del Este, Casapueblo é uma \"escultura habitável\" e atrai milhares de visitantes de todo o mundo. No , o pintor Juan Manuel Blanes, cujas obras retratam fatos históricos, foi o primeiro artista uruguaio a obter o reconhecimento generalizado. O pintor pós-impressionista Pedro Figari alcançou renome internacional por seus estudos de indivíduos em Montevidéu e do campo. Combinando elementos da arte e da natureza, o trabalho do arquiteto paisagista Leandro Silva Delgado também ganhou destaque internacional.", - "1873_p8": "Em 1811, José Gervasio Artigas, que se tornou o herói nacional do Uruguai, iniciou uma revolução bem-sucedida contra as autoridades espanholas, derrotando-as em 18 de maio, na Batalha de Las Piedras.", - "1873_p73": "O Uruguai é dividido em 19 departamentos, cujas administrações locais replicam a divisão dos poderes executivo e legislativo. Cada departamento elege suas autoridades por meio de um sistema de sufrágio universal. O poder executivo departamental reside em um superintendente e na autoridade legislativa de um conselho departamental.", - "1873_p12": "No momento da independência, o Uruguai tinha uma população estimada de pouco menos de 75 mil pessoas. A cena política uruguaia então tornou-se dividida entre dois partidos: os conservadores Blancos, liderados por Manuel Oribe e que representavam os interesses agrícolas do campo, e os liberais Colorados, liderados por Fructuoso Rivera e que representam os interesses comerciais de Montevidéu. Os partidos uruguaios se tornaram associados com facções políticas na vizinha Argentina.", - "1873_p2": "O Uruguai é um dos países economicamente mais desenvolvidos da América do Sul, com um dos maiores PIB per capita, em 48.º lugar no índice de qualidade de vida (2011) e no 1.º em qualidade de vida/desenvolvimento humano na América Latina, quando a desigualdade é considerada. Foi o país latino-americano melhor classificado no Índice de Prosperidade Legatum. Durante a crise financeira de 2008–2009, o país foi o único do continente americano que não passou por uma recessão econômica técnica (dois trimestres consecutivos de retração). O Uruguai é reembolsado pela Organização das Nações Unidas pela maioria dos seus gastos militares, visto que a maior parte desses gastos é implantada nas forças de paz da ONU.", - "1873_p100": "José Enrique Rodó (1871-1917), um escritor modernista, é considerado a figura literária mais importante do país. O seu livro Ariel (1900) lida com a necessidade de manter os valores espirituais, enquanto prossegue o progresso material e técnico. Além de sublinhar a importância de defender os valores espirituais sobre os materialistas, também salienta a resistência contra a dominação cultural exercida pela Europa e pelos Estados Unidos. O livro continua a influenciar jovens escritores. Notável entre dramaturgos da América Latina é Florencio Sánchez (1875-1910), que escreveu peças sobre problemas sociais da época e que ainda são contemporâneos.", - "1873_p15": "Em 1845, o Reino Unido e a França intervieram contra as forças de Rosas para restaurar os níveis normais de comércio na região. Seus esforços se mostraram ineficazes e por volta de 1849, cansados da guerra, ambos os países se retiraram depois de assinar um tratado favorável a Rosas. Quando parecia que Montevidéu finalmente iria cair, começou um levante contra Rosas, liderado pelo governador Justo José de Urquiza, da província argentina de Entre Ríos. A intervenção brasileira em maio de 1851, em nome dos Colorados, combinada com o levante, mudou a situação e Oribe foi derrotado. O cerco de Montevidéu acabou e a Guerra Grande finalmente chegou ao fim. Montevidéu recompensou o apoio do Brasil ao assinar tratados que confirmaram o direito do Brasil de intervir nos assuntos internos do Uruguai.", - "1873_p67": "O Uruguai tem desfrutado de relações amigáveis ​​com os Estados Unidos desde a sua transição de volta à democracia. Os laços comerciais entre os dois países se expandiram substancialmente nos últimos anos, com a assinatura de um tratado de investimento bilateral em 2004 e de um Acordo Quadro de Comércio e Investimento em janeiro de 2007. Os Estados Unidos e o Uruguai também têm cooperado em assuntos militares, sendo que ambos os países desempenham papéis importantes na Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti (MINUSTAH).", - "1873_p16": "De acordo com os tratados de 1851, o Brasil interveio militarmente no Uruguai conforme o governo brasileiro considerou necessário. Em 1865, a Tríplice Aliança foi formada pelo imperador do Brasil, o presidente da Argentina e pelo general colorado Venâncio Flores, chefe de governo uruguaio a quem ambos os países ajudaram a ganhar poder. A Tríplice Aliança declarou guerra ao líder paraguaio Francisco Solano López e a consequente Guerra do Paraguai terminou com a invasão do Paraguai e sua derrota pelos exércitos dos três países. Montevidéu, que foi usada como uma estação de abastecimento da Marinha do Brasil, experimentou um período de prosperidade econômica e relativamente calma durante a guerra.", - "1873_p19": "Após a Guerra Grande, houve um aumento acentuado no número de imigrantes, principalmente da Itália e da Espanha. Em 1879, a população total do país era de mais de 438 mil habitantes. A economia apresentou um salto, sobretudo na pecuária e nas exportações. Montevidéu se tornou um importante centro econômico e um entreposto para produtos da Argentina, Brasil e Paraguai.", - "1873_p22": "Em 1938, eleições gerais foram realizadas e o cunhado de Terra, o general Alfredo Baldomir, foi eleito presidente. Sob pressão dos sindicatos e do Partido Nacional, Baldomir defendeu eleições livres, liberdade de imprensa e a criação de uma nova Constituição. Embora Baldomir tenha declarado o Uruguai neutro em 1939, durante a Segunda Guerra Mundial navios de guerra britânicos e o cruzador pesado alemão Admiral Graf Spee travaram uma batalha não muito longe da costa uruguaia. O comandante alemão Hans Langsdorff se refugiou em Montevidéu, alegando que a cidade era um porto neutro, mas mais tarde foi extraditado. Em 1945, o Uruguai abandonou sua política de neutralidade e assinou a Carta das Nações Unidas.", - "1873_p47": "Um estudo genético de 2009, publicado no American Journal of Human Biology, revelou que a composição genética do Uruguai é principalmente europeia, mas com contribuição indígena (que varia de 1% a 20% em diferentes partes do país) e significativa contribuição africana (7% a 15% em diferentes partes do país).", - "1873_p43": "Outro fator chave para compreender o dinamismo da população uruguaia é a migração. A imigração europeia se radicou no Uruguai desde os finais do até meados dos anos 1960. Desde a perspectiva da imigração internacional, na segunda metade do , o Uruguai começou a se consolidar como um país emigratório, seja por motivos políticos ou econômicos, fenômeno que tem influenciado o crescimento populacional do país nas últimas décadas. A emigração é principalmente para a Europa, Argentina e Estados Unidos. Na Europa, o principal destino dos uruguaios é a Espanha, mas também emigram para a Itália, França e Alemanha.", - "1873_p20": "O líder colorado José Batlle y Ordóñez foi eleito presidente em 1903. No ano seguinte, os Blancos lideraram uma revolta rural e oito meses de combates sangrentos se seguiram antes de seu líder, Aparício Saraiva, ser morto em batalha. As forças do governo saíram vitoriosas, levando até o fim da política de coparticipação que tinha começado em 1872. Batlle governou por dois mandatos (1903-1907 e 1911-1915), durante os quais, aproveitando a estabilidade e a crescente prosperidade econômica do país, instituiu reformas importantes, como um programa de bem-estar social, a participação do governo em muitas facetas da economia e a formação de um executivo plural.", - "1873_p24": "Até a década de 1960, o Uruguai era conhecido por ter um perfil de país desenvolvido, com altos índices sociais e estabilidade política. Após a década de 1970, a escassez de recursos minerais e energéticos, a carência de tecnologia e a queda do preço da lã e da carne no mercado internacional contribuíram para a desestabilização econômica no Uruguai. O presidente Jorge Pacheco declarou estado de emergência em 1968, seguido de uma suspensão das liberdades civis em 1972. Em 1973, em meio à crescente crise econômica e política, as forças armadas dissolveram o Congresso e estabeleceram um regime civil-militar. Cerca de 180 uruguaios são conhecidos por terem sido mortos durante o regime militar de 12 anos, de 1973 a 1985. A maioria foi morta na Argentina e em outros países vizinhos, sendo 36 deles mortos no Uruguai.", - "1873_p44": "Em novembro de 2007, o Uruguai se tornou o primeiro país latino-americano e o segundo de todas as Américas (depois do Canadá) a reconhecer a união civil de pessoas do mesmo sexo em nível nacional.", - "1873_p111": "A Seleção Uruguaia de Rugby está entre as 20 melhores do mundo e é a segunda melhor da América Latina, sendo superada apenas pela da Argentina. Destacam-se também os quatro títulos mundiais de rally no Grupo N, conquistados pelo uruguaio Gustavo Trelles, além de vitórias alcançadas pelo falecido Gonzalo Rodríguez em categorias anteriores a Fórmula 1.", - "1873_p81": "Em 2007, o Uruguai tinha rebanhos bovinos no montante de 12 milhões de cabeças, o que o torna o país com o maior número de animais per capita, em 3,8. No entanto, 54% deles estão nas mãos de 11% dos agricultores, que têm um mínimo de 500 cabeças. No outro extremo, 38% dos agricultores exploram pequenos lotes e têm rebanhos com média abaixo de cem cabeças.", - "1873_p105": "A música popular e folclórica uruguaia não divide apenas suas raízes gaúchas com a Argentina, mas também o tango. Por exemplo, um dos tangos mais famosos, La Cumparsita (1917), foi escrito pelo compositor uruguaio Gerardo Matos Rodríguez. O candombe é uma dança folclórica realizada no carnaval, principalmente por uruguaios de ascendência africana. O violão é o instrumento musical preferido e em uma competição tradicional popular chamada payada dois cantores, cada um com uma guitarra, revezam-se improvisando versos para a mesma melodia.", - "1873_p87": "A Administración de Ferrocarriles del Estado é o órgão autônomo encarregado do transporte ferroviário e da manutenção da rede ferroviária. O Uruguai tem cerca de km de vias férreas, mas apenas km de trilhos estão operacionais. Até 1947 cerca de 90% do sistema ferroviário era de propriedade britânica. Em 1949 o governo nacionalizou as ferrovias, juntamente com os bondes elétricos e empresas de distribuição de água. No entanto, em 1985 o \"Plano Nacional de Transportes\" sugeriu que trens de passageiros eram demasiados caros para reparar e manter. Trens de carga continuaram para cargas de mais de 120 toneladas, mas o transporte de ônibus se tornou a alternativa \"econômica\" para viajantes. O último trem de passageiro passou em Montevidéu em 2 de janeiro de 1988.", - "1873_p64": "Relações internacionais \nEm novembro de 2010, o Uruguai ratificou o Tratado Constitutivo da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), tornando-se a nona das doze nações sul-americanas a fazê-lo. O tratado foi escrito em 2008 e entrou em vigor 30 dias após a data de assinatura do nono instrumento de ratificação.", - "1873_p14": "Em 1843, o exército argentino invadiu o Uruguai em nome de Oribe, mas não conseguiu tomar a capital. O cerco de Montevidéu, que começou em fevereiro de 1843, duraria nove anos. Os uruguaios sitiados pediram ajuda a residentes estrangeiros, o que levou à formação de uma legião francesa e uma italiana, esta última liderada pelo exilado Giuseppe Garibaldi.", - "1873_p17": "O governo constitucional do general Lorenzo Batlle y Grau (1868-1872) foi forçado a reprimir uma insurreição dirigida pelo Partido Nacional (Blancos). Após dois anos de conflito, um acordo de paz foi assinado em 1872, que deu aos Blancos uma participação nas funções de governo, por meio do controle de quatro dos departamentos do Uruguai. O estabelecimento de uma política de co-participação representou a busca de uma nova fórmula de compromisso, com base na coexistência de um partido no poder e outro na oposição.", - "1873_p13": "O Colorados favoreceu os exilados e liberais Unitários argentinos, muitos dos quais se refugiaram em Montevidéu, visto que o presidente Manuel Oribe Blanco era um amigo próximo do governante argentino Manuel de Rosas. Em 15 de junho de 1838, um exército liderado pelo líder colorado Rivera derrubou o presidente, que fugiu para a Argentina. Rivera declarou guerra a Rosas em 1839. O conflito duraria 13 anos e tornou-se conhecido como a Guerra Grande.", - "1873_p45": "Como é o caso da vizinha Argentina, o Uruguai emprega tanto o voseo quanto o yeismo (com [ʃ] ou [ʒ]). O inglês é comum no mundo dos negócios e seu estudo tem aumentado significativamente nos últimos anos, especialmente entre os jovens. No entanto, ainda é uma língua minoritária, como são o francês, o italiano, o alemão e o português, este falado na região norte, perto da fronteira brasileira. O Uruguai é um dos poucos países não lusófonos em que o ensino da língua portuguesa é obrigatório. O português é ensinado a partir do 6º ano de escolaridade. Como poucos povos indígenas existem na população, as línguas indígenas são pouco presentes no Uruguai.", - "1873_p51": "Os observadores políticos consideram o Uruguai o país mais secular nas Américas. A secularização do Uruguai começou com o papel relativamente menor da igreja na época colonial, em comparação com outras partes do Império Espanhol. O pequeno número de índios do Uruguai e sua feroz resistência ao proselitismo reduziu a influência das autoridades eclesiásticas.", - "1873_p58": "O Uruguai é uma república democrática representativa com um sistema presidencial. Os membros do governo são eleitos para um mandato de cinco anos por um sistema de sufrágio universal. O Uruguai é um Estado unitário: justiça, educação, saúde, segurança externa, política e defesa são administradas em todo o país. O poder executivo é exercido pelo presidente e por um gabinete de 13 ministros.", - "1873_p88": "Estradas asfaltadas ligam Montevidéu a outros centros urbanos do país, as principais rodovias conduzem à fronteira e cidades vizinhas. Numerosas estradas não pavimentadas conectam fazendas e pequenas cidades. O comércio internacional aumentou consideravelmente desde a criação do Mercado Comum do Sul (Mercosul) na década de 1990. A maior parte do transporte de cargas domésticas, de serviços a passageiros, é feita por estradas, em vez de trens. Em 2020, o país tinha uma rede de estradas com km de extensão, sendo km pavimentados. Só existem rodovias duplicadas saindo de Montevidéu, em direção a Maldonado (125 km da Ruta 10), Colônia do Sacramento (150 km da Ruta 1) e Rivera (poucos quilômetros da Ruta 5).", - "1873_p75": "Após uma média de crescimento de 5% ao ano no período de 1996-1998, em 1999-2001 a economia sofreu menor demanda da Argentina e do Brasil, que combinados respondem por quase metade das exportações do Uruguai. Apesar da gravidade dos choques do comércio, os indicadores financeiros do Uruguai se mantiveram mais estáveis do que em seus vizinhos, um reflexo de sua sólida reputação entre os investidores e do seu grau de investimento soberano, um dos dois únicos na América do Sul. Nos anos recentes, o Uruguai passou parte de sua energia para o desenvolvimento do uso comercial de tecnologias e se tornou o primeiro exportador de software da América Latina.", - "1873_p101": "De aproximadamente o mesmo período, veio a poesia romântica de Juan Zorrilla de San Martín (1855-1931), que escreveu poemas épicos sobre a história do Uruguai. Também notáveis ​​são Juana de Ibarbourou (1895-1979), Delmira Agustini (1866-1914), Idea Vilariño (1920-2009) e os contos de Horacio Quiroga e Juan José Morosoli (1899 - ). As histórias psicológicas de Juan Carlos Onetti (como Terra de Ninguém e O Estaleiro) ganharam elogios da crítica generalizada, assim como os escritos de Mario Benedetti.", - "1873_p50": "O Uruguai não tem religião oficial e, portanto, igreja e Estado estão oficialmente separados, enquanto a liberdade religiosa é garantia constitucional. Uma pesquisa realizada em 2008 pelo Instituto Nacional de Estatística do Uruguai apontou o catolicismo como a principal religião, com 45,7% da população; 9,0% são cristãos não católicos, 0,6% são animistas ou umbandistas (uma religião brasileira, com raízes africanas e indígenas) e 0,4% judeus. 30,1% declararam acreditar em um Deus, mas não pertencem a nenhuma religião, enquanto 14% declararam ser ateus ou agnósticos. Entre a grande comunidade armênia em Montevidéu, a religião dominante é o cristianismo, especificamente a Igreja Apostólica Armênia.", - "1873_p82": "Em relação à sua pequena área territorial e população, o Uruguai é um destino turístico internacional popular e abriga também um vigoroso mercado turístico doméstico. Cerca de 1,8 milhão de turistas chegaram em 2007 e os gastos estimados neste ano foram de cerca de 800 milhões de dólares, um aumento em relação aos níveis de 2006. Gastos domésticos, no entanto, mantiveram-se em torno de 60% ​​da atividade turística do país.", - "1873_p84": "O Uruguai foi incluído nas listas de 2011 e 2012 de \"Os 10 Melhores Destinos do Mundo em Desenvolvimento\". Esta é uma classificação anual produzida pela revista Ethical Traveler e é baseada em um estudo feito nas nações em desenvolvimento de todo o mundo para identificar os melhores destinos turísticos entre elas. A aferição usa diversas categorias, tais como a proteção ambiental, o bem-estar social e os direitos humanos. Além disso, publicações como o Huffington Post já recomendaram o país como um bom destino para pessoas que estão procurando uma aposentadoria tranquila e divertida, pagando impostos razoáveis.", - "1873_p3": "O país é conhecido por ser pioneiro em medidas relacionadas com direitos civis e democratização da sociedade. Em 1907, foi o primeiro país a legalizar o divórcio e, em 1932, o segundo país da América a conceder às mulheres o direito ao voto. Em 2007, foi o primeiro país sul-americano a legalizar uniões civis entre pessoas do mesmo sexo e a permitir a adoção homoparental. Em 2013, o país se tornou a segunda nação sul-americana a aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o primeiro do mundo a legalizar o cultivo, a venda e o consumo de cannabis, o que levou a revista britânica The Economist a classificar o Uruguai como o país do ano de 2013, pela promoção de \"reformas inovadoras que não se limitam apenas a melhorar um país, mas que, se imitadas, poderiam beneficiar o mundo\". A Reader's Digest também classificou o Uruguai como o nono país \"mais habitável e verde\" do mundo e o primeiro na América.", - "1873_p95": "Os recursos humanos são um dos principais pontos favoráveis na saúde da população no Uruguai, visto que de acordo com um relatório publicado em 2006 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o país é o segundo na América Latina com maior número de médicos per capita (3,65 para cada mil habitantes), depois de Cuba (5,91 por mil habitantes).", - "1873_p7": "A cidade de Montevidéu foi fundada pelos espanhóis no início do como uma fortaleza militar no país. O seu porto natural logo se transformou em uma área comercial que competia com Buenos Aires como a capital do rio da Prata. A história do início do do Uruguai foi moldada por lutas pelo domínio na região platina, entre forças coloniais britânicas, espanholas e portuguesas. Entre 1806 e 1807, o exército britânico tentou tomar Buenos Aires e Montevidéu como parte das Guerras Napoleônicas. Montevidéu foi ocupada por uma força britânica de fevereiro a setembro de 1807.", - "1873_p4": "O Uruguai é um exemplo de Estado laico no continente americano. É o país mais laico das Américas. Também, é uma das duas únicas democracias plenas da América do Sul, ao lado do Chile, segundo classificação do Índice de Democracia de 2022.", - "21907_p0": "Vila Real é uma cidade portuguesa e capital da sub-região do Douro, pertencendo à região do Norte e ao distrito de Vila Real.", - "21907_p35": "Rodoviários \nVila Real é uma cidade estrategicamente colocada no interior Norte de Portugal, no cruzamento das ligações entre o litoral e o interior e o norte e sul do país, sendo servida por excelentes vias de comunicação rodoviária que a ligam ao resto do país e a Espanha:", - "21907_p2": "Localizada num planalto situado a cerca de 450 metros de altitude, sobre o promontório formado pela confluência dos rios Corgo e Cabril, onde se situa a sua parte mais antiga (Vila Velha), a cidade está enquadrada numa bela paisagem natural (Escarpas do Corgo), tendo como pano de fundo as serras do Alvão e, mais distante, do Marão. Com mais de 700 anos de existência, Vila Real foi outrora conhecida como a \"Corte de Trás-os-Montes\", devido ao elevado número de casas brasonadas que então tinha, por virtude da presença dos nobres que aqui se fixaram por influência da Casa dos Marqueses de Vila Real, presença ainda hoje visível nas inúmeras pedras-de-armas que atestam os títulos de nobreza dos seus históricos proprietários.", - "21907_p6": "Com o aumento da população, Vila Real adquiriu no século XIX o estatuto de capital de distrito (homónimo) e posteriormente no século XX o de capital da província histórica de Trás-os-Montes e Alto Douro. Em 1922 foi criada a Diocese de Vila Real, territorialmente coincidente com o respectivo distrito, por desanexação das dioceses de Braga, Lamego e Bragança-Miranda, e em 1925 a localidade foi elevada a cidade.", - "21907_p3": "História \nA região de Vila Real possui indícios de ter sido habitada desde o paleolítico. Vestígios de povoamentos posteriores, como o Santuário Rupestre de Panóias, revelam a presença romana. Porém, com as invasões bárbaras e muçulmanas verifica-se um despovoamento gradual.", - "21907_p5": "A localização privilegiada, no cruzamento das estradas Porto-Bragança e Viseu-Chaves, permite um crescimento sustentado. A presença, a partir do século XVII, da Casa dos Marqueses de Vila Real faz com que muitos nobres da corte também se fixem, facto comprovado pelas inúmeras pedras-de-armas com os títulos de nobreza dos seus proprietários que ainda hoje se vêem na cidade.", - "21907_p14": "Bandeiras — Gironada de verde e de branco com um listel branco e os dizeres «Vila Real» de negro.", - "21907_p4": "Nos finais do século XI, em 1096, o conde D. Henrique atribui foral a Constantim de Panóias, como forma de promover o povoamento da região. Em 1272, como novo incentivo ao povoamento, atribuiu D. Afonso III foral para a fundação (sem sucesso) de uma Vila Real de Panoias, que alguns autores defendem ter sido prevista para um local diferente do actual (provavelmente o lugar da aldeia de Ponte na freguesia de Mouçós). Somente em 1289, por foral do rei D. Dinis, é fundada efetivamente a Vila Real de Panóias, que se tornará a cidade atual. No entanto, ao que parece, já em 1139 se chamava «Vila Rial» ao promontório onde nasceu a cidade atual, na altura pertencente à freguesia de Vila Marim.", - "21907_p69": "Cidades Geminadas e Amigas \nO concelho de Vila Real mantém relações internacionais com as seguintes cidades:\n Osnabrück (Alemanha) - 1989 (Protocolo de Amizade e Cooperação) e 2005 (Geminação)\n Portimão (Portugal) - 1989 (Protocolo de Amizade e Cooperação)\n Benavente (Espanha) - 2005 (Protocolo de Amizade e Cooperação)\n Ourense (Espanha) - 1983 (Geminação)\n Grasse (França) - 1985 (Geminação)\n Oeiras (Portugal) - 2000 (Geminação)\n Mende (França) - 2004 (Geminação)\n Espinho (Portugal) - 2012 (Geminação)", - "21907_p58": "Circuito Internacional de Vila Real", - "21907_p21": "Clima \nO clima de Vila Real é mediterrânico (Csb, segundo a classificação climática de Köppen-Geiger), de verão moderadamente quente, mas já de transição para o clima temperado marítimo, dada a temperatura média anual de 13,3 °C e a precipitação anual acumulada superior a 1000 mm.", - "21907_p47": "A cerca de 4 km da cidade o Aeródromo Municipal de Vila Real (código IATA: VRL, código OACI: LPVR) possui uma pista em asfalto de dimensões 950×30 m. Neste aeródromo fazia escala uma carreira regular entre as cidades de Bragança, Vila Real, Viseu, Cascais e Portimão. Em julho de 2019 foi detetado um perigo de abatimento na pista que determinou o encerramento do aeródromo à operação de aviões por tempo indeterminado, continuando, no entanto, a ser utilizado por helicópteros.", - "21907_p75": "Limites administrativos do concelho de Vila Real (Open Street Map)", - "21907_p1": "É sede do Município de Vila Real que tem uma área total de 378,80 km2, 49.574 habitantes em 2021 e uma densidade populacional de 131 habitantes por km2, subdividido em 20 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Ribeira de Pena e de Vila Pouca de Aguiar, a leste por Sabrosa, a sul pelo Peso da Régua, a sudoeste por Santa Marta de Penaguião, a oeste por Amarante e a noroeste por Mondim de Basto.", - "21907_p10": "Atualmente, Vila Real vive uma fase de crescente desenvolvimento, a nível industrial, comercial e dos serviços, com relevo para a saúde, o ensino, o turismo, apresentando-se como local de eleição para o investimento externo, sendo a cidade conhecida internacionalmente devido à etapa da Corrida de Portugal da Taça do Mundo de Carros de Turismo da FIA (WTCR), que decorre no Circuito Internacional de Vila Real.", - "21907_p73": "Literatura ambientada em Vila Real", - "21907_p52": "Percursos \nVários percursos de interesse estão presentes na zona da Vila Velha, parte mais antiga da cidade, nomeadamente o percurso intramuros e os passadiços extramuros, de onde se podem ver as escarpas escavadas pelos rios Corgo e Cabril. Toda a parte da cidade que se expandiu para fora dos muros antigos é possível de ser percorrida a pé, tendo a Câmara Municipal desenvolvido o projeto \"Vila Real aos Nossos Pés\", que pretende promover as deslocações pedonais, demonstrando as curtas distâncias que separam vários pontos importantes da cidade. O percurso ao longo do Rio Corgo, principalmente o pertencente ao Parque Corgo, entre a Ponte da Timpeira e a Ponte Metálica, é também interessante de ser feito. Encontra-se atualmente em construção o prolongamento deste percurso entre a Ponte Metálica e a UTAD, passando pela Vila Velha, que será no formato de passadiços de madeira, proporcionando acesso e vistas sobre as Escarpas do Rio Corgo. O percurso feito ao longo da antiga Linha do Corgo, que pode ser feito de forma pedonal ou ciclável, entre o Peso da Régua e Vila Real, desenvolvendo-se na margem esquerda do Rio Corgo, destaca-se pelas vistas de um grande número de quintas de vinho do Porto e seus vinhedos. Vila Real é também um dos pontos de passagem do Caminho Português Interior de Santiago ao longo de um itinerário medieval de peregrinação a Santiago de Compostela recuperado (com início em Viseu e término na fronteira com Espanha, junto a Chaves), estando este sinalizado ao longo do seu percurso.", - "21907_p16": "Evolução da heráldica municipal \nDesde o foral de D. Afonso III (1272) que o brasão de Vila Real ostentava uma mão segurando uma espada com a ponta virada para cima, tendo-lhe sido acrescentado a inscrição \"ALLEO\" (grafia moderna: ALEU) após a conquista de Ceuta (ver Lenda da origem da palavra Aleu). No entanto, em 1641, na sequência da Restauração da Independência (1 de Dezembro de 1640), os Marqueses de Vila Real abraçaram a causa da união com Espanha, pelo que, como castigo, D. João IV ordenou que daí em diante a espada figurasse com a ponta virada para baixo, em sinal de desonra. Só em 1941, na sequência de um requerimento da Câmara Municipal ao Ministro do Interior, é que a espada voltou à sua posição original, terminando com 300 anos de vergonha.", - "21907_p54": "Gastronomia \nA gastronomia vila-realense é rica em doces conventuais, oriundos do antigo Convento de Santa Clara de Vila Real, como as \"Cristas de Galo\" (consideradas em 2019 com uma das 7 Maravilhas Doces de Portugal), o \"Toucinho do Céu\", os \"Pitos de Santa Luzia\" e as \"Ganchas de S. Brás\". Estes dois últimos têm uma tradição: no dia 13 de Dezembro, as raparigas compram pitos para oferecer aos rapazes, e dia 3 de Fevereiro, dia de S. Brás, os rapazes retribuem, oferecendo a gancha. Como pratos típicos, servem-se em Vila Real: \"Tripas aos Molhos\", \"Cabrito assado com arroz de forno\", \"Vitela Assada\" (Carne Maronesa, Denominação de Origem Protegida pela União Europeia), \"Joelho da Porca\" e diversos pratos de bacalhau, entre outros, sendo a gastronomia e vinhos de Vila Real reconhecidos com uma das 7 Maravilhas à Mesa de Portugal em 2018. Tradicionais são também as bolas de carne, os covilhetes, as tigelinhas de laranja e os cavacórios e bexigas, doces das festas em honra de S. Lázaro.", - "2320240_p0": "A Ilha de Guajará-Mirim, conhecida na Bolívia como Isla Suárez, é uma ilha localizada no rio Mamoré, na Amazônia. A soberania da ilha é objeto de contenda passiva entre os governos da Bolívia e do Brasil, que a administra de jure. A ilha é parte do departamento boliviano de Beni; segundo o governo brasileiro, ela pertence ao município de Guajará-Mirim, no estado de Rondônia.", - "2320240_p4": "A ilha continua, em 2009, sem uma solução definitiva acerca de sua posse territorial, e permanece supostamente sob administração boliviana, apesar de que a ilha é local de atividade econômica dos habitantes brasileiros de Guajará-Mirim que detém a maior parte do território da ilha. Mais de 80 ilhas nos rios Guaporé e Mamoré ainda têm de ser atribuídas a um ou outro país.", - "2320240_p7": "Ilhas fluviais da Bolívia\nIlhas fluviais do Brasil\nIlhas de Rondônia\nIlhas disputadas\nFronteira Bolívia–Brasil\nTerritórios disputados pela Bolívia\nTerritórios disputados pelo Brasil", - "2320240_p2": "A fronteira nesta área foi demarcada em 1877, estabelecendo-se lá a empresa boliviana Irmãos Suarez em 1896. O Tratado de Petrópolis, em 17 de novembro de 1903, confirmou o mesmo limite estabelecido em 1867. Em 1 de abril de 1930, a legação brasileira em La Paz reclamou pelo que considerava uma inadequada ocupação da ilha. Em 1937, o governo da Bolívia emitiu um relatório mostrando uma proximidade maior da ilha ao lado boliviano, que foi rejeitado pelo Brasil. Em 1955, o Brasil teve a intenção de estabelecer um posto policial na ilha, mas não levou o projeto a cabo.", - "2320240_p3": "Em 29 de março de 1958, foi assinado um acordo entre os dois países chamado Acordo de Roboré, no qual, além da resolução de outras questões em litígio, foi acordado, no futuro, resolver a disputa sobre a soberania da ilha Suárez. Esta convenção foi ratificada pelo Congresso Brasileiro em 30 de novembro de 1968. No seu artigo 4º, estabelece que:", - "2320240_p6": "Ver também \n Fronteiras brasileiras\n Guajará-Mirim\n Guayaramerín", - "2320240_p1": "História \nA área foi demarcada pelo Tratado de Ayacucho, a 27 de março de 1867, que, em seu artigo 2º, declara:", - "404_p1": "Banhado pelo Oceano Atlântico, o Brasil tem um litoral de e faz fronteira com todos os outros países sul-americanos, exceto Chile e Equador, sendo limitado a norte pela Venezuela, Guiana, Suriname e pelo departamento ultramarino francês da Guiana Francesa; a noroeste pela Colômbia; a oeste pela Bolívia e Peru; a sudoeste pela Argentina e Paraguai e ao sul pelo Uruguai. Vários arquipélagos formam parte do território brasileiro, como o Atol das Rocas, o Arquipélago de São Pedro e São Paulo, Fernando de Noronha (o único destes habitado por civis) e Trindade e Martim Vaz. O Brasil também é o lar de uma diversidade de animais selvagens, ecossistemas e de vastos recursos naturais em uma grande variedade de habitats protegidos.", - "404_p45": "O território brasileiro é cortado por dois círculos imaginários: a Linha do Equador, que passa pela embocadura do Amazonas, e o Trópico de Capricórnio, que corta o município de São Paulo. O país ocupa uma vasta área ao longo da costa leste da América do Sul e inclui grande parte do interior do continente, compartilhando fronteiras terrestres com Uruguai ao sul; Argentina e Paraguai a sudoeste; Bolívia e Peru a oeste; Colômbia a noroeste e Venezuela, Suriname, Guiana e com o departamento ultramarino francês da Guiana Francesa ao norte. O país compartilha uma fronteira comum com todos os países da América do Sul, exceto Equador e Chile.", - "404_p46": "O Brasil também engloba uma série de arquipélagos oceânicos, como Fernando de Noronha, Atol das Rocas, São Pedro e São Paulo e Trindade e Martim Vaz. O seu tamanho, relevo, clima e recursos naturais fazem do Brasil um país geograficamente diverso.", - "404_p48": "Seu território abrange quatro fusos horários, a partir de UTC−5 no Acre e sudoeste do Amazonas; UTC−4 em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e maior parte do Amazonas; UTC−3 (horário oficial do Brasil) em Goiás, Distrito Federal, Pará, Amapá e todos os estados das regiões Nordeste, Sudeste e Sul e UTC−2 nas ilhas do Atlântico.", - "404_p4": "As raízes etimológicas do termo \"Brasil\" são de difícil reconstrução. O filólogo Adelino José da Silva Azevedo postulou que se trata de uma palavra de procedência celta (uma lenda que fala de uma \"terra de delícias\", vista entre nuvens), mas advertiu também que as origens mais remotas do termo poderiam ser encontradas na língua dos antigos fenícios. Na época colonial, cronistas da importância de João de Barros, frei Vicente do Salvador e Pero de Magalhães Gândavo apresentaram explicações concordantes acerca da origem do nome \"Brasil\". De acordo com eles, o nome \"Brasil\" é derivado de \"pau-brasil\", designação dada a um tipo de madeira empregada na tinturaria de tecidos. Na época dos descobrimentos, era comum aos exploradores guardar cuidadosamente o segredo de tudo quanto achavam ou conquistavam, a fim de explorá-lo vantajosamente, mas não tardou em se espalhar na Europa que haviam descoberto certa \"ilha Brasil\" no meio do oceano Atlântico, de onde extraíam o pau-brasil (madeira cor de brasa). Antes de ficar com a designação atual, \"Brasil\", as novas terras descobertas foram designadas de: Monte Pascoal (quando os portugueses avistaram terras pela primeira vez), Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz, Nova Lusitânia, Cabrália, Império do Brasil e Estados Unidos do Brasil. Os habitantes naturais do Brasil são denominados brasileiros, cujo gentílico é registrado em português a partir de 1706 e referia-se inicialmente apenas aos que comercializavam pau-brasil.", - "404_p52": "No norte, o planalto das Guianas constitui um fosso de drenagem principal, separando os rios que correm para o sul da Bacia Amazônica dos que desaguam no sistema do rio Orinoco, na Venezuela, ao norte. O ponto mais alto no Brasil é o Pico da Neblina, na Serra do Imeri (fronteira com a Venezuela) com metros, e o menor é o Oceano Atlântico.", - "404_p16": "Ignorando o tratado de Tordesilhas de 1494, os portugueses, através de expedições conhecidas como bandeiras, paulatinamente avançaram sua fronteira colonial na América do Sul para onde se situa a maior parte das atuais fronteiras brasileiras, tendo passado os séculos XVI e XVII defendendo tais conquistas contra potências rivais europeias. Desse período destacam-se os conflitos que rechaçaram as incursões coloniais francesas (no Rio de Janeiro em 1567 e no Maranhão em 1615) e que, após o fim da União Ibérica, expulsaram os holandeses do nordeste, na chamada Insurreição Pernambucana — sendo o conflito com os holandeses parte integrante da Guerra Luso-Holandesa.", - "404_p65": "Em 2007, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) relatou a existência de 67 tribos indígenas isoladas em regiões remotas do Brasil, a maioria delas no interior da Floresta Amazônica. Acredita-se que o Brasil possua o maior número de povos isolados do mundo.", - "4167752_p7": "Cidades de Rivera (departamento)\nFronteira Brasil–Uruguai\nTerritórios disputados pelo Brasil\nDisputas internacionais\nTerritórios disputados pelo Uruguai", - "4167752_p0": "Masoller é uma localidade uruguaia do departamento de Rivera, na zona norte do departamento, ao lado do Rincão de Artigas (Fronteira Brasil-Uruguai) Está situada a 48 km da cidade de Rivera, capital do departamento.", - "4167752_p5": "Autoridades \nA localidade é subordinada diretamente ao departamento de Rivera, não sendo parte de nenhum município riverense.", - "4167752_p6": "Transporte\nA localidade possui a seguinte rodovia:\n Ruta 30, que liga Bella Unión (na Zona Rural, empalme com Ruta 3) ao cruzamento com a Ruta 5 (interior do departamento de Rivera).", - "4167752_p4": "Geografia\nMasoller se situa próxima das seguintes localidades: ao nordeste, Rivera, a oeste, Mataojo (departamento de Artigas), a sul Tranqueras .", - "4770_p0": "Bolívia (; ; em castelhano: Bolivia, ; em quíchua: Buliwya; em aimará: Wuliwya; em guarani: Volívia), oficialmente Estado Plurinacional da Bolívia (em castelhano: Estado Plurinacional de Bolivia; em quíchua: Buliwya Mamallaqta; em aimará: Wuliwya Suyu; em guarani: Tetã Volívia), é um país encravado no centro-oeste da América do Sul. Faz fronteira com o Brasil ao norte e leste, Paraguai e Argentina ao sul, Chile e Peru ao oeste.", - "4770_p59": "A história da política exterior boliviana é marcada por conflitos com países vizinhos, como o Chile, Peru e Paraguai. A Bolívia chegou a perder territórios para estes três países através de guerras, como a Guerra do Pacífico (século XIX) e a Guerra do Chaco. A Bolívia também perdeu territórios para o Brasil, que incluiu enfrentamentos militares sem que ocorresse uma guerra formal. Atualmente a Bolívia ainda mantém disputas fronteiriças e reivindicações territoriais com Peru e Chile.", - "4770_p16": "A Bolívia manteve, também, uma guerra com o Brasil pelo território do Acre que concluiu com a cessão de 191 mil km² a este país em troca de uma indenização econômica e uma pequena compensação territorial.", - "4770_p11": "De imediato, o governador de Mato Grosso enviou tropas que estavam por sua capitania ao Alto Peru, bloqueando o avanço de Bolívar e Sucre, e enviou uma carta a Dom Pedro, comunicando-lhe o envio de tropas e a solicitação das autoridades de Alto Peru (que mais tarde viria a ser a Bolívia). Carta que só foi recebida por Dom Pedro I em novembro de 1822, quando o Brasil já era uma nação independente. Além disso, Bolívar e Sucre foram mais rápidos e enviaram representantes à Prefeitura do Rio de Janeiro, o que veio antes da carta do governador. Assim, ao receber a carta, o Príncipe Regente já havia decidido não anexar o Alto Peru, rejeitando a solicitação dos governadores da região e ordenando que as tropas fossem retiradas de lá. Com isso, Dom Pedro I deixou a região do Alto Peru (atual Bolívia) por conta própria, o que culminou com a invasão das tropas Bolívar e Sucre e a independência boliviana da Espanha. Claramente, naquele momento, Dom Pedro I estava mais preocupado em derrotar a resistência da tropas liberais portuguesas em solo brasileiro, garantindo a unidade da nação recém-independente. Porém, sem essa decisão ser tomada, o território boliviano poderia ter sido integrado ao Brasil. Desde o início de sua existência como nação independente, a Bolívia viveu quase em um estado crônico de revoluções e guerras civis e, durante os cinquenta anos seguintes, os intervalos de estabilidade política foram breves e infrequentes. Em 1837, a Bolívia se uniu ao Estado Norte-Peruano e ao Sul-Peruano para formar um novo estado, a Confederação Peru-Boliviana, que desapareceu dois anos depois, em 1839, pela oposição e declaração de guerra da confederação Argentina, do Chile e de um exército de restauradores peruanos. Em 1839, a batalha de Yungay definiu a dissolução da confederação.", - "4770_p39": "São três as bacias hidrográficas encontradas no território boliviano: Amazônica, da Prata e a endorreica boliviano-peruana. A bacia Amazônica, também conhecida como bacia do Norte, é a que abrange a maior parte do território do país, com 724 mil km², estendendo-se por 66% de sua área. Os rios desta bacia geralmente têm fluxos abundantes e sinuosos, razão pela qual há muitas lagoas e lagos, como a lagoa Murillo. O principal afluente nesta é o rio Mamoré com um comprimento de 2 mil km, que corre em direção ao norte até a confluência com o rio Beni, de km de extensão, o segundo em importância fluvial do país. De leste a oeste, a bacia Amazônica é constituída por outros rios importantes como o Madre de Deus, Orthon, Abunã, Yata e o Iténez (no Brasil, o rio Iténez recebe o nome de Guaporé), com este último sendo utilizado na demarcação de parte da fronteira com o Brasil. Por outro lado, os lagos e lagoas mais importantes são Rogaguado e o Rogagua. A precipitação média anual nesta parte do território é de milímetros ao ano.", - "4770_p17": "Além desses, teve conflitos territoriais por questão de limites com a Argentina, o Peru e o Paraguai. A solução pacífica do litígio com a Argentina foi atingida em 1925. Em 1930, Peru e Bolívia nomearam uma comissão conjunta para delimitar a fronteira e solucionar o litígio sobre a península de Copacabana. O problema fronteiriço boliviano-paraguaio se centrou sobre o Gran Chaco, uma zona de terras baixas situada ao norte do rio Pilcomayo e a oeste do rio Paraguai, que se estende pela disputada fronteira de Bolívia. Os dois países reclamavam o território em sua totalidade. Em julho de 1932, eclodiu a Guerra do Chaco, conflito não declarado que durou três anos e no qual morreram 50 000 bolivianos e 35 000 paraguaios. Em julho de 1938, foi firmado o tratado de paz, segundo o qual o Paraguai ficava com 75% da região do Grande Chaco. Foi o maior conflito bélico da história boliviana: em três anos de contínuas lutas e perdas, a Bolívia sofreu um contínuo retrocesso que, finalmente, concluiu-se em Villamontes, onde os fortes cordilheiranos ajudaram o exército da Bolívia a deter o avanço paraguaio.", - "4770_p40": "A bacia do rio da Prata tem uma extensão de km², cobrindo 21% do território. Os afluentes geralmente são menos abundantes do que os da Amazônica, composto principalmente pelos rios Paraguai, Pilcomayo e Bermejo. As lagoas mais importantes são a Uberaba e Mandioré, localizadas na região do Pantanal boliviano. A precipitação média anual na bacia do rio da Prata é de 854 milímetros ao ano. Pouco menor que esta última, a bacia endorreica boliviana-peruana - também chamada de bacia lacustre ou central - é encontrada no centro-norte do país, especialmente na fronteira com o Peru. Com km², alcançando 13% do território. Conta com um grande número de rios, lagos, lagoas e nascentes que não correm em direção ao oceano, porque são cercados pela cordilheira dos Andes que delimita a região. O rio mais importante é o Desaguadero, que nasce no Lago Titicaca, o mais alto do mundo, a metros acima do nível do mar. Nesta bacia há grandes lagos salgados como o Salar de Uyuni, que é o deserto de sal e o maior depósito de lítio do mundo e o Salar de Coipasa. A precipitação média anual nesta parte do território é de 421 milímetros por ano. Na fronteira com o Chile, no Altiplano andino, encontra-se o rio Silala, que é motivo de disputa territorial entre os dois governos.", - "4770_p95": "Ver também \n Aliança Bolivariana para as Américas\n Lista de Estados soberanos e territórios dependentes da América\n Missões diplomáticas da Bolívia", - "4770_p15": "Em 1866 e 1874, foram firmados tratados para resolver o litígio com o Chile sobre o deserto de Atacama, rico em depósitos de nitratos de sódio e de cobre. Nesses tratados, adotou-se como linha limítrofe entre Chile e Bolívia o paralelo 24º de latitude sul. Foram outorgados ao Chile diversos direitos alfandegários e concessões de exploração mineral a empresários chilenos no Atacama boliviano. Estas últimas disposições originaram o litígio entre os dois países, já que o estado boliviano não respeitou os acordos alfandegários, incrementando o imposto à extração de salitre às companhias salitreiras de capital chileno-britânico. Em 1879, o Chile ocupou o porto boliviano de Antofagasta, iniciando a chamada Guerra do Pacífico, na qual a Bolívia e seu aliado Peru foram derrotados pelo Chile. Ao ser despojada de sua única possessão litoral, a Bolívia deixou de ter saída para o mar. O litoral boliviano abarcava, aproximadamente, 158 mil km² e, além de Antofagasta, contava com os portos maiores de Mejillones, Cobija e Tocopilla. Em 1904, foi ratificado um tratado de paz e amizade que reconheceu o domínio perpétuo do território em litígio por parte do Chile, enquanto garantiu à Bolívia o livre acesso ao mar. Desde a fundação da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1945, a Bolívia solicitou à Assembleia Geral para que considerasse sua petição de recuperar uma saída livre e soberana para o oceano Pacífico. Também apresentou o assunto na Organização dos Estados Americanos (OEA). Em 1953, o Chile concedeu à Bolívia um porto livre em Arica, garantindo a esta direitos alfandegários especiais e instalações de armazenamento.", - "4770_p13": "Os conflitos limítrofes da Bolívia começaram desde muito cedo. O primeiro de grande importância (que inclusive chegou a ser uma ameaça para a independência) foi a invasão pelo Peru realizada em 1828, com Agustín Gamarra à frente. Houve batalhas e o exército peruano ocupou a maior parte do oeste boliviano. A guerra terminou com a assinatura do tratado de Piquiza e a retirada peruana do solo boliviano. Depois desse conflito, chegou ao poder na Bolívia o marechal de Zepita, Andrés de Santa Cruz, que foi capaz de organizar, modernizar e instruir em táticas napoleônicas o exército boliviano. A eficácia da reforma no exército foi vista na invasão feita no Peru ante o pedido de ajuda de Luis José de Orbegoso y Moncada. A Bolívia saiu vitoriosa na invasão e fuzilou Felipe Santiago Salaverry, criando de fato a Confederação Peru-Boliviana.", - "4770_p10": "As sublevações de Chuquisaca e La Paz foram o ponto de partida das guerras de independência. O país se declarou independente em 6 de agosto de 1825 com o nome de República de Bolívar, que foi alterado para República de Bolivia. Em 1826, o libertador Simón Bolívar outorgou ao país a primeira constituição, que foi aprovada pelo congresso de Chuquisaca. Antonio José de Sucre, grande marechal de Ayacucho, foi eleito presidente da república da Bolívia. No início do século XIX, os movimentos de independência começaram a surgir em toda a América hispânica, espalhando a guerra e o caos. Diante dessa sensação de insegurança e temendo o caos, em junho de 1822, os três governadores dos departamentos espanhóis do Alto Peru (que já haviam sido ameaçados pelas tropas do General Antonio José de Sucre e Simón Bolívar), se reuniram em Cuiabá (capital da Capitania de Mato Grosso, Brasil) e solicitou ao governador que intercedesse junto ao Príncipe Regente Dom Pedro (que em breve seria coroado como Dom Pedro I, Imperador do Brasil), a fim de que o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves anexasse esses territórios, buscando poupar sua população do massacre e do caos.", - "4770_p2": "A Bolívia é uma república democrática, dividida em nove departamentos. Geograficamente, possui duas regiões distintas, o altiplano a oeste e as planícies do leste, cuja parte norte pertence à bacia Amazônica e a parte sul à Bacia do Rio da Prata, da qual faz parte o Chaco boliviano. É um país em desenvolvimento, com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) médio e uma taxa de pobreza que atinge cerca de 60% da população. Dentre suas principais atividades econômicas, destacam-se a agricultura, silvicultura, pesca, mineração, e bens de produção como tecidos, vestimentas, metais refinados e petróleo refinado. A Bolívia é muito rica em minerais, especialmente em estanho.", - "4770_p30": "Juntamente com o vizinho Paraguai, a Bolívia é um dos dois únicos países das Américas que não possuem saída para o mar. O ocidente da Bolívia está situado na cordilheira dos Andes, com o pico mais elevado, o Nevado Sajama, a chegar aos metros. O centro do país é formado por um planalto, o Altiplano, onde vive a maioria dos bolivianos. O leste do país é constituído por terras baixas e coberto pela floresta úmida da Amazônia. O lago Titicaca situa-se na fronteira entre a Bolívia e o Peru, o maior lago sul-americano por volume de água. No sudoeste do país, no departamento de Potosi, encontra-se o Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo.", - "4770_p1": "Antes da colonização europeia, a região andina boliviana fazia parte do império Inca — o maior império da era pré-colombiana. O Império Espanhol invadiu e conquistou essa região no século XVI. Durante a maior parte do período colonial espanhol, este território era chamado Alto Peru ou Charcas e encontrava-se sob a administração do Vice-Reino do Peru, que abrangia a maioria das colônias espanholas sul-americanas. Após declarar independência em 1809, dezesseis anos de guerras se seguiram antes do estabelecimento da república, instituída por Simón Bolívar, em 6 de agosto de 1825. Desde então, o país tem passado por períodos de instabilidade política, ditaduras e problemas econômicos.", - "4770_p60": "A Bolívia pertence à Comunidade Andina de Nações (CAN), uma organização regional econômica e política com entidade jurídica internacional criada pelo Acordo de Cartagena em 26 de maio de 1969. Tem sede em Lima, Peru. A debilitação da CAN, principalmente pela saída da maior economia do bloco, a Venezuela (em 2006) e ao fortalecimento do processo de aproximação comercial com o Mercosul, especialmente com o Brasil, somado ao aumento da influência política venezuelana e brasileira sobre o atual governo da Bolívia, existe uma forte intenção do governo em integrar-se definitivamente ao Mercosul.", - "4770_p26": "Em 1 de maio de 2006, Morales anunciou a sua intenção de renacionalização dos hidrocarbonetos bolivianos ativos. Embora afirmando que a iniciativa não seria uma expropriação, Morales enviou tropas para ocupar 56 instalações de gás simultaneamente. Tropas também foram enviadas para duas refinarias de propriedade da Petrobras na Bolívia, que fornecem mais de 90% de capacidade de refino da Bolívia. Um prazo de 180 dias foi anunciado para que todas as empresas estrangeiras de energia fossem obrigadas a assinar novos contratos que dão a Bolívia participação majoritária e até 82% das receitas (o último para os maiores campos de gás natural). Todas essas empresas assinaram contratos. Relatórios do governo boliviano e das empresas envolvidas são contraditórios quanto aos planos de investimentos futuros. De longe, o maior cliente de hidrocarbonetos boliviano foi o Brasil, que importa dois terços do gás natural da Bolívia através de gasodutos operados pela Petrobras. Uma vez que o gás só pode ser exportado da Bolívia através de grandes (e caros) gasodutos da Petrobras, o governo boliviano e a empresa estão fortemente ligados. A Petrobras anunciou planos de produzir gás natural para substituir o agora fornecido pela Bolívia até 2011.", - "4770_p12": "Conflitos limítrofes", - "4770_p46": "Segundo a Organização Internacional para as Migrações, aproximadamente 1,6 milhão de bolivianos emigraram para o exterior em busca de melhores condições de vida. Os países de migração tradicional têm sido a Argentina, Brasil, Chile e os Estados Unidos. No entanto, na década de 1990, boa parte da migração boliviana se direcionou para a Espanha, onde estima-se que residam 230 mil emigrantes bolivianos.", - "4770_p71": "O território da Bolívia está comunicado por vários meios de transporte. O país possui quatro aeroportos internacionais: Aeroporto Internacional Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra, Aeroporto Internacional Jorge Wilstermann, em Cochabamba, Aeroporto Internacional de El Alto, em La Paz e o Aeroporto Internacional Juan Mendoza, em Oruro. Existem ainda, outros 855 terminais aéreos pequenos e aeródromos com pistas pavimentadas ou de terra, situados em distintas localidades do país.", - "4770_p33": "O sudoeste do país, onde a região Andina é predominante, apresenta alguns dos picos mais altos das Américas, como o Nevado Sajama - ponto mais alto no território boliviano - com metros acima do nível do mar, e o Illimani, com metros. É nesta parte do país que se localiza o lago Titicaca, o mais alto navegável do mundo, com uma área de km² e compartilhado com o Peru. o Salar de Uyuni, que é o maior depósito de sais e reservatório de lítio no mundo, também é encontrado no altiplano.", - "4770_p14": "Em 1836, iniciou-se a confederação dos Estados Norte-Peruano, Sul-Peruano e Bolívia, mas, por interesses econômicos do Chile, de parte de peruanos contrários e por interesses territoriais da Confederação Argentina (questão de Tarija), foi produzida uma guerra em duas partes de 1837 a 1839. Na primeira, a confederação saiu vitoriosa, produzindo o tratado de Paucarpata, mas, na segunda, se produziu a batalha de Yungay e a confederação foi dissolvida. Pela parte argentina, a Bolívia, com o general alemão Otto Philipp Braun, comandante da frente boliviana, concentrou suas tropas em Tupiza e, em fins de agosto de 1837, ingressou na província de Jujuy. Os soldados confederados tiveram várias vitórias, chegando a ocupar setores fronteiriços das províncias de Jujuy e Salta. Ante a uma série de contra-ataques argentinos, estes invadiram o território boliviano. Os argentinos foram derrotados na batalha de Montenegro, mais conhecida na Argentina por batalha da Costa de Coyambuyo. Em 22 de agosto de 1838, Heredia ordenou a retirada e, depois de Yungay, as forças bolivianas evacuaram os setores fronteiriços que mantinham ocupados. Depois da confederação Peru-boliviana, na Bolívia e no Peru se produziu um período de anarquia entre partidários e críticos da união dos dois países e por interesses políticos. No Peru, Gamarra foi o presidente, mas teve que controlar os possíveis usurpadores do poder. Na Bolívia, sucederam-se golpes de líderes. Gamarra tentou aproveitar-se disto para invadir a Bolívia e anexá-la, mas os bolivianos decidiram unir-se a um inimigo comum e deram os poderes do estado a José Ballivián. Gamarra invadiu a Bolívia, ocupou várias zonas do departamento de La Paz mas foi derrotado ao morrer na batalha de Ingavi. Depois da batalha, os bolivianos invadiram o Peru, mas firmaram o tratado de Puno e se retiraram.", - "4770_p47": "A composição étnica da Bolívia é muito variada. Os nativos podem ser andinos, como os aimarás e os quíchuas (que formaram o antigo Império Inca), que se concentram principalmente nos departamentos ocidentais de La Paz, Potosí, Oruro, Cochabamba e Chuquisaca. Há também uma importante população de etnia oriental, composto pelos guaranis e moxos, entre outros, e que habitam os departamentos de Santa Cruz, Beni, Tarija e Pando. Os povos indígenas compõe cerca de 60% da população do país. Os mestiços são distribuídos em todo o país e compunham a 26% da população boliviana. A maioria das pessoas assume sua identidade mestiça e, ao mesmo tempo, identificam-se com uma ou mais culturas nativas. O maior dos grupos nativos são quíchuas (2,5 milhões), aimarás (2 milhões), chiquitanos (180 mil) e guaranis (125 mil). A população ameríndia compõe 55% da população; os restantes 30% são mestiços (entre ameríndios e brancos) e cerca de 15% são brancos.", - "4770_p68": "Outra base econômica do país é a extração e exportação de gás natural. Em 2015, a Bolívia era o 31º maior produtor mundial de gás, com 20,5 bilhões de m³ ao ano. Na América do Sul, só produz menos do que a Argentina e a Venezuela. Em 2017, o país era o 15º maior exportador de gás do mundo: 15,1 bilhões de m³ ao ano. A Bolívia tem a segunda maior reserva de gás na América do Sul. O governo tem um contrato de venda de longo prazo para vender gás natural para o Brasil até 2019 e realizou um referendo obrigatório em 2005 sobre a Lei de Hidrocarbonetos.", - "4770_p4": "Etimologia \nO estado boliviano foi fundado sob o nome de República Bolívar em homenagem a seu libertador, Simón Bolívar. Posteriormente, foi modificada a proposta do deputado de Potosí, presbítero Manuel Martín Cruz, que argumentou com a seguinte frase: \"Se de Rômulo, Roma; de Bolívar, Bolívia\". A nova república adotou oficialmente o nome de Bolívia em 3 de outubro de 1825. Do mesmo modo, a Assembleia Deliberante nomeou o libertador Bolívar como primeiro presidente da república, o qual a chamou de filha predileta.", - "4770_p41": "Glaciares derretidos \nA Bolívia tem cerca de 20% dos glaciares tropicais do mundo, juntamente com a Cordilheira dos Andes. Contudo, são vulneráveis ao aquecimento global e perderam 43% da sua área de superfície entre 1986 e 2014. Alguns glaciares bolivianos perderam mais de dois terços da sua massa desde a década de 1980, disse a Unesco em 2018. Enquanto se espera que a temperatura nos Andes tropicais aumente dois a cinco graus até ao final do século XXI, os glaciares ainda perderiam entre 78% e 97% da sua massa. Dependendo do ano, os glaciares representam entre 60% e 85% do abastecimento de água de La Paz.", - "4770_p79": "A economia boliviana é fortemente dependente da produção do gás natural. Boa parte desta produção é destinada à exportação, com o Brasil sendo o principal mercado consumidor do gás natural boliviano, desde 1999. Cerca de 50% do gás natural produzido pela Bolívia é importado para o Brasil, mas essa relação de importação para o mercado brasileiro vem diminuindo nos últimos anos, em parte pelo início das exportações de gás natural à outras localidades, como o Paraguai e a Europa. Em 2013, o país atingiu seu recorde ao faturar US$ 6,059 bilhões em exportações de gás natural.", - "4770_p31": "A região Oriente, a norte e leste, compreende três quintos do território boliviano, é formada por baixas planícies de muitos rios e grandes pântanos. No extremo sul, localiza-se o Chaco boliviano, pantanoso na estação chuvosa e semidesértico nos meses de seca. A nordeste da bacia do Titicaca, visualizam-se montanhas extremamente altas de 3 000 a 6 500 metros. As montanhas de mais altitude caem em ângulos praticamente retos até se transformarem em planícies.", - "4770_p49": "A Bolívia tem grande diversidade linguística, como resultado de seu multiculturalismo. A Constituição da Bolívia reconhece 37 línguas oficiais, além do espanhol. Assim, é o segundo Estado com o maior número de idiomas oficiais no mundo, só perdendo para a Índia,que tem 46. Estas incluem as línguas das nações indígenas nativas, como quíchua, aimará e guarani.", - "4770_p89": "A pintura boliviana tem o seu início na arte rupestre de povos nativos. Atualmente, existem mais de mil locais com arte rupestre que correspondem a diferentes períodos como paleoamericano, pré-inca, inca, colonial e republicano. Os principais parques arqueológicos da arte rupestre boliviana são Calacala em Oruro, Samaipata (local declarado Patrimônio Cultural da Humanidade ) em Santa Cruz, Copacabana em La Paz e Incamachay (local declarado Monumento Nacional) em Chuquisaca.", - "4770_p53": "A maior parte da população indígena segue religiões diferentes marcados pelo sincretismo com o catolicismo romano ou complementa-as com a sua própria visão de mundo e tradições antigas. O culto à Pachamama ou \"Mãe Terra\" é a mais antiga das manifestações religiosas da região andina da América do Sul. Há também comunidades aimarás que têm uma forte devoção a Santiago Maior, que é o patrono das Forças Armadas bolivianas.", - "4770_p84": "O Patrimônio Cultural da Bolívia é formado por todos os bens culturais, tangíveis e intangíveis. O Estado boliviano reconhece a formação pluricultural, multiétnico e pluri-linguística da nação boliviana e tem como uma de suas funções mais importantes preservar e proteger igualmente a herança cultural de todas as culturas e nações que se desenvolveram e ainda se desenvolvem na Bolívia.", - "4770_p35": "A Bolívia tem uma enorme variedade de organismos e ecossistemas e é considerado um país megadiverso. O país possui mais de espécies de animais, incluindo 398 mamíferos, mais de aves (70% das aves conhecidas no mundo estão na Bolívia, sendo o sexto país mais diversificado em termos de espécies de aves), 204 anfíbios, 277 répteis e 635 tipos de peixes de água doce.", - "4770_p7": "No final do século XVI, a prata boliviana era uma importante fonte de receita econômica para o Império Espanhol. Um fluxo constante de nativos serviu como força de trabalho, sob condições brutais e vinculados a um sistema análogo à escravidão, no qual consistia em um recrutamento pré-colombiano chamado mita. Charcas foi transferida para o Vice-Reino do Rio da Prata em 1776 e o ​​povo de Buenos Aires, a capital do Vice-Reino, cunhou o termo \"Alto Peru\" como uma referência popular ao atual território boliviano. Posteriormente, em março de 1781, Túpac Katari liderou uma rebelião indígena que sitiou La Paz, durante o qual cerca de pessoas morreram. A medida que a autoridade real espanhola enfraquecia durante as guerras napoleônicas, especialmente após a prisão do rei espanhol pelos franceses, o sentimento contra o domínio colonial cresceu.", - "4770_p87": "A arquitetura boliviana reflete edifícios de Tiauanaco construídos com grandes blocos de pedra esculpidos com excelentes junção e construções incas como os palácios da Isla del Sol e o forte militar de Samaipata e Incallajta, com o primeiro destes declarado Patrimônio Mundial da pela UNESCO, e o segundo abrigando um dos sítios arqueológicos mais importantes do país. Do período colonial, destacam-se edifícios religiosos sob a influência do barroco andino do século XVIII, que combinam a arquitetura europeia e elementos mitológicos nativos. A Igreja e Convento de São Francisco, a Igreja de San Lorenzo de Carangas e as igrejas das Missões Jesuíticas de Chiquitos são obras representativas desse período da história arquitetônica boliviana.", - "4770_p5": "O território boliviano é habitado há mais de 12 mil anos. No local, foram formadas várias culturas, principalmente nos Andes, destacando-se, especialmente, a cultura Tiwanaku e os reinos aymaras posteriores à expansão Wari. Estes reinos foram, por sua vez, anexados ao império Inca no século XIII. A cultura Tiwanaku se desenvolveu em torno do centro cerimonial homônimo próximo ao lago Titicaca. A sua fundação ocorreu provavelmente antes do ano 300. Posteriormente, a cultura inca estabeleceu um vasto império no século XV, pouco antes da chegada dos espanhóis. Durante esse século, a Bolívia esteve ocupada por vários grupos de língua aimará (collas, pacajes, lupacas, omasuyos), destacando-se os collas, que dominaram um vasto território e que lutaram com os falantes de língua quíchuas de Cusco pelo controle da região. Os collas foram derrotados pelo inca Pachacuti, que se apoderou de quase todo o planalto boliviano. A Bolívia constituiu, durante quase um século, uma das quatro grandes divisões do Tahuantinsuyo (império inca) sob o nome de Collasuyo. Estas antigas civilizações deixaram grandes monumentos arquitetônicos e, atualmente, as línguas aimará e quíchua são muito difundidas no país.", - "5011710_p0": "Vila Thomaz Albornoz é uma povoação na região de fronteira entre Brasil e Uruguai reivindicada por ambos os países. É situada em posição contígua à Vila Masoller no Uruguai e nos mapas internacionais aparece como um território em discussão. A região contestada situa-se no que era chamado Rincão de Artigas, que tem 22 mil hectares, sendo litigado desde 1934.", - "5011710_p2": "Gaúchos habitam território de disputa entre Brasil e Uruguai. Jornal Zero Hora, Porto Alegre, 2012.\nRevista Piauí. Agosto 2013. Edição 83\nLimite contestado, pero no mucho", - "5011710_p1": "A vila Albornoz foi instalada em 1985, em terras cedidas pelo estancieiro Thomaz Albornoz, para marcar a presença brasileira na área.", - "5011710_p4": "Geografia do Brasil\nTerritórios disputados pelo Brasil", - "631519_p7": "Desde a década de 1930 a Ilha Brasileira tem sido alvo de contestação territorial por parte do governo uruguaio, o qual alega que o Brasil ocupou indevidamente o território desta ilha.", - "631519_p1": "Administrativamente, a ilha pertence ao município brasileiro de Barra do Quaraí, localizado no Rio Grande do Sul. É reclamada há mais de um século pelo Uruguai. Porém, nenhum dos países mostrou interesse ativamente pela ilha.", - "631519_p0": "Ilha Brasileira é uma pequena ilha fluvial localizada na foz do rio Quaraí, em uma área de tríplice fronteira, entre os municípios de Barra do Quaraí, no Brasil, Monte Caseros, na Argentina, e Bella Unión, no Uruguai. A ilha tem, aproximadamente, 4 quilômetros de extensão por 0,8 quilômetro de largura, com área total de 2,75 km².", - "631519_p12": "Em resposta a uma indagação efetuada pela imprensa em janeiro de 2022, na qual foi abordada a situação em relação à disputa pela propriedade desta ilha, o Itamaraty afirmou que \"o tema não faz parte da agenda bilateral do Brasil com o Uruguai\".", - "631519_p11": "Em 1974, o governo do Uruguai estabeleceu um decreto determinando que os mapas oficiais produzidos no país passassem a assinalar como \"limite contestado\" a ilha localizada na foz do rio Quaraí. Embora múltiplas notas de questionamentos já tenham sido submetidas pela República do Uruguai, o Brasil nunca deu uma resposta oficial sobre esta contestação.", - "631519_p10": "Contudo, em 8 de setembro de 1940, após a ratificação da Convenção Complementar de Limites entre Brasil e Argentina, o governo uruguaio apresentou uma nota de reserva ao tratado perante as chancelarias de ambos os países, afirmando que a ilha não se localizaria na confluência (embocadura) dos rios Quaraí e Uruguai, mas sim que ela estava a jusante de tal ponto, pertencendo portanto ao Uruguai.", - "631519_p19": "Brasileira\nBrasileira\nBrasileira\nBrasileira\nFronteira Argentina–Brasil\nFronteira Brasil–Uruguai\nBarra do Quaraí\nTríplices fronteiras\nTerritórios disputados pelo Brasil\nTerritórios disputados pelo Uruguai", - "631519_p13": "Embora mencione a existência de controvérsias em relação à delimitação territorial, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estabelece em seu site oficial que \"pertence hoje a Quaraí a chamada Ilha Brasileira, uma ilha fluvial com uma área apro­ximada de 200 hectares localizada na foz do Rio Quaraí\".", - "631519_p6": "Atualmente a Ilha Brasileira encontra-se desabitada. Localmente, existem projetos objetivando torná-la uma reserva ambiental municipal.", - "631519_p9": "O texto do tratado menciona que os limites entre ambos os países seriam demarcados pelo Rio Quaraí, \"pertencendo ao Brasil a ilha ou ilhas que se acham na embocadura do dito rio Quaraí no Uruguai\".", - "631519_p2": "Similarmente à outra disputa territorial envolvendo o Brasil e o Uruguai, relacionado a um setor denominado Rincão de Artigas, a existência de tal disputa não atrapalha as atuais negociações econômicas e diplomáticas entre os dois países.", - "631519_p8": "Embora as fronteiras entre os dois países tenham sido claramente definidas em um tratado firmado em 1851, à partir dos anos 1930 o Uruguai passou a ter uma interpretação distinta da acordada na ocasião da elaboração do tratado.", - "631519_p17": "Ver também \n Barra do Quaraí\n Território disputado\n Lista de ilhas do Rio Grande do Sul", - "631519_p3": "População \nEntre 1964 e 2011, a ilha tinha apenas uma casa e um morador, um fazendeiro brasileiro chamado José Jorge Daniel, que faleceu em 2011, aos 95 anos de idade.", - "631519_p14": "Desastre ecológico de agosto de 2009 \nEm agosto de 2009, um incêndio de grandes proporções destruiu 40% da vegetação nativa que ocupava toda a extensão da ilha. Na mesma ocasião, o Parque do Espinilho, em Barra do Quaraí, também pegou fogo e a polícia local suspeita que ambos os episódios estejam correlacionados, se tratando de incêndios criminosos feitos pelos mesmos autores.", - "631519_p4": "Daniel foi um ex-empregado de uma das fazendas do 24° presidente do Brasil, João Goulart. Ele decidiu morar na ilha após o mandatário ter sido deposto de seu cargo em 1964.", - "785_p73": "Na Espanha, gozam da mesma proteção que o idioma espanhol as seguintes línguas: catalão (entre 9% e 17% da população); galego (entre 5% e 7% da população); basco (1% da população); asturo-leonês; aragonês; occitano; português; tarifit (em Melilha); e árabe (em Ceuta e Melilha). A Espanha ratificou em 9 de abril de 2001 a Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias do Conselho Europeu.", - "785_p84": "A Espanha reivindica Gibraltar, um território britânico ultramarino de 6 quilômetros quadrados, na parte mais meridional da Península Ibérica. Então uma cidade espanhola, foi conquistado por uma força anglo-holandesa em 1704 durante a Guerra da Sucessão Espanhola em nome do Arquiduque Carlos, pretendente do trono espanhol. A situação jurídica relativa a Gibraltar foi resolvida em 1713 pelo Tratado de Utrecht, no qual a Espanha cedeu o território perpetuamente à Coroa britânica, afirmando que, se os britânicos abandonassem o local, ele seria oferecido à Espanha em primeiro lugar. Desde a década de 1940, a Espanha pediu o retorno de Gibraltar. A esmagadora maioria dos gibraltânicos se opõe fortemente a isso, assim como rejeitam qualquer proposta de soberania compartilhada. As resoluções da ONU apelam ao Reino Unido e à Espanha para chegarem a um acordo sobre o estatuto de Gibraltar.", - "785_p0": "Espanha (; ), oficialmente Reino de Espanha ou Reino da Espanha , é um país principalmente localizado na Península Ibérica na Europa. Seu território também inclui dois arquipélagos: as ilhas Canárias, na costa da África, e as ilhas Baleares, no mar Mediterrâneo. Os enclaves africanos de Ceuta e Melilla fazem da Espanha o único país europeu a ter uma fronteira terrestre com um país africano (Marrocos). Várias pequenas ilhas no mar de Alborão também fazem parte do território espanhol. A Espanha continental é limitada a sul e a leste pelo Mediterrâneo, exceto por uma pequena fronteira terrestre com Gibraltar; a norte e a nordeste pela França, por Andorra e pelo Golfo da Biscaia; e a oeste e noroeste por Portugal e pelo Oceano Atlântico. Com uma área de quilômetros quadrados, a Espanha é o maior país da Europa Meridional, o segundo maior país da Europa Ocidental e da União Europeia (UE) e o quarto maior país de todo o continente europeu. Também é o sexto país mais populoso da Europa e o quarto da UE. A capital e maior cidade é Madri; outras grandes áreas urbanas incluem Barcelona, Valência, Sevilha, Málaga, Bilbau e Granada.", - "785_p120": "A Espanha é conhecida pelo seu patrimônio cultural diversificado, tendo sido influenciado por muitas nações e povos ao longo de sua história. A cultura espanhola tem suas origens nas culturas ibérica, celta, celtibera, latina, visigótica, católica romana, e islâmica. A definição de uma cultura nacional espanhola tem sido caracterizada pela tensão entre o estado centralizado, dominado nos últimos séculos por Castela, e muitas regiões e povos minoritários. Além disso, a história da nação e de seu ambiente mediterrânico e atlântico desempenharam papéis importantes na formação de sua cultura. A Espanha tem 47 patrimônios da humanidade, o que inclui a paisagem de Monte Perdido, nos Pirenéus, que é compartilhada com a França, os sítios de arte rupestre pré-históricos do Vale do Côa e o Siega Verde, que é compartilhado com Portugal, o Patrimônio de Mercúrio, compartilhado com a Eslovênia e as florestas primárias de faias dos Cárpatos e de outras regiões da Europa, compartilhadas com outros países da Europa. Além disso, a Espanha também possui 14 patrimônios culturais imateriais, ou \"tesouros humanos\".", - "785_p94": "A Espanha é na atualidade o que se denomina um \"Estado de Autonomias\", um país formalmente unitário, mas que funciona como uma federação descentralizada de comunidades autônomas, cada uma delas com diferentes níveis de autonomia. As diferenças dentro deste sistema são provocadas pelo processo de transferência de responsabilidades do governo central para as regiões foi pensado em um princípio como um processo, que garantisse um maior grau de autonomia somente àquelas comunidades que buscavam um tipo de relação mais federalista com o resto da Espanha (as chamadas comunidades autônomas de regime especial: Andaluzia, ilhas Canárias, Catalunha, Aragão, Comunidade Valenciana, ilhas Baleares, Galiza e País Basco). Por outro lado, o resto de comunidades autônomas (comunidades autônomas de regime comum) teria uma menor autonomia. Porém, estava previsto que ao longo dos anos, estas comunidades fossem adquirindo gradativamente maior autonomia.", - "785_p48": "Situada na Europa Ocidental, a Espanha ocupa a maior parte da Península Ibérica e, fora dela, dois arquipélagos principais (ilhas Canárias no oceano Atlântico e as ilhas Baleares no mar Mediterrâneo), duas cidades (Ceuta e Melilla, no Norte da África), a ilha de Alborão e uma série de ilha e ilhotas que se encontram frente às costas peninsulares, como as ilhas Columbretes. Ademais, consta de possessões menores continentais, como as ilhas Chafarinas, o ilhote de Vélez de la Gomera e o ilhote de Alhucemas, todas elas frente à costa africana.", - "785_p85": "Outra reivindicação da Espanha é sobre as ilhas Selvagens, uma reivindicação não reconhecida por Portugal. A Espanha afirma que são rochas e não ilhas, alegando que não há águas territoriais portuguesas em torno das ilhas em disputa. Em 5 de julho de 2013, a Espanha enviou uma carta à ONU que expressava esses pontos de vista.", - "785_p95": "Hoje em dia, a Espanha está considerada como um dos países europeus mais descentralizados, pois todos os seus diferentes territórios administram de forma local seus sistemas de saúde e educativos, assim como alguns aspetos do orçamento público; alguns deles, como o País Basco e Navarra, administram seu orçamento sem praticamente contar, excetuado em alguns aspetos, com a supervisão do governo central espanhol. Catalunha, Navarra e o País Basco possuem suas próprias polícias totalmente operativas e completamente autônomas. Excetuando Navarra (cuja polícia se chama Policía Foral de Navarra), tanto a polícia da Catalunha (Mossos d'Esquadra) como a polícia do País Basco (Ertzaintza) substituem as funções da Polícia Nacional da Espanha em seus respetivos territórios. Navarra ainda está em processo de transferência de funções.", - "785_p54": "A Espanha se caracteriza por uma divisão climática sobreposta entre zonas úmidas, semiáridas, áridas, oceânicas, continentais e temperadas. Essa complexidade é resultado da dimensão da península, que é suficientemente extensa para produzir um regime térmico bastante variado, assim como pela proximidade com o o Oceano Atlântico e o Norte da África, o que expõe o país a influências do mar e do Saara.", - "785_p49": "Em extensão territorial, é o quarto maior país da Europa, atrás apenas da Rússia (que é o maior país do mundo, tendo em conta apenas a parte europeia), Ucrânia e França, e o segundo maior da União Europeia, atrás apenas da França. Os limites físicos da Espanha são os seguintes: Portugal e o oceano Atlântico a oeste; o mar Mediterrâneo a leste; o Estreito de Gibraltar, mar Mediterrâneo e oceano Atlântico a sul; os Pirenéus a nordeste e o golfo da Biscaia e o mar Cantábrico a norte.", - "785_p65": "Em 2008, o país concedeu a cidadania a pessoas, principalmente para pessoas vindas do Equador, Colômbia e Marrocos. Uma parte considerável dos residentes estrangeiros na Espanha também vêm de outros países da Europa Ocidental e Central. Estes são em sua maioria britânicos, franceses, alemães, holandeses e noruegueses. Eles residem principalmente na costa do Mediterrâneo e nas ilhas Baleares, onde muitos escolhem para viver sua aposentadoria.", - "785_p2": "No início do , o Reino Visigótico caiu diante dos mouros, que chegaram a governar a maior parte da península no ano de 726 (com duração de até sete séculos no Reino Nacérida de Granada), deixando apenas um punhado de pequenos reinos cristãos no norte. Isto levou a muitas guerras durante um longo período, o que culminou na criação dos reinos de Leão, Castela, Aragão e Navarra, que se tornaram as principais forças cristãs contra os muçulmanos. Após a conquista mourisca, os europeus iniciaram um processo gradual de retomada da região conhecido como \"Reconquista\", que no final do fez com que a Espanha surgisse como um país unificado sob o domínio dos Reis Católicos. No início da Era Moderna, a nação tornou-se o primeiro império mundial da história e o país mais poderoso do mundo, deixando um grande legado cultural e linguístico que inclui mais de 570 milhões de hispanófonos ao redor do mundo, o que tornou o espanhol a segunda língua mais falada no mundo, depois da língua chinesa. Durante o Século de Ouro Espanhol (séculos XVI e XVII) também houve muitos avanços nas artes, com pintores mundialmente famosos, como Diego Velázquez. A mais famosa obra literária espanhola, Dom Quixote, também foi publicada durante este período. O país abriga o terceiro maior número de sítios classificados como Património Mundial pela UNESCO.", - "785_p97": "Existem na Espanha diversos movimentos políticos de posição separatista, ligados a nacionalismos periféricos, como o nacionalismo basco, o nacionalismo galego, o nacionalismo catalão, que reclamam a independência da Espanha dos territórios em que são ativos.", - "785_p3": "A Espanha é uma democracia parlamentar secular e uma monarquia constitucional, sendo que o rei serve como chefe de Estado. É um dos principais países desenvolvidos e um país de alta renda, com a 14.ª maior economia do mundo por PIB nominal e a 16.ª maior por paridade do poder de compra. É membro das Nações Unidas (ONU), União Europeia (UE), Zona Euro, Conselho da Europa (CoE), Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), União para o Mediterrâneo, Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), o Espaço Schengen, a Organização Mundial do Comércio (OMC) e muitas outros organismos internacionais. Embora não seja um membro oficial, a Espanha também é um \"convidado permanente\" das cúpulas do G20, participando de todos os encontros do grupo.", - "785_p107": "A localização geográfica da Espanha, costas populares, paisagens diversas, legado histórico, cultura vibrante e excelente infraestrutura fizeram da indústria turística internacional do país uma das maiores do mundo. Nas últimas cinco décadas, o turismo internacional na Espanha cresceu e se tornou o segundo maior do mundo em termos de gastos, no valor de aproximadamente 40 bilhões de euros ou cerca de 5% do PIB do país em 2006.", - "785_p31": "As duas primeiras décadas do trouxeram um pouco de paz; a Espanha desempenhou um papel menor na partilha da África, colonizando o Saara Ocidental, Marrocos Espanhol e a Guiné Equatorial. As pesadas perdas sofridas durante a guerra do Rif, no norte de África, ajudaram a minar a monarquia. Um período de governo autoritário do general Miguel Primo de Rivera (1923-1931) terminou com o estabelecimento da Segunda República Espanhola. A República ofereceu autonomia política ao País Basco, Catalunha e à Galiza e deu direito de voto às mulheres.", - "785_p58": "A vegetação natural cobre quase 50% metade do território espanhol, entretanto, somente uma pequena parte (em boa parte limitado às montanhas) se classifica como floresta densa. A região setentrional tem florestas decíduas (carvalho, faia) e charnecas. A vegetação do restante do território espanhol é mediterrânea, que se caracteriza por carvalho-verde (Quercus ilex) e demais plantas que resistem aos períodos de seca.", - "785_p68": "Os movimentos migratórios, tanto internos quanto externos, foram determinantes na composição demográfica moderna da Espanha. Entre o final do e início do , houve uma significativa corrente imigratória da Espanha para países ibero-americanos. Entre os principais destinos estavam Argentina, Cuba e Brasil. A densidade populacional da Espanha é menor que a da maioria dos países europeus. As populações rurais estão se movendo para as cidades. Nos últimos anos a Espanha apresenta uma considerável diminuição na taxa de imigração neta, deixando de possuir a maior taxa de imigração da Europa (em 2005 de 1,5% anual somente superado na UE pelo Chipre) atualmente sua taxa de imigração neta chega a 0,99%, ocupando a 15ª posição na União Europeia. Além disso, o 9° país com maior porcentagem de imigrantes dentro da UE, abaixo de países como Luxemburgo, Irlanda, Áustria e Alemanha.", - "785_p92": "Desde a Constituição de 1978 que a Espanha está dividida em 17 comunidades autônomas e as duas cidades autônomas de Ceuta e Melilla, gozando estas de estatuto intermediário entre o município e a Comunidade. Das 17 comunidades autônomas, oito delas (Galiza, País Basco, Andaluzia, ilhas Canárias, Catalunha, Aragão, Comunidade Valenciana e ilhas Baleares) possuem condição de \"Nacionalidades Históricas\" reconhecidas na Constituição, juntamente com um \"Estatuto de autonomia\", o que reverte num maior poder e capacidade de decisão e soberania com respeito às outras comunidades.", - "785_p4": "Etimologia \nO nome Espanha deriva de Hispânia, nome com o qual os romanos designavam geograficamente a Península Ibérica. O nome Ibéria era o que os gregos davam à Península embora houvesse outras designações dadas pelos povos antigos. O facto do termo Hispânia não ter uma raiz latina resultou na formulação de diversas teorias sobre a sua origem, algumas controversas. A opção mais consensual seria a de que o nome Hispânia provém do fenício i-spn-ea. Os romanos tomaram essa denominação dos vencidos cartaginenses, interpretando o prefixo i como costa, ilha ou terra, e o sufixo ea com o significado de região. O lexema spn foi traduzido como coelhos (na realidade dassies, animais comuns no norte da África).", - "785_p59": "A proximidade da África com a Espanha forneceu ao país mais espécies de animais silvestres africanas que as que se encontram nas demais penínsulas do Mediterrâneo, ao passo que a cordilheira dos Pireneus e a extensão da nação motivam a quantidade de espécies endêmicas. O lobo europeu e o urso marrom costumam sobreviver nas pequenas regiões silvestres da parte nordeste. O gamo, o íbex (cabra-selvagem), o veado-vermelho e o javali costumam ser frequentes. Cerca de 50% das espécies de aves europeias se encontram no Parque Nacional de Doñana, na desembocadura do Guadalquivir; a águia-imperial-ibérica e demais aves de grande porte, como o urubu e diversas variações de faisão, são endêmicas dos Pireneus. A Espanha meridional e a África setentrional também são invadidas periodicamente pelos gafanhotos-do-deserto.", - "785_p71": "A Espanha é abertamente um país multilíngue. O idioma oficial e o mais falado no conjunto da Espanha, por 98,9% da população, é o castelhano, língua materna de 89% dos espanhóis, que pode receber a denominação alternativa de espanhol. A estimativa do seu número de falantes em todo o mundo vai desde os 450 aos 500 milhões de pessoas, sendo a segunda língua materna mais falada depois do chinês. Há previsões que se torne a segunda língua de comunicação internacional depois do inglês no futuro, e, após este, é a segunda língua mais estudada.", - "785_p91": "A Espanha pertence à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) desde 1982. A decisão foi ratificada em um referendo em 1986 pelo povo espanhol. As condições foram a redução das bases militares norte-americanas, nenhuma integração da Espanha na estrutura militar da OTAN e a proibição de introduzir armas nucleares no território espanhol.", - "785_p51": "A metade oeste inteira da Península Ibérica, exceto a extremidade meridional, é constituída de rochas velhas (hercínicas); os geólogos costumam se referir a esse Maciço Hespérico com o nome de Meseta Central. A palavra meseta igualmente é utilizada por geógrafos e como topônimo local para denominar o relevo que domina o centro da Península Ibérica. Os Pireneus, uma porção dos Alpes europeus, constituem uma grande cordilheira que vai entre o Mediterrâneo e o Golfo da Biscaia, há 430 km de distância. Muitas serras tendendo de noroeste a sudeste constituem a Cordilheira Ibérica, a qual divide a depressão do Ebro da Meseta e se eleva mais com o pico de Moncayo, há 2 313 metros.", - "785_p55": "Os Pireneus e as cadeias de montanhas da Cantábria exercem uma função fundamental no clima da Espanha, ao manter as massas de ar subtropicais na Espanha nos os meses de verão. Geralmente, os ventos ocidentais do Atlântico Norte dominam a maioria do ano, ao passo que a massa de ar cálida e seca do Saara sopra fortemente de maneira menos frequente. A Espanha setentrional, entre a Galiza e a Catalunha, se caracteriza por um clima temperado marítimo ou úmido.", - "785_p10": "Os primeiros humanos modernos chegaram à Península Ibérica no território da atual Espanha há 35 mil anos. No período histórico o território foi invadido e colonizado por celtas, fenícios, cartagineses, gregos e cerca de , a maior parte da Península Ibérica começou a formar parte do Império Romano, sendo o rio Ebro a fronteira entre a Espanha romana e cartaginesa.", - "785_p5": "O nome de Espanha, evolução da designação do Império Romano Hispânia era, até ao , apenas descritivo da Península Ibérica, não se referindo a um país ou Estado específico, mas sim ao conjunto de todo o território ibérico e dos países que nele se incluíam. A Espanha é unificada durante o Iluminismo, até então era um conjunto de reinos juridicamente e politicamente independentes governados pela mesma monarquia. Até à data da unificação a monarquia era formada por um conjunto de reinos associados por herança e união dinástica ou por conquista. A forma de governo era conhecida como aeque principaliter, os reinos eram governados cada um de forma independente, como se tivesse cada reino o seu próprio rei, cada reino mantinha o seu próprio sistema legal, a sua língua, os seus foros e os seus privilégios. As Leyes de extranjeria determinavam que o natural de qualquer um dos reinos era estrangeiro em todos os outros reinos ibéricos. A constituição de 1812 adota o nome As Espanhas para a nova nação. A constituição de 1876 adota pela primeira vez o nome Espanha.", - "785_p53": "A erosão do solo que resulta do bioma degradado ao longo de 3 mil anos, tinha criado áreas que reduziram o revestimento da terra, formando de aluviões para o lado em que rio desce e, ultimamente, obras de irrigação e barragens assorearam outras regiões. Uma das piores questões ambientais da Espanha atualmente constitui o perigo da desertificação, do empobrecimento de ecossistemas áridos, semiáridos e ainda úmidos provocados ​​pela ação conjunta das atividades do homem e da estiagem. Quase 50% de Espanha são atingidas de maneira equilibrada ou severa por secas, principalmente no leste arenoso (Almeria, Múrcia), assim como em boa parte de Espanha sub-árida (bacia do Ebro). Políticas de florestação foram adotadas pelo poder executivo, no entanto, certas autoridades creem que a vegetação que cresce naturalmente teria trazido maior permanência de benefícios.", - "785_p128": "A música espanhola é muitas vezes considerada exterior como sinônimo de flamenco, um gênero musical do oeste da Andaluzia que, ao contrário da crença popular, não é muito comum fora dessa região. Vários estilos regionais de música folclórica abundam em Aragão, Catalunha, Valência, Castela, País Basco, Galiza e Astúrias. Pop, rock, hip hop e heavy metal também são populares.", - "785_p57": "A Espanha é um país especialmente afetado pelo fenômeno da seca: durante o período 1880–2000, mais da metade dos anos foram classificados como secos ou muito secos. Sete anos da década dos 1980 e cinco da década de 1990 foram considerados secos ou muito secos. As mudanças climáticas devem trazer graves problemas ambientais, agravando as características mais extremas do clima local.", - "785_p6": "Os termos \"as Espanhas\" e \"Espanha\" não eram equivalentes, e eram usados com muita precisão. O termo As Espanhas referia-se a um conjunto de unidades jurídico-políticas, ou seja, referia-se a um conjunto de reinos independentes, primeiramente apenas aos reinos cristãos da Península Ibérica, depois apenas aos reinos unidos sobre a mesma monarquia. O termo Espanha referia-se a um espaço geográfico e cultural que englobava diversos reinos independentes. A partir de Carlos V o uso do título Rei das Espanhas, referia-se à parte da Espanha que não incluía Portugal, mas esta designação era apenas uma forma de designar coletivamente um extenso número de reinos, uma abreviação, que não tinha validade jurídica, para uma longa lista de títulos reais cuja forma oficial era rei de Castela, de Leão, de Aragão, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valência, da Galiza, de Maiorca, de Menorca, de Sevilha, etc. (da mesma forma utilizava-se o título Sua Majestade Lusitana para o rei de Portugal, ou rei Lusitano).", - "785_p130": "Milhares de fãs de música também viajam para a Espanha a cada ano para o festival de música reconhecido internacionalmente Sónar que muitas vezes apresenta os próximos artistas pop e techno, e Benicàssim, que tende a característica de rock alternativo e atos de dança. Ambos os festivais marcam uma presença internacional de música e refletir o gosto dos jovens no país. O mais popular instrumento musical tradicional, a guitarra, tem origem na Espanha. Típicos do norte são os gaiteros, principalmente nas Astúrias e Galiza.", - "785_p78": "A Espanha é uma monarquia parlamentarista, com um monarca hereditário que exerce como Chefe de Estado – o Rei da Espanha, e um parlamento bi-cameral, as Cortes Generales. O poder executivo é formado por um Conselho de Ministros presidido pelo Presidente do Governo, que exerce como Chefe de Governo, e o poder judicial está formado pelo conjunto de Juizados e Tribunais, integrado por Juízes e Magistrados, que têm a potestade de administrar justiça em nome do Rei. O poder legislativo se estabelece nas Cortes Gerais, que é o órgão supremo de representação do povo espanhol. As Cortes Gerais são compostas de uma câmara baixa, o Congresso dos Deputados, e uma câmara alta, o Senado.", - "785_p113": "Os portos e portos mais importantes são Algeciras, Barcelona, Valência e Bilbao outros: Cádiz, Cartagena, Ceuta, Huelva, La Coruña, Las Palmas, Málaga, Melilla, Gijón, Palma de Maiorca, Sagunto, Santa Cruz de Tenerife, Los Cristianos (Tenerife), Santander, Tarragona, Vigo, Motril, Almería, Sevilha, Castellón de la Plana, Alicante, Pasaia, Avilés e Ferrol.", - "785_p111": "A Espanha possui a mais extensa rede ferroviária de alta velocidade na Europa e a segunda mais extensa do mundo, depois da China. Em outubro de 2010, a o país possuía um total de  km de trilhos de alta velocidade ligando Málaga, Sevilha, Madrid, Barcelona, Valência e Valladolid, com trens com velocidades até 300 km/h. Em média, o trem de alta velocidade espanhol é o mais rápido do mundo, seguido do trem-bala japonês e do TGV francês. Em relação à pontualidade, é o segundo lugar no mundo (98,54% de chegada no horário) após o japonês Shinkansen (99%). Caso os objetivos do ambicioso programa AVE (trens de alta velocidade espanhóis) sejam atendidos, até 2020, a Espanha terá sete mil km de trens-bala que ligam quase todas as cidades provinciais a Madrid em menos de três horas e a Barcelona em quatro horas.", - "785_p108": "A Espanha era um dos países líderes mundiais no desenvolvimento e produção de energia renovável. Em 2012, a Espanha era um dos líderes mundiais em energia eólica e energia solar instaladas. À época, somente EUA, China e Alemanha tinham mais energia eólica instalada em seu território; já na energia solar, apenas EUA, China, Japão, Alemanha e Itália. Em 2010, suas turbinas eólicas geraram GWh, responsáveis por 16,4% de toda a energia elétrica produzida na Espanha. Em 9 de novembro de 2010, a energia eólica atingiu um pico histórico instantâneo, cobrindo 53% da demanda continental de eletricidade e gerando uma quantidade de energia equivalente à de 14 reatores nucleares. Em 2021, a Espanha tinha, em energia elétrica renovável instalada, em energia hidroelétrica (12º maior do mundo), em energia eólica (5º maior do mundo), em energia solar (10º maior do mundo), e em biomassa.", - "785_p12": "As culturas das populações celtas e ibéricas foram gradualmente romanizadas (latinizadas) em diferentes níveis e em diferentes partes da Hispânia (o nome romano para a Península). Os líderes locais foram admitidos na classe aristocrática romana. A Hispânia serviu como um celeiro para o mercado romano e seus portos exportavam ouro, lã, azeite e vinho. A produção agrícola aumentou com a introdução de projetos de irrigação, alguns dos quais permanecem em uso. Os imperadores Trajano e Teodósio I e o filósofo Séneca nasceram na Hispânia. O cristianismo foi introduzido na província no e tornou-se popular nas cidades no . O termo \"Espanha\", as línguas, a religião e a base das leis atuais da Espanha se originaram a partir deste período.", - "785_p15": "No , quase toda a Península Ibérica foi conquistada por exércitos de mouros muçulmanos provenientes principalmente do Norte de África. Essas conquistas fizeram parte da expansão do Califado Omíada. Apenas uma pequena área montanhosa no noroeste da Península conseguiu resistir à invasão inicial muçulmana.", - "785_p20": "A Reconquista foi o período de séculos em que o domínio cristão foi sendo gradualmente restabelecido sobre a Península Ibérica. A Reconquista é vista como tendo início na Batalha de Covadonga, vencida por Don Pelayo em 722, e coincide com o período do domínio muçulmano. A vitória do exército cristão sobre as forças muçulmanas levou à criação do Reino das Astúrias ao longo das montanhas costeiras do noroeste. Pouco depois, em 739, as forças muçulmanas foram expulsas da Galiza, que depois hospedaria um dos locais mais sagrados da Europa medieval, Santiago de Compostela, e foi incorporada ao novo reino cristão. O Reino de Leão foi o reino cristão mais forte por séculos. O Reino de Castela, formado a partir do território leonês, foi seu sucessor como o reino mais forte.", - "785_p8": "Atualmente o nome \"Península Hispânica\" não é aceito pelos portugueses, sendo que a designação usada é a de Península Ibérica. A partir de 1640, com a Restauração da Independência de Portugal, a designação \"Rei da Espanha\" manteve-se, apesar de a união dinástica já não englobar toda a Península.", - "785_p60": "As águas do país abrigam diversos peixes e mariscos, principalmente na região em que o Atlântico e o Mediterrâneo se encontram (o Mar de Alborán). Espécies como salmonete, cavala, atum, polvo, peixe-espada, sardinha (Sardinia pilchardus) e anchova (Engraulis encrasicholus) são comuns. Dentre as espécies demersais (de fundo) estão pescada e badejo. As águas de Espanha sul-oriental são habitadas pelo golfinho-riscado, por baleias e pelo Golfinho-roaz.", - "785_p136": "Na costa norte do Atlântico, incluindo cozinha asturiana, basca, cantábria e galega - ensopados à base de vegetais e peixes como caldo galego e marmitako. Além disso, o presunto lacón levemente curado. A culinária mais conhecida dos países do norte geralmente se baseia em frutos do mar oceânicos, como no bacalhau ao estilo basco, albacora ou anchova ou no polbo á feira à base de polvo e pratos de marisco." -} \ No newline at end of file