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"EXMO. SR. DR. DESEMBARGADOR FEDERAL PRESIDENTE DO
EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO.
Ref. Processo nº: 5003212-14.2021.4.02.0000
SINDICATO DOS PROFESSORES NO DISTRITO FEDERAL
? SINPRO-DF e OUTROS, nos autos do Agravo de Instrumento em epígrafe, em
que é agravada a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, inconformados com os termos
do v. acórdão do Evento 17, que negou provimento ao recurso, mantido pelo v.
acórdão do Evento 35, que rejeitou os Embargos de Declaração interpostos, vêm, no
prazo legal, interpor o presente
RECURSO ESPECIAL
com fulcro no Artigo 105, III, ?a? e ?c?, da Constituição Federal, oferecendo em anexo
as suas razões, e requerendo a remessa dos autos ao colendo Superior Tribunal de
Justiça, para o devido reexame.
1
EMÉRITOS MINISTROS
O v. acórdão do Evento 17 deve ser amplamente reformado, uma vez
que não expressou totalmente os princípios mais lídimos de Direito e de Justiça.
I - DO AMPLO CABIMENTO DO PRESENTE RECURSO ESPECIAL (Art.
105, III, ?a? e ?c?, da Constituição Federal)
O presente Recurso Especial é plenamente cabível, na forma do Art.
105, III, ?a? e ?c?, da Constituição Federal, que estabelecem:
?Art. 105 - Compete ao Superior Tribunal de Justiça:
III - julgar, em recurso especial, as causas decididas,
em única ou última instância, pelos Tribunais
Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do
Distrito Federal e Territórios, quando a decisão
recorrida:
a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes
vigência;
c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe
haja atribuído outro tribunal;?
Pois bem, o presente caso encaixa-se perfeitamente nas hipóteses das
alíneas ?a? e ?c?, do inciso III, do Art. 105, da Constituição Federal, eis que o v.
acórdão recorrido violou de forma flagrante e direta os preceitos de lei esculpidos nos
§§ 1º e 2º, do Artigo 85, do Código de Processo Civil, que tratam dos honorários de
sucumbência devidos no cumprimento de sentença.
2
Por outro flanco, está o v. acórdão em divergência flagrante e direta
com o entendimento jurisprudencial pacificado sobre o cabimento de honorários de
sucumbência no Cumprimento de Sentença Coletiva, resistida ou não, consagrado no
Tema 973, do Superior Tribunal de Justiça.
Daí a interposição do presente Recurso Especial, cujo provimento se
impõe, na forma da fundamentação abaixo.
II ? DAS VIOLAÇÕES LEGAIS
(ART. 105, III, ?a?, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL):
II.I ? DA VIOLAÇÃO DO V. ACÓRDÃO RECORRIDO AOS TERMOS DO
ARTIGO 85, §§ 1º E 2º DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - INEQUÍVOCO
CABIMENTO DA CONDENAÇÃO DA RECORRIDA EM HONORÁRIOS
DE SUCUMBÊNCIA NA PRESENTE EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE
SENTENÇA COLETIVA ? MATÉRIA PACIFICADA PELA SÚMULA Nº
345/STJ, E REFERENDADA SOB A ÉGIDE DO NOVO ESTATUTO
PROCESSUAL PELO RESP Nº 1.648.238/RS
(TEMA 973/STJ)
Eminentes Ministros, ao julgar o Agravo de Instrumento, a egrégia
Sexta Turma Especializada do TRF da 2ª Região, pelo voto condutor do eminente
Desembargador Federal Guilherme Couto de Castro, entendeu que teria a Caixa
Econômica Federal cumprido a obrigação no prazo do Artigo 523, do CPC, adotando,
para chegar a tal conclusão, o disposto na Súmula nº 517/STJ, concluindo que, não
havendo resistência, não seriam devidos honorários de sucumbência neste
Cumprimento de Sentença, nos termos da ementa abaixo, que bem sintetiza a
fundamentação adotada (Evento 17):
3
?AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO
DE SENTENÇA. AÇÃO COLETIVA. FIXAÇÃO DE
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. RECURSO
DESPROVIDO.
Hipótese na qual a decisão impugnada indeferiu o
pedido de fixação de honorários advocatícios no
cumprimento de sentença. Quando o devedor efetua o
para pagamento, é descabida a fixação de honorários
advocatícios. Inteligência da súmula nº 517 do STJ.
(grifamos)
Portanto, prendeu-se o v. acórdão recorrido nas disposições da Súmula
nº 517, do Superior Tribunal de Justiça.
Contudo, a referida Súmula nº 517/STJ não se aplica ao presente
caso, uma vez que o v. acórdão recorrido tratou erroneamente a questão como
fixação de honorários em fase de cumprimento de sentença, no mesmo processo
e subsequente à fase de conhecimento, enquanto que o presente caso trata de
fixação de honorários na execução individual de sentença proferida em ação
coletiva, distribuída de forma autônoma, ou seja, tratam de hipóteses diversas.
Ora, eminentes Ministros, o caso presente trata de ação ajuizada de
forma autônoma para a execução individual de sentença coletiva, hipótese
abarcada pelo § 1º, do Artigo 85, do CPC, que determina a fixação de honorários
advocatícios com o intuito de remunerar o advogado que trabalhou no feito.
E isso se deu porque a Caixa Econômica Federal, ora recorrida,
restou vencida na ação coletiva nº 0019387-71.1996.4.02.5101 (96.0019387-8), que
tramitou perante a 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, deixando, no entanto, de
cumprir voluntariamente o comando emanado do título judicial, o que levou os
4
autores, ora recorrentes, a contratar a prestação de serviços jurídicos que lhes
possibilitasse o cumprimento do julgado através de execução individual da
sentença coletiva.
Portanto, a presente execução individual da sentença coletiva, que
se presta a apuração e recebimento do crédito reconhecido em sentença
condenatória genérica proferida na ação coletiva, não se constitui em mera fase
processual de cumprimento de sentença, subsequente à fase de conhecimento
(matéria abarcada pela Súmula nº 517/ST), uma vez que se desenvolveu uma
nova relação processual com o objetivo de identificar o credor e o crédito,
através de prova cabal que demonstrasse que o exequente estaria enquadrado
nos parâmetros estabelecidos pela sentença coletiva.
Repita-se, tivesse a Caixa Econômica Federal cumprido
espontaneamente a sentença coletiva transitada em julgado perante a 7ª Vara
Federal, nos autos da ação coletiva nº 0019387-71.1996.4.02.5101 (96.0019387-8),
não seriam cabíveis honorários de sucumbência. Entretanto, ao recusar o
cumprimento espontâneo da sentença coletiva, obrigando que os Autores, ora
recorrentes, contratassem advogado para o ajuizamento de execução/liquidação
individual, impõe-se a condenação da Ré, sucumbente, na verba honorária pelo
trabalho desenvolvido pelo advogado.
Não há que se confundir o descabimento dos honorários de
sucumbência EM FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA
SUBSEQUENTE À FASE DE CONHECIMENTO, no caso de haver
cumprimento tempestivo da obrigação (Súmula 517/STJ), com a hipótese
presente, QUE TRATA DO CABIMENTO DE HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS NA EXECUÇÃO INDIVIDUAL AUTÔNOMA DE
SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO COLETIVA.
5
E não é outro o entendimento do colendo SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA, que consolidou a sua jurisprudência no sentido de
reconhecer o desdobramento da atividade cognitiva no processo coletivo em
dois momentos, sendo o primeiro genérico, de acertamento do núcleo
homogêneo do direito coletivo, e o segundo específico, para a satisfação
individual e heterogênea do direito, cabendo diferentes verbas honorárias nas
duas hipóteses, na esteira do seguinte julgado (íntegra em anexo):
?AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO (CPC,
ART. 988, § 5º, II). RITO DOS RECURSOS
ESPECIAIS REPETITIVOS. DECISÃO QUE NEGA
SEGUIMENTO A RECURSO ESPECIAL.
CONTRARIEDADE A PRECEDENTE
QUALIFICADO NÃO CARACTERIZADA.
AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA E JURÍDICA
ENTRE O ACÓRDÃO RECLAMADO E O
PRECEDENTE VINCULANTE
(DISTINGUISHING). AGRAVO INTERNO NÃO
PROVIDO.
1. Ausência de similitude fática entre os arestos
confrontados (distinguish), pois o acórdão recorrido e o
acórdão paradigma vinculante possuem objetos
profundamente distintos: o primeiro cuida de
cumprimento de sentença proferida em ação coletiva e
o segundo cuida do cumprimento de sentença exarada
em ação individual.
2. No julgamento do REsp 1.134.186/RS,
sob o rito dos repetitivos, assentou-se a
tese de que são cabíveis honorários
advocatícios em fase de cumprimento de
sentença exarada em ação individual,
quando ausente o tempestivo depósito
satisfativo.
6
3. Na hipótese dos autos, profundamente
distinta, pretende-se a fixação de
honorários advocatícios em fase de
cumprimento de sentença proferida em
ação coletiva, embora o réu tenha
realizado o pagamento tempestivo do
débito.
4. O desdobramento da atividade
cognitiva no processo coletivo em duas
fases, uma, de precípua cognição,
promovendo o acertamento do núcleo
homogêneo do direito coletivo, e a outra,
de necessária cognição, conduzindo a
satisfação individual e heterogênea do
direito, diferencia, completamente, a
fixação de honorários advocatícios na
impugnação do cumprimento de
sentença ordinária e na liquidação da
sentença coletiva (AgInt na Rcl
36.436/SP, Rel. Ministro RAUL
ARAÚJO, SEGUNDA SEÇÃO, DJe de
15/03/2019).
5. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal, de
modo a alterar a premissa fática posta no aresto
recorrido, de que houve o \"pagamento tempestivo do
débito\", esbarra no óbice da Súmula 7/STJ.
6. Agravo interno desprovido.?
(STJ, AgInt na Rcl 38.695/SP, Rel. Ministro RAUL
ARAÚJO, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 17/12/2019,
DJe 19/12/2019)
7
Em outro importante precedente, o colendo SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA, através do julgado da sua Quinta Turma no REsp nº
697.902-RS, sob a relatoria do eminente Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA,
deixou assente o cabimento de dupla condenação na verba de sucumbência nas
ações coletivas, ou seja, tanto na ação de conhecimento (genérica), quanto na
execução individual (específica), uma vez que o trabalho desenvolvido pelo
advogado é DISTINTO, devendo ser remunerado distintamente. Veja-se a
fundamentação do referido voto (íntegra em anexo):
?(...)
Ressalto que, indiscutivelmente, a possibilidade
de dupla condenação da Fazenda Pública ao
pagamento de honorários advocatícios, aliada aos
precedentes desta Corte que admitem a fixação de
verba honorária nas execuções embargadas ou não,
foram as circunstâncias que determinaram a introdução
da norma em discussão.
Ocorre que não se pode menosprezar o trabalho do
advogado, considerando a peculiaridade de cada ação.
Na ação civil coletiva, discute-se o
interesse individual homogêneo de uma
categoria; na execução da sentença
condenatória proferida nessa ação, a
individualização, a titularidade do credor,
além do montante devido, que muitas
vezes sequer fora apreciado no processo
cognitivo. O fato de ser possível que a
execução individualizada seja promovida
pelo próprio advogado que atuou no
processo de conhecimento não pode
determinar-lhe prejuízo, tendo em vista
8
as características de cada ação, conforme
exposto.
(...).?
(STJ, AgRg no RECURSO ESPECIAL nº 697.902-RS,
QUINTA TURMA, Rel. Ministro ARNALDO
ESTEVES LIMA, julgado em 06/06/2006, publicado
no DJ de 26/06/2006, p. 190)
Portanto, o v. acórdão recorrido está a colidir frontalmente com o
Artigo 85, § 1º, do novo Código de Processo Civil, que eliminou a controvérsia que
existia sobre a égide da legislação processual anterior, ESTABELECENDO QUE
SÃO DEVIDOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA NO CUMPRIMENTO
DE SENTENÇA, RESISTIDA OU NÃO, verbis:
Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar
honorários ao advogado do vencedor.
§ 1º São devidos honorários advocatícios na
reconvenção, no cumprimento de sentença, provisório
ou definitivo, na execução, resistida ou não, e nos
recursos interpostos, cumulativamente.
(...)? (grifamos e destacamos)
Portanto, o Artigo 85, § 1º, do CPC, NÃO condiciona o cabimento
dos honorários advocatícios devidos no cumprimento de sentença à existência
de impugnação, ao contrário, RESSALTAM QUE A VERBA HONORÁRIA É
DEVIDA COM OU SEM RESISTÊNCIA.
Tem-se, pois, que o v. acórdão recorrido violou preceito expresso
de lei, não se coadunando com a nova ordem processual, violando
flagrantemente os termos do § 1º, do Artigo 85, do CPC.
9
Em verdade, ao contrário do precedente citado no v. acórdão
recorrido (Súmula nº 517/STJ), a jurisprudência do SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA já se consolidou em hipóteses como a presente (execução
individual de sentença coletiva), na esteira do REsp nº 1.648.238/RS, julgado
pelo regime dos Recursos Repetitivos (Artigo 1.036/CPC), que firmou a tese no
Tema 973, verbis:
1. O Supremo Tribunal Federal entendeu que a
controvérsia relativa à condenação em honorários
advocatícios na execução não embargada é de natureza
infraconstitucional.
2. Sob a égide do CPC/1973, esta Corte de Justiça
pacificou a orientação de que são devidos honorários
advocatícios pela Fazenda Pública nas execuções
individuais de sentença proferida em ações coletivas,
ainda que não embargadas (Súmula 345), afastando,
portanto, a aplicação do art. 1º-D da Lei n. 9.494/1997.
3. A exegese do art. 85, § 7º, do CPC/2015, se feita sem
se ponderar o contexto que ensejou a instauração do
procedimento de cumprimento de sentença, gerará as
mesmas distorções então ocasionadas pela
interpretação literal do art. 1º-D da Lei n. 9.494/1997 e
que somente vieram a ser corrigidas com a edição da
Súmula 345 do STJ.
4. A interpretação que deve ser dada ao referido
dispositivo é a de que, nos casos de cumprimento de
sentença contra a Fazenda Pública em que a relação
jurídica existente entre as partes esteja concluída desde
10
a ação ordinária, não caberá a condenação em
honorários advocatícios se não houver a apresentação
de impugnação, uma vez que o cumprimento de
sentença é decorrência lógica do mesmo processo
5. O procedimento de cumprimento
individual de sentença coletiva, ainda que
ajuizado em litisconsórcio, quando
almeja a satisfação de direito reconhecido
em sentença condenatória genérica
proferida em ação coletiva, não pode
receber o mesmo tratamento pertinente a
um procedimento de cumprimento
comum, uma vez que traz consigo a
discussão de nova relação jurídica, e a
existência e a liquidez do direito dela
decorrente serão objeto de juízo de valor
a ser proferido como pressuposto para a
satisfação do direito vindicado.
6. Hipótese em que o procedimento de
cumprimento de sentença pressupõe
cognição exauriente - a despeito do nome
a ele dado, que induz à indevida
compreensão de se estar diante de mera
fase de execução -, sendo indispensável a
contratação de advogado, uma vez que é
necessária a identificação da titularidade
do exequente em relação ao direito
pleiteado, promovendo-se a liquidação do
valor a ser pago e a individualização do
crédito, o que torna induvidoso o
conteúdo cognitivo dessa execução
11
7. Não houve mudança no ordenamento
jurídico, uma vez que o art. 85, § 7º, do
CPC/2015 reproduz basicamente o teor
normativo contido no art. 1º-D da Lei n.
9.494/1997, em relação ao qual o
entendimento desta Corte, já consagrado,
é no sentido de afastar a aplicação do
aludido comando nas execuções
individuais, ainda que promovidas em
litisconsórcio, do julgado proferido em
sede de ação coletiva lato sensu, ação
civil pública ou ação de classe.
8. Para o fim preconizado no art. 1.039 do
CPC/2015, firma-se a seguinte tese: \"O
art. 85, § 7º, do CPC/2015 não afasta a
procedimentos individuais de
e promovidos em litisconsócio.\"
9. Recurso especial desprovido, com majoração da
verba honorária.? (grifamos)
Assim, através do julgamento acima, restou firmada a seguinte
tese pelo SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, por meio do TEMA 973:
12
TEMA/REPETITIVO Nº 973/STJ:
Importante ressaltar que o tema acima citado É CLARO E
TAXATIVO quando estabelece que ?são devidos honorários advocatícios nos
procedimentos individuais de cumprimento de sentença decorrente de ação
coletiva, ainda que não impugnados e promovidos em litisconsórcio?.
Destaque-se a recentíssima decisão do colendo SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA, da lavra do eminente Ministro SÉRGIO KUKINA,
nos autos do Recurso Especial nº 1.923.608-RJ, proferido em caso idêntico ao
presente (envolvendo os filiados do Sindicato dos Professores no Distrito
Federal ? SINPRO-DF e a Caixa Econômica Federal), que consolidou o
entendimento na esteira da jurisprudência pacificada pelo Tema nº 973/STJ, no
sentido de que são devidos honorários de sucumbência no cumprimento de
sentença, resistido ou não, nos termos abaixo transcritos (íntegra em anexo):
RECURSO ESPECIAL Nº 1923608 - RJ (2021/0052113-
2)
Trata-se de recurso especial manejado pelo Sindicato
dos Professores do Distrito Federal com fundamento
no art. 105, III, a e c, da CF, contra acórdão proferido
13
pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, assim
ementado (fl. 630):
APELAÇÃO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA.
EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO. FIXAÇÃO DE
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. NÃO
CABIMENTO.
Correta a extinção da execução nos casos em que o
devedor efetua o cumprimento do julgado dentro do
prazo estipulado para pagamento, sendo descabida a
fixação de honorários advocatícios. Inteligência da
Súmula nº 517 do STJ. Apelação desprovida.
Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados.
A parte recorrente aponta violação ao art. 85, §§ 1º e 2º,
do CPC/2015, ao argumento de que a matéria
pacificada pela Súmula 345/STJ foi referendada no
REsp 1.648.238/RS, apreciado como recurso especial
repetitivo, mostrando-se inequívoco o cabimento de
honorários de sucumbência na presente hipótese, em
que a Caixa Econômica Federal não apresentou
Afirma, ainda, que \"a controvérsia que existia sob a
égide do Código de Processo Civil de 1973, que
desaguou no entendimento manifestado pela hoje
superada Súmula 517/STJ, restou inexoravelmente
solucionada pela redação expressa da nova ordem
processual, na esteira do que dispõem os §§ 1º e 2º, do
Artigo 85, do novo Código de Processo Civil, que
estabelecem que são devidos honorários no
cumprimento de sentença, RESISTIDA OU NÃO\" (fl.
704).
É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO.
O debate sobre o cabimento de honorários advocatícios
de sucumbência está sendo tratado em execução
individual de título executivo coletivo constituído no
Processo nº 0019387-71.1996.4.02.5101, em que a CEF foi
condenada a efetuar a correção monetária dos resíduos
de conta vinculada do FGTS entre 10/11 a 10/12 de
1992.
14
O Tribunal de origem, ao examinar a questão,
confirmou sentença que deixou de fixar honorários
advocatícios no cumprimento de sentença, por
compreender que houve o pagamento voluntário da
obrigação, nos termos do que dispõe o art. 523 do
CPC/2015.
Entretanto, a Corte Especial deste Sodalício, ao
examinar o REsp 1648238/RS, de relatoria do Ministro
Gurgel de Faria, submetido ao rito dos recursos
especiais repetitivos, fixou a tese de que \"O art. 85, §
7º, do CPC/2015 não afasta a aplicação do
entendimento consolidado na Súmula 345 do STJ, de
modo que são devidos honorários advocatícios nos
procedimentos individuais de cumprimento de
sentença decorrente de ação coletiva, ainda que não
impugnados e promovidos em litisconsórcio\".
Na ocasião, o eminente relator destacou:
Entretanto, quando o procedimento de cumprimento
individual de sentença coletiva, ainda que ajuizado em
litisconsórcio, almeja a satisfação de direito
reconhecido em decisão judicial condenatória genérica
proferida em ação coletiva, ele não pode receber o
mesmo tratamento de uma etapa de cumprimento
comum, visto que traz consigo a discussão de nova
relação jurídica, cuja existência e liquidez será objeto
de juízo de valor a ser proferido como pressuposto para
a satisfação do direito vindicado. E isso naturalmente
decorre do fato de os sujeitos processuais que a
compõem não serem os mesmos da ação cognitiva,
uma vez que o exequente, logicamente, não fez parte
da fase de conhecimento.
15
Em outras palavras, nessas decisões coletivas ? lato
cumprimento, de cognição limitada.
Nessa linha, confira-se o fundamento da Min. Nancy
Andrigh, no julgamento do REsp 1.091.044/PR:
A partir da condenação proferida na ação coletiva, cada
um dos poupadores beneficiados com o comando
contido na sentença pôde promover a liquidação e
execução individual do julgado, exercendo, a partir de
então, um direito próprio ao recebimento do crédito.
Mas cada execução individual, ainda que ajuizada em
jurídica processual coletiva formada anteriormente. É
23/11/2011).
Tem-se, pois, que a contratação de advogado é
indispensável, uma vez que, conforme já demonstrado,
também é necessária a identificação da titularidade do
direito do exequente em relação ao direito pleiteado,
conteúdo cognitivo exauriente dessa específica fase de
cumprimento. A imperiosa presença do causídico
revela, por consequência, o direito à sua devida
remuneração.
16
Nesse sentido, consignou o em. Ministro Felix Fischer:
A execução destinada à satisfação do direito
reconhecido em sentença condenatória genérica,
proferida em ação ordinária de natureza meramente
coletiva, não é uma ação de execução comum. É ação
de elevada carga cognitiva, pois nela se promove, além
da individualização e liquidação do valor devido,
também juízo sobre a titularidade do exequente em
relação ao direito material. (EREsp 720.839/PR, Rel.
Ministro FELIX FISCHER, TERCEIRA SEÇÃO,
julgado em 08/02/2006, DJ 02/10/2006, p. 226).
Assim, observa-se que as particularidades processuais
da execução individual de sentença coletiva (atual
cumprimento de sentença) que motivaram este
Sodalício a editar a Súmula 345 do STJ permaneceram
inalteradas ao longo do tempo, não se esvaziando
diante do novo Código de Processo Civil. (grifei)
incidência de honorários em razão da norma contida no
art. 523 do CPC/2015, deixou de observar o conteúdo
da Súmula 345/STJ , que assim dispõe: \"São devidos
honorários advocatícios pela Fazenda Pública nas
execuções individuais de sentença proferida em ações
coletivas, ainda que não embargadas\".
ANTE O EXPOSTO, conheço do recurso especial e
dou-lhe provimento para determinar o retorno dos
autos à origem, a fim de que sejam fixados os
honorários de sucumbência.?
(grifamos de destacamos)
(STJ, Recurso Especial nº 1.923.608-RJ (2021/0052113-
2), Relator Ministro SÉRGIO KUKINA, publicado no
DJe de 29/03/2021)
No mesmo sentido, segue o entendimento do Ministro
FRANCISCO FALCÃO, no REsp nº 1.940.884-RJ, também em caso idêntico ao
presente (cópia em anexo):
17
?RECURSO ESPECIAL Nº 1.940.884-RJ
(2021/2021/0163120-7)
Trata-se de recurso especial interposto pelo
SINDICATO DOS PROFESSORES NO DISTRITO
FEDERAL e outro, com fundamento no art. 105, III,
alíneas a e c, da Constituição Federal, contra o acórdão
proferido pelo TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL
DA 2ª REGIÃO.
Na instância de origem, a parte ora recorrente interpôs
agravo de instrumento contra a decisão que, nos autos
de liquidação pelo procedimento comum, indeferiu a
fixação de honorários advocatícios de sucumbência.
O Tribunal a quo negou provimento ao recurso, em
acórdão assim ementado (fl. 125):
?AGRAVO DE INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO. CUMPRIMENTO DE
SENTENÇA. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. DECISÃO MANTIDA.
É descabida a fixação de honorários advocatícios em
execução nos casos em que o devedor efetua o
para pagamento. Inteligência da Súmula n.º 517 do STJ.
Noutro giro, há norma específica que isenta a parte
executada do pagamento de honorários na hipótese de
pagamento voluntário do débito no prazo legal de 15
dias, prevista no artigo 523, caput e § 1º, do CPC.
Depreende-se, pois, que a situação é diversa daquela
descrita na tese do Tema 973 do STJ (REsp n.º
1.648.238).
Opostos embargos de declaração, foram eles rejeitados
pelo acórdão de fls. 198-202.
A parte recorrente alega violação ao art. 85, §§ 1º e 2º,
do CPC/2015. Argumenta que a matéria pacificada pela
Súmula 345/STJ foi reexaminada no REsp
1.648.238/RS, julgado sob o rito dos recursos
repetitivos, e reiterado o entendimento pelo cabimento
18
de honorários de sucumbência na presente hipótese,
em que a Caixa Econômica Federal não apresentou
Sustenta, ainda, que
[...] o Artigo 85, § 1°, do CPC, NÃO condiciona o
cabimento dos honorários advocatícios devidos no
cumprimento de sentença à existência de impugnação,
ao contrário, RESSALTAM QUE A VERBA
HONORÁRIA É DEVIDA COM OU SEM
RESISTÊNCIA (fl. 218).
Contrarrazões às fls. 289-293, pelo não conhecimento
ou desprovimento do recurso especial.
É o relatório. Decido.
Esta Corte Superior firmou sua jurisprudência no
sentido de que cabem honorários advocatícios no
cumprimento individual de sentença proferida contra a
de ter sido ou não apresentada impugnação.
A propósito:
[...]
vindicado. 6. Hipótese em que o procedimento de
cumprimento de sentença pressupõe cognição
exauriente - a despeito do nome a ele dado, que induz à
indevida compreensão de se estar diante de mera fase
de execução -, sendo indispensável a contratação de
advogado, uma vez que é necessária a identificação da
pleiteado, promovendo-se a liquidação do valor a ser
pago e a individualização do crédito, o que torna
19
induvidoso o conteúdo cognitivo dessa execução
(REsp 1.648.238/RS, Rel. Ministro GURGEL DE
DJe 27/06/2018).
No mesmo sentido:
PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVO INTERNO NO
RECURSO ESPECIAL. CUMPRIMENTO DE
SENTENÇA. AÇÃO DE EXECUÇÃO AJUIZADA
POR ENTIDADE DE CLASSE. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS. CABIMENTO. SÚMULA 345/STJ.
1. Cuida-se na origem de agravo de instrumento
interposto contra decisão do Juízo da 6ª Vara Federal
de Recife - SJ/PE, que, interpretando as disposições do
art. 85, § 7º, do CPC, entendeu incabível a condenação
da Fazenda Pública em honorários advocatícios em
sede de cumprimento de sentença coletiva em que não
haja impugnação.
2. Sob a sistemática dos recursos representativos de
controvérsia repetitiva, este Superior Tribunal fixou a
tese segundo a qual \"O art. 85, § 7º, do CPC/2015 não
litisconsórcio\" (REsp 1.648.238/RS, Rel. Ministro
GURGEL DE FARIA, CORTE ESPECIAL, DJe
27/6/2018). Nesse mesmo sentido: AgInt no AREsp
1.226.407/SP, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES
MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, DJe 1º/10/2018;
REsp 1.904.643/PE, Rel. Ministra REGINA HELENA
COSTA, DJe 10/2/2021.
3. Agravo interno não provido.
(AgInt no REsp 1885559/PE, Rel. Ministro SÉRGIO
KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em
10/05/2021, DJe 14/05/2021).
PROCESSUAL CIVIL. SENTENÇA COLETIVA.
EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA.
20
I - Na origem, trata-se de agravo de instrumento
interposto pelo Instituto de Previdência do Estado do
Rio Grande do Sul (IPERGS) contra decisão que, na
fase de cumprimento da sentença, condenou-o a pagar
honorários advocatícios de 10% sobre o valor da
execução. No Tribunal a quo, a decisão foi reformada
para afastar a fixação de honorários de execução. Nesta
Corte, conheceu-se do recurso especial para dar-lhe
provimento, reconhecendo como devido o arbitramento
de honorários advocatícios no cumprimento de
sentença contra a Fazenda Pública, no caso em que
esta apresentou impugnação.
II - A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é
firme no sentido de que cabem honorários advocatícios
no cumprimento de sentença proferida contra a
de ter sido ou não apresentada impugnação. A
propósito: (REsp n. 1.648.238/RS, relator Ministro
Gurgel de Faria, Corte Especial, julgado em 20/6/2018,
DJe 27/6/2018).
III - No cumprimento de sentenças proferidas em
ações plúrimas ou individuais, a apresentação da
impugnação é relevante para hipótese da aplicação da
norma contida no art. 85, § 7º, do CPC/2015.
IV - A lei processual concede à Fazenda Pública a
benesse de não pagar honorários advocatícios nos
casos em que ela não se opõem ao cumprimento da
obrigação prevista no título executivo. A não ser que se
queira ignorar o comando implícito da norma, a
interpretação possível é que, oferecida resistência à
execução da sentença, por parte da Fazenda, passam a
ser devidos os honorários advocatícios, em respeito ao
princípio da causalidade. Nesse sentido: (AgInt no
REsp n. 1.814.321/RS, relator Ministro Herman
Benjamin, Segunda Turma, julgado em 10/12/2019,
DJe 19/12/2019, REsp n. 1.691.843/RS, relator Ministro
Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 11/2/2020,
DJe 17/2/2020 e REsp n. 1.666.182/RS, relator Ministro
Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em
21/11/2017, DJe 19/12/2017).
V - Ainda, nesse sentido, as decisões monocráticas
proferidas recentemente em recursos análogos: REsp n.
1.880.935/RS, relator Ministro Benedito Gonçalves,
Primeira Turma, DJe 10/8/2020; REsp n. 1.888.834/RS,
relator Ministro Gurgel de Farias, Primeira Turma, DJe
21
31/8/2020; REsp n. 1.875.186/RS, relatora Ministra
Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe 27/8/2020.
VI - Agravo interno improvido.
(AgInt no REsp 1883754/RS, Rel. Ministro
FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA TURMA, julgado
em 16/12/2020, DJe 18/12/2020).
Ante o exposto, com esteio no art. 255, § 4º, III, do
RISTJ, conheço do recurso especial para dar-lhe
provimento e determinar o retorno dos autos à origem
de fim de que sejam fixados os honorários advocatícios
sucumbenciais.?
(STJ, Recurso Especial nº 1.940.884-RJ (2021/0163120-
7), Relator Ministro FRANCISCO FALCÃO, publicado
no DJe de 14/06/2021)
Por fim, segue também a decisão do eminente Ministro
HERMAN BENJAMIN nos autos do Recurso Especial nº 1.940.928-RJ, em
recurso em tudo idêntico ao presente, inclusive as mesmas partes (SINPRO-DF
x CEF) (íntegra em anexo):
RECURSO ESPECIAL Nº 1940928-RJ (2021/01633416-
1)
Trata-se de Recurso Especial (art. 105, III, \"a\" e \"c\",
da CF) interposto contra acórdão cuja ementa é a
seguinte:
APELAÇÃO CÍVEL. EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE
AÇÃO COLETIVA. PRETENSÃO NÃO RESISTIDA.
COMPROVADO CUMPRIMENTO DO JULGADO
NO PRAZO DO ART. 523 DO CPC/2015. INDEVIDA
A CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS DE
EXECUÇÃO. INAPLICÁVEL A SÚMULA 345 À CEF.
1. Trata-se de apelação contra sentença reputou
satisfeita a obrigação e julgou extinta a execução, nos
termos do art. 924, II, do CPC, entendendo não ser
devida a condenação ao pagamento de honorários
22
advocatícios relativos à fase executiva pois houve, na
hipótese, o pagamento tempestivo.
2. A demanda consiste em execução individual fundada
em título formado em ação coletiva, autuada sob o n.
96.0019387-8 (0019387- 71.1996.4.02.5101), ajuizada pelo
Sindicato dos Professores no Distrito Federal
(SINPRO-DF), que tramitou perante a 7ª Vara Federal
do Rio de Janeiro, em que a CEF foi condenada ao
pagamento da correção das contas de FGTS dos
substituídos do sindicato autor, mediante aplicação de
índices de correção monetária ? expurgos
inflacionários.
3. Em que pesem as alegações dos apelantes a respeito
do julgamento do REsp 1648238/RS, sob o regime dos
recursos repetitivos (tema 973) pelo Superior Tribunal
de Justiça (STJ), firmando a tese no sentido de que o
art. 85, § 7º, do CPC/2015 não afasta a aplicação do
entendimento consolidado na Súmula 345 do STJ,
cumpre observar que CEF, parte demandada na ação
coletiva originária, não se enquadra como Fazenda
Pública, não sendo, portanto, aplicável referido
precedente à hipótese em tela.
4. O § 1º, do art. 523 do CPC em vigor, prevê
expressamente o acréscimo de honorários advocatícios
em caso de não cumprimento do julgado no prazo
conferido pelo caput do mesmo dispositivo. Na mesma
linha, o entendimento adotado no Enunciado da
Súmula nº 517 do STJ é no sentido de que \"são devidos
honorários advocatícios no cumprimento de sentença,
haja ou não impugnação, depois de escoado o prazo
para pagamento voluntário, que se inicia após a
intimação do advogado da parte executada\". In casu,
verifica-se que houve o cumprimento do julgado antes
de escoado o prazo de 15 dias para tanto, previsto no
caput do art. 523 do CPC, não sendo, pois, devidos
honorários advocatícios. Nesse sentido: TRF2, 8ª
Turma Especializada, AG 0003740-12.2016.4.02.0000,
Rel. Des. Fed. GUILHERME DIEFENTHAELER,
EDTRF2R 11.6.2019; TRF2, 7ª Turma Especializada,
AG 0013524-76.2017.4.02.0000, Rel. Des. Fed. LUIZ
PAULO DA SILVA ARAUJO FILHO, EDTRF2R
12.7.2018.
5. Deve ser afastada a multa imposta pelo juízo a quo
ao fundamento de que os embargos de declaração do
ev. 61 seriam protelatórios. Isto porque, consoante
23
razões de apelo, verifica-se que nos embargos de
declaração opostos no ev. 61, contra a sentença do ev.
53, os recorrentes alegaram que teria havido omissão
pela ausência de condenação da Ré ao pagamento de
honorários de sucumbência no cumprimento de
sentença, ao passo que a discussão anterior, vide ev. 33,
40 e 42 dizia respeito ao depósito dos honorários de
sucumbência fixados na ação coletiva.
6. Recurso de apelação parcialmente provido.
A parte recorrente, nas razões do Recurso Especial,
alega haver divergência jurisprudencial e violação do
art. 85, §§ 1º e 2º, do CPC. Aduz que \"o caso presente
trata de ação ajuizada de forma autônoma para a
execução individual de sentença coletiva, hipótese
abarcada pelo § 1°, do Artigo 85, do CPC, que
determina a fixação de honorários advocatícios com o
intuito de remunerar o advogado que trabalhou no
feito\".
É o relatório.
Decido.
Os autos foram recebidos neste Gabinete em 26 de
maio de 2021.
Assiste razão aos recorrentes. Isso porque o STJ
entende que é devida a verba de honorários em
execução individual de sentença proferida em ação
coletiva, inclusive em Mandado de Segurança Coletivo.
Confira-se:
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO
INDIVIDUAL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA
PROFERIDA EM AÇÃO COLETIVA.
SÚMULA 345/STJ. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES
DO STJ. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.
I. Agravo Regimental aviado contra decisão que julgara
recurso, interposto contra decisum publicado na
vigência do CPC/73.
II. Na origem, trata-se Agravo de Instrumento
interposto contra decisão que, em execução individual
24
de sentença de ação coletiva, ainda não embargada,
fixara, de plano, honorários advocatícios em desfavor
da Fazenda Pública.
III. Em tais circunstâncias, esta Corte já se posicionou
no sentido de que, de acordo com o enunciado da
Súmula 345/STJ, \"são devidos honorários advocatícios
pela Fazenda Pública nas execuções individuais de
embargadas\" (STJ, AgInt no AREsp 919.265/SP, Rel.
Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA
TURMA, DJe de 01/02/2017).
IV. Nessa linha, o STJ orienta-se \"no sentido de que
'nas execuções individuais procedentes de sentença
genérica prolatada em ação coletiva promovida por
sindicato ou entidade de classe, é cabível a condenação
da Fazenda Pública ao pagamento de honorários
advocatícios, ainda que não embargada a execução.
Esse entendimento encontra-se cristalizado no
enunciado 345 da Súmula deste Tribunal Superior, in
verbis: \"São devidos os honorários advocatícios pela
Fazenda Pública nas Execuções individuais de
embargadas' (AgRg no AREsp 48.204/RS, Rel.
Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA
TURMA, julgado em 17/11/2011, DJe 23/11/2011)\"
(STJ, AgInt no AREsp 1.236.023/SP, Rel. Ministro
SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, DJe de
09/08/2018).
V. Na sessão de 20/06/2018, a Corte Especial do STJ,
no julgamento de Recurso Especial repetitivo
1.648.238/RS, firmou a tese de que \"o art. 85, § 7º, do
CPC/2015 não afasta a aplicação do entendimento
consolidado na Súmula 345 do STJ, de modo que são
devidos honorários advocatícios nos procedimentos
individuais de cumprimento de sentença decorrente de
ação coletiva, ainda que não impugnados e promovidos
em litisconsócio\" (STJ, REsp 1.648.238/RS, Rel.
Ministro GURGEL DE FARIA, CORTE ESPECIAL,
DJe de 27/06/2018).
VI. Esta Corte, igualmente, fixou compreensão no
sentido de que os honorários advocatícios, em caso tais,
devem ser fixados no início da Execução, de forma
provisória, pois só se conhecerá a sucumbência final
quando do julgamento dos Embargos à Execução. A
propósito: STJ, AgInt no REsp 1.648.831/RS, Rel.
25
Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES,
SEGUNDA TURMA, DJe de 27/11/2017.
VII. A matéria em debate não mais comporta qualquer
discussão, eis que a Corte Especial do STJ, em sessão
realizada em 18/12/2018, no julgamento do REsp
1.520.710/SC, sob o rito dos recursos repetitivos,
decidiu, sob a ótica do CPC/73, pela possibilidade de
cumulação dos honorários, fixados em Embargos à
Execução, com aqueles arbitrados na própria execução,
vedada a compensação (STJ, REsp 1.520.710/SC, Rel.
Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, CORTE
ESPECIAL, DJe de 27/02/2019).
VIII. Agravo Regimental improvido. (AgRg no AREsp
204.067/RS, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES,
SEGUNDA TURMA, DJe 2/10/2020)
O Tribunal de origem, ao examinar a questão,
entendeu que não era devida a condenação ao
pagamento de honorários relativos à fase executiva pois
houve pagamento tempestivo.
Entretanto, a Corte Especial, ao examinar o REsp
1.648.238/RS, da relatoria do Ministro Gurgel de Faria,
submetido ao Rito dos Recursos Especiais Repetitivos,
fixou a tese de que \"O art. 85, § 7º, do CPC/2015 não
litisconsórcio.\"
Na ocasião, o eminente Relator destacou:
cognitivo. Entretanto, quando o procedimento de
cumprimento individual de sentença coletiva, ainda
26
que ajuizado em litisconsórcio, almeja a satisfação de
direito reconhecido em decisão judicial condenatória
genérica proferida em ação coletiva, ele não pode
receber o mesmo tratamento de uma etapa de
cumprimento comum, visto que traz consigo a
discussão de nova relação jurídica, cuja existência e
liquidez será objeto de juízo de valor a ser proferido
como pressuposto para a satisfação do direito
vindicado. E isso naturalmente decorre do fato de os
sujeitos processuais que a compõem não serem os
mesmos da ação cognitiva, uma vez que o exequente,
logicamente, não fez parte da fase de conhecimento.
Em outras palavras, nessas decisões coletivas ? lato
cumprimento, de cognição limitada. Nessa linha,
confira-se o fundamento da Min. Nancy Andrighi , no
julgamento do REsp 1.091.044/PR: A partir da
condenação proferida na ação coletiva, cada um dos
poupadores beneficiados com o comando contido na
sentença pôde promover a liquidação e execução
individual do julgado, exercendo, a partir de então, um
direito próprio ao recebimento do crédito. Mas cada
execução individual, ainda que ajuizada em
jurídica processual coletiva formada anteriormente É
23/11/2011). Tem-se, pois, que a contratação de
27
advogado é indispensável, uma vez que, conforme já
demonstrado, também é necessária a identificação da
titularidade do direito do exequente em relação ao
direito pleiteado, promovendo-se a liquidação do valor
a ser pago e a individualização do crédito, o que torna
induvidoso o conteúdo cognitivo exauriente dessa
específica fase de cumprimento. A imperiosa presença
do causídico revela, por consequência, o direito à sua
devida remuneração. Nesse sentido, consignou o em.
Ministro Felix Fischer: A execução destinada à
satisfação do direito reconhecido em sentença
condenatória genérica, proferida em ação ordinária de
natureza meramente coletiva, não é uma ação de
execução comum. É ação de elevada carga cognitiva,
pois nela se promove, além da individualização e
liquidação do valor devido, também juízo sobre a
material. (EREsp 720.839/PR, Rel. Ministro FELIX
FISCHER, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em
08/02/2006, DJ 02/10/2006, p. 226). Assim, observa-se
que as particularidades processuais da execução
individual de sentença coletiva (atual cumprimento de
sentença) que motivaram este Sodalício a editar a
Súmula 345 do STJ permaneceram inalteradas ao longo
do tempo, não se esvaziando diante do novo Código de
Processo Civil.
incidência de honorários em razão da norma
contida no art. 523 do CPC/2015, deixou de
observar o conteúdo da Súmula 345/STJ, que
assim dispõe: \"São devidos honorários
advocatícios pela Fazenda Pública nas
execuções individuais de sentença proferida
em ações coletivas, ainda que não
embargadas.\"
Ante o exposto, dou provimento ao Recurso
Especial e determino o retorno dos autos à
origem, para fixação de honorários
advocatícios.?
28
(grifamos e destacamos)
(STJ, Recurso Especial nº 1.940.928-RJ (2021/0163416-
1), Relator Ministro HERMAN BENJAMIN, publicado
no DJe de 29/06/2021)
Portanto, DEVE SER AMPLAMENTE REFORMADO O V.
ACÓRDÃO RECORRIDO NO QUE SE REFERE AOS HONORÁRIOS DE
SUCUMBÊNCIA DEVIDOS NESTE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA,
DIANTE DA VIOLAÇÃO DIRETA AO PRECEITO DE LEI
ESTABELECIDO NOS §§ 1º E 2º, DO ARTIGO 85, DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL, devendo ser fixados entre 10% (dez por cento) e 20% (vinte por
cento) do total da condenação, nos termos da jurisprudência consolidada pelo colendo
Superior Tribunal de Justiça na Súmula nº 345 e no REsp nº 1.648.238/RS (Tema 973),
não podendo prosperar a incompreensível conclusão adotada pelo julgado regional.
III ? DO DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL (ART. 105,III, ?c?, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL):
III.I - DA INEQUÍVOCA DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL ENTRE O
V. ACÓRDÃO RECORRIDO E O ENTENDIMENTO DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA ACERCA DO CABIMENTO DOS HONORÁRIOS
DE SUCUMBÊNCIA NOS CUMPRIMENTOS DE SENTENÇA COLETIVA
(TEMA Nº 973)
Data maxima venia, o v. acórdão recorrido, ao entender que não
seriam cabíveis honorários de sucumbência no presente Cumprimento de Sentença,
seguiu em sentido totalmente contrário ao entendimento consolidado por esse Superior
Tribunal de Justiça, que consagrou tese diametralmente oposta.
A divergência de interpretações é manifesta, e os Recorrentes farão a
comparação analítica entre o aresto recorrido e os julgados trazidos à colação, em
29
hipóteses idênticas ao caso sub examen, tudo em conformidade com as normas
legais e regimentais que disciplinam a interposição do recurso especial pela alínea ?c? do
permissivo constitucional do Art. 105, inciso III, da Magna Carta.
Isto porque, o v. acórdão recorrido entendeu que não caberiam
honorários de sucumbência na presente execução individual de sentença
coletiva, porque a recorrida não teria apresentado resistência à obrigação, nos
termos da fundamentação (Evento 17, RELVOTO1):
A Súmula nº 517 do STJ dispõe que, sendo a obrigação
cumprida dentro do prazo, que se inicia da intimação
do executado, resta descabida a fixação de honorários
advocatícios na fase de cumprimento de sentença, in
verbis:
?São devidos honorários advocatícios no cumprimento
de sentença, haja ou não impugnação, depois de
escoado o prazo para pagamento voluntário, que se
inicia após a intimação do advogado da parte
executada.?
Deste modo, o não cumprimento espontâneo da
obrigação somente ocorre quando transcorrido o
prazo que flui da intimação do devedor e não do
trânsito em julgado.
No caso, houve o cumprimento voluntário da
obrigação. Verifica-se que a CEF efetivou a
implementação dos créditos nas contas vinculadas ao
FGTS da parte exequente, assim como o depósito dos
honorários de sucumbência (evento 20 e 21 dos autos
principais).
30
Contudo, como já ressaltado no tópico II.I, acima, interpretando o
disposto no §§ 1º e 7º, do Artigo 85, do Código de Processo Civil, esse SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA pacificou o seu entendimento no sentido de que são
cabíveis honorários de sucumbência nas execuções individuais de sentença
coletiva, ainda que não impugnadas, na esteira do seguinte julgado:
vindicado.
6. Hipótese em que o procedimento de cumprimento
de sentença pressupõe cognição exauriente - a despeito
do nome a ele dado, que induz à indevida compreensão
de se estar diante de mera fase de execução -, sendo
indispensável a contratação de advogado, uma vez que
é necessária a identificação da titularidade do
exequente em relação ao direito pleiteado,
conteúdo cognitivo dessa execução específica.
7. Não houve mudança no ordenamento jurídico, uma
vez que o art. 85, § 7º, do CPC/2015 reproduz
31
basicamente o teor normativo contido no art. 1º-D da
Lei n. 9.494/1997, em relação ao qual o entendimento
desta Corte, já consagrado, é no sentido de afastar a
aplicação do aludido comando nas execuções
individuais, ainda que promovidas em litisconsórcio,
do julgado proferido em sede de ação coletiva lato
sensu, ação civil pública ou ação de classe.
8. Para o fim preconizado no art. 1.039 do CPC/2015,
firma-se a seguinte tese: \"O art. 85, § 7º, do CPC/2015
não afasta a aplicação do entendimento consolidado na
litisconsócio.\"
(...)? (grifamos)
E através do julgamento acima, restou firmada a seguinte tese
pelo SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, por meio do TEMA 973:
TEMA/REPETITIVO Nº 973/STJ:
32
Outrossim, para que não restem dúvidas quanto à sua demonstração,
pedem venia os Recorrentes para promoverem a confrontação analítica entre a
fundamentação do v. acórdão recorrido e a fundamentação do REsp nº 1.648.238-RS,
que desaguou no Tema nº 973/STJ, em atenção às exigências regimentais:
Fundamentação do acórdão Fundamentação do acórdão
recorrido (Evento 17) : paradigma do Superior Tribunal
de Justiça (Tema 973/STJ):
REsp 1.648.238-RS, Rel.
Ministro GURGEL DE FARIA,
CORTE ESPECIAL:
(...) ?(...)
Entretanto, quando o procedimento de
A Súmula nº 517 do STJ dispõe que, cumprimento individual de sentença
sendo a obrigação cumprida dentro do coletiva, ainda que ajuizado em
prazo, que se inicia da intimação do litisconsórcio, almeja a satisfação de
executado, resta descabida a fixação de direito reconhecido em decisão judicial
honorários advocatícios na fase de condenatória genérica proferida em ação
cumprimento de sentença, in verbis: coletiva, ele não pode receber o mesmo
tratamento de uma etapa de
?São devidos honorários advocatícios no cumprimento comum, visto que traz
cumprimento de sentença, haja ou não consigo a discussão de nova relação
impugnação, depois de escoado o prazo jurídica, cuja existência e liquidez será
para pagamento voluntário, que se inicia objeto de juízo de valor a ser proferido
após a intimação do advogado da parte como pressuposto para a satisfação do
executada.? direito vindicado. E isso naturalmente
decorre do fato de os sujeitos processuais
Deste modo, o não cumprimento que a compõem não serem os mesmos da
espontâneo da obrigação somente ocorre ação cognitiva, uma vez que o exequente,
quando transcorrido o prazo que flui da logicamente, não fez parte da fase de
intimação do devedor e não do trânsito conhecimento.
em julgado.
Em outras palavras, nessas decisões
No caso, houve o cumprimento coletivas ? lato sensu ? não se especifica
voluntário da obrigação. Verifica-se que a o quantum devido nem a identidade dos
CEF efetivou a implementação dos titulares do direito subjetivo, sendo elas
créditos nas contas vinculadas ao FGTS mais limitadas do que as que decorrem
da parte exequente, assim como o das demais sentenças condenatórias
depósito dos honorários de sucumbência típicas. Assim, transfere-se para a fase de
(evento 20 e 21 dos autos principais). cumprimento a obrigação cognitiva
relacionada com o direito individual de
(...)? receber o que findou reconhecido no
título judicial proferido na ação ordinária.
33
Em face disso, a execução desse título
judicial pressupõe cognição exauriente,
cuja resolução se deve dar com estrita
observância dos postulados da ampla
defesa e do contraditório, a despeito do
nome dado ao procedimento, que induz a
indevida compreensão de se estar diante
de mera fase de cumprimento, de
cognição limitada.
======================== ========================
CIRCUNSTÂNCIAS FÁTICAS DO CIRCUNSTÂNCIA FÁTICA DO
ACÓRDÃO RECORRIDO: ACÓRDÃO PARADIGMA:
Honorários de Sucumbência no Honorários de Sucumbência no
Cumprimento Individual de Sentença Cumprimento Individual de Sentença
Coletiva. Coletiva.
======================== ========================
CONCLUSÃO DO ACÓRDÃO CONCLUSÃO DO ACÓRDÃO
RECORRIDO: PARADIGMA:
Entendeu o v. acórdão recorrido que Entendeu o acórdão paradigma que
nas execuções individuais de sentença nas execuções individuais de sentença
coletiva não são devidos honorários coletiva são devidos honorários de
de sucumbência na hipótese de não sucumbência, havendo ou não
haver resistência do executado. resistência do executado (Tema nº
973).
Como se pode ver, eminentes Ministros, flagrante a divergência de
interpretação entre os acórdãos confrontados acima, já que, enquanto o aresto
recorrido entendeu que não são devidos honorários de sucumbência nos
cumprimentos de sentença coletiva não resistidos, o julgado trazido como
paradigma acertadamente entende que são devidos honorários de sucumbência
nos cumprimentos de sentença coletiva, resistidos ou não.
34
Demonstrado, portanto, inquestionavelmente, e em observância aos
princípios legais e regimentais, o dissídio jurisprudencial ante o cotejo de casos
idênticos, impondo-se, por mais esse motivo, a reforma do v. acórdão proferido pela
egrégia Sexta Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.
IV - DO PEDIDO
Por todo o exposto, requerem os Recorrentes que seja recebido e
provido o presente RECURSO ESPECIAL, com fulcro no Art. 105, III, ?a? e ?c?, da
Constituição Federal, para que:
a) seja o v. acórdão recorrido amplamente reformado pelas violações aos
preceitos de lei esculpidos nos §§ 1º e 2º, do Artigo 85, do Código de
Processo Civil, condenando a Recorrida ao pagamento de honorários de
sucumbência neste Cumprimento de Sentença, em favor do patrono dos
Recorrentes, entre o mínimo de 10 (dez) e o máximo 20 (vinte) por cento
sobre o valor da condenação; e/ou,
b) seja o v. acórdão recorrido amplamente reformado pela divergência
jurisprudencial apontada e comprovada com relação ao cabimento dos
honorários de sucumbência nos cumprimentos de sentença coletiva,
resistidos ou não (Tema 973/STJ), para que, ao final, em qualquer
hipótese, seja dado provimento ao Agravo de Instrumento interposto,
por ser medida da mais pura e salutar JUSTIÇA.
35
Esclarecem os Recorrentes que, na forma autorizada pelo parágrafo
primeiro do Art. 1.029, do Código de Processo Civil, juntam em anexo a reprodução da
íntegra do julgado trazido à comprovação do dissídio jurisprudencial suscitado, colhida
do sítio do Superior Tribunal de Justiça, atestando o presente subscritor, neste ato, a sua
autenticidade.
Requerem, por fim, a juntada da inclusa guia de custas judiciais,
referente ao preparo deste Recurso Especial.
36
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