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O ar do quarto do motel está denso com o cheiro de detergente barato e o calor deles.
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As mãos calejadas de Leo apertam os ombros de Isabela, uma ordem silenciosa enquanto ela o recebe mais fundo do que antes. Sua garganta se abre, uma rendição úmida e voluntária, e a cabeça do pênis dele roça o fundo de sua boca. Ela não se move. Seu nariz pressiona os pelos ásperos na base dele, o cheiro de sal, serragem e puro masculino preenchendo seus sentidos. Era isso que ela queria — o alongamento, a plenitude, a posse completa — e seu próprio pulso martela entre as pernas em resposta.
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Ele a mantém ali. Seus polegares cravam nas cavidades acima de suas clavículas. Um gemido baixo vibra através de seu peito e chega até ela, um som de puro alívio contido.
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Isaba respira pelo nariz, o ar quente e reciclado contra a pele dele. Ela engole em seco. O aperto reflexo de sua garganta ao redor dele é deliberado, praticado. Ela o sente estremecer, uma contração forte contra sua língua.
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"Porra", ele sussurra roucamente. A palavra sai crua e sem pudor.
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Suas mãos deslizam dos ombros dela para o cabelo. Ele não puxa, ainda não. Ele agarra os cachos escuros, reunindo-os, se ancorando. Seus nós dos dedos estão brancos.
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Ela começa a se mover. Um recuo lento e torturante, seus lábios selando firmemente o comprimento dele. Então a descida. Mais rápido. Sua cabeça cai, engolindo-o completamente, seu nariz se enterrando nele mais uma vez. O som úmido é obsceno no quarto silencioso.
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Os quadris de Leo se elevam do colchão barato para encontrá-la. Uma estocada superficial e involuntária. "De novo", ele diz, a voz rouca e necessitada.
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Ela obedece. O ritmo se estabelece — um pistão profundo e absorvente. Para dentro. Para fora. A cada vez, a ponta dele beija a entrada da garganta dela. A cada vez, ela se abre para isso. Seus olhos estão fechados, seu mundo reduzido a isto: o peso em sua língua, o gosto salgado e amargo da pele dele, a dor em sua mandíbula.
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Uma de suas mãos deixa a coxa dele. Ela se encontra entre as próprias pernas, sobre o algodão do vestido. O tecido está úmido. Ela pressiona a palma da mão com força contra a costura, um contraponto ao ritmo de sua boca. Um gemido suave escapa dela, abafado pela pele dele.
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Ele ouve. Seus olhos, escuros e intensos, observam o topo da cabeça dela, o movimento desesperado de sua própria mão. "Isso é para mim?", pergunta ele, com a voz tensa.
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Ela não consegue responder. Ela apenas o leva mais fundo, sua garganta vibrando ao redor dele em um sim silencioso.
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O controle dele se quebra, apenas uma rachadura. A mão em seu cabelo aperta, guiando seu ritmo agora. Não é bruto, mas é absoluto. Ele impõe um ritmo mais profundo e exigente. A cabeceira da cama bate uma batida abafada contra a parede.
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Isabela o deixa. Seus movimentos se tornam frenéticos, seus dedos traçando círculos no algodão. Sua respiração entra em suspiros curtos e irregulares pelas narinas. O quarto desaparece. Há apenas essa plenitude, essa reivindicação, a espiral crescente de calor em seu ventre sincronizada com a tensão crescente em suas coxas.
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Ele está perto. Ela sente a mudança, um sal antecipado em sua língua. A respiração dele se fragmenta em suspiros. A mão que não está em seu cabelo agarra o lençol, o tecido rasgando levemente.
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"Isabela." Seu nome é um aviso, um apelo, uma prece.
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Ela olha para cima. Seus olhos, pesados e escuros, encontram os dele. Ela não para. Ela o leva até o fim, até que seus lábios estejam em contato com sua pele, e o segura. Sua garganta se contrai, aberta e receptiva.
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Aquele olhar, aquela entrega completa, é o que o desfaz. Um som áspero e gutural escapa de seu peito. Seus quadris se elevam bruscamente, prendendo-a no lugar. Ele pulsa fundo dentro da boca dela, uma liberação quente e interminável. Ela engole, uma, duas vezes, num ritmo contínuo, absorvendo cada gota.
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Ele desaba para trás no colchão, a mão escapando de seus cabelos. Ela permanece ali por um instante, o nariz ainda pressionado contra o dele, sentindo os últimos tremores percorrerem seu corpo. Então, lentamente, ela se afasta. O ar está frio em seus lábios úmidos.
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Ela se senta sobre os calcanhares, respirando fundo. Seu vestido está torcido, seu ombro nu. Ela passa o dorso da mão pelos lábios. Seus olhos nunca se desviam do rosto dele.
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Leo encara o teto manchado de água, o peito subindo e descendo. Depois de um longo momento, ele vira a cabeça. Seus olhos, turvos e exaustos, encontram os dela. Ele estende a mão, os dedos calejados roçando os fios de cabelo soltos grudados em sua bochecha úmida.
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Ele não diz obrigado. Ele não diz nada. O toque diz tudo. Posse. Admiração. Uma dívida contraída.
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Ela se inclina para o toque dele, a bochecha pressionada contra o calor áspero da palma da mão dele. Sua própria necessidade é como um fio desencapado, inegável, ainda pulsando em seu ventre.
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O polegar de Leo traça a linha de sua mandíbula, descendo até o queixo. Ele inclina o rosto dela para cima, seus olhos escuros buscando os dela na penumbra avermelhada. O deslumbramento ainda está lá, mas por baixo dele, algo mais se agita. Um calor renovado.
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Isaba não desvia o olhar. Seus lábios se entreabrem, e ela vira a cabeça o suficiente para depositar um beijo no centro da palma da mão dele. A pele ali é dura, uma crista permanente de calo. Ela sente o gosto de sal. Dela. Dele. Tudo está misturado agora.
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A respiração dele falha. Uma inspiração profunda e silenciosa.
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Ele se mexe no colchão.
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