| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nASSEMBLEIA DA REPÚBLICA\nLei n.º 59/2019\nde 8 de agosto\nSumário: Aprova as regras relativas ao tratamento de dados pessoais para efeitos de prevenção,\ndeteção, investigação ou repressão de infrações penais ou de execução de sanções\npenais, transpondo a Diretiva (UE) 2016/680 do Parlamento Europeu e do Conselho,\nde 27 de abril de 2016.\nAprova as regras relativas ao tratamento de dados pessoais para efeitos de prevenção, deteção,\ninvestigação ou repressão de infrações penais ou de execução de sanções penais,\ntranspondo a Diretiva (UE) 2016/680 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de abril de 2016\nA Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição,\no seguinte:\nCAPÍTULO I\nDisposições gerais\nArtigo 1.º\nObjeto\nA presente lei estabelece as regras relativas à proteção das pessoas singulares no que diz\nrespeito ao tratamento de dados pessoais pelas autoridades competentes para efeitos de prevenção,\ndeteção, investigação ou repressão de infrações penais ou de execução de sanções penais, incluindo\na salvaguarda e a prevenção de ameaças à segurança pública, transpondo para a ordem jurídica\ni"} | |
| {"text": "enção,\ndeteção, investigação ou repressão de infrações penais ou de execução de sanções penais, incluindo\na salvaguarda e a prevenção de ameaças à segurança pública, transpondo para a ordem jurídica\ninterna a Diretiva (UE) 2016/680 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de abril de 2016.\nArtigo 2.º\nÂmbito de aplicação\n1 — A presente lei é aplicável ao tratamento de dados pessoais para os efeitos previstos no\nartigo anterior, nos termos da lei processual penal e demais legislação aplicável.\n2 — A presente lei aplica -se ao tratamento de dados pessoais por meios total ou parcialmente\nautomatizados, bem como ao tratamento de dados pessoais contidos num ficheiro ou a ele destinados por meios não automatizados.\n3 — A presente lei não se aplica ao tratamento de dados pessoais relacionados com a segurança nacional.\n4 — O intercâmbio de dados pessoais entre autoridades competentes na União Europeia,\nquando legalmente exigido, não é limitado nem proibido por razões relacionadas com a proteção\ndas pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais.\nArtigo 3.º\nDefinições\n1 — Para os efeitos do disposto na presente lei, entende -se por:\na) «Estado -Membro», Estado -Memb"} | |
| {"text": "ão\ndas pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais.\nArtigo 3.º\nDefinições\n1 — Para os efeitos do disposto na presente lei, entende -se por:\na) «Estado -Membro», Estado -Membro da União Europeia;\nb) «País terceiro», Estado que não integra a União Europeia;"} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nc) «Dados pessoais», informações relativas a uma pessoa singular identificada ou identificável\n(«titular dos dados»);\nd) «Tratamento», uma operação ou um conjunto de operações efetuadas sobre dados pessoais\nou sobre conjuntos de dados pessoais, por meios automatizados ou não automatizados, tais como\na recolha, o registo, a organização, a estruturação, a conservação, a adaptação ou alteração, a\nrecuperação, a consulta, a utilização, a divulgação por transmissão, por difusão ou por qualquer\noutra forma de disponibilização, a comparação ou interconexão, a limitação, o apagamento ou a\ndestruição;\ne) «Limitação do tratamento», a inserção de uma marca nos dados pessoais conservados com\no objetivo de limitar o seu tratamento no futuro;\nf) «Definição de perfis», qualquer forma de tratamento automatizado de dados pessoais que\nconsista em utilizar esses dados para avaliar certos aspetos pessoais de uma pessoa singular,\nnomeadamente para analisar ou prever aspetos relacionados com o seu desempenho profissional,\na sua situação económica, a sua saúde, as suas preferências pessoais, os seus interesses, a sua\nfiabilidade, o seu comportame"} | |
| {"text": "analisar ou prever aspetos relacionados com o seu desempenho profissional,\na sua situação económica, a sua saúde, as suas preferências pessoais, os seus interesses, a sua\nfiabilidade, o seu comportamento, a sua localização ou as suas deslocações;\ng) «Pseudonimização», o tratamento de dados pessoais para que deixem de poder ser atribuídos a um titular de dados específico sem recurso a informações suplementares, desde que estas\nsejam mantidas separadamente e sujeitas a medidas técnicas e organizativas para assegurar que\nos dados pessoais não possam ser atribuídos a uma pessoa singular identificada ou identificável;\nh) «Ficheiro», um conjunto estruturado de dados pessoais acessíveis segundo critérios específicos, centralizado, descentralizado ou repartido de modo funcional ou geográfico;\ni) «Autoridade competente», uma autoridade pública responsável pela prevenção, investigação, deteção ou repressão de infrações penais ou de execução de sanções penais, incluindo\na salvaguarda e a prevenção de ameaças à segurança pública, ou qualquer outro organismo ou\nentidade que exerça, nos termos da lei, a autoridade pública e os poderes públicos para os referidos efeitos;\nj) «Responsável pelo trat"} | |
| {"text": "o de ameaças à segurança pública, ou qualquer outro organismo ou\nentidade que exerça, nos termos da lei, a autoridade pública e os poderes públicos para os referidos efeitos;\nj) «Responsável pelo tratamento», a entidade competente que, individualmente ou em conjunto\ncom outras, determina as finalidades e os meios de tratamento dos dados pessoais, ou, no caso\nem que estes são determinados por lei, a autoridade nela indicada;\nk) «Subcontratante», a pessoa singular ou coletiva, a autoridade pública, o serviço ou outro\norganismo que trata dados pessoais por conta do responsável pelo tratamento;\nl) «Destinatário», a pessoa singular ou coletiva, a autoridade pública, o serviço ou outro organismo que recebe comunicações de dados pessoais, independentemente de ser ou não um terceiro, com exceção das autoridades públicas que recebem dados pessoais no âmbito de inquéritos\nespecíficos nos termos da lei, as quais, não sendo destinatários, observam as regras de proteção\nde dados pessoais, em função das finalidades do tratamento;\nm) «Violação de dados pessoais», uma violação da segurança que provoque, de modo acidental\nou ilícito, a destruição, a perda, a alteração, a divulgação não autorizada d"} | |
| {"text": " das finalidades do tratamento;\nm) «Violação de dados pessoais», uma violação da segurança que provoque, de modo acidental\nou ilícito, a destruição, a perda, a alteração, a divulgação não autorizada de dados pessoais transmitidos, conservados ou tratados de outro modo, ou o acesso não autorizado a esses dados;\nn) «Dados genéticos», dados pessoais relativos às características genéticas, hereditárias ou\nadquiridas, de uma pessoa singular, que forneçam informações únicas sobre a sua fisiologia ou\nsobre a sua saúde que resultem, designadamente, da análise de uma amostra biológica da pessoa\nsingular em causa;\no) «Dados biométricos», dados pessoais resultantes de um tratamento técnico específico,\nrelativos às características físicas, fisiológicas ou comportamentais de uma pessoa singular, que\npermitam ou confirmem a sua identificação única, tais como imagens faciais ou dados dactiloscópicos;\np) «Dados relativos à saúde», dados pessoais relativos à saúde física ou mental de uma pessoa singular, incluindo a prestação de serviços de saúde, que revelem informações sobre o seu\nestado de saúde;\nq) «Autoridade de controlo», a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD), nos termos\ndo disposto"} | |
| {"text": "r, incluindo a prestação de serviços de saúde, que revelem informações sobre o seu\nestado de saúde;\nq) «Autoridade de controlo», a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD), nos termos\ndo disposto no artigo 43.º;\nr) «Organização internacional», uma organização internacional e os organismos de direito\ninternacional público por ela tutelados, ou outro organismo criado por um acordo celebrado entre\ndois ou mais países ou com base num acordo dessa natureza."} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\n2 — Para os efeitos do disposto na alínea c) do número anterior, considera -se identificável\numa pessoa singular que possa ser identificada, direta ou indiretamente, em especial por referência\na um identificador como o nome, o número de identificação, dados de localização, identificadores\nem linha ou um ou mais elementos específicos da identidade física, fisiológica, genética, mental,\neconómica, cultural ou social dessa pessoa.\n3 — Para os efeitos do disposto na alínea i) do n.º 1, são autoridades competentes as forças\ne os serviços de segurança, os órgãos de polícia criminal, as autoridades judiciárias e os serviços\nprisionais e de reinserção social, no âmbito das suas atribuições de prevenção, deteção, investigação ou repressão de infrações penais ou de execução de sanções penais, nos termos previstos\nnos respetivos estatutos e nas leis de segurança interna, de organização da investigação criminal\ne do processo penal.\nCAPÍTULO II\nPrincípios relativos ao tratamento de dados pessoais\nArtigo 4.º\nPrincípios gerais de proteção de dados\n1 — O tratamento de dados pessoais deve processar -se no estrito respeito pelos direitos,\nli"} | |
| {"text": "O II\nPrincípios relativos ao tratamento de dados pessoais\nArtigo 4.º\nPrincípios gerais de proteção de dados\n1 — O tratamento de dados pessoais deve processar -se no estrito respeito pelos direitos,\nliberdades e garantias das pessoas singulares, em especial pelo direito à proteção dos dados\npessoais.\n2 — Os dados pessoais são:\na) Objeto de um tratamento lícito e leal;\nb) Recolhidos para finalidades determinadas, explícitas e legítimas, não podendo ser tratados\nde forma incompatível com essas finalidades;\nc) Adequados, pertinentes e limitados ao mínimo necessário à prossecução das finalidades\npara as quais são tratados;\nd) Exatos e atualizados sempre que necessário, devendo ser tomadas todas as medidas razoáveis para que os dados inexatos sejam apagados ou retificados sem demora;\ne) Conservados de forma a permitir a identificação dos titulares dos dados apenas durante o\nperíodo necessário para as finalidades para as quais são tratados;\nf) Tratados de uma forma que garanta a sua segurança, incluindo a proteção contra o seu\ntratamento não autorizado ou ilícito e contra a sua perda, destruição ou danificação acidentais,\nrecorrendo a medidas técnicas ou organizativas adequadas.\n3 — O res"} | |
| {"text": ", incluindo a proteção contra o seu\ntratamento não autorizado ou ilícito e contra a sua perda, destruição ou danificação acidentais,\nrecorrendo a medidas técnicas ou organizativas adequadas.\n3 — O responsável pelo tratamento deve adotar as medidas que lhe permitam comprovar\nque o tratamento de dados pessoais é realizado em conformidade com os princípios enunciados\nno número anterior.\nArtigo 5.º\nLicitude do tratamento\n1 — O tratamento de dados pessoais só é lícito se estiver previsto na lei e na medida em\nque for necessário para o exercício de uma atribuição da autoridade competente para os efeitos\nprevistos no artigo 1.º, sem prejuízo do disposto no n.º 3.\n2 — A lei indica, pelo menos, os objetivos do tratamento, os dados pessoais a tratar e as\nfinalidades do tratamento.\n3 — Caso não esteja autorizado por lei, o tratamento dos dados pessoais apenas pode ser\nrealizado se for necessário para a proteção dos interesses vitais do titular dos dados ou de outra\npessoa singular."} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nArtigo 6.º\nTratamento de categorias especiais de dados pessoais\n1 — O tratamento dos dados pessoais que revelem a origem racial ou étnica, as opiniões\npolíticas, as convicções religiosas ou filosóficas ou a filiação sindical, bem como dos dados genéticos, dos dados biométricos destinados a identificar uma pessoa singular de forma inequívoca, dos\ndados relativos à saúde ou dos dados relativos à vida sexual ou à orientação sexual, só pode ser\nefetuado se for estritamente necessário, se estiver sujeito a garantias adequadas de proteção dos\ndireitos e liberdades do titular dos dados, e se:\na) For autorizado por lei;\nb) Se destinar a proteger os interesses vitais do titular dos dados ou de outra pessoa singular; ou\nc) Estiver relacionado com dados manifestamente tornados públicos pelo titular dos dados.\n2 — São proibidas as definições de perfis que conduzam à discriminação de pessoas singulares\ncom base nas categorias especiais de dados pessoais previstos no número anterior.\nArtigo 7.º\nFinalidades do tratamento\n1 — É permitido o tratamento dos dados pessoais, pelo mesmo ou por outro responsável pelo\ntratamento, para finalidades "} | |
| {"text": "ados pessoais previstos no número anterior.\nArtigo 7.º\nFinalidades do tratamento\n1 — É permitido o tratamento dos dados pessoais, pelo mesmo ou por outro responsável pelo\ntratamento, para finalidades diferentes daquelas para as quais os dados pessoais foram recolhidos,\ndesde que essas outras finalidades se enquadrem nos fins previstos no artigo 1.º e que:\na) O responsável pelo tratamento esteja autorizado por lei a tratar os dados pessoais para\nessa finalidade; e\nb) O tratamento seja necessário e proporcional a essa outra finalidade, nos termos da lei.\n2 — O tratamento pelo mesmo ou por outro responsável inclui o arquivo de interesse público e\na utilização científica, estatística ou histórica dos dados para os efeitos previstos no artigo 1.º, sob\nreserva de garantias adequadas dos direitos, liberdades e garantias do titular dos dados.\nArtigo 8.º\nCondições específicas de tratamento\n1 — Os dados pessoais recolhidos pelas autoridades competentes para os fins previstos no\nartigo 1.º não podem ser tratados para fins diferentes, salvo se esse tratamento for autorizado\npor lei, sendo neste caso aplicável ao tratamento de dados para esses e outros fins o disposto no\nRegulamento (UE) 2016/6"} | |
| {"text": "dem ser tratados para fins diferentes, salvo se esse tratamento for autorizado\npor lei, sendo neste caso aplicável ao tratamento de dados para esses e outros fins o disposto no\nRegulamento (UE) 2016/679 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de abril de 2016, e na\nLei n.º 58/2019, de 8 de agosto.\n2 — Nos casos em que as autoridades competentes exerçam atribuições para efeitos diversos\ndos previstos no artigo 1.º, é aplicável ao tratamento de dados para esses outros fins, incluindo os\nde arquivo de interesse público, de investigação científica ou histórica ou fins estatísticos, o disposto\nno Regulamento (UE) 2016/679 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de abril de 2016, e\nna Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto.\n3 — Se a autoridade competente proceder a uma transmissão de dados cujo tratamento esteja sujeito a condições específicas, a autoridade transmissora informa o destinatário dos dados\npessoais dessas condições e da obrigação de as cumprir.\n4 — Na transmissão de dados à Eurojust, à Europol e a outros organismos de cooperação\njudiciária e policial em matéria penal criados no âmbito da União Europeia, bem como às autoridades competentes de outros Estados -Membros, não podem"} | |
| {"text": "ust, à Europol e a outros organismos de cooperação\njudiciária e policial em matéria penal criados no âmbito da União Europeia, bem como às autoridades competentes de outros Estados -Membros, não podem ser aplicadas condições específicas\ndiferentes das previstas para as transmissões de dados similares entre autoridades nacionais."} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nArtigo 9.º\nDistinção entre diferentes categorias de titulares de dados\nO responsável pelo tratamento deve estabelecer, se aplicável e sempre que possível, uma\ndistinção clara entre os dados pessoais de diferentes categorias de titulares de dados, tais como:\na) Pessoas relativamente às quais existem motivos fundados para crer que cometeram ou\nestão prestes a cometer uma infração penal;\nb) Pessoas condenadas pela prática de uma infração penal;\nc) Vítimas de uma infração penal ou pessoas relativamente às quais certos factos levam a crer\nque possam vir a ser vítimas de uma infração penal; e\nd) Terceiros envolvidos numa infração penal, tais como pessoas que possam ser chamadas a\ntestemunhar em processo penal, pessoas que possam fornecer informações sobre infrações penais,\nou contactos ou associados de uma das pessoas a que se referem as alíneas a) e b).\nArtigo 10.º\nDistinção entre dados pessoais e verificação da qualidade dos dados pessoais\n1 — Sempre que possível, os dados pessoais baseados em factos devem ser distinguidos dos\ndados pessoais baseados em apreciações pessoais.\n2 — Não podem ser transmitidos nem disponibilizados d"} | |
| {"text": "pessoais\n1 — Sempre que possível, os dados pessoais baseados em factos devem ser distinguidos dos\ndados pessoais baseados em apreciações pessoais.\n2 — Não podem ser transmitidos nem disponibilizados dados pessoais inexatos, incompletos,\ndesatualizados ou não confiáveis.\n3 — Para os efeitos previstos no número anterior, as autoridades competentes verificam,\nsempre que possível, a qualidade dos dados pessoais antes de estes serem transmitidos ou disponibilizados.\n4 — Nos casos de transmissão de dados pessoais, as autoridades competentes que os\ntransferem devem fornecer, sempre que possível, as informações necessárias para que as autoridades competentes que os recebem possam apreciar se os dados são exatos, completos, atuais\ne fiáveis.\n5 — Se se verificar que foram transmitidos dados inexatos ou que foram transmitidos dados\npessoais de forma ilícita, o destinatário deve ser informado sem demora, devendo proceder -se à\nretificação ou ao apagamento dos dados em causa ou à limitação do seu tratamento, nos termos\ndo artigo 17.º\nArtigo 11.º\nDecisões individuais automatizadas\n1 — São proibidas as decisões tomadas exclusivamente com base no tratamento automatizado, incluindo a definição de p"} | |
| {"text": "ratamento, nos termos\ndo artigo 17.º\nArtigo 11.º\nDecisões individuais automatizadas\n1 — São proibidas as decisões tomadas exclusivamente com base no tratamento automatizado, incluindo a definição de perfis, que produzam efeitos adversos na esfera jurídica do titular\ndos dados ou que o afetem de forma significativa, exceto quando autorizadas por lei, desde que\nseja previsto o direito de o titular dos dados obter a intervenção humana do responsável pelo\ntratamento.\n2 — As decisões a que se refere o número anterior não podem basear -se nas categorias\nespeciais de dados pessoais previstos no artigo 6.º\nArtigo 12.º\nPrazos para conservação e avaliação\n1 — Os dados pessoais só podem ser tratados durante o período necessário para a prossecução das finalidades da recolha, ou do tratamento posterior autorizado nos termos do artigo 7.º,\nfindo o qual devem ser apagados, sem prejuízo da sua pseudonimização logo que as finalidades\ndo tratamento o permitam."} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\n2 — O responsável pelo tratamento avalia periodicamente a necessidade de conservar os\ndados pessoais tratados, de acordo com procedimentos internos adotados para esse efeito, nos\nquais se deve fixar, nomeadamente, a periodicidade da avaliação.\n3 — A periodicidade de avaliação da necessidade de conservar os dados pessoais deve ser\ndeterminada em função das diferentes categorias de titulares de dados previstos no artigo 9.º, bem\ncomo da necessidade de conservação dos dados em causa para as finalidades do tratamento.\n4 — A decisão de conservar os dados pessoais por períodos adicionais ao prazo de conservação original deve ser documentada, justificada e notificada aos titulares dos dados, sem prejuízo\ndo disposto no artigo 16.º\n5 — As autoridades competentes devem utilizar sistemas informáticos que facilitem a avaliação periódica da necessidade de conservar os dados e o seu apagamento ou pseudonimização,\nnomeadamente através de alertas e de medidas de proteção automáticas, tais como a limitação\nde acesso ou a ocultação dos dados.\nCAPÍTULO III\nDireitos do titular dos dados\nArtigo 13.º\nComunicações e exercício dos direitos do tit"} | |
| {"text": "rtas e de medidas de proteção automáticas, tais como a limitação\nde acesso ou a ocultação dos dados.\nCAPÍTULO III\nDireitos do titular dos dados\nArtigo 13.º\nComunicações e exercício dos direitos do titular dos dados\n1 — O responsável pelo tratamento facilita o exercício dos direitos do titular dos dados nos\ntermos dos artigos 11.º e 15.º a 19.º\n2 — O responsável pelo tratamento fornece ao titular dos dados as informações a que se\nrefere o artigo 14.º e efetua as comunicações relativas aos artigos 11.º, 15.º a 19.º e 33.º de uma\nforma concisa, inteligível e de fácil acesso, utilizando uma linguagem clara e simples, e pelos meios\nadequados, incluindo meios eletrónicos, e, sempre que possível, com recurso ao meio utilizado\nno pedido.\n3 — O responsável pelo tratamento informa o titular dos dados do seguimento dado ao seu\npedido, por escrito, e sem demora injustificada, num prazo não superior a 30 dias, que pode ser\nrenovado por mais 30 dias, em caso de motivo justificado.\n4 — A prestação de informações e o exercício dos direitos são gratuitos, sem prejuízo do\ndisposto no número seguinte.\n5 — Nos casos em que o pedido do titular dos dados seja manifestamente infundado ou excessivo, desig"} | |
| {"text": " informações e o exercício dos direitos são gratuitos, sem prejuízo do\ndisposto no número seguinte.\n5 — Nos casos em que o pedido do titular dos dados seja manifestamente infundado ou excessivo, designadamente devido ao seu caráter repetitivo, o responsável pelo tratamento, mediante\ndecisão fundamentada, pode:\na) Exigir o pagamento de uma taxa de montante a fixar por portaria do membro do Governo\nresponsável pela área da justiça, tendo em conta os custos administrativos associados; ou\nb) Recusar dar seguimento ao pedido.\n6 — Se tiver dúvidas razoáveis quanto à identidade da pessoa que apresenta o pedido ao\nabrigo dos artigos 15.º e 17.º, o responsável pelo tratamento pode solicitar ao requerente que lhe\nsejam fornecidas as informações adicionais necessárias para confirmar a sua identidade.\nArtigo 14.º\nInformações a disponibilizar ou a fornecer pelo responsável pelo tratamento\n1 — O responsável pelo tratamento disponibiliza publicamente e de forma permanentemente\nacessível as informações sobre:\na) A identidade e os contactos do responsável pelo tratamento;\nb) Os contactos do encarregado da proteção de dados;"} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nc) As finalidades do tratamento a que os dados pessoais se destinam;\nd) O direito de apresentar queixa à autoridade de controlo e os contactos dessa autoridade;\ne) O direito de solicitar ao responsável pelo tratamento acesso aos dados pessoais que\nlhe dizem respeito, bem como a sua retificação ou o seu apagamento e a limitação do tratamento.\n2 — Para além das informações a que se refere o número anterior, e sem prejuízo do disposto\nno número seguinte, o responsável pelo tratamento fornece ao titular dos dados as seguintes informações adicionais a fim de lhe permitir exercer os seus direitos:\na) O fundamento jurídico do tratamento;\nb) O prazo de conservação dos dados pessoais, os critérios utilizados para o definir ou os\nprocedimentos previstos para revisão periódica da necessidade de conservação;\nc) As categorias de destinatários dos dados pessoais, se for o caso, inclusivamente nos países\nterceiros ou nas organizações internacionais;\nd) Se necessário, outras informações adicionais, especialmente se os dados pessoais tiverem\nsido recolhidos sem o conhecimento do seu titular.\n3 — A prestação de informações a que se refere o "} | |
| {"text": "ionais;\nd) Se necessário, outras informações adicionais, especialmente se os dados pessoais tiverem\nsido recolhidos sem o conhecimento do seu titular.\n3 — A prestação de informações a que se refere o número anterior pode ser adiada, limitada\nou recusada se e enquanto tal for necessário e proporcional para:\na) Evitar prejuízo para investigações, inquéritos ou processos judiciais;\nb) Evitar prejuízo para a prevenção, deteção, investigação ou repressão de infrações penais\nou para a execução de sanções penais;\nc) Proteger a segurança pública;\nd) Proteger a segurança nacional; ou\ne) Proteger os direitos, liberdades e garantias de terceiros.\nArtigo 15.º\nDireito de acesso do titular dos dados aos seus dados pessoais\n1 — Sem prejuízo do disposto no artigo seguinte, o titular dos dados tem direito a obter do\nresponsável pelo tratamento, com periodicidade razoável, informação sobre se os dados pessoais\nque lhe dizem respeito estão ou não a ser objeto de tratamento.\n2 — Em caso afirmativo, o titular dos dados tem o direito de aceder aos seus dados pessoais\ne às informações sobre:\na) As finalidades e o fundamento jurídico do tratamento;\nb) As categorias dos dados pessoais em causa;\nc) Os desti"} | |
| {"text": "lar dos dados tem o direito de aceder aos seus dados pessoais\ne às informações sobre:\na) As finalidades e o fundamento jurídico do tratamento;\nb) As categorias dos dados pessoais em causa;\nc) Os destinatários ou as categorias de destinatários aos quais os dados pessoais foram\ntransmitidos, especialmente se se tratar de destinatários de países terceiros ou de organizações\ninternacionais;\nd) Sempre que possível, o prazo previsto de conservação dos dados pessoais ou, se não for\npossível, os critérios utilizados para fixar esse prazo;\ne) O direito de solicitar ao responsável pelo tratamento a retificação ou o apagamento dos\ndados pessoais ou a limitação do tratamento dos dados pessoais que lhe dizem respeito;\nf) O direito de apresentar queixa à autoridade de controlo e de obter os contactos dessa autoridade;\ng) A comunicação dos dados pessoais sujeitos a tratamento, bem como as informações disponíveis sobre a origem dos mesmos."} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nArtigo 16.º\nLimitações do direito de acesso\n1 — O responsável pelo tratamento pode recusar ou restringir o direito de acesso do titular\ndos dados enquanto tal limitação constituir uma medida necessária e proporcional para:\na) Evitar prejuízo para investigações, inquéritos ou processos judiciais;\nb) Evitar prejuízo para a prevenção, deteção, investigação ou repressão de infrações penais\nou para a execução de sanções penais;\nc) Proteger a segurança pública;\nd) Proteger a segurança nacional; ou\ne) Proteger os direitos, liberdades e garantias de terceiros.\n2 — Nos casos previstos no número anterior, o responsável pelo tratamento informa o titular dos dados, por escrito e sem demora injustificada, dos motivos da recusa ou da limitação\ndo acesso.\n3 — A informação a que se refere o número anterior pode ser omitida apenas na medida em\nque a sua prestação possa prejudicar uma das finalidades enunciadas no n.º 1.\n4 — Nos casos previstos no número anterior, o responsável pelo tratamento informa o titular\ndos dados do direito que lhe assiste de apresentar um pedido de verificação à autoridade de controlo nos termos do artigo 18.º, ou d"} | |
| {"text": "no número anterior, o responsável pelo tratamento informa o titular\ndos dados do direito que lhe assiste de apresentar um pedido de verificação à autoridade de controlo nos termos do artigo 18.º, ou de intentar a competente ação judicial.\n5 — O responsável pelo tratamento disponibiliza à autoridade de controlo informação sobre\nos motivos de facto e de direito que fundamentam a decisão de recusa ou de limitação do direito\nde acesso, bem como da omissão de informação ao titular dos dados.\nArtigo 17.º\nDireito de retificação ou apagamento dos dados pessoais e de limitação do tratamento\n1 — O titular dos dados tem o direito de obter do responsável pelo tratamento, sem demora\ninjustificada, a retificação dos dados pessoais inexatos que lhe digam respeito, bem como o direito\na que os seus dados pessoais incompletos sejam completados, nomeadamente por meio de declaração adicional.\n2 — O titular dos dados tem o direito de obter do responsável pelo tratamento, sem demora\ninjustificada, o apagamento dos dados pessoais que lhe digam respeito nos casos em que o\ntratamento não respeite o disposto nos artigos 4.º a 7.º ou nos casos em que o apagamento\nseja exigido para dar cumprimento a uma obrig"} | |
| {"text": "nto dos dados pessoais que lhe digam respeito nos casos em que o\ntratamento não respeite o disposto nos artigos 4.º a 7.º ou nos casos em que o apagamento\nseja exigido para dar cumprimento a uma obrigação legal a que o responsável pelo tratamento\nesteja sujeito.\n3 — Em vez de proceder ao apagamento, o responsável pelo tratamento limita o tratamento,\nno caso de:\na) O titular dos dados contestar a exatidão dos dados pessoais e a sua exatidão ou inexatidão\nnão puder ser apurada;\nb) Os dados pessoais deverem ser conservados para efeitos de prova.\n4 — Nos casos previstos na alínea a) do número anterior, o responsável pelo tratamento informa o titular dos dados antes de pôr termo à limitação do tratamento.\n5 — A limitação do tratamento implica que os dados só possam ser tratados para as finalidades que impediram o seu apagamento, devendo o responsável pelo tratamento adotar as medidas\ntécnicas e organizativas adequadas para assegurar que a limitação é respeitada.\n6 — O titular dos dados é informado, por escrito, da decisão de recusa do pedido de retificação\nou de apagamento ou da limitação do tratamento e dos respetivos fundamentos."} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\n7 — A informação a que se refere o número anterior pode ser omitida ou limitada pelo responsável pelo tratamento na medida em que tal omissão ou limitação constitua uma medida necessária\ne proporcional para:\na) Evitar prejuízo para investigações, inquéritos, ou processos judiciais;\nb) Evitar prejuízo para a prevenção, deteção, investigação ou repressão de infrações penais\nou a execução de sanções penais;\nc) Proteger a segurança pública;\nd) Proteger a segurança nacional; ou\ne) Proteger os direitos e as liberdades de terceiros.\n8 — Nos casos previstos no número anterior, o responsável pelo tratamento informa o titular\ndos dados do direito de apresentar um pedido de verificação à autoridade de controlo nos termos\ndo artigo 18.º, ou de intentar a competente ação judicial.\n9 — A retificação dos dados pessoais é comunicada à autoridade competente de origem dos\ndados inexatos.\n10 — Em caso de transmissão de dados, o responsável pelo tratamento informa os destinatários da retificação ou do apagamento ou da limitação do tratamento, devendo estes retificar ou\napagar os dados ou limitar o tratamento em conformidade com essa informação"} | |
| {"text": "ratamento informa os destinatários da retificação ou do apagamento ou da limitação do tratamento, devendo estes retificar ou\napagar os dados ou limitar o tratamento em conformidade com essa informação.\nArtigo 18.º\nExercício dos direitos do titular dos dados e verificação pela autoridade de controlo\n1 — Em caso de recusa de informação, acesso, retificação, apagamento ou limitação de tratamento com fundamento no disposto no n.º 3 do artigo 14.º, no n.º 1 do artigo 16.º ou no n.º 7 do\nartigo anterior, o titular dos dados pode solicitar à autoridade de controlo que verifique a licitude\ndo tratamento.\n2 — O responsável pelo tratamento informa o titular dos dados do direito que lhe assiste nos\ntermos do número anterior.\n3 — Nos casos referidos no n.º 1, a autoridade de controlo informa o titular dos dados de que\nprocedeu a todas as verificações necessárias ou a um reexame do tratamento e do direito que lhe\nassiste de intentar a competente ação judicial.\nArtigo 19.º\nDireitos do titular dos dados em casos especiais\nOs direitos de informação, de acesso, de retificação, de apagamento e de limitação do tratamento de dados pessoais constantes de um processo penal, de uma decisão judicial ou do"} | |
| {"text": "dos em casos especiais\nOs direitos de informação, de acesso, de retificação, de apagamento e de limitação do tratamento de dados pessoais constantes de um processo penal, de uma decisão judicial ou do registo criminal são exercidos nos termos da lei processual penal e da demais legislação aplicável.\nCAPÍTULO IV\nResponsável pelo tratamento e subcontratante\nArtigo 20.º\nObrigações do responsável pelo tratamento\n1 — O responsável pelo tratamento, tendo em conta a natureza, o âmbito, o contexto e as\nfinalidades do tratamento dos dados, bem como os riscos para os direitos, liberdades e garantias\ndas pessoas, adota as medidas técnicas e organizativas adequadas para assegurar e poder comprovar que o tratamento é realizado em conformidade com a presente lei.\n2 — As medidas adotadas nos termos do número anterior são regularmente avaliadas e\natualizadas."} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nArtigo 21.º\nRequisitos mínimos da proteção de dados\n1 — O responsável pelo tratamento adota as medidas técnicas e organizativas que assegurem de forma eficaz o respeito pelos princípios da proteção de dados, bem como as garantias\nnecessárias para satisfazer os requisitos estabelecidos na presente lei e para proteger os direitos\ndos titulares dos dados.\n2 — O responsável pelo tratamento aplica as medidas técnicas e organizativas adequadas\nque assegurem que apenas são tratados os dados pessoais necessários para cada finalidade\nespecífica do tratamento.\n3 — Para os efeitos do número anterior, o responsável pelo tratamento avalia o volume de\ndados pessoais recolhidos, a extensão do tratamento, o prazo de conservação e a acessibilidade,\ndevendo assegurar que, por defeito, os dados pessoais não são disponibilizados a um número\nindeterminado de pessoas sem o consentimento do respetivo titular dos dados.\n4 — As medidas referidas no n.º 1 são asseguradas tanto nos momentos da conceção, do\ndesenvolvimento e da aplicação dos meios de tratamento como no momento do próprio tratamento,\nde modo a permitir, designadamente, a pseudonimizaçã"} | |
| {"text": " 1 são asseguradas tanto nos momentos da conceção, do\ndesenvolvimento e da aplicação dos meios de tratamento como no momento do próprio tratamento,\nde modo a permitir, designadamente, a pseudonimização e a minimização dos dados.\nArtigo 22.º\nResponsáveis conjuntos pelo tratamento\n1 — Para os efeitos da presente lei, quando dois ou mais responsáveis pelo tratamento de\ndados determinam conjuntamente as finalidades e os meios do tratamento, ambos são responsáveis conjuntos pelo tratamento.\n2 — Os responsáveis conjuntos determinam as respetivas responsabilidades por mútuo acordo,\nde forma transparente e devidamente documentada a fim de garantir o cumprimento da presente\nlei, nomeadamente no que diz respeito ao exercício dos direitos do titular dos dados e aos deveres\nde facultar a informação a que se refere o artigo 14.º, salvo nos casos em que a responsabilidade\nseja determinada por lei.\n3 — O acordo previsto no número anterior identifica qual dos responsáveis é o ponto de contacto dos titulares dos dados para o exercício dos seus direitos, sem prejuízo de a pretensão poder\nser dirigida a qualquer deles.\nArtigo 23.º\nTratamento dos dados por subcontratante\n1 — O responsável pelo tratame"} | |
| {"text": "ulares dos dados para o exercício dos seus direitos, sem prejuízo de a pretensão poder\nser dirigida a qualquer deles.\nArtigo 23.º\nTratamento dos dados por subcontratante\n1 — O responsável pelo tratamento pode recorrer a subcontratantes que apresentem garantias\nsuficientes de adoção de medidas técnicas e organizativas adequadas de modo a que o tratamento\nsatisfaça os requisitos estabelecidos na presente lei e assegure a proteção dos direitos do titular\ndos dados.\n2 — O subcontratante não pode recorrer a outro subcontratante sem a autorização prévia\nespecífica ou geral, por escrito, do responsável pelo tratamento, com exceção dos casos em que\na subcontratação esteja prevista na lei.\n3 — Em caso de autorização geral, o subcontratante informa o responsável pelo tratamento\nde todas as alterações pretendidas quanto à contratação de outros subcontratantes, podendo o\nresponsável pelo tratamento opor -se a essas alterações.\n4 — O tratamento de dados em subcontratação é regulado por contrato escrito ou por lei que\nestabeleça o objeto, a duração, a natureza e a finalidade do tratamento, o tipo de dados pessoais e\nas categorias de titulares de dados a tratar, bem como as obrigações e os direit"} | |
| {"text": "rito ou por lei que\nestabeleça o objeto, a duração, a natureza e a finalidade do tratamento, o tipo de dados pessoais e\nas categorias de titulares de dados a tratar, bem como as obrigações e os direitos do responsável\npelo tratamento.\n5 — O contrato ou a lei referidos no número anterior preveem, designadamente, que o subcontratante:"} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\na) Só aja de acordo com as instruções do responsável pelo tratamento;\nb) Assegure que as pessoas autorizadas a tratar os dados pessoais assumem um compromisso\nde confidencialidade ou se encontram sujeitas a obrigações legais de confidencialidade;\nc) Preste assistência ao responsável pelo tratamento por todos os meios adequados de modo\na assegurar o cumprimento das disposições relativas aos direitos do titular dos dados;\nd) Após concluir os serviços de tratamento, apague de forma definitiva ou devolva os dados ao\nresponsável pelo tratamento, consoante a escolha deste, e apague as cópias existentes, a menos\nque a sua conservação seja exigida por lei;\ne) Disponibilize ao responsável pelo tratamento as informações necessárias para demonstrar\no cumprimento do disposto no presente artigo;\nf) Respeite as condições referidas nos n.os 2 e 3 no que respeita à contratação de outro subcontratante;\ng) Adote as medidas técnicas e organizativas adequadas que assegurem a proteção dos dados pessoais, em conformidade com o exigido na presente lei, devendo considerar o princípio da\nproteção de dados desde a conceção e por defeito.\nArtigo 24.º"} | |
| {"text": "as adequadas que assegurem a proteção dos dados pessoais, em conformidade com o exigido na presente lei, devendo considerar o princípio da\nproteção de dados desde a conceção e por defeito.\nArtigo 24.º\nTratamento sob a autoridade do responsável pelo tratamento ou do subcontratante\nO subcontratante, bem como qualquer pessoa que, agindo sob a autoridade deste ou do responsável pelo tratamento, tenha acesso a dados pessoais, não pode efetuar o respetivo tratamento\nsem instruções do responsável pelo tratamento.\nArtigo 25.º\nDever de sigilo\nOs responsáveis pelo tratamento, os subcontratantes, bem como qualquer outra pessoa que,\nno exercício das suas funções, tenha acesso aos dados pessoais, ficam obrigados a sigilo profissional, mesmo após o termo das suas funções.\nArtigo 26.º\nRegistos das atividades de tratamento\n1 — O responsável pelo tratamento conserva um registo de todas as categorias de atividades\nde tratamento sob a sua responsabilidade.\n2 — O registo deve conter:\na) O nome e os contactos do responsável pelo tratamento e, se for o caso, dos responsáveis\nconjuntos pelo tratamento e do encarregado da proteção de dados;\nb) As finalidades do tratamento;\nc) As categorias de destinatário"} | |
| {"text": "tos do responsável pelo tratamento e, se for o caso, dos responsáveis\nconjuntos pelo tratamento e do encarregado da proteção de dados;\nb) As finalidades do tratamento;\nc) As categorias de destinatários aos quais os dados pessoais são divulgados ou facultados,\nincluindo os destinatários estabelecidos em países terceiros ou organizações internacionais;\nd) A descrição das categorias de titulares de dados e das categorias de dados pessoais;\ne) A utilização da definição de perfis, se for caso disso;\nf) As categorias de transferências de dados pessoais para um país terceiro ou para uma organização internacional, se for caso disso;\ng) A indicação do fundamento jurídico do tratamento, incluindo das transferências, a que os\ndados pessoais se destinam;\nh) Se possível, os prazos de conservação das diferentes categorias de dados pessoais ou os\nprocedimentos previstos para revisão periódica da necessidade de conservação;\ni) Uma descrição geral das medidas técnicas e organizativas em matéria de segurança referidas no artigo 31.º;"} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nj) Os pedidos apresentados pelos titulares dos dados e a respetiva tramitação, bem como as\ndecisões do responsável pelo tratamento com a correspondente fundamentação.\n3 — O subcontratante conserva um registo de todas as categorias de atividades de tratamento\nrealizadas em nome do responsável pelo tratamento, do qual constam:\na) O nome e os contactos do subcontratante ou subcontratantes, de cada responsável pelo\ntratamento em nome do qual atua o subcontratante e do encarregado da proteção de dados, se\nfor caso disso;\nb) As categorias de tratamentos de dados efetuados em nome de cada responsável pelo\ntratamento;\nc) Se for caso disso, as transferências de dados pessoais para um país terceiro ou para uma\norganização internacional e as instruções do responsável pelo tratamento para as transferências,\nincluindo a identificação desse país terceiro ou dessa organização internacional;\nd) Uma descrição geral das medidas técnicas e organizativas em matéria de segurança referidas no artigo 31.º\n4 — Os registos a que se referem os números anteriores são conservados por escrito e em\nsuporte duradouro, designadamente em formato eletrónico"} | |
| {"text": "zativas em matéria de segurança referidas no artigo 31.º\n4 — Os registos a que se referem os números anteriores são conservados por escrito e em\nsuporte duradouro, designadamente em formato eletrónico.\n5 — O responsável pelo tratamento e o subcontratante facultam os registos previstos nos\nnúmeros anteriores à autoridade de controlo, a pedido desta.\nArtigo 27.º\nRegisto cronológico\n1 — O responsável pelo tratamento e o subcontratante conservam em sistemas de tratamento\nautomatizado registos cronológicos das seguintes operações de tratamento:\na) Recolha;\nb) Alteração;\nc) Consulta;\nd) Divulgação, incluindo transferências;\ne) Interconexão;\nf) Apagamento; e\ng) Limitação do tratamento, incluindo as datas de início e de cessação da limitação.\n2 — Os registos cronológicos das operações de consulta e de divulgação devem permitir\ndeterminar o motivo, a data e a hora dessas operações, a identificação da pessoa que consultou\nou divulgou dados pessoais e, sempre que possível, a identidade dos destinatários desses dados\npessoais.\n3 — Os registos cronológicos são utilizados exclusivamente para efeitos de verificação da\nlicitude do tratamento, autocontrolo, exercício do poder disciplinar e garantia"} | |
| {"text": "atários desses dados\npessoais.\n3 — Os registos cronológicos são utilizados exclusivamente para efeitos de verificação da\nlicitude do tratamento, autocontrolo, exercício do poder disciplinar e garantia da integridade e segurança dos dados pessoais, bem como no âmbito e para efeitos de processo penal.\n4 — O responsável pelo tratamento e o subcontratante disponibilizam os registos cronológicos\nà autoridade de controlo, a pedido desta.\n5 — As leis específicas reguladoras das operações de tratamento dos dados para as finalidades previstas no artigo 1.º definem os períodos de conservação aplicáveis aos registos\ncronológicos.\n6 — O responsável pelo tratamento e o subcontratante adotam medidas técnicas que garantam\na integridade dos registos cronológicos."} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nArtigo 28.º\nDever de colaboração\nO responsável pelo tratamento e o subcontratante colaboram plenamente com a autoridade\nde controlo no exercício das suas atribuições.\nArtigo 29.º\nAvaliação de impacto\n1 — No caso de um certo tipo de tratamento ser suscetível de representar um elevado risco\npara os direitos, liberdades e garantias das pessoas, o responsável pelo mesmo deve efetuar uma\navaliação do impacto das operações que o compõem antes de lhe dar início.\n2 — Tendo em conta os direitos, liberdades e garantias das pessoas, a avaliação do impacto\ninclui:\na) Uma descrição geral das operações de tratamento previstas;\nb) Uma avaliação dos riscos para os direitos, liberdades e garantias dos titulares dos dados;\nc) As medidas previstas para fazer face aos riscos mencionados na alínea anterior;\nd) As garantias, as medidas de segurança e os mecanismos para assegurar a proteção dos\ndados pessoais e demonstrar a conformidade do tratamento com a presente lei.\nArtigo 30.º\nConsulta prévia da autoridade de controlo\n1 — O responsável pelo tratamento ou o subcontratante consultam a autoridade de controlo\nantes de proceder ao tratamento de d"} | |
| {"text": " com a presente lei.\nArtigo 30.º\nConsulta prévia da autoridade de controlo\n1 — O responsável pelo tratamento ou o subcontratante consultam a autoridade de controlo\nantes de proceder ao tratamento de dados pessoais a integrar em ficheiro a criar nos casos em que:\na) A avaliação de impacto prevista no artigo anterior indique que o tratamento resultaria num\nelevado risco, na ausência de medidas adequadas para atenuar esse risco; ou\nb) O tipo de tratamento envolva um elevado risco para os direitos, liberdades e garantias dos\ntitulares dos dados, designadamente se utilizar novas tecnologias.\n2 — A autoridade de controlo é consultada durante a elaboração de instrumentos jurídicos\nem preparação na União Europeia ou em instituições internacionais e durante a elaboração de\nacordos bilaterais ou multilaterais a celebrar entre o Estado Português e outros Estados, bem\ncomo de propostas legislativas e regulamentares referentes ao tratamento de dados pessoais,\npodendo, igualmente, emitir pareceres, por iniciativa própria, sobre qualquer questão relacionada\ncom a proteção de dados pessoais.\n3 — A autoridade de controlo pode elaborar e publicitar uma lista das operações de tratamento\nsujeitas a co"} | |
| {"text": "por iniciativa própria, sobre qualquer questão relacionada\ncom a proteção de dados pessoais.\n3 — A autoridade de controlo pode elaborar e publicitar uma lista das operações de tratamento\nsujeitas a consulta prévia nos termos do n.º 1.\n4 — O responsável pelo tratamento fornece à autoridade de controlo a avaliação de impacto\nprevista no artigo anterior e, quando solicitado, qualquer outra informação que lhe permita avaliar\na conformidade do tratamento com a presente lei, os riscos para a proteção dos dados pessoais\ne as respetivas garantias.\n5 — Caso considere que o tratamento previsto no n.º 1 viola o disposto na presente lei, especialmente se o responsável pelo tratamento não tiver identificado ou atenuado de forma suficiente\nos riscos, a autoridade de controlo dá orientações por escrito ao responsável pelo tratamento ou ao\nsubcontratante no prazo de seis semanas a contar da receção do pedido de consulta, sem prejuízo\nde poder adotar outras medidas da sua competência.\n6 — O prazo previsto no número anterior pode ser prorrogado por um mês, tendo em conta a\ncomplexidade do tratamento em causa, devendo a autoridade de controlo informar o responsável\npelo tratamento ou o subcontratante"} | |
| {"text": "sto no número anterior pode ser prorrogado por um mês, tendo em conta a\ncomplexidade do tratamento em causa, devendo a autoridade de controlo informar o responsável\npelo tratamento ou o subcontratante dessa prorrogação e dos respetivos fundamentos."} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nArtigo 31.º\nSegurança do tratamento\n1 — O responsável pelo tratamento e o subcontratante adotam as medidas técnicas e organizativas apropriadas a fim de assegurarem um nível de segurança adequado ao risco, em particular\nno que diz respeito ao tratamento das categorias especiais de dados pessoais referidos no artigo 6.º\n2 — No que respeita ao tratamento automatizado de dados, o responsável pelo tratamento ou\no subcontratante, tendo em conta a avaliação dos riscos, devem aplicar medidas que:\na) Impeçam o acesso de pessoas não autorizadas ao equipamento utilizado para o tratamento\n(controlo de acesso ao equipamento);\nb) Impeçam que os suportes de dados sejam lidos, copiados, alterados ou retirados sem autorização (controlo dos suportes de dados);\nc) Impeçam a introdução não autorizada de dados pessoais, bem como qualquer operação\nnão autorizada relativamente a dados pessoais conservados (controlo da conservação);\nd) Impeçam que os sistemas de tratamento automatizado sejam utilizados por pessoas não\nautorizadas por meio de equipamento de comunicação de dados (controlo dos utilizadores);\ne) Assegurem que as pessoas autorizadas a"} | |
| {"text": " sistemas de tratamento automatizado sejam utilizados por pessoas não\nautorizadas por meio de equipamento de comunicação de dados (controlo dos utilizadores);\ne) Assegurem que as pessoas autorizadas a utilizar um sistema de tratamento automatizado\nsó tenham acesso aos dados pessoais abrangidos pela sua autorização de acesso (controlo do\nacesso aos dados);\nf) Assegurem que possa ser verificado e determinado a que organismos os dados pessoais\nforam ou podem ser transmitidos ou facultados utilizando equipamento de comunicação de dados\n(controlo da comunicação);\ng) Assegurem que possa ser verificado e determinado a posteriori quais os dados pessoais\nintroduzidos nos sistemas de tratamento automatizado, quando e por quem foram introduzidos\n(controlo da introdução);\nh) Impeçam que, durante as transferências de dados pessoais ou o transporte de suportes de\ndados, os dados pessoais possam ser lidos, copiados, alterados ou suprimidos sem autorização\n(controlo do transporte);\ni) Assegurem que os sistemas utilizados possam ser restaurados em caso de interrupção\n(recuperação);\nj) Assegurem que as funções do sistema funcionam, que os erros de funcionamento sejam\nassinalados (fiabilidade) e que "} | |
| {"text": " sistemas utilizados possam ser restaurados em caso de interrupção\n(recuperação);\nj) Assegurem que as funções do sistema funcionam, que os erros de funcionamento sejam\nassinalados (fiabilidade) e que os dados pessoais conservados não possam ser falseados por\nfuncionamento defeituoso do sistema (integridade).\n3 — O disposto no número anterior é aplicável, com as devidas adaptações, ao tratamento\nmanual de dados contidos ou destinados a um ficheiro estruturado.\nArtigo 32.º\nNotificação de uma violação de dados pessoais à autoridade de controlo\n1 — Caso se verifique uma violação de dados pessoais, o responsável pelo tratamento notifica\na autoridade de controlo no prazo de 72 horas após ter conhecimento da situação, a menos que\na violação não seja suscetível de resultar num risco para os direitos, liberdades e garantias das\npessoas singulares.\n2 — Nos casos em que não seja possível efetuar a notificação no prazo de 72 horas, o responsável pelo tratamento deve indicar os motivos do atraso.\n3 — A notificação a que se refere o n.º 1 é confidencial e deve, no mínimo:\na) Descrever a natureza da violação de dados pessoais, incluindo, se possível e adequado,\nas categorias e o número aproximado"} | |
| {"text": " — A notificação a que se refere o n.º 1 é confidencial e deve, no mínimo:\na) Descrever a natureza da violação de dados pessoais, incluindo, se possível e adequado,\nas categorias e o número aproximado de titulares dos dados afetados e as categorias e o número\naproximado de registos de dados pessoais em causa;\nb) Comunicar o nome e os contactos do encarregado da proteção de dados ou de outro ponto\nde contacto, para efeitos de prestação de informações adicionais;"} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nc) Descrever as consequências prováveis da violação de dados pessoais;\nd) Descrever as medidas adotadas ou propostas pelo responsável pelo tratamento para reparar\na violação de dados pessoais, nomeadamente, se for caso disso, para atenuar os seus eventuais\nefeitos negativos.\n4 — Nos casos em que não seja possível serem prestadas em simultâneo, as informações\nreferidas no número anterior podem ser fornecidas posteriormente à notificação, sem demora\ninjustificada.\n5 — O responsável pelo tratamento documenta qualquer violação de dados pessoais, incluindo\nos factos com ela relacionados, os seus efeitos e as medidas de reparação adotadas, de modo a\npermitir à autoridade de controlo verificar o cumprimento do disposto no presente artigo.\n6 — Caso a violação de dados envolva dados pessoais que tenham sido transmitidos pelo ou\nao responsável pelo tratamento de outro Estado -Membro, as informações referidas no n.º 3 são -lhe\ncomunicadas, sem demora injustificada.\n7 — Nos casos de subcontratação, o subcontratante notifica o responsável pelo tratamento de\nqualquer violação de dados pessoais de que tenha conhecimento, sem demora injust"} | |
| {"text": ", sem demora injustificada.\n7 — Nos casos de subcontratação, o subcontratante notifica o responsável pelo tratamento de\nqualquer violação de dados pessoais de que tenha conhecimento, sem demora injustificada.\n8 — A notificação prevista nos números anteriores não prejudica a comunicação de incidentes\nàs autoridades competentes.\nArtigo 33.º\nComunicação de uma violação de dados pessoais ao titular dos dados\n1 — Caso se verifique uma violação de dados pessoais suscetível de resultar num elevado\nrisco para os direitos, liberdades e garantias do titular dos dados, o responsável pelo tratamento\ncomunica -lhe a violação, sem demora injustificada.\n2 — A comunicação ao titular dos dados descreve, numa linguagem clara e simples, a natureza\nda violação dos dados pessoais e inclui as informações e as medidas referidas nas alíneas b), c)\ne d) do n.º 3 do artigo anterior.\n3 — A comunicação é dispensada nos casos em que:\na) O responsável pelo tratamento tiver adotado medidas de proteção adequadas, tanto tecnológicas como organizativas, e estas tiverem sido aplicadas aos dados afetados pela violação de\ndados pessoais, designadamente a cifragem;\nb) O responsável pelo tratamento tiver tomado medidas "} | |
| {"text": "to tecnológicas como organizativas, e estas tiverem sido aplicadas aos dados afetados pela violação de\ndados pessoais, designadamente a cifragem;\nb) O responsável pelo tratamento tiver tomado medidas subsequentes que assegurem que a\nconcretização do elevado risco referido no n.º 1 deixou de ser provável; ou\nc) Implicar um esforço desproporcionado, devendo, neste caso, o responsável pelo tratamento\ninformar os titulares dos dados de outra forma igualmente eficaz, nomeadamente através de comunicação pública.\n4 — Se o responsável pelo tratamento não tiver comunicado a violação de dados pessoais\nao titular dos dados, a autoridade de controlo, caso considere que da violação de dados pessoais\nresulta um elevado risco para os seus direitos, liberdades e garantias, pode exigir ao responsável\nque proceda a essa comunicação ou dispensá -la pelos motivos indicados no número anterior.\n5 — A comunicação prevista no n.º 1 pode ser adiada, limitada ou omitida sob reserva das\ncondições e pelos motivos enunciados no n.º 5 do artigo 13.º\nArtigo 34.º\nDesignação do encarregado da proteção de dados\n1 — O responsável pelo tratamento designa um encarregado de proteção de dados para o\nassistir no controlo"} | |
| {"text": " enunciados no n.º 5 do artigo 13.º\nArtigo 34.º\nDesignação do encarregado da proteção de dados\n1 — O responsável pelo tratamento designa um encarregado de proteção de dados para o\nassistir no controlo do cumprimento das obrigações decorrentes da presente lei, incluindo no tratamento dos dados efetuado por sua conta pelo subcontratante.\n2 — A obrigação prevista no número anterior não se aplica aos tribunais nem ao Ministério\nPúblico, no exercício das suas competências processuais."} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\n3 — O encarregado da proteção de dados é designado com base nas suas qualidades profissionais, em especial nos seus conhecimentos especializados no domínio da legislação e das\npráticas de proteção de dados e na sua capacidade para desempenhar as funções referidas no\nartigo seguinte.\n4 — Pode ser designado um único encarregado da proteção de dados para várias autoridades\ncompetentes, tendo em conta a sua dimensão e estrutura organizativa.\n5 — Sem prejuízo do disposto na alínea b) do n.º 1 do artigo 14.º, o responsável pelo tratamento\ncomunica à autoridade de controlo os contactos do encarregado da proteção de dados.\nArtigo 35.º\nFunções do encarregado da proteção de dados\nAo encarregado da proteção de dados compete, designadamente:\na) Informar e aconselhar o responsável pelo tratamento e os trabalhadores que efetuam o\ntratamento quanto às obrigações que lhes incumbem por força da presente lei e de outras disposições legais relativas à proteção de dados pessoais;\nb) Fiscalizar o cumprimento da presente lei e de outras disposições legais sobre proteção de\ndados pessoais, bem como das orientações do responsável pelo tratamento e"} | |
| {"text": "vas à proteção de dados pessoais;\nb) Fiscalizar o cumprimento da presente lei e de outras disposições legais sobre proteção de\ndados pessoais, bem como das orientações do responsável pelo tratamento em matéria de proteção\nde dados pessoais, incluindo a repartição de responsabilidades, a sensibilização e a formação do\npessoal envolvido nas operações de tratamento e as auditorias correspondentes;\nc) Prestar aconselhamento, quando solicitado, no que respeita à avaliação de impacto e controlar a sua realização, nos termos do artigo 29.º;\nd) Cooperar com a autoridade de controlo;\ne) Ser ponto de contacto e apoiar a autoridade de controlo nos assuntos relacionados com o\ntratamento de dados, incluindo a consulta prévia a que se refere o artigo 29.º\nArtigo 36.º\nExercício de funções pelo encarregado da proteção de dados\n1 — O responsável pelo tratamento assegura que o encarregado da proteção de dados é envolvido, de forma adequada e em tempo útil, em todas as questões relacionadas com a proteção\nde dados pessoais.\n2 — O responsável pelo tratamento apoia o encarregado da proteção de dados no desempenho\ndas suas funções, concedendo -lhe acesso aos dados pessoais e às operações de tratamento, "} | |
| {"text": "o\nde dados pessoais.\n2 — O responsável pelo tratamento apoia o encarregado da proteção de dados no desempenho\ndas suas funções, concedendo -lhe acesso aos dados pessoais e às operações de tratamento, e\nfornecendo -lhe os recursos necessários para esse efeito e para a atualização dos seus conhecimentos.\n3 — O responsável pelo tratamento e o subcontratante asseguram que o encarregado da\nproteção de dados não recebe instruções relativamente ao exercício das suas funções e que não\npode ser destituído nem penalizado pelo facto de as exercer.\n4 — O encarregado da proteção de dados não está impedido de exercer outras funções,\ndesde que o responsável pelo tratamento ou o subcontratante assegurem que do seu exercício\nnão resulta um conflito de interesses.\nCAPÍTULO V\nTransferências de dados pessoais para países terceiros\nou para organizações internacionais\nArtigo 37.º\nPrincípios gerais aplicáveis às transferências de dados pessoais\n1 — Sem prejuízo de outras condições exigidas na lei, as autoridades competentes só podem\ntransferir dados pessoais para um país terceiro ou para uma organização internacional, inclusi-"} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nvamente dados que se destinem a transferências ulteriores para outro país terceiro ou para outra\norganização internacional, se:\na) A transferência for necessária para a prossecução das finalidades previstas no artigo 1.º;\nb) Os dados pessoais forem transferidos para um responsável pelo tratamento no país terceiro\nou na organização internacional com competência para os efeitos previstos no artigo 1.º, sem prejuízo do disposto no artigo 41.º;\nc) No caso de os dados pessoais terem sido transmitidos ou disponibilizados por outro Estado-\n-Membro, esse Estado tiver dado o seu consentimento prévio à transferência, sem prejuízo do\ndisposto no número seguinte;\nd) Tiver sido adotada uma decisão de adequação, nos termos do disposto no artigo 38.º, ou\ntiverem sido apresentadas garantias adequadas, nos termos do artigo 39.º, ou forem aplicáveis as\nderrogações previstas no artigo 40.º;\ne) No caso de uma transferência ulterior para um país terceiro ou para uma organização internacional, a autoridade competente que realizou a transferência inicial ou outra autoridade competente do mesmo Estado -Membro autorizar a transferência ulterior, ap"} | |
| {"text": "rceiro ou para uma organização internacional, a autoridade competente que realizou a transferência inicial ou outra autoridade competente do mesmo Estado -Membro autorizar a transferência ulterior, após ter em conta todos os\nfatores pertinentes, nomeadamente a gravidade da infração penal, a finalidade para que os dados\npessoais foram inicialmente transferidos e o nível de proteção no país terceiro ou na organização\ninternacional para os quais os dados pessoais forem ulteriormente transferidos; e\nf) A transferência não comprometer o nível de proteção das pessoas assegurado pela presente lei.\n2 — As transferências sem o consentimento prévio a que alude a alínea c) do número anterior\napenas são permitidas se forem necessárias para prevenir uma ameaça imediata e grave à segurança pública de um Estado -Membro ou de um país terceiro, ou aos interesses essenciais de um\nEstado -Membro, e o consentimento prévio não puder ser obtido em tempo útil.\n3 — No caso previsto no número anterior, a autoridade responsável por dar o consentimento\né informada sem demora.\nArtigo 38.º\nTransferências com base numa decisão de adequação\n1 — A transferência de dados pessoais para um país terceiro ou para uma "} | |
| {"text": "idade responsável por dar o consentimento\né informada sem demora.\nArtigo 38.º\nTransferências com base numa decisão de adequação\n1 — A transferência de dados pessoais para um país terceiro ou para uma organização internacional pode ser efetuada com base numa decisão de adequação da Comissão Europeia que\ndetermine que o país terceiro, território ou um ou mais setores específicos desse país terceiro, ou\na organização internacional em causa, asseguram um nível de proteção adequado.\n2 — A transferência de dados pessoais com base numa decisão de adequação dispensa uma\nautorização específica.\n3 — Os atos da Comissão Europeia que revoguem, alterem ou suspendam a decisão de\nadequação não prejudicam as transferências de dados pessoais para o país terceiro, território ou\nsetor específico do país terceiro, ou para a organização internacional em causa, efetuadas nos\ntermos dos artigos 39.º e 40.º\nArtigo 39.º\nTransferências sujeitas a garantias adequadas\n1 — Na falta de decisão de adequação, ou nos casos de revogação ou suspensão de decisões de adequação, os dados pessoais podem ser transferidos para um país terceiro ou para uma\norganização internacional se:\na) Tiverem sido apresentadas garantia"} | |
| {"text": "casos de revogação ou suspensão de decisões de adequação, os dados pessoais podem ser transferidos para um país terceiro ou para uma\norganização internacional se:\na) Tiverem sido apresentadas garantias adequadas no que diz respeito à proteção de dados\npessoais mediante um instrumento juridicamente vinculativo; ou"} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nb) O responsável pelo tratamento tiver avaliado todas as circunstâncias inerentes à transferência de dados pessoais e concluído que existem garantias adequadas no que diz respeito à\nproteção desses dados.\n2 — O responsável pelo tratamento informa a autoridade de controlo sobre as categorias de\ntransferências abrangidas pela alínea b) do número anterior.\n3 — As transferências baseadas na alínea b) do n.º 1 são documentadas, devendo o responsável pelo tratamento disponibilizar à autoridade de controlo, a pedido desta, toda a documentação\npertinente, incluindo informações sobre a data e a hora da transferência, a autoridade competente\nque as recebe, a justificação da transferência e os dados pessoais transferidos.\nArtigo 40.º\nDerrogações aplicáveis em situações específicas\n1 — Na falta, revogação ou suspensão de uma decisão de adequação ou de garantias adequadas nos termos dos artigos anteriores, a transferência ou as categorias de transferências de dados\npessoais para um país terceiro ou para uma organização internacional só podem ser efetuadas se\nforem necessárias:\na) Para proteger os interesses vitais do titular dos dados o"} | |
| {"text": "e transferências de dados\npessoais para um país terceiro ou para uma organização internacional só podem ser efetuadas se\nforem necessárias:\na) Para proteger os interesses vitais do titular dos dados ou de outra pessoa;\nb) Para salvaguardar os legítimos interesses do titular dos dados;\nc) Para prevenir uma ameaça imediata e grave contra a segurança pública de um Estado-\n-Membro ou de um país terceiro;\nd) Em casos específicos, para a prossecução das finalidades estabelecidas no artigo 1.º; ou\ne) Em casos específicos, para declarar, exercer ou defender, no âmbito de um processo judicial,\num direito relacionado com as finalidades estabelecidas no artigo 1.º\n2 — Ainda que se verifiquem os fundamentos previstos na alínea d) ou na alínea e) do\nnúmero anterior, os dados pessoais não são transferidos se a autoridade competente para\nproceder à transferência considerar que os direitos, liberdades e garantias fundamentais do\ntitular dos dados em causa prevalecem sobre as finalidades que motivariam a transferência por\ninteresse público.\n3 — As transferências de dados efetuadas nos termos do n.º 1 são limitadas aos dados estritamente necessários para a finalidade prosseguida.\n4 — O responsável p"} | |
| {"text": " a transferência por\ninteresse público.\n3 — As transferências de dados efetuadas nos termos do n.º 1 são limitadas aos dados estritamente necessários para a finalidade prosseguida.\n4 — O responsável pelo tratamento documenta a informação pertinente referente às transferências realizadas ao abrigo do n.º 1, devendo disponibilizar a documentação à autoridade\nde controlo, a pedido desta, incluindo informações sobre a data e a hora da transferência, a\nautoridade competente que as recebe, a justificação da transferência e os dados pessoais\ntransferidos.\nArtigo 41.º\nTransferências de dados pessoais para destinatários estabelecidos em países terceiros\n1 — Em derrogação do disposto na alínea b) do n.º 1 do artigo 37.º e sem prejuízo de um\nacordo internacional tal como definido no número seguinte, uma autoridade pública com poderes\nde prevenção, investigação, deteção ou repressão de infrações penais ou de execução de sanções\npenais, incluindo a salvaguarda e a prevenção de ameaças à segurança pública, pode, em casos\nespecíficos, transferir dados pessoais diretamente para destinatários estabelecidos em países terceiros, desde que, respeitadas as disposições da presente lei, estejam preenchid"} | |
| {"text": "ública, pode, em casos\nespecíficos, transferir dados pessoais diretamente para destinatários estabelecidos em países terceiros, desde que, respeitadas as disposições da presente lei, estejam preenchidas as seguintes\ncondições cumulativas:\na) A transferência ser estritamente necessária a uma função desempenhada pela autoridade\ncompetente que efetua a transferência e prevista por lei, tendo em vista as finalidades indicadas\nno artigo 1.º;"} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nb) A autoridade competente que efetua a transferência considerar que os direitos, liberdades\ne garantias fundamentais do titular dos dados em causa não prevalecem sobre as finalidades que\nexigem a transferência no caso em apreço;\nc) A autoridade competente que efetua a transferência considerar que a transferência para uma\nautoridade competente para os efeitos referidos no artigo 1.º, no país terceiro, se revela ineficaz\nou desadequada, nomeadamente por não ser possível efetuá -la em tempo útil;\nd) A autoridade competente para os efeitos referidos no artigo 1.º, no país terceiro, ser informada sem demora injustificada, a menos que tal se revele ineficaz ou inadequado; e\ne) A autoridade competente que efetua a transferência informar o destinatário da finalidade ou\ndas finalidades específicas para as quais deve tratar os dados pessoais, desde que o tratamento\nseja necessário.\n2 — Para os efeitos previstos no número anterior, por acordo internacional entende -se um\nacordo internacional bilateral ou multilateral em vigor entre os Estados -Membros e países terceiros\nno domínio da cooperação judiciária em matéria penal e da cooper"} | |
| {"text": "cordo internacional entende -se um\nacordo internacional bilateral ou multilateral em vigor entre os Estados -Membros e países terceiros\nno domínio da cooperação judiciária em matéria penal e da cooperação policial.\n3 — A autoridade competente que efetuar a transferência informa a autoridade de controlo\nsobre as transferências abrangidas pelo presente artigo.\n4 — As transferências efetuadas nos termos do presente artigo devem ser documentadas pelo\nresponsável pelo tratamento.\nArtigo 42.º\nCooperação internacional no domínio da proteção de dados pessoais\nEm relação a países terceiros e a organizações internacionais, os responsáveis pelo tratamento\nadotam as medidas necessárias destinadas a:\na) Estabelecer procedimentos internacionais de cooperação que visem facilitar a aplicação\nefetiva da legislação em matéria de proteção de dados pessoais;\nb) Prestar assistência mútua no domínio da aplicação da legislação de proteção de dados\npessoais, nomeadamente através da notificação, da transmissão de queixas, da assistência na\ninvestigação e do intercâmbio de informações, sob reserva das garantias adequadas para a proteção dos dados pessoais e dos outros direitos e liberdades fundamentais;\nc) "} | |
| {"text": " de queixas, da assistência na\ninvestigação e do intercâmbio de informações, sob reserva das garantias adequadas para a proteção dos dados pessoais e dos outros direitos e liberdades fundamentais;\nc) Associar as partes interessadas aos debates e às atividades que visem promover a cooperação internacional no âmbito da aplicação da legislação relativa à proteção de dados pessoais;\nd) Promover o intercâmbio e a documentação da legislação e das práticas em matéria de\nproteção de dados pessoais, inclusivamente sobre conflitos jurisdicionais com países terceiros.\nCAPÍTULO VI\nAutoridade de controlo\nArtigo 43.º\nAutoridade de controlo\n1 — Incumbe à CNPD a garantia e fiscalização do cumprimento da presente lei.\n2 — O disposto do número anterior não se aplica ao tratamento de dados pessoais efetuado\npelos tribunais e pelo Ministério Público no exercício das suas competências processuais.\n3 — Para efeitos do n.º 1, a CNPD integra um magistrado judicial, designado pelo Conselho\nSuperior da Magistratura, e um magistrado do Ministério Público, designado pelo Conselho Superior\ndo Ministério Público.\n4 — Cabe exclusivamente aos magistrados a que se refere o número anterior, sem prejuízo\ndas competê"} | |
| {"text": "tura, e um magistrado do Ministério Público, designado pelo Conselho Superior\ndo Ministério Público.\n4 — Cabe exclusivamente aos magistrados a que se refere o número anterior, sem prejuízo\ndas competências do presidente da CNPD, o exercício das atribuições da CNPD que impliquem o\nacesso a dados objeto de tratamento ou aos registos cronológicos das operações de tratamento.\n5 — A designação dos membros da CNPD a que se refere o n.º 3 é efetuada em comissão\nde serviço."} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nArtigo 44.º\nAtribuições\n1 — No exercício das funções a que se refere o n.º 1 do artigo anterior, compete à CNPD:\na) Fiscalizar o cumprimento e fazer aplicar o disposto na presente lei;\nb) Promover a sensibilização e a compreensão do público relativamente aos riscos, às regras,\nàs garantias e aos direitos associados ao tratamento de dados pessoais;\nc) Propor e emitir parecer sobre medidas legislativas e administrativas relacionadas\ncom a proteção dos direitos e liberdades das pessoas em matéria de tratamento de dados\npessoais;\nd) Promover a sensibilização dos responsáveis pelo tratamento e dos subcontratantes para\nas obrigações que lhes incumbem nos termos da presente lei;\ne) Prestar informações aos titulares de dados, se tal lhe for solicitado, sobre o exercício dos\nseus direitos nos termos da presente lei;\nf) Tratar e decidir as queixas apresentadas pelos titulares dos dados ou por um organismo,\norganização ou associação sem fins lucrativos, nos termos dos artigos 47.º e 50.º, e investigar, na\nmedida do necessário, o conteúdo da queixa, informando o seu autor do andamento e do resultado\nda investigação num prazo razoável, "} | |
| {"text": "ins lucrativos, nos termos dos artigos 47.º e 50.º, e investigar, na\nmedida do necessário, o conteúdo da queixa, informando o seu autor do andamento e do resultado\nda investigação num prazo razoável, especialmente se forem necessárias operações de investigação ou de coordenação complementares com outra autoridade de controlo;\ng) Verificar a licitude do tratamento e, num prazo razoável, informar o titular dos dados do\nresultado da verificação, nos termos do disposto no artigo 18.º, ou dos motivos que impediram a\nsua realização;\nh) Cooperar, nomeadamente partilhando informações, e prestar assistência mútua a outras\nautoridades de controlo, tendo em vista assegurar a coerência da aplicação e da execução da\npresente lei;\ni) Conduzir investigações sobre a aplicação da presente lei, nomeadamente com base em\ninformações recebidas de outra autoridade de controlo ou de outra autoridade pública;\nj) Acompanhar os desenvolvimentos relevantes, em particular ao nível da evolução das tecnologias da informação e comunicação, na medida em que tenham incidência na proteção de dados\npessoais;\nk) Prestar aconselhamento sobre as operações de tratamento referidas no artigo 30.º;\nl) Contribuir para as at"} | |
| {"text": "nformação e comunicação, na medida em que tenham incidência na proteção de dados\npessoais;\nk) Prestar aconselhamento sobre as operações de tratamento referidas no artigo 30.º;\nl) Contribuir para as atividades do Comité criado pelo Regulamento (UE) 2016/679 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de abril de 2016, no âmbito das atribuições a que se refere\no artigo 51.º da Diretiva (UE) 2016/680 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de abril de\n2016.\n2 — A CNPD facilita a apresentação de queixas previstas na alínea f) do n.º 1, nomeadamente\ndisponibilizando formulários para preenchimento e apresentação eletrónica, sem excluir outros\nmeios de comunicação.\n3 — O exercício das atribuições da CNPD é gratuito para o titular de dados e para o encarregado da proteção de dados.\n4 — Nos casos em que o pedido do titular dos dados seja manifestamente infundado ou excessivo, designadamente devido ao seu caráter repetitivo, o responsável pelo tratamento, mediante\ndecisão fundamentada, pode:\na) Exigir o pagamento de uma taxa de montante a fixar por portaria do membro do Governo\nresponsável pela área da justiça, tendo em conta os custos administrativos associados; ou\nb) Recusar dar seguimen"} | |
| {"text": ") Exigir o pagamento de uma taxa de montante a fixar por portaria do membro do Governo\nresponsável pela área da justiça, tendo em conta os custos administrativos associados; ou\nb) Recusar dar seguimento ao pedido.\n5 — Nos casos previstos no número anterior, a decisão da CNPD deve ser devidamente fundamentada e demonstrar o caráter manifestamente infundado ou excessivo do pedido."} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nArtigo 45.º\nPoderes\n1 — No exercício das suas atribuições, a CNPD detém poderes de investigação e de correção.\n2 — Os poderes de investigação a que se refere o número anterior incluem o poder de obter do\nresponsável pelo tratamento de dados e do subcontratante autorização de acesso a todos os dados\npessoais objeto de tratamento e a todas as informações necessárias ao exercício das suas atribuições.\n3 — No exercício dos poderes de correção, a CNPD pode:\na) Advertir o responsável pelo tratamento de dados ou o subcontratante de que as operações\nde tratamento previstas são suscetíveis de violar o disposto na presente lei;\nb) Ordenar ao responsável pelo tratamento de dados ou ao subcontratante que conforme as\noperações de tratamento às disposições da presente lei, se necessário de determinada forma e\nnum prazo determinado, e, em especial, ordenar a retificação ou o apagamento dos dados pessoais\nou a limitação de tratamento nos termos do artigo 17.º;\nc) Impor uma limitação temporária ou definitiva ao tratamento.\n4 — O exercício dos poderes conferidos à autoridade de controlo nos termos dos números\nanteriores está sujeito a garant"} | |
| {"text": "s do artigo 17.º;\nc) Impor uma limitação temporária ou definitiva ao tratamento.\n4 — O exercício dos poderes conferidos à autoridade de controlo nos termos dos números\nanteriores está sujeito a garantias processuais adequadas nos termos da lei, incluindo o direito à\nação judicial e a um processo justo e equitativo.\n5 — A CNPD comunica as violações das disposições da presente lei às autoridades judiciárias\ne aos órgãos com competência disciplinar e, se adequado, pode intentar ações judiciais ou intervir\nem processos judiciais, nos termos da lei.\n6 — As comunicações de violações da presente lei ou com elas relacionadas estão sujeitas\na sigilo.\nArtigo 46.º\nRelatório de atividades\n1 — A CNPD elabora um relatório anual de atividades sobre a fiscalização da aplicação e do\ncumprimento da presente lei, o qual pode incluir uma lista dos tipos de violações notificadas e dos\ntipos de sanções aplicadas, devendo nas matérias respeitantes aos tribunais e ao Ministério Público\nser acautelada a necessária reserva.\n2 — O relatório é apresentado à Assembleia da República e enviado ao membro do Governo\nresponsável pela área da justiça, ao Conselho Superior da Magistratura, à Procuradoria -Geral da\nRe"} | |
| {"text": "ária reserva.\n2 — O relatório é apresentado à Assembleia da República e enviado ao membro do Governo\nresponsável pela área da justiça, ao Conselho Superior da Magistratura, à Procuradoria -Geral da\nRepública e aos demais organismos e entidades responsáveis pela gestão de dados, nos termos\nda Lei n.º 34/2009, de 14 de julho, na sua redação atual.\n3 — O relatório é disponibilizado ao público, à Comissão Europeia e ao Comité a que se refere\na alínea l) do n.º 1 do artigo 44.º\nCAPÍTULO VII\nMeios de tutela e responsabilidade\nArtigo 47.º\nDireito de apresentar queixa à autoridade de controlo\n1 — Sem prejuízo de outros meios de tutela legalmente previstos, o titular dos dados tem o\ndireito de apresentar queixa à autoridade de controlo, com o fundamento de que o tratamento dos\nseus dados pessoais viola disposições da presente lei.\n2 — Se a queixa não for apresentada à autoridade de controlo competente nos termos do\nn.º 1 do artigo 43.º, a autoridade de controlo a que é apresentada transmite -a, sem demora injustificada, à autoridade de controlo competente, informando o titular dos dados dessa transmissão e\nprestando -lhe, caso este o solicite, assistência complementar."} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\n3 — O titular dos dados é informado pela autoridade de controlo do andamento e do resultado\nda queixa, nomeadamente da possibilidade de intentar ação judicial nos termos do artigo seguinte.\nArtigo 48.º\nDireito de intentar ação judicial contra a autoridade de controlo\n1 — Sem prejuízo de outros meios de tutela legalmente previstos, qualquer pessoa singular ou\ncoletiva tem o direito de intentar uma ação judicial contra qualquer decisão juridicamente vinculativa\nque lhe diga respeito tomada pela autoridade de controlo.\n2 — Os titulares dos dados têm o direito de intentar ação judicial nos casos em que a autoridade de controlo não apreciar a queixa apresentada ou não informar o titular dos dados, no prazo\nde três meses, do andamento ou do resultado da queixa apresentada.\nArtigo 49.º\nDireito de intentar ação judicial contra um responsável pelo tratamento ou um subcontratante\nSem prejuízo de outros meios de tutela legalmente previstos, nomeadamente do direito de apresentar queixa à autoridade de controlo, os titulares dos dados têm o direito de intentar ação judicial\ncontra o responsável pelo tratamento ou contra o subcontratante"} | |
| {"text": "s, nomeadamente do direito de apresentar queixa à autoridade de controlo, os titulares dos dados têm o direito de intentar ação judicial\ncontra o responsável pelo tratamento ou contra o subcontratante com fundamento em violação dos\ndireitos conferidos pela presente lei.\nArtigo 50.º\nRepresentação dos titulares dos dados\nO titular dos dados tem o direito de mandatar um organismo, organização ou associação sem fins\nlucrativos, devidamente constituído nos termos da lei, cujos objetivos estatutários sejam de interesse\npúblico e cuja atividade abranja a proteção dos direitos e liberdades dos titulares de dados no que respeita\nà proteção dos seus dados pessoais, para apresentar queixa ou intentar ação judicial em seu nome,\nao abrigo dos artigos anteriores, sem prejuízo da obrigatoriedade de representação por advogado, nos\ntermos da legislação aplicável.\nArtigo 51.º\nDireito de indemnização\nQualquer pessoa que tenha sofrido danos, patrimoniais ou não patrimoniais, causados por uma\nviolação das disposições da presente lei tem direito a receber do responsável pelo tratamento ou\nde qualquer outra autoridade competente uma indemnização pelos danos sofridos, nos termos do\nregime da responsabilid"} | |
| {"text": "disposições da presente lei tem direito a receber do responsável pelo tratamento ou\nde qualquer outra autoridade competente uma indemnização pelos danos sofridos, nos termos do\nregime da responsabilidade civil extracontratual do Estado e demais entidades públicas.\nCAPÍTULO VIII\nSanções\nSECÇÃO I\nContraordenações\nArtigo 52.º\nContraordenações\n1 — Sem prejuízo do regime sancionatório estabelecido na Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto,\naplicável por incumprimento das obrigações previstas no Regulamento (UE) 2016/679 do Parlamento"} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nEuropeu e do Conselho, de 27 de abril de 2016, no âmbito de aplicação da presente lei constituem\ncontraordenações muito graves as seguintes condutas:\na) O recurso a outro subcontratante sem autorização prévia do responsável pelo tratamento\nde dados pessoais, em violação do n.º 2 do artigo 23.º;\nb) O recurso a outro subcontratante em oposição à vontade manifestada pelo responsável pelo\ntratamento de dados, ainda que exista a autorização geral a que se refere o n.º 3 do artigo 23.º;\nc) O processamento dos dados pessoais em violação ou para além das instruções do responsável pelo tratamento de dados, em incumprimento da obrigação prevista na alínea a) do n.º 5\ndo artigo 23.º;\nd) O incumprimento da obrigação de eliminação de forma definitiva ou de devolução dos dados\npessoais ao responsável, consoante a escolha deste, após a conclusão dos serviços de processamento dos dados, prevista na alínea d) do n.º 5 do artigo 23.º;\ne) O incumprimento da obrigação de conservação dos registos cronológicos previstos no n.º 1\ndo artigo 27.º;\nf) A conservação de registos cronológicos que não abranjam a totalidade das operações de\ntratamento pr"} | |
| {"text": "primento da obrigação de conservação dos registos cronológicos previstos no n.º 1\ndo artigo 27.º;\nf) A conservação de registos cronológicos que não abranjam a totalidade das operações de\ntratamento previstas no n.º 1 do artigo 27.º ou que não cumpram os requisitos previstos nos n.os 2\ne 6 do mesmo artigo;\ng) A utilização dos registos cronológicos para efeitos não previstos no n.º 3 do artigo 27.º;\nh) O incumprimento da obrigação de adoção de medidas técnicas e organizativas adequadas\nà proteção dos dados pessoais, em violação das exigências previstas nos n.os 2 e 3 do artigo 31.º\n2 — Sem prejuízo do regime sancionatório estabelecido pela Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto,\naplicável por incumprimento das obrigações previstas no Regulamento (UE) 2016/679 do Parlamento\nEuropeu e do Conselho, de 27 de abril de 2016, no âmbito de aplicação da presente lei constituem\ncontraordenações graves as seguintes condutas:\na) O incumprimento da obrigação de informar previamente o responsável pelo tratamento de\ndados das alterações à contratação de outros subcontratantes, prevista no n.º 3 do artigo 23.º;\nb) O incumprimento da obrigação de notificar o responsável pelo tratamento, sem demora\njustifica"} | |
| {"text": "ento de\ndados das alterações à contratação de outros subcontratantes, prevista no n.º 3 do artigo 23.º;\nb) O incumprimento da obrigação de notificar o responsável pelo tratamento, sem demora\njustificada, em caso de violação de dados pessoais, prevista no n.º 7 do artigo 32.º;\nc) O incumprimento da obrigação de conservar um registo de atividades ou a conservação\nde um registo de atividades que não cumpra a totalidade das exigências previstas nos n.os 3 e 4\ndo artigo 26.º\n3 — A prática das contraordenações previstas no n.º 1 é punida com coima:\na) De 5000 € a 20 000 000 € ou 4 % do volume de negócios anual, a nível mundial, conforme\no que for mais elevado, tratando -se de grande empresa;\nb) De 2000 € a 2 000 000 € ou 4 % do volume de negócios anual, a nível mundial, conforme\no que for mais elevado, tratando -se de pequena e média empresa;\nc) De 1000 € a 500 000 €, tratando -se de pessoa singular.\n4 — A prática das contraordenações previstas no n.º 2 é punida com coima:\na) De 2500 € a 10 000 000 € ou 2 % do volume de negócios anual, a nível mundial, conforme\no que for mais elevado, tratando -se de grande empresa;\nb) De 1000 € a 1 000 000 € ou 2 % do volume de negócios anual, a nível m"} | |
| {"text": "000 000 € ou 2 % do volume de negócios anual, a nível mundial, conforme\no que for mais elevado, tratando -se de grande empresa;\nb) De 1000 € a 1 000 000 € ou 2 % do volume de negócios anual, a nível mundial, conforme\no que for mais elevado, tratando -se de pequena e média empresa;\nc) De 500 € a 250 000 €, tratando -se de pessoa singular.\n5 — O disposto nos números anteriores aplica -se de igual modo às entidades públicas e\nprivadas, sem prejuízo de as entidades públicas, mediante pedido devidamente fundamentado,\npoderem solicitar à CNPD a dispensa da aplicação de coimas durante o prazo de três anos a contar\nda entrada em vigor da presente lei."} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nSECÇÃO II\nCrimes\nArtigo 53.º\nAcesso indevido aos dados\n1 — Quem, sem a devida autorização ou justificação, aceder, por qualquer modo, a dados\npessoais tratados ao abrigo da presente lei, é punido com pena de prisão até um ano ou com pena\nde multa até 120 dias.\n2 — A pena é agravada para o dobro nos seus limites quando o acesso:\na) For conseguido através de violação de regras técnicas de segurança;\nb) Tiver proporcionado ao agente ou a terceiros benefício ou vantagem patrimonial; ou\nc) Tiver prejudicado inquéritos, investigações, processos judiciais ou a execução de sanções\npenais.\nArtigo 54.º\nDesvio de dados\n1 — Quem copiar, subtrair, ceder ou transferir, a título oneroso ou gratuito, dados pessoais\ntratados ao abrigo da presente lei, sem previsão legal ou consentimento, é punido com pena de\nprisão até 2 anos ou com pena de multa até 240 dias.\n2 — A pena é agravada para o dobro nos seus limites quando a conduta:\na) For conseguida através de violação de regras técnicas de segurança;\nb) Tiver proporcionado ao agente ou a terceiros benefício ou vantagem patrimonial; ou\nc) Tiver prejudicado inquéritos, investigações, processos "} | |
| {"text": "da através de violação de regras técnicas de segurança;\nb) Tiver proporcionado ao agente ou a terceiros benefício ou vantagem patrimonial; ou\nc) Tiver prejudicado inquéritos, investigações, processos judiciais ou a execução de sanções\npenais.\nArtigo 55.º\nUtilização de dados de forma incompatível com a finalidade da recolha\nQuem utilizar dados pessoais tratados ao abrigo da presente lei de forma incompatível com\na finalidade determinante da respetiva recolha é punido com pena de prisão até 2 anos ou com\npena de multa até 240 dias.\nArtigo 56.º\nInterconexão ilegal de dados\nQuem, intencionalmente, promover ou efetuar uma interconexão ilegal de dados pessoais\ntratados ao abrigo da presente lei, é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa\naté 240 dias.\nArtigo 57.º\nViciação ou destruição de dados\n1 — Quem, sem a devida autorização ou justificação, apagar, destruir, danificar, ocultar, suprimir ou modificar dados pessoais tratados ao abrigo da presente lei, tornando -os inutilizáveis ou\nafetando o seu potencial de utilização, é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de\nmulta até 240 dias.\n2 — A pena é agravada para o dobro nos seus limites se o dano produzido for "} | |
| {"text": "záveis ou\nafetando o seu potencial de utilização, é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de\nmulta até 240 dias.\n2 — A pena é agravada para o dobro nos seus limites se o dano produzido for particularmente\ngrave."} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\n3 — Nas situações previstas nos números anteriores, se o agente atuar com negligência, é\npunido:\na) Com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias, no caso previsto no n.º 1;\nb) Com pena de prisão até 2 anos ou multa até 240 dias, no caso previsto no n.º 2.\nArtigo 58.º\nViolação do dever de sigilo\n1 — Quem, obrigado a sigilo profissional nos termos da lei, sem justa causa e sem o devido\nconsentimento, revelar ou divulgar, no todo ou em parte, dados pessoais tratados ao abrigo da\npresente lei, é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 240 dias.\n2 — A pena é agravada para o dobro nos seus limites se o agente:\na) For funcionário ou equiparado, nos termos da lei penal, advogado ou solicitador;\nb) For encarregado de proteção de dados;\nc) For determinado pela intenção de obter qualquer vantagem patrimonial ou outro benefício\nilegítimo;\nd) Puser em perigo a reputação, a honra ou a intimidade da vida privada de terceiros; ou\ne) Tiver prejudicado inquéritos, investigações, processos judiciais ou a execução de sanções\npenais.\n3 — A negligência é punível com pena de prisão até 6 meses ou com pena d"} | |
| {"text": "a privada de terceiros; ou\ne) Tiver prejudicado inquéritos, investigações, processos judiciais ou a execução de sanções\npenais.\n3 — A negligência é punível com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 120 dias.\nArtigo 59.º\nDesobediência qualificada\n1 — Quem não cumprir as obrigações previstas na presente lei, depois de ultrapassado o\nprazo que tiver sido fixado pela autoridade de controlo para o respetivo cumprimento é punido com\na pena correspondente ao crime de desobediência qualificada.\n2 — Incorre na mesma pena do número anterior quem, depois de notificado:\na) Não disponibilizar os registos cronológicos à CNPD, nos termos do n.º 4 do artigo 27.º;\nb) Recusar, sem justa causa, a colaboração que concretamente lhe for exigida nos termos do\nartigo 28.º;\nc) Recusar o acesso previsto no n.º 2 do artigo 45.º;\nd) Não cumprir ordem dada nos termos da alínea b) do n.º 3 do artigo 45.º, em especial não\nproceder ao apagamento ou retificação de dados pessoais;\ne) Não respeitar a imposição de limitação temporária ou definitiva ao tratamento de dados\npessoais, nos termos da alínea c) do n.º 3 do artigo 45.º\nArtigo 60.º\nInserção de dados falsos\n1 — Quem inserir ou facilitar a inserçã"} | |
| {"text": "ição de limitação temporária ou definitiva ao tratamento de dados\npessoais, nos termos da alínea c) do n.º 3 do artigo 45.º\nArtigo 60.º\nInserção de dados falsos\n1 — Quem inserir ou facilitar a inserção de dados pessoais falsos, com a intenção de obter\nvantagem indevida para si ou para terceiro, ou para causar prejuízo, é punido com pena de prisão\naté 2 anos ou com pena de multa até 240 dias.\n2 — A pena é agravada para o dobro nos seus limites se da inserção referida no número anterior resultar um prejuízo efetivo."} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nArtigo 61.º\nPunibilidade da tentativa\nNos crimes previstos no presente capítulo, a tentativa é sempre punível.\nArtigo 62.º\nResponsabilidade das pessoas coletivas\nAs pessoas coletivas e entidades equiparadas, com exceção do Estado, de pessoas coletivas no exercício de prerrogativas de poder público e de organizações de direito internacional\npúblico, são responsáveis pelos crimes previstos na presente secção, nos termos do artigo 11.º\ndo Código Penal.\nSECÇÃO III\nDisposições comuns\nArtigo 63.º\nConcurso de infrações\n1 — Se o mesmo facto constituir simultaneamente crime e contraordenação, o agente é sempre\npunido a título de crime.\n2 — Quando se verifique concurso de crime e contraordenação, ou quando, pelo mesmo facto,\numa pessoa deva responder a título de crime e outra a título de contraordenação, o processamento da\ncontraordenação cabe às autoridades competentes para o processo criminal, nos termos do regime\ngeral do ilícito de mera ordenação social.\nArtigo 64.º\nPena acessória\nConjuntamente com as penas previstas no presente capítulo, podem ser aplicadas as sanções\nacessórias previstas no artigo 56.º da Lei n.º 58/2019, de 8 "} | |
| {"text": "era ordenação social.\nArtigo 64.º\nPena acessória\nConjuntamente com as penas previstas no presente capítulo, podem ser aplicadas as sanções\nacessórias previstas no artigo 56.º da Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto.\nArtigo 65.º\nAplicabilidade de outros regimes sancionatórios\n1 — O disposto no presente capítulo não prejudica a aplicação dos artigos 37.º a 56.º da Lei\nn.º 58/2019, de 8 de agosto, ou das disposições do Código Penal, se de tal aplicação resultar, em\nconcreto, uma sanção mais grave.\n2 — O disposto no presente capítulo não prejudica a aplicação da Lei n.º 109/2009, de 15 de\nsetembro.\nArtigo 66.º\nResponsabilidade civil e disciplinar\nO disposto no presente capítulo não prejudica a efetivação da responsabilidade civil nem da\nresponsabilidade disciplinar."} | |
| {"text": "N.º 151\n8 de agosto de 2019\nDiário da República, 1.ª série\nCAPÍTULO IX\nDisposições finais e transitórias\nArtigo 67.º\nRelação com outros atos jurídicos da União Europeia e acordos internacionais em vigor\n1 — As disposições específicas de proteção de dados pessoais previstas em atos jurídicos\nda União Europeia adotados antes de 6 de maio de 2016 no domínio da cooperação judiciária em\nmatéria penal e da cooperação policial, que regulem o tratamento entre os Estados -Membros e o\nacesso das autoridades designadas dos Estados -Membros aos sistemas de informação criados\npor força dos Tratados, mantêm -se inalteradas.\n2 — Os acordos internacionais que impliquem a transferência de dados pessoais para países\nterceiros ou para organizações internacionais, celebrados pelo Estado Português antes de 6 de\nmaio de 2016, e que sejam conformes com o direito da União Europeia aplicável antes dessa data,\ncontinuam a vigorar até serem alterados, substituídos ou revogados.\n3 — Todas as referências feitas à Lei da Proteção de Dados Pessoais, aprovada pela Lei\nn.º 67/98, de 26 de outubro, consideram -se feitas para o regime da presente lei, quando disserem\nrespeito à proteção das pessoas singulares relati"} | |
| {"text": "Lei da Proteção de Dados Pessoais, aprovada pela Lei\nn.º 67/98, de 26 de outubro, consideram -se feitas para o regime da presente lei, quando disserem\nrespeito à proteção das pessoas singulares relativamente ao tratamento de dados pessoais pelas autoridades competentes para efeitos de prevenção, deteção, investigação ou repressão de\ninfrações penais ou de execução de sanções penais, incluindo a salvaguarda e a prevenção de\nameaças à segurança pública.\nArtigo 68.º\nDados referentes ao sistema judiciário\n1 — O tratamento de dados constante de processo penal, de decisão judicial ou do registo\ncriminal é regulado nos termos da lei processual penal.\n2 — Ao tratamento de dados referentes ao sistema judicial é aplicável o regime jurídico próprio,\nconstante da Lei n.º 34/2009, de 14 de julho.\nArtigo 69.º\nSistema integrado de informação criminal\nO disposto na presente lei não implica qualquer restrição ou limitação na partilha e intercâmbio\nde dados entre os órgãos de polícia criminal e destes com as autoridades judiciárias, no âmbito do\ndever de cooperação estabelecido na lei de organização da investigação criminal, designadamente\ndo sistema integrado de informação criminal instituído nos t"} | |
| {"text": "om as autoridades judiciárias, no âmbito do\ndever de cooperação estabelecido na lei de organização da investigação criminal, designadamente\ndo sistema integrado de informação criminal instituído nos termos da Lei n.º 73/2009, de 12 de\nagosto, alterada pela Lei n.º 38/2015, de 11 de maio.\nArtigo 70.º\nRegime transitório\n1 — A conformação dos sistemas de tratamento automatizado criados antes de 6 de maio de\n2016 com os requisitos previstos no artigo 27.º deve ser assegurada pelos responsáveis pelo tratamento logo que possível, até 6 de maio de 2023, ou, quando o cumprimento deste prazo cause\ngraves dificuldades ao funcionamento de um sistema de tratamento automatizado, até 6 de maio\nde 2026.\n2 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, o responsável pelo tratamento de dados\ndeve dispor de métodos eficazes para, até ao final do prazo de conformação, poder demonstrar a\nlicitude do tratamento de dados, permitir o autocontrolo e garantir a integridade e segurança dos\ndados, tais como registos cronológicos ou outros."} | |
| {"text": "Diário da República, 1.ª série\nwww.dre.pt\nN.º 151\n8 de agosto de 2019\nArtigo 71.º\nEntrada em vigor\nA presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.\nAprovada em 14 de junho de 2019.\nO Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.\nPromulgada em 26 de julho de 2019.\nPublique -se.\nO Presidente da República, MARCELO REBELO DE SOUSA.\nReferendada em 30 de julho de 2019.\nPelo Primeiro -Ministro, Augusto Ernesto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros.\n112493516"} | |