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"EXCELENTÍSSIMO SENHOR VICE-PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL
REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO / RJ
Processo n.º 0151505-44.2015.4.02.5101
JOSÉ BACH VIEIRA, já qualificado nos autos em epígrafe, não
se conformando, data venia, com os vv. acórdãos de fls. 783/793 ? TRF2 e de fls.
850/859 ? TRF2, publicado em de 16 de setembro de 2020 (fl. 860 ? TRF2),
vem, tempestivamente, à presença de Vossa Excelência, com fulcro no art. 105, III,
alínea ?a?, da Carta Magna, interpor o presente RECURSO ESPECIAL para o colendo
Superior Tribunal de Justiça, por ofensa aos artigos 1.022, II, parágrafo único, II,
c/c 489, §1º, incisos IV e VI, 502, 503, 505, 506, 507, 508, 509, §2º (art. 475-B
? CPC/73), 525, VII E 535, VI, do Código de Processo Civil, na forma das inclusas
razões.
Protesta pela posterior juntada das custas ? GRU
devidamente pagas, requerendo a remessa dos autos ao c. tribunal ad quem.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO EXCELSO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RECORRENTE: JOSÉ BACH VIEIRA
RECORRIDO: UNIÃO FEDERAL (AGU)
ORIGEM: SEXTA TURMA ESPECIALIZADA DO EGRÉGIO
TIRUNAL REGIONAL FEDERAL DA SEGUNDA
REGIÃO, PROCESSO N. 0151505-44.2015.4.02.5101
JOSÉ BACH VIEIRA, já qualificado nos autos em
epígrafe, não se conformando, data venia, com os vv. acórdãos de fls.
783/793 ? TRF2 e de fls. 850/859 ? TRF2, publicado em 16 de
setembro de 2020 (FL. 860 ? TRF2), vem, tempestivamente, à
presença de Vossa Excelência, com fulcro no art. 105, III, alínea ?a?, da
Carta Magna, interpor o presente RECURSO ESPECIAL para este
colendo Superior Tribunal de Justiça, por ofensa aos artigos 1.022, II,
parágrafo único, II, c/c 489, §1º, incisos IV e VI, 502, 503, 505, 506,
507, 508, 509, §2º (art. 475-B ? CPC/73), 525, VII e 535, VI, do Código
de Processo Civil, na forma das inclusas razões abaixo:
RAZÕES RECURSAIS EM RECURSO ESPECIAL
I - DA TEMPESTIVIDADE:
O último acórdão recorrido (fls. 850/859 ? TRF2)
foi publicado em 16 de setembro de 2020 (fl. 860 ? TRF2),
passando a fluir o prazo de quinze dias para a interposição do recurso,
no primeiro dia útil subsequente, ou seja, 17 de setembro de 2020,
sendo, portanto, induvidosamente tempestivo o presente recurso
protocolado na data de hoje (06/10/2020).
II ? RESUMO DA LIDE:
O Exequente ora Recorrente é Oficial (Coronel)
Inativo da Policial Militar do Antigo Distrito Federal, de Investidura
Federal, como comprovou pelos contracheques constantes dos autos.
Em 12/08/2005 a Associação de Oficiais Militares do
Rio de Janeiro - AME/RJ, entidade de classe de âmbito estadual, da qual
o Recorrente, TAMBÉM COMPROVOU SER ASSOCIADO, impetrou, em
seu nome próprio, o Mandado de Segurança Coletivo (ART. 5º, LXX da
CF/88), processo n. 0016159-73.2005.4.02.5101, agindo como
SUBSTITUTO PROCESSUAL de toda a categoria, sendo pleiteado à época,
que fosse estendida aos servidores do antigo Distrito Federal a
incorporação da Vantagem Pecuniária Especial - VPE, de igual forma aos
valores pagos aos Policiais Militares e Pensionistas do atual Distrito
Federal, conforme o previsto na Lei 11.134/2005, com as alterações da
MP nº 307/2006, em razão da vinculação jurídica estabelecida pela Lei
n. 10.486/2002.
Posteriormente, foi proferida Sentença,
CONCEDENDO PARCIALMENTE A SEGURANÇA, determinando à
Autoridade impetrada que incorporasse a VPE instituída pela Lei nº
11.134/05, apenas nos proventos de reformados Policiais Militares e
Bombeiros do antigo Distrito Federal que haviam adquirido o direito à
inatividade remunerada até a vigência da Lei nº 5787/72.
Contra esta D. Sentença foram interpostos Recursos
de Apelação por parte da Impetrante e da União Federal, vindo o
Egrégio TRF-2 a dar total Provimento ao Recurso da Impetrante,
reformando a decisão monocrática, para CONCEDER,
INDISTINTAMENTE, A SEGURANÇA PARA TODOS OS ASSOCIADOS DA
IMPETRANTE E DETERMINAR À AUTORIDADE IMPETRADA QUE
EFETUASSE O PAGAMENTO DA VANTAGEM PECUNIÁRIA ESPECIAL
? VPE, INSTITUÍDA PELA LEI Nº 11.134/2005, COM AS ALTERAÇÕES
DA MP Nº 307/2006.
Diante do Provimento do Recurso, concedendo
totalmente a Segurança, a União Federal interpôs Recurso Especial e
Extraordinário.
Em 20/06/2015, diante da negativa de seguimento do
Recurso Extraordinário da União Federal no Excelso STF, TRANSITOU
EM JULGADO OS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA, interposto pela
AME/RJ, julgado em 8/05/2013, pela Terceira Seção do STJ, sob a
relatoria da Eminente Ministra Alderita Ramos de Oliveira, no EREsp nº
1.121.981, em que se acolheu o pleito para que fosse estendido aos
servidores do antigo Distrito Federal a Vantagem Pecuniária
Especial ? VPE, em razão da vinculação jurídica estabelecida pela
Lei nº 10.486/2002.
Após a decisão que deu provimento ao recurso de
Embargos de Divergência interposto pela AME/RJ, neste Colendo STJ, a
UNIÃO FEDERAL, IMPLANTOU EM DEFINITIVO A VPE, A PARTIR DO
MÊS DE NOVEMBRO/2013, O QUE VEM SENDO PAGO,
NORMALMENTE, ATÉ PRESENTE DATA (SETEMBRO/2020), OU
SEJA, A MAIS DE 5 ANOS, SEM QUALQUER COMPENSAÇÃO OU
ABATIMENTO, EXATAMENTE DE ACORDO COM O TÍTULO EXECUTIVO
JUDICIAL.
Diante do trânsito em julgado ocorrido em
20/06/2015, foi iniciada, na origem, a Execução individual do
Título Judicial Coletivo, proferida nos autos do Mandado de Segurança
nº 2005.51.01.016159-0, impetrado pela AME/RJ, contra a Fazenda
Pública - União Federal, para o recebimento de verbas pretéritas
devidas (VPE), de agosto/2005 (data da impetração) até
outubro/2013 (implantação definitiva).
Citada a Executada - União Federal, nos termos do
art. 730 e seguintes do CPC/73, vigente à época, foram opostos
Embargos à Execução (fls. 01/04 JFRJ), arguindo apenas, suposta
falta de elementos para elaboração dos cálculos.
Por fim, às fls. 613/618 - JFRJ, sobreveio sentença
de mérito, julgando improcedente os Embargados à Execução.
Inconformado com a r. sentença monocrática, a União
Federal interpôs RECURSO DE APELAÇÃO (fls. 613/618 ? JFRJ),
arguindo a necessidade da compensação das verbas denominadas
?GEFM? e ?GFM?, com a VPE ora Executada e a prévia liquidação.
A c. Sexta Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da Segunda Região, deu PROVIMENTO ao recurso da União
Federal, entendendo que apenas com a liquidação de sentença, seria
possível apurar o valor da condenação, DEDUZIDAS AS
COMPENSAÇÕES referentes às gratificações ?GEFM? e ?GFM?, que
não foram discutidas nos autos do Mandado de Segurança Coletivo,
e, portanto, não ofenderia a coisa julgada, nada obstante, estas
rubricas sejam anteriores ao trânsito em julgado da sentença
exequenda e a parte contrária ? União Federal/Recorrido, não as
tenha arguido, em momento algum na fase de conhecimento até o
transito em julgado, em manifesta contrariedade aos dispositivos
legais aqui discriminados.
Ademais, o título executivo judicial, apenas
determinou que fosse paga a Vantagem Pecuniária Especial - VPE,
criada pela Lei nº 11.134/05, aos servidores do antigo Distrito
Federal, NÃO AUTORIZANDO QUALQUER COMPENSAÇÃO OU
ABATIMENTO, NA VPE ORA EXECUTADA, em clara ofensa aos
preceitos legais abaixo apontados.
In verbis, a ementa do julgado ora recorrido
(Evento 16):
? EMENTA
PROCESSUAL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO AUTÔNOMA DE CUMPRIMENTO DE
OBRIGAÇÃO DE PAGAR FUNDADA EM TÍTULO JUDICIAL CONDENATÓRIO
GENÉRICO. MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO Nº 0016159-
73.2005.4.02.5101, AJUIZADO PELA ASSOCIAÇÃO DE OFICIAIS MILITARES
DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (AME/RJ). EXTENSÃO DA VANTAGEM
PECUNIÁRIA ESPECIAL (VPE), CRIADA PELA LEI 11.134/05, AOS
MILITARES DO ANTIGO DISTRITO FEDERAL. COMPENSAÇÃO DAS
RUBRICAS ?GEFM? E ?GFM?. POSSIBILIDADE. LIQUIDAÇÃO PRÉVIA
NECESSÁRIA. APELAÇÃO PROVIDA.
1) Cuida-se de Apelação interposta pela UNIÃO FEDERAL, tendo por objeto
a sentença que julgou improcedentes os embargos à execução, na
forma do artigo 487, I, do CPC, aduzindo que o exequente é parte legítima
para requerer o cumprimento do título judicial, estando os autos
devidamente instruídos com documentos essenciais, bem como a apelante
não teria juntado elementos referentes às reais diferenças de valores
históricos, mês a mês e os descontos nas gratificações, razão pela qual
acolheu os cálculos apresentados pelo exequente.
2) A parte autora, ora apelada, pleiteia a execução do julgado proferido no
bojo do Mandado de Segurança Coletivo nº.: 2005.51.01.016159-0,
impetrado pela AME ? Associação de Oficiais Militares Estaduais do Rio de
Janeiro -, em relação ao pagamento da gratificação denominada ?VPE?
(Vantagem Pecuniária Especial) aos servidores do antigo Distrito Federal.
3) No que diz respeito à possibilidade de compensação dos valores
referentes às rubricas GEFM (Gratificação Especial de Função Militar)
e GFM (Gratificação de Incentivo à Função Militar), cabe destacar alguns
pontos.
O referido tema não foi objeto de discussão nos autos do mandado de
segurança coletivo nº 2005.5101.016159-0, não havendo que se falar,
portanto, em ofensa à coisa julgada, nos termos do art. 509, § 4º, do
CPC/15.
Destaque-se que, a teor dos arts. 525, VII, e 917, VI, ambos do CPC/15,
a compensação pode ser alegada como matéria de defesa. Outrossim,
não é juridicamente possível a cumulação das gratificações percebidas
privativamente pelos militares do antigo Distrito Federal (como é o caso da
GEFM e da GFM) com aquelas percebidas privativamente pelos militares do
atual DF (como é o caso da VPE). Ressalte-se que, no caso, as razões jurídicas
que levaram ao reconhecimento do direito à incorporação da VPE não foi o
princípio da isonomia (entre os militares do antigo e atual DF), mas sim a
compreensão de que a Lei nº 11.134/2005 teria previsto esse direito.
4) A execução de sentença coletiva, na qual se pleiteia a satisfação de
interesses homogêneos, demanda, necessariamente, de fase prévia de
liquidação, com ampla atividade cognitiva, visando suprir os elementos
faltantes do título judicial, tais como o quantum debeatur (valor devido) e a
titularidade do crédito.
5) Apenas por ocasião da liquidação da sentença exequenda, será
possível apurar o valor da condenação, deduzidas as compensações
referentes às gratificações GEFM e GFM, como dito alhures, o que não
é possível por simples cálculos aritméticos.
6) Apelação provida.?
Opostos embargos de declaração (fls. 798/842 ?
TRF2), para fins de integração do acórdão e prequestionamento das
matérias, nos termos dos arts. 1.022 e 1.025 do CPC/2015, para
posterior recurso, os quais, contudo, foram rejeitados pelo Tribunal
a quo, às fls. 850/859 ? TRF2 (Evento 27), por entender restar
evidenciada a sua nítida intenção de meramente se contrapor ao
entendimento adotado pelo Acórdão embargado.
Portanto, o Recorrente tem, pois, legítimo interesse
recursal para a interposição deste Recurso Especial.
III ? DAS RAZÕES PARA O CONHECIMENTO
DO RECURSO ESPECIAL COM BASE NO
ART. 105, III, ?A? DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL:
No tocante ao requisito do prequestionamento das
matérias, com vista ao cumprimento do enunciado da Súmula 282 do
STF, constata-se, pela leitura do v. acórdão embargado, que o Tribunal
de Segundo Grau, ao dar provimento ao recurso de Apelação
interposto pelo ora Recorrido ? União Federal, sob o fundamento
de ?SER POSSÍVEL A COMPENSAÇÃO? de vantagens funcionais, em
sede de Cumprimento de Sentença/Execução, nada obstante estas
sejam anteriores ao trânsito em julgado da sentença exequenda e
a parte contrária não as tenha em momento algum arguido na fase
cognitiva, bem como, entender que NÃO OFENDE A COISA JULGADA,
embora, O TÍTULO EXECUTIVO NÃO TENHA AUTORIZADO
QUALQUER COMPENSAÇÃO COM A VPE EXECUTADA, enfrentou as
matérias relativas aos dispositivos da Lei Federal ora tidos por
violados, quais sejam, os arts. 502, 503, 505, 506, 507, 508, 509, § 2º
(art. 475-B ? CPC/73), 525, VII e 535, VI, do Código de Processo Civil.
O ora Recorrente pede permissão a esta Colenda Corte
Superior para transcrever a r. sentença monocrática (fls. 613/618 ?
JFRJ), que após analisar por longo tempo a ação, julgou
improcedente os Embargos à Execução interpostos pela União
Federal/Recorrido, verbis:
A UNIÃO FEDERAL opõe EMBARGOS À EXECUÇÃO em face da
A União foi intimada às fls. 138/139 e 163, a juntar aos
exequente propôs ação individual de nº 0006490-
A União Federal foi novamente intimada às fls. 396 e fls.
409, para juntar a planilha fornecida pelo órgão pagador, das
diferenças devidas, mês a mês, uma vez que esses dados são
essências para elaboração dos cálculos.
Manifestação do embargado, juntando novos cálculos
Embargos de Declaração de fls. 502/521, com documentos de
562/563. Na oportunidade, a União foi intimada, em trinta
dias, a juntar as diferenças em valores históricos, mês a
mês, na forma de sua própria argumentação anterior, sob
pena de reputar corretos os cálculos do exequente.
Verifica-se que o Mandado de Segurança Coletivo nº
Bombeiros do antigo Distrito Federal filiados à
remunerada até a vigência da Lei nº 5.787/72, bem como
reformada a sentença a quo, determinando-se o
Posteriormente, interposto o REsp nº 1.121.981/RJ pela União
Em seguida, foi dado provimento a agravo regimental
inativos e pensionistas do antigo Distrito Federal (Policiais e
possuem legitimidade para requerer o cumprimento do
elaborados na forma do Manual de Cálculos da Justiça
LIQUIDAÇÃO PRÉVIA DESNECESSÁRIA.
m s e d e d e s e g u r a n ç a coletivo(nº
qual foi garantido aos servidores do antigo Distrito
3. Quanto à alegação de que \"o Poder Judiciário Federal,
\"inexiste direito adquirido a regime jurídico
execução do julgado. Não somente, tratam-se de
qualquer ressalva sobre a possibilidade de
necessidade de prévia liquidação, prevista no artigo
sendo aplicável o disposto no artigo 509, § 3º, do
53.2016.4.02.5101, LUIZ PAULO DA SILVA ARAUJO
Da mesma forma, transcreve-se abaixo, o voto do v.
acórdão ora impugnado, proferido na Apelação (Evento 16 ?
voto110), verbis:
?Conclui-se, pois, que a coisa julgada produzida no bojo
do mandado de segurança coletivo nº
2005.51.01.016159-0, por força do princípio da
congruência, em reverência aos contornos subjetivos do
título executivo delineados pela impetrante, bem como
ao princípio da segurança jurídica, abrangeu apenas os
associados listados na inicial da ação coletiva proposta
pela AME/RJ, de modo que somente estes possuem
legitimidade para requerer o cumprimento do referido
título judicial, o que é o caso do embargado, conforme se
vê na listagem de associados de fls. 30. Quanto à
alegação de falta de documentos essenciais ao feito,
tal alegação não merece prosperar, isto porque, o
título exequendo determinou que a VPE, vantagem
devida aos militares da Polícia Militar e do Corpo de
Bombeiros Militar do Distrito Federal, fosse
estendida aos servidores do antigo Distrito Federal.
A Lei nº 11.134/2005, atualizada pela Lei nº
11.360/2006 e suas sucessivas alterações,
dispuseram as tabelas com os valores devidos de
acordo com o posto ou graduação do militar,
conforme se vê através dos documentos juntados
pelo embargado, às fls. 110/112. A União, embora
tenha argumentado, que deveria ser obtido, junto
ao órgão de origem, as reais diferenças de valores
históricos, mês a mês e os descontos nas
Novamente, intimada (fls. 562/563), a União
Federal não deu cumprimento à determinação,
embora pudesse ter obtido tais elementos. Por fim,
quanto ao alegado excesso de execução, verifico que
os cálculos exequendos de fls. 106/109, foram
elaborados na forma do Manual de Cálculos da
Justiça Federal. Além do mais, uma vez que não
foram apresentados os elementos aludidos pela
União Federal, os cálculos do exequente devem
prosperar, conforme determina o artigo 523, §5º, do
CPC. (...) Ante o exposto, JULGO IMPROCEDENTES OS
PRESENTES EMBARGOS, com fulcro no art. 487, I, do
CPC/2015. Sem custas, conforme o disposto no art. 7 º
da Lei no. 9.289/96.
liquidação. Traslade-se cópia desta sentença para os autos da
ação principal. Após o trânsito em julgado, certifique-se e
desapensados, dê-se baixa e arquivem-se estes embargos,
prosseguindo-se nos autos principais.?
A apelante alega, em suma, como causa de pedir: (...) A
jurisprudência atesta que somente com a liquidação do
julgado, poderá efetivamente se verificar o quanto cada parte
poderá receber, tendo em vista que a sentença foi genérica, por
tratar de Mandado de Segurança Coletivo, que atingiu diversas
pessoas listadas na inicial. Assim, havendo prévia liquidação,
não se poderá cogitar a ausência dos descontos devidos, tais
como as parcelas VPNI, GEF e GEFN, sob pena de duplicidade
de pagamentos em razão. Na verdade, a própria incorporação
da vantagem VPE depende da não percepção de vantagens
incompatíveis com a mesma, consoante o previsto no art. 61 da
Lei nº 10.486/2002. Logo, somente com a prévia liquidação do
julgado poderá se aferir o quanto devido? Passo ao exame do
recurso. Em análise aos autos originários, verifica-se que a
parte autora, ora apelada, pleiteia a execução do julgado
proferido no bojo do Mandado de Segurança Coletivo nº.:
2005.51.01.016159-0, impetrado pela AME ? Associação de
Oficiais Militares Estaduais do Rio de Janeiro -, em relação ao
pagamento da gratificação denominada ?VPE? (Vantagem
Pecuniária Especial) aos servidores do antigo Distrito Federal.
O juízo a quo acolheu os cálculos apresentados pelo exequente,
sob fundamento de que não foram apresentados elementos
pela União e determinou o prosseguimento da ação executiva.
No que diz respeito à possibilidade de compensação dos
valores referentes às rubricas GEFM (Gratificação Especial
de Função Militar) e GFM (Gratificação de Incentivo à
Função Militar), cabe destacar alguns pontos. O REFERIDO
TEMA NÃO FOI OBJETO DE DISCUSSÃO NOS AUTOS DO
MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO Nº
2005.5101.016159-0, NÃO HAVENDO QUE SE FALAR,
PORTANTO, EM OFENSA À COISA JULGADA, nos termos do
art. 509, § 4º, do CPC/15. Destaque-se que, a teor dos arts.
525, VII, e 917, VI, ambos do CPC/15, a compensação pode
ser alegada como matéria de defesa. Outrossim, não é
juridicamente possível a cumulação das gratificações
percebidas privativamente pelos militares do antigo
Distrito Federal (como é o caso da GEFM e da GFM) com
aquelas percebidas privativamente pelos militares do
atual DF (como é o caso da VPE). Ressalte-se que, no caso, as
razões jurídicas que levaram ao reconhecimento do direito à
incorporação da VPE não foi o princípio da isonomia (entre os
militares do antigo e atual DF), mas sim a compreensão de que
a Lei nº 11.134/2005 teria previsto esse direito.
Neste sentido:
Destarte, apenas por ocasião da liquidação da sentença
DEDUZIDAS AS COMPENSAÇÕES REFERENTES ÀS
De qualquer sorte, tendo em vista o que ditam os
enunciados das Súmulas 211 desse STJ, 356 do excelso Pretório e
nos termos dos artigos 1.022 e 1.025 do CPC/2015, constata-se, pela
leitura do segundo acórdão (Evento 27 ? voto122), que abaixo se
transcreve, instigado por meio de Embargos de Declaração, que o
Tribunal de Segundo Grau, textualmente, negou a configuração de
deficiência da prestação jurisdicional, dando ensejo à violação,
igualmente, do art. 1022, II, parágrafo único, II, c/c art. 489, §1º,
Incisos IV e VI do CPC/2015, aqui sustentada, verbis:
1- ?O ora Embargante/Apelado, em suas contrarrazões
3- ?(...) a r decisão OMITIU-SE, também, quanto à
EXECUÇÃO DO RESPECTIVO TÍTULO JUDICIAL, a teor do
DE COMPENSAÇÃO EM FASE DE
seus efeitos incorre em malferimento à regra
os tribunais, a situação do exequente já se encontra
executada, de acordo com o POSTO/GRADUAÇÃO,
encontra-se PREVISTA EM LEI, JUNTADA AOS AUTOS COM
embargos de declaração, tratando-se de recurso de
mencionadas, Daniel Amorim Assumpção, na obra intitulada
os vícios que legitimam o ingresso dos embargos de declaração,
Induvidosamente, pois, a matéria está devidamente
prequestionada.
Por outra banda, não incide, na espécie, o
enunciado da Súmula 7 dessa c. Corte Nacional de Justiça, haja vista
que as questões em debate nos autos são unicamente de direito,
extraídas apenas da sentença que julgou improcedente os
Embargos à Execução e dos vv. acórdãos guerreados, não
demandando revolvimento de fatos e provas. Trata-se, aliás, de
polêmica que vem ocorrendo, com grande amplitude, na esfera
dessa d. Corte Nacional de Justiça, firmada no sentido de não ser
possível a alegação de ?COMPENSAÇÃO? no cumprimento de
sentença/execução em relação a valores existentes à época da
cognição e em relação aos quais a parte se quedou silente. Note-se:
FIRMOU, POR OCASIÃO DO JULGAMENTO DO RESP
CONHECIMENTO. SE A COMPENSAÇÃO BASEIA-SE EM
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE DE
28,86%. PROCURADOR FEDERAL. POSTERIOR
REESTRUTURAÇÃO NA CARREIRA. MEDIDA PROVISÓRIA N.º
2.225/2001. FATO SUPERVENIENTE. ALEGAÇÃO EM
EMBARGOS À EXECUÇÃO. POSSIBILIDADE. OFENSA À COISA
JULGADA. NÃO OCORRÊNCIA. ALEGAÇÃO DE JULGAMENTO
EXTRA PETITA E REFORMATIO IN PEJUS. SÚMULA 7/STJ.
FIRMADA EM PRECEDENTE JULGADO SOB O RITO DO ART.
543-C DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, SEGUNDO A QUAL
HAVENDO LIMITAÇÃO NO TÍTULO JUDICIAL TRANSITADO
EM JULGADO AO PAGAMENTO DO ÍNDICE DE 28,86%, NOS
TERMOS DAS LEIS N. 8.622/93 E 8.627/93, NÃO VIOLA A
COISA JULGADA ACOLHER-SE, EM EMBARGOS À
EXECUÇÃO, A COMPENSAÇÃO COM OUTROS ÍNDICES
REMUNERATÓRIOS, SE CONCEDIDOS POR LEGISLAÇÃO
615.464/PR, Rel. Ministra Regina Helena Costa, DJe
20/09/2016).
(AgInt no REsp 1326397/RS, Relator Ministro SÉRGIO
KUKINA, Primeira Turma, DJe de 24/08/2017, com
- VIOLAÇÃO - ANÁLISE EM RECURSO ESPECIAL -
IMPOSSIBILIDADE - RESOLUÇÃO - VIOLAÇÃO -
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE - AUSÊNCIA DE
NEGA PROVIMENTO.
4. AO DECIDIR PELA IMPOSSIBILIDADE DE DEDUZIR, EM
EMBARGOS DO DEVEDOR, MATÉRIAS DISCUTIDAS NO
JULGADO, O TRIBUNAL DE ORIGEM ALINHOU SEU
Incide, portanto, o enunciado n.º 83 da Súmula desta Corte
Superior.
Diante desse contexto processual, o ora Recorrente
defende a presença, in casu, dos requisitos processuais
autorizadores do conhecimento do presente recurso, passando, na
esteira da Súmula 284 do STF, a apresentar as suas razões recursais,
nas quais defende a violação aos dispositivos abaixo indicados.
IV ? DAS RAZÕES PARA O PROVIMENTO DO RECURSO ESPECIAL
COM BASE NO ART. 105, III, ?A? DA CARTA CONSTITUCIONAL:
A) DA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 489, §1º, INCISOS
IV E VI E 1.022, II, AMBOS DO CPC/2015:
No v. aresto ora recorrido, a c. Sexta Turma
Especializada do e. TRF da Segunda Região entendeu que o v. acórdão
que deu provimento ao recurso de apelação, interposto pelo ora
Recorrido, NÃO incorreu em nenhuma omissão, não havendo,
segundo o raciocínio ali lançado, de se cogitar de vícios na sua
formulação.
Todavia, com todas as vênias devidas, é patente a
deficiência da prestação jurisdicional outorgada por qualquer ângulo
que os rr. provimentos jurisdicionais em debate sejam apreciados.
Com efeito, o exame do primeiro acórdão ? o que foi
impugnado pelos embargos ? denota que o silogismo ali desenvolvido ?
de que é possível a compensação como matéria de defesa na fase
de cumprimento de sentença/execução ? encerra, sim, patente
omissão sobre aspecto relevante do tema, qual seja, A OCORRÊNCIA
DA PRECLUSÃO (art. 278 do NPC), DO PLEITO EXTEMPORÂNEO DE
COMPENSAÇÃO, que não foi arguido na Inicial dos Embargos à
Execução (Fls. 01/04 ? JFRJ), e tão pouco, foi requerido aditamento
ou retificação, para incluir tal pedido aos seus Embargos.
Da mesma forma, restou omisso, a alegação de
impossibilidade legal de COMPENSAÇÃO DA VPE ora executada com
outras gratificações (GEFM - Gratificação Especial de Função Militar
- instituída pela Medida Provisória 302/2006, convertida na Lei nº
11.356/2006 / GFM - Gratificação de Incentivo à Função Militar ?
instituída pela Medida Provisória 441/2008, convertida na Lei nº
11.907/2009 / VPNI - art. 61 da Lei 10.486/2002), que não foram
em momento algum arguidas e debatidas na fase cognitiva do Writ
e que não são supervenientes ao trânsito em julgado (junho/2015).
Evidente também as diversas omissões,
importantes para o deslinde da lide, que demonstrariam a
desnecessidade de prévia liquidação, diante da individualização
no caso do Exequente/Recorrente e da planilha discriminada de
cálculos, com todos parâmetros, elementos e valores necessários
(Identidade Funcional - Coronel PM; Comprovante de Associado;
Listagem de beneficiários juntados com a Inicial do Writ Coletivo;
Contracheques/fichas financeiras; valores da VPE fixada em
tabelas de Lei etc...), como também entendeu o d. julgador
monocrático ao julgar improcedente os Embargos à Execução
interposto pelo ora Recorrido.
Nesse passo, o ora Recorrente argumentou nos seus
aclaratórios:
III (a) ? OMISSÃO - DA PRELIMINAR DE PRECLUSÃO DO PLEITO DE
COMPENSAÇÃO ? INOVAÇÃO RECURSAL:
09. O ora Embargante/Apelado, em suas contrarrazões (fls.
689/767 ? TRF2), nos termos do art. 1009 do NCPC, requereu a esta Eg.
Turma Especializada, EM PRELIMINAR, FOSSE DECLARADA A
PRECLUSÃO DO PLEITO RECURSAL DE COMPENSAÇÃO da VPE ora
executada, com outras gratificações, por tratar-se de inovação recursal,
assim se manifestando na parte que interessa, verbis:
(b) - DA PRECLUSÃO DO DEBATE COGNITIVO DA CAUSA
(COMPENSAÇÃO DA VPE, COM A GEFM, GFM E VPNI):
Preliminarmente, requer a esta Colenda Turma Especializada que
não conheça do pleito do Apelante, em relação à
COMPENSAÇÃO da VPE ora Executada com a GEFM, GFM e VPNI,
por tratar-se de INOVAÇÃO RECURSAL, pois tal pedido, não
consta da Inicial dos Embargos à Execução de fls. 01/04 ? JFRJ,
e, como já explicitado, linhas acima, NÃO HOUVE PEDIDO DE
ADITAMENTO OU RETIFICAÇÃO da Inicial dos Embargos à
Execução.
O Apelante, caso assim entendesse, deveria impugnar a execução,
cabendo-lhe suscitar toda a matéria de defesa, na 1ª
oportunidade que tivesse para se manifestar nos autos, ou seja,
na petição Inicial dos Embargos à Execução, sob pena, de não o
fazendo, operar a preclusão, verbis:
10. Isso porque, o APELANTE/EXECUTADO, NÃO
REQUEREU NA INICIAL DE SEUS EMBARGOS À EXECUÇÃO (fls. 1 / 4 ?
JFRJ), tal pleito, e também, NÃO HOUVE QUALQUER PEDIDO DE
ADITAMENTO OU RETIFICAÇÃO, RESTANDO, PORTANTO, PRECLUSA
TAL MATÉRIA.
11. Vale transcrever nesse ponto, o art. 223 do NCPC:
?Art. 223. Decorrido o prazo, extingue-se o
direito de praticar ou de emendar o ato
processual, independentemente de declaração
judicial, ficando assegurado, porém, à parte
provar que não o realizou por justa causa.?
12. Portanto, roga a esta Eg. Turma Especializada, que se
manifeste sobre esta importante questão para o deslinde da lide, que
restou omissa no v. acórdão, que diz respeito a esse nobre instituto
(preclusão), e ao final, acolha os presentes aclaratórios, com efeitos
infringentes ou modificativos, para DECLARAR PRECLUSA A MATÉRIA
REFERENTE À COMPENSAÇÃO, constante do pleito recursal.
III (b) ? OMISSÃO - DA IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO NOS
EMBARGOS À EXECUÇÃO (EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA ? ART. 535, VI DO CPC/2015) - OFENSA À COISA
JULGADA (STJ - RECURSO REPETITIVO, REsp 1.235.513-AL ? Ministro
Castro Meira, Primeira Seção):
13. De acordo com o r. voto (fls. 783/791 ? TRF2) condutor do
aresto, restou consignado que não havia que se falar em ofensa à coisa
julgada, nos termos do art. 509, § 4º, do CPC/15, tendo em vista que nos
autos do Mandado de Segurança coletivo, o tema referente à
compensação, não foi objeto de discussão; e que, nos termos dos art.
525, VII e 917, VI, ambos do CPC/2015, a compensação poderia ser
alegada como matéria de defesa, verbis:
14. Ocorre que, ao assim decidir, este d. Tribunal deixou de
ponderar que o art. 525, VII da Lei Processual Civil, embora, não se
aplique à Fazenda Pública (Execução Individual de Título Judicial
contra a Fazenda Pública ? art. 535, VI do CPC/2015), como no caso dos
autos, mesmo assim, RESSALVA A POSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO
APENAS PARA CAUSAS SUPERVENIENTES À SENTENÇA, o que, data
venia, não ocorre na espécie, eis que o tema relativo à acumulação das
gratificações é contemporâneo à fase cognitiva da demanda e, desse
modo, corresponde ao próprio objeto da lide.
15. Da mesma forma, o citado art. 917, VI do CPC/2015,
também não se aplica aos presentes autos, por tratar da defesa de
título executivo extrajudicial.
16. Sob essa ótica, portanto, observa-se que a r decisão
OMITIU-SE, também, quanto à circunstância de que referida
compensação importa em reabertura de debate de tema já atingido
pela preclusão máxima, sendo, pois, vedada a sua renovação no
âmbito da EXECUÇÃO DO RESPECTIVO TÍTULO JUDICIAL, a teor do
disposto no artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal e nos arts.
502, 503, 505, 507, 508 e 535, VI, do CPC/2015.
17. Nesse diapasão, resta configurado que AS DUAS
OMISSÕES ORA INVOCADAS são referentes a questões nucleares do
debate em voga e são capazes, por si só, de influenciar o resultado do
d. decisum.
18. De fato, note-se o constante no art. 525, VII, do CPC/2015
(reiterado no art. 535, VI, em face da Fazenda Pública):
Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no art. 523 sem o
pagamento voluntário, inicia-se o prazo de 15 (quinze) dias para
que o executado, independentemente de penhora ou nova
§ 1o Na impugnação, o executado poderá alegar:
Art. 535. A Fazenda Pública será intimada na pessoa de seu
representante judicial, por carga, remessa ou meio eletrônico, para,
querendo, no prazo de 30 (trinta) dias e nos próprios autos,
impugnar a execução, podendo arguir:
I - falta ou nulidade da citação se, na fase de conhecimento, o
processo correu à revelia;
II - ilegitimidade de parte;
III - inexequibilidade do título ou inexigibilidade da obrigação;
IV - excesso de execução ou cumulação indevida de execuções;
V - incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução;
19. A d. decisão embargada DEIXOU DE APRECIAR A
RESSALVA CONSTANTE NO ART. 535, VI, DO NCPC, QUE
EXPRESSAMENTE PREVÊ A POSSIBILIDADE DE ARGUIÇÃO DE
COMPENSAÇÃO EM FASE DE EXECUÇÃO/CUMPRIMENTO DE SENTENÇA
APENAS NOS CASOS EM QUE O DIREITO SEJA SUPERVENIENTE AO
COMANDO TRANSITADO EM JULGADO.
20. Esse, inclusive, é o UNÍSSONO ENTENDIMENTO DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, JÁ DECIDIDO À LUZ DE DEMANDAS
REPETITIVAS. A orientação pretoriana é no sentido da impossibilidade
de alteração do comando transitado em julgado relativamente à
ARGUIÇÃO DE COMPENSAÇÃO quando, na fase congnitiva, a parte que
o suscita teve possibilidade de fazê-lo. Note-se:
23. Posteriormente, o Recurso Extraordinário (795.191-RJ)
interposto pela Executada - União, foi rejeitado pelo Supremo Tribunal
Federal, OCORRENDO O TRÂNSITO EM JULGADO EM 20/06/2015.
24. As verbas a que a decisão ora embargada determina
compensação, por outro lado, NÃO SÃO SUPERVENIENTES À COISA
JULGADA, de modo que tanto a GEFM quanto a GFM e também a VPNI
são todas vantagens instituídas que, à época do trânsito em julgado do
mandado de segurança coletivo, em junho de 2015, já se encontravam
em vigor.
25. Com efeito, a Gratificação Especial de Função
Militar ? GEFM foi instituída pela Medida Provisória 302/2006,
convertida na Lei nº 11.356/2006, a Gratificação de Incentivo à Função
Militar ? GFM, foi instituída pela Medida Provisória 441/2008,
convertida na Lei nº 11.907/2009 e, por sua vez, ao tempo da prolação
do decisum, o embargado já era beneficiário da VPNI (art. 61 da Lei
10.486/2002), circunstâncias que, entretanto, não delimitaram a coisa
julgada formada no mandamus coletivo.
26. Sob esses escólios, urge a necessidade de que a d. Turma
Julgadora supra as omissões ora ventiladas, eis que, consoante
demonstrado, a d. decisão embargada deixou de apreciar as
circunstâncias de que, ALÉM DA ALEGADA COMPENSAÇÃO NÃO SER
SUPERVENIENTE AO TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA, TAMBÉM
NÃO FOI ACOLHIDA NA COISA JULGADA, de modo que a limitação de seus
efeitos incorre em malferimento à regra constitucional da preclusão
máxima.
III (c) ? OMISSÃO ? DA DESNECESSIDADE DE PRÉVIA LIQUIDAÇÃO
(ART. 475-B do CPC/73 / ART. 509, §2º, do novo CPC/2015) ? (1) A
EXECUTADA É O PRÓPRIO ÓRGÃO PAGADOR; (2) O VALOR DA VPE
EXECUTADO É PÚBLICO, FIXADO EM TABELAS DE LEI; (3) A VPE JÁ FOI
IMPLANTADA E PAGA DESDE NOV/2013; FORAM JUNTADOS AOS
AUTOS (4) TODOS OS CONTRACHEQUES; (5) TABELA DA LEI DA VPE;
(6) MEMÓRIA DE CÁLCULOS ATUALIZADA E DISCRIMINADA DO
DEBITO E QUADRO DEMONSTRATIVO:
29. Esta Eg. Turma Especializada, assim se pronunciou a
respeito do pleito da União Federal ? Apelante, quanto à necessidade
de prévia liquidação, verbis:
30. Constata-se que FICOU OMISSO no V. acórdão desta
Colenda Turma Especializada, pronunciamento a respeito de questões
especificas de suma importância para o equacionamento desta
matéria, a saber:
1) O EXECUTADO/APELANTE É O PRÓPRIO ÓRGÃO
PAGADOR, DETENTOR DE TODA A BASE DE DADOS E
INFORMAÇÕES A RESPEITO DO EXEQUENTE/APELADO;
2) A VPE EXECUTADA É FIXADA POR TABELAS DE LEI, DE
ACORDO COM O POSTO/GRADUAÇÃO (JUNTADA AOS AUTOS
3) A VPE EXECUTADA JÁ FOI IMPLANTADA PELO
EXECUTADO / APELANTE, NOS CONTRACHEQUES DO
EXEQUENTE / APELADO DESDE NOVEMBRO/2013 E VEM
SENDO PAGA ATÉ A PRESENTE DATA, SEM QUALQUER
COMPENSAÇÃO (JUNTADO AOS AUTOS PRINCIPAIS);
4) IDENTIDADE FUNCIONAL - CORONEL PMRJ E
COMPROVANTE DE ASSOSSIADO (JUNTADO AOS AUTOS
5) CONTRACHEQUES EMITIDOS PELA
EXECUTADA/APELANTE (JUNTADO AOS AUTOS PRINCIPAIS);
6) MEMÓRIA DE CÁLCULOS DISCRIMINADA E
ATUALIZADA DO DÉBITO E QUADRO DEMONSTRATIVO
(JUNTADO AOS AUTOS PRINCIPAIS)
31. Isso porque, embora o título formado no mandado de
segurança coletivo, seja genérico (artigo 98 do CDC) em de regra,
devendo ser realizada a prévia liquidação, no caso específico dos
presentes autos, como vem reconhecendo os tribunais, a situação do
exequente já se encontra individualizada, pois a TABELA DE VALORES
DA VPE ora executada, de acordo com o POSTO/GRADUAÇÃO,
encontra-se PREVISTA EM LEI, JUNTADA AOS AUTOS COM OS
CONTRACHEQUES e todos os documentos necessários.
32. Ademais, cobra relevo também realçar, por ser
importante, que a Executada ? União Federal, É O PRÓPRIO ÓRGÃO
PAGADOR, DETENTOR DE TODA A BASE DE DADOS E INFORMAÇÕES A
RESPEITO DO EXEQUENTE/APELADO, que, inclusive, JÁ IMPLANTOU A
VPE em novembro de 2013 e vem pagando normalmente até a
presente data, sem qualquer desconto ou compensação.
Apesar do caráter decisivo dessas alegações, a e.
Sexta Turma do TRF da 2ª Região as desconsiderou, incorrendo, assim,
em uma prestação jurisdicional viciada e deficiente.
Portanto, sob a perspectiva do segundo acórdão,
também a deficiência da prestação jurisdicional emerge de forma clara,
seja porque este último provimento não se pronunciou sobre matérias
relevantes, seja porque adotou uma formulação genérica de julgamento;
isso em plena discordância com o que comanda o artigo 489, § 1º,
Incisos IV e VI do CPC/2015, segundo o qual:
Art. 489. São elementos essenciais da sentença:
II - os fundamentos, em que o juiz analisará as questões de fato
e de direito;
§ 1o Não se considera fundamentada qualquer decisão
judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão, que:
IV - não enfrentar todos os argumentos deduzidos no
processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão
adotada pelo julgador;
VI - deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência
ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a
existência de distinção no caso em julgamento ou a
superação do entendimento.
É o que, induvidosamente, sobressai do teor do último
aresto pronunciado pela c. Sexta Turma do TRF da Segunda Região,
como se depreende da leitura do voto do i. Relator:
? VOTO
1- ?O ora Embargante/Apelado, em suas contrarrazões
3- ?(...) a r decisão OMITIU-SE, também, quanto à
EXECUÇÃO DO RESPECTIVO TÍTULO JUDICIAL, a teor do
DE COMPENSAÇÃO EM FASE DE
seus efeitos incorre em malferimento à regra
os tribunais, a situação do exequente já se encontra
executada, de acordo com o POSTO/GRADUAÇÃO,
encontra-se PREVISTA EM LEI, JUNTADA AOS AUTOS COM
embargos de declaração, tratando-se de recurso de
mencionadas, Daniel Amorim Assumpção, na obra intitulada
os vícios que legitimam o ingresso dos embargos de declaração,
Finalmente, sequer foi sopesado que, em homenagem
ao imperativo do prequestionamento, que se baliza pelas Súmulas 282
e 356 do STF e 211 do STJ, impunha-se, com vista ao pleno acesso a essa
Instância Superior, a explicitação dos dispositivos legais tidos por
malferidos.
Conforme se verifica, portanto, nenhum desses vícios
foi superado no Tribunal de origem, restando, ipso facto, comprometida
a prestação jurisdicional, na linha da firme jurisprudência desse e.
Tribunal Nacional:
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. VIOLAÇÃO AO
ART. 535 DO CPC. OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE
MANIFESTAÇÃO DA CORTE A QUO, A DESPEITO DA OPOSIÇÃO
DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, SOBRE QUESTÃO
RELEVANTE PARA O DESLINDE DA CONTROVÉRSIA.
RETORNO DOS AUTOS À ORIGEM PARA NOVO JULGAMENTO
DOS ACLARATÓRIOS.
1. Na petição de embargos de declaração manejados pela
FAZENDA NACIONAL na origem, pugnou-se pela manifestação
do Tribunal a quo sobre os aspectos fáticos da demanda
(quanto as pessoas físicas serem moradores de bairro nobre,
empresários e proprietários de carros de luxo), bem como
sobre o caráter de presunção juris tantum, admitindo prova em
contrário a cargo da outra parte, no que tange à declaração das
pessoas físicas de que não estão em condições de pagas as
custas do processo sem prejuízo próprio ou de sua família, nos
termos dos arts. 2º, parágrafo único, e 4º da Lei nº 1.060/50, o
que, inclusive, teria sido reconhecido pelo juízo de primeiro
grau.
2. Da análise do acórdão recorrido, verifica-se que o Tribunal
de origem, mesmo após os embargos declaratórios, não fez
qualquer consideração a respeito das alegações ventiladas
nos aclaratórios, apenas rejeitou os aclaratórios ao
entendimento de que não houve qualquer vício no acórdão
recorrido. Verifica-se que, em verdade, as questões a
respeito das quais não se manifestou o acórdão recorrido
são relevantes para o deslinde da controvérsia, sobretudo
porque o entendimento do STJ é no sentido de que a declaração
prestada na forma da Lei 1.060/1950 firma em favor do
requerente a presunção iuris tantum de necessidade, que
somente será elidida mediante prova em contrário.
3. Nesse sentido, é de se reconhecer a deficiência na prestação
jurisdicional e a conseqüente violação ao art. 535 do CPC. É
cedido que os embargos de declaração são a via adequada para
levar a conhecimento do Tribunal as questões tidas por
omissas, obscuras ou contraditórias, sobretudo quando a
manifestação sobre tais questões for relevante para o deslinde
da controvérsia, tal qual ocorreu no caso dos autos.
4. Agravo regimental não provido.
(AgRg no REsp 1536123/PB, Relator Ministro MAURO
CAMPBELL MARQUES, Segunda Turma, DJe de 28/08/2015,
com destaques acrescidos.)
PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-ACIDENTE. DIREITO AO
BENEFÍCIO RECONHECIDO POR DECISÃO JUDICIAL
DEFINITIVA. EXECUÇÃO DO JULGADO. EMBARGOS DO
DEVEDOR. ALEGAÇÕES GENÉRICAS. TRÂNSITO EM JULGADO
DA DECISÃO QUE DEU PELA PARCIAL PROCEDÊNCIA DOS
EMBARGOS À EXECUÇÃO. PETIÇÃO DO EXEQUENTE
INFORMANDO AO JUÍZO O MONTANTE QUE LHE SERIA
DEVIDO, AJUSTADO AO QUE FICOU DECIDIDO NO
JULGAMENTO DOS EMBARGOS DO DEVEDOR. NOVA CITAÇÃO
DO INSS, QUE APRESENTOU SEGUNDOS EMBARGOS À
EXECUÇÃO, APONTANDO EXCESSO DE COBRANÇA SOB
VÁRIAS ALEGAÇÕES. DECISÃO DO JUÍZO DA EXECUÇÃO QUE
ACATA OS ARGUMENTOS DO INSS A PRETEXTO DE CORRIGIR
ERRO VERIFICADO NA CONTA ELABORADA PELO CREDOR.
INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO, COM ARGUIÇÃO DE
QUESTÕES PROCESSUAIS RELACIONADAS AO RESPEITO À
COISA JULGADA. MATÉRIAS RELEVANTES, QUE NÃO
FORAM ENFRENTADAS PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, NEM
MESMO AO RESPONDER OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
OPOSTOS COM ESSA FINALIDADE. ALEGAÇÃO, NO
RECURSO ESPECIAL, DE QUE TERIA SIDO VIOLADO O ART.
535 DO CPC. PONTO QUE NÃO FOI APRECIADO NA DECISÃO
QUE NEGOU SEGUIMENTO AO ESPECIAL, NEM NO
ACÓRDÃO DO AGRAVO REGIMENTAL. OMISSÃO
CONFIGURADA.
1. Incorreta a premissa de que partiu a Quinta Turma para
negar provimento ao agravo regimental e rejeitar os primeiros
embargos de declaração: ao contrário do que foi afirmado nos
referidos julgamentos, as razões do recurso especial contêm
expressa indicação de violação do art. 535 do Código de
Processo Civil.
2. Considerando que a alegação segundo a qual teria sido
contrariado o art. 535 do CPC, principal tese suscitada pelo
recorrente, não foi examinada na decisão que negou
seguimento ao recurso especial, nem no acórdão que, em
seguida, negou provimento ao agravo regimental, necessário
que a Turma se pronuncie sobre o tema, sanando-se a
injustificável omissão.
3. Ante a evidência de que o Tribunal de origem, ao julgar
o agravo de instrumento, não se pronunciou acerca das
relevantes questões que lhe foram submetidas pelo
agravante, tendo, em seguida, rejeitado os embargos de
declaração opostos com o intuito de ver suprida tal
omissão, impõe-se reconhecer a violação do art. 535 do
CPC.
4. Embargos de declaração acolhidos para, sanando a
omissão, dar provimento ao recurso especial.
(EDcl nos EDcl no AgRg no REsp 984.026/SP, Relator Ministro
MARCO AURÉLIO BELLIZZE, Quinta Turma, DJe de
28/08/2014, com destaques acrescidos.)
A Colenda Sexta Turma Especializada do Egrégio
Tribunal Regional Federal da 2ª Região, ao se recusar a emitir
pronunciamento a respeito dos graves e importantes vícios
apontados nos Embargos de Declaração, acima transcrito,
importantíssimos para o equacionamento e resolução da lide, afrontou,
diretamente o art. 1.022 do NCPC.
Esta Colenda Corte, nesses casos, vem se
manifestando no sentido de que o prequestionamento ?ficto? seja
produzido, nos termos do art. 1.025 do CPC/2015, ao interpor
Recurso Especial, além da matéria objeto do recurso (propriamente
dita), cabendo ao Recorrente alegar também violação à norma dos
embargos de declaração (art. 1.022 do NCPC), como está sendo
feito no presente caso, sob pena do recurso ser declarado
inadmissível, verbis:
?A admissão de prequestionamento ficto (art. 1.025 do
CPC/15), em recurso especial, exige que no mesmo recurso
seja indicada violação ao art. 1.022 do CPC/15, para que se
possibilite ao Órgão julgador verificar a existência do vício
inquinado ao acórdão, que uma vez constatado, poderá
dar ensejo à supressão de grau facultada pelo dispositivo
de lei?. (?)
(STJ, 3ª t., REsp 1639314/MG, Rel. Ministra Nancy Andrighi,
TERCEIRA TURMA, DJe 10/04/2017)
Há, pois, na hipótese, manifesta ofensa aos preceitos
normativos contidos nos artigos 489, II e § 1º, Incisos IV e VI e 1.022,
II, ambos da Codificação Processual Civil.
B) DA VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 525, VII E 535, VI,
AMBOS DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
No v. acórdão recorrido, restou claramente definido
que DEVE SER COMPENSADO OS VALORES DA VPE ORA
EXECUTADO, COM OUTRAS GRATIFICAÇÕES (GEFM/GFM/VPNI),
ARGUIDAS COMO MATÉRIA DE DEFESA NO CUMPRIMENTO DE
SENTENÇA/EXECUÇÃO. Veja-se, in verbis:
apresentados elementos pela União e determinou o
rubricas GEFM (Gratificação Especial de Função Militar) e
GFM (Gratificação de Incentivo à Função Militar), cabe
destacar alguns pontos. O REFERIDO TEMA NÃO FOI
OBJETO DE DISCUSSÃO NOS AUTOS DO MANDADO DE
SEGURANÇA COLETIVO Nº 2005.5101.016159-0, NÃO
HAVENDO QUE SE FALAR, PORTANTO, EM OFENSA À COISA
JULGADA, nos termos do art. 509, § 4º, do CPC/15.
Destaque-se que, a teor dos arts. 525, VII, e 917, VI, ambos
do CPC/15, a compensação pode ser alegada como matéria
de defesa. Outrossim, não é juridicamente possível a
cumulação das gratificações percebidas privativamente
pelos militares do antigo Distrito Federal (como é o caso
da GEFM e da GFM) com aquelas percebidas
privativamente pelos militares do atual DF (como é o caso
da VPE). Ressalte-se que, no caso, as razões jurídicas que
levaram ao reconhecimento do direito à incorporação da VPE
não foi o princípio da isonomia (entre os militares do antigo e
atual DF), mas sim a compreensão de que a Lei nº 11.134/2005
teria previsto esse direito.
DEDUZIDAS AS COMPENSAÇÕES REFERENTES ÀS
De acordo, pois, com o v. decisum, está vetada a
percepção cumulativa, por parte do Recorrente, de vantagem
exclusiva dos militares e pensionistas do ?antigo DF? ? a GEFM, GFM e
VPNI ?, com aquelas outras percebidas pelos militares e pensionistas do
Distrito Federal; isto é, a VPE, reconhecida no título executivo ora
sob cumprimento.
No entanto, tais vantagens funcionais não
surgiram, como é incontroverso nestes autos, ao tempo do
cumprimento de sentença/execução, precedendo-o, o que, como
sabido, constitui aspecto, juridicamente, nodal para que a referida
conclusão não prevaleça.
Vejamos.
Dispõem os arts. 525, VII, e 535, VI, do CPC:
Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no art. 523 sem o
pagamento voluntário, inicia-se o prazo de 15 (quinze) dias
para que o executado, independentemente de penhora ou nova
§ 1o Na impugnação, o executado poderá alegar:
Art. 535. A Fazenda Pública será intimada na pessoa de seu
representante judicial, por carga, remessa ou meio eletrônico,
para, querendo, no prazo de 30 (trinta) dias e nos próprios
autos, impugnar a execução, podendo arguir:
Vale dizer: em tais dispositivos está autorizada a
possibilidade de compensação em cumprimento de sentença/execução,
desde que se trate de causa superveniente ao comando transitado
em julgado.
Por oportuno, convém realçar, que trata-se na origem,
de execução de título judicial, contra a Fazenda Pública ? União
Diante desse regime normativo, esse e. Superior
Tribunal de Justiça, em precedente vinculativo, já assentou ser
JURIDICAMENTE IMPOSSÍVEL A DETERMINAÇÃO DE
COMPENSAÇÃO NA FASE DE CUMPRIMENTO DE
SENTENÇA/EXECUÇÃO, QUANDO, NA FASE COGNITIVA, A PARTE
TENHA DEIXADO DE FAZÊ-LO OPORTUNAMENTE. Note-se:
STJ
3. O entendimento do Tribunal local está em consonância com
a orientação atual do STJ, que se firmou, por ocasião do
julgamento do Resp 1.235.513-AL, de relatoria do Ministro
Castro Meira, Primeira Seção, processado segundo o regime do
art. 543-C do CPC, no sentido de que \"nos embargos à
execução, a compensação só pode ser alegada se não pôde
ser objetada no processo de conhecimento. Se a
compensação baseia-se em fato que já era passível de ser
invocado no processo cognitivo, estará a matéria
protegida pela coisa julgada\".
4. Recurso Especial não provido.
(REsp 1666394/AL, Relator Ministro HERMAN BENJAMIN,
Segunda Turma, DJe 20/06/2017, com destaques acrescidos.)
ADMINISTRATIVO. DIFERENÇAS SALARIAIS. CONVERSÃO
URV. LIMITAÇÃO TEMPORAL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA.
OFENSA À COISA JULGADA.
1. Hipótese em que o Tribunal local consignou: \"a fixação deste
limite temporal, em sede de execução de sentença, a qual fora
proferida quando já vigente a referida lei, implica em ofensa à
coisa julgada, haja vista que tal tema deveria ser objeto de
discussão no decorrer do processo de conhecimento\"; \"o
Estado de Minas Gerais teve a oportunidade de, após a edição
da aludida lei reestruturadora de cargos e carreiras, apresentar
seus resultados e pedir a compensação ou a limitação temporal
da obrigação de fazer, e não o fez a tempo e modo, não se
admite que o faça em sede de impugnação ao cumprimento de
sentença ou embargos à execução de sentença\"; e \"a tese de
compensação salarial havida em face da reestruturação da
carreira feita por leis estaduais posteriores à conversão da URV
em Real, e, por conseguinte, a eventual limitação da obrigação
de fazer, constitui tema que deveria ser objeto de manifestação
no decorrer do processo de conhecimento, e não em sede de
impugnação ao cumprimento da sentença, impondo-se a
reforma da sentença que acolheu a tese do executado\" (fls. 601-
602, e-STJ).
2. O Superior Tribunal de Justiça tem o entendimento de
que \"a ausência de manifestação da parte interessada
durante o processo de conhecimento, a despeito de as
normas responsáveis pela suposta reestruturação terem
sido editadas em momento anterior à prolação da
sentença, impede a limitação temporal do reajuste, sob
pena de ofensa à coisa julgada.\" (AgRg no REsp
1158697/RS, Rel. Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe
3.9.2015). Nesse sentido: EDcl no AgRg no REsp
1.554.503/SC, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda
Turma, DJe 16.5.2016; AgRg no AREsp 389.394/DF, Rel.
Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe
18.11.2015.
3. Recurso Especial não provido.
(REsp 1668722/MG, Relator Ministro HERMAN BENJAMIN,
Segunda Turma, DJe de 20/06/2017, com destaques
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE DE 28,86%.
PROCURADOR FEDERAL. POSTERIOR REESTRUTURAÇÃO NA
CARREIRA. MEDIDA PROVISÓRIA N.º 2.225/2001. FATO
SUPERVENIENTE. ALEGAÇÃO EM EMBARGOS À EXECUÇÃO.
POSSIBILIDADE. OFENSA À COISA JULGADA. NÃO OCORRÊNCIA.
ALEGAÇÃO DE JULGAMENTO EXTRA PETITA E REFORMATIO IN
PEJUS. SÚMULA 7/STJ.
1. Não houve ofensa aos arts. 131, 165, 458 e 535 do CPC/73, na
medida em que o Tribunal de origem dirimiu, fundamentadamente,
as questões que lhe foram submetidas, apreciando integralmente a
controvérsia posta nos autos, não se podendo, ademais, confundir
julgamento desfavorável ao interesse da parte com negativa ou
ausência de prestação jurisdicional.
2. No caso concreto, a alteração das conclusões adotadas pela Corte
de origem, acerca da ocorrência julgamento extra petita e reformatio
in pejus, tal como colocada as questões nas razões recursais,
demandaria, necessariamente, novo exame do acervo fático-
probatório, providência vedada em recurso especial, conforme o
óbice previsto na Súmula 7/STJ.
3. O aresto recorrido não destoa da jurisprudência deste Tribunal, no
sentido de que, embora seja vedada a compensação do índice de 28,
86% com reajustes determinados por lei superveniente, é cabível a
limitação temporal do pagamento quando há recomposição nos
vencimentos decorrente de reestruturação na carreira dos
servidores, hipótese configurada, no caso dos autos, com a edição da
MP 2.048/2000, que dispôs sobre a criação da Carreira de
Procurador Federal.
FIRMADA EM PRECEDENTE JULGADO SOB O RITO DO ART. 543-
C DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, SEGUNDO A QUAL HAVENDO
LIMITAÇÃO NO TÍTULO JUDICIAL TRANSITADO EM JULGADO AO
PAGAMENTO DO ÍNDICE DE 28,86%, NOS TERMOS DAS LEIS N.
8.622/93 E 8.627/93, NÃO VIOLA A COISA JULGADA ACOLHER-
SE, EM EMBARGOS À EXECUÇÃO, A COMPENSAÇÃO COM OUTROS
ÍNDICES REMUNERATÓRIOS, SE CONCEDIDOS POR LEGISLAÇÃO
615.464/PR, Rel. Ministra Regina Helena Costa, DJe 20/09/2016).
(AgInt no REsp 1326397/RS, Relator Ministro SÉRGIO KUKINA,
Primeira Turma, DJe de 24/08/2017, com destaques acrescidos.)
STJ
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. OFENSA AO ART.
535 DO CPC NÃO CARACTERIZADA. SERVIDORES DO
DISTRITO FEDERAL. REAJUSTE DE 84,32%. COMPENSAÇÃO.
EMBARGOS À EXECUÇÃO. PRETENSÃO FORMULADA DE
MANEIRA GENÉRICA. ALTERAÇÃO DO JULGADO. SÚMULA
1. Deve ser rejeitada a alegada violação do art. 535 do CPC, na
medida em que o Tribunal de origem julgou integralmente a
lide, fundamentando seu proceder de acordo com os fatos
apresentados e com a interpretação dos regramentos legais
que entendeu aplicáveis, demonstrando as razões de seu
acórdão
2. O STJ, nos autos do REsp 1.235.513/AL, processado na
forma do regime previsto no art. 543-C do CPC, externou
entendimento segundo o qual \"a compensação do índice
de 28,86% com reajustes concedidos por leis posteriores
à última oportunidade de alegação da objeção de defesa no
processo cognitivo\" não é causa de violação à coisa
julgada. Na mesma linha, concluiu pela possibilidade de se
reclamar a compensação nos casos em que o fato não
tenha sido objetado nos autos do processo de
conhecimento em razão de ocorrência posterior à
sentença, nos termos do art. 741, VI, do CPC.
3. Contudo, na hipótese em exame, o Tribunal de Justiça decidiu
pela improcedência dos Embargos à Execução, por entender
que o embargante, ora recorrente, os formulou de maneira
genérica, isto é, \"se limitou a postular compensação de
eventuais reajustes já concedidos, sem demonstrar a sua
existência ou o seu valor\" (fl. 434, e-STJ).
4. Assim, o acolhimento da pretensão recursal por qualquer das
alíneas do permissivo constitucional, a fim de afastar as
conclusões do Tribunal a quo, demanda reexame do conjunto
fático-probatório dos autos, o que é vedado no âmbito do
Recurso Especial, nos termos da Súmula 7/STJ.
5. Agravo Interno não provido.
(AgInt no REsp 1653106/DF, Relator Ministro HERMAN
BENJAMIN, Segunda Turma, DJe de 30/06/2017, com
No caso concreto, AS VERBAS A QUE O D. DECISUM
RECORRIDO DETERMINA COMPENSAÇÃO, INDUVIDOSAMENTE,
NÃO SÃO SUPERVENIENTES À COISA JULGADA, QUE SE DEU EM
20/06/2015. Veja-se: a Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada
- VPNI foi criada pelo artigo 61 da Lei n. 10.486/2002; a Gratificação
Especial de Função Militar ? GEFM foi instituída pela Medida Provisória
302/2006, convertida na Lei nº 11.356/2006, enquanto que a
Gratificação de Incentivo à Função Militar ? GFM, foi instituída pela
Medida Provisória 441/2008, convertida na Lei nº 11.907/2009, não
tendo sido ressalvadas na coisa julgada formada no mandamus
coletivo.
Desse modo, sob a proteção dos dispositivos de Lei
Federal ora arguidos, conclui-se ser descabida e ilegal a
compensação das suscitadas verbas, na esteira da consolidada
orientação pretoriana sobre a matéria:
STJ
- VIOLAÇÃO - ANÁLISE EM RECURSO ESPECIAL -
IMPOSSIBILIDADE - RESOLUÇÃO - VIOLAÇÃO -
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE - AUSÊNCIA DE
NEGA PROVIMENTO. (...)
4. Ao decidir pela impossibilidade de deduzir, em
embargos do devedor, matérias discutidas no processo de
conhecimento e já transitadas em julgado, o Tribunal de
origem alinhou seu entendimento à jurisprudência
dominante do STJ. Incide, portanto, o enunciado n.º 83 da
Súmula desta Corte Superior.
(AgRg no Ag 1185879/RS, Relator Ministro MARCO BUZZI,
Evidente, pois, o descabimento da compensação
imputada pelo d. Juízo de Segundo Grau, com patente malferimento
aos dispositivos processuais em questão.
C) DA VIOLAÇÃO À COISA JULGADA (ARTS. 502,
503, 505, 506, 507, 508 DO CPC/2015)
O V. Acórdão do Egrégio Tribunal Regional Federal da
2ª Região, ao apreciar o tema em debate, ou seja, a compensação da
VPE ora executada, com outras gratificações (GEFM/GFM/VPNI),
entendeu não haver ofensa à coisa julgada, embora, o título
executivo judicial, tenha apenas determinado o pagamento da
Vantagem Pecuniária Especial - VPE, criada pela Lei nº 11.134/05,
aos servidores do antigo Distrito Federal, não autorizando
qualquer compensação ou desconto, assim se manifestando, verbis:
? VOTO
exequente é parte legítima para requerer o cumprimento
apresentados elementos pela União e determinou o
rubricas GEFM (Gratificação Especial de Função Militar) e GFM
(Gratificação de Incentivo à Função Militar), cabe destacar
alguns pontos. O REFERIDO TEMA NÃO FOI OBJETO DE
DISCUSSÃO NOS AUTOS DO MANDADO DE SEGURANÇA
COLETIVO Nº 2005.5101.016159-0, NÃO HAVENDO QUE SE
FALAR, PORTANTO, EM OFENSA À COISA JULGADA, nos
termos do art. 509, § 4º, do CPC/15. Destaque-se que, a teor
dos arts. 525, VII, e 917, VI, ambos do CPC/15, a
compensação pode ser alegada como matéria de defesa.
Outrossim, não é juridicamente possível a cumulação das
gratificações percebidas privativamente pelos militares
do antigo Distrito Federal (como é o caso da GEFM e da
GFM) com aquelas percebidas privativamente pelos
militares do atual DF (como é o caso da VPE). Ressalte-se
que, no caso, as razões jurídicas que levaram ao
reconhecimento do direito à incorporação da VPE não foi o
princípio da isonomia (entre os militares do antigo e atual DF),
mas sim a compreensão de que a Lei nº 11.134/2005 teria
previsto esse direito.
DEDUZIDAS AS COMPENSAÇÕES REFERENTES ÀS
Para melhor compreensão do tema, cumpre
esclarecer que o crédito decorrente do título executivo que o
Recorrente/Exequente busca a satisfação, foi prolatada nos autos do
Mandado de Segurança Coletivo nº 2005.5101.016159-0, impetrado
pela AME/RJ, em 12/agosto/2005, em que se determinou, apenas
que fosse paga a Vantagem Pecuniária Especial - VPE, criada pela
Lei nº 11.134/05, com as alterações da MP nº 307/2006, aos
servidores do antigo Distrito Federal.
Tem o seguinte teor o referido Acórdão do TRF-2,
verbis:
XII - APELACAO EM MANDADO DE
SEGURANCA 2005.51.01.016159-0
RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL ROGERIO
CARVALHO
APELANTE: ASSOCIACAO DE OFICIAIS MILITARES
ESTADUAIS DO RIO DE JANEIRO AME/RJ
ADVOGADO: AMAURY FIGUEIREDO JORIO
APELANTE: UNIAO FEDERAL
APELADO: OS MESMOS
REMETENTE: JUIZO FEDERAL DA 16A VARA-RJ
ORIGEM: DÉCIMA SEXTA VARA FEDERAL DO RIO DE
JANEIRO (200551010161590)
ACÓRDÃO
Vistos e relatados os presentes autos, em que são partes as
acima indicadas, acordam os Membros da Sexta Turma
Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por
unanimidade, nos termos do voto do Relator, em determinar a
re-ratificação da certidão de julgamento do dia 17/03/2008,
para fazer constar que votaram o Relator e o Des. Fed.
BENEDITO GONÇALVES, e, no mérito, por maioria, nos termos
do voto do Relator, em dar provimento à apelação da
Impetrante para, reformada a r. sentença recorrida,
conceder a segurança e DETERMINAR À AUTORIDADE
IMPETRADA QUE EFETUE O PAGAMENTO DA VANTAGEM
PECUNIÁRIA ESPECIAL ? VPE, instituída pela Lei nº
11.134/2005, com as alterações da MP nº 307/2006, aos
associados da impetrante, obedecido o disposto na Súmula
nº 271, do STF. Custas ?ex lege?. Sem honorários advocatícios.
Prejudicada a apelação da União Federal e a remessa
necessária.
RIO DE JANEIRO, 24 DE MARÇO DE 2008.
ROGÉRIO VIEIRA DE CARVALHO
Desembargador Federal ? Relator?
Como se pode verificar, o V. Acórdão supracitado,
apenas DETERMINOU QUE FOSSE EFETUADO O PAGAMENTO DA
VANTAGEM PECUNIÁRIA ESPECIAL - VPE, NÃO AUTORIZANDO
QUALQUER COMPENSAÇÃO/DEDUÇÃO DE VALORES DE OUTRAS
GRATIFICAÇÕES OU VANTAGENS, SOBRE A VPE ORA EXECUTADA.
Por sua vez, este Colendo STJ, nos Embargos de
Divergência no Recurso Especial (EREsp 1121981/RJ), interposto
pela AME/RJ, como veremos abaixo, reconheceu que a Vantagem
Pecuniária Especial ? VPE, criada pela Lei nº 11.134/05, deveria ser
estendida aos servidores do antigo Distrito Federal, em razão da
VINCULAÇÃO JURÍDICA ESTABELECIDA PELO §2º DO ARTIGO 65,
DA LEI Nº 10.486/2002, restando assim Ementada, verbis:
?Processo EREsp 1121981/RJ
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RECURSO ESPECIAL
2011/0224349-6
Relator(a) Ministra ALDERITA RAMOS DE OLIVEIRA
(DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJ/PE) (8215)
Órgão Julgador S3 - TERCEIRA SEÇÃO
Data do Julgamento 08/05/2013
Data da Publicação/Fonte DJe 20/06/2013
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. ADMINISTRATIVO.
MILITARES DO ANTIGO DISTRITO FEDERAL. ARTIGO 65
DA LEI Nº 10.486/02. VINCULAÇÃO. VPE. LEI Nº 11.134/05.
EXTENSÃO. POSSIBILIDADE.
1. A Lei nº 10.486/2002 estabelece uma vinculação
permanente entre os militares do antigo e do atual Distrito
2. Em razão desta vinculação, a Vantagem Pecuniária
Especial - VPE, criada pela Lei nº 11.134/05, devida aos
militares da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiro Militar do
atual Distrito Federal, se estende aos antigos militares do
Distrito Federal.
3. Art. 65 da Lei nº 10.486/02: \"As vantagens instituídas por
esta Lei se estendem aos militares da ativa, inativos e
pensionistas dos ex-Territórios Federais do Amapá, Rondônia
e de Roraima, e aos militares inativos e pensionistas
integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar
do antigo Distrito Federal. § 2º O mesmo procedimento
aplicado aos militares do Distrito Federal, será adotado
para os remanescentes do antigo Distrito Federal.\"
4. Embargos de divergência acolhidos para que a
Vantagem Pecuniária Especial - VPE, criada pela Lei nº
11.134/05, seja estendida aos servidores do antigo
Distrito Federal EM RAZÃO DA VINCULAÇÃO JURÍDICA
ESTABELECIDA PELA LEI Nº 10.486/2002 (Grifo nosso).
(ERESP 201102243496, ALDERITA RAMOS DE OLIVEIRA
(DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJ/PE), STJ - TERCEIRA
SEÇÃO, DJE DATA:20/06/2013)
Posteriormente, o Recurso Extraordinário
(795.191-RJ) interposto pelo ora Recorrido ? União Federal, foi
rejeitado pelo Supremo Tribunal Federal, OCORRENDO O TRÂNSITO
EM JULGADO EM 20/06/2015.
Conforme já se demonstrou acima, o título judicial
transitado em julgado, não autorizou ou deferiu qualquer dedução
ou compensação no valor da VPE (lei n. 11.134/2005), ora
executada.
Tem-se, assim, preclusa e intransponível coisa
julgada, a respeito da qual há que ser observada a sua imutabilidade,
conforme disposto nos artigos 502, 503, 505, 507, 508, todos do novo
Código de Processo Civil, verbis:
Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade
que torna imutável e indiscutível a decisão de mérito não
mais sujeita a recurso.
Art. 503. A decisão que julgar total ou parcialmente o
mérito tem força de lei nos limites da questão principal
expressamente decidida.
Art. 505. Nenhum juiz decidirá novamente as questões já
decididas relativas à mesma lide, salvo:
Art. 507. É vedado à parte discutir no curso do processo as
questões já decididas a cujo respeito se operou a
preclusão.
Art. 508. Transitada em julgado a decisão de mérito,
considerar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações
e as defesas que a parte poderia opor tanto ao acolhimento
quanto à rejeição do pedido.
Esta Colenda Corte Nacional, exatamente a esse
respeito, JÁ PACIFICOU O SEU ENTENDIMENTO, EM SEDE DE
RECURSO REPETITIVO, verbis:
REAJUSTE DE 3,17%. ALEGAÇÃO EM EMBARGOS DE
2. A Lei 9.654/1998, que estipulou o pagamento de três novas
FIRMOU, POR OCASIÃO DO JULGAMENTO DO RESP
CONHECIMENTO. SE A COMPENSAÇÃO BASEIA-SE EM
Processo: AgRg no AREsp 64052 MA 2011/0240108-8
Relator(a): Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO
Julgamento: 24/02/2015
Órgão Julgador: T1 - PRIMEIRA TURMA
Publicação: DJe 05/03/2015
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À
EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA PROFERIDA EM
AÇÃO COLETIVA. INEXISTÊNCIA DE EXCESSO.
DESCABIMENTO DA REDISCUSSÃO DA MATÉRIA DE
MÉRITO DECIDIDA NO PROCESSO DE CONHECIMENTO.
COISA JULGADA. SÚMULA 7 DO STJ. CONDENAÇÃO DA
FAZENDA AO PAGAMENTO DOS HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS NO PERCENTUAL DE 10% (DEZ POR CENTO)
SOBRE O VALOR DA EXECUÇÃO. VERBA FIXADA COM
RAZOABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. Transitada em julgado a decisão, mostra-se inviável, na
fase de execução, qualquer discussão sobre as questões ali
definidas, sendo impossível a alteração do seu conteúdo,
sob pena de ofensa ao instituto da coisa julgada.
Precedentes.
2. Somente é admitida a revisão da verba honorária por esta
Corte quando o valor arbitrado extrapola os limites da
razoabilidade, o que, todavia, não se verifica no presente caso.
3. Agravo Regimental desprovido.
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros
da PRIMEIRA Turma do Superior Tribunal de Justiça, na
conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir, por
unanimidade, negar provimento ao Agravo Regimental, nos
termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros
Benedito Gonçalves, Sérgio Kukina, Regina Helena Costa e
Marga Tessler (Juíza Federal convocada do TRF 4ª Região)
votaram com o Sr. Ministro Relator.
Veja
? DESCABIMENTO DA REDISCUSSÃO DA MATÉRIA DE
MÉRITO DECIDIDA NO PROCESSO DE CONHECIMENTO -
COISA JULGADA
o STJ - AgRg no REsp 1291895-MA
o STJ - AgRg nos EREsp 586045-MG
o STJ - AgRg no Ag 1393160-SC
o STJ - AgRg no REsp 1171478-RS
o STJ - AgRg no REsp 1173704-RS
o STJ - AgRg no REsp 1138008-RS
? HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS - SUCUMBÊNCIA DA FAZENDA
PÚBLICA - FIXAÇÃO
o STJ - REsp 1155125-MG (RECURSO REPETITIVO)
Referências Legislativas
? FED SUM: SUM (STJ) SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA SUM:000007
? FED LEI:005869 ANO:1973 CPC-73 CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL DE 1973ART :00020 PAR: 00003 PAR: 00004
EMBARGOS À EXECUÇÃO - DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS -
VIOLAÇÃO - ANÁLISE EM RECURSO ESPECIAL - IMPOSSIBILIDADE -
RESOLUÇÃO - VIOLAÇÃO - IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE -
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO - INCIDÊNCIA DO
ENUNCIADO N. 282 DA SÚMULA DO STF - EMBARGOS DO DEVEDOR
- DISCUSSÃO DE MATÉRIAS DECIDIDAS NO PROCESSO DE
CONHECIMENTO E TRANSITADAS EM JULGADO -
IMPOSSIBILIDADE - APLICAÇÃO DO ENUNCIADO N. 83 DA SÚMULA
DO STJ - PRESCRIÇÃO - INOCORRÊNCIA - DÍVIDA SOMENTE SE
MONITÓRIA - FUNDAMENTO INATACADO - ENUNCIADO N. 283 DA
SÚMULA DO STF - AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. (...)
4. AO DECIDIR PELA IMPOSSIBILIDADE DE DEDUZIR, EM
EMBARGOS DO DEVEDOR, MATÉRIAS DISCUTIDAS NO
JULGADO, O TRIBUNAL DE ORIGEM ALINHOU SEU
Incide, portanto, o enunciado n.º 83 da Súmula desta Corte Superior.
5. Conforme explicitado pelo Tribunal de origem, a dívida somente
se tornou líquida, com a prolação da sentença de mérito, nos autos
da ação monitória. O recorrente, contudo, deixou de impugnar tal
fundamento, atraindo a incidência do enunciado n.º 283 da Súmula
do STF, verbis: ?É inadmissível o recurso extraordinário quando a
decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles.?
Quarta Turma, j. em 03/10/2013, DJe 11/10/2013, com destaques
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL
REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543-C DO CPC
E RESOLUÇÃO STJ N.º 08/2008. SERVIDORES DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS-UFAL. DOCENTES DE
ENSINO SUPERIOR. ÍNDICE DE 28,86%. COMPENSAÇÃO COM
REAJUSTE ESPECÍFICO DA CATEGORIA. LEIS 8.622/93 E
8.627/93. ALEGAÇÃO POR MEIO DE EMBARGOS À
EXECUÇÃO. TÍTULO EXECUTIVO QUE NÃO PREVÊ
QUALQUER LIMITAÇÃO AO ÍNDICE. VIOLAÇÃO DA COISA
JULGADA. ARTS. 474 E 741, VI, DO CPC.
1. As Leis 8.622/93 e 8.627/93 instituíram uma revisão geral
de remuneração, nos termos do art. 37, inciso X, da
Constituição da República, no patamar médio de 28,86%, razão
pela qual o Supremo Tribunal Federal, com base no princípio
da isonomia, decidiu que este índice deveria ser estendido a
todos os servidores públicos federais, tanto civis como
militares.
2. Algumas categorias de servidores públicos federais também
foram contempladas com reajustes específicos nesses
diplomas legais, como ocorreu com os docentes do ensino
superior. Em razão disso, a Suprema Corte decidiu que esses
aumentos deveriam ser compensados, no âmbito de execução,
com o índice de 28,86%.
3. Tratando-se de processo de conhecimento, é devida a
compensação do índice de 28,86% com os reajustes
concedidos por essas leis. Entretanto, transitado em julgado
o título judicial sem qualquer limitação ao pagamento
integral do índice de 28,86%, não cabe à União e às
autarquias federais alegar, por meio de embargos, a
compensação com tais reajustes, sob pena de ofender-se a
coisa julgada. Precedentes das duas Turmas do Supremo
Tribunal Federal.
4. Não ofende a coisa julgada, todavia, a compensação do índice
de 28,86% com reajustes concedidos por leis posteriores à
última oportunidade de alegação da objeção de defesa no
processo cognitivo, marco temporal que pode coincidir com a
data da prolação da sentença, o exaurimento da instância
ordinária ou mesmo o trânsito em julgado, conforme o caso.
5. Nos embargos à execução, a compensação só pode ser
alegada se não pôde ser objetada no processo de
conhecimento. Se a compensação baseia-se em fato que já
era passível de ser invocado no processo cognitivo, estará
a matéria protegida pela coisa julgada. É o que preceitua o
art. 741, VI, do CPC: ?Na execução contra a Fazenda Pública,
os embargos só poderão versar sobre (...) qualquer causa
impeditiva, modificativa ou extintiva da obrigação, como
pagamento, novação, compensação, transação ou
prescrição, desde que superveniente à sentença?.
6. No caso em exame, tanto o reajuste geral de 28,86% como o
aumento específico da categoria do magistério superior
originaram-se das mesmas Leis 8.622/93 e 8.627/93,
portanto, anteriores à sentença exequenda. Desse modo, a
compensação poderia ter sido alegada pela autarquia
recorrida no processo de conhecimento.
7. Não arguida, oportunamente, a matéria de defesa, incide
o disposto no art. 474 do CPC, reputando-se ?deduzidas e
repelidas todas as alegações e defesas que a parte poderia
opor tanto ao acolhimento como à rejeição do pedido?.
8. Portanto, deve ser reformado o aresto recorrido por
violação da coisa julgada, vedando-se a compensação do
índice de 28,86% com reajuste específico da categoria previsto
nas Leis 8.622/93 e 8.627/93, por absoluta ausência de
previsão no título judicial exequendo.
9. Recurso especial provido. Acórdão submetido ao art. 543-
C do CPC e à Resolução STJ n.º 08/2008.
(REsp 1235513/AL, Relator Ministro CASTRO MEIRA, Primeira
Seção, j.em 27/06/2012 e p. no DJe de 20/08/2012.)
D) DA VIOLAÇÃO AO ART. 509, §2º (ART. 475-B ?
CPC/73) DO CPC/2015
Consignou o ora Recorrente na petição inicial da
execução, que o título exequendo, advinha de decisão mandamental
transitada em julgado, para fins de que a Vantagem Pecuniária
Especial ? VPE (criada pela Lei n. 11.134/05) fosse estendida aos
servidores do antigo Distrito Federal, sendo, destacado, que as
?parcelas constituintes do saldo exequendo (períodos
pretéritos/atrasados) são as compreendidas entre a Impetração do
MS Coletivo n. 2005.5101.016159-0 (12/08/2005) e a implantação
da VPE no contracheque do exequente?.
Para estes fins, o Recorrente juntou memória de
cálculos atualizada e discriminada do débito, quadros
demonstrativos, tabelas, Lei da VPE, todos os contracheques
necessários e demais documentos, que se pautaram, exclusivamente,
nos valores das tabelas da VPE, previstas em leis, para o período
exequendo.
Nem poderia ser diferente, porquanto a definição do
valor mensal da VPE devida, depende apenas da apuração do
POSTO/GRADUAÇÃO do exequente. Não há variações da base de
cálculo, já que a VPE não incide sobre o soldo, gratificações, etc. O valor
é TABELADO, variando apenas no decorrer do tempo, por força de
alterações legislativas, que, transcrevemos abaixo, apenas como
exemplo:
?ANEXO I (Vide Mpv nº 307, de 2006)
TABELA DE VALOR DA VANTAGEM PECUNIÁRIA ESPECIAL - VPE (Em R$)
POSTO/GRADUAÇÃO VIGÊNCIA
EM 1o FEV 2005 EM 1o SET 2005
OFICIAIS SUPERIORES
Coronel 579,72 1.442,38
Tenente-Coronel 558,84 1.390,42
Major 536,39 1.334,57
OFICIAIS INTERMEDIÁRIOS
Capitão 444,49 1.105,91
OFICIAIS SUBALTERNOS
Primeiro-Tenente 404,90 1.007,40
Segundo-Tenente 378,76 942,36
PRAÇAS ESPECIAIS
Aspirante a Oficial 302,01 751,41
Cadete (último ano) da Academia de 153,93 324,07
Cadete (demais anos) da Academia de 126,06 265,39
PRAÇAS GRADUADAS
Subtenente 299,47 630,46
Primeiro-Sargento 268,35 564,94
Segundo-Sargento 237,70 500,43
Terceiro-Sargento 218,07 459,10
Cabo 174,24 366,82
DEMAIS PRAÇAS
Soldado ? 1a Classe 160,31 337,49
Soldado ? 2a Classe 126,06 265,39
Exatamente em virtude desse formato da vantagem
sob execução, o Recorrente/Exequente, visando facilitar a
compreensão e conferência em torno dos cálculos, para que não
restasse qualquer dúvida ou questionamento, juntou na Inicial da
execução, como já dito acima, todos os dados e elementos
necessários e indispensáveis.
Outrossim, pormenorizou a metodologia empregada,
na esteira do Manual de Orientações e Procedimentos de Cálculos da
Justiça Federal, esclarecendo, inclusive, quanto aos juros de mora, que
adotara, como termo inicial, a data da citação do Impetrado no Mandado
de Segurança Coletivo nº 2005.5101.016159-0, nos termos da
jurisprudência pacífica.
Logo, a aferição do quantum debeatur, dependia,
apenas, de simples cálculos matemáticos/aritméticos (art. 475-B
do CPC/73 / art. 509, §2º do CPC/2015), já que as partes tinham em
mãos e nos próprios autos, como já explicitado acima, todos os
dados e elementos necessários, NÃO SE MOSTRANDO NECESSÁRIA
A LIQUIDAÇÃO PRÉVIA DO JULGADO.
Neste sentido, assim prescrevem os artigos 475-B do
CPC/73, vigente à época, e 509, §2º, do novo CPC/2015, verbis:
?ART. 475-B. Quando a determinação do valor da
condenação depender apenas de cálculo aritmético, o
credor requererá o cumprimento da sentença, na forma do
art. 475-J desta Lei, instruindo o pedido com a memória
discriminada e atualizada do cálculo. ?
?ART. 509. Quando a sentença condena ao pagamento de
quantia ilíquida, proceder-se-á à sua liquidação, a
requerimento do credor ou do devedor:
§ 2º Quando a apuração do valor depender apenas de
cálculo aritmético, o credor poderá promover, desde logo,
o cumprimento da sentença.?
O Juiz monocrático após longa e detida análise dos
Embargos à Execução, em que foram juntadas planilhas de cálculos,
de ambas as partes e intimada a União Federal ? Recorrido, por 2
(duas) vezes para informar e juntar quais os supostos elementos
faltantes, este, quedou-se silente, descumprindo a decisão judicial.
.
Não havendo mais provas a serem produzidas nos
autos, foi proferida sentença (fls. 613/618 ? JFRJ) julgando
improcedente os Embargos à Execução interpostos pelo ora
Recorrido, verbis:
A UNIÃO FEDERAL opõe EMBARGOS À EXECUÇÃO em face da
A União foi intimada às fls. 138/139 e 163, a juntar aos
exequente propôs ação individual de nº 0006490-
A União Federal foi novamente intimada às fls. 396 e fls.
409, para juntar a planilha fornecida pelo órgão pagador,
das diferenças devidas, mês a mês, uma vez que esses
dados são essências para elaboração dos cálculos.
Manifestação do embargado, juntando novos cálculos
Embargos de Declaração de fls. 502/521, com documentos de
562/563.
Na oportunidade, a União foi intimada, em trinta dias, a
juntar as diferenças em valores históricos, mês a mês, na
forma de sua própria argumentação anterior, sob pena de
reputar corretos os cálculos do exequente.
Verifica-se que o Mandado de Segurança Coletivo nº
Bombeiros do antigo Distrito Federal filiados à
remunerada até a vigência da Lei nº 5.787/72, bem como
reformada a sentença a quo, determinando-se o
Posteriormente, interposto o REsp nº 1.121.981/RJ pela União
Em seguida, foi dado provimento a agravo regimental
inativos e pensionistas do antigo Distrito Federal (Policiais e
possuem legitimidade para requerer o cumprimento do
valores históricos, mês a mês e os descontos nas
elaborados na forma do Manual de Cálculos da Justiça
LIQUIDAÇÃO PRÉVIA DESNECESSÁRIA.
m s e d e d e s e g u r a n ç a coletivo(nº
qual foi garantido aos servidores do antigo Distrito
3. Quanto à alegação de que \"o Poder Judiciário Federal,
\"inexiste direito adquirido a regime jurídico
execução do julgado. Não somente, tratam-se de
qualquer ressalva sobre a possibilidade de
necessidade de prévia liquidação, prevista no artigo
sendo aplicável o disposto no artigo 509, § 3º, do
53.2016.4.02.5101, LUIZ PAULO DA SILVA ARAUJO
Por outro lado, a c. Sexta Turma do Eg. TRF2, acatou o
Recurso de Apelação da União Federal ? Recorrido, entendendo que por
tratar-se de sentença coletiva, de caráter genérico, não passível de
imediata execução, para suprir elementos faltantes, tais como o
quantum debeatur e a titularidade do crédito e que apenas por
ocasião da liquidação de sentença seria possível apurar o valor da
condenação, deduzidas as COMPENSAÇÕES REFERENTES ÀS
GRATIFICAÇÕES GEFM E GFM, o que não seria possível por simples
cálculos aritméticos, verbis:
? VOTO (Evento 16)
Passo ao exame do recurso.
DEDUZIDAS AS COMPENSAÇÕES REFERENTES ÀS
não é possível por simples cálculos aritméticos. Ante o
Embora genérico o título formado no mandado de
segurança coletivo, o que atrairia, em princípio, a necessidade de prévia
liquidação, prevista no artigo 98 do CDC, a situação do
Recorrente/Exequente já se encontra individualizada, como bem
demonstrou a r. sentença acima transcrita que julgou
improcedente os Embargos à Execução, diante da planilha de
cálculos de execução; da tabela de valores de VPE de acordo com as
patentes dos antigos servidores do Distrito Federal, valores estes
previstos em lei, bem como, os contracheques comprovando sua
patente, bastando tais elementos para a verificação, pela União
Federal ? Recorrido (Órgão Pagador), dos valores apresentados, já
que a liquidação em questão depende de meros cálculos
aritméticos, sendo dispensável a prévia liquidação a teor do
disposto no artigo 509, § 2º, do CPC/2015.
A jurisprudência desta Corte Superior tem
admitido o prosseguimento da execução individual da sentença
proferida em ação coletiva, sem prévia liquidação, desde que sejam
induvidosos os critérios de apuração do quantum debeatur e que este
possa ser alcançado por cálculos aritméticos simples, como no presente
caso, verbis:
AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS À EXECUÇÃO NO
MANDADO DE SEGURANÇA - RECURSO CONHECIDO EM
PARTE - PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA -
OCORRÊNCIA.
1.- Tendo em vista que a liquidação por cálculo do
contador foi extinta a partir da Lei n. 8.898/94, se a
apuração do valor da condenação depender apenas de
contas aritméticas, cabe ao credor iniciar a execução
mediante a apresentação de memória discriminada e
atualizada do débito.
2.- Prescrição do direito de executar decisão mandamental que
não se confunde com a prescrição do próprio direito, que já foi
reconhecido pela mencionada decisão.
3.- Discussão que diz respeito à prescrição da execução do
direito consagrado na sentença mandamental e não da
prescrição para ajuizamento de ação ordinária de cobrança de
parcelas referentes a período anterior à impetração.
4.- Recurso não provido.
(AgRg nos EmbExe MS nº 6.046/DF, Relator Ministro MOURA
RIBEIRO, Terceira Seção, DJe de 01/04/2014, com destaques
REsp 1232569/PB
RECURSO ESPECIAL N. 2011/0017595-4
Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES (1141)
T2 - SEGUNDA TURMA
05/04/2011
DJe 13/04/2011
PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL.
DESNECESSIDADE DE PROCEDIMENTO DE LIQUIDAÇÃO.
VALOR DA CONDENAÇÃO AFERÍVEL POR CÁLCULOS
ARITMÉTICOS.
1. Jurisprudência pacífica desta Corte é no sentido de ser
desnecessário o procedimento de liquidação quando o
valor da condenação depender apenas de cálculos
aritméticos.
Precedentes:
REsp 877.648/CE, Rel. Min. João Otávio de Noronha,
Quarta Turma, DJe de 18.2.2010;
AgRg no Ag 1.066.394/RJ, Rel. Min. Sidnei Beneti,
Terceira Turma, DJe de 28.11.2008;
REsp 1.064.023/PE, Rel. Min. Eliana Calmon, Segunda
Turma, DJe de 29.10.2008.
2. Na espécie, o Tribunal de origem expressamente consignou
que o montante a ser alcançado da condenação envolve
apenas cálculos aritméticos, pelo que desnecessário o
procedimento de liquidação.
Alterar tal conclusão significa adentrar no contexto fático-
probatório dos autos, o que é vedado nesta seara recursal,
ante o óbice da Súmula 7/STJ.
3. Recurso especial não conhecido.
Vistos, relatados e discutidos esses autos em que são partes
as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA
TURMA do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos
votos e das notas taquigráficas, o seguinte resultado de
julgamento: \"A Turma, por unanimidade, não conheceu do
recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro-Relator, sem
destaque.\"
Os Srs. Ministros Cesar Asfor Rocha, Castro Meira, Humberto
Martins (Presidente) e Herman Benjamin votaram com o Sr.
Ministro Relator.
AgRg no Ag 1290782 / RJ 2010/0044058-9
Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO (1140)
T4 - QUARTA TURMA
09/08/2011
DJe 16/08/2011
EMENTA
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO.
LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA. DESNECESSIDADE. SIMPLES
CÁLCULOS ARITMÉTICOS. EXCESSO DE EXECUÇÃO. SÚMULA
1. É prescindível a prévia liquidação da sentença quando
simples cálculos aritméticos são suficientes para
quantificar o valor da condenação.
2. Afastada nas instâncias ordinárias a alegação de excesso de
execução, inviável nova análise do tema nesta instância, em
virtude do óbice contido na súmula 7/STJ.
3. Agravo regimental não provido.
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs.
Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos
Ferreira e João Otávio de Noronha (Presidente) votaram com o
Sr. Ministro Relator.
Portanto, como se demonstrou acima, trata-se
situação já individualizada, com cálculos simples, não havendo que se
falar em necessidade de prévia liquidação, nem em falta de
elementos ou dados para apuração do quantum debeatur, mesmo
porque, o Recorrido ? União Federal, é o próprio Órgão Pagador, que
já implantou a VPE em novembro/2013 e vem pagando
normalmente até a presente data (outubro/2020) e os valores
referentes a VPE são públicos, fixados em tabelas de lei, constante
dos autos.
V ? DO PEDIDO:
Ex positis, requer seja conhecido e provido o
presente RECURSO ESPECIAL para fins, sucessivamente, de
decretação da nulidade dos vv. arestos ora recorridos, com vista à
realização de novo julgamento na c. Sexta Turma do Tribunal
Regional Federal da Segunda Região, ou sua reforma, para que seja
mantida a r. sentença monocrática que julgou improcedente os
Embargos à Execução (fls. 613/618 ? JFRJ) interposto pelo ora
Recorrido, por expressa ofensa aos dispositivos supracitados.
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