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# Multiculturalismo no Brasil O Multiculturalismo no Brasil é a mistura de culturas e de etnias que ocorre no território do país. Trata-se da miscigenação de culturas que ocorre no Brasil desde os tempos da colonização portuguesa ao país. Uma das principais características da cultura brasileira é a diversidade cultural . ## História O processo imigratório teve grande importância para a formação cultural . O Brasil incorpora em seu território culturas de todas as partes do mundo . Este processo de imigração começou em 1530 após os portugueses terem dado início à colonização do Brasil . Os primeiros imigrantes não portugueses que foram para o Brasil foram os africanos , que eram utilizados como escravos nas lavouras de cana-de-açúcar . Graças ao rápido desenvolvimento das plantações de café , a imigração ao país intensificou-se a partir de 1818 , quando chegaram ao país imigrantes de fora de Portugal à procura de oportunidades de emprego nas plantações de café do país, alguns exemplos são os suíços , alemães , eslavos , turcos , árabes , italianos , japoneses , entre outros. No Brasil existem diversas etnias e culturas . Devido ao fato de que existe uma mistura de etnias no país fazendo com que ele se torne multicultural . ## Diversidade Cultural no Brasil O Brasil, devido à sua história de colonização e imigração, é um país caracterizado por uma grande diversidade cultural. Além da forte influência da cultura europeia e africana, a presença de povos indígenas e a imigração asiática (como a japonesa) e árabe ao longo dos séculos contribuem para a formação de um mosaico cultural único. A partir do século XIX , com o processo de imigração em massa, populações de diversas partes do mundo chegaram ao Brasil, trazendo suas culturas e tradições. Esse cenário gerou uma convivência intensa entre diferentes culturas, resultando na formação do multiculturalismo brasileiro [ 1 ] . A miscigenação e a convivência de culturas e etnias distintas no Brasil geraram um campo fértil para o surgimento de manifestações culturais que refletem essa diversidade. A gastronomia, as artes , a religião e a linguagem são áreas em que se percebe claramente a influência de diferentes tradições culturais. No campo musical, por exemplo, o samba , o maracatu , o forró e o funk são expressões de uma sociedade que se formou a partir dessa mistura [ 2 ] . ## Linguagem e Religião Além do português, há uma grande diversidade linguística no Brasil. Línguas indígenas e de imigrantes, como o alemão e o italiano, ainda são faladas em algumas comunidades. A religião também reflete a diversidade cultural, com o Brasil sendo um país predominantemente católico, mas com uma presença significativa de religiões afro-brasileiras , como o Candomblé e a Umbanda , além do crescimento do protestantismo e outras crenças [ 3 ] . ## Desafios e Inclusão Social Embora o multiculturalismo no Brasil seja uma característica positiva, existem desafios relacionados à inclusão e ao reconhecimento pleno das diversas culturas. A sociedade brasileira, em muitos momentos, enfrenta tensões entre as diferentes culturas, especialmente em relação ao racismo e à desigualdade social. Nesse contexto, é fundamental que o Estado implemente políticas públicas que promovam a valorização das diversas culturas, garantam o respeito e a igualdade de direitos a todas as comunidades e contribuam para a educação inclusiva [ 4 ] . A educação tem um papel central na construção de uma sociedade multicultural em que todas as culturas possam coexistir e serem respeitadas. ## Referências 1. ↑ Cecierj, "Pluralidade cultural na sala de aula: A formação do Brasil e a valorização das múltiplas culturas no contexto educacional", 2025. [educacaopublica.cecierj.edu.br]( https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/20/43/pluralidade-cultural-na-sala-de-aula-da-formacao-do-brasil-a-valorizacao-das-multiplas-culturas-no-contexto-educacional ) 2. ↑ Silva, "Multiculturalismo e identidade nacional: Desafios e possibilidades no contexto brasileiro", Revista Brasileira de Sociologia, 2008. Acesso em 28 de janeiro de 2025. 3. ↑ Meirelles, M. (2006). *A imigração no Brasil: História e políticas de integração cultural*. Universidade de São Paulo. 4. ↑ Silva, "Multiculturalismo e identidade nacional: Desafios e possibilidades no contexto brasileiro", 2008. - v - d - e
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# José Lins do Rego José Lins do Rego Cavalcanti ( Pilar , Paraíba , 3 de junho de 1901 — Rio de Janeiro , 12 de setembro de 1957 ) foi um escritor brasileiro que, ao lado de Graciliano Ramos , Érico Veríssimo , Rachel de Queiroz e Jorge Amado , figura como um dos romancistas regionalistas mais prestigiosos da literatura nacional . [ 1 ] Segundo Otto Maria Carpeaux , José Lins era "o último contador de histórias". [ 2 ] Seu romance de estreia, Menino de Engenho (1932), foi publicado com dificuldade, todavia logo foi elogiado pela crítica. [ 3 ] José Lins escreveu cinco livros a que nomeou "Ciclo da cana-de-açúcar ", numa referência ao papel que nele ocupa a decadência do engenho açucareiro nordestino , visto de modo cada vez menos nostálgico e mais realista pelo autor: Menino de Engenho (1932), Doidinho (1933), Bangüê (1934), O Moleque Ricardo (1935), e Usina (1936). Sua obra regionalista, contudo, não se encaixa somente na denúncia sócio-política, mas, como afirmou Manuel Cavalcanti Proença , igualmente em sua "sensibilidade à flor da pele, na sinceridade diante da vida, na autenticidade que o caracterizavam". [ 4 ] José Lins nasceu na Paraíba ; seus antepassados, que eram em grande parte senhores de engenho , legaram ao garoto a riqueza do engenho de açúcar que lhe ocupou toda a infância. Seu contato com o mundo rural do Nordeste lhe deu a oportunidade de, nostálgica e criticamente, relatar suas experiências através das personagens de seus primeiros romances. Lins era ativo nos meios intelectuais. Ao matricular-se em 1920 na Faculdade de Direito do Recife ampliou seus contatos com o meio literário de Pernambuco , tornando-se amigo de José Américo de Almeida (autor de A Bagaceira ). [ 5 ] Em 1926, partiu para o Maceió , onde se reunia com importantes nomes, Graciliano Ramos , Rachel de Queiroz , Aurélio Buarque de Holanda e Jorge de Lima . Quando partiu para o Rio de Janeiro , em 1935, conquistou ainda mais a crítica e colaborou para a imprensa , escrevendo para os Diários Associados e O Globo . [ 6 ] É atribuída a José Lins do Rego a invenção de um novo romance moderno brasileiro . [ 7 ] O conjunto de sua obra é um marco histórico na literatura regionalista por representar o declínio do Nordeste canavieiro . Alguns críticos acreditam que o autor ajudou a construir uma nova forma de escrever fundada na "obtenção de um ritmo oral ", que foi tornada possível pela liberdade conquistada e praticada pelos modernistas de 1922 . [ 8 ] Sua magnum opus , Fogo Morto (1943), é vista como o "romance dos grandes personagens". [ 9 ] Massaud Moisés escreveu que esta obra-prima de José Lins "é uma das mais representativas não só da ficção dos anos 30 como de todo o Modernismo ". [ 10 ] ## Biografia ### Infância Nascido no Engenho Corredor, município paraibano de Pilar, filho de João do Rego Cavalcanti e de Amélia Lins Cavalcanti . Antes da morte da mãe, morou no Engenho de seu pai, o famoso Engenho Tapuá, no município paraibano de Sao Miguel de Taipu. Após o falecimento de D.Amélia, Zé Lins, aos quatro anos, muda-se para o engenho de seu avô materno. Este era o famoso Coronel Bubu do Corredor (José Lins Cavalcanti de Albuquerque, senhor de 8 engenhos da várzea do Rio Paraíba). Zé Lins permaneceu no Corredor até aos 12 anos de idade. Logo depois fez as primeiras letras no Internato Colégio de Itabaiana, no Instituto N. S. do Carmo e no Colégio Diocesano Pio X na então cidade da Paraíba atual João Pessoa. Depois estudou no Colégio Carneiro Leão e Osvaldo Cruz, em Recife. Desde esse tempo revelaram-se seus pendores literários. É de 1916, por exemplo, o primeiro contato com O Ateneu, de Raul Pompeia. Em 1918, aos dezessete anos portanto, José Lins travou conhecimento com Machado de Assis, através do Dom Casmurro. Desde a infância, já trazia consigo, outras raízes, do sangue e da terra, que vinham de seus pais, passando de geração em geração por outros homens e mulheres sempre ligados ao mundo rural do Nordeste açucareiro, às senzalas e aos negros rebanhos humanos que a foi formando. ### Juventude e início da carreira literária Após passar sua infância no interior e ver de perto os engenhos de açúcar perderem espaço para as usinas, provocando muitas transformações sociais e econômicas, foi para João Pessoa, onde fez o curso secundário e depois, para Recife, onde matriculou-se, em 1920, na faculdade de Direito. Nesse período, além de colaborar periodicamente com o Jornal do recife, fez amizade com Gilberto Freyre, que o influenciou e, em 1922, fundou o semanário Dom Casmurro. Formou-se em 1923. Durante o curso, ampliou seus contatos com o meio literário pernambucano, tornando-se amigo de José Américo de Almeida, Osório Borba, Luís Delgado, Aníbal Fernandes, e outros. Gilberto Freyre, voltando em 1923 de uma longa temporada de estudos universitários nos Estados Unidos, marcou uma nova fase de influências no espírito de José Lins, através das ideias novas sobre a formação social brasileira. Casando em 1924 com sua prima Philomena (Naná) Massa Lins do Rego, filha do senador Antônio Massa . Em 1925, ingressa no Ministério Público de Minas Gerais como promotor em Manhuaçu , zona da mata (MG), onde entretanto não se demorou. No mesmo ano abdica de seu cargo na promotoria e transfere-se em 1926 para a capital de Alagoas, onde passou a exercer as funções de fiscal de bancos, até 1930, e fiscal de consumo, de 1931 a 1935. Em Maceió, tornou-se colaborador do Jornal de Alagoas e passou a fazer parte do grupo de Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Aurélio Buarque de Holanda, Jorge de Lima, Valdemar Cavalcanti, Aloísio Branco, Carlos Paurílio e outros. Ali publicou o seu primeiro livro, Menino de engenho (1932), chave de uma obra que se revelou de importância fundamental na história do moderno romance brasileiro. Além das opiniões elogiosas da crítica, sobretudo de João Ribeiro, o livro mereceu o Prêmio da Fundação Graça Aranha. Em 1933 publicou Doidinho, o segundo livro do "Ciclo da Cana-de-Açúcar". ### Perfil da obra e trajetória literária O mundo rural do Nordeste, com as fazendas, as senzalas e os engenhos, serviu de inspiração para a obra do autor, que publicou seu primeiro livro - Menino de engenho - em 1932. Em 1926 decidiu deixar para trás o trabalho como promotor público no interior de Minas Gerais e transferiu-se para Maceió, Alagoas. Lá conviveu com um grupo de escritores muito especial: Graciliano Ramos (o autor de Vidas Secas), Rachel de Queiroz (a jovem cearense, que já publicara o romance O Quinze), o poeta Jorge de Lima, Aurélio Buarque de Holanda (o mestre do dicionário), que se tornariam seus amigos para sempre. Convivendo neste ambiente tão criativo, escreveu os romances Doidinho (1933) e Bangue (1934). Daí em diante a obra de Zélins, como era chamado, não conheceu interrupções: publicou romances, um volume de memórias, livros de viagem, de conferências e de crônicas. E Histórias da Velha Totônia, seu único livro para o público infanto-juvenil, lançado em 1936. Também se encontra colaboração da sua autoria na revista luso-brasileira Atlântico . [ 11 ] Em 1935 mudou-se para o Rio de Janeiro. Seus livros são adaptados para o cinema e traduzidos na Alemanha, França, Inglaterra, Espanha, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Em 1957 José Lins faleceu. Encontra-se sepultado no Cemitério de São João Batista no Rio de Janeiro. A obra de José Lins do Rego é publicada pela editora José Olympio. ### Despojamento O estilo de José Lins é inteiramente despojado e sem atitudes ou artifícios literários. [ 12 ] Ele próprio via a si mesmo como um escritor instintivo e espontâneo, chegando a apontar que suas fontes da arte narrativa estavam nas ruas: "Quando imagino nos meus romances tomo sempre como modo de orientação o dizer as coisas como elas surgem na memória, com os jeitos e as maneiras simples dos cegos poetas". [ 13 ] Apesar desta simplicidade linguística com que escreve, ele descreve com muita técnica os estados psicológicos de seus personagens, seguindo assim uma linha inaugurada por Proust. Além disso, ele tem um domínio da tradição literária e consegue fazer uma crítica dos hábitos em um estilo que lembra Thomas Hardy. ## Fortuna crítica e legado Durante seu tempo de vida, José Lins foi lido e criticado por todos os grandes intelectuais do país. Mesmo o seu livro de estreia, Menino de Engenho , foi assim descrito por João Ribeiro , um dos mais importantes críticos literários da época: > "Bem examinadas as coisas, este livro pungente é de uma realidade profunda. Nada há nele que não seja o espelho do que se passa na sociedade rural e na das cidades do Norte e do Sul do Brasil . É de todo o Brasil e um pouco de todo o mundo." — João Ribeiro. [ 14 ] Menino de Engenho é amplamente considerado pela crítica como o pioneiro de uma "obra que se revelou de importância fundamental na história do moderno romance brasileiro". [ 7 ] O colega Gilberto Freyre afirmou que José Lins havia iniciado, de fato, um "novo romance em língua portuguesa " e provocado no Nordeste a poesia modernista - tradicionalista que Jorge de Lima havia inaugurado com "O Mundo do Menino Impossível" e "Essa Nega Fulô". [ 15 ] Alfredo Bosi , por sua vez, encontrou na obra de José Lins a mais alta expressão literária, poética e recordativa da transição do engenho para a usina na região canavieira da Paraíba e de Pernambuco . [ 16 ] Wilson Martins não ficou satisfeito com Fogo Morto em seu História da Inteligência Brasileira , e afirmou que o "o livro passa de simples reelaboração do Ciclo da Cana-de-Açúcar, sem nada lhe acrescentar e até tirando-lhe alguma coisa". [ 17 ] Bosi considerou, no entanto, Fogo Morto a verdadeira "superação" do ciclo da cana-de-açúcar. [ 18 ] Antonio Candido destacou a análise das personagens de Fogo Morto : "O que torna esse romance ímpar entre os publicados em 1943 é a qualidade humana dos personagens criados: aqui, os problemas se fundem nas pessoas e só têm sentido enquanto elementos do drama que elas vivem". [ 19 ] Massaud Moisés pôs este romance entre os livros dos anos 30 , muito embora ele tenha sido lançado em 1943, pela razão de ser a obra uma expressão "acabada do espírito do projeto estético e ideológico regionalista característico daquela década". [ 20 ] Luciana Stegagno Picchio afirmou que graças a José Lins "o regionalismo tornou-se um ato pessoal, um instrumento de realização literária". [ 21 ] Sérgio Milliet afirmou que José Lins fez uma grande obra ao "oferecer-nos uma imagem muito nítida do Nordeste dos últimos engenhos, evoluindo lentamente entre crises políticas e lutas domésticas, modorrento sob o sol das secas ". [ 22 ] Carpeaux escreveu que todo o universo da casa-grande, da senzala , dos senhores de engenho e etc. "nunca mais existirá a não ser nos romances de José Lins do Rego". [ 23 ] ## Análise Mário de Andrade escreveu que Fogo Morto era um "dado psicológico único". [ 24 ] A criação literária de José Lins do Rego, como ele próprio afirma, foi baseada, fundamentalmente, nas histórias de trancoso, contadas pela velha Totôia e pela leitura de Os doze pares da França, de Carlos Magno, que ele leu aos doze anos, ainda no internato de Itabaiana , tendo recebido, também, influências de Victor Hugo , Proust , Hardy, Stendhal e os que ele chamava de "os grandes russos da minha vida: Tolstói , Tchecov e Dostoievski ". Entre os nacionais, ele cita Raul Pompeia , Machado de Assis , Gilberto Freyre e Olívio Montenegro . Participou do movimento regionalista de 33 organizado por Gilberto Freyre no Recife. A obra de Zé Lins caracteriza-se, particularmente, pelo extraordinário poder de descrição. Reproduz no texto a linguagem do eito, da bagaceira, do nordestino, tornando-o no mais legítimo representante da literatura regional nordestina. A Menino de Engenho , seguiram-se Doidinho , 1933; Banguê , 1934; Moleque Ricardo , 1935; Usina , 1936; Pureza, 1937; Fogo Morto , 1943, fechando, com este, o Ciclo-da Cana-de-Açúcar. Em 1937 publicou Pedra Bonita e, em 1953, Cangaceiros que formaram o Ciclo do Cangaço. Outras publicações: Riacho doce ; Água mãe (prêmio da Fundação Felipe de Oliveira); Eurídic e (Prêmio Fábio Prado); Meus verdes anos (memórias); Histórias da velha Totônia ; Gordos e magros ; Poesia e vida ; Homens, seres e coisas ; A casa e o homem ; Presença do Nordeste na literatura brasileira ; O vulcão e a fonte , (1958, póstuma). Conferências: Pedro Américo; Conferência no Prata; Discurso de posse na Academia Brasileira de Letras. Viagem: Bota de sete léguas. Em colaboração com Raquel de Queiroz e Graciliano Ramos Brandão entre o mar e o amor. ## Academia Paraibana de Letras É patrono da cadeira 39 da Academia Paraibana de Letras , que tem como fundador Coriolano de Medeiros e é atualmente ocupada por Sérgio de Castro Pinto. ## Academia Brasileira de Letras Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 15 de setembro de 1955, para a cadeira 25. ## Obras > Ficção - Menino de engenho (1932) - Doidinho (1933) - Banguê (1934) - O moleque Ricardo (1935) - Usina (1936) - Pureza (1937) - Pedra bonita (1938) - Riacho doce (1939) - Água-mãe (1941) - Fogo morto (1943) - Eurídice (1947) - Cangaceiros (1953) > Memórias - Meus verdes anos (1956) > Infanto-juvenil - Histórias da velha Totônia (1936) > Crônica e crítica - Gordos e magros (1942) - Poesia e vida (1945) - Homens, seres e coisas (1952) - A casa e o homem (1954) - Presença do Nordeste na literatura brasileira (1957) - O vulcão e a fonte (1958) > Conferências - Pedro Américo (1943) - Conferências no Prata (1946) - Discurso de posse na ABL (1957) > Viagem - Bota de sete léguas (1951) - Roteiro de Israel (1955) - Gregos e troianos (1957) > Obras póstumas - Dias idos e vividos — antologia (1981) - Ligeiros traços: escritos de juventude (2007) - Flamengo é puro amor: 111 crônicas escolhidas (2008) ## Edições estrangeiras Menino de engenho - Niño de ingenio (espanhol) (Buenos Aires, Emecé, 1946) - Santa Rosa: Roman (alemão) (Hamburgo, Mölich, 1953) (Contém Menino de engenho , Banguê e O moleque Ricardo ) - L'Enfant de la plantation (francês) (Paris, Deux-Rives, 1953) - Plantation Boy (inglês) (Nova York, Knopf, 1966) - Niño de ingenio (espanhol) (Havana, Casa de las Américas, 1969) - Il treno di Recife: due romanzi (italiano) (Milão, Longanesi, 1974) (Contém Menino de engenho e O moleque Ricardo ) - Pojken på sockerplantagen (sueco) (Montevidéu, Nordan, 1990) - El niño del ingenio de azúcar (espanhol) (Madri, Celeste, 2000) - L'Enfant de la plantation (francês) (Paris, Anacaona, 2013) Banguê - Banguê: el viejo ingenio (espanhol) (Buenos Aires, Losada, 1945) O moleque Ricardo - Il treno di Recife: due romanzi (italiano) (Milão, Longanesi, 1974) (Contém Menino de engenho e O moleque Ricardo ) Pureza - Pureza: A Brazilian Novel (inglês) (Londres, Hutchinson, 1947) Fogo morto - Fuoco spento (italiano) (Roma, Bocca, 1956) - Угасший огонь (“Ugáchi agon”) (russo) (Moscou, Khudojestvenaia literatura, 1967) - Crépuscules (francês) (Paris, Anacaona, 2017) Cangaceiros - Cangaceiros (francês) (Paris, Plon, 1956) - Rhapsodie in Rot (alemão) (Bonn, Hieronimi, 1958) - Cangaceiros (espanhol) (Havana, Arte y Literatura, 1979) ## Filmografia - Menino de engenho (1965). Produção: Glauber Rocha e Walter Lima Júnior . Direção: Walter Lima Júnior. - José Lins do Rego (documentário). Prêmio do Instituto Nacional do Cinema como a melhor direção de curta-metragem em 1969. Produção: - José Lins do Rego (curta-metragem). Produção: José Olympio Editora. Direção: Walter Lima Júnior. - Fogo morto . Produção: Miguel Borges . Direção: Marcos Faria. - José Lins do Rego: Engenho e Arte (documentário).Produção: TV Escola . Direção: Hilton Lacerda . TV Escola: José Lins do Rego . - O Engenho de Zé Lins (documentário, 2006). Produção e direção: Vladimir Carvalho . Prêmio de Melhor Montagem no Festival de Brasília de 2006. ## Referências 1. ↑ Hafez, 1997, p.13 2. ↑ CARPEAUX, 1980, citado por Hafez, 1997, p.19 3. ↑ Hafez, 1997, p.10 4. ↑ CAVALCANTI PROENÇA, 1974, citado por Hafez, 1997, p.18 5. ↑ Hafez, 1997, p.7 6. ↑ Hafez, 1997, p.11 7. ↑ a b LOUSADA, 1965, p.xii. 8. ↑ Hafez, 1997, p.20 9. ↑ MELLO E SOUZA, 1992, citado por Hafez, 1997, p.25 10. ↑ MOISÉS, 1989, citado por Hafez, p.26 11. ↑ Helena Roldão (12 de Outubro de 2012). «Ficha histórica:Atlântico: revista luso-brasileira (1942-1950)» (pdf) . Hemeroteca Municipal de Lisboa . Consultado em 25 de Novembro de 2019 12. ↑ Hafez, 1997, p.19 13. ↑ REGO, 1945, pp.54-55 14. ↑ Citado por LOUSADA, 1965, p.xii. 15. ↑ FREYRE, 1977, apud Haofez, 1997, p.24 16. ↑ BOSI, 1982, p.397 17. ↑ MARTINS, 1979, apud Hafez, 1997, p.28. 18. ↑ BOSI, 1982, p.398. 19. ↑ CANDIDO, 1992, apud HAFEZ, 1997, p. 25-26. 20. ↑ Hafez, 1997, p.26. 21. ↑ PICCHIO, 1981, apud Hafez, 1997, p.26-27. 22. ↑ MILLIET, 1981, apud Hafez, 1997, p.27. 23. ↑ CARPEAUX, 1980, intro. 24. ↑ Andrade, 1980 (texto originalmente publicado em O empalhador de passarinho . 2. ed., SP, Martina, pp.291-295). ## Bibliografia - ANDRADE, Mário de . "Fogo Morto" in REGO, José Lins do. Romances Reunidos e ilustrados X - Fogo Morto . RJ , José Olympio, 1980. - BOSI, Alfredo . "José Lins do Rego" in História Concisa da Literatura Brasileira . 3. ed., SP , Cultrix , 1982. - BURITI, Iranilson. Gritos de Vida e de Morte: a decadência dos senhores de engenho na Paraíba. Dissertação (Mestrado em História). Recife: UFPE, 1997. - BRAGA-PINTO, César. Homem de Palavra, Homem de Letras: Literatura e responsabilidade na obra de José Lins do Rego." Luso-Brazilian Review - Volume 42, Number 1, 2005, pp. 179-199. - BRAGA-PINTO. "Gilbeto e Zelins" A violência das letras: amizade e inimizade na literatura brasileira: 1888-1940 . Rio de Janeiro: Eduerj, 2018. - ________. "José Lins do Rego: sujeito aos ventos de Gilberto Freyre." Revista de Critica Literaria Latinoamericana. 2004, Vol. 59, p. 183-203. - ________. "De Pureza (1937) a Pureza (1940): José Lins do Rego e o cinema de Chianca de Garcia". Revista Do Instituto De Estudos Brasileiros, (70), 249-269. Revista do IEB - CARPEAUX, Otto Maria . "O brasileiríssimo José Lins do Rego" in REGO, José Lins do. Romances Reunidos e ilustrados X - Fogo Morto . Rj, José Olympio, 1980 (= prefácio à primeira edição de Fogo Morto , outubro de 1943). - CAVALCANTI PROENÇA, Manoel. "O negro tinha caráter como o Diabo!" in Estudos Literários . RJ, José Olympio & INL, 1974 (= introdução a O Moleque Ricardo , RJ, José Olympio, 1966.) - FREYRE, Gilberto . "Recordando José Lins do Rego" in Vida, forma e cor . RJ, Record, 1987. - ________. "Prefácio à primeira edição de Casa-Grande e Senzala " in Obra Escolhida . RJ, Nova Aguilar, 1977. - HAFEZ, Rogério. " Fogo Morto de José Lins do Rego" in Os Livros da Fuvest , 1997, Ed. Sol. - HOLANDA, Sérgio Buarque de . "Notas sobre o romance" in O espírito e a letra - Estudos de crítica literária . Vol. 1. (1920-1947) . SP, Companhia das Letras , 1996. - ________. "Situação do romance" e "Fluxo e refluxo - I" in O espírito e a letra - Estudos de crítica literária . Vol. 1. (1920-1947) . SP, Companhia das Letras, 1996. - ________. "Nossa revolução" in Raízes do Brasil . 16. ed., RJ, José Olympio, 1983. - LOUSADA, Wilson. "Breve Notícia. Vida de José Lins do Rego". In: REGO, José Lins do. Menino de Engenho . [1932] 8ª ed. RJ: José Olympio, 1965. - MARTINS, Wilson. ' História da Inteligência Brasileira. Vol.VII (1933-1960) . SP, Cultrix/Edusp, 1979. - MELLO E SOUZA, Antonio Candido de . "Um romancista da decadência" in Brigada ligeira e outros escritos . SP, Editora da UNESP , 1992. - ________. "A nova narrativa" in A educação pela noite e outros ensaios . SP, Ática , 1987. - MILLIET, Sérgio. Diário Crítico de Sérgio Milliet - Vol.X. SP, Martins - Edusp, 1981. - MOISÉS, Massaud . "José Lins do Rego" in História da Literatura Brasileira. Vol. V: Modernismo. SP, Cultrix - Edusp, 1989. - PICCHIO, Luciana Stegagno. "Éscriture et idéologie de José Lins do Rego, 'menino de engenho'" in La Littérature Brésilienne . Paris , Presses Universitaires de France, 1981. - REGO, José Lins do. Poesia e Vida , RJ, Ed. Universal, 1945. ## Ligações externas - Wikiquote - «Perfil no sítio oficial da Academia Brasileira de Letras» - «Biografia de Lins do Rego na página da Fundação Joaquim Nabuco» - «Biografia de Lins do Rego» - «Espaço Cultural José Lins do Rego» - «Sabem quem foi José Lins do Rego ?» . (fr) - «Museu José Lins do Rego» - Perfil e biografia de Lins do Rego em francês - v - d - e - História - Presidentes - Sócios - Luís Murat - Afonso d'Escragnolle Taunay - Ivan Monteiro de Barros Lins - Bernardo Élis - Evandro Lins e Silva - Ana Maria Machado - Coelho Neto - João Neves da Fontoura - Guimarães Rosa - Mário Palmério - Tarcísio Padilha - Eduardo Giannetti - Filinto de Almeida - Roberto Simonsen - Aníbal Freire da Fonseca - Herberto Sales - Carlos Heitor Cony - Joaquim Falcão - Aluísio Azevedo - Alcides Maia - Vianna Moog - Carlos Nejar - Raimundo Correia - Oswaldo Cruz - Aloísio de Castro - Cândido Mota Filho - Rachel de Queiroz - José Murilo de Carvalho - Ailton Krenak - Teixeira de Melo - Artur Silveira de Motta - Goulart de Andrade - Barbosa Lima Sobrinho - Raimundo Faoro - Cícero Sandroni - Milton Hatoum (posse pendente) - Valentim Magalhães - Euclides da Cunha - Afrânio Peixoto - Afonso Pena Júnior - Hermes Lima - Pontes de Miranda - Dinah Silveira de Queiroz - Sergio Corrêa da Costa - 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# Miolo do boi O Miolo do Boi é o personagem responsável por dar vida ao boi nas apresentações do Bumba-meu-boi , uma das mais importantes manifestações culturais do Maranhão . Atuando de forma invisível sob a indumentária do boi, o miolo é quem realiza os movimentos e coreografias que encantam o público, sendo essencial para a realização da brincadeira. [ 1 ] ## Função e Importância O miolo, também conhecido como tripa, alma, fato, espírito ou condutor, é o brincante que fica embaixo da estrutura do boi durante toda a apresentação. Sua principal função é movimentar o boi, executando passos bem elaborados e precisos, alternando movimentos rápidos e lentos, conforme os ritmos característicos dos diferentes sotaques do Bumba-meu-boi. Essa atuação exige muita dedicação, fôlego, coragem e resistência física, já que o miolo permanece oculto durante toda a apresentação, sendo reconhecido apenas por seu desempenho e habilidade. A frase "sem miolo o boi não dança" é comumente utilizada para destacar a importância desse personagem, que, apesar de sua invisibilidade, é fundamental para a realização da brincadeira. ## Encontro de Miolos Anualmente, em São Luís , é realizado o "Encontro de Miolos", evento que reúne brincantes de Bumba-meu-boi para celebrar e valorizar o trabalho dos miolos. Durante o encontro, os miolos desfilam pelas ruas do Centro Histórico, exibindo a beleza das indumentárias e a habilidade nas coreografias. O evento também conta com exposições de capoeiras (estruturas do boi) e rodas de conversa, promovendo a troca de experiências e o fortalecimento da cultura popular maranhense. [ 2 ] ## Personagens Relacionados Além do miolo, o Bumba-meu-boi conta com outros personagens que enriquecem a narrativa e a apresentação, como: - Boi : Representado por uma estrutura de madeira coberta com tecido, fitas e miçangas, simboliza o animal central da história. - Vaqueiro : Personagem que representa o trabalhador rural, responsável por conduzir o boi e interagir com o público. - Pai Francisco e Mãe Catirina : Casal que protagoniza a história do Bumba-meu-boi, envolvendo o desejo de Catirina de comer a língua do boi e a subsequente morte e ressurreição do animal. - Amo (Cantador) : Líder do grupo, responsável por conduzir o canto das toadas e orientar os brincantes. ## Reconhecimento Cultural O Bumba-meu-boi, incluindo a figura do miolo, foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo IPHAN em 2011 e inscrito na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2019. Esse reconhecimento destaca a importância da manifestação para a identidade cultural do Maranhão e do Brasil . ## Ver também - Bumba-meu-boi do Maranhão - Bumba meu boi ## Referências 1. ↑ Mira, Na (30 de junho de 2023). «Miolo: conheça a história do personagem responsável por dar 'vida' ao boi nos grupos de bumba meu boi - Imirante.com» . Imirante . Consultado em 23 de maio de 2025 2. ↑ Borralho, Tácito Freire. «O Teatro do Boi do Maranhão: brincadeira, ritual, enredos, gestos e movimentos» . Consultado em 23 de maio de 2025
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# Samba de bumbo O samba de bumbo é um samba típico do estado de São Paulo . [ 1 ] [ 2 ] [ 3 ] Seu desenvolvimento se deu nas fazendas de café do interior do estado no século XIX e tem sua origem entre populações africanas. Com a expansão da lavoura cafeeira, iniciando no Vale do Paraíba em direção às principais bacias hidrográficas da região ( Tietê , Piracicaba , Itapetinga , entre outros), o samba de bumbo dinfudiu-se em direção a outras regiões, em especial na região centro-oeste do estado e, posteriormente, na capital , no século XX, quando ex-escravizados migraram do interior. [ 4 ] Devido à sua importância histórica, social e cultural, é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do estado de São Paulo e Patrimônio Cultural do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). [ 4 ] ## Histórico O samba de bumbo se desenvolveu inicialmente na região centro-oeste do Estado, durante o séc. XVIII , ao que tudo indica. Entre o final do séc. XIX e início do séc. XX se expandiu ao sul de Minas Gerais e à região metropolitana da capital paulista. A principal razão dessa nomenclatura adotada , samba de bumbo, é que a zabumba, ou bumbo, é o instrumento presente em todos os registros e grupos atuais que praticam esta modalidade. Este se apresenta na maioria das vezes como principal, sendo também aquele que improvisa durante o samba, enquanto as caixas e guaiás, por exemplo, realizam a marcação rítmica. Outros termos como “Samba Rural Paulista”, utilizado por Mário de Andrade, “Samba Lenço”, pelo pesquisador Marcos Ayala, ou “Samba de Roda”, denominação de um dos grupos que praticam este samba em São Paulo, são termos que não abrangem uma característica geral para esta expressão cultural. O aumento da população negra em São Paulo coincidiu com a decadência do estilo de vida caipira tradicional no Estado, e com o desenvolvimento da economia de plantation. No sudeste este processo foi impulsionado pelo café, e é provavelmente nas localidades onde esta atividade era realizada que o samba de bumbo surgiu. No século XIX, com a introdução da cultura cafeeira no Vale do Paraíba, o estado atingiu seu ápice em relação à quantidade da população negra em São Paulo. É importante ressaltar que a predominância da população era de origem estrangeira. Em algumas cidades como Campinas a porcentagem de escravos deste segmento era representado por 80% de sua totalidade. Este “samba” permaneceu no interior do estado mesmo após o desenvolvimento industrial da capital paulista, embora a cultura caipira paulista tenha contribuído para o seu declínio. Este contingente cultural apresenta uma consistência muito grande em suas tradições e práticas, de modo que a cultura caipira influencia a música dos negros muito mais do que o contrário disso. Desta forma, com a migração rural-urbana, os negros que continuaram no campo viveram contextos de segregação racial, o que influiu diretamente no declínio da continuidade das práticas de samba de bumbo no interior do estado. ## Principais Festas litúrgicas Nas regiões interioranas, o branco e o negro caipira, devido às duras horas de trabalho, somente realizavam seus festejos, como o samba, em festas religiosas, especialmente as de São João , Santos Reis , Nossa Senhora Aparecida , Bom Jesus, e especialmente a de São Benedito . Estas festas, depois da liturgia religiosa, eram precedidas de bebidas, alimentos, e produções artísticas religiosas e profanas, dentre estas o samba de bumbo. A região centro-oeste do Estado, no caminho para Goiás e Mato Grosso, passando pelo rio Tietê foi onde estiveram concentradas manifestações culturais que deram origem ao samba de bumbo. Esta movimentação cultural ocorreu, em outras razões, pelo tráfico interno de escravos, o que relacionou diferentes modalidades de batuques nessas regiões. Como já dito, estas modalidades de batuque tinham um mesmo contingente cultural, principalmente no que diz respeito ao idioma comum entre estes, o que facilitou a integração. ## Santana de Parnaíba: o início Santana de Parnaíba foi a primeira cidade que recebeu uma quantidade expressiva de escravos dentro do Estado de São Paulo, em função da descoberta de Ouro na cidade no século XVII. Atualmente é também uma das cidades com maior “incentivo” por parte das instituições oficiais às práticas culturais ligadas ao samba de bumbo. Na região metropolitana da capital paulista as manifestações culturais afro-brasileiras apresentaram uma maior dinâmica em seu desenvolvimento. Isso porque no contexto social desta localidade não existia uma tradição cultural hegemônica de determinado grupo étnico, como havia nas regiões rurais. Deste modo, a aglutinação de contingentes culturais negros em grande escala possibilitava o desenvolvimento do samba, embora este tenha sofrido muita repressão pelas instituições oficiais onde era praticado. ## Samba de bumbo e samba paulistano (cordões carnavalescos) O samba realizado na capital do Estado sofreu influência do samba de bumbo, especialmente o praticado em Pirapora do Bom Jesus . Muitos de seus realizadores como o sambista Geraldo Filme e Dionísio Barbosa foram frequentadores das festas religiosas de Pirapora, sendo este último, o possível fundador do primeiro Cordão Carnavalesco Paulistano. Um exemplo disso é que até meados da década de 1960, o Bumbo foi utilizado nos desfiles dos cordões carnavalescos e escolas de samba da capital paulista. As características que remetiam ao samba de bumbo nos cordões e, posteriormente, nas escolas de samba, passaram a ser gradativamente excluídas do carnaval paulistano após a utilização do estatuto carioca, em 1968, para os desfiles na cidade. Pirapora do Bom Jesus foi o ponto aglutinador desta manifestação cultural. Desde o século XVIII até meados XX representava uma importante celebração religiosa no Estado, sendo esta modalidade de samba muito presente dentro da parte profana deste festejo. ## Atualidade O samba de bumbo é praticado atualmente nas cidades de Mauá (Grupo "Samba-lenço"), Piracicaba , Pirapora do Bom Jesus (grupos "Samba de Roda" e "Vovô da Serra Japi"), Quadra (grupo "Filhos de Quadra"), Rio Claro , Santana de Parnaíba (grupos "Grito da Noite", "Treze de Maio" e "Samba do Pé Vermêio) e Vinhedo (grupo "Samba da Dona Aurora"). Além disso, grupos de outras localidades como Sorocaba estão reativando suas atividades, talvez pelo grande número de pesquisas e incentivo das prefeituras à “preservação” das atividades culturais que representam parte do contexto histórico das cidades. Este tipo de samba ocorreu em outras regiões no interior de São Paulo como Campinas , Itu , Salto e em outros estados como Minas Gerais . Desta forma, pesquisas são necessárias ainda para um entendimento maior do samba de bumbo enquanto manifestação tradicional-popular afro-brasileira, principalmente no Estado de São Paulo. ## Referências 1. ↑ «HISTÓRICA - Revista Eletrônica do Arquivo do Estado» . www.historica.arquivoestado.sp.gov.br . Consultado em 18 de março de 2023 2. ↑ «Samba de Bumbo – Patrimônio Imaterial da Cultura Paulista» . Consultado em 18 de março de 2023 3. ↑ «ClaveBrasil > Gêneros» . www.clavebrasil.org.br . Consultado em 18 de março de 2023 4. ↑ a b «Samba de Bumbo Paulista é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil» . Gov.br . 9 de maio de 2024 . Consultado em 16 de julho de 2024 ## Bibliografia - MANZATTI, Marcelo Simon. Samba Paulista, do centro cafeeiro à periferia do centro: estudo sobre o Samba de Bumbo ou Samba Rural Paulista. Dissertação de Mestrado. Departamento de Ciências Sociais. São Paulo: Pontifica Universidade Católica de São Paulo, 2005. - IEDA, Marques Britto. Samba na cidade na cidade São Paulo (1900-1930): um exercício de resistência cultural. São Paulo: FFLCH/USP, 1986. - v - d - e
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# Arquivo Público do Estado de São Paulo O Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP) é a instituição arquivística do Poder Executivo do Estado de São Paulo responsável por formular e implementar a política estadual de arquivos, [ 1 ] por meio da gestão dos documentos produzido pelo poder executivo paulista , da preservação dos documentos categorizados como "de guarda permanente" (também chamados de "históricos"), da difusão do patrimônio documental e do acesso à informação contida em tais documentos. [ 2 ] O APESP encontra-se instalado em um conjunto de edifícios no bairro de Santana , cidade de São Paulo , próximo à Rodoviária do Tietê . É um dos maiores arquivos públicos do Brasil , que compõem um abundante acervo para a pesquisa e ajudam no resgate da memória pública paulista. [ 3 ] Criado em 1891, o Arquivo Público é uma das repartições mais antigas do estado de São Paulo. Seu acervo é composto por documentos provenientes tanto das secretarias de Estado quanto do Poder Judiciário , prefeituras , cartórios e fundos privados, abrangendo manuscritos do Brasil Colônia , importantes registros pertencentes ao extinto DOPS e acervos particulares de ex-governadores e ex-presidentes, como Júlio Prestes , Washington Luis e Adhemar de Barros . [ 3 ] Vinculado atualmente à Secretaria de Gestão e Governo Digital o APESP é o órgão central do Sistema de Arquivos do Estado de São Paulo (SAESP), [ 3 ] sendo responsável pela coordenação e sistematização dos arquivos públicos paulistas, envolvendo confecção de Tabelas de Temporalidade, montagem e coordenação de Comissões de Avaliação, efetivação de descarte ou recolhimento de conjuntos documentais produzidos pelo governo paulista. [ 4 ] [ 5 ] [ 6 ] É um dos maiores arquivos públicos do Brasil, contendo um rico acervo disponível para a pesquisa pública, com mais de 25 milhões de documentos textuais e 3 milhões de documentos iconográficos e cartográficos, disponíveis para a pesquisa. Seu acervo é constituído por documentos de órgãos e entidades da Administração Públi­ca paulista, bem como por documentos privados de pessoas físicas ou jurídicas declarados de interesse público e social Possui documentos manuscritos do Brasil Colônia, registros pertencentes ao extinto DOPS , arquivos privados de ex-governadores como Mário Covas, Júlio Prestes, Washington Luis e Adhemar de Barros, bem como documentos digitais do século XXI. [ 7 ] O Arquivo Público do Estado também custodia acervos de órgãos e entidades extintas e, recentemente, incorporou os documentos da Companhia Paulista de Obra e Serviços (CPOS), Desenvolvimento Rodoviário S/A (DERSA), Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A. (EMPLASA), Fundação do Desenvolvimento Administrativo (FUNDAP), Fundação Prefeito Faria Lima - Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (CEPAM) etc. Além da consulta ao acervo, o Arquivo Público do Estado oferece, entre outros, os serviços de certidões e cópias certificadas; reprodução de documentos; visitas monitoradas; ação educativa e edição de manuais técnicos e a Revista do Arquivo. [ 8 ] ## Histórico ### A instituição O Arquivo Público do Estado é uma das mais antigas repartições públicas de São Paulo. Suas origens remontam a 1721, [ 9 ] por iniciativa do capitão-mor Dom Rodrigues César de Meneses . Governador da então Capitania de São Paulo , César de Meneses havia determinado a seu secretário de governo, Gervásio Leite Rabelo, que desse início ao “Inventário dos Documentos da Governança”. Armazenados no Pátio do Colégio , à época sede do governo, os documentos amealhados por Rabelo constituíram o núcleo inicial do atual acervo da instituição. [ 10 ] Em 1892, o decreto de número 30 , instituído pelo vice-governador do Estado, José Alves de Cerqueira César , criou a “Repartição de Estatística e do Archivo do Estado”, subordinado à Secretaria do Interior, e que tinha por objetivo “a guarda, coordenação e classificação de todos os papéis , documentos e livros atinentes ao Direito Constitucional, à História Política e Administrativa, à Legislação e à Geografia de São Paulo, e de todos os demais que as autoridades competentes determinarem que ali se depositem”. [ 11 ] [ 12 ] Assim, o “Archivo do Estado” passou a armazenar não apenas os ofícios e materiais das secretarias governamentais, mas também documentos oriundos das municipalidades, do poder judiciário, de cartórios e de particulares. [ carece de fontes ? ] Em 1899, o coronel Fernando Prestes de Albuquerque , então presidente do Estado de São Paulo, instituiu a Lei nº 666, de 6 de setembro, onde mandou "remover para o archivo publico do Estado todos os papeis, autos e livros existentes no cartorios dos escrivães do judicial, officiaes de registros e tabelliães de notas, anteriores ao século 19º." Dessa forma, um grande volume de documentação do período colonial e imperial passou para a guarda do Arquivo Público Estadual. [ 12 ] No ano de 2012, um novo prédio para a instituição foi inaugurado, este foi o primeiro prédio para suporte de grandes arquivos do Brasil. Além disso, nesse mesmo ano, foi decretada uma lei em São Paulo que regula o acesso de informações no estado, dando competência para o Arquivo Público coordenar as integrações sistêmicas dos Serviços das Informações aos Cidadãos (SIC). [ 13 ] ### As sedes Do ano em que foi criado até 1906, o arquivo ocupou primeiramente o pavimento térreo e, posteriormente, parte do convento do Pátio do Colégio. Foi então transferido para os fundos do prédio da igreja Nossa Senhora dos Remédios, localizada na Rua Onze de Agosto, número 80, na região central paulistana, tendo sido demolida na década de 1940. Ocupou ainda um edifício na rua Visconde do Rio Branco esquina com rua dos Timbiras, onde funcionou até 1949. Nesse ano, o arquivo foi fechado, retomando suas atividades somente no final do ano seguinte, ou seja; em 26 de novembro de 1949 sofre um tremendo golpe: sendo obrigado a mudar-se repentinamente do prédio que foi desapropriado. Com isto houve uma desorganização completa do acervo, o que provocou severas críticas dos jornais ao governo. O que fez com que o acervo ficasse somente com atividades administrativas, pois o acervo é separado e guardado em três locais diferentes. [ carece de fontes ? ] Em 1951 o arquivo foi instalado no edifício da E. F. Sorocabana , no largo General Osório (onde funcionou o Departamento de Ordem Política e Social . Em 1953, o arquivo instalou-se na Rua Dona Antônia de Queiroz nº 183 (antigo edifício da “Manufactura de Tapetes Santa Helena”), onde o edifício contava com 165 janelas e uma boa iluminação natural, "facilitando muito menos cansaço visual dos leitores de documentação antiga", onde permaneceu até 1997 . [ 14 ] Em 22 de abril de 1997, o Arquivo do Estado mudou-se para um conjunto de edifícios no bairro de Santana , sede da antiga "Fábrica de Tapetes Ita". [ 15 ] Reformados para atender às necessidades da instituição, os edifícios contam com depósitos para o acervo, além de laboratórios, salas de consulta e um anfiteatro. Parte de seu acervo, denominado Arquivo Administrativo, é conservado em um antigo depósito industrial na Mooca (bairro de São Paulo) , de acesso restrito [ 16 ] ). E, em 2012, foi inaugurado um novo prédio para o conjunto. Este é o primeiro prédio brasileiro projetado especificamente para ser um Arquivo moderno, em conformidade com as especificações técnicas necessárias para garantir a guarda e a preservação de documentos permanentes. São vinte e três mil metros quadrados de área construída, distribuída em dez andares, sendo cinco com pé-direito duplo para abrigar os documentos de guarda permanente; laboratórios de conservação preventiva, restauro, microfilmagem, digitalização e acondicionamento. [ 17 ] ## O acervo Criado oficialmente em 1892, o Arquivo Público do Estado de São Paulo é uma das principais fontes para pesquisas documentais no Brasil e uma importante referência na historiografia brasileira. É um dos maiores arquivos públicos do Brasil, contendo um rico acervo disponível para a pesquisa pública, com mais de 25 milhões de documentos textuais e 3 milhões de documentos iconográficos e cartográficos, disponíveis para a pesquisa. [ 7 ] A instituição abriga aproximadamente 26 mil metros lineares de documentação textual, além de um acervo iconográfico com cerca de um milhão e meio de imagens ( fotografias , negativos , postais , caricaturas e ilustrações) e alguns milhares de rolos de microfilmes . Abriga ainda uma biblioteca de apoio à pesquisa, com 45 mil volumes, além da mapoteca e de uma grande hemeroteca . O acervo é dividido em “fundos públicos” (produzidos pelos órgãos do Poder Executivo Paulista, fundações e universidades públicas ), “fundos privados” (documentos privados de pessoas físicas ou jurídicas declarados de interesse público e social, doados ou comprados pelo estado), “fundos cartoriais” ( registros civil e de imóveis ). [ carece de fontes ? ] Do período colonial , o arquivo abriga cerca de sete milhões de manuscritos avulsos e outros mil livros manuscritos, desde inventários e testamentos a cartazes de “procura” por escravos foragidos. O item mais antigo é o chamado “Inventário do Sapateiro”, um registro dos bens de Damião Simões, datado de 1578. O setor denominado Arquivos Privados conserva documentos de particulares, como a coleção do ex-presidente Washington Luís , doada ao arquivo em testamento. [ carece de fontes ? ] Na seção de periódicos , há a rara coleção do Correio Braziliense , o primeiro jornal do Brasil, fundado em 1808. Há também coleções completas dos jornais Correio Paulistano (1855–1963), O Estado de S. Paulo (desde 1875) e Folha de S.Paulo (desde 1925), além do combativo jornal Última Hora , cobrindo o período que vai do segundo governo Vargas aos primeiros governos da ditadura militar . [ carece de fontes ? ] Em 1994, o Governo do Estado transferiu para o Arquivo do Estado e liberou para consulta os documentos provenientes do extinto DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) - o órgão governamental responsável por controlar e reprimir os movimentos políticos e sociais contrários ao regime no poder. Nessa coleção podem ser vistos desde fichas prisionais, prontuários de personalidades brasileiras e estrangeiras - como Elis Regina , Jânio Quadros , Papa João Paulo II e Adolf Hitler -, até correspondências privadas e oficiais, trocadas por titulares da ditadura militar no Brasil . [ carece de fontes ? ] Possui parcerias com diversas instituições, públicas e privadas, nacionais e internacionais para o desenvolvimento de projetos e difusão do acervo, contribuindo, assim, com a formação de acadêmicos, pesquisadores e profissionais. Entre os seus parceiros estão o Ministério Público Estadual, a Imprensa Oficial , a Cinemateca Brasileira e a Universidade de São Paulo . [ 3 ] ## Sistema de Arquivos do Estado de São Paulo Vinculado atualmente à Secretaria de Projetos, Orçamento e Gestão, [ 7 ] o APESP é o órgão central do Sistema de Arquivos do Estado de São Paulo (SAESP). [ 3 ] O SAESP é composto ainda pelos serviços de arquivos e de protocolos da administração direta do governo estadual (secretarias de estado e Procuradoria Geral do Estado), autarquias e fundações estaduais (inclusos as universidades públicas e institutos de pesquisa), empresas públicas ou de economia mista . Ministério Público de São Paulo (desde o ano de 2000) e o Tribunal de Contas do Estado (desde o ano de 2018) também integram o SAESP por meio de termos de cooperação técnica. [ 4 ] Dentro do conjunto de instituições do SAESP, a função do Arquivo Público do Estado de São Paulo é a coordenação e implantação da política arquivística , [ 18 ] estabelecendo normas e procedimentos para a organização dos arquivos, bem como para produção, tramitação e eliminação de documentos. Além disso, desenvolve atividades de assistência técnica, capacitação e monitoramento dos órgãos setoriais do SAESP, mantendo interlocução permanente com as Comissões de Avaliação de Documentos e Acesso (CADA). [ 19 ] E, por meio do Programa de Institucionalização de Arquivos Públicos Municipais, fornece orientação técnica a prefeituras e câmaras municipais dos municípios paulistas. [ 20 ] [ 21 ] ## Lei Estadual de Acesso à Informação O Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP) também é responsável por propor a política do Estado de São Paulo para o acesso aos documentos públicos. Por isso, o APESP participou ativamente da regulamentação da Lei de Acesso à Informação (LAI) no âmbito da Administração Estadual, resultando no Decreto Estadual n° 58.052/2012, [ 22 ] que definiu a gestão documental como condição necessária para garantir o direito de acesso às informações. O Decreto também atribuiu ao Arquivo Público do Estado as competências de: [ 22 ] 1. presidir a Comissão Estadual de Acesso à Informação (CEAI), 2. propor normas, procedimentos e requisitos técnicos complementares para o tratamento da informação, 3. coordenar os Serviços de Informação ao Cidadão (SIC), [ 23 ] e 4. gerenciar o Sistema SIC.SP, ferramenta de registro de pedidos de acesso à informação e controle de prazos de resposta, por meio de sua Central de Atendimento ao Cidadão (CAC). [ 23 ] A CEAI (item 1) é a terceira e última instância recursal para os indeferimento de pedidos de acesso à informação recebidos pela Administração Estadual. [ 24 ] O tratamento da informação (item 2) diz respeito a "produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transporte, transmissão, distribuição, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação, destinação ou controle da informação". [ 22 ] Os SICs (item 3) são unidades criadas nos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual para receber recursos e pedidos de acesso à informação, e para controlar os prazos de resposta. [ 22 ] Já o CAC (item 4) capacita, orienta, coordena e integra os SICs em sua atuação, além de gerenciar o sistema online SIC.SP por onde tramitam os pedidos e recursos. [ 22 ] ## Ação educativa A ação educativa do Arquivo Público do Estado de São Paulo tem como responsabilidade elaborar alguns programas educativos que tem por objetivo a aproximação do APESP com instituições educacionais e com toda a sociedade em geral. Algumas das atividades realizadas pelo conjunto são as oficinas pedagógicas direcionadas a professores e alunos de todos os graus de ensino e as exposições virtuais. [ 25 ] O processo pedagógico é feito com professores da rede pública e privada, com propósito de aproximação dos envolvidos com artigos históricos da cidade de São Paulo. [ 26 ] ## SP Sem Papel No âmbito do Programa SP Sem Papel, [ 27 ] o Arquivo Público do Estado de São Paulo e a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (PRODESP) realizaram testes, fizeram análise de requisitos, mapearam e modelaram documentos, além de elaborarem regras para parametrização e aprimoramento tecnológico do sistema SIGAdoc. A ideia do Programa é transicionar a Administração Estadual para a produção digital de documentos, em vez de produzí-los e tramitá-los em papel. [ 28 ] ## ArquivoDigital.SP Considerando a inclusão progressiva e segura da administração pública nas práticas digitais, o Arquivo Público do Estado criou o Programa ArquivoDigital.SP, composto por diversas ações que visam adotar políticas, técnicas e procedimentos de preservação e segurança digital capazes de controlar os riscos decorrentes da degradação do suporte, da obsolescência tecnológica, bem como garantir a integridade, autenticidade e disponibilidade dos documentos, dados e informações governamentais. Nesse sentido, está em construção um piloto de repositório arquivístico digital confiável (RDC-Arq) capaz de garantir a preservação de documentos de guarda intermediária longa e de guarda permanente. [ 29 ] ## Ver também - Arquivo Nacional - Arquivo Histórico Municipal de São Paulo - Anos de chumbo ## Referências 1. ↑ «:: APESP - Arquivo Público do Estado de São Paulo :: Institucional :: Fale Conosco ::» . www.arquivoestado.sp.gov.br . Consultado em 2 de março de 2023 2. ↑ «:: APESP - Arquivo Público do Estado de São Paulo ::» . www.arquivoestado.sp.gov.br . Consultado em 2 de março de 2023 3. ↑ a b c d e Lima, Nara de. «Arquivo Público do Estado de São Paulo» . www.cidadedesaopaulo.com . Consultado em 26 de abril de 2017 4. ↑ a b «Sobre a SAESP» . saesp.org.br . Consultado em 2 de março de 2023 5. ↑ ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO (São Paulo). Guia para a avaliação dinâmica da massa documental acumulada: eliminação rápida e segura de documentos de arquivo . São Paulo: Arquivo Público do Estado, 2022. Disponível em: http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/publicacoes/livros/guia_avaliacao_massa_documental_acumulada.pdf. Acesso em: 01-03-2023 6. ↑ ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO (São Paulo). Plano de Classificação e Tabela de Temporalidade de Documentos da Administração Pública do Estado de São Paulo: Atividades-Meio . São Paulo: Arquivo Público do Estado, 2. ed. revista e ampliada, 1ª reimpressão, 2019. Disponível em: http://www.arquivoestado.sp.gov.br/site/ assets/publicacao/anexo/2019_PUBLICACAO_PC_E_TTDMEIO_PARA%20DIVULGACAO.pdf 7. ↑ a b c «:: APESP - Arquivo Público do Estado de São Paulo :: Institucional :: Quem Somos :: Sobre o Arquivo ::» . www.arquivoestado.sp.gov.br . Consultado em 2 de março de 2023 8. ↑ «:: APESP - Arquivo Público do Estado de São Paulo :: Institucional :: Publicações :: Livros ::» . www.arquivoestado.sp.gov.br . Consultado em 2 de março de 2023 9. ↑ BERNARDES, Ieda Pimenta (Coord.). Aplicação do plano de classificação e tabelas de temporalidade de documentos da administração pública do Estado de São Paulo: atividades-meio. São Paulo: Arquivo Público do Estado de São Paulo, 2008. Disponível em: http://www.arquivoestado.sp.gov.br/site/assets/publicacao/anexo/manual_de_aplicacao_do_plano_de_classificacao_e_tabela_de_temporalidade_da_administracao_publica_do_estado_de_sao_paulo__atividades_meio.pdf . 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Paulo noticia inauguração da nova sede do Arquivo Público do Estado de São Paulo , acessado em 14.set.2016. 16. ↑ Antigo prédio do DOPS/SP na Estação Pinacoteca, segundo o portal do Governo do Estado de São Paulo , acessado em 14.set.2016. 17. ↑ «:: APESP - Arquivo Público do Estado de São Paulo :: Institucional :: Quem Somos :: Estrutura ::» . www.arquivoestado.sp.gov.br . Consultado em 2 de março de 2023 18. ↑ ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO (São Paulo). Política Pública de Arquivos e Gestão Documental do Estado de São Paulo . Arquivo Público do Estado, 2014. 248 p. Disponível em: http://www.arquivoestado.sp.gov.br/ site/assets/publicacao/anexo/politica_publica_de_arquivos_e_gestao_documental_do_estado_de_sao_ paulo.pdf. 19. ↑ «Decreto n° 29.838, de 18/04/1989» . www.al.sp.gov.br . Consultado em 2 de março de 2023 20. ↑ «Revista do Arquivo» . www.arquivoestado.sp.gov.br . 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Arquivado do original em 15 de janeiro de 2016 26. ↑ «Ação Educativa em Arquivos IV: a experiência do Arquivo Público do Estado de São Paulo» . 17 de junho de 2015 . Consultado em 28 de abril de 2017 27. ↑ «Decreto nº 64.355, de 31 de julho de 2019» . www.al.sp.gov.br . Consultado em 4 de março de 2023 28. ↑ «Busca» . treinamentos.spsempapel.sp.gov.br . Consultado em 4 de março de 2023 29. ↑ APESP. Política de gestão e preservação de documentos digitais. São Paulo: Arquivo Público do Estado de São Paulo, 2022. Disponível em: http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uploads/publicacoes/livros/politica_de_gestao_e_preservacao_de_documentos_digitais.pdf ## Ligações externas - Página do Arquivo Público do Estado de São Paulo - Página do Sistema de Arquivos do Estado de São Paulo - Jornal Última Hora digitalizado - Arquivo Público no twitter - v - d - e - Brasão - Bens tombados - Consulados - Distritos Distritos policiais - Favelas - História - Museus - Patromônios culturais - Política Câmara Eleições Prefeitos Primeiras-damas Vice-prefeitos - Turismo - ATP Challenger - Anima Mundi - Anime Friends - Brasil Game Show - Bienal de Artes - Bienal do Livro - Carnaval Blocos e Escolas Campeãs - CCXP - Fenatran - FILE - GP Brasil F1 - Indy 300 - Lollapalooza - Maratona Internacional - Natal - Parada LGBT - Marcha para Jesus - Mostra de Cinema - Salão do Automóvel - SP Fashion Week - São Silvestre - Skol Beats - Virada Cultural - The Town Festival - AACPG - Aquário - Arquivo Histórico Municipal - Arquivo Público - 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# Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul O Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul (IHG-MS) é uma instituição cultural do estado brasileiro de Mato Grosso do Sul , fundado no dia 3 de março de 1978 . [ 1 ] Sua sede fica localizada em um sobrado tombado da Esplanada dos Ferroviários da cidade de Campo Grande , capital do estado. Os documentos e livros de seu acervo retratam aspectos geo-históricos do estado, principalmente a respeito da construção e legitimação de uma identidade multicultural . O Instituto é considerado "a casa da memória de Mato Grosso do Sul" e principal referência da história e cultura sul-matogrossense . [ 2 ] ## História ### Antes de 1978 A fundação do IHG-MS foi consequência direta da divisão do estado de Mato Grosso no ano de 1977 . O instituto veio, então, a substituir o papel do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso na região. Neste processo, o IHG-MS teve o importante papel de construir uma historiografia para o recém fundado estado, criando-se, assim, um "passado glorioso e um futuro promissor" que viria a legitimar a constituição e reconhecimento do Mato Grosso do Sul. [ 3 ] ### Fundação A origem do IGB-MS ocorreu no período de interstício do processo de implantação do estado de Mato Grosso do Sul. Segundo o historiador Carlos Magno Amarilha, os " homens de letras " da região sul do antigo estado de Mato Grosso, isto é, intelectuais sul-mato-grossenses, sócios da Academia de Letras e História de Campo Grande (ALH-CG), que foi fundada em 1972, fundaram o IHG-MS e a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras no mesmo ano, em 1978. ### Pós-1978 Criada em 1978, tendo por base os demais Institutos Históricos e Geográficos do Brasil , a instituição possui quarenta cadeiras com os respectivos patronos. Dentre seus objetivos está a publicação de obras acerca da história e geografia do estado de Mato Grosso do Sul. [ 4 ] As publicações do IHG-MS, selecionadas ou escritas por seus sócios , demonstraram objetivos congruentes com o processo de unificação territorial , regional e social do recém-fundado estado. Nas obras tanto literárias , quanto historiográficas, tradições (reais ou inventadas), são invocadas por meio da construção ou resgate de ícones históricos. [ 5 ] Desde o ano de 2007, o instituto fica situado em um sobrado histórico no conjunto ferroviário no centro de Campo Grande, região tombada como patrimônio histórico , cultural e imaterial. [ 2 ] No ano de 2019, um documentário sobre o IHG-MS foi lançado em um canal aberto da televisão regional. [ 2 ] ## Atividades O Instituto possibilita a atuação de pesquisadores de variadas áreas do conhecimento provenientes de universidades da região, como a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul , Universidade Federal da Grande Dourados e Universidade Católica Dom Bosco . Além disso, oferece palestras e visitas guiadas a escolas de nível médio e fundamental, bem como a formação de professores na área de História e Geografia . Juntamente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional , oficinas de conservação e salvaguarda de documentos são ministradas nas cidades de Campo Grande e Ponta Porã . [ 6 ] Recorrentemente, realiza parceirias com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul . [ 7 ] ## Acervo O acervo de publicações do IHGMS ultrapassa o volume de 120 livros sobre a história e geografia regional para consulta em nossas dependências. Já o acervo de salvaguarda congrega obras de historiadores, escritores e memorialistas da história do estado, como Hélio Serejo , Vespasiano Barbosa Martins , Otávio Guizzo e Francisco Leal de Queiróz , entre outros. Sua hemeroteca conta com mais de 150 mil imagens de jornais, datadas desde 1927 e, atualmente, digitalizadas. [ 6 ] Todo o acervo é disponilbilizado via acesso aberto e gratuito. [ 2 ] O instituto posui uma coleção de jornais que conta com milhares de edições, bem como um acervo de cartas . Uma coleção denominada ‘Enciclopédia das Águas’, traça um panorama detalhado a respeito dos rios, córregos e cachoeiras da cidade. [ 2 ] ## Controvérsias A historiadora Marisa Bittar destaca a diferença de discurso historiográfico sobre o movimento divisionista entre as publicações do IHG-MT e o IHG-MS. Por um lado, a historiografia de Mato Grosso tratou o tema de forma abreviada e depreciativa. Por outro lado, a historiografia de Mato Grosso do Sul tendeu a exagerar a performance dos atores históricos divisionistas. [ 8 ] O movimento divisionista foi, recorrentemente, celebrado pelos sócios do IHBG-MS em suas obras. Por meio de uma história linear, os eventos históricos em torno deste movimento foram, repetidas vezes, construídos via uma narrativa ideológica [ 8 ] , cuja intenção era criar uma história fundadora de Mato Grosso do Sul e legitimar uma identidade propriamente sul-mato-grossense . [ 3 ] ## Pronunciamentos No ano de 2020 , o IHG-MS se pronunciou condenando o desmatamento do Parque dos Poderes da cidade de Campo Grande, região de preservação ambiental da capital do estado que é, reconhecida pela ONU por seu histórico manejo florestal urbano. [ 9 ] O Instituto possui como uma de suas atribuições o estudo e divulgação não apenas da história e geografia do estado, mas também de sua arte , estética , meio ambiente e turismo . Desta forma, em nota, relataram seu dever de manifestar-se contra a redução da área floresta da região, "em respeito à memória do confrade Francelmo de Barros , herói da saga em defesa do ambiente em nossa terra, e também por se constituir em precedente capaz de colocar por terra essa longa e permanente luta". [ 9 ] ## Publicações ### Coleções - Série Memória Sul-mato-grossense , 39 volumes (Obras inéditas com textos dos séculos XIX e XX). [ 2 ] [ 7 ] - Série Eu sou História , s.n. volumes, ( História orail de pessoas da terceira idade ). [ 3 ] ### Livros - Síntese de História de Mato Grosso (1992), de Lenine Campos Póvoas. - O homem e a terra (1993), de Lélia Rita Euterpe de Figueiredo Ribeiro. - Pioneiros da Arquitetura e da construção de Campo Grande (2000) , de Ângelo Marcos Vieira de Arruda. - História da fundação de Campo Grande (2001) . Eurípedes Barsanulfo Pereira. - História de Mato Grosso do Sul (2002), de Hildebrando Campestrini e Acyr Vaz Guimarães. - A guerra do Paraguai : verdades e mentiras (2002), de Acyr Vaz Guimarães - Fronteiras Guaranis (2002), de José de Melo e Silva. - O municipio de Campo Grande de 1922 (2002), de Arlindo de Andrade - O município de Campo Grande (2003), de Rosário Congro. - Campo Grande de Outrotra (2004), de Valério D’Almeida. - A Saga dos Rodrigues : 150 anos de História em Mato Grosso do Sul ( 2005). [ 3 ] ## Referências 1. ↑ «ESTATUTO» . Instituto MS . Consultado em 16 de agosto de 2021 2. ↑ a b c d e f http://www.dothnews.com.br . «Documentário sobre Instituto Histórico e Geográfico de MS estreia na TV ALMS» . www.acritica.net . Consultado em 16 de agosto de 2021 3. ↑ a b c d Amarilha, Carlos Magno Mieres (30 de novembro de 2006). «Os intelectuais e o poder: história, divisionismo e identidade em Mato Grosso do Sul» . 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Consultado em 16 de agosto de 2021 ## Ligações externas - Página oficial do IHG-MS - Revista do IHG-MS no site do IHGB ## Ver também - Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Casa do Artesão de Campo Grande - Museu das Culturas Dom Bosco - Academia Sul-Mato-Grossense de Letras - v - d - e - Brasil (IHGB) - Alagoas (IHGAL) - Bahia (IGHB) - Ceará (IC) - Espírito Santo (IHGES) - Goiás (IHGG) - Maranhão (IHGM) - Mato Grosso (IHGMT) - Mato Grosso do Sul (IHGMS) - Minas Gerais (IHGMG) - Pará (IHGP) - Paraíba (IHGP) - Paraná (IHGPR) - Pernambuco (IAHGP) - Piauí (IHGPI) - Rio Grande do Norte (IHGRN) - Rio Grande do Sul (IHGRGS) - Rio de Janeiro (IHGRJ) - Santa Catarina (IHGSC) - São Paulo (IHGSP) - Caxias (IHGC) - Feira de Santana (IHGFS) - Guarapuava (IHG) - Itapetininga (IHGGI) - Jaboatão dos Guararapes (IHGJ) - Montes Claros (IHGMC) - Petrópolis (IHP) - Piracicaba (IHGP) - Santos (IGHS) - São João del-Rei (IHG-SJDR) - Tiradentes (IHGT) - Vila Velha (IHGVV)
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# Rede Nacional de Ensino e Pesquisa A RNP é a rede brasileira para educação e pesquisa, que disponibiliza internet segura e de alta capacidade, serviços personalizados e promove projetos de inovação. O Sistema RNP inclui universidades, institutos educacionais e culturais, agências de pesquisa, hospitais de ensino, parques e polos tecnológicos. Com isso, beneficia 4 milhões de alunos, professores e pesquisadores brasileiros. A organização foi pioneira ao trazer a internet para o Brasil, e hoje sua rede acadêmica chega a todas as unidades da federação. Também está conectada às demais redes de educação e pesquisa na América Latina, América do Norte, África, Europa, Ásia e Oceania por meio de cabos de fibra óptica terrestres e submarinos. A RNP é qualificada como uma organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação ( MCTI ) e mantida por esse, em conjunto com os ministérios da Educação ( MEC ), das Comunicações ( MCom ), Cultura , Saúde (MS) e Defesa (MD), que participam do Programa Interministerial RNP (PRO-RNP). ## História A RNP foi criada em setembro de 1989 pelo então Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Seu objetivo era construir uma infraestrutura nacional de rede de internet de âmbito acadêmico. A Rede Nacional de Pesquisa, como era chamada em seu início, tinha também a função de disseminar o uso de redes no país. ## Datas importantes - 1992: Implantação da primeira rede de internet no país, conectando dez estados e o DF. - 1995: Início da abertura da internet comercial no Brasil. - 1997: Criação do CAIS , um dos primeiros times de resposta a incidentes de segurança do país. - 1999: É criada a Associação Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (AsRNP). - 2000: Inauguração da rede de internet da RNP, chamada Backbone RNP2. - 2002: Associação RNP é qualificada pelo governo federal como uma Organização Social. - 2005: Lançamento da rede Ipê , com enlaces ópticos e tecnologia de comprimentos de onda (DWDM), operando a múltiplos gigabits por segundo. - 2005: Surge o Programa Redes Comunitárias de Ensino e Pesquisa ( Redecomep ). - 2006: Criação da Rede Universitária de Telemedicina ( Rute ). - 2010: Rede Ipê tem capacidade ampliada em 280%. - 2011: Programa Redecomep amplia sua atuação em quase 40 cidades do país. - 2016: Pontos de Presença (PoPs) da RNP passam a ser atendidos na capacidade de gigabits por segundo. - 2017: Rede Ipê recebe primeiras conexões com 100 Gb/s. ## Rede Ipê A rede acadêmica brasileira, ou rede Ipê , é uma rede nacional de serviços avançados e comunicação de dados que interliga as organizações usuárias entre si e, internacionalmente, com o sistema global de redes de pesquisa nacionais e regionais. A rede Ipê também oferece acesso de alta qualidade para a internet, por meio de acordos de trânsito e troca de tráfego com outras redes privadas e públicas. ## Redecomep O Programa Redes Comunitárias para Educação e Pesquisa ( Redecomep ) é uma iniciativa associativa de instituições públicas e privadas que mantém uma rede de comunicação de interesse público e coletivo, não comercial, restrita a uma região metropolitana. Uma Redecomep é formada por associação de instituições de educação, pesquisa, empresas e instituições de governos locais, responsável pelo planejamento, operação e sustentação de serviços de forma colaborativa e integrada ao Sistema RNP. ## Serviços - Conferência Web - Eduplay - FileSender@RNP - Comunidade Acadêmica Federada (CAFe) - Eduroam - ICPEdu - Certificado Pessoal - ICPEdu - Certificado Corporativo - Diploma Digital - Moodle - Fone@RNP - NasNuvens - Testbeds RNP - GidLab - Suporte a E-Ciência ## Pesquisa e Desenvolvimento A RNP realiza atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em TIC, com promoção, integração e aplicação de tecnologias habilitadoras estratégicas voltadas à criação e oferta de serviços e negócios digitais. Para isso, segue o modelo de inovação aberta, ou seja, coordena projetos de P&D que são submetidos pela comunidade acadêmica e startups, para o desenvolvimento de novos serviços e produtos a serem incorporados ao Catálogo de Serviços da RNP. Também coordena Comitês Técnicos formados por pesquisadores de diversas instituições acadêmicas no Brasil, para acompanhar a evolução nessas áreas do conhecimento, prospectar soluções tecnológicas e apresentar recomendações, em caráter consultivo. ## Responsabilidade Social O programa de Responsabilidade Social da RNP visa apoiar, de forma voluntária, projetos que atuem na promoção dos valores de Diversidade, Equidade e Igualdade, observando as necessidades de apoio tecnológico, conectividade de rede, conhecimento especializado em TI, serviços de colaboração e capacitação. Atualmente, a RNP colabora com o Projeto Include do Instituto Campus Party . ## Rede Universitária de Telemedicina - RUTE A Rede Universitária de Telemedicina ( Rute ) é considerada a maior iniciativa em Telemedicina em Ensino e Pesquisa da América Latina e uma das maiores do mundo. Oferece, à comunidade de profissionais e instituições de saúde, infraestrutura de comunicação e serviço de webconferência para diagnósticos e segunda opinião formativa, educação contínua e permanente, acompanhamento, monitoramento e assistência de pacientes, gestão e avaliação de processos, interconectando hospitais universitários e de ensino via RNP. Prevê-se, ainda, a melhoria no atendimento das populações das regiões mais carentes e sem atendimento médico especializado. ## CAIS-RNP Criado em 1997, é considerado um dos primeiros grupos de resposta a incidentes de segurança do Brasil. Garante a segurança das redes acadêmicas ligadas ao Sistema RNP e coopera ativamente com a comunidade de cibersegurança de todo o mundo, desenvolvendo ações preventivas, educativas e corretivas em incidentes e ameaças de segurança em centenas de instituições de educação e pesquisa no país. ## Escola Superior de Redes Unidade de serviço da RNP criada para promover a capacitação, o desenvolvimento profissional e a disseminação de conhecimento em Tecnologias da Informação e Comunicação. Com 17 anos de atuação, mais de 1.1 mil instituições clientes e aproximadamente 40 mil alunos capacitados, a ESR visa o resultado prático e busca os maiores índices de qualidade em seus serviços, com a excelência no ensino e o bom atendimento ao cliente como premissas. ## Prêmios | Instituição | Categoria | Iniciativa | Ano | | --- | --- | --- | --- | | HDI Brasil | Melhor iniciativa ao cidadão | Internet Brasil | 2023 | | HDI Brasil | Melhor assistente de suporte | Ipezinho | 2023 | | Internet Society | Internet Hall of Fame | Michael Stanton | 2019 | | Internet Society | Internet Hall of Fame | Tadao Takahashi | 2017 | ## Referências https://www.rnp.br/sobre/ https://www.rnp.br/sobre/nossa-historia https://esr.rnp.br/ https://www.internethalloffame.org/ https://panorama.rnp.br/panorama ## Ligações externas - «Página oficial» - Pontos de Presença - Panorama de Tráfego - Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança (CAIS) - Escola Superior de Redes (ESR) - Instagram - Linkedin - Facebook - Twitter ## Referências STANTON, M.A.. Non-Commercial Networking in Brazil. In: Proceedings INET’93 San Francisco: INET, 1993 Disponível em https://wiki.rnp.br/download/attachments/41191387/1993_Non-Commercial-Networking-in-Brazil_inet.pdf?version=1&modificationDate=1281763081000&api=v2  Acesso em 20/1/2016. STANTON, M., “RNPng: a próxima geração da RNP”, Disponível em https://wiki.rnp.br/download/attachments/41191387/2001_RNPng-a-proxima-geracao-da-RNP.pdf?version=1&modificationDate=1283818869000&api=v2  Acesso em 19/1/2016 STANTON, M.A., et al., “Building Optical Networks for the Higher Education and Research Community in Brazil”,  COMNETS 2005, Boston. Disponível em https://wiki.rnp.br/download/attachments/41191387/2005_Building-Optical-Networks-in-Brazil_comnets.pdf?version=1&modificationDate=1281762836000&api=v2  Acesso em 19/1/2016. - v - d - e - BB Tecnologia (antiga COBRA) - Dataprev - ITI ‡ - RNP ‡ - Serpro - PRODEB ;( BA )&nbsp - ( GO ) GOIÁS TELECOM - ( MG ) PRODEMGE - ( PB ) CODATA - ( PR ) CELEPAR - ( RS ) PROCERGS - ( SC ) CIASC - v - d - e
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# Catatau(livro) Catatau é um livro de prosa experimental escrito por Paulo Leminski , um dos mais famosos poetas brasileiros da segunda metade do século XX, [ 1 ] e publicado pela primeira vez em 1975. Trata, supostamente, das alucinações do filósofo Descartes , caso ele tivesse vindo ao Brasil junto com a armada de Maurício de Nassau , durante as Invasões Holandesas . Foi classificado pelo autor como romance -ideia . Faz parte da produção em prosa do poeta, menos conhecida que sua poesia. A prosa de Catatau é altamente experimental, tornando o livro não raro hermético ou ininteligível, [ 2 ] e explorando o limite entre a prosa e a poesia. Inspirou-se sobretudo em obras de escritores como Haroldo de Campos (principalmente Galáxias ), [ 3 ] James Joyce e Guimarães Rosa . Inspirou o filme Ex-isto , dirigido por Cao Guimarães . [ 4 ] ## Conteúdo Tentar resumir Catatau é quase impossível. O enredo deste romance, no sentido tradicional, é mais que exíguo: supostamente René Descartes se encontra perdido na selva tropical brasileira, " cá perdido, aqui presente, neste labirinto de enganos deleitáveis ", [ 5 ] e espera Articzewski (" Na boca da espera, Articzewski demora [...]"), [ 6 ] seu amigo polonês (supostamente o primeiro desta nacionalidade no Brasil [ 7 ] ), o "interlocutor ausente", que virá supostamente buscá-lo. O texto é apenas o monólogo de Descartes durante esta espera em que se misturam memórias e impressões do mundo, registrado continuamente sem marcações de diálogo nem parágrafos. ## Concepção Leminski levou aproximadamente oito anos para completar o livro. [ 8 ] Segundo depoimento do próprio poeta, o tema havia surgido durante uma aula de história do Brasil: Descartes havia servido na Holanda sob o comando de Nassau, não seria de todo impossível que ele viesse ao Brasil junto com o comandante. [ 9 ] O filósofo francês é assunto de outros dois poemas de Leminski: explicitamente em Minoração fúnebre para Descartes [ 10 ] e implicitamente em " Só ex isto ex ist " [ 11 ] (poema que deu o título à adaptação cinematográfica de Catatau ). O assunto serviria, em um primeiro momento, para um conto intitulado "Descartes com Lentes", enviado para o Concurso de Contos do Paraná. Ele não ganharia nenhuma menção neste concurso, o que desapontaria o autor, levando-o a considerar o júri desqualificado. Curiosamente, Leminski receberia mais tarde uma carta de um dos juízes afirmando que seu conto só não ganhara o primeiro lugar por causa de uma confusão de nomes. [ 12 ] Em 1968, já gozando de certa fama, o poeta teve um "perfil" publicado num jornal, em que já se anunciava a "futura obra-prima". [ 13 ] Em 4 de janeiro de 1970, novamente uma publicação de uma nota no Diário do Paraná , com a manchete "No Marumbi Leminski terminará o Catatau ". [ 14 ] Por muito tempo, Catatau ficou como livro anunciado e esperado. Mas só sairia muitos anos depois daquela aula de história, na primeira edição de 1975, de 2000 exemplares, independente. Leminski distribuiu o livro para várias pessoas do meio intelectual a fim de "provocar a crítica". [ 15 ] O título do livro tem uma anedota da época em que o poeta e sua família moravam na pensão do Solar da Fossa, quando se mudaram para o Rio de Janeiro . Os colegas viam o poeta andar de um lado pra o outro com os livros de referência e diziam: "Lá vem o Leminski com aquele catatau embaixo do braço". [ 16 ] Este tornou-se o título definitivo. Antes seria Zagadka , "segredo" em russo e polonês . No plano do Catatau , o autor anota: " Catatau quer dizer: -calhamaço/ - monstro (Bahia)/ - provinciano (Minas) / Da periferia, saem os monstros ". [ 17 ] Quanto ao gênero, Leminski categorizou Catatau como um "romance-ideia". [ 18 ] ## Linguagem A principal dificuldade de leitura do Catatau se encontra no uso da linguagem, sobretudo por causa das experiências do poeta com as palavras e com diversas línguas estrangeiras incorporadas ao texto em português . ### Formação de palavras [ 19 ] - Composição : o poeta cria novos termos utilizando-se da justaposição ou da aglutinação . Exemplo de justaposição no texto: " engenhoenigma ". Exemplo de aglutinação: " esgandaia " (esganado + gandaia). - Onomatopeia : isto é, a imitação escrita de sons ou ruídos produzidos por objetos ou animais. Exemplo no texto: "[...] ziz, roqueroque, crã, plim, zaspt! ". - Palavra-valise : também conhecidas como portmanteau , usadas por escritores como Lewis Carroll , que são a fusão de duas ou mais palavras. Exemplo no texto: ventoninvelho (vento + inverno + velho). - Efeitos poéticos : são construções inusitadas através de recursos sonoros e gráficos que alteram os paradigmas da língua. Exemplo: " faz tantos tantofaz [...]". ### Línguas estrangeiras [ 20 ] - tupi : aparece no texto sobretudo na forma de vocábulos isolados, obedecendo a ordem do dicionário de tupi escrito por Gonçalves Dias . Exemplo: "[...] uma aiurucatinga, um tuim, uma tuipara, uma tuitirica, uma arara [...]". - latim : o latim utilizado em Catatau é o latim filosófico medieval , contudo, de forma deturpada, assim como o português, conforme os procedimentos acima anotados. Exemplo: " A assembableia revida: si vis pacem, in corpore belli civilis, para babellum! ". - japonês : também deturpada pelos mesmos procedimentos. Exemplo: " Barato é satori, biritamonogatari! ". - italiano : usada com menos frequência, sobretudo na forma de vocábulos, como o tupi. Exemplo: " Ciascun lo miri, e gli occhi a cose grandi alzi e la mente! ". - holandês : não é possível determinar com certeza qual dos 500 dialetos da língua o poeta utiliza, mas suas palavras estão próximas à língua batava do século XVI. Aqui também o poeta se utiliza dos recursos de modificação acima anotados, o que dificulta a tradução. Exemplo: " Noorderreus, brul nog zoo boos, ik zal slapen als een roos! ". - francês : o emprego do francês se dá principalmente pelo transcrição da pronúncia como em português e não da ortografia oficial da língua. Exemplo: "[...] num selavi fedorento qualquer! ". - grego : " Quaestio de Euphonia [...]" - espanhol : "[...] amargo pero nonmenos precioso! ". - inglês : "[...] finders - goalkeepers, Jaspers - lousy whispers! ". - alemão : " Ik kan nikt Brief sein, so ick lange Brief breit schreibrift! ". ## Recepção crítica Como mencionado, a estratégia de Leminski para divulgar seu livro foi enviar cópias para muitos intelectuais, críticos, poetas e músicos. A recepção crítica por parte dos intelectuais foi em geral positiva, inclusive do exterior: Eduardo Milán , secretário pessoal de Octavio Paz , afirmou que era "raro encontrar experimentos de formulação teórica tão precisa como Catatau ". [ 21 ] Julián Ríos , escritor espanhol contemporâneo, transformou o próprio livro em personagem de um conto, intitulado Larva . Décio Pignatari considerava Catatau uma importante experiência de prosa representante do pluralismo linguístico no Brasil, ao lado de Galáxias . Flora Süssekind o lista como um exemplo de boa produção literária contemporânea, contrariando o que ela identifica como um "esgotamento e acomodação estética" geral das letras nacionais. É pouco conhecido, contudo, do público em geral. [ 8 ] ## Referências 1. ↑ A recente edição de suas poesias completas pela Companhia das Letras entrou para lista dos best-sellers , um feito surpreendente para um livro de poesia no mercado editorial brasileiro. Segundo notícia, o livro chegou a vender vinte mil exemplares em apenas um mês e meio. Vide WISNIK, José Miguel. Link para Leminski . O Globo online. 27/04/2013. Consultado em 5/7/2013. 2. ↑ O próprio poeta assumia esta característica do livro: " Me recuso a ministrar clareiras para a inteligência deste catatau que, por oito anos, passou muito bem sem mapas. Virem-se. " – epígrafe de Catatau . 3. ↑ " O Catatau verifica uma categoria de ilegibilidade. Os estatutos desta categoria não estão elaborados teórica e nem pragmaticamente: só depois de muitas Galáxias e Catataus é que se vai saber o que fazer com textos ilegíveis porém procedentes. Eu não sei para que servem. Só sei fazer. " Paulo Leminski em entrevista para Diogo Bello, no artigo "O Catatau: um calhamaço gritante" de 30 de julho 73, transcrita em VAZ, Toninho . Paulo Leminski: o bandido que sabia latim . 3 edição. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 2009. 4. ↑ Ex-isto no site oficial do diretor. 5. ↑ LEMINSKI, Paulo. Catatau . 3 edição, crítica e anotada. Curitiba: Travessa dos Editores, 2004. p. 14. 6. ↑ Catatau . op. cit. , 2004, p. 17. 7. ↑ Segundo a nota 3 do autor, em Catatau , op. cit. , 2004, página 16. 8. ↑ a b " [...] o Catatau não é algo extraordinário?!, um sujeito que passa oito anos escrevendo um livro que poucas pessoas conseguem ler – e aquelas que o fazem [a crítica especializada, em grande parte], chamam-no de obra-prima?... " - Alice Ruiz , apud VAZ, Toninho. op. cit. , p. 13. 9. ↑ LEMINSKI, Paulo. Descordenadas artesianas. In Catatau , op. cit. , p. 270. No próprio texto de Catatau , o narrador faz referência à Olinda , chamada Vrijburg pelos holandeses (página 14, vide nota 2 do autor). 10. ↑ " Repousa sob a laje/ o que viveu oculto/ Poupem-no do ultraje/ do tumulto ", segundo nota do autor, inspirado no lema do filósofo " Bem viveu quem viveu oculto ". La vie en close . in LEMINSKI, Paulo. Toda poesia . São Paulo: Companhia das Letras , 2013. p. 291. 11. ↑ Em referência ao famoso Cogito ergo sum ( penso logo existo em português). La vie en close . in Toda poesia , op. cit. , p. 299. 12. ↑ VAZ, Toninho. op. cit ., p. 345, apêndice I. 13. ↑ VAZ, Toninho. op. cit. , p. 104 14. ↑ VAZ, Toninho. op. cit. , p. 120. 15. ↑ VAZ, Toninho. op. cit. , p. 165 16. ↑ VAZ, Toninho. op. cit. , p. 109. 17. ↑ Reproduzido na edição crítica de Catatau , op. cit. , 2004, página 257 18. ↑ Ele também chamaria seus poemas de ideias, em um fragmento de O ex-estranho : " meus poemas são ideias/ ontem, coisa inteira, hoje, apenas manchas " in Toda poesia , op. cit. , p. 336. 19. ↑ Catatau , op. cit. , 2004, p. 338. Os exemplos aqui apresentados foram retirados do apêndice dos editores sobre o assunto incluído na edição crítica citada. Para maiores detalhes, vide a obra referenciada. 20. ↑ Catatau , op. cit. , 2004, p. 349. 21. ↑ Apud Catatau , op. cit. , 2004, p. 378. Todas as opiniões seguintes foram retiradas do apêndice dos editores sobre a fortuna crítica do livro, incluso na edição crítica mencionada. Para maiores detalhes, vide a obra referenciada. ## Bibliografia - LEMINSKI, Paulo. Toda poesia . São Paulo: Companhia das Letras, 2013. - LEMINSKI, Paulo. Catatau . 3 edição, crítica e anotada. Curitiba: Travessa dos Editores, 2004. - VAZ, Toninho. Paulo Leminski: o bandido que sabia latim . 3 edição. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 2009. - Portal da literatura - Portal do Brasil
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# Os Cascavelletes Os Cascavelletes foi uma banda brasileira de rock and roll formada em Porto Alegre em 1986. Considerado um dos grupos mais influentes do chamado " rock gaúcho ", eles se destacaram pelas letras de cunho sexual, geralmente sobre masturbação e virgindade , em um estilo classificado como " porno rock " pela imprensa da época. O nome da banda é uma junção das palavras " cascavel " e " Marvelettes ", quarteto feminino americano formado na década de 1960. [ 1 ] Em 1987, lançaram uma fita demo pelo selo Vortex com canções como "Menstruada", "Banana Split", "Ugagogobabagô" e "Nega Bombom", que obtiveram grande êxito nas rádios rio-grandenses, e no ano seguinte, um EP em disco de vinil . Em pouco tempo, o sucesso seria expandido a nível nacional. Em 1989, a banda assinou um contrato com a gravadora EMI-Odeon . Após o lançamento do álbum Rock'a'ula , a canção "Nega Bombom" foi incluída na trilha sonora da telenovela Top Model , da TV Globo . Em 1991, com a crise financeira que acometia o Brasil, a banda não conseguiu mais o investimento das gravadoras, e encerrou as atividades no mesmo ano. Em 2007, a formação original se reuniu em um show para cerca de dez mil pessoas. Após o fim da banda, alguns membros se uniram no supergrupo Tenente Cascavel , juntamente a ex-integrantes do TNT . Originalmente, os Cascavelletes eram formados por Flávio Basso (vocal), Nei Van Soria (guitarra), Frank Jorge (baixo) e Alexandre Barea (bateria). Em 1989, saiu Frank Jorge e entraram Luciano Albo (baixo) e Humberto Petinelli (teclados). Flávio Basso morreu em 2015. No ano seguinte, quatro dos ex-integrantes se reuniram para a gravação da canção "Balada para Flávio", de Nei Van Soria. ## História Moradores do bairro Bom Fim , em Porto Alegre, os membros Flávio Basso e Nei Van Soria já faziam parte da banda TNT . Em 1986, aos 18 anos, Basso se viu dispensado do exército por "excesso de contingente" e sem um emprego. Em uma madrugada, decidiu chamar Alexandre Barea , que era roadie do TNT, para "falar sobre um grupo de rock and roll ". O convite para criar uma banda foi rapidamente aceito. [ 2 ] [ 3 ] > "Ele disse: 'Bah, saí do TNT, vamos fazer uma outra banda. O Nei largou também!'. E ele vinha com aquela bomba, dizendo que já tinha produção, show, tudo. Aceitei, (...) então puxei um disco que tinha ' Surfin' Bird ', dos Trashmen . Mostrei e ele enlouqueceu. (...) Deu uma cabeçada e desmaiou, como sempre." — Alexandre Barea, baterista [ 3 ] Após o TNT gravar uma participação na coletânea Rock Grande do Sul e cumprir certos compromissos de agenda, Basso e Van Soria se viram livres para seguir com o projeto de banda, juntamente a Barea. A primeira composição da banda foi "Pombo Surfista", inspirada em "Surfin' Bird". Na época, Basso era o contrabaixista. Após iniciativa de Barea, Frank Jorge , "amante da música brega e apaixonado pela Jovem Guarda " — até então membro do grupo Prisão de Ventre — assumiu o instrumento. Iniciava-se assim, os Cascavelletes. [ 2 ] [ 4 ] De acordo com Basso e Van Soria, o termo "Cascavelletes" é uma junção das palavras " cascavel " e " Marvelettes ", quarteto feminino americano formado na década de 1960, inspirados no trocadilho " beat / Beatles ". Certa vez, um agente da banda inventou a versão de que o nome da banda era também o nome de uma família mafiosa italiana. [ carece de fontes ? ] Em 1987, a banda lançou uma fita demo pela gravadora Vórtex, contendo canções que tornariam-se grandes sucessos nas rádios porto-alegrenses, como "Menstruada" — que foi censurada e proibida nas rádios —, "Banana Split", "Ugagogobabagô" e "Nega Bombom". [ 2 ] Algumas das canções também estariam presentes, em outras versões, em um EP lançado em disco de vinil no ano seguinte. [ carece de fontes ? ] As letras de Basso chamavam atenção por falar, com naturalidade, sobre os tabus dos jovens gaúchos naquela época. [ 2 ] O sucesso local da banda acabou chamando a atenção da multinacional EMI-Odeon , que em 1989 assinou um contrato com a banda. [ 2 ] No mesmo ano, é lançado o álbum Rock'a'ula pela gravadora, [ carece de fontes ? ] e a canção "Nega Bombom" é incluída na trilha da novela Top Model , da TV Globo . Quando a banda estava decidida a fazer uma temporada de shows no Rio de Janeiro , o baixista Frank Jorge decide deixar a banda, devido a dificuldades de conciliar sua carreira com seus estudos na faculdade. A partir de então, Frank passou a dedicar-se ao seu projeto, a Graforréia Xilarmônica , e foi substituído nos Cascavelletes por Luciano Albo . [ 2 ] A saída de Frank Jorge, considerada um momento divisor de águas para a banda, abala significativamente os outros integrantes. Em 1991, a banda decidiu apostar em outra turnê no eixo Rio-São Paulo, porém a crise financeira que abalava o país impediu que o grupo encontrasse uma gravadora que investisse em um novo álbum. Após o lançamento do single "Homossexual / Sob um Céu de Blues ", Nei Van Soria volta a Porto Alegre, enquanto Basso, Albo e Barea seguiram tocando como trio, sem sucesso. Após dois ensaios, a banda terminou de forma espontânea. [ 2 ] Em 2007, a formação original dos Cascavelletes reuniu-se pela única vez, em um show na festa de aniversário da rádio Pop Rock FM , com um público de cerca de dez mil pessoas. Desde então, alguns dos ex-integrantes dos grupos TNT e Cascavelletes vêm fazendo shows como o supergrupo Tenente Cascavel. [ 2 ] Em dezembro de 2015, o vocalista Flávio Basso morreu aos 47 anos. [ 5 ] No ano seguinte, Nei Van Soria, Frank Jorge, Alexandre Barea e Humberto Petinelli reuniram-se para a gravação da canção "Balada para Flávio". [ 6 ] ## Integrantes - Flávio Basso : vocal, guitarra (1986–1991, 2007; morreu em 2015) - Nei Van Soria : vocal, guitarra (1986–1991, 2007) - Frank Jorge : baixo (1986–1989, 2007) - Alexandre Barea: bateria (1986–1991, 2007) - Luciano Albo : baixo (1989–1991) - Humberto Petinelli: teclados (1989–1991) ### Linha do tempo ## Discografia Fontes: [ 7 ] > Álbuns de estúdio - Rock'a'ula (1989) > Extended plays - Os Cascavelletes (1988) > Demos - Vórtex Demo (1987) > Singles - "Nega Bombom" (1989) - "Eu Quis Comer Você" (1989) - "Homossexual / Sob um Céu de Blues " (1991) > Videoclipes - "Lobo da Estepe" (1987) > Bootlegs - Ao Vivo no Ocidente (1988) - Ensaio Geral Ao Vivo - Rock'a'ula (1989) - Ao Vivo em Santo Ângelo (1989) - Como um Beija-Flor (1991) - Ao Vivo em Viamão (1991) ## Ver também - Rock gaúcho - Lista dos 500 maiores discos da música brasileira pelo Discoteca Básica - Chinelagem - Aristóteles de Ananias Jr. - DeFalla ## Referências 1. ↑ Michel, André (28 de julho de 2023). «Rock Gaúcho: 15 bandas que você deve conhecer» . RockStage Brasil . Consultado em 22 de abril de 2025 2. ↑ a b c d e f g h Freitas, Douglas; Hoewell, Gabriel; Sena, Gilberto (3 de outubro de 2011). Colaboradores: Ana Elizabeth Soares, Luiza Müller e Wesley Borges. «Com quantos paus se faz rock'n'roll» . Bastião . Consultado em 19 de julho de 2022 3. ↑ a b Bastos 2021 , p. 82. 4. ↑ Bastos 2021 , pp. 82–86. 5. ↑ «Morre em Porto Alegre aos 47 anos o músico Júpiter Maçã» . G1 . 21 de dezembro de 2015 . Consultado em 2 de fevereiro de 2023 6. ↑ «Nei Van Sória lança música em homenagem a Júpiter Maçã» . GZH . 4 de julho de 2016 . Consultado em 2 de fevereiro de 2023 7. ↑ Bastos, Cristiano (30 de outubro de 2021). «TNT e Cascavelletes - 13 + 1 vídeos!» . Célula POP . Consultado em 22 de janeiro de 2023 ## Bibliografia - Bastos, Cristiano (2021). Júpiter Maçã: A Efervescente Vida & Obra 2ª ed. San Francisco, CA: Nova Carne Livros. ISBN 978-85-62837-28-9
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# Fernando Lemos Fernando Lemos , de seu nome verdadeiro José Fernandes de Lemos [ 1 ] GOIH ( Lisboa , 3 de maio de 1926 - 17 de dezembro de 2019 ), foi um pintor , artista gráfico e fotógrafo luso-brasileiro . Pertence à terceira geração de artistas modernistas portugueses. [ 2 ] Fixou residência no Brasil em 1953 e adquiriu nacionalidade brasileira alguns anos mais tarde. Desenvolveu uma atividade multifacetada, dedicando-se em particular às artes plásticas (pintura, desenho, fotografia) e ao design (gráfico e industrial), mas também à escrita, ao ensino etc. ## Biografia / Obra Estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio e frequentou o curso livre de pintura da Sociedade Nacional de Belas Artes , Lisboa. Definiu-se inicialmente como surrealista , pintando, desenhando, escrevendo poesia e fotografando. Em 1949 comprou uma máquina fotográfica Flexaret e começou a trabalhar a fotografia recorrendo a processos muito utilizados na fotografia surrealista (solarização, sobreposições, impressões em negativo e positivo) construindo uma linguagem de fragmentação da imagem a que não será estranho o exemplo de autores como Man Ray . Em 1952 expõe, com Marcelino Vespeira e Fernando Azevedo , na Casa Jalco, Lisboa. " Nessa mostra, para além de 22 guaches, 28 desenhos, 20 pinturas a óleo caracterizadas pela exploração do registo abstrato e pela conjugação dinâmica de formas orgânicas e angulosas " apresentava um conjunto de retratos em que utilizava a fotografia manipulada para revelar aspetos característicos das personalidades retratadas, bem como uma série de composições encenadas, enigmáticas, pontuadas por manequins de montra, e onde utilizava efeitos peculiares de iluminação, técnicas de solarização e sobreposição de imagens (veja-se, por exemplo, Intimidade dos Armazéns do Chiado , 1952). Dado o seu caráter surpreendente, " compreende-se que estas imagens insólitas tenham fascinado o meio cultural português ". [ 3 ] Em 1952 dirige, com José-Augusto França , a Galeria de Março . [ 4 ] Irá abandonar a fotografia e, no ano seguinte, a sua postura de oposição ao regime salazarista leva-o a abandonar Portugal e fixar residência em São Paulo , Brasil , naturalizando-se brasileiro alguns anos mais tarde. Em 1953, parte de suas fotografias é exposta no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). [ 5 ] Ao longo dos anos de 1950 dedica-se ao desenho, que expõe, por exemplo, na Galeria de Março (1954); vence o Prémio Nacional Brasileiro na Bienal de S. Paulo de 1957. Trabalha em artes plásticas , publicidade , design gráfico e industrial. Em 1959 participa na Exposição 50 Artistas Independentes (SNBA, Lisboa) e, em 1961, na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian , FIL , Lisboa, onde expõe 4 desenhos (entre os quais Série 1, Nº 8 , 1960) que " rompem ou alargam os limites tradicionais do desenho ocidental " e onde os signos cuneiformes presentes nos seus desenhos anteriores entram em relação espacial, " vindo a assumir nela uma situação gramatical complexa e orgânica ". [ 2 ] Em 1962 recebe uma bolsa de estudos para o Japão , patrocinada pela Fundação Calouste Gulbenkian . [ 6 ] Em 1973 participa na Exposição Inaugural Colectiva da Galeria Quadrum e, no mesmo ano, expõe pintura na Galeria Dinastia. [ 7 ] [ 8 ] Ao longo da década de 1960 opta, na sua produção pictórica, por princípios de composição plástica que o conduzem à " afirmação de um abstracionismo concreto, definido pela presença e sobreposição de formas negras [...] , que muito se distinguiu das referências visuais e das atmosferas surrealizantes que pautaram as suas primeiras obras ". [ 10 ] Da sua atividade enquanto poeta e escritor assinale-se a sua participação, entre 1955 e 1975, na redação do jornal Portugal Democrático – uma publicação criada por exilados políticos portugueses no Brasil –, a sua colaboração na revista Colóquio/Artes (desde 1971) e a publicação do livro de poesia Cá & Lá (Imprensa Nacional, Lisboa, 1985). [ 6 ] Da sua atividade profissional podem ainda destacar-se: a decoração de pavilhões da representação brasileira em feiras internacionais (Nova Iorque, 1957; Tóquio, 1963); a atividade docente na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de S. Paulo; a presidência da Associação Brasileira de Design Industrial; a criação, em 1963, de uma editora de literatura infantil (Giroflé). [ 7 ] Em 1994 expôs individualmente no Centro de Arte Moderna , Fundação Calouste Gulbenkian , Lisboa. Venceu o Prémio Anual de Fotografia do Centro Português de Fotografia , Porto, 2001. A 5 de abril de 2004, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique . [ 11 ] Foi-lhe atribuído o Prémio 2016 da Crítica em Artes Visuais da APCA [ 12 ] (Associação Paulista de Críticos de Arte). A 6 de junho de 2018, foi elevado ao grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique . [ 13 ] ## Ligações externas - Fernando Lemos – Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão (página acedida em 14 de Setembro de 2014) - Fernando Lemos – Infopédia (página acedida em 30 de Abril de 2012) - "Em casa de Fernando Lemos", por Alexandra Lucas Coelho; Jornal Público , 31-10-2011 (página acedida em 14 de Setembro de 2014) ] ## Referências 1. ↑ Biografia no site da Coleção Berardo 2. ↑ a b França, José-Augusto – A Arte em Portugal no Século XX: 1911-1961 [1974]. Lisboa: Bertrand Editora, 1991, p. 422-425. 3. ↑ Jurgens, Sandra Vieira – Fernando Lemos . In: A.A.V.V - Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão: Roteiro da Coleção . Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2004, p. 72. ISBN 972-635-155-3 4. ↑ França, José Augusto – A arte em Portugal no século XX [1974]. Lisboa: Bertrand Editora, 1991, p. 480 5. ↑ «Fernando Lemos» . Enciclopédia Itaú Cultural . Consultado em 28 de janeiro de 2018 6. ↑ a b «Fernando Lemos» . In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora. 2003–2014 . Consultado em 13 de setembro de 2014 7. ↑ a b J.O. «Fernando Lemos» . Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão 8. ↑ A.A.V.V – II Exposição de Artes Plásticas . Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1961. 9. ↑ «Olhar afiado acha arte em centro financeiro» . Folha de S.Paulo. 21 de janeiro de 2002 . Consultado em 23 de dezembro de 2019 10. ↑ Jurgens, Sandra Vieira – Fernando Lemos . In: A.A.V.V - Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão: Roteiro da Coleção . Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2004, p. 73. 11. ↑ «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas» . Resultado da busca de "José Fernandes de Lemos". Presidência da República Portuguesa . Consultado em 9 de agosto de 2019 12. ↑ « ' Aquarius' leva prêmios APCA nesta quarta» . Cruzeiro do Sul . Consultado em 16 de maio de 2017 13. ↑ «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas» . Resultado da busca de "Fernando Lemos". Presidência da República Portuguesa . Consultado em 10 de agosto de 2018
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# Cinco Minutos Cinco Minutos é romance de José de Alencar . Cinco Minutos, assim como “A Viuvinha“, foram escritos no início da carreira do autor. Assim como os outros romances caracterizados pelo romantismo ingênuo de Alencar, esses dois não fogem à regra, são feitos aos moldes de folhetim, curtos, quase infantis. Têm como pano de fundo o Rio de Janeiro. Cinco Minutos faz parte da fase urbana do escritor na cidade do Rio de Janeiro nos anos 1850. ## Resumo da obra Cinco Minutos conta a história do casamento do autor com Carlota. No entanto, para o leitor, parece que está escutando uma história que não é para ele, já que Alencar dirige seu texto a uma prima. O leitor aqui é uma terceira pessoa, um “voyeur” que fica entre José de Alencar e sua prima. Ao mesmo tempo em que tenta levar o leitor a pensar que tudo é imaginário e faz parte das fantasias do autor, José de Alencar faz questão de narrar fatos verídicos da época, acontecimentos reais que marcaram o Rio de Janeiro no início do século. É tão minucioso nesse aspecto que até narra datas e horários etc. Atualmente as histórias do autor romântico passam como que quase infantis e ingênuas para o leitor moderno. São narrações em que o amor sempre vence, decisões passionais de amantes, amor e amor e amor. À época, os folhetins eram lidos pelas senhoras burgueses. Exagerando-se um pouco na dose, poderíamos dizer que Alencar lembra remotamente, os livrinhos que embalam os sonhos de moças solteiras, no entanto não se pode deixar de dizer que sua escrita, linguagem, e modo estilístico são de extrema qualidade.  Foi Alencar quem dissociou-se do modelo português da escrita para definitivamente inaugurar o texto nosso, brasileiro. Os livros Cinco Minutos e A Viuvinha falam sobre a vida burguesa. Suas personagens são personagens que, no fundo, representam o ideal acabado da vida burguesa, tropicalmente reproduzida na Corte brasileira. Em Cinco Minutos, o narrador-personagem está disponível, da primeira à última página, para satisfazer a todos os caprichos de sua imaginação. Sem compromisso profissional algum, o aspecto financeiro de suas peregrinações atrás de Carlota não chegam jamais a preocupá-lo. ## Referências - v - d - e - Cinco Minutos - O Guarani - A Viuvinha - Lucíola - As Minas de Prata - Diva - Iracema - O Gaúcho - A Pata da Gazela - O Tronco do Ipê - Sonhos d'Ouro - Til - Alfarrábios - Guerra dos Mascates - Ubirajara - Senhora - O Sertanejo - Encarnação - O Crédito - Verso e Reverso - O Demônio Familiar - As Asas de um Anjo - Mãe - A Expiação - O Jesuíta - Cartas sobre a confederação dos Tamoios - Ao Imperador: Cartas Políticas de Erasmo e Novas Cartas Políticas de Erasmo - Ao Povo: Cartas Políticas de Erasmo - O Sistema Representativo - O Tronco do Ipê (1963) - O Tronco do Ipê (1982) - Senhora - O Preço de um Homem - As Minas de Prata - A Padroeira - Essas Mulheres - O Guarani (1979) , O Guarani (1996) - Iracema (1917) , Iracema (1949) , Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel - Lucíola, o Anjo Pecador (filme) - A Lenda de Ubirajara - Onde a Terra Acaba - Senhora (1955) , Senhora (1976) - Como e Por Que Sou Romancista (autobiografia) - Ao Correr da Pena (crônica) - Escabiosa/Sensitiva (obra inacabada) - v - d - e - Portal do Brasil - Portal da literatura - Portal da educação - Portal da arte
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# Gasosa Cini Gasosa Cini é uma marca de refrigerante característico e tradicional da região sul do Brasil, em especial nos estados do Paraná , onde foi fundada em São José dos Pinhais ( Região Metropolitana de Curitiba ) e onde se localiza a fábrica Cini Bebidas , e também um centro de distribuição no estado de Santa Catarina , na cidade de Joinville . [ 1 ] [ 2 ] ## Histórico ### Egízio Cini Egízio Cini veio da Itália , da região de Veneto , para o Brasil, no século XIX, com o objetivo de se instalar em terras doadas pelo imperador Dom Pedro II e se estabeleceu na Colônia Cecília , no município de Palmeira , no Paraná. Na colônia, casou-se com Aldina Benedetti, de uma família pioneira. Ezígio e Aldina construíram um moinho de fubá e em 1 de outubro de 1891 nasceu seu primogênito, Hugo Cini. Junto com a esposa, produziam uma bebida para os finais de semana a base de água, açúcar e gengibre, que chamaram de "gengibirra", união das palavras gengibre e birra (cerveja em italiano). Não era alcoólica, mas quando a gengibirra começou a fazer sucesso na colônia, através do comentários entre os colonos, passou a ser conhecida como uma cerveja de gengibre. [ 3 ] Ezígio era considerado um intelectual que defendia seus ideais, através de um jornal que foi fundado em 1899, em Curitiba e era dirigido por ele, o II Diritto Libertário , inclinado para a divulgação anarquista . O jornal estampava um subtítulo: “Periódico comunista – anarchico”. [ 4 ] Com a Proclamação da República , ocorreu a decadência da Colônia Cecília, devido à dívida colonial. Em 1904, Ezígio Cini associou-se a Carlos Chelli, também ex-integrante da Colônia Cecília para iniciar um pequeno negócio dedicado à produção de bebidas alcoólicas. Em São José dos Pinhais, fundou a Cervejaria Esperança. A empresa produzia uma água carbonatada e algumas bebidas alcoólicas, como Fernet , e duas cervejas , uma clara e outra escura, chamada Águia. A cerveja Águia era artesanal, e o processo de fabricação incluía a fermentação na própria garrafa. ### Hugo Cini Com a morte de Ezígio Cini, Aldina assumiu a posição na sociedade com Chelli, ao lado do filho mais velho, Hugo. Chelli vendeu sua parte na sociedade para Hugo, que assumiu a indústria. Os meios de produção na época eram: uma máquina manual movida a pedal, um tanque para a lavagem das garrafas e tonéis de carvalho para a cerveja. A fermentação levava de 25 a 30 dias e a matéria-prima provinha da Tchecoslováquia , em caixas lacradas com zinco . Enquanto a fábrica era em São José dos Pinhais, foi construído um depósito em Curitiba, e posteriormente, em 4 de março de 1928, o depósito foi transformado em fábrica, na cidade de Curitiba, e foi registrada como "Hugo Cini e Cia"., tendo suas instalações ampliadas significativamente. Em 1945, a empresa foi transformada em Hugo Cini e Filhos Ltda., tendo a participação da esposa de Hugo Cini, Amélia Gobbo Cini, e de seus filhos Carlos Ezígio, Carolina Isolina, Aldina, Orlando, Espérdie, Nilo e Ginete. Inicialmente, as vendas eram realizadas em carroças carregadas com cerca de 60 dúzias, no começo da semana, levando capilé, aguardente, gasosa e cerveja. Como o processo para a fabricação das cervejas era muito caro, a fábrica parou de produzi-las na Segunda Guerra Mundial . Na década de 1940 , a Cini já fabricava a “colinha”, refrigerante de 190 ml, com gosto puxado para malte . Parte do maquinário, da marca Dickes, foi trazido da Alemanha para a produção da gasosa, e o químico encarregado da fórmula também foi trazido da Europa. A gasosa era elaborada manualmente, e as essências procediam da Alemanha, nos sabores framboesa , limão , abacaxi , gengibre e o procaroli especial, caramelo que vinha em uma barrica de 200 litros e que dava cor à cerveja. Em maio de 1963 a Cini foi transformada em Sociedade Anônima sob a designação de Hugo Cini S.A. – Indústria de Bebidas e Conexos. Na década de 1960 , mesmo com uma promoção com o refrigerante “colinha”, que oferecia prêmios dentro da tampinha de cortiça, a fábrica parou de produzir o produto devido à grande concorrência da Coca-Cola . As gasosas, porém, já haviam conquistado o mercado do Paraná e Santa Catarina, em especial a “Gengibirra”. Durante muitos anos a Cini foi conquistando o mercado; comprou a marca Wimi, tradicional refrigerante de laranja e foi modernizando o maquinário. [ 5 ] ## Produção atual No início da década de 1970 o empresário Hugo faleceu e o comando da empresa ficou a cargo dos filhos Orlando e Nilo. Como acontece com muitas empresas familiares, na década de 1980 a Hugo Cini passou por um processo de transição. Em 1996, a sede da indústria em Curitiba foi transferida para Pinhais, região metropolitana de Curitiba, onde a indústria passou a dispor de uma área de 10.000m², sendo 6000m² de área construída. No dia 17 de março de 2003, aos 84 anos de idade faleceu o industrial Orlando Cini. Em março de 2004, a indústria fez 100 anos, passando a ser uma empresa de bebidas não alcoólicas, oferecendo além das gasosas o chá mate e as bebidas prontas de sucos de frutas. Em 2006, Cini Bebidas retornou às suas raízes, a cidade de São José dos Pinhais. Atualmente a Cini é comandada por dois grupos de acionistas, herdeiros de Orlando e Nilo Cini. ## Apresentação A Gasosa Cini pode ser apresentada em vários sabores: framboesa , limão , guaraná , gengibirra (feita de gengibre ), laranja , abacaxi , cola com limão . ## Referências 1. ↑ «Refri Sabor Paranaense» . Matéria de capa do Jornal Tribuna do Paraná . Parana-online.com.br. Janeiro de 2013 2. ↑ «Cini Bebidas amplia presença em Santa Catarina» . Nossas Notícias – Empresa Cini . Cini.com.br 3. ↑ Gustavo Marques (2021). «Gengibirra, Cini Framboesa e Wimi: Conheça onde são fabricadas as gasosas que Curitiba ama» . Jornal Tribuna do Paraná . Consultado em 18 de Agosto de 2021 4. ↑ Informações Biblioteca Pública do Paraná 5. ↑ BENEDET, Josiane. 100 anos de uma empresa sem segredos e 100% familiar ## Referências bibliográficas - BENEDET, Josiane. 100 anos de uma empresa sem segredos e 100% familiar . Disponível em http://www.vendamais.com.br/artigo/46642-gasosa-cini-100-anos-de-uma-empresa-sem-segredos-e-100-familiar.html [consulta:9 de maio de 2010] - «A Bebida Hugo Cini» ## Ligações externas - «Bebidas Cini» . www.cini.com.br - Portal do Brasil - Portal do Paraná - Portal das empresas
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# Claudia Moda Claudia Moda foi uma revista especializada em moda publicada pela Editora Abril como uma publicação autônoma entre 1982 e 1992. Claudia Moda era liderada por Maria da Penha Bueno de Moraes (diretora de redação) e Costanza Pascolato (editora de moda). [ 1 ] O jornalista, cineasta e editor de moda Fernando de Barros era o responsável pelos editoriais de moda masculina da revista. O título apareceu inicialmente como uma das várias edições segmentadas da revista Claudia , talvez a principal revista feminina editada no Brasil no período. Essas publicações, chamadas de "filhotes", tratavam de temas como decoração (Casa de Claudia, depois Casa Claudia ), gastronomia (Claudia Cozinha), maternidade (Claudia Nossos Filhos, posteriormente Claudia Bebê) e moda (Claudia Moda). Durante a maior parte de sua existência, Claudia Moda era um catálogo de anunciantes da indústria da moda e trazia um editorial principal (multitemático) utilizando uma fórmula criada pela editora Diana Vreeland nas revistas americanas Harper's Bazaar e Vogue : as principais tendências de uma dada estação eram fotografadas em uma locação especial com uma equipe de modelos femininos e masculinos (em separado) e um único fotógrafo para cada grupo. Esse formato garantia uma linguagem visual que se tornou uma espécie de assinatura da revista. Em algumas edições, havia também textos e colunas. A revista tinha três ou quatro edições por ano, geralmente organizadas em torno das estações utilizadas pela indústria da moda (outono-inverno, primavera-verão e alto verão). Em seus últimos anos, o titulo abandonou esse formato e publicava editoriais variados, como a maioria das revistas do gênero. A revista também produzia uma publicação específica para profissionais da indústria da moda (fabricantes e lojistas), o Jornal de Claudia Moda , que circulava durante as edições da Feira Nacional da Indústria Têxtil (Fenit) , um dos eventos mais tradicionais do setor. Nesse sentido, e apesar da qualidade de seus editoriais, Claudia Moda era, em vários aspectos, uma trade magazine, publicação voltada para os profissionais de um determinado nicho da economia. ## Editoriais Claudia Moda ganhou notoriedade por seus editoriais. Sob a edição de Constanza Pascolato, um grupo de modelos femininas era levado para uma locação especial e fotografado em matérias que apresentavam as principais tendências em cada edição. J.R. Duran foi o fotógrafo mais frequente nas edições femininas. A dupla formada por Pascolato e Duran marcou a fotografia de moda no Brasil. No editorial masculino, sob a edição de Fernando de Barros, Serapião era o fotógrafo mais frequente e a fórmula editorial era a mesma. Em várias edições, a revista trazia uma capa dupla com um casal de modelos. Entre os modelos que apareceram nos editoriais de Claudia Moda estavam Patricia Monteiro de Barros, Fátima Muniz Freire, Maína Dentzuk, Rosana de Oliveira, Claudia Tollendal, Claudia Ferrabraz, Décio Ribeiro, Zee Nunes, Olivier Anquier , entre outros. ## Revistas de moda dos anos 1980 Claudia Moda fez parte de uma geração de revistas de moda com uma proposta editorial ousada e fotógrafos que se tornariam célebres. Alguns autores apontam a existência de uma rivalidade entre Claudia Moda e as revistas Moda Brasil e Vogue Brasil . Enquanto Pascolato e Duran assinavam os principais editoriais em Claudia Moda, Nettzy Carvajal e Luiz Tripoli eram a dupla principal na Moda Brasil e Regina Guerreiro e Miro colaboravam na Vogue Brasil. No entanto, era comum que os fotógrafos trabalhassem para dois ou mais títulos. ## Bibliografia - Kronka, Eleni. A cobertura de moda nos jornais diários: do comentário ameno ao status de notícia (uma análise comparativa dos jornais O Estado de São Paulo e Folha de S. Paulo). Dissertação de mestrado. USP: São Paulo, 2006. - Pasqualini, Jéssica Perazzo Ferreira. Conexões entre a moda atemporal e o consumo consciente na construção da marca Tezzo. Trabalho de conclusão de curso. Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos): Porto Alegre, 2021. - PRADO, L. A. do; BRAGA J. História da moda no Brasil: das influências as autorreferências. 2. ed. São Paulo: Disal; Pyxis, 2011. - Sabino, Marco. Espaço aberto: o dicionário da moda In dObra[s]: revista da Associação Brasileira de Estudos de Pesquisas em Moda (Abepem). Vol. 2, No. 3, 2008. - Teixeira, Débora Pires. A velhice na revista Claudia: uma análise de 1997 a 2010. Tese de Doutorado. Universidade Federal de Viçosa: Viçosa, 2019. ## Referências 1. ↑ Panzica, Senhoras na Moda-Vanda (26 de abril de 2012). «Costanza Pascolato – elegância e autoridade em moda» . Senhoras na Moda . Consultado em 29 de fevereiro de 2024 - v - d - e - Class Modelos - Elite Model Brasil - Ford Models Brasil - Ten Model - Amazônia Fashion Week - Capital Fashion Week - Couromoda - Dragão Fashion Brasil - Fashion Business - Fashion Rio - Feira Nacional da Indústria Têxtil - Francal - Natal Fashion Week - Paraíba Fashion Week - São Paulo Fashion Week - Claudia - Claudia Moda - Cosmopolitan - Criativa - Desfile - Elle - Faça Fácil - Manequim - Marie Claire - Máxima - Moda Brasil - Moda Moldes - L'Officiel - Vogue - Amir Slama - Arlindo Grund - Camila Coutinho - Erika Palomino - Glória Kalil - Heitor Werneck - Helena Montanarini - Isabella Fiorentino - Lila Colzani - Lilian Pacce - Marcia Ganem - Matteo Amalfi - Maurice Plas - Miriam Etz - Paulo Borges (produtor de eventos) - Pedro Lourenço - Regina Guerreiro - Rui Spohr - Sarah Chofakian - Walério Araújo - modelos femininas... - modelos masculinos... - Portal da moda - Portal do Brasil
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# As Américas e a Civilização As Américas e a Civilização: Processo de Formação e Causas do Desenvolvimento Desigual dos Povos Americanos é um livro do antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro , [ 1 ] publicado pela primeira vez em português no ano de 1970, [ nota 1 ] [ 2 ] que busca categorizar as sociedades contemporâneas da América de acordo com seus processos de formação cultural e desafios mais imediatos, [ 3 ] bem como discorrer sobre os mesmos em distintos graus de profundidade. Ribeiro parte da assunção de que as sociedades contemporâneas são frutos da expansão europeia , para ele, dividida em dois processos históricos — na toada de seus trabalhos passados — onde, em um primeiro momento, Rússia , Portugal e Espanha ; Holanda , Inglaterra e França , em um segundo momento, alteraram profundamente a vida de boa parte da humanidade. A depender das consequências dos processos de expansão promovidos pela Revolução Mercantil e pela Revolução Industrial , Ribeiro classifica as sociedades deles resultantes como povos-novo , povos-testemunho , povos-transplantado ou povos-emergente , categorias que ele chama de configurações histórico-culturais , [ 4 ] [ 5 ] [ 6 ] [ 7 ] [ 8 ] [ 9 ] pretendendo iniciar um intenso debate acerca do conhecimento que os povos americanos modernos têm de si mesmos. [ nota 2 ] ## Categorias Os povos-testemunho , como o Peru e o México , são restos de civilizações indígenas, desfiguradas pela intervenção em seus sistemas de produção, pela substituição de suas classes dominantes e pelo forçado convívio indiferenciado com povos rivais. Os povos-transplantado , como os Estados Unidos e a Argentina , são extensões de sociedades europeias, formadas pela migração maciça às terras conquistadas, pelo pequeno contato dos colonos com outros povos e pelo seu mínimo distanciamento cultural da Europa. Os povos-novo , como o Brasil e Cuba , são hibridizações entre dominados e dominadores, formados pela intensa miscigenação entre povos muito diferentes, pelo brutal submetimento destes a formas comuns de exploração e pela inviabilidade da reprodução de seus modos de vida originais nas novas sociedades. Os povos-emergente , como os antigos araucanos e os modernos quéchuas , a categoria menos discorrida, são também restos de antigas civilizações indígenas, aspirantes à reconstituição de seus modos de vida originais e à autonomia ou independência política. [ 11 ] [ nota 3 ] Ribeiro associa à cada categoria certos problemas sociais e desafios, muitos deles relacionados à integração no atual processo de transformação das sociedades, desencadeado pela Revolução Termonuclear . Isso também é válido para todo o restante do mundo, chegando Ribeiro a classificar algumas outras sociedades nessa ou naquela categoria para fins ilustrativos, no entanto, a ênfase da obra é nos povos americanos, sendo uma espécie de focalização na América do que foi elaborado em O Processo Civilizatório . ### Povos-testemunho > " […] as populações mexicanas, mesoamericanas e andinas, enquanto sobreviventes de antigas civilizações — asteca, maia e incaica — que desmoronaram ao impacto da expansão europeia, entrando num processo de aculturação e de reconstituição étnica, ainda inconcluso para todas elas ". — RIBEIRO, p.125 Ribeiro classifica como povos-testemunho : México, partes da América Central, Peru, Bolívia e Equador, onde os povos indígenas situados em estágios mais avançados do continuum da evolução sociocultural [ nota 4 ] viram a substituição de suas classes dominantes, a tomada de suas capitais e a reconfiguração de seus centros de difusão de cultura erudita como mera conquista — havendo inclusive colaboração por parte de setores intermediários, que viram chance de expandir seus privilégios —, a qual sucedeu uma dualidade de opressão tão intensa que os fez profundamente diferenciados de todas suas matrizes e irregularmente introduzidos na cultura dominadora; [ nota 5 ] ### Povos-transplantado > " […] os resultados contemporâneos das migrações para amplos espaços do Novo Mundo de contingentes europeus que para cá vieram com suas famílias, aspirando reconstituir a vida social de suas matrizes, com maior liberdade e com maiores chances de prosperidade ". — RIBEIRO, p. 455 [ 12 ] Ribeiro classifica como povos-transplantado americanos: [ nota 6 ] Canadá e Estados Unidos , [ 13 ] onde excedentes populacionais da Inglaterra , e em um segundo momento da Europa inteira, se organizaram em granjas autossuficientes, sem muito convívio e miscigenação com demais contingentes humanos, não passando por intensos processos de aculturação para se fazerem americanos, mas tão somente por assimilação, [ nota 7 ] dada a proximidade entre as culturas inglesa e as demais europeias; Argentina e Uruguai , [ 14 ] onde a população mestiça original foi esmagada por excedentes populacionais europeus na toada das políticas de embranquecimento, a maioria da Itália e Espanha , que só permitiram alguma preservação da cultura original pela necessidade de adaptação ecológica, pela então inexistência das identidades europeias modernas e pela dupla presença de culturas de base hispânica — nativos e imigrantes —, [ nota 8 ] constituindo, talvez, o único caso na história onde a população original foi substituída por imigrantes. [ 15 ] [ 16 ] [ 17 ] ### Povos-novo > " […] o resultado de formas específicas de dominação étnica e de organização produtiva sob condições de extrema compulsão social e deculturação compulsória que, embora exercidas em outras épocas e em distintas áreas do mundo, alcançaram na América colonial a mais ampla e a mais rigorosa aplicação ". — RIBEIRO, p. 223 [ 18 ] Ribeiro classifica como povos-novo : Brasil, Colômbia, Venezuela, Antilhas espanholas e partes da América Central, onde o contato entre homens europeus e mulheres de povos situados nos estágios iniciais do continuum da evolução sociocultural [ nota 9 ] produziram grandes populações mamelucas [ nota 10 ] que acabaram por aculturar os contingentes africanos explorados em regimes de plantations [ nota 11 ] — no caso dos quatro primeiros — e por servirem de mão de obra especializada em outros empreendimentos coloniais [ nota 12 ] — no caso dos três últimos; Guianas, Sul dos EUA, Antilhas inglesas, francesas e holandesas, onde a massa mameluca não existiu ou emigrou após a instalação de regimes de plantations. [ nota 13 ] responsável pela concentração de imensos contingentes africanos e crioulos, que acabaram por assumir o papel de protoetnia aculturadora. ### Caso sui generis panamenho > " […] que não chega a ser um povo pelo artificialismo de sua criação e pela coerção sobre ele exercida pelos norte-americanos, impossibilitando qualquer esforço de integração nacional ". — RIBEIRO, p. 209 [ 19 ] Tetrapartido em componentes indígenas, negros, criollos e americanos verdadeiramente apartados dos três primeiros em ilhas de riqueza, Ribeiro não classificava o Panamá de sua época em nenhuma das categorias concebidas, ainda não consciente de si ou revoltado com os militares e administradores americanos do canal. ## Críticas No livro Configurações Histórico-Culturais dos Povos Americanos, resumo de O Processo Civilizatório e d' As Américas e a Civilização , vários autores, de várias partes do mundo comentam sobre diversos pontos das duas obras, tecendo críticas, elogios e recomendações. Os arqueólogos Jan Bouzek, Tchecoslováquia , e Cynthia Nelson, Egito , rechaçam importantes partes d' O Processo Civilizatório , que afetam visceralmente este livro, desde o julgamento de ser necessário enfatizar as enormes diferenças entre as sociedades agrícolas , até o julgamento de que as formações socioculturais não explicam o processo evolutivo . Além disso, Nelson julga necessário considerar a autoimagem das sociedades ao discorrer sobre suas transformações étnicas. [ 20 ] [ 21 ] O antropólogo estadunidense Frederick Hicks questiona se as configurações histórico-culturais realmente ponderam características econômicas e ecológicas o suficiente, sugerindo serem excessivamente baseadas em manifestações religiosas e étnico-raciais. Também questiona pontos d'O Processo civilizatório, sugerindo que os Estados rurais artesanais coletivistas e privatistas não são formações socioculturais alternativas, mas sucessivas. [ 22 ] Para o arqueólogo canadense Andrew Hunter Whiteford, Ribeiro "amontoa a diversidade da sociedade mexicana ou peruana numa singular categoria simplesmente porque está, agora, situada no local de uma cultura pré-colombiana altamente desenvolvida", o que, somado à negação que faz do sentimento de nostalgia indígena dos mestiços nos povos-testemunho , faz o arqueólogo julgar confusa a tipologia . [ 23 ] Para o antropólogo brasileiro Eduardo Galvão , Ribeiro erra de modo crasso ao nada dizer sobre a existência de fortes tensões entre brancos e negros não só nos povos-transplantado , como os Estados Unidos, mas inclusive em países profundamente caldeados como alguns povos-novo , notavelmente o Brasil , frequente e erroneamente apontado como " democracia racial ". Julga o esquema, ainda, como "antes de caráter sociopolítico do que uma tentativa de análise cultural". [ 24 ] ## Notas 1. ↑ A primeira publicação ocorreu durante o exílio do autor, em língua espanhola, no ano de 1969 2. ↑ Austrália, Índia, Japão, Nova Zelândia e outros povos não americanos são citados e mesmo categorizados no livro, para fins essencialmente comparativos e sem aprofundamento. Isso é particularmente notável no caso dos povos-emergentes , onde o autor cita uma confederação araucana como único povo dessa categoria outrora existente em solo americano [ 10 ] , sem qualquer aprofundamento, deixando as menções aos povos-emergentes quase que exclusivamente a tribos africanas e asiáticas. Tal posição, no entanto, é revista, também sem aprofundamento, no livro Configurações Histórico-Culturais dos Povos-Americanos (1975) , que resume os dois primeiros volumes da coleção Estudos de Antropologia da Civilização 3. ↑ A categoria em questão é comumente omitida em comentários sobre a tipologia do autor e é a menos característica de todas, com notáveis divergências entre as definições e classificações de 1970 e de 1975. 4. ↑ E também os muitos povos que estes já dominavam. 5. ↑ Afinal povos de diferentes estágios evolutivos, e muitas vezes inimigos, foram forçados às mesmas compulsões e a conciliação de fragmentos de culturas ancestrais — suas e vizinhas — com a dominadora, opostas às suas em praticamente tudo 6. ↑ Além de partes do Brasil , Chile e Costa Rica , as quais não se aprofunda 7. ↑ O que significa que a adaptação dos europeus a vida na América do Norte foi muito mais padronizante do que substitutiva, exigia pouco mais que a adequação a uma cultura irmã. 8. ↑ Sendo, seguramente, fator determinante na configuração do Uruguai e da Argentina como países de língua espanhola, apesar da predominância da imigração italiana sobre todas as outras nesses países. 9. ↑ Como os araucanos, os guaranis, os aruaques, os caribes, os taínos, os diaguitas e os tupis 10. ↑ Universal em quase todos os casos de contato entre populações distintas, a mestiçagem foi favorecida nas referidas regiões pela cultura dos povos que nelas viviam, mais propensas a abertura e a admissão de corpos estranhos, como bem exemplifica o cunhadismo dos tupinambás e práticas similares. 11. ↑ Como o da cana-de-açúcar, do tabaco, do cacau e do algodão 12. ↑ Como mineração, extrativismo vegetal, pastoreio e outras formas agricultura 13. ↑ Afinal houve uma grande valorização das propriedades no Caribe após a instalação de engenhos açucareiros, o que levou muitos a vendê-las e saírem das ilhas. ## Referências 1. ↑ RIBEIRO, Darcy (1970). As Américas e a Civilização: Processo de Formação e Causas do Desenvolvimento Cultural Desigual dos Povos Americanos . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira 2. ↑ «Fundação Darcy Ribeiro (FUNDAR): Bibliografia» . Consultado em 2 de outubro de 2024 3. ↑ CID, Luyza Roberta Carvalho (2023). Entre fronteiras: o exílio de Darcy Ribeiro no Uruguai e sua influência na construção de seu pensamento latino-americanista (1964-1968) . Guarulhos (SP): USP-fflch. p. 37 4. ↑ CARDOSO, Antônio Dimas; TIBO, L.; RIBEIRO, M. J. A.; GRAVE, M. R. (2020). Ideias sobre a formação sociocultural e desenvolvimento na América Latina . Revista Eletrônica Interações Sociais . 4 . Rio Grande (RS): Universidade Federal do Rio Grande (FURG). p. 128 5. ↑ GRÜNEWALD, Rodrigo de Azeredo (1999). Os 'Índios do Descobrimento':Tradição e Turismo (PDF) . Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro/MN/PPGAS. p. 122 6. ↑ RISÉRIO, Antônio (2008) [1995]. Em defesa da semiodiversidade . GALÁxIA . São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. p. 23 7. ↑ SERPA, Talita Miranda (2012). A cultura brasileira de Darcy Ribeiro em língua inglesa: um estudo da tradução de termos e expressões da Antropologia da Civilização (PDF) . São José do Rio Preto (SP): Universidade Estadual Paulista. p. 315 8. ↑ SOUZA, Marcelo Lopes de (2012). Autogestão, “autoplanejamento”, autonomia:atualidade e dificuldade das práticas sociais libertárias dos movimentos urbanos . Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro. p. 87 9. ↑ PINHEIRO, Lucas Miranda (2008). El ingenioso caballero Darcy Ribeiro: a trajetória de um intelectual andante na cultura política utópica do Brasil e da América Latina . Franca (SP): Universidade Estadual Paulista/FCHC. p. 111 10. ↑ RIBEIRO, Darcy. As Américas e a Civilização . Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1970, p. 438 link. 11. ↑ RIBEIRO, Darcy (1970). As Américas e a Civilização: Processo de Formação e Causas do Desenvolvimento Cultural Desigual dos Povos Americanos . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. p. 438 12. ↑ RIBEIRO, Darcy. As Américas e a Civilização . Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1970, p. 455 link. 13. ↑ RIBEIRO, Darcy. As Américas e a Civilização . Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1970, p. 465 link. 14. ↑ RIBEIRO, Darcy. As Américas e a Civilização . Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1970, p. 513 link. 15. ↑ RIBEIRO, Darcy (1970). As Américas e a Civilização: Processo de Formação e Causas do Desenvolvimento Cultural Desigual dos Povos Americanos . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. p. 465 16. ↑ RIBEIRO, Darcy (1970). As Américas e a Civilização: Processo de Formação e Causas do Desenvolvimento Cultural Desigual dos Povos Americanos . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. p. 513 17. ↑ RIBEIRO, Darcy (1970). As Américas e a Civilização: Processo de Formação e Causas do Desenvolvimento Cultural Desigual dos Povos Americanos . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. p. 455 18. ↑ RIBEIRO, Darcy. As Américas e a Civilização . Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1970, p. 223 link. 19. ↑ RIBEIRO, Darcy. As Américas e a Civilização . Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1970, p. 209 link. 20. ↑ NELSON, Cynthia (1975) [1969]. Cynthia Nelson (Cairo, Egito, 4-8-1969) (em RIBEIRO 1975. Configurações Histórico-Culturais dos Povos Americanos). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. pp. 94, 98 !CS1 manut: Língua não reconhecida ( link ) 21. ↑ BOUZEK, Jan (1975) [1969]. Jan Bouzek (Praga, Tchecoslováquia, 22-8-69) (em RIBEIRO 1975. Configurações Histórico-Culturais dos Povos Americanos). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. p. 107 !CS1 manut: Língua não reconhecida ( link ) 22. ↑ HICKS, Frederic (1975) [1969]. Frederic Hicks (Louisville, Kentucky, EE. UU., 30-7-69) (em RIBEIRO 1975. 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LatamQA

LatamQA is a cultural knowledge benchmark designed to evaluate Large Language Models on Latin American contexts. The dataset addresses the critical gap in bias detection resources for non-English languages and underrepresented cultures. Built from 26,000+ Wikipedia articles and structured using Wikidata's knowledge graph with expert guidance from social scientists, LatamQA contains over 26,000 multiple-choice questions covering the diverse popular and social cultures of Latin American countries. Questions are available in Spanish and Portuguese (the region's primary languages) as well as English translations, enabling evaluation of both multilingual capabilities and cultural representation. This resource helps researchers assess whether LLMs—predominantly trained on Global North data—exhibit prejudicial behavior or knowledge gaps when handling Latin American cultural contexts.

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  • Metadata and content of the Brazilian Portuguese articles

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@inproceedings{karmimleveraging2026,
  title={Leveraging Wikidata for Geographically Informed Sociocultural Bias Dataset Creation: Application to Latin America},
  author={Karmim, Yannis and Pino, Renato and Contreras, Hernan and Lira, Hernan and Cifuentes, Sebastien and Escoffier, Simon and Marti, Luis and Seddah, Djamé and Barriere, Valentin},
  booktitle={Proceedings of the 1sh Workshop on Multilingual Multicultural Evaluation @ EACL26},
  url={https://users.dcc.uchile.cl/~vbarrier/paper/MME_ACL_SC_Biases.pdf},
  year={2026}
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