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|---|---|---|
biblio | AugustodosAnjos_dolencias2.htm.md | DOLÊNCIAS
Eu fui cadaver, antes de viver!
Meu corpo, assim como o de Jesus Cristo,
Sofreu o que olhos de homem nao tem visto
E olhos de fera nao puderam ver!
Acostumei-me, assim, pois, a sofrer
E acostumado a assim sofrer existo...
Existo! - E apesar disto, apesar disto
Inda cadaver hei tambem de ser!... |
biblio | AdolfoCaminha_anormalista.htm.md | Adolfo Caminha
# A Normalista
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1
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Joao Manoel da Mata Gadelha, conhecido em Fortaleza por Joao da Mata, habitava, ha anos, no Trilho, uma casinhola de porta e janela, cor daçafrao, com a frente encardida pela fuligem das locomotivas que diariamente cruzavam defronte, e donde se avistava a Estaçao da linh... |
biblio | AdolfoCaminha_nopaisdosianques.htm.md | [Adolfo Caminha](https://www.biblio.com.br/conteudo/AdolfoCaminha/AdolfoCaminha.htm)
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NO PA ÍS DOS IANQUES
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INTRODUÇÃO
TAINE, o _glorioso Taine, o querido fil osofo cuja obra admiravel tem sido uma especie de bussola para os que se iniciam na complicada arte da palavra; Taine, o mestre, aconselhava sabiamente,... |
biblio | AdolfoCaminha_tentacao.htm.md | [Adolfo Caminha](https://www.biblio.com.br/conteudo/AdolfoCaminha/AdolfoCaminha.htm)
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TENTA ÇÃO
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A Raul Pompeia, o mais original e correto escritor brasileiro de seu tempo.
CAPÍTULO I
\- Ora, sempre vamos ao Rio de Janeiro, ao grande e espetaculoso Rio de Janeiro! - exclamou Evaristo, pousando o chapeu, com a... |
biblio | AfonsoArinos_assombramento.htm.md | [Afonso Arinos](https://www.biblio.com.br/conteudo/AfonsoArinos/afonsoarinos.htm)
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ASSOMBRAMENTO
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Historia do Sertao
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À beira do caminho das tropas, num tabuleiro grande, onde cresciam a canela-d'ema e o pau-santo, havia uma tapera. A velha casa assombrada, com grande escadaria de pedra levando ao alpendre,... |
biblio | alcantaramachado_brasbexigabarrafunda.htm.md | Alcantara Machado
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BR ÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA
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À memoria
de
LEMMO LEMMI
(VOLTOLINO)
e ao triunfo dos novos mamalucos.
ALFREDO MÁRIO GUASTINI
VICENTE RAO
ANTÔNIO AUGUSTO COVELLO
PAULO MENOTTI DEL PICCHIA
NICOLAU NASO
FLAMINIO FÁVERO
VICTOR BRECHERET
ANITA MALFATTI
MÁRIO GRACIOTTI
CON... |
biblio | alcantaramachado_contosavulsos.htm.md | Alcantara Machado
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CONTOS AVULSOS
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AS CINCO PANELAS DE OURO
__ Dona Esmeralda Foz era filha de Dona Gertrudes Lemos que em Jatai-Estaçao muito fez pelo espiritismo. Tidoca Lemos morreu desprevenido, Dona Gertrudes ficou nervosa com a incerteza do destino que tivera a alma do marido. Dai o ter entrado para soci... |
biblio | alcantaramachado_laranjadachina.htm.md | Alcantara Machado
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LARANJA-DA-CHINA
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O REVOLTADO ROBESPIERRE
(Senhor Natanael Robespierre dos Anjos)
_
_
Todos os dias uteis as dez e meia toma o bonde no Largo de Santa Cecilia encrencando com o motorneiro.
\- Quando a gente levanta o guarda-chuva e para voce parar essa joça! Ouviu, sua besta?
Gosta de t... |
biblio | alcantaramachado_manamaria.htm.md | Alcantara Machado
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MANA MARIA
**
1
__ \- Va perguntar pra mana Maria.
Era assim desde que a mae morrera. Era assim a proposito de tudo. Mana Maria e que resolvia, mandava, punha e dispunha, fazia, desfazia. E Ana Teresa obedecia.
Quando Dona Purezinha morreu, deixou Ana Teresa com dez anos. Tinha duas tranças ... |
biblio | alexandreherculano_aarrabida.htm.md | **
Orelha
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[Alexandre Herculano](https://www.biblio.com.br/conteudo/alexandreherculano/alexandreherculano.htm)
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A ARR ÁBIDA
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I
Salve, o vale do sul, saudoso e belo!
Salve, o patria da paz, deserto santo,
Onde nao ruge a grande voz das turbas!
Solo sagrado a Deus, pudesse ao mundo
O poeta fu... |
biblio | alexandreherculano_acruzmutilada.htm.md | Orelha
[Alexandre Herculano](https://www.biblio.com.br/conteudo/alexandreherculano/alexandreherculano.htm)
**
A CRUZ MUTILADA
**
Amo-te, o cruz, no vertice, firmada
De esplendidas igrejas;
Amo-te quando a noite, sobre a campa,
Junto ao cipreste alvejas;
Amo-te sobre o altar, onde, entre incensos,
As prec... |
biblio | alexandreherculano_adamapedecabra.htm.md | [Alexande Herculano](https://www.biblio.com.br/conteudo/alexandreherculano/alexandreherculano.htm)
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A DAMA P É-DE-CABRA
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Romance de um Jogral
Seculo XI
Trova primeira.
1
Vos os que nao credes em bruxas, nem em almas penadas, nem em tropelias de Satanas, assentai-vos aqui ao lar, bem juntos ao pe de mim, e c... |
biblio | alexandreherculano_aharpadocrente.htm.md | [Notas](https://www.biblio.com.br/conteudo/alexandreherculano/aharpadocrentenotas.htm#notas)
[ ](https://www.biblio.com.br/conteudo/alexandreherculano/aharpadocrentecreditos.htm)
[**Alexandre Herculano**](https://www.biblio.com.br/conteudo/alexandreherculano/alexandreherculano.htm)
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A HARPA DO CRENTE
**
1837... |
biblio | alexandreherculano_asemanasanta.htm.md | [Notas](https://www.biblio.com.br/conteudo/alexandreherculano/aharpadocrentecreditos.htm#notas)
Alexandre Herculano
**
A SEMANA SANTA
**_
Der Gedanke Gott weckt einen
furchterlichen Nachhar auf. Sein Name
heisst Richter.
_
SCHILLER
I
Tibio o sol entre as nuvens do ocidente,
Ja la se inclina ao mar. Grav... |
biblio | alexandreherculano_atempestade.htm.md | Orelha
[Alexandre Herculano](https://www.biblio.com.br/conteudo/alexandreherculano/atempestade.htm)
**A TEMPESTADE**
Sibila o vento: os torreoes de nuvens
Pesam nos densos ares:
Ruge ao largo a procela, e encurva as ondas
Pela extensao dos mares:
A imensa vaga ao longe vem correndo
Em seu terror envolta... |
biblio | alvaresazevedo_minhaamante.htm.md | Álvares de Azevedo MINHA AMANTE
_Cora çao de mulher, qual filomela,
É todo amor e canto ao pe da noite.
JOÃO DE LEMOS_
_Fulcite me floribus... quia amore langueo.
Cant. Canticorum_
Ah! volta inda uma vez! foi so contigo
Que, a noite, de ventura eu desmaiava...
E so nos labios teus eu me embebi... |
biblio | alvaresazevedo_minhadesgra%E7a.htm.md | Álvares de Azevedo MINHA DESGRAÇA
Minha desgraça nao e ser poeta,
Nem na terra de amor nao ter um eco...
E, meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco...
Nao e andar de cotovelos rotos,
Ter duro como pedra o travesseiro...
Eu sei... O mundo e um lodaçal perdido
cujo sol (qu... |
biblio | alvaresazevedo_minhamusa.htm.md | Álvares de Azevedo MINHA MUSA
Minha musa e a lembrança
Dos sonhos em que eu vivi,
É de uns labios a esperança
E a saudade que eu nutri!
É a crença que alentei,
As luas belas que amei
E os olhos por quem morri!
Os meus cantos de saudade
Sao amores que eu chorei,
Sao lirios da mocidade
Que mu... |
biblio | alvaresazevedo_morena.htm.md | Álvares de Azevedo MORENA
_Ó Teresa, um outro beijo! e abandona-me
a meus sonhos e a meus suaves delirios.
JACOPO ORTIS
_
É loucura, meu anjo, e loucura
Os amores por anjos... bem sei!
Foram sonhos, foi louca ternura
Esse amor que a teus pes derramei!
Quando a fronte requeima e delira,
Quando... |
biblio | alvaresazevedo_naminhaterra.htm.md | Álvares de Azevedo NA MINHA TERRA
_
Laisse-toi donc aimer! Oh! lamour cest la vie!
Cest tout ce quon regrette et tout ce quon envie,
Quand on voit sa jeunesse au couchant decliner!
_...............................................................................
_La beaut e cest le front, lamour cest ... |
biblio | alvaresazevedo_namoroacavalo.htm.md | Álvares de Azevedo NAMORO A CAVALO
Eu moro em Catumbi: mas a desgraça,
Que rege minha vida maldada,
Pos la no fim da rua do Catete
A minha Dulcineia namorada.
Alugo (tres mil reis) por uma tarde
Um cavalo de trote (que esparrela!)
So para erguer meus olhos suspirando
A minha namorada na janela...... |
biblio | alvaresazevedo_navarzea.htm.md | Álvares de Azevedo NA VÁRZEA
Como e bela a manha! Como entre a nevoa
A cidade sombria ao sol clareia
E o manto dos pinheiros se aveluda...
E o orvalho goteja dos coqueiros...
E dos vales o aroma acorda o passaro...
E o fogoso corcel no campo aberto
Sorve dalva o frescor, sacode as clinas,
Respira n... |
biblio | alvaresazevedo_noitenataverna.htm.md | _
[Álvares de Azevedo](https://www.biblio.com.br/conteudo/alvaresazevedo/alvaresazevedo.htm)
_**
NOITE NA TAVERNA
**
**
**How now, Horatio? You tremble, and look
pale. Is not this something more
than phantasy? What think you of it?
_Hamlet. Ato I._ **Shakespeare**
**
I
UMA NOITE DO SÉCULO
**
Be... |
biblio | alvaresazevedo_nomar.htm.md | Álvares de Azevedo NO MAR
_
Les etoiles sallument au ciel, et la brise du soir erre doucement parmi les fleurs: revez, chantez et soupirez.
GEORGE SAND
_
Era de noite: dormias,
Do sonho nas melodias,
Ao fresco da viraçao,
Embalada na falua,
Ao frio clarao da lua,
Aos ais do meu coraçao!
Ah! que ... |
biblio | alvaresazevedo_oconegofelipe.htm.md | Álvares de Azevedo O CÔNEGO FILIPE
O conego Filipe! Ó nome eterno!
Cinzas ilustres que da terra escura,
Fazeis rir nos ciprestes as corujas!
Por que tao pobre lira o ceu doou-me
Que nao consinta meu inglorio genio
Em vasto e heroico poema decantar-te?
Voltemos ao assunto. A minha musa,
Como um fa... |
biblio | alvaresazevedo_oeditor.htm.md | Álvares de Azevedo O EDITOR
A poesia transcrita e de Torquato,
Desse pobre poeta enamorado
Pelos encantos de Leonora esquiva,
Copiei-a do proprio manuscrito;
E, para prova da verdade pura
Deste prologo meu, basta que eu diga
Que a letra era um garrancho indecifravel,
Mistura de borroes e linhas tort... |
biblio | alvaresazevedo_oh.htm.md | Álvares de Azevedo OH! NÃO MALDIGAM!
Oh! nao maldigam o mancebo exausto
Que nas orgias gastou o peito insano...
Que foi ao lupanar pedir um leito,
Onde a sede febril lhe adormecesse!
Nao podia dormir! nas longas noites
Pediu ao vicio os beijos de veneno...
E amou a saturnal, o vinho, o jogo
E a c... |
biblio | alvaresazevedo_olencodela.htm.md | Álvares de Azevedo O LENÇO DELA
Quando, a primeira vez, da minha terra
Deixei as noites de amoroso encanto,
A minha doce amante suspirando
Volveu-me os olhos umidos de pranto.
Um romance cantou de despedida,
Mas a saudade amortecia o canto!
Lagrimas enxugou nos olhos belos...
E deu-me o lenço que... |
biblio | alvaresazevedo_opastormorimbundo.htm.md | Álvares de Azevedo O PASTOR MORIBUNDO
CANTIGA DE VIOLA
A existencia dolorida
Cansa em meu peito: eu bem sei
Que morrerei...
Contudo da minha vida
Podia alentar-se a flor
No teu amor!
Do coraçao nos refolhos
Solta um ai! num teu suspiro
Eu respiro...
Mas fita ao menos teus olhos
Sobre o... |
biblio | alvaresazevedo_sonetoaosol.htm.md | Álvares de Azevedo SONETO
Ao sol do meio-dia eu vi dormindo
Na calçada da rua um marinheiro,
Roncava a todo o pano o tal brejeiro
Do vinho nos vapores se expandindo!
Alem um espanhol eu vi sorrindo,
Saboreando um cigarro feiticeiro,
Enchia de fumaça o quarto inteiro...
Parecia de gosto se esvaind... |
biblio | alvaresazevedo_sonetoaosquinzeanos.htm.md | Álvares de Azevedo SONETO
Os quinze anos de uma alma transparente,
O cabelo castanho, a face pura,
Uns olhos onde pinta-se a candura
De um coraçao que dorme, inda inocente...
Um seio que estremece de repente
Do mimoso vestido na brancura...
A linda mao na magica cintura...
E uma voz que inebria ... |
biblio | alvaresazevedo_sonetojadamorte.htm.md | Álvares de Azevedo SONETO
Ja da morte o palor me cobre o rosto,
Nos labios meus o alento desfalece,
Surda agonia o coraçao fenece,
E devora meu ser mortal desgosto!
Do leito embalde no macio encosto
Tento o sono reter!... ja esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece...
Eis o estado em que a ... |
biblio | alvaresazevedo_sonetopalida.htm.md | Álvares de Azevedo SONETO
Palida, a luz da lampada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!
Era a virgem do mar! na escuma fria
Pela mare das agua embalada...
Era um anjo entre nuvens dalvorada
Que em sonhos se banhava e ... |
biblio | alvaresazevedo_sonetoummancebo.htm.md | Álvares de Azevedo SONETO
Um mancebo no jogo se descora,
Outro bebedo passa noite e dia,
Um tolo pela valsa viveria,
Um passeia a cavalo, outro namora.
Um outro que uma sina ma devora
Faz das vidas alheias zombaria,
Outro toma rape, um outro espia...
Quantos moços perdidos vejo agora!
Oh! na... |
biblio | alvaresazevedo_sonhando.htm.md | Álvares de Azevedo SONHANDO
_
Hier, la nuit d ete, que nous pretait ses voiles, Était digne de toi, tant elle avait detoiles!
VICTOR HUGO
_
Na praia deserta que a lua branqueia,
Que mimo! que rosa! que filha de Deus!
Tao palida... ao ve-la meu ser devaneia,
Sufoco nos labios os halitos meus!
Nao corras ... |
biblio | alvaresazevedo_SPLEEN.htm.md | Álvares de Azevedo "SPLEEN" E CHARUTOS
I
Solidao
Nas nuvens cor de cinza do horizonte
A lua amarelada a face embuça;
Parece que tem frio e, no seu leito,
Deitou, para dormir, a carapuça.
Ergueu-se... vem da noite a vagabunda
Sem xale, sem camisa e sem mantilha,
Vem nua e bela procurar amantes..... |
biblio | alvaresazevedo_tardedeoutono.htm.md | Álvares de Azevedo TARDE DE OUTONO
_Un souvenir heureux est peut- etre sur terre
Plus vrai que le bonheur.
ALFRED DE MUSSET
_
O POETA
Ó musa, por que vieste
E contigo me trouxeste
A vagar na solidao?
Tu nao sabes que a lembrança
De meus anos de esperança
Aqui fala ao coraçao?
A SAUD... |
biblio | alvaresazevedo_tardedeverao.htm.md | Álvares de Azevedo TARDE DE VERÃO
_Viens!...
Que larbre penetre de parfums et de chants,
.....................................................................
Et lo,bre et le soleil, et londe et la verdure,
Et le rayonnement de toute la nature
Fassent epanouir comme une double fleur
La beaute sur t... |
biblio | alvaresazevedo_tenhoumseio.htm.md | Álvares de Azevedo
I
Tenho um seio que delira
Como as tuas harmonias!
Que treme quando suspira,
Que geme como gemias!
II
Tenho musicas ardentes,
Ais do meu amor insano,
Que palpitam mais dormentes
Do que os sons do teu piano!
III
Tenho cordas argentinas
Que a noite faz acordar,
Como a... |
biblio | alvaresazevedo_terzarima.htm.md | Álvares de Azevedo _TERZA RIMA
_
É belo dentre a cinza ver ardendo
Nas maos do fumador um bom cigarro,
Sentir o fumo em nevoas recendendo...
Do cachimbo alemao no louro barro
Ver a chama vermelha estremecendo
E ate... perdoem... respirar-lhe o sarro!
Porem o que ha mais doce nesta vida,
O que d... |
biblio | alvaresazevedo_todaaquelamulher.htm.md | Álvares de Azevedo
Toda aquela mulher tem a pureza
Que exala o jasmineiro no perfume,
Lampeja seu olhar nos olhos negros
Como, em noite descuro, um vagalume...
Que suave moreno o de seu rosto!
A alma parece que seu corpo inflama...
Simula ate que sobre os labios dela
Na cor vermelha tem errante cham... |
biblio | alvaresazevedo_cuidado.htm.md | Álvares de Azevedo
Cuidado, leitor, ao voltar esta pagina!
Aqui dissipa-se o mundo visionario e platonico. Vamos entrar num mundo novo, terra fantastica, verdadeira ilha Barataria de D. Quixote, onde Sancho e rei e vivem Panurgio, sir John Falstaff, Bardolph, Figaro e o Sganarello de D. Joao Tenorio: a patria dos... |
biblio | alvaresazevedo_desalento.htm.md | Álvares de Azevedo DESALENTO
_Por que hav ieis passar tao doces dias?
A. F. DE SERPA PIMENTEL
_
Feliz daquele que no livro dalma
Nao tem folhas escritas
E nem saudade amarga, arrependida,
Nem lagrimas malditas!
Feliz daquele que de um anjo as tranças
Nao respirou sequer
E nem bebeu efluvios ... |
biblio | alvaresazevedo_desanimo.htm.md | Álvares de Azevedo DESÂNIMO
Estou agora triste. Ha nesta vida
Paginas torvas que se nao apagam,
Nodoas que nao se lavam... se esquece-las
De todo nao e dado a quem padece...
Ao menos resta ao sonhador consolo
No imaginar dos sonhos de mancebo!
Oh! voltai uma vez! eu sofro tanto!
Meus sonhos, cons... |
biblio | alvaresazevedo_despedidas.htm.md | Álvares de Azevedo DESPEDIDAS
Se entrares, o meu anjo, alguma vez
Na solidao onde eu sonhava em ti,
Ah! vota uma saudade aos belos dias
Que a teus joelhos palido vivi!
Adeus, minhalma, adeus! eu vou chorando...
Sinto o peito doer na despedida...
Sem ti o mundo e um deserto escuro
E tu es minha v... |
biblio | alvaresazevedo_dinheiro.htm.md | Álvares de Azevedo DINHEIRO
_
Oh! argent! Avec toi on est beau, jeune,
adore; on a consideration, honneurs, qualites, vertus.
Quand on na point dargent on est dans la dependance
de toutes choses et de tout le monde.
CHATEAUBRIAND
_
Sem ele nao ha cova! quem enterra
Assim gratis, _a Deo_? O batizad... |
biblio | alvaresazevedo_eelaeela.htm.md | Álvares de Azevedo É ELA! É ELA!
É ela! e ela! murmurei tremendo,
E o eco ao longe murmurou e ela!...
Eu a vi... minha fada aerea e pura,
A minha lavadeira na janela!
Dessas aguas-furtadas onde eu moro
Eu a vejo estendendo no telhado
Os vestidos de chita, as saias brancas...
Eu a vejo e suspi... |
biblio | alvaresazevedo_epitafionotumulo.htm.md | Álvares de Azevedo
NO TÚMULO DO MEU AMIGO
JOÃO BAPTISTA DA SILVA PEREIRA JÚNIOR
EPITÁFIO
Perdao, meu Deus, se a tunica da vida...
Insano profanei-a nos amores!
Se da croa dos sonhos perfumados
Eu proprio desfolhei as roseas flores!
No vaso impuro corrompeu-se o nectar,
A argila da existencia... |
biblio | alvaresazevedo_esperancas.htm.md | Álvares de Azevedo ESPERANÇAS
_Oh! si elle me ut aime...
ALFRED DE VIGNY, Chatterton
_
Se a ilusao de minhalma foi mentida
E, leviana, da arvore da vida,
As flores desbotei...
Se por sonhos do amor de uma donzela
Imolei meu porvir e o ser por ela
Em prantos esgotei...
Se a alma consumi n... |
biblio | alvaresazevedo_eutanasia.htm.md | Álvares de Azevedo EUTANÁSIA
Ergue-te dai, velho! ergue essa fronte onde o passado afundou suas rugas como o vendaval no Oceano, onde a morte assombrou sua palidez como na face do cadaver, onde o _simoun_ do tempo ressicou os aneis louros do mancebo nas cas alvacentas de anciao?
Por que tao livido, o monge tacit... |
biblio | alvaresazevedo_fantasia.htm.md | Álvares de Azevedo FANTASIA
_Quanti dolci pensier, quanto disio!
DANTE
Cest alors que ma voix
Murmure un nom tout bas... cest alors que je vois
Mapparaitre a demi, jeune, voluptueuse,
Sur ma couche penchee une femme amoureuse!
........................................................................ |
biblio | alvaresazevedo_fuiumdouto.htm.md | Álvares de Azevedo _Dorme, meu cora çao! Em paz esquece
Tudo, tudo que amaste neste mundo!
Sonho falaz de timida esperança
Nao interrompa teu dormir profundo!
Traduçao do Dr. Octaviano
_Fui um douto em sonhar tantos amores...
Que loucura, meu Deus!
Em expandir-lhe aos pes, pobre insensato,
Todos os... |
biblio | alvaresazevedo_hinosdoprofeta.htm.md | Álvares de Azevedo HINOS DO PROFETA
UM CANTO DO SÉCULO
_Spiritus meus attenuabitur, dies mei
Breviabuntur, et solum mihi superest
Sepulchrum.
JOB
_
Debalde nos meus sonhos de ventura
Tento alentar minha esperança morta
E volto-me ao porvir:
A minha alma so canta a sepultura
E nem ultima ilu... |
biblio | alvaresazevedo_ideiasintimas.htm.md | Álvares de Azevedo IDÉIAS ÍNTIMAS
_Fragmento
La chaise ou je massieds, la natte ou je me couche,
La table ou je tecris .................................................
...................................................................................
Mes gros souliers ferres, mon baton, mon chapeau, ... |
biblio | alvaresazevedo_italia.htm.md | Álvares de Azevedo ITÁLIA
_Ao meu amigo o Conde de F e
Veder Napoli e poi morir.
_
I
La na terra da vida e dos amores
Eu podia viver inda um momento...
Adormecer ao sol da primavera
Sobre o colo das virgens de Sorrento !
Eu podia viver e porventura
Nos luares do amor amar a vida,
Dilat... |
biblio | alvaresazevedo_lagrimasdavida.htm.md | Álvares de Azevedo LÁGRIMAS DA VIDA
_On pouvait a vingt ans le clouer dans la biere
Cadavre sans illusions...
THÉOPH. GAUTIER
Je me suis assis en blasphemant sur le bord
du chemin. Et je me suis dit: je nirai pas plus
loin. Mais je suis bien jeune encore pour mourir,
n'est-ce pas, Jane?
GEOR... |
biblio | alvaresazevedo_lelia.htm.md | Álvares de Azevedo LÉLIA
Passou talvez ao alvejar da lua,
Como incerta visao na praia fria...
Mas o vento do mar nao escutou-lhe
Uma voz a seu Deus!...ela nao cria!
Uma noite, aos murmurios do piano
Palida misturou um canto aereo...
Parecia de amor tremer-lhe a vida
Revelando nos labios um mister... |
biblio | alvaresazevedo_lembrancademorrer.htm.md | Álvares de Azevedo LEMBRANÇA DE MORRER
_No more! O never more!
SHELLEY
_
Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espirito enlaça a dor vivente,
Nao derramem por mim nem uma lagrima
Em palpebra demente.
E nem desfolhem na materia impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Nao quero qu... |
biblio | alvaresazevedo_lembrancadosqwuinze.htm.md | Álvares de Azevedo LEMBRANÇA DOS QUINZE ANOS
_Et pourtant sans plaisir je d epense la vie;
Et souvent quand, pour moi, les heures de la nuit
Secoulent sans sommeil, sans songes, sans bruit,
Il passe dans mon coeur de brillantes pensees,
Dinvincibles desirs, de fougues insensees!
CH. DOVALLE
... ... |
biblio | alvaresazevedo_lira.htm.md | [Álvares de Azevedo](https://www.biblio.com.br/conteudo/alvaresazevedo/alvaresazevedo.htm)
**
Lira dos Vinte Anos
**
[INTRODUÇÃO](https://www.biblio.com.br/conteudo/alvaresazevedo/liraintroducao.htm)
[À MINHA MÃE ](https://www.biblio.com.br/conteudo/alvaresazevedo/aminhamae.htm)
PRIMEIRA PARTE
[NO... |
biblio | alvaresazevedo_liraintroducao.htm.md | LIRA DOS VINTE ANOS
_
Cantando a vida, como o cisne a morte.
BOCAGE
Dieu, amour et poesie sont les trois mots que je voudrais seuls graver sur ma pierre, si je merite une pierre.
LAMARTINE
_
Sao os primeiros cantos de um pobre poeta. Desculpai-os. As primeiras vozes do sabia nao tem a doçura dos seus canticos de... |
biblio | alvaresazevedo_macario.htm.md | **
[Álvares de Azevedo](https://www.biblio.com.br/conteudo/alvaresazevedo/alvaresazevedo.htm)
****
MACÁRIO
**
Puff
Criei para mim algumas ideias teoricas sobre o drama. Algum dia, se houver tempo e vagar, talvez as escreva e de a lume.
O meu prototipo seria alguma coisa entre o teatro ingles, o teatro espanhol e... |
biblio | alvaresazevedo_malva.htm.md | Álvares de Azevedo MALVA-MAÇÃ
De teus seios tao mimosos
Da que eu goze o talisma!
Da que ali repouse a fronte
Cheia de amoroso afa!
E louco nele respire
A tua malva-maça!
Da-me essa folha cheirosa
Que treme no seio teu!
Da-me a folha... hei de beija-la
Sedenta no labio meu!
Nao ves que o ca... |
biblio | alvaresazevedo_meudesejo.htm.md | Álvares de Azevedo MEU DESEJO
Meu desejo? era ser a luva branca
Que essa tua gentil maozinha aperta,
A camelia que murcha no teu seio,
O anjo que por te ver do ceu deserta...
Meu desejo? era ser o sapatinho
Que teu mimoso pe no baile encerra...
A esperança que sonhas no futuro,
As saudades que te... |
biblio | alexandreherculano_avitoriaeapiedade.htm.md | Orelha
[Alexandre Herculano](https://www.biblio.com.br/conteudo/alexandreherculano/atempestade.htm)
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A VIT ÓRIA E A PIEDADE
**
I
Eu nunca fiz soar meus pobres cantos
Nos paços dos senhores!
Eu jamais consagrei hino mentido
Da terra dos opressores.
Mal haja o trovador que vai sentar-se
À porta do a... |
biblio | alvaresazevedo_aharmonia.htm.md | Álvares de Azevedo
A HARMONIA
Meu Deus! se as vezes, na passada vida,
Eu tive sensaçoes que emudeciam
Essa descrença que me doi na vida
E, como orvalho que a manha vapora,
Em seus raios de luz a Deus me erguiam
Foi quando as vezes a modinha doce
Ao sol de minha terra me embalava
E quando as arias d... |
biblio | alvaresazevedo_crepusculonasmontanhas.htm.md | Álvares de Azevedo CREPÚSCULO NAS MONTANHAS
_P alida estrela, casto olhar da noite,
diamante luminoso na fronte azul do
crepusculo, o que ves na planicie?
OSSIAN
_
I
Alem serpeia o dorso pardacento
Da longa serrania,
Rubro flameia o veu sanguinolento
Da tarde na agonia.
No cinereo vapor o ... |
biblio | alvaresazevedo_meusonho.htm.md | Álvares de Azevedo MEU SONHO
EU
Cavaleiro das armas escuras,
Onde vais pelas trevas impuras
Com a espada sanguenta na mao?
Por que brilham teus olhos ardentes
E gemidos nos labios frementes
Vertem fogo do teu coraçao?
Cavaleiro, quem es? O remorso?
Do corcel te debruças no dorso...
E galopa... |
biblio | alvaresazevedo_opoeta.htm.md | Álvares de Azevedo O POETA
_
Un souvenir heureux est peut- etre sur terre
Plus vrai que le bonheur.
A. DE MUSSET
_
Era uma noite: eu dormia...
E nos meus sonhos revia
As ilusoes que sonhei!
E no meu lado senti...
Meu Deus! por que nao morri?
Por que no sono acordei?
No meu leito adormec... |
biblio | alvaresazevedo_sombradedjuan.htm.md | Álvares de Azevedo SOMBRA DE D. JUAN
_
A dream that was not at all a dream.
LORD BYRON, Darkness
_
I
Cerraste enfim as palpebras sombrias!...
E a fronte esverdeou da morte a sombra,
Como lampada exausta!
E agora?... no silencio do sepulcro
Sonhas o amor... os seios de alabastro
Das languidas aman... |
biblio | alvaresazevedo_trindade.htm.md | Álvares de Azevedo TRINDADE
A _vida_ e uma planta misteriosa
Cheia despinhos, negra de amarguras,
Onde so abrem duas flores puras
Poesia e amor...
E a _mulher_... e a nota suspirosa
Que treme dalma a corda estremecida,
É fada que nos leva alem da vida
Palidos de langor!
A _poesia_ e a luz... |
biblio | ArturAzevedo_heroiaforca.htm.md | [Artur de Azevedo](https://www.biblio.com.br/conteudo/ArturAzevedo/BiografiaArturAzevedo.htm)
**
HER ÓI À FORÇA
**
ÓPERA CÔMICA EM TRÊS ATOS.
ADAPTADO À CENA BRASILEIRA.
MÚSICA DE ABDON MILANÊS
1886
PERSONAGENS / ATORES
LUISINHA / Dona ROSA VILUOT
VALENTIM BRAGA, latoeiro - gemeo de
JORGE BRAGA, capitao ... |
biblio | AugustodosAnjos_ador.htm.md | A DOR
Chama-se a Dor, e quando passa, enluta
E todo mundo que por ela passa
Ha de beber a taça da cicuta
E ha de beber ate o fim da taça!
Ha de beber, enxuto o olhar, enxuta
A face, e o travo ha de sentir, e a ameaça
Amarga dessa desgraçada fruta
Que e a fruta amargosa da Desgraça!
E quando o mun... |
biblio | AugustodosAnjos_amascara.htm.md | A MÁSCARA
Eu sei que ha muito pranto na existencia,
Dores que ferem coraçoes de pedra,
E onde a vida borbulha e o sangue medra,
Ai existe a magoa em sua essencia.
No delirio, porem, da febre ardente
Da ventura fugaz e transitoria
O peito rompe a capa tormentoria
Para sorrindo palpitar contente.
... |
biblio | AugustodosAnjos_apeste.htm.md | A PESTE
Filha da raiva de Jeova \- a Peste
N'um insano ceifar que aterra e espanta,
De espaço a espaço sepulturas planta
E em cada coraçao planta um cipreste!
Exulta o Eterno e... tudo chora, tudo!
Quando Ela passa, semeando a Morte,
Todos dizem co'os olhos para a Sorte
\- É o castigo de Deus que pa... |
biblio | AugustodosAnjos_avitoriadoespirito.htm.md | A VITÓRIA DO ESPIRITO
Era uma preta, funeral mesquita,
Abandonada aos lobos e aos leopardos
Numa floresta lugubre e esquisita.
Engalanava-lhe as paredes frias
Uma coroa de urzes e de cardos
Coberta em palio pelas laçarias.
Uma vez, aos lampejos derradeiros
Das irisadas vespertinas velas,
Fera... |
biblio | alvaresazevedo_umcadaverdepoeta.htm.md | Álvares de Azevedo UM CADÁVER DE POETA
_Levem ao t umulo aquele que parece um cadaver!
Tu nao pesaste sobre a terra: a terra te seja leve!
L. UHLAND
_
I
De tanta inspiraçao e tanta vida,
Que os nervos convulsivos inflamava
E ardia sem conforto...
O que resta? uma sombra esvaecida,
Um triste... |
biblio | alvaresazevedo_vida%20ver.htm.md | Álvares de Azevedo VIDA
_Oh! laisse-moi taimer pour que jaime la vie!
Pour ne point au bonheur dire un dernier adieu
Pour ne point blasphemer les biens que lhomme envie
Et pour ne pas douter de Dieu!
ALEXANDRE DUMAS
_
I
Oh! fala-me de ti! eu quero ouvir-te
Murmurar teu amor...
E nos teu... |
biblio | alvaresazevedo_virgemmorta.htm.md | Álvares de Azevedo VIRGEM MORTA
_Oh! make her a grave where the sun-beams rest,
When they promise a glorious morrow!
Theyll shine oer sleep, like a smile from the West,
From her own lovd island of sorrow.
TH. MOORE
_
La bem na extrema da floresta virgem,
Onde na praia em flor o mar suspira... ... |
biblio | AmadeuAmaral_memorialpassageiro.htm.md | [Amadeu Amaral](https://www.biblio.com.br/conteudo/AmadeuAmaral/AmadeuAmaral.htm)
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MEMORIAL DE UM PASSAGEIRO DE BONDE
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PREFÁCIO
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O meu amigo Jo ao Felicio Trancoso, conceituado, chefe de seçao, prometeu um dia, em troca ja nao sei de que serviço, que me faria um presente a minha escolha. Resisti, como cumpr... |
biblio | AmadeuAmaral_novelaeconto.htm.md | [Amadeu Amaral](https://www.biblio.com.br/conteudo/AmadeuAmaral/AmadeuAmaral.htm)
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NOVELA E CONTO
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PREFÁCIO
PSICOLOGIA DO BOATO
O boato e um fenomeno social que bem merece uma preleçao psicologica, como um capitulo, que de fato o e, da psicopatologia das multidoes.
Nas multidoes, ou nas turbas, os elementos ... |
biblio | AmadeuAmaral_odialetocaipira.htm.md | [Amadeu Amaral](https://www.biblio.com.br/conteudo/AmadeuAmaral/AmadeuAmaral.htm)
O DIALETO CAIPIRA
INTRODUÇÃO
Tivemos, ate cerca de vinte e cinco a trinta anos atras, um dialeto bem pronunciado, no territorio da antiga provincia de S. Paulo. É de todos sabido que o nosso falar _caipira_ \- bastante caracteristico p... |
biblio | araujoportoalegre_oslobisomens.htm.md | [Araujo Porto Alegre](https://www.biblio.com.br/conteudo/araujoportoalegre/araujoportoalegre.htm)
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OS LOBISOMENS
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Comedia Brasileira em tres atos por
Manuel de Araujo Porto Alegre
Dresden, 8 de dezembro de 1962
A cena se passa no Rio de Janeiro, no meado do seculo XIX _._
Declaraçao
Se alguns dos teatros ... |
biblio | ArturAzevedo_aalmajanra.htm.md | [Artur Azevedo](https://www.biblio.com.br/conteudo/ArturAzevedo/BiografiaArturAzevedo.htm)
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A ALMANJARRA
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Comedia em dois atos
PERSONAGENS
RIBEIRO
MACEDO
ERNESTO
JOANA
ROSÁLIA
ISABEL
Dois Homens
A cena passa-se no Rio de Janeiro
Atualidade (1888)
ATO PRIMEIRO
_
O teatro representa a sala de ... |
biblio | ArturAzevedo_ACapitalFederal.htm.md | Arthur Azevedo
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A CAPITAL FEDERAL
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Personagens e Seus Criadores
Lola - Pepa Ruiz
D. Fortunata - Clelia
Benvinda - Olimpia Amoedo
Quinota - Estefania Louro
Juquinha - Adelaide Lacerda
Mercedes - Maria Mazza
Dolores - Marieta Aliverti
Blanchette - Madalena Vallet
Um Literato - Maria Granada
... |
biblio | ArturAzevedo_apeledolobo.htm.md | [Artur Azevedo](https://www.biblio.com.br/conteudo/ArturAzevedo/BiografiaArturAzevedo.htm)
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A PELE DO LOBO
**
Comedia em um ato
A Antonio Fontoura Xavier
PERSONAGENS
CARDOSO - subdelegado
AMÁLIA - sua mulher _
_ APOLINÁRIO
PERDIGÃO
JERÔNIMO
MANUEL MARIA
VITORINO
O COMPADRE
UMA PARTE
_Dois sol... |
biblio | ArturAzevedo_casadinhadefresco.htm.md | [Artur Azevedo](https://www.biblio.com.br/conteudo/ArturAzevedo/BiografiaArturAzevedo.htm)
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A CASADINHA DE FRESCO
**__
_Imita çao da opera-comica
_LA PETITE MARIÉE
DE
EUGÊNIO LATERRIER E ALBERTO VANLOO
MÚSICA DE CARLOS LECOCQ
_
Ó pera comica em tres atos
_
PERSONAGENS
O Capitao General
Manu... |
biblio | ArturAzevedo_contosindice.htm.md | Contos de Artur Azevedo
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[**345
**](https://www.biblio.com.br/conteudo/ArturAzevedo/345.htm)**[AÁgua de Janos](https://www.biblio.com.br/conteudo/ArturAzevedo/aaguadejanos.htm)
**[**A Ama-Seca**](https://www.biblio.com.br/conteudo/ArturAzevedo/AAmaSeca.htm)**
**[**A Asa Negra**](https://www.biblio.com.br/co... |
biblio | ArturAzevedo_entreamissa.htm.md | [Artur Azevedo](https://www.biblio.com.br/conteudo/ArturAzevedo/BiografiaArturAzevedo.htm)
**
ENTRE A MISSA E O ALMO ÇO
**
Entreato comico
Representado no Teatro Recreio Dramatico, em 25 de outubro de 1907.
Personagens
A viscondessa
Isaltina
Dudu
Luisa
Laura
Elisiaria
Arnaldo Viegas
Pedro
Ri... |
biblio | ArturAzevedo_fritzmac.htm.md | [Artur Azevedo](https://www.biblio.com.br/conteudo/ArturAzevedo/BiografiaArturAzevedo.htm) e [Aluisio Azevedo](https://www.biblio.com.br/conteudo/AluizioAzevedo/AluisioAzevedo.htm)
**
FRITZMAC
**_
Revista fluminense de 1888, em prosa e verso, em um pr ologo, tres atos e dezessete quadros
_
A
Luis Braga Junior ... |
biblio | arturazevedo_fritzmac.htm.md | [Artur Azevedo](https://www.biblio.com.br/conteudo/arturazevedo/BiografiaArturAzevedo.htm) e [Aluisio Azevedo](https://www.biblio.com.br/conteudo/AluizioAzevedo/AluisioAzevedo.htm)
**
FRITZMAC
**_
Revista fluminense de 1888, em prosa e verso, em um pr ologo, tres atos e dezessete quadros
_
A
Luis Braga Junior ... |
biblio | alvaresazevedo_aijesus.htm.md | Álvares de Azevedo
AI JESUS!
Ai Jesus! nao ves que gemo,
Que desmaio de paixao
Pelos teus olhos azuis?
Que empalideço, que tremo,
Que me expira o coraçao?
Ai Jesus!
Que por um olhar, donzela,
Eu poderia morrer
Dos teus olhos pela luz?
Que morte! que morte bela!
Antes seria viver!
Ai Jesu... |
biblio | alvaresazevedo_aminhamae.htm.md | Álvares de Azevedo
À MINHA MÃE
Se a terra e adorada, a mae nao e mais
digna de veneraçao.
_Digest of hindu law.
_
Como as flores de uma arvore silvestre
Se esfolham sobre a leiva que deu vida
A seus ramos sem fruto,
Ó minha doce mae, sobre teu seio
Deixa que dessa palida coroa
Das minhas fantasias... |
biblio | alvaresazevedo_amor.htm.md | Álvares de Azevedo
AMOR
_Quand la mort est si belle,
Il est doux de mourir.
V. HUGO_
Amemos! quero de amor
Viver no teu coraçao!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixao!
Na tualma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!
Quero em teus... |
biblio | alvaresazevedo_animamea.htm.md | Álvares de Azevedo _ANIMA MEA
_
_E como a vida e bela e doce e amavel!
Nao presta o espinhal a sombra ao leito
Do pastor do rebanho vagaroso,
Melhor que as sedas do lençol noturno
Onde o pavido rei dormir nao pode?
SHAKESPEARE, Henrique VI, 3ª p.
_
Quando nas sestas do verao saudoso
A sombra cai ... |
biblio | alvaresazevedo_anjinho.htm.md | Álvares de Azevedo ANJINHO
_
And from her fair and unpolluted flesch May violets spring!
HAMLET
_Nao chorem... que nao morreu!
Era um anjinho do ceu
Que um outro anjinho chamou!
Era uma luz peregrina,
Era uma estrela divina
Que ao firmamento voou!
Pobre criança! Dormia:
A beleza reluzia
... |
biblio | alvaresazevedo_anjosdomar.htm.md | Álvares de Azevedo ANJOS DO MAR
As ondas sao anjos que dormem no mar,
Que tremem, palpitam, banhados de luz...
Sao anjos que dormem, a rir e sonhar
E em leito descuma revolvem-se nus!
E quando, de noite, vem palida a lua
Seus raios incertos tremer, pratear...
E a trança luzente da nuvem flutua...... |
biblio | alvaresazevedo_at.htm.md | Álvares de Azevedo A T...
_No amor basta uma noite para fazer de um homem um Deus.
PROPÉRCIO
_
Amoroso palor meu rosto inunda,
Morbida languidez me banha os olhos,
Ardem sem sono as palpebras doridas,
Convulsivo tremor meu corpo vibra...
Quanto sofro por ti! Nas longas noites
Adoeço de amor e d... |
biblio | alvaresazevedo_boemios.htm.md | Álvares de Azevedo BOÊMIOS
ATO DE UMA COMÉDIA NÃO ESCRITA
_Totus mundus,agit histr ionem.
_Proverbio do tempo de SHAKESPEARE
A cena passa-se na Italia, no seculo XVI. Uma rua escura e deserta. Alta noite. Numa esquina uma imagem de Madona em seu nicho alumiado por uma lampada.
_Puff_ dorme no chao abra... |
biblio | alvaresazevedo_C.htm.md | Álvares de Azevedo C...
_Oh! n ao tremas! que este olhar, este
abraço te digam quanto e inefavel o de
abandono sem receio, os inebriamentos de
uma voluptuosidade que deve ser eterna.
GOETHE, Fausto
_
Sim! coroemos as noites
Com as rosas do himeneu...
Entre flores de laranja
Seras minha e serei... |
Subsets and Splits
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